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Noticiário 03/05 13h00 TMG

03 de maio de 202610min
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Participantes neste episódio2
K

Karine Bellicha

Host
V

Vasco Gandra

HostJornalista
Assuntos8
  • Liberdade de ImprensaPatamar baixo a nível mundial · Angola e a autocensura · Teixeira Cândido e a situação em Angola · Ausência de rádios comunitárias em Angola
  • Proposta de paz Irã-EUANova proposta de 14 pontos do Irã · Donald Trump considera proposta inaceitável · Exigências iranianas: retirada militar, levantamento de sanções, compensações · Bloqueio do Estreito de Hormuz · Possibilidade de retomada da guerra ou diplomacia
  • Retirada de soldados dos EUA da AlemanhaTrump anuncia retirada de mais de 5 mil militares · Mal-estar entre Trump e o chanceler alemão · Ameaça de taxas alfandegárias sobre carros europeus · Domingos Lovumbo e a perplexidade com as medidas · Preparação da Alemanha para uma organização sem os EUA
  • Ataque a pastores NigériaMilícia nigeriana e do Benim envolvida · Acusação de serem informantes do grupo Ansaru · Ocorrência no estado do Níger
  • Mortes em embarcação no Canal da ManchaEmbarcação improvisada e sobrecarregada · Duas mulheres mortas por sufocamento · Tentativa de travessia do Canal da Mancha
  • Xenofobia na África do SulImpacto no transporte entre Moçambique e África do Sul · Medo e redução de passageiros · Martins Ambrósio e a situação dos transportadores
  • Impacto no Setor de TransportesSuspensão em janeiro devido a chuvas intensas · Prejuízo estimado de 47 milhões de dólares
  • Morte de Mister SamAtividades comemorativas pelo partido Renamo · Cerimônia central em Sofala
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Boa tarde, são 15 horas aqui em Paris, os títulos do Jornal.

Neste domingo, assinala a Súdio Internacional da Liberdade de Imprensa numa altura em que a Repórter Sem Fronteiras diz que a liberdade de imprensa nunca esteve num patamar tão baixo a nível mundial. Neste contexto, Angola não é exceção. Estados Unidos irão. Irão apresentou uma nova proposta de paz aos Estados Unidos. Trump considera provável que ainda não corresponda às suas expectativas.

Conosco no estúdio está a Moça Lachilina, a realização e de imediato as notícias.

Abrimos com a atualidade africana em África como no resto do mundo. Assinala-se o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, numa altura em que a repórter Sem Fronteiras diz que a liberdade de imprensa no mundo nunca esteve num patamar tão baixo em 25 anos. Neste contexto Angola não é exceção. O país viu a sua classificação degradar-se nove pontos, situando-se em centésima nona posição numa lista de 180 países.

Em declarações à RFI, Teixeira Cândido, ex-presidente do Sindicato Nacional de Jornalistas e primeiro jornalista em Angola a ter sido visado por um poderoso software de espionagem, dá conta da situação do seu país neste domínio.

Deixa-me dar uma imagem do que potencia exatamente a autocensura, fundamentalmente nos órgãos públicos. É que semanalmente o gestor dos órgãos públicos tem de reunir com o Ministério para tratar de conteúdos, portanto conteúdos jornalísticos. Ou seja, não é possível haver independência perante o Governo quando o gestor dos órgãos de comunicação social tem de reunir semanalmente com o Departamento Ministerial para cuidar de conteúdos.

Portanto, estamos a falar também, inclusive, de representantes do Jornal de Angola, para qual trabalha. Sim, sim, sim, sim. Este exercício repete-se nas outras províncias em que os governadores provinciais ou os seus diretores para a comunicação social têm exatamente o mesmo exercício com os diretores locais dos órgãos de comunicação social. Somos dos únicos países na África Austral que não têm rádios comunitárias, porque o governo nunca pretendeu que as rádios comunitárias existissem.

Criou artefactos como a necessidade das comunidades terem de constituir associações. Obrigado.

poderem aceder às licenças de rádio comunitária. Portanto, a legislação continua a conferir poderes ao Presidente da República para designar o gestor dos órgãos públicos. Ora, como é que se compreende uma relação entre o nomeado e quem tem que fiscalizar? Fundamentalmente, o principal partido da oposição não tem espaço na mídia pública. O seu líder não tem espaço na mídia pública.

A sociedade civil não tem espaço na mídia pública. Portanto, a mídia pública continua a ter uma atuação de uma agência governamental. Portanto, obviamente, é difícil ser independente do poder, é difícil não haver autocensura. Ouviram o jornalista angolano Teixeira Cândido, entrevistado por Eva Massi.

Em Moçambique, os ataques xenófobos que se registram na África de Sous estão a ter um impacto negativo, caracterizado pela redução do número de passageiros e também de carreiras na ligação entre a cidade de Maputo e vários destinos no país vizinho. A informação foi avançada à RFI pelo presidente da Associação dos Transportadores Internacionais da Baixa da Cidade de Maputo, Martins Ambrósio.

Falando atualmente realmente, há duas semanas atrás, começou, esse mais, mas começou na cidade de Tequim, que é o Durban, nesse caso.

E tivemos problemas muito sérios mesmo, que quase que ninguém viajava, era de lá para que as pessoas tentarem regressar a casa. Quando há essa coisa de macho, de luz ou de sinófobo, fica mais fraco ainda. Entanto, a partir de ontem e hoje, fraqueceu um pouco em relação a isso. Agora, não sabemos se realmente isto vai continuar lá.

O problema que acontece é que essas pessoas não atacam carros, atacam as pessoas das cidades e nos bairros. E as pessoas ficam com medo, não vão aos terminais para poder apanhar o transporte. Depois está o transporte, neste caso, a saída aqui para lá.

Nunca tivemos nenhum ataque. Houve, não este lado de duro, este lado de coisa. Mas já há tempos atrás, quando é dezembro, aquelas pessoas, são ladrões esses. Tu põe uma pedra e outra no caminho, um pato do vidro, tentaram furar pneu, mas isso é normal, é o que nós sabemos todos. África do Sul, crime ali é o que é demais.

Ouvimos o presidente da Associação dos Transportadores Internacionais da Baixa da Cidade de Maputo, Martins Ambrósio, em declarações recolhidas por Orfeu Lisboa. Ainda em Moçambique, na sexta-feira, a empresa Portes e Caminhos de Ferro de Moçambique anunciou a reabertura da linha férrea do Limpopo.

Em toda a sua extensão, após a suspensão em janeiro, na sequência das intensas chuvas que se fizeram sentir no país, durante o período em que não pôde funcionar, a companhia estima ter tido um prejuízo de 47 milhões de dólares. Também na atualidade moçambicana, assinala-se hoje o oitavo aniversário da morte do antigo presidente da Renan Moafonso de la Cama. Para assinalar a data, o partido de oposição tem à agenda várias atividades pelas províncias e com uma cerimónia central na terra do seu nascimento, em Sufala.

Nigéria, uma milícia nigeriana operando ao lado do exército, bem como milicianos vindos do vizinho Benin, mataram na quinta-feira 41 pastores fulas acusados de serem informantes do grupo jihadista Ansaru no estado do Níger, no centro da Nigéria, indicaram fontes locais neste domingo.

Na atualidade internacional, Estados Unidos e Irã. O Irã fez ontem uma nova proposta de pagem 14 pontos. Este domingo, Donald Trump anunciou que vai analisar o documento, dizendo, no entanto, que duvida que este plano seja acertável para Washington. Mais pormenores com Eva Massi.

Na sua rede social, Donald Trump escreveu a seguinte mensagem. Vou analisar o plano que o Irão acaba de nos transmitir, mas não consigo imaginar que a proposta seja aceitável, porque o Irão ainda não pagou suficientemente pelo mal que fez à humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos.

Fim da mensagem. De acordo com a agência noticiosa iraniana, a proposta de Teherão contém 14 pontos, alguns dos quais reformulam exigências anteriormente rejeitadas por Washington, como a retirada militar norte-americana do Golfo, o levantamento de sanções internacionais e o descongelamento de ativos financeiros iranianos bloqueados no exterior ou ainda o pagamento de compensações de guerra.

Teherão exige ainda o levantamento do bloqueio norte-americano do Estreito de Hormuz, onde permanecem bloqueados 913 navios comerciais, e volta a pedir que o eventual acordo abranja também o Liban, onde Israel não cessou por completo a sua ofensiva contra o Hezbollah, apesar do cessar fogo em vigor. Este sábado, a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Garibabadiy, declarou que o país está pronto tanto para retomar a guerra, como para privilegiar a diplomacia e alcançar a paz.

A responsável iraniana declarou que a bola está agora no campo de Washington para escolher entre a via diplomática ou a via conflictual. Estados Unidos e Alemanha, em declarações ontem à imprensa, o presidente americano disse que iria retirar mais do que os 5 mil militares da Alemanha, isto depois do Pentágono ter anunciado ontem a retirada de 15% dos efetivos presentes naquele país no contexto de mal-estar entre Trump e o chanceler alemão sobre a estratégia americana no Irã.

Recorde-se que Trump também disse que pretende aplicar taxas aduaneiras de 25% sobre as importações de carros europeus e nomeadamente alemães, Domingos Lovumbo, angolano radicado em Munique, dá conta da sua perplexidade perante esta ameaça. Creio que são medidas que o presidente norte-americano vai tomando até um certo ponto não bem refletidas.

depois tem um efeito negativo para a própria economia e para o sistema financeiro norte-americano também. Porque esses carros, claro que não só dão postos de trabalho no país onde são produzidos, como é o caso da República Federal da Alemanha, mas também para a própria economia norte-americana, porque há empresas norte-americanas que comercializam esses carros e que também dão postos de trabalho. E quando há um aumento de mais de 25%, claro que...

o impacto recai sempre sobre os ombros dos operadores de ambos os lados. Como é que isto é encarado pelas autoridades alemãs e pelos operadores econômicos da Alemanha? A decisão norte-americana que pôs em questão praticamente este relacionamento de várias décadas faz com que hoje os alemães e todos os outros países, membros da União Europeia ou membros da NATO,

estejam a já prepararem-se para uma organização sem os norte-americanos. O que significa que quando Donald Trump toma essa decisão, é mais uma oportunidade, diria, em termos econômico-financeiros, que o governo norte-americano dá aos alemães para que possam procurar outras alternativas, que não devem só olhar para os Estados Unidos da América, mas devem também olhar para os outros cantos do mundo.

Ouviram Domingos Lovumbo, angolano, radicado em Munique. Aqui em França, duas mulheres morreram neste domingo de manhã numa embarcação improvisada, sobrecarregada, com 82 pessoas que encalhou numa praia do Pate Calais durante uma tentativa de travessia do Canal da Mancha, no norte do país, de acordo com as autoridades. As duas vítimas não morreram afogadas, mas provavelmente sufocadas, como acontece muitas vezes em embarcações que não são adequadas e estão sobrecarregadas.

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