O Brasil Pode Ter Encontrado Suas Próximas Grandes Uvas #211
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- Uvas Piwi no BrasilUva Sorelle · Universidade de Udine · Vinícola Bortolini · Resistência a doenças · Cultivo sustentável
- Uva Marselan no BrasilOpinião de Galvão · Denominação de Origem Vale dos Vinhedos · Vinícola Mondadori · Safra 2024 · Estágio em barrica
- Vinho brasileiro ouro MoscatelAnálise visual · Análise olfativa · Análise gustativa · Harmonização · Produção artesanal
- Características da Munich WineAnálise visual · Análise olfativa · Análise gustativa · Harmonização
- Festival Vinhos de BicicletaClube de Assinaturas · Vinhos brasileiros com desconto · Kit de vinhos diferentões · História de Nina Campos
Hoje a gente vai conversar sobre duas uvas que provavelmente vão ser grandes destaques da vitivinicultura brasileira nos próximos anos ou até nas próximas décadas. E se você ainda não conhece, deveria conhecer porque os vinhos são bem bacanas. Bora lá!
Já quero começar esse episódio com notícia boa, porque todo esse mês a gente vai fazer conteúdos sobre vinho brasileiro. Então, para quem curte, é isso aí, a notícia é boa. Todos os vinhos do Brasil estarão com desconto no site da Vinhos de Bicicleta. A gente colocou vinho brasileiro nas seleções do clube. E para começar o papo, eu trouxe duas uvas muito especiais para esse primeiro episódio.
Porque uma delas já até tem certa fama, mas a outra é muito inovadora, muito autêntica. E acho que muita gente aí nunca ouviu falar sobre ela, que é a Sorelle. Então é o seguinte, vamos começar falando sobre esse vinho aqui. Ele é produzido por uma vinícola artesanal chamada Bortolini, a Cienda Agrícola Bortolini.
lá no terroir Nomi. O terroir já é diferentão, né? Que fica ali na região do noroeste e das missões dentro do Rio Grande do Sul. Só que é o seguinte, essa uva, ela não é brasileira, ela não foi criada aqui. Ela foi criada no início dos anos 2000, lá na Itália, na Universidade de Udine. Essas uvas não são artificiais do ponto de vista químico.
Os cientistas, os estudantes, pesquisadores dessa universidade, eles foram combinando, cruzando variedades que já existiam.
só que tentando dar uma selecionada naquelas uvas que tinham um perfil aromático de qualidade, então o vinho vai ser bom, porque essas uvas já foram pensadas nessa característica de complexidade de aromas, até de sabores, mas que também tivessem uma maior resistência contra doenças do campo. Na prática, o que isso vai representar?
O que vai mudar de uma uva mais tradicional que a gente já conhece para essas uvas que são chamadas de piwi, esse grupo de uvas. Depois, se você quiser dar uma pesquisada, é piwi. Então, vamos lá. Enquanto uma uva tradicional pode receber ali num período específico de tempo sem aplicações de produtos sintéticos para se proteger de doenças,
Uma uva piwi vai receber no mesmo período 10 aplicações, ou seja, 10 vezes menos. Isso vai caracterizar um cultivo muito mais limpo, um cultivo mais sustentável, onde o produtor pode investir em adubagem, em irrigação, mas não ter que se preocupar tanto com o investimento.
justamente em produto sintético. Mas vamos ver então quais são as características. Eu mesmo conheço muito pouco sobre essas uvas Peewee. Eu acho que até foi a primeira vez na vida que eu estou provando a Sorelle, que é essa uva aqui específica que eu trouxe para a gente provar hoje. E aqui já entrando um pouquinho mais na ficha técnica do vinho.
Esse daqui é bem jovem, da safra 2025, como eu disse antes, é do Bortolini, a cena da agrícola Bortolini, e esse vinho aqui tem 13,1% de teor alcoólico, não é um álcool baixo considerando vinhos brancos, é um álcool médio alto, normalmente vinho branco fica em 12,5% para baixo, 12, 12,5%, esse aqui tem 13,1% e é isso. Agora vamos para a prova dele, vamos começar fazendo análise visual.
Bom, pela cor, ele é bem normal. Ele é um vinho amarelo pálido com reflexos levemente dourados, talvez. Eu acho que até estão um pouquinho esverdeados ainda.
Mas assim, uma coloração lembrando vinhos da uva Chardonnay, por exemplo. Agora vamos para o que interessa, mesmo que são as características de aromas. Vamos ver se o pessoal da Universidade de Udine acertou nessas qualidades aromáticas que eles buscaram. Vamos lá. Nossa, complexo, delícia, assim. Bem cheio de características aromáticas mesmo, né?
Eu sinto aqui uma mistura de frutas tropicais e frutas cítricas, mas elas não estão super maduras.
Dá para sentir também nuance de flor de laranjeira, lírio, um toque floral mesmo. Eu diria até que ele traz aromas mais tradicionais, aromas que a gente já reconhece em outras uvas, como chardonnay, uvas internacionais que a gente está habituado a consumir. Agora vamos para o paladar. Bom...
Muito bom. Delicado pra caramba. Super elegante. Realmente as frutas cítricas nos sabores também têm um certo destaque. A mineralidade também. É um vinho realmente refrescante. Acidez boa, né? Uma média alta. E o final de boca é médio-alto também. Principalmente considerando...
o fato de ser um vinho branco. Até com relação à harmonização, eu iria aqui para a culinária japonesa, uma salada, algo mais leve mesmo, ou queijos com baixa intensidade. Então, tem que ser uma comidinha ali realmente mais leve, tá? Para acompanhar o perfil do vinho.
Bem interessante. E até já quero deixar a dica que esse vinho, o próximo que a gente vai apresentar aqui no conteúdo de hoje e mais alguns que eu vou falar aqui ao longo do mês, eles estão num kit de vinhos diferentões que a gente montou pra vocês com preço promocional no site da Vinhos de Bicicleta. Eu vou deixar o link aqui pra vocês.
E assim, como eu disse antes, todos os vinhos brasileiros estão com desconto. Então se você curte descobrir coisas novas, como a Sorelle, por exemplo, vale a pena você dar uma conferida lá no site e vir aqui em agosto, que tem o nosso festival Vinhos de Bicicleta.
A gente tem mais de 40 produtores colocando vinhos com esse perfil aqui para você provar de graça dentro do festival. Você compra o seu convite, ganha a sua taça e vai provar. Tem mais de 400 rótulos para a prova. Eu acho difícil você conseguir provar tudo, inclusive. Mas tem muito vinho a diferentão porque esse é o nosso perfil. Então a gente vai selecionando as vinícolas importadoras de vinhos que trazem...
essas coisas diferentes, que fogem do lugar comum. Vou deixar também aí no link todos os detalhes para você saber do evento. Então vem com a gente no mês de agosto aqui na cidade de São José dos Campos, no maior shopping aqui da região, na área de eventos deles. Beleza? Agora vamos para o próximo link.
E agora a gente chega em outra uva que já é um xodó aqui do canal Vinhos de Bicicleta. Eu já fiz conteúdo dedicado exclusivamente a ela, só que era outro vinho que eu trouxe para a gente provar. E quanto mais eu converso com o produtor brasileiro, mais a galera fala, realmente, Rodrigo, essa uva aí vai ser o futuro da vitivinicultura brasileira. Eu diria até...
Quando eu entrevistei o Galvão aqui no canal, ele falou que, na opinião dele, a Merlot deveria ser nossa rainha das uvas tintas. E ela, de certa forma, até já é lá na Serra Gaúcha, né? A uva principal da denominação de origem Vale dos Vinhedos, né? Mas eu acho, desculpa aí, Galvão, que a Marcelã...
ter um futuro brilhante no nosso país. Esse aqui estagiou seis meses em barricas de carvalho francês e americano, e a vinícola é a Mondador, já falei sobre ela aqui algumas vezes no canal, e ele é lançamento, tá? Nunca tinha sido feito antes. Safra 2024. Então eles estão lançando, até foi uma boa safra pro Rio Grande do Sul.
Foi uma safra que as uvas conseguiram amadurecer bem. Esse aqui ficou com 13,5% de álcool. Para o Rio Grande do Sul, também é uma média mais alta, porque em safras chuvosas, eles não conseguem amadurecer tão bem as uvas e o álcool fica mais baixo. Então 13,5% é um bom sinal. O que mais que tem aqui? Eu acho que é isso. Esses são os pontos principais. Agora vamos direto para fazer a análise de cor e prova desse vinho, porque eu estou ansioso para provar esse lançamento.
Vamos lá. Bom, um rubi de média profundidade para alta, um médio-alto, aqui eu quase não enxergo o meu dedo atrás da taça. A safra dele ainda é uma safra mais jovem, então os alos continuam violaços, até puxando ainda para o rubi mesmo. Não temos um vinho ainda evoluído de cor, o que é absolutamente normal. Mas agora vamos para o que interessa, vamos fazer a análise olfativa desse vinho.
Porque promete. Já estou sentindo um aroma bom aqui. Vamos lá. Nossa. Eu adoro, cara. Quando vim é bem feito, dá gosto. Muito bom. E é jovem ainda, hein? Acho que vai evoluir muito em garrafa. Mas dá para a gente sentir aqui.
De cara, fruta negra madura, amora, cassis, um estágio bem maduro, quase chegando numa fruta em compota. A gente também sente as especiarias doces, canela, um anis estrelado, assim, isso tá bem marcado junto com as frutas negras maduras.
E uma influência mais ligada ao estágio em barrica de carvalho seria aqui chocolate, chocolate amargo, uma tosta, que lembra um pouquinho de defumação, e café. É isso. Isso é o que esse vinho traz para a gente aqui. Muito bacana, viu? Ainda mais, poxa, safra 2024. Legal. Trabalho bem feito da Mundo Adore. Vamos ver agora no paladar.
É por isso que eu adoro essa uva, cara. É por isso. Olha a maciez desse vinho. Dificilmente um Cabernet Sauvignon brasileiro da Safra 2024 iria estar com essa maciez de boca. Mas dificilmente.
esse vinho, apesar de ter uma boa concentração de taninos, que ele tem de fato a gente sente aqui, tanto que pra harmonização você já pode pensar numa carne, numa massa, né? Algo um pouquinho mais encorpado, mais estruturado o tanino tá muito macio, tá muito aveludado isso é um trabalho de enologia muito bem feito aliado à característica de maciez dessa uva, né? Da Marcelã o final de boca é prolongado e a gente sente———
Muito de tudo que eu analisei no olfato, a gente sente aqui no paladar como presença de sabor e persistência mesmo. É a fruta negra, é o chocolate, é o café. Uma delícia de vinho. E pede comida mesmo, sabe? E as CDs dele, vamos ver. Hum.
Causa bastante salivação ainda, um vinho refrescante, para equilibrar todo esse tanino, para equilibrar essa estrutura. Eu diria que ele é um corpo médio-alto. Então, a acidez vem para trazer esse balanceamento no paladar. Impecável, impecável. Parabéns para a Mão da Dor e um lançamento que eu espero que faça muito sucesso. Eu acho até que, pelo que eu escrevi aqui...
A produção dele é baixa, né? É uma produção um pouquinho mais artesanal, de pequenas quantidades, pequenos volumes, e eu tenho certeza que vai muito bem. A Munda Doire vai ter que depois, nas safras seguintes, aumentar essa produção, mas aí é problema deles.
Então é isso, galera. Duas uvas, o que vocês acharam dessas uvas? Vocês já conheciam as duas? A Sorelle, a Marcelin? Quem já provou, coloca aí nos comentários. Me diz o que vocês acham delas. Me diz se vocês acreditam em mim, se vocês acham que elas serão grandes destaques do futuro. E se tem outras uvas que vocês também imaginam que serão destaque aqui no Brasil, tá? Coloca aí nos comentários, não esquece do like. E se você ainda não é inscrito no canal Vinhos de Bicicleta, pô, tá demorando, né?
Se inscreve aí, porque toda semana a gente tem conteúdo novo pra vocês. Beleza? Se você curte vinho, você vai se sentir muito em casa por aqui. Tchips! Valeu! Ah, vou deixar aí no card o vídeo que eu gravei sobre a Marcelã. O outro vídeo. Confere lá que você vai curtir também.