Episódios de Turismo de lés a lés

Viagem pelos teatros de Portugal

01 de maio de 20265min
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Cristina Siza Vieira termina a viagem pelos teatros em Portugal, referindo o Teatro Rivoli no Porto, o Teatro Circo em Braga, o Teatro Romano em Lisboa, o Teatro de Dança no Lumiar encerrado para obras e a rede de cooperação entre cidades e regiões.

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Participantes neste episódio1
C

Cristina Siza Vieira

ConvidadoEspecialista em turismo
Assuntos2
  • TeatroTeatro Rivoli no Porto · Teatro Circo em Braga · Teatro Romano em Lisboa · Museu Nacional do Teatro e da Dança no Lumiar · Arte em Rede (EGEAC)
  • Turismo em RoraimaTeatro como promoção turística · Turismo cultural em Lisboa · Rede de cooperação entre cidades
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Turismo de Lés a Lés, com Cristina Cisavieira. É tão bom recebermos a maior especialista em turismo do nosso país, Cristina Cisavieira. E ao longo das últimas semanas temos olhado para os edifícios, as produções, os grandes espetáculos. O teatro também pode ser uma forma de promoção do nosso turismo, chamado turismo caseiro. E não só, porque há muita gente que vem a Portugal, que chega ali ao Rocio e diz que edifício é aquele.

aquilo é um teatro e as pessoas vão visitar vão ver como é a última paragem foi em Évora e hoje vai-me levar para Braga vamos andar por aí sim atenção, escapou-nos um que temos que depois não vá ofendermos algumas almas do Porto faltou-nos o Rivoli

que continua a ser uma grande sala de espetáculos. Ali agrega vários espaços, não é? E o Campo Alegre. E, embora já um edifício do século XX, tem hoje uma programação bastante interessante, até porque tem parcerias com companhias nacionais e internacionais. Mas não tem uma companhia fixa de tiapra? Parece que não, porque aqui realmente é um espaço multiuso e, de facto, também muita música, etc. Pronto. Nós, de facto, temos esta...

Eu acho que faz parte, de facto, da cultura de um povo. O teatro, e nós temos teatros em todo o país, este passamos no Garcia de Resende, e este, de facto, o teatro-circo é um ícone. Eu acho que é um ícone cultural de Braga. É um edifício muito interessante. Também começou com uma ópera, estreou em 1915 com uma opreta, aliás.

e, de facto, embora sendo do século XX, tem ali uma arquitetura de viva lista, mas já multifuncional, já permite, de facto, acomodar espetáculos e, há pouco tempo, foi objeto de recuperação e voltou, de facto, a ganhar um brilho muito específico na cidade de Braga.

Há uma coisa que eu acho que nos esquecemos de falar quando andámos por Lisboa, é que, de facto, o teatro romano nasceu em Lisboa há dois mil anos, de facto. Não era um palco convencional, mas no domínio romano, o Runei, então, o Lissipo. E eu acho que, no outro dia, tupei com isto e disse, olha, mas não falámos nisto. Realmente houve um teatro.

que foi remodelado depois na época do imperador Nero, que foi só descoberto no século XVIII, escavado sistematicamente a partir dos anos 60. Exatamente. Nós falamos isto no primeiro edição. Falámos no Castelo São Jorge. Então, olha, já me passou. É porque, entretanto, hoje... Porque é que isto também veio? Porque integra realmente um museu de Lisboa, onde parte das bancadas ainda são visitáveis. E, portanto... Sabe quando se começa a escavar alguma coisa? Vai-se encontrar.

sempre Lisboa enfim o que é que também era importante dar nota neste momento temos encerrado para Ovas o Museu Nacional do Teatro e da Dança eu sinceramente espero que quando reabra nasça uma nova centralidade de Lisboa já temos falado muito nisto nós temos

património e pretexto para visitar outras zonas de Lisboa, precisamos de ter transportes adequados até lá, ter promoção adequada. É até de nomear, não é? É. E, de facto, os edifícios são muito interessantes, os jardins de Correio Moro são muito, muito bonitos e, de facto, acho que valia a pena criar-se um pretexto para irmos.

até lá. Acho que, de facto, é pena centralizarmos tudo muito na Baixa, nos Jerónimos, etc., quando temos património por outras partes da nossa cidade. Acho que as coleções do museu são muito engraçadas, vale a pena ver, são úteis para o conhecimento do teatro e da nossa identidade. Têm trajos de cena, fotografias, postais ilustrados.

e depois além disso temos trajos que foram desenhados por grandes artistas como a Paula Rego e o Almada Negreiros adreços usados pela Amália desenhos do Cesarini e do Calapês acho que vale mesmo muito do Colombano as esculturas do Colombano

acho que vale mesmo muito, muito a pena. Neste momento, realmente, é na Estrada do Lumiar, temos metro e autocarro, mas eu confesso que acho muito inóspita a visita, tal como vinha sendo feita. Espero que quando abrir se dê, de facto, ali uma outra centralidade que merece. Aquela zona de Lisboa merece estar nos circuitos e descongestiona, eu diria, aqui muito a nossa baixa, etc.

Antes de fecharmos no teatro, deixe-me só falar na Arte em Rede. Exato, era isso que eu ia perguntar. Que é algo que é promovido pela EGEAC, que é as companhias que candidatam-se para mostrar os seus espetáculos à volta do país. Há uma série de salas de espetáculo que estão a ser geridas pela EGEAC e então as pessoas candidatam-se e são capazes, sei lá, ter uma produção em Bragança e o seu espetáculo poder rodar à volta do país mostrando a novos públicos, que eu acho que é muito interessante.

e é algo que eu, se vivesse numa zona de pouca cultura, porque não chega, já há que lembrar-se de fazer isto, que eu acho que é uma coisa extraordinária, que é por ter todos os meses algo de outras companhias que visitam a minha terra. Eu acho que é brutal. É muito importante. É como as bibliotecas itinerantes dentro, mas desta vez até envolvendo muito mais a comunidade. Eu acho um projeto fundamental desta rede de cooperação entre cidades, entre regiões, entre criar público.

Mais uma vez, se não pela cultura então como é que nós nos afirmamos e nos distinguimos como humanos, digamos assim Cristina, adorei a nossa viagem pelos teatros e terminámos Beijo grande para a semana, vamos falar de outras coisas

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