MDA #249 - WITCH HAT ATELIER
Prepare seu navio pirata ou sua nuvem voadora, pois desta vez no Mundo dos Animes by Logitech, Bruno, Carlos e Valente viajam pelo mundo secreto da magia com Witch Hat Atelier. Além do episódio, confira nossa entrevista com os dubladores Helena Violante (Coco) e Lucas Gama (Qifrey), além de Guilherme Marques, diretor de dublagem do anime.
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- Tempo de duração: 64 minutos
- Pauta: Raul Lima
- Arte da Vitrine: Lucas Máximo
- Edição: Raul Lima / Lucas Máximo
Bruno
Carlos
Valente
- Witch Hat Atelier - PersonagensWitch Hat Atelier - Sinopse · Kamomi Shirahama · Mangá · DC Comics · Quadrinhos europeus · Curso Gliocci
- Witch Hat Atelier - Vilões e AntagonistasWitch Hat Atelier - Sinopse · Kamomi Shirahama · Tensão EUA-Irã · Bug Films · Adaptação de mangá
- Witch Hat Atelier - Exploração do UniversoWitch Hat Atelier - Sinopse · Harry Potter · Curso Gliocci · Franquia de fantasia · Filme live-action
- Finais e novos começosWitch Hat Atelier - Sinopse · Final da temporada · Divisão de temporada · Cliffhanger
- Witch Hat Atelier - SinopseWitch Hat Atelier - Sinopse · João Barradas · Ana Helena Ugrich · Lucas Gama · Dublagem brasileira
Seja bem-vindo ao MDA! Coloque seu fone de ouvido e viaje com a gente no mundo dos animes.
Estamos no ar com MDA! Seja em um navio pirata ou em uma nuvem voadora, viaje com a gente no mundo dos animes. Nessa semana vamos viajar no mundo de Witch Hat Atelier. Eu sou o Bruno e hoje vamos falar do Absolute Arte. Hoje viemos pra falar fino, estou aqui, ó, de traje de gala, entendeu? Terninho, porque hoje a gente vai falar do fino, rapaziada. Altíssima arte.
Eu sou o Rafael Valente e hoje a gente vai conversar sobre um dos maiores, se não o maior anime do ano da atualidade.
Aqui é o Carlos e nunca em nenhum outro mundo desenhar bem fez mais sentido pra você ser alguma coisa, tá vendo?
Normalmente tu é um merda.
Né, Lucas?
Que isso, mano, de graça, velho. O cara nem tá aqui, foi xingado, mano. Não, mas depende, ó, tem vários autores aí que desenham mais ou menos e que, né, chegaram no sucesso, né, para o bem ou para o mal, né, senhor Isayama?
Verdade, verdade, verdade. Eu não, eu tô brincando com isso, mas tipo, eu adoro ilustração, mas é só para falar mal do Lucas, mano.
Entendi. Bom, e se você quiser falar mal do Lucas, saber sobre Hajime Isayama, a diferença entre ele e a autora de Witch Hat Atelier, entre outras coisas, depois os emails e comentários e recadinhos.
Gente, o patrão ficou maluco na Anime Hunter! Sim, nossos parceiros agora estão com 15% de desconto no Pix, no dinheiro, e 5% de desconto no cartão com o cupom MDA. Também somos parceiros da Crunchyroll, o maior streaming focado em animes no Brasil, e Rádio J-Hero, onde estamos vídeos todo domingo às 4 da tarde.
Nome original: Tongari Bushi no Atelier, e foi traduzido para o ocidente como Witch Hat Atelier. Gênero: fantasia. 13 episódios. Estreou em 6 de abril de 2026 e foi ao ar até 29 de junho de 2026, sendo streaming a Crunchyroll, né, tendo já também a sua segunda temporada anunciada, sem data, salvo engano, né, mas já foi confirmada. O estúdio é o Bug Films, que fez ZUN 100, Bucket List of the Dead, e o diretor Ayumu Watanabe, que fez Commissão, que fez Summertime Rendering, Akane Banashi, e agora Witch Hat também.
E aí, já que a gente tá falando sobre diretor, já que o Carlos tá aqui, vamos puxar aquele nosso clássico considerações sobre diretor. Manda aí, Carlos.
O trabalho visto aqui em ateliê, né, ele é um trabalho que primeiro que a gente tava comentando assim em off, né, que ele já tem um trabalho mais complexo, que é o seguinte: que é adaptar um mangá que tem sua própria estrutura artística muito definida e muito diferente, né? Tem um trabalho belíssimo na sua construção, né? Inclusive, uma das coisas que eu tava comentando com o Lucas, que eu comentei agora, né, antes da estreia do anime de Dili, era como eles iam tentar replicar alguns processos de enquadramento e de uso de sarjeta, né?
Acho que pra facilitar o entendimento das pessoas que estão vendo, sarjeta é um termo técnico de quadrinho, né, que é o processo de divisão, como é que eles enquadram, no processo, né? Ali é sarjeta de fato do quadrinho, mas entendam mais como diagramação. Não é a mesma coisa, mas entendam mais como isso. E porque Atelier, ele tem um processo muito próprio, né? A autora, ela utiliza muito bem essa construção de como formalizar a página, né?
De como fazer esse processo. Então, então, o que que eu tô querendo falar com isso? O mangá de Atelier, ele é um mangá, ele não é uma obra que visa uma adaptação, ele não é, ele é um quadrinho de fato que converge e se explicita pela narrativa em quadrinho da melhor forma possível. Em certo sentido, a história do mangá num todo, ela não é tanto assim. Existem quadrinistas e artistas do mangá que fazem isso, mas o quadrinho em si, ele tem uma leitura muito rápida, muito dinâmica, principalmente quadrinho shonen, né, que com luta e tal.
Então eles são mais facilmente para adaptação. E aqui não. Logo, o trabalho do diretor, era necessário um diretor que fosse experiente para fazer esse processo de trabalho. E aqui eles tiveram um diretor experiente que já trabalhou em vários animes produção muito interessante, inclusive no próprio ano, na própria temporada, né, que ele fez um episódio de Akane Banashi. Mas aqui a gente tava vendo isso agora há pouco, é Yūchū Kedai, né, Samurai Time Rider, ele é diretor de alguns episódios, Great Pretender, Storyboard.
Então, tipo assim, o Kamisan, que é um anime fantástico em questão de direção de audiovisual, ele é o diretor principal. Então o que acontece, você tem ali um cara muito experiente, um cara que tem muito bem as diretrizes de fazer o processo, e você teve tempo. Acho que esse é o principal detalhe, né, que com o ato de postergar o anime quase um ano, né, do princípio original, você teve tempo para o pessoal trabalhar e fazer adaptação, que ficou muito bonita, né.
Eu acho que a obra ela tem umas liberdades narrativas e visuais próprias do audiovisual. Eles conseguem muito adaptar essa questão que eu falei da sarjeta, mais até no encerramento e na abertura. Mas em contrapartida, eles não conseguem trazer esses ensinamentos para o audiovisual porque mídia diferente, né. E ali é onde que se esbarra esse processo. Mas tirando isso, cara, O anime tá um espetáculo assim, visualmente falando, né?
Escolhas de câmera, o próprio trabalho de câmera do anime, ele é muito interessante porque ele sabe muito bem quando fazer uma câmera de plano sequência, por mais que seja curto assim, ele seguir o processo do plano, estender o plano. Eu acho que uma coisa que eles conseguiram entender muito bem nesse anime é o pacing, é o tempo, a mimética da obra que você vai estar fazendo ali, né? A milimetragem do processo. Então Atelier consegue ter um tempo em audiovisual que ele se replica em certo sentido no mangá.
O próprio mangá manga tem esse tempo, ele tem essa construção narrativa até um pouquinho mais lenta, mas muito mais gostosa. É como se eu tivesse aprendendo muita coisa ali, mesmo em momentos de ação e aventura que esse anime tem, né? O mangá, que ele já tem um ritmo próprio, já tem um desenvolvimento próprio, e o anime consegue ter isso. Eu acho que era os dois trabalhos mais difíceis que eles tinham para ter. Como é que eles vão replicar o processo visual do mangá para cá?
E aí ficou claro que as adaptações na questão de mídias interromperam isso, mas eles fazem um trabalho muito bem feito na questão de direção de olho visual. E depois essa perspectiva de timing, de tempo e construção narrativa que eles fazem muito bem. Acho que a gente vai falar aqui que tirando o último episódio, da onde que eles param, né? Porque onde que eles param, escola dando um grande C, é meio questionável o processo. Mas assim, pensando em como eles adaptaram o mangá, porque eu acho que o anime, né, precisava mais de, com certeza, de mais um ou dois episódios para finalizar o arco.
Perfeito. Eu vou dar uma pausa aqui que a gente ainda vai voltar no audiovisual ao longo do cast aí, porque tem muita coisa para falar de audiovisual nesse cast, tem muito, muito detalhe bacana. Bom, o anime foi dublado pela Dubrasil, sendo o diretor de dublagem Guilherme Marques. E aí, fugindo um pouquinho do protocolo, eu vou pedir para o Valente dar uma palhinha sobre algo especial que está por vir, né? Se já não foi publicado junto aí, senão vai ser publicado nos próximos dias. Dá uma palhinha sobre o que rolou aí com a gente, Valente.
Bom, pessoal, a gente teve a oportunidade de trocar uma ideia com o pessoal que fez a dublagem, né? Tanto o diretor, o Guilherme, quanto os dois dubladores atualizadores principais da série, que é o Lucas, que faz o Kifrey, e a Helena, que faz a Coco, né? E a gente teve oportunidade de conversar com eles, bater um papo, fazer uma entrevista. Durou um bom tempo essa entrevista, uns 40 minutos, e eu tive oportunidade de perguntar muita coisa para eles, muita coisa bacana.
Os três foram super receptivos, responderam tudo de coração aberto, e foi muito bacana. Eu acredito que vocês vão gostar bastante do bate-papo que a gente tem, e logo menos a entrevista sai aí no site com os três, as três cabeças por trás da dublagem aí de Witch Hat.
Isso aí, então fugiremos do protocolo, mas assim, gostei da dublagem do que eu vi, mas mais detalhes veja a entrevista.
Porque sabe uma coisa muito engraçada que eu tava conversando com eles no dia que a gente fez a entrevista? Eu falei para eles, olha, eu já conhecia Witch Hat, já conhecia a qualidade de Witch Hat, então já era um anime que eu tava esperando bastante. E normalmente eu não vejo as coisas dubladas, eu vejo elas na língua original, no japonês. E coincidentemente eu quis ver o Itte Hachi dublado sem saber que eu ia conversar com eles.
Comecei a ver o anime e depois de um tempo, pô, já tava assistindo dublado a mó cota. Aí sim surgiu a oportunidade de fazer a entrevista com o pessoal. E por incrível que pareça, eu já tava acostumado com a voz deles. Foi algo bastante engraçado.
Bom, pior que é verdade, né? Deve dar esse efeito mesmo. A fonte é o mangá sendo publicado pela Kodansha e aqui no Brasil pela Panini. Autora é a Kamomi Shirahama, tem 16 volumes e está em publicação no momento que a gente tá gravando esse cast.
Mas se você tentar comprar este mangá na Panini, você vai sofrer.
Pelo que eu entendi, parece que vai uma retiragem, né?
Uma reimpressão, provavelmente.
Não, não, eles estão reimprimindo desde o 1. Minha dica, se você puder, assina a Panini, porque é um—
é, o 7 sumiu da Faz da Terra, tá? Até hoje eu tô tentando conseguir o volume 7.
Tem uns volumes que são absurdos conseguir, vende igual água.
E aí, Valente, fala pra gente sobre a sinopse, por favor.
Bom, a sinopse de Witch Hat, ela gira em torno da Coco, a nossa personagem principal, que é uma garota que vive em um ateliê comum onde as pessoas levam vestidos para serem cortados e costurados e tudo mais. Ela vive com a mãe dela lá. Em determinado momento aparece um mago lá, ele também tava indo lá pelo mesmo motivo das outras pessoas, né, roupas e tal. E aí ela, ela tem um probleminha que acontece na casa e esse mago ajuda com o problema.
A Coco, ela sempre foi uma amante desde pequenininha de magia e tudo mais. E quando ela viu a magia em ação, que ela bisbilhotou ali viu como é que funcionava a magia, ela ficou apaixonada e ela queria aprender como é que fazia. Sem saber de tudo isso, a Coco tinha desde criança guardado alguns materiais supostamente mágicos na casa dela. E como ela viu como as coisas eram executadas pelos magos, ela foi lá e tentou executar ela mesma com o que ela tinha.
E a magia funcionou, só que não funcionou de um jeito muito legal não. Ela acabou causando um desastre lá na casa dela e tudo mais. E a partir desse momento ela foi descoberta pelos magos e ela passou a se tornar uma magias de maga para poder tentar consertar toda essa cagada que ela fez.
Então, para botar todo mundo na mesma página, é assim, galera: se você não viu Witch Hat, pause agora, veja, porque não tem como. A gente vai ter que dar spoiler aqui, tá? Não tem como a gente avançar a partir desse momento sem dar spoiler. Mas já que a gente tá falando da senhorita Kamome Shirahama, vamos começar pelo básico, né? Pelo começo assim. O mundo de Witch Hat, pelo menos ao meu ver, ele é o básico bem feito. Por quê?
Porque o sistema de Witch Hat não é muito complexo. A ideia é você tem ali um sistema onde a magia ela possa ser sistematizada, Você tem ali qualquer pessoa pode fazer magia desde que ela tenha a tinta certa e saiba as combinações certas, o que a gente já viu em outras obras também, a mesma ideia de você algum poder e ser sistematizado. E aí você tem os bonzinhos, né, que são os chapéus de aba pontuda, e os vilões que são chapéus de aba reta.
Isso pelo menos até o ponto onde o anime está, tá? Depois, entre outras questões e tal, mas até o momento onde o anime está, a gente tem essa divisão. E o mundo gira em torno disso, né? Gira da Kokkosen sendo uma vítima dos aba reta pela curiosidade curiosidade dela. E aí a gente vive essa aventura dela aprendendo a magia, né, como uma estudante. E aí nesse ponto acho que é legal a gente começar a falar sobre o mundo mesmo de Witch Hat, né, que é o mundo que a princípio parece simples, mas que é muito bem feito. E por ser bem feito, ele é muito denso.
Uma das grandes vantagens de Witch Hat, na verdade, como autora faz um pouco de togaxismo, sabe, que ela gosta bastante de explicar direitinho como as coisas funcionam. E isso te deixa tão imerso dentro do mundo de Witch Hat que acaba depois de num determinado momento você acaba se tornando natural para você, sabe? Ela, por mais que ela explique coisas complicadas, como numa dos últimos episódios do anime onde o garoto não tá conseguindo fazer determinada magia porque ele tem medo e tal, e aí eles explicam o conceito da coisa, tudo isso você já sabe.
Então quando ela passa a explicar uma magia um pouco mais complexa, você já entende como aquilo funciona e pô, aí vira natural, né?
Eu só vou discordar um pouquinho do Valente numa essa questão de te dar essa perspectiva com Togashi, porque eu tenho uma opinião que eu não vejo muitas pessoas falando sobre isso. Eu acho o sistema de poder de magia dela bem complexo. Eu acho que ela escolhe narrar sem essa complexidade, porque se você for parar para pensar, é um processo de desenho, quase uma alfabetização. Então, tipo assim, fica implícito o processo que é tipo assim, uma troca de runa, um desenho de um jeito, um desenho de outro, ele modifica completamente o processo da magia.
Então você começa a alavancar isso em pensamento, você você vê o quão complexo isso poderia ficar. E aí eu, é a diferença que eu acho do Togashi. Enquanto o Togashi ele resolve meio que, entre aspas, te encantar em certo sentido para as pessoas que curtem isso, sendo o mais assim explanatório e exploratório também sobre aquele processo, daquele estilo de construção de magia, de poder que ele faz, ela escolhe fazer o contrário.
Ela escolhe facilitar o teu entendimento e jogar isso no processo narrativo para que você consiga ver e acompanhar o desenvolvimento daquele personagens enquanto isso. Porque, por exemplo, a gente vê pouquíssimas magias super complexas naquele momento da obra, sabe? A gente sabe que elas existem. Os Chapéus de Abóbora lá, eles vão ter um cara não tem corpo, outro cara consegue levar as pessoas para o outro mundo, consegue fazer um deserto inteiro ser destruído.
O Kifli tem uma espada que corta água, né? Então, tipo assim, existem magias que são muito complexas naquele mundo, mas a gente não as vê assim sendo produzidas, a gente vê elas em ação, certo? Então o que que eu tô falando? Ela escolhe narrar demonstrando pra gente: olha, existem coisas muito complexas, mas o que eu vou ensinar pra vocês é o mesmo passo que as minhas personagens estão passando, que vocês vão adentrar esse mundo do mesmo jeito que eles estão fazendo.
E isso é um processo básico, tipo, de desenvolvimento narrativo, que é você colocar a perspectiva da personagem principal sendo a perspectiva do público, de ela conhecendo tudo, de ela conhecendo esse mundo. Por isso que a Coco é uma pessoa que vem de fora, mas eu acho bem complexo, eu Eu acho bem complexo e eu acho que para o futuro da obra isso cada vez mais deve ficar mais complexo e maior desenvolvimento de como são feitas as magias e tal. Até porque eu li até o volume acho que 10, 12 e ainda ela só beliscou no mundo.
A parada de poder dela que assim, a primeira vez que eu li, que eu pensei, me lembrou muito o jeito que a Hiromu Arakawa fez com o Fullmetal. Assim, você tem um sisteminha de poder que ele é racionalizado, então você tem lá as runas, tem o círculo de alquimia que tem regras bem definidas, você tem os círculos de runas de magia, Witch Hat, que são bem definidos, você tem um tabu básico assim, ó, você não pode de jeito algum envolver o corpo humano nesse meio, entendeu?
Tipo, você não pode envolver porque isso é um tabu, isso gera outros resultados. Ali vai ter lá a questão lá da verdade, etc., que já vai para esse mundo de que você cria anomalias, né, que não são bem-vindas por causa do tempo da guerra, né. E aí eu acho que é onde começa a ter essas pinceladas de genialidade da Shirahama, porque ela pega essa parada tão simples de tipo assim, olha, você não pode fazer, e ela começa a dar algumas pinceladas ali durante a obra do por que que você não pode fazer, né?
Tipo assim, ah, o cara tá doente, né? Por que que ele não pode? Por que que você não pode usar uma magia para curar ele, né? Ah, porque isso vai envolver o corpo, e aí se envolver o corpo vai ser uma magia proibida, né? E começa um certo questionamento. Você se questiona também, vamos ver por que que não pode fazer, né? Eu acho que é um pouco de onde tá a genialidade dela, e tá nesse, entre nesse meio que a gente tá discutindo. Ao mesmo tempo que é simples, não é simples.
É, não, e é muito interessante tu falar isso porque, por exemplo, a gente começa a olhar e ela começa a desenvolver vários tipos de camada de você contestar aquele mundo. Porque, por exemplo, como tu falou, né, não pode salvar a pessoa porque tem que denzenhar no processo do corpo, tem todos esses desenvolvimentos. Mas tem vários outros momentos que a gente olha, e até eu acho muito interessante como é feita as interferências dos Chapéus de Abóbora, que é o seguinte: eles estão toda hora, eles estão contestando as limitações regras impostas para você desenvolver a magia.
Toda hora que eles aparecem, eles estão assim: olha, o que você tá fazendo é limitar o processo de evolução, você tá criando regras que te impedem você explorar a magia ao máximo. Esse é o questionamento, entende? E é muito interessante porque cada vilãozinho que vai aparecendo, até aqui, né, são dois que aparecem na obra, eles levam essa perspectiva para um lado, né? Então, tipo, o segundo vilão que vai aparecer, ele contesta isso, mas ele contesta de um jeito muito pessoal.
Ah, eu queria me libertar, eu queria isso. É sempre o eu. Enquanto o primeiro, ele aparece, ele tenta conquistar a Coco, levando para esse ambiente de tipo assim, a magia tem que ser livre, a gente tem que saber e poder explorar a magia, né? Então você começa a criar discussões, até porque a estrutura que vai sendo apresentada de quem são os bruxos hoje em dia, ela tem uma cara de elitizada, né, de segregacionista nesse processo, né?
Sim, é lá, é, né, os bruxos são uma casta, né, nessa sociedade.
Isso, exatamente. Então você começa a contestar isso. Por que só essas pessoas têm essa liberdade de ter esse acesso à magia? Porque logo de início ela já apresenta para você que qualquer pessoa do mundo pode aprender magia. Agora, por que que só eles? Aí você começa a perguntar: ah, no passado teve uma guerra, aí foi delimitado assim, assim, assado, tá. Mas por que se foi formada uma casta que só mesmas famílias podem aprender isso?
Ela não responde isso, ela fica jogando esse mistério para desenvolver o mistério da Os Robert, História do Mundo. E é muito interessante porque além disso ela começa a mostrar coisas que aconteceram no passado, né? A gente vai terminar a primeira temporada do anime com referências de um local que se representa no mundo passado, né? No mundo da guerra, no mundo da magia livre e tal. A gente vê a maluquice que é, é verdade, né?
Mas ao mesmo tempo encanta, tipo, é assustador, mas ao mesmo tempo é espantador você ver aquele caminho que ele não respeita a lei da física, sabe? Mas ao mesmo tempo ele tem a própria física.
Quais são as possibilidades, né?
Isso, entendeu?
Pinguim com asa, literalmente, né, mano? Enfim, que todo mundo, que todo mundo sempre sonhou, né, mano?
Entende? É muito louco isso, o quanto que ela consegue transportar isso visualmente para você. Imagina, tu entra numa boca de uma serpente gigante, que o caminho é uma loucura, que você pode ficar de cabeça para baixo sem problema, que você pode fazer isso e aquilo sem problema. Drama, mas ao mesmo tempo você também tá preso naquele caminho. Se você sair daquele caminho, você vai se perder para sempre. Aí depois ela introduz uma sociedade que se perdeu por causa da magia, sabe?
Ela vai colocando dentro da obra dela várias camadas de discussões sobre o próprio mundo. Ela vai questionando o próprio mundo que ela— então o que que ela faz? Ela dá uma regra para o mundo, ela apresenta uma coisa do mundo, e depois ela apresenta uma coisa que vai, que pode te levar a diferentes questionamentos sobre aquele próprio mundo, sabe? Isso você só vai enriquecendo a própria obra.
A Shirahama, né, o background dela, além de mangaka, ela já trabalhou também muito no Ocidente, né? Ela trabalhou com a Marvel, trabalhou com a DC Comics. Então você percebe que tipo no mangá várias, várias partes. A primeira, a primeira página logo assim, que é uma página dupla que tem a Coco naquela cena do começo do anime, que ela com aquele, um cervo, né, tipo um cervozinho. O estilo de arte já não é um estilo de arte de mangá, entendeu?
Tipo já é um estilo de arte mais americano, modernizado. Vários lugares você percebe, tipo, tem painéis que ela faz e que tem um estilo muito mais de arte clássico do que o estilo japonês de arte, né? Algo meio vitral assim até. Então tem esse, tem esse quê de diferente que ela já coloca lá já na arte, né?
Sabe o sentimento que eu tenho quando, quando eu paro para ler mangá de Woody Hatch? Lembra aquela época lá, anos, época de Osamu Tezuka? Não lembro se era 70, 60, 80, não lembro, mas era mais ou menos essa época onde quadrinho e já estavam começando a se distinguir um do outro. Sim, eles bebiam muito da fonte um do outro, podemos dizer assim, né? Tipo assim, eles pareciam muito um com os outros ainda, né, o jeito de fazer as coisas.
Eu sinto, quando eu leio Witch Hat, que eu tô mais ou menos nessa época, sabe? Porque ele não parece completamente um mangá, mas ele também não é completamente um quadrinho, sabe, uma HQ americana. Sim, eu sinto que ele tá nesse entremeio, sabe?
Eu sinto que até essa diferença mesmo, eu acho que tem vários artistas no mundo hoje que eles conseguem mesclar isso muito bem, né? Nos Estados Unidos tu tem, como é que é o nome dela que ela trabalhou para DC agora recentemente? Ela fez os Dias Demoníacos, eu acho que da Marvel. É uma mina oriental também o nome dela. Eu acho que tem autores hoje em dia que conseguem misturar esse processo bem de que que é uma diagramação, como é que você faz um desenvolvimento narrativo vindo do Ocidente, do Oriente.
Até porque existem diferentes formas de você trabalhar isso, né? O quadrinho americano ele trabalha com uma perspectiva de construção a partir de splash né? Então você tem a página principal que é splash page, você tem o desenvolvimento ao redor dela. Então o clímax principal normalmente são as splash pages, falando principalmente de Marvel e DC, né? A forma como foi construída, principalmente a partir ali dos anos 80, 90. Mas se tu for pegar uns quadrinhos europeus, por exemplo, eu acho que ela ainda bebe muito desse processo também, sabe?
Também acho que tem muita coisa ali de processo narrativo de alguns quadrinhos europeus. Ela é uma ilustradora e uma, e ela entende muito bem o processo de narrar quadrinho. Eu acho que esse é o principal. Sendo muito sincero, o Japão perde muito nesse sentido. Sim, eu acho que tem muita obra no Japão que eu acho que em busca de uma entrega no tempo do Japão, né, na velocidade que os artistas têm que entregar, e também por uma dinâmica de quadrinho, esse tipo de coisa que é própria do mangá, se perde algumas coisas de narrativa visual do quadrinho, né.
Por mais que se ganhe outras, se perde algumas coisas que são essenciais assim, né? E eu acho que essa mistura, como o Valente falou, né, de lembrar os quadrinhos mais ocidentais, o Witch Hat ganha com isso. Então por isso que ele grita tanto no meio do mangá. É uma narrativa que ela se destaca completamente, ela tem o próprio tempo, ela tem o próprio desenvolvimento, ela tem enquadramentos diferentes, ela tem uma sarjeta diferente, ela tem uma utilização da arte quadrinho de ser diferente, né?
E eu acho que isso se perde um pouco na maioria dos artistas de mangá assim. É um, são processos muito, não vou dizer padronizados, mas são muito sequenciais, sabe? Existe uma narrativa mais rápida no mangá.
Ela foge um pouco daquela estrutura, né, Shintenketsu, que é bem padrão de todo mangá.
É o processo narrativo, então ele não é necessariamente construção visual. Ele pode existir, mas ele é aquela narrativa tipo combate são de 4 atos, né? Ah, não vou lembrar agora as explicações de cada ato, mas basicamente você não você tem um conflito, você tem 3 predisposições de abertura, de desenvolvimento, aí você tem o processo de formação de clímax, você tem reviravolta para o ato final. Assim, não vou lembrar os termos certinho, mas é basicamente essa construção que o Shoten Ketsu faz.
E aí ele se permite ter ou não ter conflito, você permite ter várias outras coisas, ele é muito mais aberto do que as narrativas ocidentais têm. Mas é um processo narrativo mais voltado para narração mesmo, é como você vai construir o processo narrativo e tal. O que eu tô falando dela é é que assim, visualmente ela foge da estrutura de mangá. Deixa eu ver se eu consigo pegar para explicar para vocês. O mangá, se tu for pegar um para ler, um Naruto talvez assim, muitas das vezes o Naruto ele vai ter 3, 4 quadros por página para dar muito dinamismo na velocidade da construção e tal.
Alguns diálogos menores, trabalhos de balonização diferente, detalhamento um pouquinho ali e tal, mas tudo muito parecido, né? E o que acontece no trabalho da Shirahama, como vocês comentaram, de ela ter esse desenvolvimento de mais próximo do americano, no caso, tu vai ver que ela tem uma construção de quadros diferente. Ela de vez em quando, mesmo numa página só, ela pode colocar mais ou menos quadros do que isso, que seria normalmente padrão de mangá.
Ela vai ter a formação da sarjeta em formatos triangulares, quadriculares. Ela vai mexendo com o processo de formato da balonização também. Então, tipo assim, ela vai brincando com a forma de fazer quadrinho, sabe? Que é uma coisa que eu acho que se perde um pouco depois dependendo do mangaka, sabe? A gente vai ter alguns mangakas que vão fazer isso. O Taiyo Matsumoto faz muito isso, né, velho? Ele é muito mestre em fazer produções assim.
O Go Nagai fazia isso de misturar, pegar uma página inteira e trabalhar o inverso, né? Normalmente você trabalha o branco e você vai jogar nanquim. Ele jogava nanquim na página e trabalhava o branco sobreposto. Então, tipo assim, existem várias formas de se narrar nesse processo, como é que você vai narrar quadrinho. E eu acho que ela, ela acelerasse esse processo. E é uma coisa que a gente falou, é uma exploração mais que a gente vê hoje talvez no Ocidente, por mais que o quadrinho ocidental hoje ainda beba muito de mangá.
Então você vai ver vários quadrinistas tentando seguir. Só um exemplo da DC agora, né, um universo novo que eles estão fazendo é um universo muito baseado em estrutura de mangá, esse tipo de coisa, né, o Universo Absoluto. Mas é o universo também da Marvel recentemente, parece muito de vez em quando uma construção de mangá, é claro, com a cara bacana. Então, mas aí eu vejo ela trazer isso de novo e ela entrar e fazer esse processo narrativo, tanto que o mangá é muito bonito.
E eu acho que isso reflete no anime, sabe? Isso reflete no processo narrativo da obra do anime, que a gente olha e a gente vê esse cuidado de construir o mundo, esse cuidado de construir as personagens, sabe?
Eu sinto muito que uma coisa que o Carlos tava comentando nesse meio todo é que ela realmente, ela teve tempo, né, para fazer as coisas. Porque quando você para para olhar o mangá, a gente acompanha manga e anime há muitos anos, né? Então a gente acaba sabendo mais ou menos quanto de trabalho vai dar baseado no desenho e na composição que a pessoa faz. Então o mangá de Witch Hat não é algo simples de fazer, não, não é algo que você vai conseguir fazer semanalmente.
Eu não sei exatamente em qual revista ela tá sendo publicada, mas eu chutaria que ou é uma revista mensal ou no mínimo quinzenal. É algo que tipo só de bater o olho você sabe que é o que vai dar trabalho. E assim, o trabalho dela é recompensado, né? Absurdo. Não só a parte gráfica do anime de Witch Hat, mas também o jeito com que ela conduz o mundo, com que ela escreve. Ela é bastante competente. Eu fico bem feliz de ver, ainda mais parando para olhar as obras que ela já fez, né, de mangá principalmente.
Ela teve duas obras antes de Witch Hat que eu nunca tinha ouvido falar, né? Uma é one shot em 2011, e outra uma série curtinha de poucos volumes que foi em 2012. Aí só em 2016 que ela começou a fazer o Itch Hatch. Eu não sei se ela se aprimorou ou coisa do tipo, né, foi estudar alguma coisa, mas pô, o resultado foi surreal, velho.
Aí até para fechar esse tema do audiovisual, eu acho que talvez um dos grandes acertos, igual o cara falou assim, do Ayumu Watanabe, além de experiência, que só um cara com a experiência dele vai saber fazer isso, que é, eu acho que ele se tocou de algo muito simples, que assim, eu não vou conseguir bater o mangá ou adaptar toda a beleza que o mangá tem, tipo, não dá para adaptar. Então eu vou pegar o que a obra não consegue ter do lado audiovisual, que é a parte da animação, a parte do som, a parte da cor, e dá essa vida própria.
Assim, eu vejo muito anime de triad como complemento ao mangá e não talvez uma adaptação bruta. Para que vocês tenham um pouco noção assim, né, do que que acontece. Acontece. Quem fez o som, a parte sonora, né, foi a parte sonora que é onde eu mais prestei atenção assim, tirando o anime. Quem fez é o Koizumi Kiske, que trabalhou em Chainsaw Man, trabalhou Orbs sobre o Momento da Terra, mano, uma paulada de anime, o cara já é muito experiente.
Mas porém ele trouxe para obra Yuka Kitamura. Se você não conhece Yuka Kitamura pelo anime, você com certeza já conhece esse nome. Ela simplesmente é quem fez toda a trilha sonora de toda a série Souls, então Elden Elden Ring, Dark Souls, todos os jogos, ela é quem é a pessoa que fez a trilha sonora. Ela não é uma pessoa do mundo do anime, é uma pessoa do mundo dos games, em especial games são focados em fantasia. E esse tipo de fantasia que é a mesma que Witch Hat conversa.
Então ela teve todo o cuidado. E se você ver, ela tá até postando no Twitter dela uma série de posts dela sobre como é que foi o processo, o que que ela buscou de instrumento, como é que eles gravaram. Então teve todo um estudo para ambientar o nesse mundo. Então tem todo um cuidado ali de que instrumento ela coloca, que forma ela faz as músicas, as trilhas sonoras. E as trilhas sonoras são muito bonitas, se você parar para ouvir, são todas bem colocadas, o momento certo.
O mundo, ele tem uma ambientação sonora, não é, não é um áudio jogado, ele é bem trabalhado. Então acho que ele pegou esse lado, falou, o que que a gente pode fazer, o mangá não pode, né? Então talvez a coloração, aquele episódio lá do dragão, que é belíssima, aquela imagem do dragão, tipo, não dá para ter uma imagem daquela no mangá, por mais que o mangá seja lindo, não dá pra ter uma imagem como aquela, não dá pra ter um som como aquele.
Então acho que é isso que o Aiyumu soube tratar tão bem e que pra mim faz isso. Tipo, o anime ele é mais um complemento do que talvez uma adaptação bruta.
Tem uma cena bem específica nessa parte do dragão que é quando elas fazem aquele enclausuramento de quentinho na nuvem. Então o sentimento que eles conseguem passar no anime daquele lugar tudo quentinho e tal é uma coisa que talvez o mangá não consiga chegar. Tá?
Sim.
E não só isso também, não sei se vocês acompanharam a produção do anime de Witch Hat, porque como o Carlos tinha comentado lá no começo, ele teve um adiamento, né, que ele era para ter saído no final do ano passado, acabou saindo no começo desse ano, né. E esse adiamento muito por polimento, tudo mais, mas dá para entender muito por dois motivos. A Bug Filmes, ela foi a mesma empresa que fez o Zonzon e Season teve problemas na animação, né, tanto que ele lançou metade da temporada e aí depois de um tempo ele foi lançar outra metade, o que não é comum a gente ver.
Normalmente eles dividem em curso, mas desse jeito não, foi meio que uma parada forçada. E Witch Hat, eles falaram que eles iam ter que tomar muito cuidado porque eles conheciam da obra, tanto cuidado que para eles conseguirem animar as roupas dos magos e tudo mais, eles confeccionaram selecionaram roupas e ficaram estudando o jeito como elas se moviam, né? Se vocês procurarem pela internet, vocês conseguem ver todo esse processo.
Eles documentaram tudo. Se você procurar pelo YouTube, Twitter, aí você consegue achar. Então teve todo esse cuidado em volta do anime de Witch Hat, né?
E aí o resultado chega nisso, né, cara? Tipo, é muito vivo o mundo de Witch Hat assim no anime. E dá para ver até nas cores. E se o Carlos conseguiu sacar isso, pode falar melhor. Tipo assim, as cores com que eles retratam os as letras são muito mais escuras do que os pontiagudos. A cena onde eles aparecem, o mundo fica mais escuro, né? Tem todos os detalhezinhos que aí são mais de cor, né, de coloração. Acho que esse é o termo, né, coloração, que dão a diferença, né?
Quando tu vai para animação, né, animação é um pouco mais rica para fazer esse processo porque tu trabalha com um processo puro, né? Tu tá criando, então tu pode distribuir quase qualquer tipo de cor ali, degradê, e por aí vai. O detalhe dessa questão, eu acho muito bonito o mundo porque eles trouxeram uma que é a letra preta de cor, que é baseada nas artes dela própria ali nas capas e tal, a cor tá mais leve, sabe? Tá mais pastel.
Eles puxam um pouquinho mais para perspectiva de um pastel assim, sem exagerar na saturação, né? Então eles conseguiram dar esse detalhe e de ser um mundo que as cores do mundo elas refletem essa leveza que as personagens têm, né? E mesmo assim ainda segue uma estrutura de um anime que tem cores bem marcadas e saturadas, né? Mas mesmo assim eles conseguiram encontrar um meio termo ali de ter um pastel. Eu acho que muito mais no background, no quando você vai ver partes de mundo aberto, essas coisas assim.
Mas as roupas, os detalhamentos de algumas casas, esse tipo de coisa, cores bem saturadas. Esse azul piscina, aqueles quase ciano, né, que é das roupas das garotas, é muito marcado, né? Então você tem esse detalhamento de cor muito bem perfeito. Eu até mandei aqui para uns amigos meus algumas imagens para a gente entender. As duas primeiras é o trabalho da, como é que é o nome dela, da Mariko Yashida, que é a mina que eu comentei, para tu ver como o trabalho dela lembra muito mangá assim, mas é um trabalho já para os Estados Unidos, né?
Ela criada, desenvolveu o trabalho dela tudo nos Estados Unidos. E aí, cara, tu vai ver as duas, as duas trabalhos que eu mandei, as duas imagens que tem de ateliê, mano. Isso aqui é muito quadrinho europeu, velho. Os 2, muitos diagramação que tu vai ver, os trabalhos de um, sei lá, pessoal, um Esteban Maroto trabalhando, né? Tu vai ter alguns trabalhos do Moebius assim, essa mistura de utilização completa da página, sabe? Um cara que faz isso, fazia, né, isso muito bem no Japão era o de Berserk, né?
Então ele tinha esse trabalho, esse cuidado de desenvolver. Então é isso, mano, é uma arte completa. E eu acho que o anime nessa questão ele É o que o Bruno comentou, né? Eles resolveram apostar nas artes, aonde que eles poderiam entregar esse processo, né? Por exemplo, uma segunda página como essa, cara, é quase impossível você entregar isso no anime, sabe? Esse processo de enquadernização e tal. Então você tem que escolher como é que você vai desenvolver isso visualmente, né?
Então aí eu não lembro como é que tá no anime essa cena, mas tipo, deve estar delas duas falando, aí depois deve ter um pan para cima que você consegue desenvolver o mundo que tá mostrando. E tal. É um trabalho de você adaptar mesmo, cara. Eu acho bem, e é difícil, cara, difícil.
Eu me lembro essas cenas até com painelzinho que tem no primeiro volume. Eles meio que criaram umas animações para explicar usando esse estilo de arte assim. Eu achei uma solução bem, bem inteligente.
Trabalha com um pouquinho de motion design para dizer algumas coisas real. Tem esse detalhe, eles tiveram muito cuidado, né, de fazer esse processo no anime. Foi o que a gente falou, né, um ano a mais, tomada de cuidado para fazer o anime, né? Era sabido que seria um hit, né? E foi.
Por mais que seja lindo e maravilhoso o Budo, não é vilão de saga, então não é perfeito, né? Então a gente vai ter que falar das partes ruins também de Atelier e começar a tirar o elefante da sala, né, que é o final, né? O final lá da Dadaan. A moda pegou, né? Infelizmente a moda pegou na indústria e ele acaba numa parte bem— a parte é climática, mas se tornou anticlimática do anime, né? Porque ele para numa parte de repente bem tipo, e aí, né? Que que vai acontecer?
Sabe o que me lembra esse final de temporada? Inclusive, só, só para saber, quando é que volta o anime? É só ano que vem? Qual é que é?
Eles confirmaram para o ano que vem.
Na minha cabeça eles tinham dividido em dois cursos, tipo, ia sair um agora e um daqui 2, 3 meses, sabe?
Parece, mas eles anunciaram como season mesmo, é season 2.
Lembra muito os finais dessas seasons divididas de Re:Zero, sabe? Que para no meio de algum arco assim.
Então eu posso falar o que eu ia falar, que o sentimento é o mesmo sentimento que me fez largar de assistir Bleach. Não sei se vocês lembram, né, mas na luta contra o Ulquiorra lá no Hueco Mundo, eles param a luta do Ulquiorra no meio, quando o Ulquiorra tá indo para tancar na porrada com o Ichigo. E aí eles param e começa a entrar um filler que volta só depois de sei lá quantos episódios. Então é basicamente o mesmo sentimento, a diferença é que eu não vou ter filler no meio.
A gente tava no auge de Bleach, fiquei sem enfrentar do Green Joe, é a galera, todo mundo cacetando os cara do Ecomundo lá, de Generais com Número. Você simplesmente mete um filler de, sei lá, 30, 40 episódios para voltar o anime na parte que você quer ver, de, sei lá, depois de um ano. Então é mais ou menos esse sentimento. Eu sinceramente não tenho ideia do porquê fizeram isso. Provavelmente por tempo de animação, eles não tinham tempo para fazer parada, alguma merda no contrato que eles fizeram, tipo, vamos adaptar até aqui, depois a gente faz o resto porque não tem tempo. Mas, cara, é bizarro que esse tipo de coisa aconteça hoje em dia.
Assim, bizarro não acho, porque isso aí, ó, é para você gerar hype, né? É tipo, é aquele tipo de, é quase um cliffhanger forçado, né? Vamos colocar assim, né?
Eu prefiro muito mais que fique gerando hippicos 350 filmes de Kimetsu no Yaiba que tem, só que conclua a parada como Kimetsu faz, tipo cada filme tem uma conclusão, do que necessariamente tu largar o anime no meio.
Eu concordo contigo, cara, tanto que foi muito engraçado que eu deixei os episódios finais para acumular, né? E aí eu vi uns 2, 3 episódios, chegou no meio, já chega, parou, né? E aí eu olhei e falei, ué, vai ter mais episódio?
Eu tive exatamente o mesmo sentimento porque que acho que, se eu não me engano, eu depois que teve o episódio, o episódio que a Coco salva todos os humanos ali, e aí dá mó merda porque a galera vai lá, a galera do Conselho dos Magos lá vai lá e tal, e quase que aquela transforma o rio em deserto. Isso, isso, exatamente. E aí tipo, quando acabou esse episódio, eu falei não, não, eu vou deixar acumular. Na real, assistiu da semana seguinte para saber saber o que acontecia.
E aí depois da semana seguinte desse episódio eu falei, vou deixar acumular porque eu não quero que isso aconteça de novo. E aí tipo faltava, sei lá, 3, 4 episódios para acabar a temporada. Eu terminei a temporada e falei, ué, será que eles vão soltar daqui a pouco mais? E aí não, né?
Não, eu fiquei na dúvida que eu olhei assim, eu falei, ué, essa temporada vai ser esticada? Que eu já sabia que ia ser uma temporada só. Aí eu olhei e falei, ué, essa temporada vai ser um pouquinho mais esticada, vai ter 14, 15? E não. Eu entendi um pouco porque que eles pararam ali aí, porque realmente precisaria de 2 ou 3 episódios a mais para concluir o— acho que, acho que isso, 2, 3 episódios a mais para concluir o arco, porque vai entrar na história ali da cidade perdida, das pessoas que viraram ouro.
Eu compadeceria muito mais com o que aconteceu com Frieren, apesar do pessoal ter reclamado de Frieren também, né, que foram 10 episódios de Frieren, né, a temporada. E aí, pô, acho que se você para com 10 episódios antes de começar ali o torneio, no torneio não, o teste, né, o segundo teste dos magos ali, pô, eu acho que era suave, porque aí você começava de um ponto que não vai ter volta, sabe?
É que assim, né, é aquele detalhe, de vez em quando o pessoal que tá produzindo não foi quem vendeu o produto, né? Tem que entregar 13 episódios, tem que entregar 13 episódios, né? A TV já bagunçou, é um inferno. Eu acho ruim para o anime, sacou? Porque eu acho que isso pode afastar a num anime tão, tão bem redondinho. E até porque foi como o Valente falou, eu acho que se fosse até como Dandandan, porque quando Dandandan faz isso, eles já estão anunciando que 2 seasons depois vai ter a continuação, né?
Então o que acontece é um tempo razoavelmente longo. Mesma coisa, Reserva, é um tempo que eles estão dando ali, mas é um tempo provavelmente para finalizar a coisa do anime, esse tipo de coisa, para o anime sair bonito e tal. Então eu até passo um pano. Agora, mano, quando tu tem 1 ano de diferença, provavelmente, que vai ser o que vai acontecer, sabe? É muito tempo.
A gente já tá tão acostumado agora, já tá acontecendo tantas e tantas vezes ter uma split cour, né, que é eles dividirem um anime que era para sair em 24, 26 episódios corridos em duas partes de 12 ou 13 episódios, que tipo, pô, beleza, não tem muito o que fazer, vai fundo, né?
Mas muito provavelmente o processo de produção dele Eles falam engasgada, já que os cara já tiveram que postergar por um ano o processo, né? É provavelmente isso, isso é isso que tá acontecendo para eles finalizarem bem a segunda temporada. Terminou de um jeito bem zoado assim. E o detalhe é que ele termina com uma ação que ela é importante, ela leva peso para o resto da obra, sabe?
Tipo, não é qualquer coisa que vai voltar meio, meio fora o tudo aqui, entendeu?
Concordo com você nesse ponto, entendeu? E perde impacto narrativamente falando, perde impacto para o resto da construção, sabe?
E aí obrigatoriamente os cara vão ter que fazer aqueles episódios especial compilado de recap, que é mó bosta de ver.
E se eu acho que isso vai ter que ter mesmo, isso não vai ter como fingir não.
É só uma decisão merda atrás da outra, né? Mas fazer o quê? Eu acho que no final das contas final das contas, a qualidade de Witch Hat não vai ser colocada para baixo por causa desse erro, né? A gente tá muito acostumado a ver o agora, mas pensando no futuro, onde eu acredito que Witch Hat vai ser um dos animes que cada vez mais ele vai ter mais público novo, provavelmente furar bolha. Eu já conheço pessoas que assistiram o primeiro anime da vida delas, assim, a primeira série de anime de cabo a rabo foi Witch Hat.
Uma E ela falou, pô, maravilha isso daqui, eu quero mais disso, sabe? Só que ela também ficou meio pá do bagulho acabar no meio, sabe? Então eu acredito que pela qualidade do Itch Hat não vai sofrer tanto, mas eu acredito que ainda vai ter gente que vai torcer o nariz e vai acabar atrapalhando um pouco.
É aquilo, né? A pessoa que for ver na Netflix daqui a 3 anos, quando sair, se um dia sair na Netflix, vai adorar, entendeu? Vai pegar 2 temporadas provavelmente fechadinha, vai esperar a terceira, então talvez até 3 temporadas. Maravilhoso. Agora a gente que tá acompanhando essa primeira sem sequência é doído.
É, ainda mais tava vendo semanalmente, né, cara? Tava vendo semanalmente, pô, aí parou do nada. Eu falei, ué, cadê o resto, né?
Eu acho que o pior é que tipo assim, a primeira temporada de Dona Dama eu acho mais forçado. Melhor essa segunda, por exemplo, é ele para num gancho aonde que o processo narrativo já tinha terminado, entendeu? Então tipo assim, ele para com um gancho, uma gag ali que tá ok, mas tipo assim, a história foi contada, entende? Então eu acho que na segunda temporada de Dona Dânia eles acertam o tom para isso, enquanto que a primeira, a primeira já para com um momento horrível, né?
E também para com esse processo de desenvolvimento narrativo que é bruscamente travado. Eu acho que o maior problema é esse aqui em Witch Hat, que você vê que tem mais história para contar, você tem uma coisa importante, então você freia a narrativa da obra obra por causa disso, cara. Isso é muito ruim, velho. Isso é muito, muito ruim.
Você acaba perdendo literalmente o flow da parada, né?
É isso, entendeu? Você perde impacto, você perde construção narrativa, você perde tempo.
Você tá indo numa toada e do nada para. Inclusive, eu tava, pô, super engajado em toda a história lá da cidade esquecida lá e tal. É, pô, eu tava, pô, pirando. Eu tava falando, pô, quase uma— como é que é o nome? É É as Montanhas de Moria lá de Senhor dos Anéis, quase isso, só que com gente lá, sabe?
É o Eldorado, né?
É o Eldorado. Inclusive é muito boa as partes do mangá, tá? Spoiler, é boa.
E aí acaba dando uma baixada, né?
Eu acho que é o único que tem alguma valência, alguma coisa boa de ver. Isso é um mangá, mano, porque eu, se eu tivesse assistindo sem nunca ter lido o mangá, eu automaticamente iria para o mangá.
É isso, é o que eu vou fazer, inclusive é o que eu vou ser obrigado a fazer, mas Mas sabe o que inclusive isso me lembra? Parece que eu tô tipo em 2000 e sei lá, 2004, 2006, 2008, aquela época onde se fazia muito anime para promover o mangá. E aí faziam-se 13 ou 26 episódios do anime, o bagulho parava do nada e você ficava tipo, beleza, é isso, acabou aqui, como é que é? Exatamente. Não só Claymore, não só Claymore como Gantz, tá? Eu vim aqui com esses dois e você trouxe o ponto importantíssimo também, tá?
A gente tá falando dessa época, que eu vou até discordar desse ponto. O cara falou, ah, porque não sei o quê, não tem hype. Falei, meu irmão, meu irmão, você tem o personagem principal que é o cara platinadinho, clássico, clássico do anime, com a voz do Falco, e o maninho dele que obviamente é o chip dele, que o dublador era simplesmente dublador de Satoru Gojo. E você vem me falar que isso por si só é hype, cara? O que isso aí vai vender de arte, de produto desses dois, mano?
É brincadeira, entendeu? Tipo assim, vai pagar duas produção desse anime, tá fácil. Fácil, tranquilíssimo. Eu falei, mano, tá pronto, mano, é feita. É época desse anime, é essa 2014 que teve aqueles anime de visual novel. É isso aí, mano, é essa pegada aí.
A gente tá muito acostumado também a, como a gente cresceu assistindo muito anime e mangá voltado para o público masculino e tudo mais, apesar de Witch Hat ser muito do shonen, né, e tudo mais, que também é para público masculino, ele tem uma pegada onde o público feminino O público feminino adora, elas conseguem se encontrar nele. Então ele é para literalmente todos os públicos, né? Desde pessoas mais velhas, porque ele tem temáticas mais sérias, ele tem uma complexidade bem presente, até pessoas mais novas que vão gostar muito da Coco, vão gostar muito do Kifre e da magia.
Para os homens, para as mulheres. Então eu acho que ele é uma obra que no final das contas ele vai agradar todo mundo. Eu acho muito difícil uma pessoa assistir Witch Hat e não gostar.
Não, eu assim, cara, é uma obra nesse sentido de público-alvo, uma obra completa, cara. É criancinha. E já é spoiler falar o que é do casal? Acho que não, né?
Ah, não, né? Acho que já tá muito claro, né? Tá muito claro.
É o que eu ouvi no Instagram, né? Eles são um casal e pai de criança.
Pior que é verdade, né?
Tudo de mais fofo pode ter.
O último ponto, que eu não sei se é negativo, tá? Não sei se vocês vão concordar assim, foi algo que eu percebi assistir o anime com a minha digníssima, né? Minha digníssima não é de ver animes, mas ela fez exceção porque eu tava muito hypado para ver Itch Hat e não parou de falar. Ela falou, então vamos ver esse negócio aí. E assim, ela gostou, porém ela não, como ela não consome muito anime, ela não tá muito acostumada a essa mídia.
Eu reparei que assim, é uma coisa que ela sentiu falta também, e ela comentou, não sei se vocês concordam, porque o Itch Hat ele é uma história legal, é um mundo legal, só que demora muito tempo para entender aonde a história quer te levar, entendeu? Tipo, qual que é o norte da história, né? Para onde a história quer ir de fato. Assim, no começo dele é muito uma aventurinha sobre a Coco e o que tá acontecendo, até começar de fato a prova, as coisas.
Aí que ela foi entender para onde a obra queria levar. Isso eu acho que é um porém, assim. Eu não sei se é ruim, para mim não me incomoda, mas o ponto de vista de alguém que não tá acostumado acostumado a ver esse tipo de obra, eu não sei se é algo que é negativo, entendeu? Se é um vício que a gente já tem por tanto ver anime, não incomoda mais a gente.
Eu sinto que é justamente isso que você falou. A gente tá tão acostumado que a gente já viu essa, essa fórmula ser replicada em vários animes, né? Então a gente meio que tem uma noção de como vai funcionar, né? Tipo, vai ter os testes, basicamente são o que são torneios em outros animes, o ritmizado meio lento dela, é o desenvolvimento de personagem, treinamento que a gente tá acostumado em ver em outros animes. Então eu sinto que é mais por experiência, porque para mim que já acompanho bastante pareceu bastante natural, tanto que eu não me incomodei depois ainda mais de ver Frieren, que você sabe que o anime é um pouco mais lento e tudo mais.
O fato de Witch Hat ter alguns momentos onde ele para só para o Kiefer explicar como é que batata com magia, sabe? Nesses momentos não me incomoda tanto essa lentidão, essa falta de um norte, por exemplo. Eu já tô acostumado, né?
Valeu. Daqui a pouco a gente vai estar lendo ali o nosso querido Slice of Life.
Não vou, mano. Vamos, pô, é um mundo bom, é um mundo bom.
Eu já sou especialista em romance, eu não preciso de mais na minha vida, cara.
É um mundo feliz, pô.
O cosplay Souza é o alter ego.
É o meu alter ego, né?
Inclusive, as pessoas que não sabem, o Valete faz cosplay.
Sim, o meu vulgo de cosplay é cosplay Souza.
Para quem não acompanha muito anime, né, e não acompanha muito material, talvez é porque, tipo assim, os doramas, muito, vou mudar, os K-dramas que são mais hoje, mais de mais sucesso, né, eles ainda respeitam alguns processos mais tradicionais de construção narrativa ocidental, né? Então acho que se a pessoa Mas também tem seu jeito. Eu acho que se uma pessoa que já começou a ver K-drama vai ver um anime, eu acho que ela tem um caminho mais bem feito ali.
Se a pessoa nunca esbarrou com esse processo de audiovisual, e aí voltando que a gente comentou do Kishotenketsu do início, aí eu acho que ela vai sentir mais. Porque como eu falei, o Kishotenketsu é um processo narrativo que ele não determina conflito, que é uma coisa que é estruturalmente fundamental na narrativa ocidental. Então o que acontece, objetivamente a obra já apresentou qual é o futuro dela, qual é o objetivo. O objetivo da obra é que a Coco aprenda magia para salvar a mãe.
Então esse é o ponto de futuro da obra. Depois a obra vai construir o que que é o conflito da obra, que é o conflito do mundo da magia com o Chapéu de Abóbora, né? Isso, eu falo Chapéu de Abóbora porque é como eu li. Esse processo, como demora apresentar qual é o conflito do mundo e tal, eu acho que a pessoa pode sentir isso. Porque o que acontece na narrativa ocidental tradicional, o conflito é delimitado logo no primeiro ato.
E muitas das vezes o motivo de saída e tal, e o processo de construção de personagem, a mudança do personagem principal acontece. O que em certa medida acontece para Coco, porque ela sai de casa, ela vai estudar magia, esse tipo de coisa. Não acontece com tanta força como acontece na narrativa ocidental, de ter uma mudança muito mais brusca, esse tipo de coisa. Então eu acho que esses pontos, talvez para uma pessoa que vá ter um contato com ver um anime primeira vez e tal, aí vai sentir.
E eu tô colocando a maioria das pessoas que não tem contato também com cinema independente, essas coisas assim, porque aí é outro rolê. Mas eu acho que aí a pessoa vai sentir. E também acho que tem um detalhe muito importante, principalmente nessa primeira temporada, que não existe um clímax assim muito grande nessa temporada, sabe, emocional, ou um clímax de ação, algo parecido, né. Ele tem seus momentos, mas na verdade o grande clímax que você vê no primeiro É do primeiro episódio, é o do primeiro episódio, é como vai finalizar agora o segundo arco. Grande clímax da primeira fase é esse segundo ato que foi cortado no meio.
Enfim, rola aquela parada com o menininho lá e eu acho que é o máximo, né, que chega a rolar assim, né, de ação.
É isso, porque na verdade você tem, dando um pequeno spoiler, tá, galera, vai acontecer na próxima temporada, tu vai ter uma resolução ali do que vai acontecer com o garoto, tu vai ter um novo embate com aquele mago sem corpo e tu vai ter a história da cidade ali, da cidade perdida. E meio que isso é o grande clímax desse primeiro ato de ateliê, porque ele começa a introduzir várias coisas na obra. Já começa a introduzir esses duelos com chapéus de abalo, ele começa a introduzir parte do que é esse passado daquele mundo.
E aí você começa a ganhar fôlego mais para obra, né? No início ali, a obra é muito de tipo a Coco aprendendo magia, como é que as garotas se estruturam, quais são os processuais daquele mundo, que ainda vai ter muito disso no resto da obra, mas ali é ponto máximo desse iniciozinho. Quantos volumes foram adaptados?
4 volumes completos.
É, então tá vendo, tipo, 4 volumes é o início. Pô, nós estamos falando hoje de um mangá de 16 volumes em andamento, né? O 16º volume começou a ser produzido, né? Então nós estamos falando de 1/4 da obra, sabe? É o início da obra, entendeu? E é ali onde que bate mesmo. Provavelmente deve fechar o 5º volume todo esse arco, e é isso, sacou? É o início completo da obra ali, e esse é o ponto máximo. Fazer ponto máximo, foi cortado no meio.
Inclusive, eu queria falar um pouco sobre o episódio onde o garoto é transformado, né, ali pelos últimos episódios. Aquela cena que ele tá se transformando, para mim, foi surreal.
Ou adaptaram muito bem. Isso é um negócio que eu fiquei muito, muito na dúvida de como eles iam fazer, cara.
E eu achei até estranho, porque quando eles estão fazendo aquele processo de transformação do garoto, é uma parte artística, de uma escolha artística muito forte, né, e muito diferente do que a gente tá vendo no anime no momento. E aí quando ele termina de transformar e vira o lobo, fica até estranho. Aquela transformação tinha tanta coisa acontecendo ali, mano. E aí quando ele realmente se transformou, você fala, caramba, parece diferente do que o que aconteceu, sabe?
Mas é adaptação muito boa, cara. Salvo engano, tá, posso ter enganado, mas no mangá a Shirahama desenha isso aí com aquela mesma Crisp dos desenhos, mas é a ideia de que é algo amorfo, tipo assim, é um monte de olho espalhado. E ele, ele é meio que uma sombra mesmo, porque essa página é toda preta. Então ele desenha ele como se fosse meio que um lobo, só que eu só desenho o serrilhado dele ali no meio.
E faz o total sentido aquele monte de olho numa parada meio de sombras, porque ele tem todo aquele incômodo, né, de não conseguir fazer as coisas com as pessoas olhando.
É, ele vira uma sombra, né?
Exatamente. E aí ele precisa se sentir invisível para conseguir fazer as paradas é bem, bem interessante.
E a parte pouco cruel ali desse lado que a Shirahama brinca com a inocência, ela fala, já que você precisa ser uma sombra, então você vai ser uma sombra, né? E aí é o que rola.
Falou do moleque, né? Mas que corpo de personagens maravilhoso que a obra tem, né, cara? A Coco é um personagem protagonista assim, eu brinco com a Anya isso, mas é a Coco também, ela é programada para você amar ela, né, velho? É um personagem literalmente amável e E aí você vai ter toda uma construção dos outros personagens em volta dela. A galera xinga muito a nossa Sasukezinha, né?
Ela faz uma ótima composição de personagem para o grupo e tudo mais, mas meu amigo, como dá ódio dessa garota!
É insuportável, né, mano? Ela melhora, eu juro que ela melhora, mas ela é insuportável no começo do mangá, cara.
Vai se tratar, garota! As outras meninas também são muito boas e a gente acaba vendo, né, infelizmente não tanto da menina do cabelo vermelho, mas a da Hit, que é do cabelo azul, a gente acaba vendo um pouco, né, da história dela, que é bem batido nesses últimos episódios, né. Eles batem bastante nesse passado dela e como ela gosta de fazer as coisas do jeito dela. Mas eu gostei realmente, o que o Lars falou, pô, o corpo de personagens é muito bom.
O Kifrey, para mim, ele é fora da curva, para mim baita personagem. Ele consegue te deixar super feliz por ele ter mestre das garotas, mas ao mesmo tempo você fica com na mão porque a qualquer momento ele pode esnafar, é, ele pode dar um snap. Aí ele te olha com a cara meio estranha e fala, ele vai me matar aqui.
Isso, pô. Sabe um personagem que eu adoro?
Tarta. Nossa, o Tarta, né, meu? Tarta, ele melhorou, ele é outro personagem que melhora muito, cara, muito, muito, muito.
E a parada dele ter um olho meio monocromático ali, né, só conseguir enxergar o cinza.
Moleque, isso tem toda uma narrativa futuro.
E o que é muito engraçado, né, porque no anime faz total sentido tudo, você consegue entender a complexidade da parada. No mangá tudo é preto e branco pra gente, né? Imagina ter que explicar isso, sabe, na narrativa do mangá.
Sim, verdade, verdade.
Eu acho que até tem um detalhezinho que ela coloca, tipo assim, ah, quando ela vai meio que fazer o ponto de vista dele, ela troca as cores, fica tudo meio branco. Mas assim, realmente algo que você só vai dar mais impacto no visual mesmo, no audiovisual, do que no mangá. Assim, ela tem os detalhezinhos, Mas acho que eu não lembro de ter tanto impacto igual teve no anime. Acho que ali fica mais nítido o que que é.
E no final de tudo, a Shirahama ainda teve tempo de montar o petzinho que vai ser vendido a Deus e a rodo.
Pô, esse aí também, o que vai vender de pelúcia desse, do, qual que foi o nome traduzido? Bicho Pincel?
É, acho que é alguma coisa assim.
Lagarta Pincel. É, o que vai, o que vai vender disso aí, se quiserem me dar, eu aceito também. Aceito, aceito fácil, tá? Lá ele mil vezes.
Aceita um pincel, irmão?
Não, pô, você tava falando de dar, e lá ele me vê. Quando a gente já tá falando sobre dar, largar pincel e vender pelúcia, entre outras coisas, é hora de ir para as considerações finais, né?
Bom 98% das coisas e ruim 2% delas vindo do anime, pelo menos. Mas apesar da gente ter batido um pouco no anime, no motivo das escolhas e tudo mais, eu sinto que como eu já comentei mais cedo, é um problema, ele só vai existir enquanto não lançar a próxima. A partir do momento que lançar a próxima temporada, se eles não cagarem de novo, as pessoas vão esquecer desse problema e ele vai ficar para trás no passado. Porque a qualidade de Witch Hat, para mim, ela vai ser— imagino que vai furar bolha, né? 3 episódios não foi o suficiente para furar bolha de um jeito absurdo.
Eu acredito que ela conseguiu alcançar bastante público fora fora do mundo dos animes, mas eu acredito que mais para frente, com mais coisa, cada vez mais gente vai vendo. Vai ser algo que vai ser construído, como foi a reputação de One Piece fora do Japão, por exemplo. A tendência é que só melhore, cara. Se um dia, eu acredito que um dia, se eles fizerem uma, como tá tendo muito essa onda de fazer filme de anime e tal, se eles fizerem um filme de anime de Witch Hat, ele vai levar muita galera para o cinema.
Isso não só no Japão, aqui no Brasil com certeza também vai muita galera, Estados Unidos, França, Europa no geral, né, que gosta bastante. Eu tenho certeza que eles têm a capacidade, muito pela construção que é feita no mangá e autora excelente nas escolhas que ela tem feito, tanto de design quanto de história. Enfim, chovendo molhado, mas Witch Hat, ele, não sei até se vocês sabem, mas eles Eles montaram o Big 3 de fantasia, né?
Da fantasia, a trindade.
É, acho que Dungeon Match, Witch Hat, 3 obras excelentes. Quem gosta dessa, dessa temática, uma good vibes, fantasia e tal, os 3 você pode se divertir bastante com eles. E Witch Hat, pô, para mim tem que dar nota, né? Tem que dar nota. Pode ser quebradaça?
Não, se tiver com 2 dígitos aí não, né, pô? Me ajuda aí. Aí, velho, 2 dígitos depois da vírgula aí quebra, né, pô?
9,756.
O cara tá achando que é nota de bateria de samba, mano.
É porque eu ia mandar um 9,8. Tá permitido?
Tá, 9,5. Vamos de 9,5, facilita a conta.
9,5. Então vamos de 9,5, vai. 9,5 só por causa do final da primeira temporada.
O Valente falou de fazer filme, essas coisas assim, né? Aí eu lembrei que a Xerarama deu uma entrevista E ela falou que algumas das principais, aí fica meio claro, né, que algumas das principais referências para ela eram as obras da Ghibli, né. Inclusive o diretor trabalhou em um deles, né, a gente comentou isso, ou foi em off, que é animator do Howl's Moving Castle. Isso, né, já tem ali uma pegada e tem uma pegadinha de tempo, né, de construção de Ghibli também.
Mas ela fala muito de Harry Potter, então fica aí a dica para galera que tá querendo comprar direitos autorais, que é o seu novo Harry Potter, Atelier of Witch Hat. É, então eu já quero um parque da Disney com ateliê.
Hora de fazer figa.
É verdade, existe um mundo aí onde vem um live action isso aí, tá?
Vixe, fácil! Existe, existe o mundo de parque de diversões disso aí, mano. Você não tá ligado ainda?
Com o tanto que não façam Netflixizado escrotamente, acho que tem esse mundo muito, muito belamente feito. A cara de Disney, né? Nossa Senhora, só que a Disney tá errando tudo recentemente. Então, cara de Disney bizarro. Bem, dito isso, o mangá é incrível, tá, gente? O mangá é incrível. Leiam o mangá. E eu acho que o anime, aonde que ele pode ir? Eu acho até que se fosse uma animação não comercial, que ela pudesse ser mais exploratória, que ela pudesse assim ir nos limites processuais do que tá sendo da animação, pudesse fazer algo muito diferente, acho que eles até tentariam, sabe?
Mas nós falando aqui de um anime comercial, de um dos mais esperados dos últimos anos, de um mangá que é sucesso ao redor do mundo, ganhador de prêmio. Os primeiros levels ganhou o Harvey nos Estados Unidos e foi indicado ao Angulo Emmy. Então, porra, assim, cara, é um mangazaço, históriaça, muito bem narrado, muito bem construído. A mulher tem controle de tudo e eu acho que na animação isso fica muito bem claro, muito bem desenvolvido, com o pesar do que a gente já comentou do final dessa temporada.
Então, cara, eu acho um trabalho audiovisual belíssimo. Já digo de adianto, não acho o melhor anime do ano. Para mim já tem animes melhores do que ele esse ano. Inclusive acabou de estrear um anime que eu acho que vai ser melhor que ele esse ano e que eu acho que explora mais essa perspectiva da animação. É um dos melhores do ano, é um dos animes mais esperados dos últimos anos, e é uma delícia acompanhar essa obra com esse corpo de personagens maravilhosos, com esse mundo que cada vez mais vai ser mais explorado, mais bem desenvolvido, e vai se tornar cada vez mais apaixonante.
A obra é incrível, mas ela não é perfeita, como o Bruno falou. Eu vou dar 9 porque eu acho que aonde que ela ia ganhar muita força para ser grande a primeira temporada, ela interrompe. E aí esse é o maior problema, sabe? Eu acho que não ter esse clímax, não ter esse esse ato final ali para obra, que ganha corpo muito pesado para o mangá. Acho que ali muita gente tá acompanhando, tá gostando, e a partir do final desse arco, galera fala, não, beleza, vamos, vamos dar com pau.
Eu acho que a partir dali, e aqui eu acho que é isso, seria o crime de você, por exemplo, sei lá, interromper o arco do Sanji ou o arco da Nami no meio, sabe? É algo assim, sabe?
O Witch Hat Atelier, ou Tom Gariboshi no como você queira chamar. É uma obra que eu tava muito tempo ansioso por ela, já tinha lido uma boa parte do mangá, comprei depois o mangá físico. É, para quem gosta de RPG de fantasia, é um prato muito, muito cheio, muito bem servido. Enfim, o anime que se tinha uma expectativa gigantesca em cima, para qualquer diretor que pegasse, ia ser uma bomba de fazer. E eu acho que o pessoal da Bug Film junto com aí o Watanabe conseguiu fazer muito bem.
Tipo assim, é uma obra, eu não vou dizer que eles criaram um novo Mas eu acho que eles acostumaram a gente mal, entendeu? Com o que tá aqui pra frente. Eu acho que a régua pra essa obra só vai ser pra cima daqui pra frente. Boa sorte aí, o Watanabe, porque se apressar— porque, cara, é uma obra muito bonita de se ver, é um universo que ele cria ali. Assim, eu tive a mesma sensação de quando eu vi Harry Potter pela primeira vez, assim, tipo, você tá vendo um mundo, um universo novo inteiro na sua frente.
E uma coisa que é muito legal, vocês comentaram, e que até não comentei no Oeste. E eu vi com a Comédia Igníssima, ela comentou assim, até falou: nossa, sobra ter um quê de Ghibli. E é verdade, tipo assim, ela tem esse quê do que fez muita gente se apaixonar pela animação japonesa, que essa questão de você saber tratar a fantasia leve, saber tratar uma inocência sem ser uma história forçada, uma história pesada, saber criar essa história.
Então isso acho que é uma habilidade muito ímpar da Shirahama, uma habilidade que se perdeu um pouco no tempo tempo e com ela voltou. E assim, eu torço muito para ela não quebrar essa história, porque assim, como a gente comentou, eu acho que a Bang Films é o primeiro passo. Eu acho, eu torço muito para ter um filme de Witch Hat, porque para mim, se tudo der certo, a gente pode estar vendo tipo uma próxima grande lenda assim das animações e tal.
Eu acho que ela tem um potencial muito grande para ser lembrada assim como Akira é lembrado até hoje assim. Então tipo, realmente eu acho que Witch Hat tem tudo tudo para ser a grande próxima obra. Então, dito tudo isso, enfim, vejam, leiam, comprem, porque vale muito a pena. É uma obra que, sério, gente, vale a pena colecionar. E aí vale o agradecimento aqui pela Panini. Tem um trabalho que eles tentam é de colocar uma contracapa, e a contracapa são todas belíssimas, cara.
É tudo lindo esse mangá. É, comprem o volume físico porque é muito bonito, vale a pena ter coleção. Acredito que é isso. De nota, eu também vou dar um 9,5.
Comprem o livro de colorir. O livro de colorir parece Artbook, mano.
É o artbook mesmo. Podiam vender o artbook, né, cara, no Brasil. Nossa, eu compraria fácil, cara.
O artbook é lindão, velho. Inclusive tem, quem quiser achar em inglês, tem aí no Brasil, tá ligado? Meio caro, mas tem como achar.
É por importação, né? Podia— Alô, Panini, ajuda nós! Mas enfim, eu vou dar 9,5 também. Acho que é uma nota muito justa assim. O meio realmente é pelo final. Acho que o final eles pecaram um pouco, porque para numa parte que se fosse um pouquinho mais para frente ia fechar com chave de ouro. Mas não tira a grandiosidade da obra, porque, cara, é uma obra muito linda e eu tô muito hypado pro ano que vem pra continuar vendo ela. Continuarei vendo semanalmente, sofrendo.
Foi música sério, belíssimas músicas, gente de peso. O ending é maravilhoso, vejam o ending. O ending é muito lindo. É uma música que foi feita tipo 100%, a própria mina que cantou nem era muito conhecida, destroçaram só pra essa obra. E tipo assim, é muito, muito pica todo o trabalho que eles fizeram musical nessa obra. Também. Bom, somando as nossas notas, né, um 9, um 9,5 e outro 9,5, arredondando também temos um 9,5, uma nota que fecha muito bem, faz jus a essa grande obra.
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5 pila, meu amigo.
Eu vou pedir no futuro um áudio da Yasmin para ela comentar como é que foi a experiência de ir no Anime Friends com patrocínio aí da MDA. Fica aí o convite, Yasmin. Mas enfim, galera, apoia a gente, conversa com a gente lá. Vira e mexe rola alguma promoçãozinha, algum sorteio, alguma coisa, e a gente sempre tava trocando ideia. E sempre muito obrigado a todos eles que nos apoiam: Alex Selinger, Bruno Rezende, Carlos Petrone, Guilherme Henrique, Guilherme Loures, Hugo Van Tuyl, Lucas Batista, Yasmin Gonçalves.
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