MDA #247 - INDÚSTRIA DA ANIMAÇÃO (COM KAIEN JIN)
Prepare seu navio pirata ou sua nuvem voadora, pois desta vez no Mundo dos Animes by Logitech, Bruno, Carlos conversam com o animador brasileiro Kaien Jin, que trabalhou em animes como Solo Leveling, Jujutsu Kaisen, Kusuriya no Hitorigoto, Ao no Hako, Kaijuu nº8, entre outros, e atualmente trabalha como diretor de animação na adaptação para anime do mangá nacional Rei de Lata, sobre os desafios da indústria da animação.
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- Tempo de duração: 72 minutos
- Pauta: Bruno Rezende
- Arte da Vitrine: Lucas Máximo
- Edição: Lucas Máximo
Bruno
Carlos
Kaien Jin
- Programa Desenrola BrasilPotencial e talento no Brasil · Falta de investimento e valorização · Obras notáveis (Rei de Lata, Lampião) · Estúdios brasileiros (Kimera, Urutau) · Retroalimentação entre mercados (mangá/anime)
- Discussão sobre animesProcesso de produção de animes · Papel do animador · Diretor de animação · Diretor de episódio · Diretor-chefe de animação · Layout · Storyboard
- Demanda de trabalho e mercado de dublagemRecrutamento de animadores estrangeiros · Demanda crescente por animes · Escassez de mão de obra no Japão · Plataformas de contato (Twitter, email) · Trabalho freelancer vs. estúdio
- Cenário Global da AnimaçãoCrescimento do mercado chinês · Animação francesa (Illumination, Blue Spirit) · Animação de Singapura · Mercado coreano e sua relação com EUA/Japão · Soft power cultural através da animação · Influência da animação japonesa no mundo
- Trajetória como artista autodidataEstudo de anatomia e perspectiva · Pesquisa sobre o mercado (teoria e prática) · Criação de portfólio e trabalhos próprios · Uso de redes sociais (Twitter, Instagram) · Contato com produtores e estúdios · Software recomendado (Clip Studio Paint)
- Animação Frame a FrameFrames-chave (key frames) · Interpolação (in-between / douga) · Teoria dos 12 princípios de animação · Animatic
Seja bem-vindo ao MDA! Coloque seu fone de ouvido e viaje com a gente no mundo dos animes.
Estamos no ar com MDA! Seja o navio pirata ou a manobra voadora, viaje com a gente no mundo dos animes. E nessa semana vamos viajar nos detalhes, o segredo da técnicas, bastidores, tudo que você quis saber sobre a indústria de animação japonesa. Eu sou o Bruno e hoje eu tô de aluno, viu?
Aqui é o Carlos. E pô, se alguém souber onde que o Guaraná tá, pô, avisa pra gente, cara.
É verdade, né? Vamos contar onde o cara teve a proeza de ser bloqueado no WhatsApp, entendeu? Era pra ele participar do cast hoje, mas não conseguimos contato com o Guaraná. Não tem prêmio, mas procura esse Guaraná.
Assim, a última vez que a gente sabe dele, ele tava no meio do Rio São Francisco. Tá te gravando Preocupações com o nosso jovem adulto, ou adulto jovem, vamos botar assim, nosso grande Abad.
E além disso, hoje é um episódio especial, estamos de roupa de gala aqui porque estamos recebendo um convidado especialíssimo, gente. Hoje, com prazer, MDA recebe Caiendim. E eu não vou falar que ele, por favor, Caiendim, se apresente. Quem você é, o que você faz, de onde você é conhecido nessa Interwebs aqui?
Oi, gente, boa noite. Como o Bruno falou, eu me chamo Caiendim, que não é o meu nome, tá? Na muita gente acha que é o meu nome, mas tinha garoto que não é meu nome, é meu pseudônimo artístico. E eu trabalho como animador para indústrias de animação japonesas e outros mercados, mas majoritariamente para animes. E eu moro em Recife, Pernambuco, desde sempre. Apesar de que é engraçado que muita gente acha que eu moro no Japão, mas não, rapaziada, eu moro aqui mesmo.
E se você não conhece, nunca ouviu falar do Kaendim, bom, primeiro acredito que a rede que você mais tá ativa é o Twitter, né, que é o X agora, mas você já viu o trabalho dele sim. Fala aí brevemente com o que que você já trabalhou, que a galera gosta bastante aí.
Ah, o que a galera gosta bastante, pelo menos do que eu acho, né, é Solo Leveling, que eu já trabalhei por lá durante a segunda temporada, Diários de uma Hipotecária também na segunda temporada recentemente. E eu acho que o mais relevante que saiu dos meus projetos é Jujutsu Kaisen na terceira temporada, que eu trabalhei lá durante o Nerdcast.
Você, nosso ouvinte, que gostou desses animes, que ouviu nossos casts, tem cast sobre todos os animes que ele falou, ouça, mas que você gostou deles, pois Pois é, temos não só o brasileiro como nosso amigo aqui que trabalhou também. E hoje nós vamos falar sobre detalhes sobre animação e animadores, o que comem, onde vivem, onde vão. Isso tudo depois dos emails.
Gente, o patrão ficou maluco na Anime Hunter! Sim, nossos parceiros agora estão com 15% de desconto no Pix, no dinheiro, e 5% de desconto no cartão com o cupom MDA. Também somos parceiros da Crunchyroll, o maior streaming focado em animes no Brasil, e Rádio J-Hero, onde estamos todo domingo às 4 da tarde.
Bom, voltamos dos emails, e para começar essa conversa, não tem dado técnico, né, a gente não vai falar sobre animes. A gente já falou sobre a indústria de animes, mas primeiro vamos falar um pouquinho sobre a indústria em si, né? Então vamos começar a falar sobre como o anime é feito, onde começa, processos, detalhes, nomes, né? Muita coisa que as pessoas veem a gente comentando no cast e que passa meio batido, né? O diretor, produtor, animador, o que que é isso, o que ele faz, como é que essas questões de comitês, como é que os comitês existem, o que que eles fazem, né?
E vamos tentar abordar tudo isso de uma forma mais sucinta nesse cast, né? Então primeiro vamos começar um plano sobre como anime é feito, onde começa.
Vamos falar uma coisa, se o pessoal quiser mais assunto sobre isso, a gente tem um outro podcast que a gente gravou que a gente falou muito sobre isso também, que é o Evolução da Indústria dos Animes, alguma coisa assim, não vou lembrar agora. Então se o pessoal quiser, ou inclusive podcast que o Guaraná tava vivo nesse momento, né, e ele participou, então o pessoal também pode ouvir lá, né. E aqui é, lá a gente fala mais sobre a questão de produção, né, que o nosso querido amigo Caimdinha aí A gente pode até falar um pouquinho sobre em cima assim, como é que chega as propostas para ele, como é que chega o processo, já que ele é um animador, né, como é que chega o projeto para ele trabalhar, esse tipo de coisa, se existe uma terceirização, né, tipo existe uma agência ou algo parecido por trás, né, ou é diretamente com ele no processo de freelancer, né, que existem esses processos diferentes, né, existe como o nosso querido amigo já é freelancer, pelo que a gente tava conversando aqui, né, e tem o pessoal que trabalha em estúdio e tal, então existem diferentes cenários de como isso chega a um animador, né.
Mas é legal de se falar que normalmente existe todo um processo anterior a isso chegar na mão do pessoal que vai meter a mão na massa mesmo, de fazer o processo de desenvolvimento da obra, que é todo um processo de pré-produção, aonde que vai ter trabalho com produtores, trabalho com diretor, com pessoal de construção, de vai levantar a parte do dinheiro, levantar a parte da verba que vai ser pago, se algumas pessoas são pagas, né, tem esse detalhe, né.
Mas é começar começando com esse processo de assim, como é que isso chega na sua mão, como é que chega aí um projeto assim, como é que você fica sabendo do interesse de projeto. Então acho que é legal falar mais sobre isso, né, porque é diferente para cada setor do trabalho, né. Tipo, é diferente como é que chega um projeto para um editor, diferente quando chega um projeto para um diretor, né. Em que tipo de mão já chega o projeto para vocês?
Já teve projeto que chegou muito cru, já teve projeto que já chegou já com processos adiantados, né. Tem vezes que acontece isso, né. Tipo, principalmente acho que animador, né. Tenho conhecidos meus que trabalham com de um pós, em que de vez em quando eles pegam projetos já andando no meio do caminho, tá ligado? Já assim, tipo, muita coisa, já muita merda já aconteceu. Aí, chega aí, salva um pouquinho aqui a gente. Aí conta um pouquinho mais pra gente aí esse processo, cara.
Eu vou deixar claro aqui que eu vou falar por mim daquilo, o tipo de mercado que eu majoritariamente trabalho, que eu falei, que é na área de animes, né? E como é que isso acontece pra chegar os trabalhos diretamente ao animador? É, por exemplo, a gente tem uma função que a gente chama de produto assistente, tá, que são as siglas que chama de PA, e que esses produtores assistentes, eles vão ser os responsáveis para recrutar animadores.
O mercado de animação japonês hoje, muito hoje em dia, ele tem que ter muito auxílio de estrangeiros porque tem cada vez uma demanda mais alta, né? As empresas como a Kodansha, a Kadokawa e outras por aí, elas estão cada vez mais aumentando as produções, né, por quantidade mesmo. E aí, o que que acontece? Por conta de ter uma mão de obra escassa no próprio país, no Japão, eles estão cada vez mais procurando estrangeiros. E aí são pessoas como eu que como você já falou no começo aqui, né, da gravação, eu não moro no Japão, eu moro no Brasil desde sempre.
Então como é que isso acontece? O produto assistente geralmente pode procurar os animadores ou através do Twitter ou também através do próprio email que você tenha. Por exemplo, se alguém for olhar no meu email, no meu perfil do Twitter, por exemplo, vai ver lá que eu deixo lá disponibilizado, né, que eu tenho minha bio lá toda bonitinha, né, falando um pouco do que eu trabalhei, a função que eu estou trabalhando, e também eu deixo o email para entrar em contato.
E aí se algum produtor ver, ir lá no meu perfil e olhar o meu email, ele pode entrar em contato comigo para tentar alocar trabalhos, ou através do meu próprio Twitter mesmo, eles mandando mensagem, ou eles podem fazer também através do meu email. Vai da preferência deles ou até questão de produção mesmo. E cara, respondendo também sobre as questões envolvendo etapas de trabalho, é O que chega para mim geralmente, etapas que chegam para mim, são coisas já assim adiantadas, tá?
Eu nunca recebo trabalho e que não tenham etapas adiantadas para trabalhar, porque eu vou falar um pouco disso depois, já ao decorrer do nosso papo aqui, sobre aquilo que eu faço realmente de verdade, né? Minha função que eu trabalho atualmente hoje em dia. Mas voltando, geralmente coisas que eu recebo são o storyboard do episódio, ou até porque eu como já trabalhei como freelancer, né? Eu já trabalhei em muitos episódios, múltiplos episódios de anime, mas eu também já trabalhei em coisas mais fechadas, como trabalhos para games também, para jogos de animes, né?
Também já trabalhei para o que eles chamam de MVs, né, que são os vídeos musicais, music video, que sei lá, por exemplo, muito do que a gente vê para aventuras, né, tem algumas produções que vão lá e fazem o trabalho animado. Então esse tipo de coisa também já fiz, mas o que geralmente vem mesmo Então, as etapas de storyboard também vem as correções feitas pelo diretor, seja ele diretor de série ou diretor de episódio. Como eu trabalho mais em episódio de série, então viria mais correções do diretor de episódio.
Mas tanto diretor de episódio e o diretor de série são coisas que, como eu posso dizer, um diretor de série ele pode vir a ser um diretor de episódio porque ele vai estar lá fazendo o trabalho dele como diretor da série no geral. Mas dentre esse trabalho que ele tem que fazer de modo geral, ele também pode dirigir um ou mais episódios. É o normal disso acontecer também. E aí o diretor de episódio, ele vai pegar esses trabalhos que começam a partir da etapa de layout, que é a etapa de rascunhos, né, das etapas iniciais, né, os esboços iniciais de cada corte.
Para o artista de layout, ele tem que fazer esse trabalho que depois ele manda para o diretor. O diretor diretor vai avaliar aquele trabalho. Se tiver algo para corrigir, ele vai fazer a correção. E ele pode fazer duas coisas: ou ele vai passar esse trabalho para voltar para o animador, para o animador pegar aquelas correções que o diretor ele fez, e ele vai dar as instruções: olha, corrija tal coisa aqui, tal coisa tem que estar alinhada, tem que ajeitar tal parte da anatomia do personagem, essas coisas.
Ou ele vai pegar o trabalho e mandar direto para uma outra etapa, que é a etapa do diretor de animação. E o que faz o diretor de animação? O diretor de animação, ele vai pegar aqui aquele trabalho feito, que foi desde o layout passando para o diretor e que chega até ele, que é aprofundar para recorrer depois da correção do diretor, ele vai pegar o trabalho e vai tentar corrigir, vai pegar a correção do diretor e a partir da correção do diretor vai deixar o mais próximo possível dentro dos CTs.
O que que é o CT? O CT é o modelo dos personagens, que é a função de designer de personagem, né? E aí O trabalho do sacan, ele vai tentar o máximo possível. Apesar de que esse trabalho geralmente deixa o máximo possível, a gente correlaciona com o seu sacan, que é o diretor-chefe de animação. Geralmente o diretor-chefe de animação, ele é a pessoa que tá mais na frente na etapa, porque ele geralmente é a pessoa que tem um nível de desenho maior do que outras etapas.
O que muitas vezes até o próprio designer de personagem de algum projeto vai lá e faz essa etapa. Outras vezes não, é alguma outra pessoa, porque tem produções que tem até mais de um diretor-chefe de animação, né, ou até mais de um diretor de animação também. E aí essas funções elas vão determinar para que os desenhos eles fiquem o mais próximo possível. E aí vai dando outras etapas, outras etapas posteriores também.
E uma coisa que eu tô até pensando assim, né, na minha cabeça, né, como é que deve funcionar, porque eu vejo às vezes aqueles vídeos que tem, que eles soltam no YouTube de processo processo, né, de filme, etc., você vê assim, tem geralmente aquelas comparações que os primeiros desenhos, que é um desenho meio, como você tá falando assim, desenhado mesmo do personagem, com umas anotações tipo A0, A1, que imagino que devam ser coisas de cena, né.
E aí o material que você recebe é mais ou menos nessa linha, tipo um manuscrito de animação, vamos colocar nesses termos, né.
Sim, só para complementar o que eu tava falando no início, geralmente eu recebo essas etapas, tipo eu recebo storyboard recebo correções tanto do diretor quanto do, do sacan, que é o diretor de animação. E essa etapa chegou até mim, e aí vem a etapa que eu faço do meu trabalho, que é a etapa de ninguém ou de genga. O que faz essa etapa? A gente pega tanto a etapa do layout, tanto a etapa da correção do diretor, tanto a etapa da correção do sub-sacan ou do sacan, que é o diretor-chefe, ou do diretor de animação, vem essas etapas para mim.
Eles tudo através de um arquivo que vai estar tudo compilado junto. Eu tenho que só deixar tudo organizado para começar a trabalhar. E o que que faz a minha função de ninguém? A gente pega todo esse trabalho e a gente tem que, geralmente, né, tem vezes que não acontece, mas o que que a gente geralmente faz? Que é pegar essas etapas e fazer polimento dos desenhos para deixar eles mais limpos e prontos para o produto final. E também a gente faz alguma complementação, porque tem vezes assim, é verde, mas acontece muitas vezes, tá, que tanto o seu sacan ou sacan, eles não têm tempo de corrigir todas as etapas que eram necessárias, que eles deveriam corrigir.
Ou seja, fala, putz, eu não tenho tempo, eu vou deixar cena aqui que é, sei lá, é uma cena um pouco mais simples, vou deixar para alguém que vai fazer ninguém mais tarde fazer esse trabalho para mim. Ou seja, digamos que eu tenho uma cena, tá, e que ela vai ter 5 frames, e só para deixar um detalhe importante aqui. Todas as etapas que eu tô falando até agora, elas trabalham com frames-chave, tá? Tem uma etapa posterior depois dessas que vai fazer o complemento, a complementação e as interpolações, que é a etapa de dogma. Isso eu posso falar um pouco depois, mais tarde.
O que que é um frame-chave? Perdão, cortar para a galera. Eu também não manjo, então eu vou pedir ajuda. Que é um frame-chave?
É literalmente etapas-chave. O que que eu posso dar de exemplo para vocês entenderem melhor? Digamos que o personagem ele tá com a mão no peito, certo? O primeiro frame, tá? Aí esse primeiro frame ele vai corresponder ao primeiro frame-chave. Aí digamos que o terceiro frame, que a gente vai imaginar que o personagem ele tá levantando a mão para o alto, uma das mãos para o alto, essa mesma mão que tava no peito dele. Isso são etapas-chave da cena, tá?
E aí o que que acontece? Toda essa cena ela vai fazer o quê? Ela vai desde a mão do peito até a mão no alto do personagem. Então essas etapas que vão se alinhar e fazer uma cena. Depois vai vir a etapa de Doga, que como eu falei anteriormente, etapa de interpolação. Porque se a gente imaginar, for jogar, sei lá, personagem vai estar com a mão no peito em um frame e no outro frame ele vai estar com a mão para o alto, tu for jogar essa etapa toda no resultado final, não vai fazer sentido, porque tem que ter a movimentação dele levantando o braço inteiro para chegar até no alto.
Ou seja, o Doga ele vai ser essa pessoa que vai criar as interpolações para fazer esse movimento chegar da mão do peito do personagem até a mão no alto. Ou seja, a etapa chave do primeiro frame daqui com a mão no peito até o último frame chave com a mão dele já no alto. E o Doug vai ter esse trabalho de fazer esse movimento, que é da mão saindo do peito para ir até o alto.
Deixa eu ver se eu ajudo também os nossos ouvintes para explicar um pouquinho, trazendo já para o universo do cinema. O que acontece, gente, o universo do audiovisual tradicional, né, que é o que eu trabalho, ele trabalha normalmente em 24, 30 FPS, que é frames por segundo. Então é cada, cada fitograma do trabalho de um audiovisual é um frame, que é o que ele tá comentando aqui agora, entendeu? A animação ela trabalha com menos frames por segundo, porque eles trabalham frame a frame, principalmente animação japonesa.
Pode me corrigir se eu tiver errado, que é o processo mais tradicional de desenvolvimento, né? É claro que você depois vai ter a animação digital que vai trabalhar num outro processo já encardado, que é o processo mais parecido com esse de interpolação, é que a gente vai comentar agora. Então você tem uns frames sendo trabalhados na formalização da animação, entendeu? Então quando ele fala que ele tá trabalhando frame 1, frame 3, é o frame 1 de, no caso ali, 12, acho que a média deve ser 12, né, provavelmente por cena de uma animação.
Então é o frame 1, frame 3, que eles são os frames de key, é o que eles chamam de keyframe, né, que eles são os frames que eles Que eles são os frames que eles são específicos, que dão sentido àquela animação, sacou? E aí o pessoal de interpolação que vai vir depois é o que vai fazer o processo de movimentação de construção, que é um processo digitalizado normalmente.
Isso que é a etapa que geralmente é chamada de in-between, né?
Isso, é in-between, exatamente. Então ele é um processo, é o pessoal só que ele vai refinar esse processo de movimentação para dar sentido, principalmente na base das duas teorias de animação, né? Então ele vai entender qual é aquele processo de animação e aí ele vai conseguir fazer esse processo casar entre os keyframes, né, para dar sequência de movimento para toda animação acontecer. Tanto que é engraçado que o pessoal, para o pessoal for querer ver e entender melhor do que é isso, procurem sobre edição de animatic.
Eu acho que fica mais fácil o pessoal entender. Tem algumas, alguns editores de animação da Disney, por exemplo, que colocam de vez em quando no YouTube. Aí vocês vão ver o processo de edição que eles vão fazer. E assim, é bem isso que ele tá falando, não faz muito sentido, mas faz sentido, que as imagens são muito quebradas, mas é, mas os caras montam a edição para ver se a obra tá tendo sequência, né, visual.
Então a série no Disney Plus acho que pega várias obras do Star Wars, né, inclusive, que trabalha isso aí, que pegou aquele do Star Wars Visions, né. Eu acho que eles entram em detalhes tipo assim nesse processo também. É bem legal aquela série, bem legal, né. Aí, ó, alô Disney, toma!
Eu também dou uma outra dica, o pessoal quer entender todo o processo de animação que funciona, tem um documentário na própria Disney Plus que é da produção do Frozen 2, que pega desde o início da produção até as entregas finais da obra. Aí você vai vários desses momentos assim de cada processo de produção, né, eles acompanham os diretores, como é que são. Então também vale super a pena, mas é só para tentar ajudar a explicação dele. Foi mal, tá, querido, vai, continue aí.
Acho que foi muito importante tu entrar nesses tópicos Porque cada mercado ele funciona de uma forma diferente, ao mesmo tempo também eles são muito similares. Ou seja, toda essa etapa de que eu falei de termo japonês, né, de douga, sakana, tem a do diretor, diretor de episódio que chama de enshuto, tudo japonês. Então todas as etapas que em cada mercado ela vai ter uma funcionalidade diferente, com um propósito, mas elas são no fim bem similares umas com outras.
Então tipo, de você estudar um tipo de mercado e ver para o outro, tu vai ver, olha, ah, tem tal coisa que é um pouco diferente, mas no final é tudo similar, gente. Tipo, não são tão diferentes assim as coisas, como elas funcionam. Só que tem coisas que métricas, né, que são trabalhadas de formas diferentes, mas no final, se a gente parar para pensar e fosse dar cada mercado que existe, acho que eles não divergem tanto, sabe?
Existe uma conversa, né, trazendo um paralelo para a minha indústria, que é a música, a mesma coisa, né? Você vai em algum mercado específico Cada público tem suas peculiaridades, mas enfim, você consegue conversar entre vários mercados porque algumas características se repetem ou são padronizadas, né, entre todos os mercados. Então isso facilita.
Até porque, no caso, né, a teoria básica de animação, né, sobre os 12 princípios de movimento de animação, eles são a teoria básica para o mundo inteiro, né. Então, tipo assim, tu parte quase sempre do mesmo, do mesmo local, e aí tu vai desenvolver algumas peculiaridades, como ele comentou. Para, normalmente é de produção, né, mais do que realmente do ato de fazer animação. São peculiaridades de produção. É legal até perguntar isso, quais são as peculiaridades assim que eu acredito que quando tu teve processo de estudo, né, tu fez mais generalizado, né, e acabou.
E fica aí a segunda pergunta, como é que você acabou caindo no mercado de anime? Já era uma coisa que você queria ou foi uma oportunidade que apareceu, esse tipo de coisa? E aí sendo a segunda pergunta, qual colocou dessas peculiaridades assim que você vê nessa indústria de anime, que você olha e fala, caramba, cara, isso aqui eu não esperava, tá ligado? Acho que é meio diferente, que é particular de fazer anime, sabe?
Eu já tinha— como é que eu comecei nesse mercado? Porque como eu falei no começo, quando eu tava me apresentando, eu tô trabalhando há quase 2 anos. Então eu tinha o desejo, porque não era algo que Ah, eu queria ser animador desde sempre. Não, não foi, foi bem depois, quando eu já era adulto inclusive. Porque teve uma época, acho que foi em 2021, se eu não tiver enganado, eu já gostava de anime há muito tempo, sabe? Eu quase sempre fui fã de animes, né, desde muito tempo atrás.
Então, cara, depois eu encontrei a página chamada Saga One, que é inclusive do meu amigo Iago, né, que hoje em dia não é mais Saga One, era Saga Brasil na época e agora se chama Saga One, só para eu não perder o fio da meada. E aí, cara, eu encontrei essa página porque eu era, sempre fui muito fã de animes, né, como eu falei, sempre não, quase sempre. E aí, cara, eu pensei, cara, quando eu vi as publicações daquela página, eu pensei, cara, realmente, né, eu tô vendo algo aqui, mas nunca parei para pensar como é que eles fazem para chegar naquele produto, naquela qualidade, né.
Porque com a minha, meu nível de intelecto de produtos, que era zero naquela época, né, entendi nada, absolutamente nada. Aí eu pensei, pô, cara, tem tanta coisa que eu vejo legal por aí e que eu nunca parei para pensar como é que isso é feito, né? E aí eu fui pesquisando mais, fui vendo até mais explicações dessa mesma ação, que é engraçado porque depois de algum tempo eu comecei até a trabalhar lá. Só que aí eu fui me aprimorando nos estudos de como as coisas aconteciam, né?
E eu fui me apaixonando. E assim, eu vou até ser bem sincero aqui, até por questões de na época, né, que hoje em dia eu ainda tenho dificuldade, que era questão de emprego. Tipo, eu já era adulto, falei, pô, irmão, eu preciso trabalhar com alguma coisa, né? E aí eu parei para pensar e falei, cara, eu já— porque o que que acontecia comigo? Eu não queria ser animador muito tempo, é verdade, mas desde muito novo eu já desenhava, sabe?
Eu já gostava de desenhar. Então assim, era um ilustrador, né? E aí eu pensei, cara, eu acho que eu posso tentar isso daqui. E aí eu fui estudando mais como é que as coisas aconteciam, né, sobre o mercado em si. Eu entendi muito da parte, da parte teórica, né, mas eu não sabia nada da prática. E aí quando eu fui estudando, até para responder sobre a questão de peculiaridades, algo que eu, que quando tava estudando no começo, né, para poder entender melhor sobre o mercado na prática, e depois eu fui saber mais quando eu comecei os meus primeiros trabalhos como animador, é que, cara, eu não tinha noção de como ao mesmo tempo que eu acho que a indústria é uma bagunça, ela é muito organizada.
Por que que eu digo isso? Porque ela é uma bagunça, porque tem cada vez mais animes, tem cada vez mais produções, cada vez tem mais empresas, tanto do Japão até de fora também, querendo investir nesse mercado, porque é um mercado muito grande e de muita margem para lucro mesmo. E tem cada vez mais coisa, mas tem cada vez menos tempo, né? E aí que é um grande problema de animes, né, que é a grande falta de tempo Tipo, para poder se produzir as coisas, né?
E aí eu pensei, cara, como é que eles conseguem trabalhar com tanta coisa? Porque assim, a gente para para pensar e pensa, porra, tem tanto anime saindo, tanta, cada vez mais produções. Mesmo assim eles conseguem entregar, tipo, mesmo cada vez mais produções com menos prazos, eles ainda dão um jeito de entregar. E quando eu paro para pensar, eu falo, cara, tem gente que tem prazos muito apertados para entregar trabalho, eles conseguem, cara.
Assim, Eu vivo até constantemente trabalhando com prazos apertados, é verdade. Mas tem coisas que até animadores que eu já fiz e tenho amizade até hoje, que, cara, eu acho que eles são monstros, porque, cara, é inacreditável como eles conseguem entregar trabalhos com prazos curtos que tem tantos frames, até mais de uma cena em pouco tempo. Eu fico, cara, essa gente não é normal. Então assim, cara, é ao mesmo tempo que a indústria tem muitas problemáticas, quando a gente vai estudando mais sobre o mercado, tem muita coisa legal.
É um mercado que eu aprendi a gostar bastante, mesmo de novo que ele tenha muitos problemas, e que esses problemas me dão sim dor de cabeça, não vou mentir também, né? Eu sou gente, sou humano, né? Dizer que eu tô trabalhando em algo que não me der dor de cabeça, sei lá, seria estranho, né? Mas, cara, é muito legal no final de tudo, quando a gente, quando eu paro para pensar, né? É Muito legal.
E vocês até entraram no ponto que é legal de puxar, porque essa questão, vou trazer os números aqui para galera ter um pouco noção do que a gente tá falando. Assim, o mercado de animes, né, em 2025 faturou 25, vai arredondar, 25,3 bilhões de dólares americanos, que é muita grana, muita grana. Isso com filmes, anime, etc. E de 2024 para 2025 estrearam em animes e séries, somando animes e filmes, né, somando os dois, 180 a 200 novos animes ou filmes de animação no ano.
E tipo assim, ah, não parece tanto, mas igual a gente tá falando, se você tem uma cadeia que tem um animador, né, que assim, o seu trabalho é como animador-chave secundário, então seja, tem outras, outras pessoas nessa cadeia de produção, né, é que vai passar para frente para para frente, para chegar no diretor, para talvez voltar. Isso para no final vai fazer uma parte da cena do anime, que tem 20 minutos o episódio em média, né?
E aí entra a pergunta assim: qual é mais ou menos o tempo de produção disso assim, de um anime, de uma cena, de um episódio? Porque se a gente tem, por exemplo, 180 animes estreando no ano, vamos botar esse número, quanto tempo esses animes já estão em produção e qual que é a velocidade que eles têm que ser produzidos?
Eu vou dizer algo a vocês aqui, que foi algo que eu aprendi com um amigo meu, inclusive o Bar, né, na obra. A indústria de imãs japonesa, ela é um grande depende. Que eu quero dizer sobre isso, cara? Tudo depende, cara. Tipo de produção, até se for até um pouco contraditório da minha parte, até um tempo ideal de produção que a gente fala que seria ideal para cada produção é até algo meio que depende também.
Depende do projeto também, né?
Depende do projeto. Projeto depende da equipe, de quem vai estar lá. Vou dar um exemplo. Tem um projeto que há uns bons anos atrás é que tem uma polêmica muito grande, que é o Wonder Egg Priority, que foi um projeto da Quatro Cinco Um em 2021, porque ele foi um projeto muito quebrado em produção, com vários grandes, ótimos problemas de produção, sabe? Com episódios tipo literalmente sendo preparados para saírem poucas horas importante da transmissão no Japão, tipo, para vocês verem o nível, tá?
Veio muito emergente de problemas. Então assim, eu posso dizer a vocês que, cara, por mais que tenha esses problemas, a equipe do projeto era muito forte, sabe? Então eles entregavam mesmo com tantos problemas, episódios muito fortes de produção. Ou seja, mesmo com tantas problemáticas, prazos apertados, as pessoas conseguem porque são pessoas muito habilidosas, animadoras, né? Toda a equipe do projeto em si, eles conseguem entregar.
Claro que não é algo ideal, porque mesmo o On The Egg Priority eles tiveram muitos problemas, que teve animadores parando no hospital, gente sem dormir, gente até que dormia até no próprio estúdio porque tinha que, né, trabalhar, dormir, dormir um pouquinho, chegava, levantava e tinha que voltar a trabalhar de novo. Então assim, cara, a indústria ela é muito problemática porque é uma bagunça tão grande, fica É muito difícil definir coisas, sabe?
Por isso que eu digo que é um grande depende. Então assim, claro que idealmente era sempre bom todas as produções terem um tempo desejável para poder realizar cada produção, porque tem equipe que mesmo com prazo apertado vai conseguir entregar um nível de material muito forte. Por exemplo, Jujutsu Kaisen, segunda temporada, foi uma produção que teve muitos problemas, que infelizmente até para mim, que eu estava na terceira temporada, não foi tão grande assim.
É, mas mesmo assim, você via lá, você mal via as pessoas comentando que o episódio foi fraco a nível de produção, né? E você vê que não, cara. Tinha muita gente que ficava comentando que os episódios eram muito bons, eram muito fortes, e tinha lá realmente episódios que, sei lá, concorria ao melhor do ano, porque é uma equipe, tava muito forte lá, que mesmo com tantos problemas de produção, todos os problemas comprados, conseguiam entregar os trabalhos. Então, cara, É, a indústria é um grande depende, é complicado.
Pegando um outro ponto aí, acho que até o Carlos também pode agregar. Bom, não é de hoje, você comentou, a gente já viu, você comentou exemplos como Jujutsu Kaisen também, que cada vez mais tem mais demanda, com mais pressa, e aí o mercado só japonês de animadores não dá conta, né? Eles têm que pegar outros animadores, outros profissionais de outras áreas, não só de animação, para compor a equipe em tempo hábil, né? E isso a gente vê cada vez mais, vamos dizer, um mercado japonês pressionado, de profissionais pressionado, cada vez mais ele tendo que se canibalizar nesse sentido de tempo e de prazos.
E a gente vê outros mercados emergindo enquanto tem esse. Então, por exemplo, o mercado chinês, que é o que se fala aqui, né? Então, por exemplo, você tem obras de estúdios chineses que estão chegando no mainstream, To Be Hero X, Lord of Mysteries, enfim, Axios. A questão de investimento onde a gente tá vindo, isso é outro tópico. Mas aí eu queria assim, a superior de alguém que tá dentro da indústria, e o cara também como alguém que estuda esse tema, qual a visão que vocês têm sobre não só a saúde, mas para onde tá caminhando essa indústria de animação japonesa?
E como é que vocês veem esse cenário frente ao futuro, que cara, vai ter a animação chinesa, talvez tenha outros grandes países, vamos dizer assim, de animação que vão surgir aí também?
Acho que complementar a pergunta pergunta do Bruno, mas acho que é um pouco mais direta, que é assim, não só a gente aqui, né, lá no Catum também a gente comenta bastante sobre isso. O Lucas tem essa tese, é o Lucas, é um amigo nosso que participa de outro podcast comigo, mas eu já vi outras pessoas na internet falando sobre isso. E aí é uma pergunta que fica para quem é animador da área, esse tipo de coisa que eu acho interessante perguntar, que a gente tá tendo um aqui, a gente coloca como o corte, né, foi a primeira temporada de Kimetsu no Yaiba, né.
Uma, assim, vamos botar uma leva, vamos colocar nessa perspectiva assim, ou uma demanda de cada vez, principalmente materiais de ação, né, shonen de ação, ou então até animes que não são shonen, mas que tem muita pegada de ação, de ter uma demanda de animações cada vez mais belas, mais bem trabalhadas, e principalmente na perspectiva de ação. Você percebe isso, essa necessidade do mercado sendo apresentada e colocada para cima de vocês como, como animadores assim, essa perspectiva, e o quanto que isso piora o trabalho de vocês, que imagino que piora bastante o trabalho de vocês.
Quantas noites você fica sem dormir quando você tem que animar ondinha lá da Espada do Tanjiro?
Dentro da minha perspectiva que eu tenho como animador, como eu falei, né, pura indústria, algo que depende muito. Então assim, na minha perspectiva, posso falar até da minha própria experiência como animador, né, quanto mais você ter prazos apertados e cenas que vão demandar muito poder. Porque assim, como o Carlos já até ponderou, ponderou bem, tem cada vez mais, cada vez mais projetos que tenham um poder de produção muito forte como equipe, né?
E até a indústria tem uma grande problemática, que até para mim, eu vou falar como estrangeiro, né? Porque se a indústria ela depende tanto cada vez mais de estrangeiros porque tá faltando mão de obra no próprio país, não é o mercado que tá cada vez mais tendo convidativo para quem começa, né? E por que que eu digo isso? Porque você é uma realidade, gente. Eu não tenho que— alguém que tiver ouvindo aqui querer se tornar um animador, que eu espero do fundo do meu coração que eu vou adorar ouvir depois que alguém que ouviu aqui e viu que se tornar animador para mim é uma coisa, fica muito feliz.
Mas eu tenho que também falar sempre a realidade das coisas, que a gente que trabalha como animador tem tem que saber que não é um mercado convidativo, não é nada convidativo, e tem sido cada vez menos. E que você tem que começar já preparado para uma função que você quer descer. Eu comecei como animador-chave secundário, e antes de eu começar eu tive que saber aquilo que eu tava fazendo. Então eu tive que preparar todo o portfólio, entendendo como é que funciona a métrica de produção japonesa na prática, além da teórica, né?
Como eu falei Entendia muito da parte teórica, mas não da prática. E aí eu tive que deixar tudo prontinho, montar no portfólio, e aí sair mandando mensagem para os produtores, ou sair publicando no meu Twitter. Porque você pode também ou sair falando com os produtores tendo portfólio pronto, ou tendo trabalhos, até fan trabalhos que você pode fazer e publicar no Twitter, desde que você esteja entendendo bem aquilo que tá fazendo.
Então isso é muito importante porque é o mercado que não é nada convidativo, é zero. Só retomando aquilo que o Carlos tava falando, cara, dentro da minha perspectiva, é o tipo de mercado que tá se encaminhando. É, cara, eu não sei por quê, eu tenho uma perspectiva de que o mercado ele tá cada vez— no fim, eu fico às vezes com, cara, a indústria tá tão quebrada, eu não sei como é que ela consegue se manter em pé até hoje, sabe?
Porque falta mão de obra, até questão de pagamento também não é, não é muitas vezes, até para quem tá iniciando também não é nada legal. Tipo, tem que literalmente construindo o seu perfil como funcionário, o trabalho de CLT, né? Tu tá lá começando, vai adquirindo experiência, experiência ela serve para também aumentando aquilo que você recebe por trabalho.
Tem que ter seu nome, né, no mercado.
É, tem que construir o teu próprio nome dentro do mercado. Perfeito. Então assim, cara, a indústria ela tá, cara, eu não sei o que vai ser no futuro, sabe? Então assim, eu acredito que se for do ponto de perspectiva do mercado japonês, do mercado chinês, por exemplo, né, que a gente tá vendo que o mercado chinês tá crescendo muito. Outros mercados que tá crescendo também é a França. Agora que a gente tá dando os primeiros passos no Brasil, que eu posso dizer com orgulho que eu tô fazendo parte disso, né, que eu trabalho no Kimera Estúdio, que é um estúdio totalmente principalmente brasileiro, e que na China é um mercado fora do Japão que é o que tá tendo maior crescimento no momento, né?
E a Frutap não tão atrás hoje em dia. E aí, cara, eu não, eu não sinto que até então, até então, o Japão, sei lá, veja o mercado chinês como ameaça, porque ainda é o mercado que se mantém muito em pé e fatura muito durante cada ano, e todo ano vai passando e melhorou cada vez mais. Eu acho que a indústria japonesa deveria ter um pouco mais de atenção diante, principalmente no mercado japonês, porque realmente tá crescendo cada vez mais, tem cada vez produtos melhores.
Por exemplo, To Be Hero X foi uma superprodução, tipo, foi algo muito bem feito, muito bem produzido. E tem até uma obra que eu não vou lembrar o nome agora, mas que enquanto a gente tá fazendo esse bate-papo, essa gravação, vai sair no mês seguinte, que vai ser, cara, Tem muita gente no mercado japonês que tá olhando que, cara, isso aqui vai ser muito poderoso. E eu não vou lembrar o nome agora, mas é uma obra japonesa também, anime, toda 2D, que, caralho, eu posso dizer para vocês, é algo tão forte quanto qualquer produção japonesa do mais alto calibre, como Jujutsu, sei lá, Mob, coisas do tipo.
Então assim, eu acho que o mercado japonês tem que abrir um pouco mais de atenção, de olhos, porque eles não têm, na minha perspectiva, como ameaça, mas coisas nós que tem que começar a olhar com um pouco mais de atenção, sabe? Então o futuro vai responder melhor essas coisas.
É legal esse papo porque, como ele falou da França, né, a França é uma escola de animação já muito bem estabilizada no mundo, né? A gente não recebe tanto material. Então, na verdade, vou mudar minha frase: a gente não sabe os materiais no momento que a gente recebe franceses, né? Porque eu vou lembrar de na época de Fox Kids, Cartoon Network, alguns materiais do na network mais antiga, dos anos 2000 e tudo mais e tal, existiam materiais franceses.
Só para dar um exemplo, é Três Espiãs Demais, que é um desenho muito famoso aqui no Brasil, é um desenho francês. Então, tipo assim, a escola de animação francesa, inclusive, pô, esqueci o nome da faculdade agora, uma das faculdades mais famosas de animação do mundo tá na França, né? Tem uma escola francesa de animação muito forte, né? Inclusive com vários festivais de cinema independente lá, curtas, metragens para animação, por aí vai.
Então o que eu acredito que tá acontecendo agora é a França se apresentando para fazer mais materiais para fora e dizendo que é material francês, né? Eu acho que talvez o mais marcante seja, como é que é mesmo, Ladybug e Cat Noir, né? Que a gente lembra que é bem francês assim o processo, né? Acredito eu que tenha esse pé agora, mas material de França tem. Vários outros países também tem essa construção para sair. É um país que eu venho acompanhando que vem fazendo produções para a de cinema recentemente é Singapura.
Inclusive eu indico muito um donghua chinês chamado, se você pegar a tradução, é O Conto do Deus Carneiro, uma coisa assim, The Heading God. Depois eu passo escrito aqui para o pessoal, mas é uma animação em 3D absurda que é feito por um estúdio de Singapura baseado numa, mais uma light novel chinesa, né? E assim, o nível de 3D que o Japão até hoje não chegou perto. É absurdo o nível de 3D dos cara. Mas eu acho que é um mercado, eu acho que o mercado de animação ele cada vez mais vai se desenvolver, né?
Eu acho que o que vem acontecendo é que os países ele vem escolhendo, que é uma marca que o Japão tem, que é fazer produções. E até porque o Japão fez há muito tempo, fazia muito material interno, né? Os animes, os mangás eram muito material interno. E agora eles olham mais com o mercado exterior é fazer materiais que atendam ao mercado interno, mas também conversa com o mercado exterior. Mas assim, aquele, aquele material, ele é um material que ele claramente ele é chinês, sacou?
Então ele é um material que ele claramente é francês, ele conversa com a cultura. É o que a gente tava falando agora, você pega um 3 Espiãs Demais, ele conversa muito com a cultura americana, né? Mas ele é produzido pela França. Então eu acho que agora os países vão cada vez mais fazer, vão apostar mais nesses processos desenvolvimento cultural com animação para isso, para ter um reforço cultural, esse tipo de coisa. Principalmente países que querem ter seu, vamos lá, usar a palavra da moda, soft power desenvolvido, né?
Então países como a China, até a própria França que a gente tá falando agora, talvez a gente acabe vendo muito mais conteúdo em animação sendo novamente produzido nos Estados Unidos, que a gente vem recebendo menos, cada vez mais, e cada vez mais apareça, né? Principalmente porque nós temos emissoras ainda aqui no Brasil muito forte que são americanos. Então a gente vai ter os streams, obviamente. Então a gente, eu acho que cada vez mais vai ter isso.
Isso é uma marca do mercado japonês. Mercado japonês, ele grita Japão o tempo inteiro, né? A gente vai pegar um Jujutsu Kaisen agora, ele grita anime o tempo inteiro. Inclusive ele vai trabalhar com, vamos dizer assim, ele vai trabalhar com uma perspectiva de uma religião japonesa, né, que é o ali o taoísmo, né? Taoísmo não, é o xintoísmo, né? Caso ali essa perspectiva dos jujutsu, dos feiticeiros, essas coisas assim, é muito, é muito ligado à perspectiva xintoísta, né?
A perspectiva das maldições e tal é uma perspectiva xintoísta. E eu acho que o Japão sempre soube fazer muito bem isso, mas por mais que olhasse para dentro do próprio mercado. E agora a gente vai ter essa demanda para fora, né? Mas é o que ele falou, né? No mercado japonês ele sofre, carece hoje de mão de obra qualificada. Não vou dizer que é uma mão de obra qualificada, que eu acho que as pessoas conseguem se manter no mercado japonês, elas são muito qualificadas para conseguir sobreviver, né?
Mas assim, como falta mão de obra e como existe uma demanda de expansão, que a gente pode ver são dois caminhos, né? Primeiro essa expansão desses países que vão trabalhar esse soft power, mas o desenvolvimento também de outros países que vão atender esses mercados que já são formalizados. Por isso que eu usei esse exemplo de Singapura. Singapura hoje atende o mercado chinês e possivelmente deve atender o mercado japonês, por aí vai.
Assim como, por exemplo, para pessoas que não sabem, o Avatar: A Lenda de Aang, e E parte de Korra foi feito por um estúdio coreano. E o mercado coreano atendia por muito tempo a indústria americana para o seu processo de desenvolvimento. E hoje tem estúdios formalizados, estruturados, muito bem desenvolvidos na Coreia. E mesmo assim a gente não vê assim grandes materiais coreanos de fato, né? Normalmente eles hoje eles vão esbarrar saindo do Japão e conversando, né?
Existe uma conversa entre Japão e Coreia nesse processo aí para saída dos streams a partir de manhwas e webtoons coreanas, né? Exato, acho que é o maior exemplo de todos nesse caso. Mas é essa formalização de mercado assim, com, ah, isso aqui é claramente coreano, tá saindo agora, né, com essa conexão junto com Japão e tal. Acho que até o desenvolvimento de um streamer como a Crunchyroll facilita esse processo, né? E tem outros vários assuntos que a gente pode entrar nesse comentário, porque quem vai, acho que vai concordar comigo, comigo, que é o maior gargalo de qualquer produção audiovisual do mundo é distribuição.
E você ter um, e você ter uma grande distribuidora hoje como é a Sony/Crunchyroll/Funimation, Aniplex, por aí vai, facilita muito esse processo de sair, né?
É muito importante essas coisas, essas empresas, né, como Sony/Crunchyroll, né, elas meio que vivem entre uma, entre aspas, de brigas, né? Porque para quem na temporada velha de que tal produto, aí tem a HiDive também.
É, Netflix entra nessa conversa, é.
Entra também, a Netflix tem cada vez mais animes também, né, agora, né.
A Amazon voltou a lançar anime, né.
E é isso que a Amazon, ela é, até onde eu sei, né, o Vupi depois pode falar, até onde eu sei ela tá menos forte, vamos dizer assim, no Ocidente, mas no Oriente ela é muito forte pra trazer anime assim.
Tem só uma coisa engraçada, né, que a gente tá falando questão de outros mercados, agora, no momento em que a gente tá batendo esse papo, O diretor da terceira temporada de Jujutsu Kaisen, que é o Gosho, né, ou Shota Goshozono, que é como é o nome dele, Gosho é o nome, o pseudônimo, né, ele tá literalmente saindo de Jujutsu Kaisen como diretor para ir para França, porque ele tá indo para lá para o estúdio Illumination, que é o estúdio francês que cuida de produtos como Minions e tal, é um Super Mario Galaxy também.
E aí ele tá saindo de jutsu, algo chinês ou japonês, para ir para França. Ou seja, eu acho que a partir do Goff, que é um diretor que eu considero incrível, para mim ele é um, ele é muito novo inclusive, né, potencial dele absurdo como diretor, eu acho que a França, tendo ele nas mãos, se ele bem aproveitar bem a coisa, tem tudo para explodir, cara. Eu não sei o que ele vai fazer lá, né, porque a gente para, estúdio de iluminação, faz coisa, produz 3D, E gosto não trabalha com 3D, trabalha com coisa de 2D.
Então tem que ver aí, porque com gosto lá vai sair coisa incrível de lá, cara. Isso eu tenho certeza. Agora o quê, eu não sei. Então a França é agora, né, um tal, um passo ou dois a mais dentro desse tipo de mercado de animação, porque o gosto lá é coisa séria. Então assim, é algo mais para ficar de olho.
Ou seja, pessoal, Kill Bill confirmadíssimo em Minions, próximo filme, tá? Confirmadíssima aí, já pode, já pode fazer figa já. Quem quiser fazer figa aqui vai dar, vai vender.
Só para complementar, eu vou dar uma opinião rapidinha assim, que eu tenho um detalhe aqui na animação 2D/2.5D, que hoje em dia o pessoal faz, né, essa interpolação, se busca muito a estética de anime, né, que eu acho que é uma estética muito vendável hoje, né, as pessoas batem o olho e tudo mais e tal. Então, por exemplo, eu tô tentando catar qual foi o estúdio que fez aqui, né, mas eu não tô conseguindo achar aqui por enquanto, cara.
Uma mistura de 2D com 3D teve até nessa temporada recentemente de animes, né, a partir do que a gente tá falando aqui, que é o Snowball Earth, que é uma produção que trabalha muito com 3D, mas também que trabalha com 2D. Tem casos como Dorohedoro, também o último filme de Dragon Ball que saiu, que foi o Super Hero, também faz a mesclagem do 2D com 3D.
Então assim, o último filme de Gundam do que eles estão fazendo agora da trilogia, né, também teve muito 3D. O Rafa, o cara, tem muito 3D, muito, muito, muito ilustração em 3D. É impressionante. Achei aqui, eu ia comentar que, por exemplo, nós temos o que ficou bem famoso, né, que é o Samurai dos Olhos Azuis, né, que tem toda a estética de anime, né, toda a construção, mas ele é uma produção americana-francesa novamente, tá vendo?
E é feito pelo estúdio Blue Spirit. Então Essa saída, por exemplo, que ele acabou de comentar, do Gozu indo pra França, eu chuto muito que é uma busca desse processo, de você ter diretores que saem do Japão já tendo muito essa experiência com anime e vão trazer o processo de direção que tem no Japão e a forma como se trabalha pra fazer um trabalho 2D, 2.5D, alguma coisa assim, e trazer essa estética de anime pra alguma outra perspectiva ocidental, né, pra fazer outros tipos de trabalho. Isso aqui é um exemplo só, o Samurai de Olhos Azuis.
Não, mas tá certo mesmo, cara, porque o mercado japonês, ele é— se eu posso falar algo felizmente do mercado, é que ele é um mercado muito influente. Então assim, tem muita gente que, além de ver que é um mercado muito lucrativo, toda a forma de se trabalhar com animação no Japão, ela é muito respeitável, né? Ela é muito apreciada. Então assim, cara, tem muita gente que quer ser animador justamente porque gosta do que é feito em animes, né?
Então eu, por exemplo, posso falar para— acho que eu posso falar, acredito eu, acho que não vai ter nenhum problema. Mas assim, eu como eu trabalho com animes, eu tô levando muito daquilo que eu tenho em animes para a Kimera Studio, que é o estúdio brasileiro que eu trabalho. Então tipo, muitas das coisas do que eu sei de animação com animes eu tô levando para lá. Então tô levando parte da estética daquilo que a gente trabalha, do que a gente nutriu muitas vezes de mercado americano e de outros lugares, que é trabalho com animatica, essas coisas, e aliando daquilo que eu sei com animes.
Então a gente tá fazendo uma mistura legal para poder sair o melhor dos dois mundos, por assim dizer. Então é maneiro para caramba, sim, é muito legal, porque da mesma forma como eu quero— não é que eu quero, né, porque foi algo que o diretor queria que eu levasse também para o projeto, né, para o estúdio em si. Para instruir os animadores lá e tudo mais. Muito dessa, toda dessa forma de como trabalhar no mercado japonês, mas também de abraçar aquilo que a gente já conhece, né?
Porque eu acho que é até melhor para as pessoas que vão aprender algo novo, né, não se desvincular muito daquilo, daquilo que elas já sabem, porque acho que é uma forma até melhor delas absorverem, né, daquilo que ela já conhece do mercado em si.
Aproveitando que você entrou nesse tópico, Você comentou do Chimera Estúdio, da animação, né? É, para quem não sabe, Chimera Estúdio, estúdio brasileiro, que temos aí o Caidinho, que é diretor de animação, está animando a obra Rei de Lata, que é um mangá, quadrinho nacional, como você queira chamar, que é espetacular, sensacional, muito bom, muito bom, cara.
Não é porque eu tô trabalhando em Rei de Lata não, mas pô, eu li o bagulho, muito bom mesmo.
O Jefferson tá de parabéns, que a gente teve, a gente gravou um programa, a gente gravou, eu nem lembro quando foi, faz um tempo já, mas a gente tem aí um cast sobre quadrinhos e mangás nacionais, a gente falou bastante de Rede Lata lá, teve até um convidado nosso também que falou. Cara, leiam, de verdade, leiam, vão atrás do material, super, super bom. É inclusive a New Pop que tá publicando aqui no Brasil, receberam aí, vai ser animado, né, pelo Chimera Studio.
E aí eu queria que você falasse um pouco de como é que tá sendo esse processo, do que você pode pode falar, né, claro, porque a obra ainda tá sendo feita, né. Falar sobre essa questão do mercado de animação brasileiro, né. Infelizmente, Brasil, a gente tem esse problema de a gente não— eu não vou colocar que não vê, não existe, existe, mas a gente não valoriza tanto quanto deveria o mercado nacional de arte como um todo, né. E aí, tanto Carlos e Fiuca, aí, gente, sinta-se à vontade para falar assim, pô, o que que vocês veem que tem muita obra boa de animação, tá saindo aqui pessoas, é que vocês veem trabalhando fora que são excepcionais assim, é, além do Kaedim, claro.
Então eu acho que tem dois pontos. O primeiro é que, cara, o mercado brasileiro, para ser sincero com vocês, como eu falei, eu não tenho o menor problema de falar percepção de coisas ou daquilo que eu enxergo, a minha percepção de mundo, né, desse mercado que eu trabalho. Tem muita gente talentosa no Brasil, tá? Tem muita, muita coisa legal que dá para aproveitar daqui porque tem muita obra boa, como o Rei de Lata mesmo, né, que eu fiz trabalhando no Quimera Estúdio.
Tem Life também, que eu acho que é a obra mais famosa da Bratandeira hoje em dia, né. Tem 48 km da Yara Naica, que é uma querida, uma grande amiga minha, inclusive um abraço para ela. Tem obras também como Lampião também, que é muito bom. E, cara, assim, material para fazer coisas a gente tem, pessoas que são muito qualificadas, que são muito boas, tem também. Eu acho que, cara, as coisas não vão para frente, pelo menos por enquanto, que eu espero muito que melhore.
E eu tô trabalhando junto com a Quimera para que a gente dê esse passo a mais, possa dar, né, de entregar algo de qualidade para entregar. Porque eu acho que o maior problema é a questão de investimento, porque as empresas elas não têm, não olham o potencial que esse mercado tem, né. Porque sei lá, acho que eles não veem nada que entre em evidência muito grande, seja aqui mesmo no Brasil ou até para fora também, que faça valer o investimento, sabe.
Sim, porque eu acho, infelizmente, é como as coisas funcionam no capitalismo, né? Então, cara, eu acho que tem muita coisa boa para vir, porque além do Rede Leca está trabalhando, tem outro estúdio da Urutau que tá fazendo, vai fazer também, né, que entregou um trailer excelente, né, que eles fizeram, que vão fazer lá o live também, vou adaptar. E, cara, tem muita coisa legal que Eu acredito eu que através de Mim da Quimera, como Estúdio Comuro e tal, e outros que eu tô vendo que tá saindo também, que, cara, eu sinto que esse passo adiante vai poder ser dado, sabe?
Eu acho que quando a gente puder mostrar alguns materiais que são feitos com qualidade, que vai chamar atenção tanto aqui no Brasil como no redor do mundo, eu acho que as coisas vão conseguir sair dessa coisa tipo só do papel, sabe? Então Então, e querendo ou não, cara, dinheiro ele é importante. Nada ele sai com a maior qualidade se não for ter um bom investimento. Então assim, é importante. Por mais que até eu que trabalho no mercado japonês majoritariamente, a gente muitas vezes não é pagado devidamente, mas as pessoas que estão lá elas dão conta do recado.
Então assim, nem mesmo que no futuro até não seja pago devidamente, mas alguma estrutura tem que ser criada, sabe? Então enquanto não tiver uma estrutura pronta para essas coisas saírem além daquele passo a mais, as coisas infelizmente não vão, não vão sair. Mas tem muito potencial aqui, cara. Tem muita gente capaz que só quer que o mercado olhe para elas. Quando o mercado conseguir olhar para elas devidamente, as coisas vão andar. E assim que pelo menos eu enxergo.
Perfeito. É legal ouvir isso de uma pessoa que tá dentro do mercado, né, cara? Porque a perspectiva que eu tenho olhando de fora, não trabalho com animação, né, mas ouvindo pessoas, sabe, de pessoas que trabalham especialmente nos estúdios americanos, né, cara? A gente tem muito brasileiro pica, nossa senhora, mas é muito brasileiro foda trabalhando, né, velho? E assim, que normalmente é muito obrigado a sair para fora, é assim, vão ganhar em dólar, vão curtir a vida, né?
Melhor assim nesse processo, melhor ainda. Mas poderia estar trabalhando aqui se a gente tivesse uma indústria forte, né? É interessante falar porque até a gente até tem estúdios. E aí eu posso levar para do audiovisual em geral, né? A gente tem até estúdios que são fortes, que vão fazer produções. Até temos até produtoras grandes que vão fazer isso, mas o mercado brasileiro é muito voltado para o mercado de publicidade, né? Então tem estúdios hoje que estão dispostos a fazer adaptações na área de animação, que estão dispostos a fazer criações próprias.
A gente já tem até históricos de filmes recentes e de desenhos, né? Acho que o maior de todos é Irmão do Jorel aí fazendo história para caralho, que assim, que demonstra que aqui no Brasil, além de mão de obra super qualificada, tem muita história para se narrar, tem muita coisa para se apresentar, sabe? E eu espero que o mercado brasileiro se desenvolva, tá ligado? Porque foi o que eu falei, mão de obra qualificada tem, isso é 100%, sem dúvida nenhuma, e história tem, cara.
E é legal porque tipo tem um detalhe importante que eu acho que é o maior detalhe que a gente deveria roubar do Japão, é que no Japão existe um retroalimentação de de próprios mercados. Então o mangá retroalimenta o anime, ao mesmo tempo que de vez em quando o anime, de vez em quando não, o anime retroalimenta o mercado de mangá, né? Os dois vão se retroalimentando em questão de venda e desenvolvendo.
Não, de todo mangá, colecionáveis, é tudo uma indústria super complexa, cara.
Existe anime que já sai vendido, né? Bandai tá aí para explicar isso para gente.
Então, porra, é, né, meu pote? Mas enfim, né?
Exato, né, né, Cavaleiros do Zodíaco e por aí vai, né, cara. Então a gente tem todo esse mercado já industrializado, já bem feito no Japão, que a gente pode roubar esse processo e desenvolver aqui no Brasil e entender como é que se faz, e retroalimentando e criar assim uma indústria cultural forte aqui no nosso, no nosso cantinho. E eu espero que isso aconteça, cara, eu de fato espero, cara, que eu espero que meus amigos que são animadores aqui, o querido também, seja bem remunerado, ganha bastante dinheiro com isso, todo mundo ganha muito dinheiro com isso.
E seguir aqui o Brasil. Eu acho que a gente tá vivendo um momento que talvez isso vá mais para frente. Eu acho que audiovisual tá com força no Brasil, tá com visibilidade, né? Então vamos ver se a gente aproveita nisso, né? Se não vai ser só mais um momento que vamos fazer, vamos falar e tal, vamos só falar de quem tá no Oscar, algo parecido, e não vai acontecer mais nada não. Espero que saia mais coisa, cara.
Também, cara. E assim, eu posso falar da Chimera Studio em si, né? Não posso falar do Urutau porque eu não tô lá trabalhando com eles, mas eu acredito que eles vão entregar algo bem legal também. Mas, cara, a gente na Chimera Studio, cara, a gente vai entregar algo bem legal. Assim, a gente tem perspectiva de lançar a Rede Lata adaptando os primeiros capítulos da HQ do Jeff. E inclusive eu agradeço ao Jeff ter dado esse aval para a gente trabalhar.
Jeff, ele é um muito legal, eu tenho muito carinho por ele. Até porque realmente eu criei uma prévia muito grande para o Rei de Lata, porque é uma obra muito boa mesmo. E assim, cara, é, vai ser algo bem legal, cara. Antes não vou me arrepender não. Tô fazendo o que eu posso para entregar o melhor produto também junto com os animadores, a equipe dos diretores, tanto Levi, o Joy, o Verta, que é o querido também, o resto dos dubladores.
Cara, a gente tá fazendo o máximo para entregar o melhor produto possível até o ano que vem. Então assim, aguardo que vai ser algo bem legal mesmo.
Que massa, mano! Aí, só para complementar aí, vocês estão falando, como é que é essa tua relação, tu sendo agora chefe de animação com o diretor? Como é que é essas relações assim? Deve ter direção de arte também. Como é que são essas relações entre a principal parte da equipe assim? Como é que tá sendo, cara?
Porque assim, acredito que eu posso falar da minha função, porque eu eu tô ajudando muitos animadores, né? Porque como eu falei, eu levei muita coisa do que eu tenho de conhecimento para eles, né, do mercado japonês. E a gente tá tentando alinhar o melhor dos dois mundos. Então eles me veem muito como mentor para eles. E assim, cara, tem muita gente lá. De novo, eu posso falar do Kimera porque eu tô trabalhando lá, que tem muita gente boa lá, tanto os animadores, parte desta produção, os dubladores, cara.
Tem muita gente com potencial muito grande lá, e que gente que já tá no mercado trabalhando com coisas do mercado, tanto aqui, tanto para fora também. Então assim, cara, é uma experiência muito boa porque são pessoas muito legais, né, os animadores lá, que eu tenho mais contato porque, né, como eu tô trabalhando como diretor de animação, eu tenho mais contato com eles, né, com os animadores. Então, cara, é um contato muito legal, são pessoas incríveis também, que é meio que o que mera, como eu já disse até para eles também, que virou parte de uma família minha, né.
Então assim, cara, é muito legal tá lá. E assim, mano, eu posso dizer que tenho muito orgulho das pessoas que estão lá e que a gente vai conseguir, cara. Acredito que a gente vai conseguir entregar o melhor que a gente puder até o ano que vem, para que felizmente a gente saia desse impasse que a gente tem com o mercado, para que o mundo passe a ter um olhar diferente para o mercado brasileiro, né? Porque eu acho que Na minha visão, eu acho que as pessoas, até porque estão até culturalmente, eu posso estar falando até bobagem, espero que não, mas que elas tenham um apreço melhor por boas produções em 2D.
Eu acho que isso é uma realidade, eu posso estar errado quanto a isso, mas é assim, cara, a gente vai conseguir chegar lá, vai entregar algo legal para que as pessoas vejam o nosso mercado que tenha potencial, né, e que até aqui mesmo no Brasil, as pessoas têm uma frente maior, que grandes empresas vão lá, vão olhar e vão querer investir nesses produtos, né? Não só naquilo que a gente for criar, já correi de lá, tá, ou com outras obras do futuro no Quimera, ou a outro estúdio também, cara, porque tem muita, muita gente incrível aqui no país que tá esperando oportunidade mesmo.
Perfeito. É, tem que ter mais valorização, né? Tanto da indústria investindo, tanto da própria população população, né? Assim, a indústria, o mercado, ele tem seus interesses, mas muito do interesse mercadológico vem também da população, né? Quanto mais esse tipo de produto for buscado, for quisto pelo público em geral, mais vai ter investimento, mais vai ter procura, né? E essa toda essa rede que se cria em volta, né? Ela vem a partir disso principalmente.
Bom, acho que falamos bastante, bastante coisa. Como geralmente no cast a gente termina com consideração em sinais e notas, mas não tem como dar notas para indústria de animação japonesa, porque eu também não quero arranjar essa briga, porque é capaz da galera dar nota muito baixa, daí vai ser complicado.
Por favor, gente, eu quero ter emprego ainda, entendeu?
Então vai ser meio complicado. Então vamos trocar para o seguinte: você comentou aí sobre, né, a questão da pessoa ser animador, o que que ele é, qual o caminho, né? Então você comentou, pô, além da, óbvio, de estudar sua função, de saber onde você vai pisar, de fazer a parte técnica. Essa questão de você se apresentar, então já fica, se você quer ser animador, fica aí o caminho. Mas para todo profissional de toda área, muito importante referencial, referências, né?
Então eu queria que cada um de vocês aí, Carlos e Caim, comentasse um pouquinho sobre quais obras vocês, como animadores, como técnicos, né? É, no caso do Carlos, tá começando na área de audiovisual, vocês veem de animes, tá focado em animação japonesa, que pô, isso aqui vejam porque é uma aula, porque é muito bom, tem informação suficiente para você que quer ser animador, você que só quer saber mais detalhes, mais a fundo dessa indústria.
Eu posso recomendar algo que, bom, eu acho que de modo geral, mas para quem quer ser animador e trabalhar com animes como eu, tem um canal que eu super recomendo para as pessoas que falam, porque eu queria muito, gente, ter tempo para montar um canal, fazer vídeo, explicar como é que, para pessoas até do Brasil mesmo, né? Porque o mercado japonês, eu acho que é um grande problema que ele é um tipo de conteúdo que é muito nichado, tipo, ele não é algo acessível, né, para quem quer aprender de verdade, não só da parte da indústria, mas até para quem tem o conhecimento e não quer compartilhar, sabe?
Tem pessoas estrangeiras que elas não têm muito apreço em compartilhar o conhecimento para que mais pessoas aprendam. Eu tô aqui, posso ajudar o mercado também para tornar ele mais acessível, folgar um pouco mais do trabalho do japonês e tudo mais. E mas eu posso recomendar o canal do Dong Shang, D-O-N-G-T-H-A-N-G, que ele é um chinês, chinês-japonês, não, ele é japonês, eu acho que é isso, que ele trabalha como animador. Ele é um veterano da indústria já de animes, que ele ensina coisas desde o básico, como você trabalhar tanto como ninguém, como animador de layout.
Explica até um pouco sobre outros assuntos, como a função de enxuto, que é o diretor de episódio, e coisas assim. Eu acho que ele é o melhor canal que ele pode ajudar qualquer animador, porque até foi o que até recomendaram para mim quando eu tava gostando de ver os vídeos dele, porque realmente, cara, eu acho que é a melhor pessoa que tem no mercado, é, que possa ensinar como é que você pode ser um animador para trabalhar em animes.
Então eu recomendo, cara, pesquisar no YouTube que tem muito vídeo ensinando. Como eu falei, explica funções e também explica como trabalhar com programas, que é software. E eu posso até aproveitar, dar uma explicação breve, porque a gente no mercado japonês a gente usa o Clip Studio Paint geralmente, na maior parte das vezes, que é um software de animação. Tanto para animação como ilustração. Ele é bem completinho, sabe? Então a gente é o que a gente geralmente usa, mas também dá para usar outros como Photoshop e tal.
Mas eu recomendaria você aprender o Clip Studio Paint porque é o que mais é usado na indústria de animes, tá? Então já fica também a recomendação.
Olha aí a dica.
Assim, de recomendação de aprender animação, eu vou ficar fora para mim, porque tipo assim, não, não sobre animação, mas sobre a indústria.
Indústria assim como um todo.
Então eu assim, eu vou ser muito sincero, eu a parte da indústria de animação eu vejo de vez em quando algumas coisas. Um canal que eu sempre gostei muito, mas aí ele vai trazer mais até coisa, e tem algumas coisas de falando com o pessoal da indústria de animação como um todo, mas ele fala mais da indústria criativa como um todo no Japão, né, que é o Arte Péu. Ele faz um trabalho documentário muito foda e ele vai trazer desde a indústria de game até, mas assim, eu vou ser muito sincero, não é uma coisa técnica, tá?
Vai ser um papo mais aberto com o pessoal da indústria criativa do Japão, né? Tem entrevista com diretor de Final Fantasy, até diretor de som de Final Fantasy. Depois tem entrevista, ele entrevista o Hiroyuki Takei, que é o autor de Shaman King, né? Então por aí vai, né? Então tipo, quem quer entender de um pouquinho de indústria criativa, como os caras pensam, aí pode ser Acho mais interessante. Agora, tipo assim, em questão prática de animação, eu vou ser muito sincero.
Se vocês normalmente, algumas dessas empresas, como ele comentou agora, que a empresa que trabalha mais no Japão, mas por exemplo, se tu for mais para o 2D do Ocidente, normalmente é o Toon Boom que o pessoal trabalha, né? Essas empresas, elas têm canal no YouTube, então vale muito a pena os canais de YouTube das empresas, tá ligado? Eu sei disso porque eu acompanho muito o trabalho o canal de YouTube da Nuke, do pessoal da Nuke Unreal e do, ai, do Houdini, né?
Então lá tem vários tutoriais seguidos de como fazer algumas coisas e tal. É claro que não é um curso nem nada parecido, tu não vai ter uma diretriz certa de como fazer as coisas, mas eu acho que o pessoal poderia fazer isso. Eu posso falar de um mundo que eu sou mais próximo, que é o mundo no motion design, para quem quer começar a entender o que que é animação, saca? Não necessariamente vai trabalhar com animação, esse tipo de coisa.
Mas quem você quer começar a entender o que a gente foi falar, que a gente comentou aqui sobre keyframe, né, in-between, essas coisas assim, né, talvez ali eu acho que ele tem até mais material para se correr atrás. O mundo do motion design tem mais material para o pessoal trabalhar com isso. E um canal que eu gosto muito é o canal que vende curso, tá ligado? Mas se você não quiser fazer o curso dele, não precisa, não quiser ser motion, que era o canal do Learn Lemonade.
Eu gosto muito da da forma como eles falam, né. A Vem Make também tem algumas coisas sobre animação que eu acho interessante. Vamos falar mais sobre história de animação, esse tipo de coisa. Então são os dois canais que eu, assim, em português brasileiro, né. Se for para gringa vai ter muito mais coisa, né. Tu pode pegar CG Cooks, uma porrada de outra coisa assim para ver sobre anime, mano. Assim, tem dois animes que normalmente eu lembro quando a gente fala de produção de anime, né, que é Shirobaki e Azouken.
São esses dois animes assim que vão falar sobre a produção interna de anime, né?
Infelizmente é muito julgado por conta do design, né, que é bem simples e tal.
É, mas eu acho design lindo assim, bem cartunesco. Eu acho muito, muito lindo. É muito bom. Nossa, é absurdamente bom. Eu acho que são os dois assim que melhor vão falar sobre o processo de produção de anime. Tem um episódio sobre de animação, né, que é com a mina que é filha rica. Eu não vou esquecer o nome dos personagens de Zouken agora, Que ele vai falar sobre o processo de animação, né, que eles vão lá, desenha, como é que ela desenha e tal.
Aquele episódio é lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, é muito foda aquele processo, aquele episódio. Então fica esses dois animes aí de dica. Mas assim, gente, se vocês conseguirem qualquer documentário de grandes diretores de animação no Japão, eu acho que já vale a pena.
Tem documentário, tem até, tem muitos projetos hoje em dia, até mais, tá, que eles mesmos vão lá fazendo documentários sobre equipe de produção. Por exemplo, o mais recente que eu vi foi o anime que saiu da última temporada, que é o Marriage Talk, que é o Casamento Tóxico, né? E eles estavam fazendo alguns episódios relatando, falando com os próprios artistas, os principais, né, da equipe da produção. Eles falavam lá, criaram documentários por episódios falando de como funcionava cada etapa e tal. Nada muito complexo, sabe? Mas já acho que já ajuda também como ensinamento.
Sim, o YouTube da Netflix de vez em quando tem uns making of de produção. Eu lembro de JoJo, mas também teve de Cyberpunk Edgerunners, inclusive anunciaram a segunda temporada agora, né, vai sair. E tem, né, um processo de pós-produção ali que eles mostram como é que é feito. É claro, é muito menor do que o processo assim, né, que se trabalha, né, não deve ter 10% do processo ali, mas assim já dá para pessoa ter uma noção do que é produzido.
Eu gosto muito, para quem quer entender um um pouco mais do mercado ocidental. Tem umas entrevistas com o pessoal do Corredor Crew, que eles levam os diretores de animação de diversos filmes assim. Levaram da galera de Star Wars Visions, mais recentemente— ai, qual foi o filme de animação mais recente que eles levaram? Levaram o pessoal do Spider-Verse. Então tipo assim, uma galera muito forte que trabalha na Disney e tal. Eles têm uma— eles são— é bem legal porque É um episódio bem solto assim entre eles ali, que esses animadores eles trazem cenas e coisas que eles gostam, que eles querem falar, né.
Então tem animador falando sobre Akira, como é que o processo de Akira foi feito, e eles acham uma loucura do caramba. Então tipo, também vale a pena, se tu quiser ouvir mais dessa área ocidental, tem esses episódios no Corredor Cruz só sobre animação mesmo. Ele é um canal que é mais voltado para VFX, Mas eles têm essa parte de pós-produção de animação lá que eles conversam com o pessoal da indústria americana, no caso, né? E de vez em quando até o pessoal de VFX fala também, pessoal da ILM vai lá, né, que é da Light Magic, que é um dos maiores estúdios de animação e tal.
Então, cara, tipo assim, tem material na internet para vocês acharem, tá ligado? Isso é sem dúvida.
Queria ponderar uma coisa que eu acho que é importante, é falando sobre— eu gostaria de falar um pouquinho mais sobre, antes da gente encerrar, prometo que vou ser bem breve. O que você pode fazer para poder se tornar um animador, para trabalhar em animes? Eu acho que o mais importante, acho que até você não querendo ser animador, tá, que salva muito é esta anatomia e perspectiva. É muito importante, é crucial. Você quer ser um ilustrador?
Anatomia e perspectiva. Quer ser animador? Anatomia e perspectiva, que é muito importante. Acho que é o principal para poder se estudar, porque quando souber bem de anatomia e perspectiva, o resto do caminho fica bem mais fácil, tá. O que que você pode fazer depois de ter um bom controle sobre isso, é estudar, como a gente falou aqui, né, procurar conteúdos na internet. Realmente, tipo, mais que para anime seja muito escasso, como eu comentei antes, é estudar como funciona o mercado na teoria e também na prática, né.
Porque se tu quer ser um animador, tu tem que saber como é que tu vai trabalhar de acordo com uma ou mais funções que tu querer trabalhar, né. E a gente começou animador, a gente começa ou sendo animador de layout ou trabalhando como ninguém, né, que é o que eu faço como animador secundário. E aí, cara, estuda bem cada coisas, tua anatomia, perspectiva, como o mercado funciona na teoria e na prática. E aí depois, cara, tu pode fazer de acordo com a função que tu escolher para trabalhar, que é ou de layout ou ninguém ou as duas coisas.
Tu pega o teu conhecimento que tu tem, ou é, tu faz, sei lá, animações próprias, monta o portfólio. Nem precisa ser prático, também é válido, tá? É válido também. Tu pega, monta o portfólio. Aí depois, o que que tu faz? Que pode fazer, tu pode publicando no Twitter Twitter. É assim, é uma coisa importante também, é separar, né? Tu tiver um Twitter, gosta de usar Twitter, tu tem um pessoal e um para trabalho, que é importante. E-mail, a mesma coisa, que também é muito importante, é um pessoal, outro para trabalho.
Não mistura as mesmas coisas, tá? Mas aí, o que que você faz? Então pega o teu, tu cria um Twitter para trabalho, deixa lá tudo bonitinho, a função, a função que tu quer trabalhar. Aí tu vai lá, publica os teus trabalhos, tuas animações próprias. Aí tu vai lá, joga lá no teu perfil, cara, uma hora alguém vai te achar, vai ver que tu é habilidoso, cara. Eles não vão demorar te chamar, isso eu garanto, tá? E aí, ou tu pode fazer também de cara de pau, que é o que eu fiz.
Eu não vou mentir, eu fui cara de pau. Tu chega lá, mandou teu portfólio, vai lá e manda o interesse para os produtores. Tu tem que encontrar os produtores e tal. Tem uma forma também de como procurar, que é uns candidatos japoneses para até produtor assistente. É como eu falei, que tem umas pessoas importantes para recrutar os animadores estrangeiros ou até gente do Japão mesmo. E aí tu chegar lá, entrar em contato com eles e mostrar o que que tu tem, cara.
Mostra o teu portfólio lá e eles vão falar, ó, tiver, eles vê lá se tem algo interessante. Se eles tiver algo para poder te entregar no momento e eles gostarem de você, eles vão entregar, cara, tenho certeza disso. Então assim, essas coisas são importantes para quem quer realmente trabalhar com animes e ser um animador como eu, como trabalha no mercado hoje em dia. Então cada coisa é fundamental, estuda cada coisa, faz cada coisa certinho que uma hora tu vai ser chamado, cara.
É isso aí, eles precisam muito de gente porque tem cada vez mais profissões, cada vez mais animes, cada vez menos tempo. Então, cara, vai em frente, faz as coisas que eu tô entendendo que tu vai conseguir trabalho, cara, tenho certeza disso.
Aí, pô, dica de como entrar na indústria ainda, maior papo que a gente bateu só aqui nesse cast. Se você perder esse cast, você tá maluco, tá? Só isso que eu tenho a dizer para você. Pô, primeiro de tudo, agradecer ao Caidinho pelo tempo, por ter topado ter gravado com a gente. Muito obrigado, foi muito legal. Está convidadíssimo para algum bate-papo que a gente possa ter aí sobre indústria. Quem sabe, quem sabe a gente não grava o próximo cast sobre indústria de animação num longo futuro, ou alguma coisa relacionada.
Sempre bom a gente poder contar com a galera aqui, não só que trabalha, mas participa desse ciclo.
Ah, cara, fique à vontade para me chamarem, tô sempre disposto, porque eu não tenho tempo para, como eu falei, eu gostaria muito de, sei lá, montar um canal, fala para o próximo dia ajudar mais pessoas, porque eu gosto muito de ajudar as pessoas, sabe? Então, como eu tenho tempo para poder falar desse tipo de coisa que a gente tá fazendo, né, bater um bate-papo e tal, não sei o quê, descontraído, é muito legal porque as pessoas podem saber como elas podem, porque tem, cara, eu tenho muita gente que realmente me procura para poder, cara, como é que conseguiu ter os teus trabalhos, como é que eu faço para poder também dar uma olhada no meu trabalho?
E muitas vezes eu não tenho tempo, cara. Eu gostaria muito de ter tempo para poder ajudar cada pessoa que vem entrar em contato comigo, por exemplo, sabe? E assim, eu não tenho tempo, infelizmente. Eu gostaria de ter. Então, cara, eu agradeço muito porque sempre quando eu tô falando essas coisas, tem essa oportunidade de dar entrevista e tal, podcast, aquilo outro. É importante porque eu posso ajudar cada vez mais pessoas, né, de alguma forma.
Então fico muito grato, agradecido a oportunidade, cara. Tô disponível para quantos quiserem também. Vamos falar.
E onde o pessoal te encontra nas redes sociais?
Vocês podem me encontrar na como é literalmente como cair em gin no Twitter com dois N's tudo junto e arroba, né, importante. É meu Twitter que eu publico meus trabalhos lá. Não se espantem, vocês veem lá a bio lá tudo em japonês porque é importante para conseguir trabalho, tá? Inclusive, né, a dica importante, né, deixa em japonês ou inglês porque é assim que o japonês vai te entender. Se ele não conseguir ler, não tem como ter trabalho, né?
Eu acho que é até meio óbvio assim. Mas também no Instagram, onde vocês podem encontrar como caiendinho com dois N também no Instagram. E é isso, tem um Discord também, apesar de que o Discord, meu Discord tá como caiendinho com dois N também, tudo junto. Então fica à vontade, quem quiser me mandar convite de amizade no Twitter, no Instagram, fica à vontade.
Isso aí, sigam ele, pessoal, sigam ele e vejam os trabalhos dele também, sempre bom. Tem várias vezes ele posta lá, vejo várias coisas maneiras lá. E claro, se você quiser conversar mais sobre essa indústria, quiser saber detalhes sobre gravação, sobre como encontrar gente, ou conversar com o Carlos aí sobre esses temas, é saber quando vai ter outro tema desse tipo no cast, você pode apoiar o nosso trabalho aqui do MDA, né? Você pode ser um apoiador através do catarse.me/mda ou no Apoia.se, em apoia.se/apoia.se mdapod.
Catarse, desculpa, é catarse.me/mundodosanimes. Ainda tô me acostumando com a URL nova. E claro, seja como eles: Alex Selinger, Bruno Rezende, Carlos Petrone, Guilherme Henrique, Guilherme Loures, Hugo Vantuil, Lucas Batista e Yasmin Gonçalves. E você pode mandar o email, né, como sempre, marapodcast@budosanimes.com, comentando o que você achou do episódio, se quer comentar alguma coisa com a gente. E também lembrando, pessoal, a gente só ler os comentários da caixinha do Spotify, tá?
É isso. Novamente, muito obrigado ao convidado, muito obrigado a quem ouviu até agora. Valeu, galera, até o próximo episódio. Tchau, tchau!
Anime Hunter
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