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Agro 4x4 #2 | Biocombustíveis em alta, safra recorde de soja eindicadores do mercado

27 de abril de 20263min
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Agro 4x4 #2 | Biocombustíveis em alta, safra recorde de soja e indicadores do mercadoO mercado agrícola entra em um momento de transição: enquanto a expectativa de safra recorde de soja pressiona os preços, novos vetores de demanda começam a ganhar força, principalmente com o avanço dos biocombustíveis e da industrialização no Brasil.Neste episódio do Agro 4x4, você acompanha uma leitura direta e prática dos principais movimentos da semana e o que eles indicam para sua tomada de decisão no campo.Neste episódio:00:00 Abertura - 4x4 Agro00:22 Indicadores de mercado: dólar, soja, milho e trigo01:12 Biocombustíveis em alta e o avanço da industrialização da soja e do milho02:38 Impacto do custo de fertilizantes nas decisões do produtor03:08 Nova projeção da safra de soja indica recorde na produção brasileiraO Agro 4x4 é o podcast da Castrolanda que resume, em poucos minutos, o que está por trás dos preços e como isso pode impactar o seu resultado.

Assuntos4
  • Biodiesel e BiocombustíveisAumento da mistura de etanol · Demanda por biodiesel · Uso de etanol de milho
  • Indicadores de mercadoCâmbio do dólar · Preços da soja · Preços do milho · Preços do trigo
  • Safra Recorde Soja
  • Aumento de preços de fertilizantesPreços da ureia · Impacto nos produtores
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Mesmo com a pressão de uma safra grande no radar, o mercado começa a dar sinais de uma nova sustentação. A demanda por biocombustíveis e a velocidade industrialização das commodities aqui no Brasil. Você vai entender mais sobre isso aqui no Agro 4x4, o seu resumo da semana com 4 temas em 4 minutos, para entender o que impacta no seu resultado.

Começando com os indicadores da semana, no câmbio o dólar praticamente andou de lado. O fechamento da semana foi com recuo de 0,1%, próximo dos R$ 5,00 na última sexta-feira, refletindo um ambiente externo mais defensivo. Nos contratos das commodities para maio de 2026 em Chicago,

Em Chicago, a soja teve recuo de 0,3%, a US$ 11,63 por bushel, pressionados pela expectativa de oferta elevada. O milho subiu 1,6%, a US$ 4,55 o bushel, sustentado pela demanda, principalmente via exportação.

Já o trigo avançou novamente em 2,9%, a 6,08 dólares por bushel. Esse movimento no trigo vem sendo puxado por problemas climáticos nos Estados Unidos, com cerca de 70% das áreas de trigo de inverno sob algum nível de seca, além de preocupações sobre a oferta em outras regiões produtoras.

O Destaque da Semana vai falar sobre como o Brasil tem avançado de forma consistente na industrialização das commodities agrícolas. A última semana trouxe novidades sobre o crescimento da demanda de biocombustíveis, com projeções de produção chegando a 30 bilhões de litros no Brasil até 2030 e maior uso de etanol de milho, ampliando o consumo interno. Por um lado, o Ministério de Minas e Energia confirmou a decisão de aumentar a mistura de etanol da gasolina de 30% para 32%.

que ainda passará por aprovação no próximo mês de maio. Ao mesmo tempo, o aumento do uso de óleo de soja para energia e as excursões sobre o B16 no radar também reforça esse movimento. E esse avanço não é só uma projeção, puxa também diretamente o consumo de matérias-primas. No caso do biodiesel e do SAF, isso significa mais demanda por óleo de soja, enquanto o etanol de milho também amplia o uso do grão dentro do próprio país. E esse cenário também já é comprovado na prática.

A Associação Brasileira das Indústrias de Olhos Vegetais, a ABOV, atualizou suas projeções e confirmou recorde no esmagamento de soja no Brasil em dados repercutidos pelo canal rural. Outras análises do setor também destacam a expectativa de novos avanços no processamento nos próximos anos.

Todo esse movimento reduz a dependência exclusiva das exportações e cria uma demanda interna mais estruturada, principalmente para o milho e óleo de soja. A industrialização da cadeia começa a dar suporte ao mercado, mas ainda divide espaço com uma oferta crescente. O equilíbrio segue ajustado, mas ainda não resolvido.

No campo, o impacto mais direto hoje segue vindo do custo de um insumo fundamental, os fertilizantes. Um levantamento da Stonex repercutido pelo canal rural, aponta que os fertilizantes devem continuar caros ao longo do segundo trimestre, o que tem travado decisões de compra. Esse estudo destaca o crescimento de mais de 40% nos preços somente da ureia, desde o gravamento nas tensões do Oriente Médio. Isso já tem sido percebido com os produtores mais cautelosos, postergando o fechamento e ajustando seu pacote tecnológico.

178,1 milhões de toneladas. Esse é o número da semana que representa a estimativa de produção de soja no Brasil para a safra 2526. Esse número é da consultoria Safras e Mercado e foi repercutido pelo canal rural. Esse dado reforça uma expectativa de oferta elevada já sendo colocada no radar do mercado. E que também já comentamos um pouco no destaque dessa edição. Com a safra cheia projetada no Brasil, os preços tendem a ter mais dificuldade para sustentar altas consistentes.

E esse foi o nosso Agro 4x4 da semana. Se você quer ter acompanhamento de mercado e apoio na comercialização dos seus grãos, acesse castrolanda.coop.br e seja um cooperado. Boa semana e até a próxima edição.

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