Episódios de Gotas de Fidelidade Podcast

A paternidade que forja com _kaiolimma - T6 EP254

18 de agosto de 20262h3min
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https://rifa.digital/s/QPCXykfQxHFParticipe da nossa rifa!No episódio 254 do Gotas de Fidelidade Podcast, receberemos Caio Lima, da Comunidade Shalom, para continuar nossa reflexão sobre “A paternidade que forja”.Uma conversa sobre a missão do pai, sua presença na formação dos filhos, a responsabilidade dentro do lar e a força de uma paternidade vivida com fé, entrega e propósito.Apresentador: Anderson.

Participantes neste episódio3
A

Abílio Gonçalves

Host
A

Anderson

HostEstudante e doutorando em ciências humanas aplicadas
C

Caio Lima

ConvidadoConsagrado na Comunidade Católica Shalom
Assuntos9
  • Formação da Família e Entrada na Shalom· SociedadeRelacionamento com Alana·Gravidez e saída da comunidade·Padre Wesley Macedo·Comunidade Shalom·Canto das Ilhas·Grupo de Casais·Casamento
  • A Entrega e o Legado· ReligiaoAna Paula Pereira·Comunidade Shalom·Desejo de dar a vida·Santidade·Renan Santos
  • Administração Familiar e Paternidade· SociedadeProver a casa·Educação dos filhos·Aprender com os erros·Plano de ação para filhas·Método BSC·Inteligência Artificial
  • Conselhos para Novas Famílias· SociedadeNão fazer nada sozinho·Paz no coração como guia·Inquietação e busca·Conquista da graça·Cultura do encontro
  • Origem e Conversão· ReligiaoFamília Católica·Experiência com igrejas evangélicas·Comunidade Católica Palavra Viva·Cerco de Jericó missionário·Querigma
  • Paternidade e História Familiar· SociedadeAusência da figura paterna·Criação pela mãe e tias·Conhecimento do pai aos 6 anos·Irmãos de meio-sangue·História familiar de Alana·Chegada de Amarília
  • Vocação Sacerdotal vs. Matrimonial· ReligiaoDúvida sobre o sacerdócio·Seminário dos Legionários de Cristo·Vida Consagrada·Desejo de ser missionário·Sinais de Deus
  • Disciplina e Consequências· SociedadeSuspensão de celular·Suspensão de lazer·Aprendizado para a vida·Justiça e misericórdia
  • Oração da Escola de Fidelidade· ReligiaoPai misericordioso·Jesus crucificado·Espírito Santo·Santíssima Trindade·Nossa Senhora das Dores·São Tomás de Aquino·Luiza Cristina Nastari
Transcrição43 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
AAnderson

Há um caminho, há uma formação. Verso em cada passo, fidelidade em cada encontro, conversão, escola de fidelidade. Formados no coração ardente de Cristo, aqui a fé se faz caminho e a fidelidade nos conduz. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. Escola de Fidelidade.

AGAbílio Gonçalves

Eu sou Abílio Gonçalves, aqui da Escola de Fidelidade, e antes de começar o episódio de hoje eu preciso te contar uma coisa. Na virada deste ano de 2026, no nosso podcast apareceu mais de 1 milhão de vezes no Spotify, alcançando mais de 221 mil pessoas, e está gerando mais de 700 ouvintes fiéis todo mês. Isso para escola de fidelidade que nasceu pequena é gigantesco. Para a fidelidade da cruz é uma confirmação. Mas como nos ensina São Tomás de Aquino, toda graça vem de Deus e se ordena à salvação.

Por isso, ainda que fosse uma única alma alcançada, já valeria todo esforço. Se você está aqui agora, faz parte dessa história. Obrigado por apertar o play, por indicar para outras pessoas, por caminhar junto conosco. Agora fica comigo porque começa mais um episódio do Gotas de Fidelidade.

AAnderson

Fala, galera! E aí, boa noite, como vocês estão? Está no ar mais um episódio de Gotas de Fidelidade. Bom, para quem ainda não me conhece, eu me chamo Anderson, sou membro da comunidade católica Fidelidade da Cruz, já tô aí no meu pulando, né? Então é isso aí, galera. Bom, para quem não sabe, o podcast ele é fruto da Escola de Fidelidade e da comunidade Fidelidade da Cruz, né? Então tá aparecendo aí para você, olha só, o Instagram da Escola de Fidelidade.

Bom, a Escola de Fidelidade ela tá aí para nos ajudar a amadurecer na fé e a crescer na vida espiritual. Como a gente faz isso? Bom, a gente tem no Hotmart alguns cursos como o Filoteia, o curso de temperamentos, um curso sobre João Paulo II, e você é nosso convidado a estar lá adquirindo e estudando também um pouco mais sobre a nossa fé. Bom, a comunidade ela fica aqui no setor de mansões de Taguatinga, vai aparecer o endereço aí, olha só, setor de mansões de Taguatinga 12, casa 3, e você é o meu convidado e convidado de todos os membros da comunidade a estarem conosco.

Bom, você pode participar conosco de terça a sexta na missa durante meio-dia, a missa que acontece ao meio-dia e 15. Calma que é muita informação, vamos lá. Bom, ou seja, de terça a sexta ao meio-dia e 15 a gente vai ter missa na nossa casa de missão, você é nosso convidado. Aos domingos a missa acontece às 11:30 e você também é convidado a celebrar conosco. Durante a semana nós temos nas quintas-feiras atendimento de oração, então para você que quer ser acompanhado e quer, como se diz, caminhar ainda mais na fé, você pode nos procurar aqui, ó, pelo Instagram, @fidelidade.da cruz, e mandar um direct para a gente agendar.

E vai ter algum membro lá da comunidade para te receber e te atender. Bom, além disso, na sexta-feira às 20:30 nós temos a nossa tradicional Adoração Fiel da Cruz, e você é nosso convidado a estar lá e a participar junto conosco, né? Bom, é como vocês sabem, a gente também tem a página do Gotas de Fidelidade, né? O Gotas de Fidelidade, nosso podcast que vem crescendo, vem conseguindo alcançar mais e mais pessoas. E para isso a gente quer buscar com qualidade poder alcançar ainda mais pessoas.

Para isso nós fizemos uma rifa. Olha só o QR code dela aparecendo aqui. Opa, deixa eu apontar certinho. Olha aí, você abre a câmera do seu celular, escaneia, e com apenas R$5 você consegue adquirir o seu bilhete e nos ajudar. Bom, mas eu vou ganhar o quê? Você vai ganhar o direito a concorrer a uma Airfryer, um ensaio fotográfico e é uma maquiagem social. Esses são os prêmios da nossa rifa. Nos ajude! A nossa evangelização, ela passa pelas suas mãos e pela sua ação, porque nós vivemos totalmente da providência divina e ela não falha.

Bom, além disso, nós teremos esse ano novamente aqui em Brasília, retornando à casa, à Brasília, o Haléu, que acontecerá nesse sábado, dia 22 de agosto. E você pode Você pode conferir todas as informações direitinho no site da Arquidiocese de Brasília e a comunidade também vai estar lá com um estande divulgando o nosso carisma, divulgando as atividades, o nosso podcast. Então se você vai pra lá, dá uma passadinha no nosso estande e conheça os nossos irmãos que vão estar lá, beleza?

Bom, além disso, acabou de sair, é uma notícia fresquinha no Instagram da comunidade, um evento que vai acontecer no dia 7 de setembro. Então, para você que quer mais informações sobre esse evento, olha aí, @fidelidade.da cruz. Você vai lá que vai ter um evento super especial em setembro com sorvete, hein, galera, para a gente refrescar nesse calorão. Bom, agora eu acho que sem mais delongas, vamos aos nossos patrocinadores, né?

Bom, a gente sabe que como a gente vive da Providência, a gente teve a graça de ter o @divinagracia.fé, que é uma loja de artigos religiosos católicos. Lá você vai encontrar livros, lá você vai encontrar terços, lá você vai encontrar um mundo de coisas para te ajudar a aprofundar na fé católica e para viver esse momento que a gente tá vivendo. Está no ar, né, gente, a Quaresma Edição Miguel Arcanjo. E olha só esse terço lindo que a Divina Fé tem, a Divina Graça tem, e você consegue adquirir lá.

Olha só que maravilha, né? Além disso, eu achei esse aqui o máximo. Olha só, para você que perde as coisas aí, ó, uma mochilinha de chaveirinho. E olha só o que tem aqui dentro dela, olha só, o seu terço para você rezar com um dos mais novos santos da juventude, né, São Carlos Acutes. Então é isso aí, galera, confiram lá no Instagram, @divinagraça.fé, e você vai poder, né, como se diz, se aprofundar na fé. Agora sim, sem mais enrolações, nós vamos dar início ao nosso episódio da semana com ele, Caio. Seja muito bem-vindo, meu irmão, é um prazer te receber aqui conosco.

CLCaio Lima

Obrigado, obrigado, uma alegria estar aqui com vocês nessa noite para partilhar um pouquinho da minha vida, né?

AAnderson

Bom, é isso aí, Caio. Bom, como se diz, né, eu já dei uma stalkeada, a gente tava brincando aqui em relação a isso, né? A gente deu uma pesquisada, como se diz, na sua vida no Instagram, no que tem do seu acervo aí na internet. E é claro, né, peguei umas dicas aqui com o Abílio, porque o Abílio conhece o Caio, então a gente já teve uma boa conversa aqui antes. Mas eu queria que você se apresentasse para o pessoal que tá aí em casa. Quem é o Caio?

CLCaio Lima

Muito bem, aqui, Abílio, eu sou o Caio Lima, tenho 39 anos, eu farei 39 anos esse ano, sou consagrado na comunidade católica Shalom com votos definitivos. Na comunidade Aliança. Sou casado com a mais bela das mulheres, Alana, Alana Ferreira, como ela gosta de ser chamada, minha esposa. E juntos nós temos 8 filhos: Amarília, a Clara, a Teresa, Agnes, a Catarina, o Gabriel, o Rafael, e mais recente chegou para gente o Miguel. Então essa turma toda aqui me faz feliz.

AAnderson

Que maravilha, meu irmão! Bom, e para a gente se aprofundar um pouco mais na sua vida, eu gostaria de saber: o Caio sempre foi católico? O Caio conheceu a religião no meio, como se diz, no meio da sua vida? Como é que foi esse contato com a Igreja Católica?

CLCaio Lima

Sim, é a nossa origem da minha família, é uma família católica, né? Mas como acho que é bem comum, né, a gente não era aquele catolicismo como a gente vive hoje, né? Minha avó foi quem me ensinou a rezar o terço todos os dias, final da tarde. Me lembro, até pateava com minha esposa algum tempo atrás, que todos os dias às 6 da tarde ela passou uns 3 meses conosco aqui em uma época, e ela, ela colocava a cadeirinha do lado do rádio, ligava na Nova Aliança e rezava o terço, né?

Então ela, digamos que foi assim, quem segurou a nossa fé por muito tempo, né? Nós íamos à missa, mas não tinha assim um comprometimento, a vida pastoral, participar de pastorais ou de movimentos. Por algum tempo eu, por influência de amigos, frequentei igreja evangélica, frequentei a casa de oração E também a Igreja Batista Benésia. E aí tem sempre aquela mudada de chave, né? Em 2004, se eu não me engano, em 2004 eu fui evangelizado por membros da comunidade católica Palavra Viva.

Estavam em missão aqui em Brasília e me convidaram para ir a um raléu, assim como o raléu que vai acontecer no sábado. Me convidaram para ir em um raléu, fui, gostei bastante daquela experiência dos shows, né, de tanta gente ali celebrando a mesma fé. Passei o dia com eles. No domingo seguinte a essa ocasião começava um cerco de Jericó missionário. Então os missionários ficaram uma semana na minha paróquia, que é a Paróquia São Gabriel Arcanjo, no Recanto das Emas, é minha paróquia de origem.

Padre Alex hoje, né? Na época era o Padre Edinaldo. E durante essa semana, vivendo ali o querigma, né, o anúncio do Evangelho, a pessoa de Jesus Cristo, a minha vida foi assim transformada. E aí sim, de fato, começou o meu caminho na Igreja Católica, né? Passei a trilhar o caminho na Aliança, na comunidade Palavra Viva. Fiquei lá por 6 anos, foi lá também que eu conheci minha esposa, e só depois que nós encontramos a Comunidade Shalom.

Então sempre trilhei na fé católica, mas antes de jogar a âncora eu trilhei ali um pouquinho pelas igrejas evangélicas.

AAnderson

Que maravilha, meu irmão! E dentro disso você comentou que nessa essa caminhada com essa outra comunidade, você conheceu sua esposa, né? Dentro, já tinha essa certeza de que a vocação era o matrimônio, ou o Caio pensou assim, cara, será que o seminário é para mim?

CLCaio Lima

Não, nunca teve certeza nenhuma. Certeza é uma coisa que não anda muito comigo não. Talvez até as crianças, eu acho que as crianças estão assistindo podcast, né? Talvez seja a primeira vez que elas vão escutar essa história toda, né? Porque eu, quando, quando acho que a experiência da conversão ela é muito forte para todo mundo, né? Aquela experiência de encontrar um amor, né? Você enche o coração de esperança e a impressão que dá é que você quer dar tudo, né?

Como igual Santa Teresinha diz, né? Quero no coração da igreja, né? Eu quero ser o amor, quero ser tudo, né? E foi muito forte assim essa experiência, né? Eu me lembro de uma ocasião que eu realmente comecei a pensar sobre seminário. E aí eu tomei um susto assim, né? Eu cheguei para o meu pároco Eu falei que era uma possibilidade que eu vi, que eu via, né? E ele virou para mim e falou assim, olha, eu tô mandando 3 rapazes para o seminário lá em São Paulo, que era o Seminário dos Legionários de Cristo.

Se você quiser ir, eu confio, coloco você no carro e você vai. Eu disse, calma, padre, eu tô pensando, né? Eu tô pensando. Foi só uma ideia, foi uma coisa assim que eu precisava amadurecer. Mas aí logo me engajei com a comunidade Palavra Viva, comecei a fazer parte da comunidade Aliança e fui vivendo uma experiência missionária que até hoje me encanta, né? Você sair, né, se colocar à disposição de um povo para anunciar a pessoa de Jesus Cristo.

Então isso sempre me encantou, né? Nunca foi algo estranho para mim, né? Então carregava aquele desejo. A época eu já fazia faculdade, eu entrei na faculdade em 2005. Então era muita coisa junta, né? Muita novidade junta, né? Era novas amizades, começando a faculdade, aquela possibilidade possibilidade de algo novo. E aí a comunidade também tinha vocacionados ao sacerdócio. Eles atuavam, eles estudavam em Lugano, na Suíça, né, na Faculdade de Teologia de Lugano.

Tem um olhar todo especial para o Brasil, né, vê o Brasil como um celeiro de vocações e dava bolsas, né. Então Era algo assim que me enchia os olhos, né? Quem sabe poder sair do país e, né, e evangelizar em outro país e se formar lá. Mas foram aparecendo sinais de que Deus não queria isso, né? E aí tava também envolvido com alguns relacionamentos, né? Tive relacionamentos amorosos. Namorei nesse período e eu tinha assim, sabe quando você tem déjà vu?

Eu me lembro que eu passei por uma situação, namorava uma menina, a gente tinha saído com sobrinhos dela, voltamos para casa e as crianças voltaram dormindo. A gente foi tirando as crianças do carro. A Billie sabe como é isso, né? Tirando as crianças do carro totalmente apagadas, naquele esquema ali de quem tá desarmando uma bomba, pisando bem devagarzinho para as crianças não acordarem, né? E eu me lembro de ter comentado com ela, já pensou um dia a gente chegando em casa com nossos filhos?

Tinham 4 crianças dentro do carro, né? Então eu dobrei a meta. Então assim, foi essa, essa, esse primeiro flash assim, digamos, né? E eu sempre pedi a Deus que ele fosse bem claro comigo para que eu pudesse entender o que ele queria, né? Porque tem algumas pessoas assim que são tapadas, né? Se não for com outdoor, a gente não consegue enxergar. É o meu caso, é o meu caso. Às vezes, às vezes acontece até mais próximo, né? Por exemplo, tem, abrindo parênteses aqui, tem pessoas que são casados com consagrados, né, estão doando a sua vida também dentro da comunidade, ainda não se abriram a descobrir que talvez seja o caso do Abílio, né?

AAnderson

Não foi combinado.

CLCaio Lima

Então às vezes Deus precisa colocar outdoors na nossa frente, né? E aí continuei a vida. Essa, como eu falei, essa experiência da vida consagrada, ela sempre me atraiu. Acho que sempre foi algo que eu achei muito bonito. E as pessoas que me conhecem, tá aí o aberto de prova, sabem que quando eu me envolvo com uma coisa, eu me envolvo mesmo, né? E eu praticamente virei um comunidade de vida que mora fora, fora da comunidade de vida, né?

E eu participava de tudo, eu ia para os encontros locacionais da comunidade, a comunidade também ia me confiando, né, novas atividades. Eu me recordo de na comunidade Shalom a gente chama de regionais, né? Aquela casa ela atendia Brasília, atendia Paracatu, atendia João Pinheiro, Unaí. Algumas vezes a gente precisava sair para atender esses irmãos dessas localidades, e eu ia assim num ímpeto, sabe? Numa alegria tão grande de estar servindo e voltar eu tava morrendo de chorar porque queria ser missionário, mas tinha uma faculdade, né?

A comunidade pediu que eu concluísse a faculdade, que eu não concluí. É, acontece. Tinha, tinha a faculdade, tinha a minha mãe, né? Minha mãe sempre foi inimiga assim dessa ideia porque eu sou filho único da minha mãe. Então tinha uma coisa que ela não queria, era que eu saísse de casa, né? Porque imagina, ela só tem a mim de filho, eu viro padre, ela: e aí, como é que vai ser, né? Então ela não, não realmente, ela não queria que eu fosse padre.

Ou se fosse, que fosse diocesano, né, que dá para dar uma escapadinha ali no domingo e almoçar com ela e tal. Então era uma ideia que não tinha muitos apoios, né? E aí eu terminei esse namoro, ficou aquele, né, foi uma decisão assim bem racional, terminei porque realmente era algo que não ia ter um final, né. A gente fala que o namoro foi feito para acabar, né. Racionalmente eu cheguei a essa conclusão nesse relacionamento, eu terminei.

E eu já era amigo da Alana, né? Nós éramos escalados normalmente para as mesmas. A providência divina nos colocou ali lado a lado para as mesmas missões, né? E aí também, olha só que curioso, também depois de um raléu, né, a gente começou a se aproximar mais. A gente conversava mais, ela escutava as minhas lamúrias. E aí teve uma ocasião que que ela— eu precisei viajar, eu trabalhava com meu pai nessa época, precisei viajar, fui para Cavalcante em Goiás e fiquei acho que 4 dias por lá.

E aí no terceiro dia eu recebi uma ligação, né? Naquela época era o forte, era o SMS, né? Mas eu recebi uma ligação interurbana ainda, né? De outro estado. E era a Alana me ligando dizendo que tava com saudades. Então aquele eu estou com saudades ali, já, agora eu entendi. Quando eu terminei, quando eu desliguei com ela, liguei para o meu pai assim: eu preciso sair daqui agora, preciso sair, preciso voltar, preciso voltar. E aí Meu pai disse, não, espera aí que eu tô chegando.

Chegou quase 8 horas depois, já era de madrugada, e ainda me fez ficar outro dia. E aí no dia seguinte nós nos encontramos e ela me fez pedir ela em namoro, né? Foi um negócio assim bem— não é assim não, não é chegar e beijar ela. Aí eu a pedi em namoro, né? E algum tempo depois me bateu de novo a a dúvida do sacerdócio, né? Já ali muito envolvido com os trabalhos do Congresso Eucarístico Nacional, acho que esse também tem na conta do Abílio.

Tem, Abílio? Tá vendo? É o arquivo histórico da diocese. Um baú tá lá em casa, outro baú tá na casa do Abílio. E aí bateu ali aquela dúvida, né? Então a gente terminou de novo, mas depois reatamos e de fato estamos juntos até hoje.

AAnderson

Que maravilha! E como foi, como se diz, né, a decisão de formar uma família com a Alana? Foi também algo muito racional? E imagino que assim deu uma continuidade hoje para que a gente, porque vocês vislumbram, né? Mas antes da gente falar dessa continuidade da formação da sua família. Eu queria entender como é que foi a saída de uma comunidade para chegar na Shalom. Como é que foi essa decisão? Como é que foi essa— como foi conhecer a Shalom?

CLCaio Lima

Foi uma decisão que eu não tomei, e explico. Eu, nós namorávamos e nós pecamos contra a castidade, e aí Alana ficou grávida e nós fomos convidados a nos retirar da comunidade. Era um contra-testemunho, né? E aí aconteceu algo muito curioso naquela situação. Como eu era um coordenador, né, me senti muito culpado, né? Eu ficava— Alana disse que uma das cenas que é mais marcante para ela Foi quando ela pegou o exame, né, que me falou.

Ela não me falou por telefone, ela me fez ir até ela para a gente pegar o exame, né, e ter a certeza de que ela estava grávida. E aí, naquela ocasião, ela dizia que eu me lamentava muito, né, mas eu não me lamentava pelo fato de não querer ser pai, né. Mas eu me lamentava pelo contratestemunho, né? Eu me lembro que foi muito marcante para mim nesse tempo que quem era o meu, uma das pessoas que eu era mais próximo, era o Padre Wesley Macedo, que inclusive foi quem deu origem a esse convite para que eu estivesse aqui hoje, né?

E o próprio não está aqui hoje, viu, Padre Wesley? Eu sei que o senhor vai ver esse episódio, né? É, e aí eu não liguei para o Padreza, eu chamei o Padreza no MSN, no MSN, dei aquela chacoalhada do chamar atenção, né? Ele veio conversar comigo e ele, aquele jeito dele, né? Acontece, cara, acontece. E E ele nos acolheu assim como, como sabe a parábola do filho pródigo que gastou tudo e volta? O Padre Wesley nos acolheu daquele jeito, né?

Aí ele também se tornou o diretor espiritual da Alana e acompanhou por muito tempo, até depois da entrada na comunidade, né? Nessa época ele já era capelão da comunidade Shalom em Brasília, né? Nem sei se exatamente esse o termo, né? Mas a comunidade não tinha sacerdotes aqui em Brasília. A comunidade veio para Brasília, Padre Evandro nos acolheu, depois Padre Eduardo Peters caminhou conosco por muito tempo, e em seguida o Padre Wesley ficou nessa posição, né, do sacerdote que acompanhava a comunidade junto à arquidiocese.

Então sempre estudando, até hoje ele faz isso, né? Não sei se vocês sabem, mas ele usa muitos materiais da comunidade, né? Os nossos estatutos, os escritos da comunidade, os livros da EMI para preparar o material dele, também para as formações, né? E aí ele nos acolheu assim como um pai mesmo, né? Nos trouxe para paróquia, época ele era pároco da paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Taguatinga do Sul, e nos acolheu mesmo como um pai para que eu não ficasse— eu acho que isso é de extrema importância, né, porque o pecado ele não é maior que o pecador, né.

Então exerci uma função de liderança ali, mas eu ainda era um servo. E o Padre Ézio enxergou isso, né? Então ele disse assim, vem cá, fica aqui tocando na missa comigo. A gente fazia uma missa mais carismática ali na quinta-feira, né? Fazia exposição do Santíssimo, a gente rezava. E aí foi misturando ali, porque você não sabia se era renovação, se era comunidade Shalom, se era Palavra Viva. Era um embolado só ali, mas eram, eu diria que era o meu abastecimento assim da semana, sabe?

Porque a vida comunitária ela gera uma rotina em você, né? Olha para sua realidade hoje, se te tira a vida comunitária, você vai fazer o quê de rotina assim? O que que você tem para fazer, né? Só isso, né? Até as amizades são tiradas quando isso acontece. Então é ele me inseriu de novo nessa, nessa dinâmica do serviço, né? E não sei se pretensiosamente ou não, o padre acolheu uma semana missionária da Comunidade Xalão na paróquia dele.

Essa semana missionária aconteceu, os missionários foram para paróquia, evangelização porta a porta, adoração, encenação do Canto das Ilhas, né, que é o nosso espetáculo teatral mais famoso. E quando acabou, ficou um grupo de oração, e a gente tinha esse grupo de oração da comunidade Shalom lá. Só que tinha um problema, que era o quê? Quando eu namorava essa outra menina, recebia muitos convites para ir à Comunidade Shalom. E eu fui uma vez, ainda sendo da Palavra Viva, né?

E eu me recordo de uma ocasião, era uma, era o 9 de julho. 9 de julho é a data de fundação da Comunidade Shalom. E a responsável local estava comentando a missa, a Joyce. Também acho que o Abílio se lembra muito bem. E a Joyce falava incontáveis vezes assim, esta Não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, esta magnífica vocação, que é uma frase que está nos escritos da comunidade Shalom. Era a forma com que Moisés expressava aquilo que ele não sabia o que era ainda, que era o carisma Shalom.

Então ele expressava como uma magnífica vocação, e o que já era do contexto de comunidade, mas ainda muito imaturo, porque Você tava vindo de uma conversão, passou pela igreja evangélica, encontrou o caminho e já quer sentar na janela. As coisas não são bem assim. E aí eu ficava comigo assim: gente, quem que essa mulher pensa que ela é para dizer que esta é a magnífica vocação, quando no Brasil hoje existem quase 600 novas comunidades?

Era isso que pensava. Então foi E gerando ali um afastamento, né, com a comunidade. Ao mesmo tempo, eu tinha diversos amigos que estavam na comunidade, que participavam dos grupos de oração. Essa época eu já trabalhava na Rádio Nova Aliança, que foi onde encontrei a Bíblia, e eu ia, eu ia para o o trabalho, já desde a minha experiência com a Palavra Viva, tinha algo que eu não sabia explicar. Eu também não sei se eu vou saber explicar para vocês, então vou contar o exemplo e a gente vê no final se deu certo.

Havia no meu coração um desejo enorme de passar mais tempo com Deus, um desejo de expressar tudo aquilo que eu sentia por ele. E eu não sabia como eu poderia fazer isso, né? Escrever numa carta, não sei. Mas eu sentia o que eu queria dizer quando eu escutava uma música da comunidade. Então tem uma música da comunidade, chama-se Novo dia. Ela é do álbum Estrangeiro Aqui, que ela fala: em cada novo dia, em cada amanhecer, que o meu primeiro olhar encontre sempre o teu, né?

E ela vai discorrendo assim como uma declaração de amor, né? E eu não sei se é isso, Jesus, é isso que eu sinto, né? Mas a música era da comunidade Shalom e a gente tinha um negócio aí, né? E eu tinha uma Bíblia, mas eu não tinha ouvido. É, então por isso aí, deixa quieto, vamos atrás de outras coisas. Mas a vida inteira as canções do Ministério de Música Shalom, da Sueli Façanha, do Davidson, depois da Ana Gabriela, né, hoje Gabriela de Sá, elas me atraíam, né.

E aí, a essa altura do campeonato, a gente sem estar casado, com uma criança, né? A gente se viu ali num lugar que a gente via que não era da gente, porque a gente, nós nos conhecemos da igreja lá na Vem de Uma Vida. Inclusive, vou fazer aqui o lobby, né? É uma pessoa também que tem uma história de conversão bem diferente do que a gente tá acostumado, né? Eu até brincava que um dia desse me chamaram para dar um testemunho para jovens de 13 a 17 anos no Arraial da Paz.

Arraial da Paz é a nossa, nossa festa junina. E me deram 5 minutos. Eu disse, meu Deus, como é que eu dou meu testemunho em 5 minutos, né? Porque eu não tenho assim uma história, né? Que nem você pega grandes pregadores, né? Padre Léo esteve envolvido com drogas, não sei o quê. Padre Roger, né, da Canção Nova, também veio do Rio de Janeiro, vive no tráfico, não sei o quê, não sei o quê. O Padre Adriano Zandoná, né? Só vinha esses exemplos grandes.

E aí eu tenho uma cicatriz bem aqui, vê se dá para pegar aí, Abílio. Essa cicatriz aqui, ó, pegou? Essa cicatriz é de uma catapora que eu tive aos 2 anos de idade. Mas se eu disser para você que foi um tiro da época que eu mexia com tráfico, facilmente você acredita, porque a marca da bala ainda está aqui, ela pode estar alojada ainda na minha nuca, né? Eu falava isso para os cabeleireiros quando eu cortar, porque pedia para eles passar com cuidado a gilete, e eu sempre vi aquelas reações estranhas, né?

Então não tem um testemunho desse para contar, né? E mas Deus foi fazendo na nossa história, né? Então, como eu A Alana tinha a história de vida dela, nos encontramos ali servindo, e como que a gente era uma família já, né, e não tava em lugar nenhum. Então a gente se sentia incomodado com isso, mas tinha ali a questão da birrinha com o Shalom, né. Até que um dia nós fomos assistir ao Canto das Íris, recebi um convite para ir assistir Canto das Ilhas.

E eu já sabia até falas, eu acho, né? Eu já tinha assistido outras duas vezes. Fomos. E aí, quando tava chegando perto do fim, assim, nas cenas finais— é bom que se você for assistir O Canto das Ilhas, você já sabe— a gente saiu. Nós falamos assim: vamos sair logo. Porque se a gente deixar para sair todo mundo junto, eles vão nos abordar. Já foi, já foi naqueles eventos assim que você paga R$60, no final do evento o cara faz um pitch de vendas e te vende um negócio maior e te dá vontade de comprar o negócio.

Eu disse assim, vamos, vamos. E eu nem mexia com marketing digital. E aí eu disse assim, então vamos. Tava saindo com a Lana e fui abordado por um missionário da comunidade Shalom. Tava nas preitas já. Francisco Laurindo. Hoje ele tá em missão lá em Palmas. E aí nos abordou, vamos participar do grupo de casais, não sei o quê. Eu disse assim, ah, eu trabalho durante, eu trabalho na Rádio da Arquidiocese. Na época o arcebispo era o Dom Sérgio.

E a gente tava tentando montar um projeto novo que era uma web TV. E aí eu sempre acompanhava Dom Sérgio quando tinha celebrações no fim de semana e tal, ia para as paróquias. Eu dizia, é muito complicada minha agenda, minha rotina, não dá para eu participar. E não, mas a gente tem grupo durante a semana, tem grupo no fim de semana. O Chico, ele tinha Tinha todas, ele tem uma resposta para tudo, tinha todas. Aí a Alana virou e disse assim, ah, mas a gente não é casado na igreja.

Aí ele virou para a gente e disse assim, mas porque vocês não são casados, vocês não são filhos de Deus? Aí eu me rendi. Aí nós entramos para o grupo de oração Na comunidade a gente costuma fazer, até para que tenha uma melhor eficácia, esses grupos de oração setorizados, digamos assim, né? Então tem o grupo de casais, o grupo das famílias, tem no mesmo dia desse grupo das famílias tem um grupo das crianças que os pais vão, levam os filhos, os filhos também são evangelizados, o grupo dos jovens, né, que normalmente no dia com atividades para eles.

Então a missa para eles, o grupo é para eles, e o que a gente chama de grupo misto, que é aquele que não se encaixou em nenhum desses outros, vai. Então a comunidade olhou para a gente assim e também nos acolheu. Então a gente entrou num grupo desses mistos e ali começou o nosso a nossa catequese, digamos assim, né? Porque nós entramos para o grupo e fomos vendo que não dava para a gente permanecer sem um sacramento. E conversa vai, conversa vem, acompanhamento, formação, direção espiritual.

A Alana disse, vamos casar. Tá bom, vamos casar. Com que dinheiro a gente vai casar? Aí ela disse, não sei, vamos casar. E aí essa época eu tava começando a trabalhar como web designer, eu tinha feito um site e naquele dia o cliente tinha me pago a entrada, eram R$400. Olha a prostituição do mercado, R$800 num site, amigo. Meu Deus do céu, a pessoa tinha Feito o pagamento, eu entreguei R$400 para ela e disse assim, olha, mas antes disso eu fui procurar o outdoor.

Se é para casar, porque alguém que vem desse histórico todo, que vive a vida inteira sem certezas, né, a pessoa vai ser ressabiada, né. Eu disse, Deus me dá uma luz. Seja bem claro. Aí já viu aquele povo que pega a Bíblia e abre assim? Eu fiz isso, cara, eu fiz isso. Eu peguei a Bíblia, abri assim, e aí caiu numa palavra, Salmos 127, 128, que diz assim: a tua esposa será como uma videira bem fecunda e os teus filhos como de Oliveira ao redor da mesa.

Eu disse, ah, entendi. Entreguei o dinheiro e falei para ela, me diga onde é, a hora e a data que eu estarei lá. Cheguei atrasado no dia, mas ela não pegou aquele dinheiro, e daquele dinheiro aí o vestido dela. Sobraram R$300 que ela não usou no casamento porque os nossos amigos abraçaram a causa, minha mãe, a nossa família também, todo mundo foi aderindo, né? Nosso casamento foi na Paróquia Nossa Senhora do Carmo no dia 7 de setembro de 2012.

Com o Padre Wesley assistindo, com outros dois padres, Padre José Emerson e Padre André. Padre, os dois, um era da Pascom, o outro era meu diretor na Rádio Nova Aliança, né? Padre André também já tinha sido meu diretor espiritual. E ali a gente selou nosso compromisso diante de Deus regularizou nossa situação. E aí eu me lembrava, quando você perguntou, né, como surgiu a família, né, eu sempre me lembro daquela oração do Padre Zé, da oração da família, né, a música Oração da Família, que fala que nenhuma família começa em qualquer de repente, né, mas fala também que nenhuma família termine por falta de amor, né?

Então, nessa dinâmica toda, a gente de fato encontrou amor. E realmente, a nossa família, por falta de amor, a nossa família não termina.

AAnderson

Cara, que bacana, meu irmão! É tão bonito ver o cuidado de Deus nesse momento da sua história, né, em toda essa transformação. E eu queria voltar quando você contou pra gente que a Alana, quando vocês descobriram, né, que a Alana estava grávida e que vinha, como se diz, uma paternidade fora de um casamento, fora de uma família, como se diz, né, vamos usar esse termo, né, devidamente constituída dentro da igreja. Como foi pro Caio essa bomba de dizer assim, e aí, como é que foi a percepção dessa responsabilidade Porque vem uma responsabilidade, vem um cuidado.

E aí, a outra, um outro ponto que eu queria saber é com qual idade que foi essa, essa, como diz, né, essa descoberta da paternidade?

CLCaio Lima

Eu tinha acho que 24 e ela na 23. Nossa diferença acho que são 6 meses, de 6 meses a diferença de aniversário, né. E esse ponto da história, ele é bem interessante porque o relacionamento que deu a minha origem foi assim: o meu pai veio de Pernambuco buscar condições de sobrevivência aqui. Não era nem melhores condições, era condições de sobrevivência. E ele começa ele começa a, ele chega em Brasília e começa a procurar emprego.

A minha mãe vem de São Paulo, já de um divórcio, procurando também condições de vida, e eles se encontram como pizzaiolos numa pizzaria chamada La Mama. Era uma rede de pizzarias que tinha aqui em Brasília, já extinta. Eles começam a namorar. E aí, eu não sei muitos detalhes dessa parte específica da história, mas eles decidem terminar o namoro. E nisso do terminar o namoro, minha mãe fica grávida a última noite, né? Minha mãe fica grávida.

Quando a minha mãe conta para o meu pai, meu pai desaparece. Meu pai sumiu e a minha mãe acaba tendo que levar a gestação sozinha. E eu fui criado assim, dessa forma, filho único. Minha mãe trabalhava, ela pediu ajuda uma tia-avó minha que já morava aqui em Brasília, trabalhava como empregada doméstica. Então minha mãe conversa com ela, pede para ela deixar o emprego para que ela fique em casa, e minha mãe trabalhando sustentaria a casa, sustentaria os três.

Aí vem mais uma tia também do Nordeste, do Ceará, e mora conosco. Então eu não tinha, eu não tinha uma família né, uma família tradicional, como nós dizemos, né. Eu sou criado por uma senhora que hoje tem 91 anos de idade. Hoje ela mora no Ceará, ela tem Alzheimer, né. Então, para que ela vivesse melhor, foi preciso ela retornar para o Ceará. Então essa minha tia, ela me cuida de mim, ela me educa, irmã da minha avó. Então é daí que vem as minhas primeiras lembranças de tocar na realidade da Igreja Católica, que era as celebrações de Semana Santa.

A minha mãe trabalhando sempre para dar conta, né, trabalhando por dois para dar conta das despesas. Minha mãe chegou ao cargo de gerência do restaurante, então Quando ela saía para trabalhar, eu já tava na escola. Quando ela chegava, eu tava dormindo. E eu via mais a minha tia porque ela trabalhava no horário convencional, horário comercial, né. Posteriormente também chegou o meu tio, que passa a ser uma das referências masculinas que eu tenho, e um outro tio também, irmão da minha mãe.

Que casou-se e veio morar em Brasília. Então essas duas pessoas eram os homens mais próximos que eu tinha. E o meu pai, eu só venho conhecê-lo já com 6 anos de idade. É dia das crianças, ele fala com a minha mãe que achava que tinha chegado a hora de me conhecer, vai na minha casa, e é aquela alegria, né, da criança que quer conhecer o pai. Eu vivi essa experiência, né. Só que meu pai já tinha uma outra família. A essa época ele já tinha duas filhas, Amanda, 2 anos mais nova que eu, Poliana, 3 anos mais nova que eu.

E a mãe delas não queria que como se nós fôssemos próximos. Então a gente não tem esse contato, né? Então quando eu olho para trás contando essa história, eu vejo que não me foi tirada só a paternidade, foi tirado também o convívio com os irmãos. E hoje a vida sempre cobra um preço de tudo, né? Hoje a gente paga esse preço, que a gente não tem essa proximidade tão grande. A gente se ama como irmão, sabemos, somos Temos o mesmo sangue, né?

Mas certamente, e infelizmente, eu talvez eu tenha mais proximidade com alguns irmãos de comunidade, são laços de fé, do que com as minhas próprias irmãs, né? Mais tarde também meu pai teve mais uma filha, que foi Ana Carolina. Depois ele se separa, vira jovem de novo, sai por aí se divertindo. E depois dessa história a gente descobriu mais dois. Se você também tiver assistindo esse vídeo e achar que a gente é irmão, por favor mande uma mensagem no privado.

Então assim, é aquela realidade que você tem irmãos, mas não, mas é filho único, né? Porque A gente nunca teve uma proximidade. Então, quando a Alana chega para mim com o exame dizendo que deu positivo, aí eu tenho duas opções: ou eu repito o gesto do meu pai e dou origem a uma outra história como a minha, de uma criança que foi criada sem pai, ou eu faço o contrário Assumo no peito o peso das consequências dos meus atos e crio uma família, e a gente começa.

Só que a Alana também tem uma história de vida. A Alana é— a Alana também é fruto de uma relação muito semelhante à minha, né? Ela nasce, os pais já separados. Depois vem a irmã, mesmo com relacionamento não acontecendo. Ele já tinha dois filhos, o pai, né, já tinha dois filhos. Depois da Alana veio a Nayara. A Alana perde a mãe aos 5 anos de idade e as irmãs são separadas. Ela vai morar em Braslândia de Minas com a avó, e a irmã dela fica aqui em Brasília.

Elas são educadas de forma totalmente diferentes e o pai constitui uma nova família. Então o meu pai tem 6 filhos, acho que o dela teve 7 ou 8 ou 6. E também a gente tem aquela suspeita com a Omoda mesmo. Então se você tá vendo esse podcast e você sabe que é minha esposa, se acha parecida, faça contato via DM. Então são histórias em que não existem modelos de família. A Alana foi criada pela avó, depois As tias voltam para casa porque por algum motivo tiveram histórias bem semelhantes, tiveram filhos e não ficaram com os pais.

E é uma casa só com mulheres que criam seus filhos. Então se a gente não ficasse junto, para ela seria uma coisa totalmente normal criar a filha sozinha, porque ela viu os primos, ela aconteceu isso com ela, né? E os primos também foram criados dessa forma. Então ela disse, não, vamos, a gente continua namorando e toca o barco. Aí beleza, aí começam a suspeita da gravidez. Se deu como? Vômitos, náuseas, enjoos, né? Então a Alana morava no Valparaíso nessa época, eu morava no Recanto das Emas.

A Alana entrava no ônibus, passava 20 minutos dentro do ônibus, saía porque queria vomitar e dizia, amor, eu tô aqui, vem me pegar, por favor. Isso aconteceu assim numa semana, quase todos os dias seguidos, até que chegou uma hora que eu falei para minha mãe, mãe, eu vou botar minhas coisas aqui nessa bolsa, eu vou lá para casa da Alana porque eu vou ficar lá para ajudar ela e tal. E nunca mais eu voltei para casa, porque já que eu tava interceptando ela em diferentes pontos do caminho, eu já fui para lá, já fiquei por lá para facilitar, e a gente tocou nossa vida nessa união dessa forma.

Então a notícia da chegada da Amarília, que é a estreia, mais velha, né, eu digo assim que foi um divisor de águas na nossa vida, porque foi a chance de reescrever uma história que tinha sido mal escrita. Não que isso vai arrumar os erros do passado, pago a conta por isso até hoje, viu, pai? Viu, mãe? Porque você cresce sem base, você cresce com buracos, né? E esses buracos só são preenchidos com amor, que tem que sair de algum lugar, né?

Então não era justo que eu tivesse vivido dessa forma e fizesse a minha filha passar por isso. Então é aí que a Marília muda a nossa história, cara.

AAnderson

É assim, é muito, é muito singelo, né, o agir de Deus na simplicidade, em toda essa percepção do cuidado com toda essa história. Vindo, vindo a Marília, vindo a paternidade, o caminho dentro da igreja e essa formação dessa nova família, chegamos hoje à percepção de uma família formada com 8 crianças. 8 crianças não, que a Marília já tem o quê? Já entrou na fase da adolescência, né? Então já é uma adolescente, mas vamos considerar assim com 8 crianças. Como é que o Caio tem essa percepção desse amadurecimento dessa família?

CLCaio Lima

A gente foi construindo uma história assim porque não tinha escola, né? Não dava tempo de estudar. Quando a gente casou, a gente já tinha a Marília e a Clara. Então a gente sabia das, do que o catecismo diz, né, a questão dos contraceptivos, estar aberto à vida, a promessa que a gente faz no sacramento do matrimônio. Então a gente não queria ofender a Deus e único, o único norte que eu tinha era a promessa de Deus que tinha me falado: tua esposa será como uma videira bem fecunda e os teus filhos como rebento de oliveira ao redor da mesa.

Vez em quando hoje eu ainda pego a palavra para reler aquilo e vou no, faço aquela exegese, né, para ver se realmente é isso, né, porque a gente, a gente foi A gente foi fazendo, aprendendo, não fomos ensinados assim. E aí no meio do caminho você vai encontrando referências, né? O pessoal brinca lá na comunidade que o meu acompanhador vocacional é o Tavito, né? A gente chama ele de Tavito, esposo da Patrícia. Ele tem uma história muito semelhante, ele foi membro de outra comunidade também.

Eles eram, eles foram membros da comunidade Canção Nova. E o Tavito tem, se eu não me engano, 10 filhos, né? Então a gente olhando para esses casais assim, o Roque, né, Roque e Alice também tem 10 filhos. A Brasília tem uma incidência muito grande de famílias numerosas, né? No Shalom isso é muito comum, né? Parece que atrai assim. A gente, né, sai no meio da rua, aquela multidão acompanhando você assim, e aquilo atrai, né? É igual aquela história que se conta aí de São Francisco, né, que chama o irmão para a gente sair na rua para evangelizar, né, para pregar.

Eles saem de hábito na rua, dá uma volta, retorna, o irmão Mas e a pregação? A gente já deu a nossa pregação, né? O nosso testemunho, a nossa pregação. Então a gente foi vendo assim essas famílias e sendo acolhidos e ouvindo os testemunhos, né? E vivendo assim. A gente tem testemunho de casais muito próximos e eu até discuto com Deus assim, a gente aprende na comunidade, a gente aprende que Jesus é uma pessoa, né, e tá vivo, né, é ressuscitado, que passou pela cruz, ele tá vivo.

Então a gente aprende que nós devemos nos relacionar com Deus. E uma das poucas vezes que a gente escute é nessas ocasiões, porque eu conheço tantas muitas pessoas que queriam ter filhos e lá em casa assim eu espirro e a mulher tá grávida, né? Eu fico, Deus, tem tanta gente querendo ter filho, por que que aqui, né? Mas assim, a gente vai vendo que cada criança que chega ela nos leva a um pedaço da história que vai acontecer, né?

As crianças, cada uma tem uma personalidade, não são, né, não é todo mundo igual, mas cada uma tem a sua personalidade, né. A Marília, ela carrega ali aqueles traços da irmã mais velha, né. A Clara já é mais descolada assim. A Teresa é totalmente livre, desbocada. A Agnes é aquela menina observadora, né. A Catarina é aquela menina que, apesar de ter só 7 anos, ela olha para um negócio assim, ela já pega o esquema. O Gabriel é muito livre, muito solto, né?

O Rafael tá, a gente tá vendo os primeiros traços da personalidade, mas é aquele cara que, sabe, você briga com ele, fecha a cara e não quer falar com você, e é mais sisudo assim. E o Miguel, né, que que tá ainda se desenvolvendo ali. Cada criança é uma, né? E cada uma delas traz uma riqueza para nossa história, né? Então é um, é os arcanjos. A gente brinca que são as 5 virgens prudentes e os arcanjos, né? Primeiro vieram as meninas, que eu acho que me ajudaram muito a ser mais dócil assim, não que eu seja, né?

É um caminho em construção assim, porque como eu falava, eu não aprendi a ser, não tive essa referência. Eu tô aprendendo a ser sendo, né? Às vezes, e graças a Deus tem a minha esposa que tá ali no laço ali, né? Porque às vezes eu sou muito bruto, né? Sou muito ríspido. Menina não pode ser assim, né? Menina docinho, né? Os meninos eu posso pegar a bola e dar um bicudão, mirar na cabeça deles, cai para trás, levanta, moleque, bora jogar.

Tudo bem, mas é outra realidade, né? Então a gente foi aprendendo enquanto fazia assim, mas sempre teve algo assim que eu nunca, eu nunca abri mão, que foi de ser respeitado, né, enquanto pai. E a gente tem um acordo assim: Alana disse uma coisa, eu não posso contradizê-la, só no off. Então a gente faz o possível para não chegar no off. Falou, não posso fazer nada. Sua mãe falou, tá falado. E ao contrário também, né? E ali a gente vai se ajudando, construindo consensos, que eu acho que toda relação tem que ser assim, tem que ser dialogado. E dessa forma que a gente vai conseguindo construir alguma coisa.

AAnderson

Nem sei se eu respondi a respondeu e você já até deu um gancho para a próxima pergunta que eu tava, que eu já tava aqui matutando para fazer, né? Você comentou na sua história que você não teve essa figura paterna, né? E agora você, querendo ou não, tem 8 pessoas para você ser essa figura, né? E é um aprendizado com cada um, igual você foi falando, né? E como é que foi esse amadurecimento do Caio aprendendo a ser pai? Como foi esse momento de realmente de forja, de aprendizado, de, cara, eu preciso ser pai, agora eu sou um pai.

E com essa quantidade de gente, que é muita gente para administrar, como é administrar tudo isso?

CLCaio Lima

Não sei exatamente como é administrar tudo isso, mas assim, uma coisa eu sei, eu sei, eu sempre falo assim que falo com as meninas, né, que a gente precisa aprender com o erro dos outros. É claro que quando a gente aprende com o nosso, você acho que tem um feeling maior, né. E a minha relação com meu pai me ensinou as coisas erradas assim, né. Então A minha, o meu primeiro desejo foi de deixar que não faltasse nada em casa. Então eu até hoje, né, eu carrego essa responsabilidade de prover a casa.

Não é que a Alana não faça nada, pelo contrário. Eu acho que o trabalho da Alana, eu acho não, tenho certeza que o trabalho da Alana bem maior do que o meu, né? Mas essa questão de prover a casa, ela para mim, ela tem um, ela tem um peso muito grande que talvez venha da minha própria história, né? Da parte do fio de ouro vai contar muitas coisas, né? Do descongelar do rio que mostra aquilo que vem lá da gestação, porque essas coisas têm influência existe até hoje.

Então não é, não é que eu vá criar os meus filhos e dar para eles aquilo que eu nunca tive, não é essa intenção, mas é dar condições melhores. Hoje o plano de ação hoje é fazer com que as meninas estudem, que elas sejam boas alunas, que elas tenham notas boas, que elas falem pelo menos 3 idiomas, que não namorem antes dos 21 anos.

AGAbílio Gonçalves

Por quê?

CLCaio Lima

Porque essa experiência afetiva, é o que eu falo, a questão de aprender com os próprios erros. Essa experiência afetiva fora da janela dela, ela traz consequências que talvez podem não ser bem administradas, como foi o meu caso. Eu tinha um relacionamento que não era uma coisa equilibrada, que no final das contas, juntando o bolo todo com relacionamento ruim com pai, com a falta de maturidade e o relacionamento imaturo por si próprio me levaram a um estado de— hoje, quando eu olho para trás, eu não posso olhar para aquilo sem chamar de depressão, que acabou me tirando da faculdade no período, no principal período, que era ali quando você começa a encaminhar para o TCC.

E eu nunca mais tive ânimo para retornar, entendeu? Faço outro curso hoje, mas aquele ficou para história, né? Então a gente vai aprendendo o que não deu certo para fazer o que é certo, né? Então hoje a gente tá trilhando esse caminho assim, né, de ensinar para as meninas o que que é o básico, que é o que que é o primordial, né? E aí entre muitas coisas, tá? Como eu falei, educação, está a experiência com Deus, né? A gente faz questão de que elas na idade correta entrem para catequese.

Alana hoje é ministra de catequese, né? Então Alana também possui uma excelente base, ela tem especialização em ciências da família, né? Então ela atua hoje como orientadora familiar E a primeira cobaia nossa hoje é a nossa própria casa, porque o que não der certo, meu amigo, que não der certo numa família com 10 pessoas— e se der certo numa família com 10 pessoas, vai dar também em outras famílias, né? Então a gente tem ali a teoria e aplicação da teoria e a constatação dos resultados.

Então a gente vai, a gente foi moldando assim, trilhando um roteiro, né? Na comunidade Shalom tem um negócio que eu admiro muito, que também foi uma das coisas que me atraiu ao carisma, que é, digamos assim, que um plano de governo, né? Tem A gente faz de 5 em 5 anos, mentira, de 3 em 3 anos um planejamento estratégico. E esse planejamento estratégico é feito para dar mais eficácia às ações de evangelização, né? Não desmerecendo todos os santos que nos precederam, mas o mundo que a gente vive hoje é totalmente diferente do de anos atrás, né?

Então a comunidade, ela para, ela reza, ela escuta a Deus, depois ela se coloca ali em forma para planejar como fazer aquilo que Deus pediu, né? Então essa lógica de de avaliar, de calcular, de planejar e depois testar, ela meio que tá bem intrínseca aqui assim em mim, né? Hoje eu tenho até feito um trabalho de parar, olhar para minha vida profissional, olhar para os históricos de pessoas com quem eu já atuei, identificar um padrão que eu sei que existe, esse padrão, para transformar método, né?

Então, é, dentro de casa a gente vai fazendo a mesma coisa, né? Recentemente a gente aprendeu na comunidade Shalom sobre um método chamado BSC, que trata de implementar ações e não deixar para avaliar ela só no final, depois que muita coisa já deu certo, muita coisa já deu errado, mas você ir fazendo acompanhamento das ações enquanto elas acontecem. E o que que eu notei dentro de casa hoje? Já não são— e isso também acho que tá muito ali no estereótipo das pessoas, né?

Não é que são— não são 8 bebês. São 8 filhos, né? Existe uma escadinha e a gente vai dando corda, né? Vai soltando conforme a idade vai avançando. Então teve um dia que a gente chegou à conclusão de assim: não dou conta mais de Leva as crianças na escola de manhã, vai trabalhar, pega o horário de almoço, volta, pega as crianças, traz em casa, almoça correndo, vai para o trabalho, vai para célula, volta para casa. Chegou um ponto que não dava mais.

Vamos ensinar as meninas a andar de ônibus. Chama o carro em casa, bora para parada. O ônibus passa tal hora, a gente tem que sair 3 minutos antes do ônibus passar na parada para chegar lá na parada e não ter imprevisto. Aconteceu imprevisto, qual o plano B? Tem que pegar outro. A gente mora no Bandeirantes, então tem que pegar outro ônibus, sair fora na EPNB, esperar um outro ônibus que vem andar Sambaia, do Recanto, do Riacho.

E plano C, tá demorando o ônibus, Pega um outro ônibus até a Estação Parque Shopping, de lá pega o metrô. A gente vai, foi, fomos colocando elas em situações reais para aprender a viver, porque não adianta eu me matar para blindar elas, para quando chegar a hora de soltá-las não saberem voar e voltar de volta para o ninho. Não é isso que eu não quero, ninguém no ninho, eu quero todo mundo voando. E voando alto, né, voo de águia assim, bem mais alto do que os voos que eu alcei.

Então a gente vai dando base, dando solidez para que elas consigam trilhar esse caminho de forma mais independente, né. Qual foi a minha pergunta?

AAnderson

Como era a percepção de lidar com esses, com essas outras? Justamente isso, entender o tempo de cada momento, né. E dentro dessa experiência de soltar as meninas, como é que você vê o aprendizado delas, que são as mais velhas hoje?

CLCaio Lima

Muito bom. Elas, como eu falei, né, a minha responsabilidade hoje, e eu assumo e trago para mim porque a gente já teve numa realidade bem específica, que era o quê? Quando nós Tivemos a Marília. A Alana trabalhava na escola de ecoterapia da PM e a Marília começou, deu 6 meses, cessou ali licença-maternidade, Marília foi para creche. Ela ficava o dia inteiro lá, a gente mal sabia o que que acontecia, né? Com todo respeito às profissionais.

Mas você não sabe como é que seu filho tá sendo educado. Ah, mas tem câmera na creche. Mas não é de vigilância que eu tô falando, tô falando de dar a criança o que ela precisa na determinada idade. Mas ainda assim, a Marília ficou na creche, depois veio a Clara, creche. Quando chegou na Teresa Acontecia uma rotina muito, muito semelhante ao que eu contei há pouco, que era aquele negócio que eu saía de casa cedo, deixava lá, deixava as crianças na creche, deixava lá no trabalho, ia para o meu trabalho, voltava, pegava todo mundo, fazia a rota de volta com aqueles engarrafamentos intermináveis, para depois ir de novo para o Shalom.

E chegamos numa hora, num ponto assim que não dava mais. Eu falei assim, Alana, a gente, a gente tá perdendo muito, tanto financeiramente quanto na educação das crianças. Então Deus foi providenciando condições melhores de trabalho para que eu pudesse sustentar a casa sem que a Alana fizesse trabalho fora também para colaborar na despesa da casa, e também para que ela ficasse com as crianças. Porque isso faz muita diferença, né?

E hoje, né, hoje ela tem essa formação como orientadora familiar, então ela tem uma noção, claro que bem melhor do que a minha, de olhar para uma criança, entender qual que é a necessidade dela, né? O choro, né? Às vezes o Miguel chora Miguel chorando na minha mão é batata, eu vou deitar ele no colo, vou fazer ele dormir. Mas ela sabe se o choro é de mamar, se é porque ele tá sujo, se é porque já passou da hora do banho, né? Ela olha o Rafael dando birra e sabe dizer se ele tá com fome, se ele tá com sede, né?

E as crianças têm essas necessidades que talvez só só a mãe vai saber identificar e vai saber formar, né? Então nós trouxemos ela para dentro de casa para fazer isso. Isso também não impediu que ela tivesse uma formação, né, e também já esteja atuando, né? E as meninas, elas vão acolhendo muito bem tudo isso. Eu, o prato que eu sei cozinhar, inclusive, se um dia vocês fazer um programa de gastronomia, quiserem me convidar, o prato que eu sei cozinhar é uma lasanha de miojo e só.

E faço questão de não aprender, que eu tenho certeza que se eu aprender vão me botar mais tempo na cozinha. Mas as meninas, a Marília com 15 anos e até a Teresa que tá com 13, elas já dão conta da cozinha. Elas sabem cozinhar, elas olham uma receita na internet, vão lá e fazem, né? E você é cobaia da prova? Eu, quando possível, né? Quando não tem banana na receita, eu provo. Quando o que eu consigo produzir hoje, porque Há muitas, há muitas pessoas que até escuto vários comentários sobre isso, né?

Nossa, você tinha que estar em lugares mais altos e não sei o quê. Mas se eu fosse me preocupar com isso nessa fase, eu ia deixar as meninas para trás, ia deixar minha família para trás. Hoje a nossa, a nossa renda, ela é adequada ao número de pessoas tendo em casa. Se eu fosse Se a nossa família fosse pai, mãe, 2 filhos, a gente, sei lá, moraria no sudoeste. Mas a realidade não é essa, é uma família grande que tem muitos gastos e uma pessoa só injeta dinheiro na casa.

Então não dá para a gente tá saindo para lazer com frequência, né? As meninas também têm, vão vivendo e vão alimentando os sonhos, né? Então a Lana, com elas, elas mesmas fizeram um negócio próprio, né? Se vocês quiserem nesse momento mexer, quiserem seguir a @brigadeiroperegrino, viu, Abílio? Ó, ó, brigadeiroperegrino, né? Elas fazem os brigadeiros, elas, o processo de ponta a ponta é conduzido por elas. Investir só um capital e elas— aí, olha aí que coisa linda!

Sigam e comprem. E eu vou dizer por que que vocês têm que comprar agora, né? Elas fazem todo o processo, né? Desde comprar as caixinhas, comprar o material, elas produzem o brigadeiro, elas vendem e elas compram as coisas dela. Outro dia disseram assim, amor, vem aqui em casa para a gente ir comprar vestido para todo mundo. Eu já pensei logo no cartão de crédito. Quando cheguei lá, elas desceram, cada um tinha um valor estipulado, cada uma decidiu o seu valor e compraram com o dinheiro delas, né?

Então elas já O que não é aquilo básico, elas já se viram, já compra, né, com as encomendas. Elas mesmas alimentam Instagram, mesmo aquele negócio, né, de como é que é, casa de ferreiro, espeto de pau, né. Não sou eu que cuido do Instagram delas, elas mesmas cuidam, né. Então elas vão fazendo. Então ela já, já olha, olhando para nossa realidade também, a gente colocando a própria realidade familiar para elas, elas vão entendendo que a vida tem suas fases, né?

Então já vão progredindo nessas fases. Então a Marília já cozinha. E tem outra, a gente identificou também que o trabalho de casa não pode ficar só para mãe, não fica muito pesado, fica exaustivo. E aí eu sou um entusiasta da inteligência artificial, né? Se eu tivesse que falar alguma coisa contra inteligência artificial, seria muito difícil, porque hoje elas me ajudam a sustentar minha casa, né? Então o que que eu fiz? Eu peguei esse método, isso tá se tornando um aplicativo.

Aí agora que você põe @caiolima aí Isso tá se tornando um aplicativo para a gente fazer o quê? A gente pegou o método BSC, alinhou com a rotina da casa e construí, eu construí um sistema. E esse sistema ele diz o que cada criança, de acordo com a idade, pode fazer para auxiliar na rotina da casa. E aí cada criança tem Para cada criança a gente gerou um documento, elas assinaram o documento. Lá no documento tem tudo que elas têm que fazer.

Segunda-feira de manhã, escola. De tarde, escola de línguas. De noite, saiu, não arrumou a cama, tem que voltar arrumar a cama. Tem que pôr água e comida para o cachorro. Ainda tem um cachorro. Tem que lavar louça. Então eu falo, falava isso com o pessoal na casa comunitária, que eu também tenho uma casa comunitária, não é uma casa comum, não tem condições de ser uma casa comum, não dá para ser, né? Então a gente vai observando, criando, agindo e julgando, né?

Para avaliar se deu certo. Que não deu certo, sai, e a gente implementa outras coisas para substituir. Mas ela já tem essa noção, né?

AAnderson

E quando, por exemplo, dentro dessa sequência, né, de coisas que é preciso ser cumpridas, algo não é feito, como é que funciona em relação à punição, né? Vamos dizer assim, né, porque são crianças, né, precisam entender que suas atitudes têm consequências. Como é que Como que vocês administram isso?

CLCaio Lima

A gente começa a extrair benefícios do dia a dia delas, né? Essas, na última reunião de pais, houveram várias reclamações, advertências, né? Aí a gente suspendeu o celular. Tem criança lá em casa que não vou dizer quem é, mas que tá olhando a TV neste momento, que está sem uso do celular, tá suspenso o uso do celular e só vai retomar o uso do celular quando o boletim retomar a parte de cima da tabela, né? Ah, não pegou, tomou, sei lá, não deu Não deu jeito, suspende do lazer.

Teve criança que ficou suspensa das festas juninas, foi todo mundo para festa junina, bendita ficou, né? Por quê? Porque do lado de fora é desse jeito. Se não sei se o Abílio vale como exemplo, que eu acho ele é o patrão dele, né? Mas se Se o teu chefe, ou tu é empreendedor também, se o teu chefe te manda fazer uma coisa e tu não faz, o que que vai acontecer? Começa com a chamada e não tem suspensão não, depois já é demissão, né?

Então elas já aprendem isso dentro de casa, e talvez, ou com certeza, isso será o diferencial. Porque, como eu falei, o método que eu mais gosto de usar É não fazer aquilo que já deu errado. E a gente tem muito exemplo de coisa que deu errado por aí. E aí a gente acha melhor punir agora do que punir depois, né? Porque talvez a punição depois não venha de mim, e talvez ela não venha só, talvez ela não venha com a misericórdia, né?

A justiça e a misericórdia precisam andar juntas. E talvez lá fora ela venha só com a justiça, né, ou com a injustiça.

AAnderson

Nossa, é assim, é massa ver toda essa organização, todo esse pensar e todo esse planejamento de rotina, de perceber coisas que dão certo, coisas que não dão certo, que precisam ser melhoradas. E vendo esse contexto todo, e você falou uma coisa que às vezes eu fico pensando bastante, né, que é a questão do prover, né. Qual o conselho que você daria aí para as novas famílias que estão crescendo, que estão se desenvolvendo, e aí às vezes percebem, né?

Lógico que a gente entende que a providência divina alcança na sua realidade infinita, mas qual que é a percepção hoje que você consegue passar para que os pais também, principalmente para os homens, né, que precisam ser formados nessa paternidade e nesse movimento dentro da casa, eles não, não caem, como se diz, numa falsa confiança de que tipo assim Deus vai resolver tudo, mas que eu também preciso me mover. Qual que é o conselho que você deixa para esses pais que estão aí?

CLCaio Lima

É a minha, a minha experiência é de não fazer nada sozinho. Eu não dou um passo sem Deus, não, e faço questão de não dar assim, sabe? Uma vez eu fui para uma entrevista de emprego, mas já foi assim só pela necessidade. E lá no Shalom a gente tem o costume de partilhar com os nossos formadores essas decisões importantes que a gente vai tomar, até para que a gente também possa ouvir a Deus, né? E A gente para para rezar, ouvir a Deus, ver o que Deus fala, e a partir disso tomar uma decisão, alguma coisa assim bem discernida.

Eu me recordo que numa ocasião dessas o processo foi muito breve assim, eu não tive muito tempo de parar para rezar com o formador, né? Mas eu queria pelo menos ligar para ele para dizer que eu tava indo, né, e tal. E eu ligava, ele não me atendia, e foi chegando a hora, foi chegando a hora, eu tinha, tive que ir. Aí participei do processo lá seletivo, foi dado como certo a minha contratação já. E aí depois o formador me ligou de volta, né?

E aí ele perguntou assim, como é que tá o seu coração? Coração tá em paz? E eu falei, não tá não, coração não tá em paz não. Porque quando a vontade de Deus ela gera paz no coração. Então se você tá ali num lugar onde você se sente confortável, viu, Abílio, você se sente em casa, talvez de fato esse seja o seu lugar, né? Fecha parênteses. A gente tá fazendo Pronto, viu, Tadinho? Estamos fazendo aqui uma campanha aqui para o Abel assumir o lugar que é dele.

Mas assim, o meu relacionamento com Deus, ele é primordial e ele é a base para qualquer coisa, para qualquer decisão. Não tá com um mês que eu rejeitei um contrato de R$40 mil que podia resolver um problema que eu tenho, que é o problema do carro. Mas que tava me tirando a paz do coração. E essa frase eu guardei assim: se não tem paz no coração, não está na vontade de Deus. Então eu fui aprendendo a fazer essa leitura assim, e de não ficar parado, sabe?

Graças a Deus, Deus colocou no meu coração uma inquietação muito grande assim. Tudo que eu sei hoje e a posição profissional que eu ocupo veio graças a essas inquietações, né? Digamos que a minha personalidade profissional, ela é muito semelhante assim ao que o abelha faz, né? Você olha para o abelha, você vê que ele dá conta de circular em várias situações, né? É mais ou menos a vida que eu levo assim. Eu não dou conta de, ah, você me perguntou uma coisa, ah, como é que, como é que opera o StreamYard?

Tinha um, eu tinha um problema, trabalhei, trabalhei para CNBB por 5 anos, eu tinha um problema e eu fui atrás da solução. Qual era a solução que resolvia o meu problema? Era o StreamYard. Fui aprender na raça mexendo no StreamYard. Hoje eu consigo fazer uma operação dessa direto do celular, né? Então eu estou sempre diante de Deus para saber o que que ele quer, mas eu também não parei, não tô esperando a graça cair do céu, porque às vezes Deus não quer que a graça caia do céu.

Às vezes Deus quer que você conquiste a graça, não porque ele é um um pai mau igual eu, mas porque ele sabe que dessa forma você vai aprender, né? Você vai crescer, né? E se hoje eu estou aqui foi porque Deus foi fechando portas e abrindo outras a partir daquilo que ele havia me ensinado quando fechou uma porta lá atrás. Então eu tenho, eu tenho até um certo receio assim de abraçar uma, não sei se é o termo certo, mas eu vou colocar assim, uma ganância de crescer, sabe, de alçar pontos maiores.

E eu tenho medo disso me tirar de Deus, né? Eu acompanhei esse fim de semana uns trechos assim, né, porque o fim de semana foi tão cheio. Mas eu tenho uma, eu tenho uma amiga, onde ela é Georgia Moura, alguém que também vale muito a pena seguir. A Georgia, ela é fundadora do Instituto, fundadora do Instituto Findway. É um instituto que trabalha desenvolvimento humano baseado naquilo que Santa Teresa pregou sobre o desenvolvimento humano, com o objetivo de chegar à transcendência, ou seja, chegar à santidade.

E a Geórgia eu conheci por meio de uma indicação de trabalho. Era, eu fui contratado para fazer o site dela, chegou um ponto ali que o negócio travou. E ela olhou para mim com olhar assim de quem tem um raio-x da alma, e ela começou a puxar coisas de mim assim, sabe, com o próprio método do instituto, e foi descobrindo o que que tinha ali de errado no meu passado que me fazia travar em determinadas situações. Essas travas acontecem até hoje Mas hoje eu já sei lidar melhor com elas.

E esse caminho que a gente chama de trilha da inteireza foi um caminho que desabrochou muitas coisas assim dentro de mim e que me fez entender que aquilo que é profundo me atrai, né? Hoje, uma prática que eu tenho Não só por conta dos compromissos estatutários da comunidade, mas é a prática da adoração ao Santíssimo Sacramento, né? Na comunidade Shalom nós temos a adoração perpétua, a gente vive em escala. E eu fiz questão de assumir um horário que eu senti que eu precisava ter um horário só com Jesus na Eucaristia.

E aí o horário que eu assumi foi domingo de 6 às 7 da manhã. A minha semana começa com as laudes solenes do domingo. Eu vou para capela sozinho, do jeito que tem o programa Paz à Voz, Paz à Voz tem as laudes lá, eu rezo as laudes de domingo, porque esse louvor a Deus ele me preenche de tal forma, de tal forma que não sobra espaço para outras coisas. E eu sabia que eu tinha que ter uma regularidade disso. Eu não botasse na minha agenda no horário difícil, no horário que exigisse uma renúncia, uma oferta, eu não faria, né?

E também não abro mão da vigília mensal que a gente faz, que são 4 horas durante a madrugada em um dia específico do mês. Inclusive, quem quiser me acompanhar, todo dia 4, a vigília da minha cela, estão convidados. Centro de Evangelização Shalom da Asa Sul, quadro 507. É só tocar o interfone na W2, a gente te acolhe lá e a gente passa a vigília, a noite em vigília, né, diante do Santíssimo Sacramento. Isso para mim é inegociável.

Ah, mas tem a última, a última foi terrível. Tinha uma missa no congresso Às 8:30 da manhã. A vigília era de 2 às 6, aí eu fiz de 2 às 5:30 para dar tempo de ir em casa, voltar. Quando eu voltei, ainda tive que tocar na missa. Então eu acho que todo homem precisa, precisa atender o chamado do seu coração, porque Existe um vazio na alma de todo homem que só quem pode preencher é Cristo. E à medida que esse vazio vai sendo preenchido, ele, ele toma outros lugares, né?

Porque se ele também não está ocupado, outros lugares, outras coisas vão tomando o lugar dele, né? Então, para mim, sempre foi esse método, adoração ao Santíssimo Sacramento, a oração de louvor, né? Às vezes as pessoas assim, ai, reza por mim, reza por mim na sua vigília. E às vezes eu entro, eu entro no louvor e o negócio chega num ponto assim que eu não lembro de rezar pelas pessoas, né? E às vezes eu tô em vigília e Deus me lembra de alguém no meio do louvor e fala, eu mando a mensagem para pessoa e a pessoa me agradece porque ela tava perdida, tava precisando de uma luz, e era aquilo que Deus falou, exatamente aquilo que Deus falou com ela, né?

Então é esse momento, eu não abro mão. E também não abro mão de abrir novos veredos assim. Eu sou muito infeliz num trabalho Ou em qualquer lugar onde queiram me podar. Ah, você tem que fazer o seu trabalho assim, assim, assim. Com todo respeito, eu sei qual é o meu trabalho e eu vou fazê-lo, eu vou fazê-lo bem. É, mas eu também posso ajudar outras pessoas, eu só preciso de liberdade. Todas aquelas pessoas com quem eu trabalhei que me deram liberdade, é, o trabalho deixou de ser trabalho, ele virou prazer.

Eu falo, falo hoje que se eu pudesse, eu trabalharia para igreja. E talvez isso, isso possa ser uma tentação, que eu não posso trabalhar de graça. Eu tenho 8 filhos, uma esposa e um cachorro para sustentar, né? Então eu não posso trabalhar de graça. Não é que, ah, mas você não pode dar um desconto? Poderia dar o desconto, mas hoje eu entendo o valor daquilo que eu faço, porque o que eu faço é a primeira pessoa que toca no trabalho que eu faço sou eu, né?

E eu faço aquilo com muito amor, com muita dedicação. Com muita objetividade, né? E como eu falei, eu detesto ser colocado numa caixinha onde não me caiba, né? Seja em questão de religiosidade, de política, de relacionamentos, de outro dia as minas, a gente tava conversando porque eu sou muito fã de Sou fã de Stranger Things, sou fã de Friends, né? E a minha cabeça não é meio normal, né? Como eu falava dessa questão, esse trabalho que eu fiz com a Geórgia, ele desencadeou numa descoberta do TDAH.

Tanto é que o remédio já tá passando efeito que eu comecei a falar dela, eu não terminei o assunto. E eu falo, as meninas disseram assim, rapaz, vamos assistir Enola Holmes. Enola Holmes, que a protagonista é a mesma, né, a Millie Bobby Brown. E eu falei, mas eu não gosto de, não gosto de Enola Holmes e eu não gosto da Millie Bobby Brown, gosto de Stranger Things. Eu gosto, eu não gosto de Jennifer Aniston, eu gosto de Friends.

Eu não gosto de Legião Urbana, eu gosto de Tempo Perdido, Será, Pais e Filhos, entendeu? Eu gosto da obra, né? Eu gosto da obra. E voltando ao ponto, né, eu gosto de profundidade, eu gosto de me aprofundar naquilo que eu vivo. É a comunidade, a igreja, né? O pessoal fala assim: nossa, Caio, mas você, como é que você se dá bem assim com tantos bispos, com os padres, né? Pessoal, rotineiramente isso acontece. A gente precisa de alguém Alguém tá precisando de unção dos enfermos, me ligam porque sabem que eu vou achar um padre, né?

Porque essas pessoas que ocupam altos cargos, né, o padre, o deputado, senador, hoje, né, como servidor, mesmo que comissionado, né, mas servindo no Congresso Nacional, a gente vai falando com muitas pessoas que têm cargos importantes, estão em posições importantes, mas eu faço questão de não tratar nenhuma delas como se fosse uma figura alta, como se fosse um rei, né? Não que não sejam dignos de respeito, não é disso que eu estou falando, mas é de relação.

A gente não pode ter medo de se relacionar, e eu me relaciono Desse modo aqui que a gente tá fazendo aqui, brincando ali com, falando de coisa séria, mas brincando ali com abílio, né? Você também já deve ter percebido esse meu perfil, né? É mais pronto para quando qualquer uma dessas pessoas precisarem a gente aprofundar em alguma coisa, porque a vida de cada um é sagrada, né? É, eu tava até brincando com, contando essa história ontem.

Às vezes Deus fala comigo, né? A gente tem aqueles momentos de locução interior. Eu me recordo que eu tava na Jornada Mundial da Juventude. Apóstolo Cabral tava lá também, quer ver? Tava na Jornada Mundial da Juventude em Madrid, 2011, e eu tava na estação de trem esperando trem. Inclusive, depois desse episódio, até peguei o trem errado, precisei desembarcar e voltar quando eu ouvi Deus falar assim: faça da sua vida algo grande.

Era 2011, eu tinha largado a Lana aqui sozinho com a Marília para ir. Eu não queria, e ela disse: vai, vai, vai. E isso foi, isso hoje é a raiz de tudo que eu vivo, porque foi ali que eu conheci o Padre Sávio, que me colocou no Jovens Conectados. Que me apresentou ao Padre Sávio foi o Padre André, que foi que me colocou na Diocese de Brasília. Ali naquele grupo eu conheci as pessoas que me convidaram para trabalhar em outros lugares até eu chegar onde eu cheguei, né?

Então Até hoje essa locução interior, ela, ela tá dentro de mim. O que que é algo grande que eu vou fazer da minha vida? E volta e meia Deus me para assim. Outro dia eu tava, peguei um BRT para ir para rodoviária do Plano Piloto, para de lá pegar o circular ou então patinete para ir para o trabalho. E eu vi o ônibus chegando assim, veio aquela multidão, né, desembarcando dos outros ônibus, aquela loucura. E Deus me dizia assim: do jeito que eu amo você, eu amo cada uma dessas pessoas.

E Deus me ama muito, eu tenho certeza que Deus me ama muito, porque ele nunca me deixou faltar nada. E só que tem pessoas que não sabem disso, tem muitas pessoas que não sabem disso. E aí é por isso que eu me levanto, tomo meu banho, porque eu sem um banho não sou ninguém. Primeiro ato do meu dia é o meu banho, e ali é como se Deus fosse dando um reset nisso, sabe? Que é a minha doação, a minha oferta pela minha família, porque isso também é uma oferta.

Eu passo o dia inteiro fora de casa, eu saí de casa hoje era 6:50 da manhã. Então fica aqueles resquícios do que você viu no dia anterior, né? Passei o dia, fim de semana inteiro com as crianças, e aí vou chegar muito provavelmente, e até se Deus quiser, elas estarão dormindo, né? Porque a gente, a segunda é para mim assim, é sempre o dia mais puxado, que é a organização da semana e tal, né? Mas é por elas, é uma oferta que eu faço por elas, é uma oferta que eu faço por aquelas pessoas que não conhecem a Deus.

E eu acho essa dinâmica da Comunidade Aliança incrível, porque talvez um padre nunca entrasse naquele gabinete para dizer para os meus colegas que eles são amados por Deus, mas eu posso entrar ali todo dia, escutar a história deles. Perturbá-los como eu faço com eles, né? Diga a Simone que tá ali do meu lado todo dia. E mostrar para eles com a minha vida, né, que eu sou feliz assim, que Deus me faz feliz dessa forma. E aí, nesse mesmo dia que eu tava na rodoviária, né, que Deus me falou isso, que amava cada uma daquelas pessoas com o mesmo amor que ele me ama.

Eu botei o pé fora do ônibus e senti a pancada de uma mala que foi jogada lá do mezanino da rodoviária, lá embaixo na minha cabeça. E aí me veio logo o pensamento, né, até Deus ama do mesmo jeito que Deus me ama, ele ama também esse infeliz que jogou essa mala na minha cabeça. Então a minha vida ela não pode passar despercebida, e eu faço questão que ela não passe despercebida, né? Não que eu queira que os outros vejam, mas porque eu quero que Deus me veja, né?

E parte, como parte dessa loucura que é a minha cabeça, né? Uma das bandas que mais me fazem rezar chama-se Diante do Trono. E eu vou para diante do Santíssimo Sacramento, viu, Ana Paula Valadão, com as suas músicas, né? E tem uma música que chama-se Dono do Meu Coração. Ela fala que, ela fala assim: ao contemplar teu rosto, que eu venha reconhecer, né, que ao chegar no céu e ao contemplar o rosto de Cristo, que eu venha reconhecer o olhar tão doce que amou o meu ser.

É aquele olhar de Jesus que eu encontro lá na Capela Quírios. Que me traz completude, sabe? Meu desejo era que todo mundo se sentisse assim. Não, e o ser notado não para que eu seja famoso, né? Padre Fábio de Mello, nesse acampamento agora que eu citava, falava do perigo de você ser famoso, né? Às vezes você passa para o outro lado para buscar uma ovelha e você não consegue voltar. Não que você não tenha que passar para o outro lado para buscar a ovelha, mas se você não tiver agarrado, enraizado naquilo que tem que ser a sua raiz, você não vai conseguir voltar.

E eu até conversava hoje com essa minha colega do trabalho, que eu admiro muito o padre, por coisas que outras pessoas o criticam, né? Ah, mas ele, ele vai lá para o Domingão, Domingão do Hulk, fica lá o programa como se fosse um contratado. A gente, talvez um padre não queria ele naquele ambiente, talvez nunca pudesse ser falado de evangelho no ambiente como aquele. Eu acho que é justamente por isso que a nossa sociedade está como está.

Porque nós como cristãos não ocupamos os lugares onde nós deveríamos estar. Teve um em dezembro agora, um produtor da Globo me procurou, foi, queriam fazer uma matéria sobre famílias numerosas, como as famílias numerosas dão presentes para os seus filhos. Não pode ser comigo porque a gente não tem dinheiro para ficar distribuindo presente assim. Mas aí eu ajudei, eu os ajudei a encontrar o personagem certo, né? Porque uma das tarefas que tá no meu trabalho como assessor de imprensa também é construir essas pontes.

Porque não é que, não é que eu vá saber o email certo para que o meu evento chegue na Rede Globo. É que eu conheça a pessoa certa que está lá na Rede Globo. E aí um dos produtores com quem eu já tinha tratado sobre um evento foi pulando, chegou em mim, eu falei: não, essa matéria eu não posso abraçar não. Aí vi outra matéria para mostrar como eram os, como eram as celebrações do Natal na família numerosa. Aí foi enviado lá em casa o Hugo Evaristo, que é do time da Globo aqui de Brasília, jornalismo local.

A gente foi amigo. Hoje de manhã, Hugo tava lá no Bandeirantes fazendo uma pauta sobre o Dia Nacional do Pão de Queijo. Alana me enviou uma mensagem dizendo que Tem um fio de alta tensão solto do lado de fora da escola, com faísca na ponta, inclusive. Aí o que que eu fiz? Eu mandei uma mensagem para o Hugo, e o Hugo foi quem avisou a Neo Energia, porque ele tinha o contato de alguém de lá, porque já fez pautas da Neo Energia. E foi o contato do Hugo que acionou a empresa para ir lá.

Porque ela já tinha ligado para os bombeiros, para polícia, viu, GDF? Já tinha ligado para todo mundo que tinha responsabilidade de estar lá e não estava, né? Então, um repórter numa família que o acolheu bem foi canal para resolver um outro problema daquela mesma família. Então Eu sou um cara que gosta de cultivar essas relações. Assim, uma vez nós estivemos em missão por 2 anos em Campo Grande. Não tinha comunidade Shalom em Campo Grande, tinha uma obra.

A obra são aquelas pessoas que conhecem o Shalom, começa o grupo de oração, mas não tem um vínculo formal com a comunidade. E aí nós recebemos a consulta se nós gostaríamos. Já tínhamos pedido para ir em missão, recebemos a consulta Para ir em missão para Campo Grande. Campo Grande era, não sei como está hoje, mas até então a capital líder em mortes por acidentes de trânsito. Inclusive, infelizmente, eu acho que esse posto ainda é de Mato Grosso do Sul.

E também em divórcios. E depois em suicídios. Então era uma coisa muito anormal uma família de época, 4 crianças, sair à rua, uma família missionária com 4 crianças, né? E uma das recomendações da comunidade, que a comunidade não faz nada, nada, não move uma agulha sem o aval do bispo. Uma das nossas avaliações internas era melhorar o relacionamento com a igreja local, falar para a igreja que nós estávamos ali à disposição para o que ela precisasse.

E eis que a providência divina me leva ao gabinete do arcebispo, que descobre que Eu trabalho com comunicação. O resultado da história: eu começo no meu período de missão, fui como aliança mesmo. Então a comunidade não me sustentava, eu tinha que continuar trabalhando. Eu fui trabalhar na diocese como assessor de comunicação da diocese junto com o arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa. E aí Dom Dimas, cheio de ideias, que ele é um bispo Todo pensante.

A Bíblia já viu ele nos encontros da Pascom, com certeza. Tem milhares de ideias, ele é engenheiro, então uma mente assim brilhante. Então, vamos gravar um programa de TV para passar nas TVs católicas. Vamos, você sabe fazer isso, né? Sei. Meteu o pé fora da sala, o YouTube, como editar vídeo com Adobe Premiere. Que é a característica que eu te falei, foi atrás. Beleza, vamos, começamos a editar, depois entramos para parte site, depois rede social.

O Bispo chegou assim, não tá dando. Vamos, você trabalhava meio período, vamos colocar você aqui o turno inteiro para você me ajudar mais. Eu falei, vou perguntar para minha mulher se ela deixa. Aí conversei com minha esposa, conversei com meu responsável local da missão. Pode. Aí beleza, aí fiquei trabalhando o dia inteiro. E aí a diocese lá tem um convênio com uma empresa funerária, é um trabalho que eu não vi aqui ainda, mas que funciona muito bem lá.

Você contrata o plano funerário para você ter direito ao jazigo quando da sua morte. E essa contratação ela traz alguns benefícios, como consultas, exames grátis ou com desconto, desconto em farmácias, em mercados, algo que seja benéfico, né, para que você não vá utilizar somente depois que morreu. E aí Como eu tava trabalhando o dia inteiro, chegou uma pessoa do— esse podcast vai render muito corte, né? Chegou uma pessoa dessa empresa, aí começou a me explicar como é que funcionava o plano, falou tudo isso que eu disse para vocês.

E aí entra o Bispo na sala, aí cumprimenta a moça: e aí, tudo bem com o senhor? Sempre tinha uma brincadeira, né? Olhou para moça e falou assim: setembro chove? A moça: oi? Repetiu: setembro chove? Ela: não. Repetiu de novo, bem devagar: setembro chove? Ele sempre tinha uma brincadeirinha dessa. Aí a moça já o conhecia. Falou que tava lá para fazer o cadastro do plano comigo. Eu perguntei para ele, doidinho, mas deixa eu perguntar uma coisa para o senhor.

O senhor quer me matar de trabalhar? Porque eu tava trabalhando aqui meio período, a gente não tava dando conta do serviço. O senhor me convida para ficar o dia inteiro e no dia seguinte aparece aqui uma mulher para me oferecer um plano funerário. E aí ele entrou na brincadeira, riu, né? E aquilo abriu uma, digamos assim, uma via de liberdade com o bispo, né? Quebramos ali todos aqueles gelos que poderiam existir e virou uma relação de amizade.

Hoje a gente, até hoje a gente troca mensagem, a gente conversa, né? Às vezes vem aqui em Brasília, temos a oportunidade de nos encontrar. Eu acho que falta isso hoje em dia. Somos todos pessoas, somos todos humanos, somos todos filhos de Deus, né? Não são títulos que nos tornam diferentes e também não podem nos tornar diferentes, né? Então eu acho que se todo mundo praticasse assim essa que o Papa Francisco chamava de cultura do encontro, né, talvez o mundo fosse bem mais feliz.

AAnderson

Cara, que bacana, meu irmão! É adentrar toda a sua história, ela mostra para gente e caminha para gente para o que uma das coisas que a gente tem aqui no podcast, que eu acho que como você disse, né, no começo aqui com a gente no ar, que você pesquisou, então você já deve estar meio que preparado para esse momento. A gente tem uma baluarte, né, que é Madre Teresa, e ela fala sobre a imensidão do oceano, mas ela também fala sobre a gota da entrega dela que sem aquela gota esse oceano não seria o mesmo.

E a pergunta que eu te faço hoje é: qual que é a gota que o Caio entrega para esse oceano que deixa, que sem essa gota ele não seria o mesmo?

CLCaio Lima

Tem um irmão nosso de comunidade, nome dele é Ronaldo Pereira. Ronaldo Pereira hoje É, não habita mais a nossa terra, mas ele habita o céu. O Ronaldo era um jovem apaixonado por marxismo, por comunismo, um jovem de família rica, classe alta em Fortaleza, e ele conheceu a comunidade, conheceu Deus por meio da comunidade. Se consagrou a Deus por meio da comunidade. E ele dizia sempre que o desejo dele era dar até a última gota de sangue pelos jovens, pela evangelização dos jovens.

E aí, certo dia, o Ronaldo estava voltando de uma missão, se não me engano em Natal, no Rio Grande do Norte, retornando para Fortaleza. E ele se oferece para tocar de lugar com o Moisés, nosso fundador, para que o Moisés pudesse descansar. E Moisés vai para trás, o Ronaldo passa para frente, acontece um acidente e o Ronaldo morre. Depois, a perícia constata que Não havia uma gota sequer de sangue no corpo do Ronaldo. Todo o sangue dele foi derramado no asfalto.

Certamente vocês sabem que uma comunidade está em fundação até que o seu fundador morra. Esse acidente aconteceu em 1996 e ali poderia ter se findado a fundação da comunidade Shalom. E talvez a comunidade Shalom tivesse chegado a tantos lugares onde chegou. E o Ronaldo deu tudo que ele tinha. E o meu desejo é— eu brincava um dia desses que eu fiz um um Stories que eu pegava aquela liturgia diária que tem no site da CNBB. Fui ver se eu ainda entendi um pouquinho de código, fui lá, depurei, troquei a data porque eu vi, foi no dia 13 isso, Santa Dulce, Santa Dulce, né, o nome dela completo.

Virgem memória. E eu quero que um dia lá esteja Santos Caio e Alana, esposos memória. E eu botei até a data lá, 7 de setembro, porque aconteceu isso só uma vez, foi São Luís e Santa Zélia, né? Então a data litúrgica, a data do casamento, e aí eu coloquei essa data lá, né, para que lá de 2026 para lá, de 2096 para lá, viu, Jesus, eu possa ter chegado na minha meta, que é o céu. E eu tenha dado não só uma gota, mas todas as gotas.

Eu quero dar todas as gotas: o pai, o esposo, o comunicador, o consagrado, e o que mais Deus me pedir.

AAnderson

É isso, gente. Bom, é com essa pergunta que eu quero te agradecer, Caio, por ter disponibilizado esse tempo, por ter disponibilizado a sua vida, por ter partilhado aqui conosco. Eu tenho certeza que muitas pessoas serão tocadas e escutarão esse podcast agora, daqui mais para frente. Para a gente finalizar, o Abílio vai subir aqui para a gente a nossa oração da escola. Então estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Você começa.

CLCaio Lima

Pai misericordioso, Deus todo-poderoso, tu que és a fonte da luz e da sabedoria, concede-nos um coração ardente, fiel e sedento da tua vontade para compreender as tuas obras e responder ao teu chamado à perfeição.

AAnderson

Jesus crucificado, servo sofredor e Filho de Deus, desejo permanecer aos pés da tua cruz, ao lado da Santíssima Maria, sua Mãe nossa, e diante de suas dores cultivar um amor filial a Deus e perseverar na vivência da tua palavra.

CLCaio Lima

Espírito Santo de Deus, Consolador fiel dos aflitos, derrama teus dons durante minha nossa jornada evangélica e fortalece nossa decisão de prosseguir com coragem ao encontro dos sofredores e pequenos, anunciando o Evangelho com alegria.

AAnderson

Ó Santíssima e Indivisível Trindade, que é essencialmente um si, é amor em sua realidade original e infinita, fortalece-nos para testemunhar e viver a comunhão à tua imagem e semelhança.

CLCaio Lima

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós. São Tomás de Aquino, rogai por nós.

AAnderson

São João Apóstolo e Evangelista, rogai pela comunidade católica Fidelidade da Cruz, por todos da Escola de Fidelidade, pelo mundo inteiro.

CLCaio Lima

Amém.

AAnderson

Estivemos sempre reunidos em nome de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Para você, meu irmão e minha irmã, que ficou conosco até agora, meu muito obrigado. Não esqueçam de curtir, de compartilhar na nossa rifa. E olha aí, o nosso querido Padre Wesley. Eu amo a família do Caio, da Alana.

CLCaio Lima

Ele tem culpa, viu? Ele tem muita culpa dessa família aí, viu?

AAnderson

Ele brincando na hora que o senhor tava falando da questão dos contratos do RH familiar. Olha aí, imagina se fosse. Bom, não se esqueçam, galera, nossa rifa tá no ar. É só abrir a câmera do celular, escanear nosso QR code e adquirir seu bilhete, viu? Caio, mais uma vez muito obrigado pelo tempo, pela, como se diz, né, pela aula que foi sua vida. Que Deus abençoe, abençoe sua família imensamente.

CLCaio Lima

Eu que agradeço. Eu sou o primeiro ouvido que escuta novamente essas histórias. Agradeço também, enquanto comunicador e católico, agradeço também a perseverança de vocês, a fidelidade de vocês com esse podcast, a 6ª temporada já, porque vocês mostram os tesouros escondidos. É, tem uma cliente minha que é minha comadre também, a Doutora Karina Andrade. Eu tô reformulando a comunicação dela, trabalhando com ela, e eu tava procurando um conteúdo para dar o start, né?

Comecei a pesquisar sobre ela e o que que eu encontrei? Ela no podcast Gotas de Fidelidade. São essas gotas que fazem a diferença e vocês têm feito isso muito bem, né? A minha oração, né, pela comunidade Fidelidade da Cruz, a nossa disposição em contribuir sempre que precisarem, né? Comunidade Shalom tá à disposição, né? Eu diria, viu, Tainan, o dia que você quiser ir lá em Fortaleza, passar um momento lá na diaconia, conhecer a comunidade, né?

A comunidade tem disposição, né? Nós somos a comunidade Shalom, é um pedacinho desse oceano. O outro pedacinho é Canção Nova, outro pedacinho é o Hesed, o outro pedacinho é a Fidelidade da Cruz, é a Canção Nova, são todos, né? E juntos nós vamos fazendo a vontade de Deus acontecer. Então Parabéns a vocês por esse podcast, né, por essa trajetória contínua, né. E rogo a Deus que vocês permaneçam fiéis não somente à cruz, também à ressurreição. Amém. E que o abelho dê o passo com calma.

AAnderson

Amém. Bom, gente, então chegamos ao fim de mais um podcast. Para você que ficou com a gente, muito obrigado. Tenha uma boa noite, uma ótima semana. E até semana que vem. Tchau, tchau!