Episódios de MDA - Mundo dos Animes

MDA #251 - MY HERO ACADEMIA: VIGILANTES (2ª Temporada)

13 de agosto de 20261h5min
0:00 / 1:05:51
Participantes neste episódio3
R

Raul

HostPastor
C

Cakes

Co-host
V

Vulpixs

Co-host
Assuntos8
  • Koichi protagonista· EntretenimentoKoichi·The Crawler·Evolução de poderes·Senso de justiça·Comparação com Deku
  • My Hero Academia Vigilantes 2ª Temporada· EntretenimentoBoku no Hero Academia: Vigilantes·Segunda temporada·Estúdio Bones Filmes·Kenichi Suzuki
  • Desenvolvimento de Personagens· EntretenimentoEscala de poder·Evolução narrativa·Pop Step
  • Final de temporada· EntretenimentoEncerramento de arco·Final aberto·Possibilidade de continuação·Mangá Vigilantes
  • O Papel dos Vigilantes· SociedadeHeroísmo de rua·Combate ao mal·Pequenos atos de heroísmo
  • Composto V· SaudeDroga Trigger·Uso indevido de drogas·Investigação
  • Estrutura e Formato de Temporada· EntretenimentoRepetição de formato·Arco de Osaka·Desbalanceamento de tempo
  • Flashbacks e Insercao de Personagens· EntretenimentoEraserhead·Isaías·All Might·Knuckle Duster·Conexão com a série principal·Perda de protagonismo
Transcrição183 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RRaul

Seja bem-vindo ao MDA, coloque seu fone de ouvido e viaje com a gente no mundo dos animes. Estamos no ar com o MDA, seja um navio pirata ou uma nuvem voadora, viaje com a gente no mundo dos animes. E nessa semana vamos Vamos falar dele, da segunda temporada de Vigilante, Boku no Hero Academia: Illegals. Eu sou o Raul e mais uma vez vamos fazer o que muitos chamariam de crime aqui.

VVulpixs

Crime?

RRaul

Vamos deixar de falar do anime original para falar de Boku no Hero bom.

VVulpixs

Olha só, isso é polêmico, pero no mucho, pero no mucho. E aqui é o Vups e hoje vamos falar daquela série de super-heróis O tal do Composto V. Não, não é esse daí não, né?

RRaul

Não, calma, calma, segura aí.

VVulpixs

Não é o The Boys, né? Não é o The Boys?

RRaul

Segura aí, segura aí. É a versão do Batman do Boku no Hero.

VVulpixs

Ah, entendi, entendi, entendi.

CCakes

E aqui é a Cakes. E para um derivado, eu achei que teve muita coisa da série principal nessa temporada, mas a gente vai chegar lá.

VVulpixs

Isso é positivo ou negativo? Vamos descobrir após os emails.

RRaul

É isso aí, ó os emails chegando ali, ó. Gente, o patrão ficou maluco na Anime Hunter! Sim, nossos parceiros agora estão com 15% de desconto no Pix, no dinheiro, e 5% de desconto no cartão com o cupom MDA. Também somos parceiros da Crunchyroll, o maior streaming focado em animes no Brasil, e Rádio J-Hero, onde estamos todo domingo às 4 da tarde. De volta dos emails, com o nome original Vigiranto: Boku no Hero Academia - Ilegals.

VVulpixs

O Ilegals, ele é muito melhor, é um nome muito melhor do que Boku no Hero Academia - Vigilantes, sabe?

RRaul

É que eles cortaram, né?

CCakes

Sim.

RRaul

É meio redundante. Mas eu entendo que, assim, pro Japão faz sentido eles explicarem. Por exemplo, pro ocidental, no quadrinho ocidental que tem o vigilantismo e tudo mais. E a gente entende o vigilantismo como algo que não é legal, que não está na lei. Não legal que não seja bom ou ruim, legal que não está na lei. Mas pro japonês, que talvez não fique lá lendo Marvel, DC, quadrinhos de heróis, né. Eles são mais ligados aos mangás.

Talvez seja mais prático explicar, né, que você tem a palavra vigilante. E também explicar que eles são ilegais.

VVulpixs

O próprio nome vigilante é legal, né. Eu acho que acertaram muito quando eles colocaram o nome de vigilante. Mas eu também acho que seria legal colocar o ilegal, sabe? Eu entendo que fica muito comprido, mas eu gosto, sabe? Mas tá bom, sabe, não é um nome ruim assim, sabe, não é um nome ruim.

RRaul

Eles falam Iregarosu mesmo, cara?

VVulpixs

Eu não tenho ideia como que tá na versão japonesa, eu tenho que pesquisar porque eles não têm o L.

RRaul

É, sim, então deve ser o R.

VVulpixs

Isso que é minha dúvida, porque eu acho que— você tem certeza que tem o Ilegals?

RRaul

Tem, esse é o nome original.

VVulpixs

Ó, tá escrito assim, né, o Vidirante tá em japonês mesmo, que aí chama de Vidirante, né? Isso, o Vidirante, Boku no Hero Academia. E o Ilegals, ele tá em letras romanas, né? Então tá Ilegals, então deve ser Iregarosu. Mas eu duvido muito que eles falem Iregarosu, né? Talvez eles só digam Midiranta e Boku no Hero Academia. E aí eles não pronunciam o illegals.

RRaul

Então, a versão ocidental é My Hero Academia Vigilante.

CCakes

Dá pra entender, né?

RRaul

Sim. Gênero: ação, aventura e fantasia. Segunda temporada teve 13 episódios, que veio aí do capítulo 29 ao capítulo 70 do mangá. Pra você que acompanha o mangá e quer acompanhar o MDA também.

VVulpixs

Ele correu mais que a primeira temporada, né? E a gente já tinha dito que ele já tinha corrido bastante na primeira temporada. E que a gente tinha feito mais ou menos um cálculo de 3 temporadas, assim. Pelo jeito vai de 3 a 4 temporadas, talvez, se eles quiserem adaptar tudo, né, do mangá.

RRaul

Não, não, tá acabando já. Na próxima temporada deve ser o final, porque falta muito pouco.

VVulpixs

É menos de 100?

RRaul

É, eu acho que é 96, alguma coisa assim, cara. Não lembro de cabeça.

VVulpixs

Eu tava confundindo com 120, 130, por aí.

RRaul

Não!

VVulpixs

No total, no caso, 3 temporadas.

RRaul

Então, essa e mais uma. Porque falta muito pouca coisa, né. Tanto que você vê que... Pode ser impressão minha, a gente vai falar isso na continuação do episódio. Mas dá a impressão que o anime tá se encaminhando pro final, sabe?

VVulpixs

Sim, sim, dá a entender mesmo.

RRaul

Ele estreou no Japão no dia 5 de janeiro de 2026. E teve seu último episódio no dia 30 de março de 2026. Também de 2026. No Brasil você pode ver na Crunchyroll do Estúdio Bones, aliás, do Estúdio Bones Filme.

VVulpixs

Isso, não confundindo com Estúdio Bones, né?

RRaul

É o Estúdio Bones, mas é uma outra categoria do Estúdio Bones que estão trazendo animes com muita popularidade. Eu acho que virou meio que estúdio principal, entre aspas, do Estúdio Bones. O Guaraná, que sabe melhor, eu lembro dele falar nos episódios que a gente gravou de Boku no Hero Academia que a Bones Studio tinham 4 ou 5 estúdios e tinha um estúdio que praticamente só trabalhava com Boku no Hero. Provavelmente esse estúdio deve ter virado Estúdio Bones Filmes.

Ele tem muito poucas obras, esse estúdio, e entre elas estão o próprio Boku no Hero Academia, né, que é o final, o Gatchakuta e o Yomi no Tsugai nessa temporada. Ou seja, os animes mais populares aí que o Estúdio Bones está pegando.

VVulpixs

Interessante também, porque Gatchakuta foi um baita acerto da Bones Filmes. Pode ver que eles parecem muito, muito específico, né, com as obras que eles querem pegar. Por exemplo, o que mais a gente vê aqui, metade do que eles produziram já é praticamente Boku no Hero, né, que é a última temporada, as duas temporadas de Boku no Tem o Mary Edge Toxin da Tiago, tem mais um que tá para anunciar aí que parece ser uma pegada herói também.

Então vamos aguardar. E tem o Yomi no Tsugai, né? Mas a gente pode esperar coisas aí desse. Eu acho que seria interessante você ouvinte prestar atenção, né, nas próximas coisas que a Bones Filmes for produzir, porque ela tá encaminhando mais ou menos para o que é a CloverWorks. Começou muito assim nessa pegada da Bones Filmes, e a gente vê que hoje em dia que a CloverWorks ela é, né, pega uns animes muito muito, né, de hype. E elas estão mandando bem, né?

Elas estão mandando cada vez melhor. Então, tipo assim, eu vejo que a Band dos Filmes pode estar encaminhando pra um lado mais ou menos assim também. Dá pra ter uma atençãozinha aí.

RRaul

E Cakes, a gente percebe que é um anime que eles têm um carinho muito grande, né? Eles não tratam só como um spin-off qualquer. Quando, além deles pegarem um estúdio ali que pra obras, como se quiser dizer, populares, ainda trazeram um diretor muito experimentado, que só foi diretor principal de obras que fizeram sucesso, como Cells at Work e JoJo, né? O Kenichi Suzuki.

CCakes

Sim, e a gente vê, né, esse cuidado ao longo dos episódios. Eu acho que o cuidado também de mostrar, você sabe que é My Hero, mas de trazer algo diferente, trazer um frescor, né, trazer uma coisa ali, uma direção, uma forma de contar a história que é diferente. Então acho que trazer um diretor que fez coisas de sucesso, mas umas coisas meio fora da curva também, né, não é diretor de shonens básicos assim, você traz um temperinho diferente ali para o anime.

RRaul

Inclusive, tem aquele feeling de JoJo, né, em algumas piadas, em alguns ângulos de câmera, né, quando a gente vê alguns ângulos do Boku no Hero Academia Vigilantes.

CCakes

Isso, eu ia falar isso, que eles brincam muito com a linguagem de quadrinhos mesmo, de heróis, onomatopeias, quadros, balões, assim. Tem muito essa brincadeira, né?

RRaul

Exatamente. No Brasil, a gente tem dublagem bela, do Brasil!

CCakes

Brasil!

RRaul

A segunda temporada foi dirigida pelo Samuel Fernandes. A fonte é um mangá Shonen, não é uma revista, né, é um site, é um aplicativo, Shonen Jump Plus. Mas também saiu na revista Jump Diga da Shueisha. No Brasil, Vigilantes é publicado pela editora JBC. O autor é o Hideyuki Furuhashi, né, que ele que escreve os roteiros. E a gente tem as artes do Kortbetten. O mangá no total tem 15 volumes. E se eu não me engano, o ter comentado sobre a questão de quantidade de capítulos, a gente vai ali até o volume 11, 12 nessa temporada, viu?

VVulpixs

Caraca, bastante, né?

RRaul

E aproveita aí, Vulpix, conta pra gente o que que se passa assim em Boku no Hero Academia Vigilantes.

VVulpixs

Bom, aposto que você ouvinte já está ouvindo essa segunda temporada, né, desse cast. Você sabe que nós temos a primeira temporada também. Se você não ouviu, também vai lá escutar, né? A história segue, né, aquela premissa ainda do Koichi, né, que é o nosso super-herói vigilante, que ele tem um poder meio esquisito, né, que ele mesmo dizia que parecia uma barata. Gata, né, porque quase rastejando. O The Crawler, ele é o The Crawler, né.

E o universo monótono, ele deseja ajudar as outras pessoas, mas não possui uma licença oficial de herói. Porque assim, você não pode ter um poder, eu vou bancar o herói, não pode, né. Você tem que ter uma licença para você atuar como herói. Você não pode ficar usando poderes de ataque em qualquer coisa assim na rua, vai alegando que você tá ajudando alguém, né.

RRaul

Ah, burocracia, né.

VVulpixs

É boa burocracia, né. Assim, eu acho que é bom ter essa burocracia também, sabe, porque senão o que pode usar isso como argumento, né, como argumento para você, ah, eu tava até ajudando, mas na verdade o cara ficar fazendo merda na rua, né? Aí não dá, né?

RRaul

Eu tenho direito, eu tenho minha arma em casa, tá ok. Acontece essa discussão, né?

VVulpixs

Tipo isso. E aí o Koyichi, ele ajuda em tarefas cotidianas, né? Porque assim, o All Might só existe um dele e ele não tá em todo lugar para ajudar todo mundo. Então em lugares que, tipo, lugares mais periféricos, lugares onde é mais coisas simples de se resolver, existem esses super-heróis de menores, como é que se diga, de menos relevância assim, que eles podem estar ajudando pessoas em outras tarefas cotidianas, a salvar de vilões menores assim, né?

Porque nem sempre o All Might tem que vir para salvar um gatinho em cima da árvore. Aí surge esse grupo aí que o Koji tá fazendo parte, né, até ele se juntar com o impetuoso vigilante Knuckle Duster, né, na primeira temporada. E também a Idol, que segue nessa segunda temporada, a Pop Step, que para combater os crimes menores e o uso indevido da droga Composto V.

RRaul

Exatamente, é a droga do The Boys.

VVulpixs

É o Trigger, na verdade, né, Composto V é a droga Trigger. É igualzinho a droga do The Boys.

RRaul

Exatamente, é igualzinho a droga do The Boys.

VVulpixs

Eu gosto dessa segunda temporada que, na verdade, do banco Hero Vigilantes inteiro, eu gosto que ele é muito direto no que ele quer propor. A linha dele de do que que ele quer nos mostrar com essa história, para mim, tá caminhando numa linha muito, muito firme, sabe? Ele, o autor, sabe o que ele quer mostrar para gente. Ele não parece perdido no que, ah, eu vou deixar, vou contar uma historinha de super-herói aqui, aí depois no outro arco vou mudar totalmente o clima, o que que tá acontecendo.

Ele nos dá a premissa na primeira temporada direitinho assim. Ele te dá um mistério, te dá um suspense, ele te dá vários argumentos do, e várias pistas do que tá o que tá acontecendo por aí, mas ele não te dá solução. Ele faz a gente pensar e ele também vai instigando a nossa curiosidade para ir resolvendo no futuro. Por exemplo, na primeira temporada a gente teve o caso da filha do Knuckle Duster, que tava infectado, infectado, né, tava possuído por aquele abelha, que ele no final da temporada, depois que a abelha caiu, ele se transportou naquele corpo do cara com uma cicatriz, né, que a gente vê durante essa temporada inteira.

E aí a história continua seguindo porque eles estão tentando desvendar o mistério desse Trigger, né, essa droga que aí tá se espalhando por aí e também que é que tá dando poderes, né, às pessoas que estão se transformando, né, e ganhando poderes. A trama inteira da segunda temporada, ela é basicamente voltada para essa, para esse tema, né, de eles tentarem desvendar e tentar achar de onde tá vindo essa droga Trigger, como é que está se espalhando, quem é o culpado disso tudo, né.

Estão tentando neutralizar as formas de contrabando dessa droga Trigger. E eu acho que eles são muito diretos, né, o ponto que eles querem ir. Eles não ficam enrolando a gente também, o que é algo que eu tinha muita dificuldade com a série principal de Boku no Hero, que eu vejo que que eu sei que é uma proposta diferente, né, porque no Boku no Hero tem aquela pegada ainda um pouco slice of life também, embora não seja focado em slice of life, mas ele tem muita aquela pegada de escolinha, aí tem atividades diárias, né.

E aí tem tanto personagem também na série principal de Boku no Hero que eu acho que o Kohei, né, o autor principal da série principal, ele se perde com os personagens, com tantos personagens que ele cria, ele não consegue desenvolver bem. Aqui não, aqui você tem poucos personagens e você tem melhor cuidado para desenvolver ele, porque você não fica muito espalhado no que você precisa dar foco. Aqui você tem um foco. Foco é o quê?

Você desvendar o mistério do Trigger. E aí, em paralelo a isso, você vai contando umas outras historinhas que vão tentando encaixar. Por exemplo, com o Professor, o Razehead, que ele é muito participativo nessa série do Vigilante. E mais ainda na segunda temporada, que a Cakes mesmo disse que volta muitos personagens da série principal para cá, né?

CCakes

Sim, total. E eu acho que em paralelo com isso, uma coisa que vem desde a primeira temporada e eu gostei que aprofunda agora na segunda é o amadurecimento dos personagens. Né? Tem uma escala maior aqui, porque até na sinopse que a gente falou de, ah, ele tenta salvar, fazer as coisas menores ali, ele também se lasca, toma muito na cabeça, ele tenta salvar e não consegue direito porque ele tá aprendendo. Eu sinto que a escala na segunda temporada é um pouquinho maior, até por conta desse perigo do trigger, vai ali um passo a mais.

E o próprio Koit, ele tem outros desafios, então vai escalando um pouquinho, indo os passos ali do amadurecimento, que para mim casa muito com isso que o que o Vulpix falou de sabemos a história que quer ser contada, sabe? Você quer desenvolver os personagens também. Acho que não é uma coisa de escalas de poder muito diferentes, de tipo, ah, mas de repente ele ficou muito poderoso. Não, ele continua ali aprendendo, desenvolvendo coisas, mas tem uma evolução muito clara, né?

Eu acho que isso ajuda a gente também a ter mais clareza no geral da história, né? Você pega o macro ali, você fala, beleza, consigo acompanhar, sabe? Você não se perde tanto, né?

RRaul

Você falou em macro, foi só eu que tive a impressão que o formato da segunda temporada é exatamente igual da primeira? Porque se a gente parar pra pensar, a primeira temporada, é claro, tem a apresentação dos personagens, né. E aí você já tem ali, começa com o senso de justiça do Koichi. E como ele vai desenvolvendo junto com a Pop Step. Em paralelo, eles conhecem o Knuck Duster. E eles falam, pô, se ser vigilante é isso aqui, eu quero fazer diferente.

Tem esse diálogo também na segunda temporada. Mesmo que ele não apareça, tem esse diálogo ali entre os dois. E eles estão tentando desenvolver juntos. Da maneira deles. E aí você vê o desenvolvimento dos personagens, assim como a gente vê ali nos 6 primeiros episódios da primeira temporada. Que até aparece aquele herói lá da corrida, é irmão do Ida e tudo mais. Então você vê que aquela primeira parte é igualzinha. Aí a gente tem um corte ali que tem outra coisa, que eles encaixam os personagens da história principal, né.

E eu acho que isso é a única coisa que foge ali, a primeira temporada. Aí a gente volta já quase nos episódios finais. O que a gente tem nos episódios finais? A gente tem um vilão que aparece no começo, ele vai desenvolvendo aos poucos. Esse vilão, ele tem uma ligação com o Knuck Duster, e a gente tem um plot twist ligado ao Knuck Duster que nem na primeira temporada. E a luta final do vilão com esse personagem é com o Knuck Duster, exatamente de novo, enquanto os personagens principais estão resolvendo outra coisa.

Exatamente. Você vê, você olhar assim, colocar em paralelo a primeira, segunda temporada, o formato deles, mais uma vez tirando aquela história, flashback dos personagens do anime principal, é igualzinho, cara.

VVulpixs

Assim, embora eu tenha dito que os personagens, eles são muito mais centrados, o foco né, em personagens específicos e muito mais estreito, né. Aqui a gente tem muita inserção de novos personagens, né, na série, como por exemplo os novos heróis, né, que vão ajudar, principalmente no começo, né. Por exemplo, o Tysheron, né, que é aquele, aquela bola laranja, né, que eu no começo achei que ele tinha muito cara de vilão, mas aí você vê que ele é muito um herói, né.

Tem aquele lá, o do herói americano, né, o loirinho lá do Christopher, né, acho que é o Christopher Skyline, que ele também aparece na primeira temporada, é o Capitão Celebridade. Sim, que ele era um tosco, né. E aqui você começa a dar profundidade no personagem dele, né, você começa a encher ele de background, né? E que, por sinal, comecei a gostar um pouco mais dele aqui na primeira temporada, porque eu via ele muito como um alívio cômico, né, no começo da série.

E eu não gostava disso, né? Eu achava tosco, era aquela coisa de piada americana, né, de que, ah, sou patriota, tudo, né? E eu fui expulso da minha, do meu país, não sei o quê, aí eu tenho que mostrar que eu sou legal. Parece muito legal aqui, não. Aqui ele tem aquela historinha com aquela menina, né, com a esposa dele. Sim, a esposa dele. E aí a gente tem aqui que é o vilão centrado, que é o Scared Man, né, que é o cara da cicatriz, o cara da Scar.

E inclusive eu olho para ele, eu não consigo não lembrar de todos os episódios de Detetive Conan, porque todos os episódios de Detetive Conan, quando você tem um cara para desvendar qual é o mistério, quem é o assassino, tem a mesma silhueta do cara do Scar. É exatamente igual. Então eu fico toda hora lembrando de Detetive Conan quando eu vejo o Boku no Hero.

RRaul

Não só isso, né? Eu não sei como eu não tinha percebido antes, né, que a cicatriz que o vilão tinha ali no começo era exatamente igual a do Knuck Duster, né? E a gente descobre depois o porquê.

CCakes

Eu achei legal Eu gosto assim essa parte de trazer o Capitão Celebridade porque ele me irrita um pouco, porque uma coisa que me afastou na verdade de My Hero Academia do anime principal foi muito a estafa de herói mesmo assim, de tipo, nossa gente, depois de tanta Marvel, tanta DC, DC que deu errado, sabe? Tipo, era uma história que eu sei que tem muito valor no anime principal, mas eu estava cansada e por isso eu não quis começar o anime principal.

Chega com uma proposta diferente. Aí tem esse brother, né, que é o Capitão Celebridade, que ele é uma caricatura inicialmente ali de um herói e tal, e ele irrita um pouco. Mas o interessante aqui é que, além de aprofundar e mostrar a história um pouco da vida pessoal dele, ele mostra um pouco de eu sou assim por fora, eu sou o cara performático e tal, porque eu quero que as pessoas gostem de mim. Mas o senso de heroísmo dele tá no lugar certo.

Ali. Quando ele precisa, quando ele precisa acionar isso, quando ele precisa ajudar o Coit de fato ali, especialmente mais para o final da temporada, você fala, pô, esse cara não é, ele não tá só zoando e tal. Se precisar, se o bicho pegar, ele vai, sabe? Então acho que quando você traz uma história de vigilantes assim, que é muito diferente da rotina de escola e tal, aqui é muito mais direto, você tem personagens mais adultos, mais formados também, dessa oportunidade de você já falar do heroísmo mesmo, do que eles consideram heroísmo para cada um ali, né?

VVulpixs

Essa história de vigilante não é sobre os super-heróis grandes, né? A história de como um grande super-herói salva o mundo, mas sim o que os vigilantes, o que os super-heróis menores fazem para ajudar o mundo a combater a força do mal também. Eu acho que esse é o ponto principal dessa série, é mostrar que nem sempre o supervilão é quem faz tudo, quem precisa estar em todo lugar, mas também tem aqueles heróis menores que também estão lutando junto com os vilões com os heróis maiores para combater outros vilões menores, né?

Porque assim, a gente não tem só o All for One fazendo caos no mundo, né? Ou o Shigaraki, né? Não sei. Ou outros que vem aí mais para frente, que eu não sei quem poderiam ser, né? Mas aqui não. Aqui você tem vilões menores fazendo merda também pelo mundo, e você tem outros super-heróis menores combatendo, ajudando no combate contra esse terrorismo, né? Sim.

RRaul

E eles não fazem para serem vistos, né? Tem até um diálogo no— acho que foi no último episódio— que ele retrata muito isso, que é quando o Koichi vai arrumar o emprego e ele tá revista. Aí falou assim, não, tô vendo o seu currículo aqui, que que mais, que que você tem de diferente, né, além ali, que que você tem de complementar além de ter terminado a escola? Aí ele fala, não, eu passei meu dia ali ajudando meu bairro, jogando lixo no lixo e tudo mais, né.

Porque a gente lembra do que o Kody era zoado porque ele ficava pegando o lixo do chão e jogando, e tava no chão e jogando no lixo lá no começo. E aí ele começa a ajudar o bairro, o bairro começa a reconhecer ele, né. Isso aí O patrão dele vira pra ele e fala assim, ah, você é meio esquisito, né? Porque são coisas, são feitos do dia a dia que são pequenos atos de heroísmo também, mas ninguém se importa. Ele não vai ganhar uma estátua no final do dia, ele não vai aparecer na televisão porque ele tirou o lixo da rua, porque ele pegou um gato numa árvore.

Mas o que vai aparecer no final do dia é o All Might segurando um prédio, é o Capitão Celebridade salvando as pessoas. E ele só é uma celebridade porque ele é um herói americano comprovado. Provado, né? Ele é um herói mesmo, ele tem a carteirinha de herói. A gente tem durante essa temporada toda, durante o anime inteiro até, toda essa dualidade ali do que é ser um herói, do que é ser um vigilante. E esse diálogo curtinho ali do Koichi com o futuro chefe dele é muito interessante, porque joga na nossa cara exatamente isso, né?

Fala assim, ah, nossa, você é esquisito de fazer essas coisas, né? Porque ninguém dá moral. Mas ele faz porque ele quer fazer, ele se sente bem, né? Quando ele viu, quando ele foi salvo pelo homem fight uma vez, ele sentiu esse dever, né, do herói na mente dele. E ele faz o que ele pode fazer, ele é um cara que rasteja. Então ele vai conseguir fazer poucas coisas, e o que ele vai fazer, ele consegue. Tanto que é o que a Kings até comentou no começo do episódio sobre a questão de que começa a aparecer os vilões lá que estão com o Composto V e o Caramba 4.

Mas eles— então ele tá muito acima do Koichi, mas ele tá resolvendo o que ele tem que resolver. Tem coisas que é os heróis que tem que resolver, porque são problemas para eles. Mas tem coisas que é um problema pro Koichi, pra Popstep resolver. Ir lá cuidar do robô caranguejo, porque a menina ficou com vontade de cagar e não tinha ninguém pra usar o robô caranguejo no lugar.

VVulpixs

É, talvez eu vou comentar algo que os ouvintes, fãs da série principal do Boku no Hero não gostem, né. Eu tenho certeza que eles não vão gostar do que eu vou comentar. Mas eu gosto muito mais do Koichi como protagonista do que o Deku como protagonista da série dele.

RRaul

Muita coisa, pô.

VVulpixs

Porque eu vejo o Deku uma grande falha como protagonista. Ele não é instigante. De você acompanhar o Deku, você não sente um carinho assim como protagonista pelo Deku, né, pelo Midoriya. Porque você vê que ele parece que o Midoriya, ele não vai para frente, ele não evolui direito, a progressão dele, ele não é consistente. Tudo bem você às vezes não ser consistente, mas você tem que dar um motivo para isso. E Boku no Hero, eu acho que não sabe trabalhar a consistência de protagonismo do Midoriya, porque a gente vê que no começo era a história de Como eu me tornei o herói número 1. E a gente sabe como acaba, né?

RRaul

É a primeira frase da obra, né?

VVulpixs

É, e a gente sabe como acaba a série. Quem não sabe, assim, tipo assim, não vou dar spoiler se você não quer saber spoiler, né? Mas assim, quem sabe, sabe, né? Quem viu, quem... E assim, pra mim, eu acho que não faz sentido o que aconteceu na série principal. E a outra coisa, o Koichi aqui, você vê que ele, embora seja uma pessoa que, assim como o Deku, né, ele é meio incapaz, entre aspas, né, de fazer grandes feitos. Assim, de acordo com o começo, né, que assim, o Neko não tinha nenhum poder, né, ele recebeu o poder do All Might, o One for All.

E aí o Koichi, ele tem um poder, mas é um poder que é meio assim, cara, como é que eu vou ajudar a pessoa com poder de rastejar, né? E aí o Koichi, ele nasce segunda temporada, você vê grandes evoluções porque ele usa a cabeça para tentar evoluir o poder dele. Ele às vezes não é sobre o poder que você tem, mas sim a forma que você usa. Por exemplo, ele consegue soltar aqueles mini Hadouken agora, com igual o poder de Mega Man, sabe?

Ele dispara aquele tiro porque ele soube usar o poder que ele tem de uma forma com que fosse para atacar. E outra coisa, ele consegue fazer saltos grandiosos agora, ele consegue fazer, ele consegue parar. E isso o quê? Usando a física também. Ele, em vez de ele falar, ah, não tem como brecar, né? Aí na primeira temporada teve o caso do, aí se você tentar acelerar ao contrário enquanto você tá indo, aí você usa a inércia também, né?

Você usa física. E aí o Koichi, ele vai aprendendo com o tempo enquanto ele vai ele vai evoluindo como pessoa e vai evoluindo como um vigilante, ele vai aprendendo novas técnicas. E a gente vê que essa evolução é gradual, porque é de uma forma natural, é de uma forma com que ele vai aprendendo conforme as adversidades que ele vai enfrentando, porque vai pensando, ah tá, mas e se eu fizesse isso? Ele vai treinando, vai treinando, tanto que ele começa a usar poderes de ataque, né, poderes ofensivos.

E a Babi Steppe até fala, olha, tu não pode ficar usando essas coisas aqui não, sabe? Porque se você ficar usando e passar aqui a vigilância, né, não vigilância, né, vai passar o pessoal que cuida dessas coisas, né, de regras, né, e tudo, de leis, né. Olha, tu ficar destruindo as casas aqui tudo com esse poder, mesmo que você tenha descoberto agora, você não pode, né. Pela lei a gente não pode fazer isso, porque a gente não tem carteirinha de super-herói, não pode ficar usando golpe para todo lado.

Aí ele, ah, verdade, tem que tomar mais cuidado. E outra coisa, no começo da segunda temporada ele aprendeu a se pendurar nas coisas, né, porque ele tava atrasado para pegar o trem. E o que que ele fez? Ele se pendurou no trem-bala usando o poder dele. Então ele aprendeu, em vez de canalizar o poder para rastejar, mas para concentrar, ele ficar parado, tipo assim, cuidado, tipo igual um ninja em Naruto que fica em cima da água, tipo algo assim, sabe?

Então ele tá evoluindo e a gente vê uma evolução constante do Koichi. Eu acho muito melhor de acompanhar o Koichi, não só por isso também, mas o carisma dele, as convicções dele, a forma com que ele faz as coisas. Tipo, até tem uma cena que a Popstep ela é ajudada pelo Koichi e ela meio que tipo fica olhando assim, ela: nossa, ele me salvou, sabe? Tipo, aí ela fica com aquela carinha de apaixonada, sabe? Tipo que: ah, tá rolando uma coisa aqui, sabe?

Eu acho mais divertido de acompanhar o do que o Midoriya. Eu não sei se vocês têm essa mesma percepção.

CCakes

É curioso porque ele tem muitas coisas que me são parecidas, né, até a parte de admirar muitos heróis e tudo. Mas eu acho que pelo fato dele ser um personagem já um pouco mais velho, apresentado na história um pouco mais velho, ele adulto, né? Então ele admira, ele usa o casaco do All Might ali, ele tem como referência isso para ele.

VVulpixs

Ele tem outra cor, né? Ele tem, ele tem até uma outra cor do mesmo vestimento.

CCakes

É, mas ele, ele usa essa referência Essa coisa de ser fã, a aplicação disso no dia a dia ele usa de uma forma diferente, né? Então ele, ele não fica muito focado em também se tornar e onde eu vou chegar e tal. Ele vai, ele tem muito mais um rolê de vou levando. Ele lembra muito Peter Parker, mas, né, ele lembra, ele tem muito mais uma pegada de um Peter Parker assim de, ah, é meio que Peter Parker no Homem-Aranha, os Eternos na Marvel, assim, tipo, tem uma escala gigante lá da galera que eu não vou chegar lá, mas dá para eu fazer as outras coisas aqui.

Então acho que foi muito em termos de expansão do mundo de My Hero Academia, Vigilantes ele complementa muito dessa forma. E eu acho que era um desafio você trazer um outro protagonista, né, dentro de um derivado de uma franquia tão grande. O Deku, ele é muito querido, apesar dele ter problemas de desenvolvimento narrativo, ele é um personagem muito querido ali, pela ideia de se tornar o herói e tal. E aí assim, tá, a gente vai fazer um derivado.

O que que a gente traz de diferente? O Koichi, ele é muito mais pé no chão, né? Haha, com a desculpa aí do, do, da piadoca dele ser pé no chão, sendo o cara que é o The Crawler. Mas assim, ele é muito mais pé no chão e eu acho que a gente se identifica muito mais assim com ele, né?

VVulpixs

Tem uma coisa, a diferença que é legal, que é que o Koichi, diferente do Deku, que ele precisa, no caso, entre aspas, tomar o lugar do All Might porque o All Might se aposentou, ele precisa se tornar o o herói número 1. Aqui não, aqui o Koichi ele não vai, ele admira, mas ele pega os conceitos, né, os princípios do All Might, e ele usa eles aí na forma que ele pode, e não em tomar o lugar do All Might, né, do herói número 1. Acho isso que é uma das maiores diferenças, acho interessante também.

RRaul

Eu acho que a coisa mais interessante de Vigilantes é a comparação do Koichi com o Deku, porque os dois eram pessoas que eram zoadas, achincalhadas pelo público, né. Eles dois tinham um senso de heroísmo, os dois chamavam o All Might. Só que eles têm uma diferença: um, ele teve uma instrução, e o outro teve que aprender sozinho nas ruas, né? E você tem o valor positivo e negativo das duas coisas nos dois. Por exemplo, o Deku, pouca coisa ele aprendeu sozinho.

A maioria das coisas que ele aprendeu, ele tinha um professor lá ensinando. A história sobre uma escola de heróis. O The Crawler, não. Ele teve que aprender as coisas sozinho. Olha, às vezes aprendia acontecer sem querer. Tanto que tem uma passagem na segunda temporada que explica porque ele rasteja com os braços e com as pernas, né? Porque ele escorregava quando era criança. Talvez se ele tivesse frequentado a UA, o cara falou assim: pô, por que que você não tenta fazer algo como patinar pra ele ficar em pé?

Talvez ele fosse um cara que deslizasse em pé se ele tivesse na UA. Mas ele teve que aprender por conta própria, ele não teve nenhuma ajuda nesse sentido, ele não teve nenhum apoio. Então ele aprendeu do jeito que dava.

VVulpixs

Interessante isso que você disse, porque assim, será que ele é a mesma coisa assim dos futebol de rua, os basquete de rua assim, o street basket? Que ele é o herói das ruas, né? Ele aprende do jeito dele, é o freestyle, né?

RRaul

É o cara que é pego na taça das favelas, sabe? Que ele não teve uma base, é o freestyle. Por outro lado, ele é um cara que ele é muito mais esperto porque ele teve que aprender na raça, e as coisas que ele aprendeu é intrínseco dele e não de outra pessoa. Por exemplo, vocês lembram qual que O que é a melhor coisa? O que que o Deco tinha de diferente?

VVulpixs

O Deco tinha de diferente que ele sabia muito sobre heróis.

RRaul

Ele era um grande fã de heróis, ele era um cara estrategista, ele pesquisava, ele marcava no caderninho dele. A partir do momento que ele tinha sempre alguém para explicar o que ele tinha que fazer, ele não precisava mais quebrar a cabeça, pensar o que que ele faria com esse poder, o que que ele não. Ele começa a só fazer o que os outros mandam, ele não faz o que ele deveria fazer. Ele poderia ser um estrategista, ele não é. Por quê?

Porque é muito mais fácil fazer que os outros mandam. Ele foi acostumado, ele foi treinado para isso. O Dekrona não. Tudo que ele aprendeu, ele aprendeu na raça. Então tudo que ele usa é o que ele aprendeu. Ninguém ensinou ele, ninguém mandou ele fazer as coisas daquele jeito. Ele faz porque é o que ele acha correto, e não tem ninguém que vai falar para ele que isso é errado, que isso é certo, porque é o senso de justiça, é o senso de heroísmo que ele aprendeu a ter.

Eu acho que essa coisa mais legal entre o Koichi e o Deko, e o que o Vupix tinha falado que eu falei lá no começo sobre a questão do coitado ser mais legal, eu acho que é a questão da falta do peso nas costas que o autor dá. Eu acho o Correia um autor muito fraco, porque se você pega um protagonista de qualquer battle shonen, o protagonista ele fala o que ele quer. O Naruto quer ser Hokage, o Luffy quer achar One Piece. O que que o Deku queria?

Queria ser um herói como All Might. Ele nunca pediu para ser o herói número 1, foi o roteiro do autor que colocou que ele queria ser o herói número 1, colocou um peso nas costas de um personagem que ele não soube manter. O Koichi, ele só queria ajudar as pessoas e ele faz.

VVulpixs

É exatamente isso, porque assim, a gente vê muito no mundo dessas séries, principalmente animes, mangás, né? Mangás, para você ter um grande impacto, assim, olha, você tem que fazer hipérboles, né? Olha, isso aqui eu quero ser o rei dos piratas, eu quero ser o cara que vai me tornar o Hokage, eu quero ser o cara que vai se tornar o herói número 1. Você não pode começar a alterar. Eu quero ser herói assim qualquer, né? Quero ser um cara que, ah, só tá ajudando alguém.

Aí, principalmente em casos assim, por exemplo, né, um caso como naquela época da Jump, que ela estava desesperada e ainda está, talvez mais ainda, em querer achar novos pilares porque One Piece tá acabando. Eles não estão conseguindo achar outros pilares, né? Boku no Hero, que era para ser o sucessor do Kishimoto, acabou já, né? Boku no Hero. E One Piece tá aí ainda, tá acabando, e eles precisam achar E Boruto tá aí fazendo sucesso.

RRaul

Engraçado isso, porque assim, o Boruto, depois que o Kishimoto começou a escrever Boruto, começou a fazer sucesso para o público novo. Mas sabe o que é engraçado? É isso, é porque Boku no Hero, ele veio para ficar no lugar de Naruto, para ser o novo pilar da Jump, no lugar de Naruto. Que ele tem a cena, né, tava desenhado na Jump, né, o Naruto empurrando o Deku e falando: agora é sua vez, e não sei o quê. Ele nunca foi a ponto de do filho do Naruto tá lá fazendo o papel do que era para o Bousuke no Hero fazer.

VVulpixs

Isso aqui é outro assunto, né, para um outro podcast. Mas só sendo breve, acho que é muito difícil construir obras como começaram e popularizaram One Piece, Naruto, Bleach, Yu Yu Hakusho, Dragon Ball. É muito difícil você hoje em dia construir uma base deles, porque hoje em dia a geração TikTok ela é muito apressada, ela quer tudo às pressas. Então tipo assim, você não tem tempo para trabalhar trabalhar tudo isso, trabalhar o roteiro assim da forma cuidadosa que foi.

As pessoas não têm paciência, editores cancelam muito rápido os mangás que não estão populares porque eles não têm paciência, eles têm muita pressa. Você tem que passar tudo de forma muito mastigada porque as pessoas não têm pressa de acompanhar 30 capítulos de um mangá até que ele comece a se desenvolver. Então tem muitas coisas aí que fazem assim a gente não conseguir criar novos pilares, né, esses mangás não prosperarem. Mas esse é assunto para outro podcast, né, vamos voltar a falar de Vigilante.

RRaul

Inclusive é um podcast que já tem aqui no feed, por que que os animes hoje têm tanta pressa, né, que o Lucas, o Cris, o Valente comentaram. Podcast muito interessante sobre o tema, verdade.

VVulpixs

Eu não participei desse podcast, mas foi um dos podcasts que eu mais gostei de ouvir que saiu desse ano, tá? Recomendo muito para quem não ouviu, vai lá escutar esse podcast aí de pauta fria, muito bom. O pessoal mandando bem aí nessa gravação com os conteudinhos aí, muito bom, viu?

CCakes

Ok, oi!

RRaul

Você não acha que o Eraserhead e tal e o grupo dele, né, com flashback, o que veio depois Roubou o protagonismo do personagem principal, né, da segunda temporada, não?

CCakes

Então, eu ia falar especificamente sobre isso agora, né, até porque a gente tá olhando aqui o IMDb e é uma temporada que ela começou com umas avaliações meio mornas ali e tal. Quando chega nesses episódios, parece que é os que a galera mais gostou. E eu tive uma experiência muito particular com isso, porque, meus queridos, eu não assisti My Hero Academia. Eu sei o conceito, conheço o Deku, sei como terminou, inclusive cena final ali, capítulo final do mangá e tudo mais.

O anime terminou recente, mas eu não assisti. Aí apareceu esse brother e eu fiquei: quem é esse brother? Eu não faço a menor ideia de quem era este brother. E aí, tipo, por que tem um flashback? Aí eu: ah, tá bom. Aí eu entendi o que eu estava vendo. Mas isso é uma experiência muito particular minha. E aí fui curioso porque eu tava muito— até a gente falou muito do Koichi também e da própria Pop Step também, que ela tem um arco dela ali ao longo da temporada.

E eu tava muito engajada com eles. Então para mim deu um corte que me tirou um pouco ali do promo, que eu fiquei, ok, não é que a história do Eraserhead, a história do grupo ali não seja legal e tal, mas meio que atravessou a experiência que eu tava tendo na temporada.

RRaul

É outra coisa É, e aí chegou assim, eu falei, tá bom, vamos ver.

CCakes

Não é que eu não quero ver, mas eu tava gostando do que eu tava vendo antes. E eu assim, tipo, quando que a gente volta pro negócio do Koi? Tipo, vendo as avaliações do IMDb, parece que a maioria das pessoas considerou uma inserção legal. Eu, como alguém que escolheu Vigilantes pra entrar no mundo de My Hero Academia, não foi uma inserção muito bem explicada. Eu assisti 2 episódios da primeira temporada, e aí tipo, eu vi um pouquinho, sei o final e tal, mas assim, e mesmo se eu tivesse visto, como eu não assisti muito, não teria o peso, né?

Eu não assisti várias temporadas para acompanhar ele, ser um personagem que eu ia gostar e tal assim.

VVulpixs

Ele é o professor da turma, né, do Deco, da toda turma dos alunos ali da academia, né? A gente não sabe por que que ele é desse jeito, né? Ele tem essa personalidade meio reservado, né?

CCakes

Ele é o Sasuke. Ele é o Sasuke, ele é o cara para baixo.

VVulpixs

Ele é bem o Sasuke, ele é um cara muito para baixo, meio assim, não conversa muito, né?

CCakes

E aqui pressão baixa, assim, pressão baixa, né?

VVulpixs

É. E aqui o autor de Vigilante, ele dá esse contexto, né, para gente do porquê que o Aizawa, né, no caso, ele se tornou assim e por que que ele ganhou aquele óculos que ele usa no pescoço, né? E eu acho que é por isso que todo mundo ficou, ó, é um baita episódio, né, aqui de ver. 9.2 no MDB, né, episódio 8, que provavelmente é que assim conta a história, né, do passado dele com o cara lá do microfone, né, que é o Yamada, né, o Yamada com a Nemuri também, né, com aquela mulher.

E o Oboro, né, o Oboro, o personagem que morreu, né, que era o dono desse óculos.

CCakes

Sim.

RRaul

E mais um também, né, tem mais um professor que aparece gostei muito nessa temporada, que é o Fat Gun, né?

CCakes

Sim. E aí eu achei assim, é um episódio muito legal, o episódio 8 inclusive, que é o que tem a melhor avaliação dessa temporada. É um episódio muito legal, muito bonito. Quando começa a engrenar esse flashback, eu fiquei engajada com os personagens, mas foi muito do nada assim. E aí eu até me peguei perguntando, beleza, a galera deve ter achado, imagina, o cara que era professor do Deco e agora tá falando aqui com o Koichi, que é uma história, história de Vigilantes, né?

Ela acontece cronologicamente antes de né? Então, pô, ele já tinha conhecido Koichi antes e depois ele virou professor do Deco. Deve ter sido do caralho para as pessoas. Para mim foi ok. Eu olhei e falei, ah tá, tá bom, legal, show, beleza, personagem legal aí, foi.

VVulpixs

E eu acho que outra comparação que a gente pode fazer também é porque o Aizawa, ele também sofria preconceito, né, assim como o Koichi sofria, porque ele também, ele tinha um poder que não era bem quisto pelos outros, né? Porque ele, o poder dele é cancelar o poder dos outros. Aí ele poder do Twitter, que é o do cancelamento. Ele olha pra pessoa, ele neutraliza os poderes do outro e aí ele vai pra porrada física, né. E aí os outros heróis não gostam disso, porque acham que é uma maneira suja.

E aí o Aizawa, o Eraserhead, ele passou a não gostar do poder dele porque ele achava que isso era sujo, né. Tipo, fizeram a cabeça dele. E aí não, até que o Oboro ali, o resto da turma falaram que não, tu tem um poder muito forte. Imagina se você tá contra o vilão e você neutraliza naturaliza o poder desse vilão, né? E eu acho que é mais ou menos por esse lado que tem que olhar. Ele começou a pensar diferente, tudo. Aí o Oboro morreu, né, era um grande amigo dele.

Aí ele se sentiu culpado, né? Ele passou a querer evoluir, recebeu o chamado do herói, né? É isso, o chamado do herói. Aí ele vestiu aquele óculos ali, colocou no pescoço, tomou para ele a convicção do Oboro, né, que tinha também uma grande convicção de herói. E aí ele foi evoluindo, né? A gente vê um progresso do herói que a gente sabia que ele existia, né, no caso Aizawa, sabia como ele era, mas a gente não sabia por quê. E aqui nessa série eles explicam.

Acho que é por isso que os viram Boku no Hero gostaram muito dessa parte, né, desse flashback, que ele dá um contexto para um personagem que a gente não tinha.

RRaul

Mas aí que tá, não é só isso. Esse que é o problema. O problema é que depois que o Eraserhead entra na história, ele meio que vira o protagonista da história.

VVulpixs

Sim, é, acho que o pessoal passa a ver mais, querer saber do Eraserhead do que sobre os Vigilantes.

CCakes

Inclusive porque ele é um herói já formado, ele é um herói, né, tipo, ele já tem uma evolução ali a mais.

VVulpixs

Então, porque sabe como que ele vai ficar, né?

CCakes

É, e eu acho que o próprio, o próprio anime quis dar mais destaque para ele. Eu me peguei pensando muito assim, por que incluíram isso aqui? Por que exatamente aqui? Tá, poderia ter sido o flashback de qualquer personagem, escolher um personagem ali que tinha uma curiosidade dos fãs sobre o passado dele, porque ele era daquele jeito. E ele ajuda o Koichi, né? Acho que a gente falou muito do amadurecimento do protagonista ao longo da temporada, e a entrada do Eraserhead ajuda.

Mas eu me peguei pensando tipo, cara, por que que colocaram isso logo aqui, sabe? Eu como alguém de fora história vendo sem a parte do fanservice, de querer ver um personagem que eu já gosto. Falei, por quê? Eu não sei se eu cheguei a uma conclusão.

RRaul

Meio que corta o protagonismo dos personagens principais. E é uma história que, ah, tudo bem, é legal. Eu não tô dizendo que não é legal, é maneiro, sabe? O público tem razão de gostar. O problema é que poderia ter sido fazer que nem Naruto fez, light novel do Sasuke, do Itachi, do Kakashi. Tem os gaios, tem Light novel e tem os Gaiden. Os Gaiden é quadrinhos e tem as light novel também, né? Tem histórias paralelas dos personagens e você pode fazer, você podia ter feito uma história paralela do Azul e tava tudo bem.

O problema é isso entrar no meio da temporada de um anime que tá estabelecido. E sendo que na primeira temporada a gente falou, pô, você não precisa assistir Boku no Hero Academia para você entender. E legal, não precisava até esse instante, até essa ruptura. Agora você precisa assistir para entender completamente.

CCakes

Como alguém que não assistiu eu senti bastante essa desconexão narrativa, né, do tipo, por que exatamente isso tá sendo inserido aqui? E até a parte do All Might também, né, que ele aparece mais de uma vez nessa temporada. E eu também fiquei tipo, tá bom, beleza, não sei se eu peguei exatamente por quê. Porque a gente tem uma parte mais pro clímax em que tem um momento que eu acho até legal, o Koichi fica muito feliz ali, você fala, pô, legal, beleza.

Ia dar uma uma porcaria gigantesca e a gente precisa de um cara nível do All Might. Tá bom, tá bom, beleza, show. Mas ele aparece antes também e eu fiquei também pensando por que que ele apareceu aqui. Às vezes soa como se o próprio, o próprio autor não botasse fé que o negócio se segurava sem uma conexão mais direta.

VVulpixs

Só com os personagens que ele criou, né? Eu senti um certo incômodo, né, quando mudou para esse flashback, mas eu não tinha entendido exatamente porque. Eu acho que Insider Story muito preciso na análise de agora, sabe?

RRaul

É uma costura muito nada a ver. O irmão da Makoto é delegado e amigo do All Might.

CCakes

É, não, não é, é muito longe, né?

RRaul

E aí ele fala que o herói não pode ter amigos porque senão ele estaria em perigo. Ele vai lá e liga pro All Might, pro All Might ir lá e salvar a história. E aí você termina de quebrar o protagonismo de todos os personagens, porque o All Might é um deus da terra. A história é sobre personagens que resolvem pequenos problemas problemas. E o problema ficou grande demais, uma morte resolveu, fim da história, sabe?

CCakes

É. E assim, no clímax até me incomodou menos, porque quando ele aparece no clímax eu fiquei tipo, ah, era o sonho realizado do Koichi também. E ele ficou feliz e ele falou, ai, olha aqui, eu uso, você autografa meu casaco e tal. E eu fiquei felizinha por ele. Só que essa parte perdeu força porque ele já tinha aparecido aparecido antes. Então não me gerou uma expectativa de, olha, ele está aparecendo porque isso aqui é realmente grande e tal.

Ficou tipo, pô, mas ele já apareceu antes, agora ele tá aparecendo de novo. E aí foi uma coisa que até quando o Raul falou que quando a gente põe as duas temporadas elas são muito parecidas estruturalmente, a estrutura é parecida, mas quando você bota lado a lado, essa segunda para mim tem um pouquinho mais de amargor do que a primeira, justamente por tipo, porque tanto, porque o autor achou que tinha necessidade de usar essa muleta sendo que a primeira temporada segurou show, não precisou disso, sabe?

RRaul

E outra, deixou fora 80% da segunda temporada um dos melhores personagens, que é o Knuck Duster.

CCakes

Senti falta dele para botar um monte de herói.

RRaul

Ele apareceu no final só para virar um gancho para falar que ele era um herói no passado porque teve os poderes roubados.

CCakes

E a história dele é muito mais interessante assim, acho que muitas coisas coisas de trope narrativo. Por exemplo, ah, beleza, a gente trouxe o Eraserhead para o amadurecimento do Koichi. Tinha muitas formas de você fazer isso sem trazer o herói da franquia principal, sem trazer um professor da franquia principal. Com o próprio Knuck Duster mesmo, ele poderia assumir esse papel como ele teve na primeira temporada. Eles poderiam evoluir a relação deles, mas aí começa muito focado no Koichi e na Pop Step, e a gente fica tipo, tá, mas e quando ele vai voltar o Knuck Duster.

Ele vai voltar em algum momento, mas assim, quando? Como? Por quê, sabe? Então ele até poderia, como um personagem mais maduro, ter assumido algumas questões narrativas que a história pedia. E aí, na hora que a história pediu evolução, eles foram para o anime principal de My Hero. Eu falei, pô, mas aí não, né, galera?

RRaul

Eu ainda acho mais, né? Você falou até aquela questão, ah, não precisava do Eraserhead para evoluir. Tanto não precisava que o Eraserhead não ajudou em nada na evolução do Quake. O Quake não aprendeu nada com o Eraserhead. O Eraserhead tava lá fazendo uma investigação que que acabou sendo ligado ao Koichi porque ele tava no lugar errado na hora errada, né, que era lá onde aconteceu lá em Osaka, não é? Porque no festival lá de caranguejo.

Então eles só estavam no mesmo lugar, eles acabaram entre aspas trabalhando junto, e bem entre aspas, porque mostrou o tempo todo a Ozawa resolvendo seus problemas sozinhos. Aí você mostra uma história de fundo do All Might que não ajuda em nada o roteiro, como a Kakes falou muito bem, porque assim, ah, tudo bem, ele queria conhecer o sonho do Koichi era conhecer o All Might, não sei o quê. Pô, podia acontecer dele participar de um salvamento com All Might tava lá e ele encontrar com All Might pedindo.

O All Might não precisava ser o ponto catársico da história, ele não precisava resolver o problema, porque ele resolveu o problema da história, do arco.

CCakes

É, sim, sim.

RRaul

E isso é muito pesado. E é um problema de arco que tava sendo resolvido não pelo Koichi, não pela Pop Step, tava sendo resolvido pelo Eraserhead. Ele só foi envolvidos porque o vilão queria matar o amigo dele, né, que era o herói americano. Se ele tentasse matar o Eraserhead, eles não teriam nem desculpa de botar o Quidditch na história, então de tão largado que ele ficou ali na segunda temporada. E aí eles começaram a encaixar, né, encaixou o Knuckles lá usando o mesmo, a mesma forma narrativa que eles fizeram na primeira temporada.

Só que na primeira temporada ele estava ali, ele tava servindo como tutor dos personagens. Agora não, ele só apareceu no final para lutar contra o vilão principal. De pau, né? Os dois se explode e acabou. É isso aí, beleza, gente, vou para a próxima temporada.

CCakes

E aí o que pega é porque vai muito contra várias coisas, inclusive, que a gente já falou nesse podcast sobre como Vigilantes traz algo diferente, sobre como Vigilantes traz uma visão de heroísmo mais de rua, de outras formas e tal. E parece que quando isso acontece, a própria mensagem que essa história quer passar para a gente, ela meio que vai para baixo do tapete assim de, ah, legal, beleza, assim, ó, mas ó, fica legal quando tem os heróis grandes, hein?

Tipo, a galera fica ali fazendo as coisinhas, mas ó, quem vai salvar mesmo é a pessoa grande. Tá bom, mas pô, essa história não é sobre isso, né? A gente tava, a gente tem a história que é sobre isso, que é a franquia principal. Essa história aqui é sobre outra coisa. Então por que você tá batendo nessa tecla? E aí eu fiquei um pouco confusa de que que essa história tá querendo contar também, sabe? O que ela quer agregar aqui?

Porque se for pra ser só falar dos grandes heróis como My Hero, aí fica repetitivo, né? Tira coisa de uma característica própria dessa história, né?

RRaul

Inclusive, isso gera o final da história que eu achei a grande catarse do erro narrativo disso. Porque, pô, é a história de um personagem que ele queria ser um herói, ajudar as pessoas, assim como o All Might ajuda. Aí no final da história, o personagem principal vira, vai arrumar um emprego e fala assim: Ah, então, já fui herói por 3 anos. Anos, tá bom, agora eu vou trabalhar, ser um cidadão de bem, entre aspas. Ele se encontra com a Popstep.

Nossa, finalmente, né, você vai usar sua última blusa, né? Ah, vamos gastar ela junto. Ele sai pra ser vigilante, entre aspas, pela última vez, porque ele decide parar de ser herói. Então perde o sentido.

CCakes

Inclusive, essa temporada soou como um fechamento, né? Quase como se não tiver mais temporada daqui em diante, meio que fechou, de alguma forma deu encerramento pro ali, né?

RRaul

Tá tudo bem, tanto para o Coach quanto para o Knuck Duster, né? Porque como se ele morreu ali, tudo bem. Mas assim, ah, não achou corpo, se não tem corpo não tem morte, né? É a regra clara, é a teoria do One Piece, né?

VVulpixs

Se não tem corpo não tem morte.

RRaul

Exatamente. Mas podia acabar ali. Ah, o Knuck Duster morreu, a filha dele tá sendo cuidada com os amigos que ela fez, que eram os carinhas lá rebelde da primeira temporada. Os vilões menores da primeira temporada Vero, um café de gatinho.

VVulpixs

É, inclusive é um final aberto que ele pode ser fechado, né? Porque aquele final de está na imaginação de vocês daqui para frente, tipo o título do episódio 13, como a gente pode ver aqui no IMDb, né, que foi colocado na pauta, é escrito como graduação e trajetória profissional. Não parece um título de final?

CCakes

Exato, tipo episódio de graduação, de final, e assim, mas ao mesmo tempo tempo, se quiser continuar dá, mas se também não continuar tá tudo bem. Pareceu meio que eles estavam em dúvida do que fazer, sabe? E aí eles fizeram uma coisa meio essa dualidade assim, que ficou a temporada toda refletindo no final também, né?

VVulpixs

É, talvez seja aquela coisa de, ah, se der bom a gente continua, né? Se render, se a gente achar que vale a pena fazer outra temporada, a gente faz. Se não vale a pena, deixa assim mesmo, né? Fica esse final meio aberta assim, meio esquisita. E o pessoal continua no mangá, né?

RRaul

E aí que é o ponto, né? Isso veio do mangá, né? A minha preocupação é o que— e o que veio aqui daqui para frente? Eles vão dar uma desculpa para juntar os personagens principais mais uma vez? Porque a amiga deles ali que produzia eles foi para os Estados Unidos, a Pop Step tá terminando a escola, o Koji tá trabalhando, né? Ah, vai passar anos depois, eles se voltam a se juntar? Ou eles vão pegar outra muleta e vão pegar outros personagens secundários de Boku no Hero e botar na história, porque acham que precisam disso para fazer a história funcionar.

CCakes

Sim, inclusive assim, eu senti mais falta até nessa, com esse encerramento de temporada, de mais coisas deles sendo vigilantes assim. Inclusive o trio, né, a gente teve muito na primeira temporada e na segunda, como o Knuck Duster não aparece muito, eu senti essa falta de um pouquinho mais deles sendo ali mais de investigação, de rua e tal. E aí quando eu falo, pô, dava para ter mais isso, aí acabou a temporada e encerrou o arco. Tipo, mas mais um pouquinho, sabe?

RRaul

Na verdade teve isso no episódio 1 e 2 daí, que foi o arco de Osaka. Depois do arco de Osaka não teve mais nada deles, e é um anime de 13 episódios.

CCakes

A distribuição de tempo, como você balanceou o quanto a gente vai contar da história deles, o quanto a gente vai botar de flashback, eu sinto que ficou muito desbalanceado. Desviado assim, sendo que não precisava. Eu não sei como é a audiência de Vigilantes, eu não sei se em algum momento a equipe de produção, ou até do mangá mesmo, ficou: putz, vai precisar botar My Hero aqui porque não tá segurando as pontas. Não sei se é o caso, mas narrativamente tava indo por um caminho interessante antes disso, né?

RRaul

Ou ao contrário, né? Putz, Boku no Hero tá cada vez mais em baixa, né? Tá cada vez mais tava cada vez com menos números. Será que a gente botar os secundários ali na nossa história spin-off, a gente não dá uma levantada na história principal?

CCakes

É verdade, até porque o final ali teve, foi, foi meio loucura, né, a galera? Tipo, não foi muito legal.

VVulpixs

Eu tenho a impressão que não deu certo, tá? E até pegando, tipo assim, dados estatísticos, né, de que sempre vai ter gente vendo temporadas sequentes do que a primeira temporada, eu acho que tem um forte, talvez tenha um forte indício de que possa não continuar uma outra temporada, sabe? Mas a gente vê assim, a gente não consegue decidir isso, né? A gente não consegue saber disso também, porque a gente vê, tem o A Namorada de Aluguel, já tá, já tem 5 temporadas aí, né?

RRaul

O mangá faz sucesso, né?

VVulpixs

Sim, é, o mangá faz sucesso. Mas e Vigilante, né?

RRaul

É que então é que Vigilante, a gente sempre tem que lembrar de uma coisa, Vigilante, ela, ele tem que quebrar uma barreira de preconceito é da galera que se frustrou com Boku no Hero. Por que que eu vou ver o spin-off se eu não gosto da história principal? Mas vai falar aqui antes de ver, de ler ou de assistir O Vigilante, se você não pensou isso.

CCakes

Sim.

VVulpixs

E agora que você precisa ver um pouco da série principal para entender o contexto do Razorhead?

CCakes

Então também foram muitas temporadas do anime principal. Eu acho que a galera tava um pouco cansada desse universo também. Acho que a galera que assistiu tava um pouco, beleza, encerrou, ah, não foi como eu gostei e tal. Talvez as pessoas não estejam dispostas nesse momento a voltar, sabe? Até porque quando estreou a primeira, acho que nem o mangá de My Hero Academia tinha acabado, nem o anime, né? Tava ali nos finalmentes, mas nem esperou acabar a principal para chegar essa, né?

Então se a galera que já tava meio cansada do outro, tava tipo, pô, já vi muito, já tomei assim, ai, só acaba, aí você vai começar outra jornada? Talvez não agora, talvez daqui a uns 2, 3 anos a galera até que quisesse começar, sabe?

RRaul

Inclusive, eu acho que na 4ª temporada de Boku no Hero que aparece personagem de Vigilantes, mas é só um aparecimento rapidinho assim. Provavelmente foi na época que lançou a história, se eu não me engano foi o Kyoto e a Pop Step.

VVulpixs

Ah é, caraca!

RRaul

É, eles só aparecem, eles aparecem rapidamente. Eu não lembro se eles aparecem no anime também ou só aparece só no mangá. Provavelmente o anime, o mangá do Vigilantes tava lançando ali naquela época, e aí então eles colocaram aqueles personagens para apresentar para o público, né, para falar assim, olha, tem esses personagens aqui, eles têm um mangá próprio, né. Não sei, pode ser qualquer coisa, só uma propagandinha.

VVulpixs

É, eu acho uma ideia inteligente fazer isso para você divulgar o seu outro spin-off.

RRaul

Então, só que aí quando você faz ao contrário já não faz tanto sentido, porque querendo ou não, o spin-off é algo que geralmente é menor do que a obra principal, entendeu? Como você vai usar o spin-off, que geralmente é o público que já gosta da obra principal que vai assistir, na sua grande maioria, para fazer propaganda para obra principal? Não é ela que trazer público para a obra principal. É a obra principal que geralmente traz público para o spin-off.

VVulpixs

Aí temos casos diferentes, né, como The Lost Canvas, né, que esse sim sabe trabalhar um spin-off.

CCakes

Se os ouvintes soubessem o que aconteceu antes dessa gravação acontecer, gente, vocês soubessem. Inclusive, a gente tá falando tanto de spin-off nesse programa que a gente fez um também antes do programa. Vocês têm ideia do que aconteceu?

RRaul

Exatamente. Se a gente tivesse deixando gravado, a gente teria um episódio de de Cavaleiros do Zodíaco.

VVulpixs

Eu contei aqui, a gente ficou 50 minutos falando de Cavaleiros do Zodíaco, o Saint Seiya Omega e Prólogo do Céu e Saga do Céu. 40, 50 minutos falando disso até começar a gravar o Boku no Hero Vigilantes.

CCakes

Era só fazer a abertura, o encerramento, gente, tava pronto. Fica aí como o episódio que nunca vai ser ouvido do MDA.

VVulpixs

Dava para ter feito a pauta fria, viu, Raul? Dá Dá para ter vindo ao Pato Frio com isso, dá para ter gravado um outro podcast.

RRaul

Exatamente, o episódio secreto do MD.

CCakes

Spoiler: reclamamos muito.

VVulpixs

Conversa de bar sobre Cavaleiros do Zodíaco. Exatamente, já era um podcast daí, o pessoal gostaria de ter ouvido. A gente perdeu uma gravação aí.

RRaul

Quando a gente começa a falar de Cavaleiros do Zodíaco, você sabe, né? É hora dela, das considerações finais e notas para My Hero Academia Vigilante, segunda temporada.

VVulpixs

Eu acho que essa nova temporada é pior que a primeira temporada, já vou dizer isso. Ela segue o mesmo, a mesma linha do no caso, que eu tinha dito no começo, que eu gosto muito que eles sejam mais objetivos aqui, de não se perder muito. Ah, tem que resolver A, tem que resolver B, tem que resolver C, né? E depois o autor não consegue juntar todos os caminhos. Mas eu tenho, a gente tem um problema aqui que Raul e a Cakes comentaram muito bem, que é o quão parece deslocado o flashback do Razorhead, quanto ele rouba as cenas daqui para frente com essa história, né, do Aizawa, do que que iria acontecer com ele para ele se tornar do que a gente conhece hoje na série principal de Boku no Hero Academia, da história do Deku, de como ele virou professor, tudo, porque que ele é assim, com a história lá do Oboro que morreu e ele pegou o óculos dele para ele.

Eu acho que eu veria sim uma terceira temporada para fechar essa história, até porque falta só um pouquinho, né. Tem que ter muito cuidado o que eles vão fazer aqui, né, porque assim, a gente vê como que as empresas japonesas, né, da indústria de animações, elas estão tomando muito cuidado hoje em dia para você, com o que que você vai querer renovar de temporada, porque assim, custa dinheiro. E hoje em dia tá custando muito mais, porque assim, a gente vê como a moeda japonesa não tá forte, o país tá sofrendo uma crise, né, assim como muitos lugares estão em crise.

Mas o Japão também, ele só vem despencando cada vez mais, e eles não têm que tomar muito cuidado com isso. Então, se não houvesse uma terceira temporada, eu pediria para vocês não se surpreenderem, tá, vocês ouvintes. Até porque Raul Cakes e eu comentamos muito sobre isso e alguns motivos que possa levar a um acontecimento de uma não renovação de temporada. Tirando isso, eu acho legal, interessante como trabalham o conceito e os princípios morais, né, de heróis do Koichi, da Pop Step, tudo, né.

A interação do Koichi, da Pop Step, eu gosto muito deles, da amizade que eles têm e de como parece quase estar começando rolar um clima ali que já tava rolando desde a pré-temporada, né. Mas aqui tá um pouquinho mais forte para o lado da Pop Step, que ela vê, passa o Koichi de uma forma diferente, até porque foi Koichi que salvou a Pop Step quando era criancinha, né, se eu não me engano. Eu gosto também, como mencionei, a forma com que trabalham a evolução do personagem do Koichi e dos poderes dele, e de como ele se posta à frente na hora de uma adversidade.

Gostei bastante do começo, do primeiro arco desta temporada, quando eles estão investigando, né, é muito aquele arco de investigação, de descobrir, de desvendar os mistérios, né, e combater essas forças do mal. Achei interessante. Aí quando vem a parte do flashback, eu acho interessante você querer mostrar um pouco do Aizawa, né, da história dele e de outros personagens, até para dar um fanservice para quem gosta, né, da série principal.

Eu não fiquei tão, tão empolgado assim, não me pegou muito assim naquela coisa do feeling, da emoção, né. Mas eu entendi por que que tá ali, né, que é um fanservice. Mas eu acho que ele não funciona muito bem como era para funcionar, porque ele parece cortar um clímax, né, não clímax, mas ele parece cortar uma essa vibe que a gente tava tendo e vai te voltar depois para ele de novo. E não ficou muito bem inserido, sabe, na série.

Eu acho que ele te dá uma broxada nessa parte. Eu acho que ele não é surpreendente, né? Vigilante, ele nunca foi uma obra surpreendente, mas ele é um mediano, um mediano para cima. Eu acho que eu tinha dado nota 7 para primeira temporada, eu vou dar 6 aqui para segunda temporada.

CCakes

Como alguém com estafa de super-heróis, eu me recusei a ver My Hero Academia que não foi um anime assim que passou e eu não percebi. Eu sabia que ele estava, tinha muita gente vendo. Eu assisti 2 primeiros episódios, eu falei, não tô a fim de ver isso não, tanto não tá, não tô na vibe, não tá legal. E aí quando veio Vigilantes, até pela repercussão que o mangá já tinha tido, muitas pessoas falaram, é um ponto de partida legal, é um ponto de partida legal se você não assistiu, My Hero passou.

E eu gostei muito da primeira temporada, eu gostei gostei muito dessa coisa um pouco mais urbana, dessa coisa de muito movimento pela cidade também, ele se movimentando ali, a própria pop step fazendo shows e tal. Pô, que diferente, que legal, que gostoso! Era uma história gostosa de assistir. E a segunda temporada ela quis aprofundar talvez essa vontade de colocar mais ligações com My Hero. Talvez eles quisessem ligar mais os mundos, interligar tudo.

Mas eu sinto que nessa ânsia talvez de expandir e transformar tudo numa coisa só, eles perderam um pouquinho o foco do que transformava My Hero em uma coisa diferente, uma coisa única, e uma coisa que era uma experiência à parte de My Hero, que se você ver os dois é complementar, mas um não depende tanto assim do outro, né? Não tem essa dependência necessariamente. Então essa segunda temporada me deixou mais tristinha ali os flashbacks, pô, eu gostei, eu me envolvi com os personagens depois de conhecê-los, mas inicialmente, nossa, foi muito balde de água fria, gente.

Eu tava assim, caiu uma água na minha cabeça, falei, nossa, mas que broxante, por quê, sabe? Acho que aí eu senti narrativamente um pouco menos de cuidado com quem tá vendo essa história sem ver My Hero. Então depois você entende os motivos, mas a inserção ali não é orgânica. E ao poderia ter sido, né? Narrativamente você poderia trabalhar isso melhor. Então para essa segunda temporada, eu acho que eu não gravei o cast da primeira, então não tenho nota para me basear, mas eu vou dar um 6,5, vai.

É legal assistir, gosto muito do coach, gosto dos personagens, e acho que 6,5 é uma nota que mostra ali que não foi tão legal, mas acho que eu veria também. Acho que eu vou junto com o Vulpix nessa, eu veria a terceira temporada temporada, porque eu tenho carinho por esses personagens. Mas assim, gostaria muito de uma terceira temporada novamente mais pé no chão, mais urbana, mais com eles ali. Deixa as coisas do All Might lá no mundo do All Might, né? Precisa não.

RRaul

Teve uma época que alguns personagens da Marvel tava com a Netflix, os personagens que estavam com séries de TV, ou os Defensores, hein? E esse é o ponto, você tinha os personagens urbanos, né? Você tinha os Defensores. E cara, E lá você via eventos dos Defensores. Eles não apareciam lá na televisão, personagem da Marvel aparecia, falava, um programa de rádio falava sobre Hulk, aparecia uma cena de um Capitão América no meio de uma cena de um filme, mas eles não eram relevantes para histórias dos Defensores.

E durante um tempo, durante a primeira temporada de My Hero Academia Vigilantes, foi assim também, né? Tanto que a gente tem personagens da história principal na primeira temporada, mas eles não são relevantes o suficiente para roubar cena. Aqui não, você tira todo o protagonismo dos personagens principais e coloca em outros personagens que já estão na cabeça do público que é fã de Boku no Hero Academia, mas tira um pouco prazer de quem tá conhecendo a obra pelos vigilantes.

Às vezes a pessoa não queria ver o mangá já que tava, que já tinha 30, 40 volumes, né, que se não me engano Boku no Hero acaba no 42. Ele, ele aí, só que ele acha algo de heróis ali que só que tinha 12, 13 volumes. Ah, então vou ler esse aqui. Aí ele vai ler isso aqui, ele descobre que ele tem que ler o anterior de 40 volumes para entender esse de 13. Você perde o público fazendo isso e não ganha público. Esses personagens são relevantes?

Por exemplo, você poderia fazer uma história ali curta, um filme, um OVA, né, com mangá, uma novel, sei lá, as histórias paralelas do All Might, dos amigos do All Might, da vida do Eraserhead, de vários outros personagens, né, cara? Da luta do único personagem que tentou ser o herói número 1, que é o Endeavor, né? Tem muito personagem interessante, história interessante ali que fica jogada em Boku no Hero e nunca é trabalhada.

Só que uma obra que fala de outra coisa, que fala dos defensores e não dos Vingadores, não é um lugar para você botar os Vingadores como personagem principal narrativamente, cara. Você acaba com a história. Para mim, a segunda temporada foi um pouquinho frustrante nesse sentido, porque eu queria ver os personagens defensores, eu queria ver os vigilantes, eu não queria ver os heróis. Só que aí acabei vendo 20% de vigilantes e 80% de heróis, e mostrando que assim, ó, tá vendo, ó, se não fosse os heróis, os vigilantes estavam na merda.

Foi isso que eu senti com a história. E aí, mais uma vez, se a história quisesse, acabasse ali, acabaria frustrante demais, cara, frustrante demais. Porque a primeira temporada foi muito interessante, eu lembro que eu dei uma nota alta porque eu gostei muito, mas a segunda seguiu a rítmica de Boku no Hero e começou a cair. Então eu voto com os relatores ali também, vou com 6,5. Pode ser também que esse 6,5 seja para não ter que fazer conta essa hora de gravação, não sei, vocês nunca saberão.

Mas e você, o que que achou da segunda temporada de Vigilantes Caminho dos Corações? Não, Vigilantes Boku no Hero Academia. Comenta aí pra gente.

VVulpixs

Para quem quer ver outra obra do do Bônus Filmes, veja aí Gachacota, que é muito bom, tá? Tem podcast aqui também.

RRaul

Céus Artwork também muito bom, que é muito bom para você, é fofinho, né?

VVulpixs

Fofinho, você aprende alguma coisa aí. Eu acho muito bonitinho, que é muito fofinho. Nossa, é aquela serotonina do seu dia, sabe? Que você tá cansado, você quer ver algo fofinho. Nossa, é muito fofinho, as células.

CCakes

Pô, vocês falaram do Bônus Filmes e Demons of the Shadow Realm, né, que é o Yomi no Tsugai. Tá muito legal também, viu? Se forem gravar, me chamem. Estou assistindo. Que é da autora de Fullmetal Alchemist, está na temporada atual.

VVulpixs

Ah, esse é da autora de Fullmetal Alchemist?

CCakes

Então, pois você bate o olho, você fala: este loiro, já vi este menino loiro aí apontando altas confusões em outros universos.

RRaul

Olha só, exatamente sobre isso ela usou o carimbo do autor de Fairy Tail lá.

VVulpixs

Não, que lá não dá. O Hiromashima, ele vai além Além, né, do que é possível. Porque o cara repete até o nome, ele repete exatamente os personagens que ele criou no primeiro mangá pro segundo e pro terceiro.

RRaul

Mas você sabe que tem uma história lá paralela que dizem que o Hiro Mashima, pra desenhar rápido as histórias dele, ele tem vários carimbos, né? Ele tem carimbo dos personagens fazendo várias expressões, ele só carimba, né?

VVulpixs

O podcast Inferno e Teio vem quando?

RRaul

Você vai gravar?

VVulpixs

Gravo, eu me comprometo.

RRaul

Público não vai deixar a gente esquecer aqui, ó.

VVulpixs

Sabe o que vai acontecer?

CCakes

A gente vai falar Fairy Tail, vai brotar a Gisele aqui, vai sumonar, né, o Beetlejuice, né.

RRaul

Falar de Pokémon e machismo, a Gisele aparece.

VVulpixs

Não, porque ela só aparece quando o Botafogo perde alguma coisa. Exato, quando eu pego alguma coisa importante.

RRaul

Você pode mandar aquele email para podcast@mundodesanimes.com e é claro, né, deixar os seus comentários nas suas redes sociais. Comentem pra gente o que que você achou da temporada, se esses animes que o Vulpix tá falando aí, se Você quer episódio também? Quer episódio de Fariteio? Quer, quer o machismo aparecendo no MDA?

CCakes

Quase uma sílaba de diferença, veja bem, né? Uma sílaba. Oi, Razerhead, passando aí do lado assim, tipo, é aqui que mandaram cancelar?

RRaul

Cancelamento quase veio, né?

VVulpixs

Quase veio, por pouco assim.

RRaul

O perigo de falar na internet, meu amigo. É isso aí, ó. Qualquer frase, qualquer palavra errada, você— loucura. Você também pode ser nosso apoiador. Agora você tem duas formas de ser nosso apoiador, né? Você pode ir lá naquela de sempre que você já conhece, já tá no imaginário popular, como no Catarse. E também, né, se você— ah, mas eu não quero cadastrar em outro, eu uso o Apoia.se, porque o Apoia.se tem muito podcast lá, eu já apoio o pessoal no podcast.

Tudo bem também. Estamos no apoia.se/mdapod, certo? Então você tem duas opções aí de ser nosso apoiador e ajudar a gente a fazer um podcast muito maior. Dito isso, o que que você comenta aí também? Aonde o pessoal pode te achar na internet?

CCakes

Boa! Eu continuo fazendo muita coisa, eu sempre tento diminuir a quantidade de coisas que eu tô fazendo, não diminui. Então faço parte do Papo Nerd com Elas, né, que é o programa aqui da grade do MDA. Fiquem de olho aí, é na mesma timeline do MDA, temos os episódios do Papo Nerd com elas. Eu tenho um projeto com a Pri chamado Mateada à Tarde com a Pri Ganico, que a gente faz lives, comenta sobre a vida, shows de K-pop, Dentes do Siso e Homem Sem Camisa.

Então tem de tudo. E a gente tá soltando essa live também com o áudio no formato de podcast, então procure aí nos agregadores Mateada à Tarde. E por fim, também estou escrevendo lá para o pessoal do J-Box. Então eu tô fazendo um freela lá com o pessoal, faço bastante hard news, mas muita crítica também quando as temporadas estão terminando, muita cobertura dos animes que estão saindo. Então tá sendo bem legal, muita coisa, muita coisa, Raul. Tem que, tenho que diminuir as coisas, Raul.

RRaul

De falar em diminuir as coisas, e aí, Vulpix, onde o pessoal pode te achar também?

VVulpixs

O pessoal aí pode me achar mais no Instagram, se o pessoal quiser aí, é o Vulpix com S no final, tá bom? Evulpix com S ponto JPG.

CCakes

Um pixel, exatamente. A gente me segue no Instagram também, esqueci de falar, que é x_souza, Souza com S, porque aí todas essas coisas que eu tô fazendo estão todas amontoadas lá, agregadas lá.

RRaul

Você pode fazer que nem eles: Alex Heliger, Bruno Rezende, Carlos Petrone, Guilherme Henrique, Guilherme Loureis, Hugo Vantio, Lucas Batista e Yasmin Gonçalves. Seja também nosso apoiador. No mais, nós ficamos por aqui. Até o próximo episódio, tchau!

VVulpixs

It's that the hero will never let that be. Yo, chinsei wa kimeki no hitomaku no yona mon da ro.