Episódios de Alemanha Cast

Carreira na Alemanha EP 5: Seu currículo brasileiro não funciona na Alemanha

04 de maio de 202626min
0:00 / 26:58

Episódio 5 – Carreira na Alemanha: Thomás conversa com Clarissa Heinen sobre como montar um currículo eficaz para o mercado alemão e evitar erros que eliminam candidatos antes mesmo da entrevista.

Neste episódio, você vai entender por que o currículo brasileiro não funciona na Alemanha, como adaptar seu conteúdo corretamente e quais são os critérios que realmente fazem diferença para recrutadores. Também explicamos o papel do ATS (sistema de triagem automática), como ele avalia candidatos e como estruturar seu currículo para passar por esse filtro.

Além disso, discutimos o uso correto de inteligência artificial, a importância da formatação, quando usar foto, como lidar com experiência internacional e como destacar suas qualificações de forma clara e estratégica.

Curso Carreira na Alemanha:
https://links.alemanhacast.com.br/servicos/carreira/curso

Cupom de desconto curso:
ALEMANHACAST10

Contato Clarissa/Dúvidas curso:
https://links.alemanhacast.com.br/servicos/carreira/contato

Demais Links úteis:

  • Precisando de ajuda? Conheça nossos serviços:
    https://links.alemanhacast.com.br/servicos
  • Quer aprender alemão?
    https://links.alemanhacast.com.br/servicos/clubedealemao
  • Seguro saúde na Alemanha?
    https://links.alemanhacast.com.br/servicos/barmer
  • Investimentos e seguros na Alemanha?
    https://links.alemanhacast.com.br/servicos/alemanha-investimentos
  • Está de mudança para a Alemanha? Saiba mais em nosso curso:
    https://links.alemanhacast.com.br/wid
  • Apoie nosso podcast:
    https://links.alemanhacast.com.br/apoie

Siga o Alemanha Cast:

  • Alemanha Cast no Instagram:
    https://links.alemanhacast.com.br/instagram
  • YouTube Oficial:
    https://links.alemanhacast.com.br/youtube
Participantes neste episódio2
T

Tomás

Host
C

Clarissa Heisen

ConvidadoMentora de carreira
Assuntos5
  • Currículo brasileiro na AlemanhaDiferenças entre currículo brasileiro e alemão · Adaptação de conteúdo para o mercado alemão · Critérios de recrutadores alemães
  • ATS (Application Tracking System)Função do ATS na triagem de candidatos · Como estruturar currículo para passar no ATS · Uso de inteligência artificial na candidatura
  • Formatação e elementos do currículo alemãoFormato europeu de currículo · Importância da formatação · Uso de foto no currículo · Informações pessoais e experiência profissional · Experiência internacional e empresas desconhecidas · Trabalho voluntário e hobbies
  • Idioma alemão no mercado de trabalhoNecessidade do idioma alemão para o mercado de trabalho · Suporte de escolas de idiomas online
  • Visto e telefone para candidaturaInformação sobre visto no currículo · Uso de telefone alemão para candidatos no Brasil
Transcrição72 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Alô, Leute! Esse é o AlemanhaCast, o podcast para quem quer saber mais sobre a Alemanha. Eu sou o Tomás e hoje, episódio número 5 sobre carreira na Alemanha. Hoje, o papo é sobre candidatura. A gente dividiu esse episódio em duas partes. Hoje, a gente vai falar sobre o currículo.

E no próximo episódio a gente vai falar um pouquinho mais sobre a papelada, né? Carta, apresentação, recomendações e outros detalhes. Então hoje a gente vai iniciar com a parte dos currículos, desmistificar e mostrar para vocês que o currículo brasileiro não vai funcionar necessariamente aqui na Alemanha. E para isso a gente tem nossa convidada de sempre.

Clarissa, se apresente para o Biergarten. Quem é você na fila do Job Center? Olá, pessoal. Meu nome é Clarissa Heisen. Eu sou mentora de carreira aqui em Colônia, na Alemanha. Eu ofereço treinamentos a respeito de recrutamento, processos seletivos e aprimoramento profissional na intenção de simplificar o mercado de trabalho aqui na Alemanha para você, candidato, você, trabalhador, que quer se mudar e trabalhar por aqui.

Muito bem, a Clarissa desenvolveu o curso Projeto Carreira na Alemanha, onde lá tem muita coisa, né Clarissa? Você tem noção de quantas horas de conteúdo você tem gravado lá?

Quantas horas eu não sei te dizer, porque as aulas elas são curtas. Um dos meus objetivos é ser o mais pragmática possível. Então o curso ele é montado de uma maneira que você assiste o conteúdo e já consegue aplicar os conceitos, né? Mas são em torno de 45 aulas no total, no módulo principal. E aí, claro, tem assuntos complementares um pouco mais avançados ali para quem quer de repente se aprofundar em LinkedIn, networking, esse tipo de coisa.

E aí

Ah, legal. Então, se você que está nessa fase de procurar emprego na Alemanha, seja você estando no Brasil, seja você estando aqui na Alemanha, eu vou deixar o link aqui na descrição para você saber mais sobre o curso. E qualquer dúvida, você pode entrar em contato com a gente ou direto com a Clarice. Eu vou deixar todos os links aqui, o QR Code aqui na tela e também na descrição aqui do episódio. E para você que vir via AlemanhaCast, não se esqueça que temos condições especiais. 10% de desconto para você ouvinte ou você que está assistindo o AlemanhaCast.

E uma das coisas que a gente já falou aqui nesse podcast e toda vez o Tomás está reforçando é a questão do idioma alemão. O país se chama Alemanha e o idioma oficial é alemão. Então, para isso, a gente tem nosso patrocinador aqui, o Clube de Alemão, que é uma escola 100% online com aulas gravadas, aulas ao vivo, preparação para certificações e uma comunidade ativa de alunos. Você pode estudar no seu ritmo, com explicações de português e suporte de professores para tirar dúvidas.

Se seu objetivo é aumentar as suas chances reais no mercado de trabalho alemão, o idioma alemão não é diferencial, é necessário. Então, para você que quer saber mais, vou deixar o QR Code aqui na tela, a descrição aqui também no episódio, aqui na descrição do episódio. E você pode entrar em contato com o pessoal do Clube de Alemão para conhecer a plataforma e saber como funciona o curso. E é isso, pessoal. Vamos falar sobre currículos na Alemanha.

Então, começando do começo, na Alemanha é um pouco diferente, eu acho, do Brasil. A gente no Brasil, por exemplo, a questão que a gente até vai comentar, principalmente no próximo episódio, cartas de apresentação, recomendações, não são tão de praxe quanto aqui na Alemanha.

Esses documentos complementares geralmente não são muito familiares, digamos assim, para o pessoal que vem do Brasil, até uma dificuldade, digamos assim, mas o ponto principal, eu acho que é onde os profissionais estrangeiros falham muito, é tentar usar, por exemplo, pensando no currículo.

o material que eles já têm, só traduzido para o inglês ou para o alemão. Tem muita gente que baixa currículo do LinkedIn, não sei se você já tentou fazer isso, mas o LinkedIn tem uma funcionalidade que você consegue baixar o seu perfil em formato de currículo. E aí as pessoas fazem isso, traduzem ali para o outro idioma, o LinkedIn às vezes já, inclusive, oferece em outro idioma.

e usam aquele material sem necessariamente ter boas práticas do mercado, achando que estão arrasando na fila do Job Center. Não é bem assim. Até tem outras questões. Os formatos, eu não sei exatamente, você é especialista, pode falar mais. Tem que ir em formato europeu, tem uns sites lá que você preenche, eu não sei se são coisas válidas mesmo.

Vamos lá, acho que é primeiro um grande mito, e talvez é aqui que os profissionais se pedem, é que existe o currículo alemão ou existe o currículo europeu, né? Um formato, sabe, ABNT, o equivalente? O alemão é fã de um ABNT, né? De uma norma. De uma norma.

Mas não é necessariamente esse o caso, assim, não existe um modelo específico que você precisa seguir, aí se o seu currículo não está naquele formato, você realmente não vai conseguir a vaga, você vai ser desqualificado imediatamente. O que existe é uma convenção, digamos assim, nas informações e até a ordem, não precisa ser exatamente a ordem, né?

Vou explicar aqui, mas de maneira geral você tem lá as suas informações pessoais na primeira sessão do currículo, digamos assim. Aí na sequência vem a sua experiência profissional, depois a experiência educacional e também as informações complementares, ferramentas, conhecimentos.

etc. Mas isso não é fixo, digamos assim. Já vi modelos de currículo muito bons em que a educação vem primeiro e as experiências profissionais vêm depois. Não existe uma obrigação de seguir a ordem direitinho. O que é mais importante no currículo para a Alemanha

É a formatação. Eu vou hoje explicar para vocês um grande amigo ou um grande inimigo que é o famigerado ATS. Essa aí. Application Tracking System. Fala, Tomás. É famoso. Esse aí pode ser o seu melhor amigo ou o seu pior amigo ao mesmo tempo, não é mesmo?

Exatamente. Então, você que é da área de software, de TI, até de repente pode trazer um pouco da sua perspectiva do lado técnico, mas basicamente a TS é um algoritmo. Quando você entra lá no site da empresa e você preenche o formulário e faz o upload dos seus materiais, você está basicamente entregando a sua candidatura na mão de um algoritmo que vai ler aquilo dali, vai comparar com o anúncio da vaga e vai comparar também com alguns...

parâmetros que o recrutador, o gestor responsável pela vaga, colocou ali no sistema e ele vai criando como se fosse uma lista, uma caixa de entrada, organizando os candidatos por ordem de prioridade. Então, esse aqui é o mais alinhado com a vaga, esse aqui é o menos alinhado com a vaga. Vai dando um score mesmo, ele passa no algoritmo e dá uma nota, 90, 50, sei lá, qualquer coisa assim, e aí, basicamente, o recrutador vai chamar os que têm o score mais alto.

Exatamente. Até então, existiam umas estatísticas de que aproximadamente 70% das empresas na Alemanha usavam algum tipo de solução nesse sentido, mas eu li um resumo, um artigo recente da KPMG, inclusive, informando que em 2026 a expectativa é que o mercado chegue a 90% de utilização por conta das nossas amigas inteligências artificiais. Com certeza.

Qualquer coisa, qualquer aplicativo, qualquer ferramenta ali que você usa tem uma modalidade ali de inteligência artificial, o que pode ser uma coisa muito boa, pode ser uma coisa muito ruim também. Isso é, enfim. Mas basicamente, então, long story short, quando você olha aquela vaga no LinkedIn lá, que tem over 100, mais de 100 aplicantes,

certeza que tem um sistema por trás fazendo essa triagem, porque não tem como uma pessoa fazer isso manualmente. Então, a primeira dica aqui é você tentar entender como montar, deixar as informações mais claras possível para você ganhar a notinha do ATS. Não é mesmo?

A segunda dica é para você não se apavorar com esses mais de 100 candidatos, porque estatisticamente, boa parte deles não está escutando essa série de episódios aqui do Deu Poligange, e não está.

se preparando corretamente para disputar uma vaga de igual para igual. Então, boa parte dessas pessoas estão usando estratégias como usar o perfil do LinkedIn diretamente ao invés de montar um currículo, não fazem carta de apresentação. Então, esses sim são os candidatos que acabam sendo desclassificados já no primeiro momento. Ou seja, você não está concorrendo com mais de 100. A amostragem é bem menor.

É, mas acho que a dica é boa, se você estiver usando o chat GPT, o Gemini, você pede para ele uma dica de como aumentar as suas chances do currículo entrar no filtro desses ATS. Eu acho que com certeza a IA vai te dar alguma dica sobre o seu currículo.

Com certeza a IA ajuda. Eu sou totalmente a favor de usar ferramentas. Eu acho que faz parte do jogo e, afinal de contas, se o recrutamento pode contar com esse tipo de solução, não tem porque um profissional não usar também. A questão é que você precisa, primeiro de tudo, usar com responsabilidade e com ética, não é verdade?

Não adianta ficar copiando e colando o texto pronto, né? Terceirizar a sua candidatura para a inteligência artificial é o que não funciona, inclusive porque é o que boa parte das pessoas está tentando fazer. Então, inclusive, se você pesquisar aí pela internet, tem vários vídeos de recrutadores mostrando o back-end do ATS e mostrando, assim, currículos que são exatamente iguais, palavra por palavra, porque as pessoas, elas simplesmente...

copiaram e colaram tudo, sabe? Então, você precisa mostrar o seu esforço, você precisa, pelo menos, fazer o mínimo. Então, obviamente, a inteligência artificial pode te ajudar com palavra-chave, pode te ajudar a ter ideias, mas, no final das contas, o currículo precisa representar quem você é profissionalmente.

Porque o primeiro filtro, tudo bem, é um algoritmo, é um ATS, mas o segundo é o recrutador. E se o ATS não percebeu que você copiou e colou, com certeza o recrutador que tem experiência e vê um monte de currículos todos os dias vai pegar. Vai bater o olho, vai saber, né?

Eu acho que, na verdade, a dica é você usar, como você falou, né? Por exemplo, você vai descrever uma atividade que você faz, uma experiência que você tem, você fala para a IA com as suas palavras, ó, é isso, me ajude a melhorar esse texto aqui, né? Não pedir para ela escrever. Me ajude a transformar essa atividade tão operacional em uma coisa mais estratégica, me ajude com a gramática, como que eu deixo isso com um tom mais formal, isso sim, realmente, a IA pode ajudar.

E outra coisa que também eu noto, assim, eu noto, às vezes, até quando eu preciso ajuda para escrever alguma coisa em alemão, eu não sou C2 em alemão, né, gente? Então, tem palavras que a desgraça do Yala vai lá escrever para mim, que eu simplesmente conheço, mas eu não uso essas palavras, né? Então, eu tento até deixar o idioma, às vezes, um pouco mais simples para ficar um pouco mais parecido do que eu sei, né? Para não ficar um negócio tão repuscado, que no final da história não é, assim, meu domínio do idioma, né? Que não seja o português, né?

Isso, e essa é uma excelente recomendação, até porque ao longo das entrevistas, os recrutadores também vão conseguir perceber que o seu tom não é compatível, ou o seu vocabulário, ou a maneira como você se expressa, não é compatível com a documentação que você mandou. Então, no início pode até parecer uma excelente estratégia, mas ao longo do processo seletivo, vai ficar muito evidente, na verdade, que você fez isso e não vai funcionar, sabe? Hum-hum.

Outros pontos que a gente já falou em outros episódios e que eu acho que vale a pena pensar também quando se trata de informações para o currículo é evidenciar aquilo que você precisa por exemplo, a questão de visto Isso não é uma, como fala, uma regra do mercado mas eu particularmente sempre recomendo para os meus clientes, para os meus alunos que...

incluam essa informação na sessão de informações pessoais. Tanto se você tem uma cidadania, tem interesse no Bluecard, por exemplo, que tem um processo facilitado, inclua lá essa informação. Ou se você, de fato, precisa do visto de trabalho, indique também. Para que você não perca o seu tempo fazendo o processo seletivo para daí chegar lá em meados do processo e descobrir que, na verdade, a empresa não tem condições de te ajudar com isso.

Ou você está na fase de treinar também, que é importante, né? Às vezes treinar para entrevistas, então deixa sem essa informação, mas se é algo, aquele job que você quer, aí faz sentido, né? Mas com certeza, eu acho importante, principalmente se tem cidadania também, para ficar mais fácil. O pessoal vai bater o olho, não, esse aqui é até mais barato para a empresa trazer um cara desse do que um aleatório, né? E outra pergunta, em relação a telefone.

Às vezes Eu sei de gente Brasileiros amigos, inclusive Pessoais que estavam no Brasil Procurando emprego na Alemanha, mas vieram de férias Para a Alemanha, compraram um chipzinho De telefone alemão e colocaram No currículo o telefone alemão mesmo Ainda estando morando no Brasil O que você acha dessa informação?

A minha recomendação principal, na verdade, é primeiro de tudo priorizar um telefone que aceite ligação. Porque você vai estar ali durante as suas férias, durante o que quer que seja na Alemanha, o número vai estar funcionando. Mas e a hora que você voltar para o Brasil? Você vai conseguir atender esse telefone? Porque tem muita gente também que usa essa estratégia e pega um número que só tem plano de dados. Por exemplo, só tem o WhatsApp. Gente, recrutador na Alemanha não vai te mandar o WhatsApp.

No Brasil? No Brasil? Ah, essa aqui não.

Exatamente. E a gente vai falar nos episódios mais para frente a respeito de entrevista, mas tem muita empresa que faz a primeira entrevista pelo telefone. Ao invés de fazer videoconferência, eles vão te ligar. Então, se você está usando um telefone que não aceita ligação ou que não é compatível, ou aí você vai ter que ficar explicando depois, ah, não, eu comprei esse número, mas agora voltou e tal, isso aí cria uma situação complicada porque...

traz uma desconfiança. O recrutador vai ficar pensando ali, assim, bem estranha essa história, né? E aí, voltando ao exemplo dos mais de 100 candidatos, se tem uma fila ali muito grande, qualquer coisa que ficar esquisita na sua candidatura, ó, vamos pro próximo. Outra pergunta, foto.

A foto. O que a gente pode falar sobre a foto do currículo? Polêmica, né? Foto é polêmica. É polêmica. Ainda é uma prática de mercado, principalmente as empresas mais tradicionais na Alemanha. Elas meio que esperam, porque é um formato mais usual, digamos assim, um currículo ainda com foto. Eu particularmente sou contra, não acho que deveria ter foto no currículo. Ao mesmo tempo, eu também sou a favor do bom senso.

Então, uma vez que você já começou a sua jornada profissional na Alemanha, já tem um pouco de experiência, já fala um pouco de alemão, já tem um currículo ali um pouco mais forte e validado pelo mercado, você pode se dar ao luxo de não colocar uma foto. Você que está vindo, que está começando, que está ali tentando conquistar o seu espaço, adequa-se o máximo possível ao processo. Então, na primeira tentativa, a minha recomendação seria usar foto, sim.

várias opiniões sobre isso mas em relação ao formato mesmo, no sentido de fonte cores, como fazer faz só um corridão um tópico embaixo de tópico, bota do ladinho algumas coisas mais importantes o que você diz sobre isso, ou tanto faz

Duas recomendações. Primeiro de tudo, menos é mais. Não precisa de paleta de cores para currículo, não precisa de borda. Combinando com a cor da camisa. Não precisa de emoji, não precisa de símbolo. Então tem gente às vezes que coloca um símbolo de um arroba, dois pontos, e daí o endereço de e-mail, ao invés de escrever e-mail, dois pontos e o endereço de e-mail.

Ou também coloca escala de estrelinhas, de pontinhos, de qualquer coisa para indicar nível de proficiência. Então, alemão, três pontinhos. Inglês, cinco pontinhos. Esse aí é o tipo de coisa que nem todo ATS entende, por exemplo.

Sabe? Então, assim, menos é mais e básico bem feito. Fonte Arial ou Calibri, tamanho 11, não coloque uma fonte de tamanho muito pequeno, nem um tamanho muito grande para ocupar muito espaço, mas também não coloque aquela fonte pequenininha que a pessoa precisa ficar dando zoom para ler. Formato das datas, então...

uniformize tudo às vezes o pessoal, por exemplo, de outras nacionalidades Estados Unidos, eles invertem o dia e o mês só os americanos mesmo, meu Deus, que confusão então padronize tudo isso é dia, mês e ano

Enfim, capricho de maneira geral, então, fonte, as margens, então, ali, justificada, corrija a sua gramática, que o Nil Tomás falou ali no início, usa a inteligência artificial para realmente corrigir as palavras e ver se a ortografia está toda correta.

Leia tudo com atenção para ter certeza que a informação é coerente. Já vi currículo que tem a data errada, então, às vezes, a primeira experiência profissional, digamos, no ano de 2023, aí a próxima experiência profissional era para ser 2023, mas a pessoa colocou 2024, aí parece que ela ficou seis meses.

sem trabalhar, ficou quase um ano sem trabalhar. Então, preste bastante atenção. Mas, no geral, a tabela simples, como você mencionou ali, tópico por tópico, sabe? Quatro sessões e é isso, preto e branco, sem muita firula. Tem uma coisa que até a gente estava conversando em offices dias que...

Para a gente que vem de outro país, os recrutadores não conhecem muito sobre as empresas que a gente trabalhou. Então, por mais que você trabalhou na maior empresa de software do Brasil, talvez um recrutador alemão nunca ouviu falar dessa empresa. Então, qual é a sua dica para a gente evitar isso? Porque às vezes também a pessoa não vai... Se ele recebeu 100 currículos, ele não vai...

abrir, né, vou chamar 20 pra entrevista, ele não vai pegar os 20 e ir lá abrir as empresas e pesquisar, não, não vai fazer isso, né, então qual é a sua dica pra quem como mostrar, né, o que são essa experiência que você tem no Brasil que pro recrutador alemão talvez não faça sentido, né.

É sempre legal incluir uma linha de informação a respeito da empresa. Então, quando a gente pensa nessa sessão do currículo sobre as suas experiências profissionais, a primeira informação que vem é a duração do vínculo empregatício, então a data que você entrou e a data que você saiu, ou presente se você ainda está trabalhando.

O cargo, que você ocupou o título. E aqui outra informação bem importante, outra dica importante, tome cuidado com as nomenclaturas, porque às vezes no seu LinkedIn está escrito de um jeito, no seu currículo está escrito de outro jeito, na carta de apresentação está escrito de outra maneira. Então, essa uniformidade das informações é bastante importante.

mas vê então o cargo que você ocupou, o nome da empresa. A localização então indica, por exemplo, se foi São Paulo, no Brasil, ou se foi em outra região. E aí na hora de descrever as suas responsabilidades, comece com uma linha a respeito da empresa.

Então, por exemplo, é a maior... Qual foi o exemplo que você deu naquele dia? O maior plano de saúde? É o exemplo meu, né? Eu, para quem acompanha, já devo ter comentado em outros podcasts, mas eu trabalhei durante quase 10 anos desenvolvendo soluções para o plano de saúde, para a Unimed no Brasil, né? Não dentro da Unimed, mas prestando serviço para eles, né? E é uma... Acho que é a maior operadora de plano de saúde da Alemanha, do Brasil. Só que para um alemão, o que é isso?

Então, essa seria uma descrição, né? Maior operadora de plano de saúde do Brasil ou da América Latina, com aproximadamente tantos clientes. Então, você já deu uma informação a respeito do porte da empresa, a respeito do volume de trabalho e também a respeito da indústria, né? Então, o produto, enfim, qual é a solução que aquela empresa oferece. E isso ajuda a contextualizar...

as atividades que você vai listar ali naquela experiência. É, acho importante fazer isso até para dar um pouco mais de contexto, né? Até a gente comentou que, para você que está assistindo esse podcast, você que trabalhou numa empresa alemã, por exemplo, trabalhou na Bosch lá no Brasil, que tem bastante escritório. Para o recrutador, é claro, ele já sabe o que é a Bosch, né? Então, você trabalhou para a Unimed, o que é a Unimed, né? Então, é preciso ter esse pouco de contexto também.

Outra coisa que eu tenho uma pergunta é que a gente no Brasil, pelo menos eu não via tanta gente fazendo, colocando coisas além apenas das atividades profissionais. Por exemplo, serviço voluntário que você fez, sei lá, um hobby que você tem. Como que você vê isso nos currículos?

A questão de trabalho voluntário é muito valorizada na Alemanha, então se você fez trabalho voluntário é super relevante. Atividades complementares, universitárias, ou mesmo se você trabalha com algum tipo de programa dentro da indústria onde você atua, isso também é bastante valorizado.

A questão de hobbies é uma prática de mercado também. As pessoas costumam aqui indicar no currículo pelo menos dois ou três hobbies, porque isso ajuda na entrevista depois. É uma maneira que os recrutadores ali, os entrevistadores, eles têm de quebrar o gelo no início da entrevista.

A minha recomendação é sempre avaliar como que está a estrutura do seu currículo. Acho que outro ponto importante mencionar aqui, o currículo típico na Alemanha pode ter até duas páginas, então você tem um bom espaço, na verdade, para distribuir todas essas informações. Só que quando a gente pensa em um profissional mais sênior, um profissional que já tem 10 anos de experiência,

Essas duas páginas, elas são preenchidas muito rapidamente. Então, priorize a informação técnica ao invés de priorizar as informações complementares ou principalmente pensando nos hobbies, sabe? Se você vai abrir uma sessão extra específica para isso, aí não vale tanto a pena, sabe? Mas se você tem o espaço, daí é legal incluir sim.

É, uma coisa que eu faço nessas experiências mais antigas é uma ou duas linhas só. Porque faz tanto tempo que eu mexi com aquelas tecnologias que hoje em dia nem mexo mais, nem sei se faz tanto sentido, sabe? Então eu deixo bem resumido. Aí as mais recentes, que é até o que eu quero trabalhar, elas estão um pouco mais detalhadas, né? E sobre o hobby, eu coloco, por exemplo, não...

Não dá para chamar de hobby esse podcast. Dá para chamar e não dá. Mas eu coloco isso e já aconteceu o quebra-gelo. Eu tentando encerrar o quebra-gelo na entrevista. E o cidadão curioso sobre o meu podcast. Foi bem interessante de ficar 15 minutos falando sobre o meu podcast. Que, na verdade, não deixa de ser também um trabalho social. Ajudar a comunidade brasileira para se adaptar aqui na Alemanha.

Exatamente. E principalmente se você tem algum tipo de hobby, que eu não vou dizer que ele é relacionado à sua experiência de trabalho, mas que contribuiu de alguma maneira ou que contribui de alguma maneira com o seu aprimoramento profissional. Isso é muito legal. Recentemente, eu estava dando alguns exemplos ali nas minhas redes sociais. Eu jogo RPG, né? Role playing game lá, o pessoal dos Dungeons & Dragons.

Há muitos anos já. E eu estava falando justamente sobre uma palestra a respeito de habilidades que você desenvolve no RPG que na sua vida profissional são relevantes. Então, isso é uma coisa que eu, por exemplo, colocaria no meu currículo. Sabe? Que um dos meus hobbies é jogar RPG, que eu já jogo há mais de 20 anos e tal.

E é uma coisa que eu vi o pessoal se interessa, sabe? Ainda mais depois que Stranger Things fez o favor de popularizar o RPG. De novo, né? É um negócio dos anos 80, eu acho, né? É, exatamente. Enfim. Legal. Tem mais algum ponto que você quer falar sobre currículos?

Eu acho que sobre currículo, mais ou menos, seriam essas as recomendações principais. E aí, nos próximos episódios, a gente vai se aprofundar nos demais documentos, que não é só o currículo. Tá certo. Então, pessoal, se esse episódio fez sentido para você e você quer transformar esse plano de morar na Alemanha em um projeto concreto, a gente recomenda vocês clicarem aqui na descrição.

e saber mais sobre o curso Projeto Carreira na Alemanha, onde lá a gente tem muita informação sobre currículo, um pouco mais detalhada do que a gente falou por aqui. E peço para vocês se inscreverem no canal, seguir o Alemanha Cash, compartilhar esse episódio com alguém que está nessa fase de procurar emprego na Alemanha. E fica ligado aí que muito em breve a gente terá o próximo episódio da nossa temporada. E é isso. Agradeço a sua presença aí, Clarissa. E até a próxima, pessoal. Muito obrigada. Valeu. Tchau. Tchau.

E aí

Anunciantes5

Carreira na Alemanha

Curso Carreira na Alemanha
external

Clube de Alemão

Escola de idiomas online
external

Curso para aprender alemão

Curso de alemão
external

Investimentos e seguros na Alemanha

Investimentos e seguros
external

Seguro saúde na Alemanha

Seguro saúde
external
Carreira na Alemanha EP 5: Seu currículo brasileiro não funciona na Alemanha | Castnews Index — Castnews Index