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✨Entre a seda e a lâmina: a biologia da feminilidade, do instinto ao amor.

08 de maio de 20269min
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Hoje, minhas queridas, nós mergulhamos em um dos temas mais profundos e libertadores da nossa existência: por que fazemos o que fazemos?

Inspirado no livro Comporte-se, de Robert Sapolsky, este episódio é um convite para você compreender que dentro de você existe muito mais do que apenas suavidade. Existe história, biologia, instinto… e uma força que talvez você tenha sido ensinada a silenciar.

Falamos sobre hormônios, cérebro, evolução — mas, acima de tudo, falamos sobre o feminino em sua forma mais inteira. Aquele que acolhe, que ama, que cria vínculos… mas também aquele que protege, que reage, que se posiciona com intensidade quando necessário.

Aqui, você vai perceber que não há contradição em ser doce e firme ao mesmo tempo. Não há erro em sentir profundamente. Não há exagero em proteger aquilo que é sagrado para você.

Existe apenas… você sendo completa.

Um episódio para te lembrar que a sua sensibilidade não é fraqueza — e que a sua força não te afasta da feminilidade. Ela faz parte dela.

Com amor, Vi 💌

Participantes neste episódio1
A

Afrodite

Host
Assuntos4
  • Biologia da FeminilidadeHormônios e comportamento · Evolução e instinto · Inteligência social e emocional · O feminino como força estratégica · O papel da ocitocina
  • Feminilidade: Doce e FirmeDoçura e intensidade · Acolhimento e proteção feroz · Sensibilidade e força · Ser inteira, não apenas suave
  • AutoconhecimentoAceitação das múltiplas camadas · Conhecer e acessar diferentes aspectos do ser · Natureza e significado
  • Contexto da ocorrênciaAmbiente seguro vs. hostil · Modo sobrevivência · Racionalidade e emoção entrelaçadas
Transcrição24 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, minhas queridas discípulas de Afrodite, como estão? Espero que bem e bem-vindas a mais um episódio aqui do Afrodite Podcast. Hoje, eu quero te convidar para um mergulho profundo, quase íntimo, em algo que talvez você nunca tenha parado para observar com tanta honestidade.

Porque fazemos o que fazemos, o que existe por trás do nosso melhor e do nosso pior. E principalmente, o que isso tem a ver com a nossa feminilidade? Esse episódio é inspirado no livro Comporte-se, a biologia humana no nosso melhor e pior, do neurocientista Robert Sapolsky.

Uma obra que de forma brilhante nos mostra que cada gesto nosso, cada impulso, cada decisão não nasce apenas do agora. Ele é resultado de uma dança complexa entre hormônios, cérebro, cultura, história evolutiva e até o que acontece segundos, horas, anos ou milhões de anos atrás. E aqui, minhas queridas, começa algo quase desconcertante.

Nós gostamos de acreditar que somos racionais, elegantes, conscientes, quase divinos. Mas no fundo, somos também profundamente animalescos.

E isso não diminui a nossa beleza, pelo contrário, explica a nossa intensidade. Quando você sente aquele instinto protetor quase feroz, quando algo dentro de você se acende ao perceber uma ameaça, quando você ama profundamente, cuida, acolhe.

mas também é capaz de cortar, afastar, destruir, o que ameaça aquilo que você protege. Isso não é contradição, isso é biologia na sua forma mais ativa. Sapolsky explica que o nosso comportamento é moldado em camadas.

Imagine assim, o que você faz em um segundo depende dos seus hormônios naquele momento. Esses hormônios foram influenciados pelo que aconteceu minutos antes. E isso, por sua vez, foi moldado por experiência na infância, cultura e na sua genética. E até pela evolução da nossa espécie. Ou seja, não existe uma versão simples de você.

E quando olhamos para a femininidade sobre essa lente, algo muito poderoso pode emergir. Durante muito tempo, o feminino foi associado à suavidade, delicadeza e passividade. Quase como se fosse uma única forma legítima de existir. Mas biologicamente, e isso que torna tudo muito fascinante, o feminino nunca foi suave.

ele sempre foi bastante estratégico em questão biológica. O corpo feminino, por exemplo, é profundamente moldado por hormônios como o estrogênio e a ocitocina, que favorecem conexão, empatia e vínculo. Mas isso significa nada no quesito quando falamos de fragilidade e conceitos mais tradicionais.

Na verdade, isso está ligado à inteligência social. Significa leitura emocional, significa saber quem está dentro e quem deve ser mantido para fora. A ocitocina, muitas vezes chamada como o hormônio do amor, também pode intensificar comportamentos de proteção e até de agressividade, quando se trata de defender quem amamos. Ou seja,

O mesmo sistema que te faz acolher é o mesmo que te faz proteger com verocidade. E isso nos leva a um ponto quase arquetípico. A mulher não é apenas Afrodite, ela também é a força selvagem.

Pense em uma mãe. Existe algo profundamente visceral quando falamos de proteção da prole. Isso não é apenas cultural, isso é biológico. O nosso cérebro especificamente tem estruturas como a amígdala que responde de forma intensa a ameaças. E essa resposta pode ser ainda mais acentuada quando envolve filhos.

E um momento em que o feminino deixa de ser apenas suave e se torna inegociável. E talvez aqui esteja uma das maiores distorções que vivemos. Somos ensinadas a aceitar a nossa doçura, mas a reprimir a nossa força intuitiva.

Só que quando você reprime essa parte, ela não se dispersa, ela se distorce. Sapolsky fala muito sobre como o contexto molda o comportamento. Não somos bons ou maus o tempo todo, somos altamente influenciáveis, somos responsivos ao ambiente. E isso, dentro da feminilidade, pode se traduzir de formas muito interessantes.

Uma mulher em um ambiente seguro tende a florescer em sua suavidade, na sua credibilidade, na sua sensualidade. Mas em um ambiente hostil, ela pode se tornar fria, estratégica e agressiva. Não porque ela perdeu a essência, mas porque ela está no modo sobrevivência.

porque no fundo nós somos animais altamente sofisticados tentando viver em um mundo igualmente complexo. E aqui entra a reflexão que eu quero que você leve com carinho. Talvez o que você chama de contradição em si mesma seja apenas a coexistência de múltiplas camadas legítimas do seu ser.

Você pode ser doce e intensa, você pode ser acolhedora e seletiva, pode ser gentil e absolutamente implacável quando necessário. E isso não é falta de coerência, é profundidade.

O livro também nos lembra que aquilo que chamamos de racionalidade não é tão puro quanto a gente imagina, como se fosse algo separado. Muitas vezes nossas decisões são tomadas emocionalmente e depois justificadas racionalmente, ou seja, sentimos primeiro, explicamos depois.

E isso no feminino é ainda mais evidente, porque fomos historicamente mais incentivadas a desenvolver inteligência emocional, leitura de ambiente e sensibilidade. Mas isso não significa que somos menos racionais, significa que nossa racionalidade é entrelaçada com o sentir. E talvez isso seja, na verdade, uma forma mais completa de inteligência.

Porque, no final das contas, minhas queridas, não somos apenas mente, não somos apenas corpo, somos apenas instinto. Somos a interseção de tudo isso. Somos biologia, mas também somos significado. Somos herança evolutiva, mas também somos escolha. E existe algo profundamente libertador em entender isso.

Você não precisa negar a sua natureza para ser elegante. Você não precisa apagar o seu instinto para ser mais feminina. A verdadeira sofisticação está em conhecer as suas camadas e saber quando acessar cada uma delas. Saber quando ser água ou quando deve ser lâmina.

Saber quando acolher e quando deve se retirar. Saber quando amar e quando se proteger. Porque no fim, ser mulher não é ser apenas suave, é ser inteira.

Obrigada por estarem aqui em mais uma semana no Afrodite Podcast. Se você gostou desse episódio, não deixe de curtir, tanto aqui quanto no YouTube, arroba AfroditeTube.

Para saber mais de todas as nossas novidades do que está acontecendo, você pode encontrar no arroba AfroditeBullecast no Instagram. E às quartas-feiras temos sempre um novo texto no Substec, que é Elixir de Afrodite. Muito obrigada e até a próxima sexta!

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