Podcast Conecta Agro #4 | Expansão Tocantins: saiba mais sobre a chegada da Castrolanda na região
Podcast Conecta Agro #4 | Expansão Tocantins: saiba mais sobre a chegada da Castrolanda na região
Quando surge uma nova região, a primeira pergunta é: dá para produzir com segurança?
Neste episódio do Conecta Agro, você acompanha de perto a expansão da Castrolanda para o Tocantins, com quem já está atuando na região. Participam da conversa a coordenadora de Unidade, Thaysa de Farias e o Agrônomo da Helpen no Tocantins, João Nestalio.
Ao longo do episódio, falamos sobre:
➡️ a escolha da região de Colinas do Tocantins
➡️ os desafios agronômicos locais
➡️ o contexto produtivo da região
➡️ o andamento das obras do entreposto agrícola
➡️ o processo de expansão da cooperativa
➡️ e as viagens técnicas com cooperados do sul
Um conteúdo direto para quem busca entender o cenário, reduzir riscos e avaliar novas oportunidades no campo.
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João Nestalio
Thaysa de Farias
- Expansão da Castrolanda no TocantinsDesafios agronômicos no Tocantins · Contexto produtivo da região · Andamento das obras do entreposto agrícola · Viagens técnicas com cooperados · Escolha da região de Colinas do Tocantins
No estudo já se via a possibilidade do custo da terra um pouco mais baixo e a possibilidade de expansão. Quando você pega aquele solo na mão, aquela terra, você consegue deslumbrar e entender que aquilo lá tem potencial. O objetivo da cooperativa é de colinas atuar 200 quilômetros ao entorno da unidade e atender esses cooperados para armazenagem de grãos, que hoje é um gargalo no estado do Tocantins.
Olá, sejam bem-vindos a mais um podcast Conecta Agro. Hoje falaremos sobre o projeto da Castrolano, o projeto de expansão do Tocantins.
Estamos aqui hoje com o Antônio, que vai me auxiliar na conversa, e também com o João e com a Thaisa. Sejam bem-vindos os dois para esse bate-papo aqui conosco. E para a gente iniciar, gostaria que vocês dois se apresentassem, começando contigo, Thaisa. Fala um pouquinho de você para nós e como você foi parar no Tocantins.
Olá, eu sou a Thaisa, eu atualmente assumo a responsabilidade de coordenar a unidade lá no Tocantins.
E eu já tenho aí quase 12 anos de castrolanda, né? Então, eu já tenho um tempo. E olhando como eu fui parar no Tocantins, trabalhei 11 anos aí na área de sementes e tive a oportunidade de conseguir me...
A cooperativa me abriu as portas para que eu pudesse trabalhar no Tocantins, né? Conhecer um estado diferente junto com a cooperativa. Então, essa é a oportunidade que eu tive aí, trabalhando na cooperativa. João? Bom, eu sou o João, sou natural da Lapa, né? De pertinho da região.
Estou na região há 15 anos. Vai fazer 15 anos. Dia 18 de julho de 2026 completam 15 anos. Que eu coloquei o pezinho no Maranhão. Saí de Curitiba, saí da Lapa, né? Às 5 da manhã e às 14 horas eu estava em Imperatriz, no Maranhão. Uma das coisas marcantes é que eu saí da Lapa com menos 2 graus e desembarquei em Imperatriz com 35.
Eu desci do avião com blusa em Imperatriz, todo mundo me olhava e falava, cara, esse cara está perdido aqui. E estou lá, desde então a gente já foi direto para trabalhar em fazendas primeiro, como agrônomo. Passei por um período em fazendas e depois a vida vai evoluindo, a gente vai mudando e eu fui buscando novas oportunidades no agro.
E aí eu recomecei, saí de fazenda, recomecei como AT, virei consultor e apareceu a oportunidade de vir para a cooperativa. Conversei com o pessoal e a gente chegou num termo em comum e lá estamos enfrentando esse desafio de levar a Castrolanda para o Tocantins.
Que joia, que joia, João. Thais, a gente teve um estudo de expansão para ir para o Tocantins, né? Por que a Castrolândia iniciou esse estudo, esse projeto?
Então, esse estudo de expansão surgiu no período do planejamento estratégico de 2019 a 2024. Então, os cooperados questionavam muito a questão do crescimento da cooperativa em outros estados, saindo um pouco do Paraná e São Paulo, onde a cooperativa já atua.
com unidades para apoiar o produtor na questão do agro. Então, surgiu essa possibilidade e aí foi fazer um estudo para ver qual região era mais assertiva para a cooperativa.
Se estudou Maranhão, a Roraima, o Tocantins, e aí eles definiram o Tocantins como o estado que a cooperativa poderia construir uma unidade para que os cooperados pudessem aumentar suas áreas fora desses estados que eles já atuam. Esse foi o primeiro de onde surgiu a demanda de crescimento e expansão do Tocantins.
A partir de uma demanda do produtor, então, para ele poder expandir. É o crescimento da cooperativa. Já que aqui no Paraná... É, o Paraná e São Paulo a expansão fica um pouco mais difícil, o custo, o valor da terra é um pouco mais alto. E hoje o produtor não tem aonde ir, se for comprar do vizinho, fica um pouco mais difícil. Então, lá nesses outros estados...
teve, no estudo já se via a possibilidade, né, do custo da terra um pouco mais baixo e a possibilidade ali de expansão, visto que a gente já tem alguns cooperados para lá, né, que eles foram de forma independente, sem a cooperativa junto. Então, aí surgiu a possibilidade, né, como os cooperados já estavam indo sozinhos,
Então, eles trouxeram essa demanda para a cooperativa para que a cooperativa fosse para apoiar eles nessa questão de armazenagem, insumos e tudo mais. Para entendermos um pouco, Thais, a Castrolanda está hoje atuando em qual município do estado do Tocantins ou qual região? Hoje, a unidade foi o local onde foi adquirido o terreno para a construção da unidade.
situa-se em Colinas, então ela está em uma região onde já existem alguns cooperados nossos ao redor, então o objetivo da cooperativa é de Colinas atuar 200 quilômetros ao entorno da unidade e atender esses cooperados ali para...
para armazenagem de grãos, que hoje é um gargalo no estado do Tocantins. Então ele fica ali próximo, em torno de 300 km de Palmas, que é a capital, mas a unidade realmente é a Colinas do Tocantins. Por que Colinas? Como chegou-se à conclusão de que Colinas era o local ideal?
Colinas, ela tem ali aproximado 36 mil habitantes hoje e tem uma estrutura de educação e saúde que auxiliam. Então, esse foi um dos pontos que levou a cooperativa a definir, não, é aqui em Colinas que a gente vai se...
se instalar realmente com a unidade. Hoje a unidade fica em torno de 10 quilômetros da cidade. Então, até mesmo por questão de colaboradores futuros, um dos pontos foi essa questão da cidade, não ser tão grande, mas também não ser tão pequena em relação para a cooperativa poder se instalar.
João, a gente sabe que o Tocantins está dentro dessa nova fronteira agrícola do Brasil, mas por que lá, na sua visão, é uma região promissora para a agricultura? O que está atraindo o produtor a se instalar lá na região do Tocantins?
O Tocantins, o pessoal trata como fronteira agrícola. Eu costumo dizer que o Tocantins é consolidado já. A região que está é uma região consolidada na pecuária e você consegue vislumbrar dentro das áreas dos pecuaristas.
Áreas com potencial muito grande para agricultura, áreas boas, né? Embora a gente não tenha uma região com solos que o relevo seja plano, porque às vezes o pessoal sai daqui pensando, eu vou para o Tocantins, é uma chapada, é essa mesa aqui, os solos, né? A gente tem regiões onde o relevo é um pouco mais ondulado.
E eu sempre costumo falar assim, às vezes você visita um produtor lá, ele fala, não, minha região, minhas terras aqui não são boas para agricultura. É muito dobrado. Eu falo assim, é dobrado para quem? Porque lá no Paraná, nós temos regiões onde a gente planta a tiro e colhe a laço. Então isso daqui para nós não é um desafio tão grande.
Tem áreas mais planas, muda um pouco a característica do solo, mas tem áreas mais dobráveis, férteis, com um regime de chuva bem interessante, 1.600, 1.800 milímetros anuais de chuva. Então, tudo isso mostra um potencial muito bom para o agricultor. A região que a gente está ali é uma região, colinas é uma região bem central.
E você pega 153, sentido parano, a gente tem uma característica de terra, a 153 à direita a gente tem outras características, um solo mais arenoso, por outro lado um solo às vezes um pouco mais argiloso, uma terra como o pessoal costuma falar lá, uma terra de cultura. Então você chega, quando você pega aquele solo na mão, aquela terra, você consegue vislumbrar e entender que aquilo lá tem potencial.
Então, é uma região promissora. Vamos dizer assim, de fronteira agrícola, talvez nem tanto. É uma região consolidada. Mas tem muito espaço para a agricultura crescer, para a soja entrar, para o milho entrar e mantermos o boi.
A minha próxima pergunta tinha a ver com isso, né? Que culturas estão se destacando lá? É muito interessante que o produtor vislumbre e veja isso. A integração lavoura-pecuária no Tocantins é uma realidade que deu certo. Então, o pessoal tem que vislumbrar isso. Claro, temos gergelim, tem outros tipos de feijão lá, tem o feijão mungo, tem o feijão calpi, que são opções.
Tem o algodão, que também é uma opção, mas para a nossa região ali, eu acho que fica nisso. Fica a soja como cultura principal, milho, sorgo, gergelim, feijão, braquiária, asa braquiária em cinco espaços, para a gente fazer a terceira safra como boi. Nós temos praticamente seis meses de seca na região, seis meses de falta de alimento para o boi. Quando você coloca o cap...
Nesse sistema, você aumenta a disponibilidade de alimento para o boi. Então, você acaba facilitando essa integração, trazendo o boi para dentro do teu sistema. E aí fica fantástico. E na tua percepção, João, como que hoje os produtores nossos aqui enxergam esse potencial dentro do Tucantins?
Eu acho que é legal, porque quando você está dentro daquilo que se pratica, eu sempre falo nas visitas, quando a gente estava rodando lá, na visita passada com os meninos, eu falo assim, olhem para esse solo, olhem de dentro do carro, passando na estrada, eu falo assim, quanto tempo vocês acham que o nosso lado direito, o nosso lado esquerdo vai levar para que isso vire agricultura, isso vire grãos.
Eu falo assim, João, está muito fácil porque relativamente já está aberto, você enxerga potencial.
Então, para o cooperado nosso, para o agricultor, que ele vive esse meio, acaba ficando fácil de vislumbrar o potencial da região. Porque ele vai passando nas áreas, ele vai olhando e ele já... Onde as pessoas leigas olham e enxergam, aqui tem um mato, aqui tem o pasto juquirado, que o pessoal usa lá muito esse termo.
O agricultor passa, olha dentro da cabeça dele ali, ele já consegue imaginar o trator passando por cima, fazendo a supressão das árvores que tem quando necessário, e abrindo caminho e já entrando a agricultura.
É algo que ele vislumbra fácil. Não é algo que seja assim, não, ele tem que mensurar e fazer força para acreditar que aquilo lá... Então eu acredito que o pessoal que vai lá, roda, vê as áreas que já estão produtivas e vê as áreas com potenciais, ele enxerga um potencial muito grande.
Então, porque a gente sempre busca mostrar para o produtor desafios, né? Porque a região em si, ela tem seus desafios. Mostrar as diferentes regiões com solos mais arenosos e outras com solos menos arenosos. Mostrar a planta, né? O pessoal foi lá e teve a possibilidade de ver lavouras de soja muito bonitas, com potencial gigante de produzir tão bem quanto aqui, né?
Chegar às tuas 80, 90, 100 sacas, não é um absurdo falar isso? Mas também nós mostramos para eles áreas onde o produtor está sofrendo para dar o tombo, passar o ano, tentar ajeitar aquela terra para que no decorrer das próximas safras ele vá organizando. Então a gente sempre tenta deixar muito claro para o produtor, tem muito potencial.
Mas tem áreas que precisam de um pouco mais de cautelas e áreas que o produtor pode ser um pouco mais agressivo. Mas o potencial é nítido, o pessoal vai, olha e volta com a ideia de que é possível. Não só agronomicamente, você já entrou nos desafios, mas olhando também o todo que envolve o cultivo agrícola, Thais, se você também quiser auxiliar na resposta, mas quais são esses desafios que o produtor vai ter?
Ao ir para o Tocantins, indo além da parte agronômica, né? Se você quiser iniciar respondendo, João.
Olha, eu falo pra você que o sair da zona de conforto é um desafio enorme, né? Às vezes você faz isso por necessidade. Quase sempre é mais fácil sair da zona de conforto por necessidade do que por uma expansão, né? Porque às vezes você pensa assim, cara, tá tudo bem aqui. Por que eu vou sair procurar chifre na cabeça de cavalo? Mas às vezes o cara... Aham...
a oportunidade aparece e geralmente os pais falam assim, está faltando espaço para você aqui, vamos crescer, vamos ir para frente. Então sai de uma certa demanda, uma certa necessidade de aumento, de evoluir, de crescer.
E essa mudança, sair daqui, onde a gente tem um clima que 23 graus é muito quente, né? Você está numa região, nossa, 23 graus é muito quente, 23 graus para nós lá é frio. Pegar toda essa mudança, essa amplitude térmica que acontece, a diferença de cultura, que é muito grande.
Há diferença das cidades também. Você pega uma cidade pequena aqui, às vezes ela oferece muito mais coisas do que uma cidade relativamente grande. Mas o pessoal tem que ter ideia que Castro, para chegar onde chegou, foram anos. E lá as cidades são mais novas. A agricultura aqui é muito mais enraizada. A agricultura por si é um marco, acho que na história de qualquer cidade. Quando a agricultura chega...
É nítido o quanto a cidade evolui, o quanto a cidade cresce. É ter essa percepção de que vai chegar lá, vai encontrar os desafios, mas que é possível. É possível. Seja a questão da cultura, seja a própria comida e os outros desafios que tem.
Sair de perto, sair da zona de conforto exige muito. Tem que tirar o chapéu para quem coloca, como o pessoal diz lá, a boroca nas costas e vai. Não é fácil, mas tem que tirar o chapéu. Thaisa, quer complementar? Não, acho que não. Thaisa, está no início dessa jornada. A minha situação foi essa, sair da zona de conforto. Mas ele tocou em algo interessante, né? Acho que a tua ida para lá, acho não, tenho certeza, né? Tem a ver com cultura, né? A tua escolha de ir para lá, você tem...
essa missão de levar a nossa cultura pra lá, né? A nossa cultura castrolando. Sim, aham. Quando surgiu a proposta e conversas com até mesmo a diretoria, foi exatamente isso. Já ter alguém da cooperativa pra levar a cultura pro Tocantins. Porque lá eles, né? A cooperativa lá não é tão comum.
Então, esse foi um dos objetivos, né? A gestão da unidade, ela ter alguém já que trabalha tempo e conheça a cultura, já viva, né? Dia a dia a cultura da Castrolanda. Então, esse foi um dos... A minha ida para lá, né? Realmente esse... Esse desafio. Esse desafio. É levar a cultura da cooperativa para o Tocantins. Então, até pegando dentro desse mesmo contexto de desafios, né?
Você comentou um pouco desse desafio realmente cultural, esse desafio de mudança, sair da zona de conforto, mas agronomicamente falando, tecnicamente falando, hoje uma questão de clima, uma questão de adaptação, como que funciona realmente?
Estado Tugantins, como é a estrutura do Estado Tugantins? Então, via de regra, são seis meses com chuva e seis meses com seca. Temos chuvas esparsas durante alguns meses, mas a partir de final de abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, você diminui a precipitação.
Se pega agosto, setembro, é praticamente zero. Pode ser que aconteça uma chuva, mas é pouca coisa, pouco provável. Então, são seis meses de seca e seis meses com chuva. Outubro, setembro, final de setembro já começa alguma coisa, e outubro a gente espera que comece a chover, e é nesse período que começam os plantios na região. Cada ano é um ano, pensando nos desafios da agricultura, do plantio e tudo. Então, é isso.
Cada safra é uma safra diferente. É a mesma coisa que aqui. Cada safra é um desafio diferente. A safra normal é cheia de desafios. Se não tiver nenhum desafio, é uma safra fora do normal. Aqui tem desafios.
Aqui o pessoal fala, vamos plantar até tal época ou dentro da janela, buscar a janela ideal. Porque aqui o pessoal já sabe que a partir de agora o risco de ter uma geada e pegar uma safrinha que a pessoa vem fazer já existe. Lá o risco é de cortar a chuva.
Chegar meio de março, passar a famosa enchente de São José, que existe ali até o dia 19, essa transição de fevereiro para março, a gente tem um período de enchente, que o pessoal denomina lá como a enchente de São José, o risco é passar essa enchente e cortar a chuva.
E aí você vai ter milho, você vai ter os produtores com safrinha de gergelim, de sorvo, né? Então tem esse risco. E o plantio é lá em outubro, começa das chuvas, começa a plantar. Então esse é o climático, acho que esse é o grande desafio. De outros, de solo, enfim.
As áreas com mais areia são mais complicadas, exigem um pouco mais de paciência do produtor. Os níveis de tecnologia que você tem que colocar ali à disposição às vezes são maiores. Você tem um custo alto, tem que ter uma certa cautela para que você não venha a frustrar-se. Eu sempre falo que a área de primeiro ano é uma área desafiadora.
E o pessoal chega lá e às vezes não tem esse vislumbre, essa noção do quão difícil é. Porque está acostumado aqui com uma região que aqui você chega, olha, prepara o seu solo, faz um preparo mínimo, se for comparado com o que a gente faz de preparo de solo lá de perfil, e sai colhendo, né? Chega tal dia lá, a pessoa colhe. Lá você corre o risco de não colher.
de não ter colheita. Então, é preciso ter essa cautela, é preciso ter esse cuidado, fazer as coisas com muita cautela, fazer tudo, não que aqui não tenha que ser feito, mas o risco lá é maior do que aqui. Falando disso, João, que erros que os produtores costumam cometer quando chegam lá no primeiro cultivo.
E o que ele tem que aprender rápido para ele ter sucesso lá na região? Do produtor é, às vezes, essa necessidade, a pressa de fazer. Eu entendo que é muito difícil você chegar, olhar para aquilo lá e o cara tem a ânsia de produzir, de chegar, não, vamos fazer, vamos, eu quero botar para produzir. Tem que produzir. E, às vezes, nessa pressa, nessa ânsia, são os momentos que o produtor acaba cometendo.
No meu ponto de vista, o principal erro que é essa ansiedade. Mas eu entendo também a dificuldade do produtor que é chegar, preparar, olhar para aquele solo e ter que escutar o agrônomo e falar, cara, não planta essa safra, deixa para plantar na outra. Ele já fala assim, não, vamos plantar, eu preciso plantar, eu vivo disso. Eu preciso produzir para gerar receita. E aí, como tudo é muito dinâmico, cada ano é humano.
A gente fica naquela situação Cara, vamos plantar Ciente de que podemos ter Muita Pode tudo dar certo e pode ser que as coisas Não aconteçam bem como a gente Como a gente espera, né A gente tem resultados lá de primeira safra Fantásticos, né
E tem resultados também de primeira safra muito difícil para o produtor. Primeiro ano, a adaptação do produtor, a adaptação do solo. Então, tem vários relatos, vários desafios, mas às vezes o produtor precisa viver aquilo para ele realmente sentir e entender que a região exige algumas dinâmicas diferentes. Por isso é importante ter um técnico, né? Sim.
com experiência na região, como é o caso do João, para apoiar o produtor nesse momento. Porque se ele está sozinho, a chance dele errar, de alguém que alerte para um problema que ele não está vendo, que virá depois. Exatamente, o manejo do Cerrado ainda não está bem.
dominado, como... Acho que está consolidado em outras regiões, né? Eu vou falar que o manejo em nenhuma região ali é dominado e consolidado, né? Porque cada... Por mais que as pessoas tenham experiências e tudo, né? Cada dia é um desafio diferente. Nós estamos numa indústria a céu aberto. Certo. Então, a cada dia é uma situação... A gente sempre se prepara para não cometer os mesmos erros.
E você fala assim, não, esse ano eu resolvi todos os erros passados. A hora que você coloca a semente no chão que você planta, aparece um erro novo que estava fora do teu radar. Então, você tem que ir trocando essas experiências, conversando, vivenciando para tentar errar menos. Pode comentar um pouco para nós como que estão as áreas dessa safra 25, 26, expectativas.
O plantio ocorreu no período correto? A safra 25 e 26 foi marcada por irregularidades no começo da chuva. A gente tinha uma perspectiva de que as chuvas normalizassem ali segunda quinzena de outubro, mas choveu antes, mas que elas pelo menos normalizassem na região.
E a gente teve regiões que foram começar a plantar final de novembro. Então, bem à frente, faltou chuva. Pessoas que plantaram, alguns arriscaram mais, outros menos. Você pega um solo que já tem uma palhada, você dá um pouco mais de coragem para arriscar. Você pega uma área de abertura.
já te dá que não tem empalhado, você fica um pouco mais receioso. Então, ela foi marcada por esse início irregular de chuvas. Acabou atrasando, mexeu um pouco na janela do plantio, atrasou um pouco, né? Mas passado isso, depois começou a chover, firmou a chuva.
A gente teve algumas regiões, claro, não o todo, mas algumas regiões que sofreram um pouco mais com um veranico. Lá é normal para nós, um veranico de 15 dias é algo extremamente normal. Ele vai acontecer, a nossa dúvida é só quando. Mas que ele provavelmente vai acontecer durante a safra, vai acontecer.
Aí a nossa esperança é que seja um veranico de 15 dias. O problema é quando se estende e fica 15, 20, 30. Esse ano algumas regiões tiveram um pouquinho mais de dificuldade, mas dentro da normalidade do Tocantins, dentro da normalidade do Maranhão, depois que começou a chover.
As lavouras se desenvolveram, se desenvolveram bem. Nós temos lavouras muito bonitas e temos outras lavouras não tão bonitas, né? Mas é o normal, é o normal. Você pega uma área grande e às vezes tem produtor com grandes propriedades lá, e tem talhões dentro da mesma fazenda, que um talhão está muito bonito e outro talhão não está tão legal.
Mas, sempre, acho que o grande objetivo é tentar fazer uma média boa, né? Para conseguir, perdendo um ganhando o outro. Pensando nisso, pensando em doenças, acho que aqui é uma grande preocupação para a região aqui, é ferrugem, né? Lá para nós é o complexo de manchas, ferrugem para nós não é uma grande, não é o nosso grande desafio. Agora, o complexo de manchas, a questão de doenças de solo, para nós também é um...
um desafio um pouco mais tranquilo, mas é um desafio, né? E de pragas, protocantins nematóide é um desafio gigantesco, conviver com nematóide.
Não é eliminar, é conviver com ele. Tem que conviver, tem que buscar meios para conviver com ele e fazer com que ele roube menos a sua produtividade. Lagartas, acho que é tranquilo. E sugadores, sugadores a gente tem, por isso, ver de mosca branca que acaba sempre, em uma ou outra época, acaba aparecendo mais. Abrir um sol você tem uma presença, uma chuva um pouco diferente. E agora...
Se pegar o final de safra, a famosa, comentei atrás a questão da enchente de São José, que acaba às vezes interferindo um pouco na colheita e na qualidade dos grãos. Que aí é um grande desafio para os produtores, porque você tem um grande acúmulo de colheita numa mesma época, pessoal com potencial muito grande de colheita e um gargalo muito grande no recebimento.
Se for lá, acho que uma das grandes dores dos produtores da região é a questão do beneficiamento dos grãos, do recebimento. A região não tem muita opção, ela acaba caindo nos mesmos. O que o pessoal de lá vê muita oportunidade para a Castrolanda é nessa questão de recebimentos e beneficiamento de grãos, porque é uma grande dificuldade pessoal.
principalmente quando concentra muita área colhendo e chuva. O momento produtor que está atuando na região de Colinas, qual é o destino do escoamento da produção dele? Ou onde ele beneficia essa produção?
Colinas ou vai para o Porto Seco, quando a soja já está seca e destina para o Porto de Itaqui, ou vai a Porto Franco também para o Porto Seco. Quase toda a soja da região acaba indo para o Porto de Itaqui e vai para a exportação. Não sei ao certo qual é o percentual, mas boa parte vai para a exportação.
Alguma coisa fica ali porque a gente tem um mercado interno interessante, né? Mas é pouca coisa que vira ração. Thais, conectando nesse assunto do interposto, fale para nós como que está, né? Um pouquinho do andamento lá do interposto, da construção dele. E principalmente qual é a previsão de entrega?
E além disso, os serviços que a gente já está oferecendo para o produtor lá, mesmo sem o entreposto ainda, e quais passaremos a fornecer após o entreposto estar funcionando? Então, a previsão da unidade da parte de recepção e secagem é fevereiro de 27. Então, essa é a nossa previsão de inauguração da unidade. As obras estão em andamento, então, no momento estamos com...
com parte civil, silo, secador, toda a parte de armazenagem, que é a operação realmente de recepção e secagem, está em andamento. Então, estamos aí com as obras realmente andando.
a parte de terraplanagem, né, olhando o arrumamento dentro da unidade e tudo mais. Mas também, antes desse período de inauguração da parte de recepção e secagem, nós temos os centros de distribuição de sementes e insumos, que também vai ter dentro da unidade, para poder apoiar o nosso cooperado, né. Então, a previsão desses CDs.
São julho de 2026, a gente já ter eles rodando com produtos, tanto com insumos, que é defensivos, e sementes, para poder fornecer para o nosso cooperado dentro do ano de 2026 ainda.
Então, as obras estão em andamento, a previsão aí de receber o grão do cooperado é fevereiro de 27. Serviços é a recepção e secagem, realmente é o beneficiamento do grão, é a secagem, é a limpeza, para que o produtor possa ter um pouco mais de segurança na armazenagem. Então, esses são os serviços que a gente vai ter aí dentro da unidade. O fornecimento de insumos também.
Fornecimento de insumos, né? Fertilizantes, defensivos e sementes. Exatamente. Acho que é importante também citar, enquanto ela falava, eu lembrava da Fundação ABC, que também vai estar lá, junto ao entreposto, instalada no local. João, se quiser comentar algo sobre esse papel da Fundação, que aqui é fundamental para o produtor, creio que lá também adquira esse papel importante.
Temos falado também da Helpen, que está lá junto, né? Então, a questão de assistência técnica por produtor, a gente já está lá. Já está oferecendo esse serviço, né? Temos para os cooperados que saíram daqui de Castro e estamos abertos também a novos cooperados. Estamos fazendo todo o trabalho de prospecção, visitando produtores da região e nos colocando à disposição, né?
Então, a ideia é que em colinas a gente oferte tudo aquilo que o produtor encontra aqui em Castro. Acho que isso é o grande desafio nosso, é que a gente consiga...
Ofertar todas as possibilidades e entregar tudo com a mesma qualidade que ele tem aqui. Que lá no entreposto de colinas ele se sinta tão em casa quanto ele se sente aqui. Falando da fundação, a área lá vai destinar em torno dos 30 hectares à fundação. Nesse primeiro momento a fundação está realizando trabalhos já nos produtores, nos cooperados que a gente tem. Já tem trabalhos com...
buscando aquilo que a gente consegue fazer no momento. Então, ela já está lá, já está conosco. E a partir do momento que a gente entregue a obra, acaba com toda a movimentação civil lá, entra a parte da fundação também.
centro de pesquisa para entregar ao cooperado hoje, ao futuro cooperado, as melhores informações, as melhores estratégias, tentar deixar ele mais calmo, mais tranquilo, para poder confiar no trabalho da gente e ter o respaldo da Fundação Portrase.
Estamos trabalhando, estamos buscando, estamos tentando entregar o que tem de mais moderno, o que tem de melhor, as melhores tecnologias.
É fazer aquilo que consagrou a Castrolanda em Castro, né? A fundação é fazermos isso, levarmos isso para colinas. E entregar o mesmo, assim, para que o cara saia de lá, o produtor saia, chega aqui em Castro e fala o que tem aqui tem lá, o que tem lá tem aqui.
Só comentando ali, né, hoje eu vou te perguntar a questão de hoje, né, hoje tem já produtores no ano de 2025 que já colheram e mesmo a cooperativa não tendo a unidade pronta, a cooperativa se preocupou em buscar um parceiro que realmente recebesse a safra do produtor, né, os produtores que foram pra lá e...
a cooperativa se preocupou com essa questão, que mesmo não estando pronta a unidade para receber a safra e também não tendo o centro de distribuição de insumos, a cooperativa se preocupou. Então, buscou novos parceiros de confiança.
para que o produtor pudesse entregar a safra e a questão de sementes e insumos também. Então, o nosso produtor hoje, mesmo não tendo a cooperativa Unidade pronta, eles estão recebendo esse serviço e tendo esses insumos de qualidade, mesmo como o produtor aqui do Paraná ou São Paulo recebe.
Também entrando no assunto do mês de janeiro, nós tivemos a sexta viagem técnica. Podem comentar um pouco como foi, quais foram os objetivos, o que foi um pouco do roteiro, o que o pessoal que saiu aqui da nossa região pode observar durante essa sexta viagem técnica. O pessoal saiu de Castro, né? E foi a primeira vez que o pessoal foi desembarcar em Araguaína.
Que Araguaína agora está com o aeroporto, está com estrutura, o pessoal estava organizando, adaptando para que o voo comercial pudesse chegar lá. Então, dessa vez, o pessoal já saiu de casa e foi desembarcar em Araguaína.
que se eu não estou enganado é a segunda maior cidade do estado, é a capital econômica do Tocantins. Se for pensar em Palmas, Palmas está à frente por causa de toda a estrutura que envolve a capital. Mas em termos de negócio, a Araguaína vem crescendo e vem crescendo exponencialmente.
E de lá a gente saiu para rodar as regiões, né? Nós fazemos um roteiro para que o cooperado possa entender um pouco da realidade do Tocantins. Claro que não é o nosso objetivo sanar todas as dúvidas do cooperado.
em uma viagem de sete dias. Então, o nosso objetivo, enquanto as viagens, é levar o cooperado para ter essa vivência, conversar com o produtor da região, tentar entender todos os desafios que aquele produtor passou. A gente tem produtores lá que nos recebem, acho que as porteiras estão sempre abertas para nós, enquanto assistência, para a cooperativa, para fazer essa conversa, essa troca de informações, que é fantástica.
O João pode falar muita coisa, mas não se compara à experiência que é levar o cooperado, colocar ele frente a frente com o produtor que está lá na região há 10, há 15 anos, ou o produtor que está lá há duas, três safras, para eles discutirem, entenderem assim, o cara chegar e falar, ó, é difícil, ó, é trabalho, ó, é duro, eu venci, mas eu venci, eu apanhei bastante, mas eu estou perdurando.
Tem produtor que fala, no período que eu estou aqui, já teve cinco que passou e foi embora. Tem que ter persistência, tem que ir e enfrentar o desafio com vontade. Então, a gente tenta mostrar essa experiência para o produtor, para ele ver, entender e principalmente mostrar para o produtor que é possível. Basta que vá lá, enfrente o desafio, faça as coisas de forma correta, que ele vai ter sucesso. Então, acho que o grande objetivo da...
das viagens, né? É mostrar para o produtor o potencial da região. Fazer essa troca de conhecimento, que é fantástico. É uma experiência fantástica. Você vê o pessoal conversando e a gente tenta mostrar isso sempre com muita clareza, com muita...
Para o produtor chegar lá e falar assim, cara, não foi mentido, não foi ocultado nada. A gente tenta ser muito claro para que o produtor chegue lá e depois ele não tenha surpresas. E tivemos também o dia de campo, né, João? Isso. Foi um marco, né? O primeiro dia de campo no Tocantins, que eu acho que foi, como diz, bem aproveitado.
Nós temos o nosso cooperado lá, que é o primeiro cooperado, o Castrolanda, que é o Igor, na Fazenda Tropical. E nessa safra a gente propôs para o Igor, falou, Igor, vai vir o pessoal, cara, vamos fazer uma conversa aqui, um dia de campo, para a gente mostrar para o pessoal e trazer outras pessoas. A gente trouxe possíveis cooperados da região, curiosos com relação à cooperativa.
E a gente fez uma conversa, um bate-papo, né? A gente intitulou de um dia de campo, né? Então, a gente fez esse movimento, foi muito legal. O Igor, desde o primeiro momento, abraçou a ideia conosco. Sempre esteve do nosso lado lá e a gente fez. E assim, para a nossa surpresa, nós tínhamos...
Nós pensando assim, né? Eu, o Antônio, o Lucas e eu que estamos à frente lá, né? Nós falamos assim, cara, a gente podia trazer pelo menos uns 5, 10 produtores aqui. Tinha que vir alguém, né, cara? E pra nossa surpresa, lotou. Todas as cadeiras que a gente tinha programado ficaram ocupadas. A gente ficou preocupado.
A cadeira não era problema. A gente ficou preocupado assim, falando assim, viu, vai almoçar por último. Vai almoçar por último. Porque pra ver se vai ter o almoço pra todo mundo. Porque a galera foi, cara. Foi fantástico pra nós, assim. Foi muito bom. Foi motivante. Então a gente ficou bem...
Ficamos preocupados por um lado, mas bem satisfeitos, bem felizes com o pessoal que foi, a adesão, a curiosidade da região, do pessoal em conhecer, tentar entender um pouco mais a Castrolanda. Caminhamos já para o finalzinho aqui da nossa conversa. Queria pedir que vocês dois se despedissem e deixassem uma mensagem para o produtor que está nos ouvindo a respeito do que tudo conversamos aqui hoje.
Falando por mim, me coloco à disposição aí do produtor que tiver interesse e que, como o João falou, né, é uma região que realmente vale a pena. Não é fácil, mas qualquer região que a gente vai e não conheça não é fácil realmente.
Mas que a cooperativa sempre vai buscar estar do lado do produtor e fazer com que ele obtenha lucros e esteja produzindo da melhor forma. Então, a cooperativa se coloca à disposição para esse produtor que tem interesse realmente em ir para o Tocantins.
É uma terra de oportunidades. Está crescendo. O Tocantins é um estado novo, né? Com muita possibilidade, muito espaço para o produtor. E assim, agradecer o momento de estar aqui. A gente nem sempre está aqui em Castro. Vem mais de passagem, né? Então, tem que aproveitar as situações. Agradecer esse momento aberto aqui para nós, falarmos um pouco do Tocantins e convidar o pessoal para ir.
Cara, vamos conhecer a região, tem muito potencial. Volto a falar, o potencial é fantástico. Eu me surpreendi com a questão do Tocantins, né? Passava sempre na 153 ali, olhava para colinas e falava, meu Deus.
Aí quando surgiu a oportunidade, a primeira conversa, falaram, colinas. É, vamos pesquisar, né? Me surpreendi com a cidade, com o potencial, se você pega, quando você começa a rodar ali, você entra numa estradinha ali que parece que não vai dar em lugar nenhum e você sai num lugar que é fantástico, né? Então tem muito disso na região. Então, produtor?
Chama a gente, a gente vai lá conversar com você debaixo da sombra de uma árvore que é onde a gente se sente bem é no campo, que é o habitat do produtor é lá Valeu gente, então muito obrigado pela presença João, por deixar um pouquinho do seu tempo para vir aqui conversar conosco Thaisa também desejo bom retorno para vocês, né? Antônio, obrigado por me acompanhar e me ajudar a conduzir a conversa
E a você que está nos acompanhando, esteja conosco, continua nos acompanhando que vem mais por aí. Muito obrigado e até a próxima. Até. Até. Até.