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Como agiam os criminosos nos roubos a casas de alto padrão em São Paulo

03 de maio de 202618min
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Áudios exclusivos da investigação mostram como agiam os criminosos, desde o planejamento até a divisão do lucro. Ouça no podcast do Fantástico.
Participantes neste episódio8
R

Renata Caputti

Host
D

Diego Fernandes

ConvidadoCriminoso
F

Fábio Sandrin

ConvidadoDelegado
G

Guilherme Belarmino

Reporter
K

Kleber Cândido

producer
M

Marcelo Magalhães

editor
R

Rafael Henrique Alves de Souza

ConvidadoCriminoso
R

Ronaldo Sayeg

ConvidadoDiretor do DEIC
Assuntos5
  • Roubos a casas de alto padrãoPlanejamento e estratégia da quadrilha · Execução dos assaltos · Divisão de lucros · Identificação e prisão dos criminosos · Diego Fernandes (Minotauro) · Rodrigo Matos da Silva (Bode) · Rafael Henrique Alves de Souza (Rafinha) · Rafael da Silva Alves (Terrorista)
  • Táticas de invasão e segurançaVisitas técnicas para escolha de alvos · Uso de olheiros para observação · Instalação de câmeras de monitoramento · Armamento pesado e carros blindados · Rendição de moradores e vigias · Fugas rápidas e proteção terceirizada
  • Prisão de Daniel BorcaroExcesso de confiança como fator · Alerta de olheiros sobre a polícia · Cerco policial e prisões · Localização de obras de arte roubadas
  • Impacto nas vítimasMedo e trauma psicológico · Perda de bens e joias · Sensação de perda de controle
  • Roubo de Produtos ComerciaisNegociação com receptadores · Divisão dos lucros · Golpes entre criminosos
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Olá, amigos. Eu sou a Renata Caputti e hoje nós temos uma edição diferente da nossa roda de conversa. Eu te convido para ouvir um episódio narrativo com o nosso editor Marcelo Magalhães e o repórter Guilherme Belarmino sobre o roubo a casas de alto padrão em São Paulo. Isso é fantástico. A casa não rouba, mas a casa pode ter mil câmeras na frente.

Um grupo organizado, com funções muito bem divididas, planejamento, execução estratégica e divisão de lucros. Essa daí tem cheiro de riqueza. Você já vê esse monte de câmera saguareta aí, e o André já sabe que aí dentro tem. Características que seriam extremamente positivas se não estivessem a serviço do crime.

Aí a rota acabou de passar para os prédios aqui, entendeu, meus irmãos? O castelinho, ou para os prédios aí, ó. Há poucas semanas foram presos três integrantes de uma quadrilha que aterrorizou bairros de alto padrão em São Paulo. Eles invadiam casas, mantinham moradores reféns e fugiam carregados de objetos de valor. Foram pelo menos 30 assaltos nas regiões do Morumbi, Paquembu e Jardins.

E a gente vai mostrar passo a passo como esse grupo agia. E quem vai nos ajudar, entre aspas, a contar essa história, são os próprios criminosos. Virando bagunzinha de top, pai, top, top. Bora fazer um rastãozinho num prédio. Pelo que eu descarreguei minha glock toda, tem tão de 30, mandei tudo.

Esses são áudios gravados pelos assaltantes e que estavam em celulares apreendidos. Eles têm muitos detalhes, explicam e ilustram cada ação da quadrilha antes e depois dos roubos. Eu sou o Guilherme Belarmino. E eu sou o Marcelo Magalhães. E isso é fantástico.

Gui, vamos começar então apresentando para quem está nos ouvindo os homens que, segundo a polícia, são os principais envolvidos nesses crimes. Pois é, o nosso produtor, o Kleber Cândido, teve acesso exclusivo a mais de mil áudios que estavam nos celulares dos assaltantes presos.

Claro que a gente não vai mostrar tudo isso pra vocês, é muita coisa, mas a partir desse material, a gente consegue entender como a quadrilha planejou e executou os assaltos, que causaram um prejuízo estimado em 100 milhões de reais. E a primeira voz que a gente vai ouvir é a do homem apontado como chefe do grupo, Diego Fernandes, o Minotauro.

E certeza, mano, que esse ano não tem um positivo meu. Esse ano não tem um positivo meu. Entendeu? Não tem como eles ficarem. Pode ver, isso aí já tá, essa perseguição tá sendo esse ano. Não tá vindo de um monte de tempo. Esse negócio da mídia tá agora. Eles pegaram um amigo meu lá na baixada no final do ano passado. Tipo de um trampo que nós tínhamos ido perto do Dia das Crianças. Mas tipo assim, eles deduzem que eu tava junto.

Também, porque não tem como saber, porque eu estava todo encapuzado, entendeu? De tocar ninja, luva, era de madrugada, não tem como saber. Eu conversei com o diretor do DEIC, Ronaldo Sayeg, sobre a atuação do Minotauro. Quem é o Minotauro, doutor? O Minotauro, o Diego Fernandes, ele começou por baixo, numa escalada criminosa, poderíamos por assim dizer, mexendo chaves cadeadas para poder furtar as casas. O delegado responsável pela investigação, o Fábio Sandrin, explica que o Minotauro ganhou mais poder com o passar do tempo.

Posteriormente, vendo que os comparsas obtinham um lucro maior, ele acabou optando então para montar a sua quadrilha e aí passou a ser o líder dessa quadrilha. Outro nome considerado importante dentro dessa organização é Rodrigo Matos da Silva, o bode. O anjo tomou nessa do diamante aqui, não dá as pedras, pá. Já perdemos de idade demais, você vai ver. Se as suas pedras não vai dar mais de falta, você não precisa.

Quem é o bode? O bode é um criminoso muito perigoso dentro dessas identificações, que eram as pessoas que usavam da violência extrema nas suas residências, amarrando, batendo, ameaçando as vítimas.

O Bode também era o responsável por negociar produtos roubados com receptadores e pela divisão dos lucros entre os integrantes da quadrilha. Para fechar, vale falar de dois criminosos que têm o mesmo nome, Rafael Alves. O primeiro é Rafael Henrique Alves de Souza, o Rafinha. Esse recado o cara me viu, foi cercado e saí pro nome de novo.

O teado, vou subir nos teados, bem rápido. O outro é Rafael da Silva Alves, conhecido como terrorista. Cadê meu ouro? Respeita, caralho, meu time. Eu já tô metendo o pé. Tá na mão já. Os dois eram do núcleo de invasões. Os homens que entravam nas casas das pessoas, faziam moradores reféns e roubavam o que tivesse pela frente.

Muito antes das invasões, os bandidos já tinham uma estratégia bem definida. Eles escolhiam os alvos dos assaltos a partir do que eles chamavam de visitas técnicas. Eles rodavam por bairros nobres procurando alvos com maior potencial de lucro para a quadrilha e avaliavam o nível de segurança das ruas. O principal objetivo era planejar por onde entrar nas casas.

É o que a gente consegue perceber numa sequência de gravações encontradas no celular do chefe da quadrilha, o Minotauro. É a voz dele que a gente ouve agora. Olha que casa louca, mano. Você é louco, ó. Não é, se liga. Vai devagar um pouquinho. Olha, joga lá em cima do muro. Olha, mano, que casa tá aberta a janela, ó. Pesada essa casa, hein, mano? Essa daqui abandonada também, ó. Já dá lá, ó, a nossa aqui, ó.

Ah pô, aí tá nosso alvo aí, ó. Aí tá nosso ouro, pai. Condomínio aqui, ó. Vamos aqui, mano. Aqui, ó. Aqui, mano, dá pra nós deitar, mano. Dá pra nós deitar, hein? Ó. Cê é louco, mano. Tá aqui nossas barras, pai. Vou buscar o que é nosso.

A partir daí, entravam em ação os olheiros. Homens que passavam horas, dias parados em frente às mansões, observando e repassando as melhores estratégias para a quadrilha. Aqui, olha. Ali tem alguma câmera ali atrás. Mas aqui, na casa vizinha, a casa da frente aqui, onde está vendendo. E essa aqui, a casa do outro lado.

Os olheiros podiam tanto ser motoristas que estacionavam ali em frente aos endereços, quanto prestadores de serviço que já trabalhavam nos lugares e que ganhavam dinheiro da quadrilha para apontar as falhas de segurança das casas. É o caso do homem que a gente ouve na sequência. Nós não sabemos quem ele é, mas sabemos que foi contratado para fazer um serviço de pintura em uma casa e aproveitava o acesso para dar dicas para a quadrilha.

Essa casa é que eu estou Isso aqui mora gente Tem a outra aqui também Aqui a gente mora também Tem lá no fundo também Mora gente Aqui fica aberto A guarida está ali Entendeu? A guarida está ali embaixo Vou pintar agora as portas Três portas

Pois é, e mesmo quando não tinham os olheiros, os assaltantes davam um jeitinho, usando a tecnologia. Eles instalavam câmeras de monitoramento escondidas em postes na rua, tudo para acompanhar a movimentação dos moradores nas casas que eles pretendiam assaltar. E um dos chefes da quadrilha, o Bode, fala exatamente sobre a instalação dessas câmeras. Vamos ouvir.

Põe pra cima, parceira, fala pra você, não vai estar umas câmeras, entendeu? Ele falou que chegou 11 câmeras, foi pra ajudar nós aí, fica o que a foto nós paga aí, quanto que é. Mas dá pra nós estar lá, entendeu? A gente chegou em angô, entendeu? A minha movimentação entra, sai.

Ainda vai ver um alvo bom aí. Definidos os alvos e a estratégia para a invasão, o grupo buscava os equipamentos necessários para não correr riscos. Primeiro, armamento pesado, de guerra. Segundo a polícia, Bode era um dos responsáveis por esse planejamento. É, nós pegamos o fuzil do Biel, entendeu? Nós pegamos o fuzil do Biel, o 62, entendeu? Dá para pegar o 62 e a parada é o seguinte, se quiser que eu pegue um outro lá no Campo Unido, se você comer, mas não vai precisar não.

Deixa só o 162 lá mesmo, pássaro. Porque se comer, deixa lá no carro também, entendeu? Nós quebramos, já até a mosca, né? Como que nós não quebramos nós dois rapidinho, pássaro? Até pra nós colocar um cara se nós quiser, pra entrar com nós. Eles também negociavam carros blindados, roubados, pra proteger a quadrilha na hora da fuga.

Isso fica evidente na conversa entre os chefes do grupo Minotauro e o Bode, que a gente ouve agora. Quer comprar um blindado, não? Quer comprar um blindado? Outlander? Vê se tiver alguém pra comprar junto com nós. Nós saímos com três já. Que é o seguinte, né? Tá com dois igual, cara. Não usamos nem os dois ainda, entendeu? Tá virgem ainda.

Depois de todo o planejamento, os bandidos entravam nas casas convictos de que nada poderia impedir. Conhecendo a rotina das vítimas, os acessos mais fáceis, as brechas na segurança, eles só precisavam lidar com a parte teoricamente mais vulnerável, os moradores que estavam nas casas invadidas.

Câmeras de segurança que a gente teve acesso mostram várias dessas ações. Grupos com quatro, cinco homens mascarados e fortemente armados entram em silêncio. Eles rendem vigias e os próprios moradores, e às vezes até os surpreendem durante o sono. O áudio que você vai ouvir na sequência é de um homem que mantinha um casal amarrado e vendado numa cama. O ladrão pressiona o morador a dizer onde estaria o cofre da casa.

Tio, se nós achar o cofre nessa p*** aqui, maluco, você vai ver, tio. Eu sei, não tem cofre. E se nós achar, você tá ligado, né? Eu sei, mas não tem cofre. Ela vai deitar, tio. Não tem cofre. Não tem cofre? Não tem cofre. Você tem certeza? Eu tô confiando nessa palavra. 100%. 100%, né? Só que eu vou te falar pra você que 99% é mentira sua. Até sabe disso, não sei. Não tem cofre. Não tem cofre.

Eu entrevistei uma vítima que passou por uma situação parecida. É uma mulher que trabalha como joalheira e que, com muito medo, pediu para não ser identificada. Fomos dormir, como um dia normal, aí, três e pouco da manhã, e tinham três, na verdade, na porta do meu quarto, parma, apontada na cabeça do meu filho.

Me entrega toda que preciso da mala. Eles falavam isso pra mim. Tinha uma mala que eu fazia um trabalho. Ia pra lá e pra cá. Ia lavava a mala. Meu estoque inteiro de joias de muitos anos de trabalho. Acho que é irreversível esse trauma mesmo. Porque você fica... Você percebe que você não tem nenhum controle de nada dentro da sua casa.

Para piorar, um dos criminosos, o Rafael Terrorista, parecia se divertir durante essas abordagens. No celular dele, a polícia descobriu várias gravações, em que ele se exibia durante as invasões. O terrorista dançava, se gravava no espelho, exibia a arma e filmava as vítimas que eram mantidas reféns. Vem aqui tirar uma foto e me estranha. Respeita, c******, é meu time.

Tão rápidas quanto as invasões eram as fugas. As investigações mostram que os bandidos ficavam cerca de duas horas em cada casa. E a quadrilha ainda contava com a proteção de um exército terceirizado de bandidos, como me explicou o delegado Fábio Sandrin. A equipe de contenção, que são as pessoas fortemente armadas, com fuzil, carros blindados, para evitar uma aproximação da polícia.

O assaltante conhecido como Bode conversou com um comparsa sobre isso. Eles falam sobre as trocas de tiros com a polícia durante as fugas. Eu brisa, eu brisa. Descarreguei minha glock toda. Tentão de 30, mandei tudo. Mandei tudo. Tem que treinar, porque o bagulho é louco. Bados fala pra c****, tio. Na hora que o couro come.

Não quer tiro pra lá, tiro pra cá, pai. Pensando muito, fica com o mamilhão, pai. Se o cara não tiver uma calma, nenhuma frieza, ver de onde que tá vindo o tiro, se posicionar, pai. O cara morre, o cara fica já. O Babi é louco. Dá um fiozinho na barriga assim, mano. Nós que tá lá fora acompanhando tudo o baguncão. Tá a hora, gostosinho, o Adrenalina, pai. Imagina o aberto. O Babi tem que pensar que não é o Zói, filho.

Segundo a polícia, ao final de cada roubo, os ladrões se juntavam para dividir os lucros do crime. Muitas vezes, eles gravavam mensagens resumindo o que tinha sido roubado e enviavam para o resto da quadrilha. Aqui, meus trutos, aqui, ó. Não pegou para ver os bagulho agora aqui, entendeu, mano?

Aí nós vamos testar essa fita aqui, entendeu? Aí nós vamos pedir para o seu acervo testar e nós já passamos. Aí o Zé Lodge aqui que veio foi esse daqui, entendeu? Entendeu, quadrinho? Nós foi mexer na parada agora, tá aí. Aí nós vamos testar os bagulhos, nós vamos mandar o lance aí, falou? Bode, o criminoso que a gente acaba de ouvir, é apontado pela polícia como a pessoa que revendia os produtos roubados. Nos celulares apreendidos, estavam várias trocas de mensagens, entre ele e receptadores.

Então tem quantas aí, fi, na sua mão aí que você pesou aí, ficou quantas aí? Tá metendo louco? Ficou 48, né? Mas é pra mandar quanta aí, amigo? Nessa aí, pode falar aí, quanto? Essa conta que eu te mandei aí, faltam os 4 mil ainda, fi. Entendeu? Quero os 4 mil lá do dólar. Beleza, eu vou mandar aí, viu? Aí amanhã cedinho eu te dou tua moeda toda, se tu quiser. Tem um aparto hoje, se tu quiser, viu? Tem erro não, viu?

Só que às vezes até os ladrões caíam num golpe. Os policiais encontraram uma troca de mensagens em que o bode tenta vender uma bolsa supostamente valiosíssima para uma receptadora. Mas ele descobre que foi enganado. Escuta só.

Estou com uma aqui, entendeu? Uma da Luiz Vitão e o menino está aqui, entendeu? Mas não vem com o bagulho ruim, não. Manda um vídeo dessa aí para eu ver aí. Nessas duas aí, tu dá quanto? Vai. Bem que eu der furada não, já para fechar agora. Bom, amigo, então, esse negócio aí é fake, né? É original não. Pois é, com tanto preparo, com tantas armas, com tanto lucro, criminosos como o Minotauro tinham certeza de que jamais seriam presos.

Nem não me viram, nem nada. Porque eu tava encapuzado, entendeu? Aí teve uma troca de tiro, que os manos estavam lá de fora da casa, a gente conseguiu sair pulando, a gente conseguiu ir embora. Não teve câmera que me pegou, não teve nada. Esse B.O. não caiu pra mim. Mas o excesso de confiança traiu um dos criminosos. Rafinha, um dos bandidos que fazia uma invasão no Morumbi, foi alertado pelos olheiros da região de que a polícia podia surpreender a quadrilha a qualquer momento.

E aí, redobrar a atenção aí, hein, rapaziada? O bagulho tá sério, hein, mano? Dormir demais, já sabe, né? Suave, c****, você passa por eles na primeira rua que eles nem vão ver. É, só que eles viram. E a polícia cercou a casa em que Rafinha estava. O assaltante tentou se esconder no telhado e mandou mensagens de áudio pedindo ajuda para os comparsas.

Eu tô dentro da casa do morador aqui, mano. Vou trocar de tiro, trocar de tiro, entendeu? O águia tá no alto, entendeu? O águia tá saindo aqui, mano. Vou subir no teado, vou subir no teado. Bem rápido.

O Rafinha acabou preso aquele dia, assim como outros 14 integrantes da quadrilha, como o bode e o terrorista. A defesa de Rafinha diz que ele é inocente e a nossa equipe não conseguiu contato com os advogados dos outros dois, o bode e o terrorista. E o Minotauro? Só escondidinho, quietinho, esperando para ele abaixar um pouco, né pai? Mirando um bagulhinho ali, top pai, top, top. Vamos fazer um rastãozinho num prédio.

Mas a polícia também encontrou o minotauro. O chefe da quadrilha foi preso em Paraisópolis.

Nesse dia, o Minotauro indicou para a polícia a localização de vários quadros roubados de um colecionador. Entre essas obras estavam figuras pintadas por Alfredo Volpi, um dos artistas mais importantes da nossa história. Olha aqui. Olha para mim. Perdíssimo. Ele vai levar a gente para os quadros aí. Não, mas eu não sei onde é a casa, senhor. Ah, você vai levar, você sabe onde é a casa? Não, mas eu vou não. O senhor vai fazer até lá.

Eu vou dar onde estão os quadros, só mostrar para vocês aí. Então você mostra a gente. Beleza. Sem problema. Mostrando.

Mano, deve ter uns 10, 11 quadros. Quantos cem se pegasse? 32 quadros. E onde foi o resto? Alguns foram vendidos. E outros... Quantos cem se era culpados? Eu ganhei 150. 150 mil em... Na venda, vendeu o lote de quadros já. É. Beleza. A defesa do Minotauro diz que ele está à disposição da justiça. E que em ao menos dois processos, já houve decisão favorável a ele.

A polícia já identificou 25 homens que participaram dos assaltos. 16 já foram presos. Mas, como me disse o diretor do DEIC, Ronaldo Sayeg, nenhum deles esperava por isso. Esses bandidos achavam que seriam presos? Não. Nunca acha. Ou simplesmente eles falam, eu vou roubar até quando eu for preso.

Esse podcast teve produção de Kleber Cândido, edição de Natália Benoá e Carlos Assiute. E eu sou o Marcelo Magalhães. E eu sou o Guilherme Belarmino. Na semana que vem a gente volta com mais um episódio do Isso é Fantástico. Um grande abraço, amigos.

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