QUANDO A HONDA ESCOLHEU O DINHEIRO E DESTRUIU A JORDAN
A lealdade na Fórmula 1 dura até o próximo cheque, e neste vídeo do Botequim GP revelamos como a Honda abandonou a eficiência técnica da Jordan para seguir o rastro de fumaça e os milhões de dólares da British American Tobacco na BAR. Falamos sobre a temporada de 2000, onde o motor Mugen-Honda da equipe amarela derrotava o oficial de fábrica na pista, ferindo o ego dos executivos em Tóquio e motivando um movimento corporativo que resultou na perda de patrocinadores vitais e na venda definitiva da Jordan em 2005. Analisamos o jogo de xadrez que transformou uma das equipes mais carismáticas do grid em um ativo de bilionários, culminando na ironia histórica de 2008, quando o fim das propagandas de cigarro implodiu o império da própria Honda.#F1 #JordanF1 #HondaF1 #BotequimGP #BastidoresF1 #F1Business #F1HistoryBem-vindo ao Botequim GP, o seu canal de Fórmula 1Nosso objetivo é explorar a verdadeira essência do automobilismo com profundidade, rigor histórico e sem sensacionalismo. Produzimos documentários e análises para quem quer entender as engrenagens da categoria máxima do esporte a motor.O que você encontra por aqui:- A História Não Contada: Os bastidores, os grandes milagres e os projetos que marcaram época.- F1 & Negócios: Como o dinheiro, o marketing e a política de bastidor moldam os resultados na pista.- Retrospectivas: Reedições imersivas de temporadas clássicas que definiram gerações.Opinião e Análise: Visão crítica e embasada sobre as notícias e polêmicas mais importantes do paddock atual.Inscreva-se e venha debater com a gente. Para os apaixonados por engenharia e regulamentos, conheça também o nosso Clube de Membros para vídeos exclusivos e aprofundados.👉 Tenha acesso aos verdadeiros bastidores: https://www.youtube.com/channel/UCseVFfj1E4TXxOE1WFBP1aA/join📱 SIGA @botequimgp EM TODAS AS REDESContato: botequimgp@gmail.comWhatsapp: 47 99245 3613
- Honda abandona Jordan pela BARTemporada de 1999 da Jordan com motores Mugen-Honda · Comparativo Jordan vs BAR em 2000 · Crise política na Honda devido a desempenho dos motores · Negociação de Eddie Jordan e controle da BAR pela Honda · Anúncio da exclusividade da Honda com a BAR a partir de 2003 · Consequências para a Jordan: perda de patrocinadores e troca de motores
- Comparação com regulação de tabacoDependência da BAR do financiamento da British American Tobacco · Proibição de propagandas de cigarro a partir de 2007 · Honda arcando com custos operacionais após secar o dinheiro do cigarro · Encerramento das atividades da Honda na F1 em 2008 · Venda da equipe por um dólar para a Brawn GP
- Declínio e venda da equipe JordanAgonia da Jordan entre 2003 e 2005 com motores Ford e Toyota · Venda da equipe para o grupo Midland em 2005 · Transformação da equipe em ativo financeiro
- Legado e lições da saída da Honda da F1Comparativo de vitórias entre Honda e Jordan · Troca de lealdade e competência por controle e luxo
Na Fórmula 1, ter o melhor carro nem sempre garante o melhor contrato. Em 1999, a Jordan era a terceira força do grid, chegando na frente de gigantes e provando que uma equipe independente poderia lutar pelo título. Mas enquanto Ed Jordan celebrava vitórias, uma noiva muito mais rica estava seduzindo seu parceiro de motores nos bastidores.
Hoje vamos revelar o jogo de xadrez por trás da, entre aspas, traição da Honda. Por que eles abandonaram o talento comprovado da Jordan para seguir o rastro de fumaça da British American Tabaco? Essa é a nossa história de hoje, sejam muito bem-vindos. Eu sou o Bueno e este é o ButikinGP.
Na temporada de 1999, a Jordan usava motores Mugen Honda e quase chocou o mundo. Hans Harald Frentzen venceu na França e na Itália, terminando em terceiro no campeonato mundial. Inclusive, nós estamos fazendo aí o resumo, né? Corrida, corrida da temporada de 99 aqui no canal. É só olhar as playlists aqui embaixo. A Jordan era eficiente. Eles gastavam pouco e entregavam muito.
Enquanto a British American Racing, ou BAR, era o oposto da Jordan. Eles entraram na Fórmula 1 na temporada de 1999 gastando muito dinheiro, mas não marcaram nenhum ponto no campeonato.
Mas no ano 2000, a Honda resolveu jogar em duas frentes. Ela mantinha os motores Mugen, preparados pelo filho do fundador da marca, na Jordan, enquanto estreava os seus motores oficiais de fábrica na equipe BAR de Jacques Villeneuve. De um lado, a Jordan era rápida, eficiente e, na maioria das vezes, chegava na frente da BAR na pista praticamente quase todo domingo.
Do outro lado, a BR tinha um orçamento infinito, mas o carro não ajudava muito e isso gerou uma espécie de crise política em Tóquio. Os executivos não aceitavam que o motor oficial perdesse para o motor, vamos dizer assim, preparado. Só que esse embate também não era apenas técnico, ele era também sobre poder.
O Eddie Jordan era um negociador das antigas. Ele queria manter a sua independência e tratava a Honda como uma fornecedora de motores. Mas a equipe era dele, era ele que mandava, era ele que ditava as regras.
Jordan é mais rock and roll. É mais um pouco irreverente. É vibrante. É full de todas as vitalidades. Então é para os mais jovens. Então é mais jovens. Eu acho que rock and roll, todos entendem isso. É uma rock and roll brand.
Já a BAR, financiada pela British American Tabac, ofereceu algo irresistível, o controle, poder dentro da equipe. Eles praticamente entregaram a chave da fábrica em Brackley para a Honda e disseram assim, transforma isso aqui no braço europeu da marca. E para uma montadora, ter o controle absoluto do projeto, ou praticamente absoluto, era muito mais atraente do que ter parceria com uma equipe de um irlandês rebelde, vamos chamar assim, o Ed Jordan.
Apesar da Jordan ainda ser mais competitiva, a Honda anunciou em 2002 que seria exclusiva da BAR a partir de 2003. Foi praticamente um golpe de misericórdia da Jordan. Sem os motores de fábrica, patrocinadores gigantes como a DHL, por exemplo, abandonaram o time porque eles só estavam lá por conta da conexão japonesa.
A Jordan praticamente foi jogada aos leões, tendo forçada a usar motores Ford Cosworth, depois até motores Toyota, que eram caros e pouco competitivos. A equipe é pagada com o dinheiro que o Eddi extraia do negócio. Mas não é fácil ter espontâroso para um equipe que nem ganha nada. Para fazer as coisas mais difíceis, o clima do negócio não é ótimo, e o interesse no motor de rádio tem se desvanecido. Ele tem o seu trabalho cortado.
E aí o que se viu entre 2003 e 2005 foi uma agonia praticamente. A de Jordan, que antes lutava por pódios, agora lutava para pagar as contas da fábrica. Em 2005, sem saída e com o valor da marca no chão, ela vendeu a equipe para o grupo Midland do bilionário Alex Schneider. A equipe que trouxe cor e carisma para o grid morria ali para virar um ativo financeiro.
A Honda finalmente era dona de tudo na BAR, mas o que eles não sabiam é que o dinheiro do cigarro que motivou toda essa movimentação estava prestes a sumir. Vocês se lembram que a Honda tinha a equipe de fábrica e chegou até a montar uma equipe B, a Super Aguri. Mas o que aconteceu? O dinheiro que vinha da Honda, que vinha para a equipe, basicamente era...
da British American Tabaco, a empresa que tinha a Look Strike, que era a principal marca que era exposta nos carros da BAR. Só que a lei anti-tabaco da União Europeia, que lá no início dos anos 2000 já valia, e em alguns países até nem mostrava mais propaganda,
Mas a Fórmula 1 ali, o Bernie Eccleston conseguiu negociar e segurar essa lei em mais alguns anos. Então em alguns países ainda se permitia ali fazer propagandas de cigarro. Só que a partir de 2007 não podia mais ter propagandas de cigarro na Fórmula 1.
E aí a Bridget America e Tabac falou, ué, por que eu vou dar dinheiro, né? Sendo que eu não vou poder expor a minha marca. Então o dinheiro do cigarro secou e a Honda teve que arcar com todos os custos operacionais de uma equipe de Fórmula 1 ali, praticamente sozinha, ou pelo menos a maior parte dela.
Até que em 2008, com a crise que afetou o mundo, a Honda decidiu encerrar suas atividades na Fórmula 1 e vendeu a sua equipe por apenas um dólar para a Brown GP, que se tornaria a Mercedes.
Depois disso, a car order de Honda está parada. Então, nós devemos desacelerar a produção de nós. A economia de mundo se desacelerou. Não é necessário fazer motosportes. Então, a nossa administração decidiu desacelerar a F1.
A Honda saiu com apenas uma vitória na Fórmula 1, no GP da Hungria de 2006 com o Jansom Button, menos do que a Jordan, de 99, que eles abandonaram. Então a lição foi essa aqui, né? A Honda trocou a lealdade e competência da Jordan pela infraestrutura e pelo luxo bancado pelo tabaco. Ganharam o controle, mas não conseguiram ganhar corridas. Mas e você? No lugar da Honda, teria ficado na Jordan ou...
pegaria ali o cheque em branco da BAR. Comenta aqui no vídeo o que você achou. E, seguinte, para quem é apoiador do canal, vou dar um complemento a esse vídeo contando aqui a história. Lembra daquele carro de 2007 lá com o Planeta Terra? Vou contar um pouquinho da história deste carro e do fracasso, tanto na pista quanto comercial que foi aquele carro. Então, se você quer saber mais, quer saber conteúdo exclusivo, clica aqui em Seja Membro e torne-se um...
apoiador do canal. Valeu, pessoal. Muito obrigado. Um grande abraço a todos. Até o próximo e tchau.