Episódios de Varejo S.A. Podcast

Como transformar tradição em crescimento | Marcelo Correa, CEO da Leão | #226

06 de maio de 202640min
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Uma marca não chega aos 125 anos apenas com tradição, é preciso evoluir com estratégia. 

No episódio #226 do Varejo S.A. Podcast, Marcelo Corrêa, CEO da Leão, compartilha como a empresa construiu uma trajetória sólida no varejo e continua se reinventando para crescer. 

Se você atua no varejo ou busca entender como grandes marcas se mantêm fortes ao longo do tempo, este episódio é para você. 

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FICHA TÉCNICA  

Apresentação: Daniel Sakamoto  

Captação de áudio, sonorização e montagem: Gabriel Lyer  

Design: Carlos Dourado  

Locução, edição e roteiro: Alex Akira 

Produção: Alex Akira e Nathalie Victória  

Realização: CNDL, gestão de José César da Costa  

Participantes neste episódio2
D

Daniel Sakamoto

HostApresentador
M

Marcelo Corrêa

ConvidadoCEO da Leão
Assuntos7
  • Gestão de Portfólio e InovaçãoOuvir o consumidor como alicerce · Inovações como propulsoras de crescimento · Diversidade de produtos e ocasiões de consumo · Linhas funcionais, vitamínicos e para público feminino · Lançamento de chimarrão e tererê
  • VitruLab e Inovação em IAConstrução de marca centenária · Evolução estratégica no varejo · Inovação como parte do DNA · Consumidor no centro do processo decisório
  • Planos Futuros e Tendências de MercadoDobrar o tamanho da organização até 2030 · Continuidade da inovação e desenvolvimento de hábito de chá · Manutenção da liderança e protagonismo · Investimentos em novas máquinas e tecnologias
  • Mercado de Sorgo nos EUA e BrasilCrescimento e expansão da categoria · Saudabilidade, naturalidade e funcionalidade · Aumento do consumo per capita · Comparativo com mercados internacionais
  • Marca, Propósito e SustentabilidadePosicionamento e boas práticas · Governança e relação com fornecedores · Preservação ambiental e retirada de plástico · Preferência do consumidor e crescimento da marca
  • Mentalidade EmpreendedoraPerseverar, inovar e identificar oportunidades · A importância de se apresentar novamente ao mercado · Reconhecimento como marca valiosa e inovadora
  • Ambiente de Negócios e OportunidadesDesafios macroeconômicos no Brasil · Identificação e transformação de oportunidades · Visão otimista e realista
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Nem todas as empresas disputam o mercado. Algumas criam o próprio mercado. No varejo, existe uma grande diferença entre competir por participação e expandir uma categoria inteira. E é aí que marcas tradicionais podem se tornar protagonistas de crescimento, não apenas pelo que vendem, mas pelo que ajudam a construir no hábito do consumidor.

No caso do mercado de chás no Brasil, essa história passa por mais de um século de evolução, saindo de um produto de nicho para um consumo mais amplo, diversificado e conectado com saúde, praticidade e experiência. Eu sou Daniel Sakamoto e no episódio de hoje vamos entender como uma marca tradicional consegue transformar história em crescimento e como se constrói uma categoria no varejo. Gostou do tema? Então se prepare para que o episódio já vai começar!

Varejo S.A. Podcast, episódio 226, a construção de uma categoria. Como transformar tradição em crescimento. Este episódio tem o apoio do SPC Brasil, maior empresa brasileira de gestão e inteligência de dados.

E o nosso convidado de hoje é Marcelo Corrêa, CEO da Leão Alimentos e Bebidas. A Leão é uma empresa centenária, líder no mercado de chás de infusão no Brasil, com mais de 70 produtos em portfólio e um papel fundamental na expansão do consumo da categoria no país. Olá, Marcelo! Seja muito bem-vindo ao Varejo S.A. Podcast. Tudo bem?

Tudo ótimo, Daniel. Muitíssimo obrigado pelo convite. Um prazer enorme estar aqui hoje com vocês, conversando com todo o nosso público, com todos aqueles que nos ouvem. É um prazer compartilhar um pouco da nossa história, das nossas estratégias e de todos os caminhos que nós percorremos até esse momento, trazendo para a mesa de milhões de brasileiros uma marca que perdura por 125 anos no mercado nacional. Um prazer.

Prazer é todo nosso, a gente fica muito feliz aqui em receber vocês, mais uma empresa centenária que a gente tem a oportunidade de trazer aqui pra conversar com a gente, acho que a gente vai ter bastante coisa pra explorar. Mas antes da gente começar falando especificamente do mercado de chás e falando da empresa, eu queria pedir pra você se apresentar, pra quem tá nos ouvindo, conta um pouco da sua trajetória, suas experiências e por onde você passou até chegar aí ao cargo de CEO da Leão.

Obrigado, Daniel. Bom, meu nome é Marcelo Correia, eu tenho 43 anos, estou à frente da Leão, uma empresa centenária de 125 anos ao longo dos últimos quatro anos como CEO, como presidente da companhia, mas estou dentro da Leão Alimentos Bebidas há 10 anos.

primeiro em desenvolvimento estratégico de novos negócios na área comercial e ocupando, recente nesses últimos cinco anos citados, a função de CEO de presidente da companhia. Anteriormente a isso, passei por empresas como Skin Cariol, Brasil Quirin, Ambev, foi onde eu construí boa parte da minha bagagem dentro do mundo corporativo, até chegarmos a esse momento e ter o privilégio de liderar uma companhia.

Roma Leão, uma companhia centenária, eu costumo dizer, uma das poucas empresas que operam há mais de 100 anos ininterruptamente no mercado brasileiro. Uma memória afetiva enorme, fazendo parte da história de milhões de famílias, e isso para a gente agradece ainda mais o nosso propósito de continuar construindo um portfólio saudável, salutar e levando isso cada vez mais para o hábito de consumo no Brasil.

Muito bem. Queria começar a nossa conversa trazendo aqui o tema, que é o tema da tradição. Como você bem disse, é uma responsabilidade, é um orgulho poder trabalhar numa empresa com tanta tradição, mas também isso deve ser um desafio. Como que você enxerga esse desafio de estar liderando uma empresa?

centenária, por onde já passou grandes líderes, que já passou por tanta transformação e que hoje está sob sua responsabilidade. Como que você encara isso? Quais são os principais desafios vinculados à gestão de uma empresa tão tradicional? Perfeito, Daniel. Eu costumo dizer que o que nos trouxe até aqui esses 125 anos de história

faz com que parem sobre os nossos ombros ainda muito mais responsabilidade, que é construir os próximos 100 anos da organização, construir um caminho que seja perene e permita com que os próximos que virão a nos suceder tenham o mesmo propósito de continuar elevando e conduzindo a companhia para séculos à frente.

E esse propósito, essa responsabilidade, esse asset nosso de tradição, ele está vinculado a um outro DNA nosso, muito importante nessa jornada nossa de construção e evolução dos últimos anos, que é a inovação. Então, a gente faz isso com muito carinho, com muita responsabilidade, com muito propósito, que é trazer.

toda a tradição que nós temos ao longo desse período, junto com a inovação, com novos produtos, novos portfólios, e isso fazendo com que cada vez mais o hábito de consumo seja desenvolvido no Brasil. E como equilibrar essa tradição com a necessidade permanente de inovação? É difícil mudar coisas que estão bem estabelecidas ou vocês já têm uma cultura na empresa que a inovação já faz parte do DNA ao longo do tempo?

Isso é super interessante. Nos últimos seis anos, Daniel, nós fizemos o que parece simples para muitas organizações, para muitas empresas, mas é um desafio na maioria das culturas estabelecidas, que é fazer com que o processo de inovação realmente faça parte do DNA, que faça parte da cultura do negócio.

E ao longo desses últimos 5, 6 anos citados, nós trouxemos a inovação para esse DNA da organização, fazendo com que o consumidor ficasse no centro do nosso processo decisório e dessa forma a construção de tudo aquilo que a gente trouxe para o mercado de novidades passasse pelo anseio de fato dos nossos consumidores.

Então, nós mesclamos aquilo que nós temos muito forte, que é a tradição ao longo desses 125 anos, com a inovação fazendo parte do DNA. Então, hoje eu posso assegurar e dizer que dentro da nossa cultura, a tradição e a inovação caminham lado a lado. A tradição com toda qualidade, com toda história, principalmente primando pela qualidade que nós temos, mas isso associado também a inovação, a novos portfólios, a novas formas de consumo de chá, ouvindo todos esses anseios e escutando, obviamente, aquilo que faz sentido para o nosso consumidor.

Bacana. Quando a gente fala de chá, a gente sabe que é uma bebida muito popular, ela é uma bebida muito versátil. A gente sempre lembra do chá que a nossa avó fazia, mas a gente sabe que o chá tem diversas variedades. Além disso, o chá é reconhecido como a segunda bebida mais consumida, tirando a água é a primeira. Então existe aí toda uma questão do chá já historicamente na sociedade.

Mais recentemente a gente viu que o mercado de chá, da bebida pronta para consumir ou não, cresceu muito, não só no Brasil, como no mundo. Como é que você avalia essa questão do mercado do chá? Sendo uma bebida tão tradicional, faz parte da sociedade, da cultura, e essa revolução mais recente, que está aparecendo mais opções na gôndola, que está entrando mais no dia a dia das pessoas. Qual é a visão de vocês sobre essa questão do mercado de chá, Marcelo? Maravilha, Daniel.

Nos últimos anos, o mercado de infusão, o mercado de chá no Brasil, ele realmente teve um crescimento muito significativo e rompeu algumas barreiras que são extremamente importantes, significantes para essa nossa jornada de crescimento. O mercado de chá ultrapassou 1,3 bi no Brasil. Para que nós tenhamos uma ideia do crescimento no último ano, o mercado cresceu 13,6% em 2025 e nós crescemos 16,4%. Crescemos acima do mercado.

Isso demonstra também a nossa responsabilidade em fazer esse mercado continuar crescendo. Isso haja visto a nossa liderança. Nós temos 55,7% de share valor no mercado nacional, segundo os dados da Nielsen. E esse crescimento acumulado da companhia nos dois últimos anos, para que tenhamos também clareza, representa 29%. Ou seja, o nosso crescimento, a nossa expansão, a nossa inovação impulsiona cada vez mais o mercado nacional de infusão, o mercado nacional de chás no Brasil.

E toda essa jornada de crescimento tem como base, como alicerce, aquilo que nós temos extraído de todas as pesquisas que nós conduzimos diretamente pela nossa área de inteligência de mercado, bem como todos os nossos demais coletores de informações, bem como os institutos que nós contratamos para a condução dessas pesquisas. Que nos diz que a saudabilidade, naturalidade, funcionalidade principalmente, são elementos importantes observados hoje pelos consumidores Mos Trubos

E nós, com o portfólio de chá, nós trazemos muito dessas funcionalidades da saudabilidade da naturalidade por si só no nosso portfólio. O chá entrega isso por si só. Isso faz com que nós estejamos ligados diretamente com tudo aquilo que se movimenta hoje em termos de interesse dos consumidores.

Isso é muito interessante, porque hoje a gente sem dúvida alguma pode afirmar que o consumidor está buscando hábitos mais saudáveis, alimentos mais saudáveis. A gente tem a categoria do varejo saudável. Mas isso é uma coisa recente. E a gente está falando aqui sobre uma empresa que já está no mercado há mais de 100 anos.

Então não é por acaso que a gente considera que vocês são muito responsáveis pela criação de um mercado. Muito mais do que expansão, muito mais do que crescer no mercado, a gente pode considerar que a Leão é uma das responsáveis pela criação desse mercado de chás. Como que vocês entendem o papel de vocês nesse processo? Por que vocês acham que vocês conseguiram ao longo desse tempo não só permanecer vivos, mas relevantes protagonistas e inovadores?

Várias empresas nesse caminho aí não prosperaram e vocês sim. Onde que está a diferença, Marcelo?

Perfeito. Nós temos um propósito, Daniel, dentro da nossa jornada evolutiva, dentro do nosso crescimento, das nossas ambições, dentro dos nossos planos, que é cada vez mais levar informação para os consumidores. Então, vejamos, ao longo de décadas, nós temos muito conhecimento empírico sobre o consumo de chás. E isso perpassa pela...

pelas memórias afetivas que o chá traz, das indicações dos chás como paliativos para muitas ocasiões. E o nosso papel é cada vez mais trazer informação qualificada para os consumidores para que entendam que dentro dessa diversidade de portfólio que nós temos, diversidade de ervas que nós ofertamos para o mercado, nós temos diferentes funcionalidades, diferentes atributos, diferentes paladares, a combinação, a indulgência.

quando a gente faz o mix entre frutas, flores e ervas, tudo isso faz com que o consumo de chá seja ainda mais prazeroso, ritual, e todo esse processo, obviamente, impulsiona cada vez mais, quando associado ao conhecimento, o consumo de chá no Brasil. A per capita de chá no Brasil, Daniel, nos últimos 10 anos, era de 13 doses per capita por brasileiro.

Hoje, essa per capita está em 24 doses, ou seja, um crescimento significativo, principalmente quando se fala em desenvolvimento de hábito de consumo. A gente sabe que o crescimento de diferentes categorias, de diferentes negócios...

tem muito em suas estratégias o avanço territorial e a briga por share, e o mais difícil é construir o hábito de consumo, porque esse, obviamente, demanda mais tempo, demanda outro tipo de abordagem, outro tipo de estratégia, outro tipo de avanço, e é o que a gente tem feito paralelo aos nossos avanços de share dentro daquilo que a gente se predispõe a fazer com muita excelência.

Legal. A empresa nasceu, obviamente, uma empresa nasceu pequena, atuação local, se tornou regional, se tornou nacional, e aí em algum momento ali pelos anos 2000 ela se tornou uma empresa mais global. Como que vocês utilizam essa força global de vocês para entender e comparar o mercado brasileiro com outros mercados? E outra pergunta, a Leão já atua também fora do país pela multinacional da qual ela faz parte?

Já sim, Daniel. Hoje nós temos operações de distribuição nos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Japão, Oriente Médio, França. Ou seja, cada vez mais a gente finca bandeiras em outros territórios, levando aquilo que nós temos de mais importante no nosso portfólio. E principalmente para esses territórios estrangeiros a gente leva o conhecimento da erva mate, um produto...

praticamente proprietário do Brasil, quase que 85% da plantação de erva mate acontece, ela se realiza no Brasil, e a gente tem Argentina e Uruguai também com áreas de plantio, mas predominantemente no Brasil, e é um ativo muito importante do Brasil, com todos os seus princípios ativos, com as suas funcionalidades.

E a gente leva isso também ao conhecimento de público estrangeiro. Paralelo a isso, todo o nosso portfólio, nesse sistema nosso de distribuição, nessa nossa avanção de internacionalização, se faz presente da mesma forma. Então, a gente está presente hoje em diferentes países e cada vez mais expandindo. Quando a gente se predispõe a desenhar essa estratégia de internacionalização de portfólio...

Isso faz com que, obviamente, outras estratégias sejam desenhadas para que o público que não está no Brasil, que está fora, não só o público brasileiro, não só os brasileiros residentes de outros países, mas também os consumidores novos de outras nacionalidades tenham cada vez mais contato com aquilo que a gente produz, uma empresa centenária no Brasil, que leva muita qualidade e muita inovação para a mesa, além das nossas fronteiras.

É legal. Essa visão global pode ajudar também a entender oportunidades de mercado. A gente sabe que vários outros países possuem a tradição do chá, mas em geral, em cada local, o chá entra de uma maneira diferente na rotina das pessoas. Seja na Califórnia, seja na Turquia, seja na China, seja na Europa de maneira geral.

Vocês conseguem entender um pouco das diferenças e começar a trazer alguns aprendizados, lições e inovar em estratégias aqui no Brasil com base naquilo que vocês olham e aprendem ao redor do mundo? Sim, isso é muito interessante, Daniel. Vejamos, nós temos aqui na América do Sul, por exemplo, diferentes...

colonizações, origem de colonização. E isso influencia diretamente o hábito de consumo de chá, obviamente. A gente fala de uma economia nossa brasileira que se desenvolveu e tem como uma base importante o café. Então nós temos o hábito de café muito bem desenvolvido no Brasil. Por muito tempo nós tivemos uma associação ao consumo de chá, uma sazonalidade de inverno, um período mais...

frio, consumo mais propício para chá, e eu costumo dizer que se por clima fosse, nós não beberíamos café em pleno verão a 40 graus de temperatura. Então, obviamente, isso é sobre hábito de consumo e esse é o nosso propósito de desenvolvimento. E a gente observa, sim, como esses consumos se materializaram em outros lugares ao redor do mundo, como isso faz parte da cultura, exemplo, Oriente Médio, a gente tem a presença muito forte de chá preto, quase que 98% do consumo é pautado em chá preto.

diferentes outros países que fazem combinações com chás, a cultura, os rituais, que são milenares em outras regiões. E isso faz com que as percápticas de consumo de chá também sejam bastante diferentes, obviamente, por essa maturidade. Então, vejamos, na América do Sul, países muito próximos a nós, por exemplo, Uruguai, nós temos mais de mil doses percápticas.

dentro do Uruguai. No Brasil, quando eu cito que nós temos 24, o nosso olhar é sobre o compromissor ainda é esse mercado, o compromissor é a categoria que nós estamos inserindo com tudo isso que nós fizemos, o quanto nós temos ainda para construir, principalmente, acho que aproveitando todo esse olhar hoje dos consumidores, de um modo geral, sobre a saudabilidade.

Então, nós temos uma grande estrada e extremamente reforço promissora para que a gente consiga extrair, acho que dessa jornada, o avanço e a consolidação ainda maior dessa categoria.

Para quem está nos ouvindo aqui, que é empresário, empreendedor, a gente já tem, nesse início da conversa, algumas reflexões importantes. A questão da relação da tradição com a inovação, que é completamente compatível. Então, por mais que você tenha uma marca bastante tradicional, você consegue manter o seu DNA sempre inovando e se adaptando ao mercado. Acho que essa lição o Marcelo já trouxe. E também essa questão de você olhar para outros mercados, se inspirar e poder fazer ajustes para o seu mercado.

Acho que todo empreendedor tem que ter aquele olhar de estar olhando o que está acontecendo ao redor do mundo. Se não é no mundo, é na cidade vizinha, no estado vizinho, é na região. Tem que se inspirar, ver o que está acontecendo e ver como adaptar boas histórias de sucesso para o seu negócio.

Um outro ponto que eu tenho certeza que o Marcelo vai poder nos ajudar aqui a construir entendimentos importantes para o empreendedor é sobre a questão de gestão de portfólio. A Leão nasceu com um produto muito específico e ao longo do tempo foi se diversificando, inovando, se adaptando a tendências de mercado. Hoje, pelo que a gente pesquisa, são mais de 70. Talvez o Marcelo tenha um número mais atualizado. Diferentes produtos dentro do portfólio.

Fala um pouquinho a visão de vocês de portfólio. Como que é a estratégia de vocês?

para esse tipo de gestão, Marcelo? Daniel, é um ponto interessantíssimo para todos que nos ouvem aqui, que acompanham a nossa conversa. Inovação requer, acho que, inúmeros outros comportamentos a serem estabelecidos dentro das organizações, principalmente saber que nós vamos testar, nós vamos avançar em ideias, nós vamos ouvir consumidores, e eu volto nesse ponto daqui a pouco.

E à medida que a gente vai fazer o lançamento de um produto, que a gente se predispõe a fazer inovação, sabemos que nós vamos errar também. Isso faz parte do processo da jornada de inovação. Mas há um elemento, um alicerce importantíssimo que é preponderante na jornada de inovação.

E por mais que pareça clichê, a gente trata isso com bastante profundidade, porque reforço, é o alicerce do processo de inovação, que é ouvir o consumidor. E ouvir de fato quais são os anseios, quais são os desejos, aquilo que ele procura, aquilo que tem mais sinergia naquele momento.

com o que o consumidor deseja procurar nas gôndolas espalhadas pelo Brasil inteiro. Então a gente trouxe, nos últimos cinco anos, reforço para o centro do processo decisório de inovação, aquilo que o consumidor levanta a mão e diz que gostaria de provar, que gostaria de degustar, que gostaria de ter na sua mesa. E esse processo fez com que a gente alavancasse significativamente as nossas inovações para que nós tenhamos...

uma informação importante que temos clareza sobre ela, as inovações ao longo dos últimos cinco anos representam mais de 40% do nosso resultado hoje dentro da organização. Então, as inovações de fato foram elementos que foram propulsores da jornada de crescimento da organização. Nós dobramos o tamanho da companhia de 2020 até 2024, uma meta extremamente ambiciosa, num plano extremamente ambicioso.

determinamos e, novamente, em 2025 até 2030, o nosso objetivo é dobrar o EBITDA da organização mais uma vez. E a inovação tem um papel extremamente decisivo e ambicioso nessa jornada de crescimento. A gente está falando de um produto base aqui de vocês, que é o chá, e ele tem uma característica que é a versatilidade.

podendo tomar ele quente, podendo tomar ele gelado, pode ser uma bebida extremamente saudável, mas também pode ser uma bebida que vira drinks, alcoólicos. Ela tem uma diversidade de uso, aplicação e tal, que acaba ajudando vocês a terem esse portfólio tão grande e poder variar nas categorias, no público-alvo, no perfil. Vocês levam isso muito em consideração? Isso facilita o processo de vocês?

Muito, Daniel. A diversidade do nosso portfólio hoje percorre esses caminhos. Ano após ano, a gente inova, a gente traz todo ano inovações para o mercado consumidor de chá. Nós fizemos, há cinco anos atrás, um dos primeiros lançamentos nossos, que de fato hoje é, pela maturidade e pelo histórico de volume, um dos produtos que mais...

evoluiu em penetração dentro dos lares brasileiros, que é o consumo de chá em água gelada. Ou seja, o consumo de chá de infusão, 98% é feito dentro do lar, obviamente porque você precisa de água quente para fazer infusão, você precisa daquele processo para poder preparar o seu chá. E a gente fez algo simples, porém muito bem pensado, muito bem estratégico.

muito bem desenhado em termos de estratégia, que é tirar o consumo do chá de infusão de dentro do lar e permitir com que ele fosse feito fora do lar. A caminho do seu trabalho, a caminho da sua faculdade, a caminho da sua academia, simplesmente você precisa de uma garrafa de água, o nosso sachê preparado exclusivamente para isso, cinco minutos dentro da garrafinha d'água, você tem o chá pronto para beber.

totalmente natural e com as suas funcionalidades, com toda naturalidade, isso faz com que nós tenhamos muito mais versatilidade no consumo, a gente amplia as ocasiões e as oportunidades de consumo. Paralelo a isso, nos anos subsequentes nós tivemos a linha de funcionais, nós tivemos a linha de vitamínicos, nós tivemos a linha Kids, destinada para crianças e também uma linha destinada ao público feminino. Nós tivemos...

uma linha dedicada às mulheres, às diferentes fases da mulher, a amamentação, a menopausa, ciclo menstrual, ciclo pré-menstrual.

e todo esse processo de criação liderado exclusivamente pelas mulheres, ouvindo toda a necessidade das mulheres, aquilo que deixariam as mulheres mais confortáveis e aquilo que elas gostariam de consumir nesses ciclos específicos. Ou seja, novamente o consumidor no centro de todo o nosso processo de criação. E recentemente, nesse último ano de 2025, nós lançamos 11 novos produtos, dentre eles...

chimarrão e tererê, o mate verde. Então a gente inicia a nossa jornada com distribuição nacional, um produto que vai estar presente e está presente em todo o território brasileiro, em todos os municípios, com a nossa distribuição trazendo cada vez mais qualidade e a chancela de uma marca centenária de 125 anos que completamos inclusive agora, nesse ano de 2026, no dia 8 de maio. Muito bem.

Bom, o Marcelo está dando uma aula para a gente sobre essa questão de portfólio. Eu acho que quem está nos ouvindo precisa entender realmente que a questão de colocar o consumidor no centro é fundamental para que você consiga oferecer aquilo que ele busca, aquilo que ele procura. E, obviamente, com essa dinâmica de testar, ver aquilo que dá certo, adaptar, ajustar essa flexibilidade e essa agilidade também é fundamental hoje, seja na indústria, seja no varejo, o consumidor tem pressa, ele tem a vontade de ver as coisas acontecendo.

Uma coisa que eu acho muito interessante também, Marcelo, é que esse novo consumidor, ele obviamente está muito preocupado com o produto, mas ele está preocupado mais do que com o produto, ele está preocupado também com a marca que ele consome. Ele quer saber o que é essa marca, o que essa marca representa, o que essa marca faz. A gente está num momento em que o produto é apenas uma peça da equação. Os consumidores estão preocupados com as marcas também.

Como que a Leão se apresenta no mercado para ser uma marca atrativa hoje? Em tempos em que sustentabilidade pesa, conexão com o consumidor pesa, posicionamento social pesa tanto. Como que vocês atuam com marca e propósito sabendo que o consumidor está de olho nisso? Perfeito, Daniel. E de fato está. Eu acho que o olhar nosso dentro da...

da condução estratégica da companhia, aquilo que a gente se predispõe a fazer, ela precisa ser 360 graus. A gente precisa olhar não só para o produto que a gente oferta para os nossos consumidores, mas também para o nosso posicionamento, principalmente para as boas práticas.

e isso é extremamente importante, porque não basta parecer ser, você precisa ser, de fato, aquilo que você se predispõe, a forma com que você se comunica com o seu público. E, para a gente, isso é extremamente importante, as nossas boas práticas de governança, aquilo que a gente faz junto aos nossos fornecedores, junto aos nossos plantadores de erva mate, a forma com que a gente se relaciona, a forma com que a gente se predispõe a desenvolver toda a cadeia de erva mate, a preservar toda a cadeia de erva mate.

Então, todas as boas práticas, principalmente relacionadas ao meio ambiente, aquilo que a gente se predispôs a fazer ao longo dos últimos anos, que é retirar todo o envólucro plástico das nossas embalagens, um processo que ainda está em construção, se materializando, mas pensando também no meio ambiente. Então, diferentes corredores, 360 graus, acho que as companhias e nós, em especial, fazemos isso com muito afinco.

que é fazer com que esses corredores estejam alinhados com o propósito, com o fortalecimento da marca. Eu costumo dizer que uma marca de 125 anos, para que ela continue e construa uma perenidade, para que ela construa os próximos 125 anos, ela precisa ser estável em todos esses corredores e fazer com que essa manutenção aconteça regularmente.

porque, do contrário, obviamente nós teríamos somente um corredor, que é o corredor de produto, como você bem citou, mas ele, por si só, não faz com que todos os demais corredores permaneçam sustentáveis e de pé. E como vocês conseguem medir ou sentir o resultado desse investimento nessas áreas de sustentabilidade, ESG, governança ambiental e social? Vocês têm algum processo de aferição de resultados nesse sentido? Isso não é muito fácil.

Sim, a gente divulga nosso relatório de sustentabilidade com todos os nossos números, com todos os nossos feitos, as nossas realizações, mas eu costumo dizer, Daniel, que como você bem disse, bem abordou na sua pergunta, por sinal, muito bem realizada, bem feita, o consumidor olha isso hoje.

ele olha e no processo decisório dele, ele considera isso. Então, a resposta final que todos nós procuramos com isso é que nós tenhamos a preferência dos consumidores na gôndola. Então, quando eu olho o crescimento da organização nesses últimos...

cinco anos, quando eu olho que nós dobramos de tamanho de 2020 até 2024 e vamos dobrar novamente de tamanho até 2030, essa é a resposta que perpassa pelo portfólio oferecido, mas perpassa por todos os demais corredores que a gente constrói com muita responsabilidade e propósito. Então, as nossas ações, as nossas preservações dos nossos fornecedores, dos plantadores de erva mate, dos ervateiros espalhados pela região sul do Brasil e inúmeras outras iniciativas credenciam a gente a continuar crescendo.

Exatamente, bela resposta. Justamente é o consumidor que dá esse resultado, que mede esse resultado ao consumir, e vocês têm tido ótimos resultados nesse sentido. Marcelo, queria falar um pouquinho agora sobre ambiente de negócios, sobre a situação do país.

vocês têm mais de 100 anos, então vocês passaram por todas as fases, fases positivas, fases negativas, crises, momentos de prosperidade, e a gente continua nesse ciclo de momentos bons e momentos ruins. Para vocês, como vocês lidam com esses desafios macroeconômicos que impactam, obviamente, o dia a dia, questões regulatórias? Como vocês tratam isso para não deixar...

com que essas turbulências atrapalhem os planos. Qual é a visão de vocês sobre o impacto do mercado, do ambiente de negócios, naquilo que vocês fazem em termos de produção, inovação e distribuição?

Perfeito. No Brasil, nós temos inúmeros desafios no Brasil. E quando olhamos, logicamente, para todo o nosso histórico, esses desafios colecionáveis nos trazem muita bagagem, muita informação sobre ciclos, principalmente, mas isso não nos prepara 100% para os momentos presentes, onde nós estamos inseridos, as novidades, as dispersões econômicas, tudo aquilo que acontece no nosso dia a dia.

e a forma com que nós, empresários, líderes de organizações, precisamos lidar com isso todos os dias. E compor isso dentro das nossas estratégias, dos nossos planos de crescimento. Mas eu costumo dizer, Daniel, que faz parte do nosso DNA, faz parte da nossa cultura olhar sempre para oportunidade.

sempre há oportunidade em todos os contextos e cenários estabelecidos, em todas as circunstâncias momentâneas, há oportunidades a serem exploradas e nós precisamos identificá-las e transformá-las em resultados efetivos para dentro do negócio. Isso faz parte da nossa cultura interna. E eu costumo dizer também que uma crise, o dinheiro permanece o mesmo, ele só muda de bolso, ele só muda de local, e a gente precisa ir atrás da oportunidade do dinheiro, fazendo uma analogia conforme eu citei.

Então, a gente tem oportunidades a serem identificadas e isso precisa estar dentro da cultura da organização. Então, com todos os desafios que se desenham no momento presente e para o futuro, a gente entende que a gente tem grandes oportunidades de continuar levando chás de infusão para a mesa de milhões de brasileiros, tornando os momentos cada vez mais especiais e com produtos de qualidade, alinhando toda a tradição, toda a inovação. Esse é um propósito nosso.

Muito bom, acho que é uma mensagem otimista e realista. A gente sabe que no Brasil a gente tem que conviver com crises, é raro aqueles momentos em que a gente está mais estável, e essa visão de buscar as oportunidades acaba sendo bastante produtiva para o empresário que está nos ouvindo, pequeno, médio, um novo empreendedor, alguém que já está há muito tempo no mercado.

olhar a oportunidade, não adianta, questões macroeconômicas não dependem de nós, na verdade a gente assiste o que está acontecendo e a gente reage, eu acho que reagir de uma maneira otimista, positiva, buscando a oportunidade é o que nos cabe, e que bom que você tenha essa visão, porque realmente a visão de vocês, ela...

ela impacta num mercado tão relevante, eu acho que fica aí de aprendizado e lição para quem está nos ouvindo esse otimismo. Acho que é importante, Marcelo. Já encaminhando aqui para a parte final da nossa conversa, eu queria ouvir de você quais são os planos de futuro.

da Leão, uma empresa que já tem muitos anos, já cresceu muito, criou e é líder de um mercado, certamente tem muito apetite ainda. O que vem pela frente? Para onde vocês estão olhando? O que você acha que vai vir de tendência nesse mercado que você pode trazer para a gente, Marcelo? Ótimo, Daniel. Eu te comentei durante a nossa entrevista, nós temos novamente um plano extremamente ambicioso que é dobrar o tamanho da organização até 2030, o que a gente chama de missão laranja dentro da companhia.

e isso obviamente é um alicerce e um elemento que impulsiona toda a organização na sua construção, todos os colaboradores, para que nós cheguemos lá em 2030 com os nossos resultados atingidos. A inovação faz parte desse processo nosso de crescimento até lá, ou seja, nós teremos, e eu posso assegurar isso para os nossos consumidores, muitas...

outras boas inovações pela frente, isso vai compor o nosso portfólio até 2030, cada vez mais olhando o consumidor da mesma forma que fizemos e escutando todos os seus anseios para essa construção.

E eu posso assegurar que o desenvolvimento de hábito de chá no Brasil faz parte e precisa de muito conhecimento, precisa de muita informação e a gente se preste a fazer isso como um propósito, que é trazer cada vez mais esses elementos ao conhecimento do nosso público consumidor, ao conhecimento de todos os consumidores, para que nós tenhamos consumidores melhor informados.

sobre as funcionalidades, sobre todos os ativos que o chá traz por si só e dessa forma cada vez mais fazendo com que a per capita de chá no Brasil continue a crescer. Então são bons desafios que nós temos pela frente e paralelamente a isso a gente permanece com essa construção, com a manutenção desse alicerce, fazendo com que a companhia tenha os próximos 125 anos tão bem sucedidos como foram esses até esse momento.

Muito bem. E a gente fala que esse mercado é um mercado que está crescendo, um mercado que está se tornando cada vez mais relevante no hábito de consumo do brasileiro. Vocês são líderes do mercado, mas certamente há concorrência, há grandes empresas de olho, há competidores nesse mercado. Quais atributos você considera que são...

Os pontos fortes para a Leão se manter relevante, líder e poder dobrar de tamanho. Onde que vocês acham que são as suas principais estratégias para permanecer nesse papel de liderança e protagonismo, Marcelo?

A gente permanece alinhando bastante qualidade com as inovações. A distribuição é algo importantíssimo na jornada, não só para a nossa categoria, mas para as demais categorias. Precisamos estar presentes cada vez mais em pontos de venda, gerando contato com os consumidores e nos fazendo presentes também em pontos de venda, que até então não eram pontos de venda os principais para o consumo, para a compra de chá. Então, quando a gente traz o chá para o consumo em água gelada, isso amplia ainda mais os possíveis pontos de venda, onde...

precisamos estar presentes. Então, cada vez mais, a distribuição se faz um elemento crucial nessa jornada de crescimento. Paralelo a isso, nós falamos do plano para os próximos cinco anos, dobrado, tamanho, o que sustenta isso, para que nós tenhamos uma informação sobre investimentos que sustentou o resultado da companhia de 20 até 2024. Nós investimos mais de 60 milhões de reais em novas máquinas.

para que pudesse, obviamente, dessa forma, estruturar e fazer com que todo o volume que obtivemos de crescimento pudesse ser atendido. E para os próximos cinco anos, até 2030, Daniel, prevemos mais de 100 milhões de investimentos em novas máquinas, tecnologias, fabrício, para que nos permita atender toda essa jornada nossa de crescimento, atender o consumidor, levando cada vez mais qualidade para a mesa de milhões de brasileiros.

Bom, para quem está nos ouvindo, espero que tenham ficado positivamente admirados como eu fiquei com a conversa e como o Marcelo tem um plano vicioso e um plano na ponta da língua para chegar lá. Eu acho que isso fica aí uma boa lição também para o empreendedor, é saber onde quer chegar.

E assim, ter muita clareza de como chegar lá. Marcelo deixou claro que ele já sabe como chegar lá, está se preparando para isso, não vai ser acaso, não vai ser sorte atingir os resultados. É fruto de planejamento, de um plano, e dessa clareza e essa visão. Acho que isso é importante também, Marcelo, é uma boa maneira de contribuir com quem está nos ouvindo aí, mostrando que realmente você tem que fazer um plano, pode ser ambicioso, e você se organiza para chegar lá.

acho que fica mais essa lição. Marcelo, queria pedir já para você deixar um recado para quem está nos ouvindo, empreendedor, empresário, que batalha, que luta, que passa no dia a dia com aquela dificuldade do varejo brasileiro, mas que tem na Leão às vezes uma boa inspiração de uma empresa que há tantos anos está no mercado, é relevante, está crescendo, não para de inovar. Compartilha um pouco de uma inspiração bacana para quem está nos ouvindo antes da gente encerrar nosso bate-papo.

Maravilha, Daniel. Eu costumo dizer que a gente vai plantando essas sementes, você vai colhendo elas ao longo do caminho, e o nosso time faz parte da nossa cultura pensar que nós precisamos mudar significativamente a todo instante, nos aperfeiçoar a todo instante e mudar ao ponto de precisarmos nos apresentarmos novamente para quem já nos conhece.

Então, a nossa estratégia que nos trouxe até aqui, obviamente, nos gera muitas credenciais do que somos, de como fizemos, mas a gente precisa mudar ao ponto de precisar se apresentar novamente, principalmente na construção das nossas estratégias, das nossas ideias. Isso faz com que o elemento da inovação junto com a tradição tenha uma interseção, uma mescla que permita com que novas sinapses aconteçam dentro dessa construção estratégica de negócio, de ambição.

E isso, obviamente, faz com que outros ativos dentro da companhia em termos de comportamento, de cultura, sejam estabelecidos. Então, a gente precisa perseverar, a gente precisa inovar, a gente precisa identificar oportunidades. E sempre, em qualquer que seja a circunstância, há oportunidades escondidas. A gente precisa identificá-las e convertê-las em resultados para dentro do negócio. E, posteriormente a isso, acho que as coroações, os êxitos, eles vão acontecendo.

No último relatório da Cantar, nós entramos para as 50 marcas mais valiosas do Brasil, o que é extremamente importante para a gente, uma categoria de chá figurando entre outras gigantes, entre bancos, telefonia, entre outras empresas, com faturamentos extremamente expressivos, e nós estamos lá figurando entre as 50 marcas mais valiosas, entre as 10 marcas que mais cresceram nos últimos 3 anos, e entre as 10 marcas que mais inovaram também. Então, uma categoria tradicional com inovação pulsante.

e isso tudo resulta numa jornada de crescimento extremamente significativa e importante, em que eu aqui aproveito o momento também para agradecer a todos os nossos consumidores, a todos os nossos colaboradores, a todos os nossos parceiros, porque essa jornada de construção se faz a muitas mãos, e o resultado disso é um chá especial, cada vez mais propósito na mesa de todos os nossos brasileiros.

Ah, muito bem. Parabéns aí pelos prêmios. Estar nessas listas é sempre importante, fruto de muito trabalho. Marcelo, queria te agradecer muito pelo seu tempo, por compartilhar com a gente um pouco da história, das estratégias, da visão dessa empresa que é bastante consumida e admirada no Brasil inteiro. Parabéns pela clareza com a qual você passa as informações. Obrigado. Pode deixar aí seus contatos. E fica nosso agradecimento pela sua participação.

Muito obrigado, Daniel. É um prazer enorme estar aqui com você, conversando, compartilhando essas informações, recebendo as perguntas inteligentíssimas. Espero que a gente agregue para todos aqueles que nos ouvem com informações, com inspirações e que nós façamos a nossa economia, o nosso mercado crescer cada vez mais. Esse é um propósito nosso. Muito obrigado, Daniel.

A gente que agradece. Tivemos o prazer de ouvir um pouco mais da história dessa empresa centenária, Leão Alimentos e Bebidas. Já tivemos aqui no podcast empresas centenárias como a Leves, Leroy Merlin, Arroz Tio João, Alpargatas, dentre outras. E a gente sempre aprende. E o nosso bate-papo de hoje foi justamente com o Marcelo Corrêa, CEO da Leão. E falamos bastante sobre como uma marca tradicional pode ir além do produto e ajudar a construir toda uma categoria no varejo.

E a gente fica por aqui. Se você gostou desse episódio, não deixe de curtir, de compartilhar e de se inscrever no nosso canal para ser notificado quando o próximo programa for ao ar. Na semana que vem tem mais. Um abraço e boas vendas!

Este foi o Varejo S.A. Podcast. Se gostou, você também pode escutar os episódios anteriores do seu tocador de podcast preferido. Para conferir este e outros conteúdos de interesse do setor, acesse varejosa.org.br. E lembre-se de seguir a gente nas redes sociais. O nosso arroba é o sistema cndl e o varejo.sa. Já no YouTube, procure por CNDL Brasil e portal Varejo S.A. para nos encontrar.

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