Episódios de Ático Curitiba

Que igreja queremos ser? - Ep. 3: Espiritualmente juntos

05 de maio de 202652min
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Todo mundo está sendo formado por alguma coisa. Pelos hábitos, pela rotina, pelas vozes que escuta todos os dias. A pergunta é: quem está formando você?

A gente acredita que igreja também é sobre isso: formação. Não só um lugar para ir, mas um caminho que transforma quem a gente está se tornando.

Queremos ser uma igreja moldada por Deus. Não perfeita, mas em processo. Gente sendo transformada de dentro pra fora. Queremos aprender novos ritmos de vida. Menos pressa, menos ansiedade. Mais presença, mais sentido. Porque transformação não acontece no automático. Queremos viver uma fé prática. Não só acreditar, mas viver. Pequenas escolhas diárias que formam quem a gente está se tornando.

Queremos caminhar juntos. Sem aparência, sem perfeição. Com espaço para dúvidas, histórias reais e recomeços.

Queremos ser uma igreja presente na cidade. Que se importa, que se envolve, que faz diferença. Aqui, onde a vida acontece.

Essa é a igreja que queremos ser. E, se você está aqui, você já é parte dessa intenção.

Participantes neste episódio1
C

Carlos

Host
Assuntos7
  • Unidade e comunhão espiritualA importância de ser formado por Deus · Combate à solidão e busca por conexão · A igreja como lugar de formação e transformação · Viver a fé de forma prática e intencional · A importância da diversidade na igreja
  • O Papel da Igreja na Sociedade MedievalProfetas e mestres na igreja primitiva · Diversidade de pessoas e dons · O envio de Barnabé e Saulo
  • Construção de vida e relacionamentos em novo localA igreja como lugar de aprendizado do 'nós' · A missão compartilhada e coletiva · A importância de amizades espirituais
  • Humildade e SoberbaA importância de servir com dons e talentos · A busca por Deus em comunidade · O papel do Espírito Santo na direção da igreja
  • Reflexão sobre a liturgiaReflexão sobre o tempo e a vida · Reafirmação dos fundamentos da igreja
  • A história da Igreja MoráviaConde Zinzendorf e o acolhimento de refugiados · Missão e anonimato dos missionários
  • Solidão e IsolamentoEstudo da OMS sobre solidão · Conexão social como problema de saúde
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Seja bem-vindo ao podcast do Ático Curitiba. Aqui você pode ouvir as mensagens dos nossos encontros de domingo. Para saber mais, procure por Ático Curitiba nas redes sociais ou acesse o nosso site atico.org.br. Aproveite a reflexão. Seguimos em festa. Quando você faz aniversário, quando chega o mês do seu aniversário,

Quando os dias vão se aproximando, seus amigos começam a lembrar você, seus familiares começam a lembrar você de que seu aniversário está chegando. E no dia do seu aniversário, via de regra, você fica um pouco mais reflexivo, você pensa um pouquinho e puxa vida. Trintei, quarenta, cinquenta. Liguei para minha mãe esses dias, minha mãe dia 29, ela completou 67 anos. E eu falei, trintou mãe.

Aí ela, faz tempo, filho. E nesse dia, a gente conversou um pouquinho, a gente falou sobre coisas que geralmente a gente não fala. Mas a gente estava um pouquinho mais reflexivo naquele dia. Poxa mãe, quem diria, né? 67 anos, daqui a pouquinho a senhora está se tentando. E a gente começa a conversar um pouquinho e pensar sobre a vida, geralmente conversas que a gente não tem em outros dias. O mês de... E aí

Abril. Que nós encerramos. Ele sempre vai ser o mês. De aniversário da nossa igreja. Em função de que no dia 26. De abril houve a nossa organização. Enquanto igreja como eu já mencionei. E também. Para uma igreja é tempo de repensar. É tempo de dizer. Poxa. Nós estamos indo naquela direção. É isso mesmo que nós queremos?

Se é isso mesmo que nós queremos, então nós precisamos reafirmar os nossos fundamentos. Reafirmar os nossos fundamentos. E nesse sentido, nós enfatizamos aqui, domingo após domingo, esse vídeo agora acabou de reafirmar isso. Aqui no canto superior esquerdo, nós temos a nossa declaração de missão.

Nós queremos ser uma igreja, um povo moldados por Deus, juntos para o bem de Curitiba. Na primeira mensagem dessa série, nós falamos sobre isso, um povo, uma igreja que é moldada pela palavra, pela história de Deus. Na mensagem seguinte, nós falamos sobre como podemos viver sob os leves ritmos da graça de Jesus. É uma consequência de sermos moldados de fato por Deus e não pela religião.

E hoje nós queremos conversar um pouquinho sobre essa expressão do meio juntos, dentro dessa declaração. Porque nós não queremos ser uma igreja cheia de gente solitária. Cheia de gente que caminha só. No dia 12 de outubro do ano passado, nós iniciamos essa série de mensagens. Eu não sei quantos de vocês estavam aqui.

Mas nós falamos sobre como que é possível nós vivermos acompanhados de muitas pessoas. Muita gente. Você ter milhares de amigos nas redes sociais. E ainda assim, padecer da solidão.

Naquela ocasião, nós usamos como ponto de partida para as nossas reflexões um documento recente da OMS, Organização Mundial da Saúde, publicado em 25 de junho de 2025, com o título Da Solidão à Conexão Social. E esse documento, um documento, um estudo inédito, ele chama atenção para a saúde social como um problema.

do nosso tempo, da atualidade. O que eles chamam de epidemia da solidão. Se você não assistiu essa série, se você ainda não estava aqui na nossa comunidade, eu desafio você a acessar nas nossas plataformas digitais e acompanhar, especialmente a primeira mensagem, quando a gente traz esse panorama geral desse problema, dessa epidemia da solidão. Assista, confira, vale a pena. Mas o ponto é, irmãos,

Que nós não queremos ser uma igreja cheia de gente solitária. Nós queremos ser uma igreja moldada por Deus. Que vive junto para o bem da nossa cidade. Juntos da nossa declaração tem a ver com não andar só. Tem a ver com companhia. Tem a ver com relacionamentos profundos e centrados em Cristo. Nesse sentido. Nessa série.

coletivamente solitários, eu usei essa citação do John Piper, eu retomo ela aqui. Talvez você diga assim, bom, mas Carlos, eu gosto de viver sozinho, é o meu jeito. Inclusive, eu me dou melhor comigo mesmo quando eu fico só.

E nós dissemos na série em outubro, e eu reafirmo isso aqui, isso tem a ver com temperamento, isso tem a ver com essa história, faz parte, nós respeitamos isso. Porém, não sou eu, não é você, não é alguém que está dizendo que a solidão não é boa. É o próprio Deus que diz, é Deus não o homem quem decreta que a solidão do homem não é boa. John Piper afirmou. Quando você olha para...

Para a narrativa bíblica, nos dois primeiros capítulos, na criação, Deus cria várias coisas, Ele vai dizendo que aquilo ali é bom, aquilo é bom, aquilo é bom. E quando Ele cria todas as coisas, Ele diz que tudo o que Ele fez era muito bom. A primeira coisa que Deus diz que não é boa, é que o homem viva só.

E nós, enquanto igreja, nós queremos lutar contra essa solidão. É fácil? Não é. Nós ganhamos e acertamos todas as vezes. Nós erramos miseravelmente. Mas nós não vamos desistir. Nós queremos construir uma comunidade de discípulos e discípulas de Jesus que compreendem que a solidão...

Não é boa. A solitude. Você ter tempos de solitude. De relacionamento com Deus. A sós. É extremamente saudável e desejável. A solidão é outra coisa. A solidão você até está rodeado de pessoas. Mas não há conexão com nenhuma delas. Você até tem inúmeros amigos. Formalmente falando. Mas comunhão profunda você não tem com nenhum deles.

A pergunta, irmãos, irmãs, não é se estamos juntos fisicamente, porque juntos fisicamente eu acredito que nós estamos. Nós estamos aqui domingo após domingo, você provavelmente faça parte de um grupo de conexão dessa igreja que se reúne ao longo da semana. Junto fisicamente, provavelmente você está. A questão, a pergunta é, estamos espiritualmente conectados?

Estamos conectados profundamente, espiritualmente? Se a resposta para essa pergunta for não, eu quero... Você fica diante de uma bifurcação. Você pode dizer assim, bom, não estou me conectando, preciso encontrar um outro espaço. Preciso encontrar um outro lugar. Preciso encontrar uma outra igreja, talvez, onde eu me conecte. De verdade, eu acho que essa não é a resposta.

Eu acho que a resposta, ou o caminho que nós precisamos trilhar é, se não estamos nos conectando espiritualmente, o que podemos fazer para mudar essa realidade? Por onde podemos começar? Para que estejamos de fato nesse processo de formação, a imagem e semelhança de Jesus, intencionalmente para que estejamos conectados. Por quê?

A formação espiritual, irmãos e irmãs, cria um povo profundamente conectado. O que é a formação espiritual? Formação espiritual é esse processo no qual você está inserido. Você vem aqui aos cultos uma vez por semana. Você participa de um grupo pequeno. Você lê a sua Bíblia na sua casa, tem um tempo de oração. Esse processo nós chamamos de processo de formação espiritual. Então, vamos lá.

Você está sendo formado um dia de cada vez mais parecido com Jesus. Esse processo espiritual inevitavelmente cria um povo profundamente conectado. Se nós não estamos profundamente conectados, muito possivelmente o nosso processo de formação espiritual contém falhas que precisam ser trabalhadas.

A formação espiritual cria um povo profundamente conectado que discerne, serve e é enviado sempre, sempre, sempre junto. Nós discernimos junto, nós servimos junto, nós somos enviados juntos. Por quê? Porque ninguém vive o evangelho sozinho. Irmãos, na história da igreja primitiva...

em um contexto de perseguição, de dificuldades, onde de repente caminhar sozinho na fé fosse interessante para fins de sobrevivência, isso não acontece. Na história da igreja, nos dois mil anos de história da igreja, nós vamos percebendo que nos tempos mais difíceis de perseguição,

Ninguém caminha sozinho. Isso não é coincidência. É porque ninguém vive o evangelho sozinho. E talvez você saiba disso. Porque você está aqui. Você tem uma consciência da beleza e da saúde dessa vida comunitária.

Mas eu quero desafiar você a não seguirmos apenas fisicamente conectados. Mas para que sigamos espiritualmente conectados. Porque isso fortalece você. Fortalece sua família. Fortalece os seus filhos. Fortalece seu casamento. Fortalece seu trabalho. Isso nos fortalece porque essa força...

É a força que vem de Jesus para nós. Não é bom que você viva fisicamente só. E é impossível que você tenha uma vida de verdade vivendo espiritualmente só. É impossível. Por isso, hoje nós vamos falar, conversar à luz deste tema espiritualmente juntos. É a igreja que nós queremos ser.

Que igreja o Ático quer ser? Nós queremos ser uma igreja moldada pela história que Deus conta a nosso respeito. Não queremos viver debaixo dos ritmos da religião, da nossa denominação, não. Nós queremos viver debaixo dos leves ritmos da graça de Jesus, moldados pela história que Deus conta a nosso respeito. E nós queremos fazer isso espiritualmente juntos. Espiritualmente juntos.

Nós estamos conversando à luz dessa série, olhando para o livro de Atos dos Apóstolos. O livro de Atos é um livro escrito por Lucas. Lucas, o mesmo que escreve o Evangelho, segundo Lucas. E Lucas era uma pessoa muito habilidosa na sua narrativa, na maneira de escrever. E Lucas nos conta em Atos 13, a respeito de uma igreja, que ora junto.

Que serve junto. Que ouve a Deus junto. Que decide junto. Lucas conta em Atos 13 sobre uma comunidade formada espiritualmente. Uma igreja que tem defeitos.

Está longe de ser perfeita. Talvez você tenha uma ilusão de que quando você lê a Bíblia e você chega ali em Atos, você fala, essa igreja primitiva era perfeita. Definitivamente a igreja primitiva não era perfeita. Isso tem que ficar muito claro para nós. Mas tudo o que aquela igreja fazia, os textos vão nos lembrando, a igreja fazia em conjunto.

Eu quero convidar você a ler comigo Atos 13, apenas três versículos. Eu gostaria de convidar você, o FP falou aqui enquanto ele nos conduzia na oração de confissão. Quero convidar você a fazer uma leitura espiritual. Uma leitura de você inteiro, lendo esses versículos, são poucos versículos, são apenas três.

Mas preste muita atenção nessas palavras e deixe Deus falar com você nessa manhã. Atos 13, a partir do verso 1, a palavra de Deus diz assim. Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres. Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Sirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o Tetrarca e Saulo.

Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo, Separem-me Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado. Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos.

E os enviaram. Esses poucos versículos, irmãos, eles nos falam de questões muito importantes que nós podemos aprender. Para que de fato sejamos uma igreja que vive junto. Existem inúmeras igrejas espalhadas pelo mundo. Se nós olharmos simplesmente aqui em Curitiba, nós temos incontáveis igrejas evangélicas. Pequenas.

Enormes, gigantes. Com mais barulho na música, com menos barulho na música. Com um pastor que grita mais, com um pastor que grita menos. De todo tipo, você vai encontrar a igreja. Eu quero convidar você a pensar no tipo de igreja que nós queremos ser aqui. No Ático. Uma igreja que caminha espiritualmente junto. A partir de três perspectivas. A primeira delas.

Um povo que serve junto. Um povo que serve junto. Por quê? Olha só. No versículo 1, o texto diz pra gente a respeito de um desafio. Não sei se você consegue enxergar esse desafio aí.

O texto diz que na igreja de Antioquia havia profetas e mestres. Dois perfis extremamente importantes. Ou seja, era uma igreja de gente com dons. Gente muito bacana, estava reunida ali. Mais um desafio gigantesco. Quem é o profeta? O profeta é a pessoa que não se preocupa com a opinião do outro.

É a pessoa que se levanta e denuncia pecado. É a pessoa que fala assim, o que vocês estão fazendo aqui está tudo errado. Se vocês não se arrependerem, o bicho vai pegar para o lado de vocês. Vocês precisam mudar. Porque isso aqui é pecado, a palavra de Deus diz assim, assim, assim, assado. O mestre, ele já vem numa perspectiva de paciência. Ele vem falando mais devagar, ele não tem pressa. Porque ele sabe que o processo de aprendizado não é do dia para a noite.

Então ele tem uma abordagem completamente diferente do profeta. O mestre precisa de uma vida inteira compartilhando conhecimento. O profeta precisa de dez minutos, gritando a plenos pulmões. O desafio aqui é que uma igreja que vive espiritualmente junto,

É uma igreja de pessoas que servem juntos, de pessoas diferentes que servem juntos. Olha só, vamos olhar mais de perto quem são essas pessoas aqui. Olha que diversidade intencional que Lucas relata para a gente no livro de Atos. Primeiro, vamos olhar para Barnabé. Quem é Barnabé? Barnabé é um judeu de Chipre.

Não é um judeu de Jerusalém. É um judeu de uma região afastada. Ele é quase um estrangeiro para um judeu de Jerusalém. Mas ele é respeitado e ele é conhecido por sua generosidade. Barnabé devia ser o cara de gente boníssima. Sabe aquele cara que todo mundo quer ter numa roda de conversa para um churrasco?

Amoroso, gente boa, generoso, coração gigante. Esse cara é Barnabé. Encorajador. A palavra, o nome Barnabé significa encorajador. Ele acreditou em Saulo, que seria posteriormente Paulo, quando ninguém acreditava. Só que Barnabé também tinha fraquezas. Ele foi influenciado.

Em outros textos nós vamos verificando que ele foi influenciado pela hipocrisia de outras pessoas. Ele era tão gente boa, tão gente boa que ele às vezes era influenciado demais por algumas pessoas. E ele priorizou relacionamentos sempre em detrimento de decisões importantes que precisavam ser tomadas.

Esse cara é Barnabé, ele é um dos que estavam ali. Mas tem um outro, Simeão Níger. Níger é um apelido, provavelmente porque ele tinha pele escura, possivelmente era uma pessoa africana. A palavra Níger vem do latim que significa literalmente negro. Ele era chamado assim, era um apelido de Simeão.

É interessante que ele representa uma diversidade aqui. Havia uma diversidade nessa igreja que está surgindo ali em Atos. Se antes de Atos 2 a igreja tinha a carinha do povo judeu. Agora aqui já deu uma misturada legal. E nós temos aqui uma pessoa completamente diferente. Já trilhando os caminhos de Jesus nessa espiritualidade em conjunto. Possivelmente ele enfrentou.

algum tipo de dificuldade no sentido de exercer liderança. Porque Lucas está mencionando Simeão Níger aqui, não porque ele era um deles, porque ele era um dos líderes. Um dos profetas e dos mestres. Possivelmente ele teve alguma dificuldade com alguém, ou alguém teve dificuldade com ele, ele teve que lidar com isso. Ainda, Lucas conta para a gente de Lúcio de Sirene, Sirene, norte da África.

Atual Líbia. Outra região também não cresceu com os costumes dos judeus.

É uma pessoa de fora, é um gentio que foi trazido e agora faz parte do povo de Deus. Manaém, criado junto com Herodes Antipas, ou seja, alguém com origem na elite política. Esse Manaém aqui sabia comer bem, tinha bom gosto. Sabia se assentar à mesa com alguém importante e comer adequadamente com os talheres.

Manaém foi criado junto com gente rica, sabia falar, sabia se comunicar. Possivelmente era muito diferente de inúmeros outros discípulos de Jesus. Obviamente que talvez outros discípulos dissessem, Manaém, você não sabe o que é sofrer, você foi criado com Herodes. Você não sabe o que é passar por dificuldade na vida como a gente já passou. Gente diferente. E por último.

O Lucas conta para a gente Saulo de Tarso. Quem é Saulo? Judeu, fariseu, altamente instruído, cidadão romano, perseguidor da igreja.

Impiedoso. Personalidade fortíssima. Por que eu estou fazendo questão, irmãos e irmãs, de passar um por um aqui. Desses que Lucas detalha para a gente no versículo 1 do capítulo 3 de Atos. Porque a comunhão cristã nunca é uniformidade. É diversidade reconciliada em prol da missão.

A comunhão cristã nunca é uniformidade. Você já olhou para o lado aqui? Você já viu como é bela a Igreja de Jesus Cristo? Parte da Igreja de Jesus Cristo? Você tem pessoas aqui, 60, 70 a mais. Você tem aqui muitos pais que estão na fase do caos. Não é, Bruna? Você tem aqui muitos jovens.

Nós temos aqui perfis completamente diferentes. Sabe por quê? Porque a igreja de Jesus Cristo é assim. Tem Manaém. Tem Saulo. Tem Lúcio. Tem diversas personalidades. Para a glória de Deus. E não pode ter uniformidade.

Infelizmente, ao longo do tempo, as igrejas, mesmo as que começam bem, elas começam a nichar. Elas começam a ter um grupo específico que elas alcançam. Então é muito comum você ir numa igreja presiderena bem tradicional, mais antiga, e você perceber que assim, você olha assim, os campos estão brancos. Os ceifeiros são poucos. Muita gente cabeça branca.

É o perfil daquela igreja. Ou é muito comum você ir numa church, parede preta, e você ver que só tem moçada. Só tem moçada. Galera que nem tem filhos ainda.

E é muito legal isso. Essas igrejas alcançam pessoas específicas que de repente outras igrejas não fazem. Porém, a igreja de Jesus precisa ser diversa. A igreja de Jesus precisa reconciliar os diferentes para a glória de Deus em favor da missão. Em favor dos outros. Em favor do mundo. E é essa igreja que nós queremos ser, irmãos.

Essa igreja, eu gostaria de ter um vídeo aqui, passar para vocês, de quando nós conversávamos com o Grupo Base, em meados de 2022. E nós dizíamos que nós queríamos ser uma igreja, para quem não gosta de igreja, e uma igreja para aqueles de quem a igreja não gosta. Nós queríamos e ainda queremos. Nós queremos. Nós conseguimos fazer isso com êxito? Na maioria das vezes, não.

Mas nós não queremos desistir deste propósito, porque nós entendemos que é nessa diversidade que o Espírito nos reconcilia em missão. As pessoas que estão ao seu lado aí, elas pensam diferente de você. Tem atleticano, tem coxa branca, tem paranista sentado aqui. Tem gente do espectro político A, B e C sentados aqui.

Tem gente aqui que tem um pouquinho mais de conforto financeiro, estrutural. Tem gente aqui passando dificuldade para pagar a conta de luz deste mês. E está tudo bem. Não procure pessoas necessariamente iguais a você para caminhar junto. Lembre-se de que o que Deus faz é reconciliar os diferentes em favor da missão. Nesse sentido...

Eu queria convidar você a algumas aplicações práticas a partir desse versículo 1. Não consuma a igreja como um produto. Participe da igreja servindo com seus dons e talentos. Vamos imaginar os dons e talentos que esses mestres e profetas ali do versículo 1 tinham.

Manaém, que foi criado com Herodes, talvez tivesse uma excelente comunicação. Talvez fosse uma pessoa persuasiva. Talvez ele dominasse os cálculos. Talvez o...

Saulo, muito possivelmente, ele era um líder nato e fazia com que as pessoas o seguissem. E ele, além de liderar as pessoas no caminho de Jesus, muito possivelmente ele também organizava o café que era servido antes, ou o lanchinho que era servido depois. Os diferentes dons ali se completavam de pessoas absurdamente diferentes.

Você tem dons. Deus deu dons para você, independentemente da fase de vida que você está vivendo. Não consuma, não seja um consumidor aqui nesta comunidade. Participe desta comunidade servindo com seus dons e talentos.

E sirva com outras pessoas completamente diferentes de você. Mas Carlos, tem gente que é muito diferente. Ótimo. Ótimo. Não precisa terminar de falar. Ponto. Ótimo. Que bom. Que bom que somos todos diferentes aqui. O Senhor está reconciliando as nossas diferenças para a glória dEle e para o bem dos outros.

Se fôssemos todos iguais, não seríamos a igreja de Jesus Cristo. Seríamos o Rotary Club, seríamos maçonaria, seríamos outra coisa. Não seríamos a igreja de Jesus Cristo. A igreja de Jesus Cristo é composta de gente absurdamente diferente, uma das outras, para a glória de Deus e para o bem.

Dos outros. Sirva com pessoas que pensam diferente de você. Quando você encontrar pessoas que pensam absurdamente diferente de você. Ame ainda mais essa pessoa. Porque essa diferença é sinal. De que somos igreja de Jesus. Uma segunda coisa. De um povo que vive espiritualmente junto.

Uma segunda característica, a luz deste texto é que esse povo busca e discerne junto. Busca Deus e discerne o que Deus fala junto. Olha só. Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam. Essa expressão aqui, adoravam. Em algumas versões, se você tiver uma Bíblia aí com uma tradução um pouquinho mais antiga do que a NVI que eu estou usando aqui.

Essa expressão é traduzida como serviam. Enquanto serviam ao Senhor. Por quê? Porque é serviço sacerdotal. Não é qualquer serviço. Não é pegar essa mesinha aqui e colocar ali. Não, é o serviço sacerdotal que os sacerdotes faziam. É desse serviço que Lucas está falando. Por isso que alguns traduzem como adoração. Porque não é um serviço qualquer. É um serviço de adoração enquanto estilo de vida.

enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, a palavra aqui está num tempo verbal, no participio que expressa ação contínua. Não era uma adoração pontual, não era um culto ou outro que eles faziam, não, era um estilo de vida, enquanto eles adoravam ao Senhor, enquanto eles jejuavam, o jejum aqui fala sobre intencionalidade minha e sua, do povo de Deus em ser formado a imagem de Cristo.

Enquanto eles adoravam, enquanto eles eram formados à imagem de Cristo, algo aconteceu. Um povo que busca Deus junto. Eles...

Não estavam buscando isoladamente. Eu sempre tive um receio com pessoas que vêm contar para mim assim, pastor, eu tive uma experiência incrível com Deus. Sério? Que legal. Como é que foi? Conta para mim. Aí essa pessoa diz, eu estava no meu quarto, sozinho. E eu comecei a orar, peguei meu violão, comecei a adorar a Deus, ou eu peguei, coloquei uma música, ou eu estava lendo a Bíblia. E uma experiência ímpar. Eu acredito que isso pode acontecer. Mas...

Eu acredito que Deus se revela num ambiente comunitário, num ambiente individual. Mas o Espírito Santo nos alinha e nos direciona para que nós possamos discernir a partir de uma perspectiva sempre comunitária. Sempre comunitária.

Às vezes nós usamos Mateus 6,6, que fala assim, sobre quando você for buscar Deus, fecha a porta do seu quarto e busca Deus ali no seu secreto. E Deus que te vê em secreto te recompensará publicamente. Nós usamos esse texto, tirando do contexto, para dizer que nós temos que buscar Deus em secreto.

Sim, nós temos que ter a nossa devoção, o nosso tempo de solitude, leitura da palavra, oração. Mas Deus vai se revelar a você, o Espírito Santo vai falar com você sempre enquanto povo dele e não como indivíduo. O Espírito Santo foi derramado sobre o povo. No Antigo Testamento, o Espírito Santo era derramado sobre o rei, sobre o profeta, sobre o sacerdote, em favor do...

Povo, Deus não nos trata como indivíduos, sempre nos trata como povo. Enquanto esse povo adorava, enquanto eles jejuavam, o Espírito Santo disse. Gente, tudo que nós queremos é que o Espírito Santo fale conosco, não é verdade? Você está vivendo um momento difícil na sua vida, no seu casamento, no seu ambiente de trabalho. Tudo que você quer é que o Espírito Santo lhe dê uma palavra.

É isso que eles viveram aqui. Olha que legal. Eles estão reunidos, eles estão adorando, eles estão intencionalmente sendo formados à imagem de Jesus. E o Espírito Santo lhes fala, Separem-me Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado. Olha que interessante.

Barnabé e Saulo eram um dos mestres e profetas que Lucas descreve para a gente, certo? Em vez deles ficarem ali para a igreja continuar crescendo e ser uma potência na Antioquia. A primeira mega igreja da história.

Não, os melhores são enviados. O Espírito Santo envia Barnabé e Saulo. Enquanto eles adoravam, enquanto eles jejuavam. Por que, irmãos? Porque o Espírito Santo fala quando em comunidade temos adoração como estilo de vida e intencionalidade na formação espiritual.

Deus está falando com você nessa manhã. Domingo passado, Deus falou com você. Domingo retrasado, Deus falou com você aqui neste lugar. No próximo domingo, quando a Bíblia for aberta, e nós começarmos a conversar aqui sobre a palavra de Deus, Deus, o Espírito Santo, falará e alinhará você.

O Espírito Santo fala quando em comunidade temos a adoração como estilo de vida. A adoração não é um tipo de música. Eu gosto de adoração. Música e adoração. Não, adoração é um estilo de vida.

Em todos os ambientes. 24 horas por dia. Intencionalidade na formação. Quando nós estamos neste trilho. Deus fala conosco. Mas pastor. Deus não fala comigo. Eu gostaria de ouvir ou entender. Deus me dando uma direção específica.

Irmãos e irmãs, nem sempre Deus vai nos dar direcionamentos claros sobre a vida. Porém, quando Ele fizer, será sempre dentro do contexto da igreja de Jesus.

quando nós juntos temos adoração como estilo de vida e intencionalidade na formação. Sobre isso, o pastor Waldir Starneggel, ele é um influente pastor luterano, mora aqui em Curitiba, teólogo, autor brasileiro, amplamente reconhecido por sua liderança no movimento da missão integral na América Latina. Ele diz o seguinte,

A espiritualidade cristã floresce quando buscamos a Deus juntos. Uma igreja de gente espiritualmente junta é uma igreja de pessoas que buscam e discernem junto. A espiritualidade cristã floresce quando buscamos a Deus juntos. E eu acho interessante a expressão que o pastor Valdir usa aqui, floresce.

Quando você vê uma coisa, uma planta, uma flor, algo florescer, não é do dia para a noite. Não é assim. Não é do jeito que você quer. Não é no tempo que você quer. A espiritualidade cristã não floresce no meu tempo. A espiritualidade cristã, o enraizamento das nossas relações aqui centradas em Cristo para a glória de Deus, não acontecem no nosso tempo. Elas florescem. Quando? Quando buscamos a Deus junto.

Quando você não está aqui individualmente. Quando você está aqui lembrando da pessoa que está do seu lado. Lembrando de quem está à sua frente. Lembrando de quem está atrás de você. E esse ambiente comunitário começa a fazer sentido. Então a nossa espiritualidade floresce. Aplicações práticas à luz do versículo 2. Eu quero desafiar você a compartilhar pedidos de oração de forma intencional.

Nós temos um ministério de oração aqui, e nós vira e mexe, nós falamos sobre isso. Tem gente que parece que pensa assim, aí eu tenho um pedido de oração. Aí joga lá dentro da caixinha. Ufa, foi. Esse eu venci. Como se você compartilhar o pedido fosse um toque de mágica. Não é. Oração é pessoalidade. Oração é pessoalidade. Olha para a pessoa que está do seu lado e fala assim, João.

José, Maria, olha, seguinte, eu vou compartilhar um pedido de oração com você. Lá em casa as coisas estão assim, assim, assim, assado. Você pode orar por mim, por favor? Intencional, não é superficial. Faça isso. Um povo que busca Deus junto e discerne junto é um povo que vive uma vida de união espiritual.

espiritual. Busque conselho espiritual antes de tomar decisões importantes. Se você tem decisões importantes para tomar, escolha pessoas dessa comunidade, pessoas mais vividas, pessoas mais sábias, e diga, posso tomar um café com você essa semana? Ou você pode, se tem cinco minutinhos para conversar comigo após o culto, eu preciso de um conselho. O que é isso, gente? Isso é uma comunidade cristã real.

Nós já dissemos isso aqui algumas vezes, mas eu repito. Às vezes você está em um ambiente de música e a gente apaga a luz. E aí fica todo mundo sem enxergar ninguém. E aí o condutor aqui fala assim, feche seus olhos. Agora é só você e Deus. Na espiritualidade cristã não existe só você e Deus. Na caminhada com Jesus não existe só você e Deus. Isso é uma anomalia.

Na caminhada com Jesus é sempre eu, Deus e vocês. É sempre o povo de Deus junto. Gente diferente caminhando junto para a glória de Deus. Busque conselho.

das pessoas que estão ao seu redor. E caminhe regularmente com alguém para prestar contas da vida espiritual. Se tem um amigo, uma amiga, uma amizade espiritual, com quem você fala assim, olha, eu preciso abrir meu coração hoje com alguém. Preciso tomar um café com fulano.

Preciso tomar um café com ciclano. Eu não estou bem. Eu preciso abrir meu coração. Você precisa ter amizades espirituais. De gente que vai ouvir você. E que vai dizer coisas para você. A luz do evangelho. A luz do evangelho. Desenvolva. Caminhe nesse sentido. E uma última coisa, irmãos.

Para que vivamos espiritualmente juntos, nós queremos, precisamos ser um povo que é enviado junto. Que é enviado junto. Olha só, assim, depois de orar, de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. Mais ou menos o que a gente fez aqui com o Gabriel e com a Larissa. A igreja de Antioquia faz com Barnabé e com Saulo.

Mas olha que interessante, não é uma pessoa que os está enviando, não é um líder. Não, a igreja de Antioquia jejua, ora, eles impõem as mãos sobre Barnabé e Saulo e os envia. Porque o envio é coletivo, porque a missão sempre é compartilhada. A missão sempre é compartilhada. Eu quero...

Lembrar você que a missão nunca é individual.

Se você gosta de falar de Jesus, mas você sempre prefere fazer isso sozinho. Se você gosta de servir, mas você sempre prefere fazer isso sozinho. Eu quero convidar você a repensar. A repensar isso porque Deus não nos chama para fazer nada sozinho. Em tempos de perseguição à igreja, ninguém faz nada sozinho. Em tempos de paz, como o que nós vivemos, com uma ou outra perseguição. Mas ainda assim, nós temos muita tranquilidade. Nós não fomos chamados.

Para viver sozinhos. E eu quero. Lembrar você. Usando aqui uma citação. Do pastor Eugene Peterson. A igreja é o lugar. Onde aprendemos a dizer. Nós. Em vez de eu. A igreja é o lugar. Onde aprendemos a dizer. Nós. Em vez de eu.

Não é sobre você. Ah, mas eu não gosto disso, Carlos. Nessa igreja que eu preferia que fosse assim. Eu preferia que fosse assado. A igreja não é sobre você. Eu, Carlos, tenho outros gostos. Essa não é a igreja que tem a ver com os meus gostos. Essa é a igreja que tem a ver com essa coletividade de pessoas. Aquilo que Deus mandou a gente fazer. Tem nos encaminhado para fazer para o bem da nossa cidade.

Sobre isso, algumas aplicações à luz desse envio. Ore regularmente por pessoas da igreja que estão em missão. Você já sabe, você conhece agora o Gabriel e a Larissa. Eles estarão em missão. Ore por eles. Coloque o Gabriel e a Larissa nas orações de vocês. Para que Deus os sustente.

financeiramente, espiritualmente e emocionalmente. Para que o casamento deles seja ainda mais bênção para eles e para outras pessoas lá onde eles estarão. Recentemente, um casal veio aqui para o Ático, Caê e Aline. Não sei quantos de vocês se lembram deles. O Caê está finalizando a formação para ser pastor. E ele veio para o Ático para conhecer a nossa estrutura aqui, para entender como funciona uma plantação, porque ele queria plantar uma igreja...

Na cidade de Colombo. Faz uns dois meses, mais ou menos, ele foi pra lá e ele está junto com outros irmãos da igreja presideriana do bairro Alto. Eles estão começando um grupo base lá, pra uma futura plantação. O Caê é casado com a Aline e eles têm o pequeno José. Orem pelo Caê, orem pela Aline, orem pelo José. Eles são membros da nossa igreja.

Ore regularmente por pessoas da igreja que estão vivendo a missão em tempo integral. Ore por pessoas da igreja que estão vivendo a missão no ambiente de trabalho. Como profissionais nas mais diversas áreas. Apoie com recursos quem está se levantando. Apoie com recursos. Entre em contato, converse. Vocês conseguiram todos os parceiros?

Está tudo bem com vocês? Está faltando alguma coisa? Vocês precisam de ajuda? Existe algo que nós possamos fazer? Apoie com recursos quem Deus está levantando. E por último, pergunte com quem eu estou sendo enviado. Olhe para o lado e veja que você não está sendo enviado sozinho. Você está sendo enviado em família. Você está sendo enviado com um amigo, com uma amiga.

Você não está sendo enviado sozinho. Você está sendo enviado com gente real. Gente que tem defeitos, gente que tem virtudes, exatamente como você. Por que, irmãos?

Deus nos forma juntos. Deus fala quando estamos juntos. E Deus nos envia juntos. Eu queria contar uma história para vocês rapidamente. No início do século XVIII, surgiu um movimento cristão conhecido como Igreja Morávia. Século XVIII. Esse movimento ganhou forma quando um jovem nobre, rico, alemão, Conde Zinzendorf.

Abriu suas terras para acolher cristãos refugiados de diferentes regiões da Europa. Para quem não se lembra, século XVI, reforma protestante, século XVII, século XVIII, ainda vivendo questões de perseguição na Europa, com o de Zizendorf, começa a acolher cristãos que vêm de diferentes regiões da Europa. Eram pessoas diferentes, com histórias diferentes e até tensões entre si.

Mas com o tempo, Deus começou a formar ali um povo. Eles passaram a viver juntos, não só nos cultos, mas na vida. Oravam juntos, trabalhavam juntos, compartilhavam a vida, as decisões e os fardos. E...

A fé deles não era individual. Hoje nós conhecemos algumas histórias desse movimento. Tem uma delas que é bem famosa. Talvez você já ouviu falar de dois desses missionários. Que para evangelizar um grupo onde eles só poderiam entrar como escravos lá. Eles se vendem como escravos. Para que pudessem falar de Jesus.

Você conhece essa história, talvez você já ouviu falar dessa história uma vez ou outra, mas o detalhe interessante é, quais os nomes? Quais os nomes desses missionários? Nós não sabemos. Quais os nomes dos missionários moravianos? Nós não sabemos. Nós sabemos o nome do conde Zinzendorf, a história conta. Mas os missionários são os missionários moravianos.

Isso não é sem motivos. O conde Zizendorf dizia para os missionários. Pregue o evangelho. Morra. E seja esquecido. Pregue o evangelho. Morra. E seja esquecido.

Claro que ele não estava desvalorizando a vida, a particularidade de cada missionário. Mas a ideia é que quando a igreja vive junto, Deus nos forma junto, Deus nos fala conosco juntos, Deus nos envia juntos, não é sobre mim, não é sobre você. É tudo sobre Jesus. É tudo sobre Jesus. Quando nós somos uma igreja que vive junto, espiritualmente junto, nós desaparecemos e Cristo aparece.

Quando nós não vivemos juntos, Cristo desaparece, fica difícil de reconhecer. E os nossos nomes aparecem. Deus não quer criar uma igreja com personalidades fortes. Com um grande pastor, com grandes líderes renomados nas redes sociais. Não. Deus quer criar um povo de gente sem nome. De missionários, de pastores, de irmãos, de irmãs que se amam.

Que tem nome ao redor da mesa. Mas o nome mais importante é o de Cristo. Nesse sentido, irmãos, eu quero desafiar você a três coisas.

Lembre-se de que na igreja de Antioquia havia muita gente diferente. E as diferenças não foram empecilho para que eles vivessem juntos e para a glória de Deus. Por isso, dê um pequeno passo. Dê um pequeno passo na sua história. Aproxime-se de alguém que já está fazendo algo e comece a fazer junto. Mas eu não sei por onde começar. Não precisa. Você não precisa inventar a roda.

Olhe para o lado, veja o que alguém está fazendo e diga. Posso ajudar? Posso fazer alguma coisa aí? Você precisa que carregue isso aqui, que põe ali para você? Comece a fazer junto. E lembre-se que Deus uniu aqui pessoas com dons diferentes. Isso é um absurdo, isso é maravilhoso. Mas isso é um desafio também. Somos diferentes.

Mas na missão, a igreja não é uniforme, ela é reconciliada em sua diversidade para a glória de Deus e para o bem do mundo. Uma segunda coisa, convide alguém de confiança para trilhar com você a jornada com Jesus. Eu tenho aprendido, irmãos e irmãs, que nós precisamos de amigos para assar uma carne, para dar risada, para fazer uma viagem, para...

levar os filhos para brincar juntos, ok, mas nós precisamos para ontem de amizades espirituais, escolha uma pessoa próxima de você, com quem você já tem uma confiança, e comece a nutrir um relacionamento intencional na direção da prestação de contas, leva tempo irmãos, leva tempo,

Não é do dia para a noite. Semana passada, nós tivemos vários visitantes aqui. Um dos visitantes era um dos melhores amigos que eu tenho na vida. O pastor Lucas Viana. Ele está no processo de plantação em Santos. Ele veio de Santos para cá. Ele não tem carro. Ele emprestou um carro.

Por quê? Porque amizades espirituais são importantes. Mas leva tempo. Eu conheci o Lucas em 2013. A gente morou junto no seminário. Convide alguém para trilhar essa jornada com você. Não caminhe sozinho. Leva tempo, mas vale a pena. E por último, irmãos. Preste atenção em quem Deus já colocou ao seu lado.

Talvez seja com essa pessoa que Ele quer lhe enviar. Perceba quem já está do seu lado. E perceba que Deus já está lhe enviando. Para abençoar as pessoas que estão ao seu redor. Viver em comunhão na igreja de Jesus não é simplesmente sobre comunhão. A comunhão é sempre...

O que precede o envio. A comunhão é sempre. O que precede o envio. Quero convidar você. A fechar os seus olhos. Gostaria de. Orar com você. Deus de graça. A fé. Vai ficando mais bonita. Quando a gente aprende a viver junto. E nós oramos nesta manhã. Deus como igreja.

Nós pedimos, Pai, que o Senhor nos ajude nesse sentido. Deus, nós olhamos para as nossas diferenças como se elas fossem empecilho. Que nós preferimos manter a distância porque nós não queremos criar problema com ninguém. Espírito Santo, lembra-nos nesta manhã que essa não é a dinâmica do reino.

Na dinâmica do reino, o Senhor aproxima os diferentes. O Senhor reconcilia os diferentes. Para que juntos vivam para a sua glória. E para o bem do mundo. Faz isso, Pai, nesta igreja. Essa é a igreja que nós queremos ser, Senhor. Essa é a igreja que nós queremos participar.

Deus une aqui pessoas diferentes, que jamais se reuniriam em outras circunstâncias, mas que ao redor da sua mesa, são iguais, são reconciliados. A partir do seu amor, da sua graça, faz isso Pai. Em nome e por amor de Jesus. Amém.

Que igreja queremos ser? - Ep. 3: Espiritualmente juntos | Castnews Index — Castnews Index