UOL Prime #122: Como o soft power chinês avança sobre os jovens americanos
No momento em que Donald Trump desembarca em Pequim, uma reportagem do UOL Prime mostra que jovens americanos agora estão bebendo água quente, jogando mahjong, vestindo camisas com botões de nó e incorporando hábitos do cotidiano da China. É o avanço do soft power chinês, a capacidade de influenciar comportamentos, valores e imaginários por meio da cultura.
É sobre a chamada "chinamaxxing", a maximização do estilo de vida chinês, que o apresentador José Roberto de Toledo conversa com o colunista e correspondente do UOL na China Nelson de Sá.
"É algo que acontece nos Estados Unidos e também começa a acontecer no Brasil", diz Nelson de Sá. Ele viajou ao maior complexo de estúdios da China, em Hengdian, a Hollywood chinesa, e ouviu atores e especialistas em política internacional, videogame e moda para apresentar os avanços nessa nova frente de competição com os EUA.
- Soft Power ChinêsChinaxxing · TikTok · Red Note · Wong Kar Wai · Meida 2 · Black Meat Wukong · Wukong · Donald Trump e a NASA
- Inteligência Artificial ChinesaKimi · Deep Seek · Doubao · Yuan Bao · Enxete · Tiananmen · Xi Jinping · Comitê Executivo Permanente · Praça de Anamem · Seed Dance 2.0 · Sora
- Indústria Cultural ChinesaHollywood Chinesa · Hengdian · Novo Guerreiro · Novo Guerreiro Dois · Frank Grimmel · PCC
Enquanto Donald Trump se ocupa de destruir décadas e décadas de política de boa vizinhança dos Estados Unidos junto a todos os outros países do mundo e, junto com isso...
todo aquele esforço de Hollywood e de outras plataformas culturais e industriais e de comunicação americanas para influenciar outros países sem precisar usar o porrete.
A China vai no caminho contrário. Está construindo a sua própria indústria de soft power, como os diplomatas gostam de chamar essa cenourinha que os países mais poderosos costumam usar para conquistar a boa vontade dos seus vizinhos e dos seus parceiros ou até dos seus adversários.
Mas essa nova indústria cultural, para usar um termo que foi consagrado para a imposição da cultura americana, agora indústria cultural chinesa, vamos consultar o nosso colunista e correspondente em Pequim, lá na China, o Nelson de Sá. Muito bem-vindo ao All Prime, Nelson. Obrigado, Toledo. Muito feliz de estar aqui conversando com você.
Eu sou José Roberto de Toledo e este é o UOL Prime. Toda semana a gente conversa com os melhores repórteres sobre as melhores reportagens do UOL.
Nelson de Sá, você publicou recentemente no UOL uma reportagem contando justamente todos os avanços que a China tem conseguido nesse campo aí do tal do soft power. E uma das coisas que mais me chamou atenção na sua reportagem foi um negócio que eu nunca tinha ouvido falar, mas isso também não quer dizer nada, chamado...
China Maxing, é assim que se pronuncia isso? Que é uma nova moda nos Estados Unidos? O que é isso? Então, é algo que acontece nos Estados Unidos e, para falar a verdade, também começa a acontecer no Brasil, pelo que me conta, que é, enfim, as pessoas, os jovens, sobretudo, começaram a reproduzir a vida, a chinê.
Então, acostumaram-se a beber água quente, como o fato dos chineses. Os chineses não pedem água gelada. Estumaram-se a usar roupas como esta aqui, com botões de pano.
Para quem não está assistindo, só está ouvindo o programa, o Nelson está vestido seguindo a moda do Chinamaxin, com aquelas túnicas amarradas com um botão de pano, como ele falou, parece um lacinho. Mas, Vicky, há um pouco de tudo nessa tentativa, digamos, de aproximação com a cultura chinesa. Isso, obviamente, acontece muito no ambiente das mídias sociais, das redes sociais.
TikTok, uma das grandes armas do software chinês. E agora o Red Note, que é a outra plataforma chinesa que também está tendo grande presença no Ocidente, nos Estados Unidos sobretudo, mas também agora no Brasil.
Então você tenta um pouco viver isso, você tenta assistir todos os filmes de Wong Kar Wai, você tenta conhecer um pouco do que é a vida na China. Há uns tempos atrás eu fiz um comentário em que eu perguntava para mim mesmo, falei quantos chineses vivos eu sei dar um nome?
E é surpreendentemente pequeno, comparativamente ao que a gente conhece de americanos, europeus, o número de chineses vivos que eu consegui lembrar, sem contar as figuras históricas. Isso está mudando de que maneira? Qual é a principal arma chinesa nessa guerra de influência cultural? Porque os Estados Unidos tinham várias, mas talvez Hollywood ainda seja...
A principal, né? Na China, é o cinema também? Ou, como você disse, são as plataformas de redes sociais ou antissociais, como eu prefiro chamar? Eu acredito que a ponta de lança são as plataformas, essas duas sobretudo, que são o TikTok, que todo mundo conhece bem, é um fenômeno. E agora o Red Note. O Red Note tem uma característica que ele, na verdade, é diferente do TikTok.
é a mesma plataforma tanto na China quanto fora da China. Então, é uma plataforma em que quem está fora e entra no Red Note conversa com chineses, tem tradução, texto, inclusive, para você falar, sobretudo com vídeos. É algo muito significativo, porque iniciou esse diálogo, que é um diálogo que se dá sobretudo entre jovens.
E aí, através das plataformas, as pessoas chegam aos fenômenos da indústria cultural propriamente. O maior deles é uma animação chamada Media 2, que é uma animação baseada em uma história da tradição cultural chinesa, a história de um menino diabo, que se torna a quarta maior bilheteria do mundo, a maior animação em bilheteria também no mundo, e que introduziu muita gente a esse universo.
mitológico chinês. Outro grande exemplo, que foi pouco antes, um ano antes, seis meses antes, foi um videogame, que é algo que também, novamente, voltaram mais para jovens, chamado Black Meat Wukong. Wukong é o Rei Macap, que é um outro personagem importante.
mitologia clássica chinesa. Inclusive, o Neji, que é o Menino Diabo, e o Wukong, que é o Rei Macaco, tem passagens em que eles lutam um com o outro. Esse videogame era específico sobre o Wukong e foi um fenômeno no mundo todo.
Para quem não está familiarizado, o TikTok a gente, acho que a maioria dos ouvintes vai conhecer, o grande fenômeno, que também é um fenômeno no Brasil, dos vídeos curtos, etc. E o Red Note, como é que é? É tipo um WhatsApp? Como é que é a plataforma? Qual é a mecânica?
É muito parecida com a plataforma do TikTok. São basicamente vídeos que você posta, mas a interação é maior. Também podem conversar em tempo real, se quiser, contar ali. Talvez valha a pena contar um pouco a história de como isso aconteceu. Quando os Estados Unidos resolveram fechar o TikTok, as pessoas jovens americanas revoltadas com o Trump...
e antes com o Biden, saíram atrás de uma outra plataforma que eles pudessem usar e que tivesse o mesmo efeito. Eram os refugiados do TikTok. Eles cumpriam exatamente o que faziam antes no TikTok. Com a diferença que no TikTok, quase nem pensavam só aos chineses, aos jovens chineses. E aí foi, realmente iniciou uma coisa muito interessante de acompanhar.
E acho que o China Maxim, que é essa maximização da vida chinesa, nasceu em grande parte disso, nasceu nesse encontro e os jovens americanos ficavam perguntando como era ir ao hospital, como era o sistema de saúde, como era...
enfim, tudo na vida chinesa. E aí foram descobrindo que foi muito o mágico que eles conheciam. E em algumas áreas talvez até mais eficientes, especialmente na área de saúde, para quem nos Estados Unidos nem todo mundo está coberto. O Red Note, os jovens chineses têm total liberdade para escrever o que bem entendem ou tem algum tipo de fiscalização do Estado? A fiscalização do Estado aqui é...
em todas as frentes, né? E o acompanhamento é feito com algoritmo, como são hoje as plataformas ocidentais, em que algumas palavras, digamos, disparam uma atenção maior. Por exemplo, vai disparar uma atenção maior, imagino eu. E aí passa a ser acompanhado, e daí se houver alguma manifestação mais questionável, assim, ou organização de algo contestado, algo do gênero, daí haveria uma intervenção. Eu acho o pessoal...
Das várias plataformas chinesas, WeChat, Weibo, que são inclusive maiores, TikTok é tão grande quanto esses dois, enfim, os usuários são tão descontrolados quanto os usuários que a gente conhece nas plataformas brasileiras. Fala-se um pouco de tudo, fala-se com responsabilidade mesmo, é algo impressionante. Não vejo tanta política...
de tanto esforço do Estado de conter discussão política, nada disso. É bem aberto a perna. A União Soviética, quando existia, que era o símbolo máximo do comunismo no mundo, ela tinha uma política muito mais restrita, tanto de entrada de material, digamos, cultural, ou informação, ou jornal, ou notícia ocidental, na União Soviética, e também...
não tinha a voz de Moscou, mas não tinha uma política tão ativa quanto a China parece ter. Ou seja, os chineses me parece que descobriram que é vantajoso para eles colocar as duas culturas em contato, especialmente os jovens, que estão levando mais vantagem do que desvantagem, ou não? Não, eu acho que é perfeito isso e é, digamos, o grande nó dramático do jornalismo hoje é um pouco...
em relação à China é um pouco esse. Há uma abertura maior para, digamos, interação e Red Note, o caso de Evidente, em grande parte porque eles estão vencendo. Eles têm acumulado vitórias em muitas frentes econômicas.
e agora em São Paulo, você tem várias frentes em que a China está se sentindo segura para fazer isso. Mas é evidente que não era assim 30 anos atrás, não era assim até 20 anos atrás. O argumento, novamente, é o mesmo, que é só quando puder não construir o TikTok.
que aqui chama Do-In. Só puderam construir o Red Note, só puderam construir o Able, só puderam construir o E-Shet, ou seja, Big Tech. E aí todas as outras, Huawei, enfim, Alibaba, todas as outras, eles só puderam construir porque eles mantiveram as restrições da presença externa. Não houve, na verdade, um impedimento, uma proibição do Facebook na China. Mas o Facebook teria que seguir as mesmas regras e não aceitou.
as regras de controle de conteúdo. Isso abriu o caminho para as plataformas chinesas. E a mesma coisa com várias outras. Lendo a sua reportagem, a impressão que eu fiquei é que isso é mais do que uma expansão natural da indústria cultural chinesa, é também uma política de Estado. Eu queria que você me desse uma visão de como isso funciona, mas só depois do intervalo.
Em 2022, o então desconhecido empresário Tiago Brenan agrediu uma mulher na Academia Boritec, em São Paulo, e o nome dele explodiu na imprensa. O UOL conseguiu acesso exclusivo a mais de 6 mil páginas e 10 horas de áudios inéditos de processos judiciais envolvendo o Tiago. Entre eles, estava o caso de uma mulher que vamos chamar de Ká. Você promete nunca mais bater em mim? Prometo. Tome a palavra.
A experiência dela deixa explícito o modus operandi de Tiago Brenan, um método que começava com uma conquista, regadas gentilezas e muita ostentação, mas que acabava em violência de vários tipos. Tudo bem que eu fudi com você pesado, tudo bem que quando você me afrontou, me chamou de mentiroso, eu te dei um tapa.
Até onde vai a impunidade de um milionário? Eu sou Matheus Araújo e esse é Brenan, um podcast do Wall Prime. Disponível no Wall, no YouTube do Wall Prime e em todas as plataformas de podcast.
Voltando do intervalo, eu tinha perguntado para o Nelson, qual o papel do Estado nessa expansão da cultura chinesa, nessa projeção da influência chinesa através dos meios culturais? Acho que o melhor exemplo é novamente Hollywood. A gente sabe muito bem como é que funcionava a defesa do sistema americano através de Hollywood. É mais ou menos assim que se parte também com os filmes chineses.
ou de um caso agressivo, digamos assim, que pouco antes da pandemia, foram dois filmes de grande sucesso, chamado Novo Guerreiro e Novo Guerreiro Dois, que era basicamente um rambo, em que o bad guy, o malvadão, era americano. Quem era o ator? O Frank Grimmel é um ator americano, de Nova York, que faz vários filmes das séries do Argonçois Negri, do Sylvester Stallone.
Enfim, ele é dessa turma, ele participa nos filmes todos deles ali, e ele veio ser o malvado aqui, veio ser o bandidão nesses dois filmes. Eles causaram uma reação muito grande. No ano passado, o Major, por exemplo, tinha mensagens anti-americanos presentes ali, muito claras. Os malvados do filme tinham um símbolo que era um cifrão, tinha um estelo que era exatamente o estelo americano com a águia.
E isso é uma coisa espontânea dos criadores, natural, ou você acha que tem uma colherzinha do PCC? Não tenho nem dúvida que existe uma colherzinha, talvez não diretamente do partido, mas através das produtoras.
Os filmes do rabo chinês, por esse tempo, tinham apoio, assim como os filmes americanos, têm apoio das forças militares, porque você precisa fazer grandes batalhas e tal, você tem algum tipo de assessoria ali, mas uma coisa acontece aqui. Eu nem mencionei, mas há filmes históricos importantes, inclusive, que repetem e contam a história do ponto de vista da China, por exemplo, sobre a Segunda Guerra, sobre o Japão, que está reativando agora.
Esse conflito entre os dois países é algo constante e com um discurso muito alinhado ao vivendo. É engraçado, de alguma maneira, você ver um país usar as mesmas táticas que os Estados Unidos usaram contra os Estados Unidos. Você estava me contando antes da gente começar a gravar que o Trump está para chegar aí. Talvez quando o programa vai ao ar ele já tenha até...
chegado à China. Você acha que eles estão aproveitando essa política do porrete que o Trump está usando? Todas as pesquisas de opinião que eu tenho visto sobre a opinião do mundo inteiro sobre os Estados Unidos pioraram absurdamente? Quer dizer, você acha que eles viram que há uma chance de... Bom, já que o Trump ajudou, vamos pegar esse vácuo aqui.
Eu não acho que eles estejam, na verdade, testejando os chineses de maneira geral, são muito conservadores. Eles gostariam muito que o mundo seguisse como estava para eles continuarem vendendo cada vez mais e o comércio livre. Eles vêm com muita preocupação.
O fechamento que aconteceu do canal do Panamá, que praticamente dois portos foram confiscados, que eram administrados por uma empresa chinesa, e há um risco muito grande de, a qualquer momento, os Estados Unidos simplesmente fecharem o canal para navios mercantes chineses. Então é algo que preocupa muito eles. A mesma coisa com o estreito de Hormuz e outros estreitos de Malacca, estreitos de Moçambique. Há uma preocupação constante com essa...
militarização da relação dos Estados Unidos com o mundo e com a China em especial. Eu acho que eles não veem isso como oportunidade, eles veem mais com temor mesmo. E gostariam que as coisas acontecessem em favor da China, claro, mas com mais ventidão e com menos risco de conflito. A razão do que está vindo é, em grande parte, esse esforço da China e talvez dos próprios Estados Unidos.
de negociar uma mudança menos conflituosa para o símbolo, que tenha o menor risco de conflito armado. Agora, tem uma batalha paralela que tangencia essa guerra cultural, que é a da inteligência artificial. Eu sou um usuário contumaz do Kimi, do Deep Seek.
E agora teve um chinês que lançou uma plataforma gratuita que você cria entidades que agem praticamente como, se você quiser, como seres humanos sintéticos, que vão dar opinião. Daqui a pouco não vai nem mais ter pesquisa de opinião, vai ser substituído por pesquisa sintética. E ele abriu, é grátis, qualquer um pode instalar na sua máquina.
Como é que essa questão da inteligência artificial, do ponto de vista do governo chinês, como é que você está percebendo isso? Eu também uso bastante o Kiwi, bastante o DeepSeek, mas principalmente o Doubao, que é a inteligência artificial do TikTok, da Byten.
E também o Yuan Bao, que é um outro que é ainda mais interessante, que também está surgindo com força, que é do Enxete. Obviamente o Deep Seek, como você deve ter percebido, ele não vai responder sobre o Tiananmen, ele não vai responder sobre o Xi Jinping. Eu tenho uma história ótima com o Deep Seek. Eu comecei a ficar curioso sobre como funcionava o governo chinês.
E comecei a fazer perguntas, comecei lá com a Assembleia do Povo, fui descendo, descendo. Aí era que eu cheguei no Comitê Executivo Permanente, acho que é esse o nome, né? Dos sete pessoas que mandam. Eu falei, e aí, quem são? Como funciona? Aí ele parou e falou...
Está fora do meu escopo, podemos mudar de assunto? O problema não há com o deep-sique. Deep-sique é muito mais restentivo do que os outros, principalmente do que o global. Global é um pouco... Tem qualquer coisa, assim. O mais interessante...
da inteligência de pessoas chumas, de maneira geral, é que eles estão a código aberto. Então, o DeepSync, por exemplo, você pode baixar no seu computador e aí você vai ter tudo, você vai ter a resposta que tiver. As pessoas têm uma visão bastante, acredito eu, equivocada sobre o que significa o DeepSync. Do ponto de vista técnico, ele...
colocou a China no mesmo nível dos Estados Unidos, os modelos americanos. Então é algo que esse ruído, digamos, de fundo, impede as pessoas de ver. E o fato de ser código aberto torna os modelos mais democráticos do que os modelos de ponta americano.
De alguma maneira, o acesso é mais livre, porque você não precisa ficar pagando tokens para usar a inteligência como você precisa no cloud, como você precisa nas inteligências europeias ou americanas. E você não pode mexer nele. No caso do DeepSync, você baixa e altera. Na verdade, você baixa e já pode começar a pesquisar aquilo que você não conseguia, digamos, no aplicativo ou online. Você pergunta...
O que aconteceu em 1989 na Praça de Anamem? Ele começa a responder. Ele responde até um pouquinho, no primeiro parágrafo. É como se ele tivesse de ouvir. Eu sei a resposta, mas não posso responder porque o governo não deixa. Qual você acha que é a próxima batalha cultural entre China e o resto do mundo, China e Estados Unidos? Eu acredito que a inteligência artificial vai mudar muito. A indústria cultural, eu acho, já é muito visível, já é muito claro o impacto da inteligência artificial nisso.
Você já deve ter ouvido falar do Seed Dance 2.0, que é o aplicativo de vídeo da By Dance, que é o aplicativo ligado ao TikTok, e basicamente destruiu o mercado para atores na China. Aquele mercado que existia de séries e, sobretudo, algo explosivo aqui, que é dos microdramas, das séries verticais, aquelas séries de poucos minutos que você acompanha no celular. Um ator falou para mim...
comentou que ele trabalhava numa produtora que fazia 200 microgramas por mês. E assim que o Cidense entrou, ela passou a fazer 3 microgramas por mês com o ator. A minha impressão, a minha projeção, o meu chute, é que vai haver inundação de produção audiovisual que vai tomar o mundo e que a cheira está à frente. A entrada do Cidense foi tão chocante.
que a OpenAI, algumas semanas depois, simplesmente descontinuou o Sora, que era o candidato dela a esse posto. É muito chocante o impacto que está tendo. É o primeiro grande mercado de trabalho que está sofrendo com a inteligência artificial aqui na China. Acho que realmente o impacto está só começando.
Quer dizer que não serão nem os atores chineses, serão os atores sintéticos chineses que a gente vai ter que se habituar com nomes. Bom, já começaram aí com as animações, né? Muito bom. Infelizmente, o nosso tempo se esgotou e se as pessoas quiserem e quererão ler a sua reportagem, é no wallprime. wall.com.br barra prime, é isso? Sim.
Muito bem, quem assina o UOL também pode acessar e ler essa reportagem do Nelson de Sá e muitas outras reportagens investigativas e reportagens especiais lá no UOL Prime.
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Eu sou José Roberto de Toledo e faço a apresentação do All Prime. Conversei hoje com o colunista e correspondente do All na China, Nelson de Sá. O roteiro é da Clara Relstad. A operação de vídeo é do Henrique Villarrazo. A montagem é do Lucas Zacarias. A coordenação é da Lígia Carriel e da Laura Kapilichnik.
A trilha original foi composta pelo João Pedro Pinheiro. A coordenação de operações é do Danilo Esperandil e do Eduardo Bonavita. A foto de capa é da Daniela Toviansky. O podcast é um produto do UOL Prime e a gerência geral é do Irineu Machado. A supervisão é do Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL. Até o próximo episódio.
Brenan
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