CREPOP - 20 anos do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas
Os 20 anos do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop) são tema do novo episódio do podcast CRP SP de Portas Abertas, que o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP SP) lança hoje, quarta-feira (30). O Crepop foi criado em 2006 pelo Sistema Conselhos de Psicologia para pesquisar e produzir referências técnicas sobre a atuação de psicólogas/os nas Políticas Públicas.
Com mediação de Rita Isabel Pereira Alves (CRP 06/121138), conselheira do CRP SP, o episódio reúne Edson Ferreira Dias Junior, gerente de Relações Institucionais do CRP SP, que passou 13 anos no Crepop, de estagiário a coordenador. Também participam o conselheiro do CRP SP e coordenador do Crepop no Conselho, Hélio Roberto Braunstein (CRP 06/32111), e o psicólogo e trabalhador do CRP SP Caio Vinícius Infante de Melo (CRP 06/129237) que atua no Crepop.
Edson situa o surgimento do Crepop no período posterior à redemocratização e à Constituição de 1988, quando cada vez mais psicólogas/os passaram a atuar em serviços voltados à população. Ele também explica o método das primeiras pesquisas. Caio conta como a metodologia foi reformulada, com o foco passando de serviços específicos para a atuação em políticas inteiras, e fala da nova metodologia que o Crepop testa em uma pesquisa nacional sobre a atuação em cuidados paliativos.
Para Hélio, o Crepop dá à Psicologia brasileira uma condição rara: a de formular as políticas que executa. "A gente não só executa, a gente formula as Políticas Públicas", afirma. Edson acrescenta que as referências técnicas também servem de apoio a quem está começando na profissão. "Acho que o profissional pode não se sentir tão sozinho também com as RTs", diz.
A mudança no perfil de quem se forma em Psicologia é destacada por Rita. "Fico pensando que a Política Pública de inserção nas universidades muda também o perfil do psicólogo no Brasil", afirma. Com as políticas de acesso ao ensino superior, estudantes negras/os, pessoas trans, periféricas e bolsistas passaram a fazer parte da categoria. Hélio define esse processo como uma transformação dialética: as Políticas Públicas mudam a formação, e a formação muda a construção das políticas.