Por que manter ou mudar de hábitos é tão difícil l Missão Saber com Pollyana Felix
Como adotar ou manter hábitos melhores? O podcast Missão Saber, apresentado por Murilo Garavello, recebe Pollyana Felix e debate os livros que ajudam a entender as estratégias para mudanças de comportamento.
O Missão Saber fica disponível às segundas-feiras no Youtube, no UOL Play e no Spotify. No Canal UOL, é exibido às sextas-feiras, às 22h30.
Livros citados:
-Bons Hábitos, Maus Hábitos (2019) — Wendy Wood
-O Clube das 5 da Manhã (2018) — Robin Sharma
-Nunca é Hora de Parar (2022) — David Goggins
-Como Mudar (2021) — Katy Milkman
-Hábitos Atômicos (2018) — James Clear
- Mudança de Hábitos e PassadoDificuldade em mudar hábitos · Vale da desilusão · Hábitos dependem do contexto · Caminhos neurais antigos · Recompensa perde força · Gerenciar hábitos como doença crônica
- Hábitos Atômicos de James ClearMelhorar 1% em tudo · Efeito composto dos hábitos · Identidade como base para hábitos · Sistema para atingir objetivos · Quatro leis para criar hábitos · Tornar o hábito claro, atraente, fácil e satisfatório
- Mudanca de ComportamentoBehavior Change for Good Initiative · Mega study · Intervenções para frequência em academias · Incentivos para vacina da gripe · Personalização de mensagens com IA
- Influencia do AmbienteComportamento como função do indivíduo e ambiente · Ilusão da introspecção · Aumentar o atrito para eliminar hábitos indesejados · Tornar hábitos desejados fáceis · Estímulos visuais em supermercados · Leis antifumo e consumo de tabaco
- Como Mudar de Katy MilkmanEstratégias para combater fraquezas · Impulsividade: prazer vs. dever · Procrastinação: ações de comprometimento · Esquecimento: planejar e associar hábitos · Preguiça como eficiência evolutiva · Conformidade: poder das normas sociais
- O Básico Bem Feito e a Alta PerformanceKobe Bryant · Michael Jordan · Tim Grover · David Goggins
- Regra dos 40% de David GogginsMecanismo de proteção do corpo · Diálogo interno sem filtro · Resistência mental e resiliência · Dica para terminar o dia
- A importância de marcos e datas para mudançaAno novo e promessas de ano novo · Aniversário e virada de página · Marcos de vida transformadores · Energia do coletivo no recomeço
- Recomendação de LivrosBons Hábitos, Maus Hábitos - Wendy Wood · O Clube das 5 da Manhã - Robin Sharma · Nunca é Hora de Parar - David Goggins
E aí, você tá bom? Bão também! Eu sou Murilo Garavello e esse é o Missão Saber, o podcast dual para quem é curioso e gosta de aprender. No episódio de hoje, a gente vai falar de mudança de hábito.
Todo mundo tem alguma coisa que quer melhorar, que quer passar a fazer ou que quer deixar de fazer. O que é difícil é a gente mudar de hábito e fazer que esse hábito novo ou que esse hábito que a gente quer apagar...
Fique ou desapareça de uma vez por todas. Como será que a gente pode fazer isso? É disso que eu vou tratar hoje. E a minha convidada especialíssima é a Poliana Félix. A Poliana Félix é uma empreendedora, especialista em comunicação. É uma Instagramer que tem sei lá quantos milhões de seguidores. É uma pessoa muito interessante. Acho que ela pode se definir melhor do que eu. Tudo bem, Poliana?
Oi, Murilo. Tudo jóia. Primeiro, estou muito feliz em poder fazer parte dessa conversa. Tudo que vem de encontro a desenvolvimento, saber e, inclusive, descobrir o que a gente não sabe, é uma coisa que me interessa muito. Eu diria que sou uma mulher otimista, entusiasta, e utilizo da comunicação como essa ferramenta para empreender, tanto dentro de casa, nos meus negócios e na forma de encarar a vida.
Polly, e quando você começou a ter esse interesse por melhorar seus hábitos, por se aperfeiçoar, acrescentar novas coisas ao seu repertório, quando que teve esse estalo? Olha, desde muito nova eu me percebi como uma menina curiosa, então eu gostava de ler, mas ao mesmo tempo eu queria ler o gibi, ler o livro, estudar, então sempre nesse dinamismo. E eu fui me desenvolvendo dessa maneira.
A grande mudança aconteceu quando eu estava trabalhando numa produtora audiovisual. Eu tinha esse ímpeto de ser útil. Então, eu queria fazer tudo. Eu queria ajudar da parte de organização, a limpeza, a gravação de vídeo. E a minha chefe começou a chamar a minha atenção. Nossa, Pauli, tudo bem, você quer colaborar. Eu reconheço isso, mas você não está fazendo nenhuma atividade do começo ao fim.
E aquilo foi um... Opa, peraí. Até que ponto ser útil e tentar fazer todas as coisas ao mesmo tempo, de fato, contribui? E aquilo eu falei, tá, eu preciso encontrar uma maneira de solucionar. Foi quando eu comecei a ler livros de desenvolvimento e buscar meios, técnica de Pomodoro, método, lei de Pareto 80-20, tentar várias ferramentas para que eu conseguisse começar alguma coisa e terminar.
Eu sempre tive muita iniciativa, essa questão do novo, a curiosidade e pouca terminativa. E me reconhecer nesse lugar de alguém que tinha dificuldade de concluir, gerou esse incômodo e foi incomodando. E eu, caramba, como é que eu faço? E posso falar até hoje, eu sinto isso.
São produtos novos, novos CNPJs, o tempo todo criando coisas. Mas eu comecei também a buscar pessoas que são melhores nessa inclinação natural para que elas pudessem me apoiar naquilo que eu não consigo de repente fazer, cara. Porque é muito de identidade. Acho que vai nortear nossa conversa.
É verdade. E esse é também um papel do líder, né? Perceber as suas, não diria fraquezas, mas suas características de onde talvez você possa buscar alguém que tenha a característica que te completa e que juntos vocês vão fazer funcionar, né? E você já tentou ou eliminar um hábito ou adquirir um novo e falhou? Quem disser que não tá mentindo? Quem disser que não tá mentindo? Ó...
O açúcar do café. No começo. Eu queria muito parar de consumir açúcar num processo, né? Então, aí eu começava a tomar. Nossa, meu café é horrível. Amargo. Aí eu passava três dias e voltava. E aí tentava de novo. E acabava voltando. Porque um hábito... Poxa, a gente passa uma vida inteira tendo comportamentos que moldam as nossas crenças e se tornam hábitos. Então, eu falhei muito no café. Hoje eu estou a...
Uns dois anos que eu consumo café sem açúcar. E consegui. Mas o começo foi muito difícil. Com adoçante ou só? Sem nada. Sem nada. Porque eu caía no tal do vale da desilusão. Que é um conceito muito legal do livro. Vale da desilusão? Não, é amoroso. Eu li, mas não lembro não. O que é o vale da desilusão? Um hábito, para ele se tornar parte de você, precisa ser repetido.
Você tem que fazer, fazer e fazer. Só que chega um momento em que você pensa assim, caramba, nada está acontecendo. Ah, comecei a treinar, eu quero ter a barriga chapada. Quem não quer? É mentira, está arrumando a desculpa. Todo mundo quer ter um corpo bonito, quer ter mais dinheiro. Mas e desenvolver? E se tornar essa pessoa, em essência, até sustentar isso?
Entende? Então, esse processo do quero o resultado, mas eu não suporto o processo porque o processo demora a apresentar resultados, é o chamado vale da desilusão. Tem até no livro que fala sobre as placas tectônicas. Elas passam ali um tempão encostando, encostando, encostando, até que chega um momento em que tem uma ruptura. Mas a ruptura não é.
o dado momento em que aconteceu. É um ápice. Assim é o hábito. Então, passar pelo vale da desilusão, onde você entende que nada está acontecendo, parece que nada está acontecendo, mas elas estão sendo acumuladas até que a grande mudança acontece de uma só vez.
É, mas eu acho que a grande mudança, e é isso que a gente vai falar muito hoje, ela pode acontecer, mas ela não perdura. Porque os hábitos não perduram, e isso é uma característica deles. E acho que a gente vai começar por isso, né? Por que os hábitos são tão difíceis de persistir e como resolver isso? Como que a gente pode lidar com isso, né?
Tem algumas respostas que eu acho que a gente vai perseguir, mas já tem algumas coisas que a gente pode dizer. Primeiro que o hábito depende do contexto. Então, o seu contexto nunca vai ser, a não ser aquelas pessoas que têm o trabalho exatamente igual durante 40 anos, ter exatamente a mesma rotina, isso é cada vez mais raro.
o nosso cotidiano muda, a gente muda, a gente envelhece, então o hábito necessariamente como a nossa vida muda, o hábito não vai se manter. Tem uma outra coisa que dificulta o hábito a continuar, que o caminho antigo, ou seja, os caminhos neurais, aquilo que a gente fez durante muito tempo e está querendo...
eliminar ou está querendo acrescentar uma coisa nova, ele continua ali. Então, nos momentos de fraqueza, não é tão difícil você voltar. Automatizado não significa permanente. Isso que você estava falando, eu acho que também tem um pouco de...
que a recompensa, ela perde a força inicial. Você, às vezes, consegue uma coisa nova, você está feliz, mas os resultados deixam de ser tão satisfatórios. Eu acho que tem um resumo para isso. A Kate Milkman, a gente vai falar muito dela hoje.
ela tem uma metáfora útil. Gerenciar um hábito é mais parecido com gerenciar uma doença crônica do que instalar um software. Ou seja, não tem cura. Não é simplesmente você... Puf! Tive a grande mudança e daqui para frente nunca mais serei a pessoa antiga.
Pode ser que aconteça, mas é muito raro. Então, você precisa o tempo inteiro monitorar, fazer ajustes, adaptar. Então, eu acho que é um pouco esse caminho que a gente vai trilhar. E aí eu queria contar uma coisa, que é o seguinte. É tão difícil mudar os hábitos...
Que em 2016, a MacArthur Foundation fez um concurso. 100 milhões de dólares para resolver um problema crítico do mundo. Ah, e cientistas de todos os lugares do mundo se submeteram coisas. Eu não sei nem quem ganhou, eu sei quem perdeu. Quem perdeu foram duas cientistas da UPenn, Cientistas Sociais, a Kate Milkman.
E uma outra chamada Angela Duckworth. A Angela Duckworth escreveu um livro que se chama Garra, se chama Garra de 2016, que ela fala de como é importante a perseverança, que você só consegue sucesso se você tiver um desejo que perdura por muito tempo, a importância de você ser consistente, etc. Mas elas duas se juntaram, porque o insight delas foi o seguinte, poxa, a gente faz pesquisa social e avança tão devagar, elas queriam fazer uma mega pesquisa.
fazendo vários experimentos ao mesmo tempo. E a ideia delas, apesar de ter perdido, chamou a atenção da UPAN, a Universidade da Pensilvânia, e também da Shan... Eu não sei se fala assim, Shan... No Brasil é Shan. Shan Zuckerberg, a primeira dama da meta. E a Shan Zuckerberg resolveu financiar e elas montaram.
Behavior Change for Good Initiative, ou seja, é mudança de hábito, de comportamento, for good é permanente, né, para sempre, na Wharton School, que é uma das mais prestigiadas faculdades de negócio, a Wharton School é da UPenn. E as duas juntaram um exército de 100 cientistas.
Mais de 100 cientistas, na verdade, em economia comportamental, psicologia, ciência da computação e medicina. E elas criaram o conceito de mega study. Ou seja, pegar um problema, tipo, o que faz as pessoas irem mais para a academia? E aí fazer um monte de experimentos simultâneos. Então elas fizeram, tem dois, os dois primeiros, tem um que...
O estudo das academias, 61.293 membros de uma rede de academias dos Estados Unidos, testaram 54 intervenções diferentes, ou seja, 54 pesquisas ao mesmo tempo com esses 61.293 pessoas. E um outro estudo que elas fizeram, incentivos para a vacina da gripe com 700 mil pessoas.
E aí elas descobriram um monte de coisa. Sabe o que elas descobriram? Eu quero descobrir agora, missão seria. Agora não! Vai ser só no fim do episódio, pra manter as pessoas assistindo a gente.
Pô, eu fazendo as minhas anotações aqui. Primeiro, a gente vai falar de outra coisa agora. Vamos começar pelo topo da pirâmide. As pessoas excepcionais, one in a million. Será que a gente consegue aprender alguma coisa com elas, né? Então, a primeira pessoa que eu vou pegar, eu gosto muito de basquete. E, para mim, o meu maior ídolo é o Michael Jordan. Mas eu vou começar pelo Kobe Bryant. Porque eles são... E aí
De certa forma, até depois, o Michael Jordan foi fazer uma homenagem para o Kobe Bryant. Ele até chorou, chamou ele de irmão mais novo. Porque o Kobe queria tanto melhorar que ele até ficou amigo do Michael Jordan e ficava ligando pedindo conselho até de madrugada para o Jordan. Pegou o técnico que era do Michael Jordan, o técnico preparador físico. O técnico também, o Phil Jackson, foi técnico dos dois.
O Kobe Bryant, ele conta que quando ele era jovem, tipo, sei lá, tinha uns 11, 12 anos, ele era ruim de basquete. Ele era ruim. E aí o pai dele chegou e falou pra ele, ó, não importa, eu vou gostar de você de qualquer jeito, se você for ruim, se você não for. E ele, não, eu quero ser bom.
E aí ele resolveu ser estratégico. Ele falou, eu preciso ser melhor do que eles, mas eu não vou conseguir ser melhor em um dia ou em um mês. Então ele pegou e falou, não, seis meses eu vou aprender a arremessar direito. E ele arremessava que nem um condenado. Fazia treino, treino, treino. Depois ele resolveu fazer dribles, mesma coisa. E assim por diante. Em 2000, ele disse que quando ele tinha 14 anos, dois anos depois, ele já estava melhor do que todo mundo.
e ele continuou assim eu lembro que em 2010 lá atrás eu fui repórter de basquete, eu cobri um mundial de basquete, e aí numa saída de jogo eu peguei o Kevin Durant, que é outro dos grandes jogadores de basquete, perguntei pra ele já era, foi depois do último jogo dos Estados Unidos, eu falei o que você gostou mais desse mundial ele falou, cara, o que eu mais gostei foi de conviver com o Kobe Bryant, eu falei, sério? mas por quê? Porque ele começa a treinar as 4 da manhã a dança
E aí depois em outros documentários eu fui ver o Colby falando sobre isso. Por que ele treinava às quatro da manhã? Porque ele fazia quatro treinos por dia. Enquanto os outros jogadores todos que treinam muito, treinam três vezes por dia. E ele falava...
Em um dia, eu vou treinar uma hora e meia ou duas a mais do que os outros. Em uma semana, eu vou treinar dez horas a mais do que os outros. Em um mês, em um ano, na vida inteira, então era até o que ele ensinava para as filhas dele, era uma coisa assim, você quer uma coisa?
Quanto mais você se aplicar, mais você vai conseguir. Então é uma força de vontade férrea, extra-humana. Tem até um episódio dele. O Kobe tem um monte de episódios, vou contar um. Já no fim da carreira dele, ele rompeu o tendão de Aquiles num jogo. Quando ele foi para a sexta, ele sofreu a falta. Aí ele foi carregado para o banco.
ele voltou andando sem ajuda de ninguém, com o tendão de Aquiles rompido. É uma dor que quem já sentiu diz que é inacreditável. Eu nunca rompi, mas eu acredito nos testemunhos. Ele foi lá, acertou os dois arremessos livres, voltou andando para o banco. Então, assim, é um cara que... Desses exemplos que você fala, pô... E aí, um cara chamado Tim Grover...
Ele, em 1989, ele começou, ou 88, agora eu já não sei, começou a treinar o Michael Jordan. E naquela época, os jogadores não tinham um preparador físico específico. E o Tim Grover foi o cara que fez o Jordan começar a treinar, inclusive no dia do jogo. E o Tim Grover, que tanto ficou com o Michael Jordan...
que ele depois foi chamado pelo Colby, depois que ele, imagina, o cara que treinou o Jordan e o Colby, todo jogador de NBA e quis, ele virou coach de executivos, é um cara que ganhou muito dinheiro e escreveu livros. E aí eu vou trazer algumas coisinhas que ele diz. Tanto o Jordan quanto o Colby tem uma coisa que é assim, eles nunca estão satisfeitos, eles não descansam na vantagem, eles não curtem o momento, não cedem ao alívio.
que é o alívio e a distração. Eles sublimam a recompensa emocional e eles estão sempre em busca do próximo desafio. Próximo, próximo, próximo. Conseguir isso aqui, legal. O que vem depois? E eles aprenderam os dois também.
a, de certa forma, silenciar pensamentos externos. Então eles entram numa zona de concentração, e principalmente nos jogos, de focar simplesmente no desempenho dele, nos sinais que estão ali no momento. Eu acho que é muito interessante como...
A pressão social... Porque o Kobe disse que chamavam ele para festas. Não, eu vou acordar às quatro da manhã porque eu quero ser o melhor jogador do mundo. Então, eu acho que é um exemplo. Eu acho que esse tipo de coisa serve para a gente olhar e falar eu quantas vezes estou com preguiça de treinar. Não, preciso treinar. Preciso... O que eu quero? Então, eu vou atrás. Mas... Você acha muita...
Blá, blá, blá, isso te pega, Tia? Olha, essa frase no final pegou. O alívio é distração. Isso é muito forte. Porque se formos pensar nas nossas inclinações, desejos pessoais, você quer curtir, você quer celebrar, você quer fazer várias coisas. Mas quando você tem um objetivo muito grande, cara, você vai precisar dizer não para coisas que você facilmente diria assim.
E é um processo. E conecta diretamente com essa diferenciação do que é o conceito de meta e o conceito de sistema. Então, a meta, você está pensando na camada externa. O que eu vou obter? Seja ganhar um campeonato, construir uma empresa milionária. E o sistema é quem você se torna para sustentar isso. O que você faz quando ninguém está vendo? Como é a sua rotina? Por que você diz não? Como você repete, repete, repete? E o conceito de meta também traz a gente para uma situação de que a felicidade sempre está no futuro.
Isso. Quando eu gostar... Claro, ele queria ser campeão. Sim. Mas não, a meta dele era ser campeão 200 vezes. Então, é aquela coisa até meio sobre-humana, assim, de eu quero ser o melhor que eu puder o tempo inteiro. Então, ele ganha o campeonato, no dia seguinte ele já está treinando, porque ele quer ganhar o próximo. É aquela coisa...
que, às vezes, pode até não ser muito saudável. Por exemplo, o Jordan era um cavalo com os companheiros de time. Deu um murro na cara de um companheiro de equipe que depois ele passou a confiar porque o cara confrontou ele e tal. Então, são pessoas diferentes. Sim. Eu sou muito da recompensa, sabe? Eu sou focada, quero fazer, quero ter o resultado, quero alcançar.
Mas eu preciso celebrar quando eu alcanço. Exato. Preciso viver, eu preciso sentir aquela energia de, caraca, eu tenho orgulho do que eu construir. E isso é muito saudável, né? Porque também entra o seguinte, será que eles eram pessoas felizes? O Kobe, acho que sim. O Jordan, eu tenho minhas dúvidas. Ele tem muitos relatos de que, ele tem muitos momentos, porque também isso, a hora que ele para de jogar, e aí? E o vazio. E o vazio que vem depois, né?
Eu vou falar ainda de outro cara sobre-humano. Esse cara é sobre-humano mesmo. Ele chama David Goggins. Ele escreveu um livro que é Can't Hurt Me, ou seja, Não Pode Me Machucar. Eu esqueci qual é a tradução. E eu li o segundo livro dele, que é Nunca é Hora de Parar. Never Finished. É mais ou menos a mesma filosofia. E ele tem uma coisa interessante, que ele fala assim...
Que é a regra dos 40% que ele diz. Que o nosso corpo tem um mecanismo, isso foi comprovado por estudos, que ele quer poupar o esforço e ele quer nos proteger. Então o nosso cérebro diz para o nosso corpo parar antes da hora, nosso corpo ainda aguenta mais. Ele fala assim, meu, o meu cérebro começa a mandar eu parar 40%, eu ainda estou só no 40% de, digamos, de desgaste ali. Eu posso ir além. E ele fica o tempo inteiro.
E aí ele acha que ele pode correr 200 e não sei quantos quilômetros, pode correr dois dias, e ele corre, ele vai. Ele foi um SEAL, ele era uma criança gorda, obesa, e numa família desajustada. E ele foi, os SEALs são os, como se chama, marinheiros navais americanos lá, a tropa de elite da marinha americana.
E ele virou um super CEO e hoje ele é um cara, virou um coach de motivação, porque ele realmente é um absurdo as coisas que ele já executou, que ele já fez com o corpo dele, né? E aí ele tem uma abordagem que é meio tipo, é desses caras meio, ele fala badass, né? Então assim, olha o que ele fala. Pegue o celular e grave seu diálogo interno assim que acordar, sem filtro.
Despeje todo o seu medo, preguiça e estresse no microfone. Agora ouça. Nove em dez vezes você não vai gostar do que eu vi. Vai dar vergonha. Você não ia querer que seu namorado ou namorada, seu chefe ou seus filhos ouvissem sua fraqueza sem censura. Mas você deveria. Porque aí você pode reutilizá-la. Pode usá-la para se lembrar de que mudanças precisam ser feitas.
Ouvir pode te inspirar a se comprometer com a própria vida de forma mais profunda, a dar o seu melhor no trabalho, na escola, na academia. Pode te desafiar a reescrever a narrativa, de modo que quando você deitar à noite, não sinta que desperdiçou mais um dia valioso. Aí ele diz também, resistência mental e resiliência enfraquecem se não forem usadas de forma consistente. Se você parar de pegar ferro com as mãos, elas vão perder os calos.
Nunca desista quando a sua dor e sua insegurança estiverem no pico. Se precisar recuar, desista quando for fácil, não quando for difícil. Uma busca por autodesenvolvimento e repetição diária vai construir sua capacidade de trabalho e te dar a confiança de que você pode assumir mais. Com disciplina como motor, sua carga e sua produção vão dobrar, depois triplicar. Estou no meu melhor quando eu sou um discípulo da disciplina.
Aí ele dá uma dica que é pra terminar o dia. Isso aqui é uma coisa um pouquinho mais humana. A parte do calo me pegou, viu? Não é? Eu olhei aqui e ainda tem um calinho.
Quando o seu dia inteiro desandar, garanta que você conquiste algo positivo antes de apagar a luz. Provavelmente vai ter que ficar acordado um pouco mais tarde pra ler, estudar, treinar, arrumar casa, né? Mas faz alguma coisinha pra ir dormir se sentindo um pouco melhor. Nossa, eu gostei muito. Visceral, cara. Meu Deus. Mas esse começo faz muito sentido, porque como é difícil a gente encarar as nossas sombras. Você verbalizar, é como se você verbalizando, você...
estivesse diante do pior de você. E você não quer que as pessoas saibam, muitas vezes, como você se vê, que é o conceito de autoimagem. E a gente mesmo não quer olhar... Sim. Porque é uma coisa que eu acho que daqui pra frente a gente vai falar um pouco menos nesse episódio.
que é a coragem, a vontade de mudar. Porque qualquer mudança, se for significativa, ela não é tão simples assim. E por mais que a gente use um monte de estratégias que a gente vai passar a discutir daqui a pouco, acho que tudo começa com coragem, com força de vontade, com eu quero mudar alguma coisa. Começa com a atitude, né? Sim, e o ambiente.
Se você não tem um ambiente que te propicia essas mudanças, as coisas não vão acontecer. Tem até uma história boa pra contar. Em 2016, eu comecei a vender cosméticos. Numa multinacional. E eu passei um ano inteiro vendendo os cosméticos.
Tudo bem, tinha uma margem de lucro interessante, até que eu fui para uma convenção da empresa. Chegando nessa convenção, eram 10 mil mulheres. Então, assim, premiação, palco, 10 mil mulheres. Palco, aquela coisa. E eu falei...
Meu Deus, eu vi, eu senti um ambiente diferente. E até ali, eu que nunca tinha sentido o desejo de ocupar uma posição maior na companhia, mesmo tendo acesso a todas as informações, então a minha líder me passava isso. Olha, você pode ser uma diretora, você pode construir um time, você pode ganhar x, y, z. Mas para mim estava o suficiente, porque eu não me coloquei em um ambiente para sentir. Quando eu fui lá, eu vi, eu senti, eu desejei. E eu sentei com a minha líder.
E falei para ela, como que eu faço para ser uma diretora? E aí ela me deu passo a passo. Olha, você vai precisar aumentar o seu nível de demonstrações, você precisa conversar com mais gente, falar do negócio de uma maneira mais intencional, porque você hoje está focado em miner o produto. Agora você vai vender a carreira, vai vender a sensação de autonomia, de liberdade, de reconhecimento que essa pessoa vai ter. Eu saí de lá, isso foi 22 de janeiro de 2016.
Você lembra a data? Eu lembro muito, Marcos. Maracante demais. Muito. Eu saí de lá. Em um mês, eu estava entrando em qualificação para ser diretora. Buscando essas pessoas. Em três meses, eu era diretora. Eu passei um ano sem fazer nada. Mas quando eu estive num ambiente onde eu senti o que era fazer um pouco mais, eu fui para a parte do processo. É o que torna o resultado. Eu queria o resultado. Eu queria estar no...
Mas talvez o ambiente, isso, acho que o ambiente te deu o estalo, né? Você te criou o sonho dentro de você, né? Exato, o desejo. Acordou o desejo. O gigante. E foi muito louco, eu fiquei assim, caramba, como que eu consigo? Eu poderia ter feito antes. A gente sempre pode ter feito alguma coisa melhor, mas você precisa de um despertar. Você não consegue realizar aquilo que você não deseja, e você não deseja o que você não sabe que existe. É verdade, interessante isso.
Eu queria contar uma experiência, a experiência mais radical que eu já fiz. Eu fiz, ao longo do tempo, muitas coisas para começar a ter hábitos melhores. E, em 23, eu li um livro, Clube das 5 da Manhã.
Aí quando eu li esse livro, lá vem autoajuda, né? E é uma autoajuda clássica. O cara pega, conta uma historinha meio ali pra boi dormir, pra te entreter. É um bilionário que finge que é um mendigo. E aí esse bilionário que finge que é mendigo pega duas pessoas, que são meio que... E aí vai ensiná-las.
como a partir de agora você vai ter o desempenho da elite, das pessoas, etc. Só que ele faz esse livro, ele leu vários desses livros que a gente vai comentar aqui daqui a pouco, que são estudos e são sérios, etc.
E ele condensou nesse storytelling e é um livro interessante. E aí, basicamente, o conceito do Clube das 5 da Manhã, eu dei uma adaptada, porque ele diz que você tem que acordar às 5 mesmo. Na verdade, você tem que acordar 4h55 e já deixar o seu equipamento de treino ali. Porque você começa o dia com 20 minutos de exercício. Pode ser qualquer coisa que faça você suar.
e eu fiz isso, a única coisa que eu fiz foi eu vou acordar uma hora mais cedo do que a minha rotina então se era fim de semana, às vezes eu acordava às oito da manhã durante a semana, várias vezes eu acabava acordando cinco e pouco ou seis, então eu pegava e aí é, vinte minutos de exercício pra suar
O que você fazia? Depois, então, quando tinha lugar que eu fazia musculação, eu descia na academia. Mas, em geral, ou eu corria 20 minutos, que é mais fácil, só põe roupa e já sai. Ou eu fazia calistenia em casa mesmo. Flexão, abdominal, uns pezinhos, tal. E aí, começa a ir atrás de variações para não fazer todo dia a mesma coisa, tal.
Aí depois desses 20 minutos, são 20 minutos de espiritualidade ou autorregulação que eu fazia. Meditava 12 minutos e aí depois eu tinha um caderninho de ser uma pessoa melhor, digamos, é o apelido que eu dei, que era meio tipo, ah, metas pro dia. Ah, hoje preciso tomar dois litros de água, vou tomar banho gelado, não vou comer doce hoje. Aí cada dia eu punho algumas coisinhas assim de me cuidar e tal.
E aí no dia seguinte eu ia lá e vi o que eu fiz, o que eu tomei X e tal. Ah, hoje eu não vou beber. Aí eu tomava um X ou, né? Enfim, esse tipo de coisa. E terminava com 20 minutos de estudar alguma coisa, autoaperfeiçoamento. Isso também várias vezes eu pulava. Por quê?
Porque eu sempre escuto o livro indo para o trabalho. Então eu meio que já tinha isso. Então às vezes uma hora virava 40 minutos. Aí ele prega que tem que ser 66 dias. E aí depois a gente vai falar sobre esses 66 dias. Porque ele diz que são 66 dias o tempo necessário para isso virar um hábito. E você nem sentir e incorporar isso para a sua vida.
Olha, não aconteceu isso. Eu fiz em 71 dias o 66. Teve cinco dias que falhou. Com uma hora mais cedo. Com, é... Ou 40 minutos, né? Mas eu fiz. Eu fiquei me sentindo melhor. Foi ótimo. Mas eu achei que é um pouco insustentável. Um pouco extremo, né? E eu acho que, enfim... Eu não sei se você... Você lê esse livro? Lê.
Li na pandemia. E aí, o que você achou? Foi uma febre. Naquele momento foi ótimo, porque a gente estava enclausurado e você precisa... Vem muito daquela sensação de pertencimento, está todo mundo lendo, está todo mundo fazendo. Então, eu peguei a minha equipe. Então, era todo mundo. Gente, liderança. Era. Então, a gente falava no WhatsApp, mostrava a foto do que fez, o que leu, a atividade. Então, trouxe isso para o grupo para ter mais ânimo, para dar essa continuidade. Mas vocês fizeram 66 dias de 5 da manhã? Não, a gente não fez 66.
Morreu no meio. Morremos no meio. Porque é isso, é muito extremo, né? E aí começou, assim, o que ele tem de bacana? Pô, de fato, se você todos os dias conseguir fazer exercício, conseguir meditar, conseguir estudar, o efeito composto disso vai ser absurdo, né? Você vai conseguir muitas coisas. Compartilha com a gente, Murilo. Como é que medita?
Então, isso tem um milhão de maneiras, né? Mas eu li um livro que eu não sei se eu vou lembrar o nome agora, mas que ele diz, isso também é baseado em estudo científico, etc., que se você ficar 12 minutos...
por dia. Você fecha os olhos, você presta atenção na sua respiração, presta atenção nos barulhos exteriores. Então, eu gosto de prestar atenção no barulho do passarinho e tal. E aí, claro que a sua mente vai pra outros lugares. É a mente de macaco, que falam, né? Ela vai de galho em galho.
Uma coisa leva pra outra. E a hora que você percebe que você viajou, não, opa, volta. Minha respiração, deixa eu ver como tá a barriga, né? Como tá o movimento quando... Sabe aquele, né? Que seu diafragma vai e volta e tal. Passarinho. Aí já, nossa, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo. Não, opa, opa, volta. E sem ficar puto, é tipo, faz parte do processo. Você vai viajar mesmo, volta. E aí você põe um alarme, a hora que deu 12, deu 12. Tchau.
É, assim, eu também não consigo fazer isso todo dia. Porque o problema é esse, né? O problema é você ser consistente. Sustentar. Se tornar aquilo. E aí, algumas coisas. Qual que é o problema dessa história do Clube das 5 da Manhã? É que muita gente se priva do sono. E o sono, se você não dormir direito, esquece.
Tudo que talvez você ganhe na outra ponta, se você não está dormindo direito, o seu corpo se deteriora, você não vai conseguir desempenhar. Tem uma outra coisa. 66 dias que ele fala e ele prega. Meu, ele tirou isso de um estudo. Eu fui atrás de investigar.
É um estúdio de 2009, publicado no European Journal of Social Psychology. Era um estudo originalmente com 96 voluntários, mas só foram válidos dados de 62 pessoas. E essas 62 pessoas demoraram entre 18 e 254 dias para formar um hábito. Eu não lembro mais qual era o hábito.
Esse 66 é uma média estatística. Inclusive, depois eu ouvi uma frase da autora desse estudo que falou que ficou super popular esse 66, mas gente, varia demais. Em 62 pessoas, uma demorou 18, outra demorou 254, ou seja... É uma média.
Ah, é? Então, é tipo, demora um pouco pro hábito pegar quanto? Puta, sei lá, eu já ouvi falar de 21 dias também, whatever, né? Você precisa sustentar pra automatizar. Mas quando a automatização é muito radical, diminui a chance de ser produtivo, né? Então, sustentável. Mas você concorda que as pessoas buscam esses números?
Ah, eu preciso de uma fórmula mágica. Acho que as pessoas não querem encarar que existe um processo. Elas querem uma resposta. Ah, depois de 21 dias você vai se tornar uma outra pessoa. E não é assim.
Como se fosse um, né? Cumprir 21 dias. Eu acho que você precisa ter uma meta específica, né? Para começar. Precisa especificar, mas... O que vai sustentar no longo prazo não é o resultado. Porque senão você vai atingir aquele objetivo legal. Eu quero muito fazer 21 dias de exercício para desenvolver isso. Aí, beleza. Você chega no 21 e fala, ai, consegui.
E agora? Então, mas aí entra a coisa, né? Cada ser humano é diferente. A rotina de cada pessoa é diferente. O músculo de cada pessoa é diferente. O ponto de partida de todo mundo é diferente. O processo é diferente para todo mundo. Então, acho que por isso que quando a gente fala de uma maneira geral, né? Mudança de hábito é uma coisa difícil de ter uma receita pronta. O que a gente pode ter são pistas, né?
E agora eu queria mudar um pouquinho, porque a gente está falando desses exemplos extremos. Top athletes, um processo muito cabuloso, que eu acho que é até interessante e tal. Pode trazer ensinamentos legais, mas vamos voltar para pessoas normais.
Porque tem o seguinte também, atletas de ponta, quantos ex-atletas você vê e vê que eles, depois que param, né? Criam uma barriguinha, até o Rogério Senni outro dia tava dizendo, pô, agora eu tô gordo, tô uma merda e tal, né? É normal, por quê? Não só porque eles passaram de ter a...
a motivação pra ficar, né? Eles não precisam mais manter um peso pra performar, mas eles pedem também, em geral, a estrutura que eles têm. Porque essa galera, meu, tem uma pessoa só pra... Uma ou mais pessoas só pra cuidar do que eles vão comer, do que eles vão treinar, qual vai ser o tipo de exercício físico, vai fazer treino específico pro que eles têm que fazer, vai dizer a hora que ele tem que dormir. Então, eles simplesmente cumprem o manual.
cuidadosamente desenhado por especialistas para ele performar. Pessoas normais, aí a gente tem que se virar. Claro que quem tem mais dinheiro consegue se virar um pouco melhor, mas quanto menos estrutura você tem, mais você tem que adaptar e fazer o que dá. E a verdade também... Quem sou eu para falar? A verdade. Que verdade é essa? Conte para nós.
É que a resiliência de outro mundo é pra pouquíssimos, né? Essa força de vontade. Ferra, que eu não sinto dor e eu corro e meu corpo tá mandando parar e eu continuo e tal. Meu, a gente consegue em pequenas doses de vez em quando. Fazer isso consistentemente não é pra todo mundo. Então, eu queria aterrissar e entrar em livros que são um pouquinho mais humanos, né?
Uma das grandes referências quando a gente fala de comportamento é uma moça chamada Wendy Wood. Ela escreveu um livro que chama Bons Hábitos, Maus Hábitos. E ela falou uma coisa interessante. Ela traz esse dado, eu não sei direito de onde. 43% das nossas ações diárias são automáticas. E faz sentido. Muita coisa é aquilo que a gente chama de...
autopilot, né? A gente faz um piloto automático, um monte de coisas, e é justamente isso. Por isso que você quer criar um hábito, pra que aquilo você faz sem nem perceber. Por exemplo, eu parei de comer pão, e eu nem sinto mais vontade de comer pão. Você toma açúcar? Eu como, adoro doce.
mas eu parei porque o pão era um negócio que eu não... Arroz também é outra coisa que eu não ligo. De vez em quando eu pego um pouquinho de arroz, mas pra mim foi fácil de tirar. De noite, em geral, também não como carboidrato, não sei, pizza, né? Ou quando chega sexta, sábado, sei lá, você vai num restaurante italiano e...
Acabou o hidrato não. Não, vou pedir um peixe. Às vezes até peço, mas... Mas ela fala um negócio que é assim, né? Ela traz que o comportamento é uma função do indivíduo interagindo com o seu ambiente. O espaço físico, as pessoas ao redor, o horário, o que acabamos de fazer. A gente acha...
que é a ilusão da introspecção. É um viés ao qual superestimamos nossa própria vontade interna e ignoramos cegamente as imensas pressões exercidas pelo ambiente ao redor. Mudar o comportamento não é consertar a si mesmo, mas manipular o ambiente para que as atitudes corretas surjam naturalmente. É aquela história, a pessoa quer parar de fumar, ela está ali, ela vive com um monte de gente que fuma o dia inteiro. Não, vai dar certo. É o estímulo, é o gatilho.
Outro exemplo que a autora dá, justamente sobre cigarro, são as leis antifumo. Depois que criaram leis antifumo, o consumo de tabaco diminuiu em todos os lugares. Porque também acho que cria essa norma social de que começa a ficar um pouco mais feio. Então é um exemplo do ambiente moldando comportamentos. Mas eu fico pensando na época em que era liberado fumar em avião.
Imagina. Isso é insuportável. Cinema. Nossa senhora. É, hoje a gente não consegue nem... Quando a gente vai em show e tal, já enche o saco alguém ali do seu lado, né? Imagina nessa época. Tem uma outra coisa que ela diz também, que os outros autores... Esses são clássicos, né?
que é aumentar o atrito para eliminar atitudes indesejadas. Então, aquela coisa assim, não é bom você ficar mexendo no celular antes de dormir. Então, você já larga o celular lá na sala, né? Porque aí você está deitado, vou ter que ir até lá, você só vai se for muito necessário. Senão, não, né?
Outra coisa, por exemplo, você quer comer mais, sei lá, fruta ou vegetal. Deixa ali, mas na cara. Você abre a geladeira, você vai ver isso. Se você abrir a geladeira e ver alguma coisa mais engordurada, etc. Até parece que você vai abrir a gavetinha da fruta lá. É esse tipo de coisa, né? Você planejar o seu...
O ambiente, né? O ambiente. Até pensando em redes de supermercado. Tem todo um estudo. Não é à toa que tem aquelas gôndolas com certos produtos, porque a gente responde a um estímulo visual também. Tem um... Eu não sei onde que eu vi isso, mas tinha um supermercado e aí eles tinham muitos refrigerantes.
E as águas ficavam dentro de uma geladeira, num ambiente mais escondido. Aí, quando mudou essa disposição, colocou as águas nesses corredores e o refrigerante nas geladeiras, o consumo de água, a venda de água aumentou consideravelmente.
Então tá fácil. Eu tenho que tornar fácil aquilo que eu quero desenvolver enquanto hábito e dificultar aquilo que eu quero eliminar. A questão são os estímulos, né? Na verdade, o que o supermercado quer depende de quanto ele recebe de cada fornecedor. Porque todo mundo sabe disso. É claro que a fábrica de batatinha quer botar batatinha.
Num lugar pra te pegar ali, aquela velha coisa, quando você vai passar no caixa, tem um monte de chocolate ali pra você. Já pega um chocolate, não vai ter uma cenoura ali. Pode crer.
Ela fala uma coisa interessante também. Se os jovens percebessem com que rapidez se tornarão meros pacotes ambulantes de hábitos, dariam mais atenção à sua conduta. Que é aquela história que a gente vai entrar agora num livro que a gente vai aprofundar um pouco mais, que é um dos dois livros que eu mais recomendo nesse episódio.
que é a história dos efeitos compostos. Você faz... É um pouco o que o Kobe Bryant, a história do Kobe Bryant. Um pouquinho que você faz todo dia tem um efeito gigantesco quando você ficar mais velho um pouco. Bom, vamos então entrar nesse livro que eu recomendo muito. Hábitos Atômicos, do James Clear. Você leu esse livro, Poliana?
Eu li esse livro aos 32. Queria ter lido com 18, com 16. Porque eu poderia já ter me tornado um pacote de hábitos. Melhor. Livro maravilhoso. É bom, né? Prático. Acho que tem muita coisa para você refletir e tomar uma ação imediata. Não é? Não é para deixar para depois.
Então vamos mergulhar um pouquinho nele. Eu acho que esse livro vale a gente passar, perder um pouquinho mais de tempo, perder, espero que não, espero que seja um investimento. Ele começa, uma das coisas que eu trouxe aqui para começar é a ideia justamente do 1%. E ele conta o caos, um caos real, de um cara chamado David Brailsford. Brailsford.
Ele assumiu o comando do ciclismo britânico com uma filosofia simples. Melhorar 1% em tudo que fosse possível. E aí quando você vai ver esses 1%, o tipo de gel que se usava na massagem, o travesseiro de cada atleta, a cor da pintura interna do caminhão da equipe.
que é branco para detectar poeira, porque ele queria tudo muito bem limpinho. E aí você fala, cara, o que esse tipo de coisa muda? Individualmente não muda, mas a mensagem, o efeito, quando você vai juntando tudo, em cinco anos a equipe dominou as Olimpíadas de Pequim, cinco anos depois, né? E em dez anos, 178 campeonatos mundiais, 66 medalhas olímpicas, cinco vitórias na volta da França.
Então, é o efeito... E aí tem uma frase legal do James Clear. Hábitos são os juros compostos do autoaperfeiçoamento. Pequenos hábitos não se somam, eles se multiplicam. Nossa, eu anotei. Você anotou essa frase? E você tem um exemplo na sua vida? Desse 1%? Sim. O meu primeiro sonho era ser jornalista. Olha. Ser uma comunicadora.
E aí, em dado momento, isso era uma realidade muito, muito distante para mim, mas ficou ali no meu inconsciente. Quando chegou a pandemia, voltou aquele desejo. Falei, não, eu quero falar para a mãe, eu quero ser ouvida. Partiu muito de um desejo de sentir essa validação. Eu quero compartilhar uma mensagem no mundo. Pandemia, todo mundo enclausurado, acho que existe vida antes e pós-pandemia. Eu comecei uma série de lives.
Falei, bom, para eu ter traquejo, improviso, eu vou precisar me preparar. E como que eu me preparo? Pô, dentro da minha realidade hoje, o que não me custa?
Fazer uma live. Eu passei 2020, desde que começou a pandemia, de 2020 a 2021, fazendo lives todos os dias, entrevistando pessoas, porque eu queria ter esse jogo de cintura, de perguntar, de responder, de integrar. Se eu via que a pessoa era mais introspectiva, então eu buscava fazer uma leitura, como que eu posso entregar informações para essa pessoa se sentir confortável? Ou quando a pessoa tinha muita autonomia.
conduzia, a pessoa falava demais, eu sentia que eu precisava assumir o controle. Só que eu não tinha esse domínio ainda. Mas eu estava na disposição de desenvolver. O trabalho que eu faço hoje, eu desejei há uns cinco anos atrás. E aí eu comecei lá atrás, nesse processo de repetir, repetir, repetir, repetir, até se tornar algo natural para mim.
E eu sou testemunha, viu? A Poliana é uma mediadora sensacional. Inclusive, eu tive a ideia de trazê-la para o UOL para fazer conteúdos para a gente, quando ela mediou um painel de que eu participei com extrema sensibilidade e justamente, às vezes, um pouco mais sério, às vezes, fazendo uma brincadeira, além do momento. Então, o treino fez ela chegar.
Outra coisa que eu achei muito massa nesse livro, e que também não é tão intuitivo assim, é que você, para mudar, vai ser mais fácil se você assumir uma identidade para você.
Então, eu quero ser uma coisa. Até depois eu vi em outro livro, agora os livros se misturaram, mas uma coisa que é assim, é o cara que acabou de sair da faculdade, agora eu não sou mais um universitário, agora eu sou um profissional. Então, ele tem que ter atitudes novas. Então, você passa...
atitudes condizentes com essa nova. Então, você vai criar hábitos se você se enxergar, por exemplo, a pessoa vai parar de fumar, fala, não, agora eu sou uma pessoa cheirosa. Eu não posso mais não estar cheiroso. Eu acho que é esse tipo de coisa, porque você, a maioria das pessoas, ela tenta mudar de fora para dentro. Define uma meta, monta um plano, espera que o comportamento mude. E o Crier diz que você deve fazer o contrário.
primeiro você vê quem você quer ser, cria um sistema para chegar lá, e esse sistema, quais são o dia a dia, como é que você monta essa equação para chegar no que você quer, mas se você já veste essa identidade, isso te dá um super empurrão.
Total, total. Até anotei uma frase que justamente conecta com isso, que é você não sobe para atingir o nível dos seus objetivos, você desce ao nível do seu sistema. Por isso que um hábito é tão desafiador de ser implementado.
Porque os nossos hábitos são... Nós somos frutos do meio. Então, o nosso ambiente, as pessoas que exercem influência direta sobre a gente... Quando a gente quer fazer um movimento novo, eu preciso que o contexto seja essa ferramenta também. Eu vou precisar consumir leituras distintas, estar com pessoas diferentes, pensar no todo para que eu consiga me tornar alguém que sustenta aquilo que eu verbalizo para o meu futuro. Então, eu vou te dar um exemplo. A gente está em 2026.
Eu tenho uma meta bem interessante a nível de negócios para 2027. Para o segundo semestre de 2027. Então, hoje, eu estou fazendo o quê? Você pode contar com ela? Não. Ah, sim. Não, não posso. É um segredo. Mas em 2027, eu te conto. Se eu me mantenho aqui no UOL. Opa!
Mas o que eu estou fazendo hoje? Estudando e fazendo alguns movimentos super importantes para que eu consiga sustentar esse lugar que eu quero ocupar em 27. Então, eu não posso esperar, ano que vem eu penso nisso. Não, é agora, porque é comportamental. O que eu posso trazer para a minha realidade, hoje, que me custa zero, além de tempo e energia?
para sustentar isso, senão fica tudo muito vazio. Então, é vir nesse lugar mesmo de identidade. Então, o que eu quero ser? O que eu quero impactar? Qual que é a mensagem? Aí depois eu venho para a parte de comportamento. Como que eu executo isso? E a consequência é o resultado.
E é justamente isso, quando você sabe o que você quer ser, você já incorpora e fala, vou chegar lá, eu preciso me comportar como tal. Ele fala muito da importância do ambiente, porque o autocontrole nosso...
vai só até a página 2. A gente superestima o nosso autocontrole. De novo, voltando ao exemplo desses super-heróis humanos aí, não é assim que a gente consegue as coisas. Um exemplo que ele traz, também é meio clichê, mas em 1971 descobriu-se que 20%...
dos soldados americanos do Vietnã estavam viciados em heroína. Todo mundo ficou super alarmado, etc. E depois, quando eles voltaram, em um ano depois da volta, só 5% recaíram. Por quê? Porque era aquele ambiente... Meu, você está na guerra, você vai sair ali e está vendo o companheiro seu sendo morto, etc. Você está num grau de... Estresse. Que a gente não consegue nem avaliar daqui, né?
de proximidade da morte, de estresse, de perigo, de... Quando você sai disso e volta para uma coisa muito mais pacata, você não sabe nem onde arrumar a heroína e tal. Você sai de um ambiente que está ali fácil, todo mundo... Putz, meu...
Você não vai fumar. A régua é julgamento menor. Vai ser julgado se você não fizer. Exato, exato. Então, é um pouco isso. O ambiente é muito importante. Então, se você quer uma coisa e o seu ambiente não tem nada a ver com a coisa que você quer...
É mais difícil. Você precisa se botar em posições que permitam, que facilitem a sua mudança. Ele diz que é o seguinte, tem quatro coisas, ele diz que são quatro leis. Esses autores gostam muito disso, que é para a gente guardar. Que é tornar o hábito claro.
Então, nomeie o hábito que você quer criar, torne-o atraente. Ou seja, ele diz que pode ser muito legal você acoplar ao hábito novo. Então, digamos que você gosta de um podcast.
né, aí o missão saber, aí você fala eu preciso caminhar eu quero caminhar todos os dias eu só vou ouvir o missão saber quando eu estiver caminhando se não, não posso, exatamente acopla uma coisa que você gosta que já funciona que já funciona, que vai te entreter ali e fala, não, só quando eu caminhar ai caramba, eu quero ouvir o episódio novo, vamos caminhar é um pouco isso é um pouco isso
torne o fácil. Ou seja, é aquela história de... que a gente já falou aqui, né? De diminuir o atrito ou aumentar o atrito. Então, faça o que você puder pra... Ah, tem que correr de manhã. Eu já durmo com a roupa. É uma estratégia. Exato! Ou já deixa o tênis separadinho ali, exatamente. Porque aí você olha pro tênis e fala, não, já tô de roupa, já tô pronta, né? Por quê? Porque todos os seres humanos do mundo acordam e falam...
Ai, mais cinco minutos. Hoje não, hoje não. Já fiz ontem. Mas a gente nunca se arrepende. Você tem aquela sensação aí que você fala, que bom que eu vim. Essa sensação de orgulho, de orgulho. Eu acho que nos cinco primeiros minutos ainda vai, que bosta, acho que eu vou descer. Mas aí chega uma hora que é bom, você fala, que bom, né? Isso eu já ouvi também, é uma frase que muita gente diz, né? Eu nunca me arrependi quando eu tava suado, né? É.
e torne o satisfatório criar uma recompensa pequena, imediata alguma coisa tipo, sei lá, eleger um pequeno premiozinho assim, sabe?
Sabe que eu fazia esse jogo, mas eu sabotava o processo? Então, vamos pensar aqui. Eu queria diminuir o consumo de açúcar, mas eu não gosto de fazer coisas burocráticas. Eu sou mais criativa, mas tem coisas que eu tenho que fazer. Aí eu queria diminuir o uso do açúcar, eu não botava açúcar no café, mas para fazer coisas extremamente chatas, eu colocava uma recompensa no final, que era comer um chocolate.
Pô, mas eu tirei o açúcar e eu tô comendo chocolate.
É, mas tudo bem. Mas todas as vezes que você toma café, você come um chocolate? Ou foi só no começo? Não, foi até como uma recompensa. Então foi uma estratégia boa, porque você fez uma coisa que a curto prazo não era tão boa, mas que depois você conseguiu cuidar, né? Você cuida de uma coisa de cada vez. Essa é uma outra recomendação também. E talvez esse seja o problema do Clube das 5 da Manhã, porque ao mesmo tempo, né, eu quis começar o exercício todo o santo dia, meditar todo o santo dia, estudar todo o santo dia.
outro dia, blá blá blá, é, meu, porra, não dá pra ir um de cada vez, talvez seja mais eficiente, né, e eu acho que esse é um é um, é uma das outras coisas que ele fala, que assim o o hábito, ele não pode ser nem tão fácil que tipo não vai mudar nada e nem tão difícil que seja
muito complicado. Então, você precisa sempre botar... É como se fosse um degrauzinho acima, né? Então, você tem um pequeno esforço. É a mesma história do exercício, né? Acho que você conhece bem. Não adianta você pegar um peso muito leve, você não vai evoluir, né? Tem um muito pesado, você não vai nem conseguir tirar ele do lugar. Acho que é um pouco essa... É você ir ajustando.
O que mais que você diria desse livro? Ou cobrimos bem o livro e podemos passar para o próximo? Eu quero...
Eu transcrevi aqui um trecho que eu acho que vai compartilhar. Ó, grifou, muito bom. Você sabe que quando eu tava criando o nome desse podcast, até um dos próximos convidados falou, deveria se chamar Grifos. Eu achei legal o nome, não é? Que é tipo, o que você achou de interessante no livro e tal. Aí como eu queria que o papo ficasse mais solto, né? Eu achei mais interessante trocar o nome, mas eu gosto. Era uma ideia.
Então, um grifo da Poliana. Eu tenho vários. Quando escolhemos desenvolver hábitos com base na identidade, nos concentramos em quem desejamos ou queremos nos tornar. Isso porque os resultados são baseados, porque hábitos baseados em resultados são mais frágeis, ainda que úteis. Na verdade, isso aqui não grifei, não. Isso aqui é a minha...
A minha interpretação... Melhora ainda. Tá? É frágil. Porque quando a gente pensa só no resultado... Cara, eu quero comprar isso. Eu quero estar nesse lugar. Eu quero ir no SXSW. Tá, é o estar lá.
Mas vai chegar, você vai realizar e depois. Agora, quando você está pensando na construção, nesse processo, você consegue sustentar muito mais. Eu me vejo como uma mulher muito determinada, muito obstinada. Eu sou, eu não quero ser, eu sou. Então, eu traduzo isso para os meus negócios. Eu traduzo para a liderança, para que, de fato, eu consiga levar isso...
Adiante. E aí eu acho que o que é bonito disso que você está dizendo é que a sua identidade significa que você pode ter uma meta, mas a meta é transitória. Porque não é que você consegue a meta e daí, puf, acabou. Acabou. Ah, eu quero ser campeão. Mas você quer ser campeão para quê? Perfeito. Eu acho que é muito interessante isso. Então, é um posicionamento diferente. Eu quero... É como se fosse um caminho.
E não só um ponto de chegada. Perfeito. Na sua visão, as pessoas que querem atingir, sei lá, resultados ou coisas mais específicas, isso acontece num viés de falta? Sabe, de invisibilidade ou de rejeição? O que você pensa sobre isso? Eu acho que pode ser. E aí a gente já está entrando até em terapia, né? Parece.
Que é um pouco isso, né? Nossa, mas será que você quer fazer tudo isso? Quer conseguir tudo isso? O que está faltando aí? Você está querendo jogar uma cortina de fumaça numa grande deficiência sua, tal?
Pode ser, não sei, pode ser uma maneira de olhar, mas acho que também você entrar nessa pira, ah, não, então não vou conseguir nada, deixa eu olhar aqui para a minha dor. Não que a gente não deva olhar para as nossas dores, para as nossas faltas, mas eu acho que isso, você querer ser alguma coisa, você ter ambição, você querer...
é construir você querer ser melhor, querer ter hábitos melhores, eu não vejo onde isso atrapalha nada na nossa vida, assim, né? Se você não tá passando por cima de ninguém, se... É crescimento, afinal de contas, né? É crescimento pessoal, assim. E aí você pode aplicar isso pra qualquer área que você se interessar. Então eu não vejo. Tem mais grifo? Tem um monte. Olha.
Os resultados referem-se ao que você obtém, processos ao que você faz, identidade ao que você acredita. É muito difícil você levar adiante coisas que não fazem sentido do que é a tua visão de mundo. Como você se comporta. Tem até um trecho do livro que fala sobre a questão do quem acredita na democracia e quem acredita na ditadura. Os comportamentos, os valores, eles são diferentes. Você pode ter um milhão de argumentos para falar para uma pessoa do porquê é importante o direito ao voto.
E aquilo não vai fazer sentido nenhum para quem acredita no conceito de ditadura. Então é muito da identidade individual, mas também da identidade de um grupo.
É porque a gente está dizendo que o hábito precisa ser uma coisa sustentável, né? Então, se não está alinhado com a sua crença ou com o que você quer ser, ele não vai ter força. Você resolveu hoje, mas daqui três, quatro dias ou daqui duas semanas vai perder força porque não está. Então, eu acho que é muito importante internalizado, né? Eu acho que é bem por aí. Eu acho que chegou a hora de revelar alguns dos resultados do Mega Estudo.
Então, eu acho que o nosso harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus harus
bom, a conclusão claro é não existe bala de prata
Então, naquela história da academia, 61 mil pessoas, 54 variações de programas, de testes foram feitos para elas. Tem um que é interessante, tem outras conclusões ali, mas tem uma que é bacana. Micro incentivos funcionaram muito, 27% de aumento na frequência de academias.
quando você dava prêmios ridículos para as pessoas, se elas fossem depois que elas tinham perdido um dia. Então, digamos que você não foi um dia, aí você pode ganhar nove centavos para repor o dia que você não foi. E aí as pessoas superiam, assim. Então, deu um boost no ego dela. Mais do que oferecer um prêmio dez vezes maior.
desassociado à reposição do que você faltou. Então, as pessoas, quando elas perderam e tiveram um impulso, não se preocupa que você não foi um dia, porque tem esse perigo. Você não vai um dia, é o primeiro vacilo para parar de ir. Aí é meio como se fosse um empurrãozinho para você voltar para os trilhos. Isso super funcionou. Funcionou mais do que dar um empurrãozão a troco de nada.
É igual alimentação. Você tá ali tudo regrado, aí você mete o pé na jaque um dia. Se você não cuidar, aí no dia seguinte fala, ah, ontem eu já vacilei mesmo, vou comer hoje de novo. E aí você vai começar a alimentar esses hábitos nocivos que vão te tirar do foco. É exatamente isso. É um grande desafio mesmo. Interessante esse exercício aí da volta. Aí tem outra das vacinas.
O maior aumento de vacinação foi com uma mensagem assim, esta vacina está reservada para você. Nossa! Mensagem de texto você recebe. Exato. E fala assim, pô, já está no meu nome, vou lá tomar. Isso funcionou. Olha o que não funcionou, isso foi surpreendente.
você dizer que tinha um transporte de aplicativo de graça pra pessoa ir tomar vacina. Não aumentou. Olha. Era o aplicativo Lyft. Tipo um Uber. Concorrente do Uber nos Estados Unidos. Eu vi uma campanha de marketing ontem sobre isso. Ah, a partir de X reais em compras, o Uber é gratuito. Queria descobrir se funciona. Deve funcionar. Pra tomar vacina não funcionou.
Eles estão fazendo mais pesquisas. Tem uma outra aqui que é um prompt de copiar e colar para alunos. Então, era um estudo específico que meio que ele te dava...
caminhos para exercícios que outras pessoas boas tinham feito. E aí você podia copiar e colar no seu, e aí as pessoas não desistiam de continuar fazendo a tarefa que elas tinham que fazer. Parece que funciona, ou seja, você tem como se fosse, você tem que fazer a tarefa de casa, mas tem 10 exercícios, tem esses três aqui, se você não soubesse, você pode copiar. As pessoas concluíram mais.
do que quando não tinha esse input. Eu achei interessante. Os produtos derivados desse estudo. Diversas startups de RH e saúde suplementar licenciam os protocolos validados por esse grande estudo para usar em aplicativos de bem-estar corporativo. Eles também estão fazendo agora consultoria estratégica de behavioral design.
para governos e empresas, baseados nos dados do projeto. E esse projeto gerou um livro, que a gente vai dissecar daqui a pouquinho. Atualmente, onde ele está?
projeto. Eles estão fazendo, adivinha o que? Qual que é a palavra da moda? Inteligência artificial. Então, eles estão fazendo experimentos de usar inteligência artificial para personalizar o tom de mensagens, o tom da intervenção, usar inteligência artificial para te ajudar, para ajudar as pessoas a desenvolverem bons hábitos. Eu não consegui achar especificação exatamente em que, mas...
É um dos passos, só para dizer que continua esse mega estudo. E eles estão expandindo para a longevidade, que é justamente as pessoas adotarem hábitos bons, seja de exercício, de alimentação, de saúde, para viverem melhor. Porque, claro que...
como a gente está falando o programa inteiro, tudo que a gente está contratando hoje vai sendo entregue no nosso futuro. Então esses são os próximos passos. E agora a gente pode falar desse livro que eu ainda não terminei de ler, porque eu descobri na pesquisa para esse podcast, mas estou devorando e recomendo. Então eu recomendo muito, a gente falou de vários livros aqui, eu recomendo muito dois. É o do James Clear, o Hábitos Atômicos. O Hábitos Atômicos.
E este aqui, que se chama Como Mudar, da Kate Milkman, que é uma das duas líderes do Mega Studies. E ela fez esse livro.
Ela usa conclusões dos estudos, mas ela também usa, ela já era pesquisadora antes, ela é uma pessoa bem produtiva. Ela começa o livro com uma introdução de esporte, é como eu amo esporte, vocês vão ter que ouvir essa história porque ela é interessante.
Vocês já ouviram falar no André Agassi. O André Agassi tem uma biografia que eu super recomendo também. E o André Agassi começou como um tenista muito promissor. E a vida dele, o pai dele era um boxeador iraniano que foi para a Olimpíada.
Desde que o André Agassi era pequenininho, fazia ele ficar batendo que nem um louco, fazia ele treinar que nem um maluco. Ele batia muito forte na bola, ele surgiu como uma super promessa do tênis, tinha uma habilidade incrível, só que ele fazia mais sucesso pelas roupas, porque ele usava umas roupas todas coloridas, o tênis naquela época todo mundo jogava de branco.
Era colorido, tinha cabelão, namorou a Brooke Shields. Só que, meu, no jogo, no tênis, ele estava afundando. Ele já estava para lá de 100 do mundo, um cara que chegou a ser sétimo do mundo, tinha um talento para ser um dos melhores, estava meio afundando.
E aí o empresário dele leu um livro de um cara que tinha ganhado do Agassi algumas vezes, já tinha trinta e poucos anos, chamava do Brad Gilbert, e ele escreveu um livro que chama Winning Ugly, ou seja, acho que chama a tradução, não sei se é Jogo Sujo ou Vencendo Sujo, alguma coisa assim, que basicamente aí chamaram o Brad Gilbert para almoçar, e o Brad Gilbert falou, cara, é muito fácil ganhar de você.
porque você quer ganhar você dando todas as porradas você nunca olha pro adversário você pode ganhar olhando as deficiências do adversário então ele mudou a estratégia então a partir daí meses depois do Agassi contratar o Brad Gilbert ele foi o primeiro jogador que não era cabeça de chave a ganhar o aberto dos Estados Unidos porque ele entrou como ele tava lá embaixo, só que ele run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run run
virou uma máquina, ganhou oito, vários grandes lãs, acho que é oito, se eu não me engano, oito ou nove, acho que oito, voltou a ser número um, não, virou o número um do mundo, depois de mais velho, por quê? Porque ele começou a olhar para o rival e explorar as fraquezas do rival. E por que ela usa essa história na introdução do livro?
Porque quando a gente vai enfrentar uma mudança de hábito, a gente tem que justamente olhar para fazer estratégia para combater as nossas fraquezas. E ela nomeia os nossos inimigos. Número um, impulsividade.
Para a grande maioria dos seres humanos, para todos os seres humanos normais, entre aspas, é muito melhor ser feliz agora do que depois. Por isso que é tão difícil de mudar de hábito. E aí o que ela diz? Você vai mudar a natureza humana? Não. Você vai usar isso a seu favor. Então, ali, prazer e dever. A gente já falou disso aqui.
Então, aquela história, ouvir o podcast enquanto caminha, seu hambúrguer favorito você deixa para reuniões difíceis, quando você vai fazer um negócio difícil tem um prazerzinho ali. A regra de ouro, a tentação e a tarefa precisam ser compatíveis.
Então, acho que é um twist diferente. Ela fala muitas das coisas que a gente já falou aqui, mas acho que essas roupagens, às vezes, ajudam a gente a... Olha por um ângulo, olha por outro, olha por outro, e quem sabe a gente vai tirando liçõezinhas. Aí, o segundo inimigo, a procrastinação. Que você fala assim, o que é a tendência? Isso é a coisa mais fácil do fumar. Não, um dia eu vou parar de fumar.
Não, um dia eu vou começar o regime, um dia eu vou... Aí ela cita até ações práticas de comprometimento, né? Tipo, o Ulisses se amarrou ao mastro para não ceder às sereias. Diz que o Vitor Hugo, aquele autor francês, escondeu as próprias roupas para não poder sair de casa e ter que terminar o livro que ele estava escrevendo.
Então, hoje, tem duas estratégias que ela cita, algumas vieram até dos testes. Você fazer uma conta poupança que proíbe saque antecipado. Então, se você quer poupar dinheiro, você vai lá e põe num lugar que você não vai poder tirar.
já separa um pedaço do seu salário, automaticamente sai da sua conta e você não vai poder mexer. E aí diz que tem um site, depois eu posso botar no comentário do podcast, porque eu esqueci de trazer o nome do site, que você deposita dinheiro também, você pode dar um Google e talvez você descubra. Olha essa que cabulosa. Você deposita o dinheiro, se você não cumprir sua meta, vai para uma causa que você odeia.
já mandou? já pensou? você põe o dinheiro ali se você não fizer aquilo que você se comprometeu vai lá pro pro político que você não gosta nossa já pensou? fortalecer a campanha de quem você quer combater
Posso trazer um relato que conecta com isso? Em 2023, eu comecei a pensar mais sobre essa questão financeira e de investimentos. E eu nunca tinha investido nada. E não tinha muito dinheiro também. E aí eu falei, não, eu quero fazer um investimento. Mas eu não queria investir 100 reais, eu queria botar um valor maior. Porque para mim, só seria investimento se fosse maior. Aí eu investi em 2023, 25 mil reais.
coloquei, falei, meu primeiro investimento, coloquei lá esse dinheiro. Só que o que aconteceu? Eu não tinha estrutura, eu não sabia quanto eu custava. Então, menos de um mês depois, eu já comecei a pegar o dinheiro de volta.
Em menos de cinco meses, eu não tinha mais dinheiro nenhum naquele investimento. Ou seja, eu foquei tanto em atingir a minha meta, porque eu queria sentir orgulho de mim de ter feito um investimento, que tá, eu fiz. Mas não teve consistência, eu não consegui continuar. Não teve planejamento. Não teve planejamento, então não vai rolar. É, precisa ter planejamento, precisa analisar bem. Qual será que foi o seu inimigo nessa empreitada?
O foco no... Eu queria dizer que eu tinha investido. A qualquer custo. Ah, eu tenho um dinheiro investido. Eu acho que foi talvez a impulsividade. Impulsividade. Tanto para colocar quanto para tirar. Não é? Eu acho que é isso mesmo. Aí, o terceiro inimigo. O esquecimento. Isso acontece também. Vamos mudar o hábito e tal. Então, você precisa planejar. Precisa ter plano específico.
né? E aí ela diz, faça um de cada vez, no máximo dois ao mesmo tempo. Por quê? E tenta associar a situação também. Não, quando tiver uma situação A, eu vou fazer um comportamento B, né? E aí você precisa encontrar maneiras de se lembrar, porque a nossa, inclusive, os nossos atos falhos contribuem pra isso, né? Os nossos caminhos já, né? Neurológios, neurais já feitos ali.
nos fazem esquecer. Às vezes, inconscientemente, a gente está indo para o negócio errado. Quarto, preguiça. E aí ela diz uma coisa interessante, a preguiça não é vício, é uma eficiência evolutiva.
Porque o cérebro, ele segue o caminho da menor resistência por design. Ele está sempre querendo economizar nossa energia. Então, é aquela história. Torne o que é ruim e mais difícil e o que é melhor e mais fácil. Então, se você deixa o celular lá na sala, você vai ter preguiça de levantar. Então, você usa a preguiça.
estrategicamente, né? ou você conta que você vai ter preguiça de correr de manhã e já deixa o tênis ali, né? aí tem um esse também é um estudo, um resultado do estudo que eu deixei pra falar agora do mega estudo que é uma coisa muito contraintuitiva sabe como faz pros maus alunos virarem alunos melhores? Não você faz com que eles ensinem
outras pessoas. Porque daí você vai despertar neles a autoconfiança, você vai despertar neles uma coisa e até, não é só autoconfiança, mas ele passa a querer zelar por aquele status que ele conseguiu pra ele mesmo.
Então, eu achei genial isso. De transferir o conhecimento. De transferir o conhecimento. Sabe o que eu fazia isso? E essa coisa de você recuperar a criança. Porque eu acho que muitas vezes, né? As nossas escolas e a nossa sociedade sem querer. Ah, para os alunos bons tudo. Para os alunos maus, né? E quando você tem essa abordagem. Pô, você pode despertar na pessoa que não está indo bem. Ou não está muito conectada. Ou está com autoestima baixa.
Esse senso de importância. Esse senso de importância. Então, quando você quiser, tiver com um problema, que conselho que eu daria para um amigo nessa situação? Então, você se colocar como uma pessoa que pode aconselhar alguém. Eu achei interessante. Eu fazia isso para estudar, para a prova.
Chegava em casa, principalmente se era um conteúdo que me desafiava, e eu pegava um amigo ou a minha mãe e eu tinha que explicar para alguém que era completamente leigo naquele assunto. Se eu conseguisse fazer a pessoa entender, eu absorvia melhor o conhecimento. E o outro inimigo é a conformidade, né?
É o poder e o perigo das normas sociais. Então, é aquela história de você que aprendeu uma coisa. Por exemplo, tem um exemplo do tênis. Sempre dizem que para você melhorar um pouco, é bom você jogar com alguém que está um pouquinho melhor.
que você, porque aí você eleva o nível do seu... Não adianta nada você pegar um cara que tá bem melhor, que aí você vai se desestimular, vai... Sentir um merda. Então é bom você alternar com pessoas que estão ali, mais ou menos no seu nível, que aí você pode ir bem e ficar feliz que você foi bem. E pegar uma pessoa um pouco melhor, que você se inspire e fala nossa, eu tô conseguindo até jogar com esse cara que claramente é melhor do que eu. Então é... Eu na capoeira. Você se cercar por pessoas que vão te... Desafiar.
Que vão te desafiar e que vão te puxar, né? Vão te puxar pra cima e não pra baixo, né? E quando você tá com alguém, é você que tem que puxar pra cima e não ir pra lá. Sim. É um exercício interessante estar dos dois lados. Eu pratico capoeira há 13 anos. E quando eu comecei, o meu maior objetivo era fazer bananeira.
Parada de mão. Nossa, difícil. Nossa, hoje eu já consegui ficar três minutos. Ô louco! Porque era a minha meta da vida, assim, fazer bananeiro. E depois de muita prática, eu consegui. Aí depois de conseguir, eu falei, eu não quero só fazer. Eu quero ser a melhor. Então, de todos os meus amigos.
Todo o meu desafio era, vamos fazer bananeira? Porque eu sabia que eu me saía bem. Só que, ao mesmo tempo, eu fiquei deficiente em outras coisas. Porque eu tinha o desejo de dominar aquela situação. Eu consegui dominar. Só que, ao invés de eu buscar evoluir em outras coisas, eu queria constantemente aperfeiçoar, porque eu queria manter o meu status ali.
Então, eu sentia isso dentro da roda de capoeira. Ao mesmo tempo que o desejo de evoluir me fazia sempre querer jogar com pessoas que estavam, não eram dois, três, eram, sei lá, dez níveis acima do meu. Pela sensação de, não vou falar perigo, mas eu preciso me virar. Se eu não esquivar, vai pegar e vai machucar.
Então, eu gosto dessa sensação de, cara, ou vai ou vai. É igual ao vivo. Você não pode errar. Então, é um negócio que eu fico, ok, um, três, dois, um, bora. Mas, ao mesmo tempo, eu gosto de transferir esse conhecimento pra quem tá começando. Só que tem que ter o equilíbrio. Se eu só passo para alguém e eu não tenho uma régua pra subir o meu nível, eu vou desestimular.
É isso. Você tem alguma coisa que você é assim? Meu, eu acho que, na verdade, em praticamente tudo, né? Eu acho que é assim, você está sempre querendo melhorar, mas é um prazer também você dividir o que você sabe, ver que o que você dividiu...
tocou a pessoa, né? Então, eu gosto muito da troca. E eu acho que essa é a essência da troca, né? Às vezes a gente troca com alguém que tem mais pra dar, às vezes a gente troca com alguém que tem menos. E tem uma coisa que é interessante, que às vezes quem tem menos, tem menos numa seara, mas tem outra...
E ela tem uma sabedoria fudida. Então, eu tenho um pouco isso de... Eu tenho curiosidade e eu acho que todo mundo sempre tem o que ensinar. A única coisa que acontece é os nossos tempos malucos, que a gente não tem tempo para muita coisa. Então, muitas vezes...
pessoas que poderiam ensinar a passar reto na nossa vida e a gente não dá conta, né? Puta, tô atrasado e tal, mas enfim. Mas na essência, eu acho que a gente é sempre bom em uma coisa e em outra a gente não é. Todo mundo é mané em algum assunto. Não tem muito por onde. Hoje, quando eu tava vindo pra cá...
eu mandei uma mensagem para o meu grupo de mulheres empresárias. Eu sempre compartilho qual é a minha intenção antes de fazer alguma coisa para mostrar como eu me preparo. E aí, quando eu finalizei esse vídeo, o motorista fez uma elogia. Ele falou assim, nossa, aprendi muito com o que você acabou de fazer. Com o que você acabou de falar. Eu quero implementar isso. E a gente começou uma conversa.
15 segundos depois, ele já estava me vendendo um conceito de um colchão magnético. Ele pegou um gancho do que eu falei, validou, elogiou, abriu espaço para a conversa e assumiu o controle. E eu achei genial. Quando eu saí do carro, ele falou para mim, nossa, eu aprendi muito com você. Ele com o telefone para me vender o negócio depois. E eu também aprendi muito com você. Então, se a gente está atento e aberto, a gente aprende muita coisa mesmo nessa correria do cotidiano.
acabamos, é um hábito saudável conversar com as pessoas e tentar ver o que elas podem, o que se aprende com elas, sejam elas quem forem isso é um hábito legal
E aí, pra terminar, ela fala assim, né? Como começar? E aí, esse é um ponto que a gente não abordou ainda, que é interessante, que é assim, em épocas de virada, tipo, ano novo, todo mundo fala, todo mundo fica fazendo promessa de ano novo, é grande merda, não vai mudar nada, só virou do dia 31 pro dia 1º.
continua tudo igual, não. A gente está aberto a assumir uma nova identidade. Quando a gente faz aniversário, segunda-feira, é tipo virar a página. Você fala assim, não, virou a página. É um marco de mudança de página. Estou prestes a assumir uma nova identidade. Por isso que são importantes marcos e datas. Me formei. Me formei. Me casei.
Agora, virei pai. Esse tipo de coisa é super transformador e são excelentes oportunidades para você começar. Então, ela disse que é uma boa estratégia, que não é superstição, é a nossa estrutura psicológica mesmo, a gente se preparar para ter essa virada de página. Então, se você quer fazer um ajuste ali, implementar alguma coisa nova...
tenta escolher uma data. Isso não é desculpa pra ninguém esperar mais um monte de meses até chegar o fim do ano, né? Mas talvez a próxima segunda-feira seja uma boa. E a energia do coletivo. Porque pensa todo mundo nessa mesma vibe do recomeço. É verdade. Tem isso também. Isso é legal. E aí, o que que ela diz, a gente já falou, mas acho que é legal terminar também com isso, que é o seguinte.
Não existe mudança para sempre. Não existe. Não é um machucado que cicatriza. É uma doença crônica, tipo diabetes. Quando alguém tem diabetes, a gente não dá insulina por um mês e espera que a pessoa esteja curada. Então, impulsividade, esquecimento, preguiça, tudo isso que a gente disse são da nossa natureza, estão dentro da gente.
O nosso ambiente muda o tempo inteiro, a gente muda onde mora, muda de profissão, muda de fase da vida. Então, os hábitos podem cair por terra. Às vezes, até o hábito não faz mais sentido para a nova identidade que a gente tem. Então, é uma coisa... Esse é um... Olhar para os nossos hábitos e planejar e ver como eles estão. Isso é uma coisa que a gente tem que fazer.
perpetuamente, não tem muito jeito. E que bom também, né? Porque a gente sempre tem oportunidade de ir evoluindo, crescendo, né? Se desenvolvendo. E aí, o podcast não acabou ainda, porque a gente acaba o podcast pedindo pra você que livro que você leu na sua vida que você recomendaria pra quem tá ouvindo a gente, ou vendo a gente.
Bom, vou ser repetitiva com hábitos atômicos, porque realmente foi um livro... Não, calma, calma. Vai ter o próximo. Vai ter o próximo. Mas eu realmente reitero a importância desse livro pelo tanto de exercícios práticos. Cara, você leu, absorveu, bota em prática. Não precisa ser tudo ao mesmo tempo, mas tem muito ouro aqui. E um segundo livro foi o Segredos da Mente Milionária.
Segredos da Mente Milionária. Foi um livro que fez muita diferença para mim, inclusive na época que eu fiz o investimento de 25 mil, foi por conta do livro. Tudo bem, eu não consegui ter consistência naquele momento, mas eu comecei a repensar o dinheiro, o comportamento...
para sustentar um dinheiro, sabe? Os meus hábitos, os meus gostos, por que eu comprava o que comprava, quais eram as sombras e o que eu precisaria me tornar para ser alguém capaz de administrar os meus próprios recursos e prover a segurança necessária. Foi um livro que, para mim, fez muita diferença.
Que bacana. Que livro que você está lendo agora? Eu estou lendo dois livros. Um pensando nesse desenvolvimento pessoal, que é o Animal Social, um livro que fala muito sobre a importância do ambiente para formar os nossos comportamentos e até a nossa visão. Então, é muito sobre influenciar e ser influenciado.
Eu estou lendo um outro livro, que é uma coautoria de várias mulheres que falam sobre cura. Mulheres curadas curam. E o oposto, eu penso muito nisso. Pessoas doentes adoecem com pensamentos, influências e comportamentos. Não deixa de ser também o ambiente, né? Não deixa de ser o ambiente. O ambiente é a palavra da vez. Que livro você não recomenda? Nossa. Agora você me pegou.
Eu também não sei que livro que eu não acho que é. Cri, cri, cri. Tá bom. Não sei. Eu sempre pego alguma coisa de um livro. Acho que não tem livro bom ou ruim, sabe?
Tem livros com diferentes estruturas. Então, tem livros que são mais técnicos, livros que são mais fluidos. Eu sempre absorvo alguma coisa. Acho que você tem essa seguinte opinião. Nada é descartável. Eu também sou quase assim. Acho que até tem uns livros que eu não recomendo, mas a maioria eu leio de tudo e sempre tem alguma coisa. Sempre tem alguma coisa. Sempre tem alguma coisa para colaborar com a missão saber.
Então agora é o Ardimbor. A gente volta com outro assunto na semana que vem. Obrigado, Poliana. Que grandeza. Obrigado para todo mundo que nos ouviu ou assistiu até agora. A gente volta.