EP 75 - SHOT! É chafé? [é necessário voltar ao começo]
Neste episódio, o “chafé” vira ponto de partida para falar sobre qualidade, percepção e tudo o que a gente aprendeu — ou deixou de aprender — sobre café no Brasil. Café claro é café ruim? Arábica é sinônimo de qualidade? O que realmente significam as categorias de café que encontramos por aí?
O papo começo com uma troca de mensagens com minha mãe, Terezinha, via WhatsApp.
Um episódio para repensar o que sabemos sobre café, experimentar sem preconceitos e, claro, comemorar os 7 anos do Pura Caffeina.
☕️ Com patrocínio do ZUD Café.
- A percepção inicial do café especial e o termo 'chafé'café especial·chafé·qualidade do café
- Ressignificando o termo 'chafé' e a comparação com o cháchafé·chá·bebidas antigas
- A diferença entre café arábica e canéfora e a qualidadecafé arábica·café canéfora·café robusta·qualidade do café
- A evolução do conhecimento sobre café e a torra caseiratorra do café·café natural·qualidade do café
- A cultura do café no Brasil e a falta de conhecimento sobre qualidadeconsumo de café·café especial·cultura alimentar
- A classificação da ABIC para cafés no mercado brasileiroABIC·classificação de café·café especial
Oi mamãe, bom dia! E aí, tudo bem? Ô mãe, você lembra quando você provou café especial pela primeira vez? Alguma vez que eu levei, ou que você veio para São Paulo?
Faz muito tempo, né?
Eu não lembro a primeira vez.
Você lembra?
Ou no começo assim, o que que você achava do sabor? Você achava muito fraco?
Oi, filha, bom dia.
Tudo bem?
Tudo bem. Nossa, filha, assim, a primeira vez eu não lembro muito bem, mas eu achei bom todas as vezes. Não achei fraco nenhuma vez. Você fazia, era tão gostoso. Nunca foi fraco, eu nunca achei, tá? Pra mim sempre foi bom, tá bom? Legal, mãe.
Legal, né? Tão gostoso. É, eu lembro que você falava que gostava porque não precisava pôr açúcar, porque não era muito amargo. E aí eu tô fazendo um roteiro aqui do meu podcast. Eu preciso dar um jeito de você ouvir, né, mãe? Porque você nunca ouviu e ia ser uma boa companhia enquanto eu não tô aí. Podcast é igual, lembra quando eu era criança que você ouvia a carta do dia no helicorreia enquanto você ia fazendo as suas coisas, arrumando a casa.
Eu lembro que eu ouvia junto. É a mesma coisa, é um jeito de fazer companhia para as pessoas enquanto a pessoa tá dirigindo, indo para o trabalho no ônibus, no trem, lavando louça, fazendo faxina, ou só fazendo um cafezinho para tomar também. E aí eu tô aqui escrevendo o roteiro e esse o tema eu quero falar sobre a qualidade dos cafés, né? E tem gente que quando prova o café especial, olha já a cor e fala, ah, isso daí é chafé. Aí eu quero falar sobre isso.
Sim, filha, a cor a gente achava assim, nossa, né? Quando você vê a primeira vez, você acha que não vai ser legal, né? Só que depois você começa a usar, aí você vê que é bom e que é gostoso. Né? E que não tem nada a ver com a cor. Mas eu amei desde o começo. Trabalhei na— colhi muito café, plantei, ajudei a cuidar, cultivar, né? Mas a gente no sítio não sabia. Naquela época, as pessoas não sabiam assim as torras. A gente torrava em casa, mas torrava muito.
Ele não ficava, não deixava ficar marrom. Ficava preto porque torrava muito. Aí fica aquele café amargo, né? Era café natural, né? Mas era amargo. Então era puro os grãos, né, que a gente torrava, a gente moía no moinho à mão, mas a gente não sabia essa coisa da torrada, da torrefação, né? Então, mas faz toda a diferença isso, né? Colher, separar, né? Do jeito que colhia, limpava e moía sem separar, sem— não tinha aquela qualidade, né, que tem o café que você fala, o café que você promove, né, que a gente já conhece.
O pouco que eu conheço, né? Tá bom, espero ter ajudado. Ah, então gostaria. Eu fico ouvindo as coisas do Instagram seu que já passou. Tem dia que eu coloco só para ficar ouvindo você falar, que eu gosto, para matar a saudade um pouco. Aí é tão bom, né? Tá bom, meu amor. Beijo, te amo, tá? Tchau, tchau, fica com Deus, um bom trabalho, viu? Tchau, tchau.
Pura Cafeína, o podcast que traduz o mundo do café para quem quer ir além da primeira xícara.
Salve, salve!
Eu sou Eu sou a Gi Coutinho e este é o Pura Cafeína. Passa um café porque a conversa já tá começando. Oi, gente! Olha só quem tá de volta na casa. Sim, podcast Pura Cafeína voltou pra alegria de quem quer uma companhia pra tomar café, né? E ó, cheguei com o pé na porta porque hoje eu vou chegar aqui como? Defendendo uma palavra que normalmente é usada como ofensa pra quem ama café especial. Sim, eu amo, você ama, e a palavra é: chafé.
Sério, eu vou falar sobre chafé. Pra falar sobre qualidade de café que temos no nosso país, na nossa rotina, no nosso dia a dia, eu vou pegar o chafé como gancho, entendeu? Vocês vão entender, calma que vocês vão entender. Aquele comentário clássico que aparece toda vez que alguém prepara um café especial filtrado, aquele café que vem clarinho, transparente, delicado, às vezes até com uma cor que lembra um chá preto, um rooibos.
Já ouviu falar em rooibos, gente? Rooibos nem chá é, tá? É um arbusto africano que você prepara uma infusão ali E ele resulta numa bebida com tons avermelhados, meio marrom. Uma bebida maravilhosa, sério, você tem que provar. E sempre que você prepara ali um café filtrado com esses tons de cores, alguém já chega e fala: isso aí não é café. Ou então: ah, isso é chafé, né? Sabe de uma coisa? Eu já não me incomodo nem um pouco mais com essa comparação, sério.
Você pode estar estranhando, mas você vai me entender. Eu já me incomodei muito e hoje eu vim espalhar o quê? A palavra da pura cafeína. Na verdade, gente, eu comecei a refletir sobre essa comparação de um jeito mais interessante, digamos, querendo virar o jogo e valorizar o café ainda mais. Esse café mais claro, quando ele é bem preparado, por que não usar o chá como exemplo, porque chá não é uma bebida inferior, muito pelo contrário, né?
Bora celebrar o chá! O chá é uma das bebidas mais antigas da humanidade, tem tradição, tem terroir, método de preparo, tem até campeonato de chá pelo mundo, tá? Famílias produtoras, assim como no café, existem rituais milenares. Eu morro de vontade de fazer inclusive um curso sobre chá que tem na USP. Não sei se ainda existe esse curso, se você souber já me manda aí uma mensagem, porque eu sou doida para fazer esse curso e estudar mais sobre chá.
Ó, basta olhar para países como China, Japão, Índia, Taiwan para entender a importância cultural e econômica que o chá tem para esses lugares. Então, sinceramente, né, comparar um café a um chá não chega a ser um insulto, gente. Vamos olhar por esse lado. Embora possa atingir nossos corações cafeinados como algo pejorativo, eu sei, eu sei, eu já fiquei fiquei chateada com isso. O problema começa quando a gente usa essa palavra chafé para dizer que aquele café não presta.
Tem vários contextos, né, gente? Para estudar café especial e consumo, eu precisei estudar um pouco sim sobre comunicação não violenta nos últimos anos. Para quem lá atrás ouviu aquele episódio sobre atendimento ao cliente, sabe do que eu tô falando. Né, comunicação não violenta. Porque sem perceber, a gente cresceu acreditando que café bom era café escuro, muito escuro, quase preto. Café preto, amargo, daquele que faz a boca contrair no primeiro gole, a testa mexer, e deixa aquele gosto amargo na boca por vários minutos.
E aí, fala a verdade, sentiu o fel aí agora? Pois é, se não fizer uma careta, parece que nem café é. E esse café ainda é carinhosamente chamado de café preto por algumas pessoas. O contraponto disso tudo, algo claro, parecido com chá, chafé. Pegaram aí a minha brincadeira? Mas quem foi que ensinou tudo isso pra gente? Esses dias eu fiquei pensando nisso e de um jeito mais profundo e percebi uma coisa bem curiosa, né? A gente aprende muito sobre comida ao longo da vida, desde a introdução alimentar, a textura dos alimentos.
E hoje tem gente que sabe escolher azeite, a variedade ali, né, da azeitona que foi feito aquele azeite, de onde vem o azeite. Existe até concurso de azeite por aí, mundo afora. Tem gente que fala muito bem sobre fermentação natural do pão, ou que apenas consome pães de fermentação natural porque sabe que é mais saudável, é mais gostoso. Eu amo. Conhece chocolate 60%, 70%, discute vinho, discute cerveja artesanal, o que ajuda a Serra da Canastra, o mel da abelha nativa, abelha sem ferrão.
Mas quando o assunto é café, que provavelmente é o alimento que mais aparece na mesa dessa pessoa, a maioria nunca aprendeu absolutamente nada. E eu não tô dizendo isso para julgar ninguém não, tá? Eu mesma soube da existência de cafés especiais lá por 2008, 2009, quando como jornalista eu fui trabalhar com isso, exatamente com isso, e passei a estudar café especial. Muito pelo contrário, eu acho que isso aconteceu porque durante décadas o café foi tratado apenas como combustível.
A bebida que acorda, a bebida que acompanha o pão na chapa, o cafezinho da firma do cantinho da fofoca, o café do posto de gasolina, o café da garrafa térmica da casa da tia, da casa da avó, ou aquele café servido no copinho de plástico bem pequenininho no final daquele buffet que você passa para comer na hora do almoço, sabe? Pois é, a bebida que temos em abundância no Brasil. A gente bebe café todos os dias, a maioria da população brasileira, mas quase nunca a gente conversa sobre café.
E talvez seja justamente por isso que exista tanto estranhamento quando alguém experimenta um café diferente, uma bebida mais clara, por exemplo. Acho que o café, ele virou um assunto muito falado nos últimos tempos por conta de uma tendência que eu amo. Uma tendência que valoriza o café como um ritual, um lazer. O sair pra tomar um café do jeito que eu não tenho aquele café em casa, sabe? Aquele latte, aquele latte com caramelo.
Ou até quando não é café, né? Aquela saidinha pra tomar um matcha com leite, com desenho de latte art em cima. E por aí vai. Eu amo essa história de café como ritual. Tem um dado, gente, que sempre me impressiona. Porque a gente é o país do café, entendeu? Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café, a ABIC. O Brasil consumiu mais de 21 milhões de sacas de café no mercado interno no último ano. Isso significa bilhões de xícaras servidas anualmente.
Delícia, né? Um bálsamo para os meus ouvidos. Nós somos o maior produtor de café do mundo e o segundo maior consumidor do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos. É muito café, é muito leite com café, bebidas com café. Só que existe uma curiosidade escondida nesse número, uma triste realidade, tá ali, crins dourados tomadores de café especial como eu? Isso aqui é problema nosso sim, ó. A maior parte desse consumo acontece com cafés de categoria de qualidade extra forte e tradicional no Brasil.
Ou seja, embora o café especial tenha crescido muito na última década, ele ainda representa uma fatia pequena do mercado. Eu falei pequena? Pera aí que eu acho que eu devo falar minúscula, uma nanopartícula. Dependendo da metodologia usada, estima-se que apenas algo entre 5% e 10% da produção brasileira seja realmente composta por cafés especiais. Ou seja, migles, se você é esculto por a cafeína, frequenta cafeterias e compra café de pequenas torrefações, médias torrefações, existe uma boa chance de você viver numa bolha.
Mas, amigas, tranquilidade, tá? Tô com vocês, a gente vive na mesma bolha. Então é isso, tô aqui para te fazer companhia. Aliás, a maioria dos brasileiros não toma esse café, fora Dona Terezinha e seu Anésio, né? Um beijo, mãe e pai. É bom reforçar que os meus pais amam café especial, mas, ó, também consomem de outras qualidades, seja em casa, seja na casa dos amigos. E se a gente passa por cima dessa cultura geral do café de outras qualidades, a gente nem chega no café especial.
Ó, vamos lá, já que a gente tá falando de qualidade, deixa eu aproveitar para desfazer uma história que eu ouço com muita frequência. Tem gente que acha que café arábica é sinônimo de qualidade, sinônimo de café especial. E que Conilon ou Robusta é sinônimo de café ruim. Não é. Ouça a palavra da Pura Cafeína: Arábica e Canéfora são espécies diferentes de café. A origem dessas duas espécies é África. As duas espécies são cultivadas no Brasil porque tem país que só cultiva Arábica, como a Colômbia, por exemplo.
Tem país que só cultiva café Canéfora, como Vietnã, por exemplo. Existe café Canéfora excelente. Existe café arábica excelente e arábica cheio de defeito. Existe também robusta e Conilon de altíssima qualidade, produzido com tanto cuidado, que vem conquistando espaço em concursos, cafeterias, no mercado de cafés especiais, na minha xícara de café. E também vai existir aí Conilons e robustas de baixa qualidade. Então, quando você ouvir alguém dizer esse café 100% arábica, saiba que essa informação diz qual é a espécie da planta.
Ela não garante sozinha que aquele café seja melhor, entendeu? Anota aí, amizade: um café especial pode ser tanto da espécie arábica quanto da espécie canéfora, grupo ao qual pertence Conilon e Robusta. E isso não é um problema. Informação sobre o que consumimos é solução e não problema. Agora sim, bora falar sobre os cafés que temos ao nosso alcance no Brasil. Quem gosta de MC daí vai lembrar daquela música que eu já citei aqui, já citei no Instagram, eu acho, algumas vezes.
Aliás, gente, acho que eu vou tatuar essa frase porque Essa música, ela diz muito sobre muita coisa para mim. Na real, é a introdução da mixtape que marcou minha vida. O som tem essa frase, abre aspas: é necessário voltar ao começo, fecha aspas. Ó, pera aí, vai, deixa eu ler esse trecho. Eu acho importante, eu acho que tem tudo a ver com esse momento aqui do podcast e também sobre café. Que é necessário voltar ao começo. Quando os caminhos se confundem, é necessário voltar ao começo.
Não sabe para onde ir? Tem que voltar para o começo. Para não perder o rumo, não pode esquecer do começo. E agora, gente, vocês vão entender por que que eu citei isso. Esse podcast acaba de completar, entre pausas necessárias para minha saúde, 7 anos agora em agosto de 2026. O segundo episódio, episódio número 2, foi sobre comprar café pela qualidade, não pela marca. Acontece, gente, que café é vida, café é movimento, e café é sobre mudanças eternas.
E muita informação foi atualizada desde então, foi alterada de lá para cá nesses 7 anos. Informações sobre qualidade de café, sobre arábica, sobre canéfora. Então eu tô trazendo aí para vocês coisas novas. Então bora de informação importante para te ajudar o quê? A escolher café com mais qualidade, também te ajudar de um jeito simples a explicar com responsabilidade sobre esse tema quando você vai falar com alguém, alguém que tá começando a tomar café especial.
Então esse episódio ele não é só para quem tá começando, é para quem já toma café especial, mas esqueceu que às vezes é necessário voltar ao começo, né? A ABIC, que eu já citei aí, Associação Brasileira da Indústria do Café, que é uma instituição bem importante, faz uma classificação e coloca uns selinhos nos cafés ali que estão no supermercado. Eles criaram, essa associação criou uma classificação há décadas que funciona como uma escadinha muito legal para aprender sobre o que temos nos supermercados brasileiros.
Então ali você vai encontrar café com selo bem pequenininho, mas que tá escrito lá extra forte ou tradicional ou superior ou gourmet, ou hoje em dia também o especial. Naquela época do segundo episódio, a gente ainda não tinha o selo da BIC de café especial. Agora a gente tem. Isso tudo é sobre qualidade do café em grão ou moído que tá lá na gôndola do supermercado. A BIC gosta de chamar isso de estilos diferentes de café. Mas saiba, isso é sobre qualidade, tá?
De forma geral, à medida que a gente sobe esses degraus dessa escadinha aí, aumentam os atributos positivos da bebida e diminuem os defeitos. Mas o café especial ainda pode ser dividido em dois mundos, tá? Que eu vou explicar para vocês. O especial que você encontra no supermercado que vem muitas vezes de grandes indústrias ou de marcas menores, mas que tem ali um jeito, uma logística que consegue abastecer supermercados, né, de volume.
E esse café especial do supermercado, ele ajuda a democratizar o acesso, mostrar para aquele consumidor que existe essa qualidade toda. E o especial muito fresco, a gente vai encontrar onde? Em cafeterias, em torrefações, em clubes de assinatura, Nutripura, em lojas online que tem ali um volume menor de café do que essa indústria que abastece supermercado.
E uma cafeteria com café sempre fresco, de diversas torrefações diferentes, é o Zuca de Café, um lugar aconchegante que eu adoro e que é uma ótima dica para quem está em São Paulo e quer tomar café especial, comprar ou café moído na hora. O Zuud fica na Vila Buarque, na Rua Barão de Tatuí 377. Essa região, ela virou um verdadeiro reduto de cafeterias especializadas, e o Zuud tá por ali desde 2018 fazendo parte dessa cena de cafeterias de São Paulo.
O mais legal, gente, é que além de comida boa e café especial, ali tem afeto, e tem muita arte. Por lá acontecem encontros literários, exposições e uma série de iniciativas ligadas à cultura. Inclusive, para quem acompanha o podcast Pure Cafeína há bastante tempo, deve se lembrar que teve um episódio gravado dentro da cafeteria. Então fica a dica: se você estiver pela Vila Buarque, passe no Zuca Café para tomar aquele cafezão especial fresquinho e levar café especial para casa. Muito obrigada, Azudi, por bancar o nosso café neste episódio.
Então, quanto mais fresco for esse café especial, a experiência será muito mais aromática, mais complexa, porque café é alimento e vai perdendo parte desses aromas com o passar do tempo. É tipo uma garrafa de vinho aberta, sabe? É que a maioria das pessoas, gente, nunca teve oportunidade de provar um café fresco. Nunca aprendeu por que um café pode ser mais doce do que o outro? Nunca ouviu falar em data de torra? Nunca soube que café tem safra, que café envelhece e que duas embalagens escritas especial podem entregar experiências sensoriais completamente diferentes na xícara?
Um pode lembrar fruta, o outro chocolate, e por aí vai. E aí, quando finalmente experimenta um café mais delicado, filtrado num papel, por exemplo, que vai tirar muitos resíduos, vai deixar aquela bebida limpa, a reação é imediata, se for negativa: isso parece chafé. Mas e se a gente induzir essa pessoa e dizer Experimenta, é suave, é saboroso, lembra até um chá. Esse é meu truque do momento e eu adorei compartilhar esse pensamento com vocês.
Bora ressignificar a palavra chafé? Eu vou ficar por aqui, tá? Depois você me conta se foi útil para você entender sobre as categorias de café existentes no supermercado no Brasil e também me conta se alguém já chamou seu café de chafé. E o que que você pensa sobre isso? O que que você pensa sobre esse episódio de comunicação não violenta sobre chá-fé? É uma brincadeira, mas eu acho que a gente tem tanto para aprender sobre café, né?
E, gente, são 7 anos de podcast Pura Cafeína, inspirada sempre nesse rap do Emicida que eu relembrei aqui, citei para vocês. Imagina só também Quantos cafés incríveis eu tomei em 7 anos! Quantos cafés ruins também. Abafo o caso. Leandro Roque de Oliveira tem razão e sempre soube. O mar é imenso e vários tão emocionados só com a brisa. Eu explico essa frase. Se você conheceu o Café Especial agora, eu, pelo menos, me sinto ainda, gente, só na brisa.
Eu que já tomo Café Especial há tanto tempo. Eu sinto assim, um mundo de sabores que eu ainda posso e que eu ainda quero encontrar para provar. Todo dia eu me surpreendo com cafés do mundo e principalmente com cafés especiais produzidos nas mais de 35 regiões produtoras do Brasil. Então se liberte de qualquer regra, de amarras, vai tomar um café diferente, prova, prova coisas diferentes na rua, na cafeteria, compre coisas diferentes, divirta-se.
Esquece um pouco esses vídeos mirabolantes do Instagram de preparo de café com equipamentos caros, com uma água lá da Noruega que nem é a água que você tá usando para preparar seu café. Não julgue o café do coleguinha, nem a receita da barista da cafeteria. Apenas aprecie sem moderação os cafés incríveis que a gente tem Brasil afora. Até o próximo episódio! E, ó, não deixa de compartilhar a palavra cafeinada por aí, hein? Sim, isso daqui é um esquema de pirâmide. Beijos e até o próximo episódio. Track Cheio Produções, aumenta o som!
ZUD Café