Programa 03/05 09h36 GMT
Donald Trump
Gianni Infantino
Rafael Lemagoriek
Sônia Santos
- Retorno de Sônia SantosO Samba Mandou Me Chamar · Trajetória de Sônia Santos
- Irã desiste da Copa do MundoGeopolítica do futebol · Donald Trump e a NASA · Gianni Infantino
Rádio França Internacional Adriana Brandão
São 11 horas e 36 minutos em Paris, 6 horas e 36 minutos em Brasília. Seguindo o nosso programa, a reportagem Brasil Mundo deste domingo conversou com Sônia Santos, ícone da música brasileira radicada nos Estados Unidos, que volta aos palcos brasileiros aos 82 anos de idade em maio. O programa de esporte aborda a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, que reacende tensões no esporte e na diplomacia global. Então...
Hoje tem mais uma lição de um nosso curso de francês. Aguardem. Brasil Mundo Clay de Clock
O paniquinho na estrada Sônia Santos é uma das vozes mais importantes da música brasileira que muita gente ainda está descobrindo. Uma artista de trajetória rara, com 60 anos de carreira.
que atravessa a televisão, samba, soul e jazz com a mesma força e identidade. A cantora e compositora, que construiu uma carreira singular, dividindo palcos com grandes nomes internacionais e da MPB, agora retorna ao Brasil em maio para apresentar o espetáculo O Samba Mandou Me Chamar, marcando o reencontro com o público brasileiro após anos de atuação intensa no exterior.
Radicada em Los Angeles há mais de três décadas, Sônia fez da cidade um polo de expressão afro-brasileira e consolidou-se como referência cultural. Foi daqui que nos deu entrevista? Às 82 anos e cheia de energia que transborda nas conversas e nas suas músicas, subiu ao palco em Temécula, na Califórnia, no dia 17 de abril.
Nos últimos meses, realizou diversas apresentações na região, na qual é reconhecida como um símbolo de resistência e a ponte entre a ancestralidade e a modernidade global, de onde vêm suas inspirações. Eu acho que a arte tem que estar caminhando de olho vivo na política, que é para não transmitir mensagem errada.
Então, eu acompanho muito a política. Eu gosto de programas de governo que falem principalmente em saúde, educação, arte, cultura. E procuro fazer com que valorizar a minha ancestralidade e fazer com que essas figuras que realmente, vamos dizer assim, fundaram o Brasil...
que elas sejam vistas, que elas sejam ouvidas, que elas sejam reconhecidas e valorizadas, né, Cleide? Ícone desde os anos 1960, Sônia compartilhou palcos com nomes como Tim Maia, Jorge Benjor e Luiz Melodia. A projeção nacional veio na década seguinte, quando se tornou presença marcante na televisão brasileira, especialmente no Fantástico da TV Globo.
Participou de performances musicais e de trilhas de novelas. Nos anos 1990, mudou-se para os Estados Unidos. Logo no início, já conquistou a Broadway e abriu shows para nomes como Ray Charles e Nancy Wilson. Além de colaborações com outros artistas que ajudaram a projetar o reconhecimento da música brasileira e a potência que é hoje no exterior. Eu cantei num festival de artes populares.
na Tunísia, há uns anos atrás. Tinham 54 países representados. Quando anunciam que é música brasileira, todo mundo aplaude. Eu vi na Rússia, nós tocamos na Rússia, entendeu? E quando os patrocinadores, que era a Coca-Cola lá,
E eles divulgaram muito água de bebê. Para do dá. Paiuba da badeia. Para do dá. E o povo já fazia isso. Basta dizer que a música brasileira, para aquela rendição incondicional, acontece.
No novo espetáculo O Samba Mandou Me Chamar, Sônia revisita diferentes fases da própria trajetória por meio de um repertório que mistura memória e reinvenção. Com clássicos como O Paneguinho, Água de Beber e Brasileirinho, o show também inclui releituras que dialogam e refletem sua vivência entre Brasil e Estados Unidos.
E tributos a mulheres que, assim como ela, levaram a música brasileira aos palcos do mundo, como Carmen Miranda e Tânia Maria. Olha, eles podem esperar de mim uma entrega total, entendeu? De uma... eu estou completamente rendida às belezas do meu país. Eu amo o Brasil. Eu acho que ele não é a pátria do futuro, ele é a pátria do presente. Eu acho que definitivamente ele está chegando naquele ponto.
de ter o reconhecimento e o respeito mundial. As apresentações acontecem nos dias 7 e 8 de maio de 2026 às 8 horas da noite no Teatro Raul Cortez do Sesc 14B. Cleide Clock de Los Angeles para a Rádio França Internacional.
Esporte em Foco. Luísa Ramos.
Há cerca de 40 dias para o início da Copa do Mundo de futebol, esporte e diplomacia continuam causando tensão internacional por conta da participação do Irã no torneio. Esta semana, o presidente da FIFA, Diani Infantino, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmaram que a seleção iraniana estará presente na competição.
Em um congresso da FIFA realizado em Vancouver, Infantino foi incisivo em sua mensagem. Quero confirmar que o Irã parte separada da Copa do Mundo, declarou o presidente da FIFA. E é claro, ele fez questão de esclarecer.
O Irã jogará nos Estados Unidos. Questionado por jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Donald Trump confirmou em tom de ironia e citando Gianni Infantino.
Se o Gianni disse isso, então estou de acordo. Para entender o que está por trás desses anúncios, a reportagem da RFI conversou com Rafael Lemagoariek, doutor em Geopolítica pela Universidade Francesa de Tours e especialista em Oriente Médio.
O presidente americano foi colocado diante de um fato consumado e, sobretudo, ele está muito incomodado com o discurso da FIFA, que deseja, como vimos na última quinta-feira, sair da geopolítica, especialmente dessa geopolítica regional do Oriente Médio, que está atualmente pegando fogo.
E vemos claramente que Infantino, como atribuiu o primeiro prêmio da paz da FIFA a Trump em dezembro, está incomodado com os desdobramentos e com toda a política de Trump no Oriente Médio atualmente. Não funcionou, mas vemos muito bem que ele está tentando. Podemos até nos questionar se ele não tem vontade de obter ele próprio o prêmio Nobel da paz.
Para ele, o que conta é o lucro e enriquecer cada vez mais a FIFA. Portanto, todas as rivalidades geopolíticas devem silenciar para que o lucro prevaleça. Essa é a realidade dele.
Segundo o especialista, Gianni Infantino insiste em assumir um papel político no cenário internacional. Nesse contexto, Rafael Lemagoriek destaca que o futebol iraniano não pode ser dissociado do poder político, nem dentro do Irã, nem em outros países da região.
Ele destaca ainda até a declaração do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que expressou preocupação com a escalação dos membros da delegação do país, e não com quem vai estar nos gramados.
É por isso que é preciso lembrar que a seleção do Irã é a seleção da República Islâmica do Irã. A federação iraniana é dirigida por Medhi Taj, um ex-membro da Guarda Revolucionária. É preciso compreender que o futebol, a luta ou o voleibol são, para o Irã, elementos simbólicos de controle social.
Mesmo para os outros países da região, os países do Golfo Pérsico, não está dissociado da política e faz parte do simbolismo do poder, da encenação, da potência e do controle social. Foi por isso que Marco Rubio insistiu que o problema não eram os jogadores, mas sim a delegação. É preciso ver quem fará parte da delegação que irá viajar. É isso que causa preocupação.
Com a confirmação da presença do Irã, permanece a dúvida sobre onde a seleção jogará. A seleção iraniana, vamos lembrar, está no grupo G, ao lado da Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os jogos estão previstos para Los Angeles e Seattle. Para o especialista Rafael Lemagoariek...
uma opção seria transferir os jogos para outro país sede da Copa, ou o México, ou o Canadá. Essa é realmente a solução, que os jogos sejam transferidos para outro país, sabendo que o Irã deveria jogar especialmente em Los Angeles, onde vive a maior comunidade iraniana nos Estados Unidos. Mas também é preciso ver que a seleção iraniana da República Islâmica não é necessariamente apoiada pela diáspora.
Uma parte dessa diáspora é contra essa seleção. O especialista em Oriente Médio também lembrou que a Copa do Mundo de 2022 no Catar aconteceu após a morte da jovem Massa Amini, detida pela polícia da moralidade iraniana por supostamente não usar o seu hijab de forma adequada.
Na ocasião, ressalta Le Magwariek, boa parte dos torcedores iranianos vaiou a própria seleção porque representava a seleção da República Islâmica. Para essa Copa, a FIFA não tem esse tipo de preocupação, como afirma o especialista.
A FIFA tentou organizar os jogos em locais onde houvesse muitos torcedores, mas existe esta questão da contestação, pois grande parte da diáspora vê a seleção hoje como a seleção da guarda revolucionária.
Casos recentes, como a desistência da delegação iraniana em participar do Congresso da FIFA no Canadá, após alegar problemas migratórios, também reforçam como a Copa do Mundo, que se aproxima, segue profundamente marcada pela geopolítica. Assim terminamos nosso programa Esporte em Foco. Até a nossa próxima edição.
Le Voazan de Duzbis. Uma série bilingue para começar a aprender francês.
Zirek está com 39 graus de febre hoje. Nada de carona.
Uma aliada na missão AWA. Leila, a amiga. Pierre e Diane são heureus de vous annoncer a naissance de Charlie. No 12 bis, tem uma nova vizinha chegando. Les voisins de 12 bis. Episódio 7. La chambre des bonnes.
Aloué de P espacieux lumineux. O que você está fazendo, Billy? Ah, eu estou procurando apartamento para alugar nos anúncios. O que é um de P? Um apartamento de dois cômodos. P de pieça. Posso ver? Ah, esse aqui.
Aloué, 2 pièces, 37 m². Certo, 37 m². Paris 19ème, Proche-Metro, Bûte-Choumont. Proche-Metro. Espacieux et lumineux. Espacieux et lumineux. Espaçoso e bem iluminado. O apartamento perfeito. Maravilha!
Quatro e metade, ascenseur, salão, sala a manger, cuisine americana, saldo, chambre. Louayer, 1.200 euros? 37 metros carrés a 1.200 euros? Tá muito caro. Tá mesmo, é um absurdo. Melhor procurar uma kitchenette. Tá.
Olha essa aqui, é bonitinha. Studio, 12 metros carrés, 6ª metade, sem ascensor. Último andar, sem elevador, 12 metros quadrados, é bem pequeno. E no chambre de bonne. Chambre de bonne? É um quartinho que fica logo abaixo dos telhados. Antigamente era onde dormiam as empregadas domésticas. Ah, entendi. O loyer...
O Wilson errou? 800 euros? É um roubo? Eu não tenho tudo isso de dinheiro. Espera aí. Eu tenho um quartinho aqui no quinto andar. Eu uso de depósito para guardar minhas tranqueiras. Jura? Se você quiser, poderíamos tirar minhas coisas de lá e arrumar o quarto para você. Sério? Para mim? Claro. Ele é pequeno, mas é confortável. Seria incrível. Vamos subir lá para ver? Vamos. Ah, tu, Alô, chá. Tu restas lá.
Ah, Zirec, está bem? Sim, está bem. Ah, sim, Rosa, muito obrigado. Você é ótimo, seu médico. Ah, melhor. Você quer vir com nós ao 5º? Para fazer o quê? Para ver a minha sala de bom. Ok. Billy vai talvez se instalasse. Eu estou muito curiosa. Vamos lá. Vamos. 5º, sem ascensão.
Wow, é luminoso. Você gosta, Billy? Não é muito espacial, mas eu gosto. É bom, então. Ah, é Diane. Ela precisa de mim. Você vai descer? Vou. Ela precisa de ajuda. Ela está cheia de coisas para fazer por causa da Charlie. Bom, você pode começar a descer os cartões de meu apartamento. Sim, sim, não se preocupe.
Você tem de chance, Vili. Os apartamentos são muito caros em Paris. Eu vou procurar um para minha família. Mas é muito difícil. Você quer um dois-feitos? Não, eu preciso de três-feitos. Deux-feitos é muito pequeno para uma família. Eu entendi. É caro. Sim, eu sei.
Então, a sala deve fazer aproximadamente 12 metros quadrados. Vamos enlávamos os cartões. Você pode colocar um lit aqui. Ah, sim. E uma mesa lá. Sim, sim, na mesa. Como assim, você terá de luz para estudar. Um bicho de genoa? Olha! Uma roupa de maria. Um rosado? Você acha? Eu vou perguntar.
Levoazã de 12 bis. Rosa!
A bebê finalmente dormiu. Vocês estão fazendo muito barulho nas escadas. Ah, Billy. Ah, desolê, Diane. Olha o que eu encontrei lá na sua chambre de banho. Você está a roupa de maria, Rosa? Não. Enfim, sim. Você é casada? O vestido é meu. Mas é do passado, agora. Você foi maria? Eu devia me mariar. Foi o amor da minha vida.
Mas ele vai partir. Como assim? O amor de minha vida? É. Foi o amor da minha vida. Mas você teve anulado o marido? Sim. Você está a dizer que... Quem é esse, o amor da sua vida? O nome dele era Mark Constantin. Era um etnólogo. E isso foi quando? Ah, faz 40 anos. É uma velha história.
Marc Constantin. É aquele com quem você deve se casar? Sim, ele é etnologa. Nós tínhamos o projeto de criar um ateliê para artistas africais em Paris. Projetos africanos... Como o quê? Pois é. Eu e Marc queríamos abrir um espaço para divulgar o trabalho deles. Na época, conhecemos artistas extraordinários. Sério? Mas o Marc preferiu ir morar na África e levou com ele o nosso sonho.
Mas quem é Awa? Uma chanteuse maliana que quer obter seu passeport talento para a França. A gente inscrito em uma nova voa. Um passeport talento? Mas posso ajudar com minha associação?
Eu tenho muito medo de repreender meu benefício. Benevol? Eu não entendo. A Diana é uma benefício, voluntária em uma associação que ajuda estrangeiros. Ela sabe tudo sobre burocracias de imigração. Ah, bom? Você pode ajudar a lá? Talvez. Super! Vamos, boa noite, Diana. Obrigado também. Tchau.
Billy, atende. Quo? Chut. Eu preparei um aniversário de surpresa para Rosa. Aniversário de surpresa? Sim, é isso. Você pode vir comigo para o florista? O magasão de flores? Sim. Quando? Demão, após os cursos. De acordo. Mas, chut. Não diga nada, Rosa. É para seu aniversário. Eu entendi. Não diga nada. Uma surpresa para Rosa. Les Rosas de 12 Bis
uma coprodução RFI e France Education Internationale com o apoio do Ministério da Cultura Francês. Aprenda e ensine francês com Levoisande dos Ibis em savoir.rfi.fr
O programa brasileiro da RFI deste domingo, 3 de maio de 2026, teve edição final de Elcio Ramalho na técnica, Clara Malatern Cotan. Para essas e outras informações, acessem o nosso site RFI Brasil.
e também as nossas páginas nas redes sociais, Facebook e Instagram. Continuem ouvindo a programação brasileira da RFI. Você encontra todos os podcasts da RFI no aplicativo RFI Pure Radio.