Episódios de Mundo Freak Confidencial

O caso Gilgo Beach e a caçada digital a um assasslno | MFC 609

17 de junho de 20261h30min
0:00 / 1:30:52

Na live de hoje do Mundo Freak, vamos mergulhar em um dos casos criminais mais perturbadores e comentados dos últimos anos: o ass@sslno de Gilgo Beach.A conversa começa com o desaparecimento de Shannon Gilbert em 2010, após uma ligação desesperada para a polícia, e segue pela descoberta de um verdadeiro cemitério de corpos em Long Island — uma sequência de vítimas ligadas a desaparecimentos, investigações falhas e anos de impunidade.Ao longo da live, a gente reconstrói o caso, fala das vítimas encontradas em diferentes momentos, do modo como a polícia demorou para conectar os pontos, das suspeitas de obstrução e corrupção dentro da própria investigação e de como tudo isso ajudou a transformar o caso em um símbolo de negligência contra pessoas vulneráveis.Também entramos na parte mais assustadora dessa história: a identificação de Rex Heuermann, um homem descrito como aparentemente comum, pai de família, arquiteto, morador da região e, ao mesmo tempo, suspeito de uma série de ass@sslnatos que atravessam décadas. A live também passa pela virada tecnológica do caso, com cruzamento de dados, rastros digitais, telefones descartáveis, buscas na internet e até o uso de DNA coletado de uma borda de pizza descartada.Na reta final, o papo chega à confissão de 2026, ao desfecho judicial e à sensação incômoda de que, mesmo com a culpa admitida, ainda restam perguntas demais sobre o número real de vítimas, os detalhes dos crimes e tudo aquilo que talvez nunca venha à tona.Além do caso em si, a live também toca num ponto importante: o consumo de histórias de crime real, os limites entre informação e entretenimento, e a forma como esses casos revelam falhas sociais, policiais e culturais muito maiores do que um único assassino.Se você gosta de true crime, serial killers, investigação criminal, casos reais, mistérios contemporâneos, Rex Heuermann, Gilgo Beach e discussões sobre como a tecnologia mudou a caça a ass@sslnos em série, essa live é para você.▶ Assista e participa no chat: o que mais te choca nesse caso — a violência, a demora da investigação, a frieza da confissão ou o fato de o suspeito parecer um homem absolutamente comum?As Duas Vidas de Rudolf: https://open.spotify.com/show/3okz3u1...Apoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialRafael Jacauna Autor (Instagram):   / rafaeljacaunaautor  Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia:   / paratopiapodcast  Edição:   / instadogrmachado  #MundoFreak#LiveMundoFreak#GilgoBeach#RexHeuermann#TrueCrime#SerialKiller#CasosCriminais#InvestigacaoCriminal#CrimesReais#LongIslandSerialKiller

Participantes neste episódio3
A

Andrei Fernandes

Host
J

Jay Carrillo

Convidado
R

Rafael Jacauna

ConvidadoAutor
Assuntos8
  • O Caso Gilgo BeachDesaparecimento de Shannon Gilbert · Descoberta de corpos na Ocean Parkway · O Gilgo Four · Novas descobertas de corpos em 2011 · Identificação de Rex Heuermann · Uso de DNA e tecnologia na investigação · Confissão e desfecho judicial · Consumo de histórias de crime real
  • Perfil do AgressorRex Heuermann · Aparente normalidade e vida familiar · Uso de telefones descartáveis (burners) · Buscas por 'torture porn' na internet · Lista de compras para ocultar crimes · Casa como local dos crimes · Conexão com o caso BTK (Dennis Rader) · Gary Ridgway (Green River Killer)
  • Operação Gaeco contra corrupção policialJames Burke · Thomas Spota · Obstrução da investigação do FBI · Condenação por agressão e conspiração · Reabertura do caso em 2022
  • Caso Rex HeuermannArquiteto em Manhattan · Pai de dois filhos · Morador da casa de infância · Casa de acumulador · Esposa Asa Ellerup e filhos · Viagens da esposa durante os crimes · Quarto de matança no porão
  • Investigação do crimeIncompetência policial generalizada · Desvalorização de vítimas vulneráveis · Falta de recursos e orçamento policial · Influência política nas investigações · Dificuldade em investigar desaparecimentos
  • Fabiano Zettel InvestigaçãoCruzamento de dados e rastros digitais · Uso de DNA de borda de pizza · Análise de registros de veículos · Comparação de DNA com fio de cabelo
  • O Caso Shannon Gilbert e o Impulso InicialLigação para o 911 · Desaparecimento e corpo encontrado · Contestação da versão de afogamento · Provocação à família da vítima
  • Cultura do Crime e InfluênciaLimites entre informação e entretenimento · Espetacularização de crimes reais · Motivações para o consumo (didática vs. fascínio) · Consumo por mulheres e vulnerabilidade · Papel da mídia e da narrativa
Transcrição244 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

— Anúncios inseridos dinamicamente —

AFAndrei Fernandes

2026 McDonald's and FIFA World Cup 2026. The 2026 Chevy Equinox is more than an SUV. It's your Sunday tailgate and your parking lot snack bar. Your lucky jersey, your chairs, and your big cooler fit perfectly in your even bigger cargo space. And when it's go time, your 11.3-inch diagonal touchscreen's got the playbook, the playlist, and the tech to stay a step ahead. It's more than an SUV. It's your Equinox. Chevrolet. Together, let's drive.

Longos dias e belas noites para você que me escuta com intro nova. Entra assim, som de introdução novo, mais uma musiquinha especial exclusiva do Mundo Free Confidencial aqui. Nossa música tema finalmente está no ar. Eu sou Andrei Fernandes e hoje vamos falar de crime. E eu vou trazer o debate, hein, pessoal. Achou que não? A Dia já se estressou antes de começar a gravação, se estressar durante e o pós também.

JCJay Carrillo

Não volto mais aqui nessa caralho.

AFAndrei Fernandes

Volta sim, porque você me ama. E hoje vamos falar, hoje o papo é sério, hoje não tem piadola não, porque hoje é true crime. Mulher do Bosque. E vamos falar do assassino de— como é que fala? É Gilgo Beach, que é um caso super recente e que teve uma desenvoltura e sua conclusão agora nos últimos tempos. Meu nome é Andrei Fernandes e eu nunca cometi nenhum crime. E para me ajudar temos aqui ela, nossa queridíssima especialista Criminóloga independente, Jay Carrillo.

JCJay Carrillo

Meu nome é Jay Carrillo e todos os dias eu evito cometer um crime.

AFAndrei Fernandes

Perfeito, perfeito, perfeitamente. Porque o maior superpoder daquele que investiga é porque no fundo ele tem um pouco daquilo que ele persegue.

JCJay Carrillo

Ele quer saber para não ser pego, veja bem.

AFAndrei Fernandes

Exatamente. E temos aqui a nossa vítima de crimes, Rafael Jacauna.

RJRafael Jacauna

É, Jay, tem que te perguntar o que que Jesus faria, entendeu? O que que Jesus faria nessa situação? E aí você pode trabalhar melhor internamente com a lição do Nosso Senhor.

JCJay Carrillo

O Andrei não tá entendendo nada porque essa é uma piada interna do nosso trabalho secreto.

AFAndrei Fernandes

Eu e o que que eu não sei, né? Aquele que vocês não me falaram o que que é, né? Que vocês trabalham junto.

JCJay Carrillo

Eu acho que ninguém sabe.

RJRafael Jacauna

Andre, você nunca perguntou.

JCJay Carrillo

Essa que é a verdade.

AFAndrei Fernandes

Eu já perguntei alguma coisa.

RJRafael Jacauna

Não, você falou assim, você tinha— olha só, agora ao vivo você puxou o assunto ali, lascou. O Andre falou alguma coisa comigo que eu perguntei para o Andre, ele falou assim: não te interessa. Eu falei: tá bom. Aí logo em seguida ele me perguntou: o que que você é de trabalho? Eu falei para ele: não te interessa. Aí ele ficou chateado. Isso já tem uns 3 meses, já tem uns 2 meses já.

JCJay Carrillo

Contexto: tudo que a gente pergunta para o Andre, o Andre não fala para gente. Andrei, como você tá? Tô bem. E tipo, por dentro, sei lá, alguém morreu. Daí, Andrei, como é que você tá? Tudo bem. Andrei, o que aconteceu? Nada, tudo bem. Daí um belo dia ele perguntou: nossa, vocês trabalham juntos? Daí a gente: é.

AFAndrei Fernandes

Esse não é o podcast do Andrei, esse é o podcast de crime.

RJRafael Jacauna

Eu pensei que era do Andrei chamado Mundo Freak, mas tudo bem, se não é do Andrei, não, claro que não.

AFAndrei Fernandes

Aqui, aqui é dessa comunidade maravilhosa que tá aqui com a gente pagando essa tua internet aí de Belforrocho super funcional que vai ser esse episódio de hoje. Mas antes da gente ir para crimes e recadinhos, temos a nossa intro que vocês gostam.

RJRafael Jacauna

Além do que conhece por tempo e espaço, o contato com algo além. Não conte para ninguém. E nunca olhe para trás.

AFAndrei Fernandes

Mundo Freak Confidencial. Galera, crimes acontecem. Estamos falando de uma história que acontece com um corpo sendo encontrado, como muitas das histórias de crimes reais que acontecem. Você encontra a vítima e a partir daí você tem que construir toda uma narrativa para chegar até exatamente o que que aconteceu. Mas a grande questão é que essa história começa até um pouquinho antes, porque dia 1º de maio de 2010, ou seja, bem recente, né? Quer dizer, tem 16 anos, né? Mas, gente, eu fiz 18 anos, bem recente.

RJRafael Jacauna

Para quem tem 40 anos é recente, realmente.

AFAndrei Fernandes

Então, às 4:51 da manhã, Shannon Gilbert era uma trabalhadora sexual de 23 anos que ligou para o 911, né? É 190 deles, né? Dos Estados Unidos da América, é de dentro da casa de um cliente em Oak Beach, Long Island. E essa ligação durou mais ou menos uns 22 minutos, e a Shannon Gilbert foi gravada dizendo, abre aspas, né, tem alguém atrás de mim, e abre aspas, porque você vai me matar. Ela então desliga o telefone, sai correndo pela noite e desaparece sem deixar rastros.

Então a polícia inicia uma busca exaustiva pela Shannon E em dezembro de 2010, ou seja, meses depois, durante uma varredura de rotina com cães farejadores ao longo da Ocean Parkway, perto de Gilgo Beach, um policial encontrou restos humanos. Mas não era de Shannon, era de outra pessoa. Só que eles haviam tropeçado em um cemitério de um serial killer, onde vários corpos foram encontrados, mais ou menos 4. E assim Começa a nossa história.

Quando eu perguntei para Jay, Jay, tem algum crime fresquinho aí, o corpo nem esfriou ainda, pode falar no podcast, que eu tô com saudade de falar de crime, né? Por que que você pensou logo nesse? E você falou que você ficou vidrada com ele, né?

JCJay Carrillo

Eu tô vidrada nele desde 2018, quando eu descobri. Eu ouvi primeiro num podcast chamado Crime Junkie, em 2018. E primeiro, esse caso, ele era chamado como Lisk. Long Island Serial Killer, então ficou conhecido como LISK porque tem toda essa história da Shannon. Na verdade, no podcast Crime Junkie, eu acho que é no Crime Junkie mesmo que tem, aparece a ligação da Shannon falando com a polícia. Então eles discorrem por todo, é bem íntimo quase, né, porque você ouve a voz dela, depois você vê o que acontece.

Ela também, ela e a pessoa para quem ela trabalhava envolvimento com drogas, etc. E daí quando foram fazer as buscas, né, pela Shannon em 2010, eles entraram no cemitério de corpos, eles encontraram 4 corpos, né, que foi, ficou conhecido como The Gilgo Four. Então The Gilgo Four, se eu não me engano, são as, deixa eu ver aqui os nomes delas, é a Marilyn Barnes, que sumiu em 2007, a Melissa Bertolami de 2009, a Megan Waterman sumiu em 2010, e outra moça chamada Amber Costello que também desapareceu em 2010.

E ali é uma região meio pantanosa, né, tanto que quando eles começaram a achar as ossadas foi um cara que morava ali brincando com cachorro e o cachorro veio com um pedaço de um fêmur e ele falou assim Meu Deus, o que que tá rolando? E daí eles começaram a fazer varreduras maiores ali naquela região, que tiveram novas descobertas em 2011. Então lá para abril de 2011 eles descobriram mais restos mortais, e foi a da Jessica Taylor, da Valerie Mack, da Karen Vergata, e uma última vítima que até hoje não foi identificada, que é chamada de Asian Doe.

E essa Asian Doe, a gente acha que é uma pessoa que trabalhava como trabalhador do sexo e era um homem. Mas mais para frente, de novo, eles também acharam outro corpo, que é o da Tanya Jackson, que ficou conhecida como Peaches durante muito tempo, e tinha a filhinha dela, Baby Doe, que também foi assassinada. E só depois de muito tempo foi que conseguiram identificar essas duas pessoas. A Asian Doe até hoje não conseguiram nem identificar quem é e nem conseguiram atrelar ao nosso serial killer aqui de hoje.

AFAndrei Fernandes

Perfeito, perfeito. Antes da gente investigar exatamente o que que aconteceu com essas pessoas, eu tenho um recadinho bem importante para dar para você. Olha aí, parece que vocês não esperavam. Vamos dar uma paradinha aqui rapidinho para falar um agradecimento, porque temos— porque que eu tô com essa cara de safado? Porque Rafael e Jay não sabe, mas tá rolando a nova trilha de recadinhos, que agora temos uma trilha de recadinhos.

Tô falando, esse podcast aí tá cada vez melhor. Falta o quê? Um dinheiro, um rosto mais carismático, convidados mais relevantes, e aí fica show de bola.

JCJay Carrillo

Ah, eu não volto mais, eu não volto mais, gente.

AFAndrei Fernandes

É um recadinho bem rápido, na verdade, agradecer a todos vocês que estão escutando a gente. A gente tá conseguindo implementar essas pequenas mudanças a conta-gotas, mas não serão as únicas. Na verdade, a gente tá reformulando muita coisa internamente, inclusive os apoios. Agradecimento a você que dá sua audiência, agradecimento a você que é um apoiador, tá aqui firme e forte com a gente, tá aí no apoia.se/confidencial, né? O link tá sempre aqui no descritivo aqui da plataforma que você tá escutando para você ter oportunidade, como se fosse uma pequena mensalidadezinha a critério de doação.

Você pode colocar ali qualquer valor e você tem acesso a grupo secreto. Mas a ideia geral é que a gente tá reformulando essa área. Se você já quiser já pré-ajudar a gente, já ajuda para caramba. Mas novamente, vamos ter novas metas e recompensas aí para vocês. E pelo amor de Deus, vai ter conteúdo novo, conteúdo novo e conteúdo exclusivo para apoiadores. Principalmente, eu não vou falar, eu não vou falar ainda. Provavelmente esse podcast está sendo veiculado no mês que vem da nossa gravação.

Isso é uma gravação, tá? Então não estamos ao vivo. É, mas deve estar rolando aí o nosso especial da Paratopia Podcast Storytelling, nosso, nosso grande, nossa grande produtora de podcast, né, que são As Duas Vidas de Rudolf, Um Grande Mistério. Não sei em que episódio tá, mas foi muito legal esse que vocês acabaram de escutar essa semana. Então continue escutando, dê a sua curtida, sua compartilhada, não apenas desse vídeo, mas vão lá escutar As Duas Vidas de Rudolf em todas as plataformas e agregadores de podcast.

Eu não tenho certeza se vai estar no YouTube, mas se não tiver, baixa aí Spotify, Deezer, tem um monte de coisa aí para vocês, Apple Podcast, tem um monte de coisa aí que vocês podem estar escutando aí, As Duas Vidas de Rudolf. E falar também da nossa parceria com a Linda Mídias Digitais, que é uma pequena agência produtora que te ajuda aí a tirar não apenas o marketing da sua micro pequena empresa do papel, como também a Como é que eu posso dizer assim, ajuda você a espalhar a palavra do seu produto ou serviço, né?

Assim como o Mundo Freak, né, que essa, essa pequena casa aqui para gente, né? Eles estão inclusive com a Paratopia, novamente nossa produtora, estão ali trabalhando firme e forte no nosso Instagram lá da Paratopia. Só procurar Paratopia no Instagram e você pode ver ali ao vivo as coisas que a gente lança ali, trabalho, fruto deles. Então se você quer impulsionar aí suas vendas, quer impulsionar aí seus serviços, dá uma contratada na Linda Mídias Digitais, Linda lindayd.com.br.

Lembrando que Linda é com Y, também vai estar aí no descritivo para vocês. E eu adoro quando eu tô fazendo um anuncinho e fica o Rafael e a Jay com cara de pastel. Isso é muito legal.

JCJay Carrillo

O que eu entendo é exatamente, eu não quero atrapalhar.

RJRafael Jacauna

Eu vou mandar um, é, um baú, um baú.

AFAndrei Fernandes

Eu vou mandar para vocês umas referências, vou mandar para vocês um programa de rádio para vocês ver como é que funciona.

JCJay Carrillo

Rádio não é da minha época.

RJRafael Jacauna

Rádio existe, é relevante, sim, mas não dá para ver a cara das pessoas quando a propaganda tá sendo feita.

AFAndrei Fernandes

Claro que dá, porque a maioria dos programas, não sei se a maioria, mas uma boa parcela dos programas de grande rádio são veiculados a live deles e você consegue ver a bancada, por exemplo.

RJRafael Jacauna

Geralmente a bancada fecha no cara que tá falando e deixa os outros que não estão falando Aí apareceu com cara de pastel.

AFAndrei Fernandes

A partir de agora vai ser assim, ó, o GK vai ser sempre assim, vocês não vão estar escutando nada, vai ser, vocês só vão me ver porque é isso que é o importante, não a cara de pastel DJ e Rafael. Mas brincadeiras à parte, podemos voltar aqui. Opa, cheguei! Podemos voltar aqui ao nosso crime, certo, Jay?

RJRafael Jacauna

Nosso crime não, crime de vocês aí. Eu não cometo crimes.

AFAndrei Fernandes

Você quer um anúncio que paga as contas do podcast? É Jane and June. Fala de crime, a mulher falta jogar cabeça na parede.

JCJay Carrillo

Você perguntou para mim por que que eu fiquei muito tempo assim meio obcecada nesse caso. Pô, esse caso ele me parece muito— teve um grande salto na ciência em relação à investigação de crimes em 2018. Que foi com o da Gold State Killer, e é o Joseph DeAngelo. E ele, cara, ele era primeiro, era aquela pessoa que arrombava casas e ficavam olhando as pessoas. E daí ele foi escalando e ele nunca foi pego. Por quê? Porque ele era da polícia ali da Califórnia.

E daí, aos 72 anos, por conta dos grandes avanços do DNA, foi aquele DNA que foi puxando genealogicamente as pessoas da família até chegar uma pessoa, e encontraram pegaram ele. Então foi com o marco da ciência, da evolução do DNA, que eles conseguiram pegar serial killer de 1970. E o Lisk, ele tá aí desde 1993. Eles conseguiram as mulheres achadas ali naquela região, o desaparecimento delas é datado de 1993, para chegar agora em 2026.

Então desde que pegaram o cara, que é o Rex Hearman lançou um outro podcast chamado Unravel: The Gilgo Beach Serial Killers. É serial, enfim, são várias temporadas e dessa vez ela fez essa temporada sobre ele. Enquanto ela estava fazendo o episódio do Lisk, ela é uma jornalista, saiu que tinham achado um cara, então meio que estourou. O negócio na mão dela. Então ela foi lá ver as audiências, ela esteve lá. Então foi, é bem legal.

AFAndrei Fernandes

Acompanhado meio que entre aspas ao vivo, né? Foi, a gente foi acompanhando.

JCJay Carrillo

E aconteceu bem na época que eu estava ouvindo o Unravel, foi quando estourou. E daí eu não parei de seguir, de acompanhar. Mas daí o que aconteceu foi, geralmente, pô, quantas vezes a gente já não vê estourando, ai, 'Finalmente descobriram quem é o Zodíaco, finalmente descobriram quem é a Jaxi Pador'. Eu meio que não dei muita bola, mas aí as coisas foram escalando muito porque ele tem realmente um profile.

AFAndrei Fernandes

Tá, né? É um caso, os casos clássicos, eles são interessantes, mas é aquilo, tipo, a pessoa provavelmente já morreu ou já tem muito tempo, né? Eu entendo seu ponto, né? Eu acho que a mídia americana ela é muito especializada nisso, inclusive, né? Principalmente depois dessa ideia, por exemplo, dessas CNNs da vida, de fazer um canal dedicado a notícias 24 horas, né? Esse, a ideia de você acompanhar um crime se tornou algo televisivo, já era naturalmente, até porque você tem relatos bem anteriores ali do início da TV de acompanhar algumas coisas.

Mas essa questão do ao vivo, da gente sentir como se a gente tivesse quase num ARG, né? É claro que é meio injusto falar, pô, são pessoas, já acho que estão morrendo, obviamente, né? Mas eu sinto que pega na adrenalina, no espectador mais ou menos como isso, né, como se você tivesse ajudando ou participando de alguma maneira desse processo, né. Não à toa você tem vários podcasts de crime que tem, né, o próprio Serial, né, que teve isso, né, que foi um grande acompanhamento, foi mudando o caso.

A gente teve aqui o caso Evandro, por exemplo, que a gente viu um pouco disso também, né. Então assim, é algo bem interessante de se colocar.

RJRafael Jacauna

Andrei, eu gosto sempre que a gente tá falando sobre esse tipo de assunto que você sempre se preocupa, Jay sempre se preocupa, eu me preocupo, mas um pouco menos, de sempre fazer o disclaimer de: não, gente, é crime, é muito sério, não sei o quê. Só que assim, isso não passa, né, de ser uma pomada em cima de um problema que geralmente a gente faz por educação. Porque quem escuta não se importa muito de estar assistindo coisas bárbaras pelo fato de manter um consumo.

Que nem a polêmica recente que sobre a garota lá que assassinou os pais, aí a Netflix pagou, não pagou ela, e o pessoal criticando, não sei o quê. Mas eu tenho quase, pô, que eu não tenho um número, não pode dizer que eu tenho certeza, mas eu teria uma certeza que a galera que criticou, que falou mal, você quer uma boa parte dessa galera vai assistir o seriado, vai dar todas as audiências possíveis vai produzir conteúdo em cima e você vai falar assim: não, mas é um negócio muito sério, eu só estou falando, né?

Quem tá nos ouvindo agora entende isso. A gente tem que ter esse cuidado, né? Mas no fundo, no fundo, quem consome não se importa muito.

JCJay Carrillo

É porque, por exemplo, teve recentemente, teve na verdade sempre chega muita gente para mim falando: e aí, você já viu tal documentário? Eu geralmente não assisti. Por quê? Porque além de ter o viés, né, a gente teve o caso do Como é o nome dele? Meu Deus, esqueci agora, do serial killer canibal. E teve um cara que é super famoso que fez um seriado dele meio que romantizando ele.

AFAndrei Fernandes

Ah, sim, sim, que teve da Plataforma Vermelha, que teve lá o Dahmer, né?

JCJay Carrillo

Isso, o Jeffrey Dahmer. Eu já, já passou das 8 da noite, já não consigo lembrar os nomes direito, mas é, e foi É totalmente diferente do que de fato aconteceu, tanto que até as próprias famílias foram reclamar desse seriado. Eu não assisti esse seriado, entendeu? Porque eu sigo muitas sobreviventes de crimes e de serial killers, e quando você consome o conteúdo delas, que é mais para tipo, olha, aconteceu tal crime, o que que vocês podem fazer, o que que a comunidade pode fazer, esse é o tipo de podcast que eu consumo.

Eu não consigo consumir muitos, eu acho que os mais que eu consumo são 3 ou 4. E eu não vejo os documentários porque acontece isso, cara. É muito espetacularização, entendeu? Porque, porque as pessoas, mano, é um grande da Atena da vida. As pessoas param para assistir, para consumir. Só que se você parar para pensar que isso pode acontecer na sua rua, É um pouco absurdo demais, entendeu? Então é isso que o Rafa tava falando de fato.

AFAndrei Fernandes

É que assim, toda vez que a gente entra nesse assunto, eu sinto que a gente fica meio circular, porque é um assunto que pede esse tipo de disclaimer, etc., né? Eu acho que a gente dá para a gente debater isso também depois. Vamos falar aqui do crime já já. Eu quero citar até porque, né, eu soltei uma opinião forte nos últimos episódios, e é isso, é um pouco da parte do porquê que muitas vezes eu não concordo. Muitas vezes quando a pessoa vem com argumento do tipo que consome aquilo porque sendo uma vítima comum desse tipo de crime ou assédio, etc. e tal, existiria um aspecto didático de certa maneira, o que eu não discordo, que eu acho que existe esse elemento de alguma maneira.

Mas eu sinto que boa parte dos produtores de conteúdo faz como entretenimento mesmo, né, como a própria Jay tava falando, Porque dá para ver que existe um interesse de entretenimento. É que a gente brinca com a Jay e tal, ah, que gosta, etc. Tu vê que ela quer dar uma animada um pouco além da conta, mas você vê que, por exemplo, ela segue as vítimas, é uma pessoa que tá preocupada, tá sempre colocando. E aí eu acho que, respondendo a questão do Rafael, eu acho que por mais que a pessoa não se importe com disclaimer, eu acho que é importante a gente tá dando.

JCJay Carrillo

Dá o disclaimer, né?

RJRafael Jacauna

Eu acho que Pessoa não se importa. Eu acho que as pessoas se importam, sim, sim. O lance que para ela do disclaimer é só uma lista de obrigação. Você tem que dar o disclaimer, deu disclaimer, né?

AFAndrei Fernandes

Porque, por exemplo, a doida aí consome 4 por mês aí, sei lá, 4 por semana.

JCJay Carrillo

Gente, vou falar sério para vocês, eu consumo 4 podcasts, Jay.

AFAndrei Fernandes

Você consome 4 só de crime, não é pouca coisa.

JCJay Carrillo

Não, e tem uns, cara, é assim, eu fui me aventurar em outros podcasts e daí eu percebi como não é bem tratado o negócio. Não vai estar rolando. Então eu acabei me fixando nesses, que é o Crime Junkie. Eu posso até falar, é o Crime Junkie, é o Case File, que é australiano, é o My Favorite Murder, e eu também ouço o Morbid. O Morbid ele também fala de casas assombradas Também tem o Last Podcast on the Left, mas o Last Podcast on the Left eles falam muito mais de história dos Estados Unidos, essas coisas, é bem mais amplo, né?

AFAndrei Fernandes

Eles são uma cópia do Mundo Freak, vamos falar a verdade, vamos falar português claro, né?

JCJay Carrillo

Eles falam muito de ufologia, por sinal, muitos casos que eu ouvi lá eu falei: eu treinei esse caso aqui da ufologia. Gosto muito deles e gosto muito da pesquisa, só que daí, cara, você tem que ver como eu me incomodo Né, eu me incomodo. E eu já ouvi muito, tá, já li muito comentário do próprio Mundo Freak das pessoas falando: ai, fala logo do crime, fica falando de ter cuidado, não sei o quê, fala logo, conta história, vocês ficam falando muito de disclaimer, não sei o quê.

AFAndrei Fernandes

E gente, tem uma meninada aí que é K-pop do crime, né, gosta de um, né, da parada, né. Mas vamos lá, vamos voltar, vamos voltar, vamos voltar.

RJRafael Jacauna

K-pop do crime?

AFAndrei Fernandes

Não, era um crime.

RJRafael Jacauna

Os Deuses Astronautas.

AFAndrei Fernandes

O que que tem a ver? Os Deuses Astronautas? Entendi, tá bom. Obrigado aí, você sempre adicionando bastante. Obrigado, Rafael. A ideia geral, como a própria Edith tava falando, é um crime que tava acontecendo há bastante tempo. E entre 2010 a 2025 tem 15 anos aí dessa brincadeira aí, né? Então é óbvio que você não tem como agir durante 15 anos com efetiva de mente máxima para um crime que esfriou, né? Acho que a ideia toda é essa.

É, mas você via que o assassino, ele tinha esse aspecto meio provocador com a polícia, que me lembrou muito esse esse aspecto do zodíaco, né, Jay?

JCJay Carrillo

Então, tem uma coisa que é um pouco pior. Antes de tudo, é outra, queria fazer um disclaimer antes, que quando eu falei da, do Asian Doll, é uma mulher trans. Eu acabei de ver aqui que ele se via como uma mulher trans. Então, tipo, eu peço desculpas, mas enfim, o cromossomo era masculino, mas é uma mulher trans. É porque eles não conseguiam identificar, né? Roupas ali no local.

AFAndrei Fernandes

Então, a pessoa ali, né?

JCJay Carrillo

Sim, peço desculpa. Teve um problema nessas investigações aí, Andrei. Como você disse, pelo fato de ter sido muito tempo, o negócio tava acontecendo em 1993, eles estão ali descobrindo ossadas em 2011, é um tempinho aí que leva. Só que a investigação ela ficou Ela não avançou e ficou parada por muito tempo. Por quê? Por causa do ex-chefe da polícia que tava ali como investigador, que é o James Burke. Ele foi chefe da polícia durante, tipo, boa parte da investigação, só que ele foi acusado de dificultar a participação do FBI.

Então os caras encontraram tudo isso e eles não queriam que o FBI pudesse ajudar. Então tem algumas apurações que são citadas aí pelo estado de Washington que o Burke, ele era junto com o promotor do local, que é o Thomas Spota, eles teriam tomado medidas para manter o FBI fora da investigação. Então a gente tem duas opções aí: ou eles queriam levar todos os louros, né, se eles conseguissem, institucional, né. E isso é muito comum, tá.

Quer dizer, eu achava que era mais comum antigamente, mas nesse caso ainda rola. Então, tipo, 2000, esse negócio ainda tava rolando. Então, o James Burke, ele não foi condenado por ter tipo atrasado essa investigação, mas na verdade ele foi condenado por agressão a um homem que já tava preso e algemado. E também, e também tava rolando uma conspiração aí de que ele tava tentando encobrir essa agressão, além de dificultar o caso.

Então foi duas coisas em uma. Em 2016, o Burke, ele recebeu uma sentença de 46 meses de prisão federal por agressão e conspiração. Mas não foi só ele, também foi o promotor, o Thomas Spota. Ele era ali o promotor do distrito, né? Ele não foi condenado pelos assassinatos também do Giggle Beach, nem por tipo— ah, porque por muito tempo acharam que eles estavam tentando dificultar a investigação porque eles tinham alguma coisa envolvida com essas mulheres.

AFAndrei Fernandes

Então, durante muito tempo, eram trabalhadores sexuais, né? Podia ter alguma coisa, entendi.

JCJay Carrillo

E eles são da polícia, tem todo aquele envolvimento da galera, né, de tratar mal de pessoas vulneráveis, etc. O Spota, ele foi condenado por obstruir uma investigação federal que tava ligada ao James Burke. Então eles tinham alguma coisa ali junto, sabe? Então Roucou ali um processo de anticorrupção do Ministério Público local. Enfim, eles foram condenados por obstruir uma investigação.

AFAndrei Fernandes

Você acha que esse acompanhamento do caso ajudou de alguma maneira a isso? Porque, por exemplo, se fosse um crime que ninguém tivesse ligando, né? É claro, trabalhadoras sexuais, a gente tá falando aí de uma minoria, muita gente moralista fala: trata como pessoas descartáveis mesmo, né? Não é, sei lá, uma menina branquinha, lourinha, de classe média, né? Provavelmente, né, era uma pessoa dessas e tal. Mas você acha que talvez o acompanhamento da mídia talvez tenha projetado isso? Isso talvez tenha gerado alguma coisa positiva nesse caso assim, por exemplo?

JCJay Carrillo

É que ninguém sabia que eles estavam acompanhando esse caso desde que tipo estourou em 2011, entendeu? Tudo bem que foram descoberto Enfim, tinha, lógico, as famílias. Na verdade, essa pressão de que demorou o caso e que foi andando lentamente não foi porque tinha alguém de fora falando, era alguém da própria família querendo saber, olha, essa pessoa desapareceu, por que que— e todos eles foram assim deixados de lado. Então tem a irmã de uma delas que ligava frequentemente para polícia para falar que a irmã dela tava desaparecida.

Nascida. E por mais que ela fosse uma trabalhadora do sexo, ela nunca ia deixar a filha dela, o filho dela, do jeito que ela deixou. Tipo, ela tinha planos. Tem uma que a história dela é muito triste, que ela tava se recuperando de, enfim, deu tudo errado na vida dela. O marido dela morreu, daí ela se casou com outra pessoa, também morreu. E daí ela começou a ser usuária de substâncias. Enfim, deu tudo errado e no final das contas ela acabou sendo morta pelo Então assim, são histórias extremamente tristes, dos quais existiam famílias ali pressionando.

Por isso que a gente sabe que o negócio tava, por algum motivo, não tava andando para frente. E daí a gente pega dois caras corruptos que estavam liderando esses casos, que é o James Burke e o nosso querido, o nome dele, meu Deus, enfim, o promotor. E daí eles pegaram 5 anos de prisão. E foi só em 2022 que teve uma nova força-tarefa para reexaminar todo o caso. Então a equipe, ela ali vai voltar a analisar as pistas antigas, ela vai voltar para os telefonemas, vai voltar para falar com as famílias, dados digitais, volta a ter DNA.

É muito interessante o jeito que pegam o DNA do Rex para a gente de fato saber que tava ligado. Nossa, o jeito que tá ligado às vítimas é que tipo tinha cabelo, DNA da esposa e da filha no corpo das vítimas. E daí, por um bom tempo, acharam que a esposa, que a Asa, estava envolvida nos assassinatos, ou então pelo menos no descarte dos corpos. E na verdade não.

AFAndrei Fernandes

Vamos, vamos voltar aqui um pouquinho, né? Quando o corpo da Shannon, ela só foi encontrada, que foi a personagem que abriu a história, né? Que ligou para polícia e tal. Então ela desaparece, ela só vai ser encontrada em dezembro de 2010, né, desculpa, em 2011. E é encontrado num estado meio que, entre aspas, afogado. Inclusive essa foi a versão da polícia durante muito tempo, o que a família chegou a contestar bastante esse cenário, justamente porque fala, pô, a mulher liga para polícia falando que tá sendo perseguida, que alguém tá atrás dela, é encontrada dessa maneira, pô, forçar a barra, que ela se afogou, né?

Ela, o corpo dela encontrado no lago, por exemplo. Enfim, o assassino, né, ele chegava, por exemplo, a usar o celular das vítimas, com o próximo próprio da Melissa Bartlemy, que foi uma das vítimas, para ligar para irmã adolescente dela provocando sobre o assassinato. Então quer dizer, o celular que a pessoa tinha quando morreu, desapareceu junto com ela, e o assassino usava esse celular para ficar provocando. Olha que doente, olha que louco, né?

É claro que, né, matar a pessoa, acho que é o pior dos casos, né? Mas enfim, né, mas tu vê o nível de sadismo nesse sentido. E enfim, essa virada só vai acontecer da gente for descobrir mesmo sobre esse crime, os detalhes mais sórdidos desse crime lá para 2022 só. Então quer dizer, o crime aconteceu 2010, sendo que já tinha crime acontecendo 93, mas só foi se atualizado mesmo em 2022, né, quando uma nova força-tarefa é montada.

É, o avanço não veio de uma pista local do crime, mas de banco de dados, testemunhas do desaparecimento de Amber Costello de 2010 haviam relatado ver um homem enorme dirigindo uma caminhonete Chevrolet Avalanche verde escura de primeira geração. E a polícia cruzou registros de veículos e chegou no nome do Rex, né, do Rex Hellner.

JCJay Carrillo

Ele é gigantesco, dá medo. Ele não é só alto, ele é grande. E tipo, como que vocês perderam um cara desse, entendeu? E ele ainda é arquiteto, cara. Nossa, velho, é a história dele bizarra. Pegaram ele, enfim, Como Andrei disse, a galera começou a cruzar nessa análise que abriram aí em 2022, começaram a cruzar dados, testemunhas, etc. E daí eles foram lá e pegaram uma borda de pizza descartada do Rex e compararam com o material do DNA que eles tinham relacionado à investigação, e deu match.

AFAndrei Fernandes

Cara, eu não sei se todo crime, porque assim, da maneira como a gente tá colocando, né, soa uma parada meio aquelas séries lá de CSI, e etc. Imagino que crimes que sejam resolvidos dessa forma sejam em muito menor grau do que é pessoa, né, quando a gente escuta essas histórias, justamente porque você tem que cruzar um monte de dados, né, e talvez nem sempre você vai ter orçamento e dedicação para você, todo esse tipo de crime, né, ou mesmo dados insuficiente, né, por aí.

E aí Estados Unidos ainda é pior porque cada estado tem uma jurisdição, talvez o sistema, não sei se ele é unificado, mas Mas enfim, é isso que você tá falando.

RJRafael Jacauna

Toda vez que a gente, que eu venho aqui gravar sobre true crime, toda vez que eu escuto minha esposa ouvindo alguns crimes desse, uma coisa que eu reparo, que eu não sei o quanto brasileiro percebe, ainda mais brasileiro que consome mais histórias de crime, é que a polícia geralmente é uma bosta na maioria do planeta. Há exceções em polícias muito especializadas que de fato investigam coisa, mas Geralmente morreu uma pessoa, a polícia, dependendo de onde é, dependendo do país que é, dependendo do bairro daquele país que é, não se importa, né?

A família tem que ligar uma, duas, 15 vezes, né? É, e a polícia, e muitas vezes acontece isso, vai escutar true crime de crime nos Estados Unidos, muitas vezes são detetives particulares que vão ter alguma prova, essa prova vai levar para polícia para polícia talvez começar a investigar. Então não é uma exclusividade do Brasil que a polícia é incompetente, que a polícia é assim. Parece que é um modo operante, um modo de toda polícia da maior parte do mundo operar no geral. É, a polícia geralmente não é CSI, sabe?

AFAndrei Fernandes

É porque a gente vive, né, sobre essa égide aí de capital, etc., né? Você vê que existem pessoas de menor e maior grau de importância, né? Uma pessoa que some e morre da Zona Sul do Rio de Janeiro é muito diferente de uma pessoa que, sei lá, morre na favela da Maré. Tipo, sei lá, tem até um vídeo do Porta dos Fundos que eles dão uma sacaneada nisso, né? Tipo, ah, sei lá, a pessoa da Zona Sul equivale a tipo 15 pessoas de uma favela, né?

Porque é isso, né? É, a polícia ela é contratada usada para defender os interesses do Estado, né, e quem tem poder aí aquisitivo, né.

JCJay Carrillo

Isso é tão proeminente que esse podcast que eu escutei, Crime Junkie, a própria Ashley Flowers, que é, enfim, a que idealizou tudo, ela tem o Season of Justice, que é onde ela arrecada dinheiro para poder, enfim, dar apoio a casos que precisam análise de material de DNA, porque é extremamente caro e geralmente a polícia e o estado não tem dinheiro suficiente para investigar esse tipo de coisa. Então tem até um crime que possa ser resolvido, a família está esperando, só que não tem dinheiro, não tem suporte.

Esse negócio que a gente vê no CSI, imagina um episódio do CSI em 30 anos. É isso na vida real, tudo aquilo acontece em 20, 30 anos, ou então a gente nunca chega no final porque precisa de A gente precisa entender que as pessoas que estão no cargo, elas podem sair do cargo, elas podem morrer, elas podem ser trocadas, e o negócio vai sendo engavetado, entendeu?

AFAndrei Fernandes

Foi o que aconteceu aqui durante o governo do homem lá, né? Trocou, né, a galera toda do Rio de Janeiro, né? Para, para se tiver que defender meu filho, né? Vou defender meu filho, eu vou trocar. Tiver que trocar o delegado, troca o delegado. Ministro da Justiça, troca o ministro da Justiça. Tipo, isso não é teoria da conspiração, mano. Tipo, literalmente o cara falou isso na frente da câmera, né, cara? Então assim, é um exemplo, né, desses casos que eu ouço.

JCJay Carrillo

O que tem de investigador, tipo, ai, nossa, esse foi o crime mais horrível que eu já vi na vida, e ele morre, ele não vê o final, entendeu? E não sabe se vai ter final porque ficou lá um caso frio, ficou lá um caso que ninguém vai mexer lá. Precisa uma pessoa ser designada para poder mexer nessa papelada e voltar a investigar. Então por isso que existem várias arrecadações aí para poder dar dinheiro suficiente para poder solucionar esses casos.

Então a gente pode falar: ai, a polícia daqui é muito problemática. É o que Rafael falou, parece que é do mundo inteiro, cara. A gente esquece que É político também, entendeu? A gente precisa votar nas pessoas certas, de certa forma. Então é muito maior. E eu, de novo, eu acho isso interessante, eu ouvi e ler sobre esses casos, porque eu, Jay, em Campinas, sendo física, nunca teria essa ideia de como as coisas funcionam, porque eu não sou da área.

E ouvindo, eu aprendo que as coisas funcionam assim, eu me educo de certa forma. Sabe? E não é me educar de tipo, ai, me proteger das coisas ruins que as outras pessoas vão fazer. Não, eu tô falando de política mesmo, entendeu?

AFAndrei Fernandes

Perfeito, perfeito. Quando a polícia acha, né, esse suspeito, né, eles vão, né, quem é Rex Reuermann? É esse cara gigantesco, né? Que ele era um arquiteto, era, não, né, que deve ter perdido o emprego, né, não sei, que trabalhava no escritório de Manhattan, pai de 2 filhos, morava na mesma casa desde sempre, apenas 25 minutos de Gilgo Beach, né, onde aconteceram esses crimes. Ele ia de terno todos os dias de trem, né. E aí o que é o mais interessante é que você tem essa É esse estranho, o que que gerava assim?

Porque ele começou a ser monitorado e aparentemente ele era um cara entre muitas aspas normal, né, pai de família, etc., né. Só que a polícia, quando começou a monitorar ele, descobriram que usava telefone descartáveis, né. A polícia chama de burners, né, ou seja, os queimáveis, seriam aquele celular que tu compra para usar uma, duas vezes e você carta logo em seguida para não gerar, né, evidências e coisas nesse sentido, né. Então ele contatava as vítimas e jogava o celular fora logo depois dos crimes. Então o celular só funcionava até ele concluir o crime.

RJRafael Jacauna

E aqueles filmes que o cara usa, pega o celular, quebra no meio, joga no lixo.

JCJay Carrillo

Mas é isso mesmo. Outro dia, que que a gente— ah, a gente, eu e a Isabela, a gente assistiu um filme chamado Compliance, e o cara que faz as ligações, ele tem um cartãozinho. Ela falou assim: nossa, eu não sei o que que é isso. Eu lembro que quando eu fiz intercâmbio, para fazer as ligações de lugar para lugar, é, no meu caso era de um país para o outro, mas também tinha localmente, você compra um cartão, ele te dá uma quantidade de minutos, de horas, e você usa aquele número para fazer essas ligações, entendeu?

E depois acabou, não tem como rastrear, como se você tivesse ligando daquele número do cartão. É a mesma coisa.

RJRafael Jacauna

Perfeito. Curioso, né? Isso aqui tem no Brasil, é praticamente muito difícil, é muito específico.

AFAndrei Fernandes

É, não sei como é que o pessoal deve fazer isso com o celular roubado, né?

RJRafael Jacauna

Se você falar que nos Estados Unidos isso— não, isso é mais comum nos Estados Unidos. Eu não sei, tem informação, tô chutando. Supondo que essa coisa, tipo, coisa seja comum nos Estados Unidos, parece que é feito de sacanagem. 'Vamos, como podemos ajudar o serial killer do nosso país? Vamos botar do seu lado descartável, deve ser muito bom.' Que porra, realmente não sei, não vou dizer que é muito comum lá.

AFAndrei Fernandes

É, só que aí, Rafael, eu entendo o que você tá falando, mas entra, vai entrar naquele grande debate, tipo, tá, então, por exemplo, quem for fazer uma ligação tem que ser atrelado a um CPF. Pô, mas aí é legal, o governo tá monitorando tudo que você faz, só que ao mesmo tempo abre brecha para esse tipo de coisa.

RJRafael Jacauna

Então assim, não Mas aí, André, a pessoa tem que pensar no seguinte: é porque existe um mercado onde as pessoas podem simplesmente trocar o celular inteiro. Aqui no Brasil você trocaria o chip, sei lá, botaria um chip pré-pago, mas não jogaria fora o celular. Lá parece que é um negócio mais cartável ainda, sabe? Menos trabalho ainda. Não sei, eu tô falando um achismo danado, o pessoal pode depois comentar.

AFAndrei Fernandes

Mas eu entendo o ponto. Provavelmente aqui no Brasil deve ter isso mesmo, né? Deve dar para você importar inclusive, né? Tipo, lá de fora. Ah, sim, deve ser difícil você contrabandear uma parada dessa.

JCJay Carrillo

É, o Andrei, antes da gente ir um pouco mais a fundo no Rex, eu posso dar uma breve timeline para a galera entender como que esse caso tava tão parado. E tipo, não é mais ou menos assim, ah, eles não encontraram ninguém antes, foi a partir desse giggle for que eles começaram a investigar. Não, desde 1993 tinha gente desaparecendo e eles estavam descobrindo essas pessoas, tá? Então, por exemplo, a Sandra Costilha, ela sumiu em novembro de 93, um dia depois acharam o corpo dela. 96, a Karen Vergata sumiu, desapareceu.

Em abril de 96 ela foi descoberta. 97, a Tênia Jackson, que não foi identificada até Recentemente foi, foi achada, acharam o corpo dela e da Baby Doe. 2000, de novo acharam mais outra pessoa. Então tipo, foi, achou no começo de 2000, novembro de 2000, achou o corpo da, foi da Valerie Mack. Só que quando você chega lá em 2010, 4 são descobertas, e 2011 você acha mais um monte Gente, é aí que a galera pega e fala: pô, ninguém tava atento que tava rolando aqui?

E sim, estavam desde 1993. Então enfim, é complicado. Eu não sei dizer se o local— eu não acho que o local Long Island é pequeno, não posso dizer que é pequeno, entendeu? Mas provavelmente tava soterrado, a polícia tava soterrada de coisa. A gente tem pessoas corruptas trabalhando ali. Enfim, é isso. E é por isso que fica mais difícil as investigações. Sim, sim. Ah, e outra coisa, a gente começou a falar foi da Shannon, certo? Abril, o começo foi da Shannon. A Shannon não foi ligada ao Hex Hero Man.

AFAndrei Fernandes

Abril não, abril foi outros corpos que foram achados. A Shannon só foi um, quase 2 anos depois, na verdade foi dezembro de 2011.

JCJay Carrillo

É, mas ela não tá atrelada.

AFAndrei Fernandes

Eu falei, né, que ela foi ligada a afogamento momento, né, mesmo com esses casos acontecendo, etc.

JCJay Carrillo

O contexto, imagina, ela pode nem estar relacionada e foi ela que deu o impulso para isso tudo voltar à tona, né.

AFAndrei Fernandes

Sim, sim. E aí vamos se aprofundar um pouco mais nesse, nesse cara aí, o Rex, né. Com a polícia monitorando, aparentemente ele tinha essa carcaça de, né, pai do ano, né, trabalhando, classe média. A polícia percebeu que ele tinha esse hábito, né, de dos telefones fora. Ainda não sabia se ele era ou não assassino, mas a gente tá olhando em retrospecto quando a gente fala como é que ele tratava os celulares com relação às vítimas, né.

Mas até aí, por isso começou a monitorar. Quando descobriram, puxando os bastidores das coisas que ele procurava na internet através dos dispositivos eletrônicos, criminosos crônicos, malandro. É aí que o bicho pega, que aí ele, cara, tem centenas de buscas online dele procurando compulsivamente por torture porn. Faça tradução aí.

JCJay Carrillo

O querido também tinha listinha de coisas que ele tinha que comprar, e claramente eram coisas para ele se livrar de crime. Ou água sanitária, luva. Ele tinha listinhas.

AFAndrei Fernandes

Sim, sim. É, aí a Jay falou como é que ele vai ser pego, né? Jogaram fora uma pizza, né, uma caixa de pizza, e aí o DNA da borda da pizza combinou perfeitamente com fio de cabelo masculino encontrado na saca de juta, né, que envolveu o corpo de Megan Waterman. Ou seja, né, o que que é juta? Juta é um material que lembra lembra um pouco lã, só que é mais áspero, né? Só para descrever aí para o pessoal. Então os corpos, eles eram envolvidos nessa saca.

Então tinha um cabelo masculino ali, e aí deu match com o DNA desse cara aí, né? E além disso, cabelo de sua esposa, que estava viajando durante os assassinatos, foram encontrados no corpo de 3 vítimas, o que sugere talvez no início de investigação essa ideia de que se ela ajudava ou não nesse rolê.

JCJay Carrillo

Mas aí eles foram investigar a casa casa dele, né? E a gente, a casa dele é a casa da infância dele. É, por sinal, o Rex Hillerman, ele era conhecido como o filhinho da mamãe. A mãe era extremamente controladora. Ele tinha, eu acho que, 3 irmãs mais velhas e um irmão mais novo, 2 irmãs, enfim, alguma coisa assim. Ele não era o filho mais novo e nem era o filho mais velho. E aí ele herdou aquela casa do pai. O pai, ele era Foi um soldado da Segunda Guerra Mundial, morreu quando ele tinha 11 ou 12 anos.

E daí essa casa era de uma casa de acumulador. Eles nunca tiraram tanta coisa de uma casa. Ele armazenava tudo, tudo. Parecia que, enfim, sabe os hoarders dos Estados Unidos? Aquelas pessoas que só acumulam, acumulam. Quando você vai ver, a casa parece um ferro velho de tanta coisa que foi colocada ali era basicamente a casa dele. Então a galera para tirar as coisas de lá, absurdo. Enfim, então a gente já vê aí um padrão meio complicado dessa pessoa, além de cruzar com a situação de que todas as vezes foi daí que conseguiram tirar a Asa, que é a esposa dele, da reta.

Todas as vezes que tinha esses desaparecimentos, ela estava em viagem com a família, por sinal. É, por sinal, a filha deles é uma pessoa com deficiência, para complementar ainda. A situação tipo ficou bem ruim para esposa dele. Então toda vez que ela viajava, provavelmente ele fazia isso dentro da casa dele.

AFAndrei Fernandes

Imagina tu casar com um cara desse.

JCJay Carrillo

Ah, é o BTK, né, o Dennis Rader. O cara também só foi pego por causa de um disquete. Ele mandou: vocês conseguem rastrear um disquete? Daí a polícia Não. E daí ele mandou um disquete com a informação. Ele mandou disquete da igreja, foi da igreja dele. Ele cometeu os crimes dele em 1970, ele foi pego em 2000 por causa desse disquete. Ele já tinha 70 e poucos anos. A filha dele, a esposa, a gente, a esposa dele é Paula, né, é o nome dela, mas a gente nunca viu a cara dela.

Direito, porque ela simplesmente desapareceu do mapa. Porque imagina, o BTK, tipo, ele mandava, ele era meio zodíaco.

AFAndrei Fernandes

Vai ter imbecil indo atrás dela, né?

JCJay Carrillo

Naturalmente. Tem livro da filha dele, etc., mas eles vivem uma dupla jornada. Uma vez eu até brinquei, eu tava reouvindo o caso do Dennis Rader, né? O Dennis Rader, além dele ser um serial killer super prolífico sádico e que era, gostava de zombar da polícia e das pessoas que ele matava. Ele era um dos principais membros dos escoteiros, ele era professor dos escoteiros, ele teve dois filhos. Enquanto ele tá, a mulher dele engravidou, ele cometeu os crimes, ele fazia parte da comunidade da igreja, então ele sempre tava lá participando e ele ainda trabalhava.

Daí eu pego e falo "Ah, e aí aquele carinha tá demorando para te responder porque ele tá ocupado?" Não! Se Dennis Rader conseguiu fazer tudo isso, o cara que tá demorando para te responder na mensagem, ele só não quer estar com você. This episode is brought to you by Prime. What if you had one more chance with the one that got away? Sam, you came home. Based on the best-selling novel from Carly Fortune. Every Year After follows childhood friends Sam and Percy as they reunite in the dreamy, nostalgic lakeside town of Berry's Bay.

Love can be hard to find. So if you're lucky enough to find that person, never let go. A second chance at first love. Every Year After, now streaming only on Prime. This episode is brought to you by Redfin.

— Anúncios inseridos dinamicamente —

JCJay Carrillo

Own the dream. Compartimentos. Eles conseguem ter vidas triplas, quádruplas.

AFAndrei Fernandes

É, mano, não, mano, às vezes tem uns cara que doida, né, no sentido de não necessariamente para isso, mas às vezes tu não sabe o que tá passando na vida do cara e do nada você se surpreende com uma notícia maluca do cara, né?

RJRafael Jacauna

Não sabe o que tá na vida, na cabeça do palhaço, o cara entra na maluquice, meu irmão.

AFAndrei Fernandes

Nesse sentido, eu dou muito, eu dou muito crédito para para quem fala desse lance de você consumir para didática da coisa, para você ver a flexibilidade que tá uma pessoa que consegue se mimetizar dessa forma. Porque homem tem de fato essa habilidade meio camaleônica mesmo, de sempre falar o que tá agradando, né? E às vezes já tive amiga já que falou comigo, tipo, mano, o cara era ótimo, só que toda vez que eu falava uma parada, o cara nunca tinha opinião para dar.

Aí do nada vinha uma opinião que ela nem tava esperando, porque ela nunca tinha ouvido o cara falar daquele jeito. Então a meninada vai pegando desse jeito assim, saca? Claro que eu tô falando de crime, né?

JCJay Carrillo

De crime acho que é bem mais complexo que isso, mas no geral eu vejo, eu vejo da seguinte forma, o Andrei, conforme eu vou consumindo cada vez mais esse tipo de material, que é o seguinte: você concorda comigo que você pode ser um Andrei hoje e amanhã pode acontecer qualquer coisa? Você pode tomar uma decisão que você mesmo não esperava de você, mas Mas por conta das, entendeu, por conta das, da pressão atmosférica e de tudo mais, você não vai se comportar do jeito que você acha que você se comportaria.

Eu penso isso de mim e eu acho que a gente deveria pensar isso das pessoas também. Ai, eu confiava tanto nessa pessoa, eu conhecia essa pessoa. Não, não, não, não, não, você não sabe qual é a situação que ela tá para ela ter tomado determinadas decisões.

AFAndrei Fernandes

Mas eu acho que é por isso que as pessoas confundem e acham que é muito vendido pela mídia. Obviamente não é só isso, né? Mas como que a mídia vende essas pessoas como grande predadores inteligentíssimos, espertos, que conseguem fugir da polícia? Não, na verdade elas estão se aproveitando de algo que é sistêmico, que é o quê? De você baixar a guarda quando você ganha confiança com uma pessoa, porque você naturalmente você nunca vai imaginar Que é claro, hoje em dia, por exemplo, é estranho você pedir uma carona, você dá carona para um estranho, nananã.

Mas quando a pessoa tá pensando na maldade, ela sempre vai pensar em uma maneira como fazer um hijack, né, do tipo como hackear o comportamento das pessoas. Não porque ele é muito inteligente, mas é porque quando você percebe como é que as coisas funcionam, é fácil você emular, do tipo, ó, vou aqui te ajudar, vou te dar um dinheiro. Ou por exemplo, esse cara, ele se fingia como um cliente Provavelmente contratava as mulheres que ele ia cometer os crimes como os clientes, que é naturalmente, dependendo do tipo de garota, acho que talvez todas, né, mas né, de uma garota de trabalho sexual, provavelmente tá se colocando em risco toda vez que encontra o cliente.

Porque, cara, o cara geralmente é maior que você, tu nunca sabe o que tá esperando. Geralmente você pode ir ao encontro do cara, mas mesmo assim às vezes você tem, sei lá, não sei, talvez não seja na casa da mulher, mas a maioria talvez seja um flat alugado, alguma coisa nesse sentido. Né, então tipo, é sempre uma posição muito vulnerável. Então quer dizer, o fato de que ela consegue trabalhar é porque 99% não são serial killers, né?

É claro que pode acontecer eventualmente assédios e violências, né, dos mais diversas formas, né? Mas não caso, por exemplo, de um serial killer dessa maneira. Então o que que o serial killer só faz? Ele só se aproveita disso. Quem é a pessoa mais vulnerável desse rolê? E como a polícia tá sem orçamento, tá sem tá mais preocupada com quem tá fumando maconha na rua. Então, né, cara, é tipo assim, então esses caras dado de braço e ninguém se importa com a sua mulher.

RJRafael Jacauna

Então eu vou dar mais uma opinião, indo um passo além, talvez, né, para galera ficar meio chateada comigo. Foda-se também. É assim, todo dia na rua sai um otário, sai um malandro. Ah, sim, tem dia que o malandro é otário, tem dia que o otário é o malandro. A questão é, cara, todo dia alguém que tem 300 mil no bolso toma um golpe. E eu sempre penso, como alguém que tem 300 mil no bolso tá tomando um golpe? Porra, recentemente a coroa, a coroa, mulher de 60 anos, 60 e poucos anos, acreditou que tava namorando o Brad Pitt e emprestou dinheiro para ele, pô, porque ele fez a chamada de vídeo.

Então assim, realmente não é difícil encontrar pessoas que estão vulneráveis em certos aspectos da vida, e essas pessoas atravessarem a malandragem das pessoas. A pessoa pode ser muito esperta na faculdade, no trabalho, não sei o quê, e ser extremamente inocente em vários outros aspectos, e encontrar essa situação. Então o predador, o cara que é o sinistro, o brabo, ele sempre tá aí atento para esse tipo de pessoa. E a pessoa não é que a pessoa é burra, que a pessoa pessoa boba, é que a pessoa naquele dia, naquele momento, também estava vulnerável.

AFAndrei Fernandes

E não, mas essa questão, quando você aproveita premeditando isso, a gente tem que pensar de maneira estatística. É óbvio que dá para entender que quando você fala, né, sai de casa, um otário, etc., você não tá chamando a gente, mas a ideia geral é a gente usar esse lema carioca, né, para exemplificar do tipo, mano, sempre vai dar jogo. E isso é por uma questão estatística. Talvez um cara desses, ele nunca saia de casa pensando que ele vai ser bem-sucedido em Faz as abordagens, só que ele é tipo aqueles e-mail: aumente seu pênis.

Cara, eu nunca, eu não abro isso toda vez, mas tipo assim, tem um velho de 75 anos com problema que não sabe, com esse tipo de problema, e ele não sabe lidar com internet, ele não sabe que isso é um golpe. Ele vai, 1% vai abrir e a galera vai raspar o dinheiro, saca? É tipo, por exemplo, Rio de Janeiro, a carioca não toma golpe. Caraca, que mais toma golpe? Outro dia tava vendo Eram duas mulheres, ou estavam se fingindo de turistas, ou estavam se fingindo de bêbadas, abordavam o cara sozinho na rua e falavam, tipo, sabe aquela coisa de animação?

Tipo, "Ah, carioca!" Pegava um turista assim, "Eeeh!" Chegava todo mundo brincando, nananã... E aí, quando via, tava a mulher tirando foto com um e a outra metendo a mão na bolsa do cara. Por quê? Porque um cara naquela posição foi pego de surpresa, jamais vai imaginar que é... Porque a pessoa que tá premeditando fazer uma coisa errada, Ela já tem já o prenúncio de que a pessoa, por mais que ela seja preparada, vai chegar uma hora tipo, mano, pô, ganhei os bilhetes na loteria, compra por R$5.000, esse aqui vale R$200, só que eu sou muito pobre, sou analfabeto, não vou conseguir assinar, vou te dar esse bilhete premiado, mas por R$5.000, só que o bilhete premiado de R$200 milhões. A pessoa vai dar, por quê? Porque a pessoa quer ser mais malandra e não rola.

RJRafael Jacauna

É, tem uma coisa do Faustão, golpe do príncipe angolano, tem um monte disso.

JCJay Carrillo

É, enquanto você estava falando, o Andrei falou sobre ser extremamente inteligente. Tem um serial killer que é o The Green River Killer, que é o Gary Ridgway. Ele matou entre 49 a 70 pessoas, não sabe a conta certa, mulheres também, trabalhadoras do 79 pessoas.

AFAndrei Fernandes

Tu vê realmente como o cara tava nadando de braçada.

JCJay Carrillo

É de 49 a 70 pessoas.

RJRafael Jacauna

Rapidinho, eu nem sei a história. Se der mole, o cara desistiu de fugir, deixou a polícia prender ele. Não, não, chega, não aguento mais.

JCJay Carrillo

Olha só, isso foi de 1980 até 2000, acho, mais ou menos. Ele não, não é daquela leva de 60, 70 70, porque 60, 70 ali na Califórnia tem uns 5 serial killers atuando ao mesmo tempo. O negócio tava, tinha alguma coisa diferente naquela água. Mas, Rafael, você consegue lembrar qual é o QI do, qual é o filme que você, ah, Forrest Gump, você consegue lembrar? Quanto que ele fez?

RJRafael Jacauna

69.

JCJay Carrillo

O Gary Ridgway Tinha 80 de QI, ele era considerado uma pessoa inapta. Exato. E assim, eu não acho que QI é uma boa medida.

AFAndrei Fernandes

Primeiro porque o QI não é desfazado, essa lógica.

JCJay Carrillo

O QI e o IMC são duas medidas que não devem ser mais usadas de jeito algum. E aí, cara, todo mundo achava que ele era um bobão, é isso, ele era um Forrest Gump. Entendeu? Não ofendendo Forrest Gump, pelo amor de Deus. Mas o cara matou entre 49 a 70 pessoas de 1980 até 2000 e foi pego assim, ó, nossa, a gente esbarrou aqui no cara. Teve uma força-tarefa de vários anos. Essa que eu ouvi, que tipo tinha gente que falava, a gente nunca vai conseguir pegar esse cara, eu vou morrer, e a gente nunca vai conseguir saber sabe quem ele é e conseguiram pegar em 2001.

RJRafael Jacauna

Esse cara parece aquele filme lá que eu esqueci agora o nome, o suspeito, sei lá, que o cara chega no final, era o menos suspeito, ele tira a máscara, Kevin Spacey lá, bancando bobão, tá ligado?

JCJay Carrillo

Ele é disabled, ele é uma pessoa com deficiência, é péssimo porque ninguém nunca ia acreditar nele, é horrível.

RJRafael Jacauna

Por causa disso, capacitismo, ah, ele é deficiente, vai fazer um negócio desse aí, toma aí, ó.

JCJay Carrillo

Isso, exatamente. E o Gary Ridgway, ele ia nos lugares para falar: ai, eu acho que eu enterrei por aqui, eu não lembro muito bem. Ele não lembrava porque foram tantas. E daí no mesmo lugar eles achavam várias, e ele falou assim: ai, eu acho que é por aqui, não tenho certeza. Pesadíssimo. E ele achavam que ele era bobão. E não tem nada a ver.

AFAndrei Fernandes

Muito bom, hein? Nota 10 aí para a galera aí. Aí vamos lá, a gente tem, ele é pego, né? O Rex é pego. E em 8 de abril de 2026, esse caso que assombrou Nova York por 15 anos, mais até, né, teve um desfecho anticlimático brutal. Em um tribunal lotado, ele vestido com terno escuro declarou-se culpado de 7 assassinatos e admite um oitavo, que foi a Karen Vergata, que foi morta em 96. Quando a gente perguntou como ele matou cada uma das mulheres, ele respondeu com a mesma palavra, né, bem friamente: estrangulamento.

E os detalhes mais perturbadores vieram à tona através do documento do tribunal e uma confissão que fez a sua ex-esposa, né, a Asa Ellerup. Ou seja, não obstante casar uma vez, ele casou duas. Né, durante a prisão. O Rex admitiu que matou 7 das 8 mulheres dentro da sua própria casa, no porão, enquanto a família tava viajando. Ele havia construído um quarto de matança no porão da residência.

JCJay Carrillo

Então ele foi descobrir ele em 2000, ó, reabriram o caso 2022, ele foi preso em 2023. Daí quando ele foi preso, ele foi acusado dos assassinatos da Melissa Berthelami, da Megan Waterman e da Amber Costello. Daí depois as acusações elas foram ampliar. Olha só, teve uma batalha jurídica para poder ampliar, para poder fazer assim: não, esse cara matou mais gente. E daí conseguiram enfiar na acusação dele para incluir a Maureen Barnes e a Jessica Taylor e a Sandra Costilla e a Valerie Mack.

A Valerie Mack foi a última que ele, que ele, enfim, eu matei essa também. Eu acho, pelo que eu entendi, eles fizeram um acordo, porque parece que, enfim, a gente tem uma família aí, né? Essa tá tendo um rolê pesadíssimo porque a família ficou sem dinheiro, não tem como. A família do Rex Hillerman, então é a Asa e os dois filhos, não tem de onde sair dinheiro, não tem como ela trabalhar, não tem vão fazer nada. Então deram deal para ela de fazer um documentário, deal muito grande, de muito dinheiro, para ela fazer um documentário sobre o marido.

E parece que ela tinha aceitado. E daí acharam isso péssimo, só que a mulher não tem dinheiro para pagar nada.

AFAndrei Fernandes

E daí ficou esses problemas aí, que é o que, assim, a pessoa que é viciada nessas, eu acho, né, não vou fazer nenhum tipo de julgamento, que até porque cada um tem gostos, né.

RJRafael Jacauna

Mas não vou fazer nenhum tipo de julgamento, mas vou julgar aqui rapidinho.

AFAndrei Fernandes

Mas já fazer, não, mas é Tipo assim, esse não é o ponto. Independente do que eu acho sobre o consumo desse tipo de coisa, que realmente eu não critico, assim, não critico mesmo. Acho estranho, acho, né? Mas até aí eu tenho, eu sou o rei dos estranhos, então pode ficar chamando muito freak, se quiser. A gente estranha tá aqui, né? Então como é que eu posso julgar? Mas a questão toda é, para além de tudo, o pior cenário ainda fica esse azedume moralista escroto do tipo: não, é óbvio que existe uma, uma um debate ético referente a esse tipo de caso dessa forma.

Mas porra, é a única forma da mulher, né, que não tem envolvimento com essa história, cara, né?

JCJay Carrillo

Então todo mundo já sabe quem ela é, já sabe a cara dela, sabe o nome dela, e o único jeito dela ganhar uma bolada para poder, tipo, sei lá, sumir do mapa é aceitando esse documentário. Eu acho que ela deveria pegar.

AFAndrei Fernandes

Se não pegou, é otário.

JCJay Carrillo

Aí eu vou, ainda não sei o que que rolou, mas enfim, teve um monte de gente reclamando. Eu entendo primeiro que nem deveriam oferecer isso para ela, porque se tem, se estão oferecendo é porque existe uma demanda. Quem é que tá consumindo? De quem é essa demanda? Então provavelmente deveríamos olhar para nós mesmos, entendeu? Mas é ele pegou e aceitou uma espécie de acordo. E daí foi aí que ele foi lá e enfim falou que matou a última moça, que é a Valerie.

E foi totalmente anticlimático porque ele só afirmou o que achavam que ele tinha feito. Ah, você estrangulou as pessoas? Sim. Você desmembrou as pessoas? Ele: Ah, desmembrei alguns. Acabou. Então a gente não tem uma confissão. De fato.

RJRafael Jacauna

A gente não sabe o que aconteceu, o que ele fez, e nem o que as pessoas que não acharam. Ele pode ter matado outras pessoas, mas ele não falou essa aí.

AFAndrei Fernandes

Tecnicamente ele pode estar até falando a verdade, mas ele tá ocultando um monte de coisa, né? Porque, pô, ele não citou o quarto, né, da brincadeira dele, né?

JCJay Carrillo

Nada, não tem nada. É só isso ele falando. Eu assisti os Uns 20 minutinhos, o cara tá falando o nome lá de todo mundo, o juiz tá falando o nome de todo mundo. Você tá aqui por sua própria vontade? Você discutiu com seu advogado sobre o que você vai falar aqui hoje? Ele tá arrebentado, a cara dele tá péssima, mas assim, ele só fala isso e acabou. Beijo, tchau, chega. Desde 1993, a gente não sabe se tem mais pessoas, a gente não sabe se mais uma pessoa vai andar com cachorro e cachorro vai descobrir um osso para achar uma nova um novo esqueleto ali dentro. E aí é isso.

AFAndrei Fernandes

É final feliz para quem, né? A gente ainda não tem a sentença. Sentença tá marcada para ser dada agora em junho de 2026, ou seja, mês que vem. Mas é, dentro da galera que entende, é prisão perpétua, né? Sem chance de—

JCJay Carrillo

e sem possibilidade de condicional também.

AFAndrei Fernandes

É porque dá para reverter a longo prazo, né? Do tipo seja adequada. Daqui a 20 anos alguém pega um caso desse e converte para, né?

JCJay Carrillo

Isso, isso. E é até bom você sem possibilidade de liberdade condicional, porque existe um—

AFAndrei Fernandes

é até bom.

JCJay Carrillo

Não, é pelo motivo, eu não tive dúvida que é bom, né? É pelo motivo que eu digo de tipo, as famílias não precisam passar por todo o processo de novo, entendeu?

AFAndrei Fernandes

Porque, pô, ele já foi revitimizar, né, nas questões.

JCJay Carrillo

E não só isso, é você ser ignorado, entendeu? As pessoas não acreditarem em você. Queria, tava ouvindo, eu acho muito terrível os casos de desaparecimento, porque as pessoas pegam e falam: vai desaparecimento de um adulto, o que que a polícia fala? Ah, ele é um adulto, ele tem direito de tipo desaparecer, não contar nada para ninguém. E daí a família falando: não tem por que ele fazer isso, olha, estão todas aqui as provas para você, ele tinha, ele estava tendo planos para o futuro e não tem por que ele ter largado tudo e etc.

E daí a polícia nem investiga e acabou. Então isso que as famílias também passaram, entendeu?

AFAndrei Fernandes

É complicado, complicado, né? Dá uma, acho que a única coisa positiva, né, nesse final agridoce é você dar alguma ideia de conclusão, né, para isso tudo, né, uma explicação.

JCJay Carrillo

É, e também dispor várias coisas, né, vários problemas.

AFAndrei Fernandes

Acabei de lembrar de uma história, acabei de lembrar de história. Não, calma aí, eu vou até trocar aqui, eu vou até trocar aqui. Eu lembrei de uma história.

JCJay Carrillo

O que que você trocou?

RJRafael Jacauna

Trocar o quê?

AFAndrei Fernandes

Eu lembrei de uma história, eu troquei, eu troquei a transformação. O que acontece, né? Andrei solteiro, lá vem, date, marca uma moçoila. Será que eu deveria estar contando isso?

JCJay Carrillo

Conta logo, caralho, já começou.

AFAndrei Fernandes

Vamos lá, conversa vai, conversa bem.

JCJay Carrillo

Ah, vai, conversa bem.

AFAndrei Fernandes

A minha tia desapareceu. Eu sinto muito. Assim, foi um date péssimo, tá? Não só por coisas como essa, não, mas tem a ver com clima. A pessoa era esquisita. A minha tia desapareceu. Aí ela falou: ela talvez tenha sido vítima do maníaco do parque.

JCJay Carrillo

Calma, o maníaco do parque era mulher? Era mulher.

AFAndrei Fernandes

E aí ela falou assim: ah, a última coisa que viram foi ela subindo na moto dele e nunca mais foi vista.

JCJay Carrillo

Por que que ela tá te contando isso no primeiro date?

RJRafael Jacauna

O Andrei grava um programa chamado Mundo Freak.

JCJay Carrillo

Ai, mano.

AFAndrei Fernandes

E aí eu fiquei com aquela cara ali de, né, de Pokémon tomou dano, né? E aí Ela, ela, aí eu, né, sinto muito, que é o que que você fala no momento desse, eu falei sinto muito, né. Aí ela falou para mim, mas é que a gente não sabe se ela morreu, que ela nunca foi dada como morta.

JCJay Carrillo

Ah, ela só desapareceu e é isso.

AFAndrei Fernandes

E aí, pelo que ela deu a entender, ela falou que assim, eu não me aprofundei naturalmente porque eu não tava lá para isso, quer dizer Naquele momento eu nem sabia porque que eu tava lá, aliás, né? A partir dali eu já nem sabia o que que eu tava fazendo ali. Mas ali ela deu a entender que a família tava contando como desaparecimento ainda, que em algum momento a mulher podia aparecer. Não, não é comigo que você tem que brigar. Enfim, vamos voltar aqui apenas um.

Mas sim, mas esse é o ponto, é uma conclusão, é uma conclusão. E para família isso é importante, naturalmente, né? Enfim, depois dessa história maravilhosa, Rafael Jacaona, conclusões.

RJRafael Jacauna

É, pessoal, não tem como a gente conhecer todo mundo que a gente sai, não tem como a gente conhecer claramente, né? Mas uma das observações que geralmente eu faço é que geralmente A maior porcentagem de serial killer das histórias que a gente vai acompanhar, das histórias mais famosas pelo menos, nunca é o cara com a tatuagem na cara, todo punk, todo maluco.

AFAndrei Fernandes

É sempre o maluco feio, arrumadinho. Esse é o problema, né?

RJRafael Jacauna

Não, mas esse que é o ponto. A maioria dos mais famosos, sei lá, cada 10 dos mais famosos, provavelmente chutando baixo, tá? 9 são do aspecto que qualquer um falaria acima de qualquer suspeita. Ah, não, esse cara aqui trabalhador, pai de família, trabalha no emprego convencional, não presta atenção nessas pessoas, não presta atenção, não tem nenhum tipo de comportamento anômalo, é um cara muito normal e comum, vai à igreja aos domingos, e o cara tem 8 cadáveres.

Só que a polícia encontrou. Isso é muito comum. Então, às vezes, a gente cria todo esse É esse medo de, ah, o cara tem tatuagem no pescoço, ah, o cara é punk, o cara é roqueiro, o cara é funkeiro, o cara é gótico.

AFAndrei Fernandes

Funkeiro hoje em dia também não tá com essa Coca-Cola toda não também, né? Não, mas os problemas são outros.

RJRafael Jacauna

Você mora em São Paulo, tu tá meio distante.

JCJay Carrillo

Eu acho que eu ainda confio mais no funkeiro do que num cara família, família, paz e amor.

RJRafael Jacauna

Eu tô falando isso porque hoje aqui no Rio de Janeiro chega Natal, chega Carnaval, nevou, o pessoal já começa a tratar estranho. Olha lá, olha lá o fulaninho com o cabelo pintado de branco. Olha lá, fulaninho de cabeça. O pessoal trata mal.

AFAndrei Fernandes

Eu tenho que falar uma coisa: Rio de Janeiro é interior. Rio de Janeiro é interior. Rio de Janeiro é interior. Carioca é caipira. Eu não sei se estamos prontos para essa conversa. Eu não sei se hoje estamos prontos para essa conversa, mas eu tenho que Carioca é caipira.

JCJay Carrillo

Mas vocês já ouviram falar que, por exemplo, ah, é, se você fala para criança, se você se perder, pede ajuda para uma gótica, porque uma gótica provavelmente vai proteger uma criança mais do que uma pessoa nada a ver, entendeu?

RJRafael Jacauna

Um homem.

AFAndrei Fernandes

Não tô, não tô, não tô.

JCJay Carrillo

Existe. Ah, nos Estados Unidos é muito comum. Ah, se você se perder, você não vai— se você se perder de mim, você não vai pedir ajuda para um homem, você vai pedir ajuda para uma gótica, por uma mulher gótica, e ela provavelmente vai te proteger 100%.

AFAndrei Fernandes

Estados Unidos, o pessoal não contrata nem homem para necrotério.

JCJay Carrillo

Aqui, aqui também eu não posso falar muita coisa, né?

AFAndrei Fernandes

Nem todo, sacanagem. É, vamos, vamos. Ah, não pode? É muito raso essa minha, gente, sem DR aqui, sem DR aqui, sem DR aqui. Jay, suas considerações, essas eram suas considerações?

JCJay Carrillo

Não, as minhas considerações são: eu acho que vocês deveriam continuar consumindo o enfim, coisas produzidas de true crime ou por pessoas sobreviventes ou por pessoas que fazem alguma coisa pela comunidade, tá? Porque ganhar dinheiro em cima dos outros é meio complicado. É, ganhar dinheiro em cima do sofrimento dos outros é mais complicado ainda. Então, a partir do momento que a coisa é para informação, que é um tipo de aprendizagem Beleza.

Agora, quando for somente por entretenimento, por favor, dê uma considerada. Existe tanta coisa para você assistir. Vai assistir Uma Roda do Tempo, vai ler um Mistborn.

AFAndrei Fernandes

A Jay falando isso é engraçado para caramba. Calma, eu consumo, mas eu fico quietinha.

JCJay Carrillo

Vocês não me veem enlouquecendo por aí falando desses temas.

RJRafael Jacauna

Muito obrigada.

AFAndrei Fernandes

Acho que o problema é responsabilidade. Esquece.

JCJay Carrillo

Responsabilidade pelo que você consome.

AFAndrei Fernandes

Não, sim, sim, sim, mas é que esse papo me cansa um pouco às vezes, um pouco desse papo, porque novamente quem tá sendo colocada no tribunal é a pessoa que consome. Mas eu acho que a pessoa gosta, tá tudo bem, tipo, ela não tá fazendo mal para ninguém e tal.

JCJay Carrillo

Tipo, eu me sinto como se eu tivesse defendendo o moleque que joga Yu-Gi-Oh!

AFAndrei Fernandes

nos anos 90. Eu tô me sentindo dessa forma toda vez que eu entro nesse assunto, porque eu também não quero colocar as pessoas na fogueira, porque acho nada a ver, pô. Eu consumo, mas tipo, com mais cremes.

JCJay Carrillo

Você falou do Yu-Gi-Oh! Você viu o cara que tá dando nota para os cabelos de anime, os melhores cabelos de anime? Daí ele deu nota para o cabelo do Yu-Gi-Oh! Que é muito bom.

AFAndrei Fernandes

Enfim, muito bom, muito bom. Terminando Cara, acho que as minhas conclusões eu dei durante o podcast, né? Eu acho que assim, né, naturalmente mulheres e homens, né, tomem cuidado. Mulher vai sair com o cara, cara, deixa o número de telefone, tipo, faça um registro. Eu acho que isso é importante, né? Esse tipo de coisa é sempre bom, né?

RJRafael Jacauna

Enfim, por exemplo, por exemplo, Andrei, você falou a história sua, vou falar uma história minha aqui. Tá?

AFAndrei Fernandes

Não vou citar nomes, óbvio, mas quando o senhor careca aqui estava solteiro, conhecer a garota, conhecer a garota, fala mais baixo, fala mais baixo que ela tá no outro quarto, a esposa.

RJRafael Jacauna

Não tem problema não, ela sai dessa história, já falei para ela. Conhecer a garota do Paraná, Paraná, conversando, vai para o bem, muito querido inclusive. Falei assim, pô, Pô, moro em Belfort Rocho, Rio de Janeiro. Ela: pô, longe, né? Falei: é, pô, é que eu não moro sozinho, eu moro com meus pais. Mas pô, se tu me chamar, só é para ir.

AFAndrei Fernandes

Falei: vem, pô.

RJRafael Jacauna

Ela: pô, se me ajudar com a passagem de ida, eu pago de volta. Eu mandei o dinheiro da passagem de volta. Aí eu falei assim: ah, não sei se tu vai vir. Então faz o seguinte, eu pago a tua volta, pode vir. Ela veio no dia seguinte.

AFAndrei Fernandes

Nunca tinha falado com a pessoa. É de freguice, mano.

RJRafael Jacauna

A garota saiu, ela pediu o endereço. No outro dia ela falou assim: tô chegando. Eu falei: oi? Ela: já tô no ônibus, vou descendo aqui no Nova Iguaçu. Ela: é mesmo? Falei: caralho, veio do Paraná, pô, ficou aqui no Rio de um final de semana e depois foi embora. Tipo, o cara do— quando ela pegou o Uber para vir para cá, para casa, o cara falou assim: tá vindo de onde? Ela com sotaque muito forte, né? Ah, então, Belfort Roxo, cara.

Tem certeza? Você conhece ela? Não conheço, um menino que eu conheço. Ele: tu conhece bem? Ela me contou dele, falou para ela: tu conhece bem? Quando o cara chegou, ele me olhou, ele me olhou, ele fez assim, falei: tá tudo bem? Ela: não, ele disse que aqui é muito perigoso, disse que ia marcar tua cara se acontecesse alguma coisa comigo.

AFAndrei Fernandes

Nem mal sabia que você sabe perigo ali.

JCJay Carrillo

É verdade, né?

RJRafael Jacauna

Eu fiquei, e a menina quase da minha altura, tá? Falei, caraca, meu irmão, essa cigareta, tu tá doidona? Aí ela, não, confio em você, eu gostei da tua energia.

AFAndrei Fernandes

Eu falei, caraca, que parada!

RJRafael Jacauna

Mas foi isso assim, tá vendo? Às vezes o pessoal dá sorte. É só o Jaquinha, um cara completamente inofensivo, entendeu? Completamente inofensivo. Mas, gente, não faça esse tipo de coisa, não faça, não faça.

AFAndrei Fernandes

Agora falta a Jay compartilhar uma história de date.

JCJay Carrillo

Eu não tenho, eu sou louca, sou eu. Eles contam uma história do date.

AFAndrei Fernandes

Homens, manda um currículo para Jay, manda agora hashtag Jay me namora. Sacanagem, gente, a Jay vai bloquear todos vocês.

RJRafael Jacauna

Depois eu tenho para trazer as histórias macabras, as histórias de péssimos desde que você mostrou.

JCJay Carrillo

Eu sou tão paranoica que eu tenho um arquivo, né, compartilhado com as pessoas que eu confio muito, tipo todas as minhas senhas, é um e-file. Lógico que não, você nem me deu parabéns no aniversário.

AFAndrei Fernandes

Não vou entrar nesse assunto de novo. A gente tá querendo arrumar encrenca. Começou com o Rafael, agora comigo.

JCJay Carrillo

E daí eu tenho essa pastinha aí que se eu sumir, rapaz, vão me encontrar, hein? Eu não vou sumir.

RJRafael Jacauna

A única parte de senha que eu tenho para alguém é a senha da minha Steam, da minha época, que meu filho, se eu morrer de uma hora para outra, ele tem os jogos. Só o catálogo para não morrer, todos os jogos presos na senha Eu não, se eu for morta, eu vou cair matando, atirando.

AFAndrei Fernandes

Ai, meu Deus do céu, tá.

RJRafael Jacauna

Ela fez uma pasta colocando assim: quem me matou foi o fulano. Ela nem sabe que é um fulano, só para aqui, ó, fulano.

JCJay Carrillo

Vamos pegar o cara, causar o rolê. Porra, vai ter leitura de negócio?

AFAndrei Fernandes

Eu ia— não, não vai ter leitura de negócio, mas eu queria te fazer uma pergunta, tipo, o que que acontece? O que acontece, algumas pessoas questionaram porque num programa que você não estava eu falei sobre o hábito de consumo de mulheres de true crime, que é uma conversa que a gente tem várias vezes aqui, inclusive já tivemos no Mundo Freak algumas vezes nesse sentido, né. Essas pessoas levantaram questionamentos do tipo, a desculpa clássica do tipo, ah não, é porque a gente, né, é mais vulnerável e tal.

Eu acho ok essa desculpa, né, do tipo, ah, eu consumo porque eu tô querendo descobrir o que que alguém faria necessitações, né, para eu me proteger melhor e coisa nesse sentido. Até aí eu acho que faz sentido, né? Só que eu sinto que não é bem assim, porque o que acontece, né, por mais que homens naturalmente não passem pelo nível e pela quantidade de violência que uma mulher na nossa sociedade passa, né, hashtag esquerdomacho, né, sentiria cólica por vocês mulheres?

Brincadeira da parte. É, mas a questão é, você discorda dessa minha afirmação de que tem mais coisa envolvida, que também é um entretenimento?

JCJay Carrillo

Cara, eu discordo muito, muito mesmo. É, primeiro que quando comecei a consumir crimes reais, na verdade eu tinha um grande fascínio por filmes de mistério e crimes, né? Gente, Sherlock Holmes. Minha mãe me iniciou quando era muito nova em Silêncios Inocentes, então era o tipo de filme que eu gostava muito de consumir. E minha mãe era muito restrita com o consumo das minhas coisas. Por exemplo, quando era mais nova, sabe aquelas revistas atrevidas, não sei o quê?

Eu lembro nitidamente da minha mãe falando assim: você não vai ler mais isso. E daí ela me deu uma Super Interessante e um livro. Tipo, agora você vai começar.

AFAndrei Fernandes

Aliás, é um gênero que muito, porra, muitas mulheres durante, né, do século 19, século 20, consumiu muito coisas de mistério, né? E homem não tinha, sei lá, não sei, eu já escutei isso assim, eu não tenho como reproduzir o que o especialista tava me contando, mas homem não tinha muita paciência para isso, né? Era mais tipo, não lia nada, né? Se bobear, nem alfabetizada, né? Mas era mais feminino mesmo. Neste rolê, né? Nunca tinha parado para analisar nesse.

RJRafael Jacauna

Então, é, e daí, Andrei, deixa eu só adicionar uma coisa aqui sobre leitura, que eu comecei a fazer uma pesquisa sobre leitura, né, sobre hábito de leitura. Fui descobrindo que a grande maioria das pessoas que estão no meu círculo social que leem são mulheres. Papo de setembro, o último vídeo que eu fiz. Mas tem uma pesquisa, rapaziada, ah, não sei o quê, Aí eu: caralho, você não lê não, pô?

JCJay Carrillo

Não.

RJRafael Jacauna

Ah, leu pouco, leia o panfleto, é muito grosso esse livro, caralho.

JCJay Carrillo

Rafa, tem uma pesquisa, tá? Uma pesquisa do consumo literário de homens e mulheres, e foram analisar o que os homens consomem e o que as mulheres consomem. E daí homem consome mais coisas sobre autoconhecimento e crescimento, empreendedorismo É muito difícil ter homens. Não tô dizendo que não tem, tem, mas é muito difícil ter homens que leia, sei lá, um clássico.

AFAndrei Fernandes

Se você for ver, você diria que nem todo homem.

JCJay Carrillo

Tô falando dessa pesquisa, tá? Porque eu não posso falar mal de homem aparentemente. Você quer referência na pesquisa? Porque também o que eu falo no mundo freak é tipo: ai, ela tá tirando da cabeça dela, eu tenho que referenciar tudo. Enfim, nessa pesquisa diz que os homens eles consomem esse tipo de leitura e são as mulheres o campo da literatura, tô falando de fantasia, ficção científica ou horror, é o que as mulheres consomem.

E daí o que eu falo é, quando minha mãe colocou em mim, porque eu lembro nitidamente da minha mãe falando: você não vai assistir filme de comédia. É por isso que eu não consigo assistir filme de comédia, porque é besteira americana, você não aprende nada. A gente não vai assistir. O que a gente vai assistir é— eu lembro quando a gente assistiu o filme Perfume, Perfume, um assassino em série. Vocês já viram esse filme do cara que quer criar essência?

Eu lembro, eu 12 anos assistindo aquele filme com a minha mãe. Então eu era Olha o que aconteceu 30 anos depois.

RJRafael Jacauna

Aí, ó, a sua mãe não conhecia faixa indicativa?

JCJay Carrillo

Não, não, definitivamente não. E daí, cara, não tem como. Eu consumi muito Sherlock Holmes, eu lia muito, eu não cheguei a ler Agatha Christie, mas eu lia muito os livros do Sidney Sheldon. E daí, onde que eu caí? Caí em Stephen King. O primeiro livro que eu li do Stephen King foi o Cemitério, que é super gore. Eu vi que eu gostava daquele negócio. Então, para eu cair no true crime, que é basicamente, cara, uma investigação, era tudo que eu consumia, era thriller, entendeu?

Então, você, eu aprender junto com tudo isso nesses casos que são extremamente mórbidos e tristes, parecia que era tipo, nossa, isso é realidade, então isso realmente acontece. Eu fui me educando então não necessariamente eu ouço só coisa de true crime para me defender. Eu nem saio de casa, nem falo.

AFAndrei Fernandes

É verdade, eu como amigo afirmo, já tentei tirar e é difícil mesmo.

JCJay Carrillo

É muito difícil me tirar de casa, eu só saio daqui para academia, para minhas competições e acabou. Eu vou me defender de quê, entendeu? Eu tô consumindo tudo isso para quê? Então, gente, vem muito dessa nossa questão de tipo consumir Consumir trailers, não fica muito distante, pô. Esses casos dos Estados Unidos, ah, aconteceu lá nos Estados Unidos. Pode falar. So good, so good, so good. New markdowns up to 70% off are at Nordstrom Rack stores now.

Stock up and save big on shoes, tops, dresses, accessories, and more must-haves for summer. Join the Nordy Club to unlock exclusive discounts. Shop see new arrivals first, and more. Plus, buy online and pick up at your favorite Rack store for free. Great brands, great prices.

— Anúncios inseridos dinamicamente —

RJRafael Jacauna

18+. Eu acho que esse que é o ponto. As pessoas muitas vezes têm vergonha de assumir que gostam de consumir porque acham legal, pô.

JCJay Carrillo

É super interessante.

RJRafael Jacauna

E aí fica se escondendo atrás da ideia. Sim, aí fica se escondendo atrás da ideia. Não, eu consumo porque me Eu me consumo porque não sei o quê. Tudo bem, você pode consumir também por causa disso, mas as pessoas têm direito de falar: não, eu consumo porque eu gosto, eu acho que é um entretenimento maneiro. E tá tudo bem.

AFAndrei Fernandes

Não dá para julgar a régua dos outros pela sua régua, naturalmente, né? Mas, por exemplo, né, como eu comecei esse início de fala, né, eu e Rafael, quando a gente sai na rua, a última coisa que a gente pensa, sei lá, naturalmente a gente fica de olho em assalto, a gente fica de olho eventualmente algum golpe e tal. Mas é óbvio que, por exemplo, um cara que vai assaltar vai preferir uma pessoa menor, mais vulnerável, Não que a pessoa não vai, porque às vezes a pessoa tá armada ou coisa nesse sentido, né?

Mas a pessoa vai preferir a pessoa que tá sozinha, que ela é menor, né, que não vai conseguir reagir e coisa nesse sentido. Então naturalmente, né, mulheres vão acabar sendo mais alvo de violência de qualquer maneira, né? Mas eu fico assim, mas tem coisas que eu sei que eu posso ser alvo de golpe ou de certos crimes, né? Sei lá, Carnaval, vai sair para o Carnaval e vai usar o cartão de crédito para comprar uma bebidinha. Aí, pô, primeira coisa que eu faço quando aparece notícia, descubro o novo golpe do momento, eu clico e eu vejo e eu aprendo.

Eu não fico consumindo essa parada o fucking dia inteiro, como eu vejo que várias mulheres ficam o dia inteiro consumindo e produzindo para elas mesmas nesse sentido. Então é por isso que, né, eu balizei essa minha opinião baseada muito nisso, né? E não tô usando desculpa, porque eu acho que realmente assim, né? Só que esse lance que a Jay colocou me colocou um um elemento a mais, porque eu tava indo para um rolê que talvez tivesse, enfim, acho que seria interessante talvez a gente chamar uma especialista em comportamento humano para falar sobre isso, né?

JCJay Carrillo

Eu já li de umas psicólogas falando que isso acontece muito quando a gente fala de sala de aula. Quando eu fiz mestrado, eu tive, a gente trabalhou um artigo e a sala de aula na verdade é ambiente propício para se discutir temas que fora delas podem ser muito prejudiciais. Pode, você pode sair prejudicado, como religião, política.

AFAndrei Fernandes

Então ali dentro de casa não é um lugar seguro para você fazer esse debate, por incrível que pareça.

JCJay Carrillo

E exatamente. Então quando você tá em sala de aula com diversas pessoas que têm pensamentos diferentes, você tá no ambiente controlado porque Você tem o professor ali pra manusear esse tipo de debate. Quando você— o que eu li foi o seguinte: quando você consome esse tipo de produção, você sente os sentimentos que é raiva, vontade de punir alguém, enfim, você tá muito frustrado com as coisas que acontecem com as mulheres diariamente, e você sentir aquilo assistindo essa produção dentro da sua casa você tem oportunidade de sentir essas coisas.

É sentir essas coisas num local que você não tá cometendo um crime, você não tá batendo em alguém, você não tá se vingando, você tá sentindo aquelas coisas e você tá vendo como as coisas acontecem de verdade na realidade. Foi isso que eu ouvi dela. Não sei se isso acontece comigo, minha própria psicóloga se pergunta também todos os dias, mas outro dia ela tava se perguntando Gostaria de saber por que que você sempre vai no limite das coisas, nada tá suficiente.

Ah, é, se eu correr 21 km, por que não correr 32? Por que não correr 40? Por que não evoluir para cima?

AFAndrei Fernandes

Já parou para pensar que você consome as coisas sempre no limite das coisas?

JCJay Carrillo

Ela falou exatamente isso para mim. Eu falei: nossa, nunca tinha reparado. Tipo, você não lê um livro pequeno, você lê livro desse tamanho e parece que aquilo nunca te satisfaz. Daí eu, ah, não tem isso também, cara. Enfim, psicologicamente cada um pode se, enfim, se ver naquele conteúdo de uma maneira diferente. Mas eu, Jay, e muitas pessoas que eu conheço sempre gostaram de mistério, sempre gostaram de investigação.

AFAndrei Fernandes

Acho que é multifatorial, né? A questão é o discurso raso, né? Acho que esse é o grande problema assim, né? A gente tentar colocar, porque é o que, é o que a galera que vai para o rolê moralista faz, né? Ah, consome porque não presta, consome porque, né, não vai para igreja, consome porque não sei das quantas. Acho que o ponto não é esse, né? Acho que o ponto é entender também, né?

JCJay Carrillo

É, e eu também fico me perguntando, tá, muitas mulheres consomem true crime, tá, muitas mulheres consomem romance, muitas mulheres consomem comédia, Muitas mulheres consomem várias outras coisas, gente.

AFAndrei Fernandes

Então, tipo, não tem porquê não pode ficar também nesse lugar de toda vez que a mulher se interessa por alguma coisa ficar nesse lugar de problematização, como se os homens não consumissem coisas que não são problemáticas, né? O cara é consumindo pornografia de tortura no negócio dele, entendeu? O que que é acessível, né?

JCJay Carrillo

Eu acho meio cansativo essa pergunta. E todo mundo disse entretenimento, que não sei o quê, gente, mas muitas mulheres são públicos de muitas outras coisas.

AFAndrei Fernandes

Com certeza, com certeza. Perfeito, perfeito. Eu gostei de colocar porque eu vi que a minha fala gerou um burburinho. Não, gente, eu só falei que mulher gosta demais de true crime do que de homem, e que o aspecto de que é para se proteger é raso, tipo, não confere tudo, né? A tudo não, né? Porque não explica o fenômeno porque que true crime faz tanta fama, né?

JCJay Carrillo

Porque, mas é, true crime faz fama no mundo inteiro, em todas as idades, em todos, entendeu?

AFAndrei Fernandes

Mas com gênero feminino é mais, é mais, quem lê mais, homem ou mulher? Não, sim, sim, a gente entraria nesse debate assim, sim, com certeza. Eu não tô discordando de você não, acho que a gente tá se concordando. Então é isso, gente, é isso. Mundo Flick também é polêmico. Próximo episódio, qual a próxima polêmica, Rafael? A gente vai descobrir aí, gente. Melhor não falar não, não pode falar que a Jay hoje, você percebeu, mas a Jay hoje ela tá passando agressiva.

RJRafael Jacauna

Hoje? Como assim? A frase hoje, a Jay hoje.

JCJay Carrillo

E eu tô bem medicada hoje porque eu tive uma crise de ansiedade, eu tô tipo com raiva de todo mundo.

AFAndrei Fernandes

Agora nos comentários coloca assim, hashtag Saúde para Jay!

JCJay Carrillo

Para! As pessoas elas vão no grupo do Clube do Livro, hashtag Jay, cadê a pauta do macaco?

AFAndrei Fernandes

É, é, a culpa é minha, mas eu não vou pagar tua terapia. Gente, muito obrigado para todos vocês ficarem até aqui. E aquilo, não olhem para trás. Your next chapter in healthcare starts at Carrington College's School of Nursing in Portland.

— Anúncios inseridos dinamicamente —

Anunciantes2

As Duas Vidas de Rudolf

Podcast
external

Linda Mídias Digitais

external