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EP.34 -A evolução do bike fit (Parte 2): potência e aerodinâmica equilibradas com Fernando Rianho | Café com Tri power by stemma

06 de maio de 202654min
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Neste episódio, o @cafecomtriathlon recebe novamente @fernandorianho, fisioterapeuta e um dos principais especialistas em bike fit do Brasil.

O papo explora a transição de posições agressivas e padronizadas para uma abordagem individualizada, focando no equilíbrio entre conforto e aerodinâmica, ajustes para treinar no rolo, diferenças entre homens e mulheres para o fit entre outros

Um episódio para quem gosta e quer entender mais sobre o assunto!

Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa

hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse

produção: @stemmasports

pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon

edição : @acqua_xtreme

gravação: @studiostemma

capa: @pedroc.jr

#cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta

Assuntos4
  • Evolução do Bike FitTransição de posições agressivas para individualizadas · Equilíbrio entre conforto e aerodinâmica · Ajustes para treinar no rolo · Diferenças entre homens e mulheres no fit · Histórico do bike fit com fio de prumo e goniômetro · Importância da sustentabilidade da posição · Bike fit para provas longas vs. curtas · Uso de equipamentos diferentes (speed vs. TT) · Aerodinâmica e distribuição de pressão · Impacto do pneu na performance e conforto · Ajuste de selim e sua influência · Tamanho do pedivela e estabilidade do quadril · Flexibilidade e limitações físicas no fit · Comparativo de bike fit masculino e feminino · Diferenças entre treino indoor e outdoor · Ajustes para treino em rolo (suporte dianteiro, vaselina) · Importância de roupas adequadas para treino indoor · O ego do atleta vs. eficiência na posição · Análise de posicionamento com Body Rocket · Individualidade no bike fit
  • Aerodinâmica e PotênciaPosição agressiva vs. aerodinâmica · Sustentação da posição aerodinâmica · Ganho de watts com bike nova (doping mecânico) · Aerobars e distribuição de pressão · Diferença de performance entre pneus · Impacto do pneu na aerodinâmica e conforto · Ganho aerodinâmico com equipamentos · Teste aerodinâmico com Body Rocket
  • Ajustes e Conforto na BicicletaAjuste de taquinho · Ajuste de altura e posição do selim · Apoio de antebraço (armpad) · Tamanho do pedivela · Importância do conforto para sustentação da posição · Seleção e ajuste de selim · Impacto do selim mal ajustado · Diferenças de ajuste entre homens e mulheres · Ajustes para treino indoor
  • Treino Indoor e EquipamentosDiferenças entre treino indoor e outdoor · Percepção de esforço no indoor · Simulação de vento e movimento em rolos · Ajuste de nível da roda dianteira no rolo · Importância de pneus adequados para treino · Uso de vaselina (chamoá) no treino indoor · Bretel e shorts de ciclismo · Manutenção de equipamentos (bicicleta limpa, bretels)
Transcrição151 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Café com Tri, a sua dose de triatlo. Pega o seu café e vem com a gente. Olá, bem-vindos a mais um Café com Tri. Eu sou Sérgio Magalhães e estou aqui com o nosso ciclista amador.

Da pré-história Beto Nitrini. Beto que foi o primeiro ciclista da história, né? Em 1824, Beto já com a sua... É isso. Calói. Como é que chamava? BMX Pantera, com frio tambor. E o nosso ciclista, pé de velo não tão aero, Wagner Spadotto. Eu tô aero, eu tô larguinho, eu tô super aero. Aero?

Pessoal, e hoje a gente está aqui com mais uma vez, já é sócio, já recebeu o boleto, não pagou ainda, com um convidado super especial, estamos aqui com o Fernando Rianho, o nosso bikefeater preferido para falar sobre alguns assuntos como posição aérea, o tamanho de pé de vela, aerodinâmica, etc. E tudo mais que vocês perguntaram para a gente. Rianho, bem-vindo de novo, uma salva de palmas, Fernando Rianho.

Prazer, galera. Falando de novo com vocês. Já veio até de preto hoje, já prendeu. Já pegou, já pegou. Já pegou a grade já aqui. Pantone. Wagner, hoje você vai pegar duro com ele, né? Lá ele. Mais ou menos isso.

conversa estranha. Esse Sérgio, depois que ele falou sobre a menopausa, a pós-pausa e tudo mais, ele ficou meio estranho. Mas, na verdade, o que eu quero saber é o seguinte. O Rianio está aqui pela segunda vez dessa semana. Eu queria informar a todos vocês que se ele não tiver horário, a culpa é do Beto e do Sérgio, que estão convidando ele quase todo dia para vir aqui. Vou deixar isso bem claro para vocês. É bom que eu não pago o boleto. O boleto vai ficar atrasado. Eles não pautam no SPC. Você vai para o pau.

Deixa eu fazer uma pergunta antes Pra abertura Pergunta de abertura Hoje é dia 2 de março O Ironman Brasil 31 de maio? 31 de maio

Tá na hora de fazer o bike fit já ou ainda dá tempo de fazer mais alguns até lá ainda? Na teoria já tinha que ter feito. A gente já entrou na fase de treinos, né? O cara vai comprar bike e vai chegar o mês que vem, né? Entrou agora, 12 semanas pra prova específica. É, agora a gente já entrou no específico da prova. Na teoria, quem já fez o fit antes, dá pra fazer um justino. Não tem problema, não é que a gente vai mudar drasticamente.

Então assim, um ajuste fino cabe, é válido, a pessoa está agora treinando mais, sentindo mais a posição na bicicleta. Mas um do zero...

estamos entrando no limite, eu acho que assim... A bike nova, né? Aquela bike nova. E assim, acontece. Pô, eu lembro até hoje, 2022, quando chegou um monte de Trek Speed Concept, 10 dias antes do Iron Man Brasil e não teve o que fazer, as pessoas tinham que entregar as antigas. Você postou, acho que caiu... Como é que você falou? Caiu um caminhão de trek. Parou um caminhão de trek aqui na porta, cara. Eu achei assim, na mesma semana, se eu não me engano, eu fiz 12, cara.

O que aconteceu? A galera tinha dado as bicicletas antigas, é igual quando você troca o carro, né? Você deu o carro, vai ver, esse carro não é mais teu, meu amigo. Dá o carro aí que você troca o carro novo. E os caras, desesperado, cara. Outra geometria, outra bicicleta. Aí, meu amigo, não tem o que fazer. A bike inova, tá tudo certo, já estamos ferrados.

É aquela história, né? Brincadeirinha lá, abraça o capeta já que já está no inferno e vamos embora e faz o fit de todo mundo e torce para dar tudo certo. O bike novo é doping, né? 10 watts a mais de FTP. Então, beleza. Não pode falar essas coisas aqui porque é uma polêmica. É proibido ganhar... É proibido ganhar watts. Doping mecânico. Não, doping mecânico também não pode. Não pode também. A vasa vai para cima. Beto, quando você começou a pedalar...

Como que era a sua bicicleta? Você fez bike fit? Existiu bike fit? Não. Você só subiu e desceu. Não. O primeiro bike fit que eu fiz foi, eu acho que em 2007, com o Rogerinho no Pedal Urbano. Exatamente, eu fiz lá no Pedal Urbano, o primeiro bike fit foi lá. Foi lá uma cervello dual de alumínio. Ah, você já era bom, já tinha uma canão de e o véia. O primeiro tempo que eu comprei, 2007. Eu tinha um canão de e o véia. 2007, é.

Eu fiz até de 97 até 2007, era de road, mas não tinha bike fit, eu não tinha feito, nunca tinha feito. Sabia que existia, já tinha ouvido falar, mas não tinha ninguém que fizesse, quase, né? Aí eu fiz o primeiro, foi com o Rui Jair. Acho que o primeiro que eu fiz foi por aí também, que foi com o Manu, Lin, né, que trabalhava junto com o Johnny. Sim. E ele usava, gente, ele usava um barbante com pêndulo. É, era um barbante com pêndulo.

Você poderia explicar pras pessoas que não sabem o que é isso, o que era o barbante com pêndulo?

É um fio de prumo, né? É um fio de prumo. Então você conseguia entender posicionamento de joelho, algumas coisas, porque era o que tinha de ferramenta. A ferramenta era estática, né? Hoje em dia a gente tem ferramentas maravilhosas, tecnológicas e tudo mais para aliar a biomecânica, né? Mas era o que tinha. Você parava, você ficava olhando o cara ali pedalando, parava o pé do cara ali no ponto que você achava que estava bom.

E media com a régua, com o goniômetro, quando gera um pouco mais evoluído. Nossa, goniômetro. Se já tinha um goniômetro, né? Hoje eu uso o goniômetro para fazer uma avaliação, alguma coisa na maca, quero entender alguma limitação de quadril ali, você usa o goniômetro. E o fio de prumo, às vezes eu tenho um fio de prumo bonitão, bicho. Todo em alumínio enodizado, azul, com a pontinha. Rapaz, a galera vê, pira. Era igual quando o pessoal via tecnologia. É apegado, é apegado.

Você sabe o que é um goniômetro, Serginho? Eu faço ideia. Para mim é um agoniômetro. Parece que é uma pessoa agonizando. É isso. Quanto mede a pessoa como ela está agonizando. O que é o goniômetro? O goniômetro, digamos que ele é para você medir os ângulos. Então, a gente vai ver amplitude de flexão, de extensão das articulações do corpo. Praticamente, se usava muito para fazer avaliação.

Eu vi já a gente usando vídeo de corrida, pausando, pegando o goniômetro ali, isso faz tempo, tá? Botando na tela ali do computador, dando zoom para tentar ver a angulação. É uma forma de se fazer. Hoje você consegue fazer isso de forma digital, até com o goniômetro digital, digamos assim. Isso tem alguma coisa a ver com flexibilidade ou não tem nada a ver?

Pode ser, a gente consegue entender flexibilidade usando o goniômetro. Em alguns casos, quando eu pego gente que é muito limitada, por exemplo, muita limitação de amplitude de quadril, eu faço alguns testes meio funcionais ali na maca de, pô, bota a perna ali do cara, coloca o quadril mais ou menos no ângulo, que a gente vê que é um ângulo limitante, para entender a posição de triatlon, por exemplo. Então eu boto já a pessoa no ângulo limitante dela e vejo quanto que ela chega à extensão.

Então eu já tenho uma noção de quanto eu vou poder chegar ali no meu programa super tridimensional, animal ali, mas através dessa ferramenta simples que é o agoniômetro, dá para a gente entender que é o ângulo que a gente consegue chegar funcionalmente. Super tridimensional, animal aqui, o pessoal já está nesse momento.

tá bucando tá bucando o Sapa Janeiro em 2028 dá pra 4 semanas e meia vai perder o Ironman aquela bicicleta que o cara comprou agora em 26 já ficou velha o cara quando vai fazer ele fala que precisa trocar as peças vamos trocar o grupo que você já moeu

Agora, uma coisa que a gente estava comentando de falar aqui é sobre a posição, muito do bike fit é buscar a posição ideal, né? E aí o que é o ideal é o equilíbrio entre o que é mais aerodinâmico, o que é mais confortável e o que é mais sustentável, né?

Exato. Como que a gente pode encontrar esse... Porque eu acredito que... Como que chega pra você esse atleta? O cara às vezes quer uma postura mais agressiva, que às vezes ele tem que encontrar a postura mais agressiva que ele consegue sustentar? O que você tem? A gente tem que entender, quando um atleta já chega com essa... Eu quero ficar aero, porque preciso disso, disso, disso. O fulano anda a sainha, o fulano anda assado, eu vi tal capacete.

A aerodinâmica conta muito. Só que a aerodinâmica, ela não é... Ser agressivo, muitas vezes, não é ser aerodinâmico. Porque não adianta você estar lá com a frente socada e eu faço, às vezes, alguns testes com alguns clientes. Você fala, a frente aqui da bike pra mim já está ótima. Só quero que você faça uma justiça ali. Eu falo, bacana.

Fiz o seguinte, eu vou setar uma carga aqui no rolo, quanto que é a tua carga de prova? Vai lá, 250 watts. Fiz bacana, vou te setar aqui. 250 watts no Erg Mode, que é pro... Se cair cadência, vai vir o rolo, não vai cair, vem cá. Volta aí que você não trava, né? Então, assim, eu vou deixar ele lá e vou ficar conversando. Bota lá um MyWoo, XWIFT, o que ele quiser lá dele. Se ele quiser alugar o dele, não tem problema. Fica na posição.

Não adianta a gente querer ficar bonito na foto do fotógrafo da prova, que a hora que você vê, você fala, opa, pera aí, entra na posição, e assim que você, eu vou brincando, né? É igual na corrida. O cara tá quebrado lá, vai chegando na Búzios, aí ele fica grandão, ele volta a correr, ele para de andar, já trota melhor, já entra até no pace de corrida de verdade ali, aí passou todo mundo.

Uf, mina de novo, né? No Ironman isso. Então a gente tem que sustentar essa posição até o final da prova. Não adianta você estar bonitão ali aero cinco minutos, sendo que a gente está falando de uma prova que vai ter...

2 horas e meia, 3 horas no meio Ironman, 5, 6, 6 horas e meia, lógico, vai depender muito de cada um, né? De nível, de atleta e tudo mais. Então, assim, quanto mais tempo você sustentar a posição, mais aero você está. Porque se você tiver mais aero e não aguentar ficar meia hora na posição, vai estar lá com a mão zona em cima, não é nem no base bar, né? A mão em cima do pad aqui já, que é para ficar o mais alto possível. Vai estar lá com 40 watts extra de arrasto e provavelmente com a musculatura toda ferrada, né? Então, a gente tem que entender muito isso.

Até quando a gente tem que ficar aero e até quando a gente tem que manter essa posição boa, sustentável, para a gente ficar o máximo possível. Mas mesmo aero, pelo que você falou, tem que ser uma posição aero que seja sustentável e, entre aspas, confortável. E aí eu imagino também, Reanho, que se você pegar, por exemplo, o Beto, ele vai fazer um fit com você e o Beto está num ano que ele só vai fazer provas muito longas. O fit, provavelmente, para provas muito longas, vai ser um tipo de fit.

ou não se ele tiver no ano que ele fala agora só fazer sprint a mesma bicicleta

Muda alguma coisa? Você vai recomendar e vai fitar ele? Vai fazer um bike fit de forma diferente? Se ele for fazer um Ironman Full ou um Sprint, um Olímpico o ano inteiro? Como é que funciona? Ou se ele vai mesclar isso durante o ano? Qual é a lógica disso para as pessoas que estão escutando? Que fazem provas mescladas de distâncias diferentes? Ou para quem... É quase como o cara só corre 5K o ano inteiro ou não? Ele corre todas as distâncias. Como é que funciona a regulagem de uma bicicleta?

Eu gosto muito quando o cliente varia muito o treino, o tipo de prova que ele vai fazer no ano. E acaba sendo bem comum. Principalmente, eu acho que quem está começando mais agora, o cara vai querer fazer um short, daqui a pouco ele vai querer fazer um olímpico. Então, eu acho que a gente já tem que ir entendendo qual a prova alvo dele. Então, a gente acaba sempre focando um pouco mais na prova alvo. Se é uma prova mais longa, eu vou sempre tentar deixar ele assim.

Pô, para o sprint foi super tranquilo, eu fiquei ótimo na posição, para o olímpico foi super tranquilo. Então, vamos tentar focar.

E ele aguentar o máximo possível para provar o alvo dele. Se for uma prova curta, a gente pode até pensar realmente, dá para a gente ficar um pouco mais agressivo, não vai dar tempo de você sentir desconforto. Ah, vou sentir desconforto com três horas só de pedal. Opa, a gente está fazendo uma provinha ali que vai se pedalar, às vezes, se for um olímpico, vai pedalar por volta de uma hora, uma hora e pouco, dependendo do caso do atleta, né? Então, opa, dá para a gente ir.

Não vai dar tempo dele se cansar, dá para a gente focar na posição um pouco mais agressiva, pensando que ele não vai se quebrar em pouco tempo. Agora, se ele realmente tem uma prova-alvo que será mais longa, eu acho que a gente já tem que ir preparando esse atleta para ficar fácil a postura, essas provas mais curtas, para quando ele chegar na longa, ele realmente aguentar e ficar confortável na bicicleta. Perfeito.

Ô, Fagnan, eu tenho uma pergunta pra você e junto pro Rian, a gente que tá muito tempo nesse esporte, e eu acho que o Beto já fez muito isso e eu também, né? A gente lá atrás, muitas vezes ou não tinha uma bicicleta de time trail, né? Uma TT, então a gente fazia provas e treinava com speed mesmo, né? Com as bicicletas de ciclismo. E algumas pessoas que poderiam ter uma TT, elas tinham de ciclismo.

E lá atrás, muitas recomendações eram, às vezes, de fazer treinos mesclados. Sei lá, vou fazer um treino, como assim, para Romero's, eu mando aquele atleta. Estou falando lá atrás, né? Não estou falando nem você. Eu queria a sua opinião. Ah, vai para Romero's e faz de speed, depois na semana você faz um treino de tiro com a sua TT. Você mesclava os equipamentos, né? Que são bike fits e são geometrias diferentes.

para um ciclo de uma prova longa, ou seja, qual for. Como é que era isso, Wagner? Não se existia, eu estou, assim, e como é que é hoje a tua visão nesse sentido para... Existe ainda isso de ficar usando equipamentos, bicicletas diferentes ou não? Vai para Romeiros, vai sempre de TT específico mesmo?

hoje você sabe que tem diversos atletas que tem duas bicicletas, três, eles parecem o que uma centopeia muitas vezes, porque às vezes nem usa tanta bicicleta, mas o que que acontece? Dependendo do momento que eu tô em termos de treinamento, se o atleta quer pegar a hold dele...

para pedalar, se divertir um pouco mais, fazer romeiros ou fazer qualquer outro tipo de percurso, eu não vejo problema. Quando a gente chega numa parte mais específica, onde eu tenho posições a serem adaptadas, maior tempo no clipe, porque a prova vai exigir isso, eu não vou ficar dando uma road para o cara fazer romeiros. Ah, mas road é mais fácil, sobe melhor. Olha, eu quero que você treine força, eu não quero que você suba fácil.

Então existe aí uma discrepância do que se entende, só que muitas vezes a bicicleta virou um item charmoso, né? Ela deixou de ser realmente um item só de treino para ser um item chique, algo charmoso, algo que impõe ali uma certa condição social muitas vezes. Então isso é complexo de você gerenciar para os atletas. Quando você tem atletas sérios que estão treinando para triatlon, eles devem andar na bicicleta de triatlon.

E é evidente que eu estou falando de teatro ao longo Você pode falar de teatro ao longo curto No caso, bicicleta específica para o teatro ao longo Quando a gente fala da sustentabilidade da posição A gente viu que mudou muita coisa nos últimos anos O selim mudou a frente das bikes Hoje a gente tinha o clipe antigamente Você tinha só o apoiozinho Que era aquele mínimo que você tinha ali Esse aí é grande, era menor

Apoiava só um pedacinho aqui. Agora você apoia o braço inteiro. Quais são essas coisas? O que você tem usado mais para manter essa posição mais aero e mais sustentável para os atletas? Quais são os pontos que o atleta deve pensar aí? Isso é legal, porque muita gente vê aquele clipe grandão, aquele pé de gigante, e fala, aqui eu estou ganhando aerodinâmica.

Aerodinâmica é um negócio complicado, como o Sartório comentou aqui quando gravou com vocês. O que funciona muito bem para mim, pode funcionar bem para você e para o Vagnão pode ser péssimo. Só que o que é o grande negócio que a gente pode até falar assim, você vai acabar ganhando um pouco de aerodinâmica quando você parte para esses aerobares maiores, né? Independente de só um pad grande ou um aerobar completo maior.

a tendência é você distribuir muito mais a pressão. Então, se você distribuir mais pressão, você está ganhando conforto. E aí entra naquela história, se você está mais confortável, é mais difícil sair do clipe. Então, o atleta às vezes consegue, se ele está melhor sustentado na posição, está mais fácil, ele consegue soltar melhor o peso, está mais distribuída a carga, ele vai relaxar um pouco melhor nas escapas. Então, muitas vezes...

Pode até ser que se você botar no túnel de vento esse cara, o clipe original e o clipe que ele colocou, pode ser que nem... Vamos botar a bicicleta, não bota o ciclista. Botar a bicicleta. Pode ser que aquele clipe até piore, dependendo do que acontecer. Só que o que interessa não é a bicicleta, tá, aero. Que era o que se fazia muito antigamente. Pegar a bicicleta e botar no túnel de vento aí. Caraca, ganhamos aerodinâmica na bicicleta.

O cara subia, ficava tudo torto lá e não adiantava nada. Que era o clipezinho pra baixo. O clipe pra cima, na teoria, você tem uma perda. Mas não é só a bicicleta.

Só que a partir do meio que você bota uma frente que fecha um pouco mais, que ele apoia, provavelmente essa atleta vai ficar mais confortável e vai conseguir relaxar um pouco mais na postura. Se ele está mais relaxado numa postura mais aérea, ele aguenta ficar mais tempo nela. Então não dá para a gente falar exatamente, isso aqui vai ganhar vantagem aerodinâmica.

Mas se ele aguentar ficar mais tempo nessa postura, a gente está falando de vantagem aerodinâmica, sim. Que é o que eu falo com alguns clientes. Às vezes ele está lá mais alto, tem um aerobar lá, todos... Eu falei, caramba, mas eu queria ficar socado. Eu falei, cara, mas como é que está ficar nessa posição? Ele, bicho, eu vou ali para a ciclovia da Marginal aqui em São Paulo, eu só saio do clipe para fazer retorno. Bacana. Então, ou seja, se você fizer seis voltas na ciclovia, você faz basicamente uma volta inteira clipada, você falou, opa, é isso que a gente quer.

E aí ele está lá, ele bebe no clipe, ele come no clipe. Quanto mais tempo posicionado no aerobar, mais vantagem. Você está tendo uma prova longa. Porque vai pegar uma água lá atrás, levanta, 10 segundinhos. 10 segundos fora do clipe. Quantas vezes você não bebe uma água? Quantas vezes você não vai pegar um gel?

Então isso é muito interessante. Hoje a gente tem muita opção de peças no mercado que ajudam a gente a ficar mais confortável. Eu acho que esse é o grande negócio do triatlon hoje que a gente percebeu. Para você sustentar uma posição, você tem que estar confortável e aí começa a ter outros detalhes. Detalhes de troca de peça.

na frente da bicicleta, o stack e o reach ali, né, do arm pad. O que a gente precisa fazer para esse atleta estar mais confortável, sustentar melhor a posição? Será que só o pad vai funcionar ou será que a gente precisa pensar numa pé de vela mais curta? A gente gosta de falar hoje em dia, né? Será que uma pé de vela um pouco mais curta vai ajudar esse atleta a se manter numa postura mais estável? Então tudo isso vai virando aquele quebra-cabeça bonitinho, né? Que começa lá no pé, no ajuste de taquinho.

ajuste de altura de selinho, selinho que dá sustentação de quadril até a gente chegar lá na frente. E em termos de, se nós tivéssemos que falar, quando um conjunto, ciclista e bicicleta, ele está ok, está bem adaptado e está sustentando a posição.

Quais seriam os fatores que contribuiriam para a redução de um arrasto nesse atleta, em termos de equipamento, que você acha que é válido e qual é o custo-benefício de cada um? Você tem mais ou menos isso na cabeça? Eu acho que uma coisa que muita gente não leva em conta é pneu.

E isso, bastante gente fala, eu acho que o Sartório bateu muito nesse ponto. E eu muitas vezes brigo com o cliente. O cara chega lá, aí ele compra o BTA lá, o Between the Arms Bottle ali, para ficar mais aero, porque viu que o vento bate na garrafa e espalha para não chegar no quadril dele. Aí compra o...

como é que se fala? O suporte, né? O BTS lá, aero, pra colocar atrás do selim, que vai formar ali meio que um barbatana pro ar sair mais fácil do corpo, não ficar fazendo vórtex ali atrás do quadril e põe a frente fechada, etc. E vai com o pneu ruim.

Hoje em dia eu vejo a galera usando pneus melhores, eu vejo cada vez as pessoas vindo com bicicletas com pneus melhores. Antigamente eu acho que a gente ia atrás dos... Aqueles pneus... Quando não cortava um pneu, ficava um dentro do outro. Um dentro do outro. Não ia furar de jeito nenhum. Cortava a lateral, botava um dentro lá e vambora. Fim de arame.

E aí, assim, hoje eu acho que as pessoas têm um pouco mais de noção disso. Mas mesmo de um pneu bom para um pneu de alta performance, a gente tem uma diferença que pode chegar a 15 watts dependendo do pneu. Você tem que tomar muito cuidado em falar esses ganhos marginais aqui. Porque tem um monte de ciclistas escutando que são chatos. E cai matando. Vão encher o saco.

Mas assim, eu acho... Cara, eu treino, eu tenho aquele Gator Skin na bike pra treinar. E eu tenho o GP5000 na roda de prova. Cara, você põe aquele outro pneu. A gente acha que a roda que é boa, né? Porque tá na outra roda, você fala, não, essa roda aqui realmente é boa. E aí o Sartori colocaram, não é a roda, é o pneu.

Se você colocar esse pneu numa roda ruim, você vai ver que o pneu faz uma diferença muito maior que a roda. Só que você nunca tinha parado para pensar isso. Realmente é uma diferença muito grande. E o pneu, além da história do pneu, ele está numa calibragem adequada, que o cara enche de mais o pneu, a bike fica dura. Toda angulação é pancada. Cara, numa prova longa, num asfalto ruim, cada pancada que você toma vai te tirando da posição.

E chega no final, você está fadigado, porque eu vou, não, peraí, tem um buraco ali, deixa eu já. Se prepara, se tensiona para receber. Agora, você está com um pneu bom, cara, com a calibragem correta, tem esse, você fica mais confortável também, que você vai receber muito menos impacto. Numa prova de meia hora, você nem vai perceber esses impactos. Mas fazer um Ironman para cinco, seis, seis horas e meia de pedal ali, cara, vai doer. Você vai sair com cintura escapular aqui toda travada de tanto impacto, né?

Olha, o clipe, eu acho que o apoio maior de antebraço ajuda muito. Muitas vezes a gente tem opções hoje um pouco mais em conta, você não precisa comprar aquela frente maravilhosa de 10 mil reais, de 15, de 20 mil reais, quando você vai trazer alguma coisa de fora e tal. A gente não precisa chegar nesse nível, mas você tendo um armpad que te ajuda a sustentar melhor a tua posição, é muito bacana.

É muito engraçado isso, tem cliente que vem, a gente só faz uma troca rápida, um ajuste rápido ali, e o pessoal fala, caraca meu, eu não imaginei que esse negocinho que era desse tamanico, agora é 3, 4 vezes maior, ia dar muita diferença. Muita gente, por exemplo, eu acho isso muito bacana quem tem a Canyon, porque o ArmPad original da Canyon é um negócio minúsculo.

E aí hoje na hora que você está finalizando a bicicleta, igual o cigarro de padaria, o chicletinho ali quando você vai pagar. Tem lá, olha, acessórios comprados frequentemente com a sua bicicleta. E tem o armpad longo. Ele é exatamente o mesmo diâmetro, ele é exatamente a mesma espuma. Só que eu acho que ele é quatro vezes maior. Três vezes e alguma coisa. Não lembro exatamente a distância dele. Quando o pessoal instala aquilo, fala, caraca!

Era só colocar essa aqui que já mudava a minha vida? Eu falo, é. Então, isso aqui, a gente tem um feedback muito interessante dos clientes. Tira aquele ponto muito específico de impacto, que você vai tendo ali, muito próximo do cotovelo, geralmente, e você acaba distribuindo muito mais e te deixa mais confortável. Eu acho que muita gente foca em tanta coisa, pensando em conforto, em outros detalhes. Ah, não, vou trocar o selinho.

Cara, mas às vezes o seu selinho está bom, você só dá um ajuste fino. Que é uma coisa que eu falo, isso é outra coisa. Ah, não, aquele selinho novo deve ser maravilhoso.

Pode ser. Para mim, pode ser bom para o Vagnão, pode ser péssimo para o Betão. E às vezes o Serginho vai botar e falar, cara, não senti diferença nenhuma. Tem selinho para a bunda gorda? Tem, sempre tem. Fica tranquilo. E selinho é um negócio muito bacana, porque você pode ter o melhor selinho do mundo, que ele até pode ser bom para você. Se ele estiver mal ajustado, meu amigo, você não esquece.

Hoje aconteceu um caso de uma cliente. Não sei se ela não percebeu o que aconteceu. Pegou um buraco, o selim tinha abaixado 0,4 graus. Cara, foi suficiente para ela começar a escorregar demais para a ponta forrida. E aí, do céu. Eu não sei o que está acontecendo. Estou desesperada. O ajuste está ali, o 0,4. Eu que falei, ajustezinha, ela melhorou um pouco a posição. Recuei quatro meninos, sei lá. Meu Deus do céu, o que você fez?

Você trocou o selim? Porque estava com a manta para fazer uma perna de pressão. Então, ela não estava vendo exatamente. Eu falei, não, é o teu.

Falei, como o meu, não é o seu que estava ali, que é mais macio? Falei, não, não, o meu está aqui, é o mesmo. Ele só tinha caído... Só tinha caído um pouco mais a ponta, literalmente, 0,4 grau, 0,5, talvez eu tenha subido. E deu uma recuadinha extra ali para mudar um pouco a postura dela. Falei, nossa, já posso ir embora, pode, tchau, tchau. Foi isso o ajuste fino, né? Então, um bom apoio de quadril, um bom apoio no Aerobar.

É assim, é vida. É melhor que você gastar uma grana com o capacete aéreo, bonitão, e ficar andando o tempo todo ali no base bar, né? Que não vai fazer sentido nenhum.

uma coisa que eu vou fazer um caso que a gente teve né eu pô eu fiz uma p5 nessa nem da p5 54 que a gente fez o fit era perfeito aquela que era perfeita e roubaram aquela bike aí eu comprei a cânion na linha que eu comprei aquela primeira cara eu ligava porque eu sabia que tá uma bosta

Aí ele falou, mas o Beto, ele abriu o programa e falou, meu, tá exatamente igual a outra. Olha aqui, ó, a distância tá igual, a distância do selinho tá igual. Cara, eu vendia a bicicleta, eu não conseguia me acertar de jeito nenhum. E você tava com o mesmo selinho, inclusive, né? É o mesmo selinho, é o mesmo selinho. Cara, e eu não me aceitava na bicicleta.

O que aconteceu? Mas eram duas bikes completamente diferentes. Uma era uma P5 e depois uma Canon. Mas era mais ou menos o mesmo ano. Era mais ou menos o mesmo ano. Era... Não era pegar uma P5 antiga e uma P5 nova.

As medidas, tava tudo igual. A gente olhava no programa, ele falava, ele falou, Beto, mas tá igual. Ele falava, não tá. O meu braço tá doendo quando eu fico clipado. Ele falou, não tá. A diferença isso acontece? É normal? Eu acho que pode acontecer, principalmente, vamos falar do teu caso. A gente saiu de uma bike que ela era assim, rígida, e foi pra uma ainda mais rígida. Então, tem isso também, né? Por mais que os números tivessem muito parecidos, a gente tinha uma bike muito mais rígida.

E isso muitas vezes influencia a atleta. Eu tenho um cliente que está tão acostumado a rodar em uma bike bem rígida e se dá bem, e quando ele vai para uma bicicleta que tem uma melhor absorção de vibração, que é super importante, cara, aquela bicicleta parece que não anda, ele não consegue gerar potência, é muito engraçado isso. Eu tenho casos, inclusive, com geometrias atuais. Cara, saiu de uma chive, foi para uma track, falou, cara, tem alguma coisa errada.

Ele conseguiu comprar a quadra chive de volta e falou, cara, a chive parece que anda mais. Não se adaptou com a track e falou, cara,

Eu acho que essa sensação da Chive, que ela dá pancada, eu estou tão acostumado a pedalar assim, esse tipo de geometria, esse tipo de bicicleta, que me dá mais resposta, que a hora que eu pego uma bicicleta mais macia, eu estranho. E hoje ele está de Kenyan, o cara apaixonado na Kenyan, não troca de jeito nenhum, e ele usou a SLX.

Gostava da bike e ele comprou o quadro CFR que muda o carbono. Aí falou o quê? Eu não volto mais para a SELX. Ele foi para uma bike ainda mais rígida do que ele já teve. Mas uma bike que tem um quadro mais rígido, a gente não consegue, talvez, amenizar, por exemplo, colocando aqui, devaneio, com um apoio para o braço ou com um cilinho um pouco mais confortável. Você não consegue contrabalançar. Pneu. Pneu. Por isso a gente consegue pensar. Consegue também, né? Por isso a gente consegue pensar, sem dúvida.

Esse amigo aí que trocou de bicicleta seis vezes, quanto tempo ele tá treinando? Seis anos. Não, esse aí foi bastante tempo. Vou te falar, Beto, que esse cara aí tá treinando mais tempo que você pra trocar seis vezes. Você não trecou seis vezes de bike, tenho certeza. Eu troco pouco de bicicleta, cara. Agora tô com um BO com a minha bike lá, nem me fala.

O que aconteceu com o seu biscoito? Apareceu um trinco no quadro, né? Segundo a canion que eu tenho, é o segundo trinco que aparece no quadro. Não compre canion. É, puta merda. Zica do cacete. Não compre canion. Mas, mas, vamos lá. A gente falou do cockpit, que é a frente ali, né? O aerobar. Pneu. O pneu. Aí tem o... Vamos falar dos pontos de apoio, né? Do selim e o pé de vela.

O pé de vela, aí esse conjunto, pé de vela e selim. Porque aí a gente tem o banco para cima e para baixo, para trás e para frente, e o tamanho do pé de vela, né? Exato. Para essa sustentabilidade, aonde você trabalha mais. Quanto que isso influencia na sustentabilidade? Porque muita gente pensa na sustentabilidade, é isso, né? É o apoio ali na frente.

O apoio na frente está ligado tudo na parte de trás. Exatamente, se tiver mal apoiado atrás, você vai jogar o peso para frente. Se tiver mal apoiado na frente, você vai jogar o peso demais na traseira da bicicleta. Então a gente tem que achar esse centro de equilíbrio, o centro de massa a ser o endossino da bicicleta. É, tô vendo aquilo que você falou. Cachorro, não, eu só preciso arrumar um selinho, o resto tá bom.

Não é bem assim. Exato. Arrumamos selinha lá na frente, dali que é um mês, ela fala, não, não, pera, eu fiz hoje de fim, inclusive no clipe dessa menina hoje, tá? Mas assim, o grande negócio da pé de vela, por que você tem falado muito hoje de pé de vela?

Vamos falar de estabilidade de quadril. Ah, vamos pegar um cara, vou pegar meu caso. Por exemplo, eu tenho 1,72, não tenho mobilidade de quadril, não tenho mais articulação de joelho quase aqui. Já estamos pensando em não precisar fazer uma prótese de joelho com menos de 50 anos. Então, assim, já tenho cartilagem aqui bem desgastada. Vamos me colocar numa posição de TT.

Cara, uma bike provavelmente... Hoje está mudando um pouco já o mercado. Amém. Então era muito mais difícil. Antes que eu chegava para uma pessoa menor, eu falava, cara, você vai ter que trocar pé de vela. A bike vai vir com essa pé de vela X, você vai ter que botar uma Y menor. Algumas marcas já estão entendendo essa demanda, principalmente na linha de triatlon, e já estão vindo com pé de velas um pouco menores.

Por que se fala de pé de vela menor? Eu falo sempre brincando muito do leg press na academia. Eu falo do leg press inclinado. É sempre, é básico. Você vai na academia, não do prédio, assim. Geralmente, academia grande, cheia, que você tem que ficar lá esperando. É batata. O cara pega, vai embora, larga o aparelho com os pesos dele.

Terminou o exercício lá embaixo, nem colocou o aparelho do leg press na trava. Aí você vai lá, puto, tira os pesos do cara, bota teu peso. Aí a hora que você vai sentar, você fala, puta merda, o aparelho tá lá embaixo. Aí você entra todo torto, se encaixa lá, joelhão super flexionado, quadril super flexionado. Tá lá a tua carga, 100 quilos, que você faz teu leg press, que você não muda o peso há seis meses. Só faz aquele, é só pra manter o fortalecimento ali, pra fingir que faz.

Então os 100kg está leve ali, para você já estar acostumado. A hora que você está lá embaixo, com uma hiperflexão, digamos assim, com muita flexão de joelho, muita flexão de quadril, é muito mais difícil você vencer aqueles 100kg. Agora se você quiser ficar fazendo um leg press curtinho lá em cima com os 100kg, você fala, opa!

Aqui está fácil. Eu falo muito brincando que isso é a pé de vela mais curta. Ela te facilita a gerar a mesma carga. Ela não vai tirar mais potência. Potência é treino. Aí é com ele, é com o treinador do atleta. Com o preparador físico, qualquer coisa do tipo. O que eu vou tentar fazer? Diminuir gasto energético de alguma forma. Os estudos são um pouco inconclusivos. Então a gente não pode falar, vou diminuir pé de vela. Vai diminuir gasto energético.

Pode ser que sim. Vamos ver. Tem uma galera começando a testar agora de formas diferentes aí. Vamos ver se vai dar alguma coisa e vai virar realmente um artigo científico de qualidade. Mas ele vai girar mais, né?

a tendência é girar mais. E aí a gente tem que fazer a compensação propriamente com o tamanho de coroa. Ele vai gastar mais energia girando mais, ou não? Depende. Depende. Depende. O que é o grande problema? A musculatura de quadril é uma musculatura meio complexa. Quando você funciona, faz um excesso de flexão de quadril juntamente com o excesso de flexão de joelho,

Você começa a sobrecarregar a musculatura que ele está só ali quietinho estabilizando, você é obrigado a usar mais ela para tirar potência. Você pega o bootiu mínimo, o bootiu médio, o piriforme, porque ele só quer estar quieto ali ativo, você tem que dar uns... Ativa um pouco mais, porque o que acontece? É muito comum a gente ver quem é pequeno... Ah, o strinho do cara está alto ali, ele está rebolando para caramba.

Realmente, se ele está alto, você vai ver o quadril dele caindo, ele ficando ali de ponta de pé. Aí, de novo, busca o pedal lá embaixo, fica de ponta de pé. Só que muitas vezes a gente acerta essa extensão para não ficar alto demais, só que o problema não está lá embaixo com quem é pequeno, no caso. Ou com quem tem um déficit de flexão de quadril ali, tem uma hipomobilidade, pode ser anatômica, pode ser por conta de lesão, a gente não sabe.

Tem gente que é duro, não tem jeito. Tem cara que você vai pegar, você vai pegar esse microfone aqui, o cabo que você dobra.

Você consegue flexionar mais fácil do que estender a perna do cara. Ou fazer uma flexão de quadril, amplitude de quadril da pessoa ruim. Então, muitas vezes, não é que o selim está alto, a repulsão não está rebolando para baixo. Ela está fazendo esse kick de quadril para cima para poder vencer, de alguma forma, é o quadril compensando essa...

Excesso de flexão de quadril e de joelho no ponto alto da pedalada. E é justamente no ponto que você quer passar fácil para já vir gerando aquela baita potência com quadríceps e glúteo e o cara está lá fazendo aquela compensação quadrilzão. O quadril jogando lá para cima, o joelho abrindo, porque está fechado em excesso aqui em linha reta, é aquele cara que você vê toda hora. Ponto alto pedalado, o joelhão abre e fecha. Abre e fecha. Abre e fecha. A Flávia Brincana é tipo...

Tinha uma novela, tinha um cadeirudo. Eu não vou lembrar o nome dessa novela. Também não, mas eu lembro disso. Tinha um cadeirudo, e o cara andava com as pernonas abertas aqui assim. E é muito comum a gente ver isso. Se você começar a reparar, principalmente quem é mais baixo. Aí você pega a bicicleta mais antiga, que já vinha com o pé de geometria, muitas vezes mais agressiva. Então o tronco da pessoa já está mais baixo, já tendo uma flexão maior já de quadril.

Uma pé de vela maior, que está jogando maior flexão ainda de joelho e quadril, a batata, o cara está pedalando, o joelhão está vindo aqui.

Você toma cuidado, você vacila, você toma uma ajoelhada do cara do seu lado. E me fala uma coisa, no caso dos cadeirudos aí que você trouxe, muitas vezes, por conta até de flexibilidade, a posição fica prejudicada. Hoje a gente sabe que os atletas querem jogar a bicicleta o mais agressiva possível em termos de posição. Às vezes não é possível. Como que você lida com o atleta quando você tem uma disputa entre o que é eficiente e o ego?

é, mas o que o Sam Leilow ele anda muito avançado, você não viu como é que ele tá andando né, então a gente tem que entender isso e eu acho mais uma coisa que aconteceu muito legal em Conan ano retrasado no masculino

semanas antes da prova, o gordinho predileto do triatlon, Christian Blumenfeld, junto com o Gustav Eden, estão fazendo um trabalho com uma das empresas que eles investem lá, como é que é? Santara Group? Não lembro o nome lá. Santara. É. Que eles têm lá, que é um cara à parte e tal, o Eric de Goliê, que eles têm a empresa que se chama Body Rocket e eles têm um sensor de fazer análise de posicionamento. Eles fizeram uns testes num túnel lá gigante, que é, na verdade, um bike path, uma ciclovia.

Então, conseguiram limitar ali, controlar o máximo possível temperatura, pressão e vento, né? Que é difícil fazer um teste aerodinâmico externo, né? Tem sensores, né? Você tem que controlar muito. Ah, na terceira bateria entrou um vento aqui que, putz, você já meio que tem que descartar um negócio um pouco complicado. Então, eles tentaram fazer o...

da forma o mais controlada possível, esse teste aerodinâmico e assim, botaram o Blumenfeld, que sempre teve aquela postura bem fechada aqui, mas mais elevada e que ele conseguia encaixar a cabeça, rapaz, era outro atleta. E jogar a frente pra baixo, alongar o bicho e ganhar acho que 15, 18 watts, cara, no nível que eles estão, ganhar 15, 18 watts é muita coisa.

E aí teve uma entrevista, daqueles shorts, coisa rápida, que o Blumenfeld comentou. Ele falou, cara, eu já saí da água meio estranho.

A hora que eu subi na bike e comecei a fazer força, ah, mas no quilômetro 30 ele estava vomitando, ele já tinha um problema de... É, ele tem problema esofágico. É, ele tem problema esofágico. Tinha, né? Ele falou, cara, ali eu não sabia se era o problema esofágico ou se estava comprimido demais de afragma, ele não conseguia ficar na posição. E ele anda na posição que ele joga a mão lá para frente. Quando eu olhei assim no final da prova, ele já estava com a mão quase na metade do clipe aqui, tentando entrar numa postura melhor.

A posição não era sustentável nem para o Blumenfeld, campeão mundial, campeão olímpico. Então, isso é muito bacana, essa história de individualidade para a gente entender. Será que a gente precisa andar tão avançado igual o Sun Leilow? Ou será que para alguns atletas, uma posição mais encurtada e um pouco mais alta, como o Christian Blumenfeld voltou a pedalar hoje em dia, e voltou a ter bons resultados no ano passado, funciona melhor para mim?

Isso a gente tem que entender de acordo com o atleta. E a gente muitas vezes tem que mostrar.

Cara, ter o quadril, um quadril que não tem essa limitação, você não tem essa antiversão de quadril, digamos assim, vai? Seu quadril não gira o suficiente, você não dá tão avançado lá. Aí eu estou te inibindo o glúteo, aí chega um cara com o glúteo, você vai fazer um teste de glúteo com o cara, o cara tem um baita glúteo forte, vou te jogar lá para frente, vou inibir teu glúteo. Não, vamos aproveitar, vamos entender. Lembra nesse teste que eu fiz com você aqui? Eu falei, caraca, teu glúteo é bom, cara.

Você faz? Fortalecimento? Como é que é o teu histórico de fortalecimento? Que modalidades esportivas você veio? Muitas vezes a gente tem que tentar entender isso do atleta. Pô, você tem, vou brincando, tem mó bundão forte aí, bicho. Bundão forte. Vamos usar esse negócio. Não quero te jogar lá pra frente e te inibir. Um músico que você tem forte, vamos usar.

Bumbum guloso. Aí depende. O Rio, diz uma coisa. Ele fala se segurando. Conta pra gente um pouco de quais são as particularidades. Você pegar a bike fit que você faz pra homens e pras mulheres, né?

biomecânica feminina ela tem uma abordagem diferente versus a largura do quadril elas são mais flexíveis menos flexíveis como é que como é que você olha e você a faz os seus bike fits quando são mulheres e homens assim tem tem particularidades aí

Tem, a gente sempre vai perceber essas particularidades, principalmente, né? Quando a gente começa a fazer essa avaliação inicial, a gente percebe coisas diferentes. No geral, a mulher tem um pouco mais de flexibilidade que o homem, né? E a gente precisa levar isso em conta.

a grande maioria é difícil, assim, no dia a dia eu pego as mulheres com boa flexibilidade, algumas tem menos, outras são hiper flexíveis, o que pode ser ruim também. Hiper flexibilidade, eu já peguei atleta que ela era tão, assim, eu soltava lá o programa e só ficava aqui, não mudava a carga, só ficava soltando, dava 15 segundos e soltava de novo. Eu olhava os números e eu falava, cara, ela era tão hiper flexível, só que isso gerava, só que ao invés de fazer fortalecimento, ela fazia ioga cinco vezes por semana.

Então assim, ela já tinha muita mobilidade, ela estava tão solta que não existia estabilidade. Até brinquei com ela, faz a yoga para você relaxar. Eu quero que você faça fortalecimento três vezes por semana. Já que você faz yoga cinco, seis, diminua um pouco a yoga, bota um fortalecimento aí no mesmo período para você estabilizar. Então no geral a mulher é sim mais flexível. A gente consegue muitas vezes com as meninas.

girar melhor quadril e abaixar melhor tronco. Eu tenho várias meninas, clientes, que têm posições assim, você fala, caraca, que chega a cara falando, pô, você fez o fit da minha amiga aqui. A menina está... Não consigo nem chegar perto daquela posição.

Falei, característica. Você faz algum trabalho de flexibilidade? Não, não faço nada, não fortaleço. Então, assim, a gente tem que entender essas particularidades. No geral, as mulheres têm quadril um pouco mais largo. Claro, você pegar uma menina super magrinha, ela vai ter um quadril estreito. Ela não vai ter um quadril super largo, né? Então, é... E no geral também, perna um pouco mais longa. Você pega um homem e uma mulher, geralmente, na mesma altura.

Hoje aconteceu isso com uma cliente. Ela comentou, o marido tem exatamente a mesma altura.

Ela falou, cara, não consigo andar na bicicleta dele. Não consigo andar na bicicleta dele. Ah, não. É 2,5 cm mais baixo o selim dele com relação à bicicleta dela. Mesmo tamanho de quadro, a configuração do cockpit está muito parecida, a dele é um pouquinho mais longa, mas a altura dos passadores é igual. Ela falou, selim, esquece. Eu não consigo ir na padaria comprar um pão com a bicicleta dele, que é desconfortável para mim, porque o selim dela é muito mais alto.

Então, só que assim, você tem um serinho mais alto, no geral você vai ter um drop maior na frente, só que se esse quadril tem essa flexibilidade para girar, é mais fácil muitas vezes da mulher entrar numa posição um pouco mais avançada. Só que aí tem outro detalhe, quando a mulher gira mais a pélvica, ela também joga muito mais peso para tirar, no geral na bike de teatro o peso já não fica tanto em ispio, né? Já vai muito mais para pubis.

Então a gente também tem que lembrar de tudo isso na hora de fazer os ajustes. A gente consegue ficar mais agressivo? Consegue. Será que a gente precisa? Será que a pessoa vai aguentar esse excesso de carga no pubis, já que é um quadril que já gira muito fácil? A gente tem que levar isso em conta também.

Muito bem. Betão, mais alguma dúvida? E a diferença do indoor para o... A gente acaba fazendo fit no indoor, né? A gente faz o teste no rolo, e aí vai pedalar na rua. Muitas vezes a gente faz, fica bom ali, você vai para a rua, está bom. E aí quando você vai pedalar no rolo...

Depois de um tempo, aquela posição que é sustentável na ciclovia, que você fica ali, só sai o clipe para fazer o retorno, no rolo ela é mais difícil de você sustentar. Sem dúvida, sem dúvida. Qual que é a... Por que que... E assim, outro ponto também. Ela é mais difícil de sustentar de manhã do que a tarde. Se você for pedalar à tarde...

Você consegue sustentar melhor a posição à tarde do que de manhã. Claro que aí, porque obviamente você está com o corpo frio e tal, mas por que tem essa diferença tão grande do indoor para o outdoor, quando a gente fala de duas horas e três horas? A percepção de esforço do indoor é muito mais complicada, até por troca de temperatura. Então, fisiologicamente, é uma posição mais difícil de você ficar.

Até correr no parque ao ar livre com ventinho é muito mais gostoso. Você correr na esteira sem o ar condicionado, sem o ventilador, né? Então tem essa hora de temperatura que é mais difícil. Mas eu acho que o grande negócio é... Na rua você tem vento te empurrando ali e te... Opa! Então você tem uma sustentação muscular maior. A bike balança. Você tá pedalando, a bike balança pro lado e pro outro. Você tem uma sustentação de musculatura diferente. Quando chega no rolo, você não tem vento.

dependendo do teu rolo, o bicho é 100% rígido, a bike não mexe nada, nada, nada. Hoje muitas empresas já estão fazendo o pezinho do rolo, que mexe, a Warro faz isso, a Garmin, que é a Taxi, ele já tinha um movimento lateral, agora eles fizeram um pezinho extra que você coloca embaixo para ele ter um movimento mais tridimensional. E na pandemia começou a virar febre, principalmente lá fora, porque a galera treina muito em New York por causa do inverno, as plataformas de treino que balançam lá para o outro.

Que é pra quê? É pra tentar simular. Aquele anjou. Tipo num barco você tá. Você deve sair meio... Porque não é igual você pedalar na rua. A rua tem esse movimento. A taquela perdida. As coisas de fé, eu. Eu já vi um monte de gente. O negócio balança assim, assim e assim. Mas não é assim. Deve ser cair. Eu vejo os caras treinando nesse negócio e falo, caramba, eu não ia conseguir treinar isso aí não. Mas é um jeito de você simular o quê?

o vento e balançando lá para o outro. Então, para quem fica muitas horas, para conforto é fantástico isso. Só que a plataforma é um negócio que é com o tamanho dessa mesa. Então, assim, é complicado. Tem que caber a bicicleta inteira. Ah, beleza. A traseira é larga por causa do rolo. A frente é meio triangular.

Mas ocupa espaço. Todo mundo consegue ter um negócio desse em casa. Dentro de um apartamento na cidade igual São Paulo. Para não dizer difícil, é quase impossível. Você tem uma casa, uma área específica, um cantinho específico de treino. Você tem que entender que o Beto tem quatro pisos. Ah, capaz. O Beto tem quatro pisos. É outro nível. Depois que ele saiu da lavanderia... Quando ele treinava na lavanderia... Era complexo, mas agora ele... Aí pede em cima da máquina que ele era top.

Já botava a roupa para lavar, já tirava, secava, treinando. Suava pouco na lavanderia. Então, assim, eu acho que esse é o grande negócio. A bike está muito fixa, você não balança, você não ativa direito a musculatura. Você vai cair se você relaxar no rolo? Ah, não vai. O que o seu corpo automaticamente faz? Ah, solta todo o peso ali. Só que muitas vezes solta o peso de uma forma errada. E o que muita gente... Cara, que eu pego tanto...

Eu vou botar a bicicleta do cara no rolo? Bicho, quanto tempo você não enche esse pneu aqui?

Ah, só estou treinando um rolo? Cara, o meu pneu afunda. E hoje um pneu 28mm, na hora que ele afunda, ele afunda quase 2cm. Então assim, é importante você estar com o nivelamento adequado de eixo traseiro com eixo dianteiro. Cara, pega uma trena, mede o teu eixo traseiro.

O iPhone tem o nível, só colocar na bike. Dá para usar ele também, é média a bike, o nível da bike ali do selim, do quadro, sei lá. No chão, depois coloca no rolo. Mas uma coisa que eu dou um toque sempre para quem treina muito indoor, é dar uma subidinha de leve na roda dianteira. Meio centímetro ajuda para caramba, tem gente que precisa um pouco mais. Eu com meio centímetro assim, literalmente. Eu coloco um livro velho fininho, ele tem 5 milímetros para eu treinar em casa, ele fica perfeito, por quê?

Se ele está muito retinho, a tendência é o relaxar. Quando a frente sobe, ela vai querer incomodar, se ela for tudo subir o meio grau. Só que como subiu tudo o meio grau, já vai doer no rolo. Você faz um treino de 4, 5 horas no rolo, você não para de pedalar basicamente. Não tem lombada. Não tem descida. Não tem capivara, não tem... Estamos para se ultrapassar.

Não tem retorno, não tem descida, é 5 horas pedalando praticamente sem parar. Esse meio centímetro que você está falando, Rianho, é fora aqueles suportes, que tem vários suportes para roda dianteira, ou o suporte já sobe isso? Tem suporte que já sobe. Tem suporte que já sobe. O meu rolo não precisa colocar suporte na teoria. Eu coloco esse astrinha de 5 milímetros.

Pra quê? Ele me dá uma própria percepção, digamos assim, pra... Opa, peraí, eu preciso me posturar um pouquinho aqui, porque se eu soltar demais, vai começar a incomodar. Vou começar a pressionar demais a região de períneo, putz, aí eu vou começar a fugir. Então, assim, esse meio centímetro o suficiente pra dar uma própria percepção pra você se posturar um pouco. Não vai ser igual a rua.

Não tem como. Você faz um treino de 5 horas, que seja na ciclovia, que você quase não para de pelar só para o retorno, e faz 5 horas no rolo, você sai do rolo, você fala, meu amigo, está tudo tenso. Mas basicamente é isso. Você estando bem ajustado, com fit feito, um rolo bem alinhado, esse pouquinho, ele te ajuda. Não vai fazer milagre. E outra coisa que a galera faz, bicho, está no rolo, não tem ninguém vendo, é aquele short velho de guerra. Transparente, não pode usar mais na roca, ele está transparente.

E a pior coisa, porque você está sentado o tempo todo, suando muito mais. Então aquele bretel já short está todo solto, que ele já não está mais colado na pele, já fica todo ensopado. O forro já não te sustenta mais, é mais desconfortável. E ainda fica todo solto, você ainda termina assado.

Fale então com o Bretelli do Betão, do Extra Distance. Ah, o meu é do Longue Distance, Pira Surunga. Primeira edição é essa? Não, isso é uma coisa que eu sempre... O Bretelli começou a ficar velho e já dá fora. Não dá. Não dá. E o treino indoor, você sua muito mais. Se você bota um Bretelli bom na rua, você tem troca de calor melhor pra você botar um ruim no rolo.

Porque você fica todo ensopado, com a roupa zoada lá. E assim, pra mim, o tal do chamoá lá, eu uso mais no rolo que na rua. No rolo, meu, sem o... Eu quase não uso na rua. Não dá. O que é chamoá? Chamoá, bander, aquele creme. É o creme. Vaselina. É, vaselina. Vaselina de rico. Mas sabe qual é o problema da vaselina? Eu tô brincando. A vaselina sabe muito fácil.

água, né? A vaselina sai, você começa a suar, ela sai. Quando o seu ar, ela tá escorrendo na perna. Vaselina de rico, Sérgio. Você já usou chamoá no seu rolo? Você sabe o que eu tenho? Vou até postar uma foto no Café com Tril. Eu fui pros Estados Unidos agora e eu trouxe um potão daquela vaselina petróleo em gel, sabe? No começo ela vai. Mas depois, como você comeu, eu suco pra cacete, né? Depois, você tem um tempo, ela sai com a água, né?

Então, o bom do chamoá é que ele gruda mais na pele e no forro do bretel. Você está muito mais fixo no ceniz, vai variar muito mesmo? A tendência é ter muito mais atrito. Principalmente você pegar aquele bretel velho, shorts velho, tudo cheio de ruga. Não dá. Não gruda na pele e você fica dançando com ele, acertando tudo. É um preconceito brabo, né? Com shorts velho, cheio de ruga.

Não, pode usar na rua, não tem problema. Ninguém vai ligar que tá com o cofrinho aparecendo aí na ciclovia. Não, e assim... O problema é o cofrinho aparecendo. O detalhe importante. Amigos, tá pedalando com o cara? Avisa que o bretelito não dá mais, né, meu? Porra, tem os bretelitos... Às vezes eu vejo na ciclovia uns caras e falo, mas os caras não tem um amigo pra falar? Eu falei, ô amigão...

Não dá mais pra usar esse aí, né? Vai tacar o Bretelli também. Pô, mas tem uns caras pedalando pelado. Tem uns que você olha e não vai pedalar. Você vê a bunda inteirinha da pessoa, cara. Mas será que o cara não faz de propósito pra ninguém pegar a roda dele? Pode ser também. É uma tática. Ninguém vai querer pegar a roda. Por que vai ficar vendo a bunda do cara? As bundas feias que eu vou te falar, viu? Cobra aquela porra. Porra, desgraçadaço.

Esgarçado. E pior que ele esgarça, podem reparar, ele esgarça, outro dia eu ouvi os caras brincando, ele sempre esgarça meio arredondado, ele faz quase uma forma de coração. É um coraçãozinho, um coraçãozinho, fica um coraçãozinho na bunda. Olha o detalhe dos caras. É sensacional. Outro dia eu ouvi isso no Instagram. Não é que é verdade? Ele sempre esgarça meio arredondado.

Já não basta o beletelho branco, né? Agora essa porra desse beletelho, os beletelho velho. Vamos trocar de beletelho, pessoal. Pelo amor de Deus. O branco saiu da moda ainda mesmo. Graças a Deus. Agora tem várias coisas. Agora é abacate. Abacate. Verde, não sei o que. Nude. Quantos beletelhos você tem? Quais as cores? Tudo preto. Eu tenho quatro beletelhos pretos. Não, eu tenho... Mentira, eu tenho três pretos e azul marinho. Tá bem, tá bem.

A variação máxima. A variação máxima foi azul marinho. Ah, tem uns velhos lá, sei lá. Nem podendo um pedalo mais. As minhas coisas estão tudo velhas.

Tá já mostrando o coração? Não, não uso. Eu não uso. O dia que eu for voltar a pedalar, eu vou ter que trocar tudo. Eu tô perdido, assim. E vamos ter penalti box de novo? Ou vamos...

Vamos. Ou você vai aliviar pra ele hoje? Vamos pro encerramento. É? Vamos para o Roda Presa. É melhor. Faz ter erro. Vamos no Roda Presa aí, vai. Mas esse momento Roda Presa, ele tem que ser sobre o quê? Sobre um bike fit pitoresco que ele teve? Pode ser um bike fit mais complexo, estranho, bizarro, que ele teve que segurar a risada.

Alguém soltou uma flatulência no meio do bike fit. Rapaz, é flatulência hoje menos, bicho. É assim, isso é tudo bike fitter, tá? Pode perguntar para qualquer um. O fit pós-almoço é sempre delicado. É delicado. Ah, é mesmo, puta merda. O pós-almoço é delicado, porque muitas vezes o rapaz não consegue ir em casa antes.

e vem direto do almoço do escritório para o fit. Está tudo normal, até a hora que a pessoa começa a... A fazer força. A fazer força, começa a dar aquela esfregadinha, a nádega, a nádega, é complicado, rapaz. Cliente, sempre que possível, se você teve que fazer o número 2, tenta tomar aquele banho antes. Por mais que influencie o indecido.

Pode sair. O agendamento pós-almoço, então ele podia lançar uma promoção mais barata. Mais barato. Tem que ser bem mais caro. Com chuveiro, com chuveiro. Tem que ter chuveiro. Você pode fazer um combo, né? Com chuveiro. Com chuveiro, assim comigo. Ou você já faz tipo laboratório, que o cara ganha um vale café da manhã, você ganha um vale almoço. Você faz uma lanchonete. Aí, ó. Você foi um empresário. Não é? É isso aí. Imagina, Wagner.

O cara primeiro faz o fit, depois já almoça e faz. Já almoça e faz. Tem que ir em jejum.

Além disso, eu tenho um detalhe Quando eu for levar a bike no Bike Fit Leva a bike limpa também, né? Pelo amor de Deus, cara Vamos lá, bosta de capivara na ciclovia A galera acho que em mira, ele vê a bosta e fala É aqui que eu passo Aí você chega e fala, você pedala muito na ciclovia?

Como você sabe? Vou botar tudo cheio de merda verde na bicicleta da pessoa. Não, nunca vou para o ciclo. Mas você devia fazer, que nem os laboratórios fazem. Você vai fazer um exame, você tem a lista lá da preparação para o exame. Você tem que fazer a mesma coisa. Mas tem. Chegar em jejum de 8 horas. Não manda. Bicicleta limpa. Bicicleta limpa. O que mais, Vagnão?

banho, bretelli sem estar esgarçado, bretelli sem estar com o coração, bretelli sem coração, mas isso é uma outra coisa que a galera não percebe, por exemplo, eu falo, tem muito cliente que fala, posso ir de bicicleta? Pode, traz um segundo bretelli, porque se o cara vier de longe e ele chegar suado,

Meu amigo, não tem cola nem Super Bonder, que você pode botar a gota Super Bonder no bretel, que gruda o sensor no bretel. Então, pô, quer ir pedalando? Sem problema, pô, deslocamento, é dia do rodízio, sei lá. Moro razoavelmente perto? Leva um segundo bretel. Ainda mais agora no verão, e você botou a cara na rua, pedalou cinco minutos, você tá molhado. Então, fica difícil de ser... Outro dia aconteceu com... Essa foi fogo. O cliente botou uma garrafinha, pô, vou beber água, né? Vou me hidratar. Quando ele foi pegar o macaquinho...

Pegou a garrafa d'água, a garrafa d'água abriu, tudo molhado.

Falei, cara, como é que eu vou fazer o fit descamada? É ensopado, ensopado de você torcer aqui assim. Por sorte, eu tenho uma máquina de ar-condicionado de 30 mil BTUs, que eu botei o macaquinho na frente e falei, dá meia hora, vamos ficar conversando aqui. Em meia hora eu estava seco. Mas quando é suor é mais difícil. Então sempre que possível, macaquinho limpo, cheirosinho, todo mundo merece, né? Eu vou te dizer, o cara tem vaga para daqui 5 anos e quer que você vá cheiroso ainda. É lógico.

bicicleta limpa, cheiroso, se almoçar e for fazer cocô, toma banho depois. Tá complexo o bike fit, hein? O bike fit antes era mais simples, hein? Pode ter um lince umedecido, isso se oferece lá, a gente tem um lince umedecido pra todo mundo. Já melhorou, né? Já melhorou, né? É isso? Belezas? Belezas. Encerramos a Rianho. Redes sociais. Semana que vem. Redes sociais. Arroba Fernando Rianho.

Pra te encontrar é fácil, Igor, nessa rede social? É fácil, tá lá, a rede social tá lá. O telefone, né? Você manda mensagem e fica lá. E a gente coloca também, né? Mas aí esse negócio do telefone, vocês podem perguntar pra minha esposa. A gente tá com um escritório, um escritório de casa agora ficou lá no Espaço Novo, né? Ela me manda dúvidas. O que vamos almoçar? Vamos sair pra almoçar? Não vamos.

Ela bate na porta e tipo... E aí? Não é pessoal. Não é pessoal, gente. Não é com vocês. É muita mensagem. Hoje foram 35 mensagens antes das 10 da manhã. Coitado, ele não sabe o que é mensagem. Não, ele não sabe gerenciar. Eu vou te dar um... Tem uma galera usando uns botes.

para responder. Só toma cuidado que tem os que estão sendo pegos já. Fica tranquilo. Depois a gente troca ideia disso daí então. Eles também dão feedback e tudo? Não, dá feedback. Você joga, já sai o feedback. Você faz tudo hoje, né? Já sai o resumo da mensagem e já dá a resposta. Ah, garoto. Aí eu quero. Hoje em dia o negócio está fazendo tudo. Tem gente que fez isso e se deu mal. Depois de conta.

beleza, é isso galera, os recados de sempre segue a gente no arroba café com triatlon no Spotify, no Youtube, curte o vídeo quando estiver assistindo, não esquece da curtida no vídeo curte, compartilha, comenta manda pra gente aqui o que vocês querem ouvir que a gente tá aqui pra fazer esse negócio pra vocês, beleza? é isso, valeu! valeu galera! café com tri, a sua dose de triatlon pega o seu café e vem com a gente

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EP.34 -A evolução do bike fit (Parte 2): potência e aerodinâmica equilibradas com Fernando Rianho | Café com Tri power by stemma | Castnews Index — Castnews Index