Programa 06/05 09h38 GMT
Daniela Franco
Maria Paula Carvalho
Thaisa Estivanin
Aldair Santos
Catarina Falcão
Corinne Sol-Nerron
Orfeu Lisboa
- Surto de Antavírus em CruzeiroCruzeiro MV Ondius · Repatriamento de doentes · Cabo Verde · Ilhas Canárias · Organização Mundial de Saúde
- Violência xenófoba na África do SulMoçambique · Daniel Chapo · Cyril Ramaphosa · Apartheid
- Apreensão de Avião em PortugalJoão Pierre Bemba · República Democrática do Congo · Tribunal Penal Internacional · Aeroporto de Faro
- Dia da Língua Portuguesa em ParisLivraria Portuguesa e Brasileira em Paris · Corinne Sol-Nerron · Cultura portuguesa
Muito boa tarde, são nesta altura 18 horas aqui em Maputo, em Paris, de 15 horas na cidade da Praia. Começa aqui o 2º Jornal em Língua Portuguesa na Révi.
E a marcar os títulos desta terça-feira, 5 de maio, o surto antavírus no cruzeiro ao largo da ilha de Santiago impede a tracagem na capital cabo-verdiana e reforça o repatriamento urgente de doentes. Os dois passageiros do navio vão ser repatriados dentro de três horas.
através de um avião ambulância. O presidente moçambicano exigiu hoje o fim da violência contra cidadãos estrangeiros na África do Sul, onde vivem mais de 300 mil moçambicanos. Estes são alguns dos títulos que vamos desenvolver neste jornal sobre o tomatecnico dos consiclitos.
Em Cabo Verde deve ser repatriado esta terça-feira para os países de origem de pelo menos dois passageiros do navio atracado ao largo do arquipélago, confinado perto da capital. O nosso correspondente Aldair Santos faz-nos o ponto da situação nesta altura.
Dois dos pacientes que se encontram a bordo do cruzeiro MV Ondius, ancorado ao largo do porto da praia, vão ser repatriados para os seus países de origem através de um avião ambulância. Ainda hoje, às 18h locais, 21h em Paris, informou a RFI, uma fonte junto da Autoridade Marítima Cabo Verdeana.
Sem avançar com a hora da operação médica, o Ministério da Saúde comunicou que a operação está devidamente planeada e vai ser realizada com base em rigorosos protocolos internacionais de segurança, adiantando também a possibilidade de transferência de um terceiro paciente, que poderá ocorrer nas próximas horas.
As autoridades sanitárias cabo-verdianas afirmam que os doentes encontram-se clinicamente estáveis, apresentando apenas sintomas leves e sinais vitais controlados, enquanto equipas médicas mantêm monitorização permanente a bordo, garantindo que não existe qualquer risco sanitário para Cabo Verde, sublinhando ainda que a situação permanece confinada em embarcação e que todas as medidas preventivas foram adotadas.
O navio holandês, que fazia ligação entre Argentina e Cabo Verde, permanece impedido de atracar no porto da praia devido a um surto de síndrome respiratória aguda, suspeito de estar associado ao antivírus. Entretanto, autoridades espanholas terão mostrado disponibilidade em receber o navio nas Ilhas Canárias.
Mas as autoridades marítimas caboverdianas não informaram ainda que dia o navio deixa o país. Uma fonte marítima disse-nos, agora há pouco, que o navio deixa o país somente depois de ser autorizado pelas autoridades nacionais de saúde. De Cabo Verde, Pre-Refi, Odair Santos.
Segundo a OMS, a Organização Mundial de Saúde, há sete casos identificados, dois confirmados, como acabámos de ouvir, cinco suspeitos, incluindo três mortos de um doente em estado crítico e três com sintomas ligeiros entre os passageiros. Há várias nacionalidades, incluindo um tripulante português. O navio aguarda, portanto, autorização para seguir e para atracar em algum sítio com medidas de segurança confirmadas.
O presidente de Moçambique exigiu o fim da violência contra cidadãos estrangeiros na África do Sul, onde vivem mais de 300 mil moçambicanos. Daniel Chapo reuniu-se na cidade de Petróia com o homólogo Cirilo Ramafosa. Os detalhes com Orfeu Lisboa.
Foi no final do encontro em Pretória com seu homólogo sul-africano Cyril Ramaphosa que o chefe de Estado moçambicano Daniel Chapo expressou preocupação e exigiu a tomada de medidas para o fim da violência xenófoba.
Extremamente importante vir à África do Sul, sentar junto ao governo irmão da África do Sul, ao povo irmão da África do Sul, ao país irmão da África do Sul, para que estes atos de violência aos estrangeiros, principalmente africanos, incluindo moçambicanos, possa cessar o mais rápido possível.
O encontro serviu, segundo Daniel Chapo, para recordar o apoio dado pelo seu país na luta contra o regime do apartheid e considerou que o desenvolvimento constrói-se com paz e segurança.
E a violência não se responde com violência. O ódio não se responde com ódio. Responde-se com paz, com segurança, com amor ao próximo e, sobretudo, com diálogo. A visita de Daniel Chapo à África do Sul foi de algumas horas de Maputo para a RFI, Orfeu, Lisboa.
Foi apreendido em Portugal o avião de João Pierre Pemba, o ministro dos transportes da República Democrática do Congo, a aeronave Boeing 727 se encontra-se estacionada no aeroporto do Faro desde 2007. Pemba foi notificado para recolher o avião e intimidado a pagar as taxas de estacionamento atual.
Vice-primeiro-ministro da RDC não cumpriu estas exigências e Cristiana Soares atribuiu essas responsabilidades ao Tribunal Penal Internacional. O caso remonta a 2008, quando no âmbito de processos contra João Pierre Bemba, no Tribunal Penal Internacional, o gabinete do Procurador pediu a vários países o congelamento e a apreensão dos seus bens. Foi nesse contexto que o avião, estacionado em Faro desde 2007, ficou retido.
Recentemente, a concessionária Ana Aeroportos de Portugal passou a dispor de mecanismos legais para exigir a remoção de aeronaves abandonadas. O atual vice-primeiro-ministro da RDC, responsável pelos transportes, tinha sido notificado para remover o avião no prazo de 60 dias, bem como para pagar as taxas de estacionamento calculadas ao longo de 19 anos, que prefazem um montante de cerca de 1 milhão de euros.
João Pierre Bemba não quis comentar o caso, mas segundo pessoas próximas, foi o TPI que desencadeou este processo e, por isso, é ao TPI que devem ser atribuídas todas as consequências, incluindo a fatura de estacionamento.
O presidente norte-americano evitou confirmar-se se o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã se mantém depois da nova escalada de ataques no estreito de Hormuz, zona estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial. Os confrontos aumentam em certeza e fazem temer impacto nos mercados e na segurança internacional. A Arménia tem lugar esta terça-feira na capital, a primeira cimeira com a União Europeia, num país tradicionalmente próximo da Rússia.
Franco-Arménio Tigran e Agiavian admitiu que a Arménia está sob ameaça de Moscou quanto a esta aproximação com Bruxelas. A Arménia vai pagar um preço muito alto se cortasse os laços com a Rússia porque há uma dependência muito forte ao nível das energias. Os gás, por exemplo, o preço do gás que a Arménia compra aos russos é, quarta vez, mais barato que o preço internacional.
A Rússia também mantém uma influência muito forte ao nível da economia, todas as empresas estratégicas pertenham-se aos capitais russos, então agora é preciso saber se este governo, o governo arménio, é capaz de encontrar uma complementaridade, um equilíbrio. Mas isto é muito complicado porque a Rússia fez claramente saber à Roménia que não ia tolerar.
que a Arménia apresente a sua candidatura à União Europeia. Então, encontramos-nos numa situação que não é muito nítida, porque a Arménia oficialmente não tem o estatuto de país candidato, embora a União Pública é pró-europeia, o povo armém mesmo sente-se europeu.
Declarações do investigador Franco-Armênio Tigrana Yegabian, entrevistado aqui por Miguel Martins, ativista iraniana Naj Nurmahamdi, Nobel da Paz de 2023, detido no Irão desde dezembro, está entre a vida e a morte, anunciou a sua advogada. A Livraria Portuguesa e Brasileira em Paris está a celebrar o Dia da Língua Portuguesa com uma programação especial. A Livreira Corrine Sol-Nerron, que dirige a livraria, explicou-nos a importância da data.
Nós temos que fazer de pôr a língua em cima da mesa, da língua portuguesa. A população portuguesa tem de atrair, porque essa livraria tem 40 anos de existência, quer dizer que as pessoas...
Tem vontade de aprender o português, tem vontade de aprender sobre a cultura portuguesa, tem de voltar às raízes portuguesas e então temos também nós, atores desta língua, de fazer com que esta língua resona.
E tenho também um prazer. É um prazer ter este dia especial, onde toda a gente pode vir, pode também se encontrar, fazer coisas juntos. E isso é o que queríamos fazer. Corrinha Solnerron, que dirige a Livraria Portuguesa e Brasileira do Paris, entrevistada aqui por Catarina Falcão.
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