A anatomia do pecado | Jeremias 2.1-9
#02 - Série de sermão no livro do profeta Jeremias.
- Tipos de PecadoPecado como negação da verdade e da realidade · Dilema de Israel: coisas terríveis no olhar de Deus, mas não percebidas pelo povo · O campo de força de negação que o pecado implica · A negação do pecado é fatal · Diferença entre pecado e negação do pecado · Pecado leva a subestimá-lo e a anestesia da urgência em sair dele · Tendência a resolver problemas sozinhos e negar o pedido de ajuda · Descartar críticas e a importância de ouvir Deus através delas · Tim Keller sobre negação e críticas
- Jeremias 2: Audiência pública de DeusDeus chamando Israel para uma audiência · Objeções de Deus à dureza do coração de Israel · Exposição das boas ações de Deus e a resposta do povo · Caráter forense e judicial do capítulo 2 · Estrutura textual comum em textos babilônicos e assírios
- Notícias chocantes e a raiz do problemaMenino que morreu por prescrição médica equivocada · Denúncias envolvendo Daniel Vorcaro e senador da República · Caso do Banco Master e suas ramificações · Caso de racismo contra mulheres afro-brasileiras na Alemanha · Abuso e exploração infantil · A raiz do problema: o pecado e como lidamos com ele
- O Chamado de JeremiasVocação profética de Jeremias · Dificuldades de Jeremias em aceitar o chamado · Medo de Jeremias em profetizar a um povo endurecido
- O Evangelho em JeremiasDimensão do livro de Jeremias · Jeremias usado para derrubar, plantar e edificar
- A anatomia do pecado: Negação da gratidãoDeus lembrando Israel de seu amor e cuidado · Israel como noiva e primícias da colheita de Deus · Deus guiando Israel pelo deserto e os colocando em terra fértil · Pecado cega para a gratidão a Deus · Vulnerabilidade e amor leal de Deus · Jesus Cristo livrando do pecado
Jeremias 2. Estarei lendo do verso 1 até o verso de número 3. A palavra de Deus diz assim. A palavra do Senhor veio a mim dizendo, vá e proclame diante do povo de Jerusalém.
Assim diz o Senhor, lembro-me de você, meu povo, da sua afeição quando era jovem, do seu amor quando noiva e de como você me seguia no deserto, numa terra que não é semeada. Israel era consagrado ao Senhor e era as primícias da sua colheita.
Todos os que o devoraram se faziam culpados. O mal vinha sobre eles, diz o Senhor. Que nesta noite, você que veio ouvir a palavra de Deus, a ouça como palavra de Deus.
com o coração aberto para ouvir o que o Senhor tem a dizer sobre o que Ele quer falar a cada um de nós. Feche seus olhos nesse momento, o meu pedido vai ser para que nossos corações estejam devidamente abertos para a sua palavra. Pai amado e bendito, louvado seja o teu nome, ó Deus.
Nós estamos aqui diante da palavra de Deus, neste dia de domingo, dia de ressurreição. E o teu povo reunido, Senhor, quer ouvir a tua voz. Na verdade, já ouvimos quando lemos a Bíblia.
E o que te pedimos é que não geremos qualquer obstáculo para sermos afetados pela palavra de Deus. Pelo contrário, que estejamos abertos a te ouvir, a te obedecer. E que o louvor, Senhor, dos nossos lábios, durante ouvir a sua palavra, o tempo em que ouvimos, mas também depois, Deus, quando ela nos tocar profundamente, seja um louvor de contrição.
de compreensão do que o Senhor nos chamou para ser e para viver, que seja, Pai, um louvor de lábios que professam o Teu nome. Em nome de Jesus, oramos. Amém. No último sermão que ouvimos semana passada, o primeiro da série,
Você deve se lembrar que uma das tônicas importantes do capítulo 1, onde nós estivemos ouvindo a palavra de Deus, foi de que o chamado de Jeremias, a sua vocação profética, era um chamado que envolvia, inclusive, a sua negativa.
Jeremias tinha dificuldades ali de aceitar a vocação que Deus estava lhe apresentando. Ele apresentou algumas questões e, de certa forma, ele estava dizendo que não era para aquilo. E Deus mostrou que, na verdade, Jeremias estava com medo. Com medo de encarar o desafio de profetizar a um povo endurecido e a nações que não amavam a Deus. Jeremias, então, foi e obedeceu.
E hoje? O capítulo 2 também funciona para o livro como uma espécie de prólogo, ou mais ou menos algo que traz uma dimensão do que o livro do profeta Jeremias vai ter na sua maior parte. Sabe, nós falamos semana passada sobre Jeremias ser usado por Deus para derrubar, para destruir, mas também para plantar e edificar. E hoje você estará vendo uma parte desse espectro maior do livro de Jeremias.
O capítulo 2, como você pode ver, e se você puder mais uma vez se voltar até o capítulo 2, começa dessa maneira, a palavra do Senhor veio a mim dizendo, vá e proclame diante do povo de...
Jerusalém, está falando com o povo de Deus. Jeremias está apontando a fala que Deus lhe deu para aqueles que têm Deus, o Deus da Bíblia como seu Deus. Então, esse público do capítulo 2 aqui não são as nações, mas é o povo que deveria ou deve responder a Deus com o coração aberto.
Ainda observando aqui, eu gostaria que você soubesse, antes de entrarmos mais especificamente nos versículos, que esse capítulo é uma espécie de posição de julgamento. Deus chama Israel, mais precisamente seu povo em Jerusalém, para uma audiência pública.
E essa audiência diz respeito a Deus estar colocando objeções à dureza do coração dele. Deus está levantando também quantas coisas boas fez para Israel e também está expondo como o povo dele estava...
respondendo a todas essas coisas. Você está no capítulo 2 agora, de Jeremias, e o capítulo 2 é uma audiência, ele tem esse caráter forense, é algo que para a época era completamente compreendido como uma audiência judicial. Na verdade, essa estrutura textual, os comentaristas bíblicos que escrevem bastante falando sobre o livro de Jeremias, explicam que inclusive este formato é encontrado também para o artigo.
em textos babilônicos, em textos assírios e outros povos, porque é um formato judicial comum. Um rei se apresenta com uma queixa em relação aos seus súditos. Olha que coisa! Então você está diante aqui de Deus colocando eles diante de um tribunal.
Nós vamos estar mais precisamente, e como estamos ainda entrando nos versículos, nós vamos estar mais precisamente do 1 ao 12 e depois no 19. Um pouco do 13 também, não o capítulo todo, mas do 1 ao 12, o 13 um pouco e principalmente o 19, que vai ser para nós uma espécie de chave para interpretar o capítulo como um todo.
E agora sim, já que você tem um pouquinho mais sobre como você vai ver esse capítulo, eu gostaria de entrar com você para percebê-lo. Mas não antes sem dizer para você, ou pelo menos trazer algumas reflexões para você.
Essa semana, eu não sei se você tem o hábito de ver notícias, talvez você não tenha, mas eu tenho esse hábito e alguns podem ter também, ainda que não sejam algumas, às vezes, notícias que exigem um pouco mais de tempo para você analisar, e outras são notícias mais corriqueiras, que às vezes vêm em um short, um pequeno vídeo.
Mas essa semana me chamou muito a atenção um menino que morreu por causa de uma prescrição médica equivocada. A mulher deu a ele adrenalina na veia, mas era para inalação, talvez alguns devem ter visto.
E o que mais chama atenção no caso é de que a médica não estava muito preocupada e ela tinha uma posição que dava até para ver o menino passando mal pelo vídeo, dava para ver que ela tinha uma ciência de que o menino não estava bem. Parece que a enfermeira que o tratou também não fez muito caso. A mulher, que é mãe do menino, falou, olha, ele nunca tomou isso. Outra pessoa falou assim, olha, acho que não é por aí.
O menino veio a óbito 24 horas depois e a médica estava vendendo maquiagem durante o período em que o menino estava passando mal. Isso choca todas as pessoas que estavam ali. Isso me chocou também.
Também vi essa semana, e talvez você, as denúncias partindo das mensagens de telefone de Daniel Vorcaro em relação ao senador da República. Eu não vou colocar aqui, bater o martelo e dizer que tudo é verdade, porque obviamente os fatos ainda vão ser averiguados.
Mas no nosso país temos a infeliz tristeza de muitas vezes ver políticos em posições extremamente importantes, como um senador da República, envolvidos em questões que envolvem corrupção. O caso do Banco Master ainda está dando muito o que falar, mas nós vemos várias camadas sobre isso, que tocaram até mesmo em uma denominação cristã de grande público, tocaram em políticos, e muita gente está com medo do que vai ser essa delação do Daniel Vorcaro.
Isso expõe um caráter extremamente nocivo no qual nossas instituições públicas estão imersas.
Eu também assisti um vídeo, um vídeo um pouquinho grande, mas importante, de duas mulheres brasileiras sendo tratadas com extremo grosseria por uma senhora alemã. As duas são mulheres afro-brasileiras que estão já quase uma década na Alemanha. E o caso de racismo lá é comum, infelizmente, e foi gravado por ela no celular, chamando de macaco e outras coisas terríveis.
E isso gera indignação na gente que entende que o ser humano é criado a imagem de Deus, então aquilo tira o significado profundo das realidades que nós, como cristãos, sabemos que a humanidade tem. Mas por que eu estou falando todas essas coisas?
O que talvez, imediatamente, nós tendemos a acreditar, e aí eu posso incluir também o que a nossa irmã Tamires orou aqui, os casos de abuso, exploração infantil, que são gravíssimos. Nós podemos pensar, e devemos pensar imediatamente, que leis mais rígidas para, talvez, cada um desses casos, possa ser um refreio, uma maneira de tentar minimizar os desdobramentos dessas coisas. Talvez uma ética... ...
médica mais rígida, outros podem dizer leis mais severas para corrupção por parte de políticos, ou mesmo questões que envolvem mais agilidade na questão do racismo e por aí vai. E não está errado se você pensar que a gravidade dessas coisas sugere penalidades mais sérias. Mas, se você já teve a oportunidade de ler o livro do profeta Jeremias,
Os 52 capítulos de Jeremias expõem que o povo de Deus explorava pessoas, escravizava pessoas, a denúncia sobre escravização, a denúncia sobre assassinato, a denúncia sobre todo tipo de deturpação da lei por parte, quer seja de reis, quer seja de sacerdotes. O livro do profeta Jeremias, ele nos assusta com a grande quantidade de acusações de Deus em relação ao seu povo cometendo crimes.
Crimes que, inclusive, para a sociedade da época, também eram considerados crimes. E quando Deus vai chamar essas pessoas para falar, Ele não passa um pano dizendo que elas não fizeram isso. Mas o capítulo 2 de Jeremias chama a atenção, porque o capítulo 2, ele mostra a raiz do problema. Porque, obviamente, as leis mais rígidas são importantes, pois elas não acabam com o problema.
E qual é a raiz do problema denunciado por Deus em todo o livro do profeta Jeremias, e posso lhe dizer toda a Bíblia? O pecado e o modo como nós lidamos com o pecado. Escute isso mais uma vez. O pecado e o modo como nós lidamos com o pecado diante de Deus.
Este é o ponto central e aí eu venho com você no verso 19 e Deus vai dar um resultado final do porquê dessas coisas todas. Ele diz assim, A sua própria maldade o castigará e as suas infidelidades o repreenderão. Saiba, pois, repare o final, e veja como é mal e veja como é mal.
E quão amargo é deixar o Senhor seu Deus e não ter temor de mim, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos. Deus está fazendo isso dentro do livro de Jeremias. Ele está reunindo uma série de denúncias graves contra o povo dele.
E em cada porção do livro, o resultado, o afunilamento, e aqui mais uma vez você vai ver isso, e vai ver isso em vários capítulos, capítulo 7 e outros capítulos, qual é a questão? O pecado e o modo como nós lidamos com o pecado diante de Deus. Porque a lei dos homens lida com o pecado diante dos homens. Mas o ponto central de Jeremias é o modo como nós pecamos e lidamos com o pecado diante...
Este é o ponto. E por isso o sermão desta noite, a anatomia do pecado, tem como objetivo expressar, através do exame das Escrituras, como o pecado é, entenda essa palavra porque ela é nociva, eu não estarei falando ela no ponto de vista positivo, como o pecado é administrado por nós na tentativa de que ele não seja tão grave quanto ele é.
E por isso eu gostaria que você ficasse extremamente atento a estas realidades. O primeiro ponto que eu gostaria de colocar aqui diante dos irmãos é examinando o verso 19 e depois retroagindo aos versos anteriores. O verso 19 que estava exposto aqui, e eu vou colocar esse tema, o pecado é por essência...
negação. Esse é o primeiro ponto que você e eu vamos estar entendendo e o que é esta questão. Essa questão do pecado ser por natureza negação me veio quando estava examinando o modo como Tim Keller, o falecido pregador e pastor presbiteriano, examinava o pecado em sua comunidade. Em um de seus escritos ele analisa o texto de Jeremias e analisa a humanidade e ele consegue traçar paralelos importantes e ele consegue traçar paralelos importantes.
Ele vai afirmar que, entre outras coisas, o pecado tem por característica negar questões fundamentais, negar a verdade, negar o espectro da realidade, tipo, qual é o problema das coisas.
E o povo de Israel estava vivendo um dilema. Sabe qual o dilema? A maior parte do livro de Jeremias não é pregado diante de um cenário com escassez de comida. Tem momentos, mas não é de escassez de comida. Também não é um cenário caótico. Tem um finalzinho lá que é complexo, né? Que a gente sabe que o povo é destruído e é a punição de Deus. Mas majoritariamente o cenário de Jeremias, onde Jeremias está profetizando, não é um cenário em que as coisas estão completamente perdidas.
Na verdade, elas estão vivendo, a vida está seguindo, tem comida, tem templo, tem sacerdote, sacrifícios. Eles estão indo, estamos indo. Jeremias traz um cenário de que as coisas estão terríveis no olhar de Deus. Mas isso não é o que está sendo visto. E isso é importante. Repare o verso 19, onde nós vamos estar ali. Eu gostaria que você pudesse olhar na sua Bíblia, se você tiver a Bíblia aberta.
Existe um momento em que Deus diz assim, a sua própria maldade o castigará e as suas infidelidades o repreenderão. O que significa que até então não há algo que pareça-se com um castigo e não há algo que se pareça com uma repreensão. As coisas estão indo e Deus está dizendo, essas coisas vão acabar acontecendo.
E você vai ver. E mais, saiba como, pois, e veja como é mal e com o amargo é deixar o Senhor. Veja, porque eles não estão vendo. Eles não estão vendo o amargor. Eles não estão vendo o castigo. Eles não estão vendo a repreensão. Essas coisas ainda não estão acontecendo. Mas Deus está anunciando. Vocês verão. Isso vai acontecer.
Essa realidade talvez seja algo que você já tenha experimentado do ponto de vista pessoal, alertando alguém. Talvez você já tenha passado por isso. Será que você nunca chegou perto de um amigo? De um casal amigo? De uma pessoa que você respeita? Que está vivendo as coisas totalmente erradas?
diz permanecer até na fé, alguns podem dizer, estou ainda com Jesus, Jesus é, tudo para mim. E aí você vai chegando perto dela, vai contando os relatos, vai falando os motivos pelos quais está vivendo a sua vida e chega no final, você diz assim, tudo que você está vivendo está completamente errado diante de Deus. E a pessoa olha para você assim.
Você olha pra ela e ela se vê olhando pra si mesma. Nenhum castigo, nenhuma repreensão severa, nenhuma escassez imediata. E você diz pra ela assim, né? Você vai ver o resultado disso. Se continuar desta maneira, você não está sendo o profeta do caos. Você só está dizendo, isso terá o seu preço. Você pagará por isso.
Essa é a posição de Deus aqui como alguém que está dizendo para Israel, vocês não estão vendo onde estão se enfiando. Essa questão é muito real porque o pecado, enquanto está em seu processo de desenvolvimento, nós estamos pecando, agindo contra Deus.
Não é claro para nós a extensão. E já já vamos falar sobre isso em uma das frases que eu considerei. Mas aí citando aqui o Tim Keller, ele fala sobre esse versículo desta maneira. O que aprendemos deste versículo, verso 19?
O que aprendemos desta passagem, o que aprendemos da Bíblia, é que a raiz de nossos problemas é o campo de força de negação que o pecado sempre implica. É como se, ao ser afetado por ele, você não conseguisse mais perceber o quanto está afetado por ele.
É uma afetação que traz negações de desdobramento, de gravidade, de olha, as coisas vão piorar, se você continuar assim você vai ver o resultado disso no futuro. Essas coisas são minimizadas. E existe algo aqui. Presta atenção na palavra, com calma. A negação do pecado é fatal. Na Bíblia ela é tratada como algo fatal. Não o pecado.
Sim, porque o pecado tem em Deus uma resposta de misericórdia. Aquele que busca misericórdia no Senhor, encontra misericórdia no Senhor. O pecado, nesse sentido, ele é fatal apenas quando negado continuamente em sua realidade. Pense em alguém que tem problemas com alcoolismo.
Eu conheço pessoas que têm problemas com o alcoolismo, mas que não bebem hoje, mas que falam assim, talvez você já ouviu essa frase, eu não posso nem ver o cheiro, eu não quero nem chegar perto, mas estou limpo a... Está entendendo isso? Essa pessoa não está negando que tem um problema. É só uma metáfora. Ela está admitindo que tem um problema. E por eu ter esse problema, eu me afasto disso completamente, porque sei que isso é queda. Então,
Ser alcoólatra não é fatal. Fatal é negar isso e negar os desdobramentos disso. A Bíblia apresenta que todos pecanam, todos que estão aqui pecado. Todos nós pecamos. Mas a Bíblia apresenta que fatal é o pecado não confessado, não tratado, não colocado diante do Senhor para que haja cura, para que haja perdão, para que haja restauração. Portanto, aqui o que acontece é que Israel, e precisamente o povo de Judá, de Jerusalém,
está sendo de prejuízo, vocês estão em pecado, e eles estão nem aí, como você vai ver nos versículos que vão se seguir. Essa realidade, às vezes, ela é até mesmo contemporaneizada por meio de filmes e coisas desse tipo, né? Eu estava vendo algumas possibilidades de encaixar cenas do cotidiano de filmes, mas sabe, depois você vai ficando mais velho e seus filmes também parecem que são novos, mas não são mais.
Então eu pensei em várias metáforas e eu comecei a perceber, eu falei, será que essas pessoas conhecem esses filmes? Vou apostar que sim. Aí eu cancelei o Rei Leão, falei, eu acho que não vão lembrar, mas talvez você se lembre do que o Mufasa falou com o símbolo no alto da montanha, falou assim, ó, isso tudo é teu, isso tudo é teu. Rei Leão, clássico. Isso aqui tudo é para você administrar, mas está vendo aquele lugar lá? Lá você não entra, lá você não pode. Quem conhece a história sabe o que acontece com o símbolo depois.
Eu gostei muito da adaptação, eu sei que ela tem suas limitações de 2001, 2002, para O Homem-Aranha e do Tobey Maguire. E uma das cenas que marca, que é da história do Homem-Aranha convenientemente, e que é bem retratada nesse filme, é quando o tio Ben...
está deixando o Peter Parker, que é o Homem-Aranha, na frente de um clube de luta onde ele vai ganhar dinheiro, ele se vê forte, quer ganhar dinheiro, lutando, ele é fortão, e aí em dado momento, aquela frase clássica, não é verdade? Grandes poderes, grandes responsabilidades, o tio Ben fala uma coisa ou outra ali, e aí o que acontece é que o Peter Parker está totalmente dominado pela ganância, não está nem aí para nada, vai lá, ganha a luta dele, e quando aquele bandido sai pelo corredor,
e ele não faz nada para detê-lo, o que acontece depois, se você já viu o filme, é que aquele homem mata o tio Berro.
Naquele momento, talvez o Peter Parker pudesse imaginar que aquilo não é da minha conta. Foi mais ou menos isso que ele diz no filme. É exatamente esse o problema. A maioria de nós aqui, quando ouve sobre o pecado, talvez trate isso como um assunto tão distante do povo de Deus.
que é mais para quem ainda está perdidão no mundo, que não perceba que as maiores afirmações contrárias ao pecado no Velho Testamento e no Novo, elas vão na direção das cartas de Paulo para a igreja, dos livros dos profetas para o povo de Deus. O povo de Deus peca e muitas vezes peca sem perceber a gravidade do que está fazendo.
Então, quando nós estamos ouvindo essas realidades aqui, é preciso que você ouça sobre o pecado, eu e você, eu sou um cristão, você é um cristão, amém, mas ouça sobre o pecado com extrema atenção. Extrema atenção.
Uma frase aqui que eu cunhei para a gente poder refletir, o pecado leva você a subestimá-lo. Ou seja, o pecado tem, entre outras características, levar alguém a não considerar que ele não é tão errado ou destruidor como de fato é.
Isso acontece ao mesmo tempo. Você está pecando e ao mesmo tempo está sendo enganado em sua mente quanto à gravidade do pecado e à urgência em sair dele. Isso está acontecendo. Existe um pecado em andamento, mas ele também tem o efeito de anestesia da urgência de sair dele. É característica do pecado essa flexibilização. A própria pessoa não consegue ver.
E aí, talvez alguns de nós, talvez alguns de vocês estejam aqui com algo que dizem assim, eu tenho um problema na minha vida, preste atenção, eu tenho um problema na minha vida, eu tenho uma queda por mentira, eu tenho um problema com o lascivia, eu não posso ver imagens e já fico logo despertado ou querendo vê-las, eu tenho um problema com a ira, ou a inveja, o orgulho. Ao invés de dizer que tem um pecado...
com qual luta você tem um problema e já muda a categoria, de pecado para problema, e problema a gente tem no trabalho, problema a gente tem com as contas para pagar e a gente muda o nome. Mas onde eu gostaria de chegar aqui? A tendência é tentarmos nos resolver sozinhos. A tendência imediata é eu consigo resolver isso sozinho.
Eu vou fazer mais orações, eu vou me aproximar mais de Deus, eu consigo resolver isso sozinho. Aí em alguns momentos você fica, talvez eu devia contar para alguém, mas não, não, não, não, isso é muito envergonhador, eu não vou contar para ninguém. Talvez você queira compartilhar com um amigo, mas e se ele me pedir mais satisfações? E se ele me perguntar desde quando eu faço isso? Sabe, nós começamos a perceber que o pecado, dentre outras características, tem também a negação do pedido de ajuda.
O pecado faz com que nós nos cheguemos cada vez mais perto da ocultação e não da revelação. E estamos avançando aqui para refletir sobre algumas coisas. Agora, pense você neste momento. Você tem recebido críticas?
Bom, eu tenho. Você tem recebido apontamentos de coisas que precisam mudar em sua realidade pessoal? Eu tenho. Você tem recebido apontamentos de pecados que precisam sair? Bom, eu tenho. E...
Eu vou revelar aqui algo que talvez seja algo pessoal no sentido de percepção de como lido com isso, mas talvez sirva a você. Talvez você esteja sendo nesse momento questionado por alguém, por alguém, por seu disciplador, pela igreja, talvez você seja alguém que esteja passando por algum tipo de reflexão profunda.
E aí, talvez você olhe para mim, ou para ele, ou para ela, ou para alguém que chegue perto de você e olhe para as pessoas que estão te criticando. E é muito fácil descartá-las completamente, porque talvez você considere as críticas exageradas. Ou você talvez acredite que os motivos pessoais pelos quais as pessoas falam pode ser ruim.
Talvez você acredite que existe uma mistura. Eu, pelo menos, já fiz isso na minha cabeça. Você nunca fez, não? Eu acho que tem uma mistura da percepção pessoal da pessoa e da questão do pecado. Pode ser que tenha. Talvez você possa olhar e dizer assim, pô, primeiro ele, ela tem que olhar pra ele. Primeiro olha pra mim? Talvez você ache que essa pessoa é confusa demais pra explicar até mesmo onde você pode estar errado.
Mas lembre-se disso, e aí eu vou usar uma frase do Tim Keller quando recebia críticas. Olha aqui, você deveria dizer a si mesmo, se você leva isso a sério, que o pecado é negação em sua essência, em sua natureza, você deveria dizer continuamente, pode estar exagerado, pode estar misturado com o erro, pode vir de uma fonte pouco admirável, mas será que Deus está tentando me dizer algo?
porque sei que por minha natureza, tendo a negar as coisas que realmente estão erradas comigo, exatamente como Israel fazia.
Tentava não pensar nessas realidades como de fato elas estavam. E sempre encontrava no outro o olhar de culpa. O Tinkieler fala sobre isso, meditando sobre o verso 19, diz que por muito tempo ele também fez movimentos de negação, porque ele analisava muito a pessoa que estava falando, mas acabou que isso gerou uma grande distância em poder ouvir essas realidades. Você é assim?
Eu sou, mas eu quero mudar. Você é assim? Existe sempre dez mil ressalvas em ouvir. Pode ser que Deus esteja falando com você esta noite. Mas espero que sim. Existe outra coisa importante sobre o pecado enquanto sua anatomia. E aí a gente vai para o capítulo 2. O pecado é negação da gratidão. Repare o capítulo 2, verso 2.
Vá e proclame diante do povo de Jerusalém. Assim diz o Senhor. Lembro-me de você, meu povo, da sua afeição quando era jovem, do seu amor quando noiva e de como você me seguia no deserto, numa terra que não é semeada. Israel era consagrado ao Senhor e eram as primícias da sua colheita. Todos os que o devoraram se faziam culpados.
O mal vinha sobre eles, diz o Senhor. Verso 4. Escutem a palavra do Senhor, ó casa de Jacó e todas as famílias da casa de Israel. Assim diz o Senhor, que injustiça os pais de vocês acharam em mim, para que se afastassem de mim, seguindo os ídolos sem valor e se tornando eles mesmos sem valor.
Eles não perguntaram, onde está o Senhor que nos tirou da terra do Egito e nos guiou pelo deserto? Por uma terra árida e cheia de covas, por uma terra de sequidão e sombras de morte, por uma terra em que ninguém passava e na qual não morava ninguém?
Eu os trouxe para uma terra fértil, para que vocês comessem o seu fruto e as coisas boas que ela tem. Mas depois de entrar, vocês contaminaram a minha terra e fizeram da minha herança uma abominação. Você conseguiu perceber a grandeza do que acabou de ler?
Primeiramente, Deus está tratando de lembrar a eles como ele os tratou como uma noiva. Aqui ele está falando do caminho do deserto como uma noite de núpcias, onde ele conduziu o povo. E eu gostaria que você fixasse seus olhos aqui.
Do seu amor quando noiva, verso 2, parte B, do seu amor, a palavra aqui é recedes. O amor de Israel para com Deus estava acontecendo. Não estavam não amando a Deus. Deus estava, de fato, em um relacionamento extremamente íntimo, extremamente próximo com o seu povo.
Além disso, o povo era chamado de primícia de Deus. Significava que eles eram os primeiros frutos de uma grande colheita que Deus ainda iria fazer no mundo. Também está sendo dito aqui que Deus os guiava por um caminho onde ninguém poderia sobreviver. E eles sobreviveram. Depois de os guiar pelo deserto, Deus os colocou em uma terra fértil. Belíssima!
Deus está mostrando o quão gracioso foi para com Israel. Uma das coisas que o pecado faz é nos cegar para contar qualquer gratidão que temos para com Deus. Quando estamos debaixo da influência do pecado, nada é bom, nada é o suficiente, nada é satisfatório, nada nos contenta, nada é pleno, porque estamos debaixo da influência do pecado e ela tem, entre outros aspectos característicos, a negação da gratidão.
quando estamos debaixo da influência do pecado, não conseguimos ser gratos a Deus. Essa experiência do deserto aqui, mostra um aspecto de Deus que eu gostaria que você pudesse prestar muita atenção. Você percebe a vulnerabilidade de Deus? Você era minha noiva?
Você me amava. Sabe, Deus é vulnerável em seu relacionamento. Deus se coloca em uma posição de amar e ser passível ao sofrimento.
O amor de Deus sofre por quem ele ama. Quando estamos ressecados com o pecado, nos afastamos de amar porque não queremos sofrer. Porque o amor levará a certo tipo de sofrimento. O amor de Deus é leal.
A posição de Israel como noiva, a segurança contra os inimigos, você viu isso? Quando eles vinham para cima de vocês, eles eram destruídos, não sobrava nenhum inimigo. Amor leal, posição de honra, segurança contra inimigos e Israel abandona a Deus.
Essa palavra nos lembra muito aquilo que devemos refletir sobre Jesus Cristo em tempos de igreja, de povo da nova aliança. Jesus Cristo nos livra da tirania do pecado, do senhorio terrível do pecado. Ele nos arranca disso, ele nos transporta para o seu reino de amor.
Ele nos traz segurança, Ele nos traz paz. Em Cristo somos chamados filhos de Deus, posição de honra. Ele dá a nós Seu reino e tomamos parte de Seu reino. Nós então encontramos descanso e paz contra os nossos inimigos internos e certeza da vitória contra Satanás e contra a morte.
Como é dar as costas para isso? Existe uma palavra, pecado. O pecado, meu e o seu, é o dar as costas contra Deus. O amor leal, seguro e completamente vulnerável de Deus. Nós viramos as costas e seguimos atrás do pecado.
E nós deveríamos refletir, tem um trecho de Atos, capítulo 14, que me marca muito, quando o apóstolo Paulo está envolvido em um processo de evangelização com algumas pessoas, e em dado momento as pessoas vão querer fazer dele um Deus, porque ele curou algumas pessoas em um determinado lugar, e o apóstolo Paulo fala, não para para tudo aí.
Ele para. Ele diz assim, nas gerações passadas, Deus permitiu que todos os povos andassem seus próprios caminhos. Contudo, não deixou de dar testemunho de si mesmo. Olha como Deus dava testemunho de si mesmo a povos que não o amavam. Fazendo o bem, dando a vocês chuvas do céu, estações frutíferas, enchendo o coração de vocês de fartura e de alegria.
Deus é bom. Escute isso, por favor. Foi Deus quem conduziu a gravidez da sua mãe para que você pudesse nascer e estar aqui. Foi Deus e é Deus quem continua fazendo isso. É Deus quem permitiu que você sobrevesse a infância e chegasse a ouvir essa mensagem hoje.
É o mesmo Deus que te deu comida a vida inteira para que tu sobrevivesse. O Deus que desceu com as chuvas e deu as comidas para cada um de nós. É o mesmo Deus que permitiu que você tivesse experiências auditivas, visuais, gustativas. É Deus quem dá todas essas coisas.
Então, quando nós estamos aqui esta noite, falando sobre um povo de Deus que virou as costas, não fique em uma posição como se você não pudesse fazer o mesmo. Porque quando você age de modo triste, ingrato e pessimista para com a vida, você está se conduzindo ingratamente.
Esse é o ponto aqui que nos toca. Como Israel foi tão ingrato a Deus? Ele começou a não acreditar que aquelas coisas eram tão valiosas assim e se ocupou de olhar para outras.
Cunhei uma frase aqui que possa trazer reflexão a você. Insatisfação constante, falta de contentamento, desprazer e desânimo em amar as pessoas e servir a Deus. Esses são sintomas de pecados relegados à categoria de eu preciso melhorar essas coisas.
Eles estão entrelaçados intimamente com outros pecados que refletem a ingratidão comum de quem está flertando com ídolos do coração. É o que você vai ver em seguida. Israel começa a revelar que por detrás de toda essa toninha aí...
Haviam ídolos que começaram a tomar lugar do seu coração. Então, a primeira coisa que nós vemos aqui do capítulo 2, do verso 1 até o verso 7, é que o pecado produz ingratidão severa no coração.
E agora, indo até o verso 19, a qual peço que você observe o verso 19, onde diz, a sua própria maldade os castigará e as suas infidelidades o repreenderão. A gente tinha lido 1 ao 7, essas questões que envolvem a infidelidade de Israel. Repare agora a parte B do verso 19. Saiba, pois, e veja como é mal e com amargo é deixar o Senhor seu Deus. Lê esse pedacinho, por favor.
E não ter temor de mim. Segunda parte, o pecado é a ausência de temor a Deus. A primeira, o pecado é negação.
Agora, o pecado é a ausência de temor a Deus. Isso está na essência de todo pecado. A perda do temor a Deus. E eu gostaria que você pudesse entender isso melhor comigo, porque a Bíblia apresenta a palavra temor para dois tipos de coisa. E a gente precisa entender que elas não são a mesma coisa. João, em sua carta, fala...
de que o verdadeiro amor lança fora todo medo, em algumas versões todo temor. Ali, especificamente, não é esse temor que estamos vendo no verso 19. Ali fala de condenação e do medo de ir para o inferno, de ser julgado por Deus. Medo, medo, medo. Mas a Bíblia apresenta temor usando essa palavra para esses casos de medo também.
Mas como é que a gente pode entender isso? Digamos que o medo, eu vou falar algumas coisas sobre o medo para você poder entender e distinguir de temor, para nunca ter dúvida do que é temor e o que é medo. O medo é uma antecipação da dor, do sofrimento. O medo é isso. O medo é algo vai acontecer comigo e eu não quero passar por isso. Isso é medo.
O medo, quando ele é muito grande, ele tende a absorver a pessoa, a fixá-la, a amarrá-la, a paralisá-la. Talvez alguns de nós possam rir dos medos uns dos outros. Você tem medo de barata? Você tem medo de aranha? Você tem medo de inseto? Talvez outros tenham medos reais. Poxa, diminui a velocidade que o carro está muito rápido. Porque você tem medo do acidente. A palavra que seria usada na Bíblia talvez fosse temor, mas aí apropriadamente você entende que isso é medo.
Ou seja, quando estamos falando de medo, nós não estamos falando do temor a Deus do verso 19. E aí uma frase aqui, frases ajudam a gente a refletir. O temor do medo te absorve. Ele te torna obcecado com um objeto de modo que você não pode fazer nada sem pensar naquilo. Isso é o que o medo faz. Aquilo te agarra, aquilo te domina, te paralisa. Acontece.
que cada vez mais que você entra em temor a Deus, você vai ficando mais assustado quando, por exemplo, em Provérbios 28, 14, diz assim, feliz é o homem que sempre teme a Deus. Como é que você faz agora? É o mesmo medo? Não é, não é, não é.
O Salmo 130 diz que porque perdoastes os meus pecados, eu te temo. Olha só, parece positivo isso então. Então eu fiquei tentando entender de que maneira podemos compreender essa questão e aí fui buscando fatores na Bíblia que me levaram a refletir sobre temer a Deus e aí eu coloquei desta maneira e você pode acompanhar também.
O temor a Deus é um assombro interior diante dele. É uma condição interior de deleite na magnitude de quem ele é. Nele não há tormento. No temor do medo você está totalmente voltado para si mesmo. No temor a Deus você está abençoadamente livre para não pensar em si mesmo. No primeiro você está paralisado. No temor a Deus você está capacitado.
O temor a Deus é o princípio do saber. Liberta a compreensão. E é esse o ponto.
Eles perderam o deleite, o assombro interior, aquela coisa grandiosa, quando Deus faz tremer o nosso coração e a gente não quer outra coisa, senão está mais perto. Ao invés de ir mais longe, esse temor te aproxima, esse temor, ele dá o tom do que...
está acontecendo, do que é valoroso, o que não é, o que vale a pena, o que é prioridade, o que não é. Os que temem a Deus estão se deleitando nele e veem como ele é grandioso. Portanto, eles perderam o olhar de Deus ser grandioso. E agora, as outras coisas são.
E a gente vai ver que outras coisas entraram na jornada de Israel. Mas preste atenção, até o seu medo pode tomar o lugar de temor de Deus. E você não perceber que talvez você tenha medo de Deus ao invés de temê-lo.
Deus não nos chama para, como filhos, ter medo de Deus, mas para temer a Deus. Isso é importante. E aí, dentro desta realidade, o perfeito amor lança fora o medo, obviamente. Não tem mais medo para aqueles que estão salvos, justificados, enfim, aqueles que estão com o Senhor, estarão com Ele pronto.
Mas será que você perdeu o temor? Falar das coisas de Deus não soa grandioso, não te impacta, não te busca para perto, não te faz elevar os pensamentos. Será que você perdeu o temor? E quando alguém te mostra um pecado, e você pode ver um pecado mesmo sem que alguém te mostre, ele não te causa preocupações e urgências, porque você perdeu o temor.
A grandeza de Deus dá o tom apropriado da urgência de resolver os pecados. Essa realidade, então, de assombro foi perdida por Israel. E o que é o pecado, então? O que é o pecado? Bom, eu vou dizer algumas coisas que podem te ajudar indo para esta parte mais final do sermão.
Talvez você hoje perdeu o temor a Deus e outras coisas estão guardando maior reverência no seu coração do que Ele. Talvez haja coisas que você acha mais maravilhosas do que Deus hoje.
Talvez haja expectativas maiores do que estar na presença de Deus, falar com Deus, ouvir sua palavra. Talvez você tenha perdido essas grandes expectativas e esse grande assombro diante de Deus. E o culto é algo que pode acontecer, como pode não acontecer. A leitura bíblica da mesma forma, o avanço das missões, a sua santificação diante de Deus em favor dos outros. Isso tudo pode...
Não é tão maravilhoso. Talvez haja algo mais cativante na sua vida do que Deus, mais impressionante do que Deus. E esse é o ponto em que você peca. É aí que vira a página e a perda do assombro, a perda do olhar, a perda do maravilhamento, a perda da grandeza. E aí o pecado se apresenta como uma proposta excelente para a resolução.
E aqui é onde você cai no vazio e na profanação. Repare só, o verso de número 8 conduz isso para a reflexão de todos nós. Os sacerdotes, diz a palavra de Deus, não perguntaram onde está o Senhor. Ou seja, os sacerdotes não estavam mais preocupados com a presença do Senhor. E olha o que aconteceu.
E os que tratavam da lei não me conheceram. Os pastores se revoltaram contra mim e os profetas profetizaram por Baal. A perda de temor levou à perda de todas as travas e conduziu à profanação do nome do Senhor. Não perca o temor.
Recupere o assombro, nós vamos falar já já sobre isso. Não perca a grandiosidade de quem Deus é. Não perca dos seus olhos esse maravilhamento em ouvir a palavra de Deus no domingo. Não perca do seu coração essa grandeza que é cantar louvores a Deus, olhar para os seus irmãos e ver esse adiantamento da orquestra e do louvor celestial diante dos seus olhos. Não perca o olhar do temor da grandeza de Deus.
Deus, porque isso trará o pecado a uma posição mais do que aceitável, desejável. E é claro, talvez você pense, caramba, o que vem depois? Repare, a doutrina do pecado, ela não é pessimista. Não. A doutrina do pecado não é pessimista. Ela não é mesmo pessimista.
ela diz claramente que ela é desesperadora. Porque depois que se tira o temor e entra o pecado, só desespero e caos se abatem. Destruição, juízo, é o que acontece com Israel. Não sobra nada, sentido algum, é tudo vazio. A doutrina do pecado é realista e expõe o desespero da vida sem Deus. A ausência completa de significado. E por fim, o que também temos...
No verso 13, sobre o abandono, é que vimos que o pecado é negação, o pecado é falta de temor a Deus, mas o pecado também, repare o verso de número 13, que fala de algo muito semelhante ao 19, diz assim, porque o meu povo cometeu dois males, você pode ler por favor em voz alta?
Cisternas rachadas e não detêm as rachadas. Exatamente. O pecado é abandono da fonte de água viva. Pecado é negação. O pecado é falta de temor a Deus, ausência de temor a Deus. E o pecado é abandono da fonte de água viva. É isso que você vê aqui. Vocês me abandonaram e cavaram cisternas rachadas.
Essa expressão diz respeito ao fato de que as cisternas eram acumuladoras de água. A água da chuva vinha e ela ficava lá, acumulada, para que eles pudessem fazer uso. Mas uma cisterna rachada é uma cisterna que, apesar de cavada, apesar de ser cisterna, a água não é retida. Não há possibilidade de que você use aquela água. É uma cisterna falsa. É uma ilusão. Então, Deus vai comparar aqui o fato de que eles estão agora fazendo suas próprias fontes de água.
E são seus ídolos. Baal é citado aqui no verso 8 como um ídolo deles, né? O Deus de fertilidade, Deus de chuva, Deus de colheita para os cananeus. E agora eles estão adorando, mas não abandonaram o Yavé. Não abandonaram Deus, isso é importante. Não houve abandono cúltico. Estão indo para a igreja.
Estão indo lá, cantando. De repente estão dando o dízimo, seja lá como for o dízimo que estão dando. Estão lá, hein? Estamos com o Iavé. Mas temos nossas cisternas particulares, os ídolos.
E aqui Jeremias está dizendo que eles rejeitaram a verdadeira fonte de água e se dedicaram a criar suas próprias fontes em seus ídolos. Deixa eu lhe dizer uma coisa para este final de sermão. Todos os seus problemas pessoais e interiores, todos os problemas centrais à sua vida, os problemas reais, os mais profundos problemas da sua vida, todos os seus problemas que dizem respeito ao controle, ao autocontrole,
Todas essas coisas surgem porque Deus deixou de ser central à sua vida. É por isso que essas coisas estão lá. É por isso que esses problemas estão lá. E eu diria, o pecado substitui Deus por ídolos inferiores a Ele. É isso que o pecado sugere. De que ídolos inferiores a Deus sejam colocados em seu lugar. E aí eu vou citar apenas três coisas aqui para você poder refletir sobre isso.
A primeira delas é, talvez se você seja alguém que não consegue se libertar da culpa, já se chegou diante de Deus, já orou, pediu perdão a Deus, mas aquela culpa fica lá, interminável em seu coração. E você permanece lá.
Talvez você seja alguém que tem problemas com a autocomiseração. Impossível. Talvez você seja alguém que tem problemas com questões de ansiedade e necessidades materiais da vida. Você esteja o tempo todo correndo atrás e ansioso. Porque parece que a conta não fecha e você está o tempo todo roendo as unhas. Apenas para dizer, você está o tempo todo ansioso pelo futuro. Escute bem. Escute bem.
Quando você não consegue se livrar da culpa, mesmo você chegando diante de Deus, confessando o pecado, se aproximando dele, você está concedendo poder a algo que não é Deus. Você está dando a culpa ao poder que a Deus é cabível de libertar você. E você dá isso à culpa. Você está idolatrando o que você fez e negando a fonte graciosa do perdão divino.
se você, por acaso, não consegue lidar com o problema da autocomiseração, você está dizendo que está tudo dando errado na sua vida, talvez você tenha mais reverência à sua sabedoria e sua auto-percepção. E o modo como você acha que a vida deve ser resolvida, do que a sabedoria de Deus que já chega para você esta noite.
Talvez você acredite que você não consegue nunca, a conta nunca fecha, é por isso que você está ansioso. Parece que sempre as coisas não vão acontecer, o futuro está sempre aberto. Você está dando as suas próprias saídas sobre o futuro, o caráter de soberania que só a Deus importa.
Escute isso nessa que é uma das últimas frases aqui que eu coloco para você refletir. Não importa há quanto tempo você diz que conhece a Deus, se continuamente se vê inseguro quanto ao futuro, culpado por pecados ou escolhas ruins, mesmo quando se achega a Deus, se vê sempre aquém de tudo, incapaz de pensar que pode avançar em Deus.
Você construiu sua identidade e segurança nas cisternas rachadas de seus ídolos. Deus promete paz, alegria e amor no espírito e não insegurança, culpa e pessimismo. Você está debaixo do jugo de seus ídolos. Você está debaixo do jugo de seus ídolos.
Não é possível que a gente veja Deus dizendo que paz, alegria e amor no Espírito são coisas prometidas e tudo que nós encontramos em você é ansiedade, insegurança, medo, autodestruição, uma visão depreciativa de si. Você precisa abandonar os ídolos que entranharam em sua identidade e se lançar àquele que liberta-nos de ídolos. Jesus.
Sabe, uma das coisas que mais magnífica você ler a Bíblia é que Jesus responde a isso. Em João capítulo 7, verso 37 ao 39, ele diz, No último dia, o grande dia da festa, Jesus se levantou e disse em voz alta, Se alguém tem sede, vem a mim e beba.
Quem crer em mim, como diz a escritura do seu interior, fluirão rios de água viva. Isso ele disse a respeito do Espírito, que os que nele crescem haviam de receber. Você crê nisso esta noite?
Você crê nisso esta noite? Você crê que ele pode libertá-lo de uma vida miserável, de pensamentos odiosos que militam contra Deus? Se você crê, clame a Deus. Creia, lance-se no Senhor.
Pare de viver meia vida, meio tudo, meia boca, sempre descontente, sempre insatisfeito, a vida nunca está bem, você não presta, nada presta. Abandone isso em nome de Jesus. No mundo tereis aflições, mas tem de bom ânimo. Eu venci o mundo. Esta é a palavra do nosso Senhor.
que ela prevaleça sobre você esta noite, que você abandone seus ídolos em nome de Jesus Cristo e se lance nele, que é fonte de água viva, que não somente prometeu água e fonte insaciáveis, como de você também fluiu.
Peça a Deus, ó Senhor, toca-me com o seu Espírito, aí mesmo onde você está, aí mesmo no seu lugar. Senhor, toca-me com o teu Espírito, abre meus olhos para eu ver a tua grandeza. Quero ver a tua grandeza mais uma vez. Quero ver a tua grandeza, assombra-me com tua grandeza. Mostra-me, Senhor, o quanto és grande que eu abandone a minha falsa tentativa de pensar no mundo a meu modo. Clame a Deus.
Clame a Deus. Você precisa lutar até que veja isso. Você precisa lutar e eu vou lhe dizer, a Bíblia diz que você pode ter acesso a Ele agora. As Escrituras dizem que neste momento, sentado nessa simples cadeira de plástico ou de pé, prestando atenção, neste sermão você tem acesso a Deus em Cristo Jesus.
Você pode chegar a ele e dizer, eu quero esta água, dá-me desta água, dá-me desta fonte, liberta-me desse coração duro e difícil, liberta-me da minha auto-percepção errada do mundo, liberta-me, ó Deus, aí agora, onde você está? Eu insto você a fazer isso, Senhor, estou aqui, preciso da sua ajuda, a vida não pode ser desta maneira, não é sobre não ter problemas, é sobre ter Cristo. E sabe, o pecado é negação.
Aí mesmo há também uma batalha, negando de que você está tão mal quanto está, se estiver. Negando de que você precisa deixar o que você acha que não é tão problema assim. Você sabe resolver as coisas, mas elas não se resolveram ainda.
Eu deixo vocês com a palavra de Deus e uma oração. Provérbios 28, 13 e 14. Quem encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que confessa e abandona alcançará misericórdia. Feliz é aquele que sempre teme o Senhor, mas o que endurece o seu coração.
cairá na desgraça. Eis que o Senhor nos põe bênção ou maldição. Vá na direção de Jesus e receba as suas bênçãos infinitas e maravilhosas nesta noite. Vamos ao Senhor.
Ó Deus maravilhoso e bendito, como Tu és grande, Deus, como Tua grandeza excede a nossa pequeneza, como, Senhor, a Tua segurança excede nossos medos, como Tua misericórdia excede nossa culpa pessoal. Ó Deus, Deus Todo-Poderoso, Deus de Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Davi, Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, nesta noite nós clamamos em nome de Teu Filho, que nosso coração, Senhor, não fique negando que temos os pecados que temos.
Que nós não estejamos aqui como fugitivos de nós mesmos, mas que nos apresentemos diante de Deus pedindo, ajuda-me, Senhor. Ajuda-me a não fugir daquilo que me chamou para encarar. Ajuda-me a não negar aquilo que me expõe. Ajuda-me, Senhor, Pai, que muitas orações de libertação estejam sendo feitas neste lugar.
Que o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo prevaleça. Que este, que esta não seja mais o pessimista, o autocomiserativo, o que não tem contentamento, o que não está sempre alegre. Que haja libertação nesta noite, em nome de Jesus, pelo poder do Evangelho de Jesus.
que o cárcere seja partido e quebrado, que ele, que ela se lance em Cristo, fonte de água viva, que haja nesse momento uma grande libertação, Deus, que o passado não venha como um tormento, porque ele foi cancelado na cruz do Calvário, que neste momento, homens e mulheres aqui, Senhor, não vejam-se mais da mesma maneira por causa de Cristo.
Que identidades sejam transformadas em Jesus. Que todos que aqui estão, jamais se esqueçam que o Senhor chamou para a liberdade. A liberdade dos filhos de Deus, Pai. Que esta palavra penetre em nossos corações e nunca mais saia de nossas vidas. Que essa luta que começou esta noite, não seja uma luta em vão, pelo contrário.
Que amanhã, Senhor, quando lutarmos sobre tudo isso, nos lembremos que somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou. E assim, gratos, confessando pecados, admirados com a tua grandeza, esperançosos no poder de Cristo, é que nós oramos e oramos em nome de Jesus e todos digam amém.