Episódios de Gotas de Fidelidade Podcast

A paternidade que forja com Ítalo Rosa - T6 EP253

14 de agosto de 20261h1min
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No episódio 253 do Gotas de Fidelidade Podcast, receberemos Ítalo Rosa para uma conversa sobre a missão do pai, sua responsabilidade na formação dos filhos e o impacto da verdadeira paternidade na família e na sociedade.
Apresentador: Anderson

Participantes neste episódio3
A

Abílio Gonçalves

Host
A

Anderson

HostEstudante e doutorando em ciências humanas aplicadas
Í

Ítalo Rosa

Convidado
Assuntos15
  • A Gota de Entrega para Cristo· ReligiaoNão ser pedra de tropeço·Sabedoria e escuta·Catequese de adultos·Dom de Deus
  • Paternidade que Forja· SociedadeTema espiritual da família·Destruição do masculino·Exemplo de atos·Escolha de casamento
  • Paternidade e Formação· SociedadeResponsabilidade do pai·Impacto na família·Formação de filhos
  • Amadurecimento Pessoal e Paternidade· SociedadeMudança de perspectiva·Superação da indiferença·Amor ágape
  • Vocação Matrimonial e Paternidade· SociedadeDecisão de casar·Namoro e preparo·Pedido de casamento
  • Reducao de Telas· SociedadeSacrifício pessoal·Influência do cônjuge·Segurança infantil·Busca pela virtude
  • Lições das Filhas· SociedadeSentimento de amor profundo·Superação da frieza·Perspectiva da paternidade
  • Notícia da Gravidez· SociedadeChoque e preparo·Exemplos paternos·Responsabilidade paterna
  • Primeira Catequese e Igreja Doméstica· ReligiaoPaixão por Cristo·Evangelho e atração·Limitação de telas·Músicas infantis católicas
  • Didática da Educação Infantil· EducacaoEstudo constante·Fontes de informação·Adaptação à rotina
  • Autoridade Parental e Temperamento· SociedadeControle da ira·Diplomacia no lar·Consequências para a criança
  • Vida em Família com Três Mulheres· SociedadeDesafios do casamento·Personalidade infantil·Amor e sacrifício·Primeira paixão pelo filho
  • Modelo de São José· SociedadeSabedoria e humildade·Colocação em segundo plano·Papel do pai
  • Influência Paterna na Fé· ReligiaoHerança de sanidade mental·Estrutura familiar·Educação religiosa·Memórias da infância
  • Dinâmica do Casal e Temperamentos· SociedadeConflitos e conversas·Apoio mútuo·Aceitação de qualidades e defeitos
Transcrição78 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz B

Há um caminho, há uma formação, verso em cada passo, fidelidade em cada encontro, conversão, escola de fidelidade, formados no coração ardente de Cristo. Aqui a fé se faz caminho e a fidelidade nos conduz. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos.

AGAbílio Gonçalves

Escola de Eu sou Abílio Gonçalves, aqui da Escola de Fidelidade, e antes de começar o episódio de hoje eu preciso te contar uma coisa. Na virada deste ano de 2026, no nosso podcast apareceu mais de 1 milhão de vezes no Spotify, alcançando mais de 221 mil pessoas, e está gerando mais de 700 ouvintes fiéis todo mês. Isso para a Escola de Fidelidade, que nasceu pequena, é gigantesco. Para a Fidelidade da Cruz é uma confirmação. Mas como nos ensina São Tomás de Aquino, toda graça vem de Deus e se ordena à salvação.

Por isso, ainda que fosse uma única alma alcançada, já valeria todo esforço. Se você está aqui agora, faz parte dessa história. Obrigado por apertar o play, por indicar para outras pessoas, por caminhar junto conosco. Agora fica comigo porque começa mais um episódio do Gotas de Fidelidade.

?Voz B

Gotas, gotas de fidelidade, gotas, gotas de verdade na tua vida. Hoje, agora, Deus vê cada hora gotas de fidelidade. Gotas, gotas de fidelidade. Gotas, gotas de verdade na tua vida. Hoje, agora, Deus vê cada hora gotas de fidelidade.

AAnderson

Fala, galera! E aí, boa noite! Está no ar mais um podcast Gotas de Fidelidade. E para quem ainda não me conhece, eu me chamo Anderson, sou discípulo da comunidade católica Fidelidade da Cruz. E você é o meu convidado e o convidado da Escola de Fidelidade para estar conosco em mais um podcast. Bom, bom, para a gente começar esse podcast, vamos aos nossos avisos. O podcast Gotas de Fidelidade, ele é fruto da Escola de Fidelidade, e você encontra a gente no Instagram aí, ó, no @escoladefidelidade.

Lá no Instagram você vai saber de tudo que a Escola de Fidelidade promove junto com a fidelidade da Cruz. E aí a gente tem na escola cursos como Filoteia, Temperamentos, o curso de São João Paulo II, e você pode ir lá acessar, entrar dentro do Hotmart e adquirir o seu curso, adquirir o seu conhecimento sobre a Igreja. Bom, o Gotas de Fidelidade também tem o seu perfil no Instagram chamado @gotasdefidelidade. Lá você não perde nenhum corte desse podcast maravilhoso.

E é claro, se você curtir, repostar, nos ajudar a alcançar ainda mais gente, para que a gente se torne cada vez mais conhecido e acima de tudo ajude a evangelizar e salvar almas. Bom, para vocês que não nos conhecem, sabem que a gente somos, né, da Fidelidade, da Fidelidade da Cruz. E o arroba tá aparecendo aí, ó, eu fui ler, tá vendo? Ó, fidelidade.da cruz é o nosso arroba do Instagram. A Fidelidade da Cruz, ela é uma comunidade católica que fica localizada, olha o endereço subindo daqui a pouco para vocês, no setor de Mansões Itaguatinga 12, casa 3.

Bom, você é meu convidado para estar na comunidade, e é claro, de todos os membros que lá participam, né? Bom, lá você pode participar das missas que acontecem de terça às sextas ao meio-dia e 15, e também aos domingos às 11:30. Você é nosso convidado a vir celebrar conosco. Nas quintas-feiras às 20:30, a gente tem atendimento de oração. E na sexta-feira às 20:30 nós temos a nossa tradicional Adoração Fiel. E você é convidado a conhecer esse carisma que quer consolar a Cristo em suas realidades.

Bom, a gente, como vocês sabem, nós somos uma comunidade que vive da providência e o podcast também vive da providência. Para que a gente possa melhorar na nossa qualidade, a imagem, o som, todo esse amparato que chega até vocês na forma de evangelização e de podcast, A gente tá aqui, ó, com uma rifa, tá vendo aqui nesse QR code, nesse link que tá aparecendo aqui embaixo, você consegue acessar a nossa rifa digital. Bom, a nossa, cada bilhete da nossa rifa custa apenas R$5 e você pode concorrer a uma Air Fryer, a um ensaio fotográfico ou a uma maquiagem social para aquele seu evento e você chegar arrasando, né?

Bom, não perca tempo, adquira sua rifa. E nos ajude a evangelizar e a chegar mais longe, né? Bom, de tudo isso a gente tem também quem nos apoia aí, quem incentiva a gente a estar aqui. E aí a gente tá aparecendo, mostrando o arroba aí, que é o arroba da Divina Graça. A Divina Graça, olha só, gente, ela é uma loja católica online. Lá você consegue adquirir suas camisetas católicas, seus terços, suas imagens. Olha só essa capelinha que eu tenho aqui de Nossa Nossa Senhora, você consegue adquirir lá.

Olha só, tá vendo só? Você vai perder? Não vai, né? Já acessa o Instagram, já curia lá o que que você quer. Lá também tem livros, tem tudo em artigos religiosos para que você possa, como se diz, conhecer a nossa fé, ter o seu ato de devoção e se aproximar ainda mais do Reino dos Céus. Bom, agora sem mais delongas, a gente tá aí nesse mês falando sobre paternidade. E sobre o Papo Paternidade que Fode. Semana passada eu recebi o Felipe e hoje eu estou aqui com o Ítalo. Ítalo, seja muito bem-vindo, meu irmão!

ÍRÍtalo Rosa

Obrigado, muito obrigado pelo convite aí, obrigado toda a fidelidade e tamo junto, que vocês precisarem, estamos aí.

AAnderson

Bom, Ítalo, eu já te conheço um pouquinho, a gente já tava aqui batendo um papo super bacana. Se apresenta para o pessoal que tá aí de casa, quem é o Ítalo?

ÍRÍtalo Rosa

Meu nome é Ítalo Rosa, né? Eu sou casado aí com a Graziella Laninha. A gente participa aqui na Imaculada Conceição de Maria e temos duas filhinhas, né, que é o que motivou o convite. Essas duas meninas lindas que a gente tem, né? Um beijo para as três aí. E nasci já aí há um tempo, mas da geração milênio ali da década de 90. Nasci no interior aí e sempre fui católico, né? E lógico que a gente vai se convertendo com o tempo, mas fui crescendo nessa religião maravilhosa, né?

E a gente vai cada vez se cativando mais, cada vez que a gente conhece Cristo, eu acho que a gente se aproxima mais, né? É um ímã. E aí, pai de 3 meninas, hoje trabalho aí na área de qualidade. E é isso.

AAnderson

Que bacana, Ítalo. Bom, como você já falou que já nasceu no berço católico, foi conhecendo a igreja, eu já vou logo de cara. Como foi encontrar Graziella? Já tinha a definição da vocação matrimonial? Ainda não tinha? Tinha dúvidas? O Ítalo pensou em ser padre? Como é que, como se diz, seguiu esse primeiro passo?

ÍRÍtalo Rosa

Boa pergunta. Não, não, quando eu conheci a Graziella eu já tinha vocação, já queria, já sabia que eu Eu queria ser marido e pai, né? Mas lógico, é uma decisão muito forte, né? Não é algo que você pode tomar, né, assim, de qualquer forma. Então pensei muito, a gente namorou por 3 anos, e aí o que me motivou muito era a gente já tá, né, nessa vida, eu já tinha essa esperança, essa questão de buscar essa essa paternidade. E em determinado momento eu comecei a pensar, falei assim, tá, se eu sou católico, eu tenho que agora ou eu caso ou eu termino, porque eu não posso enrolar a Grazi.

E eu falei assim, cara, eu não me imagino separado da Grazi. Isso me gerava uma certa angústia. E eu falei assim, cara, se isso é dessa forma, porque eu eu quero casar, né? Porque se eu não consigo ver longe da pessoa, é porque essa pessoa. Então eu ali falando com meu pai, falei, olha, quero casar e tal. Ele falou, é, já tá na hora, já tá na hora. E eu falei assim, cara, eu não tenho dinheiro agora, eu não sei como que eu vou fazer isso.

Ele falou, não, sempre tive do seu lado, sempre vou estar do seu lado, e a gente vê como é que faz. A gente vai dar um jeito. E foi dito e feito. Aí comprei as alianças nas escondidas, né, fiz todo um esquema junto com meu pai, junto com a minha mãe, escondi tudo da Grazi. Aí um dia eu falei, cara, vamos ali ver uma missa no lugar diferente, né, tem um monte de igreja bonita e tal, vamos ver essa missa nesse lugar diferente. E aí é aquela do lado da torre que tem um nome diferente, faz, é um nome alemão. Maria 3 vezes admirável de Rádio.

AAnderson

Maria 3 vezes. O ponto soprou aqui que é Maria admirável 3 vezes de uma palavra muito difícil, galera.

ÍRÍtalo Rosa

É um nome europeu, né, assim meio alemão. E aí eu chamei ela para essa missa. E aí antes da missa começar eu coloquei a aliança no bolso. E aí ali na frente da capela, que eu queria fazer isso na frente do Santíssimo, e aí eu na frente do Santíssimo ajoelhei e falei, cara, falei um discurso que eu acho que ela não lembra, ela ficou meio em choque assim, né, catatônica um tempo. E aí eu falei justamente para isso, eu não consigo me imaginar longe de você e eu quero casar.

E aí ela meio que ficou assim um tempo, aí eu falei, você aceita? Ela meio que falou sim. Aí eu não sabia se ela tinha falado sim mesmo, ela ficou meio espantada. Aí depois de um tempo, ela olhando ali para o lago, ela— eu falei: tudo bem? E aí, é um sim? Você entendeu o que que aconteceu? Ela meio assim assustada ainda, ela falou: não, eu aceitei mesmo, é um sim mesmo. E aí foi tudo certo, graças a Deus. Mas não tomei um não, graças a Deus.

AAnderson

Aí, ó, Santuário Mãe Rainha 3 vezes admirável de—

ÍRÍtalo Rosa

isso, isso aí, só uns Beleza, corrigindo aí, cara.

AAnderson

Que massa! Bom, como você já nasceu num berço católico, e aí assim, hoje sendo pai, né? Vamos, vamos lá. Quando Grazi chegou para você e contou, falou assim, tô grávida, e aí?

ÍRÍtalo Rosa

Mas foi um baque, né? Por mais que a gente já quisesse, foi sua vez de ficar catatônico. Por mais que a gente já soubesse, já entendesse que tava preparado, né, na questão da paternidade responsável. A gente já entendia que tava preparado, que tinha as condições, a casa já estava reformada, já estava tudo pronto para essa criança. Ela falou assim, cara, acho que eu tô grávida. Aí então vamos comprar o teste. E eu falei, cara, será?

Nossa Senhora! Ela colocou o teste, né, e aí saiu lá grávida. A gente, meu Deus do céu, e agora? Tipo, caramba, é um choque, né? É um choque muito grande porque vocês— eu já entendia, porque graças a Deus eu tive um pai e uma mãe que fizeram esse papel muito bem, e eu já via dentro de casa o sacrifício enorme que eles faziam por mim, para minha irmã, que eu me questionava isso: será que eu tô pronto para— que é uma abração muito grande, né?

Eu lembro de uma vez que eu tava, eu tava brincando na rua, e aí uns colegas falou, então nós vamos sair, vamos comer um negócio e tal. Isso em grupinho, Tocantins, né, cidade do interior de Tocantins. E aí eu falei, cara, eu quero ir também, não sei o quê. E aí meu pai chegou do trabalho, né, em grupinho, na sombra é 40 graus, na sombra, quando tá tranquilo. E aí eu cheguei, pedi um dinheiro para ele, eu lembro dele suado de uniforme ainda, ele pegou o dinheiro e me deu.

Eu falei, cara, que loucura, né? O cara tá trabalhando, ralando para ganhar o dinheiro dele, e ele pegou esse dinheiro que ele ganhou do suor dele e me deu. E eu sempre vi esse pai, essa mãe ali dentro de casa, né, que sacrificaram demais por mim. Eu falo, cara, será que eu tô pronto para isso? Então quando a Grazi veio com a notícia, primeira coisa que eu perguntei foi, será que eu tô pronto para ser pai? E aí, né, eu comecei a— a gente meio que não tem nem, vamos dizer assim, você não tá pronto, é uma coisa que você aprende, né?

Mas graças a Deus eu tive bons exemplos e consegui, acho que estou conseguindo, acho que estou conseguindo levar as meninas para um bom caminho, né? Minhas duas filhinhas para um bom caminho e ser esse pai amoroso que elas precisam também, né? Que eu acho que é o principal.

AAnderson

Que bacana, meu irmão! E era justamente isso assim, a minha próxima pergunta, né, é como, como por exemplo, né, a figura do seu pai te preparou para esse momento, né? Porque você falou da questão do sacrifício, a questão da entrega. Como você vê hoje, por exemplo, assim, o papel do seu pai para que hoje você se dê consciência do papel que você precisa exercer?

ÍRÍtalo Rosa

Ah, meu pai foi uma referência muito boa, muito boa. Eu costumo até dizer hoje, né, eu acho que a herança que a gente pode deixar de maior para o filho, e que ele deixou para mim graças a Deus, é uma boa sanidade mental. Porque, né, as famílias estão se destruindo cada dia mais, o mundo adentra as famílias e destrói elas. Então meu pai e a minha mãe, por estar sempre muito estruturado, sempre permitiu isso para mim, para minha irmã, e sem sombra de dúvida nenhuma me trazendo para da igreja, né?

Ele foi esse belo exemplo nesse sentido. Desde que eu morava na onde eu nasci, lá no interior do Goiás, em Michelândia, eu tenho memórias da igreja de lá. Era uma igreja muito antiga porque lá tinha a cidade nova e a cidade velha, e na cidade velha tinha uma igreja que a gente frequentava. Eu tinha 5 anos, saí de lá com 5 anos, você tem ideia como é marcante, né? E aquela igreja no formato barroco, tipo toda dourada, com ouro, com a igreja mais escurecida, né?

E eu entrava, as pinturas, muitas estátuas, muitas imagens. E eu entrava e olhava e ficava admirado. Cara, que beleza, né? Que obra de arte! E foi tão impactante isso que cada dia mais me prendia, né? E aí seguiu por toda a vida eles me levando, né, à igreja aos domingos, às missas. E hoje eu acredito, né, que como cristão, ele me deu o principal, que é essa herança de poder ir para o céu, né? Essa questão de conhecer a Cristo.

E é o que eu quero passar para as minhas filhas, né? Essa é a principal herança, né? Essa é a meta, né? Criar duas santas aí, tá bom.

AAnderson

Pai de duas menininhas, como é que é, como se diz, a loucura de ter três mulheres em casa para equilibrar?

ÍRÍtalo Rosa

Cara, é uma loucura. Uma loucura. Já tem um ditado que diz, né, o filho que me dá mais trabalho é o filho da minha sogra, né?

AGAbílio Gonçalves

Então é isso, cara.

ÍRÍtalo Rosa

Assim, o casamento é algo mágico e misterioso, né? Quando a gente casa, você pensar assim, duas pessoas de duas famílias diferentes e que Deus quer unir elas em uma só carne. Então cada um tem sua cultura, cada um tem sua educação, cada um quer fazer da sua forma. E de repente você tá dentro de uma casa, né? Qualquer problema que você tinha no namoro, que era pequeno, quando você tá sozinho com a outra dentro de uma casa, vira um grande problema.

E vocês têm que contornar isso, né? E aí agora eu já tenho outra filhinha, né? A Emanuela já tá na fase também, né, de 2 aninhos. Ela já tem a sua personalidade, ela já sabe o que que ela quer, que que ela não quer. Então já é também uma pessoa que tá integrada na família de uma forma que a gente tem que saber lidar, porque é alguém que a gente já tem que respeitar, né? A outra menorzinha, então a gente já consegue lidar com ela de uma forma mais fácil, porque ela ainda não tá dando seus pitacos que nem a senhora Emanuela.

Mas é um desafio, mas é uma beleza muito grande também. É justamente isso, né? O amor gosto muito disso, né? É colocar o outro por primeiro. E nesse colocar o outro primeiro existe todo um sacrifício, mas é uma felicidade enorme, né? Eu lembro até hoje o dia que eu me apaixonei. Já contei essa história para minha esposa, né? O dia que eu me apaixonei pela minha primeira filha. Porque quando nasce, para o pai— não, quando tá na barriga da mãe você nem entende, você fala, você nem sabe que você é pai ainda.

Tô na barriga da mãe, você não Tipo assim, vai, você coloca a mão e tal, mas não traz a verdadeira paternidade. Quando nasceu, eu já com muito medo, eu já ficava em cima da enfermeira. Enfermeira levava minha filha na maca, eu já: o que que você tá fazendo com a minha filha?

AAnderson

Não encosta na minha filha.

ÍRÍtalo Rosa

Então até passar todo o baque ali, eu acho que um mês mais ou menos já tinha isso. E aí eu fui fazer ela dormir e eu lembro dela encostada no meu braço E a porta tava entreaberta, né? E aí a luz batia, vinha da sala, e aí o rosto dela passou na luz, né? Eu falei, cara, que coisa mais bonita! Eu vi uma porcentagem da Grazi, mas nada muito nela, só ficou com elas 9 meses na barriga. E aí eu lembro de ver essa cena assim, cara, que coisa linda, que criança linda!

E que que apaixonado, aquele momento, eu falo, sabe, queria apertar, mas tava dormindo, não podia. E aí eu, cara, que coisa mágica, né? E é isso, é um sacrifício que a gente faz todos os dias, mas que não pesa, cara. É incrível, você faz com gosto, é bom demais. Então é um desafio, 3 mulheres na casa, mas, né, é muito gostoso, é muito gostoso.

AAnderson

E como foi lidar com a primeira birra da Emanuele?

ÍRÍtalo Rosa

Cara, sendo bem sincero, a gente fica perdido. Eu até hoje vejo vídeos, até hoje corro atrás disso. O que que eu posso ensinar de valor para uma criança de 2 anos? É que, como é que fala? O que que eu— e aí quando você tem a primeira birra que você fala, não, eu li as coisas, eu sei como é que faz. Não, você não sabe não. Quando vem a primeira birra que você fica perdido, você não sabe como é que faz, porque você ainda não quer chatear a criança, mas você sabe que você tem uma responsabilidade com ela, que tem que colocar ela no eixo, né?

Então aquela primeira birra que ela entendia mesmo, que ela já entendia que era uma criança, que era uma pessoa, essa foi bem complicada. E a primeira briga que eu tive que fazer com ela, chega, dói no coração, né? Mas você fala, cara, eu tenho que educar. E aí é pesado, assim, no sentido de uma certa dor, né, que você tem no coração de fazer aquilo.

AAnderson

Dói mais em você do que nela.

ÍRÍtalo Rosa

Exatamente. Mas você fala, cara, eu preciso fazer isso, eu preciso que ela, como a gente falou, eu preciso que ela encontre a santidade. E não é através de uma educação muito frágil que eu tenha medo, né, porque é como você colocou, se eu pensar mais em mim, na minha dor, eu deixo de educar ela e eu preciso pensar mais nela do que em mim. Isso é muito difícil, mas a gente tá conseguindo, graças a Deus, né? Eu sou um cara fleumático, minha vibe não é da bronca, minha vibe é da reflexão.

E aí, quando eu tive que ter esse pulso firme, que não é próprio de um fleumático, eu sofri um pouquinho, mas eu entendi que eu precisava disso. Ela precisava disso, na verdade, né? Para ela se tornar alguém melhor. E é aquilo, né? Assim, tem até uma história, né, de um pai brigando com o filho. O filho olha para o pai e fala assim: eu não te amo. Ele fala assim: mas eu te amo, eu vou te amar sempre. Então, se você me amar ou não me amar, não faz diferença, eu vou te amar.

E aí, é meio que isso, né? Tipo assim, a gente tem que perder esse medo de perder elas e fazer o que for necessário. Aí, difícil, Mas estamos dando conta, graças a Deus.

AAnderson

Em meio a toda essa loucura do dia, que é sair de casa e trabalhar, voltar, ter as meninas, a gente, lógico que nenhum de nós é de ferro, né? Cansaço bate. Como é que o Ídolo faz hoje para conseguir descansar, para conseguir dar uma espairecida também, mas sem deixar de lado as obrigações?

ÍRÍtalo Rosa

Olha, eu Hoje é bem mais complicado, principalmente depois que a Manuzinha cresceu mais, né? Exige uma atenção alta. Agora mesmo eu tive que ir embora de casa, sair para vir para cá, né, na base do choro. Ela ficou triste, tadinha. E aí ela querendo me ver, papai, papai. Eu falei, não, papai tem que ir lá e tal. Mas eu sou um cara meio nerd, então eu leio animes, eu leio animes, eu leio, eu vejo animes, eu vejo animes e leio, e isso me distrai.

Isso é o que quando eu tô ali tem um tempinho é o que eu faço, né? Eu fico lendo ali, me distrai bastante. E quando posso também eu tento sair com a Grazi para a gente fazer alguma coisa, porque a criança tira muito isso do casal, né? Principalmente quando tá muito pequeno, depende muito. Hoje a gente, graças a Deus, tem a minha sogra aqui perto que a gente pode contar Tá? Uma pessoa que ajudou demais, que ajuda demais, né? E aí a gente, a gente pode contar com ela.

Mas mesmo assim a gente separa um tempinho para gente e lendo meus mangazinhos ali, eu vou me divertindo, me distraindo.

AAnderson

Que bacana, meu irmão! Bom, dentro disso tudo a gente tem São José como o exemplo, né, de paternidade, que como se diz, que nos ajuda às vezes a curar nós mesmos, né, e até mesmo tomar necessidade das ações, né. O que que Ítalo olha para São José e fala assim, cara, essa coisa aqui eu tenho que melhorar, eu preciso trabalhar, essa qualidade que eu busco é isso que me admira no modelo de São José?

ÍRÍtalo Rosa

Cara, é o cara, né, ele é o cara, é o nosso exemplo para todo pai, não tem como fugir, o cara é incrível. Recebeu essa missão inimaginável, né, de ser o pai adotivo de Cristo. Mas eu acho que principalmente, eu acho que ele tem, ele tem uma certa sabedoria que eu gostaria de ter, sabe? Momentos, eu acho que eu gostaria dele, que eu acho que ele tinha muito com, né, né, com Nossa Senhora ali, com Cristo, pelo que a gente lê na Bíblia.

Ele sabia o momento, ele sabia se colocar, se comportar. E tanto que nunca, em momento algum, se colocou à frente de Cristo, nem à frente de Maria, né. Ele entendia seu lugar e entendia seu momento, que já é uma honra que ele fez, né. E eu acho que seria isso, acho que essa perspicácia, essa sabedoria de saber se colocar, saber estar onde ele precisava estar e ser quem ele precisava ser. É uma sabedoria muito grande para fazer isso, porque quando você se torna pai, você tem que entender que você não é mais o protagonista.

Hoje eu não vivo mais só para mim, eu vivo para Emanuela e para Selene. Eu preciso fazer muitas coisas não mais no Ítalo que vai ser o cara, mas na Emanuela e na Celina que vão ser as mulheres, né? E é muito difícil essa questão de se deslocar para o lado para colocar o outro em primeiro, né? E ele tinha muito isso, ele nunca tomou essa posse para ele, né? Nossa Senhora também, né? Nunca, mesmo sendo a Mãe de Cristo, também nunca fez isso, né?

Mas eu acho que ele é o nosso espelho maior, como Paternidade, cara, era incrível, era uma linda, sensacional.

AAnderson

E meu irmão, quando você recebeu o convite, viu lá Paternidade que Foge, o que que passou na cabeça do Ítalo?

ÍRÍtalo Rosa

Passou um pai forjando uma espada também. Brincadeira, brincadeira.

AAnderson

O cara lá dos animes, tá vendo, gente?

ÍRÍtalo Rosa

A imaginação é fértil, cara. Eu acho que paternidade foge. Eu acho que família é um tema muito profundo, e muito profundo mesmo, porque ela é um tema espiritual. Ela não é um tema só sociológico, não é só filosófico, ele é um tema espiritual. Eu acho que a família é um reduto espiritual onde as crianças nascem, e dentro dessa família bem estruturada, eles vão ter um caminho, eles vão ter um caminho que é Cristo. Você vai encaminhar.

Dois pais católicos aí conseguem encaminhar seus filhos para Cristo, né? Lógico que a missão do homem muito grande, porque você é a cabeça, né? Você tem que estar ali com pulso mais firme, tem que ser o cara. É muito difícil, mas a família é esse centro, né? E obviamente o mundo quer destruir isso de toda forma, porque se tem alguma coisa que leva para Cristo, o mundo não quer, né? E a figura do pai é a mais importante. Não à toa também o mundo quer destruir de toda forma o masculino, né?

O masculino tem, existe uma busca forte para destruir o masculino e automaticamente a paternidade, né? O que que é ser pai, né? Essa questão do pai que não se coloca presente, esse pai fraco, esse pai que não faz o que é necessário. E eu, eu, quando vocês colocaram a paternidade que forja, eu pensei justamente nessa questão mais profunda de tipo um pai que é a cabeça, que precisa entender isso, que a gente precisa passar isso, né?

E vocês estão de parabéns, né, pela fidelidade da Cruz de estar buscando explicando isso para as pessoas, porque às vezes a gente vai se distraindo. E hoje o mundo é mestre nisso, né? Tudo hoje é forçado para distração: Netflix, Instagram, TikTok. E a gente não reflete sobre a importância dos papéis, de um papel de filho, de um papel de mãe e de um papel de um pai, né? E de fato, deveras, a paternidade forja demais né? A paternidade é o que, é o que faz a criança seguir.

E o mais difícil é que não adianta a gente ser hipócrita, né? Deus colocou isso e Cristo colocou isso muito bem quando veio, né? Que não é só seguir leis, né? Não é só isso, é realmente estar de coração aberto para Deus, né? E a paternidade que nos obriga a isso. Eu tenho que ser um exemplo nos meus atos para as minhas filhas. E isso é difícil também, né, porque a gente é humano, a gente vai em algum momento, você cai, mas você tem que levantar e falar, cara, eu tenho que ser um homem.

Porque eu acredito que quando elas crescerem elas vão procurar um homem, né. Um almejo que elas sejam freiras, né. Espero ser vô algum dia. E aí elas vão procurar esse rapaz Espero que eu seja um exemplo do que ela busca nesse rapaz, né? Então respeitar elas, por exemplo, né? Dá todo carinho, amor, porque quando ela não receber isso, ela fala: opa, pera aí, esse não é o homem que eu quero, esse não era o homem que eu via casado com a minha mãe, então não é isso que eu quero para minha família.

Então é desde ter os princípios de um pai Forja até a escolha de um casamento sentimento é muito profundo. Então a paternidade forja demais da conta, né? Maternidade e a paternidade forja demais a criança. Mas eu acho que a paternidade, acho que ela tem uma força maior. O homem, eu acho que ele acaba virando mais o espelho dos filhos quando a gente cresce. Por exemplo, o nosso pai sempre esse espelho para a gente.

AAnderson

E ver você falando por isso, né, é muito, como se diz, uma confirmação, né, de tudo que a gente vem pensando, a gente vem comentando, porque é realmente isso, isso é uma verdade, né. A gente ver as pessoas comentando, né, que nossa, espero que ao menos eu consiga ser um exemplo de cuidado para que, por exemplo, eu vejo muito dentro da comunidade, né, os pais de meninas comentando justamente isso, né, cara, eu sei que eu não sou perfeito, mas que pelo menos alguns cuidados a minha filha possa buscar.

Se ela for atrás de um rapaz, se ela tiver essa vocação ao matrimônio, que ela possa ter, como se diz, essa percepção e que ela não aceite menos do que ela vê em casa, né? E esse é um sacrifício muito importante, muito significativo, né? E pensando dentro disso, a gente tem todas, todo aspecto da realidade de fé católica, né? E os pais são os primeiros catequistas, né? A gente tava conversando aqui nos bastidores, você partilhou para mim que dava aula de catequese para Crisma.

Emanuel, ela já tá aí com seus 2 aninhos, indo para 3, já tá começando a ter algumas perguntinhas. Como é que é essa primeira catequese com ela?

ÍRÍtalo Rosa

É a famosa igreja doméstica, né, cara? Eu sou profundamente apaixonado por Cristo. Foi quem me trouxe, né, nessas missas que meu pai me levava. Eu via, eu vi o evangelho e falava, cara, como é que pode, né? Que homem sábio! Eu ficava pequeno ainda, eu ficava ouvindo o padre ler o evangelho e ficava, meu Deus, que coisa incrível, que homem incrível! E aí, como eu falei, um ímã, né, foi me puxando, foi me trazendo como a maré mesmo do mar que vai te arrastando.

E cada história que eu ouvia, cada novo boa parte do evangelho que eu via, vai me arrastando. E aí hoje eu tento justamente fazer isso por ela, né, trazer ela para esse, para conhecer esse Cristo, né. E aí ela, ela vê se ela também se apaixona, porque cada um se apaixonou por uma parte, né. Mas eu tento trazer ela hoje com essa mesma situação, né? Vou até desfoquei um pouco. Repete a pergunta para mim.

AAnderson

Como é que funciona, né, essa dinâmica com a Emanuela? De tipo assim, há um desenho, por exemplo, ela tem aqueles, aquelas Bíblias infantis que a gente vê, tem como se diz, como é que é um momento que tem com ela para tipo assim, olha, minha filha, é mais ou menos esse aqui que papai e mamãe, por isso que papai e mamãe vai na igreja, porque não sei o quê, porque ela já começa a ter essas questões, né?

ÍRÍtalo Rosa

É bem engraçado, na verdade, crianças, né? Bem engraçado. Mas seria isso, né? Eu já tento mostrar para ela. Hoje eu e a Grazi evita mostrar para ela o mínimo de tela, né? Tenta mostrar o mínimo de tela. Então quando eu tô no celular, por exemplo, que ela vem ver também, se eu tiver no Instagram, aí eu já falo: nossa, vamos ver um vídeo de Jesus e tal. Porque aí eu já tiro ela do Instagram e coloco ela ali um vídeo mais voltado, né, para Jesus.

Aí ela vive me pedindo, né, e vamos ver Jesus poderoso, que eu mostro aqueles desenhos de IA para ela, né, Jesus andando na água. Ela, nossa, como ele é poderoso! Eu falo, pois é, também. Então assim, hoje a gente volta tudo. Então ela já tem livros, a gente busca muito, como eu falei para você estudar, porque a paternidade você vai se atualizando, né? Você nunca sabe se você é um bom pai, né? Sim, você acha que é, mas assim, é um estudo constante.

Eu e a Grazi busca isso, né, de mostrar para ela. Então meio que a gente tenta colocar em todas as situações, né? Vamos comer? Vamos. Então vamos orar. Vamos ver um vídeo? Vamos dar prioridade para um vídeo de Jesus? Aí às vezes, né, fala assim: não, vamos, vamos ver o vídeo de Jesus. Às vezes fala, não, vamos ver outro desenho e tal. A gente fala, não, beleza, né? Porque ver direto, mas é sempre trazendo o máximo possível em todos os momentos isso, porque a gente sabe que, como a gente falou, as distrações são muitas, né?

E eu sei que quando ela poder escolher, talvez por a gente ter apresentado dessa forma mais gostosa, ela escolher isso ela mesma no futuro, né? Mas sempre trazendo para ela em todas as situações possíveis. A gente tenta lembrar também, né, que a gente às vezes até ali na correria esquece, mas todo momento possível a gente tenta trazer isso para uma música mais infantil, mais voltada para Cristo. E aí ela fica repetindo, é engraçado, que do nada ela começa a cantar umas músicas de missa no meio da casa, é engraçado.

E aí Mas é isso, e é muito bom, cara. Como eu tava falando, é como ele me pescou, eu quero trazer isso para ela, eu quero fazer essa coisa boa para ela desse ímã de levar ela para lá. Eu quero que ela veja em Jesus Cristo esse cara incrível que ele é e se apaixone por ele também e tal. E estamos fazendo todo o possível, mas é muito difícil, né? Realmente, você lê ali os evangelhos, você fica apaixonado.

AAnderson

Você mencionou a respeito dos estudos que você e a Grazi fazem, né, para melhor educação da Emanuela. Vocês leem, como é que funciona essa didática para a gente entender um pouco melhor? O que vocês leem? Como é que é que funciona para que isso se dê na prática?

ÍRÍtalo Rosa

Hoje a gente vê muita coisa, né, Então, como a gente nem sempre você pode estar com livro, mas você sempre pode estar com seu celular. E aí a gente segue pessoas certas, é o principal, né? Então vários padres, vários leigos e várias pessoas às vezes, né, que tem ali esse conhecimento. E aí principalmente psicólogos infantis católicos, né? E aí a gente vai vendo isso, fala, cara, isso aqui realmente seria interessante, daria para colocar na minha rotina, né?

Porque também tem isso, né? Às vezes fala de uma realidade muito fora, aí você fala, cara, isso aqui não cabe na minha vida. Mas tudo que cabe, eu e a Grazi vai mandando um para o outro ali no Instagram, vai falando, olha esse vídeo aqui, olha o que que esse cara falou, né? E aí vê podcast, a gente tem esse hábito de ver podcast, e aí vai falando, olha o que que esse cara falou, olha o que aquele cara falou, olha como isso aqui ficaria bom para Emanuela.

Frente ela gostaria dessa forma. E aí a gente vai aprendendo, todo dia você aprende um pouquinho e começa a colocar isso na vida dela, né? E não é fácil, mas porque cada criança é uma criança, mas com o tempo isso vai ficando mais rotineiro, vamos dizer assim. Aí vai tomando proporções e formas mais concretas, mas é um constante evoluir.

AAnderson

Você mencionou na sua resposta anterior que você e Grazi evitam as telas, né, para pequeno. E como é que é? Porque assim, é um desafio e tanto, né? E aí assim, até um pouco polêmico, porque uma galera fala assim, ah, não tem, não sei o quê. Mas sem entrar na polêmica, pensando na realidade de vocês, isso com certeza gera um esforço seu e da Grazi muito maior para que a Emanuele fique longe, né? Lógico que uma hora ou outra acaba, mas e aí, como é, quais são as dicas para fazer o tempo passar? Como se diz, para fazer o tempo render, a brincadeira render.

ÍRÍtalo Rosa

Cara, vou ser sincero para você, isso foi um sacrifício maior para mim do que para Grazi. A Grazi não tem muito esse hábito não. Eu já tinha mais o hábito de ficar no celular, porque tudo que eu lia, os mangás que eu leio, às vezes no Instagram, mesmo que eu esteja vendo algo de de política, que é uma coisa que eu gosto também, ou de religião, que é algo que eu gosto muito também, eu acabava ficando mais no celular. E na medida que a Emanuela foi crescendo, até a própria Grazi, né, a nossa esposa, uma das maiores forjadoras, né, do marido, ela foi me falando: Ítalo, você tá passando muito tempo, você precisa equilibrar isso aí, não dá mais.

E aí a Emanuela foi crescendo e eu falei: cara, realmente não dá. Ou eu fico com a minha filha ou eu fico aqui no celular, não dá. E aí eu fui deixando, né, fui deixando, fui deixando. E aí ela também foi crescendo, então ela mesmo vem ver, né. Então se eu abro aqui o celular, ela já vem: eu quero ver Jesus Poderoso. Aí eu: não, vamos ver. Então já trago ela para isso, né. E aí foi me tolhindo aos poucos ela mesmo, né, a própria Manu, porque eu não queria que ela Então toda vez que ela vinha eu falava, não, papai desligou, vamos fazer outra coisa.

Acabou a bateria, né? E aí eu cortava ou mostrava um vídeo de Jesus ou cortava, porque aí eu ia brincar com ela. Mas sem sombra de dúvidas é extremamente cansativo, né? A gente também não vai romantizar aqui a paternidade, né? Até porque senão você tira a santidade também do negócio, né? Então é difícil, não é fácil, mas a gente, pelo bem da criança, a gente busca isso, né, o tempo todo e tal. E aí quando dorme, você pega ali o celular meia horinha, lê seu mangá em 15 minutos e vai dormir.

É isso. Mas é pesado, é intenso, porque, cara, eu acho que na, não sei da sua época, né, da minha época, coisas eram mais leves. A própria televisão não trazia algo tão complexo e filosofias tão complexas que desvirtuam tanto, e tão relativas, né? Porque isso, e aí hoje é muito mais difícil, né? Não tem nem comparação hoje, até pela segurança. Antigamente eu podia ir brincar na rua tranquilamente na cidade onde eu morava. Hoje eu não tenho coragem de deixar elas brincarem, né?

Em qualquer lugar sem a minha, sem eu estar em cima, sem eu estar olhando, né? Então é muito mais difícil e vai ser cada dia mais difícil. Eu tenho noção disso porque ela vai ter as suas opções, os seus gostos, que ela vai se tornar uma adolescente, ela vai ter o próprio gosto. E eu tô tentando fazer ela ver o belo, né, para ela entender que aquilo é belo, que aquilo é bom, que aquilo é virtuoso. Mas estar com ela o tempo todo e tá desligando tela e tá, não tá descansando, é muito difícil, muito difícil. Mas é a santidade, né? É o que a gente busca. Então é isso.

AAnderson

E dentro desse contexto, eu imagino que vocês já trabalhem com ela, uma própria rotina dela, até mesmo pela questão dos serviços e dos afazeres que você tem a fazer. E como é que é nesse momento em que, por exemplo, às vezes você precisa ser um pouco mais autoritário com ela, que é uma coisa naturalmente que você comentou já mais difícil, né? Mas assim, como não pesar a mão, sabe? Tipo assim, porque lógico que a gente tá falando de uma criança de 2 anos, ainda é mais nova, tem suas mães para contornar.

Mas como você vê as situações em que o Ítalo precisa realmente ser um pulso mais firme para para a Emanuela?

ÍRÍtalo Rosa

É que nem eu te falei, o meu temperamento me colabora muito com isso, né, de controlar a ira, porque o fleumático eu tenho uma tendência a não ser muito irado e uma tendência a pensar antes de fazer, que não é o caso da Graziella, que é uma colérica, né. Então é um colérico, é uma colérica e um muito diplomático, né, meio que sangue frio e sangue quente dentro de uma casa. E isso para mim, eu vejo isso muita clareza. Então quando ela faz alguma coisa mais leve, eu dou uma briga mais leve para ela, né, falando, olha, não pode, né.

E aí na medida que ela vai intensificando, né, eu tento sempre passar 3 vezes. Não pode, aí na segunda vez não pode, aí segunda eu já falo, se você fizer de novo, eu vou te tirar, eu vou te privar disso. E aí quando ela faz de novo, eu falo, pego ela no colo, tiro ela do lugar onde ela tá com aquele negócio, que aí vira um escândalo, né, uma birra louca. E aí tiro ela de lá e falo, cara, você não vai mais brincar com isso hoje, você não brinca mais com isso, né, hoje você não faz mais isso.

E aí é isso, para mim é mais tranquilo, né. Mas mesmo assim, é que nem eu te falo, é um algo que você nunca sabe se você acertou ou não, né? Você vai ouvindo as pessoas falarem, os psicólogos, e você tenta reproduzir ali para fazer o melhor possível, né? Mas esse seria hoje a forma com que eu tento trabalhar com ela, porque a minha ideia é, apesar de achar que ela não vai ser uma fleumática, no Centro 3 Colérica tá ótimo. Aí, mas eu tento trabalhar assim com ela hoje, de se ela fizer alguma coisa, se for muito perigoso, né?

Esse dia a gente estava no, a gente foi ver uma missa, né? Falei, não, vamos variar, vamos ver a missa em outro lugar. E aí a gente foi naquela ali perto do lago, aquela que é toda brancona, na frente de um shopping. Eu não vou lembrar o nome. Enfim, e aí eu fui, aí depois de lá a gente foi no Pier 21, né? Falei, vamos dar uma volta com as meninas no lago, deixar elas verem o lago. E ela começou a correr. Aí eu falei, Manu, calma, sei que você tá eufórica, mas aqui um calma e tal.

Aí ela fez de novo, e aí na terceira ela ainda saiu correndo e eu quase perdi ela de vista. Aí quando eu peguei ela, eu falei assim, nós estamos indo para casa. Não, que eu quero passear aqui não sei o quê. Eu falei, não, nós vamos para casa, você perdeu o seu privilégio. A gente tava aqui, a gente vai embora. Aí eu peguei ela, a Grazi, a Celina, e fomos para casa. E assim, nunca assim eu fiz com raiva, né, porque o fleumático tem essa facilidade, mas eu tento trabalhar dessa forma para que ela não saia dos eixos, né, porque senão fica doida.

AAnderson

E como se diz, né? E quando você vê a Grazi passando dos limites, ou por uma bronca mais excessiva, por ser colérica do próprio temperamento, já teve essa conversa, dizer assim, Grazi, dá uma maneirada, né? Com calma. Como é que é para você, por exemplo, né, ter que às vezes chamar atenção por um excesso da mãe ou de uma outra situação? Como é que é esse ponto para o Ítalo?

ÍRÍtalo Rosa

Rapaz, conversar com uma colérica Nunca é fácil, né? Sempre tá aqui ouvindo. Mas já conversamos com isso. Ela me cobra o contrário e eu cobro dela, né? Isso é muito bom de ter sangues opostos, né? Um colérico e um fleumático. Então eu falei, você precisa às vezes dar uma asseverada também, né? E aí eu também às vezes puxo ela, falo, Grazi, calma, não deixa sua ira te controlar, né? Lembra que você tá de fora, é porque ela pode dar birra, ela pode ficar irritada, ela pode fazer o que ela quiser, a Emanuela, né?

Mas a gente que é adulto, a gente vê de fora, né? E aí a gente não pode entrar no sentimento da criança, né? Como se fosse, então ela tá irada, eu não vou me irar também, né? Eu vejo isso como se fosse de um espectador, e mas é muito difícil, né? Até para mim, às vezes eu perco a paciência, né? Porque é tantas situações, e às vezes você já tá cansado, né? Imagina, chega do trabalho e tal, aí ela já vem correndo me receber, aí eu já abraço e tal.

E na medida que ela vai ficando com sono, vai ficando mais enjoada, natural de criança, né? E aí às vezes a gente se irrita, mas você tem que Vamos lá e tal. Aí pega, leva para cama, faz dormir, muitas vezes chorando e tal. Mas às vezes a gente até troca, né? Então algumas vezes falo, Grazi, assume lá porque eu já tô nervoso, né? E eu vou passar da linha. E ela fala a mesma coisa, ela fala a mesma coisa para mim. Fala, não, assume lá porque senão vai dar ruim.

Eu falo, não, deixa que eu vou lá. Mas é isso, é uma conversa, né? O casamento tem que ser isso, tem que ser— eu tenho que saber o que ela é e ela tem que saber o que eu sou. Ela tem que saber minhas qualidades, meus defeitos e os dela. E aí a gente se apoia, inclusive na maternidade, na paternidade, né, para facilitar, porque ninguém é perfeito. E aí eu tenho meus defeitos como fleumático, ela como colérica, e a gente vai se dando toques um do outro. E aí vai dando certo. Eu acho que tá dando certo, cara.

AAnderson

Muito massa isso aí. Pensando todo nesse contexto, né, da paternidade, do crescimento, né, da maturidade, né, que o próprio Ítalo adquiriu. Se o Ítalo sentasse para conversar com o Ítalo de 10 anos atrás, contasse algumas coisas que tá hoje, como é que você imagina que seria a reação dele?

ÍRÍtalo Rosa

Cara, eu acho que ele ia, ele ele ia se chocar um pouco. Como você falou, é casamento, me mudou muito. A Grazi me ajudou muito a mudar, né? Eu era um fleumático abraçado com a fleumice e ainda tenho alguns defeitos do fleumático que eu tento abandonar, mas é muito difícil. A Grazi me ajudou muito desde quando a gente namorou e casou. E a paternidade, muito, muito, muito A paternidade, eu falo para você, que abriu um amor que eu não sabia que eu conseguia sentir, né?

Apesar de amar demais a Grazi, eu acho que o amor ali que a gente tem, aqueles três amores, né, o ágape, o filia e o eros, eu acho que o eros ele meio que pede alguma coisa do outro. Então quando eu casei com a Grazi, eu esperava um respeito dela, tanto que o próprio casamento são promessas, né? Ela me promete fidelidade, vai estar com na alegria, na tristeza e tudo mais. E eu prometo para ela. Então é um amor que espera algo do outro, né?

Eu espero, ela espera um respeito em mim, um respeito dela, porque se não houver respeito, se eu sair ficando com todo mundo, acabou-se o casamento, né? Mesma coisa da parte dela. Então a gente espera ser únicos um para o outro, a gente espera uma série de promessas, né? E o amor de pai não espera nada. É que nem a gente comentou, né? Eu não espero nem que o meu filho me ame, porque eu vou amar ele mesmo que ele não me ame, né?

E eu vou fazer o que for necessário para que ele se torne uma pessoa que ganhará o céu, que essa eu acho que é a principal missão do pai católico, né? Ir para o céu e levar o filho junto, né? Que se eu for para o céu e elas não tiver lá, vai ser uma derrota, é uma tristeza. E eu acho que é isso, né?

AAnderson

De tipo, de trazer elas Então é interessante essa vida aí de casado, mas dentro de todo esse amadurecimento, todo esse ensinamento que o Ítalo aprendeu, o que que o Ítalo destaca como assim, cara, isso aqui para mim foi fundamental para essa virada de chave?

ÍRÍtalo Rosa

Você fala como assim, que sentido?

AAnderson

Vamos separar os dois sentidos. Vamos pegar aqui dentro do casamento. O que foi que o Ítalo olhou e falou assim, cara, realmente isso aqui, como se diz, eu preciso largar essa fleumice, né, eu preciso melhorar por conta disso. Mas como é que foi que ele percebeu que, como se diz, era preciso dar um passo a mais?

ÍRÍtalo Rosa

Inclusive nem concluía, né, mas eu acho que ele ia se chocar, o Ítalo do passado, de 10 anos Porque ele não imaginaria que se tornaria tudo que precisou se tornar, né? E aí agora, qual que foi do amadurecimento dentro do casamento, né?

AAnderson

Qual foi assim aquele ponto que você falou assim, cara, sem isso aqui não daria certo, não seguiria? E não digo não daria certo, que terminaria, mas eu falo assim, que foi preciso de eu mudar para que as coisas melhorassem.

ÍRÍtalo Rosa

A principal coisa que precisei mudar, né?

AAnderson

Isso.

ÍRÍtalo Rosa

Eu acho que foi principalmente, eu era uma pessoa um pouco indiferente, e a indiferença é muito perigosa porque ela é uma forma de não amor, né? Porque se o amor ele automaticamente necessita que eu coloque o próximo em primeiro, quando você é indiferente você não se importa com o próximo, então você deixa de amar. E é um sentimento perigosíssimo, né? Então até minha juventude eu era muito assim, abraçado, que eu acho que é um traço do fleumático que tenho que controlar, né?

E eu por muitas vezes eu entendi essa compaixão, né, que é algo que eu precisava mudar muito pela parte intelectual e não sentimental, né? Porque tem gente que naturalmente olha para o próximo e se compadece. E eu não tinha isso. E eu falei, cara, isso é uma coisa que eu preciso mudar, né? Olhando para Cristo, olhando para o meu namoro que eu tinha, eu falei, cara, não posso ser essa pessoa que não se preocupa com a Grazi. Tem que começar a me preocupar com a Grazi.

Não foi fácil. Primeiros anos de casado a gente trabalhou muito isso, né? Tivemos mais brigas, né? E é natural, porque como a gente falou, duas pessoas diferentes. Mas graças a Deus, a Grazi conseguiu me mostrar isso. Eu já tinha essa noção, né, mas a Grazi conseguiu me colocar isso mais na minha cabeça e me ajudou bastante, né, a entender que eu não poderia ser indiferente. E graças a Deus eu venci isso, nem que fosse um pouco, para ser um pai melhor.

Porque se eu fosse o Ítalo de 10 anos atrás, eu provavelmente não seria um pai bom. E eu percebo até como é doido Cristo, né, como o tempo das coisas, né. Porque eu fui pai tecnicamente já mais velho, né, tinha aí, era com 33 que eu tive. E mas foi na época certa, no momento que eu estava preparado, né, que eu entendia o que que eu precisava ser feito. E mesmo assim me forjei demais Ainda na paternidade, graças a Deus as meninas também me ajudaram muito, mas eu acho que seria indiferença.

Isso aí era um problema sério que eu, graças a Deus, consegui converter um pouquinho, né, e tô melhorando cada dia mais.

AAnderson

Graças a Deus, que bacana! E agora com as meninas, com a Emanuele, com a Celina, o que que fez assim que o Ítalo falou assim, cara, isso aqui é fundamental hoje?

ÍRÍtalo Rosa

Você fala em como assim? Qual sentido?

AAnderson

No sentido de amadurecimento mesmo, da percepção da paternidade, de olhar e falar assim, cara, isso aqui para o Ítalo de hoje, sem isso aqui que as meninas me mostraram, me ensinaram, acho que as coisas não dariam certo.

ÍRÍtalo Rosa

Eu acho que elas me ensinaram, como eu tava falando daquela hora, é um sentimento que eu nunca senti. Eu acho que isso venceu muito a indiferença em mim, porque como eu falei que eu me apaixonei pela Emanuela, né, eu acho que ali, e é muito doido porque foi um processo, porque com um mês é uma loucura, você capota a vida, né, você tem que ser, vai dormir, você tá casado, só os dois, então chega em casa, a janta, a Grazi fazia a janta, a jantar, e ia dormir.

Com a criança, a vida capota, porque você tem que fazer tudo para ela primeiro. Então, literalmente, você vai colocar todo, inteiramente, o seu serviço a ela. E isso eu acho que é o que vai mudando. E quando você vai caindo a ficha, ela, essa paixão que cria no coração pelo filho, eu acho que foi o que mais me mudou, que inclusive permitiu vencer a indiferença. Eu não pensei que eu ia ter um sentimento tão forte, sentir, né, que é um problema do fleumático de ser mais frio, mais calculista.

E eu não pensei que eu ia sentir isso pelas minhas filhas, um sentimento tão forte, né. Então aquele desânimo, aquela indiferença se tornou algo que quando eu tenho que fazer, né, então tem vezes, por exemplo, eu tô dormindo, eu e a Grazi, e aí a Grazi Às vezes deita com a Celina, que tá dormindo do lado da nossa cama no momento, né, até ela passar para o quarto delas. A gente fica de olho, ela tá lá deitada, e aí do nada, de madrugada, a Celina começa a fazer barulho.

O Ítalo de 10 anos atrás iria achar um saco, ia ficar irritado. E eu hoje eu paro lá e fico ouvindo a Celina conversar e rachando o bico, né. Ela não fala nada, uma menina de 11 meses, ela fica Aí de vez em quando ele solta uma mamãe, quero água, e ela fala água. E aí a gente, eu fico rindo olhando para o teto assim, menino não vai dormir não. E aí eu olho assim para ela, ela me vê mesmo no escuro, a gente deixa um pouco iluminada, ela já começa a sacudir a perna, os braços quando me vê.

E assim é mágico, só que você tem que ter essa perspectiva, né, que eu não teria, que elas me ensinaram a ter, né, porque senão eu ia achar ele ali no saco, pô, quero dormir, a menina não me deixa dormir. Mas é muito engraçado, né, toda essa criança tentando falar de madrugada e você ali olhando, é engraçado. E foi o que mudou. Eu acho que o que os mais me ensinaram é isso, que, cara, como que amor realmente não tem limites, né, que a gente pode fazer por um filho. É muito doido, cara.

AAnderson

Que bacana, meu irmão, muito massa conhecer um pouco mais Insider Story, se aprofundar na sua realidade, na sua intimidade. A gente tem um comentário aí, ó: a mamãe, meu filho, bênção de Deus.

ÍRÍtalo Rosa

Olha aí, te falei que aquelas 4 pessoas que tá vendo ali, uma era minha mãe.

AAnderson

Estamos juntos, seguindo a Deus. Olha aí nossa irmã Bruna, boa noite. Aí, ó, tia Célia da comunidade também, boa noite. A Patrícia dando boa noite. Ó, o homem aí, o mestre Olha aí, Felipe Lima, boa noite! Povo Santo, a Nath aí também, boa noite! Ô Lucas também por aí, boa noite! Bom, a galera cumprimentando, a mamãe de novo, parabéns à comunidade! Olha aí, muita gente participando, né, estando aí com a gente. E meu irmão, eu queria para a gente finalizar, né, essa nossa conversa bacana, a gente tem uma pergunta que é baseada na na espiritualidade da nossa Baluarte, que ela fala que sem a gota que ela entrega para esse oceano de Cristo, o oceano não seria o mesmo, né?

E dentro dessa caminhada, dessa história do Ítalo, qual que é a gota que ele entrega? Qual que é essa gota que ele despeja nesse oceano, que sem essa gota não seria a mesma coisa?

ÍRÍtalo Rosa

Você fala em qual sentido a gota?

AAnderson

Na gota sua, a sua gota de entrega para esse oceano de Cristo. Para todo esse oceano que é o mundo, né, que a gente tem aqui hoje, que é como se diz, a gota que faz a diferença do Ítalo.

ÍRÍtalo Rosa

É o seu passinho, né, no meio da multidão ali que você pode colaborar com a salvação de alguém, né. Estou tentando já há algum tempo a não ser pedra de tropeço na vida de ninguém e ajudar as pessoas a irem para o céu, né, como diz aí Uma das, assim, uma, acho que Deus colocou em mim. Eu nunca fui de falar em línguas, eu nunca fui de cantar, não sou de cantar definitivamente, mas eu acho que Deus me deu uma coisa muito legal que é uma sabedoria, né?

Eu acho que vem também desse temperamento fleumático de saber ficar calado, ouvir muito, e fiz isso muito, Sempre fui um cara mais calado e li bastante, conheci bastante de Cristo, me apaixonei demais por Cristo, né, um amor da minha vida. E eu acho que isso me permitiu fazer o que eu amo, que é dar catequese, né, da catequese. Hoje eu dou catequese para adultos e graças a Deus, se eu puder, né, se Deus me der essa honra de eu ser ali a caneta, né, que escreve engrandece o nome dele, não tem honra maior, né?

Eu acho que a minha gotinha ali, que eu pingo, né, de semestre em semestre formando adultos, é essa, de dar crisma, é de através desse dom que Deus me deu, né, não é próprio meu, essa sabedoria, sabedoria de parar, olhar o tempo e falar, cara, isso aqui aconteceu por causa de Cristo. Hoje eu olho e falo, isso aqui é de Cristo, isso estar aqui, por exemplo, né, eu acho que foi no tempo de Cristo. Então hoje eu acho que essa minha gotinha é essa, de conseguir passar essas coisas para as pessoas.

E não tem honra maior, né? Vocês da Fidelidade da Cruz, você, Anderson, sabe muito bem disso, que honra que é poder falar em nome de Cristo e levar nem que seja uma pessoa, né? É um dos 200 que eu dou aula, se um deles fala, cara, eu quero conhecer melhor esse Cristo que você falou, eu ganhei minha vida, ganhei minha vida. Então dessa forma é o que eu entrego hoje, né? Uma família de pedagogos, né? Minha mãe é pedagoga, minha tia é pedagoga, acho que tá no sangue isso aí.

AAnderson

Como se diz, né? A semente não cai longe do pé, né?

ÍRÍtalo Rosa

E aí é maravilhoso, adoro dar Crisma, acho que essa é minha pegada mesmo, esse é meu dom, esse é meu carisma, e aonde eu vou fazer aí minhas gotinhas.

AAnderson

Que bacana, meu irmão! Muito obrigado, cara, por compartilhar conosco, né, o seu testemunho, sua história, deixar a gente entrar um pouco aí nessa sua intimidade, né?

ÍRÍtalo Rosa

Bom, obrigado.

AAnderson

Para a gente finalizar, a gente vai subir aqui a nossa oração para a gente finalizar. Então estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Você começa.

ÍRÍtalo Rosa

Pai misericordioso, Deus todo-poderoso, tu que és fonte da luz e da sabedoria, concede-me um coração ardente, fiel e sedento à tua vontade, para compreender as tuas obras e responder ao teu chamado à perfeição.

AAnderson

Jesus crucificado, servo sofredor e Filho de Deus, desejo permanecer aos pés da tua cruz, ao lado da Santíssima Maria, sua Mãe nossa, e diante de suas dores cultivar um amor filial a Deus e perseverar na vivência da tua palavra.

ÍRÍtalo Rosa

Espírito Santo de Deus, Consolador fiel dos aflitos, derrama teus dons durante minha jornada evangélica e fortalece minha decisão de prosseguir com coragem ao encontro dos sofredores e pequenos, anunciando o Evangelho com alegria.

AAnderson

Ó Santíssima Indivisível Trindade, que és especialmente dom de si, é amor em sua realidade original e infinita. Fortalece-nos para testemunhar e viver a comunhão à tua imagem e semelhança.

ÍRÍtalo Rosa

A Nossa Senhora das Dores, rogai por nós. São Tomás de Aquino, rogai por nós.

AAnderson

São João Apóstolo Evangelista, rogai pela comunidade católica Fidelidade da Cruz, por toda a Escola de Fidelidade, pelo mundo inteiro. Bom, estivemos e sempre estaremos unidos em nome de Deus. Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Bom, meus irmãos, para você que ficou conosco até agora, meu muito obrigado. Não se esqueçam, viu, galera, a nossa rifa tá aqui, ó, só R$5. Escaneia esse QR code, nos ajude a melhorar os nossos equipamentos e a continuar evangelizando.

Bom, meu irmão, muito obrigado, fique com Deus, uma boa semana e até mais, galera. Tchau, tchau!