Episódios de Fliperama Nerd

#116 - 100 metros

07 de setembro de 20261h3min
0:00 / 1:03:57

🎙️ Neste episódio do podcast, fazemos uma análise completa de 100 Metros, o filme de anime sobre corrida, velocidade, amizade, rivalidade e superação.
🏃 Falamos sobre a história, os personagens, as cenas marcantes e os principais temas apresentados no anime.
🎬 Confira nossa resenha e crítica de 100 Metros, explorando o que torna esse filme de anime tão emocionante.
🔥 Se você gosta de anime, filmes, esportes, corrida e histórias de superação, este episódio é para você.
🎧 Dê o play e acompanhe nossa análise de 100 Metros (Hyakuemu), um anime que vai muito além da linha de chegada.

Participantes neste episódio4
H

Hauken

Host
M

Mário Verde

Co-host
P

Pitincura

Co-host
R

Roquete

Co-host
Assuntos6
  • Análise do filme de anime 100 Metros e sua abordagem sobre superação e rivalidade100 Metros·Netflix·anime de esporte
  • A história de Todashi e Komiya, a rivalidade e a evolução dos personagensTodashi·Komiya·rivalidade·superação
  • O discurso de Kaido sobre mudar a própria realidade e a motivação no esporteKaido·motivação·realidade
  • Apresentação do podcast Fliperama Nerd e a nova fase de episódios em vídeoFliperama Nerd·Spotify·YouTube
  • A mensagem do filme sobre ansiedade e a importância de abraçar os sentimentosansiedade·Zaitzu·superação pessoal
  • A rotoscopia e a animação do filme, com destaque para as cenas de corridarotoscopia·animação·expressões faciais
Transcrição156 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Bom dia, boa tarde, boa noite para você, meu querido ouvinte. Tá ouvindo aí um Fliperama Nerd, mais um episódio nosso. Esse vai ser um dos— não é nosso primeiro, né, já tivemos outros 2 episódios por vídeo, mas esse episódio que vai começar uma nova fase aqui no Fliperama Nerd, em que todos os nossos episódios serão por vídeo. Vocês poderão sempre ver nossa carinha aí, tanto no Spotify quanto no YouTube. Continuaremos enviando para outras plataformas, tá, mas não necessariamente elas vão aceitar vídeo.

Então Então as nossas principais agora vão ser Spotify e YouTube. Hoje vamos falar de um filme que foi lançado no dia 31 de dezembro de 2025, um filme que eu tava muito ansioso para falar sobre porque definitivamente me conquistou muito rápido. E hoje vamos falar de 100 metros. Mas antes de começarmos a falar dessa obra maravilhosa que lançou pela dona Netflix, Primeiro vamos apresentar os integrantes aqui do cast. Por favor, se apresentem, meus amores.

?Voz B

Pô, não vai preparar a ficha não, mano? Ou vai ser depois?

?Voz C

Pois é, é isso que eu tô sem entender, bicho.

?Voz A

Mano, vocês estão com muito devozinho, velho, e só cede o fluxo para que a gente possa continuar.

?Voz B

Ansiedade, ansiedade.

?Voz C

É porque esse daí é o pré-episódio. O pré-episódio é a sinopse, é o BBB, é o era box do Hulk.

?Voz A

Ainda nem chamei o Catarse, pô. Depois do tratado a gente prepara as xixis.

?Voz C

Rapaz, que isso, cara?

?Voz B

Então irei me apresentar. E aí, galera, Pitincura aqui mais uma vez aí com vocês para falar de nada mais nada menos que 100 metros, filme maravilhoso.

?Voz D

E aí, gente, eu sou o Roquete, mais um episódio para falar de outra obra aí para a gente analisar. Nesse caso vai ser o 100 metros, 100 metros ou 100 metros.

?Voz B

Ô louco, lançou japonês, cara!

?Voz C

Lançou um japonês ao vivaço aqui. Mas é isso, gente, eu sou o Mário Verde, estou aqui. Dessa vez não estou na posição de host porque cansei de ser host, joguei essa bomba no colo do Raul, que o Raul vai hostear o episódio, vai cuidar de tudo, ter que pensar em tudo. Já tá abrindo aí o Catarse aí para puxar as fichas, tudo. Lembrando que ele tem que preparar as fichas, viu?

?Voz A

Mas antes de começar o podcast, vamos dar uma passadinha para lembrar que Caso você queira ajudar esse projeto a continuar, ajuda a gente lá no Tatazi. Temos planos a partir de R$5 pra você fazer parte, entrar nos grupos com a gente, a gente poder papear muito sobre anime que tá saindo, jogo, Nintendo Direct, todos os E3 de cada plataforma. Então ajuda a gente lá no Tatazi, a gente agradece. Mas vamos falar do que a gente quer. Preparem suas fichas porque a gente tá começando mais um Flippermanete.

?Voz D

Aêêêêê!

?Voz C

Bora, bicho!

?Voz B

Caralho, cinema!

?Voz A

Vamos agora voltar em julho, né? Nesse junho de 2026 foi um mês triste para o Flipper Manete, pois só lançamos um episódio. Mas é importante dizer aos senhores que durante um tempinho nós vamos estar voltando a uma rotina de quinzenal. Vão ser a priori 2 episódios por mês. Então é importante estar informando os senhores, mas a gente vai tentar ajustar essa rotina. Depois vamos ver se a gente consegue voltar para o semanal, mas por enquanto é isso.

Vamos estar lançando os conteúdos aí no no YouTube e no Instagram também. A gente espera estar mais próximo de vocês assim, e tudo por vídeo agora, a nossa carinha vai estar sempre por aqui. Mas puxando um pouquinho, falando menos de Friteira Manérdi, falando um pouquinho mais de 100 metros. 100 metros é a história do nosso querido Todash, um menino. Quando ele tava no ensino fundamental, ele corria, né, ele fazia parte do clube de atletismo e ele ganhava todas as competições da modalidade de 100 metros dentro do atletismo.

E ele cresceu evoluindo e focando nisso, até que um dia ele conhece um amigo da sala dele, uma pessoa que era meio isolada, sabe, que o nome dele é Komiya. E o Komiya, ele meio que ao ver o Toudachi ali, ele começa a gostar de correr, né. A gente vai falar um pouco mais da relação lá dentro, mas é o plot twist da obra, né, que o Komiya acaba se tornando grande corredor no futuro. E é isso que 100 metros vem falar pra gente. A sinopse basicamente é essa que a Netflix nos traz.

Mas 100 metros é muito mais do que essa rivalidade, porque é o que a sinopse faz transparecer pela primeira vez que eu li. 100 metros é sobre não desistir, é sobre ter força no quanto sua vida cresce. Mas agora a gente vai falar um pouquinho mais desse filme. Queria que vocês falassem a expectativa de vocês, como foi que vocês entraram no filme, vocês tinham ouvido alguém além de mim falar, vocês tinham ouvido os cortes, porque, pô, meu Instagram é cheio de post de 100 metros.

?Voz B

Não, total. Eu tinha visto pessoas falarem no Instagram, principalmente, sobre o filme, então foi dali onde eu conheci, né, os 100 metros. Vi bastante corte, principalmente da animação, tá? Nem tanto da história em si, mas da animação. Vi também o trailer, que realmente parece ser um filme sobre a rivalidade, né, e não sobre os sentimentos em si. Mas, como bons fãs de animes e animes de esporte aqui, nós sabemos que anime de esporte nunca é sobre o esporte.

Mas sim sobre as pessoas e seus sentimentos, enfim, e tudo mais. E esse anime acabou sendo isso. E uma coisa que me surpreendeu e que fez muito sentido no final das contas é que a mesma pessoa que fez o 100 metros foi a mesma pessoa que fez o Orb, aquele anime lá da religião, da igreja, heliocentrismo, né? Isso, que eles estudam o heliocentrismo e isso é um pecado lá dentro do mundo. Enfim, e nisso fez muito sentido porque esse anime do Orb ele é muito filosófico, também, né, fala muito sobre filosofia, sobre como as pessoas se sentem, como as pessoas lidam com as coisas.

E esse anime dos 100 metros também é muito sobre isso, né. Claro que a gente tem toda essa parada do atletismo, a gente acabei conhecendo bastante sobre o esporte dentro desse anime, mas o objetivo principal não era esse, né. O objetivo principal era sobre os personagens em si, que foi uma grande surpresa, porque eu tava esperando rivalidade corridinha, né.

?Voz D

Hawking, honestamente, eu nunca ouvi falar, eu nunca vi ninguém falando desse. Foi o único que eu ouvi falar que tava falando desse anime barra filme de corrida. Só pelo nome já tava esperando, seria uma coisa mais estilo de esporte. E honestamente eu não tenho costume de ver os animes de esporte, não sou muito fã, não sei, eu não sinto muita coisa em relação a eles por causa que eu sinto que é um pouquinho, um pouco do mesmo todos os animes de esporte, tirando aquele lado de futebol que os cara bota os poderzinho lá, tipo botou lá o time do Brasil e mandava uns olê.

?Voz B

Vocês lembram? Esse anime é bom, tá? Supercampeões. Ô, Supercampeões não, Super 11.

?Voz D

Exato. Mas então, dos geralmente de esporte, eu não sou muito a fim de ver, de assistir, por causa que é muito tipo, ah, vamos dar o melhor, vamos se esforçar e essas coisas tudo. E já espero isso de todo todo anime de esporte ser mais ou menos nessa vibe. Então não sei dizer, tipo, é o que eu tava esperando, alguma coisa mais ou menos nisso, alguma certa competitividade, e eu só não sabia como é que ia ser. E eu tive um pouquinho de surpresa, principalmente em questão da animação.

?Voz B

Nossa, assim, é muito foda, porque até fazendo, falando um pouquinho da animação ali, ele utiliza aquele, me fugiu o nome, Rotoscopia. Isso aí, né, que eles pegam atores reais e desenham por cima dos movimentos. E eu já vi animes assim e é extremamente grotesco, normalmente assim parece um filme de terror, sei lá. E aí aqui ficou muito bem feito, muito bem construído. Claro, a gente vai debater um pouco mais sobre isso, mas só queria puxar ali já que o Roquete falou.

?Voz C

Assim, eu sou um pouco diferente disso, eu gosto do anime principalmente porque o anime ele pode pirar um pouquinho mais na animação. A própria animação americana também tem um pouco disso, né? Que é aquela questão de, tipo, aquele quadro do Sasuke quebrando o pescoço que a galera fica zoando, aquele quadro do Pain derretendo. Aquilo ali não necessariamente é pra ficar bonito no quadro a quadro, mas é pra dar a sensação de movimentação e a animação precisa disso.

Quando a animação é feita em rotoscopia, eu acho que fica meio esquisito, sabe? A movimentação fica real demais. Pra eu que tô vendo um filme em animação fica meio, sei lá, parece que desloca um pouquinho. Mas uma coisa que eu não gostei de jeito nenhum nessa animação foi o jeito que funciona as expressões e os olhares. Parece que os olhos de todo mundo é um olho meio morto, sabe? Uma sensação meio jogo de Play 3, que é todo mundo olhando pra nada e conversando, sabe?

Eu esperava um pouquinho mais da animação, ainda mais por causa dos cortes. Mas nas cenas que estão na pista, que dá aquela, principalmente, agora esqueci o nome do Alok lá, gente, qual que é o nome dele, gente?

?Voz D

Togashi?

?Voz C

Exato, o Kaido, quando ele tá falando da questão da realidade, que tá correndo e nossa, foda essa cena, começa tudo a distorcer, puta merda, aquela cena lá é muito massa. Mas já entrando um pouquinho, eu nunca fui muito de assistir também anime de esporte, assim como o Rocket, eu gosto das animações que elas vira um pouquinho mais, ou vai mais para o lado da galhofa ou vai mais para o lado da porrada mesmo, da ação. Apesar de que hoje o anime que eu mais tô acompanhando é Diário de uma Hipotecária, mas que não tem nenhum dos dois. Quer dizer, tem galhofa, né?

?Voz D

Mas tem uma história massa, tem uma história muito boa.

?Voz C

É, tem uma história muito boa, mas a parte de esporte nunca me chamou muita atenção. Mas já até parafraseando o Douglas aqui, eu tenho a minha bagagem de esporte com cubo mágico. Porque pra quem não sabe, eu sou delegado da Associação Mundial de Cubo Mágico, participo de competição, e sim, tem competição oficial disso. Participo desde 2011 de competições assim. Então meio que tudo que eles retratam no filme são coisas que eu vivi, sabe, dentro do esporte.

Começando, por exemplo, com o comecinho do filme, que é todo mundo fundamental e tem aquela pessoa que ela tá muito distoante de todo mundo dentro do esporte. No cubo mágico, quase todas as competições que você entra é assim, tem Alguém que destaca muito, que destoa muito, porque são muitos campeonatos regionais que, por exemplo, primeiro lugar tá fazendo um sub-9 de média, menos de 9 segundos para resolver o 3x3, e o segundo lugar tá fazendo 15. Então, tipo, isso é algo que eu vejo direto assim.

?Voz A

Falando um pouquinho de mim, apesar de ter apertado os senhores, primeiro, eu gosto muito de games de esporte no geral porque eles retratam a realidade que te torna aquele esporte fascinado. Eu gosto quando o anime trata o esporte como ele é. Eu não gosto muito de— quando era criança eu gostava de Inazuma Eleven, mas hoje em dia não dá mais, sabe? Eu gosto quando eu conheço a realidade de um esporte, porque você só consegue gostar de um esporte, só consegue sentar quando você entende a dificuldade das coisas que você tá vendo.

Então quando eu pego esse filme, eu começo a entender a realidade de um atleta, eu consigo entender quão difícil é ele correr, chegar lá e correr em menos de 10 segundos, sabe? Todo aquele esforço faz mais sentido, o que torna mais prazeroso de assistir. É por isso de você tá aqui, um esporte que o Luigi fala muito, por exemplo, Fórmula 1. Se a média das pessoas vão sentar e falar, ah, pô, é um carro, não vai ter nenhum prazer de assistir isso ali, pô.

Quem tem o melhor carro vai vencer. Mas só de pronto começa a acompanhar um pouquinho mais, sabe? Todo esforço que um piloto faz, todo o trabalho físico, como é dirigir um carro daquele. Tudo isso faz muito mais sentido quando você vai assistir aquele esporte. Isso falando de anime de esporte geral, porque eu sinto que quando anime de esporte é bom, ele retrata muito bem isso. Tem até um speedrun falando só de anime de esporte, assistam.

Ouçam, no caso, na tela, é porque não dava para assistir. Mas vou falar um pouquinho mais de 100 metros. É 100 metros, como o Douglas falou, né? A gente acha que é um anime de esporte, mas é uma grande comparação com a vida. A vida são os nossos 100 metros. O anime todo é sobre isso, né? E isso que é sensacional.

?Voz C

O esporte, ele é uma retratação da vida, né? De um retrato da vida, né? Então isso acaba sendo qualquer esporte que eu for pegar, eu dou conta de fazer esse meio que esse slice of life, né?

?Voz A

É muito importante quando você na sua vida você competir, competir, você tem aquele prazer de estar competindo, competir com vontade de ganhar. Eu acho que isso é muito importante, ele ensina muito, principalmente quando isso vem desde criança. Primeiro que ele ensina que ganhar é difícil, ensina que perder faz parte da vida e que vai existir pessoas melhores que você. E tudo isso gira em torno do esporte, né? Eu acho que toda criança tem que competir, tem que passar raiva, tem que gritar, faz parte, forma caráter, né?

Forma caráter. Mas falando um pouquinho aqui do início de 100 metros, você O bom de ser mestre, ele abrange isso tudo, mas eu queria falar um pouquinho mais da obra, né, desse iniciozinho. A gente tem ali, como eu falei nesse início, Todashi correndo, e ele era tipo o melhor, e ele encontra o Komiya e ele começa a ensinar. Nesse início eu não esperava para onde o filme vai correr, porque o que que a gente tem nesse início? A gente tem um Todashi ensinando Komiya a correr, e logo no final, que vamos dizer dessa fase criança, acaba com o Todashi enfrentando o corredor de 100 metros, que é um adolescente nessa época, e ganhando, né?

Era meio que uma, eles fazendo uma entrevista. E nisso o Todashi disputa uma corrida com Komiya de brincadeira ali, logo depois, e o Todashi ganha. Então acaba que naquela fase criança o Todashi ganha de uma pessoa que tá acima dele, e ganha do amigo dele que quer muito aprender a correr, que nesse caso é o Komiya, tá? É, quem tiver assistindo vai ficar fácil de ver, porque o Togashi é de amarelo no meu background e o Komi é o de verde.

?Voz B

Nossa, isso vai ajudar bastante, vai ajudar muito, principalmente o Luiz.

?Voz C

É, o meu é o corredor mais rápido que tem, é o Gundam do Forza Horizon 6. Mas você comentando dessa corrida em específico do Komiya com o Togashi lá no comecinho, me lembrou na hora quando eu tava assistindo aí, que nem eu falei, Eu acompanho muita Fórmula 1, muito automobilismo e tenho toda essa bagagem atrás do cubo mágico. Me lembrou muito, mas assim, muito mesmo, a disputa de título do Hamilton com o Nico Rosberg. Nico Rosberg em 2016.

Eram os dois pilotos na mesma equipe, na época eles estavam na Mercedes, e o Rosberg ele foi o cara que deu de tudo, deu 200% do que ele podia fornecer para o esporte para conseguir bater o Hamilton, que é um dos maiores pilotos de todos os tempos. Tanto que foi tão desgastante para ele, tão desgastante, que quando ele ganhou o título ele anunciou aposentadoria logo depois. E a situação de o Komiya na época se esforçando, começando a machucar a perna, cai, sai mancando, para mim foi o mesmo paralelo, mesma coisa de ver o título de 2016.

?Voz B

É uma coisa que eu queria ressaltar aqui nesse início do anime, né, é que nem o Raul comentou, né, o Togashi ele já era um gênio no esporte, o Komiya chega como um aluno novo todo isolado, retraído, com medo. E ali já começou a me conquistar, né? Porque vocês aí de mais longa data que acompanham o programa Nerd sabe que eu amo um drama. Então eu já vi aquele menino isolado, não sei o quê. E aí logo quando ele tá correndo, ele comenta com o Togashi, né, que ele corre porque ele quer fugir da realidade.

Quando ele tá correndo, ele sente tudo tremendo, tudo mudando, e para ele a realidade se distorce ali. Então por isso que ele quer continuar correndo sem parar. E aí que o Togashi convida ele, né, tipo Pô, então vamos correr 100 metros. Acho que ele até fala uma frase que depois que você passa os 100 metros, todos os problemas se resolvem. Isso. Então isso eu achei muito legal. É uma pena, confesso que eu queria muito mais ver sobre a vida do Comia fora do atletismo, porque a gente— ele fala de fugir da realidade, a gente vê que ele é um menino meio introspectivo, talvez depressivo.

Ele comenta sobre a ansiedade dele, né, mas a gente não sabe sobre a família, o que aconteceu. Ele utilizando sapato lá todo desgastado, até o Togashi pergunta, é, pô, seus pais não têm condição de comprar um sapato novo? Ele fala, não, eu quero ir com esse sapato na minha primeira competição, ganhar medalha com ele. Isso eu achei muito legal porque eu adoro dramas, então quando começou essa parte dramática ali da vida do Komiya, eu achei bem interessante, achei bem legal da forma que foi construído, principalmente Como a animação lida com isso, quando ele fala sobre fugir da realidade, a gente vê na perspectiva dele correndo e realmente todo o cenário se distorcendo, tudo acontecendo ali, eu achei genial, fenomenal.

E eu acho isso muito legal, né? E aí foi que nem o Raul comentou, quando finaliza essa parte ali da infância dos dois correndo, quando o Komiya se despede do Togashi, mas é aquele esquema, o Togashi com o seu talento natural, o prodígio, correndo ali de boa, fazendo lá o trabalho dele, enquanto o Comia se degladiando ali, dando seu esforço ao máximo. Tanto que chega no final, ele sai, tropeça, cai de cara e sai mancando. Mas ele deu o máximo dele ali.

E ali que se inicia, né, a grande rivalidade entre os dois. E eu achei isso muito foda, esse início assim eu achei incrível.

?Voz A

Eu gosto muito de como ele fala sobre como a corrida faz que o mundo dele fique todo embaçado, porque eu acho que todo mundo que pratica um esporte gosta do esporte, pratica, ele sabe que, pô, eu vou jogar aquilo ali e daquela uma hora, durante aquela uma hora que eu tô praticando, nada mais existe na minha vida. Eu vou só, todos os problemas realmente somem. Você tá lá, você tá suando, você quer ganhar. E aí é meio que isso, a gente fala aqui de 100 metros, né? Mas assim, o esporte tem esse impacto muito Foda a nossa vida.

?Voz D

Eu só queria dizer que eu concordo exatamente com o que o Douglas falou. Eu achei que eles apresentam o personagem, apresentam que ele tem alguns problemas lá, mas não aprofunda nisso. Que nem mostrar, ah, aqui a gente tem uma sala divertida, mas a gente não vai... Não quero dizer que a vida dele é divertida, as coisas, mas só quero dizer, eles dão uma tentação, mas não mostra o assunto. E eu fico tipo, mano, eu queria entender.

Honestamente, do jeito que tava apresentando ele, eu tava esperando, não sei se vocês sentiram, Mas até mesmo do que a gente passou no Meu Querido Totoro, que a gente esperava o pior ali acontecer, alguma coisa. Alguém sentiu isso um pouco?

?Voz C

Não muito. Eu senti muito a falta de querer elaborar, sabe? Tipo, veio uma sensação de que era importante isso, aí passa 2 segundos e esquece.

?Voz D

Não existe mais. É, tipo, vai ter esse problema, mas beleza, vamos focar na corrida. A corrida que importa.

?Voz B

Eu encarei isso como uma sombra na vida dele, assim, é algo no qual afeta ele, é algo no qual ele começou a correr os 100 metros, mas não é o foco, né? O foco é a corrida e ele superando e ele tentando e passando. Claro que eu queria um pouco mais, mas eu entendi, assim, não foi algo que estragou a minha experiência.

?Voz A

É porque assim, eu entendo que a fonte daquele problema não tiraria que o peso é a forma como o esporte pode te impactar, solucionar ele. Ah, se aquele problema vem da sua casa, de onde for, inclusive eu acho que esse problema te ajuda a se ver nele. Se você tá passando por uma situação difícil, etc., quando ele deixa mais aberto fica mais fácil você se ver no personagem, porque aí a situação de drama dele não é tão específica, ao meu ver.

E eu acho que isso não tira o impacto da corrida na vida dele, sabe? Eu acho que, pô, seria muito legal que que a gente soubesse todos os detalhes do drama seria legal, mas acho que não tira o impacto da mensagem que ele queria passar, ainda mais nessa primeira parte do filme, certo?

?Voz D

Mas é, eu só queria dizer isso, que é tipo, eles me passaram um jeito de tipo, a gente tá passando por cima dos problemas desse personagem por causa que a gente não vai precisar disso mais para frente. E por isso que eu tava esperando, por exemplo, uma situação que, que nem eu falei lá do do Totoro, que tipo, eu tava esperando um cenário ruim acontecer, tipo, o Komi ia morrer ou se acidentar, alguma coisa. Mas depois só vai lá e termina esse período aí deles de criança falando que o Komi teve que se mudar repentinamente.

E aí eu fiquei um pouco tipo, tá bom, não explica muito, é um problema, é tipo, continua com a vida deles, ok. Mas eu senti um pouquinho Tem muita explicação, é um problema, tá bom, vamos seguir em frente, roda o filme, Chiquinho.

?Voz C

E ainda do nada ele passa no vestibular do colégio mais importante para categoria, né, que é de corredor de 100 metros. Eu achei meio esquisita essa parte da história do Komi, é algo que tipo parece que iria ser muito mais interessante do que a história do Togashi, mas Tudo é um negócio muito simples assim para o roteiro pegar ele de onde quer que ele esteja e colocar na pista de corrida do lado do Togashi.

?Voz A

Eu acho que a gente tem aqui uma dualidade, velho, que assim, nesse ponto, tipo como o Hot Red falou, é termino do primeiro ato do filme. Primeiro ato do filme é eles se conhecendo e eles se tornando rivais, como o Hot Red falou. Após isso, após essa corrida que eles tiveram ao lado do rio, uma corrida suja, em que o Komiya termina todo no chão, todo sujo. Ele vai andando, tropeçando, e ele some da vida do Todashi. E aí a gente tem um time skip de alguns anos, né?

Provavelmente só se mudou de colégio. E aqui é uma coisa muito legal, porque o que acontece? A gente vai para a segunda parte do filme, em que o Todashi tá desacreditado das corridas. Ele não quer mais, e tipo assim, sai do nada, enquanto o Komiya ele tanto passou, tanto tava ali correndo atrás, ele botou um sentido na vida dele. A partir daqueles anos ele trabalhou, ele estudou para entrar no melhor colégio, para onde ele pudesse correr melhor.

Enquanto o Todastra era um gênio desde criança, foi desprendendo da corrida e mostra um lado também de, pô, quando esperam sempre de você— eu gosto muito dessa segunda parte da história, que é, pô, eu vim do nada e eu tô sempre querendo melhorar, para um cara que, pô, eu tava no topo Mas ao mesmo tempo sempre tinha um limbo pra ele superar e ele não ter essa força de vontade. E aí ele prefere abdicar da corrida. E a gente iria assistir a segunda etapa.

Velho, eu gosto muito dessa segunda metade. Porque é muito surpreendente, é muito do nada. E eu gosto de como o roteiro faz as coisas irem se encaixando naturalmente. Como foi o impacto pra vocês nessa segunda etapa? Do tipo, pô, não teve um aviso pra gente, né? Tipo, só começa e vocês vão entendendo aí. Mas eu gosto, velho. Eu gosto quando o roteiro não trata a gente como duas pessoas burras.

?Voz C

Eu tô acompanhando isso, algo assim parecido com isso acontecer dentro da comunidade Cubo Mágico daqui de Goiânia, inclusive. São dois competidores, dois meninos. Então um tá nesse platô que ele sempre foi muito rápido, começou no esporte sempre muito rápido, tá chegando nesse platô e ele tá dando uma bambiada, uma desanimada, mas ainda tá tentando, mas Dá para ver que tipo bate esse desânimo às vezes. E um outro competidor, que aí seria o caso do Comia, que ele, bicho, é um menino que ele acorda todo dia 5 horas da manhã para treinar cubo.

Ele treina, vai para escola, volta da escola, faz as tarefas de casa e vai treinar. E ele tá ficando muito rápido no esporte, ele tá ficando rápido, nível, eu acho que para regional ele já tá no nível bom. Talvez para um nacional pegar uma, passar para uma final, talvez beliscar um 4º lugar, um pódio, e já tá chegando nesse nível. Essa sensação que o Togashi, eu tô toda hora esquecendo o nome, mas essa sensação que o Togashi tá tendo é uma sensação que eu já tive, já aconteceu comigo também dentro do esporte, mas é algo que eu tô vendo acontecer agora.

É essa relação dos dois. E eu sei o quanto frustrante é, principalmente no nível do Togashi, que ele sempre, quando ele tá na pista, ele é o melhor, mas ele sabe que lá na frente tem mais gente, ele tem que melhorar se ele quiser chegar naquele ponto. Ou se ele não— só que ele não sabe como é que ele vai dar conta de melhorar, ele não sabe o que buscar para melhorar. E bicho, é uma merda quando você tá nesse ponto. Quando você sabe que você dá conta de chegar lá, você tá tentando chegar lá, só que você não sabe como é que você chega lá.

?Voz B

Eu achei bem interessante essa parte, mostra os dois pontos, né, que vocês já estão falando. O Togashi entra nessa pressão psicológica, digamos assim, da expectativa, né, e ele tá sempre, ele não tá conseguindo passar os seus limites, sempre mantendo ali, até que ele encontra a menina ali do clube, que eu esqueci o nome dela, pera aí.

?Voz D

Pô, a gente tava dependendo de você para os nomes das meninas.

?Voz B

A Sakusa, a Sakusa, Sakusa é a menina ali principal, digamos assim, né, do clube. E ela desafia ele para uma corrida, e ali que ele sente a velocidade, que ele volta a ter a paixão pelo esporte, e ele começa a treinar mais pesado para que o clube continue e eles consigam fazer ali a corrida de passar o bastão. Mas ele tá naquela questão, né, sempre corri, sempre mantenha ali o meu número, né, não consigo subir muito ali na velocidade e tal.

Em contrapartida, temos o Comia, que que nem vocês comentaram, né, ele foi para outra escola, não sei o quê e tal. E é muito doido porque já começa falando tipo, aonde você mora? Aí fala, pô, eu moro lá nas montanhas. Tá, mas pô, trampo vir de metrô, né, para cá, nossa, cansativo. É por isso que eu vim de bike. Quanto tempo você gasta? 2 horas. Então a gente vê enquanto o cara tá dedicado, né? Era 2 horas mesmo, né? Eu falei besteira.

?Voz C

Eu achei um exagero de roteiro tão, tão besta, sabe? O negócio desse, tipo, pô, dá para ir de trem, o cara vai tranquilo, de boa. Não, vai 2 horas pedalando só para dar um drama a mais. Eu achei meio besta isso daí.

?Voz D

Às vezes também é para praticar a perna para corrida, não?

?Voz B

É, então eu entendi como talvez de trem, metrô, trânsito e tudo mais e tal deve ser meio chato, porque até o que o cara falou, né, pô, deve ser muito chato vir de muito trabalho, vir de trem, metrô e tal ali. Não, por isso que eu vou de bike, 2 horas. Então eu achei legal que isso dá para mostrar a dedicação dele, que ele tá nisso, né? Porque tudo bem, a gente percebeu ali na infância dele que era um cara dedicado, mas dá para ver que ele tá ainda mais.

E a gente começa a acompanhar também esse problema com ansiedade dele, que dá para ver que no início da corrida ele corre super bem e tal, mas chega na metade ele começa a desacelerar até que vem um cara profissional lá da corrida para fazer, para dar uma palestra para galera. E ele levanta esse ponto. Isso, o Zaitzu, perdão, eu tinha me fugido do nome. O Zaitzu, ele vem lá para dar palestra e aí ele comenta, ele falou, olha, eu tenho essa ansiedade que ela não me deixa seguir em frente.

Quando eu chego na metade ali, minha perna começa a bambear. Inclusive, novamente utilizando a questão da animação, para mostrar essa ansiedade que ele tem, que ele começa a olhar para perna, a perna dele começa a tremer ali, né? Então acho bem interessante da forma que a animação mostra isso.

?Voz D

Vendo essa cena que você falou da perna tremendo, eu jurei que era alguma sequela que ele ficou quando ele correu com Togashi lá no final do primeiro negócio.

?Voz B

Eu também fiquei com esse medo assim. E aí a gente vê, né, que realmente não é algo externo, é algo interno, né, dele, tipo Tipo, é a ansiedade dele fazendo com que ele veja daquela forma. E realmente, né, isso não deixa ele progredir. E eu achei muito legal o discurso do cara. Eu não vou lembrar para replicar aqui, mas era basicamente assim, cara, você tem a sua ansiedade, você abraça a sua ansiedade. Se essa ansiedade existe é porque você quer ser uma pessoa melhor, que isso é importante para você.

Então, cara, vai, não tenha medo. E é isso aí, cara. Ansiedade tá aí, utiliza ela a seu favor.

?Voz A

Cara, eu senti isso uma mensagem tão grande para o telespectador. Nós vivemos uma geração em que, de forma geral, as pessoas estão o tempo todo querendo fugir da ansiedade, e o tempo todo as pessoas estão querendo afirmar que, ah, mas antigamente não tinha ansiedade, justamente você cuidava da horta. Claro que tinha ansiedade, pô. Tu ficava tentando olhar para o céu e rezando para ver se ia chover ou não. Como é que não tinha ansiedade antigamente?

Sempre teve ansiedade. A gente, claro que hoje em dia, pô, a gente tem as redes sociais, tem toda a questão de comparação, então todo um estudo sobre isso, óbvio. Mas a gente tá o tempo todo tentando fugir disso, e sabe, algumas vezes a gente teria que aprender a lidar com isso. Eu gosto muito dessa, a primeira mensagem que eu acho muito foda desse filme. Esse filme tem muito diálogo foda, e uma das coisas que eu sou apaixonado por filme é diálogo.

É, diálogos mudam a cabeça de uma pessoa. Esse filme é muito foda. Essa parte, esse primeiro diálogo do Zaitso falando para ele que ele tem que superar essa ansiedade para seguir em frente, ele tem que abraçar ela, é muito foda. Tem uma frase do Joko que eu lembro muito dela, que ele fala que pressão é um privilégio. Só tem pressão quando você tem alguém, tem alguma expectativa sobre você. Portanto, pressão é sempre um privilégio.

Eu gosto muito dessa frase e eu acho que ela cabe aqui, porque apesar de falarmos um pouco as coisas diferentes, né, mas é de abraçar nossos sentimentos. Eles fazem parte da gente, a gente vai ter que aprender a lidar com eles. Acho muito foda o roteiro aqui, né? O filme nos apresenta os Aites e a gente nem imagina o quão importante eles vão ser no terceiro ato do filme, né? Mas queria falar um pouco, a gente falou aqui do Komiya, né?

Da visão do Komiya. Mas temos na visão do Todashi, o cara que quando a gente vê o Todashi aqui falou, né, que toda a pressão que ele botou em si fez ele perder o prazer de correr e ele tinha parado de correr. E como o Douglas falou, quando ele, a menina chamou ele lá no clube, ele voltou a correr. E aí ele foi se sentir de prazer. Só que aí nos é mostrado mais um personagem, que é o Nirami. Ele não estar aqui porque ele não vira um corredor profissional.

E aí a gente lembra, lembra lá do Atum que eu comentei, que o Todash correu com um cara mais velho, que ele ganhou do cara mais velho na corrida? É ele, é o Nirami do Atum 2. Ele aqui é o corredor que se machucou Que agora ele tá com cabelo, no ato 1 ele é careca e no ato 2 ele tá com cabelão.

?Voz C

O Onigami não é o cara que tá atrás de você?

?Voz B

Eu acho que é o cara do meio.

?Voz A

É verdade, é verdade.

?Voz B

Eu não sou muito bom com nomes, né? E aí tipo, ah, Onigami não sei o quê é você. Eu fiquei, mano, quem é esse cara, tá ligado? Esse cabeludo aí. Aí depois eu reparei por causa do nariz dele, é desenhado meio diferente assim, né? Eu falei, ah, é o cara do nariz. Tipo, mano, difícil.

?Voz A

E aí ele mostra o outro lado, mais uma visão do esporte, é um cara que Pô, eles, desde que ele perdeu para o Todashi, eu sinto que aquela derrota que nos é mostrada no atum foi quase o ponto de ebulição para ele. Ele passou a treinar e ele teve uma contusão séria. E aí é um outro lado do esporte, que é, pô, às vezes uma pessoa ela dedica a vida para o esporte, sei lá, anos e anos, e ela se contundiu. Daquele dia o médico falou para ele que ele não conseguiria mais ser um corredor profissional, e isso para ele botou ele num poço de depressão muito fundo.

Isso acontece. Muito não, sabe? A gente não sabe porque são pessoas que nunca chegaram a ser famosas, logo a gente não conhece a história delas, né? Mas pô, é uma visão muito foda sobre os sentimentos que uma lesão pode trazer. E a gente entra no ato 2 do Toudashi tentando trazer o Nidame de volta às corridas, né, para eles poderem correr juntos. Vamos dizer, duas pessoas que já estiveram no topo, que foram meio que traídos pelo esporte, digamos entre aspas, e aí estão tentando voltar juntos.

Eu gosto muito dessa, meio que essa amizade que surge ali. E eu gosto muito de como a obra vai apresentando personagem para gente aleatoriamente, esses personagens ganham peso, nunca são aleatórios, sabe? Nunca é por nada, eles vêm, eles aparecem, eles ganham peso dentro da trama. E foi muito foda. E aí eles vão treinar para competir, mas também é muito foda como uma coisa que às vezes acontece em anime shonen da vida, tipo, ah, o cara passou não sei quantos anos parado, ele volta, ele ainda é o melhor do mundo.

E eles voltam, eles estão fodidos, pô. O esporte cobra seu preço. Não é porque você era bom, mas se você passou um ano sem treinar, velho, o esporte te cobra, ele cobra muito pesado e é muito foda essa volta.

?Voz C

Isso daí é algo que acontece, por exemplo, na parte do cubo, a gente tem que tomar muito cuidado, principalmente com encravamento de unha, que às vezes acontece, que machuca o dedo, tudo. Um cortezinho no dedo já sobe o tempo um tanto, porque toda vez que você vai encostar o dedo lá para girar o cubo, tudo machuca, dói. Então acaba refletindo no tempo. E se você fica parado, é pior ainda, que aí todo o ritmo que você tinha antes de treino some, seu tempo sobe, sei lá, 10, 20, 30%, 40%, dependendo da situação, dependendo do nível que você tá, que 40% Num alto nível, por exemplo, uma galera que faz em menos de 7 segundos, sobe 1 segundo, já é, sei lá, não é nem definição de quem fica em primeira e segunda, é definição de quem fica na final e sai.

?Voz B

Mas dessa segunda parte ali do filme, eu acho que eu mais gostei foi a cena final antes do time skip, que tem a corrida deles na chuva, né? Então eles vão fazer uma última corrida ali antes do time skip. E vai ter novamente o Togashi contra o Komia.

?Voz C

Aquela cena é bonita, puta que pariu, velho!

?Voz B

Que coisa linda, cara! Que obra de arte aquela chuva, ele se preparando, e a câmera como se fosse realmente uma pessoa que tá filmando, né? Então vai passando ali, a galera vai se preparando, vai ajustando o pé, vai colocando. Inclusive, eu achei isso muito curioso, tá? Porque eu não sabia como funcionava o atletismo e eu não sabia que eles pegavam a partezinha linha do pé ali, ajustava para o tamanho da pessoa. E aí tem um cara atrás tipo medindo, é pisando assim, né, para medir o tamanho ali para ele conseguir ajustar o pé dele para você não arrancar.

Achei aquilo bem interessante. Inclusive são detalhes, né, que eu que não acompanho esporte vi, achei bem interessante. Então, cara, todos esses detalhes, aquela chuva, aquela jogada de câmera, até que acontece a corrida. E o Togashi perde pro Komiya. E cara, que cena incrível da chuva aparecendo e ficando mais forte, tudo enfraquecendo. E ali a gente percebendo como que tá o estado mental do Togashi, o cara que era prodígio, que nunca perdia, que sempre era o melhor.

Até quando ele voltou depois dessa pausa ali, que nem o Raul comentou, é mais difícil, mas ele sempre tava ali ganhando. E ele perde pro cara no qual ele treinou. O cara que no início era o azarão e agora é melhor que ele. Então, cara, que cena foda! Eu achei muito foda.

?Voz D

Eu achei também uma aquela chuva lá, parece quando ele perde lá, até parece que é tipo, mano, o mundo acabou para mim, é tipo, o que eu sei tá errado, né?

?Voz B

Dessa sensação, essa vibe.

?Voz A

E aí, Loro, a gente teve o primeiro timestamp, foi Todachi contra Komiya. Todachi ganha. Segundo time skip, Komiya ganha. É, primeiro time skip, Todachi ganha. O segundo, Komiya ganha. Estamos 1 a 1. E aí vamos para o time skip, quando eles viram profissionais. E é aqui que o Niruma sai de cena, né, que é aquele cara do cabelão. Ele não consegue virar profissional, mas a gente tem noção, não existe milagres nesse esporte. Ele fala que ele corria com dores já e ele não conseguiria virar profissional, mas o Todachi vira Só que o Todashi vira um cara comum, digamos que um corredor que o sonho dele é o contrato dele ser renovado para o ano que vem e ele não passa fome.

É basicamente isso que o Todashi vira, enquanto os Aitsu que nos é apresentado no arco 2 e o Komiya viram tipo estrelas do esporte. E eles são tipo assim os dois principais corredores japoneses, estão em tudo que é cartaz. E também nos é apresentado o meu personagem preferido, cara. O discurso que vamos falar um pouco mais à frente do Kaido é um discurso mais bonito que eu já vi em anime, é maravilhoso, velho. Mas nos é apresentado o Kaido, que o Kaido ele é um cara que surge junto com, um pouco na frente do Zaido.

Quando ele vai virar profissional, o Zaido vira com ele, o Zaido é mais rápido que ele, então meio que ele é o azarão do Zaido. Quando o pessoal fala que ele disputa com Zaid Soujoukomiya, aí é que o Kaido é esse tecido mesmo, que aí fica só Zaid Soujoukomiya e o Kaido é deixado de lado.

?Voz D

Zaid Soujoukomiya.

?Voz B

É, eles insistem em repetir isso, né?

?Voz A

Nos é prestada essa realidade, a realidade de 3 corredores que estão no topo, que é o Kaido, porque ele ainda tá no top 3 ali, né, dos principais corredores do Japão, o Zaid Soujoukomiya.

?Voz D

E correndo por 15 anos, né?

?Voz A

É ir correndo por 15 anos, ele não desiste. E a realidade do Todash, que é a realidade de apenas um corredor simples que só quer chegar no ano que vem. E assim que ele tem o contrato dele renovado, primeiro consegue contrato renovado, ele vai falar com o Kaido na festa, né? Se eu não me engano é esse. Ele tem o contrato renovado, vai falar com o Kaido na festa, que é quando o Kaido, ele pergunta pro Kaido: Kaido, você perde tantos anos pros AIDs, como você consegue se manter motivado?

E aí o Kaido solta aquela pedrada. Por sinal, eu gosto mais desse discurso mais dublado que legendado.

?Voz B

Pô, eu assisti o filme todo dublado, inclusive.

?Voz D

Eu também assisti dublado.

?Voz B

Muito bom, muito bom.

?Voz A

E aí ele solta a pedrada do mudar a sua realidade, velho. O que vocês acharam desse discurso? Porque esse discurso ele internalizou em mim, velho. Muito foda.

?Voz B

Eu achei muito foda também. Eu achei que pegou exatamente na ferida, né, do tanto dele quanto do Togashi, né, que ambos tá passando pela mesma situação de um Togashi que perdeu para o amigo dele e deixou de ser o primeiro, quanto o Kaido, Kaido, Kaido, que sempre perde, né. Então, cara, se essa é a realidade, vamos fugir da realidade, vamos criar a nossa realidade, né. Então é isso, é tentar seguir em frente, acreditar no que a gente acha que que é possível, mesmo não sendo possível, né, criar uma nova realidade, fugir da realidade existente. Muito foda, muito foda.

?Voz C

Basicamente qualquer esporte pode dar essa sensação. Tem até termo, né, para isso, que é o estado de flow, que é quando você chega num ponto que o desafio ele fica igual à sua capacidade de conseguir resolver esse desafio. E quando você chega nesse momento, estado de flow, bicho, cara, é aquele momento que às vezes você tá num jogo você sente imparável, que tipo tudo dá certo, você acerta a skill no tempo certo, a bala vai na trajetória que você quer.

É o momento que quando você joga a bola, a bola só cai no seu pé, a mágica acontece e vai direto para o gol. No Cubo Mágico, quando eu chego nesse tipo de estado, é o momento que tipo parece que o tempo passa mais devagar, para mim. Tem coisa que às vezes eu faço, eu paro assim, não, devo ter gasto uns 2 segundos para resolver essa parte aqui. Quando eu vejo, eu gastei menos de 1. É uns negócios que tipo parece que é uma realidade dentro da sua cabeça que tá transparecendo para realidade fora.

E também às vezes você tem a distorção do espaço também. Quando eu chego nesse ponto, parece que meus braços crescem, parece que minha cabeça começa a ir um pouco mais para trás. Também tem explicação para isso, mas só de você ainda ter a possibilidade de você conseguir chegar nisso de novo, eu acho que já vale a pena como um dia a dia, sabe? Tipo, você ter isso como um dia a dia, como uma profissão, é do caralho. E detalhe, o Kaido, a galera fica falando que ele é um perdedor, só que ele tá chegando em segundo lugar de 8, é 8 que correm nas raias.

Se mantém em segundo lugar por 15 anos não é fácil, velho. Em primeiro já é extremamente difícil. Você ainda se manter em segundo por tanto tempo sem ninguém chegando para pegar seu lugar, velho, é difícil, velho, fazer um negócio desse.

?Voz D

Consistência dele é surpreendente, né?

?Voz B

É total.

?Voz A

Ganhar todas é difícil. Mas perder sempre dá.

?Voz D

Conseguiu! Esse é o caso.

?Voz A

Mas falando um pouquinho agora da trama, porque a gente tem duas tramas aqui, eu sinto que a trama do Comi e do Zaitso ela é menos trabalhada nessa terceira parte. Terceira parte é muito toldache, mas a gente tem o Zaitso que ele é pincelado um pouco, que é o fato do Zaitso não encontrar mais na corrida, no desafio. E o Comi tá muito naquela fala de como ele vai daqui para frente. O Komia tá no tipo: cheguei no topo, era isso que eu sonhava, e agora?

Era isso que eu queria? Daqui de cima as coisas não são bonitas como eu sempre sonhei. Mais ou menos essa ideia, né?

?Voz B

Pô, mas eu achei essa parte pequena, né? Essa parte do Komia, a gente focado mais no Togashi, que também é muito legal, mas eu achei essa parte do Komia extremamente foda, porque desde o início desde o início. Ele fala que ele corre para fugir da realidade, né, onde ele não se encaixa e tal. Então ele começa a correr, isso vira uma obsessão, e agora para o final essa obsessão acabou virando a própria prisão dele. Então algo que era libertador virou algo que prende ele, né, que ele chega até na conversa lá que ele tem, ele comenta, tá, eu minha vida inteira eu tô correndo para fugir da realidade, tô correndo para sair disso, para conseguir bater o recorde.

E depois que eu bati o recorde, que sobra, né? Se minha vida inteira foi isso. Então ele entra nesse conflito ali da realidade dele, né, do que que ele tá passando. E eu achei isso muito incrível. E no final das contas, o Togashi fala para ele exatamente o que falou quando era criança, o que ele falou para o Togashi também, né? Ele repete aquele discurso de quando eles eram crianças. E dali que eles vão para corrida final. E a gente viu, tem um final que teve, né, lindo, maravilhoso.

Mas eu acho muito legal essa dualidade do Comia, sabe? Tipo, como começou com algo libertador pra virar a prisão dele no final, assim. Eu achei muito legal, eu gostei bastante.

?Voz A

Queria voltar um pouquinho, que essa cena é muito impactante ali no final do Dourad falando do Comia, né? Mostra essa prisão, como tu comentou, que o Comia tá vivendo. Mas antes disso, após o discurso que o Todas que recebe, ele pô, ele volta a treinar forte, todo mundo elogiando que os tempos dele, pessoal falando assim, pô, Todaash tá parecendo até tu tá igual tu corria quando criança, tá mais livre. Porque meio que o Todaash ele entende que ele não é o melhor mais e ele tá sendo, vamos dizer que ele tá sempre se restringindo.

Quando depois do discurso que ele volta a correr muito, ele volta a correr foda, ele parece ele finalmente está correndo, tá tentando chegar nesse estado de flow que o Luigi falou. É como se depois daquela, depois do ensino médio, nunca mais tivesse conseguido chegar aí. Se ele tivesse correndo só pelo, pô, vou correr aqui para conseguir renovar meu contrato e ter mais um ano de salário, é isso. E depois disso começa a correr forte e ele tem uma contusão.

E nessa contusão o médico fala para ele lá, pô, se tu correr, tem chance, ele não fala que vai ter, tem chance de tu se contundir sério e acabou tudo de vez. E esse era o ano que ele finalmente tinha conseguido se classificar para tipo o circuito final lá, depois de vários anos batendo na trave. E aí quando ele fala isso para a galera do contrato, ele fala, pô, se tu não correr lá, a gente vai rescindir teu contrato, mas a gente dá um contrato para ser professor, tu tem macete.

E velho, aquela cena dele após receber essa questão de que vão rescindir o contrato dele, que ele encontra as criancinhas falando, né, E ele faz todo o discurso de tipo, não importa, você dedicou sua vida, às vezes não é o suficiente, porque às vezes não é, às vezes você vai se dedicar e você vai perder. E ele começa a chorar. Pô, aquela cena também é muito bonita, aquela cena. Aí entra um pouquinho que o Luigi falou da questão da face, né, que é meio distorcida às vezes.

A face dele fica muito distorcida ali, mas eu acho que combina com o desespero que ele tá chorando. Total, eu gosto muito ali. E aquela cena me toca muito.

?Voz C

O que eu não gostei da animação foram em momentos mais comuns, por causa da rotoscopia, que você tá acostumado de ter um movimento às vezes um pouco mais travado, e ter esse movimento mais solto às vezes causa esse estranhamento, principalmente nos diálogos que tem esses olhos meio largados assim.

?Voz B

Cara, mas essa parte do choro É fenomenal. E realmente é pra ser de propósito, né? Aquela cara de choro dele é agoniante. E você vendo aquilo, você sente agonia, né? Pra você sentir realmente que agonia, a tristeza, toda essa parte que ele tá passando, sofrimento dele, né? E eu acho muito foda porque até as crianças se assustam, vão embora correndo, né? Deixa ele lá chorar sozinho.

?Voz D

Vai, vai, chora aí, tio. Tchau.

?Voz B

Tipo, tchau, corre. E ele cai no chão chorando. Já tá entardecendo, né? E aí meio que passa mais um pouquinho e tá à noite. Ele ainda está na mesma posição ali pensando, né, no que ele acabou de fazer, nas coisas que estão acontecendo, como ele vai lidar. Enfim, a gente não sabe o que tá passando na cabeça dele, mas provavelmente é isso. E eu acho, eu achei muito foda, eu achei muito foda toda essa cena assim da conversa com a criança, começa a cair as lágrimas, até parece chuva, né?

Porque começa a cair muitas gotas. Meu Deus, começou a chover! Aí vira a cara dele, aquela cara agonizante de choro, enfim, muito incrível.

?Voz A

Eu gosto muito dessa, depois disso, que é a primeira tomada de decisão dele em anos, que ele vai, tipo assim, não era para ele ir, o médico falou que ele não é para ir. Ele já fala que tá quase aposentado, ele fala: quer saber, velho, dessa vez eu vou. Se se prontudir, foda-se. Ele mete dois esparadrapos na perna dele e vai. É meio, eu sinto que é a história nos mostrando, pô, lá no Arco 2, por economia chegar aqui, ele tinha que andar 2 horas de bicicleta para ir, 2 horas de bicicleta para voltar.

Aquele foi o esforço acima da média para ele ser alguém acima da média. Então esse é o esforço que o Toda vai ter que fazer para conseguir chegar no nível desses caras. E aí, velho, toda vez eu gosto muito porque aqui eu senti um pouquinho de desespero, ok? A gente comentou porque toda vez que ele ia correr, botava a mão naquela perna dele, eu não sabia se aquela perna ia abrir ou não, velho. Ali eu ficava, caralho, agora vai abrir, adora vagar e não abrir, velho.

E ele chega nas finais, velho, tem que ser dito. Todash, por isso, chegou nas finais, pô, muito foda. E aí é nas finais que tem essa toda conversa que o Douglas falou deles dois, né, do Komi, do Todash. E aí chega na parte mais bonita, né, porque o Todash tava numa raia, numa, era sempre assim corrida, você tem duas, não é raia, né, raia de piscina, perdão, gente, mas você tem duas provas e os 8 melhores dessas duas Vão para final. E lá você tem numa que é o Zatsu, o Komiya e o Kaido.

?Voz C

Não, o Zatsu não foi para final.

?Voz D

Pois é, é a penúltima corrida que ele tá falando.

?Voz A

Isso, na penúltima tinha eles três na semi, que aí que é quando o Kaido muda a realidade dele, né? Aquela cena, cara, tem uma parada que eu acho absurda, aquela cena tinha a barba dele se mexendo, velho, para ter ele.

?Voz B

É bonito, muito foda.

?Voz A

Que aí ele olha para as tostas, ele olha para as tostas dos Aitsu e do Tomiya e ele fala: quer saber, chegou a hora de mudar minha realidade.

?Voz B

Cara, essa cena foi foda, foi foda.

?Voz A

E aí depois disso chegamos na final, que tem o Tomiya, o Kaido e o Todashi, né, que é os 3 parceiros chegaram na final. E eu gosto muito de como acaba a obra, sem um resultado, sem nos dizer quem ganhou. E com eles dois, que assim, a gente viu que o Kaido mudou a realidade dele na semifinal e o arco dele acabou ali. Eu não preciso mais do Kaido, mostrar nada do Kaido na reta final. A reta final é do Todashi e do Komiya, que foi quem iniciou a obra.

Terminamos o primeiro arco com o Todashi ganhando, segundo arco com o Komiya ganhando, e aí no último arco A gente não sabe porque é lógico que nem Relâmpago Marquinhos, velho.

?Voz C

O Caio saiu correndo lá, alongou a linguinha lá, empatou os 3, fi. Aí tem que ter um desempate triplo do outro lado do Japão.

?Voz A

E assim nasceu Relâmpago Marquinhos.

?Voz B

Mas esse final, novamente, né, eu elogiando essa animação porque foi tudo muito incrível, a direção também do caralho. Mas essa cena final deles correndo E aí vira para os pés mostrando aquele meio que flashback, né, tipo, aí eles atualmente com a roupa profissional e meio que dá uns flash assim deles de infância com sapato todo remendado lá com durex, os dois criando criança, né. Depois sobe a câmera mostrando o rosto dos dois e eles sorriram, tá ligado.

Tipo, depois daquela conversa eles mudaram a chave, né, principalmente o Comia que tava ali Mudar a realidade, que também veio do discurso do outro. Então, cara, ai, incrível! Achei muito bom, fiquei muito feliz. Até terminou o filme, eu fiquei, putz, quem ganhou? Mas tipo, foda-se quem ganhou, sabe? Tipo, esse final aí já me entregou tudo assim. Eu fiquei muito feliz, gostei pra caralho. E é isso, cara. Que filme maravilhoso! Que filme maravilhoso!

?Voz A

Gostei. Que bom, velho! Velho, mais uma vez, meus queridos ouvintes, agora telespectadores, meus queridos telespectadores, É verdade, velho. Eu tenho citado isso aqui, a gente conversa no off, né? Se eles abdicassem da possibilidade de escolher as coisas que eles assistem, deixasse tudo nas minhas mãos, esse cast teria muita coisa para a gente gravar, pô, porque eu só indico coisa boa, pô. Corta, corta, Discord já começou a ficar brincando, que o ego do Raul chegou aqui.

Em janeiro eu indiquei esse negócio e a gente foi gravar junto, foi 6 meses perdidos da vida dele. Sem saber que eles podiam mudar a realidade. Podia ter mudado em janeiro, tanto ver. Muito foda, mas muito feliz de ter assistido 100 metros, velho. Uma coisa que a gente tem que falar de 100 metros é o Ria Cuemo. Esse autor, depois de ouvir 100 metros, velho, eu tô de olho nele, tô de olho em você, viu, meu amigo? Tudo que sair com seu nomezinho será Tá na lista branca do Hawking.

?Voz B

Qual outro anime ele fez? Ou mangá, mangá ele fez?

?Voz A

Deixa eu ver aqui, vamos pegar outras obras do nosso querido Hyakuenmo.

?Voz B

Nossa, Dr. Musou.

?Voz A

Não, perdão, gente, meu Deus, eu prometi a Daphne, anotei errado. Hyakuenmo é o nome do filme japonês, calma. Não, desculpa, gente.

?Voz D

Eu tava aqui escrevendo, você falou sem japonês também, vai.

?Voz A

Pois é, a Lady em japonês, em Baldi, é o outro. Inclusive, 100 metros era um mangá que se viessem eu compraria, velho, viesse físico. Alô, editoras!

?Voz B

Alô, editora!

?Voz C

Alô, Panini! Qual que é a outra lá?

?Voz D

Alô, JBC!

?Voz C

Queremos mangá de 100 metros, hein?

?Voz A

Ó, ele tem um mangá, o El Camino to Fat. Obra mais recente do autor, focada em reflexões sobre redes sociais e algoritmos. Essa aqui pode ser foda, hein? Mas vamos entrar numa parte muito importante do nosso teste, a hora da votação, das notas. Tá chegando das notas, né? Uma promessa do seu host, Hauken, eu vou estar lançando um sitezinho nosso aqui do Fliperama com todas as notas para trás, para o espectador queira visualizar e ver as notinhas que a gente já deu.

?Voz B

Quero só ver.

?Voz A

Douglas, não precisa esperar, quem tá na frente tinha até atrás, ele vai poder entrar no site e ver ele mesmo.

?Voz B

Mas eu vou perguntar, eu quero saber, eu vou perguntar. Já que eu fui citado, então já serei o primeiro a falar, serei breve, rápido, e a minha nota é nada mais nada menos que 9, porque esse anime É incrível, a animação é do caralho. É um 9, por quê? Porque foi o que eu reclamei ali do início, né? Eu gostaria de ver um pouco mais da história do Komi, da infância dele. Eu sei que não é o principal, eu sei que isso não é o objetivo, discutimos sobre isso, né?

Mas eu, como amante de drama, eu adoro essas partes dramáticas, né? Entender o porquê o personagem tá daquele jeito, o que que trouxe ele para aquilo. Então acho que se tivesse um pouquinho mais de tempo o filme mostrando um pouco mais a outra parte da vida dele, eu gostaria muito. Mas tudo bem, não teve, e continua sendo um filme muito bom. Não foi isso que diminuiu a qualidade dele. Então eu dei um 9 porque eu senti essa falta. Por isso, para mim, ele não é um 10, mas é um excelente, excelente filme.

?Voz A

Assistam. Vou puxar o segundo voto. Segundo voto vai ser 9,5. Cara, esse filme tem uma parada que eu não vou lembrar quem falou isso. Eu sei que foi alguém famoso, perdão. Perdão, autor famoso desconhecido que eu não lembro. Alguém citou que livros não mudam vidas, frases mudam vidas. E esse filme tem frases que te impactam de verdade. Então isso sempre me chama muito em obras. Esse é um 9,5. Eu gosto de tudo que ele produz. Talvez um pouco mais de calma em alguns atos, um pouco mais, alguns mais diálogos sobre os personagens, sobre o que eles estão sentindo.

Senti que o Zaid foi pouco trabalhado, porque ele queria se aposentar. Eles mudam uma explicação, mas poderia ter sido melhor trabalhado. A parte final do Komiya também poderia ter sido melhor trabalhada. A gente viu muito pouco do drama dele, apesar que ele fala pra gente, né? Mas gostaria que isso fosse melhor trabalhado. Mas tirando isso, o filme é muito bom, verdadeiramente muito bom. Estou muito feliz de estarmos gravando sobre ele e de tê-los feito assistir. 9,5 aí para 100 metros.

?Voz D

Tá bom, é agora que vocês vão me xingar. Nada, você não falou ainda.

?Voz B

Que isso?

?Voz D

Quer dar minha opinião? Eu daria um 7 para o filme.

?Voz B

Que absurdo!

?Voz D

Não, não achei, por causa que, como eu falei para vocês, eu não sou muito fã dos, do temática de esporte, por causa que eu já tenho uma noção do que que vai agradar. Vai ser mais ou menos aquilo que eu falei, ah, vai ser de esforço, vai ser competitividade, alegria. Esse negócio vai ser adversidade que você vai superar. Eu assisti o filme lá, tava um pouquinho com expectativa lá, e ela foi quebrada em questão de tipo, ah, parece que vai ser mais interessante, não vou atropelar isso.

Aí continua, continua, e bem, foi isso que eu tava esperando. Mas o que me quebrou a expectativa foi o uso da rotoscopia em questão de animação, que eu gosto, até que eu gostei, nunca Acho que eu nunca cheguei a ver um anime que usa rotoscopia. Mas uma coisa que também me quebra muito, eu não sei se vocês— tipo, por causa que a animação dos personagens é interessante, mas em questão de cenário é tipo, é bonito até você notar que é tudo parado, tudo parado.

Então eu notando isso eu fiquei me dando uma agonia que é tipo, teve um trabalheiro na animação dos personagens, mas cenário totalmente estático, basicamente quase um PNG. E tipo, como o Halkin tinha falado também, achei que introduziu muitos personagens, mas a questão que não aprofunda muito nisso. O foco mais disso é passar uma mensagem de quando você faz as coisas que você quer, às vezes você não consegue ser o melhor, as coisas você só tem que aceitar e seguir em frente.

E é tipo, realmente mensagem bonita, esse negócio, mas é uma coisa que eu já tava esperando que ia me trazer. Então eu dou um 7 aí para o 100 metros. É bonito, mas não me tocou tanto assim.

?Voz C

Eu vou ser polêmico também porque é uma obra que, bicho, é que nem eu comentei, boa parte do que é retratado dentro do filme, a cena do Kaido pegando e rompendo a realidade, né, criando a própria realidade. É algo que eu já vivi e é uma sensação do caramba para você, para você ter. Toda a situação que vai acontecendo com o Togashi ao longo de toda a história dele são coisas que eu vivi e acompanho de perto hoje em dia. Então ele retrata muito bem até a parte que eles estão lá no segundo ato, que o clube tá para fechar porque ninguém se interessa por atletismo.

Que também é algo que eu passo também, porque é um esporte mais, mais underdog, assim, né? É muito, muito nichado. Então tudo que acontece dentro do filme dialoga muito comigo, porque são coisas que eu passo toda semana, diariamente, literalmente diariamente. Então por isso eu gostei muito como ele dialoga, ele dá conta de explicar exatamente a sensação que passa na cabeça de cada estilo de competidor. Ele dá conta de dialogar exatamente a sensação que acontece com cada tipo de competidor e você entende que, lógico, ganhar é muito bom, mas não é todo mundo que tá lá focado 100% em ganhar.

Tipo, tem gente que realmente tá lá porque acha um tesão fazer o que faz. Mas a parte de roteiro eu achei muito esquisito, a parte de querer dar um foco para o Comia e depois largar e depois ficar criando ideia do Cui para pegar o Comia, que nem eu falei antes, pegar ele de um ponto A, levar para um ponto B para justificar dele tá lá na pista. Eu achei isso daí muito esquisito. Se tipo ignorasse que existisse Comia e colocasse outro personagem, ia funcionar 100%.

A animação, por mais que ela seja linda em alguns momentos, no resto Parece que é um monte de personagem sem alma, e eu confesso que eu tive muita dificuldade de me conectar pelos personagens, pelos diálogos. Eu me conectei mais pela sensação, mas aí também vem do contato que eu tenho com esporte. Então, dito isso tudo, a sensação que eu tenho com 100 metros é como se eu tivesse chegando num PF que tem— e eu uso muito essa analogia para muita coisa na vida— Peguei um PF, um prato feito, que tem um bife, que aquela lapa de picanha suculenta, exatamente no ponto perfeito, que assim você passa a faca, ela sai cortando, você coloca na boca, ela enche sua boca de sabor.

Só que ela tá acompanhada com um arroz caroçento, um feijão papado e uma alface murcha, sabe? Então Em um ponto ele faz extremamente bem em cada coisa, né? No roteiro, quando ele vai retratar o que que é o esporte, ele retrata extremamente fiel, perfeito. Mas na hora de retratar diálogo é tudo um monte bonequinho sem alma. Na parte da animação também, as cenas do esporte são perfeitas. Aquela cena da chuva, bicho do céu, é do caralho.

Véi, é do caralho, eu não dou conta de descrever isso sem xingar, mas qualquer diálogo normal dentro daquele filme parece que é um monte de bonequinho do Play 2 sem alma, parece que é 2 NPC dialogando. Então, dito tudo isso, eu fiquei me prolongando justamente para decidir se eu ia dar um 7,5 ou um 8. Eu tava 8, mas eu acho que eu vou chegar no 7,5 porque eu acho que os pontos negativos da obra que me incomodaram, né, dentro da obra sobressaem aos pontos positivos.

?Voz B

Ah, primeiro tem que dar a média final, né? Precisamos da média final.

?Voz C

Não, a média final ficou em 8,25.

?Voz B

É uma boa nota, uma boa nota, 8,25. E o que que vem acima e abaixo, mas em anime?

?Voz C

Em anime, se eu te falar 100 metros, ficou praticamente entre duas animações.

?Voz B

Manda.

?Voz C

Ele ficou logo atrás de Kaiju No. 8.

?Voz B

Tá, então Kaiju No. 8 seria melhor que ele, é isso? Segundo o Felipe na Manete. E não sei se concorda.

?Voz A

Tá igual, tá igual, tá igual.

?Voz B

E abaixo?

?Voz C

Abaixo de 100 metros. Ah não, tem um jogo antes, mas a animação abaixo de 100 metros é Avatar: A Lenda de Korra.

?Voz A

Qual temporada?

?Voz C

A gente fez todas, eu acho.

?Voz B

A gente fez de tudo. É, a gente fez de tudo.

?Voz C

É porque foram 2 episódios que a gente deu as notas no último episódio, que eu acho extremamente assim— não, eu acho Korra melhor do que esse ainda. Metros. E ainda lá atrás, eu não sei o que que aconteceu com vocês, que vocês deram média 8 para diário de hipotecária, bicho.

?Voz B

Eu acho que fala com Hilário, se resolva com Hilário.

?Voz D

Eu não tava lá não.

?Voz B

Não, se resolva com Hilário, amigo.

?Voz C

Não, mano, você também deu nota baixa para esse, para esse trem aqui, ué.

?Voz B

Ih, eu não lembrava disso.

?Voz D

E agora?

?Voz B

Não, não, desculpa.

?Voz D

Qual que é a desculpa, Du?

?Voz C

Você deu 8,7 para Diário de uma Apotecária.

?Voz B

É uma nota boa, é uma nota boa, pô. Eu dei 9 para o Coisa, 0,3 abaixo.

?Voz A

Mas é porque, mano, é bom, mas, mano, não dá. Também não é boa não. Eu, eu, gente, é muito bom, não dá. Como avatar ela é ruim, como personagem, como representatividade, tudo ela é ruim, pô.

?Voz C

Eu gosto da obra. É infinitamente melhor do que 100 metros, bicho. Vocês me desculpam.

?Voz A

Eu não acho, eu não acho. Eu acho toda essa tua graça é só porque a animação te pegou. Se tivesse um personagem melhor animado nos diálogos de 100 metros, ele já era melhor que o próprio.

?Voz B

Ah, eu tô sendo um pouco favoritário, né, galera? São obras diferentes, mas é difícil comparar, realmente é difícil comparar.

?Voz C

É só para ter uma curiosidade do Douglas, logo abaixo, empatado literalmente, tem Ori and the Blind Forest.

?Voz B

Ah, de games.

?Voz A

Só para deixar claro, me cite uma frase da Dawn Crow, uma frase que te marcou.

?Voz B

Eu sou Avatar.

?Voz A

Mano, não tem isso. Não, mas falar uma coisa, ela pô, não, cara, é até a frase de Royal Rumble falando.

?Voz B

Não, pô, para, pera, é outra coisa, não dá para comparar, mas Escola tem um monte de coisa legal, pô, principalmente os vilões. As frases dos vilões são muito fodas, né?

?Voz C

É um quadrilumante também que falou, tipo, eu sou a velocidade, tchau.

?Voz A

Gente, vamos citando por aqui. Não, não vamos citando não, tem que agradecer nossos queridos, nossos queridos fichas de ouro. Finalizar o cast, vou ter agradecimento aos nossos queridos fichas de ouro, que são Pedrinho, Bittenkur Brother, Big Brother. E nosso querido Dalkara, um beijo para vocês, muito obrigado a nos ajudarem a manter o projeto em pé. E vai ficando por aqui mais um Flipper Amanécimas, meus amores. Tomara que vocês tenham gostado, tomara que se vocês não assistiram ainda Sem Mérito, vocês vão assistir, é bom, e tá lá na Netflix, tá?

Podem ir. E é isso, até o próximo episódio. A Dora sempre aqui com um vídeo, nossa tarefinha para vocês. Um beijo e até a próxima.

?Voz D

Falou, até a próxima!

#116 - 100 metros | Castnews Index — Castnews Index