Speedrun #52: Journal with Witch
Será que duas pessoas com visões de mundo totalmente diferentes conseguem superar o luto e construir um lar juntas? No Speedrun de hoje, o Fliperama Nerd traz uma análise sensível e direto ao ponto sobre Journal with Witch (Ikoku Nikki), um dos animes de Slice of Life mais profundos e humanos do ano!
Em um papo rápido e reflexivo, conversamos sobre a história de Makio, uma escritora reclusa, e sua sobrinha Asa, que passa a morar com ela após uma tragédia familiar. Debatemos a delicadeza com que a narrativa lida com o luto, a dor da perda, o amadurecimento e a construção gradual de um afeto genuíno entre elas.
Quer saber por que Journal with Witch vale tanto a pena e qual o impacto dessa obra? É só dar o play!
📌 Principais tópicos deste Speedrun:• A premissa dramática e a dinâmica de convivência entre Makio e Asa.• A abordagem realista e respeitosa sobre o luto e o amadurecimento.• Por que Journal with Witch se destaca dentro do gênero Slice of Life.
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Makio
Asa
- Diário de uma Bruxa: Separação e LutoAnálise do anime · Slice of Life · Demografia Josei
- Recursos para lidar com o lutoLuto adolescente · Diferentes formas de lidar com a perda · Diário como ferramenta de expressão
- Dinâmica de amizade entre Gregório e JoãoPersonalidades contrastantes · Construção de afeto · Sinceridade e respeito mútuo
- AutoconhecimentoClube de música e apresentação · Dilema sobre chamar atenção · Aceitação e expressão artística
- Personagens SecundáriosShingo e a amizade adulta · Imiri e a descoberta da sexualidade · Minori e a complexidade materna · Shogo e a pressão social masculina
- DesertoSolidão e desorientação · Oásis como esperança e autoconhecimento · Crescimento e superação
Preparem suas vistas, tá começando mais um Fliparão Nerd. E hoje estou eu aqui, o Bittencourt, junto com meu queridíssimo amigo Haukin. Dê um oi pra galera aí, Haukin.
E aí, guys?
Pra falar de nada mais, nada menos que Journal of Witch ou Ikkoku Nikki. Inclusive, já começamos protesto aí sobre o nome do anime, porque é Journal of Witch e a tradução literal de Ikkoku Nikki Diário de uma Estrangeira, que faz muito mais sentido do que Jornal e Bruxa, né?
Do que Jornal com a Bruxa, velho.
Jornal com a Bruxa com toda certeza faz mais sentido. Então já começa meu protesto aí, mas não estamos aqui para falar mal dessa obra, até porque ela é maravilhosa. Estamos aqui para falar nossas impressões, o que que a gente achou. Já dei um spoiler, né? Eu sou um baita de um fã, então provavelmente estaria aqui só falando bem. Vamos ver o que o nosso querido amigo Raul tem aqui para nos dizer. Mas é isso, então fique confortável aí no sofá, sei lá onde você está, ou indo e voltando do trabalho, no seu ônibus ou assistindo no celular, porque vamos começar mais um Speed Run falando dessa obra.
Inclusive, se você não sabe o que é o Speed Run, Speed Run é o nosso programa que temos aqui dentro do Flipper Manete, no qual a gente fala de uma obra mais rápido. Então normalmente o episódio fica entre 30 minutos por aí. Então a gente pega uma obra aí para falar ela de forma mais rápida e sucinta, e vamos falar aqui desse animezinho queridíssimo de 12 episódios, bem fechadinho, bem bonitinho. Então bora lá falar de Journey with Witch.
Que anime do caralho, velho!
Que anime bom, que anime bom! Então, como eu comentei, esse anime tem 12 episódios, ele foi lançado nessa temporada agora de 2026, começou em janeiro, terminou em março, então bem redondinho, bem pequenininho. Tem na Crunchyroll, então se você quiser assistir, saber onde tem no stream, né, tem na Crunchyroll, então bem mais fácil aí de achá-lo. E é um anime de drama, um anime de slice of life. A demografia dele inclusive achei bem interessante, que é Josei.
Pra quem não entende a questão de demografia, né, normalmente tem Shonen, que é pra adolescente, normalmente aquele design de rutinha e tudo mais. Tem Seinen, que seria um anime mais adulto, como por exemplo Monster, um Berserker, digamos assim. Tem Shoujo, que normalmente é para meninas adolescentes, então normalmente aqueles animes de romance assim, mais focado na menina no colegial. E tem o Josei, que seria para mulheres mais adultas, né?
E isso já me deixou muito curioso, porque eu acho que eu nunca tinha assistido um Josei na minha vida antes, e foi uma baita de uma surpresa, tá? Então tá, Vitencourt, você tá falando aí, falou um monte de coisa, mas do que que se trata esse anime, né? Então vamos falar do início dele. Essa daqui é a Asa e essa daqui é a Makyo.
Essa aí.
E o que acontece? A Asa, uma adolescente, ela acaba de perder os pais num acidente. Então seu pai e sua mãe sofrem um acidente de carro e ela acaba perdendo eles. E já começa meio que o anime mostrando um pouco disso. Ela, enfim, ali na parte do enterro dos pais com toda a família. E aquele clima meio... Até o anime representa muito bem isso, né? Aqueles tons bem cinzas, bem preto, branco, aquele clima mórbido, né? E a Máquio, sua tia, olha pra ela e fala, ó, a partir de agora você vai morar comigo, não quero que você fique aqui nesse clima, eu não tô aqui querendo dizer que eu vou te amar, né?
Não sou a pessoa que te ama, não te conhecia até agora. Até porque a Mako, ela tinha um problema assim, né, com a mãe da Asa, tanto que até no início ela fala, né, ó, não gosto da sua mãe, sua mãe não foi uma boa pessoa comigo, mas a partir de agora a gente vai morar junto e eu vou ser honesta com seus sentimentos, vou te respeitar e bora viver essa vida juntos, né. Então o anime é mais ou menos sobre isso e eu achei isso muito legal porque Porque primeiro que é um anime inteiro lidando sobre o luto, né?
O luto dessa adolescente que tá sem os pais. E no início, até quando a gente assiste o anime, a gente fica meio confuso porque a gente não vê ela chorando, a gente não vê ela triste, ela tá meio indiferente. Então por quê? Por que ela tá assim? Por que ela tá se sentindo assim? E justamente é meio que sobre isso, né? O luto ele funciona diferente para cada pessoa e esse anime não é aquele anime que utiliza do choro, daquele negócio tenso pra te tirar lágrimas, né?
Porque se a gente for ver um anime de drama convencional, digamos assim, logo nesse início ia ter aquela cena super dramática dela chorando e você já ficando super mal e tal. Claro, você fica super mal, você vê uma adolescente sem os pais, mas não é aquele drama, sabe? É pesado visualmente, né? Então isso já me cativou logo de início.
O que eu gosto aqui de de Ufuichi é porque normalmente a gente tem, quando a gente tem um luto no anime, a gente tem a visão apenas da pessoa que tá no luto. Então, como a gente só tem a visão da pessoa que tem no luto, tudo que não é feito para ela parece muito egoísmo. Como é que eu posso explicar isso? Senão, provavelmente a gente tá dentro de um personagem, tudo isso acontece, seja em uma história. Tô tentando pensar aqui mais ou menos daquele episódio do Naruto, tá?
Quando o Jiraiya morre, a gente vive as emoções do Naruto. Então tudo, tudo ao redor parece muito heroísmo. Ele treinar, mas ele vai treinar. Então tipo assim, parece que ninguém está tratando do luto ali da pessoa. Mas eu gosto de Journey of the Weak é porque a Asa tem um luto dela Mas as pessoas ao redor dela, apesar de ela estar no luto e as pessoas estarem preocupadas, todos vivem os seus dilemas, todos têm preocupações. E um anime que vem para falar de luto fala sobre tanta coisa, papéis na sociedade de tanta gente, a descoberta da própria sexualidade.
Então, velho, é um anime muito bom porque ele trata da sociedade com um tom de clareza, com uma sensibilidade muito, muito grande e muito legal.
Não, total, eu super concordo e acho que é bem isso mesmo. Embora o foco seja sobre o luto, né, o anime não é só sobre o luto, é sobre várias coisas ali que ele vai abordando, né. E até falando um pouco mais das personagens, né, então logo de início, logo nesse primeiro episódio, a gente entende um pouco mais da personalidade de cada uma. Então A Asa, a gente vê que ela é uma pessoa mais extrovertida, que não gosta de ficar sozinha, diferente da tia dela, que é uma escritora, ela é uma pessoa que trabalha em casa e tal, extremamente introvertida.
Até quando a Asa vai pra Castelo pela primeira vez, vê aquela casa toda um caos, toda bagunçada, diferente da Asa, que na família dela provavelmente era bem tudo organizado, tudo limpinho, tudo meio metódico, digamos assim. Já a Máquio não, né? Casa dela é um caos, então a Asa chega lá, meu Deus, onde tá as coisas? Vou ter que arrumar, não consigo nem sentar na mesa porque isso aqui tá um caos, né? E a gente já começa a reconhecer ali a diferença entre as duas, da personalidade das duas.
E uma coisa também que é legal, que logo no início do primeiro episódio, é pelo fato da Máquio ser essa escritora, né? Então uma forma que ela faz pra ajudar a Asa a superar esse luto dela é entregando um diário para ela. Ela falou, ó, aqui tá o diário, seja você mesmo, escreva o que você quiser, não precisa falar a verdade, é só escreva, né, o que você sentiu, que você vê, enfim, escreve. E isso é o que dá o nome do anime, né, e também é o que faz a gente entender o que a Asa tá passando E eu acho que é uma forma muito bonita de se contar, sabe?
Então, pô, eu achei isso genial. É isso que dá o nome do anime. Isso acho que é a parte principal ali do anime, mas eu achei muito foda, tá? Eu gostei bastante.
Esse início, o que me pega muito é a forma como a Matthew encontrou um meio de aprender a viver sendo ela mesma. E de uma forma que não é que é tipo assim foda-se para os outros, mas é muito no sentido de eu não vou deixar de ser quem sou, ou eu vou mentir para te fazer feliz, ou para deixar qualquer pessoa feliz. Ela vive por si mesma. Então nesse início de obra ela adota a Asa não porque a Asa tá triste, Mas porque ela não suportava ver a Asa naquele ambiente que tava todo mundo cochichando sobre a mãe dela.
Meu Deus, a mãe dela morreu e deixou uma filha. Tava todo mundo falando alguma coisa e ela, como se ela adotasse a Asa por ela mesma, por ela não conseguir suportar aquele ambiente. Eu não vou falar adotar, né, mas porque ela mesma fala que nunca vai ser uma mãe para Asa, mas digamos que A palavra certa seria dar um teto, talvez seja o mais próximo que isso pode chegar. E ela é sempre muito direta com ela. É tanto que esse é um dos trechos que eu gosto, como eu falei, né?
Quando alguém tá vivendo um luto, tudo ao redor pode parecer muito egoísta. Mas inclusive quando a Matthew fala, né, que ela não vai ser a mãe da Asa. Mas eu acho que com o tempo a gente tem uma lição muito grande aqui com a Matthew. Sobre realmente viver. E eu acho sensacional esse início, porque até ali a gente não tem noção do que vai vir pela frente. E mas é uma personagem extremamente única, e eu acho que nem só no mundo dos animes, tá, no mundo como entretenimento geral, a Márcia é um personagem espetacular.
Não, total. Inclusive, até isso que você comentou, eu lembro que a primeira vez ela falou assim, tipo, eu não gosto da sua mãe, né? Caraca, ela acabou de perder a mãe, a coisa que você tá falando pra uma adolescente, né? Mas é o que você falou, ela é extremamente sincera, ela fala o que acha que é o certo, né? E outra coisa também que ela falou, aí logo assim, né, logo no início eu já dei aqueles dois passos pra trás, né? Quando ela falou isso, foi, putz, meu, que grossa, né?
Essa menina, essa mulher que vai adotar essa criança. E depois ela vem com aquele argumento quando ela entrega o diário, né, de que Pô, os sentimentos é seu, eu não vou pisar nos seus sentimentos, seja verdadeira consigo mesma. Então ela sempre é muito sincera, né? Às vezes ela pode ser meio rude, né? Mas ela sempre vem com essas verdades que acaba ajudando a Asa a superar as coisas que ela tá passando. E outra coisa que eu acho muito legal nesse anime também é a forma em que ele escreve os adultos e os adolescentes, né?
Eu lembro até no segundo episódio, eu achei isso muito bacana. Em que chega uma amiga da Máquio na casa dela e elas estão conversando e a Azul olha pra ela e fala, meu Deus, o que que elas estão falando? Isso é outro idioma, né? Ela até começa a imaginar como se estivesse em outro país, elas negociando, tipo, meu Deus, o que que tá acontecendo? E realmente é assim, né, cara? Tipo, os adolescentes, eles não compreendem muito bem assim a conversa dos adultos, tem piadas entre eles que não faz sentido.
Então, cara, eu achei muito bacana assim da forma que construído e escrito essa interação entre as duas, né? Eu acho bem legal.
É, eu acho primeiro que muito natural, porque a Márcia em nenhum momento deixa de ser, já falei umas 3 vezes, a Márcia não deixa de ser quem é. Então a gente, quando a gente volta uma criança na nossa vida, seja lá como seja, no jeito dela, né, que foi na meio que adoção da sobrinha ali, A gente imagina que a gente vai ter adaptação, só que nem passou pela cabeça da Márcia que teria que existir alguma adaptação, sabe? Então ela só fala assim, não, a Asa vai morar comigo, e ela vai morar.
Como ela não tinha pensado sobre isso, tudo aquilo é muito novo. Então tem uma menina que tá entendendo o sentimento de luto, que ela perdeu o pai e a mãe do dia para noite, Ela, um dos temas que vai tratar também, né, é do nada ela no colégio passou, ela é só menina que os pais morreram, é meio que isso, e isso pesa muito para ela também. E uma pessoa que nunca se importou com ninguém além de si, né, que a Márcia aprendendo a viver com outra pessoa, a sei lá, a comer na mesa com outra pessoa, sabe.
E isso você vê que aos pouquinhos, como tudo é muito bem trabalhado dentro da obra, e disso elas vão se adaptando depois de morar juntas, né? Mas ali no início é como tu falou, eu acho que tem a frase mais importante da obra, né, que é: você não precisa justificar os seus sentimentos, seus sentimentos são só seus, ninguém tem direito a falar que eles são exagerados, que eles são diminutos, são menores, né? Nem nada. Então essa frase é muito importante porque a Asa, a Asa mesmo demora a entender.
E ela fala várias vezes na obra, é muito engraçado isso, sempre que acontece alguma coisa ela fala: oxe, mas tu mesma falou que ninguém pode entender meus sentimentos, são só meus. E aí ela fica tipo assim: não, mas não, não foi nesse sentido. Então é muito legal porque eu adoro, porque a Asa também brinca muito isso com a Máti, Como o Bittencourt falou, a Máquia é uma escritora, né? Então ela tem um vocabulário muito legal, a jeito que ela fala é muito absurdo, e às vezes a Asa fica voando, tipo assim, caralho, eu não entendi nada que você falou, velho. E é muito legal essas cenas.
Sim, isso é muito foda, cara. Outra coisa que eu acho muito foda dentro desse anime também é a metáfora que eles utilizam com deserto, né? Então meio que a Asa tá perdida nesse deserto, Ela não sabe pra onde ela vai, ela caminha, caminha, caminha e não chega a lugar nenhum. E eu acho que até no primeiro episódio ela caminha, ela encontra no topo ali da montanha do deserto, né, não sei se chama bem de montanha, mas enfim, lá no topo, na parte do deserto, ela encontra a Mako, né.
E aí eu lembro que no início, quando eu assisti, eu falei, pô, vai ser a Mako que vai direcionar ela nesse deserto, né, mostrar pra onde ela tem que ir. E não, no final das contas, a Mako ela é só uma companheira pra ela naquele grande deserto onde ela vai se descobrindo, né. Então Durante o anime, naquele deserto começa a aparecer um oásis e ela começa a tentar entender o que seria esse oásis, como lidar, né? Tanto que durante as falas dela faz bastante metáfora, né?
Que tem aquela água, ela pode sentir a água, mas ela não consegue se afogar nela. Aquilo pode ser interpretado como choro, como enfim, várias outras coisas. Conforme o tempo vai passando, aquele deserto vai ficando mais preenchido, né, com cactos, Então tem até, mais pra frente a gente pode comentar melhor, mas conforme o tempo vai passando, aquele cacto começa a querer dar um broto, daquilo vai saindo uma flor, até no finalzinho aparece uma flor, né?
Então eu acho bem interessante como ele tenta trazer pra gente de forma visual como que está dentro da asa através desse deserto, sabe? E eu achei isso muito fenomenal, assim, bem bonito, sabe? Da forma que foi mostrado.
Mano, essa parte delas no deserto é muito bom porque a gente tá tentando a palavra para poder falar essa parte do deserto. Ela é, ela cresce durante todo o anime, né? Eu acho que ele aparece nos 12 episódios, nos 13 da obra. E no início é difícil até para a gente entender aquele, a primeira vez que ele aparece é por esse jornal, o If You Wish. É um anime que eu acho muito importante assistir duas vezes, porque o primeiro, primeira vez que a gente assiste, a gente tá focado na história, o que que vai vir.
Quando a gente já sabe a história, a gente vai prestar atenção nas nuances, né? E é muito importante assistir duas vezes para entender essa nuance do deserto, entender como ele vai se modificando. Aquela parte, como tu falou, do que ela tá na água, né, que ela tá no oásis ali, eu entendi muito que, pô, ela tá vendo que ela tá triste, mas ao mesmo tempo ela não consegue chorar, a Tipo, a Asa demora muito a chorar, né? Sim, sim.
E ele entendendo, e a Maki falando para ela, tipo, tudo bem. Essa parte da gente, tipo assim, tudo bem você não chorar, não, não, você não é um monstro, não tem problema.
E não precisa forçar o sentimento dela, né? Porque quando for o momento dela chorar, ela vai chorar, ela vai chorar. Isso acontece mais para frente, né? E, cara, Essa obra é muito boa, mas a gente precisa falar dos personagens secundários. E eu gostaria de começar falando de nada mais nada menos que o Xingô, esse mano aqui, ó, esse cara. Eu botei a cena mais romântica deles aqui porque eu achei ele um cara muito, muito massa. Ele é apresentado como o ex, né, da Máquio, só que a gente vê que eles têm uma amizade muito bonita, né.
Mesmo assim, tanto que logo quando— acho que a primeira interação que eles têm foi quando ela tinha acabado de publicar o livro. E aí ele tinha lido o livro, comentando os personagens, falou, caraca, você ainda acompanha, né? Ela, claro, sempre vou acompanhar tudo que você escreve e tudo mais. Então dá pra ver que eles têm uma admiração pelo outro. Ele ajuda bastante a Máquio nesse momento de descoberta também, né? Porque ela tá cuidando de uma pessoa nova, que nem o Raul comentou, ela era uma pessoa solitária, sempre viveu, morou sozinha, agora Ela tá morando com outra pessoa e ela meio que vira o adulto responsável por aquela pessoa, embora ela não é mãe.
Ela fala com todas as letras que ela não é mãe, ela não quer ser a mãe da Asa, mas é toda uma responsabilidade, né? Tanto que até em uma conversa com o Xingu ela fala, meu, eu tenho medo do que eu posso falar para ela, porque depende o que eu falar pode mudar o futuro dela, né? E o Xingu até responde, Pô, você já fez isso comigo uma vez, né? Meu Deus, o que que eu falei? Aí, ah, deixa quieto, depois a gente come. Depois a gente descobre, né, que coitado, depois do término o menino entrou em depressão, ficou todo fodido, né?
Mas é isso, eu acho, eu acho muito bonito assim a forma que ele entra na obra e a forma que ele ajuda, né, tanto a Asa quanto a Mácula em tudo, tudo que elas estão passando.
Eu gosto muito do Shingo porque ele é muito Ele é muito dono de si com a Maki. E a sensação, a gente, a gente no início não sabe disso. Eu acho o Shinji muito bem trabalhado, e conforme a obra passa, a gente vai entendendo mais ele e como de certa forma a Maki foi importante. Aliás, como ela é. Acho muito doido porque a forma como a Maki é fez eles terminarem, porque ela não conseguiria conviver bem com outra pessoa. E ao mesmo tempo que ela ser assim é o que faz ele amar ela.
Então ele vive nesse, ai, velho, nessa, nesse dilema assim, nesse dilema. É muito complicado para ele, mas eu gosto muito como o filme foi apresentado primeiro, que foi só como uma ajuda. Pô, parece aqui em casa, tô cuidando de uma criança aqui, a máquina muito de boa, parece tipo a gente vê o que é. E aí eles vão conversando e ele é muito legal. Ele tem muito mais jeito com a Asa que a Maki, por sinal.
Sim, sim, sim, sim, ele tem muito mais tato, né?
Eu não lembro se é quando ele aparece, mas é porque assim que a Asa vai morar com a Maki, começa aí um cara do governo, né? Aí o Shinichi chega lá na porta e fala, tem esse cara, meu Deus do céu, conheço esse maluco aqui, ele é bonitão.
Fica com ciúme, né, cara?
Fica com ciúme sem poder falar nada. Mas muito legal.
E outra coisa que eu acho bem legal, inclusive eu botei a cena aqui atrás, que é essa cena. Enfim, como eu comentei, eu nunca tinha assistido um anime de osei, né? Então eu acho que talvez isso seja comum em animes de oseis, que mostra um relacionamento adulto, principalmente tendo um ponto de vista da Makio, né? Então quando eles vão para o restaurante, que enfim, ela vai conversar, que até teve essa cena que eu comentei para vocês ali, Ela começa a ver ele, começa a reparar nos músculos, fala, nossa, você anda malhando.
Dá para ver que ela começa a ficar tipo com um tesão nele assim, né, tipo um desejo carnal nele, embora ele seja uma pessoa bem legal e tal. Então ele pega no cardápio, ela olha a mão, ela fica, meu Deus, eu não posso ficar pensando nisso, não posso chegar nesse nível, a gente agora é só amigo e tal, já estraguei a vida dele, não quero estragar de novo. Até que chega essa parte do parque, né, que eles sentam no parquinho. E aí ele tenta beijar ela e ela fica tipo, meu Deus, não, não posso isso.
E aí eles são sinceros um com o outro, que foi basicamente tudo ali que o Hawking comentou, né, que enfim, eles terminaram, eles continuam sendo amigos, mas ele gosta dela do jeito que ela é, tanto que ela até comenta isso, né, tipo, pô, a gente terminou, não deu certo, eu sou desse jeito, não tem como dar certo. Ele falou, pô, Mas a gente ainda pode continuar sendo bons amigos, sabe? Apesar de tudo isso, né? A gente pode dar uns beijinhos aqui e continuar sendo amigos como a gente sempre foi.
E aí eles têm essa cena de beijo que eu achei incrível. Eu amo anime de romance. Eu sei que esse anime não é de romance, é de drama, mas só essa cena eu já tava, ah, caralho, aí sim, bora! E foi uma cena muito bonita. E eu acho muito legal da forma em que eles adaptaram esse romance adulto, né? São dois adultos ali conversando, né? Aquele negócio que a gente tá acostumado com com galerinha do colégio, né?
É, não existe a idealização do romance como tudo é puro. São pessoas normais conversando. E, mano, você provavelmente já teve uma conversa dessa com alguém, sabe? Tipo, pode dar certo. Então é muito legal essa cena, eu gosto demais. Eu nem queria sair do Shingo quando eu falei da Imiri, tá? Eu, quando eu citei ali a Imiri, eu quero falar um pouquinho dela aqui, porque quando a Imiri aparece, ela aparece antes do Shingo. Estou falando do episódio 3, tá?
A sensação que eu tive é que ela teria uma importância muito grande na obra e acabou não tendo. Mas porque eu gosto muito dessa personagem por causa disso, porque a Emiri é a mirantilha da Açaí. Ela tá ali no fundinho do Betancur.
Essa aqui, ó.
A Emiri, ela lida com dilemas, porque ela fala, ela cita isso mais pra frente, ela cita isso quanto a menina tá conversando, que é quando os pais da Asa morrem. Primeiro ela fica, claro, preocupada e tudo, ela entende, mas ela tem um sentimento muito humano que é tipo, caralho, eu nunca mais vou poder deixar de ser amiga da Asa porque os pais dela morreram e eu sou amiga dela. Esse é o tipo de pensamento que vem no seu cérebro sem necessariamente você ter controle, sabe?
É o tipo de coisa que só passa E em nenhum momento ela deixa claro que ela acha a Asa chata ou que ela não gosta. Foi meio que um desabafo que ela teve ali com a outra amiga dela na hora. E eu acho muito essa cena muito pesada e muito humana. Então gosto muito dessa cena, ficou na minha cabeça, queria falar um pouquinho dela, né? Mas eu também queria falar da Emily, que eu acho que, como eu falei, eu senti que ela teria um papel muito grande na obra.
Quando ela entra, e ela não tem. Inclusive, a jornada dela que a gente acompanha, que a jornada dela é muito mais por essa sexualidade dela, a gente vai vendo isso tudo acompanhado com muita sensibilidade. Nada é direto, vai um toque na mão ali, e a gente acompanha durante 3 episódios. É muito discreto. E a gente vê isso acontecendo 3 episódios longe da açaí. E eu acho que que a mensagem dela, a mensagem do personagem Emir, é que todo mundo vai mudar, nada continua sendo o mesmo.
Por mais que o mundo esteja caindo ao seu redor, como é o caso da Asa, a melhor amiga dela tá mudando, ela tá entrando, ela tá se descobrindo. E pode, elas vão ser sempre amigas, talvez não conversem mais tanto, talvez não sejam mais próximas como eram antes. Mas apesar do mundo estar caindo para a Asa, o mundo dos outros também tá andando. E eu acho muito legal que o personagem dela conte isso sem ter muito tempo de tela. E eu acho o fato de não ter muito tempo de tela é o que causa isso, sabe?
É muito legal. É tanto que eu acho que a sexualidade dela começa a falar, a mate ver antes da gente, telespectador. Porque o terceiro episódio tem todo episódio sobre elas duas, que a Emily quer falar com a Asya, tá meio ainda sem falar com ninguém, etc. E aí a Emily vai passar o dia lá na casa da Mati, e aí a Mati dá um livro para Emily, né?
É um filme, inclusive é um filme, né?
É exatamente essa cena. Eu não lembro e a gente não sabe direito sobre qual filme. Ela só passa ali, não tem nada falando, mas é um filme que fala sobre se aceitar, talvez algo nesse sentido.
Acho que é nesse sentido mesmo.
E que a partir dali ela começa a conversar com a menina que ela parece estar afim e tudo mais. E aí é muito legal. Inclusive, agora assim, a menina que ela tá afim tem uma voz de vilão do caralho, velho. Eu o tempo todo acho que ela vai fazer alguma maluquice, fazer uma reviravolta. Meu Deus do céu, cara de vilão do caralho, velho.
Sim, sim, sim, total, cara. Mas eu gostei bastante da Emily. Que nem você falou, eu também esperava mais coisa, mas eu acho que da forma que é mostrada a sexualidade dela é algo bem, bem legal. Até aqueles dilemas, né, de adolescente de aceitação. Acho que tinha também, teve muitas cenas, né, da Asa comentando, ah, porque não sei quem se declarou para você, você não vai namorar? Ela tipo, não, não, não quero namorar esse cara.
Isso aqui fica essa forçação de barra, tipo você tem que namorar, os homens tá querendo andar em cima de você, você não quer. E eu tô querendo namorar e você não namora. Aí até tem uma cena que a Asa fala tipo assim, ah, mas você não quer namorar, como você quer namorar com mulher então? E aí ela ficou meio tipo, ai, Asa, troca de assunto, sabe? Ela deu aquele, aquela parada assim, putz, você descobriu, mas vamos trocar de assunto, não quero falar sobre isso, não tá com esse assunto.
Enfim, eu acho bem legal, né, toda essa questão dessa descoberta dela e desses preconceitos também que tem, né, tipo dela não querer se assumir por medo ou algo assim. E eu achei bem legal, eu achei bem construído. Vamos falar então de outro personagem agora, que é um personagem extremamente relevante para obra, que é nada mais nada menos que a mãe, a mãe da Asa, que eu esqueci o nome dela também, que tá anotado, Minori. A Minori.
Então no início, né, pelo menos a gente tem uma visão da Minori como meio que uma vilã, né? Porque a gente vê pelos olhos da Máquio, né? E a gente sempre vê ela julgando, é tipo falando, pô, você fica lendo esses seus mangazinho aí, não vai dar em nada, você é escritora, para com isso. Aquela pessoa bem conservadora assim que não aceita, né, a Máquio do jeito que ela é. Então a gente acaba vendo ela como uma vilã. Até, claro, a gente vê uns flashbacks ali da Asa, vê que ela acaba sendo uma boa mãe, até fala pra Asa tipo, pô, seja quem você é.
Então fica aquele meio contraditório, né, porque a gente vê a forma que ela trata a máquina de um jeito bem rude, bem cruel, e a Asa já nem tanto, ela deu essa abertura. E a gente começa a conhecer mais quando a gente vê o diário dela. Então ali para o meio do anime, do início para o meio, né, eles vão lá limpar a casa da onde a Asa morava, pegar as coisas, né, até que ela pega a caneca lá que era de aniversário dela, ela vai procurando as coisas.
E a Márcia acaba encontrando um diário, né, um diário dela. E esse diário ela escreveu assim que a filha dela nasceu para entregar para ela quando ela fizesse 20 anos, né. Então seria meio que um presente que a mãe dela ia entregar para a Asia receber assim quando ela fizesse 20 anos. E nele a gente descobre um outro lado, né, um outro lado da Monroi. E a gente vê que ela só odiava, que ela era uma pessoa no qual ela se moldou para ser aceita pela sociedade, digamos assim.
Então por isso que ela criticava a irmã dela, porque ela via a irmã dela fazendo algo no qual ela não podia fazer, segundo ali as crenças dela, né? Ela tinha que ser aquela pessoa conservadora, aquela pessoa com esposo, ter uma família feliz. Então ela acaba se casando com uma pessoa que ela não gosta, acaba tendo um filho com esse esposo que ela não é apaixonada. E ela fala, pô, eu quero que a minha filha seja o oposto que eu sou, o oposto que eu fui.
Então eu vou tentar ser o mais liberal possível. Embora ela ainda tenha essas suas amarras, no qual ela ainda acaba fazendo alguma coisa ou outra. Como por exemplo, quando a Asa aparece de cabelo curtinho. Não, quando a Asa começa a cantar, ela super apoia. Vai cantar, pô, a mãe sempre soube disso e tal. Mas quando a Asa acaba parecendo de cabelo curto, falar, pô, não gostei, você tá parecendo um homem. Então algo que deixa a Asa meio chateada, sabe?
Então ela tenta se liberar, mas ainda com esse pé no chão. E eu achei que é uma personagem extremamente complexa e muito boa, muito boa mesmo.
Eu gosto dela porque com o tempo a Mati vai ver que nem ela, ela não conhece a pessoa que ela odeia. Ela odeia, ela tem um, ela tem um um, não sei se é ódio, mas é quase que um trauma tão grande, profundo, pela irmã dela. Porque a irmã dela talvez seja o primeiro traço de sociedade que disse que a Mati não poderia ser o que ela é. Normalmente, se você, sei lá, você gosta de uma coisa diferente, a sociedade tá sempre ali tentando dizer: não, sério, que todo mundo faz.
Talvez para Mati, a irmã dela seja o primeiro movimento da humanidade para dizer: você não pode ser isso. Isso criou nela uma rejeição pela irmã muito grande. É tanto que a Asa, que é sobrinha dela, ela conheceu no dia que ela botou a menina para morar com ela, né? Então assim, e isso para toda a família, é tanto que ela visita pouca mãe. Mas ela leu pouco diário, né? Ela vai vendo um pouco mais sobre a irmã quando ela conversa com a mãe da Emery, porque a mãe da Emery era próxima dela, da irmã dela, né?
E aí, como não tem mais ela lá e a Mari tá tomando conta, e a mãe da Emery gosta da Asa por ter sempre andado com a Emery, ela passa a conversar com a Mari. E aí ela vai conhecendo um pouquinho mais a Asa quando começa a Sara da Asa para ler o diário É que, como o Betancur falou, elas vão lá, acham o diário, só que tem a Xiamak. E ela fala: não, vou respeitar, ela pediu. Mas ela fica com uma dúvida dentro dela, né? Ela pediu para entregar só com 20 anos, eu entrego agora, não entrego.
E aí a Asa vê esse, ela vê que ela achou esse diário e ela fala: pô, ela não vai me entregar. E fica com aquela dúvida. E tem todo um episódio de indagação sobre isso, né? E a Asa meio que vai atrás, dá um jeito de pegar esse diário para ler. E é muito engraçado porque eu acho que a única coisa que a Asa procurou no diário era uma frase da mãe dela dizendo que amava ela. E a mãe dela fala muita coisa para ela, mas não tem uma frase direta assim, eu te amo.
E isso bate na cabeça da Asa, é muito foda toda essa narração. Porque ela mexe muito com o nosso interno, como o anime passa isso para gente. E você vê claramente pelos flashbacks, ela amava a Asa ali, ela fazia tudo, ela dava tudo, tinha, não tava voltando. Se ela tá morando com alguém que ela não gosta, que não gosta dela, que ele deixa bem claro, não, a gente vai ficar junto porque a gente teve uma filha, mas ele nunca casou com ela porque ele não gosta dela, né?
E aí, pô, é muito foda. E essa, essa, essa, eu sinto que assim, se a gente tem um primeiro arco de desenvolvimento, ele vem até aqui da Açaí. Na minha cabeça funciona assim, ele vem até aqui. Se eu não me engano, se não me falhar a memória, é aqui que ela chora, né?
Quando ela lê o diário, é logo um pouco depois disso, e ela chora um pouquinho depois. E eu concordo com você, eu acho que essa parte da Asa assim, dela veio esperar o Eu Te Amo e não encontrar, isso mexe muito com ela. Mas eu também acho que outra coisa que mexe é aquela parada da gente acabar deixando de enteuzar nossos pais. Então, pô, ela vê que a mãe dela é fai, ela vê que a mãe dela não gostava dela mesma, sabe? Que a mãe dela fazia tudo por ela, né?
Tudo pela Asa, no caso, não pela Minori, né, que é ela mesmo. Então eu acho isso muito, é muito forte, né, porque a gente, quando a gente é adolescente, a gente olha para os nossos pais e eles são uma entidade, né, digamos assim. Eles não choram, eles não têm defeitos, eles são perfeitos, eles são uns deuses para gente, né. E você receber um diário mostrando a fraqueza da sua mãe é algo muito forte, né, para uma adolescente. Então isso mexe muito nela, né.
E aí, já puxando o gancho ali da parte que ela chora, então logo depois que ela pega esse diário, que ela começa a entender, superar as coisas, ela ter falta na escola, a Máquio vai atrás, elas conversam e tal, quando ela chega em casa antes de dormir, ela pega um livro da Máquio para ler. E nesse livro parece que a personagem perdeu um dragão que era um gente querida, enfim, é uma parada meio de fantasia. E ela começa a falar sobre o luto, e a Asa começa a ler aqui e fala, cara, como ela pode escrever exatamente o que eu tô sentindo sem sofrer isso, sem passar por isso?
E aí nisso ela começa a desabar de choro, mas é aquele choro que rasga, sabe? Aquele choro doído. E aí a Máquio vai, pergunta o que que aconteceu lá. Meus pais morreram. Então ali, ali que caiu a ficha, né? Foi ali em que ela chorou de verdade, foi ali que ela sentiu. Isso foi no episódio 8, né? Então a gente vê que até cair a ficha, até ela entender tudo que aconteceu, isso levou um tempo. E cara, foi triste, tá? Eu chorei um monte.
Eu tô me segurando aqui para não chorar enquanto eu falo, porque eu estou lembrando dessa cena. E é uma cena muito pesada assim, mais bonita, sabe? Porque ela tá se entendendo, ela tá entendendo o seu sentimento e passando pelo luto ali, né? Então, pô, é uma cena do caralho assim, eu achei muito foda, muito foda mesmo.
Depois disso também queria comentar de outro episódio, outro personagem terceiro, que esse personagem, diferente da Emily que a gente esperava que tivesse mais participação, esse eu não esperava que ele tivesse participando de nada. Ele aparece muito, ele tem boas participações, que é o nosso querido trabalhar do governo, de feito advogado lá, né? É, ele tem assim, aparentemente todos juntaram um bocado de gente estranha junto, né?
E botaram ali no mesmo ciclo social. E ele tem a mesma vibe de, ele é um cara muito assim, o que é certo é certo, o que é errado é errado. Ele não sabe como pessoa diferenciar as coisas. E aí chega a melhor conversa, melhor diálogo dele, dele com Shingo, né?
Shingo é o Shogo da obra.
Shingo, que é no final, eu não lembro se é, eu sei que é um dos 3 últimos episódios, não vou lembrar de cabeça qual o número do episódio, que eles vão falar por causa, eu não vou lembrar o acontecimento, eu acho que foi no episódio que a Asa foge, se eu não tô enganado.
Eu acho que foi, porque aí ficou os 3 juntos, né?
E aí depois vai, acaba que eles acham a Asa, mandam a Asa para o Amati E aí eles dois vão comer alguma coisa. E aí o Shingo fala, ele vê toda aquela história dos pais, a gente fala, pô, mas eu também nunca tive uma relação boa com meu pai, né? Porque o pai dele é— e ele fala muito da pressão da sociedade sobre o que um homem deve ser. Um homem deve gostar de revista pelada de mulher, um homem não pode chorar, um homem tem que fazer piadinha machista.
No meio dos amigos. E ele passa muito tempo, e talvez nisso os dois personagens se encontram, que eu acho que eles os dois se sentiam presos por como a sociedade via que o homem deve ser. E aí eles passam conversando assim, pô, você passa muito tempo tentando, se perguntando, ah, tem que ser isso mesmo? Deve talvez em algum momento você para de se perguntar e começa a entrar naquele círculo social, mesmo você não se sentir bem, você começa a fazer as mesmas piadinhas, a ver as mesmas coisas para se sentir aceito.
E para o Shingo, o que fez ele sair desse ciclo foi a Mati, né? Foi o término dele com a Mati, que aí a gente vê um pouquinho mais sobre como foi o término. Que o término nem foi para um— é foda dizer, não foi um assunto tão sério, né? Porque como a Mati disse, os sentimentos são só deles e eu não posso julgá-los. Você vê que é um tema mais simples, né? Foi muito algo do tipo Ele queria um pouco mais de atenção. A Mati sempre queria estar sozinha.
E aí ela tava no momento mais difícil de ela tá na obra, que parecia muito ali início, que ela tinha acabado de sair de casa, ela ainda tava mais chatinha naquela época. A Mati, pô, amo ela como personagem, mas conviver com a Mati não é fácil, só deixar bem claro, não é fácil pra caralho, velho. Ele via muito essa Mati como, pô, a Mati é uma pessoa que vive como ela é, a sociedade queria que ela fosse diferente, ela não, não tá nem aí.
Ela mora sozinha, não quer ser mãe, não tá nem se tá namorando ou não, e foda-se. E ele vê muito nisso, ele entende que ele não precisa mais estar naqueles círculos sociais, não precisa mais participar como homem daquelas coisas. Eu acho bem legal porque raramente você vê comentar, falar sobre as pressões da sociedade no meio masculino. E olha que é uma autora, né, falando sobre isso. Isso é bem legal porque é um tema bacana e a gente nunca vê, a gente só vê pelo contrário.
Normalmente a gente vê em anime eles fazendo, reforçando estereótipo, né, reforçando estereótipo, né, botando peitão para trazer compras, etc. Então foi muito legal compartilhava essa cena, foi muito pouco compartilhado. E eu acho que, pô, tem discussões legais para serem feitas nos dois. É claro que historicamente não tem nem como comparar, que as mulheres sofreram muito mais, né? Então, etc. Nossos temas vão surgir agora, se pá.
Mas tem tema para ser trabalhado, velho, e bem trabalhado tudo é, tudo é um ótimo entretenimento. Então Ficou uma obra que é espetacular em tudo que faz. Olha, Journal with Witch, quando eu lembro, quando eu vi esse diálogo, eu tava vendo até, falei, caralho, eu acho que aqui eu só tenho que recomendar para todo mundo assistir, porque eu não esperava que fosse ter aquele diálogo ali e foi sensacional.
Não, é do caralho, é muito massa mostrar essa desconstrução, né? Do masculino ali, né? O cara chorou, ele entrou em depressão e pô, ele sentiu tudo aquilo, né? E segundo o pai dele, ele não poderia, né? Porque homem não pode demonstrar sentimentos. Mas enfim, muito foda. Mas então, seguindo para reta final do anime, porque já estamos a 42 minutos de gravação, era para ser só 30 minutos, só que esse anime é muito bom, cara, não tem como falar pouco dele.
Mas vamos, vamos para a reta final dele, que é a parte em que ela vai entrar no clube de música, né? Então ela entra no clube de música, parada que ela gosta. Inclusive foi uma das primeiras coisas que a mãe dela incentivou, que ela entrou no coral, eu acho. Então isso foi uma parada muito massa. Só que ali ela começa a entrar num dilema, porque ela lembra quando ela era criança, ela fez a primeira apresentação no palco. A mãe dela falou, nossa, eu amei, não sei o quê.
Pai, o que que você achou? Eu acho que você chamou atenção, né? Isso foi o que ele falou assim. E ela precisava participar, não precisava, né, mas tinha oportunidade de se apresentar lá no meio da escola e tudo mais. Ela tava animada com isso, só que aí começou a mostrar várias coisas ali dentro da escola, né. Então, por exemplo, tinha uma menina que ela sofria bullying e agora que ela mudou de escola ela tinha parado de sofrer bullying e tal.
Só que a galera olhava para ela e falava, ah, mas ela chama muita atenção. Tá, mas chamar atenção é negativo, né? Ela falou, pô, é negativo porque aí ela vai começar a sofrer bullying de novo e não sei o quê. E isso entrou um dilema muito grande assim na cabeça da Asa, porque ela ficou naquilo, né? Pô, será se eu quero chamar atenção? Porque eu vou estar ali no meio chamando atenção, né? Chamar atenção é algo positivo? Será se meu pai tava falando de chamar atenção como algo positivo ou algo negativo da minha apresentação, né?
Ela entra nesse dilema dentro de si, né? E eu achei muito legal da forma em que ele foi solucionado. Cara, foi que ela volta para casa, tá lá a Máquia conversando chamada de vídeo com amiga dela, até provando uma roupa ali para o negócio de apresentação. E aí ela chega nessa chamada de vídeo, começa a conversar, e eu acho que a amiga ali da chamada de vídeo percebe que ela tá meio inquieta, né? Eu falo, o que que tá acontecendo?
Fala aí e tal. Ela, eu tô com um problema e tal. Até a amiga dela fala, ai, que legal, problema de adolescente, vamos lá, eu quero resolver. E quando ela começa a falar, tipo, ah, chamar atenção é algo ruim ou bom? Porque eu não gosto de chamar atenção, não faz parte do meu feitio. E aí a amiga da Máquio fala, tipo, meu Deus, o que que você tá falando? Olha a bobeira que você tá falando. E até o Máquio fala, pô, até você foi muito grosseira, mais grosseira que eu, né, falando um negócio desse.
Enfim, elas começam a conversar e ela fala que, tipo, cara, aproveite a sua vida, seja você mesmo. Tipo, eu com uma voz da experiência Eu acabei fazendo muita coisa esperando aprovação dos outros e acabou que eu me ferrei. Tanto que até mostra lá o dedo da aliança, a marca da aliança, né, que ela acabou terminando com o esposo. Até eles fazem um comentariozinho ali. Então, pô, seja você mesmo, não liga para o próximo, faz o que der na telha, aproveita seu momento, aproveita sua adolescência e viva, né.
E então chamar atenção É, pode ser algo positivo, né? Tanto que você seja você. Aí ela, aí a Asa, ah, beleza, então vou cantar. É tipo, como assim vai cantar? Ela é, aí começa a cantar assim no meio da videochamada. E isso é ser adolescente, tá ligado? É aquela parada que a gente comentou, né? A interação entre os adultos e adolescentes que é muito boa, porque nenhum adulto ia parar e fazer isso, sabe? Então até acaba sendo engraçado assim, e eu achei muito legal.
E aí ela acaba que ela canta e ai, É uma cena muito bonita. Então essa superação, né, que ela teve sobre essa parada de chamar atenção ou não, da forma que ela via o pai dela, toda essa questão. E a gente encerra ali o anime, né, pelo menos essa é uma das últimas coisas que acontece no último episódio, é ela fazendo essa apresentação e cantando a música de abertura, que foi lindo, lindo, lindo, lindo. Ah, eu chorei pra cacete!
Ela feliz ali fazendo a parada dela. Tanto que ela até fala, né, eu quero cantar para ajudar os meus amigos que estão passando por momentos difíceis. Porque até tinha uma amiga dela que tava passando por problema lá da faculdade, que nem aprovar meninas, enfim, toda uma questão. Aí se você assistiu, você vai lembrar. Então meio que ela canta para tentar animar essa amiga também que tava no momento bem difícil. Então, ai, cara, eu achei lindo, achei fenomenal, tá? Isso daí deixou o coração quentinho.
Só para deixar claro, para todo mundo. A obra em si já tá finalizada, mas o anime não adaptou todo o mangá. Se eu não me engano, tem mais 25 capítulos para ler, não é tanta coisa, mas deve fechar mais alguns arcos. Mas eu entendo como arco da Aça finalizado aqui pelo anime, tá? A gente vê todo ela meio que entrando mais, vivendo dentro de si até realmente voltar para o mundo, que eu acho que é isso que o canto passa para gente.
Ela Volta a falar com o mundo no final da obra, que ela, não vou dizer que supera o luto, mas ela volta a viver com luto mesmo. O luto vai estar sempre lá, vai estar sempre com ela. E é sensacional, a finalizou a obra de forma perfeita. Eu sei que a Sara da Aça terminou, mas não me importaria de ver mais desses personagens porque eu acho todos incríveis. Nós nem passamos aqui pela menina de Bittencourt comentou que tem uma questão lá dela querer ser médica e a faculdade estar dando pontos extras para homens.
E assim, vocês, basta ser homem, você for homem, você já ganha mais ponto que uma mulher. Porque eu não sei, não duvido que no Japão tem, porque a gente sabe que a sociedade não japonesa, mas oriental de forma geral, é bem mais machista que a nossa. Mas também não fui a fundo para saber se realmente tem caso lá, tá? Mas velho, a jornada com o Jornal foi sensacional. Amei. Espero que vocês que ainda não assistiram a obra e estejam conhecendo através da gente amem como nós amamos.
Nossa, assista, pelo amor de Deus, vale muito a pena.
Prometo-te, se eu ler o resto do material, talvez eu faça um O Que Acontece Depois de João Dolphid. Pode ser legal, se eu achar que o material original tem algo interessante para contar, eu trago para os senhores. Mas é isso. Aldo, mais uma trilha de Betancourt.
Ah, sim, se puder eu falo mais uma hora e meia, né? Mas eu vou resumir rapidinho, então, só finalizando ali até do que eu tinha comentado. E quando ela toca, né, quando tem esse momento cantando, até aparece novamente o deserto. E aí todo mundo ali junto com ela no oásis, o cacto com flores e as pessoas ali dentro junto com ela, né? Então toda essa metáfora ali dela tá sozinha no deserto, a gente percebe que ela não tá mais, né?
Que ele tá com pessoas, é que ele deu certo, ele tá vivo, né? Ele não tá morto sozinho, enfim. E eu achei isso bem legal. E até o finalzinho, finalzinho mesmo, é meio que no futuro, né? Então 10 anos no futuro ou mais, ela conversando com a Minori, né? E meio que a Minori perguntando como tá a tia dela, para elas irem lá visitar e tal. Então mostra anos no futuro que elas estão bem. E é isso aí, né, que a relação entre ela e a tia também tá maravilhosa e tal.
E aí agora eu prometo que eu tinha uma coisa que eu queria falar muito sobre isso, e é sobre frases, né, do anime que toca. E uma coisa que eu achei muito doido foi quando eles vão lá para casa da Asa, e aí ela pega o vidrozinho de picles, né, e ela pegando esse vidrozinho de picles, ah, vamos levar para casa, quero fazer não sei o quê e tal. Que vai ficar bom, vai ficar gostoso. Ela fala, porque minha mãe costuma fazer isso. Ah, putz, desculpa, não é costuma, né, costumava.
E aí a Máquio vira para ela e fala assim, pô, você já estudou presente contínuo na faculdade do inglês, né, na sua escola? Ela fala, não, como assim? E ela começa a explicar, né, que o passado é tipo as coisas aconteceram. Ela até deu exemplo, né, aí eu li um livro. Então você leu o livro e eu estou lendo o livro, né. Então eu estou lendo o livro Ele conta que você começou a ler um livro, agora você está lendo e provavelmente no futuro você vai terminar.
E meio que essa frase dela é sobre isso, né? Minha mãe faz isso daqui, a mãe está fazendo esse picles, né? Então pra ela ainda não pegou e entendeu aquele luto, né? Pra ela, a mãe dela ainda não está morta, ela tá ali. Saca? Tipo que seria meio que a questão do luto e tudo mais, e como ela vai superar essas coisas. Então ela está vivendo tudo aquilo, né? A mãe dela faleceu, só que ela ainda está nessa vivência do luto até que pode chegar a um fim no futuro, né?
Então eu achei isso muito foda porque foi uma pequena frase ali, uma pequena conversa que diz muito sobre a obra, né? Sobre toda essa superação do luto que a gente tá vivendo isso, que a gente tá passando por isso, mas a gente sabe que futuramente a gente vai lidar melhor, futuramente isso pode passar, enfim. Eu achei uma frase que eu fiquei meio, caralho, eu achei isso foda, tá? Fiquei meio chocado assim na hora que eu escutei.
Então é isso, gostaria de comentar desse momento também. Agora sim, Rafa, agora parei. Se você quiser falar alguma coisa, fica à vontade. Senão, meu filho, eu vou mais 3 horas aqui falando.
Nada. Então, se a gente for falar das frases que a gente gosta em Jordan, tem mais uma hora para falar, vai ter muita coisa. Tem uma frase, uma frase que não é de Jordan, que eu gosto muito, que é: livros não mudam vida, frases mudam vidas. E Jordan tem muitas frases que mudam vidas, que se for para pessoa esperando aquela frase no momento correto, ela internaliza aquilo. Pô, é outra parte da vida. Então acho sensacional a obra.
Não tem muito o que falar. A gente pode fazer outro teste se quiser, falando mais nichado ainda. Amo a obra de todo o coração e espero ter mais obras como essa. Gosto de obras, eu gosto de obras adultas, eu gosto de seres adultos ali, mais o otakoi, mais de ordem.
Exatamente, por favor, mande, mande mais para gente que a gente está sedento por essas obras, né? Então bora encerrar por aqui, meus queridos. Se vocês não seguem a gente nas redes sociais, @vipermanenteoficial no Instagram, @vipermanente em todas as outras. Como vocês podem ver agora, estamos de vídeo, né? Então estamos no YouTube, Spotify e todos os agregadores aí de podcast. No caso, não vai ter vídeo, vai ter só áudio. E o que mais?
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Amo vocês, meus queridos. Tchau!