Episódios de MDA - Mundo dos Animes

MDA #252 - CHAINSAW MAN: Reze Arc

20 de agosto de 202652min
0:00 / 52:43
Participantes neste episódio3
R

Raul

HostPastor
B

Bruno

Co-hostBaterista
C

Carlos

Co-host
Assuntos6
  • Chainsaw Man Reze Arc· EntretenimentoChainsaw Man: Reze Arc·Tatsuki Fujimoto·Estúdio MAPPA·Tatsuya Yoshihara
  • Análise da Obra e Adaptação· CulturaTatsuya Yoshihara·Tatsuki Fujimoto·Linguagem cinematográfica·Adaptação de mangá
  • Contraste Narrativo e Visual· EntretenimentoAmor vs. Violência·Humano vs. Demônio·Makima vs. Reze·Cores e iluminação
  • Traição e Manipulação em Obras de Ficção· CulturaMakima·Reze·Márcio·Uso como objeto·Conto do rato da cidade e do campo
  • Censura e autoritarismo PT· PoliticaCalcinha branca de Reze·Classificação +18·Weekly Shonen Jump·Gore e nudez
  • O Papel de Power· SociedadePower·Alívio cômico·Motor narrativo
Transcrição130 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RRaul

Seja bem-vindo ao MDA, coloque seu fone de ouvido e viaje com a gente no mundo dos animes. Estamos no ar com a Seja Um Novo Pirata em Uma Nuvem Voadora, viaje com a gente no mundo dos animes. E nessa semana vamos viajar no louco mundo de Chainsaw Man: The Movie: Resi Arc. Eu sou Raul e só tem maluco nesse anime.

BBruno

O anime da motosserra, né, Flash? Você queria o quê?

CCarlos

Se não fosse assim, ninguém tava vendo.

BBruno

É, exatamente.

RRaul

E mais maluco de amor.

BBruno

Aí é Love in the Air, né? Já tira propaganda.

CCarlos

O grande problema do nosso querido Denzinho aí é que o moleque, ele é o último dos românticos.

RRaul

Mas todo mundo aí apaixonado, no fim das contas todo mundo ali tá apaixonado por alguém.

BBruno

Uns de forma boa, outros não, né? Bem fi.

RRaul

O Deji tá apaixonado pelas duas meninas e todos os outros personagens estão apaixonado pelo Deji, até o Tutubarão.

BBruno

Seriam na verdade Chainsaw Man hara inversa, desconhecido, moleque transante. Olha isso, aqui é o Bruno. E Arese nada mais é do que um grande artifício para capturar atenção do Taquinho de 12 anos. É uma grande— na verdade, tudo complô para pegar toda atenção do Taquinho de 12 anos. Vai falar se não é perfeito para isso.

RRaul

São seus amigos que a gente fez no caminho, né?

BBruno

A personagem é pensada para isso, cara, não tem outra explicação para isso não.

RRaul

Na verdade, foi pensado para mais que isso, mas a gente fala disso no episódio. Aqui é o Carlos.

CCarlos

E o movimento é sensual, sensual. O movimento é bem sexy, sexy. O movimento é bem sexy, sexy. Já tá chegando o Braga Boys com uma dança que é uma bomba. Se essa música não foi feita para esse filme, eu não sei o que aconteceu. E tá tocando, né, Lucas?

BBruno

Tá tocando, tá tocando, tá tocando, tá tocando para os emails.

RRaul

Gente, o patrão ficou maluco na Hunter. Sim, nossos parceiros agora estão com 15% de desconto no Pix, no dinheiro, e 5% de desconto no cartão com o cupom MDA. Também somos parceiros da Crunchyroll, o maior streaming focado em animes no Brasil, e Rádio J-Hero, onde estamos todo domingo às 4 da tarde. De volta dos emails com o número original, Chainsaw Man: The Movie. Resi Arc, gênero ação e fantasia. Filme durou 1 hora e 49 minutos e ele cobre ali dos capítulos 39 ao 52 do mangá original, meu amigo, seja 14 capítulos em 1 hora e 40.

O filme estreou no Japão no dia 19 de setembro de 2025 pela Crunchyroll. Você pode ver no Brasil, é, amigo, tá lá bonitinho, completinho para você assistir. O filme foi produzido pelo Estúdio MAPPA, estúdio de Jujutsu Kaisen, Vinland Saga e Shingeki no Kyojin: The Final. O diretor é o Tsuya Yoshihara, que é diretor de Black Clover e o Historia. E outras coisas aqui que eu preferi não falar.

BBruno

Todo mundo tem suas falhas, pô. Todo mundo tem suas falhas, deixa o cara.

RRaul

Ele não tem muitas direções, mas tem algumas coisas ali...

BBruno

É, que são complicadas.

RRaul

Meu amigo!

CCarlos

Irmão, todo mundo tem que trabalhar um dia pra pagar boleto, velho. É isso.

RRaul

Mas nesse caso, ele vendeu o almoço pra comprar a janta, meu irmão.

CCarlos

Então, irmão, eu tenho certeza que a conta de luz no Japão deve ser cara, velho. Então... Olha só, ele trabalhou em Tactopia, meu Deus do céu, maravilhoso!

BBruno

É isso, todo mundo erra, quem não errou ainda vai errar, já diria a música.

RRaul

Exatamente, todo mundo erra. Inclusive, o anime que eu tinha comentado antes, né, foi Monster Musume.

CCarlos

Sei como coisa, não, homem viveu.

RRaul

Ele foi key animation das maiores atrocidades que a gente tem aí.

BBruno

Ele trabalhou em Sankareya, em Kissis, Esse, nossa Senhora, esse é o veterano da indústria, viu? Caraca, moleque, é um pior que o outro.

RRaul

Ó, ele foi que animou nas maiores atrocidades do mundo animístico, cara. Só no Toshimono, senhor.

BBruno

Tá por aqui só, mano, só Yu-Gi-Oh! ZEX, o Second. Só, só as coisas, só, mano.

CCarlos

Assim, não julgarei porque se demonstra um grande trabalhador, deve ter sofrido igual uma desgraça, tem que pagar boleto, né? Isso. É, irmão, não tem o que fazer, entendeu, gente? É isso. E entregou o trabalho, tá aí.

BBruno

Você simpatiza com ele, né? Como baixo da edusa, você simpatiza com ele também, irmão.

CCarlos

Todo dia tu edita um Reels que não quer ou faz um anime desgraçento. Não tem o que fazer. Para cada um, Rezé Arc, você faz 10 filmes, 10 animes ruins. É isso, não tem muito mistério.

RRaul

Exatamente. Fora os porno indústrias que nem aparece aí na lista.

BBruno

É, meu Deus.

CCarlos

É, não, fora os frila que ele deve fazer. É isso, irmão. Exatamente.

RRaul

No Brasil ele chegou dubladinho pelo Estúdio Delarte, direção de Daniel Simões. A fonte, claro, é um mangá, né, que é da— começou na Weekly Shonen Jump e parou depois direto para Jump Plus, da Shueisha. No Brasil você pode comprar pela Panini. O autor é o Tatsuki Fujimoto e o mangá tem 24 volumes. Já encerrado, acabou, chega, já finalizado, acabou polemicamente, que eu ouvi falando. Mas isso aí é para o MDA do futuro.

BBruno

É isso aí, dá um cast só disso aí, mano.

CCarlos

Isso aí é complicado. Não vi ainda, tá, gente? Só pra falar.

BBruno

Quem viu, viu.

CCarlos

Quem viu, um dia fale.

RRaul

Isso é pro Raul do futuro. Bruno, conta pra gente o que que se passa em Chainsaw Man, o arco de Reze.

BBruno

Pô, no arco de Reze tem Dio, né? Agora que já é um caçador de demônios da 4ª divisão, depois do fim da primeira temporada, ele tá tentando viver a sua vida um pouco mais tranquila, né? Em determinado momento, depois ali o encontro, né, com a Makima, ele encontra e conhece Reze, uma jovem gentil que trabalha em uma cafeteria, muito simpática, já chega ali, ai, tal, você me ajudou, passa na cafeteria, a gente troca uma ideia, né?

Muito proativa, eu posso dizer assim. E a princípio ele também se aproxima dela de uma forma romântica, acreditando que ele encontrou finalmente alguém que entende ele, e vivendo aquele, aquela dualidade do amor entre Máxima e Ireze. Porém, né, Dendinho, quem já sabe, seus amigos viverão altas aventuras descobrindo que Ireze guarda na verdade um segredo muito sombrio.

RRaul

Exatamente, o segredo muito sombrio metade dos personagens desse anime é demônio, sabe? É um segredo muito—

BBruno

é demônio, é um segredo muito sombrio. Ela é uma bomba, já diria a música, bomba.

RRaul

Exatamente. Bom, já que a gente falou um pouquinho dele, ele é do nosso amigo trabalhador padrão, honesto, honesto. Fala aí, Carlos, o que que você achou da direção do senhor Tatsuya Yoshihara?

BBruno

Cara, tipo, ele pagou os pecados.

CCarlos

Eu vi esse filme no cinema, tá? E depois eu fui ver, acho assim, só não me impede sempre para lembrar, eu vi esse filme duas vezes, Aí só não peço pra lembrar se eu vi no cinema dublado ou legendado, porque eu não lembro quando que eu vi dublado e quando eu vi legendado, né? Inclusive, a dublagem tá bem boa do filme. Esse filme no cinema, uns cutinhos assim. Um momento, qual o nome do cara do Everaldo Marques lá que ele fala? É ridículo, porque tipo assim, quando você tá dentro da sala de cinema, né, aí você não tem muitas coisas pra interferir na sua vida assim, né, tipo tá só sala de cinema, o filme é atrocidade.

E o filme, ele assim, eu vi algumas críticas de cinema, tá, gente, alguns críticos de cinema falando sobre o filme, tudo mais e tal. E só pra adiantar, filme razoavelmente bem aclamado, Até por críticos bem mais sérios de cinema assim, que trabalham com cinema, cinema independente, esse tipo de coisa. Quem viu adorou o filme, dos que eu acompanho, até os mais famosinho aí do Brasil, né? Se tu pegar o Dalen Nogari, falou sobre o filme, o PH, né?

Eu vi tu outro falando, botou aí na lista de 10 melhores filmes do ano passado dele. É um filme que ele, eu acho que ele não tenta esconder muito as diretrizes que vão permeando a narrativa, tá bem ali, várias coisas, né? Os contrastes que o filme vai falar, um filme, o filme é muito sobre contraste, né? Então você tem uma primeira parte do filme que é mais lenta de desenvolvimento, a parte do romance, esse tipo de coisa, para uma catarse convulsora absoluta.

Se você tiver, é aquele momento que quem aqui é mais antigo de ver anime, né, vai lembrar daqueles avisos que tinha antigamente de tipo assim, tome cuidado com convulsão porque efeitos visuais, luz, estroboscópios, efeitos, né? E poderia ter isso no meio da quebra do filme, né? A segunda parte é É uma porradaria sem noção e ela não para, né, sem respiro, sem uma construção constante da ação. E eu acho que o diretor ele faz um trabalho assim bastante excepcional nesse processo de tipo de condução narrativa, timing para as coisas assim, conforme a questão do material original, né, o material original que razoavelmente estendido em certas partes, né, principalmente a parte acho que do romance ali.

Eu tava lendo umas partes sobre isso, que existe umas transições próprias do quadrinho, né, que eles reutilizaram, fizeram novas corte, para fazer uma construção, que é necessidade para você fazer uma adaptação, né, para você fazer essa construção de filme. Por mais que ajude muito você receber um material original do Fujimoto, que é um artista mangaka que entende muito de linguagem de cinema, inclusive estudioso da área de cinema, não formado assim, mas ele estuda bastante cinema, pelo que eu saiba, né.

RRaul

Anteriormente inclusive trabalhou diretamente num filme de outra obra dele, que é o Look Back, né.

CCarlos

Exato, né. Inclusive Look Back vai ganhar adaptação agora do Kuroeda, né, é um dos maiores diretores do cinema do Japão hoje em dia, né. Você já recebe um material original que já conversa muito com o que é a linguagem do cinema, né. O Fujimoto faz isso intencionalmente, fazia isso muito em Fire Punch. Acho que em Fire Punch até mais pesado essa questão. E então você já recebe, mas ainda assim você tem as construções narrativas de mídia que são próprias do quadrinho, que tem o engasgo junto com a narrativa do cinema, que necessita de adaptação.

Acho que é muito bem feito. Feito, né? O diretor sabe construir muito bem o que é o romance, a construção, e é que a gente vai discutir um pouco mais sobre, sobre o processo de abordagem desse tipo de coisa. Acho que o principal atrativo desse filme de Chainsaw Man é o pacing que a obra consegue construir, sabe? Porque num mundo visceral de coisas que são muito rápidas, Chainsaw Man tem isso, mas ele até provavelmente pela narrativa original do Fujimoto, ele escolhe desacelerar esse processo no início da obra.

Eu acho muito legal essa construção inicial de tipo de acalmar as coisas, de a gente ter ali o Denji indo para dois encontros, mas vamos colocar assim, né, essa formação romântica dele, essa construção que por muitos momentos parece ser super rasa, mas tem várias discussões que vão acontecendo ali, né. Eu vi uma análise que eu achei uma parte muito interessante, que ele fala que o Fujimoto ele consegue muito bem tratar coisas meio bestas e a partir disso ele conseguir construir camadas para discussões, entende?

Então Tudo parece ser muito raso, mas ao mesmo tempo tem muita coisa para ser discutida ali. E eu acho que esse início de Chainsaw Man ali, essa construção, tem isso e contrasta com a ação desenfreada que tem para depois. E aí vem processo de edição, né, vem processo de animação, toda a equipe trabalhando por trás, casos de burnout constante, que eu acabei lendo sobre isso também na obra, né. Mas achei um sucesso de trabalho, cara, dele e da equipe como um todo, no final das contas. É um baita filme, velho.

RRaul

Com certeza, é um filme que tem duas pernas longas, né, cara. Você tem a primeira, que é os primeiros 50 minutos. E é bem dividido, inclusive, que são os primeiros 50 minutos que tratam sobre a questão do coração do Denji, né. Sobre o amor do Denji pela Makima, prova, né. Você tem ali um começo dele saindo pro encontro, né. O quanto que isso mexeu com ele. E aí ele conhece uma outra pessoa que tem mais a ver com ele, né. Que é uma pessoa que passou pelas coisas que ele passou, mesmo que ele não saiba.

E o quanto isso mexe com ele e como isso transforma o sentimento dele, que ele se apaixona sem perceber, né. Ele fala várias vezes, meu coração é da Makima, mas pô, meu corpo quer a Arese, né. E não é só o corpo, ele realmente tá apaixonado por ela, né. A cena no final que ele vai lá com um monte de flor lá atrás dela, ele não ter deixado ela morrer e tudo mais, tudo mostra que ele realmente tava apaixonado. Essa primeira perna, ela tem todo o desenvolvimento, ela tem diálogos, né, que falam sobre relacionamentos dúbios e traições, até o momento que a Arese traz realmente o Denji.

E a gente vai para uma segunda perna, que são 50 minutos de ação sem parar, de uma corda na outra. Isso é mesmo, é 50 minutos de ação desde a hora que a Reze dá o beijo no Denji, morde a língua dele, até o final do filme, salva na praia. São 50 minutos sem parar de ação, bicho.

CCarlos

É legal tu dar esse tempo, né, Raul? Porque na animação tu tem um controle desse tempo, né? Já vindo do mangá, mas Mas o filme ele exacerba esse processo, né? O processo narrativo principal ali é de contraste, né? Você sempre vai contrastando várias coisas ali, né? Tu contrasta a Maquima com a Reze, tu contrasta a ação com o desenvolvimento de romance, tu contrasta traição com a perspectiva de amor, a ação desenfreada que acontece na cidade com um gorro absurdo, mas dá para você terminar numa calmaria na praia, né?

Então são sempre contrapontos bem apresentados ali, sempre desenvolvimento nessa perspectiva que a obra vai trabalhando, né? Que o filme, ele até na montagem, nessa construção, quando a gente fala de duas partes ali de 50 minutos, ele te entrega até nisso, né, velho. Então é totalmente muito pensado nesse processo de sempre ser contraponto uma coisa com a outra e sempre forçando esse processo narrativo de contraste, de embate o tempo inteiro.

E é muito interessante porque, tipo assim, foi o que eu falei no início, a narrativa vindo do mangá e que é desenvolvida pelos roteiristas, o cara, perdi o nome nome do roteirista daqui que tava aqui na minha mão, mas ele é o mesmo roteirista de Dandandã, por exemplo, e do filme de Jujutsu Kaisen. Ele consegue muito bem, né, nessa perspectiva, construir esses processos constantes com a equipe, né, e que contrasta até no tempo, né, de construção e tudo mais e tal.

Então, tipo, você tem esse primeiro momento que é um pace mais lento, uma construção mais demorada, como tu comentou e tal, a ação desenfreada depois. Mas assim, até no ritmo de diálogo, cara, você antes tem um diálogo mais fofinho, esse tipo de coisa, E depois você tem tipo os dois no meio da batalha discutindo, conversando e tudo mais e tal. E é muito rápido a construção, muito direta as coisas que vão acontecendo. Então essa escolha de narrativa assim, ela se permeia o tempo inteiro na obra e é muito marcante, cara. Eu achei muito redondo o filme nesse quesito.

BBruno

Eu, pelo menos quando eu vi o filme, eu vi bem depois, eu vi recentemente agora, eu vi tipo aqui em casa. E uma coisa que eu gostei é que assim, você não sente o tempo passar do filme, né? Não foi filme pesado, ele é bem, bem dinâmico, bem de boi gostoso. E agora vocês falaram, eu pensei, pô, a primeira, os primeiros 50 minutos, primeira metade, para mim parece mais ele falando sobre tipo o lado humano do Dandy e algo mais inocente, calmo.

E a outra metade, o lado demônio, que é tipo demônio da serra, tipo só gore, violência, tudo rápido. E tudo no filme dá essa sensação, né? Tipo, eu tô pensando assim, o pacing, as cores, a música também tem bem essa diferença.

RRaul

E ele mesmo fala isso, né? Tem uma frase do filme que ele diz: todo mundo fala sobre o coração da Serra Elétrica, né? Porque eu quero roubar os corações do Homem da Serra Elétrica, né? Mas ele falou: mas ninguém fala sobre o coração do Dengie. E o coração do Dengie, onde fica nisso? É mais um contraste ali, né, entre o humano e o monstro ali, né? O monstro que todo mundo quer roubar o coração, e o coração humano dele ali que ele quer manter, né? Que ele quer que alguém roube esse coração de uma maneira romântica.

BBruno

Isso aí.

RRaul

Sobre o que o Carlos comentou, inclusive, o diretor assistente do filme, ele deu uma entrevista falando sobre a questão dos contrastes, né? Ele falou: tem um contraste deliberado na forma de que o filme retrata principalmente a Arésia versus a Makima, né, nos encontros com o Denji. Por exemplo, o encontro no café da Arésia, suavemente iluminado, ele é calmo. Enquanto lá com a Makima é um encontro mais dramático, mais com uma iluminação mais pesada, com tom mais pesado, né?

Você vê ali que quando o Deji tá com a Ares, ele tá calmo, ele tá tranquilo, ele tá se divertindo. Enquanto ele tá com a Makima, ele tá sempre preocupado, ele tá olhando para Makima para ver como que a Makima tá reagindo ao cinema, ele tá olhando para as pessoas em volta, ele não tá confortável, né? Enquanto com a Ares ele tá confortável 100% do tempo.

BBruno

É bem essa parada mesmo dele tá bem mais ser ele, né?

CCarlos

Acho que essa grande parada que pega assim um pouco no filme, que mostra quem é O mundo de Chainsaw Man, ele traz essa dualidade meio louca pra gente, né? Porque é um mundo onde existem demônios, existe uma matança completa, existe toda essa perspectiva que a gente já viu desde a primeira temporada, né? Mas ele, o Fujimoto, vira e mexe ele tenta discutir uma segunda perspectiva da nossa sociedade, né? Nessa construção dessa perspectiva a partir disso.

É o que eu comentei, né? Ele traz do simples, sei lá, da punhetação pro moleque novo, que é o personagem principal dele ser humano com 3 motosserras, uma na cabeça e outra 2 no braço, né? Ele traz do raso e a partir daí ele começa a construir, na verdade, as discussões da própria obra e as questões que ele vai trabalhando ali em meio a uma treta, né, velho? E é isso que eu acho mais interessante, porque a gente tem uma segunda parte que é brutal, que é uma violência gráfica assim, mas é muito interessante para perceber como como mesmo que tenha isso e tenha essa densidade visual, em questão de densidade dramática do filme, em uma questão de densidade de roteiro, essas coisas assim, a primeira parte que é mais lenta e é mais suave, que é uma discussão de amor, esse tipo de coisa de construção, ela é mais pesada, ela é mais densa nesse processo, entendeu?

Então tipo, o filme ele contrasta até esse processo, e é muito louco o quanto você consegue fazer essa expressão narrativa para obra, né, cara? Eu tô lendo aqui a análise do Tsuoto, que é um crítico de cinema que eu acompanho, e aí ele tá falando sobre ternura e sangue, sabe? Tipo assim, a gente tem muito disso no filme. O filme trabalha muito esse duelo de desejo e destruição, sabe? O quanto que ali a perspectiva de amar para o Denji vem carregada de uma perspectiva de realmente, tipo assim, você tem que destruir aquele mundo para que o Denji consiga ser uma pessoa reconhecida, ou ele ser uma pessoa de fato, porque as pessoas só veem ele ou como objeto ou como um demônio, né, nessa perspectiva.

E é bem complexo assim a construção assim. Por isso que eu gosto tanto desse filme. Eu acho que o filme que ele é o Juninho, que por trás do Juninho ali chão lenzeiro tem muita camada a ser discutida, saca?

BBruno

Tem muita coisa.

RRaul

Inclusive tem a— você falou sobre a questão de ou ele é usado, né, como objeto, ou ele tem que ser destruído. Ali no próprio filme você vê, né, que ele é traído duas vezes vezes, né? Uma na intenção e outra numa traição já aprofundada. A Arese vai lá e tenta explodir ele quando beija ele, né? A Makima, logo depois de ir no encontro com o Denji, vai conversar com o Aki, que tá tendo problema com o colega dele novo, o Anjo lá. E você lembra o que que ele fala pro Aki?

Você não precisa gostar dele, usa ele. Porque quando ela leva o Denji pro cinema, que ela sabe que ele tá apaixonado por ela, ela tá usando o Denji pra fazer o que ela quer. Então tem dois tipos de traição ali, tem duas maneiras de usar ele ele como objeto. Uma com a Arese querendo o coração dele e a Makima querendo usar ele como objeto, né? Que as duas maneiras ali ele tá sendo traído pelas mulheres que ele ama, né?

BBruno

Você até falou desse ponto, primeira temporada. Não sei como que tá no mangá adiante, mas até esse ponto é claro que a Makima não enxerga o Dendi nem como assim um ser humano, né? Para ser um objeto, ponto. Ela só trata ele de forma conveniente. Essa grande parada.

CCarlos

Não, e é legal essa questão, né? Porque você nessa perspectiva assim de destruição, de desejo, né, o Denji não percebe a traição da Makima, né, ele não se percebe assim. Mas mesmo na traição da Reze, que é direta, né, com ele, né, é brutal. E aí a gente tem a quebra do filme. O Denji, ele no próprio desejo, ele se recusa a aceitar a traição, né, velho. Então tipo assim, é um processo que se a gente for ver a forma como é escrita, né, do personagem, pode até manter a perspectiva que já tem do próprio personagem dessa ingenuidade, né?

Porque o Dan já é tipo uma criança de 10 anos, né? Essa perspectiva, né, com um poder demoníaco. Mas essa ingenuidade dele e esse desejo que é tratado pela parte sexual, né, que o anime sempre aborda e o mangá também, ele, ele se também se apresenta numa forma de embate, né? Tipo assim, e o que eu desejo no caso do Denji. E aí, como foi que eu falei, quando ele deseja, ele tem que colocar à prova o mundo que ele tá vivendo, porque o mundo que tá vivendo não aceita o desejo dele, né?

É a discussão que a gente falou do coração. E aí ele deseja a Reze e fala tipo assim, cara, eu vou aceitar até a tua traição nesse caso, né? Assim, e isso vai casando com a construção do personagem naquele momento, ele casa com a construção do início da obra, cara. Por isso que eu acho muito, muito interessante, porque como a obra tem esse segundo ato de clímax tão brutal, tão violento, tão, tão frenética, quando ele acaba, a gente tem o respiro de voltar a sensação que a gente tava tendo do início, né?

Então a gente consegue fazer esse processo todo. E aí o pacing da obra consegue trabalhar isso e a gente não sente o peso, né? A gente não olha para decisão do Danji ali e fala, pô, moleque imbecil, parece uma DR de dois demônios que destruiu uma cidade inteira. É tipo isso, como que é a construção daquela ação desenfreada, saca?

RRaul

E mais que isso, né, cara, eu vou até falar do final, porque o final ele combina muito mais com o primeiro ato do que com a cena de batalha em si. Mas você tem ali a Reise percebendo que também gosta do Denji, né? Pô, poderia ter matado ele no primeiro encontro, né? Por que que eu não fiz? E aí ela percebe que ela gosta dele e ela sai correndo, né, para encontrar ele ele lá no café e tal, porque ele falou que ela tá esperando ela.

E aí que vem a coisa, né? Como o Deji não conseguiu matá-la, ele não teve força para matar ela, né? A força, no caso, de coração. A Makima foi lá e matou, né? Porque se a Makima não mata a Reze, a Makima ia ter que lidar com a Reze no futuro, porque a Reze, querendo ou não, era alguém que é perigosa lá, quer matar o pessoal ali do grupo dela, né, que ela chefia. E também ela ia ter que lidar no futuro com o próprio Deji, né? Porque o Deji tava disposto a fugir com a Reze e ficar com ela, pô.

Fazendo isso, ele ia deixar para trás tudo que ele criou, né? Ele ia deixar para trás a questão de ser um cachorrinho que fica a mando da Makima, ia virar mais um perigo para cidade que a Makima ia ter que cuidar. E aí você vê aquele diálogo que a Makima fala no final sobre os dois ratos, sabe? Esse é um conto que existe de verdade, é o conto do rato da cidade e o rato do campo, né? Que ela fala que prefere o rato do campo e não sei o quê.

E aí ela vai lá e conta a história do rato, só que ela omite uma parte importante desse ponto. O rato da cidade chega no momento, ele conta para o rato do campo que o mesmo gato que vai atrás deles na cidade é o gato que matou os pais dele, né? E aí o rato da cidade ficou sozinho na cidade lá e teve que fazer as coisas que ele fez. E ali você vê que é uma referência. Esses ratos das cidades nada mais são do que o Danger e a Arese, né?

Porque a Arese é aquela pessoa que tá sozinha, que tem força para tentar fazer alguma coisa, e o Danger é do campo que pode ser manipulado. Por isso ela prefere o rato do campo, porque o rato do campo ali naquele momento ali é o Dengie que pode ser manipulado. E a Reise, como ela já sabe da verdade, ela sabe das coisas que a Makima e o grupo dela pode fazer, ela não pode mais ser manipulada. Então ela vai lá e mata a Reise ali.

CCarlos

A morte da Reise ali é ratificação ou a reratificação do mundo, no caso ali o trabalho por meio da Makima, reratificando o Dengie só como objeto. Porque se se você for olhar para perceber, ali é ela dizendo que tipo assim, cara, tu não vai ter a liberdade que você quer. É o mundo dizendo que você, mesmo que você desejando aquele processo, você não vai ter esse desejo. Eu vou impedir e vou te manter sobre o meu cabresto. É os deputados aí falando que você não pode ir para Seisão e viajando para a Copa do Mundo.

Esse processo aí é o Makima mostrando para o mundo o que é a perspectiva para o Denji, que é a perspectiva que eles têm para o Denji. E é interessante a gente falar isso, né, porque no final das contas, tipo assim, quem mata de fato a Reise não é a Makima, né, quem mata de fato é o anjo. E o anjo naquele processo, a princípio é falado, né, e eu acho uma construção muito bem feita do Fujimoto nesse caso, né, que é o trabalho do material original, que é deixar uma dúvida.

Porque assim, por mais que a gente, o filme e a história construam um amor pela Reise assim, né, e construa uma personagem que é adorável, assim, né? Como o Bruno comentou, né, é clickbait de moleque de 12 anos, seriote putaquinho de 12 anos, né? Mas assim, no final das contas, ela é uma, ela é uma personagem assim que você acaba, ela é gostável, ela é uma personagem que ela é gostável para a maioria das pessoas, ela é um personagem perfeito para isso. Mas assim, o que ela faz na cidade, né, velho, ela faz uma linha, né?

BBruno

Sim, sim, sim.

CCarlos

Fujimoto ali ainda, que ele por meio da perspectiva perspectiva do anjo. E é muito interessante isso ser um anjo, né, na perspectiva de, vamos colocar assim, semiótica, de construção narrativa, né. É ele apresentando que, tipo assim, as consequências de um ato demoníaco como aquele. E aí vem um anjo e te mata, saca? Então esse tipo de construção que fica, que você acaba deixando passar, que você vai, que acaba se mantendo, né, na obra, mas é mais sutil para perspectiva da obra.

Obra é muito interessante, porque fica aquele— por mais que a gente, pessoas que estão assistindo a obra, fica com mau gosto, porque a gente viu toda uma construção de um romance, a gente vê toda uma questão de uma libertação do Denji, uma perspectiva da que o Raul comentou agora, da Reze entendendo que gosta do Denji. A gente acaba comprando essa narrativa, ela morre no final. Mesmo assim, o Fujimoto joga uma segunda dúvida para você, falando: tá, mas ela morreu pela merda que ela fez, e aí, qual é o que você compra nessa história?

E ele não responde, ele deixa um amargor na tua boca para você entender esse processo, para você pensar nesse processo. Enquanto isso, a Makima assiste tudo. Isso que é o mais interessante, essas são linguagens visuais que eles trabalham, sabe?

BBruno

Ele é o demônio, ele fala do próprio filme, né? Ele fala: não, antes de ser um anjo, eu sou um demônio.

RRaul

Até porque o anjo, na visão da Makima, é só mais um rato do campo que ela pode manipular.

CCarlos

Exato.

RRaul

Então ele pode ser manipulado pela Makima também. Falar Isso tem uma polêmica que o filme gerou, que a gente tem respostas aqui.

CCarlos

A gente foi, eu fui atrás, pesquisas, pesquisas, informação.

RRaul

Os otaquinhos, né, preocupados com o filme ser correto, não ter nada errado nele, falou assim: mas pera aí, a Arese, quando ela se transforma, ela explode a roupa dela, né? Como que ela fica com aquela calcinha branca?

BBruno

É antibomba, né?

RRaul

Tem uma resposta para isso, é da mesma fábrica que fabrica a calça do A mesma que fez o Nokia. Na real, essa calcinha foi o motivo do mangá sair da Jump.

BBruno

Japão sendo Japão, né, mano?

RRaul

Japão, porque quando entrou nesse arco, a revista tava no Weekly Shonen Jump, e na primeira vez que aparece a Arese se transformando, ela explode a roupa e ele bota uma cena da Arese nua, como se ela não tivesse a cena, a cena da piscina, né?

BBruno

Mas tudo bem.

RRaul

Não, então, mas aquela cena da piscina Cecília é feita para ser sensual. Sim, ali é uma personagem que cobre os seios com aqueles negócios que parece um monte de bombas, né, cinza. Mas a parte de baixo é coberta, só é coberto pela calcinha dela. Então no original não tinha. Parece que esse capítulo em si ele passou pelo departamento de censura da Jump, né, mostrando ela totalmente descoberta ali na perseguição ao Denji, naquele capítulo.

Porém depois disso eles tiveram uma conversa Fujimoto pedindo para censurar isso no mangá, né? Lembrando, estamos falando do mangá aqui, pedindo para censurar. E aí nos capítulos que vieram depois ela tava usando uma calcinha branca do nada. Então foi um erro de— foi um erro do mangá e não do anime, porque querendo ou não é um erro de continuidade, né? Num capítulo ela tá sem nada, no outro capítulo ela tá usando uma calcinha branca, que o pessoal do filme preferiu seguir.

Então ela aparece também no filme com uma calcinha branca também do nada para fazer referência a isso que aconteceu no mangá.

BBruno

Ou seja, bundinha não pode, né? Essas outras coisas pode, agora bundinha não pode aparecer na Jump não. Isso aí é proibido, proibido, não tem como. E já que ela falou de polêmica, vou trazer outra polêmica, que essa talvez a gente não tem resposta, mas a gente pode pensar. Eu lembro que na época que veio foi uma certa polêmica do porquê o Chainsaw Man no Brasil teve classificação +18, né? Porque afinal é um mangá de— tem lá seus elementos nudez e tal, mas assim, tem muito filme aí também que tem, pega classificação 16 também, né?

RRaul

Não só no Brasil, tá?

BBruno

É, não só no Brasil, em outros lugares aí pegou.

CCarlos

Acho que tá no Japão.

RRaul

Diferente do filme do Kimetsu no Yaiba que pegou no Brasil e alguns outros lugares não pegaram, Chainsaw Man pegou no mundo inteiro, pegou em vários lugares.

BBruno

E eu vou falar que eu até entendo, porque assim, por uns lados tem a questão de ter elemento nudez, gore, violência para caramba, mas é um roteiro que ele tem que ter uma certa maturidade, né, meu? Maturidade para você poder ver esse roteiro, ler ele, entender tudo ali. Então, tipo assim, eu acho que é por isso que veio para o Brasil com isso. Mas eu lembro que na época a galera também explodiu falando: como assim? Otaquinho Médio, né?

Como assim mais 18? Não sei o quê, cadê? Quero justiça! Censuraram meu filme, censuraram meu desenho.

CCarlos

Ah, mano, mas assim, pelo amor de Deus, né? Faz super sentido ser mais 18, né? Só pelo gordo que o filme tem.

BBruno

É, então eu não sei se só pelo gore, porque tem, já teve caso já de obra que tipo tinha gore mesmo filme, e até filme de mais suspense assim, e recebeu 16, né? Mas eu entendo que é muito essa junção de coisas, né?

CCarlos

Tipo assim, tanto ter nudez, gore total, é porque, mas assim, deixa eu ver se eu consigo explicar um pouquinho. As classificações dos filmes nessa perspectiva, elas levam algumas considerações. Não é só fato de ter gore, mas é o quanto de gore passa por tempo relacionado ao filme. Então pega uma, ah, tem umas, tem uma cena de violência no filme. Não é porque aquela cena de violência é super pesada que ela vai ter um filme, pode ter mais 18 ou não.

Quantas cenas de violência tem no filme? Qual é a quantidade que tem esse processo? Então tem todo esse tipo de cálculo, entre aspas, vamos colocar assim. E tem o tipo, é tipo uns checkpoints assim, lá o filme tem tanto isso, tal, vai ter tanto isso, tal. Não importa tanto isso, tal. E aí ele acaba tendo mais 18. Sendo muito sincero, tipo, o filme tem 50 minutos de pura destruição só ali. Eu acho que ele já deveria ter ticado quase todos os processos de 18+.

RRaul

É nudez, é violência exacerbada, né? Porque, cara, a gente tem que pensar numa coisa quando a gente fala dela. Esse foi o arco que fez o mangá deixar de ser um mangá de uma revista, de uma revista shonen, para ir para digital exatamente para ele ter liberdade para ele fazer um conteúdo mais adulto.

BBruno

Isso aí.

RRaul

Se esse arco foi, se é esse arco o motivo de você sair da revista Shonen, por que seria diferente no filme?

BBruno

Meu filme, daí eu concordo.

RRaul

Se o filme retrata muito bem o arco do mangá, material original, cara, e todas as personagens, não tem evacionismos, não tem cortes, não. Exatamente o que você vê no mangá você tá vendo no filme, né?

BBruno

Ou sabe uma coisa que para mim girou a chavinha quando eu falei, pô, agora entendi o motivo principal falar assim, por que que é 18? Aquela assim, a gente vê lá do começo, né, do primeiro, da metade, toda a construção da Arese, que você vê uma personagem, quando está falando, né, que o Taqui de 12 anos ama porque é simpática, não sei o quê, aquela menina dos sonhos, tal, tal, tal. Aí você chega numa cena que ela tá sendo perseguida, né, por um cara que é claramente tem a cara do maluco, e tipo aquilo ali já é gatilho, um monte de coisa, o Coringa da vida.

E aí chega naquele final que é onde ela tá contra a parede, né, vamos assim. E aí dá meio que aquele tique nela no olho e ela só tipo mata o maluco de forma mais tipo cruel assim, só vai esganando ele cantando uma musiquinha russa. Que aí começa a entrar as camadas do filme, né. Mas ali eu já vi, pô, isso aqui é para chocar, sabe, tipo assim, não é filme para criança, que não é, né, filme para produta aqui de 12 anos. Então eu tô super de acordo assim com vocês, cara, eu acho que é uma obra que tem que ser desse jeito.

Feito mesmo e tem que vir com 18, não tem muita discussão não, cara. É, tem que ter maturidade para solteira, tem que ter, senão você não consegue.

RRaul

A cena mais leve de ação do filme mostra a Reise dando um beijo no Deji, mordendo a língua dele, mostrando a língua dele dentro da boca dela.

BBruno

Isso aí, com direito a sons ainda, né, que tem tudo sound design disso aí também.

CCarlos

Realmente, a cena, cara, tem a cena dela matando os malucos, rolando da cabeça do maluco. A partir do momento que começa a porradaria, a brutalidade é no nível assim. E é muito interessante falar sobre isso porque, tipo assim, eu sou o tipo de pessoa que eu não gosto muito de obra que use só a parte gráfica para chocar narrativamente o processo, cara. Mas é ali, em Chainsaw Man, cara, parece se ornar tanto com a obra ter essa brutalidade, essa violência bizonha assim.

E eu acho muito interessante porque quando a gente volta à primeira temporada e volta aos processos temáticos de Chainsaw Man, os demônios eles são construções imaginativas, né, ou imagéticas do medo das pessoas, né. Quanto mais poder esses caras têm, é pelo maior nível de medo que a maioria das pessoas tem sobre isso, né. E a gente vai vendo que essa perspectiva ela vai ficando cada vez mais brutal conforme vai passando o tempo de Chainsaw Man, né, porque o nível dos demônios vai subindo e a brutalidade é um nível muito alto, né.

A gente tá em momentos de guerra agora, a gente vê várias coisas, né, as redes sociais estão aí para fazer a merda que for, né? E, cara, tipo assim, bomba! É de fato um bagulho que ele é brutal assim, sobra nada desses acontecimentos. Então quando você pega um demônio que tem esse nível de poder, é um processo que encaixa assim no processo narrativo da obra. E como a gente falou, né, ele contrapõe o início da obra também. Então tudo meio que orna nesse processo.

E é muito interessante porque como ele vai para esse contraste, ele ele choca, mas ele não choca pelo gráfico. Ele também choca pelo gráfico, né, mas ele choca pelo que a gente vê, o que a gente sente da perspectiva anterior. Parece que o filme ele quebra, saca? Ele dá uma quebra assim em você e fala: agora segura a mão, irmão, que tu vai capotar 7 vezes. E é isso. E eu, é o que eu acho mais interessante, porque eu realmente não curto normalmente quando a violência ela é gratuitamente nesse nível pesado que Chainsaw Man coloca, mas para cá orna.

E orna nessa perspectiva até de uma análise secundária posterior à obra, para você entender o que é o mundo, o que são os sentimentos dos personagens ali. Você pode entender que essa brutalidade é como o Denji e a Reze vê o mundo, porque depois a gente vai entender que os dois eles têm o mesmo processo de criação. Eles são usados como armas o tempo inteiro, eles são vistos como nada menos do que Anjos do que humanos, na verdade, né?

Então o mundo é brutal daquele jeito para eles dois, né, velho? Então tem tipo tudo uma linguagem ali por trás ainda para se entender esse processo.

RRaul

É porque esse filme ele traz um arco que faz a gente entender o que a própria Shueisha entendeu ali, é que o roteiro do Fujimoto era bom demais para uma obra que se segurasse no battle shonen, segurasse numa revista shonen, né, em si, porque ele precisava de liberdade liberdade para trabalhar. E às vezes essa liberdade ela vem com uma ação exacerbada, mas por quê? Porque ela, ele tem um contexto em todo o diálogo embutido na obra, né?

Não é que nem você falou, não é ação pela ação, você tem todo um contexto, cara. Ele fica 50 minutos se preparando para ficar 50 minutos destruindo tudo, e você não sente aqueles primeiros 50 minutos, que geralmente as cenas de ação parece parecer, parece que passa tudo mais rápido, né? Porque é tudo muito dinâmico. Inclusive O filme, os cara colocaram até uma ceninha interessante que quando o Denji tava em cima do tubarão matando a menina dos tufão lá, quando ele mata ela, o fundo fica laranja, né, o sangue fica verde, aparece o Denji assim em destaque em cima do tubarão, que é praticamente a capa do primeiro volume do Chainsaw Man, né?

BBruno

A capa do volume, você é maneiro mesmo que fizeram. Ah, mas isso é uma coisa que a gente sempre falou do Fujimoto, até no look back enfatizou muito isso assim. O Fujimoto, uma das grandes virtudes dele é construção de roteiro, assim, tipo, ele consegue te encaminhar conforme ele quer, assim. Então ele consegue te preparar para chegar naquele ápice, para depois voltar para um relaxamento, depois voltar para outro ápice. Eu acho que casou muito bem do diretor entender esse lado do Fujimoto e fazer, porque é o que a gente tá falando, assim, e todo, todo lado do filme, assim, todo começo visual é o visual que no começo é mais calmo, tranquilo.

Acho que até o caso pode dar questão de cor assim, pelo que eu vejo é muito mais tons mais quentes e depois é para algo mais dark, pesado. A música, a mesma ideia, ela vai, começa uma música muito tranquila, que coisa piano, depois o metal, né, tipo um metal, kawaii metal.

CCarlos

Depois a gente tem uma construção sonora que é tipo assim, o primeiro, o primeiro arco ele é delicado, a música, né, a música para, você tem momento de silêncio.

BBruno

Sim.

CCarlos

Tem todo esse detalhamento, irmão. Quando começa a porradaria, a música parece o loop infinito do YouTube, aquele 10 horas de música tocando de Kawaii Battle sem parar, moleque. Assim, você tá ouvindo um álbum completo ali porque a música não para um segundo. É impressionante, cara. E o trabalho de sound design rodando ali em cima, mas a música rodando também. E a música sobe de nível, desce de nível quando o coração sobe. Tu fica tipo assim, o que que tá Tá acontecendo, irmão, cara.

RRaul

E mais que isso, tá lá o pau quebrando, eles conseguiram encaixar a música com som de tufão, som de serra elétrica, som de bomba explodindo.

BBruno

E tá alto pra caceta, né, as bombas, serra elétrica, cara.

RRaul

É tudo encaixado na música, cara.

BBruno

É, cara, é tudo bem feito.

RRaul

Nada é ressonante ali, tudo trabalha em conjunto. É um monte de barulho que na real vira uma grande música, cara.

BBruno

É porque é catarse, né, a grande parada. Do Chase Soman é isso, é tudo muito catártico, é tudo muito do famoso boi-vero português, dedo no cu e gritaria, né? Então tipo assim, é tudo, é tudo isso as partes de ação de Chase Soman. Então é barulho, barulho, barulho, um monte de metal rolando e não sei o quê, e bateria e guitarra rolando ao mesmo tempo. E essa loucura assim, por isso que eu acho que foi um trabalho, eles entenderam muito bem essa questão do Fujimoto de assim, olha, você vai ter uma sessão que é mais calma que a pessoa vai se deitar, vai ficar ali quietinha, e do nada toma essa porrada aqui.

E essa porrada ela encaixa porque ela é bem construída, sabe? E pô, aí a gente fala de novo, grande elogio, porque com certeza se fosse na mão de outro diretor, cara, essa cena de ação ia ser uma bagunça, uma bagunça completa. Você ia ter uma música que ia ficar bizarra no meio, com um monte de barulho estranho. Então acho que é tudo, tudo bem encaixadinho, né? Tudo bem redondinho, igual o Raul falou.

CCarlos

Não, a direção de ação desse filme é porque é é muito fácil de você, numa ação tão desenfreada como essa, você transformar isso numa bagunça visual onde que não tem uma sequência decente, uma construção imagética muito pensada. Trabalho de edição, cara, é impressionante, porque ali tem muito corte de edição, tá? Mas o raccord, que o pessoal entendeu o que que é o raccord? Raccord é sequência de movimento, mal ou bem explicado, que o editor constrói na cena.

Então, tipo, ah, se o braço do, no frame anterior, o braço da personagem tava de um jeito, feito, ele tem que dar uma sequência lógica para dar uma continuação. É igual trabalho no quadrinho também, né, você tem processo sequencial. E o trabalho de raccord aqui é bizonho de bem feito, sabe? Então palmas para o editor, palma pro pessoal que tava construindo storyboard, porque o pessoal que tá trabalhando nesse processo inteiro, a sequência de ação é coisa de maluco.

A direção é muito bem feita, escolhas de ângulo, sabe, cara? Tipo assim, coisa de maluco, porque poderia ser muito bagunçado e eles entregam ali, cara, 50 minutos de algo de assim, de um espetáculo visual, velho. E é loucura essa questão de cor que o Bruno comentou, né? É bem legal porque tipo assim, existe uma suavização na cor mesmo e existe uma suavização até na perspectiva de contraste. Porque se a gente for ver, eles exacerbam muito o contraste, né?

Como se você estivesse girando principalmente a parte de saturação de ruim na segunda parte, enquanto na primeira parte é muito mais suavizada. As cores são muito mais fortes na segunda parte. E eu acho que isso tudo combina, por isso que eu falei que encaixa e combina e orna com a obra, porque também orna com a perspectiva que a gente tá vendo dos sentimentos, principalmente do personagem principal, que é o Denji. Essa maluquice completa é um moleque à flor da pele que acabou de ser traído pela mina que ele achava que tava gostando.

O mundo constantemente joga na cara dele que ele é um, que ele é só uma ferramenta de destruição. Acho que essa catarse toda, toda essa vivência, essa vivacidade de cor também, só narrativamente desenvolve a obra, sabe? Tipo, tem ali uma carga que eleva o nível da obra.

RRaul

E, cara, e antes da gente ir pras considerações finais, a gente tem que falar dele, né? O herói que não usa capa. O personagem que, no fim das contas, salvou todo mundo ali, tomou bomba na cara, carregou o Dengie durante 50 minutos nas costas pra não deixar ele morrer. Bin, o grande herói desse filme, e que ninguém fala.

BBruno

The Goat, MVP apenas. Cara, carregou, carregou. A história toda. É, cara, o Bi é aquele personagem que tá lá para dar um certo alívio cômico, né? Tem um quê assim, se você, como tudo do Fujimoto, separar para olhar, você vê que tem uma camada. Você pode entender, por exemplo, como a mesma visão que a Makima tem para o Denji, a visão que o Denji tem para o Bi. Então você pode querer interpretar coisa, né? Mas eu acho que a grande parada, aí ele cumpre muito bem um alívio cômico e um papel de ser o motor, né?

Assim, motor não, perdão, aquele que liga uma história com a outra, né? Então ele tá lá para salvar o Dandy, tá lá para depois dar o estalo no Dandy e falar: você pode usar as correntes e tal, né? Inclusive essa série é muito boa, né, velho? Eu posso usar as correntes, as correntes para pular dos prédios? Não, para domar ele igual cavalo. E aí tipo ele sobe em cima do Big e bota um efeito de cavalo.

CCarlos

Eu acho que o Fujimoto tem esse dom de ele ir para loucura por coisa mais absurda e ele ganha com ela conseguir fazer isso ter sentido para obra, você pegar um maluco, um demônio da motosserra, que já é uma ideia muito absurda, e fazer ele voar pela cidade em cima de um tubarão, mano, é tipo assim, muito bom, cara.

BBruno

Tubarão com perna, né, cara? Isso que é pior, tubarão com patinha, né, mano?

CCarlos

É, cara, tipo assim, cara, é uma loucura. Mas assim, que no final das contas, você, quando você termina de ver a obra, falar, meu irmão, faz tudo tão sentido. É tipo assim, é tudo tão absurdo que é maravilhoso. É essa parte do Juninho, do Fujimoto, é muito boa, mano. Como ele, como ele sai do absurdo para alguma coisa sensata. Você, que na verdade nem sensata, que você, que ele consegue construir, e você acredita que é sensato, sabe? É muito bom.

RRaul

É que ele faz em Chainsaw Man de uma maneira mil vezes maior o que ele já começa a fazer em Look Lookback, né, que a gente comentou anteriormente no filme, que ele pega personagens simplórios que na maioria das obras seriam personagens bobos que só estariam ali para se completar e fazer um poder da amizade e botar um roteiro complexo em cima deles. Ele faz isso em Lookback com duas meninas adolescentes na escola, e ele faz isso com um homem motosserra, um homem tubarão e uma menina bomba, pô.

BBruno

É isso aí, mano.

RRaul

Ele tem esse poder de trazer o diálogo que ele quer demonstrar para obra, independente de quão maluco os personagens estão, então quão maluco o contexto seja. Isso é o que é o grande forte do Fujimoto, na minha opinião, né, cara?

CCarlos

Não, é tipo assim, não, o maluco é assim, desde Fire Punch ele faz uma maluquice assim. É o que eu falo, tipo, eu acho que ele estica a corda na loucura até um ponto onde que a narrativa dele encontra essa loucura e tudo orna no mundo. Eu acho acho muito rico que o Fujimoto faz, porque quando você, quando tudo é maluco, nada é maluco, entendeu? E ele trabalha nessa linha tênue, porque tipo assim, o mundo de Chainsaw Man é um mundo completamente louco, e inclusive as pessoas que estão ali não acham estranho ter um demônio da bomba, né, do jeito que ela é, as coisas acontecendo, né, a reação é normal, entre aspas.

Mas ele trabalha nessa linha tênue e ele faz um trabalho assim de tipo visualmente, né, acho que principalmente parte visual da parada, que agrada sabe? E agrada o teu, agrada do Juninho até, mano, sei lá, o leitor de Todorovski.

BBruno

Inclusive, o que tem de referência de literatura russa nesse arco de Reise é brincadeira, né, velho? Tem, nossa, que tem é brincadeira, velho.

CCarlos

Mas é isso.

RRaul

Dito isso, vamos para ela, para as considerações finais e notas para Chainsaw Man: The Movie Reise Arc.

BBruno

Bom, eu vou abrir as considerações finais aí e notas Abre para nós lá, ele mil vezes, né? Tá vendo, ouvinte? É isso aqui, entendeu? É isso aqui toda gravação. Bom, falar do Arco de Reze, eu gostei muito, tá? Assim, eu já falei outros casts, eu não sou o maior fã de Chase Solomon, tá? Por vários outros pontos aí, mais questão do anime. Mas eu gostei muito, muito, muito desse filme. É muito bem construído, a gente falou, tecelhologias o cast inteiro, a construção é muito bem feita em todos os aspectos, audiovisual, a própria questão do roteiro, as camadas que tem, os detalhes, vai pegando os detalhes, tipo assim, ah, talvez você não tenha prestado atenção, a musiquinha que a Reise canta quando ela tá lá estrangulando o homem é russa, é russa a canção.

Aí você, a primeira vez, se você não souber russo, não vai identificar. Mas lá para frente, quando você descobre que ela na verdade, ela foi uma criança que sofreu lá o experimento do governo russo, faz sentido ela tá cantando aquela musiquinha russa, faz sentido a reação que ela teve, que é uma reação meio voluntária, sabe? Então tudo começa a se encaixar as coisas. Isso eu acho muito, cara, isso é poucas pessoas conseguem construir e depois ao mesmo tempo conseguir dar margem para interpretar a obra, né?

Como a gente foi falando, ah, eu entendi que a parte A é mais o lado humano, a parte B é mais o lado demônio. Ah não, eu pensei de outra forma. Então isso é muito, cara, quando uma obra chega nesse ponto. E essas obras, elas estão, quando a gente fala assim, no mais alto nível, né? Vamos dizer assim, ela chegou ali no mais alto nível como obras audiovisuais mesmo. Não à toa que, enfim, Foi o que foi, foi um puta sucesso, ficou várias semanas no Brasil, né, como bilheteria continuando.

Não como top bilheteria, mas assim, para um filme de anime continuar várias semanas na bilheteria é porque ele tem que estar muito certo, entendeu? Não à toa que teve o faturamento, até pegar os dados aqui, ó, da pauta, $162 milhões, que é dinheiro para caramba.

CCarlos

Isso aí, detalhe, custou $4,5, tá?

BBruno

É, então imagina o lucro. E pô, não só isso assim, a música do filme o Keiichi Yonezu, que já tá super em alta agora, acabou de ganhar o prêmio de melhor música do ano pela Music Japan Awards, que é tipo o seu Grammy da Ásia. Então assim, teve um trabalho impecável técnico, assim, eu diria impecável praticamente. E o Fujimoto, por mais que tenha seus, suas polêmicas, seus detalhes como roteirista, como autor, mas nesse arco da Arezzo eu achei muito, muito maneiro que ele fez.

E para mim, sendo sincero, cara, é um é isso assim, eu não achei falhas que eu pudesse falar e virar assim e falar, cara, isso aqui não gostei, ruim, eu poderia ser melhor. Assim, para mim é uma aula, assim, uma aula de filme de anime mesmo.

CCarlos

Eu fui ver esse filme depois da primeira temporada de Chainsaw Man e assim, já tinha muita gente comentando do mangá, né, e tal, falava que o mangá era muito, muito bom. E eu vi a primeira temporada de Chainsaw Man, eu falei, ah, legal, é um bom shonen, faltava alguma coisa. E inclusive em certas outras coisas eu falava, cara, esse maluco é bom, porque por exemplo tem, eu esqueci o nome da mina, cara, a mina que morre na primeira temporada, que é a parceira do Aki, né?

A construção do ato dela ali, forma como ele constrói, até aquela coisa do vômito, do beijo do vômito, todos os rolês que tem ali, né, e tal, até a morte dela e tal. Ali você já vê tipo toda delicadeza e toda construção bizonha que o Fujimoto consegue ter na primeira temporada, tá ligado? Mas ainda acho que a primeira temporada tinha somente, tem seus percalços, tem esses detalhes. Então, e aí, cara, eu comecei a ver muito, e aí eu me surpreendi que foi muito crítico de cinema falando esse filme é fake.

Essa galera de fora do anime, de fora do anime, tá indo ver o filme em cabine de imprensa, tá vendo isso e tá falando tipo esse filme é fake. Eu tô falando tipo assim, não foi isso, eu comentei no Twitter aqui, mas não foi só ele que eu vi de crítico de cinema. Eu vi uma cacetada de crítico de cinema que eu acompanho colocando Reze Arc entre os 10 melhores filmes do ano passado, tá ligado? E aí quando tu chega, senta e assiste, você entende o porquê é um filme assim tão acalmador.

Eu ainda acho que existe também uma perspectiva de pessoas talvez que não tenham tanto contato com anime, tenham um contato com uma perspectiva de anime desse jeito, sabe? Mas mesmo assim tem um detalhe na crítica do Omelete que eu acho que faz muito sentido e que eu gostaria de trazer aqui. Pô, eu esqueci o nome do garoto que fez a crítica, depois eu falo, que ele apresentou que eu acho muito interessante, que é o filme de Chainsaw Man, esse filme aqui de Re:Zero Arc, ele, ele tem um mérito em comparação com diversos outros filmes de anime que são sequências de um anime, que é ele ser um filme, sacou?

Ele tipo, ponta a ponta, ele não parece ser um grande episódio que foi feito em uma hora e pouca, sabe? Ele é um filme.

BBruno

É jutsu! Alô, jutsu!

CCarlos

Entendeu? E só por isso ele já, ele já tá muito acima desses outros, sabe? Mas mesmo comparação com outros filmes, ele ainda assim, ele tem uma estruturação narrativa, ele tem um processo visual, ele tem uma construção, ele tem trilha sonora, e tudo isso num nível, cara, assim, é cabuloso o nível disso aqui, sabe, gente? Então eu vi isso, eu vi 3 vezes o filme, né, que eu acabei vendo para rever também. Eu tinha visto 2 vezes Eu acho espetacular.

E assim, ao final das contas, o filme aqui me lembra de Braga Boys, ele é 10, não tem como, porque é impressionante. Eu acho Reserva uma pérola assim, ele eleva muito o nível da obra de Chainsaw Man a ponto de eu parar e quando eu ter, quando eu revi a segunda vez, eu falar assim, não sei se Fujimoto consegue manter este nível aqui. Se ele conseguir, Chainsaw Man vai ser foda, mas se não conseguir, eu também vou entender. Porque eu acho um filmaço, mano.

Assim, é um arco dos melhores arcos que eu já vi sendo feito na página da Shonen Jump. É impressionante, velho.

RRaul

Ele é um filme, ele é realmente um filme. Ele não é um grande episódio, ele não é um picotado de uma temporada, ele tem estrutura de filme, ele tem o seu começo, meio e fim. Eu assisti no cinema, convidado pelo pessoal da Crunchyroll, né, numa cabine de imprensa, e tinha uma galera não tinha visto a primeira temporada de Chainsaw Man. E isso não se importou, porque como filme ele se mantém. Você não precisa assistir a primeira temporada de Chainsaw Man, é tudo autoexplicativo.

E o que ele não explica, você não precisa saber para aquele arco. Por exemplo, você não precisa saber o passado ali do Akira, que ele perdeu a parceira. Você só precisa saber que ele não tá se dando bem com o parceiro dele de agora, sabe? Você não precisa saber como foi que a Makima conseguiu domar o Denji. Você só precisa saber que o Denji trabalha para ela e os dois que estavam saindo e que ele tem um sentimentozinho por ela.

E é tudo autoexplicado no filme. Ele lá, os primeiros 10 minutinhos de filme, ele já te dá toda a base para você entender tudo que você precisa saber para o filme, para você entender o filme, não a continuação, não o que vem antes, mas o filme. Isso é muito importante e é muito bem colocado, porque ele não é um filme que ele é arrastado. Mesmo ele tendo 1 hora e 40, ele não é arrastado. Ele tem uma cena de ação longuíssima, mas que você não sente.

Ele é bonito, ele é Ele tem, ele trabalha em momentos, ele trabalha tom pastel para outro momento ele jogar cor na sua cara. E isso é maravilhoso de como toda a parte de colorização e arte desse filme. E fora que, cara, as cenas de ação, principalmente quando estão na cidade destruindo tudo, destruindo prédio, é frenética, cara. É isso que você quer quando você vai procurar uma obra de ação no cinema. Você quer isso, você quer ver o som de destruição, você quer ver tudo que tá acontecendo e te somente entrega isso e mais, ele te entrega isso e te entrega um roteiro que é capaz de emocionar, mesmo sendo uma obra de ação com pitadas de comédia. Então para mim é 10 também. E com 3 10, a gente tem ela, né?

BBruno

Terror do Lucas, né?

RRaul

É, a gente tem— ah, que não toca aqui, hein? É, meu amigo, som da vitória aí. Volta a tocar porque a média é 10. E você, o que achou do novo filme do Chainsaw Man? Comenta aí pra gente. Você pode mandar o seu email pra podcast@mundo dos animes ponto com ou claro você também pode deixar suas mensagens no seu agregador de podcast favorito que a gente lê. É amigo. Lembrando que na seção de emails a gente só lê o próprio email e também a gente lê as mensagens que vocês escrevem no Spotify, ok?

E claro, agradecendo eles sempre: Alex Alegre, Bruno Rezende, Carlos Petrone, Guilherme Henrique, Guilherme Lourenço, Hugo Vantwell, Lucas Batista e Yasmin Gonçalves por ser nossos apoiadores. E pessoal aí que tem interesse em apoiar, fica de olho porque mudou o link do apoio. Não foi algo que a gente podia controlar, a gente queria manter o mesmo, mas não pôde. Mas pessoal aí que já foi lá no Catarse no passado olhar e procurando e não achou, agora é catarse.com.br/mundodosanimes.

E também, se você tá, já apoia alguém lá no Apoia.se e queria apoiar o MDA, você também pode, apoia.se/mdapod, certo? No mais, nós ficamos por aqui. Até o próximo episódio, tchau!

MDA #252 - CHAINSAW MAN: Reze Arc | Castnews Index — Castnews Index