#246 • RÁDIO GRAVIOLA | Com Val Becker
Neste episódio do Senta Direito Garota!, Juliana Amador conversa com Val Becker, jornalista, multiartista, podcaster e empresária, sobre vida, carreira e os primórdios das webrádios e podcasts no Brasil. Fundadora da Rádio Graviola, relembra os desafios de criar sua própria rádio há 18 anos, antes do streaming como conhecemos hoje, com foco na música independente brasileira. Val fala sobre suas transições de carreira, o crescimento dos podcasts no mundo, compartilha dicas práticas para tirar um projeto do papel e mantê-lo no ar, também comenta seus trabalhos como cantora, DJ e seus novos projetos. Esse programa é completamente independente e precisa muito da colaboração de vcs para seguir nessa luta incansável, vem apoiar a gente para ampliar as vozes de diversas mulheres. ✅ APOIA-SE: https://apoia.se/sentadireitogarota ✅ FACEBOOK: https://www.facebook.com/profile.php?id=61558474657149 ✅ INSTAGRAM: https://www.instagram.com/sentadireitogarota/?hl=pt ✅ TIKTOK: https://www.tiktok.com/@sentadireitogarota?_t=8nYG2q5V72L&_r=1 ✅ @sentadireitogarota ✅ @jujuamador ✅ @_valbecker
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- Criação da Rádio GraviolaInspiração e nome da rádio · Desafios técnicos e desenvolvimento inicial · Curadoria musical e foco em música independente · Transformação em empresa e produção de eventos · Prêmios e reconhecimento no mercado
- Industria Audiovisual BrasileiraOrigem e evolução do podcast · Crescimento e popularização durante a pandemia · Planejamento e conteúdo como diferenciais · Produção de podcasts e consultoria · Desmistificando a facilidade de produção
- Projetos artísticos atuais de Val BeckerBanda Roda de Santa Rita · Projeto de DJ "Solaris" com Andrea Kaus · Blog "Substantivo Feminino" · Programa "Mundo Independente"
- Historia do FrevoInfância e adolescência no Rio Grande do Sul · Mudança para o Rio de Janeiro e início da carreira artística · Gravidez e maternidade jovem · Formação em jornalismo e bolsa de estudos na PUC · Carreira no jornalismo de saúde · Transição para o mundo web e criação de blog
- Monetização de conteúdo digitalModelos de negócio para web rádios · Importância da curadoria e conteúdo · Difer
Mulheres extraordinárias, maravilhosas, Vanessa Cavalini, Maravilha, Roberto, Tamira Macarena, Tamira Petrolina. Eu entrevisto mulheres, mas é programa pra todos. Senta direito, garota.
Oi, gente, esse é o Centro Direito Garota, eu sou a Juliana Amador. Antes de começar o episódio, eu venho lembrar que nós temos um apoia-se. É muito importante, toda a colaboração ajuda a manter esse programa de pé funcionando, esse programa que traz histórias de mulheres incríveis. Hoje eu tô aqui com a Val Becker, jornalista, produtora cultural, cantora, artista. Uma grande mulher, seja muito bem-vinda.
Muito obrigada, Ju. Muito obrigada primeiro pelo convite, pela oportunidade de estar aqui conversando com você. É sempre bom a gente trocar ideia com mulheres tão sensacionais também como você. Afinal de contas, o teu programa, ele não nasceu à toa. Veio dessa mulher que você tem aí e que você conta, né? A cada episódio, a cada pessoa, a cada vida que chega aqui, você se revela também um pouco.
dentro ali das características dessa diversidade de mulheres que você traz. Sempre mulheres incríveis, eu pude ver, dei uma estudada. Maravilhosa. Val, me conta um pouco da sua história. Você é gaúcha. Sim, sou gaúcha. E veio parar no Rio de Janeiro, em busca de… Ah, então. Todos os dias tem alguém que me lembra que eu não sou carioca, né? Tipo assim, você é de… Tipo assim, né? Porque é inegável o meu sotaque, apesar de eu estar aqui há quase 35 anos.
Jura? Juro. Eu vim pra cá muito nova, atrás de fazer teatro. Eu sempre cantei, sempre tive um lado artístico muito forte na minha vida, desde criança. Muito forte. E eu também já sabia que eu vinha pro Rio de Janeiro. Porque a gente veio passar férias, eu tinha cinco anos de idade. A gente veio passar férias. Eu tenho um pouco dessa característica de quando eu gosto de um lugar e eu quero morar lá. Até hoje. Só que isso começou quando eu tinha cinco anos. A gente veio passar férias em família. Você falou, eu quero ficar.
E eu olhei pra tudo e falei, gente, é nesse país que eu quero morar. Falei pra minha mãe. E a minha mãe, então, assim, a minha família sempre soube que eu viria pro Rio de Janeiro, porque eu persegui isso até conseguir chegar aqui com 21 anos, né? Então assim, foi essa construção. Eu comecei a passar férias, enfim, né? Tudo, sempre que eu podia. E eu comecei a vir sozinha e a minha.
fiz amizade aqui e comecei a ter onde parar tipo ficar, casas pra ficar e assim foi indo até que eu vim em 92, eu cheguei aqui início de 92 e comecei a estudar na Cal então comecei a fazer teatro também era bailarina eu dancei ali dos meus 16 até os 23, fazia dança contemporânea
E misturava tudo. E cantora, né? Cantora eu fui sempre, sim, sempre. Isso nunca saiu de mim. Eu sempre tive um trabalho, mesmo quando a vida deu uns giros pra outros lados, o canto e a composição sempre. Você mantinha essa cantora dentro de você acesa. Sempre, sempre.
Então, com 23, assim, tipo um ano e meio depois de chegar aqui, eu engravidei, né? E falei, vamos embora. De um carioca? Não, de um gaúcho também, mas que tá, assim… Ele tem uma diferença de idade, né? Pra mim, mais velho que eu e… Enfim, história comprida, que isso fica pra um outro episódio. Mas, é… A gente é muito amigo até hoje e tal. Ele já morava aqui, quando eu nasci, ele já morava aqui. E aí
Entendeu? Então assim, já... E aí a gente teve o Dani, né? O Dani é o filho. Um beijo, te amo. E o Dani já tá, vai fazer 32 anos também da área da música, né? Ele é, enfim, produtor, compositor, né? E também empresário na música.
Enfim, e aí eu engravidei do Dani e falei gente, peraí, só um pouquinho. Vamos tentar organizar alguma rota aqui. Essa mãe jovem. Fora de domicílio. Sim, atriz, cantora, bailarina, mas na prática. Na prática, como é que a gente vive sem rede de apoio por perto. Porque eu ainda conhecia pouca gente.
né, e os meus amigos ali do teatro e tal quer dizer, eu nunca conheci pouca gente né, pra falar a verdade, assim, já no teatro já montei uma rede ali, mas não essa de apoio eu tinha uma ou outra amiga né, que na época estavam ali mais próximas a minha irmã veio também porque a gente nunca conseguiu ficar muito afastada então não era plano dela morar no Rio de Janeiro mas eu vim, ela veio seis meses depois, não deu né
A gente gastava rios na época que se pagava pra fazer o interurbano. A gente se ligava depois das 10, que era mais barato. E aí… Só que a gente ficava 3 horas no telefone. Então, é mais fácil vir morar aqui. Ela mora aqui até hoje, né? Caramba, que legal. E aí, então, a minha rede de apoio, ela era pequena. E aí, eu comecei a pensar, gente, eu tenho que fazer alguma coisa paralela ao meu fazer artístico, né? Sim. Porque minha família tá toda no sul. Então, vamos lá.
Aí, algo paralelo, a minha prima na época foi fazer vestibular pra psicologia na PUC. Eu falei, ah, vou fazer também, vou tentar jornalismo. Assim.
Foi assim que você foi parar no jornalismo? Ah, foi assim que eu fui parar no jornalismo. Eu tenho essas coisas na vida, assim, né? Esses momentos que, de repente, acontece alguma coisa e eu vejo, eu tô no meio daquela coisa ali, por acaso. Mas nada é por acaso. Sim. Então, eu fui fazer o vestibular pra jornalismo pra tentar. Tipo, eu não estudei, eu tava fora do colégio há um tempo, só fazendo teatro e dança e tal, não sei o quê. Mas eu vou tentar, passei.
PUC, falei, gente como é que, né, aí pô, passei, vamos lá, vamos tentar cursar, mas eu vou precisar de uma ajuda aí, né, porque PUC sim, é uma faculdade particular uma faculdade maravilhosa, mas é uma faculdade cara, maravilhosa sim, é uma universidade, né então assim, ela tem todo um embasamento teórico, além da prática do jornalismo, por exemplo, você tem mesmo
A maior parte das matérias, pelo menos ali, do currículo da PUC, a maior parte é de pensamento. Então, você tem política, você tem psicologia e comunicação. É muita coisa. História do mundo contemporâneo, enfim. Fui lá na Vicerreitoria Comunitária, levei uma certidão de nascimento do meu filho, porque eu fiz vestibular grávida de três meses. Uau!
Eu passei no vestibular para o segundo semestre, ele nasceu em junho, e eu em agosto estava dentro de sala de aula com um filho de dois meses, entendeu? Amamentando, que os professores diziam tem que ir para casa que o teu leite está vazando, o teu filho deve estar com fome, porque eu fazia uma matéria por dia.
E assim, eu fiz a faculdade inteira, com um filho pequeno, com não sei o que. E fui me encantando pelo jornalismo. E você conseguiu a bolsa? Consegui. Ah, sim, senão, né? Eu ia ter que pensar em outra alternativa. Mas assim, consegui a bolsa. Porque, né? Pelo menos na época que eu estudei, sempre foi muito maravilhosa nesse aspecto social. Uma vice-reitoria comunitária que era de verdade. De verdade.
Professor Augusto Severo. Morreu há pouco tempo. Morreu há pouco tempo. Eu sou eternamente grata. Eu também fui você, xa da puta. Olha aí. Ele que possibilitou a jornalista que eu sou, pra falar a verdade. E eu também, porque eu estudei bastante. Claro. Mas precisa alguém acreditar. Alguém me deu a oportunidade. Alguém te dá, abre a porta pra gente ser e mostrar a nossa potência. Totalmente. Mas enfim, e aí foi isso. Eu fui fazendo jornalismo. E foi se apaixonando.
E eu sempre gostei de rádio. A minha história com rádio é uma história antiga, né? Aí eu ia até te perguntar se foi na faculdade que você se apaixonou pelo rádio. Não, meu pai era rádio amador. Lá na década de 70, campista. Aquelas famílias da década de 70 que acampam e que tem rádio amador. E que se comunicam e tal. Meu pai sempre foi da tecnologia.
Vai fazer 90 anos esse ano. Dito, ela é sua homogênea. Olha aí. E aí, ele vai fazer 90 anos esse ano. Ele, assim, eu vejo o computador na minha frente desde os meus 12 e 13, né? Porque tinha computadores pequenininhos. Ele sempre gostou, sempre foi comprando o que era de tempo. Então, assim, eu sempre fui mergulhada nessa área e sempre gostei muito de rádio.
E aí, eu fui fazendo as minhas eletivas todas internas, todas em rádio. Por publicidade em rádio, tudo em rádio. E aí…
Fui fazendo e tal. Só que assim, em 96 ainda, na faculdade, eu fui estagiária de uma gravadora pequena, a Rob Digital, que na época era um braço da Rob Filmes, que finaliza filmes. Eles começaram a pegar toda a trilha sonora dos filmes e transformar em CDs, né? E tal.
E aí eu fui estagiária, mas eu fazia, eu era a divulgadora, né? Que se chamava, que era a pessoa que pegava os discos e levava pras rádios, né? Comerciais. Só que lá era tudo título maravilhoso, assim, sabe? Eles saíram da esfera só dos filmes e começaram a…
produzir alguns trabalhos ali, tipo Conversa de Cordas do Marco Sousa, enfim, uma infinidade, e aí foram até chegando um pouco mais pra, né, por exemplo, pro reggae do Dread Lion, que eu vi aqui a entrevista com a Anitta, né, e enfim, muita coincidência, eu trabalhei divulgando o disco do Dread Lion e eu conhecia os meninos, enfim, a gente é contemporânea de Dread Lion ali,
E aí, eu comecei a ver que era muito difícil de tocar qualquer coisa independente em rádio comercial. Sim. E a gente não tinha alternativa. E isso sempre foi uma lacuna na minha vida. Cara, eu gosto… Era só apagando jabá. Uhum.
É, eu recebi uma proposta, né? E aí eu pedi demissão no dia que pediram dinheiro pra mim. Eu fui levar o disco e eu falei, ó, numa rádio conhecida, famosa, deixa pra lá, tá, né? Mas assim…
grande, e aí quando eu levei o trabalho, a pessoa vira pra mim, olha, sabe quem é? É que aqui a gente tá vendo esses presentinhos todos aqui atrás, pois é. Aqui a gente não toca uma música por menos de, na época, 40 dinheiros, que eu não me lembro qual era a moeda. Acho que já era real. 40 mil reais, sei lá. E aí eu, bom, então eu fiquei assim, você tá me pedindo dinheiro pra tocar uma banda que todo mundo tá ouvindo e que lota show?
Aí é, aqui a gente funciona assim. Falei, tá bom, obrigada. Me devolve minhas panelinhas, não quero mais brincar disso, vou pedir demissão. Falei, cara, eu não quero compactuar com esse ambiente onde sabe, enfim, não gostei. E aí pedi demissão e comecei a trabalhar. A vida deu uma outra guinada.
Porque assim, a minha família toda é da área da saúde. Com exceção da minha mãe, que era escritora, poeta e tal, muito artista. Todos os outros componentes da minha família, que não é pequena, eram da área da saúde. Tipo, meu pai médico, meus irmãos médicos, minha irmã psicóloga, não sei o quê.
E meu marido, na época, pai do meu filho, médico. Então, eu sabia muito, eu tinha muita facilidade pra linguagem da medicina. E por conta disso, surgiu uma vaga lá, mandei meu currículo, fui chamada, comecei a trabalhar na área da saúde.
E aí, eu fui jornalista da área da saúde. Inclusive, eu era meio conhecida na área ali, né? Ah, ela é jornalista especializada em saúde. E aí, eu trabalhei muitos anos. Por isso que eu tava te falando que a música foi a arte que perdurou comigo mesmo quando a vida deu essa reviravolta.
Porque eu tinha minha banda, fazia os meus shows, né. Alguma coisa tinha que alimentar aquela libido. Daquela mulher que tava ali na jornalismo da medicina. Exatamente. E aí, bom, fui por um tempo até que…
Assim, que nem eu digo, nada acontece por acaso. Eu tava num trabalho super maneiro, um trabalho assim que eu tava, sabe? Sim, que te dava estabilidade. É, e assim já era, e era um cargo assim, já fui indo, crescendo. Cargo de chefia, depois coordenação de comunicação em grandes hospitais e tal. Sim.
Hospital Federal. E aí até que mudou lá. Um ministro e tal. E como cargo de confiança, o cara nem pensou o que eu estava fazendo. Meu trabalho estava ótimo. Muito obrigada, entendeu? Ele olhou para o lado direito do cardápio, que trocou, ele olhou e falou ah, vocês aqui, nesse contrato aqui, eu quero esse salário aqui comigo.
entendeu? Tipo, pra um assessor. Aí a galera que coordenava o contrato dizia assim, não acredito, não. Vamos pensar na outra pessoa. Aí ele, não, não, eu quero esse... Não sabia nem quem eu era, entendeu? O que eu tava fazendo.
Aí ali foi uma puxada de tapete, mas aquele pé na bunda que te empurra pra frente, né? Quando eu vi, eu tava… Meu Deus, aí o meu filho já tava maior, já, né? Deu medo, mas foi uma… Não, cagar. Uma chacoalhada, uma chacoalhada. É que eu pago as minhas contas mês que vem, porque era assim, um contrato que não era CLT. Entendeu? Acabou o milho, acabou a pipoca. Ah, tá.
beijo pra casa, tá? Vai lá resolver como é que tu paga tuas contas no mês que vem. Então eu comecei, e só que antes desse trabalho que foi até durou um ano e pouco anteriormente eu fui editora de conteúdo web da Agência Nacional de Saúde Suplementar onde eu fiquei muito tempo.
E essa coisa de ser, enfim, coordenar o conteúdo ali, de certa forma, né? De ser editora de um conteúdo web, já, né? Me ensinou a editar site, a criar, a trabalhar no ambiente web por trás, né?
Então, eu comecei a aprender. Aí, eu fiz meu blog em 2004. Eu trabalhava lá, né? Essa reviravolta foi em 2010. Vamos voltar um pouquinho no tempo. Em 2004, eu trabalhava lá e fiz meu blog de poesias chamado Inconsciência Plena. A sua artista ali. A minha artista ali.
fogo de vida. Sempre escrevi, sempre compus. E aí, eu trazia poesia também. Tá lá no ar ainda, bem com carinha de velhinho, coitado, né? Mas assim, era interessante. Sim. E o Inconsciência Plena ficou um tempo. O Inconsciência Plena de 2004, eu comecei a aprender a mudar a cor do fundo, a não sei o quê, bem com assim… Isso, site. Site. No blogger.
Então eu conseguia no código do blogger editar. E aí eu comecei a aprender ali a montar um site. Aí eu estou lá um dia trabalhando no departamento de informática, porque eu era web, mesmo sendo jornalista, eu estava na informática. Recebi um texto, você pode ter sua própria rádio.
Cara, deu uma dor de barriga na hora. Falei, o que é isso? Como assim? E aí, eu saía do trabalho, eu chegava em casa e começava a trabalhar. A estudar tudo, porque não tinha nada no Brasil. Mas isso que eu ia falar, você foi pesquisar fora. Muito. Como montar a sua própria rádio? Como montar a minha própria rádio. Eu sei assim, ó. Hoje em dia, é muito fácil, né? Tipo, porque você tem várias plataformas de streaming. De tocadores, já. Na época...
Não tinha. Tinha que montar uma coisa, tipo assim a minha rádio, quando eu fechava o meu computador, ela parava. A não ser que eu tivesse um servidor dedicado 24 horas por dia ligado entendeu? Tipo, com o meu site funcionando, porque como é que era o player que eu inventei?
Isso, pode se gabar, né? Eu inventei um player que era o seguinte, da rádio. Era o Winamp, não sei se você lembra. Era uma coisa meio, tipo, aquele Windows Media Player. Só que o Winamp era um tocador de música, tá? Era um aplicativo que você baixava. E aí, a música ia um atrás da outra. Hoje é ridículo falar, né, gente? Bota no Spotify, vai! Mas na época era isso, você programava…
Você programava. É, pegava as músicas do computador. Tinha que estar tudo no computador. E aí, eu programava uma listagem. Deixava ali. E aí, a malandra começou a gravar, né? Num aplicativo que eu uso muito até hoje. Que é o Audacity, que é gratuito. Assim, eu comecei a gravar umas locuções. E salvava em MP3.
Então, era como se fosse uma música. Aí, eu fazia uma playlistzinha lá no Inamp. Realmente inventou uma rádio.
É, aí eu pegava… O Enamp, ele tinha a possibilidade de você pegar um player e incorporar num site, né? Você pegava o código lá, ia lá no código atrás, no site, que eu já sabia fazer, e botava o código do player. Olha a nerd. Né? Olha a nerd aí. A nerd, né? Maravilhosa. Mas aí…
Fazia isso. E eu deixava as músicas rolando. Daqui a pouco entrava uma locução minha. Beleza. Isso foi o início. Só que... Bem o início. E aí...
O podcast já estava acontecendo, tipo, desde 2004. O primeiro conteúdo batizado como podcast foi em 2004, né? Por conta da história do iPod. Não sei se você conhece essa história. Tipo, os áudios, o conteúdo em áudio não musical veiculados no iPod, né? Porque assim, o podcast surgiu misturando… É…
o áudio com aquela tecnologia de seguir do RSS, do blog.
Antigamente. Temos que acompanhar. Tá, vamos lá. Maravilhosa. Enfim, até dou umas aulinhas sobre isso, quem quiser. Aí, assim, nasceu assim o podcast. Esse nome vem a partir disso. Conseguiram fazer um conteúdo de áudio não musical que conseguia, que possibilitava veicular dentro do iPod. A Apple olhou assim, eu quero esse negócio aí de fala, entendeu? Sem ser música, veiculando no iPod. Exatamente. E aí,
Nominou de podcast, que era o iPod. Quem nominou foi a Apple? Personal On Demand. É isso, é um conteúdo pessoal sob demanda, que não é música. É algo além da música. Alguém falando, alguém entrevistando. E aí o podcast, e o cast é o meio de transmissão, né? Broadcast, simulcast, enfim.
E aí nasceu aí o podcast. 2004 foi o primeiro, foi o batismo, né? E aí quando que surge a Rádio Graviola? Em 2008, quatro anos depois. Então assim, eu comecei a estudar por ali, entre 2006 e 2008, eu comecei a estudar pra fazer a rádio.
E aí, começaram a surgir as plataformas de podcast. Tinha a Podomatic, ainda tem, eu acho. Mas ela tava bem incipiente ainda. Mas já tinha aí, Deus me disse. E começou por ali a aparecer lá fora, né? Sim. Tudo lá fora. Tudo lá fora. E aí, tinha uma Podcast One.
que foi onde eu fiz um perfil. Mas como eu queria ter a minha rádio, já, né? Porque eu sou muito golosa, maravilhosa. Eu sou, já quero ter rádio. Eu pensei, vou fazer um perfil de podcast aqui, mas eu não quero botar o meu nome. Quero botar o nome de rádio, pô, né? Eu pensei, rádio, fazendo perfil, né? Nome, eu… Rádio, cara, rádio. E eu tinha tomado um suco de graviola no dia anterior.
E me veio, assim, aquelas coisas, né? Intuição misturada com uma memória que tá ali guardada no inconsciente que veio...
Rádio Graviola. Botar esse nome. Ah, sei lá. Depois eu penso. Rádio Graviola. E cada vez que eu depois eu penso, e cada vez que eu fui pensando, eu fui dizendo, gente, esse nome é maravilhoso. É maravilhoso demais. Eu digo, gente, aí é gravação, é viola, é grave, é sabe? Tipo, é radiola. E veio simplesmente do suco que ela tomou na véspera. Do suco na véspera. É muito bom. Tava com o meu filho numa casa de sucos que tinha lá no Cosme Velho, que eu moro em Laranjeiras. E aí…
Cara, Rádio Graviola. E eu comecei a produzir os meus conteúdos e tal. E aí, eu fiz um site da Rádio Graviola. E você fazia curadoria musical ainda… E aí, eu comecei. O que era o podcast One? Eu subia os meus conteúdos de áudio pra essa plataforma. E tinha um playerzinho que eu pegava e jogava. Então assim, jogava e botava lá no site. Que eu fiz. E aí…
Tudo ela fez. É. Braba. Porque não dava, né, cara? Não sei se eu vou pagar alguém na época. Sim. Hoje em dia até você consegue mais fácil, entendeu? Está mais acessível. E aí foi assim que nasceu a Rádio Graviola. Aí eu começava a fazer... Depois de muitas noites, claro. A vinheta é a mesma até hoje, né? Rádio Graviola, rádio feita à mão.
E aí e antes tinha ainda um, né? Rádio Graviola, rádio feita à mão, a cada semana um novo programa pra você, porque eu fazia um por semana, não dava tempo de fazer mais coisa, entendeu? Então eu botava lá o meu playerzinho com programinha e eu não precisei mais do Winamp e aquilo ficava ali pra quem quisesse entrar e ouvir a pessoa, uma pessoa
quisesse entrar e ouvir, tava lá. Então era uma rádio. E só que, né, começou eu fiz a rádio, agora eu tenho uma rádio, pô. E aí todo mundo, eu falava pra todo mundo, eu fiz uma rádio, eu tenho uma rádio, uma rádio graviola, ah, esse nome é bom, ah, não sei o que, lá, lá, lá, cara. Começou.
E em 2010… Foi quando você saiu do tal trabalho. Exatamente. Eu comecei a aprender, porque daí foi sair do trabalho. Em 2010, eu falei, gente… E agora? Agora a Rádio Graviola vai virar o meu trabalho. Sim.
cara, não tenho o que fazer. Vou morrer de depressão. Sem grana, sem ter o que fazer. Vou fazer a rádio graviola. Cansei. Cansei. E aí fui fazer a rádio graviola, virar o meu trabalho. E aí eu comecei a estudar como fazer transmissão ao vivo. Hoje em dia também é ridículo, né, gente? Entra ali no Instagram, pum, live. Não. Entendeu? Fazer transmissão ao vivo de áudio.
somente, entendeu? E aí, eu comecei a estudar, um amigo me apresentou pro Maurício Gouveia, amado, querido, parceiro da Baratos da Ribeiro, que agora é Cebo Baratos, ali em Botafogo, fazia o Clube do Vinil, que era, o DJ chegava com um monte de disco, ele pegava os dele, e até hoje ele faz isso, e aí um amigo nos apresentou, Marcinho, outro querido amigo.
Marcinho me apresentou pro Maurício, ele como é que é, Val? Ele é todo do underground e tal, imagina, tem um sebo, livraria maravilhoso. Como é que é isso? Tudo bom? Como é que é isso? Você tem uma rádio? Tenho. Tenho uma rádio. A rádio era aquela coisa. Engenhoca. Aí eu tô começando a aprender a fazer umas transmissões ao vivo. Pô, você não quer transmitir ao vivo o Clube do Vinil? Aí pronto, aí fechou.
Porque eu ia pra lá com os meus apetrechos, caía toda hora. Entendeu? A gente se comunicava com o ouvinte pelo Facebook, entendeu? Ali e tal. E aí eu comecei a aprender a fazer a rádio ali, né? Com o Maurício, transmitindo ao vivo o Clube do Vinil.
E aí, bom, com o tempo foram surgindo as plataformas de streaming. A gente foi profissionalizando, né? Ele é seu sócio? Não, ele não é meu sócio, ele é meu parceiraço. Ele ama a Rádio Graviola, ele enche a boca pra falar da Rádio Graviola. Ele tem programas na Rádio Graviola. Tem o Clube do Vinil. O Clube do Vinil ainda… Na pandemia, agora tá em pausa, a gente faz de vez em quando, né? Porque, cara, é cansativo, viu? Sim. É cansativo, enfim.
E na pandemia salvou muita gente. Os nossos programas ao vivo. Eu tinha o Correio do Amor ao vivo. Dentro de casa, montei lá um estudiozinho. Com cenário e tal. Pra fazer o Correio do Amor. Dedique uma canção a quem você ama. A pessoa me mandava música com o texto. E o nome da pessoa pra quem era dedicado. E eu dizia assim. Eu tô o único trabalho agora.
É, avisar essa pessoa… A pessoa tá ouvindo. É. E aí, aquilo virou uma comunidade, gente. As pessoas entravam pra se ouvir, né. E aí, o Maurício entrava logo depois com o Clube do Vinil lá da casa dele. E a gente passava interagindo, era muito legal. Mas tinha a programação o dia inteiro? Não, o dia inteiro, aí no streaming, né. Aí, o que aconteceu? A Rádio Graviola começou a virar referência na curadoria.
De música independente. Porque ela nasceu pra tocar. Você resgatou aquele trabalho lá do CD que te pediram 40 mil. Exato, mas ela nasceu pra isso. Agora eu tenho lugar pra tocar o que eu quero, entendeu? Genuinamente. Que é essa galera que não toca no comercial.
E aí você passou a fazer essa curadoria como? Sim, as pessoas começaram a descobrir a mandar coisas pra mim Sim, muita coisa Hoje em dia, muita coisa E aí, a Rádio Graveola foi crescendo me absorvendo Entendeu?
E aí eu comecei a transmitir ao vivo o evento, comecei a tocar como DJ. Assim, aí paralelamente… O Clube do Vinil te absorveu, te contaminou no bom sentido. Sim, e aí também, amigos, né? Uma dupla de amigos muito queridos, o Tiago e o Fabiano, né?
Tiago Fraga, Fabiano Cafuri tinha um instituto criatório que era um instituto cultural voltado pro audiovisual que tinha um pátio maravilhoso ali na Rua Alice vamos fazer um evento aqui você tocando como DJ pela Rádio Graviola e a gente chama umas pessoas toda sexta-feira muito legal esse evento vamos fazer, e a gente começou a fazer terá a nova não é exatamente isso, mas é bem parecido que eu já te conto que estreia sem ser nessa sexta na outra tá?
Aí eu comecei a fazer o evento e comecei a tocar como DJ. E aí as pessoas que iam no evento começaram a me chamar pra fazer casamento, aniversário, batizado, bar mitzvah, tudo. Entendeu? Eu comecei a tocar direto. Pra além da graviola. Exatamente, mas era a rádio graviola no seu evento. Ah, era a rádio graviola? A rádio graviola. E o que você tocava mesmo nos casamentos, você transmitia na rádio? Não.
Aí, pra cliente, eu tocava de acordo com a curadoria. Fazia uma curadoria de acordo com o briefing do cliente. O que é que pode, o que é que não pode tocar, o que é que tem que tocar, o que é que não sei o que e tal. Aí era uma coisa bem… A rádio empresa, né? Em 2011, ela virou empresa.
Aí começou uma empresa de radiodifusão, de produção, produção de eventos. Né, bom. Aí produção de eventos é um outro capítulo também que vem desde eu criança. Produzia muita coisa, produzi muito evento. Trabalhei como produtora de muitos eventos. Enfim, e aí eu juntei isso tudo, deu esse caldo. Um polvo. A Graviola é um polvo gigante. É, e eu também.
Eu só não boto os meus pés em cima da mesa pra mostrar que eu sou um povo porque eu tô aqui sentada Ela é você, né? Ela tem muito de você É igual o falador do Santa Direita Garota Eu falo veja todos os episódios Tem 245 mais ou menos Claro que eu sou um monte de coisa mas eu me exponho tanto aqui Dá pra me conhecer Bem Dá
E aí, menina? Aí foi assim. Aí eu comecei assim. E a Rádio Graviola começou a me... Virou realmente o meu trabalho. Virou o seu trabalho? Virou. E a gente tem que partir do ponto que as pessoas que estão ouvindo a gente não entendem. O que é uma web rádio? Onde é que as pessoas ouvem a Rádio Graviola? Rádio Graviola.com Entra no seu...
Computador e bota radiograviola.com. Então não dá pra ouvir a radiograviola… Ah, dá pra ouvir no telefone e botar no carro? Dá. Dá. Por exemplo, no carro, como é que você emparelha o seu telefone com o… Sim. Radiograviola poderia ser um aplicativo? Ah, já teve seus aplicativos. Aí, pô, é complicado. Porque assim, toda hora muda a tecnologia. Você tem sempre que fazer um upgrade que custa… Ah…
E vamos lá, né? A Rádio Graviola sou eu, gente. Quando dizem assim, fala rapaziada da Rádio Graviola. Rapaziada sou eu. Equipe. Eu, equipe. Eu, equipe. Trabalho em grupo de um.
Claro, tem os colaboradores que fazem os programas. Jorge Elizei, maravilhoso, tá na ponta da agulha. Tá, assim, na Rádio Graviola comigo até hoje. Vários chegaram, a gente fez um edital em 2024 pra programação de 2025. Eu até te contava como pode viver a Rádio Graviola ou qualquer outra rádio, web rádio, de anúncio, de edital. Pode.
não é o caso da Rádio Graviola especificamente, por quê? eu já tive oferta de patrocínio da rádio quando entrar lá no site, radiograviola.com você vai ver um rádio enorme aí tá lindo, com rádio antigo isso aí tá desde 2016 ali e aí entrou o cara, falou assim tá bom, mas a primeira coisa que a gente vai ter que fazer vou até botar um dinheiro aí, me interessa mas a primeira coisa é tirar esse rádio eu falei eu falei
Obrigada. Não quero. Entendeu? O que é isso? O rádio é a coisa mais linda. Eu sempre quis. Desde que eu fiz o primeiro site da rádio, tem um radinho antigo que era uma imagem que eu botava naquela coisa lateral, na barra lateral do Wordpress ali, do site do Wordpress. Sempre teve um rádio antigo.
E eu nunca soube desenvolver, fazer essa imagem enorme com o player rodando lá. Em 2016, eu fiz um crowdfunding e tal, lancei uma coletânea e tal. Fiz um trabalho, um projeto bem grande pela rádio e consegui fazer um desenvolvedor colocar o rádio lá. Aí pra chegar o cara...
Entendeu? A rádio artesanal, querido, amigão. É, querido, não. Ele queria transformar nessas coisas que tu entra que tu não sabe nem onde ficar. Entendeu? Tipo, não. E então, isso me deu um medo.
de estar vendida na situação de daqui a pouco não estar controlando o fluxo do projeto que eu mesma criei e que deu trabalho. Você tem que estabelecer limites inegociáveis e os negociáveis também, para você viver com todo direito, ter autonomia financeira nesse trabalho incrível que você faz.
A gente vai construindo estratégias. Principalmente conteúdo. Daqui a pouco vai virar uma rádio comercial. Exatamente, tudo que você lutou, né? É, exatamente. E aí, tudo que você recebe, você ouve e aprova ou não. É, assim, enfim. É bem difícil ouvir tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tá? Você toca, você não ouve?
Não, nada. Cada música que toca na Rádio Graviola, eu ouvi e escolhi pra estar lá. Então assim, se você toca na Rádio Graviola, tá? Eu te escolhi, meu bem.
Mas assim, e qual é o DNA graviola que eu chamo, né? Que a gente tem os programas especiais entremeados dessa curadoria que eu faço. O DNA é tudo que não toca na rádio comercial. Seja clássicos do cancioneiro brasileiro e tal, como os atuais. Então, essa mistura… O mainstream não toca na graviola?
Olha, toca pouca coisa, mas toca. Por que é importante isso? Porque as pessoas que chegam desavisadas e cair na rádio graviola, pra você pegar, a pessoa tem que se identificar com aquilo ali. Entendeu? Então, assim, a forma de se identificar é ouvindo o que ela conhece. Então é muito difícil você conquistar um ouvinte, uma audiência. Com certeza. Pra ele poder confiar em você, que a partir daí, você propõe coisas novas. Ai, que legal!
Só que eu vou te dizer que 80% do conteúdo da Rádio Graviola é feito de… De artistas independentes. Artistas independentes, entendeu? É isso. Enfim, e não é só mais Brasil. Eu recebo coisa muito do exterior.
E aí tem, por exemplo, uma plataforma de curadoria que eu adoro, que é a Groover. Eu sou curadora na Groover. O que é a Groover? O cara tá fazendo, lançou um disco e aí quer fazer uma promoção. Ele entra lá, tem não sei os valores, né, não sei mesmo, mas assim, ele pega o disco e tem uma lista.
De curadores do mundo todo. E aí ele vai escolher de acordo. Porque a gente coloca lá qual é o segmento. A rádio graviola não é segmentada. Toca rock and roll, toca o MPB. Não tem gênero musical. Específico, não.
Tem os gêneros musicais que eu particularmente não ouço. Então não ponho pra tocar, entendeu? Tipo, não ouço sertanejo. E até porque não precisa da rádio graviola pra tocar. Por favor. Né? Chega. São estouros daquele lá do Jabá, de 40 mil. Não, né? Então assim, não. Né? E…
Mas assim, a maioria dos gêneros, né. E aí tem jazz, tem… Cara, é uma infinidade. Você vai entrar e vai ouvir um jazz e daqui a pouco vai ouvir um rock and roll tudo colado. E faz sentido, né. Eu faço isso desde sempre. Faz sentido. Faz sentido.
Entra lá pra ouvir, tu vai ver. Sim, e tem que entrar e ficar ouvindo na hora. É, pra você entender. E aí, enfim, tem todo um… E aí, voltando à questão do monetizar. Isso. Quem tem vontade realmente de viver da web rádio? Porque assim, eu monetizo a Rádio Graviola com os trabalhos que a empresa Rádio Graviola faz. Sim, você acabou de contar, né? Eu acho isso assim, fascinante. Ah, o projeto viabilizou, o projeto da Graviola. Isso, que viabiliza a Rádio Graviola estar lá.
ela nasceu toda em podcast e aí por esse fato eu também sou conhecida muito como uma pessoa que é especialista em podcasts também então eu tenho uma clientela de produção de podcasts em que eu faço, eu dou oficina de podcasts e o que você ensina?
faço todo o planejamento de conteúdo né, tipo junto o que a pessoa precisa, o que você precisa fazer o que você tá precisando, porque por exemplo aqui, você tem quem faça a captação a edição, não sei o que então eu monto equipes, eu contrato em geral, eu claro, dou preferência a contratação de mulheres, sempre né, então as minhas equipes em geral se não são todas a equipe inteira formada por mulheres é majoritariamente feminina, né né
Só quando as minhas queridas, né, que eu sempre conto, estão ocupadas, aí eu recorro. Mas, então assim, o que mantém a Rádio Graviola é a empresa Rádio Graviola. E aí eu faço curadoria, eu faço, eu sou parecerista de editais pela Rádio Graviola. Enfim, abriu um leque de possibilidades, né.
junto à Rádio Graviola. Eu represento, por exemplo, o meu trabalho como cantora, a banda que eu faço parte, da qual eu faço parte. A Rádio Graviola representa, tipo, contratos, etc e tal. Empresaria. É, na verdade, assim, a gente é uma rede, né? Somos 14 na banda.
Uau! Essa banda foi a mesma banda desde sempre? Não, não. Essa é um projeto que tem três anos. E aí, mas a Rádio Graviola, ela tem esse… Então, esse trabalho que segura ela estar lá. Mas se a pessoa quer viver de web rádio, ela pode escolher, assim. E quanto mais local a web rádio for, porque apesar de pegar no mundo inteiro… Ah, web rádio, a Rádio Graviola é ouvida no mundo.
Você pode ouvir qualquer lugar do mundo. Sim, mas quanto mais local ela for, mais chance de você monetizar. Porque o tio da padaria vai querer ter uma… Entendeu? Essa coisa assim, vai estar falando ali pra sua região. Então, é muito mais fácil. Uma rádio comunitária que fala pra sua comunidade. Então, assim, o web rádio é uma infinidade. Tem uma infinidade de possibilidades. Até, por exemplo…
As rádios que são FM, elas veiculam na web a partir da mesma plataforma que eu faço a Rádio Graviola, entendeu? Então, ela pode pegar o sinal, jogar lá e aí transmitir via web. Fazer o seu sitezinho, aí você entra lá, ouça também pela web. É o mesmo sistema que tem, né? Então, assim, a Rádio Graviola foi se profissionalizando em 2016, né? Foi se desenvolvendo junto com esse mercado, né? Junto, exatamente.
nas tecnologias, eu sempre estudando, me aprimorando eu ia incorporando ao projeto da Rádio Graviola. Em 2016 a gente ganhou o primeiro prêmio, que foi o Prêmio Profissionais da Música que eu sou muito grata e muito fã do prêmio e muito fã do Gustavo, que na Guerrilha como eu montou esse prêmio e hoje é um prêmio importantíssimo cada vez mais, não só no Brasil, mas na América Latina e pelo mundo aí, já ficando bastante conhecido, que ele anda girando mesmo.
Hoje em dia eu sou parceira, sou jurada, sou parceira do prêmio. Sou colaboradora também e tal. E ganhei o 16, né? Ganhei esse prêmio, o melhor web rádio do Brasil. Ganhei do 16, 17 e 18.
Em 16, eu tinha falado ali do crowdfunding, a gente lançou uma coletânea em formato físico, em CD. Toda com artistas independentes que tinham passado na programação no ano anterior. Então, a gente fez uma curadoria, né? Tipo, o pessoal mandando, a gente recebeu mais de 400 músicas, né? E bandas e tal. Tiveram artistas independentes que tocaram na graveola no começo de carreira e depois viraram em nó?
Ah, várias pessoas, assim, sabe? Tipo, que vem falar assim cara, você foi a primeira pessoa que me deu uma oportunidade, né? Então, eu ouvi isso já de algumas pessoas. Assim, por exemplo, eu sempre cito, né? Ela nunca falou isso pra mim, mas eu sei que eu peguei lá…
no início, a Tulipa Ruiz, por exemplo, ninguém conhecia. E eu não só tocava na Rádio Graviola, como eu levava pros eventos. Então, assim, eu sempre toquei nos meus eventos assinados, como esse do Instituto Criatore, lá desse pátio e tal, não sei o quê, do quintal.
eu levava a curadoria que eu fazia. Com um cliente é diferente, tem que tocar o que o cliente gosta em geral é, entendeu? O musicão, né? Mas assim mainstream, né? Mas a minha curadoria quando eu tenho a oportunidade de tocar o que eu curto então eu levava pros eventos muita gente vinha me perguntar quem é essa pessoa? Ai, nunca ouvi falar.
Tipo efêmera Efêmera Vou ficar mais um pouquinho Para ver se acontece Alguma coisa Cara, é a cara da Rádio Graviola Ela ganhou um selo De DNA Graviola
Entendeu? Porque é isso, porque tocou muito na Rádio Graviola e as pessoas passaram a conhecer nos eventos e tal. Eu posso dizer que eu ajudei a divulgar, né? E a fazer, enfim, essa, né? Enfim, disseminar a música independente no Brasil. E aí...
É porque não era como. Hoje em dia, eu vejo assim, ah, o primeiro programa, já falou comigo? Não. Tem gente assim, ah, o programa do artista independente. Gente, eu faço isso há 18 anos. Você não tá entendendo.
sabe? Então assim, não, óbvio acho que quanto mais, melhor tem que ter, tem que aumentar as pessoas fazendo curadoria de artista independente mas tipo assim, olha, estou lançando um programa de artista independente gente, eu faço isso há 18 anos tudo bom? Prazer, eu sou a Val Beck
Entendeu? Eu faço isso há 18 anos. Existe a Rádio Graviola aí, conceituada, premiada, entendeu? Aliás, pela coletânea, a gente foi indicada ao prêmio especial do júri do APCA de São Paulo. A gente desse tamanho. Aí tu via lá as indicações. A coletânea do júri 18, né? É, a Rádio Graviola indicada ao prêmio especial do júri. Não, levamos, né? Quem levou foi a Bradesco, a rádio da Bradesco Seguros. Né? Assim, porque tava fazendo realmente um trabalho, acho que esporte, Bradesco esporte, sei lá.
Mas assim, só de estar ali, eu digo gente, olha isso, a gente tá meio furando uma bolinha de certa forma. Sim, com certeza. Ficando conhecida. Aí, teve prêmio profissionais da música, a gente chegou a semifinalistas, e tudo assim é o prêmio profissionais da música sim, a gente submete, mas assim eu submeti e fui fazer outra coisa quando eu vi a gente tava finalista, sabe?
E não foi uma coisa que eu fiquei votem. Sim, investindo. Tipo assim, ah, tá bom. Aí eu falei, gente, tô finalista, eu preciso ir pra Brasília, né? Porque era lá em Brasília. Tem que ir, gente. Imagina se ganha isso em 2016. Imagina se ganha e eu não tô lá. Então eu tenho que ir, tenho que me mexer, vou. Chegou lá, a pessoa ganhou, né? Quer dizer, ganhei. Eu e a Rádio Graviola, ganhamos o prêmio.
E aí, foi uma surpresa incrível. E a partir dali, esse negócio do prêmio profissionais da música. O que é legal ganhar um prêmio? Não é, ai, ganhei um prêmio. Não é isso, gente. Precisa do prêmio pra… Não é isso. Ai, ganhei um prêmio. Não, não é isso. O prêmio foi um divisor de águas na vida da Rádio Gravial. Tem lá no meu perfil lá do Instagram, fixado. Eu, cabelo curtinho, descolorido do lado, falando, dando depoimento sobre o prêmio profissionais da música na minha vida.
Ali eu comecei a ser vista, a Rádio Graviola conhecida. Credibilidade, respeitada. Embora você sempre fizesse, estava fazendo isso igualzinho antes. Mas profissionais da música é alguma coisa profissional. É um título que você ganha de profissionalismo. Claro. Por quê? Eu ouvi de todo mundo lá, né? E aí, 17, 18, até que em 19, o Gustavo falou Val, passa pro lado de cá. Para de ganhar e vem botar.
Passa pro lado de cá. Que era a única web rádio que não era só, sabe, assim… Não, que tinha um aspecto profissional forte acontecendo, né. Então… Essa coradoria fazia um sentido, tinha uma… Sim, e tinha uma coisa por trás de crescer. Mesmo que… Ah, cadê o patrocínio? Eu trocínio, né. E…
E sempre através do meu trabalho, mas sempre também através da Rádio Graviola. Então, uma retroalimentação. Ela me trazia trabalho que pagava ela. Sim. Aí, isso aí foi crescendo e tal. Aí veio a pandemia, né? Aí, na pandemia, é que a gente realmente se fixou muito no mercado como produtora de podcast.
assessoria, consultoria. Porque no Brasil, foi quando as pessoas mais começaram a falar.
Na pandemia de podcast, né? E aí também vem essa falsa impressão. Já virou até meme. As pessoas acham que é estar sentado no bar e sair conversando, fazer um podcast. É, né? Não tem um preparo, né? É, não. E até quando a gente fala, realmente, né? O podcast, ele tem essa energia da espontaneidade. Não é um programa de entrevista, careta da TV aberta que a gente foi acostumada a vida inteira. Sim.
É pra ter essa impressão de que o ouvinte tá aqui sentado junto com a gente, se divertindo talvez fazendo as mesmas perguntas o que não significa que são dois idiotas sentados e conversando jogando conversa fora falando abobrinhas exatamente, mas assim é porque começou assim
Então fala um pouco sobre isso. Tipo assim, começou, por exemplo, um trabalho que eu admiro muito que é um dos primeiros aqui, né, tipo, no Brasil. Que é o Nerdcast. Sim. O Nerdcast, ele começou assim, gente. Tipo, por exemplo, o clube de cultura, né, como é, gente? O Choque de Cultura.
É o outro que começou a galera, bota aí, vamos comentar. Mas sempre tem, gente, sempre tem um trabalho por trás que se chama pauta. Sim. Essa pauta, ela não surge do nada.
Por exemplo, eu estou aqui, não é do nada. Você pensou, foi ver quem buscar. E aí depois você vai estudar quem é, vai saber quem é. A gente tá se conhecendo hoje e você já sabe um monte de coisa sobre mim. Por quê? Você foi pesquisar. Então assim, não é um trabalho do senta aí. Porque o senta aí não sai nada. Senta aí, vamos conversar.
Não sai nada. E não é só isso. O que difere um podcast do outro e o que dá o que dá sustenta um podcast e os seus diferenciais é o conteúdo. Não adianta. Então pode estar tudo muito bonitinho. Se o conteúdo não estiver bom...
esquece. O conteúdo, ele tem que ser encadeado, ele tem que ter uma dinâmica, ele tem que ter um assunto relevante, entendeu? Ele tem que interessar as pessoas, né? Então, assim, o que que a gente vai poder conversar sobre dentro do universo de cada pessoa que a gente está entrevistando que interessa?
Entendeu? As pessoas. E que a pessoa fica ali ouvindo, mantém, né? Então assim, é esse conteúdo. Esse conteúdo, ele é planejado, entendeu? Seja quem eu vou entrevistar e o que eu vou perguntar. Nem que seja uma pergunta de largada. Mas alguma coisa você tem. Mesmo que não tenha roteiro. Que as pessoas às vezes confundem, né? O não ter roteiro… É, não significa não ter planejamento, né?
É bem diferente. Nenhum podcast fica 200 e não sei quantos episódios no ar sem um planejamento. E isso aí as pessoas perguntam. O que tem de lixo eletrônico no ar? Entendeu? Que é justamente que as pessoas não se planejam. Tipo, faz um episódio, o outro, o outro. E veio esse grande boom na pandemia que eu acho que as pessoas descobriram mais aqui no Brasil. Essa ferramenta maravilhosa que é o podcast.
E veio com essa impressão de que é muito fácil fazer. A gente é tão bom de conversa, vamos fazer. É, aí o seguinte, ó. Por exemplo, eu tô com um projeto de cliente. Sabe, um episódio, sabe, ainda não finalizou, hein, gente. Até agora, 12 horas de edição. 12 horas de edição.
É, não é assim simples, entendeu? Então assim, e tudo depende, claro. Ele é um pouco mais, ah, tem trilha, tem efeito sonoro, tem ambientação, não é só conversa, tem toda uma história. Mas, então assim, o podcast ele se sustenta…
um planejamento. E aí, quando as pessoas nos meus cursos perguntam, aliás, eu vou falando sobre tudo isso. Gente, quer fazer um podcast? Dou a dica aí, ó. Fica a dica. Faz um planejamento de pelo menos os primeiros dez episódios.
O que você quer falar, qual é o tema, quem são as pessoas envolvidas, o que você vai pesquisar, formato, enfim. Quando eu lançar o meu próximo curso, eu divulgo. Mas na pandemia que você lançou o curso? Então, na pandemia as pessoas começaram a me procurar. Sim, foi uma demanda, né? Você fez porque você percebeu que existia essa demanda. É, começaram a me procurar. Até, ó.
Em 2017, eu já tava dizendo que o podcast tava chegando no Brasil. E ninguém sabia o que era isso ainda, tá, gente? É muito recente. 2017, eu dizia assim, ó, gente, podcast vem aí. E as pessoas, hã? Que? Aí, é…
E aí, em 2019, estourou. Foi antes da pandemia ainda, estourou. Por quê? Tem aí um porquê e tal. O Spotify começou a apostar bastante, né? Em conteúdo de áudio não musical. Sim. Tá, então, começou, comprou a Gimlet, que era a maior produtora de podcasts do mundo. E comprou a Anchor, que era a maior hospedagem e distribuição. O receptáculo!
hospeda e distribui, né e comprou e aí ninguém faz um investimento dessa moto sem fazer um grande boom, né, vamos lá e aí fez esse e aí as pessoas começaram a conhecer o podcast, mas e aí vem a pandemia
Na pandemia, então, aí foi todo mundo. E as pessoas começaram a me procurar. Um dos primeiros, quem me procurou, quase que primeiro, foi o Léo Feijó, da Escola Música e Negócios, da qual eu faço parte do corpo docente.
que chegou, Val, o seguinte, eu tenho os conteúdos gravados de celular, presencial, eu não posso parar o curso, era tudo presencial, a gente tá levando tudo pra web. Tem umas coisas em vídeo, mas tem muita coisa que não, aula que não tá em vídeo, mas que tá, que eu gravei do celular, na sala de aula. Você consegue fazer disso um podcast? Eu manda?
E aí… Braba do áudio. Cara, e aí… Não, cara, eu faço uns milagrezinhos assim… Que, pô, isso aí… Modéstia? Nada modéstia. Aqui a gente não tem que ser modéstia. Não mesmo. Entendeu? Eu faço milagrezinho. E olha que eu nunca estudei. Eu estudei sozinha. Sim. Sou autodidata num monte de coisa nisso, inclusive. E aí, ele… Você transformou essas aulas em… Em conteúdo de podcast. Eu já dei aula, por exemplo, lá pro Amazonas. Tudo na pandemia.
As crianças não podiam ir pra escola. Aí, a Secretaria de Educação do Amazonas lá me chamou. Gente, oi? Da onde? Me achou na internet. E me chamou pra dar um curso para professores e técnicos.
projeto lindo que eles têm lá que eles, tipo, montam um estúdio e a professora dá aula e essa aula ela é transmitida para a população ribeirinha. Lá tem uma salinha de aula com uma facilitadora que vai, as crianças se juntam, né, pra não pegar o barco e até lá.
E aí, ela me chamou pra dar aula pros professores e pros técnicos como fazer conteúdo programático de sala de aula em podcast pra chegar mais fácil em áudio. Nossa, que máximo! E a gente teve, foram seis meses de treinamento. Que incrível! Enfim, aula até de educação física em podcast. Aula de tudo que você pode imaginar.
Então tá. Aí eu comecei a ir cliente, cliente, cliente. E a coisa acontece, você aprende e faz da aula. É isso. E você vai aprendendo. A vida vai te chamando. Trocando pneu com o carro andando. Eu fiquei assim, quando me chamaram, eu falei eu adoro um desafio, eu falei, tá, né? Tá, tá bom. Aí fui estudar. Falei, gente, como é que eu vou fazer isso? A aula de matemática. E aí, deu tudo certo. Entendeu? Deu tudo certo. Mas foram aulas remotas, claro.
E aí, na pandemia, isso aconteceu. A Rádio Graviola virou, né? Porque já era uma referência. Tanto é que Amazonas, né? Chegou em mim. Impressionante. Já era uma referência. E aí, bom. E isso, na verdade, é um trabalho que é o meu trabalho. Sim.
Só que aí a parte artística começou a… A corda começou a ficar muito arrebentando. Muito empresária, nerd da internet. Internet. Internerd. E aí eu falei, gente, não, para. Para tudo. E aí, há três anos, foi assim. Eu sempre continuei escrevendo, não com a frequência que eu queria.
Mas vira e mexe, dando… Porque você tava sempre inventando moda e tendo que estudar pra dar conta. Exatamente, inventa, agora corre atrás. Continua inventando, tá? Tem um monte de coisa que depois de um segundo capítulo… Aí, eu há três anos, infelizmente, a minha diva musa maior, né? Depois da minha mãe, a Rita Lee, morreu.
aliás, minha mãe morreu exatamente um ano antes, né então assim, foram duas, tum tum a Rita ali passou pro outro plano, né foi ver a gente lá de cima e
Aí, uma amiga resolveu fazer uma homenagem pra ela. E vamos fazer uma festa na rua e não sei o quê. Chamou um monte de gente, músicos, falou, me ajuda. Cara, eu tô com muito cliente, eu não vou conseguir te ajudar a produzir. Mas eu vou lá, né, vou lá cantar. É, vou lá cantar umas músicas e tal. E aí, tinha um monte de mulher, era um microfone só. E deixa, agora é eu, agora não sei o quê. Os músicos na partitura, ninguém se conhecia, aquela loucura toda. Cara, mas a rua, assim, General Glicério…
Laranjeiras. A rua, a pinhada. Rita Lee, né? Rita Lee. Eu olhei aquilo tudo, olhei aquilo tudo, eu falei, porra, bicho, isso é um projeto, tem potência de projeto. Isso aqui é um projeto. E aí, eu virei pra essa minha amiga no dia seguinte, ela, então tá, gente.
que vem a gente se vê. Falei, ano que vem não, querida. Vamos produzir, vamos montar uma banda com esse povo? Vamos ver quem quer? Ah, não sei o que, nananá, e o cara eu não sei, porque ela não era da área da música. Falei, mas eu sou, sou empresária da música. Vamos lá?
Ah, então tá. Aí eu fui pro grupo que a gente tinha montado ali pra organizar as coisas e fui lá, quem que é? Aí as pessoas diziam, eu, eu, eu, quem tu toca? Não sei o que, canta. Aí veio a ideia justamente, ah, não é uma cantora só que tava ali, tinham várias meninas, vamos montar uma banda com várias meninas. Cinco. Então somos cinco cantoras, sete músicos, dois produtores. Uau, é um bloco. Na conta, 14, é.
Só que é Rita Lee na… É rock, né? Tipo assim, então é uma banda grande. A gente tem os… Chama Roda de Santa Rita. Procura lá no Instagram. Foi? Já. Já viu a Roda? No quiosque. É, qual? No Ginga? No Ginga. Tá. Ainda bem que você falou o nome antes. Tá.
É porque a gente adora fazer lá. Porque a gente toca, porque a gente vai pra origem. Que é como a banda nasceu, né? Tipo, ela nasceu no meio da rua, com as pessoas em volta. Então, o ginga, ele é exatamente isso. A gente vive ali, tá cantando com as pessoas. Mas, a banda se fixou bastante mesmo quando a Rádio Graviola tava fazendo 15 anos, né? Nesse ano.
E eu falei, eu vou fazer uma festa da Rádio Graviola. Fui no Galpão Ladeira das Artes. Maravilhosa a festa, tudo de bom. E eu falei assim, eu vou convidar esse trabalho pra fechar a festa, né? Aí eu chamei a banda Estranhos Românticos pra, né, tocar antes da gente. E a gente fechando. E aí teve feira, teve DJs, né? Os DJs da rádio tocando, etc e tal.
E aí foi uma festa linda e a Roda de Santa Rita estreou na festa de 15 anos da Rádio Graviola no Galpão Ladeira das Artes. E deu super certo. Sim, né? Porque aí a gente ficou com um objetivo pra entrar no estúdio e começar a trabalhar. Temos um objetivo, temos um show pra fazer. Porque se não bota um objetivo, não amarra. Organizou, né?
Estamos até hoje. A gente faz, já fez dois, né? E aí espero fazer o terceiro. Réveillon da Prefeitura. Que legal. A gente tocou no Festival Aue. Né? Foi 2024. No Aue. A gente tocou Casa Bloco esse ano. A gente faz alguns, a gente inaugurou o Parque Rita Lee. Lá em Jacarepaguá. Enfim, a gente tá tocando por vários lugares, né?
E isso, então assim, o lado artístico acabou voltando dessa forma, né. Nenhuma das meninas era cantora profissional. Isso que eu ia perguntar, ninguém tinha como profissão… É, não. Mas aí eu falei assim, aí as meninas… Ah, não sei o quê. E aí, no primeiro ensaio eu falei… Convidei pra… As meninas sabem. Mas eu ouvi o ensaio, eu falei…
Gente, vamos fazer um ensaio só de vozes? E a gente começou a ensaiar paralelamente pra fazer essa, né? Essa unidade das vozes. E aí, eu comecei a fazer uma preparação vocal das meninas. A gente se encontrava toda quarta-feira de noite e tal. Pra ensaiar só voz, só voz. E os músicos, não. Os músicos já tinham mais experiência, né? Aí também era com eles.
Mas tem ensaios de todo mundo, ou não? Ah, sim. Tem o ensaio da banda, em geral, segunda-feira, banda toda, e na quarta, as meninas, né? Sim, de boemia, hein? Boemia e graviola. É, e aí, pronto, virou a Rádio Graviola, Roda de Santa Rita, o meu trabalho, né, de, enfim, artístico. E o meu trabalho de DJ deu uma parada, porque aí tem uma hora que cansa, tá? Vou te dizer, cansa.
Você tá toda noite num lugar… Sim, cansa muito. Trabalhar na noite cansa, né? Cansa. Aí eu falei, não, vou dar um tempo. Só que eu comecei a sentir saudade daquele astral lá do Criatório. Sim, tem que ser sim. E a galera ia, e aí eu comecei a encontrar as pessoas. Era um ponto que eu tava fixa e as pessoas vinham. Eu tocava o que eu queria, minha curadoria. Falei, ai cara, eu tô com saudade. Não deixa de ser um encontro da graviola com o público, né? Um encontro de verdade. Exatamente.
muita gente é lá, quero ver a Rádio Graviola cadê a Graviola? as pessoas não te chamam de Graviola? às vezes o que eu gosto mesmo é rapaziada rapaziada entendeu? e eu sou uma mulher enfim, sozinha sozinha não, com os meus colaboradores queridos mas eles mandam um programa pra mim eu que subo pra rede enfim
Tá. E aí, com saudade de tocar como DJ, eu pensei, eu quero voltar, mas eu não queria fazer sozinha, né? Porque já tem tanta coisinha que eu faço sozinha. Tá dando conta de tanta coisa. Aí eu chamei a Andrea Kaus, maravilhosa, que canta na roda, né? Eu virei a Andrea. Bora fazer um projeto de voltar a tocar como DJ? Menina, eu tive essa ideia assim, acordando. Acordei e falei, já sei, vou chamar a Andrea.
acordei, esperei, dá um tempinho que eu acordo cinco e meia, seis horas, né, querida? Vai dar tempo, dá tudo. E aí, eu… Ouviu no seu ouvido, chama… É, esperei, dá umas nove, dez horas. Um horário normal, de gente normal, pra você mandar uma mensagem. Tipo, fui malhar primeiro, aí voltei, depois da malhação, falei, boa.
Mandei. Amiga, o que você acha? Ela topou na hora. Adoro a ideia. A gente já começou a pensar num nome. O nome saiu em meia hora. Chama Solaris, a festa do pôr do sol. Que legal. E eu tenho um lugar que eu acho que vai ser legal de fazer. Que é o restaurante Vegam Vegam em Botafogo. Que tem um pátio… Já foi lá?
Acho que não. Tem um pátio. Parece um, cara, um sítiozinho dentro do Rio de Janeiro. Jura? Em pleno Botafogo. Em pleno Botafogo. Budeado de árvores e plantas. Jura? Linda, casa linda. Aí ela, eu acho que eu tenho lugar e tal, do amigo meu, já marcou. Cara, em um dia a gente criou esse projeto. Marcou reunião pro dia seguinte, fomos lá, gostamos, todo mundo gostou, vamos fazer, vamos.
Estreia agora dia 8 de maio. Que legal, o máximo. Vocês duas vão tocar? Nós duas. E o legal é que é cedo. Então assim, tem um público que tem uma lacuna aí que é o público 40+, que não sabe onde ir mais no Rio de Janeiro. Porque vai… Tá sem festa. É, aquele público que tá aí, onde é que eu conheço pessoas. Porque os nossos lugares foram ocupados pelos jovens de 20. Exato.
E aí, ia ser ou fecharam, né? Tipo, pandemia foi um strike, assim. E aí, então assim, é pra esse público, mas assim, 40 a mais de todas as idades, né? Na verdade, é mais esse espírito.
Das pessoas que querem se encontrar, conversar, conhecer gente, entendeu? Encontrar os amigos. Então, assim, é que era o espírito lá do Instituto Criatório. Então, e é cedo. Legal que é cedo. Que lá também era. Tipo assim, a pessoa quer sair do trabalho e ir direto. Cedo que horas? Das seis às onze. Cedo.
Então assim, ela funciona de duas formas. A pessoa quer ir direto do trabalho com a galerinha, cestou. Cestou, tô doida pra tomar um negocinho, não sei o que. Vai pra lá que vai ter uma curadoria musical. Com ceno gravió. É. E aí, enfim. Ou a pessoa sai do trabalho, passa em casa, toma um banho e faz uma pré.
Porque lá, além de tudo, é perto ali de vários bares, entendeu? De Botafogo. Fica ali na Rãs Estada, em 30. É uma travessinha sem saída da Real Grandeza. Então, é lá no fundo da travessinha sem saída. Então, assim, é bem legal o lugar. E aí, se a pessoa quiser ir pra depois… Tem chance desse episódio passar no dia? Ó!
tem chance, né? de repente é, porque ou ele vai pro ar sexta agora primeiro de maio ou ele vai pro ar oito de maio olha aí, acontece que o seguinte vai acontecer toda segunda sexta-feira do mês com exceção de junho, que é a segunda sexta-feira do mês, é 12 de junho dia dos namorados, não é só por isso mas a roda de Santa Rita tem show, a gente vai fazer show no Acaso Cultural em Botafogo também e aí
Então, a gente não pôde fazer a festa na segunda, sexta-feira do mês. Mas, a gente vai fazer na terceira, então, dia 19. Então, a gente já tem as datas assim. Já tem datas fechadas, programadas. Agora, dia 8, dia 19 de junho, 10 de julho. Lembrando sempre, é segunda, sexta-feira do mês. Não tem erro.
Então assim, 10 de julho inclusive eu vou comemorar o meu aniversário. Fica a dica. Eu faço dia 12 de julho e comemoro o dia 10 lá na festa. Maravilhosa. Quase não deixei nem você falar. Adorei, Val. Palavras, palavras, palavras.
palavras, ainda bem, vivas palavras benditas. E você, tudo bem? Tudo bem, você vem sempre aqui Val, obrigada você é uma potência maravilhosa uma mulher furacão, cheia de talentos e coragem obrigada eu adorei te conhecer adorei essa ponte eu amo pontes, mulheres que fazem ponte total, total eu acredito muito nisso precisamos cada vez mais né
E conte comigo, eu espero contar com você. Com certeza. Quero estar perto da Graviola. Graviola senta direito, garota, juntos. Isso, e tem. É um escândalo. Eu tô fazendo um blog novo, que é o Substantivo Feminino, né? Que também vai ter, né? Já que o universo de podcasts também vai ter algumas entrevistas também, ali, em podcast. Aí você me leva pra querer saber de mim.
Com certeza, você já está na pauta. E aí, eu também apresento o Mundo Independente, que ficou num hiato aí, mas está voltando, que é o meu programa específico, Mundo Independente, o espaço que era do rock underground na web, agora é rock e outras brisas, que eu vou tocar outras coisas também. O Mundo Independente em breve também está indo para o ar, e aí é um podcast de música.
Só tudo isso. Uau! Quantas horas que tem seu dia? Então, menina. Eu tava precisando um pouco mais. Eu acordo cinco e meia, seis horas. Maravilhosa. Vários outros projetinhos que um dia. Eu te conto pessoalmente. Pessoalmente é ótimo, né? A gente tá pessoalmente agora, né? Tá acontecendo isso? É verdade? A gente tá aqui. Eu quero ir na sua festa, tá?
Eu quero ir na sua festa. Vá, por favor. Quero ir no show, quero ser sempre seu público. Obrigada. E sua audiência. Obrigada. E ó, sério, os shows da roda vai ter…
A gente vai comemorar o aniversário agora em maio. E aí, dia 16… E faço aniversário dia 21 de maio. Olha aí, dia 16 vai ter no Alalaô quiosque. Quiosque também, que é esse esquema que a gente quer comemorar o aniversário no meio de todo mundo. Ih, agora o que você falou, acho que foi no Alalaô que eu fui. Ah, ali em Panela. É, no Alapador. É, Alalaô. Ele.
Olha aí, tá? Eu te aviso. Assim que bater o martelo lá, a gente ainda tá arranjando as coisas. Mas isso, a casa cultural. E aí, a gente tá sempre fazendo show. Pelo menos um por mês a gente faz. Eu te aviso.
Eu quero. Tá? Vida longa pra todos os seus projetos maravilhosos. Muito obrigada. Essa artista, nerd, cantora, realizadora. Muita coisa. Obrigada. Obrigada a você. E parabéns, né? Pelo Senta Direito Garota. Que, cara, eu tava vendo ali. A diversidade de conteúdos é incrível, né? Não fica… Sim. Né? Agora… Muitas histórias de muitas mulheres diferentes. Exatamente.
Muito conteúdo bom, ainda bem, posso me orgulhar. Parabéns. Modéstia. Cara, não é pra qualquer produtor de podcast ter 200 e quase 50, né? Quase 250 episódios aí no ar. Produzidos e muito bem produzidos. Obrigada. Olha, selo graviola. De qualidade, prêmio. Obrigada, amor. Obrigada, gente. Beijo!
Senta direito, garota.
Rádio Graviola