Episódios de Mundo Freak Confidencial

Os perigos dos tesouros proibidos, Diabo gigantesco e Robô de Resgate | MFC 616

05 de agosto de 20261h55min
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Hoje, no Mundo Freak ao Vivo, vamos mergulhar em uma das lendas mais antigas, e perigosas, do imaginário brasileiro: as botijas, tesouros enterrados que, segundo a tradição, seriam protegidos por almas penadas, cobras, luzes misteriosas e regras sobrenaturais.A conversa parte de casos recentes de pessoas que disseram receber em sonhos a revelação de ouro escondido sob suas casas, incluindo o caso do homem que escavou cerca de 40 metros em Ipatinga, Minas Gerais, e morreu durante a tentativa de sair do buraco.Mas afinal: o que é uma botija? Por que tantas riquezas foram enterradas no Brasil colonial?

E de onde vêm as histórias de ouro que vira carvão, serpentes guardiãs, aparições e tesouros que desaparecem quando alguém quebra uma regra?Vamos falar sobre as botijas encantadas do Nordeste, os tesouros do Seridó, as buscas por riquezas em Canudos, as lendas das cidades históricas de Minas Gerais e os supostos tesouros jesuítas das Missões.E, claro, ainda tem espaço para as notícias inexplicáveis da semana: a enorme estátua associada à figura do Diabo inaugurada no Ceará e um robô-centauro de resgate que viralizou por parecer algo saído de um pesadelo.Deixe seu like, compartilhe a live e conte no chat: você cavaria no quintal se tivesse um sonho dizendo onde há ouro enterrado?Apoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencial

Camisas Mundo Freak https://umapenca.com/mundofreak/Rafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak #Botijas #TesourosEnterrados #FolcloreBrasileiro #LendasBrasileiras #Mistérios #Assombração #TesouroAmaldiçoado #Sobrenatural #HistóriasEstranhas #AoVivo🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/4567093222047744

Participantes neste episódio3
A

Andrei

HostDiretor-Geral da Polícia Federal
R

Rafael Jacauna

HostAutor
A

Andreoli Costa

ConvidadoProfessor
Assuntos10
  • Casos reais de busca por tesourosIdoso morre cavando poço de 40 metros·Mulher encontra ninho de cobras·Senhora esquece buraco na sala
  • Historia do Frevo· CulturaTesouros enterrados·Regras para encontrar tesouros·Botijas encantadas
  • Liberdade de Expressão· SociedadeTranstorno Opositor Desafiador (TOD)·Ingenuidade vs. propositalidade·Mercado de ideias·Crise institucional
  • Riscos e perigos na busca por tesourosSufocamento por gases·Desabamentos·Intoxicação por metais·Acidentes com maquinário
  • Interação com a EstátuaBaphomet·Liberdade religiosa·Eliphas Lévi
  • Operações de resgate· SegurancaSatyrus (empresa)·Treehogs (protótipo)·Incêndios florestais·Design perturbador
  • Guardiões e protetores de tesourosEspíritos guardiões·Cobras e serpentes·Fogo-fátuo·Mãe do Ouro·Cachorro sem cabeça
  • Histórias de tesouros enterradosContexto histórico e social·Guerra do Paraguai e seu Legado·Jesuítas e suas reduções·Solano López
  • Origem e significado de botijasRecipiente para guardar objetos·Etimologia da palavra·Objetos domésticos e intimidade
  • Legislação sobre tesouros encontradosPropriedade da União·Divisão com proprietário·Sambaquis e patrimônio histórico
Transcrição213 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz C

Longos dias e belas noites, queridos ouvintes! Está começando mais um Mundo Freak Confidencial e vocês não sabem, mas eu escondi um tesouro e para vocês encontrarem vão precisar doar a vida de vocês, porque hoje vamos falar das lendas de tesouros enterrados. Vamos falar dessa cultura popular que atravessa o Brasil. Muita gente não sabe inclusive o que é botija. E teremos também outros temas ali que vão estar na estratosfera aqui desse nosso tema principal.

Para quem tava com saudade de um Mundo Freak mais clássico, né, isso aqui vai é um quase clássico que a gente vai se juntou aqui para falar sobre esse tema. E para falar de clássico Temos aqui nosso queridíssimo Rafael Jacaona.

?Voz D

Vamos entender hoje que se você vai cavar um buraco muito profundo, em especial na sua casa, não cubra com tapete.

?Voz C

Perfeito. Isso aí você guarda para que, se você for um garoto em Manhattan e que tiverem querendo invadir a sua casa, você tá sozinho em casa, isso é válido, cavar um buraco, colocar um tapete em cima. Por cima. Agora, até para você se esquecer e morrer, realmente não rola. E para falar também de clássico, temos aqui convidado clássico do mundo freak e confidencial retornando, nosso queridíssimo colecionador de Sacis, Andreoli Costa. E aí, meu querido?

ACAndreoli Costa

Fala, Andrei! Fala, Rafael! E aí, pessoal? Um prazer estar aqui de novo, é sempre uma alegria dividir esse monte de histórias aqui com vocês. Espero que vocês curtam aí que a gente trouxe para hoje.

?Voz C

Olha, olha que mentiroso, não tava com saudade nada que eu sei, Andreoli. Mas, André, a vida tá boa, tá legal, André? Muito tempo que a gente não grava, né?

ACAndreoli Costa

Agora, então, eu mesmo não gravo para mim, né? Agora eu só gravo para os alunos, sou professor da UEG, fico lá cuidando da garotada agora, e isso é Esse mês passado entrei para o PPG Com, agora eu sou professor do mestrado, doutorado também.

?Voz C

Então agora o trabalho vai complicar ainda mais, mas a gente tá na saga do Andreoli Chipuda aí, né? Agora já é outra, é o Boruto do Andreoli.

ACAndreoli Costa

Tentando ganhar dinheiro, né? Virar na carreira.

?Voz C

É, você é desses aí que queria ganhar dinheiro com que gosta? Aí você fudeu igual a Dona Teresa aqui, ó, tá vendo? É, gente, antes da gente continuar para falar sobre tesouros proibidos, secretos enterrados e amaldiçoados, temos uma vinheta.

?Voz D

Além do que conhece por tempo e espaço, o contato com algo além. Não conte para ninguém e nunca olhe para trás. Mundo Free Confidencial.

?Voz C

Galera, chegamos aqui mais um episódio do nosso queridíssimo Mundo Free Confidencial. Tô ficando cada vez melhor aqui, ó, nas transições. Tá muito bom. As limitações aqui do StreamYard estão sendo sempre contornadas. Tô rápido no gatilho. E antes da gente começar esse tema maravilhoso, né, temos que falar que o Mundo Free Confidencial, ele é um podcast independente. A gente só existe por sua causa, nobre ouvinte. E para vocês que não querem ver a gente fazendo anúncio de coisa que eu não gosto, anúncio de bet, Vocês podem o quê?

Vocês podem financiar a gente. Então estou colocando uma arma na cabeça do nosso conteúdo e falando assim, nem seus tapados. Mas brincadeiras à parte, aquilo que faz a nossa editoria está sempre com temas que são macabrólicos e esquizofrênicos e legais aí para vocês. E não estamos nos rendendo aí ao algoritmo, apesar de que a gente dá uma roubadinha no jogo no último episódio, né, e outros episódios atrás aí também. Mas vamos continuar.

?Voz D

Não diga isso, porque de audiência porque o público gosta de polêmica.

?Voz C

Vocês, vocês alimentam. Isso é uma grande crítica. Não é a gente que está se aproveitando, são vocês que alimentam esse tipo de coisa.

?Voz D

O Andrei, eu encaro da seguinte forma: geralmente, tanto quando você faz as lives quanto eu faço as lives, a gente traz coisas muito loucas para ver o pessoal comentando e a galera do chat se divertindo. Se você entrar nesses vídeos do Mundo Freak da semana passada, do Monark, você vai se divertir. Se você tiver uma cabeça mais tranquila, tu vai ler aquilo e vai achar divertidíssimo. Se tu pega pilha, não entra não, que aí vai ser mal para você.

?Voz C

Bom, o pessoal tá aí, tá falando de bet.

ACAndreoli Costa

Eu vi só a palavra chave, já fiquei com medo.

?Voz C

Muita, cara, teve pelo menos umas 3 mensagens de pessoas mandando tipo, ô André, que susto, achei que vocês iam convidar ele. Ele não apareceu lá, se aparecesse eu ia convidar, ia fazer o convite ali para a gente dar uma conversada. Mas o pessoal tá rindo aí de bet, essas coisas assim. Lá no Magicano a gente inventou o jogo do Bodinho, que é a nossa bet do Magicano. E agora a gente tem que inventar bet do mundo freak, né? Que é, qual vai ser o jogo?

Fica aí, eu quero escutar as recomendações de vocês de nomes. O jogo do ornitorrinco? Não, muito grande, né? Vocês dê o nome aí do nosso jogo de bet. Mas falando, voltando a falar, parar de falar besteira, o TDAH aqui não tá deixando. Só tem TDAH se eu descobrir ele, então não tenho. Temos para você continuar financiando a gente, você pode ir lá no apoia.se/confidencial, onde através de metas e recompensas, como se fosse uma rede de doação mensal, né, você cria uma espécie de mensalidade ali para você, como se fosse uma revista.

Lembra das revistas? Você assinava a revista. Só que é claro que o Mundo Freak é gratuito, ele sempre vai ser. Só que temos conteúdos legais para nossos ouvintes, temos o nosso grupo secreto e temos as nossas lives. Inclusive essa essa semana vai rolar a live só para apoiadores. Um outro corte deve ver a luz do dia, mas se você quiser ter isso e também todo o acervo completo do Mundo Free Confidencial, assina a gente, apoia.se/confidencial, ou escaneia aqui o QR code que tá aqui do lado.

Esse QR code que adora tapar nossas fuças, né, é por um bom motivo, ele é prioritário. Rafael não paga minhas contas, quem paga é esse QR code. E é isso, gente. Lembrando a todos também, temos Uma Penca, nossas camisetas aí do Mundo Freak, uma melhor que a outra. Vão lá no site da umapenca.com/mundofreak. Eu vou deixar o link aí para vocês acessarem. Lembrando a todos também, curta, compartilhe, comente. E que o nosso programa também só existe do lado de fora das lives e dos episódios graças a Linda MD.

Que é a empresa aí que cuida das nossas redes sociais, que cuida aí dos descritivos, das imagens. Então, se você gosta da nossa identidade visual, dê uma olhada lá, lindamd.com.br, ou vai lá nas nossas redes sociais que a gente tá sempre mencionando eles lá. Você que tem um pequeno, um serviço, ou quer vender um produto, quer aparecer na internet, você tem uma pequena ou média empresa, Dê um alô para galera da Linda, que tenho certeza que vocês vão ser achados na internet a partir de então.

Beleza? É, tem um livro aí que eu tenho que falar, né? Mas eu vou falar daqui a pouco, depois do próximo bloco. Depois do próximo bloco. Então vamos lá, gente, vamos falar. Eu vou dizer que eu fiquei surpreso porque quando eu falei para algumas pessoas que eu queria gravar sobre botija. Muita gente não sabe o que significa essa palavra, esse termo, né? O que para mim é muito interessante, porque eu só vim a descobrir que botija é mais comum no Norte e Nordeste do Brasil depois que eu fui, né?

Eu fui, pô, o pessoal não sabe, etc. Porque assim, eu como viciado em cultura popular, folclore, essas coisas, quando era moleque, né, adorava aquelas enciclopédias, eu escutava todas essas lendas, Mãe do Ouro, Eu lia sobre isso porque eu adorava. Eu sempre fui o esquisitão, né? Vou fazer o quê? Vou brincar de bola, avião, igual meu pai queria? Infelizmente não, puxei minha mãe. Eu gostava de ficar lendo livro e vendo coisa de nerd.

E enfim, mas a grande questão é que muita gente não sabe, né? Mas a gente tem a botija, que é um objeto que é usado para guardar coisas. É um pote, certo, Anderoli?

ACAndreoli Costa

É um recipiente, né? Botija vem, é o mesmo radical que vai formar no espanhol botella, né, que é garrafa. Então é alguma coisa que você usa para guardar outras coisas, né.

?Voz C

Então provavelmente, né, do inglês, o bottle, é tipo isso.

ACAndreoli Costa

Então aí, tanto que no Paraguai, né, que depois a gente vai entrar mais no Paraguai, a gente encontra mais coisas de panelas, né. Panelas enterradas com tesouro. Isso aí é bem frequente, esse tipo de história. Ao invés de pote, panela, né?

?Voz D

Para tu ver como que é, como que é doido. Botija, na minha cabeça, é algo que serve para guardar líquido, geralmente, por exemplo, como se fosse aqueles antigos garrafões de vinho, ou como se fosse mais no formato de botijão de gás, no tamanho de um botijão de gás pequeno. Sempre que eu escuto botija, me vem um formato assim.

ACAndreoli Costa

Sabe o que que eu visualizei agora, Jacão, né? É aqueles vasos que o Link quebra no Zelda, tá ligado? Esse é o vasinho de barro, ânforas. Então é isso assim, então você vai— e é interessante essas duas relações, inclusive, né? Que é, eu falei de panela, a gente pode pensar na botija também com o mesmo caminho. Que é um objeto da intimidade, né, um objeto doméstico em que você coloca ali as suas riquezas, em que você coloca ali ouro, pratarias, né, elementos ali que você julga valiosos para enterrar dentro daquilo.

Então é tudo muito simbólico, né, você enterra aquilo que é mais precioso naquilo que é cotidiano, naquilo que é do dia a dia ali da sua família.

?Voz C

Cara, agora que o Rafael falou, me explodiu minha cabeça de que botijão É uma botija grande.

?Voz D

Nossa, eu pensei assim, entendeu? Então eu pensava que a botija era aquele, aquele botijão de gás pequenininho.

?Voz C

A botija, pessoal tá perguntando aqui, ó, se botica de farmácia seria disso. Botica vem de boticário, né? Mas vai que boticário é o cara dos potes, né?

ACAndreoli Costa

E aí tem uma etimologia, não sei, pessoal, foi mal.

?Voz C

Olha aí, o pessoal tá falando também que tem um butico também, mas o butico eu deixo com vocês aí. Mas a ideia é, a gente tem esse pote, esse vasilhame, que toda vez que eu coloco aqui no Google, né, como eu mostrei para vocês, ele lembra de fato uma ânfora grega, né, antiga, né, aquela forma de jarro com, né, umas alças e uma abertura para uma tampa, né, que é justamente algo que você usava para guardar Azeite, guardar líquidos, né, guardar grãos, né.

Você guardava esse tipo de coisa. E a grande questão é que, principalmente no Norte e Nordeste, a ideia da botija começou a associar-se a lendas desses tesouros enterrados em botijas. Então, quando a gente fala assim uma botija enterrada, dá-se a entender essa mitologia em volta dessas botijas com ouro, prata, pedras preciosas. Que foram enterradas e com algumas regras específicas, né? Eu tava aqui discutindo em off aqui com o Andreoli, com o Rafa, enquanto a gente tava, tava, tava enfim antes da gravação.

E eu acho que todo mundo aqui conhece lendas de maldições de tesouros enterrados. A gente tem uma franquia inteira aí, Piratas do Caribe, né? Todas essas lendas de pirataria. Ou nem precisa ir tão longe, né? Você tem a própria literatura, essa ideia de você ter um tesouro Que é algo que aguça a nossa ganância, né, aguça a nossa avareza, daquela busca irrefreável, né, que talvez seja aí dentro das histórias seria talvez a maior, né, a maior fonte de um cautionary tale de falar tipo assim, ó, talvez não seja legal você trocar toda a sua vida em troca dessa coisa lendária que você acha, que idealiza que vai mudar a sua vida.

Talvez não seja bom você ter essa busca, né. E a gente tem nesse reflexo dessa mitologia, desse folclore, né, desses contos e causos populares, muito dessa ligação entre você ter um tesouro enterrado sendo ou protegido por um espírito ou protegido por uma maldição, e que para você acessá-lo, de certa forma, você tem que cumprir algumas regras, né. Alguns inclusive são até inacessíveis mesmo, é feito para você morrer na busca. Mas alguns são feitos para você ter umas regras, que é onde que o pessoal cai, né?

Que a gente vai comentar aqui daqui a pouco sobre algumas dessas histórias, né? Mas você lembra, literalmente, sim, perfeito, perfeito, de referência do que a gente vai falar daqui a pouco. Mas, André, olha, eu tô acertando, né? Mais ou menos isso, essas lendas de botija, né?

ACAndreoli Costa

É porque assim, só para contextualizar para o pessoal, né, eu até comentei com o Andrei antes que por acaso, né, o meu mestrado foi estudando lendas de tesouro enterrado, né, era cobertura jornalística de lenda de tesouro enterrado no Paraguai. Mas para chegar no Paraguai, claro, eu tive que fazer um percurso ali para entender o complexo de narrativas, né, de complexo lendário de tesouros enterrados, para ver como é que isso circula pelo mundo.

Então tem muito disso, né, em especial em áreas de momentos de insegurança é mais comum que histórias de enterramento de tesouro progridam, né? Então imagina assim, períodos de guerra, por exemplo, né, que você tem medo da sua casa ser saqueada, que você tem que abandonar a sua casa, e aí quando você voltar você tem medo de não achar aquilo que lhe é mais precioso, né? Então é mais comum que as pessoas enterrem coisas. Vocês não vai confiar num banco, você não vai confiar no governo.

Se o governo tá em guerra, se o governo tá Se você mora na Argentina, né, no Brasil também, né, o Plano Collor lá, né, da população, né. Então nesses lugares especialmente onde tem espaços de violência, né, isso é muito comum. Eu me lembro quando eu fui para Parintins pela primeira vez e eu comentei lá sobre a minha pesquisa de mestrado, o pessoal falou que por lá tinha também histórias assim, só que não ligadas ao ciclo da guerra contra o Paraguai, que nem a gente encontrava lá no meu corpus, né, mas sim pelas revoluções que tiveram ali na região, né.

Então você vai localizando a história por conta dos elementos histórico-geográficos ali que vão circulando ela.

?Voz C

Perfeito. Acho que toda América Latina, né, banhada a sangue, você tem histórias como essa, né, de certa maneira. História de roubos, por exemplo, né, É clássico isso também, né? Pô, vou enterrar o tesouro porque eu preciso esconder que eu roubei ele, né? Volto daqui a 10 anos quando a poeira tiver baixado, por aí vai, né?

?Voz D

É muito comum quando você vai ler, sei lá, algum livro desse romances histórico do Bernard Cornwell, você vai ver o pessoal fugindo dos vikings, fugindo dos ingleses, fugir alguma coisa, e a galera enterra, enterra dentro de casa, enterra no quintal. Isso aí é bem comum, né?

ACAndreoli Costa

Tipo assim, na historiografia você tem histórias de pessoas desenterrando coisas, né? Então, no caso, tem livro de um marechal do Exército Brasileiro, que acho que é o Reminiscências da Guerra contra o Paraguai, da Guerra do Paraguai, né? Que ele fala que quando as tropas chegaram em Assumpção, que era a capital, o governo paraguaio já tinha evacuado a cidade, então ela tava vazia, ela tinha recolhido todo mundo. Né, para se prepararem, porque as tropas da Tríplice Aliança estavam avançando com muita força.

E aí a cidade foi totalmente dominada, né. Aos poucos a população foi voltando e uma outra pessoa pedia, por favor, posso levantar essa pedra aqui, pegar um negocinho que ficou aqui? E elas iam, levantavam pedras dentro das casas e saíam de lá carregando panelas, né. E aí dentro dessas panelas depois eles foram, retinham eles nomeiam no livro, né, como onças e patacões. Então é formato de moedas, né, tipo de moeda que circulava na época, mostrando então que não é só uma questão de lendas e de história fantástica.

É claro que o imaginário multiplica elas, mas você tem também registro de gente que realmente fez isso e depois foi lá buscar.

?Voz C

Perfeito, perfeito. E aliás, né, a gente tá gravando, acho que não foi nem essa, como eu falei, né, eu acabei tentando acertar algo e eu acertei sem ver, né, alguns contextos aqui, né. O André não falou ainda com detalhes do mestrado dele, que tem tudo a ver com isso, né, a gente só conversou em off. E também a gente tem essa última polêmica aí de um discurso do atual presidente, o Lula, né, dele citando a Guerra do Paraguai para dar um exemplo específico, né, do reinvestimento das forças armadas, etc.

E que ele cita a Guerra do Paraguai. Pô, o Brasil não quer guerra, mas pô, o Paraguai invadiu o Brasil em algum momento, né? E isso deu uma crise diplomática, né? Porque o Paraguai, né, chamou o embaixador brasileiro. Aí tá na cara, porque assim, para o Brasil que ganhou a guerra, né, Tá de boa, né? A Guerra da Tríplice Aliança. Se você fugiu aí da escola, né, Brasil já esteve em guerra, né? A gente basicamente dizimou o Paraguai, né?

Pode que as estimativas é que tipo assim matamos 2/3 da população masculina, né?

ACAndreoli Costa

80% da população masculina foi dizimada.

?Voz C

Caraca, bicho! E aí enfim, né? Mas dá para ver o quão que dentro da América Latina nós temos diversos tipos de contexto dessa coisa Porque eu sei, gente, o brasileiro, a América Latina tem um pouco desse estigma do cara meio espertinho, do cara meio malandro. Mas eu penso, poxa, é uma população tão estigmatizada pela pobreza e pela falta, né, que você ter essas lendas— que é claro, tem essas lendas europeias também, né, só que aqui as lendas elas têm um pouco desse ar, até por aqui ser bastante católico, né, tem um pouco desse ar de culpa e e de você colocar um pouco dessa tortura na própria busca da questão toda, né?

Então, por exemplo, muito das lendas das botijas, né, vão envolver— e assim, gente, quando eu tô falando aqui, eu tô fazendo uma média, porque não existe só uma lenda, existem várias lendas. É claro que isso também vai ter lendas mais específicas do que outras, mas é um geral. Então, por exemplo, muitas vezes essas botijas podem sim estar sendo guardadas por espíritos. Espíritos guardiões, né? São esses espíritos inclusive que às vezes comunicam a pessoa que eles querem que ache por sonhos, né?

Fala, ó, tem um tesouro enterrado que é seu. E ele dá umas regras, né? É só seu, você não pode vir. E aí ele vai citar alguma regra.

ACAndreoli Costa

Às vezes ele nem fala a regra, ele espera que você saiba. Esse que é o negócio, você tem que dominar. Isso foi inclusive uma conclusão muito interessante, cara, que eu tive, é porque eu revisitei depois minha dissertação. Ela é de 2013, né? Aí em 2020 eu escrevi de novo sobre o Tesouro Enterrado e aí eu repensei uma conclusão que eu tinha tido na época, né? Na época eu falei assim, ah, é uma população que foi dizimada, né, que nem você bem trouxe aí, é para essa população que se via numa situação de penúria, você ter o direito de sonhar com mudar de vida a partir do Tesouro Enterrado era É natural, né?

É meio que assim, é quase uma aspiração de você sair daquilo por um elemento mágico, né? É uma versão mágica de você ganhar na Mega-Sena, praticamente. Perfeito. Mas aí depois, quando eu revisitei, eu complexifiquei um pouco mais, porque eu pensei, pô, você não encontra simplesmente o tesouro se você não souber a tradição. Porque aí, por exemplo, Tem vários lugares diferentes, né, mas tem a maioria meio parecida. É, você não pode pegar todas as moedas, tem que deixar pelo menos uma lá, que é como se fosse o respeito, né, o tributo que você deixa para o espírito.

Você não pode contar para ninguém, você tem que ir sozinho. É aquilo que você enfrentar, por exemplo, aparecer feras, bichos, né, coisas assustadoras, você tem que continuar cavando. Você não pode ter pensamentos ruins. E por último, em última instância, você precisa ter o coração puro. Se você não tiver o coração puro, o tesouro é transformado em carvão ou muda de lugar. Aí a conclusão que eu tive foi: vejam só que é mais do que mudar de vida.

Eu mudei de vida porque os meus ancestrais, né, na forma de espíritos, reconheceram que eu sou digno disso. Sou digno porque eu conheço a tradição, porque eu respeito a tradição, porque eu lembro das histórias deles. Então é um reconhecimento identitário de que você é merecedor de encontrar o que você viu.

?Voz D

Me parece também muito que essa origem de onde vem essas histórias, ela precisa ter um primeiro para essas histórias se espalhando, como o Andrei tava falando. A pessoa sonha a pessoa escuta, a pessoa sente que tem algo enterrado na casa dela. Mas se você não acredita que o espírito vai falar com a pessoa, se você não acredita que é uma magia que a pessoa tem, uma forte intuição, essa sugestão tem que vir de algum lugar. Tem que ser da amiga do meu vizinho lá da outra cidade, amiga da minha avó desenterrou, porque algum lugar Tem que dar esse start para pessoa do nada falar assim, pô, sonhei que tem uma botija aqui.

Mas por que ela sonhou? De onde veio essa ideia inicialmente? Uma história antiga? É uma história de vizinhança? É uma coisa de uma guerra no passado que as pessoas enterravam coisa ali? Então as pessoas têm essa esperança de ficar com isso na cabeça, estão passando por um momento muito difícil, e aí sonharam, né, na sua fé que o tesouro estava ali. Aí elas vão lá e fazem Porque tem que ter essa história, né? A não ser que se você acredita em fantasma falando com as pessoas, tudo bem, pode vir do nada.

ACAndreoli Costa

Acho assim, acho que tem dois caminhos, né? O caminho histórico, acho que no caso do Paraguai lá, é que, bom, só a maioria desses países, né, hispânicos aqui da América Latina, a colonização deles foi toda motivada por imaginário de Eldorado, né? Só já tava procurando ouro para fazer a fundação desses países. Paraguai foi a mesma coisa, estava as expedições que vieram, estavam procurando ouro, tinha muito ouro, sei lá, Peru, aí foram descendo.

Aí no Paraguai já não tinha tanto, mas acabaram passando por lá. Então fica essa ideia de que tem ouro por ali. Aí uma coisa que complexifica depois lá no Paraguai é que os jesuítas estão lá fazendo a redução dos indígenas, né? Então eles catequizam e deixam eles como se fossem um território ali, né? As reduções jesuíticas onde eles vão trabalhando e tudo mais. Esses caras, eles tinham o monopólio da agricultura da época. Então eles plantavam fumo dentro das reduções, eles plantavam grãos, né?

E aí eles tinham muita muito dinheiro. Esse dinheiro circulava na forma de ouro. E aí, quando a coroa espanhola, portuguesa, mandou os jesuítas, todos que estão espalhados pelo mundo, voltarem para Europa, eles voltam com a mão na frente, outra atrás, porque eles mandam assim: ah, esses caras têm muito dinheiro, vamos tirar tudo deles primeiro. Então dizem que já ali os jesuítas teriam escondido, né, enterrado tesouros que ficaram espalhados pelo território paraguaio, onde as pessoas podem então eventualmente se deparar com esse, com esses enterramentos.

Então veja que isso é antes da guerra contra o Paraguai. E aí depois da guerra você tem duas vertentes muito fortes. Uma é que o Solano López, né, presidente-general, ele mandou enterrar todo o tesouro paraguaio antes da conquista pela Tríplice Aliança. Então ele pega tudo que tem nos cofres assim, manda em carroças e distribui pelo país. E outra que a mulher dele, que é a Madame Lynch, ela era muito rica e ela tinha muito dinheiro, e também fez a mesma coisa, mandou enterrar.

Você tem vários caminhos. E claro, as próprias pessoas, né, inseguras, que enterram os seus pequenos bens e acabam presos na terra ali, seja como espírito, para quem vai pelo caminho do espírito, seja histórico. E aí você pode ir para um outro caminho, que é essa febre de detectorismo de metais que tá tendo aí no TikTok, Instagram, né, no Paraguai inclusive.

?Voz C

Caraca, doideira! Eu vou falar também um pouco mais dessas regras de encontro, né, mas queria mandar um abraço aqui para o Araújo Bar, que mandou aqui um Super Chat para gente, pediu um beijo para as filhas Júlia e Sofia, elas têm 11 e 10 anos. Rapaz, Júlia e Sofia, ó, vou falar para o Araújo Bar, eu tô, esse é o teu nome agora, senhor Araújo Bar, você tá criando duas freaks, hein? Você já fica ligado aí, já fica ligado. E pediram recomendações para livros sobre folclore brasileiro acessível. Você tem, Androli?

ACAndreoli Costa

Acessível em que sentido? Deixa para criança, provavelmente para minhas filhas, para criança. Tá, tá, para as filhinhas. Bom, se for assim, cara, dá uma olhada. Eu gosto muito para recomendar para as crianças tanto a versão que a Januária Cristina Alves lançou, né, que ela tem o livro que é o Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, mas ela lançou versões infantis assim dedicadas a alguns mitos específicos. Então ela faz essa versão que é mais contando história, né, bem ilustrada.

Então é uma derivação interessante. E eu gosto dos livrinhos que o pessoal do Além da Lenda lançou. Além da Lenda é uma animação de Pernambuco, né? E eles fizeram livros infantis, vende lá na loja da Viucine, e são muito bonitinhos, muito legais assim para criança até, sei lá, 6 anos de idade. Esses aí são bem legais.

?Voz C

Eu vou recomendar aqui o do Felipe Castilho, né, que aí vai para o critério de ficção, que Pedro, ele também deve conhecer, que é o legado folclórico, né, uma saga estilo Harry Potter, né, que o primeiro é Ouro, Fogo e Megabytes. Cara, que eu acho que elas estão entrando bem, elas estão já entrando bem na fase que começam a pegar mais 10 aninhos, 10 aninhos para 2, acho que o livro vai encaixar melhor. Mas acho que enfim, já, já também é uma recomendação, porra, o Felipe Castilhão, excelente autor, autor, e é um infantojuvenil, né, e que trata sobre lendas folclóricas aí.

ACAndreoli Costa

Então fica aí, ó, Felipe está reescrevendo toda a série e vai lançar de novo o legado, e com uma outra, com alguns director's cuts.

?Voz C

Ah, interessantíssimo, interessantíssimo, vou ficar de olho. Voltando a falar aqui das botijas, né, a gente tem, para além dos espíritos, né, você, a gente tem bestas. Que podem também guardar tesouros, né, ou as próprias botijas. Então a gente tem lendas de cobras, né, e a gente tem essa coisa da serpente, algo muito forte aqui no Brasil, né, né, o Boitatá. A gente tem lá em, se eu não me engano, é Belém que tem aquela igreja que teoricamente teria uma cobra embaixo da igreja.

Você tem outras regiões ali do Norte, Nordeste que tem essas lendas, né. A gente tem fogo-fato, né, que aquela imagem do fogo no meio do mato. E essas visagens também é interessante, porque nem sempre vem através de sonho. Você teria entidades folclóricas que você veria ao longe, que elas sinalizariam visualmente aonde que aquele tesouro tá enterrado. Então, por exemplo, a gente tem a Mãe Douro, que inclusive tem aí um cruzamento com lendas ufológicas, né?

Muita gente vê um UFO no interior e atribui a Mãe do Ouro, né? Atribui essas luzes misteriosas no meio do mato que te indicariam aí tesouros proibidos.

ACAndreoli Costa

Eu faria o contrário, né? Ver a Mãe do Ouro e fala assim: e aí?

?Voz C

Não, perfeito.

?Voz D

Essa história da Mãe do Ouro voltou recentemente, esse ano aí mesmo, 2026. A gente chegou a comentar em uma, em um Freak aqui justamente sobre isso, né? Bolas de luz sendo vistas no interior de alguns lugares do Brasil. Então a gente já comentou sobre a Mãe do Ouro aqui esse ano.

ACAndreoli Costa

Inclusive, falamos em livro, né? O Água Funda, da Ruth Guimarães, aluna de Mário de Andrade lá nas décadas de 40, gente, é uma história com Mãe do Ouro. E é muito interessante porque ela tem essa ideia que a Mãe do Ouro vai enlouquecendo o cara que sonha com ela, até ele ficar obcecado tanto pelo tesouro que ele se desnorteia. Então aí vai essa versão. Veja como é diferente, né? Uma coisa é essa tentação do ouro, né, sempre tentando puxar aquilo que tem de pior dentro de você, por isso que vai te enlouquecendo.

E a outra que a gente falou há pouco é como o ouro também é redentor, né? Pelo ouro eu conseguiria provar inclusive para mim, que eu sou digno dele, que eu sou merecedor, não por meus feitos, mas por eu, pelo meu conhecimento, pelos meus afetos, né, pelas coisas ali que me cercam.

?Voz D

Essa história é meio martelo do Thor, né, não vem só de lá, tem esse folclore de ser merecedor, tem muitas religiões e muitos costumes, isso é uma coisa muito comum em várias culturas.

ACAndreoli Costa

O pessoal comentou aqui que sobre essa dúvida do coração, né, que nunca entendi essa parte. O Guilherme falou: ter o coração puro não seria livre da ganância de procurar um tesouro?

?Voz C

Essa tradição, né, depende o que que você vai fazer com tesouro, né.

ACAndreoli Costa

A ideia é que você tem que gastar para fazer o bem, né.

?Voz D

Isso aí deve ser tipo aquele lance Paulo Coelho das ideias, que você na trajetória do alquimista, o caminho é a transformação da alma, transformação da pessoa, e não que você encontra no final. Então poderia ser a ideia de que todos os seus obstáculos para achar o tesouro te transformariam em alguém que seja merecedor, e aí a sua recompensa Ter se transformado é um punhado de ouro. Porque se chegar no final e falar assim, nossa, o destino já foi a transformação, a pessoa vai ficar puta.

Então supõe que tem aí um ouro no final. Mas acho que também fala muito disso, né, do caminho da transformação. Só que no final as pessoas estão querendo uma grana mesmo para sair da merda dele.

?Voz C

É, e com uma grande parcela de culpa cristã envolvida, né. Do tipo, será que eu posso ter esse ouro? Será que eu sou digno, né? É uma loucura, né? Tipo, muito doido, né?

ACAndreoli Costa

Como é legal assim, porque você não encontrar não quer dizer que não tinha tesouro ali, quer dizer que ou você teve um pensamento desviante, né, ou que o espírito mudou aquilo de lugar. Teve, acho que foi 2016, no Paraguai, Teve uma cidade perto de Assumpção que eles fizeram o governo, a prefeitura falou assim: vocês querem escavar aqui? Então pode cavar, cava até achar o que vocês quiserem. Aí esse cara cavaram 30 metros de buraco, chegou até o lençol freático.

O Ministério do Meio Ambiente embargou inclusive porque tava um absurdo aquela escavação e não encontraram nada. E aí quando o jornal ABC Color vai entrevistar o responsável pela escavação, ele fala: Não, eu avisei para eles que não ia dar certo, porque não se pode trabalhar em período de siesta, e eles botavam a gente para trabalhar. Então o espírito não gostou desse tipo de coisa, e aí tirou o tesouro daqui. Então não é que não tinha tesouro a 30 metros de distância, quer dizer que o espírito trocou o tesouro de lugar porque, né, não respeitaram as regras ali de trabalho.

?Voz C

Não, não, a carga horária tava incondizente.

?Voz D

Inclusive, eu acho que uma das grandes histórias de ultimamente sobre tesouro enterrado é aquela lenda de Oak Island, né? Sim, sim, aquilo ali é de uma centena de anos, pelo menos um pouco mais até. E já matou a galera, já matou a galera também.

?Voz C

É o tesouro aí, no caso é os Templários, né? Tem várias lendas ali, né?

?Voz D

Os templários teriam colocado alguma relíquia sagrada, barril de ouro, enfim, várias coisas. O fato é que muita gente morreu e muito dinheiro foi gasto para abrir aquele poço e não foi encontrado tal tesouro ainda.

ACAndreoli Costa

O Andrei, você tinha falado de monstros, né, de bichos que protegem tesouro também. E lá no Paraguai, né, olha só o animal que é frequentemente relacionado a enterramento de tesouros. Eu vou compartilhar a tela aqui para o pessoal ver, aí você poder jogar aí para eles. Cadê? Compartilhar tela de novo.

?Voz C

1, 2, 3, aqui mostrando aqui para o pessoal. Olha, é uma mula sem cabeça?

ACAndreoli Costa

É um cachorro sem cabeça.

?Voz C

Ah, caraca, que doideira!

ACAndreoli Costa

Ainda tá mijando, filho da mãe, ela. Então, o que que nós temos aqui, né? Nós temos o Plativigui sendo relacionado, né? Plativigui é tesouro embaixo da terra, né? Na tradução literal, plata ouro, tesouro, e vinho, terra, e vinho embaixo. E aí você tem essa aparição desse cachorro sem cabeça, sempre branco, né, e com a cabeça pegando fogo. E aí é ele que— é por isso que você vê as luzes, né, você veria as luzes ali indicando onde tem o tesouro enterrado, porque é esse cachorro sem cabeça que tá aparecendo.

?Voz C

Boa, boa, muito interessante, cara. Como é que essas lendas elas vão se se convergindo, se enrolando, né? É muito doido isso, né? E aproveitando que a gente tá falando sobre isso, né, a gente teve uma notícia que correu nas redes sociais esses tempos aí que eu falei, cara, esse aqui é ótimo para a gente mencionar. A gente chegou a mencionar, se eu não me engano, o Rafael me alertou que a gente chegou a mencionar em um dos episódios, mas a gente não foi muito profundamente, que eu vou deixar aqui para vocês.

?Voz D

Quem foi profundo foi o moço aí, ó.

?Voz C

Caralho, em busca de tesouro revelado, idoso cava buraco de 40 metros dentro de casa, escorrega e morre em Minas Gerais. Mas cara, eu vou dar para vocês aqui as fotos do negócio, mano. Olha o tamanho desse, 40 metros, cara. Não é 4 metros, e 4 metros é coisa para caralho, é 40 metros. O cara cavou um túnel, um wormhole, para ele chegar no Japão aqui nessa porra aqui.

ACAndreoli Costa

Tipo, olha, olha, tem que ter uma estrutura, né, cara, para você ficar descendo isso tudo assim. Como é que você faz isso?

?Voz C

É, cara, aconteceu em janeiro de 2024 em Ipatinga. João Pimenta da Silva, de 71 anos, acreditava ter recebido em um sonho a revelação de que havia ouro enterrado sob sua casa. Durante cerca de 4 meses, ele escavou o poço de aproximadamente 40 metros de profundidade e apenas de 90 centímetros de diâmetro. Ao tentar sair da escavação, caiu e morreu. Agora, eu gostaria só de fazer uns adendos aqui que eu achei muito curioso essa notícia.

Primeiro é, cara, se É um tesouro mágico, né? No sentido de 40, não é nem pelo sonho. Se eu cavo 3 metros para baixo e não acho tesouro, quem que cavou mais do que isso para esconder? Vamos pensar. Ou seja, 40 metros para baixo, ninguém colocar, ninguém cavaria 50 metros para baixo para colocar um tesouro, né? Então o cara deveria ter parado nos 3 metros aqui, né? Mas não parou.

?Voz D

Mas aí, mas aí, Andrei, sabe aquele meme Aquele, aquela figurinha, o cara cavando aí para meio centímetro, tem uma parede de diamante depois. E o cara ficou nessa: gravei 5, mas se eu cavar mais um, caralho, mas se eu cavar mais um, cavei, mas se eu cavar mais um. Aí quando foi ver, tava 40 metros, pô. Imagina, o cara é uma obsessão, cara. Não, pô, mas se eu cavar mais um, eu acho, só mais um pouquinho. Então assim, dependendo dos sonhos que ele tava fazendo alguma coisa assim, esse cara entrou numa pira, entendeu? E aí, meu irmão, realmente é 40 metros.

?Voz C

E a outra, a outra, dinheiro em poço, cavador de poço esse cara. Sim, sim, é um poço, né, com articulado e tal, de que você podia descer através de um sistema de roldanas, né? Porque o demônio articulado, bem interessante aqui, né? Mas o que eu queria falar também de curiosidade, cara, é que para mim como escritor e hoje com uma visão muito holística sobre a vida, ele encontrou o tesouro dele, né? Que no caso foi a morte. Isso é de uma poesia incrível assim, né? Venha pegar o seu tesouro, né? E ele ganhou o tesouro de certa maneira, né?

?Voz D

Vai saber onde ele tá hoje, né? Vai ver que ele tá muito melhor.

?Voz C

Não necessariamente por isso, né? É porque é claro que isso fala muito sobre um processo de obsessão, né, que deve ser sempre alertado para essas histórias, naturalmente, né. Mas fala justamente dessa, e desses que no caso pode ser de, dessa coisa da criatura, do espírito, né, sendo sacana também. Você quer o tesouro? Então toma aqui, né, sendo proposital. E aí basta você acreditar, você acredita que o tesouro existe ou não, e você pode arriscar sua vida ou não, né.

Você quer mudar de vida, né? Com aquela música lá, né, do Extra, quer viver o extraordinário, né? Só se arrisca, né?

ACAndreoli Costa

E pensei na quantidade de pessoas que morrem procurando tesouro, né? Pensando no meu corpo específico, é lá no Paraguai a gente encontra notícias, né? Quem quiser procura depois, pessoal, no ABC Color, né? Procura por Plata e Vigui. Tem coisas, por exemplo, gente que morreu que tinha cavado o túnel e usava um motor a combustível, né, para ir ajudando a tirar a terra. Que que o combustível faz? Ele consome oxigênio, né? Então sufocaram até a morte porque não perceberam que estavam perdendo o ar.

Então os caras estavam lá cavando o buraco com uma tecnologia ali, pensando, ah não, agora vai dar certo, e aí morreram. Tem muita também Aí o filho cavando, aí o filho cai, o pai vai ajudar e morre os dois. É muito isso, cara.

?Voz C

Mas não precisa ter um espírito envolvido, né? O ato da mineração é algo naturalmente muito arriscado, né? Já é uma coisa que já morre gente, mesmo profissionalizante, né? Já morre gente para cacete, né? De, né, desabamento, né? Explosão que explodiu antes do que deveria, né? Tem esses casos de desabamento que a galera fica 40 dias dentro da terra ali.

ACAndreoli Costa

Eu imagino que você encontre realmente alguma coisa. Imagina que você encontra uma botija, né? O que as pessoas dizem é que aquele metal que tá ali dentro, ele soltou gases durante a sua oxidação, que quando abre eles vêm tudo em você, né? E aí isso aí pode te adoecer, né? Pode te intoxicar, você pode morrer porque encontrou o tesouro também.

?Voz D

Eu também fico imaginando uma coisa, é, tem toda uma quantidade de tempo envolvida nesse caso. Por exemplo, quando ele falou, era um idoso aposentado, então não tinha o que fazer, ele tava ali de bobeira. E pô, aposentado, já estou em casa. Nesse caso, provavelmente ele não tinha um emprego formal, ele arrumou um trabalho que era cavar, porque 40 metros, galera, nesse chão aí, nesse chão aí, como falaram aqui no chat, ele não encontrou lençol freático, não encontrou nada tipo, eu não sei se a terra mais fácil do mundo de cavar, de descer, subir a terra, limpar em volta.

?Voz C

Sabe qual o problema?

?Voz D

Sozinho isso deve demorar muito, pô.

?Voz C

O problema é o aposentado. O aposentado tem muito tempo livre, precisa arrumar coisa para fazer.

ACAndreoli Costa

Que nem eu falei para vocês da mulher, que é o artigo que eu escrevi na pandemia, que a senhora e o filho estavam lá confinados pelo COVID, resolveram cavar atrás de tesouro enterrado na própria sala porque uma vidente falou que tinha tesouro para ela lá. Então eles começaram a cavar, cavar, cavar, e para, sei lá, para vizinhança não ver, eles tampavam com o tapete da sala o buraco que eles estavam cavando. Um dia o cara chegou, procurou a mãe.

Cadê a mãe? E aí foi ver, ela tinha Esquecido do buraco e afundou lá dentro, né? Então faleceu procurando tesouro porque esqueceu que tinha cavado buraco no meio da própria sala.

?Voz C

Interessantíssimo, né? Teve outra notícia também, que essa ela é mais recente, só que assim, gente, é uma notícia com adendos aqui, né? Porque o que que acontece, é que me deu É, então, essa notícia rodou nas redes sociais essa semana, foi a que inclusive me deu a ideia de fazer esse episódio, que é esse vídeo, né, que viralizou nas redes sociais, que o contexto é: mãe escava piso da cozinha após sonhar com tesouro e se depara com ninho de cobra.

No vídeo, ele é um vídeo muito curto e carece de contexto, né? Você não sabe exatamente quem é essas pessoas, você não sabe exatamente aonde rolou, né? Você não tem muita coisa, você só tem esse contexto. Né, como eu falei, o vídeo é curto, né, mostra uma senhora tirando uma botija de dentro de um buraco da cozinha que estaria ali, teria um ninho de cobras dentro da botija assim, né. E aí tem aquele momento de desespero que quando ela tira a botija, as cobras saem, né, e aí sai correndo.

Só que uma coisa que o Andreoli falou, uma coisa que eu também já tinha muito me chamado atenção, era que, por exemplo, a gente não vê exatamente as cobras, né? O que dá a entender muito que esse vídeo possa ser fake, na verdade, principalmente porque a gente não tem muito contexto, né, da onde que isso aconteceu, quando isso aconteceu, quem são essas pessoas do vídeo. Você não tem vídeos depois falando mais sobre o assunto, né?

Então assim, é uma coisa meio com contexto muito pequeno, né, que pode ser um vídeo fabricado naturalmente. Mas sendo verdade, né, seria uma coisa muito boa. Você sonha e de fato tem a botija lá, né? E aí quando você escava, e aqui Eu vi nos comentários o pessoal brigando, falou, não, não tinha o tesouro porque ela contou para os outros. Era uma parada que ela devia fazer sozinha, né? Então o tesouro se transmutou numa armadilha por causa disso, né?

É muito interessante, né? Tinha até uma menina que eu tava lendo aqui nos comentários, que ela contou um relato bem grande de uma história muito semelhante, de uma história muito semelhante que rolou, tipo, de sonhar e etc. E a parada não deu certo. Ela tava cavando dentro de casa, a parada não deu certo. Justamente porque enquanto ela estava cavando, uma mulher passou na casa dela. Ela era assim, a moça que tava cavando era costureira, né, oferecia serviço para fora.

E uma moça chegou na casa dela, conhecida, vizinha, etc., e falou, ó, contratando serviço dela. Ela parou tudo para atender a mulher. Só que o que acontece? Ela voltou para cavar. Quando ela cavou, ela não encontrou nada. E aí fica a moral da história. Por que que ela não encontrou nada? Não é porque lá não tinha nada, era porque ela parou para atender alguém. Porque quando ela foi conversar com a vizinha, a vizinha não lembrava que no dia anterior ela tinha passado na casa da moça.

Ou seja, quem passou ali não era vizinha, era o espírito testando a fé da pessoa, e a pessoa falhou.

?Voz D

Determinação. De não parar. Tem que ser até o final, tem que ser.

ACAndreoli Costa

Isso tem um documentário lá do Paraguai que o cara até mandou para mim na época, mandou por correio. Detalhe que ele mandou o DVD gravado por correio, ao invés de mandar um link, né? Mandou o DVD gravado por correio direto no envelope assim, não tinha capa, não tinha porra nenhuma. Não sei como que rodou. Chama Plata e Vigui Como é que é? Não, não chama assim não, chama Overava, é aquilo que brilha em Guarani. E aí é entrevistando buscadores de tesouro, né, que são os Plativigui Rekava.

E aí os caras falam muito isso assim, que é você vai cavando e aí vai aparecendo sapo, escorpião, cobra, e você tem que continuar, você não pode olhar. E alguns falam que você não pode olhar para trás. Sabe, você tem que mostrar determinação, que nem o Andrei tava falando, né, que é a determinação por um lado, por outro lado essa generosidade, né, do coração puro de não querer usar esse dinheiro para fazer o mal. Vou pegar esse dinheiro e vou acabar com a vida de fulano. Já pensou?

?Voz C

É exatamente, exatamente. A gente, eu separei também aqui alguns casos famosos aqui de botija, né. A gente tem a botija do Seridó, que fica no Rio Grande do Norte. É uma das histórias mais conhecidas, fala de um antigo coronel que teria escondido diversas botijas repletas de moedas de ouro antes de morrer, sem deixar descendentes. Durante décadas, moradores afirmam sonhar repetidamente com o homem indicando o mesmo lugar, uma grande árvore já desaparecida nas proximidades de uma antiga fazenda.

Segundo a tradição, diversas pessoas tentaram escavar o local, algumas desistiram após ouvir gritos vindos do chão. Outras afirmaram que as enxadas quebravam inesperadamente ou que surgiam cobras enormes protegendo o tesouro.

?Voz D

Olha aí, esse coroa aí tá zoando as pessoas, né? Aqui, ó, cava aqui, ó, cava aqui. Aí o pessoal vai cavar, enxada quebra, escuta berro, vem cobra. Pô, tem alguma coisa, tem uma história mal contada aí, pô.

ACAndreoli Costa

Acho que Vocês não sei se vocês sabem, mas eu comprei um detector de metais.

?Voz C

E para que que comprou isso? Sacia de metal agora?

ACAndreoli Costa

Para procurar tesouro, né? Para procurar tesouro, lógico. E aí eu fui, eu cheguei lá na chácara dos meus avós, né? Aí peguei uma enxada e fui na serra, que minha avó tinha falado, ah, na serra tem tesouro, né? Seu avô sempre falava que tinha luz ali, não sei o quê. E aí É isso, né? É muito difícil você carregar um detector de metais de um lado e uma enxada do outro e subindo o morro ainda. Então eu cheguei lá em cima, já não queria cavar mais, dei duas batidinhas assim, falei, não tem, realmente não dá, não tem, não tem obstinação suficiente, não, jamais será seu esse tesouro.

?Voz C

Boa, boa! A gente tem a botija de canudos, né? Após a destruição de canudos em 1897 espalhou-se a crença de que soldados, comerciantes e até seguidores de Antônio Conselheiro haviam escondido dinheiro, armas e objetos religiosos antes do massacre final. E ao longo do século 20 surgiram várias expedições procurando esses supostos tesouros. Algumas escavações eram motivadas por documentos antigos, outras sonhos extremamente semelhantes aos relatos tradicionais de botijas nordestinas, né?

?Voz D

A gente tem os Deixa eu fazer uma pergunta para o André, olha, pergunta técnica, não sei se ele vai saber. Se eu encontro um tesouro desse enterrado e ele, sei lá, são moedas espanholas do século 18, ótima pergunta, esse dinheiro é meu? Eu posso falar, você é meu?

?Voz C

Uma péssima notícia, uma péssima notícia. A galera que fala aí da indústria da multa agora vai ficar puta.

?Voz D

Agora, se você falar que é teu, é só se você derreter, encolher, né? Porque mesmo Mas que lugar grande ver esse ouro, porque diz aí, vale muito mais não derretido do que derretido. Mas o que que acontece?

ACAndreoli Costa

É exatamente, inclusive foi isso que me levou a estudar esse tema lá na universidade, que lá em Mato Grosso do Sul, na fronteira, né, um cara achou uma, achou um enterramento ali com moedas antigas. Ele falou, vou vender. E aí o governo falou, não vai não. Porque no Brasil tudo que é do subsolo, né, petróleo inclusive, pertence à União, não pertence ao indivíduo. Então você não consegue vender aquilo porque aquilo é patrimônio público.

?Voz C

Não parece que consegue, né?

ACAndreoli Costa

De maneira diferente, na legislação lá se diz que se você encontra, metade fica para a municipalidade, metade fica para você. Ou se é na casa de uma pessoa, metade fica para essa pessoa e metade fica para você.

?Voz C

É por isso que os libertários estão indo para o Paraguai? É por causa disso? Vocês querem achar tesouro? Aí tem essa história. Paraguai agora virou o paraíso dessa galera aí, né?

ACAndreoli Costa

Se tiver acima do subsolo, se tiver acima do subsolo, aí não é um problema para achar, né?

?Voz C

O que que é subsolo? Tem uma definição.

?Voz D

Essa história é muito doida, porque assim, eu posso entender sobre petróleo, que a gente tá falando de uma riqueza daquela terra ali, do petróleo em casa, né? Você não vai extrair petróleo, mas ao mesmo tempo fica muito estranho, porque assim, meu irmão, a gente tá falando de, sei lá, um suposto baú, um pote, um jarro que alguém cavou e enterrou. Aquilo ali não é bem um tesouro histórico. Aí, se eu não me engano, entra nessa questão arqueológica, né?

Isso aqui é histórico e tal, não é que é uma parada semelhante ao petróleo, você não pode destruir porque isso aqui é bem histórico material. E aí, meu irmão, se tu fizer, se tu achar algo do tipo, tu tem que dar o de maluco e sair por aí assim, sabe?

?Voz C

Como provar que eu achei no subsolo?

?Voz D

Postei no Instagram, meu irmão. Se tu, se quando A PF chegar na tua casa, tu não tiver mais, vai dar problema para você, cara.

?Voz C

Mas é aquilo também, né? A pessoa tá sendo burra, que primeiro vai começar a aparecer aparentada. Então assim, já não é bom você postar independente qualquer coisa. Você fica quieto, gente. Você fica rico, 10% é do mundo freak, e do resto você esconde e foge e some. 10% do mundo freak, você some. É isso, não tem outra. É isso, fica a dica.

?Voz D

Por exemplo, tem as histórias aqui, eu fiz um trabalho aí um tempo no Instituto de Arqueologia e tinha histórias assim que a pessoa, esse cara, pô, e é um morrinho assim pelo Rio de Janeiro, tem muitos morrinhos em vários lugares diferentes. E a pessoa foi construir uma casa, tinha um sítio, ela comprou um sítio, foi construir um morrinho, né, construir a casa dela no morrinho desse do sítio. Cavando, ela encontrava Conchas, conchinhas de praia, só que não tava perto da praia.

E aí cavando e cavando e cavando e cavando, e aí alguém foi, falou com os amigos, ah, o meu tio, meu primo, sei lá, cava, tem muito disso, mostrou foto. Aí foram lá e era um sambaqui interditado, sítio da pessoa, não pode mais construir nada no sítio, porra, acabou, pô, acabou. Pô, se fodeu. Eu não sei exatamente o que que acabou a história, mas a pessoa, eu sei que a pessoa ficou impossibilitada de usar o terreno que ela comprou, porque era um terreno, provavelmente o município deve ter comprado eventualmente.

Mas tipo, aquilo ali era um instituto histórico, era um sambaqui, coisas indígenas, aquela coisa toda. E aí, meu irmão, perdeu, pô, acabou. Se ela recebeu o mesmo que ela pagou, já só lucro.

ACAndreoli Costa

É, o pessoal comentou aqui um negócio que eu achei curioso, né, que é o ouro não é detectável por detector de metais, né. Interessante, porque isso é uma febre, né. O detectorismo é uma febre a nível mundial, mas em especial lá no Paraguai. Desde quando eu fui para lá em 2011, é, você tinha nos anúncios de jornal, tipo, classificados, né, você tinha já ali vendendo máquinas de detecção de metais. Hoje em dia eu comprei minha no Mercado Livre, né, mas naquela época não existia esse tipo de coisa.

Então é uma coisa que tá rolando lá há muito tempo. E até comentei com o Andrei que em 2016 as empresas de detecção de metais lá no Paraguai fizeram um grande evento, né, que era para você procurar placa Iwigui num terreno histórico, por acaso, que era onde aconteceu a Batalha do Avaí. Batalha do Avaí, vocês devem conhecer pelo quadro do Pedro Américo, se não me engano, que é um momento histórico ali da Guerra do Paraguai, né, da Guerra contra o Paraguai.

E as pessoas estavam lá em massa, né, buscando tesouro e cavucando. Claro que isso é contra, né, é contra a lei. Então foi todo mundo autuado. Mas olha só o movimento que as pessoas fizeram, né?

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?Voz C

Caraca, doideira demais, mano! É uma febre mesmo, né? Eu vejo no TikTok, né, principalmente aqueles de rio, né, que o pessoal coloca num cabo e joga no rio, né, e vai pegando com ímã, né? Não é, não é uma detecção de outro jeito, né?

ACAndreoli Costa

Aqui na praia o pessoal fica com detector de metais, mas é para tipo assim achar aliança, relógio, essas coisas, brinco.

?Voz C

Cordão.

ACAndreoli Costa

Lá no caso é quando você vai para um espaço histórico, é para você encontrar coisas que você acha que são mais, que estão ali há mais tempo, que as pessoas não sabem. Tipo eu falei para vocês dos caras que invadiram o banco lá para cavar procurando um cofre que estaria enterrado dentro do banco. Caraca, deixa eu mostrar isso aqui rapidinho só para o pessoal visualizar.

?Voz D

Invadiram um banco que já tem um monte de dinheiro para cavar e achar dinheiro que não era do banco.

ACAndreoli Costa

Eles tinham aqui, ó, um mapa do tesouro.

?Voz C

Mostra aqui para galera aqui também.

ACAndreoli Costa

Doideira, ó, tinha um mapinha. Então, ó, o nome da matéria, ó, Conselho do BNF, né, que é o Banco Nacional de Financiamento. Pede informe sobre o tesouro, entre aspas. Que tesouro é esse, né? É que os nossos queridos buscadores, e por acaso eram dois brasileiros, né, eles conseguiram ter acesso ao prédio do Banco Nacional de Fomento do Paraguai durante a noite e cavaram um buracão lá procurando tesouro enterrado, porque eles tinham essa informação de que tinha um cofre enterrado por lá.

Cofre antigo, né, que tinha muito dinheiro não rastreado. Então cometeram esse pequeno delito de invadir um banco.

?Voz C

Perfeito, perfeito, muito bom. Citando aqui alguns também históricos, aqui a gente tem o Tesouro dos Bandeirantes em Minas Gerais. Durante o ciclo do ouro era comum que mineradores escondessem pequenas fortunas para evitar impostos da coroa portuguesa. Os roubos de especializadas, ou roubo de quadrilhas especializadas. Muitas dessas pessoas morreram durante viagens ou epidemias sem revelar onde haviam enterrado seus bens. E essa realidade histórica fez nascer inúmeras lendas envolvendo botijas encantadas, né?

Em Ouro Preto, Mariana, Sabará e Congonhas existem relatos registrados desde o século 19 sobre moradores que sonhavam com igrejas, ruínas, fazendas ou antigos caminhos coloniais onde estariam escondido, arcas de tesouro, né? E a gente tem o tesouro jesuíta das missões na fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai. Existe uma tradição secular envolvendo os antigos povos jesuítas. Foi o que o André citou no início, né? Quando a redução, as reduções foram abandonadas durante a guerra no século 18, espalhou-se a crença de que padres indígenas estavam enterrando imagens sacras confeccionadas em ouro e prata para impedir que fossem saqueadas.

É, galera, muito doido aí, né? Essas foram as lendas de botijas. Tem alguma coisa que ficou de fora, Andrôlia, ou posso puxar aqui o próximo tema? E que que tem que mencionar?

ACAndreoli Costa

Vale mencionar que tem uma coisa interessante, que é também como é que o mercado vai se apropriando disso, né, cara? Porque não sei se foi esse ano ou no ano passado que um site de cassino online lançou o cassino de Plata e Vigui, que bota todo aquele cachorro branco sem cabeça lá. E aí as pessoas, é tipo uma bet assim, né, que chama justamente Plata e Vigui. E você bota uma grana, o cachorro corre assim, aí você consegue tentar fechar os 7 monstros lendários e você consegue tirar, tirar não, né, perder dinheiro ali.

?Voz C

Jogando. Meu Deus, doideira! Vamos então para o nosso próximo bloco, mas antes, Rafael Júnior tem um tesouro, vai ser desenterrado esse sábado, certo, Rafael?

?Voz D

Certíssimo, Andrei! Precisamos do apoio da galera do mundo freak, precisamos muito do pessoal chegando junto. Estou lançando meu primeiro livro! Depois de muito tempo, finalmente tive tempo. Depois de muito tempo, tive tempo. Olha que redundante de desenvolver essa história. Estou junto com a galera do RPG Planet, né, que já é um pessoal que lança livros de RPG, mas vamos lançar o primeiro romance lá pela editora RPG Planet, e é A Sombra do Infiltrador.

Conta a história aí de Atlas. Sim, é o mesmo nome dos do meteoro satélite, mas não tem nada a ver uma coisa com outra. É um livro de ficção que é de fantasia, magia. Quem curte aquelas histórias de Tolkien, The Witch, um cenário— ó, o Andrei fica falando que é dark romance. Não, qual é esse romance?

?Voz C

O livro é dark, é dark, tem romance, tem romance. Então, o que que eu posso falar mais? Meritíssimo. Encerra o meu caso aqui. Agora com o júri. Ele tecnicamente tem, é dark e tem romance. Fica aí, é fácil ganhar mais 2 aí. Brincadeiras à parte, cara, dark fantasy é um gênero muito legal, né? É um gênero adulto, coisas, mas sem sexo, porque não é dark romance. Ou pode ter também, não sei. Rafael, não falei mais nada, mas eu tô muito curioso com essa história.

Já recebi em primeira mão o PDF do livro, vou piratear com todos vocês. Sacanagem. Em breve, em primeira mão, durante a campanha, em algum momento vou dar uma lida e vou ter opiniões, vou ter opiniões em breve. Mas o que é importante, Rafael, é que lança sábado agora, né?

?Voz D

Sábado agora abrimos o Catarse, então cola aí. Vai ter live especial comigo falando do, de como foi a produção, falando, conversando com o pessoal da editora da RPG Plant, a Lina, o Tchelo, falando como foi fazer o trabalho, como foi fazer o Catarse, como foi as nossas escolhas de imagens, porque ele tem artes internas além da arte da capa, né? Boa, boa, queridíssima Gi. Fez as artes para gente. E assim, uma grande aventura. Hoje tive reunião ainda para ver coisas, é muita coisa, gente. Meu cabelo caiu todo e espero que tudo dê certo.

?Voz C

O cabelo tá caindo tem um tempo, né? Mas o que tinha acabou, terminou, né?

?Voz D

O que caiu daqui agora já tá a barba ficando branca.

?Voz C

Entendi, entendi isso. Perfeito, perfeito. Ó, Então siga aí o projeto, catarse.com.br/a-sombra-do-infiltrador, tudo junto. Ou você vai vir aqui no link desse episódio e você tem a opção do coraçãozinho. Se o projeto ainda não tiver no ar, tem um coraçãozinho, seguir projeto, e você vai ser avisado quando a campanha começar. Beleza? E eu já falei, hein, que se a gente não fechar em uma semana, não fez uma semana, é uma semana, uma fecha. Eu tentei tem que bater essa meta aí uma semana.

?Voz D

É que aqui a galera do Mundo Freak é famosa por não gostar muito de ler, né, Andrei?

?Voz C

Que isso, Rafael, chamando o ouvinte de analfabeto?

?Voz D

Não, eu tô aqui instigando. Será, será que vai bater na semana?

?Voz C

Não sei. Da onde você tá tirando aí? Boa, boa, bom marqueteiro, Rafael! Isso aí, chama todo mundo aí de ignorante que não abre a porra de um livro.

?Voz D

Perfeito, perfeito, é isso aí.

?Voz C

Mas comece agora então, se você nunca leu um livro, comece aqui porque eu tenho certeza que vai ter qualidade, vai ser incrível aí, os seus analfabetos aí. Vamos então para o nosso próximo bloco, queridíssimos e queridíssimas, porque o que acontece, calma aí que eu preciso de uma mídia aqui apropriada. Vamos lá, ó. É, galera, vocês sabiam que é do Brasil, gente? Do que que eu estou falando? A maior, o maior diabão do mundo, maior estátua do capeta do mundo foi construída no Ceará.

É do Brasil, é do dia 1º de agosto. Esse mês essa notícia chamou bastante atenção porque uma mãe de santo, né, financiou aí aproximadamente uma estátua de 11 metros de altura que foi inaugurada na Praia de Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. A idealizadora afirma se tratar da maior estátua do mundo dedicada ao diabo e diz que o monumento foi concebido como um espaço voltado à reflexão sobre a liberdade religiosa e a espiritualidade.

Naturalmente, isso caiu muito bem nas redes sociais. Galera aceitou de boa aí, né? Foi imediata, né? Dividiu opiniões, curiosidades, indignação e até humor nas redes sociais. E o ponto interessante é que a estátua não representa exatamente a imagem tradicional de Satanás presente na arte cristã medieval. A escultura é muito mais a iconografia de Baphomet, popularizado no século 19, pelo ocultista francês Eliphas Lévi. Ritual de dogma, ritual de alta magia aí para galera que comprou, só para assustar a mãe. Aí, ó, é um bafomezão aqui, ó, para vocês.

ACAndreoli Costa

E ele, quanto custou, cara?

?Voz C

Não, não vi quanto custou.

ACAndreoli Costa

A matéria que eu tinha visto falou que foi R$100 mil para fazer.

?Voz C

Caraca, bicho, eita diabão!

?Voz D

É muita vontade de zoar cristão, mano, gastar assim.

?Voz C

Mas o cristão é um esporte peculiar, mas que é importante.

?Voz D

Apesar que eu vi a notícia hoje, tudo bem, é para caridade, mas teve gente que comprou uma foto do Instagram com Neymar no story do Neymar por R$550 mil. Então fazer a estátua de R$100 mil com diabo parece que é de São Bárbaro.

?Voz C

Boa, boa. Então é do Brasil, fica aí o nosso grande Baphomet. É interessante assim porque a imagem de Baphomet Por mais que ela tenha essa associação do diabo, né, Bafomé é um demônio que ele vai nascer na época que os cruzados estavam sendo perseguidos pela igreja, né. Teve ali um problema ali com o Rei Felipe, um deles, né, que teve 15 reis Felipe, né. Teve um problema que o problema era, ele tava devendo para os Templários, né, que eles foram o primeiro banco da história, né.

Essa ideia de banco moderno nasce dessa época, né, dos cruzados, desculpa, os Templários, né. E durante as torturas, os Templários falavam sobre essa entidade que eles louvariam, supostamente chamada Baphomet, que é a primeira vez na história que a gente escuta esse nome, né? Parece ser uma entidade. Tem um historiador francês, se eu não me engano, que ele fala, um linguista francês, que ele fala que Baphomet provavelmente pode ser uma corruptela da palavra mau-amer.

Na hora das torturas, o cara falava, e a pessoa anotou Baphomet, né? Porque eles foram perseguidos por heresia e coisa nesse sentido, né? Mas motivado, é claro, pelo, pelo, pela união aí dos poderes aí da monarquia europeia com a Igreja Católica na época, né? Mas desde então essa figura ela sempre foi muito nebulosa assim, né? Porque você não tem um registro histórico de nenhum tipo de deidade divina, porque vários demônios são divindades, né?

Baal, Beelzebub, Você tem aí vários desses demônios aí como sendo na verdade grandes deidades da antiguidade, né, que foram demonizados aí pela Igreja Católica. Só que o Baphomet não passou por esse processo justamente porque ele era algo que não se conhecia, né. E aí ele faz Levi, ele que tem essa ilustração aí do Baphomet, né, que é uma imagem que inclusive tem assim, tem um negócio inclusive Colocar aqui para você, Baphomet.

Aqui, esse é o Baphomet clássico, né? E uma coisa que o pessoal reclamou é que não tem uns peitinhos, né? Porque essa imagem bafomética do Eliphas Lévi, né, ela é uma imagem alquímica, né? Ela fala sobre essa, esse ser, né, que é gente mas é bicho, que é masculino mas é feminino, solve et coagula, né, com alguns conceitos alquímicos, né? E ele tem essa ideia tanto em cima quanto embaixo, né? Ele tem essa ideia de de ser um, uma, não um demônio, mas uma divindade do materialismo, vamos colocar assim.

O que naturalmente se cruza com algumas figuras do diabo, né, com relação a essa coisa do mundano, né, ou seja, do não do sagrado, que tem muito a ver com a magia, etc. Não vou entrar muito nisso porque é papo de esotérico maluco, mas é muito interessante porque essa imagem da moça, né, é bem bafomética, sem os Aliás, né? Mas é isso, temos aí um bafomezão, polêmicos. E temos aqui também uma que é melhor ainda, gente, robô centauro que parece saído de um pesadelo.

Galera, isso aqui me deixou muito feliz. Olha a cara desse cidadão. Tá dando mal aqui, gente. Para quem não sabe, tá dando mal. Quem tá escutando em áudio tá perdendo aqui, tá perdendo essa imagem. No fim de julho de 2026, mês passado, uma empresa americana de robótica chamada Satyrus, ou seja, Sátirus, né, escrito esquisitinho ali, né, apresentou um protótipo que rapidamente viralizou na internet, batizado de Treehogs. O robô possui 4 patas, um dorso humanoide, uma cabeça com um grande chifre.

Cara, o chifre aqui é completamente completamente aleatório, né? Lembrando uma mistura de centauro, bode e criatura mitológica, né? A ideia dessa figura bastante perturbadora que na imagem está segurando uma motosserra é que ele teria a função de resgatar pessoas em incêndios florestais. O que eu achei, cara, sem brincadeira, isso aqui é para o Monark ver isso aqui e falar dos Illuminati colocando as mensagens aqui, né? Preparando aqui o apocalipse robótico demoníaco aqui, né, cara?

?Voz D

Vamos combater os incêndios florestais nos Estados Unidos. Qual é a ideia? Vamos tratar melhor a natureza? Vamos tomar algumas medidas assim, assado, estruturas, pessoas que escreveram livros, pessoas que pesquisaram sobre? Não, não, não, não, não, não, não. Vamos fazer um robô centauro com a motosserra da porra. Por que não? O que que pode dar errado, mano?

?Voz C

Olha essa imagem aqui do robô, do tipo eu quero seu cu e quero raspado, saca? Tipo a cara dele aqui atrás.

ACAndreoli Costa

Esse olho é foda, né, cara? Podia fazer, podia fazer, sei lá, uma lente, né? Mas não, é dois olhinhos sinistros.

?Voz D

Na minha teoria, nitidamente isso é feito para ganhar clique infinito. Internet, porque não, como o Andrei falou, não tem nenhuma praticidade o chifre, né? Não tem nenhuma praticidade ter a cara de um boi. Não existe nessa anatomia dessa criatura. Muitos motivos são completamente aleatórios, né? A cabeça podia ter um formato muito mais barato, podia ter um monte de coisa que podia dispensar muitas coisas, mas os caras fizeram para viralizar, né?

Para ganhar clique, chamar atenção na rede social, na internet, porque provavelmente isso tem duplo sucesso. Vai provavelmente chamar investidores e vai chamar atenção do Exército Americano. Aí o cara falou assim, nossa, eu quero salvar a natureza. Então tu com isso aí quer vender para o Exército Americano para cortar as pessoas no meio? Certeza.

ACAndreoli Costa

Meu Deus do céu, galera!

?Voz C

E com isso a gente encerra mais um Mundo confidencial para se despedir aqui do Andreoli. Temos ainda o bloco de recadinhos, então permaneçam aí, né? Mas, Andreoli, a gente vai se despedir de você, vai ficar aqui só eu e Rafael Jacaúna. Onde é que o pessoal te encontra? Tenho certeza que o pessoal adorou aí a tua, todas as suas informações que você traz para brilhantar esse episódio. Você tem presença na internet ou você é um tesouro escondido?

ACAndreoli Costa

Fala, pessoal! Então é isso, mais uma vez agradeço, Andrei, agradeço, Jaque, pela companhia aqui. E se vocês gostaram do que a gente conversou, dá uma olhada no que eu ando fazendo no meu perfil pessoal mesmo no Instagram, @andriollii, com dois L's e I, né? E lá você encontra o link para todas as outras coisas, né? O Colecionador de Saci, o perfil só de jogos que eu criei também, com jogos analógicos a gente vem desenvolvendo, eu e o André Vazios.

Então confiram por lá, espero que vocês gostem. E o último jabá é, tem uma loja da Uma Penca também, umapenca.com/saci. Tem camiseta de Saci lá para vocês.

?Voz D

Boa, boa.

?Voz C

Vou deixar os links aí do Andreoli para vocês. Andreoli com 2 L's.

ACAndreoli Costa

Andreoli com 2 L's e Andreoli.

?Voz C

Perfeito, perfeito. Andreoli, um abraço para você. Valeu, queridos.

ACAndreoli Costa

Um abraço, tchau tchau.

?Voz C

Boa, galera! Agora estou sozinho com ele, Rafael Jacão. Agora estamos sós. O último episódio deu o que falar. Calma aí, deixa eu ligar aqui os recadinhos para mostrar que o recadinho começou, né? Recadinho não, os comentários, né? Episódio passado deu o que falar, controversa.

?Voz D

Culpa de quem? O Andrei.

?Voz C

Ah, mas não, Andrei nunca liberou episódio controverso, coisa controversa agora, culpa do Andrei, né? Aí quando eu libero geral, reclama.

?Voz D

Garoto bom! É, rapaz, você sabia, meninas? O Andrei está solteiro.

?Voz C

Rafael Jakauna, o meu coração já pertence a uma pessoa chamado Gil do Vigor, participante do BBB número 21.

?Voz D

Um dia Ele não te quer.

?Voz C

Mas Rafael, eu tô acostumado a pessoas não me quererem. Isso aí é terça-feira para mim.

?Voz D

Meninas, escrevam para carta do Andrei, escrevam uma carta para o CNPJ aí do Andrei. Tá precisando, que o bicho tá carente.

?Voz C

Olha só que papo é esse, só pessoa sóbria. Vamos fazer um reality show, Rafael. Quem topa o Andrei em 30 dias? Não, qual é aqueles Quem topa o André em 30 dias? Quem topa o André em 30 dias? E aí a pessoa vai casar depois de 30 dias, tem que ser isso.

?Voz D

Vai ser uma apresentação do teatro, André. Eu apresentando, eu vou selecionar 5 participantes, um ouvinte do Mundo Freak, para você escolher no final quem você vai sair para o jantar.

?Voz C

Entendi, muito bom. Não vai ter prêmio em dinheiro porque claramente a pessoa vai pegar o dinheiro, vai me dar um fora.

?Voz D

Não, as pessoas vão pagar para assistir isso. Ninguém vai ganhar dinheiro.

?Voz C

As pessoas vão pagar para participar porque eu sou um homem de valor.

?Voz D

Aí você também exagerando. As pessoas vão pagar para assistir. Agora, as meninas, talvez eu tenho que pagar elas para participar, né?

?Voz C

Boa, boa, boa. Fica aí, fica aí a ideia.

?Voz D

Joga a ideia no ar aí.

?Voz C

Tá bom, é isso aí. Buraco. Vamos ver se a botija aparece no carro amanhã. A botija, cara, Rafael tá indo para um lugar, tá muito dark romance aqui. Vamos voltar aqui, vamos voltar aqui. O Cássio colocou aqui: topa tudo por Andrei. Ai, caralho. Vamos lá, o nosso último programa foi o do Monark, né? Um programa bem Interessante. Eu gostei muito do resultado. Eu não achei que o programa fosse ser tão bom, mas ele até que foi coerente, né?

E tivemos aqui os comentários. E antes de mais nada, a gente teve muito comentário, mas muitos comentários com os mesmos temas, muitos comentários que falavam muito as mesmas coisas. Então eu fiz ali um levantamento, né, e separei um comentário educado, né, do que representaria algumas opiniões, né, que eu vi se repetindo e tal. Outras eram opiniões muito soltas assim, né, mas que eu achei interessante. Então, por exemplo, Bruno Moreira, ele fala o seguinte: consegui completar o bingo onde todo programa é necessário falar do Menino Golfinho, o Moleque das Luzes na Fazenda e o Epstein.

Maravilhoso, PS, obrigado, Zucas, por ter feito o meu bingo perfeito. Amo o programa de vocês. É o Zucas, o Zucas, sabe, Toretti? Essa galera do Tourette aí. O Zoukas não tem Tourette, mas o Zoukas ele tem umas paradas que ele tá falando sério, aí do nada a gente tá conversando, aí do nada ele manda um absurdo, tipo, é tipo o Mike Leão, né? Claramente é uma coisa que viria dele assim na parada. O Jorge Freitas falou o seguinte: Andrei, você acha o Bicicletinha um cara muito inteligente para negócios, fazendo sucesso duas vezes, e ao mesmo tempo um ingênuo?

Que falou do jeito errado. Esses dois caras são, esses dois caras são contraditórios. O cara está associando a liderança política conservadora, né? O cara está associado a lideranças políticas conservadoras. Para mim foi só porta-voz e nada inocente, cara. E aí eu vi que esse comentário, ele, eu acho que ele resume bem algumas opiniões, que algumas pessoas se incomodaram por eu ter julgado o Monark, um cara muito talentoso, usando o argumento de que ele deu certo na internet duas vezes.

Ele dá certo uma, já é raro. O cara deu certo duas vezes, né? O raio caiu duas vezes no mesmo lugar. E ou falando que, tipo assim, ou indo para um outro lado, chamando que porque se incomodou que a gente chamou o cara, entre aspas, de maluco, o que isso em teoria seria uma passação de pano da nossa parte, porque isso isentaria a responsabilidade das pessoas. O que que você acha, Rafael? Antes de eu soltar meus cachorros.

?Voz D

Eu acho que o termo maluco, chamar alguém de louco e tal, é mais simpático do que chamar a pessoa de perversa, mau caráter, coisa do tipo. Porque o maluco pode ser muita coisa. E quando a gente tá na internet, a gente tem que medir nossas palavras, parceiro. Eu não posso simplesmente falar muitas coisas de forma direta, que também não pega bem. Mas às vezes a galera quer muita literalidade. Calma, galera, calma. Não foi o Andrei, não usou as palavras que você gostaria?

Talvez no ambiente de gravação não fosse necessário, né? Poderia se usar palavras melhores ou piores, mas sempre você sempre ficaria insatisfeito, né? Não dá para agradar todo mundo. E você, Andrei?

?Voz C

Cara, é uma coisa que me incomodou e que eu me incomodo um pouco, principalmente assim, não é a gente, nós temos um viés muito claro, né? A gente não fica sendo partidário necessariamente aqui, né, não ficamos falando necessariamente de política aqui, mas é claro que nós temos um viés. O que transforma a bolha das pessoas que escutam Mundo Fric também com pessoas que se identificam com esse viés. E o problema desse lado, desse viés, é que é o seguinte: tem uma galera que é muito superficial.

Eu vou ser bem polido aqui, principalmente porque Nosso amigo aqui também, ele fez um comentário que eu achei muito polido.

?Voz D

Vai usar palavras mais educadas, como eu acabei de falar, né? Não dá nem para usar.

?Voz C

Não, mas é porque, tipo, é porque teve pessoas que talvez merecessem eu ser um pouco mais, um pouco mais ríspido, né? Mas eu peguei um comentário de uma pessoa que foi super educado, eu acho que merece uma educação no processo. Mas eu sinto que algumas pessoas, elas têm uma certa imaturidade da realidade consensual. O que que eu quero dizer com isso, gente? Existe o contraditório. A gente vive num mundo em que uma pessoa, ela pode ter talento e ela pode não ser uma pessoa muito inteligente, sim, e ao mesmo tempo estar sofrendo de alguma espécie de problema neuropsicológico.

Essa realidade toda coexiste. E sem brincadeira, alguém que escutou o programa resumir o que a gente falou do tipo, aí esse cara é só um doidinho de barro, cara, desculpa, não foi isso que a gente falou. Nós falamos muita coisa. É claro que de vez em quando, pô, isso aqui é loucura, etc., de uma maneira vulgar, mas é óbvio que em dado momento a gente falou e respeitou o quão é problemático essa coisa de você ter alguém que não busca o diagnóstico, alguém que não procura ajuda, alguém que destrói a própria vida em nome de uma obsessão ou de uma paranoia, porque isso é um indicativo objetivo.

Falamos que não é para a gente ficar diagnóstico, a gente já não é nem da área, mas mesmo se for da área, você não diagnostica uma pessoa por ver um vídeo. Quem tá fazendo isso é um irresponsável, seja psicólogo, psicanalista, neuro sei lá o quê e bobajada, PNL, não sei, qualquer pessoa que faça um diagnóstico desse baseado em vídeo é um picareta, porque você faz um diagnóstico baseado nas sessões que você tem com o teu paciente.

Dentro da sala, né? De resto é show, né? Só que o que que me incomoda, Rafael? Eu sinto que muitas pessoas, se a gente não falasse, ah, esse cara é o maior filho da puta que existe e ele merece morrer e apanhar na rua, se a gente não falasse isso nesses termos, a galera não fica satisfeita. Só que, gente, isso não vai vir porque eu nem acredito nisso como uma solução. Eu sei que no fundo do nosso coraçãozinho a gente se irrita com uma galera, e eu falei mesmo no episódio, eu acho que tem gente que faz peso na terra.

Só que uma coisa é minha opinião pessoal, uma coisa é como eu acho que o mundo deveria seguir, né? É por isso que existe um juiz que vai pegar por um processo, seja que eu tô movendo, que eu tô tomando, que vai chegar eu e mais a outra pessoa que tá movendo o processo, e vai ter um juiz que tecnicamente é imparcial e vai dar. Eu sou parcial porque eu não concordo com as opiniões. Eu acho que isso tá bem claro. Então, o que que eu acho, principalmente dessa, muita gente da esquerda, é que elas funcionam de uma maneira muito primária e imatura com muita superficialidade, inclusive nesse momento em que tudo é ou você é bom ou você é mau, ou você é burro ou você é inteligente.

E assim, dá para ver que é um cara extremamente contraditório. Claro que tem um viés específico, é um cara que se aproxima de pessoas de extrema-direita. De maneira nenhuma concordo ou ficaria confortável em sentar numa mesa de podcast com esse maluco, né? E como eu falei, maluco, a gente fala vulgarmente falando, maluco é modo de falar, modo né, com esse cara, né. Então eu acho que tem muita gente que, como eu falei no episódio anterior, o mapa não é o território.

A realidade não cabe na sua van filosofia, ideologia, outras coisas. Pessoas são contraditórias. Existem pessoas de direita e extrema-direita que são boas pessoas, talvez defendam coisas execráveis, mas são boas pessoas para os parceiros, para as famílias. E quem, e tipo assim, e essas pessoas existem. Ao mesmo tempo que existem pessoas do nosso campo que são malucas, são esquizofrênicas, são, são, são, são, usam qualquer tipo de luta social como escudo para se autopromover.

São pessoas gananciosas, são pessoas que dão golpe nas outras, são pessoas ruins, são pessoas que não demoraria uma revolução para mandarem te fuzilar. E eu não tô falando como uma crítica à questão de revolucionários, tô falando assim, tem gente que é assim. E assim, eu conheci pessoas que eram católicas fervorosas, do ponto vou casar virgem, que eram as pessoas mais doces, gentis e boas do mundo, e pessoas que eram muito próximas de coisas que eu penso, que eram as pessoas mais execráveis que eu já vi.

Porque a realidade ela é contraditória. E eu não tô falando que o Monark é um cara do bem, de nenhuma maneira. A gente falou isso no episódio, inclusive. O que eu tô falando é que um cara pode ter um talento, pode não ser muito inteligente para algumas coisas, E também, e lembrando a todos, gente, QI, não existe um método de você medir inteligência. QI é uma pseudociência. Existem pessoas que têm vários, existem vários tipos de inteligência.

Tem pessoas que é inteligente com relação à lógica, que é uma pessoa que saca muito fácil. Tem gente que tem memória fotográfica, então ele tem uma inteligência de memória. Tem gente que tem inteligência emocional, mas não tem as outras inteligências. Então é por isso que eu falo que tem muita gente que encara essas discussões com muita superficialidade. E se elas não escutar exatamente o que elas pensam, elas acham ruim. Só que é o seguinte, gente, como eu sempre falei aqui para o episódio, vale para galera do outro viés como vale para você.

Eu não vou falar baseado no que você vai gostar, eu vou falar nas coisas que eu acho. Se eu falo alguma coisa errada, que eu vá, beleza, eu venho aqui, me retrato, fala, pô, falei besteira, fiz uma piada fora de hora, uma parada que hoje eu revi. E eu sou muito disposto a escutar. Mas uma galera que parece que não escutou o episódio falando umas parada dessa é uma coisa que Isso particularmente me incomoda.

?Voz D

O Andrei, o que me deixa sempre— eu já usei esse contexto nas minhas lives, eu acho que eu já falei aqui também em alguns programas, que como tu falou, eu conheço pessoas, por exemplo, que são eleitores do Bolsonaro, defenderam, discutiram, brigaram com os outros. São pessoas que são boníssimas, do tipo que tirariam roupa do corpo para dar para uma pessoa necessitada, mas ao mesmo tempo defendem políticas tal qual eu não concordo.

Então sim, gente, a pessoa pode votar, pode defender certos políticos e ser pessoas maravilhosas. E mesmo assim eu posso discordar dessa pessoa. Então assim, tem sempre o limite do que é pessoa. Então a pessoa pode ser boa para um, mal para outro, ruim. E é isso, a vida é muito disso. Claro que eu não tô defendendo a pessoa que faz uma bondade, vai ali, chuta um cachorro, né? Sobre isso que eu tô falando, é sobre os tons de cinza da parada que o Andrei também tá falando aqui.

Então A galera é muito, aí como você tá falando, muita gente do lado progressivo, dependendo do assunto, vai levantar bandeira antipunitivismo.

?Voz C

Concordo muito, mas na primeira oportunidade, e sim, sendo bem honesto, eu acho que uma galera já deveria ter rodado já. Eu não fico falando essas coisas aqui porque foda-se, mas primeiro que foda-se minha opinião, segundo que eu acho que a gente deveria mobilizar menos a internet para ódio gratuito e briga e etc. e tal. Eu acho que o nosso dever e nosso trabalho é mais compartilhar as coisas boas e abrir os olhos de uma galera, para galera da teoria da conspiração e etc.

Então, tipo assim, se eu quiser só ficar aqui militando, que é talvez o que você esteja querendo aí, nobre ouvinte, né? Eu tô falando para todo mundo que se incomoda talvez com alguma doença, pode discordar à vontade, não tem problema. Eu vou respeitar que você discorde, a gente discorde de alguma maneira e tal, né? E talvez eu até reveja algum posicionamento. Mas a grande questão questão é que eu não vou ficar aqui militando porque eu acho que isso perde um pouco do pressuposto de Mundo Freak ser o podcast de ateizinho, de teoria da conspiração.

Nosso viés já vaza, já tá claro muitas vezes as coisas que a gente pensa. A gente não precisa ficar levantando bandeira para performar, para ganhar troquinho com a galera que só quer ver, só quer ver a gente se foder e vai cancelar a gente na primeira escorregada que a gente der. E é isso que eu acho. Tem uma galera que quer ficar agradando, que gosta de performance, mas na primeira oportunidade vai enfiar uma faca nas tuas costas.

Enfim, é um pequeno desabafo aí, né? A grande questão é que quem não gostou, pega eu. Fica aí a dica aí. E o Rafael também fica aí. Vamos lá. Nasgul Soares, um podcast que vive de divulgar, ó, esse aqui é legal, hein, Rafael, ó, Nasgul Soares, é um cara, um Nasgul brasileiro, né, um podcast que vive de divulgar conspirações criticando o Monark, cômico, cheio de, entre aspas, boas intenções, passando o podcast todo usando termos pejorativos como doido, maluco, tu acha pautas poderiam tranquilamente ter saído da cabeça do Monarca. Rafael Jacauana, olha, qual a sua resposta com relação a isso?

?Voz D

Eu acho que ele tá correto, mas aí que tá o ponto: ou ele nunca estudou mundo freak, ou ele nunca entendeu do que a gente fala. Quando a gente fala aqui, a gente traz as pautas. Vamos trazer as pautas sobre Alien. Eu posso acreditar em Alien? Eu não direi opinião dele sobre Itália, que mudou ao longo dos anos, né? A galera que escuta mais antigamente tem opinião sobre magia, que não sei o quê. Mas esse, essa que é a diferença.

Tem certos podcasts no YouTube e tudo mais que é o seguinte: qualquer assunto conspiratório, a pessoa vai dizer que é verdade e vai defender, e todo mundo na bancada vai defender, cada um vai defender de forma mais veemente do que outro. E tem gente que acha que o mundo freak é assim. Pelo amor de Deus, gente, então Programa 616, porra. Vocês estão achando que só porque é conspiração eu vou achar que tudo é verdade? O André vai achar que tudo é verdade e todo mundo vai ficar aqui, porra?

Assim, eu posso pegar uma conspiração assim, caralho, acho que essa aqui é realmente muito idiota, essa aqui é melhor, essa aqui é mais interessante. Porra, não é possível, cara. Puta que pariu, vocês estão escutando podcast errado se vocês acham que a gente vai chegar com a conspiração aqui E a gente vai adorar todas elas. Ah, a Terra é plana, homem nunca foi para Lua, puta que pariu, deve ser tudo verdade, pelo amor do menino Jesus, pô.

?Voz C

Só para também não deixar aqui sem resposta, o Jorge Carlos, ele foi o cara que eu li o comentário aqui, o anterior, né? E ele fala: eu concordo com todo o resto, se ele está passando problema e tal, só naquele ponto específico não achei ele inocente, achei que ele falou propositalmente. Não, eu também achei que ele falou propositalmente, talvez eu tenha me equivocado Na maneira como eu me expressei, por exemplo, eu acho que ele foi ingênuo de soltar uma dessa sem esperar reação.

Essa é a questão. E eu acho que uma pessoa que acredita nessa liberdade de expressão absoluta é uma pessoa que ela tá tendo uma ingenuidade nesse rolê, porque é uma pessoa que ela acha que essa liberdade, entre aspas, vai ser usada dessa forma. Claro que não vai, porque veja bem, eu poderia estar aqui no podcast com o Rafael e sendo um cara antipunitivista falando assim: Rafael, não tá na Constituição a garantia da nossa liberdade de ir e vir?

O que que você falaria, Rafael? Tô em razão? Então, por que que o Estado ele condena e prende pessoas por vários anos? Isso não fere esse direito?

?Voz D

E aí tu vai construir todas as linhas de raciocínio.

?Voz C

Tipo assim, eu não tô falando que eu concordo com a sua opinião. Opiniões sobre isso vocês provavelmente não vão escutar de mim, né? Eu não vou entrar nesse vespeiro com relação a isso, né? Eu tô dando aqui um exemplo de uma coisa que é dar o que que é a realidade. É, vivemos numa sociedade. Para vivermos em sociedade, nós abrimos mão de certos direitos em sua modalidade absoluta. Temos o direito de viver, ninguém pode me cercear e me prender dentro de casa.

Mas caso eu seja, vamos dizer assim, entre aspas, um perigo, visto como um perigo para a sociedade, e que eu preciso ser educado de certa forma, eu estou ali concordando que se quebrar essas regras, essa liberdade ela vai ser tirada por um período específico. Isso também vai estar na Constituição, né? Então é como é um exemplo, claro, que eu tô dando assim, né? Aí é óbvio que isso também é uma questão muito ingênua. Pô, beleza, liberar, né, que ninguém seja preso, né?

E aí, como é que a nossa sociedade tal? Fica o debate para galera do antipunitivismo, etc. Eu não tô aqui para dar opiniões inteligentes sobre isso. A minha questão é Eu acho que uma pessoa pode ter, pode vir com ingenuidade num tópico achando que aquilo vai ser prudente quando não vai ser. Por exemplo, eu falei, eu tirei sarro dessa galera que quer arma e para todo lado, todo mundo tem que tirar uma arma. Galera, veio esse cara brigar comigo elencando o porquê que se ter arma é legal.

Eu não vou ler, eu não sei, para esse tipo de comentário, porque foda-se essa porra dessa conversa, porque eu só expressei uma opinião dentro das coisas que tava falando episódio. E eu não tenho aqui ficar dando opinião contrária minha porque foda-se, eu sou ditador da merda. Não, enfim, mas brincadeiras à parte, tipo assim, mano, eu não concordo, eu acho que a pessoa tá sendo ingênua. Mas ao mesmo tempo eu acho que uma pessoa pode ter um talento para comunicação e ter algum tipo de carisma.

?Voz D

Sobre esse negócio das armas, uma vez o cara falou que era um amigo meu aqui do Rio de Janeiro, falou que era a favor e tal, e mora na cidade. Eu sempre disse o seguinte, eu acho que se tu mora no interior, tu tem que ter ali uma segurança maior, tal. Você mora meio isolado, beleza. E aí o amigo, não, mas eu acho que na cidade também. Eu falei assim, olha só, vou te dar um exemplo. Aí esse amigo, lá vem você com seus exemplos.

Eu falei assim para ele, digamos que você tá na rua e aí você começa a ser assaltado. Do outro lado da rua, uns 20, 30 metros de você, tem um cara armado. Esse cara não é policial, esse cara nada, ele comprou uma arma. Deu 10 disparos na vida e esse cara vai te ajudar. Você sente seguro se esse cara meter bala no bandido quando ele tá te assaltando? Aí meu amigo olhou, falou assim: não, porra, aí não pode. Eu falei assim: então, meu amigo, se todo mundo tiver armado, alguém for assaltar, tu vai tomar tiro de gente que tá com boa intenção, pô, sabe?

Exemplos malucos eu posso dar um monte também de como de ser contra todo mundo andar armado na rua. Você pode dar exemplos que fazem sentido de por que você deve andar armado na rua. E já vi policiais falando, cara, eu ando armado com medo, porque se um bandido me assaltar e ver que eu tô armado, ele pode roubar minha arma e dar um teco com ela. Porque quando você tá na rua e você é surpreendido, tem um monte desse argumento, e faz todo sentido.

Você tá armado, tá na rua, e você geralmente é assaltado de surpresa. Nem sempre é que o pessoal se impressiona com vídeo, corte de Instagram. Quando a pessoa tira a arma e dá ali no bandido, que para muita gente é extremamente satisfatório, beleza. Só que os vídeos que as pessoas se dão mal não vinculam, porque as pessoas podem morrer assim. Não é sempre, você só vê o lado bom da pessoa sendo assaltada e ela depois, quando o bandido vira de costas, ela tira a arma dela e mata o cara. E os que quando o assaltante vai pegar o cara e pega a arma e ainda pessoa.

?Voz C

Então assim, não é esse que aconteceu inclusive com Bolsonaro, né, na década de 70. Assaltaram ele, roubaram a arma, roubaram o que tinha que roubar. Que isso, não tem tempo de ação, porque o bandido ele tem a preemptiva de saber que ele tá indo assaltar, né. O cara não sabe que ele vai ser assaltado, né, ele pode, né. Mas a grande questão é, eu também não quero entrar nessa discussão, porque a única coisa que eu vou falar é o seguinte, Rafael, eu gosto do seu exemplo porque Esse é o problema quando a gente entra nas discussões de internet.

Todos os argumentos, eles vão para exemplos anedóticos. Ah, porque eu vi um vídeo no Instagram. Ah, porque o meu tio passou por isso. Irmão, questões de segurança pública, eu quero ver estatística. O Brasil se tornou mais ou menos seguro com mais armas? Eu particularmente acho que uma rua em que eu tô passando, quanto mais armas ela tiver dentro daquela rua, eu estou menos seguro, porque quanto menos armas, mais seguro eu tô na minha cabeça.

Essa é minha opinião, mas foda-se a minha opinião. Sabe por quê? Porque a minha opinião é baseada em porra nenhuma, é baseada numa lógica própria. A realidade pode funcionar de outra maneira e eu só não tô vendo ela. Posso estar sendo ingênuo aqui, né, inocente, né, um exemplo do que a gente tá falando. Eu não acho que as pessoas estejam me achando burra nesse momento. A gente precisa de estatística, precisamos de pessoas sérias.

Só que o problema é que pessoas sérias que vão fazer estudos e vão basear as coisas em estudos não dá voto. O que dá voto é uma galera que enche o cu no TikTok de reação de vendedor matando ali o bandido, que muita gente acha, concordo com o Rafael, muita gente acha satisfatório, pô. Enfim, foda-se, né? A pessoa tá baseada nisso, só que não vê todas as outras vezes que isso dá errado, né? Porque isso não tá dentro do viés de confirmação da pessoa.

Ou seja, complexo não é o tópico aqui do Mundo Freak. Mas voltando a falar sobre o nosso hater aqui, o Nazgûl, que ele fala que a gente trouxe o assunto de Monark, é que ele fala aqui sobre, sobre, ah, estamos cheios de boeta, tá ironizando. É um hater, né? Provavelmente é um cara que concorda aqui com Monark, né? Tem muita gente boa do nosso campo ou da ciência que tem ojeriza ao trabalho que a gente faz aqui. Sim, sim, essa é a realidade.

Muita gente, porque, porque, ah não, vocês falam de conspiração, não vou gravar sobre esse tipo de tema, já pinta um alvo na nossa cabeça do tipo essas pessoas estão fazendo, sei lá, pseudociência. Foda-se a opinião delas, eu não tô aqui para atacar elas, elas têm direito à opinião delas. Eu acho que o que a gente tá fazendo aqui é desarmar uma bomba que ninguém mais tá fazendo, porque a gente vai por essa internet, só tem a menina chapéu e a galera sensacionalizando.

A gente é uma galera que tá vindo falar desses temas, pegando pessoas que se interessam para discutir. Galera, veja bem, não é bem assim, olha por esse aspecto, sensibiliza isso, tome cuidado com isso. Então assim, mas é a opinião do cara, beleza. Eu acho que se ele acha que o nosso tipo de por a gente abordar, entre aspas, o mesmo tema, conspiração mundial, nos torna semelhante ao Monark, por ser algo que eu não acho que é verdade, eu não concordo, não me afeta em nada, não fico puto.

Pelo contrário, eu fico mais puto com gente sendo superficial do nosso campo do que um cara desse estando puto com a gente, porque beleza, foda-se, ele tem o direito à opinião dele, né? Enfim. No YouTube, Guilherme— não, não, calma aí, antes ainda no Spotify. Cubano Guerrilheiro, isso aqui, ó, nem um pouquinho vendado, vai vir aqui o mano. É só um adendo: fitocannabinoides são neuroprotetores, ou seja, usado com bastante eficácia no Alzheimer, por exemplo.

A psilocibina, que é o alcaloide do cogumelo alucinógeno, é considerado uma das drogas mais seguras do mundo. Na verdade, Não é nem o consumo dessas drogas que desencadeia uma esquizofrenia, é o indivíduo que tem propensão à esquizofrenia que também tem propensão ao abuso de substâncias. Interessante sua opinião, e eu não tenho qualquer opinião para dar porque eu não sou especialista no assunto e eu não quero falar bobagem sobre isso aí. Gravar sobre isso?

?Voz D

Não, não, opinião para dar nesse comentário dele. Um comentário muito pertinente. Se ele for especialista, ótimo. Se ele não for especialista, repetindo, só TikTok, foda-se. Mas é o seguinte, a ideia de não use drogas porque é perigoso não pressupõe apenas que a droga seja perigosa ou não. Mas no final do comentário ele diz, a droga que faz isso é a pessoa que tem a propensão de ter, e a droga não é sobre sobre isso. Quem aí de vocês, antes de usar droga, foi no médico para saber se você tem propensão a pirar ou não ao usar uma droga?

?Voz C

Mas quantos estudos tem sobre isso, já que é um assunto tabu? E quem se interessa por isso é drogado, então não vamos nem estudar o impacto disso na cabeça da pessoa.

?Voz D

Então, se você pode ser ou não uma pessoa propensa a pirar o chapéu quando usa algum tipo de droga, você arrisca a usar? Ou você não usa. Então fica aí o questionamento, não é muito seguro. Só é perigoso se você tiver risco, se você for propenso.

?Voz C

Irmão, então é, como é que faz esse teste, né? Fica no mesmo, sei lá, alguém que tem um borderline, uma bipolaridade, ou sei lá, uma dessas coisas mais avançadas assim, que realmente tem propensão, tem que tomar antipsicótico, né, tem problemas aí com relação a isso, de fato já não recomendaria, né? Algum tipo de coisa como essa assim, né? Mas é aquilo, como eu falei, né? Enquanto a sociedade encarar com superficialidade e moralidade uma questão de saúde pública, a gente vai estar aí refém de tudo que vem acontecendo aí, né?

Mas não pode dar opinião, não pode dar opinião, porque a gente é do mal, esquerdopata. Vamos lá, indo para os comentários do YouTube. Guilherme Lupucci falou o seguinte: fala em todo lugar sempre que posso, Monark. Que é um clássico caso de TOD, transtorno opositor desafiador. Tenho um primo igual. A diferença é que quanto mais implica com ele, mais ele desafia. E ele descobriu que essa forma de ganhar audiência e dinheiro usando dessa personalidade, essa ideia de que pode falar o que quiser, que não vai, que não vai se deixar censurar, é clássica disso.

E para quem assistiu The Boys viu que essa guinada dele para igreja foi mera reconciliação social para ser mais aceito e tentar diminuir o estrago para depois voltar com outras ideias malucas. Só reparar que cada vez que ele vai achar um público para irritar, e vai ser assim até o fim da carreira dele. Eu só discordo de uma coisa assim, eu acho que não dá para dar diagnóstico e tal, não vou dar esse tódio aí, né? Mas para mim é esse, sabe, do contra da Turma da Mônica, é o cara que parece que ele quer, ele, ele ser do contra faz parte da identidade dele.

Eu só discordo que exista uma inteligência por trás disso, de certa maneira, porque eu acho que ele só perdeu, mais perdeu do que qualquer outra coisa. Hoje ele poderia ser um dos maiores influenciadores do Brasil, com o maior podcast do Brasil, talvez o cara que grave podcast que mais ganha dinheiro do Brasil, com melhor bem-sucedido, com a garota que ele quisesse, e ele trocou tudo isso para ser o cara que vai no podcast dar opinião de doidinho de bairro.

Então assim, eu acho que não, não faria muito sentido dentro dessa. Eu tô exagerando, naturalmente ele não é um doidinho de bairro, tá? Enfim, agora tem que falar o que eu tô falando, que que eu não tô falando, né? É uma extrapolação, né? Eu estou sendo hiperbólico aqui, né? Jocoso. Mas eu acho que a ideia geral é que eu acho que essa conta não fecha. Se a gente for para esse caso, mas eu concordo que esse cara parece ser meio do contra mesmo. Talvez isso aí possa ser uma questão.

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?Voz B

This episode is supported by FX's The Shards, a seductive drama from executive producer Ryan Murphy. Set in 1980s Los Angeles, the series follows a group of glamorous, deeply entangled high school seniors drawn into a life of wealth, beauty, parties, and excess. At its center is Brett, whose reality begins to unravel when the arrival of a new student coincide com uma série de misteriosos assassinatos. FX's The Shards, agora disponível no Hulu.

?Voz D

Rapaz, é que também às vezes, como você já falou, a gente já falou algumas vezes, vai ficar um pouco repetitivo. As pessoas querem um comentário muito específico sobre coisas muito específicas, e tá tudo bem, não tem problema não. Mas o Monark, ele, cara, durante todo o programa eu me poupei muito de falar do Monark, né? Tentei me economizar, tentei me economizar muito.

?Voz C

Rafael se autocensurou.

?Voz D

Ah, cara, porra, assim, Monark, quem que fala de Monark? Ingênuo, louco, uma feiticeira, sabe?

?Voz C

Mal conheço, já considero pacas.

?Voz D

O cara teve, como tu disse, o raio caiu duas vezes no mesmo lugar porque ele é um imbecil com sorte, porque ele é um gênio compreendido, porque ele é uma IA que veio do futuro para, sabe? Na minha opinião, aquela que eu dei o programa, para mim teve sorte, ao mesmo tempo tava preparado para receber a sorte. Tem seus méritos, mas não quer dizer que só por causa disso ele é melhor.

?Voz C

E vamos ser sinceros, Rafael, se a gente colocasse 10 integrantes do Mundo Freak aqui para conversar sobre Monark, provavelmente todo mundo se discordaria em algum ponto. Todo mundo olha para esse, para esse campo abstrato, né, chamado Monark, né? E eu acho que é isso que torna também muito interessante. É por isso que a gente senta para gravar sobre esse tipo de tipo de coisa assim, né? Porque é algo que as pessoas, elas são muito fascinadas, inclusive a gente.

Eu acho que é um cara que hoje no Brasil é o cara da vida de Truman. Ele é esse cara que, bem ou mal, a gente senta o cacete aqui, mas a gente dá o play lá no corte do Luiz metendo o cacete, saca?

?Voz D

É que assim, eu só dou uma opinião talvez um pouco polêmica para alguns, não muito polêmica para outros. Eu já falei isso algumas vezes, que nem todo mundo tá pronto para receber conhecimento. Receba conhecimento. As pessoas às vezes precisam preparar o terreno para receber certas informações. Então, por exemplo, hoje com a internet tem muita gente que sai direto de um conhecimento muito básico, mal fez escola, mal estudou ciência na escola, e já tá falando sobre ciência de foguete, tá pesquisando sobre espaço.

Sobre campos da física quântica, a pessoa não sabe nem fazer uma raiz quadrada, mas a pessoa tá lá na puta que pariu do conhecimento. Então a pessoa pular etapas, tudo parece fantástico, tudo parece incrível quando você não entende o básico. Então muitas vezes, quando você estuda as coisas muito longe, isso parece paranormal. Não, como isso aconteceu? Caralho, isso não tem como explicar, né? Isso não tem como, né? Então assim, quando você pesquisa numa ordem, um estudo crescente de informações, você muitas vezes vai conseguir entender como do ponto A foi para o B, ficou C, para o D.

Não adianta você estudar o ponto A e pular para o X, pô. Tem todo um espaço que você vai achar que foi inventado, que foi o alien que trouxe. Então assim, como eu digo, eu acredito em várias coisas sobre aliens, sobre universo paralelo e tudo mais, mas eu não acredito só porque eu vi um vídeo na internet. Porra, eu tento estudar todo o processo, de onde vem informação, de onde ela vai, de onde ela parte, como ela desenvolve, e aí eu chego numa conclusão.

A galera muitas vezes sai do ponto A e vai para o final do alfabeto, ignorando todo o meio porque estudar é chato, né? Lê muito chato. Vou ver um vídeo de 2 minutos, TikTok vai me resumir toda a verdade sobre isso. Porra, tem gente que vai ficar puta comigo, mas gente, faça os estudos direcionados, pô. Vamos mais devagar, não acelera muito o carro não.

?Voz C

Perfeito, perfeito. Para terminar aqui, a Lira 89 falou: nunca gostei do Monark, mas acho que todo mundo tem o direito de ser escroto. Olha aí, opiniões, hein? Ser idiota não deveria ser crime. O que ele disse é idiota, mas não é crime. Ter um partido X no Brasil ou em qualquer outro, sim, é crime. Eu entendi ele, não concordo, mas para mim ele simplesmente foi infeliz em sua fala. É um idiota convicto de ser e acho que ele tem a liberdade de ser.

Nem por isso acho que ele seja nazista ou sei lá o que mais, apenas idiota. O que que você acha, Rafael?

?Voz D

Depende. A lei do Brasil discorda disso. Então, se você vai defender coisas que a lei vai contra, você tá cometendo crime.

?Voz C

Sabe qual o problema desse? Eu vejo a sua opinião muito corrente no outro lado lá, né, pulando o muro lá do mundo ali pela direita. É muito recorrente essa coisa da liberdade, liberdades individuais. A pessoa pode ser exatamente o que ela quiser. E é uma das coisas que eu tava falando, que eu tava falando ali com a minha família, cara. Você quer ser, você quer ser escroto? O Alê, ele fala assim: eu acho que todo mundo tem o direito de ser escroto.

Alguém tá impedindo alguém aqui de ser escroto? Eu posso ser escroto agora, posso sacanear alguém, eu posso, sei lá, falar: Rafael, você é careca. Eu posso ser escroto. O que eu não consigo entender é por que que as pessoas acham que elas têm o direito de ser escrotas, só que elas não acham que as pessoas em volta não têm o direito de achar aquela pessoa escrota. Se essa pessoa, entre aspas, está sendo perseguida, ou essa pessoa recebe muito hate por tá sendo escrota, isso não é uma reação considerável, consideravelmente entendível por parte das pessoas em volta?

Então é isso, a pessoa quer ser racista, filha da puta, homofóbica, transfóbica, e a pessoa não quer ser tratada como tal. Não, a pessoa quer ter uma opinião racista, filha da puta. E não, e ela não quer que a gente aponte para ela e fale: você está sendo racista, filha da puta. Quer dizer, é muito difícil isso de entender, gente? É muito difícil que toda ação gera uma reação? Que se você faz comentários que perseguem ou degeneram alguma minoria, algum grupo social marginalizado, as pessoas à sua volta vão te julgar por causa disso?

Isso é muito difícil de entender, gente? E assim, é sua opinião, mano. Cara, tu quer fazer merda? Sustenta. Tu quer assaltar o banco? Qual é a regra? Não pode assaltar banco, é crime, é crime, não é? Não assalte. Eu não tô defendendo que você assalte banco, mas tu quer fazer essa merda? Vai, não seja pego. Essa é a brincadeira, essa brincadeira do jogo. Você quer ser um criminoso? Cara, eu não tenho como, não, no meu achismo e na minha opinião, impedir você disso.

Você quer ser cara do humor que está lutando contra todo o sistema do politicamente correto vai ter razão. Se você, tu tá nessa, se tu é um cara revolucionário, o que que acontece? Rafael, somos uma célula revolucionária, tentamos um golpe, não deu certo, o que que vai acontecer com a gente? Vai rodar. Só quem não roda é o golpista do Bolsonaro. Mas é isso, né? E eu acho que isso que é o mais infantil de toda essa discussão. As pessoas estão brigando por uma liberdade absoluta, só que elas estão, elas estão, elas estão ficando putas porque as outras pessoas estão usando a liberdade absoluta delas para rechaçar isso.

Então quer dizer, opa, você tem que ser escroto e babaca e ninguém pode falar nada. Tu tem que ser um cara aceito socialmente. Beleza, porque tem essa coisa da galera, tem uma galera aí, né, liberal, que é, não, é o marketplace of idea, né, é o mercado de ideias. Então o mundo, você pode ter qualquer ideia e as pessoas vão nesse mercado de ideias comprar as ideias que elas acham, e as ideias que tiverem mais compra vai ser a ideia que a gente vai.

Só que, amigo, se eu for para esse mercado de ideia e todo mundo tá falando que eu tenho que morrer, eu vou falar, galera, tem alguma coisa de errada. Talvez esse mercado de ideias absoluto talvez não seja legal. E temos sistemas de pesos e contrapesos para não deixar uma galera que é a maioria escrotizar a galera que é minoria. Eu particularmente acho justo. Não acho que está sendo aplicado no nosso mundo da maneira adequada, mas para mim tá tudo bem.

Então o cara chegar no fundo do poço quando esse cara chegou, para mim não é algo que me desagrada. Isso foi o que eu não falei durante o podcast, mas claramente se você tivesse Se as pessoas, né, escutassem as 2 horas ali, eu falei ali em outras palavras, de outras linhas. Eu acho que esse cara mereceu perder as coisas que ele perdeu. Ele não decidiu desafiar o sistema, tá perdendo até pouco, porque do jeito que ele fala que é o governo mundial, esse cara já tá, o raio laser teve que ter fulminado esse cara.

?Voz D

Afinal, ele é capitalista, ele é dono dos meios de produção dele, que é produzir vídeo. Mas é sobre isso também que você tá falando, né? Ah, mas a pessoa tem o direito de falar o que ela quiser. Você pode falar o que você quiser. Agora, como o Andrei disse, você não pode ficar puto quando todo mundo fica puto contigo, pô. Porque do jeito que você fala, você tem o direito. Agora, se todo mundo se afastar de você por causa do que você fala, as pessoas também têm o direito disso.

E aí você não pode começar a falar Estão me perseguindo porque eu tenho opiniões diferentes. Não, as pessoas estão se afastando de você porque você é uma pessoa horrível. As pessoas não gostam de você porque você fala muita maluquice, ao ponto de, se você começar a falar maluquices ou loucuras ou crimes ao ponto da justiça ir atrás de você, talvez você tem que mudar de país.

?Voz C

Ó, tem um comentário aqui, não vou ler o nome, mas ó, vindo da sociedade é aceitável, não pode vir dois do Estado. Não pode ter lei criminalizando discurso. Mas quem criminalizou o discurso dele? Ele tá preso. Tem uma coisa, tem uma coisa que é crime: incentivar nazismo. É uma opinião, eu não sou jurista, não dá para falar, mas na minha opinião, sem entender, eu acho que é crime. Mas até aí nem isso ele foi percursoatório. O que que aconteceu?

Todas as empresas do podcast tiraram a grana. Isso não é o Estado. Isso são pessoas. Isso fez uma pressão comercial junto com as pessoas em volta que fez o cara no frigir dos ovos ser— a única vez que ele foi perseguido, entre aspas, pelo Estado foi aquele momento em que ele fez a live sobre as urnas. E desculpa, aí é uma coisa que eu vou discordar. Você, no momento em que a gente não estava em convulsão social, mas, mas o momento que a gente tinha uma crise institucional Uma crise que tava fazendo velho filho da puta invadir a porra do Congresso.

Cara, desculpa, tem que colocar uma lupa em toda a galera que tá incentivando isso de certa maneira. E desculpa, tem que ir já na minha concepção, claro, né? E toda vez que quando o Estado se meteu foi nesse momento, não foi por uma opiniãozinha, foi por uma questão do tipo, tinha coisas sendo confabuladas ali. Esse cara, sabendo ou não se ele tava sendo só bobo Ele rodou, rodou, mas foi isso. Aí vou para os Estados Unidos porque eu sou um perseguido político e voltou, porra.

Não aguentou ficar com $5.000 de pensão e voltou. E é isso aí, tá ali fazendo podcast. Que estado está criminalizando ele por um crime de opinião? E aí é exatamente isso.

?Voz D

Ah não, estou sendo perseguido por isso, por aquilo. Quem tá te perseguindo? Você tá preso? Você tá na cadeia? Te prender, jogaram na cela sem chance de defesa? Você está preso? Não, é que o Estado tá me perseguindo. O Estado tá te perseguindo? Quer dizer, você foi expulso do YouTube porque você comete crimes hediondos, bárbaros, e a plataforma falou assim: não vou bancar, vou tirar. E aí tu perdeu todos os seus canais porque você defende coisas absurdas, porque o canal, o canal, o YouTube, o Google falou assim: Não vale a pena, não vale.

?Voz C

O cara já tá, já tá surtando aqui do cota racial é discriminatório. Isso aí já tá outra, que a gente só pescou aqui um bagre aqui no meio do YouTube, né? Isso aí, Dólares de Crescimento, abraço aí para todos vocês aí. É isso, gente, não dá para a gente mudar o mundo no soco, mas a gente tem nossos podcasts. E eu gosto quando eu tô dando minhas opiniões, eu fico escrevendo aqui no canal igual o Craque Neto. Faz assim, escrevendo porra nenhuma, mas fingindo que eu tô fazendo anotações aqui, né?

Mas é isso, gente. Galera de comentário, não fica, gente, essa parede não se atravessa, gente. Isso aí não tem, é perda de tempo, gente. É isso aí, infelizmente é isso. Se a pessoa, depois de tudo isso que a gente falou, não entendeu a parada, infelizmente, né, talvez não seja um péssimo é pessimamente eloquente. Talvez eu seja um péssimo comunicador, também pode ser eu, Rafael, né? Mas é isso aí, gente. Então queria muito agradecer todos vocês, ó, lá em cima, hein?

Energia lá em cima hoje, hein? Energia de pistolância. Eu só quero saber se quando a pessoa xingar e ofender e ter uma opinião que vai te humilhar ou infligir uma mentira sobre você, eu duvido que os liberdades não vão envolver o Estado para fazer um processo contra a pessoa, porque é sempre assim, né? Enfim, mais um episódio, Rafael 616. Vamos para casa, o que eu tava subindo. Você deve estar com fome.

?Voz D

Eu tô cheio de fome, tem uma neném nervosa aqui.

?Voz C

Ó, pessoal aqui nos comentários já tá perguntando como vai começar topa tudo por Andrei. Fica aí, tudo é muita coisa, gente, tudo é muita coisa.

?Voz D

Falando, dá para botar a galera no teatro, fazer um programa de sair 1 hora e meia de apresentação, no final você sai com uma das participantes para um jantar romântico.

?Voz C

É isso aí, galera, é isso. Beijo de luz e aquilo, não olhem para trás.

?Voz D

Não morre, não é que é muito pior. I see you.

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