Aperto
Cinco minutos. Uma porta trancada. E nenhum espaço para fingir calma.
- Fenômeno no BanheiroAperto de tempo · Fenômeno no Banheiro · Sensualidade e urgência
Poemas calientes, versos em brasa, corpos em fogo. O banheiro da balada tem cheiro de cloro e desinfetante, mas o box cheira a nós dois. Teu joelho tá prensado no vaso sanitário. Tua mão esquerda apoia na divisória que treme. Não tem preliminar para quem tem 5 minutos antes da segurança bater. Eu puxo a tua cueca de lado. O elástico estala na pele. O toque é bruto, molhado. É o som da carne batendo contra a carne, ecoando no azulejo branco.
Sob a luz fria do teto, você morde a própria camiseta para sufocar o barulho. Os olhos fixos nos meus, pupilas dilatadas feito duas poças de peixe. O gozo vem rápido, sem aviso, sujando os teus dedos e o cano da descarga. A gente se limpa com papel folha dupla, ajeita o cinto e sai um de cada vez. Olhando para o espelho rachado para ver se o colarinho tá no lugar.