Episódios de Vida com IA

#159- Enter: a maior startup de IA da América Latina.

07 de maio de 202622min
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A Enter se tornou o primeiro unicórnio de IA e a maior startup de IA da América Latina. Nesse episódio eu conto mais sobre o que fazemos na Enter, porque crescemos tão rápido e perspectivas para o futuro. Além disso, conto também a minha história de como cheguei na Enter e o que faço no dia a dia no meu trabalho. Eu finalizo o episódio falando sobre os fundadores e contando a história de cada um deles e porque cada um deles é crucial para a empresa ter chegado onde chegou tão rápido!

Episódio com o Mike: https://open.spotify.com/episode/25q2LTPIaPApQOBNn2WZOC?si=3c037f50edc442fe

Episódio com o Mateus: https://open.spotify.com/episode/3MxvMTilcuIV5Nd1xd3y1v?si=9c032757949142d8

Episódio sobre AI Deployment: https://open.spotify.com/episode/2Sr1LUxqYrmPSpzOoVPc8z?si=6668823fdb604d0d

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Participantes neste episódio1
F

Felipe

HostInfluencer
Assuntos8
  • Fundadores da EnterMatheus (CEO) · Mike (CTO) · Vaz (CMO) · História de cada fundador · Competências e contribuições para a Enter
  • O que a Enter fazSoluções para empresas Enterprise · Resolução de problemas jurídicos em massa · Contencioso cível e trabalhista · Inteligência artificial para defesa jurídica · Escalabilidade e generalização da IA
  • Enter: unicórnio de IAPrimeiro unicórnio de IA da América Latina · Enter · Exportação de tecnologia
  • Matheus: CEO da EnterAdvogado mais novo do Brasil · Mestrado em Harvard e MBA em Stanford · Fundação da Enter durante o MBA · Primeiros colaboradores da Enter
  • Mike: CTO da EnterCofundador da Wildlife (unicórnio de jogos) · Duas vezes fundador de unicórnios · Arquitetura de engenharia generalizável da Enter · Melhor programador da Enter
  • Crescimento e Valuation da EnterQualidade do produto e engenharia · Generalização do modelo de negócios para VCs · Foco no futuro e potencial de mercado · Comparação com tempo médio de unicórnios
  • História de Filipe Lauar na EnterTransição de carreira da França para o Brasil · Engenheiro de IA na Enter · Desenvolvimento de modelos de IA escaláveis e generalizáveis
  • Vaz: CMO da EnterEstagiário a CMO na Wildlife · Marketing baseado em matemática e estatística · Decisão de se juntar à Enter
Transcrição64 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Fala, galera! Beleza? Aqui é o Felipe e bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast Vida com Iá. Podcast que a gente fala sobre inteligência artificial de uma forma mais simples. Eu acho que no episódio de hoje só tem um assunto possível, que é a Enter, a empresa que eu trabalho, se tornou a maior startup de inteligência artificial da América Latina. Primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina. A gente tem vários unicórnios, né?

Nubank, Quinto Andar, Loft, Madeira Madeira, Wildlife, tem vários unicórnios, mas nenhum deles é um unicórnio de inteligência artificial. A América Latina é conhecida por ser uma exportadora de commodity. A gente exporta commodity e importa tecnologia.

E essa é a primeira vez que uma empresa vai começar a exportar tecnologia, né? Então, assim, a gente na Enter se tornou um unicórnio por causa da qualidade da nossa inteligência artificial, do problema que a gente resolve, e o objetivo agora é ficar cada vez maior. E nesse episódio, eu acho que eu vou tentar trazer três coisas. Primeiro, o que a Enter faz para vocês saberem um pouco melhor como que a gente conseguiu, em dois anos e meio, se tornar a maior startup da América Latina.

Depois a minha história com a Enter, como que eu cheguei aqui, o que eu faço e tudo mais. E depois eu queria falar um pouco sobre os fundadores, né? O Matheus, o Mike e o Vasco, para vocês conhecerem um pouquinho mais sobre a gente. Então, começando com o que a Enter faz, o nome Enter vem de Enterprise, que é a gente ajuda empresas a nível Enterprise, ou seja, empresas muito grandes.

a resolverem problemas. E muita gente se pergunta, cara, não é problema jurídico? A Enter não é uma legal tech, uma startup do direito? A gente começou resolvendo problemas jurídicos porque a gente viu que é um grande problema que essas empresas têm, mas a gente não é só uma startup de jurídico.

Boa parte do meu trabalho como engenheiro de IA é construir soluções que são escaláveis para qualquer outra indústria, para qualquer outro país. Hoje a gente ataca o jurídico, mas eventualmente isso pode crescer para a gente atacar qualquer outra área, seja no Brasil, seja em outros países.

Então, por que a gente começou com jurídico? E mais especificamente, o que a gente faz? Acho que são dois motivos principais. O jurídico é um grande problema no Brasil e é o background do Matheus, que é o fundador, e a gente é mais focado em contencioso de massa. O que é contencioso de massa?

São empresas que recebem milhares de processos por mês, e quando eu falo milhares, são realmente milhares, né? As empresas tomam 10, 20, 30, até 40 mil processos por mês. Então, você imagina, cara, se uma empresa toma 40 mil processos por mês, ela está tomando mais ou menos 500 mil processos jurídicos por ano. Então, assim, é um volume muito grande.

E o valor é relativamente alto também. As empresas não são processadas por 100 reais, elas são processadas para pagar 10, 20, 30 mil reais. Então, sim, imagina a conta aí, uma empresa que toma 500 mil processos por ano, pagando 10 mil reais por processo, se ela perder os processos.

Então é um valor gigantesco e a qualidade do serviço prestado não era tão boa. E não era tão boa porque as pessoas são ruins, é porque o trabalho é realmente muito complexo quando ele vem para o contencioso de massa. Imagina que você é um advogado e o seu trabalho é responder esses processos, defender a empresa.

Cara, o seu trabalho não é passar dois, três dias analisando o processo, entendendo todas as provas, exatamente o que aconteceu, para você fazer a melhor defesa. Você tem 20 processos para fazer em um dia. Então você vai tentar fazer o mais rápido possível, o mais padronizado possível, não indo a fundo no que realmente aconteceu no caso, porque você não tem tempo.

Não é culpa da pessoa, é a natureza do trabalho que ela está fazendo por ela estar lidando com um volume muito grande. E o que a Enter faz? A gente traz o poder da inteligência artificial para ajudar nessas defesas jurídicas. Então, em vez de uma pessoa ter que ler todos os documentos do caso, entender o que aconteceu e buscar quais são os documentos que a empresa tem que podem ajudar a se defender, a nossa IA faz literalmente isso tudo.

Então, a gente entende o que aconteceu no caso, a partir do que aconteceu no caso, a gente vai no sistema da empresa, busca todos os documentos que podem ajudar na defesa dela, pega as informações cruciais desse documento e usa isso tudo para conseguir gerar uma defesa jurídica. E nessa defesa, todos os pontos que estão sendo usados para defender e combater tudo o que está sendo falado na parte que está atacando a empresa,

Isso mostra exatamente de qual documento, de qual ponto e por que essa informação está lá. Então, tudo é explicadinho e é muito fácil para o advogado, quando ele chega para trabalhar na plataforma da Enter, ele já tem boa parte das informações ali, a defesa já está gerada, todos os pontos utilizados na defesa já estão mapeando para onde isso vem no documento, e aí a gente consegue ajudar esse advogado a ter uma performance muito maior utilizando a Enter do que sem utilizar a Enter.

Então é por isso que a empresa cresceu tão rápido. Porque a gente não vende que a gente é mais barato ou que a gente é mais rápido. A gente vende que a gente é melhor. Um advogado utilizando a Enter, e a gente tem prova disso, por isso que a empresa cresce tanto, os clientes continuam comprando.

Porque os advogados utilizando a Enter, eles ganham 15, 20% mais do que se eles não estão utilizando a Enter. E aí se você volta naquela conta de padeiro que a gente fez, 500 mil processos. Se você ganhar 20% a mais, cara, são 100 mil processos que você está ganhando a mais e você está deixando de pagar 10 mil reais. Isso é um valor muito grande que a empresa vai economizar.

no final do ano. Então, o ganho de eficiência que a gente traz melhorando a defesa dos processos, isso gera uma receita muito grande para a empresa. E é por isso que a gente cresceu tão rápido. E o outro ponto também que fez a gente crescer tão rápido é mais voltado ao que eu falei.

que o fato da gente ter construído um arcabouço de engenharia de inteligência artificial que não é focado só no jurídico, faz com que seja muito fácil da gente expandir para outras áreas. Então a gente começou só com o contencioso cível. Contencioso cível é quando você vai lá, pega um voo e processa latã. Você pega um empréstimo no cartão e vai lá e processa o banco. Isso é contencioso cível. E agora a gente está fazendo também contencioso trabalhista.

que é quando uma pessoa é demitida ou sai da empresa e ela quer processar. A gente sabe que isso acontece pra caramba no Brasil, não necessariamente as pessoas têm direito a tudo que elas pedem. No trabalhista, a ineficiência é ainda maior do que a do cível, porque os processos são mais complexos.

e o valor da causa também é muito maior, tem várias especificidades do trabalhista. E agora a gente está aplicando todo o ferramental de engenharia que a gente construiu para o trabalhista. E aí também está dando muito certo. E, eventualmente, a gente vai escolher outra vertical e todo o ferramental que a gente já construiu também resolve o problema dessa vertical. Porque, basicamente, o que a gente está fazendo é a gente processa uma quantidade muito grande de documentos e a gente toma decisões a partir desses documentos.

Se você está falando, por exemplo, de uma defesa jurídica, a decisão tomada é escrever uma peça de defesa. Se você está falando de, sei lá, uma seguradora, o que você está fazendo no final, depois de tomar a decisão, é dizer quanto você tem que pagar para a pessoa. Se você está fazendo uma recuperação de crédito, você vai falar no final quanto a pessoa realmente te deve e tudo mais.

Então, assim, o ferramental, ele está lá. E aí, como o time de engenharia é extremamente competente, a gente consegue muito facilmente migrar de uma indústria para outra, porque o produto foi feito para ser agnóstico à indústria. Então, isso falando um pouquinho mais sobre a Entry, por que o valuation cresceu tanto? Um, porque os clientes amam e compram cada vez mais.

2. A generalização do que a gente faz é muito interessante para os VCs colocarem mais dinheiro. Então eles conseguem colocar um múltiplo maior, porque eles veem, cara, o seu mercado não é só o que você está atacando. Tem isso aqui que também pode ser o seu mercado, tem isso aqui que pode ser o seu mercado.

E quando uma empresa de venture capital bota dinheiro, ele não bota dinheiro para o que você está fazendo hoje. Ele bota dinheiro para o que você vai fazer no futuro. Então faz muito sentido a história que a gente conta e o que a gente está entregando é ainda melhor do que a história que a gente conta.

Então tem esse primeiro ponto de por que a Enter se tornou o primeiro unicórnio tão rápido, por que o crescimento foi tão rápido, que é o produto funciona muito bem e a qualidade de engenharia que a gente fez por trás também, acho que facilita muito a gente entrar em outras indústrias. E por que a gente começou com direito?

O Matheus, ele é o advogado mais novo do Brasil, ele é advogado, ele tem vários títulos para ser muito bom nessa área do direito e ele viu uma ineficiência muito grande em relação ao contencioso cível. Mas agora, por que isso funcionou? Isso funcionou também porque os modelos são muito bons em processar texto.

Se a gente estivesse trabalhando num problema onde o input inicial é 100% vídeo, talvez a gente não seria tão bom, porque os modelos de vídeo ainda não são tão bons assim. Os modelos de texto são muito bons. E como o direito é baseado em documentos, e esses documentos na maior parte contêm texto,

Os algoritmos funcionam muito melhor e o produto funciona também. Então, foi uma junção de, olha, é um produto que as pessoas precisam e os algoritmos eram bons o suficiente para resolver o produto. Porque agora a gente está falando em 2026, mas a empresa começou em 2023, com GPT 3.5, com GPT 4. Então, a empresa começou resolvendo o problema certo.

no momento certo, com as pessoas certas. E aí eu queria falar um pouquinho a minha história de vir para a Enter antes de falar da história dos fundadores, que eu acho que sem eles a empresa não seria, com certeza não seria o que é. A minha história, eu já contei um pouquinho para vocês, mas eu estava na França...

e eu trabalhava lá, eu já tava lá há quatro anos, e eu vim pro Brasil pra dar uma palestra na IBM, e esse é o encontro do grupo do meu podcast, e aí o Thiago Viola e o André, eles deixaram fazer lá na IBM, foi um evento incrível, e eu pensei, cara...

Tá sendo muito legal ficar aqui no Brasil. Eu sentia muita falta desse calor humano quando eu morava lá na França. Eu gosto muito de gente, eu gosto muito de fazer evento, eu faço os meetups. E ter visto as pessoas que me escutavam há mais de três anos pela primeira vez foi um choque muito grande, assim. E eu falei, cara, olha tudo que eu tô deixando de lado pra estar morando num outro país e eu acho que eu seria muito mais feliz aqui.

E aí eu comecei um pouco com essa ideia de talvez eu deveria estar no Brasil e não na França.

E aí o Marra, que é um amigo meu lá da França, que trabalhava no Microsoft, e veio para o Brasil para trabalhar na Enter, ele me chamou para conhecer o escritório. Ainda era o escritório antigo, tinha, sei lá, 15, 20 pessoas trabalhando na empresa. Eu fui lá, troquei uma ideia com o Vaz, e foi muito legal porque ele me explicou bastante do produto, e eu comecei a fazer umas perguntas técnicas sobre como eles estavam processando os documentos, como chegava a informação, que algoritmos eles usavam.

E aí quando ele tava me falando, eu falei, cara, acho que isso aqui você podia mudar pra isso aqui, isso aqui você podia mudar pra isso aqui, esse algoritmo aqui funciona melhor, desse jeito funciona melhor. E aí, beleza. Ele falou, cara, legal e tal. Aí ele falou, olha, seria muito legal se você conseguisse vir trabalhar aqui e tudo mais. E eu falei, ó, véi.

Não vai rolar, eu volto pra França mês que vem, já tô com a passagem comprada, ele falou, ou, vem aqui e conversa com o Mike, Mike é o CTO. E aí eu voltei, conversei com o Mike, e no meio da conversa eu falei, cara, eu não devia estar na França, eu devia estar com esses caras aqui.

E eu falei, olha, tudo bem, eu vou pedir demissão segunda-feira, se vocês quiserem, eu estou disponível para fazer o processo seletivo. Aí o Mike ficou bem feliz, a gente falou o que faria sentido de eu fazer na Enter. Segunda-feira eu pedi demissão e comecei o processo seletivo. Eu pedi demissão antes de fazer o processo seletivo, acho que eu fui meio doido. A minha mãe ficou um pouco com medo, mas no final deu tudo certo, porque como vocês sabem, eu estou na Enter há mais de um ano. O processo seletivo correu tudo bem.

E aí eu comecei a trabalhar na Enter como engenheiro de A. E aí um pouquinho mais sobre o meu trabalho lá, o meu grande objetivo é fazer com que a Enter tenha os melhores modelos de A, que seja escalável e que seja generalizável se a gente quiser atacar qualquer outra vertical. Então boa parte dos algoritmos que a gente tem de processamento de documentos, e a gente processa alguns milhões de documentos por mês, e quando eu falo alguns é tipo 20, 30 milhões de documentos por mês, fui eu que fiz.

Como que chega um cliente novo e eu não preciso de gastar muito tempo treinando o modelo para eles, tudo isso já é feito automaticamente. Como que a gente consegue gastar o mínimo de dinheiro possível utilizando as melhores técnicas para orquestrar LLM. Se um LLM falhar, o que acontece? Como que extrai uma tabela da melhor forma possível? Como que orquestra o agente de A da melhor forma possível? Como que eu tenho observabilidade?

Esse é o meu trabalho do dia a dia. Então tudo que eu falo aqui para vocês no podcast, tudo que eu ensino no meu curso, é literalmente o que eu faço lá na Enter. E é um trabalho muito legal. Primeiro, porque os problemas são bem difíceis, a gente não tem que resolver para um documento.

Eu tenho que fazer algo que consiga resolver para milhares de documentos, vários tipos de documentos diferentes, de clientes diferentes em línguas diferentes. Então, é bem legal como problema e também numa escala. Eu não posso resolver um problema que custa muito caro a solução ou que demora muito para rodar.

Porque isso vai ter que rodar para milhões de documentos. Então, são problemas muito interessantes de se lidar, tanto pela dificuldade dos problemas, quanto pela escala que eu preciso resolver eles. Então, assim, eu particularmente gosto bastante do meu trabalho. E lá na França, eu era gestor. Eu liderava o time lá. Então, o meu trabalho era muito mais, cara, vou fazer a roadmap do time, vou ver se eles estão fazendo legal, vou fazer as pessoas crescerem.

E eu particularmente prefiro mais a parte técnica. Então quando eu voltei para a Enter, eu voltei para ser contribuidor individual. Se antes meu dia era fazer reunião, agora o meu dia é codar e fazer isso funcionar e garantir que a produção está rodando bonitinho e sempre melhorar. Então assim, eu particularmente sou muito mais feliz no meu trabalho com o que eu faço hoje, com o que eu fazia antes. Apesar de que eu também mexia 100% com o IA, mas liderando um time de IA, enquanto agora eu construo as soluções de IA.

que fizeram a Enter ser a maior startup de IA da América Latina e o primeiro unicórnio.

E agora eu acho que eu vou falar da parte mais importante, que é quem são os fundadores. Porque se não fosse essas três pessoas, a Enter não estaria no lugar que está. Acho que, sendo bem sincero, você pode mudar praticamente qualquer pessoa da Enter que a empresa continua funcionando. Agora, se você mudar qualquer um desses três, vai ter um baque muito grande. Porque eu sinto que são literalmente as pessoas certas para estarem no lugar que elas estão.

e elas são muito competentes. Então eu queria começar falando do Matheus, que é o CEO da Enter. Eu diria que ele é uma pessoa, vamos dizer assim, única. Ele entrou na faculdade com 14 anos, na faculdade de Direito, e formou com 18 anos. E daí ele foi o advogado mais novo do Brasil, a pessoa mais nova, passar na UAB e tudo mais. E ele decidiu ir fazer um mestrado em Harvard.

E aí não só ele foi a pessoa mais nova do Brasil a passar na OAB, como ele também foi a pessoa mais nova do mundo a passar na OAB americana, que é o exame lá que eles têm em Nova York. E aí depois disso, ele começou a trabalhar num escritório lá nos Estados Unidos, então estava lá com 20 anos ganhando bastante dinheiro em dólar, meio que cansou disso.

Ele também foi a pessoa mais nova a ganhar um caso no STF. E aí depois ele foi fazer um MBA em Stanford. E aí no meio do MBA em Stanford ele começou a enter. Ele começou a enter junto com o MBA. E a enter cresceu ao ponto de que, olha, acho que não faz mais sentido continuar o MBA. E largou o MBA de Stanford.

para voltar para o Brasil e construir a Enter. Então, quando ele começou, ele começou remoto lá do quarto dele de Stanford. Se eu não me engano, tinham três pessoas com ele, que é o Alex. O Alex tem mais tempo de Enter do que o CNPJ da Enter existe. Ele, eu acho que tem um mês a mais do que o CNPJ da Enter. O Juliano, que foi o nosso primeiro engenheiro. E, se eu não me engano, o Israel, que também estava junto com o Matheus lá do início.

O Juliano e o Alex ainda estão na Enter até hoje. Então, esse foi o início da Enter.

que é a história do Matheus. E aí, além do Matheus, tem o Mike. O Mike é um chileno que mora aqui no Brasil já tem alguns anos. Ele fez Politecnique lá na França, que é como se fosse o Ita francês. E ele veio para o Brasil para cofundar a Wildlife.

que é um outro unicórnio, só que do mundo dos jogos online, uma empresa que vale um pouco mais de 3 bilhões de dólares. E uma coisa interessante sobre o Mike é que ele é a única pessoa da América Latina a ter feito dois unicórnios. Então, para vocês terem ideia de quem são as pessoas que estão comandando a Inter, nenhuma delas é uma pessoa normal. São pessoas muito fora da curva. E se vocês conhecerem o Mike, tem episódio aqui no podcast, uma entrevista com o Mike.

Ele é um cara muito simples, um cara muito humilde. Ele não gosta de títulos e tudo mais, ele gosta de codar. E é engraçado porque ele é o nosso CTO e tudo mais, mas ele com certeza é o melhor programador da Enter. E ele tenta ao máximo programar no dia a dia dele.

E foi muito importante ele ter se juntado ao Matheus, porque quando eu falo que a nossa arquitetura de engenharia é muito generalizável para qualquer outra indústria, esse foi o trabalho do Mike. Ele criou todo o nosso sistema de uma forma que ele não é um sistema jurídico.

Ele é um sistema de engenharia que é muito bom em processar documentos e tomar decisões. Agora, qual documento está processando e qual decisão está tomando, isso o sistema não se importa tanto. Então, o Mike, com certeza, é a pessoa que possibilitou o fato de a gente escalar tão rápido, de a gente crescer tão rápido a nível de engenharia. Porque se o sistema não tivesse sido tão bem feito...

seria impossível a gente ter 50 clientes que a gente tem hoje, e numa semana ter 5 clientes novos, e engenharia nem sabe que tem 5 clientes novos, porque a arquitetura foi muito bem feita para essas coisas acontecerem. E além do Mike, tem o Vaz. O Vaz foi para aquela leva de Harvard, não sei se vocês lembram a época que foi a Taba Tamarau, foi algumas outras pessoas para Harvard, o Vaz estava nessa leva.

Ele fazia a Olimpíada de Matemática aqui no Brasil, passou para estudar em Harvard com bolsa, estudou em Harvard, fez um estágio na Tesla e voltou para o Brasil para trabalhar na Wildlife. E daí ele entrou estagiário bem pequeno e cresceu até virar o CMO da Wildlife. E um fato interessante é que CMO é Chief Marketing Officer.

E eu falei assim, Vaz, você fazia marketing? E daí ele falou, não, cara. Marketing numa indústria de games é basicamente matemática e estatística. Então, eu não faço marketing pra fazer uma propaganda bonita da Coca-Cola. O meu marketing é ver qual é a probabilidade de eu colocar esse anúncio pra essa pessoa e ela comprar.

a probabilidade de eu fazer um desconto para essa pessoa dentro do jogo e ela comprar, e dado que ela comprou a primeira vez, ela vai comprar mais vezes. Então, marketing numa indústria de games era matemática e estatística, e ele cresceu, acho que mais ou menos em cinco anos, de estagiário para virar CMO da Wildlife. E aí, quando o Mike veio para a Enter, o Vaz veio junto. E uma história engraçada é que os dois iam ser investidores anjos do Matheus.

O Matheus até conta essa história quando a gente tem o primeiro episódio. Os dois iam vir como anjo. E aí teve uma ligação do Vaz com o Matheus que eles falaram. Cara, por que que em vez de vir como anjo a gente não vai pra ir ajudar você? E aí vai o Vaz e o Mike. E acho que essa foi uma das ligações mais importantes que aconteceram na história da Enter. Que os dois decidiram largar a Wildlife e vir se juntar a Enter junto com o Matheus.

E assim, isso hoje pode parecer fazer muito sentido e tudo mais, mas na época não era óbvio. O Mike era CTO da empresa que ele mesmo criou, a empresa que ia super bem, que ele construiu isso tudo. E o Vice estava junto com o Mike.

numa empresa muito confortável, ele cresceu pra caramba lá, ele criou várias coisas que no momento ele liderava, e eles saíram muito da zona de conforto pra criar uma empresa do zero. O Mike tinha dois filhos e já tava pra ter o terceiro. Então assim, não foi uma escolha óbvia, eu fico muito grato deles terem feito essa escolha, porque eu acho que sem os três juntos, com certeza a Enter não estaria no lugar que tá.

Cada um deles é muito importante na função que faz. Atração de talentos, tomada de decisão, execução técnica no dia a dia mesmo. Então, eu acho que é isso, galera. Eu queria contar um pouquinho mais para vocês sobre a história da Enter, para vocês saberem mais a fundo quem são essas pessoas, o que eles fazem, de onde eles vieram e por que a gente cresceu tão rápido.

Em dois anos e meio, se tornar um unicórnio não é para qualquer um. O tempo médio de uma empresa que dá muito certo virar um unicórnio são seis anos. A gente conseguir fazer isso em dois anos e meio e ser o primeiro unicórnio, ser a maior startup de IA da América Latina, com certeza é algo muito grande. Então, parabéns para todos nós da Enter que estamos construindo isso.

E eu espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouquinho mais sobre a história. Eu falo muito sobre a Enter aqui, mas eu acho que eu nunca contei a história das pessoas, da empresa, o que a gente faz, o que possibilitou a gente escalar tão rápido.

Então é isso, galera. Se vocês gostaram, deixa o like aqui no vídeo, se inscreve. Vou deixar o link do meu curso também, se você quiser aprender IA com quem constrói IA. Eu vou deixar o link aqui para vocês. Tem muitas aulas, aulas técnicas, aulas sobre Vibe Coding, aulas sobre Cloud Code, Cloud Cowork. O curso só cresce, vocês vão ter acesso a todas as aulas. Tem uma live mensal que vocês têm acesso a mim, pode tirar qualquer dúvida, seja do curso, seja do trabalho, seja qualquer outra coisa sobre IA.

Vou deixar também o link do grupo do WhatsApp no podcast. A gente já está no segundo grupo. O primeiro está lotado e o segundo já está com mais de 200 pessoas. E eu vou deixar aqui meu LinkedIn. E eu vou deixar o link dos outros episódios com as pessoas que eu tenho na Enter. Tem episódio com o Mike, tem episódio com o Matheus, tem episódio com o pessoal de AI Deployment. Vou deixar os links aqui para se vocês quiserem dar uma olhada. Então é isso, galera. Um grande abraço. Até a próxima e tchau.

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