A paternidade que forja com @felipelimabsb - T6 EP252
Rifa: Cada Cota, uma Nova Voz para Evangelizar - Escola de Fidelidade Cursos e Eventos Digitais - Rifa DigitalNo episódio 252 do Gotas de Fidelidade Podcast, vamos refletir sobre uma paternidade que educa, protege, corrige e deixa marcas eternas.
🎙️ Convidado: Felipe LimaApresentador: Anderson
- Ser Pai e o ExemploEducação, proteção e correção dos filhos·O papel do pai como exemplo·Pais como primeiros educadores na fé
- Gratidão· ReligiaoReconhecimento das bênçãos recebidas·Valorização do que se tem·Ser grato a Deus
- Maternidade gerada na féDevoção à Virgem Santíssima·Importância da Missa e da Confissão·O papel da Igreja na formação familiar
- Paternidade do pai da raíçaMaria Luísa·Boninho·Mario e Yoshi·João Gomes·Maria Teresa
- Desafios e Oportunidades do Mercado FinanceiroDificuldades financeiras na criação dos filhos·Perda de bens materiais·Confiança na Providência Divina
- O Propósito dos FilhosFacilidade de acesso a coisas ruins·Dificuldades com a sexualidade e ideologias·Exposição a conteúdos inadequados
- Casamento com Emília· SociedadeO início do relacionamento·Respeito e diálogo no casamento·Superação de crises matrimoniais
- Catolicismo e Fe· ReligiaoCriação em família católica·Incentivo dos pais na vida religiosa·Grupo Conexão Jovem·Retiros espirituais
Há um caminho, há uma formação, verso em cada passo, fidelidade em cada encontro, conversão, escola de fidelidade, formados no coração ardente de Cristo. Aqui a fé se faz caminho e a fidelidade nos conduz. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. Escola de fidelidade.
Eu sou Abílio Gonçalves, aqui da Escola de Fidelidade, e antes de começar o episódio de hoje eu preciso te contar uma coisa. Na virada deste ano de 2026, no nosso podcast apareceu mais de 1 milhão de vezes no Spotify, alcançando mais de 221 mil pessoas, e está gerando mais de 700 ouvintes fiéis todo mês. Isso para a Escola de Fidelidade, que nasceu pequena, é gigantesco. Para a Fidelidade da Cruz é uma confirmação. Mas como nos ensina São Tomás de Aquino, toda graça vem de Deus e se ordena à salvação.
Por isso, ainda que fosse uma única alma alcançada, já valeria todo esforço. Se você está aqui agora, faz parte dessa história. Obrigado por apertar o play, por indicar para outras pessoas, por caminhar junto conosco. Agora fica comigo porque começa mais um episódio do Gotas de Fidelidade.
Há um caminho, há uma formação, verso em cada passo, fidelidade em cada encontro, conversão, escola de fidelidade, formados no coração ardente de Cristo. Aqui a fé se faz caminho e a fidelidade nos conduz. Gotas, gotas de fidelidade, gotas, gotas de verdade na tua vida hoje. Deus vê cada hora gotas de fidelidade, gotas, gotas de fidelidade, gotas, gotas de verdade na tua vida hoje, agora. Deus vê cada hora gotas de fidelidade.
Galera, boa noite! Está no ar mais um podcast Gotas de Fidelidade. Sejam muito bem-vindos! Bom, para quem não me conhece, eu sou o Anderson, sou discípulo da comunidade católica Fidelidade da Cruz. Bom, Pra quem não sabe, o podcast Gotas de Fidelidade é fruto do carisma da comunidade católica. Vai aparecer aí o @fidelidade.da cruz. Esse é o nosso Instagram e lá você consegue saber mais informações sobre a nossa comunidade, sobre os nossos eventos, sobre aonde a gente está, como a gente participa e como vir nos conhecer.
Bom, a comunidade fica no setor de mansões de Itaguatinga e você é o meu convidado e o convidado de todos os membros a estarem aqui conosco. Mas quando? Bom, a gente tem missa de terça a sexta-feira ao meio-dia e 15 em nossa casa de missão. Então você pode vir participar e celebrar conosco. Aos domingos a nossa missa é às 11:30 e você tá mais do que convidado. Durante a semana, na quinta-feira, nós temos atendimento de oração às 20:30.
Para você que quer ter um acompanhamento da sua vida de oração e um aprofundamento na fé, você pode entrar em contato com a gente pelo WhatsApp e lá a gente passa mais informações e agenda direitinho.
Beleza?
Na sexta-feira nós temos a nossa tradicional adoração fiel e você é o nosso convidado a estar aqui bebendo desse carisma. É quando o nosso carisma abastece e se renova para continuar caminhando. Bom, o podcast Gotas de Fidelidade, além da comunidade católica, conta com o apoio da Escola de Fidelidade, que está no Instagram também, pelo Instagram @escoladefidelidade. E lá você vai encontrar não só nós do podcast, mas também os diversos cursos que a gente tem no Hotmart.
Então vai lá, dá uma acessada, interessada, seja, como se diz, adquira os cursos. A gente tem um curso sobre filoteia, sobre os temperamentos, sobre João Paulo II. Então tem muita coisa boa lá para você se aprofundar na fé. Bom, além disso, nosso podcast ele vive da providência, né? Então a gente tá aqui tentando melhorar o nosso estúdio, tentando melhorar a qualidade de som, de imagem, de internet, para que a gente consiga te alcançar de maneira melhor e alcançar também mais pessoas, né?
Então hoje a gente já tá em todas as plataformas e a gente tá tentando melhorar nossa qualidade e nosso alcance, né? Pra isso a gente fez uma rifa, tá aparecendo o QR code dela aqui em cima, tá vendo aí, ó, pra vocês? O QR code, você pode abrir o seu celular, escanear esse QR code, é uma rifa online. Você nos ajuda com apenas R$5, você consegue adquirir o seu bilhete online e ele te permite concorrer a uma Airfryer, um ensaio fotográfico e a um uma maquiagem social.
Então, para você, só entrar lá, adquirir, ajudar essa obra a ir mais longe, porque todo o dinheiro arrecadado vai ser colocado para que a gente possa melhorar os nossos equipamentos e alcançar mais e mais pessoas. Bom, agora sem mais delongas, a gente tá iniciando agosto. Agosto é o mês das vocações, e aí a gente trouxe para a gente falar e trabalhar nesse mês a paternidade. E aqui, antes da gente começar, eu trouxe uma introdução para a gente entender qual a profundidade que a gente quer levar para você que tá aí e para que você possa convidar as pessoas ao seu redor, principalmente os homens, para estarem nesse podcast, para a gente dar uma puxadinha de orelha, um aprofundamento na maturidade.
Bom, hoje para falar de paternidade, nós vamos falar com o tema da paternidade que forja. Assim como o ferro é moldado na forja, Deus também forma o coração do homem, já dizia São José Maria Escrivá, que nos recorda da transformação que nos recorda da transformação interior, enquanto São José mostra como a vida de um pai, de um trabalhador, pode ser exemplo para o seu filho. Afinal, foi ele quem esteve na criação de Jesus Cristo.
E o Catecismo nos ensina que os pais são os primeiros educadores na fé. Então é essa a missão que nós queremos aprofundar ao longo desse mês. E hoje eu tô aqui com Felipe. Seja bem-vindo, meu irmão!
Vamos lá, vamos lá! Muito obrigado. Meu nome é Felipe, tenho 5 filhos, muito bem casado com a Renata Almeida da Silva, e é um prazer estar aqui na Fidelidade da Cruz, na comunidade que eu amo do fundo do coração.
Que bacana! Bom, gente, como o Felipe disse, pai de 5, já tá aí nessa luta. Aí, ó, o nosso irmão Vitor. Grande Felipe, mais um belíssimo episódio a caminho. Bom, Felipe, pra gente começar, sei que você já falou aí dos 5 filhos, que é casado. Queria que você se apresentasse um pouco mais pro nosso público, né? Quem é o Felipe? Com o que que o Felipe trabalha? Como é que é, como se diz, um pouco do dia a dia do Felipe aí?
Perfeito. Tenho 36 anos e trabalho na área da construção civil atualmente, tem 6 anos, tenho uma construtora e Tenho 5 filhos, né? Tenho a Maria Luísa de 13, tenho o Bento de 10 anos, Pedro Miguel de 6 anos, João Felipe de 2 aninhos e a Maria Teresa de 6 meses, né, a mais novinha. E tem a Renata, minha esposa, tem a minha idade também, minha querida esposa. Estamos casados há 9 anos, né?
Esse não pode errar não.
É isso mesmo, 10 anos. Olha aí, 10 anos de casado.
Isso não dá para errar.
Isso, 10 anos de casado. Perdão, ela deve ter rido. E é isso, estamos em um casamento abençoado. Somos, moramos em Arnequeiras, frequentamos lá Bom Jesus dos Aflitos, lá na paróquia do Padre Rayão, e estamos lá Muito, muito satisfeito, muito felizes. E é isso.
Inclusive, o homem tá aí, ó, te vigiando. Padre Ryan, grande pai. Acho uma bênção, padre. Olha o Tainan, ele tava aqui falando, Tainan, que você não marca com ele, ele vai puxar. Tava aqui já, ó.
Saí para jantar esses dias, chamei ele duas vezes e nada. O homem dorme com as galinhas.
Bom, Felipe, pra gente falar um pouco da sua paternidade, queria que você comentasse um pouco, né? Porque assim, a gente brinca que, os meninos comentam, né, que o pai ele só é pai quando vê o menino, quando vê a menina nascendo. Mas como é que foi pra você a experiência, como se diz, desde o contar, né? A esposa chegar pra você e falar assim, tô grávida. Como é que foi a reação do Felipe? Como é que foi, como se diz, aquele primeiro impacto de saber que seria pai?
Ah, sim, eu sempre tive esse sonho, né, desde quando eu namorava, de ter filhos, né. Sempre, sempre, sempre, sempre fui muito— sempre conversei isso com a Renata, né. Renata foi resposta de oração mesmo, era uma menina que, nossa, me encantou desde o início até hoje, me encanta bastante. E eu sempre falei para ela dessa vontade de ser pai e tudo. Não programamos a primeira filha, né? Veio mesmo aí de uma, de uma, previsto, né?
E foi muito bem-vinda. A gente sempre falou na Maria Luísa, né, do nosso namoro. A Renata até imitava ela já andando, né, sem mesmo a gente programar e tudo, né? E veio a tão sonhada Maria Luísa. E nossa, e me fez uma outra pessoa, né? Essa Desde quando ela falou assim, tô grávida e tudo, eu já desconfiava e tudo, né? Fizemos o exame, a gente ia fazer uma viagem no outro dia, né, com os amigos da empresa que eu trabalhava, e a gente viu o resultado e viajamos assim.
Nossa, assim, eu super acolhi desde o início, era um sonho, né? Já tinha 22 anos e nossa, foi muito, muito bom mesmo, muito, muito bom mesmo. Daí começamos a morar juntos, consegui construir uma casa, fomos morar juntos, e aí começou a nossa história, né? E nossa, a gente viver a nossa vocação, a gente viver a essência, né, para que a gente foi feito, né? Filho de peixe, peixinho é filho do amor, amorzinho é, né, filho dessa de Cristo, né?
E foi muito satisfatório sair de casa, assumir a família. Eu me achei ali naquele momento, né? É isso.
Bom, depois da Maria Luísa veio mais 4. Estamos aí hoje com, como se diz, com um time já completo de futsal preparado para entrar em campo.
E eu sou o goleiro.
E nessa brincadeira boa, né, eu queria que você comentasse um pouco Como é que foi? Porque veio primeiro uma menina, depois veio um menino. Como é que é o impacto, né? Porque assim, a menina tem um carinho diferente, o menino já tem um outro jeito. Como é que é lidar hoje com, como se diz, com essa galera toda querendo atenção, com essa diferença de idade?
Sim, fomos agraciados primeiro com um casal. Nosso Bento, eu lembro que eu trabalhava no Serasa, né, quando Tinha Maria Luísa, a gente passou um aperto grande, né, aquele tempo no Serasa. Serasa não pagava muito bem. Aí veio o Bento, né. Até então a médica falou, nos 2, 3 primeiros meses dos exames, que era outra menina. Ah, é outra? Falei, caraca, outra menina, amém, né. Até liguei, liguei para os meus pais, falei. Aí no 4º mês Tinha um pintinho lá já, era um rapaz.
Aí eu liguei, não, gente, não é menina, é um menino, é o Bento. Aí, nossa, foi uma alegria, muito, muito sonhado o rapazinho. E foi assim, experiência incrível. Veio o Bento, moreno, morenaço, lindo o Bento. A Luiza é uma morena mais clara, mais branquinho. Bem, então a gente chama ele de diamante negro, né? Meu pai fala, o diamante negro da família. Aí hoje com 10 anos, fez agora dia 28, 28/07, 10 anos. Aí ele, pai, uma década, né, pai?
Eu falei, filho, uma década, está velho. Aí o Bento então com 10 anos, é um Bento, ele gosta muito de me acompanhar nas obras, né. O padre até brinca, ele disse que eu atrapalho o Bento, né, quero para o Bento tocar construtora e eu atrapalho o Bento. O Bento é, ele tem as ferramentas dele, ele é É um rapazinho já, né, de 10 anos, é um hominho, tem uniforme da empresa, gosta muito de me acompanhar. Aí vem o Pedro Miguel. Aí o Pedro Miguel já veio nos métodos naturais, né.
Eu lembro quando eu frequentava, quando tinha o Bento, eu frequentava Imaculado Coração de Maria. Aí numa certa confissão, aí eu falei assim Padre, a gente usa preservativo, isso tá me incomodando, né? A gente que tá na caminhada, a gente percebe, né? Está me incomodando. O padre, perfeito, eu só dou absolvição se você parar com o preservativo. Aí eu falei: não, como assim, padre? Eu fiquei, foi um baque, né? Um baque. Falei da minha situação, falei: meu filho, Vou botar alguém para te acompanhar.
Padre Luiz Gustavo. Rezo por ele até hoje, foi um anjo, né, na vida da minha família. E ele colocou um casal para nos acompanhar nos métodos naturais, né. Aí a gente, nossa, nunca entrou na nossa mente. A gente ia para reunião mesmo por obediência ao nosso pároco. Aí fomos para reunião, aí 3 meses de reunião, ela engravida do Pedro Miguel. Foi um baque. Eu falei, meu Deus do céu, Renata! E a situação financeira daquele jeito, tava muito apertado, né?
Ainda bem que não pagava aluguel, né? Pagávamos um carro. Inclusive tínhamos que devolver o carro, né? Questões financeiras, temos que devolver. Não, oficial de justiça foi lá e tomou mesmo. E nossa, foi altos e baixos, altos e baixos, né? Pedro Miguel. Pedro Miguel hoje tem 6 anos. Carinha super caseiro, né? Todos servidores do altar, os três: Maria Luísa, acólita, e vem Bento e Pedro, né? São coroinhas ainda. O Bento disse que é acólito, né?
Mas ele tá aí nessa transição, né? Aí Pedro Miguel, nossa, menino maravilhoso, colado, grudado em mim, né? O xodozão também, menino muito bom. Muito bom. Os filhos são, modéstia à parte, muito bons mesmo. Pessoal elogia demais. Aí inclusive agora nós estávamos fazendo uma faxina na Santa Clara devido à obra, né, tá lá em reforma a capela. Aí eles estavam no meio daquele lamaceiro lá jogando copo sujo de água no outro. Aí vem um paroquiano e molhou o menino todo, ele tava todo molhado.
Daqui a pouco secou. Assim, são desenrolados, eles são os meninos muito bons. Eles são, a gente chega no lugar, eles se ajeitam, né? São muito chegados na gente, mas eles observam e eles se ajeitam, né? Lógico que a gente não deixa, Deus dará, né? Mas eles são bem desenrolados. Aí vem Joãozinho. Joãozinho também veio nos MetaSaturam, mas a gente já sabia do período fértil. Foi muito bem-vindo, né? A gente viajou para Caldas Novas Ele é bem galeguinho, olho claro, cabelo claro.
Vem uma morena, né, e vem um neguinho morenão, diamante negro. Aí vem o Pedro Miguel, que é mais branquinho. Aí vem o João Felipe, o galeguinho, muito desenrolado. Ele é um menino muito bom, muito, muito esperto, Joãozinho. Se ele tivesse aqui, ele tava ali mexendo, tava observando, e vinha aqui e observava. E olhava para cá, ele é muito, muito bom. Tá doentinho, tá em casa, tá com aftazinha na boca muito grande, tá com a dorzinha no ouvido, tá lá quietinho.
Sai de lá e tava dormindo o João. E vem Teresa, né? Teresa nasceu agora em novembro, era para vir em dezembro, aí veio de 8 meses, né? Foi uma gestação muito complicada, uma gestação muito difícil. Que a gente não tem uma rede de apoio, né, tão grande. A gente começa logo pelo local que a gente mora, Arniqueiras, ali, né, dentro de condomínio, lugar mais escondido, né, passa muito pouco ônibus. Agora que veio passar ônibus, de 2 anos para cá, a gente fica muito escondidinho ali e poucas pessoas vão.
A nossa rede de apoio é bem complicada, né. Aí Maria Renata se esforçou muito, né, na gestação da Maria Teresa. Teve início de deslocamento de placenta, tava previsto para o dia 16 de dezembro, né. Ela veio dia 16 de novembro e foi um baita de um susto, né. Mas hoje tá aí lindaça, morena linda, linda, linda, maravilhosa menina, tranquila, né. Você deixa ela ali, você pega ela aqui, sai ali, ela não dá apetite.
Muito boa.
Bota no chão, fica. Pega no colo, fica. Põe no carrinho, fica, né? Nossa, amor de neném. E assim, dar atenção para essa turminha é complicado, né? Igual a sua pergunta, né? Apresentei eles, mas a gente se ajeita, né? Me encanta muito em Deus, é a providência divina. A gente a gente consegue suprir. Eu percebo isso, né? O Pedrinho do meio às vezes é o mais deslocado, né? A gente às vezes, os maiores têm mais atenção por causa das demandas, os menores por causa da necessidade, e Pedrinho às vezes fica ali, né, meio assim perdido.
Mas a gente fala aí, dá um jeito, brinca, abraça, dá uma atenção legal e confia muito na providência divina, né, para a gente dar essa esse suporte necessário para que se tornem jovens saudáveis e adultos saudáveis. E tá dando certo, coração tá tranquilo, tá dando certo, graças a Deus. Graças a Deus, meu irmão.
Você comentou aqui durante a caminhada, né, como toda caminhada de qualquer cristão teve altos e baixos. E com certeza, igual você mencionou, né, o apoio de grandes sacerdotes durante a sua caminhada. E a gente já começou falando dessa família construída, mas vamos voltar um pouquinho atrás na história do Felipe e saber Felipe, já foi, o Felipe sempre foi católico, foi criado num berço católico, ou Felipe conheceu a religião no meio da sua caminhada? Como é que o catolicismo entrou na vida do Felipe?
Eu tive a sorte de nascer numa família muito católica, né? Eu digo isso como uma grande sorte mesmo. Eu fui nascido e criado lá na CNJ, na paróquia Santa Teresinha, a mesma paróquia em que nasceu a Fidelidade da Cruz, né? Era o grupo Missão Aliança de Amor Eterno, né? Isso mesmo. E tive o Padre José Valdete, um grande pároco que me deu uma boa iniciação à vida cristã, batismo ali, na educação ali, na catequese. Ele era padre muito frequente na catequese.
Eu lembro aquele jeito simples dele lá no centro catequético. E foi muito bom, muito boa minha infância ali na Santa Teresinha, muito boa mesmo a minha juventude ali. E meus pais sempre incentivavam: vai ter um retiro, você vai. Aí vai ter o grupo jovem, né? Aí tinha vez que eu não ia para o grupo jovem, era 10 horas da manhã, grupo jovem. Você não foi? Por que não, pai? Eu acordei mais tarde. Você vai, tá? Já é 10:30, você vai, pode ir para o grupo jovem.
Eu ia para o grupo jovem. Com a cara desse tamanho. Aí eu sempre tive esse incentivo, né? E eu agradeço muito a Deus, louvo muito a Deus por isso. Meus pais, meus irmãos também. Meu irmão também fez retiros, retiro do Tainan. Minha irmã também. Minha irmã tem uma necessidade especial, mas ela frequentou assim na medida do possível, né? E Grupo Jovens, fiz vários retiros, fundei um grupo jovem inclusive, o Ajuk, né? Tia Célia conhece bem o Ajuk, eu vi que ela deu um oi aí.
Tia Célia tá aí já com a gente.
Nossa, tia Célia, eu amo do fundo do coração. Os Candeias, né? Aline Candê é minha comadre. Aline Candê, Carlos deve estar assistindo, disse que ia assistir. E eu acho que, eu acho que me salvou minha juventude, salvou minha castidade. O Tainan, fundador da Fidelidade da Cruz, nossa, ele tava oferecendo os cursos, né? Eu lembrava dos cursos que ele falou, filoteia. Nossa, Deus, tava aqui no curso que ele fez da filoteia e foi muito boa minha juventude.
Eu digo assim, eu costumo falar para os jovens que eu lido lá na paróquia Fui muito agraciado na minha juventude dentro da igreja. Por isso que eu sou apaixonado pela minha religião, porque ela sempre me acolheu, né? Sempre me acolheu. Lembro da minha catequese na infância, virei catequista novinho, tinha 14, 15 anos, fui catequista. Todo suporte que o Padre José Valdete dava. Tinha um diácono Ronaldo, diácono Roberto, né? Também lembro do suporte dele.
Nossa, e foi assim uma juventude muito boa, né? Até meus 18 anos ali, a gente vira 18 anos, a gente já começa a trabalhar, né? Já começa, mas querendo ou não, acaba esfriando um pouco, né? Aquela alegria, aquela felicidade toda misturada com euforia ali da juventude. E assim, foi muito agraciado por Deus, realmente deu oportunidade para Cristo, para Nossa Senhora. E fui correspondido e só tem boas lembranças mesmo sobre isso.
Que bacana! Você falou da fundação do Ajuke. Como é que é ser jovem e estar à frente de outros jovens?
Naquele tempo eu levei, eu levei muita, como pode dizer, quebrei muita cara, né? Quebrei muita cara. Eu caí, eu lembro muitas vezes que eu entrava na contradições, né? A gente falava uma coisa, hipocrisia. Eu lembro de momentos hipócritas, né? Porque é muito difícil a gente pregar uma coisa e viver aquilo, né? E eu falo, e Nossa Senhora chamava minha atenção, e eu comecei a perceber os chamados que vindo do céu, né, sobre a hipocrisia, aquela vergonha que a gente sente que Deus põe no nosso coração.
Não foi fácil. Humildade, né? Tinha um diguinho também que fundou comigo, o Rodrigo. Percebi que alguns de vocês aqui conheciam ele, o cara que me ajudou muito também, né? Minha ajuda, devo muito ao Rodrigo. Peço a Deus por ele, né, pela vida dele. É um cara que me ensinou muito a ser humilde, o diguinho, muito. Hoje mesmo, levando minha filha para escola, eu falei sobre a ladainha da humildade, né, para ela, sobre a humildade que é importante.
Né, que ela tá com 13 anos, tá naquele brilho no olhar para tudo, né. E eu falei, filha, humildade, né, tranquilidade, escuta mais, fala menos, né. E o grupo jovem me ajudou muito nisso porque eu pregava em retiros, né, a gente fazia os retiros, enchia 2 ônibus de jovem, e a jovem por cima da cabeça do outro ali, e aquele ônibus lotado, e aquela dançando pipoca dentro do ônibus, o motorista, misericórdia. Né? E a gente, aquela euforia, aquela euforia que muitas vezes erramos, né?
Eu percebi que muitas vezes eu errei, mas eu também lembro que muitas vezes eu acertei, né? Tem um grande padre, o Alexis, não sei se vocês conhecem ele, Padre Alexis. Ele era do Ajuke, né? Acompanhei o Alexis, né? Tinha 12, 13 anos, e o Bito, né? O João também entrou para o seminário, mas não deu certo. Meio doido o Bito, amo o Bito do fundo do coração, cara. E que hoje é um grande homem, né? E muitas vocações saíram dali. Isso eu acho que isso aí alegra muito o meu coração, né?
Não foi fácil, né, coordenar o grupo jovem. Aí comecei a— aí eu casei, levei a Maria Luísa, né? Para os retiros. Maria Luísa, sem brincadeira, ela fez uns 7 retiros do Ajuda, pequenininha, se rastejando no chão. Aí começava o retiro, aí o Renato olhava para mim, cadê Luísa? Eu falei, não tá contigo não? Tava no meio dos jovens lá pulando, morrendo de rir. Tem fotos dela dormindo assim no chão de retiro, night fever. Sabe aquela, nossa, retiros, vigílias.
Nossa, Luísa, ela curtiu muito, viu? O Bento também. O Bento já curtiu menos, já. Mas não foi fácil, né, lidar com a juventude. Hoje, igual eu comentei antes aqui, hoje mais uma vez Padre Rayan me botou para coordenar o grupo jovem da paróquia dele. Antes era o grupo jovem do Padre Rayan, né, o nome do grupo. Aí ele colocou agora Tetelstein. Né, está consumado, né, aquela frase que Cristo fala no alto da cruz. E é um grupo jovem que tá dando muito certo também, graças a Deus.
Teremos retiro em breve e vamos para o nosso segundo retiro, e a juventude tá aderindo bastante. Mais uma vez estou aí coordenando, né, com outros dois casais maravilhosos, né, dando. Eles estão um pouco mais à frente, mas eu também tô ali na tabela ali dando tanto suporte na medida do possível. E foi uma experiência muito boa, está sendo novamente mexer com essa juventude de Deus.
Que bacana, meu irmão! Gente, eu vou pedir desculpa para vocês aqui um minutinho, a gente vai precisar fazer uma pausa por conta de uma situação que a gente vai resolver aqui, vai subir um vídeo e a gente já volta num minutinho, tá bom, galera?
Há um caminho, há uma formação Verso em cada passo, fidelidade em cada encontro, conversão, escola de fidelidade, formados no coração ardente de Cristo. Aqui a fé se faz caminho e a fidelidade nos conduz. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos.
Escola de Talvez você veja apenas um episódio pronto, e por trás de cada gota de fidelidade existe uma missão. Eu sou Abílio Gonçalves, faço parte da Escola de Fidelidade, estou aqui nos bastidores do podcast, por trás das câmeras, no pós, cuidando para que cada episódio chegue até você. Mas nada disso acontece sozinho. Existe uma equipe inteira da Comunidade Católica Fidelidade da Cruz que cuida da captação de convidados, da agenda do nosso podcast, da divulgação e de tantas outras demandas que quase nunca aparecem.
E tudo isso pode até ficar escondido, mas tem um único objetivo muito claro: evangelizar. O Gotas de Fidelidade existe para levar o Cristo crucificado a cada pessoa, a cada realidade, a cada história. Aqui os convidados partilham seus testemunhos para que você consiga enxergar Cristo na sua própria vida, do jeito que ele se manifesta no cotidiano. E nós queremos ir cada vez mais longe. Por isso, hoje queremos te fazer um pedido muito simples e muito sincero: nos ajude, seja com apoio financeiro, seja divulgando, seja apresentando Gotas de Fidelidade para uma outra pessoa.
E uma coisa ainda mais importante: todas as pessoas e empresas que contribuírem com Gotas de Fidelidade terão seus nomes lembrados. Nós vamos falar aqui o nome, empresa de quem nos ajuda, como forma de gratidão. De reconhecimento e também de comunhão nessa missão, porque aqui ninguém caminha sozinho. Somos um só corpo servindo para que mais almas cheguem até Deus. Que Deus te abençoe e obrigado por fazer parte do Gotas, gotas de verdade na tua vida hoje, agora.
Deus de cada hora, gotas de fidelidade, gotas, gotas de fidelidade. Gotas de verdade na tua vida hoje, agora. Deus vê cada hora gotas de fidelidade.
Voltamos! Então olha aí o comentário subindo. Laudiene, boa noite, Felipe, um exemplo de homem e de pai. Deus continue abençoando você e sua família linda.
Olha aí, cara.
Bom, a gente tava falando de juventude, você falou um pouco aí da fundação do Ajuki e de como inseriu a sua família nesse meio, né? Mas então, para a gente voltar e entender melhor como essa família começou, quando foi que Felipe encontrou a Renata?
Encontrei ela foi numa padaria, né? Ela trabalhava na padaria. Muito engraçado. Eu olhei, eu comecei a observar, né, aquela morena muito bonita. Renato sempre foi muito bonito, né? Foi um cara muito sortudo. E ela tava ali no balcão, ali na chapa, ali, né, naquela área da chapa perto dos bancos, né? Aí eu estudava à noite, tinha que estudar à noite, já tinha feito meus 18 anos, comecei a trabalhar na madeireira. Meu pai sempre trabalhou com madeireira.
Aí eu tive que estudar à noite. Aí eu saía da escola, ia para padaria, né, ficava ali observando ela. Ela começou a perceber e tudo, aí surgiu uma pequena amizade. Acho que amizade é uma palavra muito forte, né, pequena simpatia, né. Aí teve um sábado que eu a vi, eu falei: você quer sair comigo? Convidei ela para sair, né. Aí eu tava esperando um sim, né, logo assim de cara. Me achava demais naquele tempo. Deus curou essa parte minha, né.
Aí ela olhou: preciso falar com a minha mãe. Eu achei o máximo, né, essa resposta dela. Falei: que massa! Nossa, né? Foi um tapa ali na minha cara. Aí eu fiquei meio assim sem saber a próxima etapa. Eu falei, não, então tá. Aí eu, eu, não, minha mãe trabalha aqui, eu vou chamar ela, trabalha na parte de cima da padaria. Aí ela chamou, já conhecia minha sogra, amo, tá até assistindo a gente, né? Ela até comentou ali, minha sogra, amo do fundo do coração, minha sogra é uma segunda mãe para mim.
Aí ela falou, ah, o Felipe, filho do Jaime, né? Não, pode Sim, tal, tal. Aí eu achei o máximo essa questão de falar com a mãe, né? Mas que ela tinha 18 anos, né, trabalhava independente. Achei muito legal esse respeito, isso me encantou logo de cara. Aí a gente ia para uma festa, uma festa dos maranhenses, né? Aquela festa tem um paredão de som mesmo, naquela loucura. E eu falei, meu Deus, eu sou doido, né, chamar a mina para uma festa dessa.
Aí eu marquei, ela saía da padaria às 10, 10:20, né? Ela, não, às 10:40 você pode ir lá em casa, né? Ela falou, nossa, isso é muito rápido, né? 10:40, 11 horas, né? Eu cheguei, era quase meia-noite lá para buscar ela. Eu me atrasei bastante, ela tava muito chateada, né? Eu fico muito sem graça. Eu tinha ido para festa, peguei o carro dos meus pais, voltei. Isso Isso foi 2008, né, 1º de junho de 2008. Aí chegamos lá na festa, já passamos na padaria, tudo, já chegamos na festa, já era depois da meia-noite, né.
Lembro que já era dia 1º de junho, né, tinha passado da meia-noite, e antes de entrar ali na festa aí aconteceu o primeiro beijo, né. Arrisquei, deu certo. Antes de entrar na festa. Aí começou a dar o meu primeiro beijo, a gente já entrou mais colado, né, na festa. Eu pensei, o som lá tá muito alto, como é que eu vou paquerar essa menina lá dentro, né? Tá muito alto. Aí eu já comecei no carro, né, estacionamento, e antes de entrar já aconteceu ali o primeiro beijo.
E foi muito bom, muito bom. A gente sempre foi muito agradável, a Renata Até hoje, né? E ali começou a nossa história, de 1º de junho. Dia 2 eu já tava na casa dela, no domingo, atrás do almoço, já atrás de filar. Minha sogra, de vez em quando a gente tá num rolê, né, minha sogra dela joga na minha cara isso, né? Tá cara de pau, onde tava na minha casa, né? Meu sogro também, meu sogro faleceu tem 3 anos. Nossa, cara sensacional, Meu sogro, sinto muita falta dele.
Sempre me tratou muito bem, né? Desde sempre me tratou muito bem, meu sogro. E sempre deu carta branca, né? As portas sempre esteve aberta ali e sempre foi muito bom. A família, muito, os pais da Renata, nossa, pessoas maravilhosas, né? Tô aqui, Renata também é uma pessoa muito boa, muito legal assim.
Que interessante o começo da história de vocês. Sim, é E falando dessa união, dessa formação do casal, lógico que é perceptível ver um amadurecimento na sua fala desde a sua juventude até hoje. E pensando no que a paternidade te trouxe enquanto amadurecimento, enquanto forja mesmo desse homem que precisa crescer e assumir responsabilidades, como é que você vê todo esse processo da sua história hoje?
Acho que, Anderson, as dificuldades me forjaram muito, né? Teve momentos muito difíceis, não vou mentir. Tem gente que vê assim, ah, 5 filhos, né? Que lindo, né? Tem gente que romantiza demais. A gente vai para o restaurante legal, tira uma foto e posta. Aí o pessoal, ah, que lindo! Depois, mas assim, tá certo, tem a beleza, né? Mas não é tão romântico, né? Nunca foi tão romântico assim. Tem momentos que a gente tem aquela cena de filme, né?
Ah, né, negócio bonitinho. Mas tem momentos que eu percebi que eu chorei sozinho, momentos muito difíceis, né? E que eu me apeguei muito a Nossa Senhora. Sou muito devota a Nossa Senhora. No tempo ali do ajuke mesmo, fiz a escravidão de Nossa Senhora, né? E se não fosse essa providência que vem dela, né, e o Espírito Santo, eu não daria conta. Teve momentos que quando eu tinha só era o Bento, a Luísa e o Pedro, né. Nunca vou esquecer disso, nunca.
A gente, os três, era eu e Renata, éramos 5, né. Aí eu fui na padaria e pedi 6 pães Pode ser esse pão de sal, por favor? Eu tava com as mãos no bolso, né, mexendo nas moedas ali, né. Eu pedi 6 pães de sal. Eu vi na balança o valor, aí eu falei: tira um pão desse, por favor, pode botar só 5. Aí ela tirou o pão, pesou de novo, me deu. Eu já sabia que eu tinha no bolso, aí botei assim, paguei, entrei no carro e fui embora. Esse dia eu chorei.
Desci para casa com 5 pães. Renata fez um cachorro-quente. Comemos, né, e dormimos muito felizes, né. Assim, para criança tá tudo máximo, né. Criança sabe, a Renata daquele jeito dela, né. Renata sempre teve na retaguarda ali firme. Aí no outro dia fechou um serviço, já tinha saído do Serasa, tava tentando a construtora, né, minha atual construtora. Fechou um serviço, R$700, fiz uma compra. E foi bênção, né? E esse momento assim me fez, cara, eu não posso vacilar, né?
Eu não posso vacilar. Desculpa, não posso vacilar. Aí vem as preocupações. Eu tirei assim a Renata de casa com 22 anos, né? Mina que sempre teve tudo ali da mãe. Renata nunca foi assim família rica, né? Mas por ser filha única, né? Até um irmão que mora no Piauí, o Bruno, Tive o prazer de conhecê-lo há poucos anos, fui lá, e ela sempre teve um suporte da mãe dela, um tênis legal, café da manhã e tudo. E eu percebi que eu tava vacilando em dar no mínimo aquilo que ela tinha com os pais, né?
Porque não é só tirar de casa, é tirar de casa e ser homem para ela, né? Ser o marido de verdade para ela. E eu fui, eu fui me reinventando, né? Fui me reinventando, trabalhei para um, para outro, quando não tinha serviço fazia diárias. E isso foi indiscutivelmente abrindo meus olhos, né, para o perigo que é assim, poxa, se eu cair, ela cai junto, né? Se eu cair, as crianças caem junto. Eu percebi que eu tive problemas com bebida, não muito, né, mas Às vezes eu acabava exagerando um pouco e gastava até o que não tinha, né?
E eu falei, cara, não pode isso, tá totalmente errado. Tem um tio, meu Ramon, tio que eu amo muito, ele falava, falou uma frase assim um tempo para mim, cara, se eu tiver que tirar alguma coisa de casa para beber, eu paro de beber na hora, né? E eu falei, cara, Faz todo total sentido isso, né? E eu fui me reinventando, fui reinventando outro Felipe, né? Às vezes conversando com a Renata, a Renata fala: meu Deus, como você mudou!
Como você, né, mudou! E eu digo assim, deu todo mérito mesmo à providência divina. Tava vindo dirigindo para cá pensando, tanto que a providência divina me encanta, tanto que ela Ela providencia ali o necessário. A gente planeja uma coisa e vem outra totalmente diferente e muito mais agradável, né? E a gente fala, carai, de nós se não fosse se despojar, né, na providência e confiar ali na providência de Deus e Nossa Senhora. E Anderson, nossa, vários momentos assim.
O fato, quando a gente, se a pessoa morar na área, você conhece as arniqueiras ali?
Mais ou menos conheço a região.
Não passava ônibus, né? A gente tínhamos um Vivace, um Fiat Uno Vivace. Eu consegui comprar, sair da madeireira, fui mexer com arte lá, comprei o Vivace. Aí comecei a atrasar as parcelas, comecei a atrasar as parcelas e larguei de mão, tipo aquela bola de neve. Um dia eu resolvo, um dia eu resolvo, né? Aí começou a chegar as cartas, né, do oficial de justiça, aquelas cobranças, né, várias cobranças. Aí chegou o ponto de eles irem tomar o carro, né.
Maria Luísa lembra, Maria Luísa tem 13 anos, ela lembra do porquê eles homens indo lá. Eu já até meio que sabia o que que era, logo se apresentaram. Viram o carro. Eu era autônomo, tava muito ruim de serviço, eu tava em casa esse dia. Aí eles falaram, a gente precisa levar o carro, né, a gente tem uma ordem aqui, tudo, tudo. Fui muito simpático com ele, simpático até demais, até me arrependo daquela simpatia toda. Aí a gente precisa levar o carro, tudo.
A Renata, nossa, Renata já começou a chorar, tentou falar alguma coisa ali, eu me sustentei, não, tá certo, tá certo. Aí levaram o carro, tinha um corta-corrente assim, né? Até o corta-corrente, um dia que era, podia ter deixado o carro travado embaixo. Aí disse, nem levaram o carro, né? Aí até falei assim para um dos oficiais, que um ficou, foi no carro deles, outro foi no nosso carro, né? Falei, tem como você levar pelo menos eu e o meu filho aí na escola?
A gente, eles foram bem cedo, era o Bento, né? Tem sim, tem sim. Aí Aí fui, entrei no carro dele, a gente foi em silêncio. Aí ele perguntou, você quer que eu te leve de volta? Falei, não, não, dou um jeito aqui. Aí subi, uma escola bem longe. Eu voltei andando esse dia, voltei andando para casa e pensando na vida, né? Tanto que isso me fez crescer, né? Nossa, eu falei, não vou deixar a peteca cair não, Renata. Meio que desesperou.
Renata, é muita emoção, né? A maioria das mulheres tem esse lado assim mais emotivo, eu super respeito. E agora? E agora, como é que vai ser? A gente só tem a moto. Eu tinha uma moto, a moto de leilão que eu comprei para trabalhar. E agora, como é que vai ser tudo? Foi, vai dar certo, vai dar certo. E assim momentos assim, nossa, se reinventar e ver que dá certo. A gente dá o primeiro passo e vê a providência de Deus ali, é impressionante.
E triste daquele que espera o extraordinário, né? Nossa, vai, Cristo vai aparecer no céu, meu filho, vá por esse caminho aqui, esse daí não. É coisa simples, né? Você ligar na rádio, tá passando aquela pregação. É você, um amigo que nunca te manda mensagem, que te manda aquela mensagem, né? E você, cara, como é que pode ele mandar essa mensagem? É uma oração ali, um respirar fundo e você sentir aquela voz lá no fundo, né, que fala com a gente.
Padre Rayan, nas formações da catequese, eu sou catequista lá na paróquia, Ele já, acho que a segunda, terceira vez que ele falou sobre essa voz, né? Cristo fala lá no fundo, lá, né, no nosso subconsciente. E a gente escuta isso, a gente vai tomando caminhos e é surpreendido pela graça de Deus, né? Pelas dificuldades e pela graça. Isso me encanta muito, essa providência de Deus. E ver o homem que hoje eu admiro, né? Vejo meu filho falar na escola para professora dele: tu bem de mim?
Aí a professora na reunião de pais, né: nossa, o seu filho é Deus no céu e você na terra, é o Bento. Ele te admira muito, tem um desenho para fazer, me faz de super-herói, super pai. Fico: nossa, fico todo besta, muito besta, né? E o Pedro também, eles olham para mim assim. Aí eu penso: pô, tô no caminho certo. Eu tô no caminho certo, tá dando certo. Maria Luísa também, ela parece saber que eu te amo muito. Aí fala, a gente se declara, a gente conversa.
E até hoje eu tenho na minha carteira, tá lá no carro, desenho que ela fez assim de mim. Faz desenhos, faz miniaturas. E eu vejo, poxa, tá dando certo, né? Tá dando certo. E com o pai, como é que foi o trabalho? A gente conversa do trabalho. Tudo. E às vezes quando tá difícil, o pai tá muito cansado, né, que construção civil é muito puxado, né. A gente se desgasta, e é fisicamente, psicologicamente, que tem vez que a gente chega em casa, a gente só quer descansar, né, botar uma série ali, assistir, relaxar, né, jantar e ficar tranquilo.
Mas De modo geral, hoje eu vejo com 36 anos, né, a bagagem que eu tenho, e agradeço muito a Deus, agradeço muito a Deus, sou muito grato a Deus, né, pelo que eu já passei, pelo que eu tô me tornando e pela prospecção que eu vejo, né, a empresa, parte sentimental. Tinha um sonho de 5 filhos, né, não foi sempre. Eu acho que assim, poucas pessoas, né, pensa, já quero Psicólogo, né? Acho que poucas pessoas pensam assim, né? Mas a gente dá realidade que a gente tá.
Aí eu, nossa, toda semana praticamente o Renata, minha esposa, a gente tem 5 filhos, tem 5 crianças dormindo nessa casa. Aí ela, cara, quase que eu falo um palavrão aqui, caramba, 5 filhos, né? Aí a gente fica assim, meu Deus, porque não tem, é lindo, né, é maravilhoso, né, é uma realização minha. Tive um, tive dois, não tive medo de ter o terceiro, não tive medo de ter o quarto. A gente tava nos métodos naturais, sabemos do período fértil, aconteceu.
Quinto também, sabemos do período fértil e Deus deu o sopro da vida. Uma outra oportunidade não deu, né, o sopro da vida, né, e essas vezes vieram e nossa, E veio junto assim o extraordinário de Cristo, assim, né, no simples, né. Então, Padre Lucas Soares, muito querido por mim, tem uma frase assim: feliz no simples. Eu chamei até ele, Padre, feliz no simples, né. Mandei uma foto para ele: oi, Padre, feliz no simples. Aí, porque é, a gente é muito feliz no simples, muito feliz no simples.
Eu falo por mim e vejo também pelas nas crianças. Também vejo uma satisfação na minha esposa, graças a Deus, Nossa Senhora. E Deus vem fazendo muito por nós.
Que bacana, meu irmão, muito massa! Gente, vocês viram que a gente teve uma pequena interferência com a nossa imagem, né? E aí eu quero pedir desculpas, né? Mas também lembrá-los, né, a gente tá aqui com QR code da rifa. Essa rifa é justamente para que a gente consiga melhorar a nossa imagem, né? Olha aí, ó, como se diz aqui no cantinho, é para a gente melhorar a nossa imagem, conseguir melhorar a qualidade da nossa transmissão e conseguir, né, como se diz, burlar esses percalços que acontecem no ao vivo, né?
Porque o ao vivo é isso, gente. Bom, e você tava falando, né, de toda essa maturidade que a Providência te trouxe, todo esse caminhar, né? E eu queria, Felipe, que você pudesse dar um conselho O pai, para o cara que tá aqui escutando esse podcast, e às vezes ele não tem essa percepção da providência acontecendo na vida dele, como é que o Felipe, ele, por mais difícil que seja, o Felipe soube manter a tranquilidade para conseguir caminhar?
Porque é igual você falou, hoje você tem na sua casa 5 crianças que dependem de você, tem a sua esposa. Como ainda manter as forças na providência e como a fé te ajuda nisso?
Certo. Tem o padre da Canção Nova, mais um padre na minha vida, né? Padre Léo, finado Padre Léo, que Deus o tenha, né? Ele tá sendo beato, se eu não me engano, né? Isso, ele falava pra gente sempre procurar águas mais profundas, né? E eu ficava naquela, né? Águas mais profundas, né? E eu, por que ficar, né, nessa superficialidade? Né? E essa devoção à Virgem Santíssima, né, essa escravidão à Virgem Maria me fez meditar muito, né?
A Virgem Maria, quem medita a Virgem Maria, quem conhece um pouco dela, né, se encanta, né? Ela aponta sempre para Cristo, né? Ela, tudo ela aponta para Cristo. Então aponta para Cristo quando a Virgem Maria é linda, aponta para Cristo. Tudo que se refere a ela é apontando para Cristo.
Cristo.
E esse apontar para Cristo me fez ter experiências muito bonitas, né, belas com ele. Simples, né, nada assim de extraordinário, mas aquele, aquilo me supriu de um tanto, aquilo me realizou de um tanto, né. A gente tá muito bem satisfeito naquele simples. Conselho que eu deixo para os jovens, né, para os pais, Procurar a missa, né, procurar participar desse banquete celestial. A confissão, Anderson, quantas vezes eu cheguei arrasado em confissões, arrasado em confissões, e saí de lá assim restaurado.
Nossa, chegava na confissão, primeiro chorava, chorava, chorava, chorava, chorava, né. Aí o padre Tenho lembrança de um padre, falou: você tá chorando no melhor lugar, meu irmão, mas a fila precisa andar. Eu tinha uma certa intimidade com ele. Aí falei: padre, desculpa e tudo, e falei, né, tava muito afundado em dívida no tempo. Aí o padre falou: quanto é que é a sua dívida? Aí falei: X, né? Eu falei: me procura, me procura depois da solução.
Fomos na secretaria depois, fiz uma reunião lá com a moça que trabalhava lá na área financeira, e ele me ajudou financeiramente, o valor relativamente alto no momento, né? Aquilo ali, nossa, aquilo ali para mim foi me tirar realmente do momento que tava como pai, como provedor, né? Me tirar daquela situação que tava muito desconfortável ali no momento. E vários momentos de confissões, questões, questões do casamento matrimonial.
Quando eu comecei o nosso casamento, falar um outro ponto, né, que me fez ser um marido melhor, um marido mais confiante na providência de Deus. A gente tava muita crise com a minha esposa, nós tínhamos dois filhos. Muita crise mesmo no casamento, né? Crises dela ir para casa da mãe dela com as crianças uma noite, né? Que eu me lembro foi uma noite, né? Foi duas noites. Aí nós procuramos uma pastoral chamada Colo de Maria, se eu não me engano.
Sei que tinha o nome de Maria, Casa de Maria, não lembro. Aí chegamos lá eu já fui cheio da razão, né? Primeira oportunidade, eu vou falar as verdades sobre a Renata, não sei o quê, não sei o quê. Fui lá com o dedinho assim já apontando para ela, né? Coitada, né? Tirei a menina de casa. A menina afundada em casa com duas crianças, rotina amassante, e eu ainda diante de toda aquela crise apontando para ela, né? Aí eu comecei a falar com o rapaz que era, era um tipo um pastor daquela célula, né?
Tava só o casal e outro casal, era uma conversa de dois casais. Eu comecei a falar: Renata, isso, a Renata, o problema assim, a Renata ela não entende tudo, tudo, tudo. Aí ele chegou e falou: cara, você tá afundando o seu casamento. Virou para mim: você tá afundando o seu casamento. Vocês continuarem desse jeito, vocês vão Vamos tender a separação. Aí eu falei, mas como assim, cara? Você tá totalmente errado. O cara falou, quem tem que mudar é você.
Aí eu desarmei, eu falei, poxa, por quê? Ele começou a falar, começou a falar sobre a minha realidade de sair de casa, de ser— eu sempre fui um bom vendedor, modéstia à parte, né? Dei muito bem com as vendas, né? Sempre muito desenrolado com vendas. Né? Sempre via gente, conversava com ali um milionário, conversava com uma mulher, conversava com um homem, conversava com bombeiro, conversava com funcionário público. E a gente que tá nesse público, a gente vai se desenvolvendo, né?
Eu sempre fui um cara desenrolado e a minha esposa ali sempre em casa. Eu sempre fui ali na padaria, né? Uma pessoa, uma menina que teve o ensino médio, iniciou ali a sua faculdade, não conseguiu terminar por causa das crianças, né? Deus quiser, ano que vem ela se forma, em nome de Jesus. E eu comecei a sobrecarregar ela com todo esse meu potencial intelectual. E a igreja veio e me botou no meu lugar. Eu senti muita vergonha daquilo, muita vergonha daquilo, muita vergonha mesmo.
Eu saí de lá com vergonha, pedi perdão para ela lá no momento, né, mas foi meio que da boca para fora aquele perdão, porque eu tava com muita vergonha. E mais uma vez a igreja me botou no meu lugar, né? Mas me deram um livro. O nome do livro: Quem Tem Que Mudar Sou Eu. Maravilhoso livro! Eu li aquele livro assim, aquele livro, nossa, veio como uma luva no momento. Eu comecei a escutar, Renata. Quanto mais eu escutava, a gente foi para dentro de casa, eu vi, olhava para casa, aquela casa sempre muito organizada.
A comida sempre feita todo dia. Renata, ela não é de fazer aquele monte de arroz, guardar, e no outro dia esquentar, dá para os meninos. Ela nunca gostou disso. Poucas as vezes que eu comi um R.O., né, o resto de ontem. Poucas as vezes. E eu falei, caraca, o que que eu tava fazendo com a Renata, né? Eu me achei ali naquele momento. Eu consegui dar ouvido àquele pastor daquela célula naquela pastoral da família, né, lá na paróquia Santa Teresinha, inclusive, né.
E ali eu fui vendo Cristo na minha vocação, fui estudar sobre a vocação, fui colocar meus filhos na catequese e acabei sendo chamado. A minha esposa, né, você vê como mais uma vez a Renata: Felipe, por que você não volta para catequese? Eu voltei para catequese. Ela me falou, eu falei, cara, eu sempre quis voltar, mas não tem como, Renata, muito puxada. Não, tem como sim, tenta. E tô lá até hoje, para honra e glória do Senhor.
Amo essa pastoral da catequese, nossa, como eu amo aquela turminha maravilhosa, né? E a igreja, ela foi me ensinando, me ensinando, me ensinando, e eu consegui escutar isso. Isso, consegui entender a vocação, fui estudar a vocação, né, de ser pai, esses ensinamentos da igreja. Que é outra coisa que eu— a gente não ama aquele que a gente não conhece, né? Se a gente não conhece, a gente não vai amar. Se a gente não conhece, a gente não vai ter águas mais profundas.
Padre Léo falou isso, né? Nada, Padre Léo, que Deus o tem. Quem— como você vai amar quem é aquele que você não conhece?
Né?
Aí eu fui conhecendo, conhecendo e se encantando e deixando ser levado por essa providência divina. E hoje eu consigo ver assim, graças a Deus, é nada assim sobrenatural, mas eu vejo as coisas se encaixando. Aquilo que eu tanto queria não deu certo e eu venho outra coisa bem melhor, né? Indiscutivelmente, várias vezes já aconteceu. E a igreja sempre esteve, né, comigo, sempre esteve comigo, né. Sempre momentos assim, é uma pastoral.
Tivemos momentos difíceis também, veio uma outra pastoral familiar, encontro de Nossa Senhora, equipe de Nossa Senhora, né, é essas equipes de Nossa Senhora. Veio um momento muito crítico também da gente e Nossa Senhora mais uma vez ali acolhendo a gente. Então ficamos até o final, entramos para nossa paróquia, entramos na pastora, nas outras pastorais, algo mais próximos. E assim, a igreja, eu costumo falar para os jovens, a igreja ela sempre me salvou, sempre me salvou.
As homilias, né, participar do banquete celestial ali. Infelizmente preciso melhorar muito essa atenção à Santa Missa, né. A gente falha às vezes Despeço muito com as crianças, com um amigo muito querido que a igreja me deu, vários amigos e compadres, né, maravilhosos, os padrinhos das crianças. E a igreja, ela sempre me salvou e me salva, né, desde o batismo, a primeira Eucaristia, me deu os dons no Crisma, me casou e me sustenta com o pão da vida.
E no momento da doença tá ali comigo, na unção dos enfermos. E tá ali cuidando dos meus pecados no Sacramento da Conciliação, e tá ali nos dando de comer, dando de beber. E é isso que eu deixo para os jovens, deixo para os pais: nunca deixe de ir à Santa Missa, nunca deixe de se confessar, principalmente tá com o coração limpo para receber Cristo, né, tá com a mente tranquila para receber a Sagrada Eucaristia. Existia. Porque se não fosse isso, ai, nem imagino, né, o que seria de nós, né, somente falando de mim.
E é isso que eu deixo para esses pais e juventude, que bacana, conselho, um pequeno testemunho.
Que maravilha, meu irmão! Meu irmão, nós temos aí a Renata, a esposa, dando moral para o senhor, dizendo assim: oi, meu bem, tenho muito orgulho de ti, que Deus te abençoe muito. Olha E nós temos os meninos também participando. O Pedro, ó: oi pai, é o Pedro, amo o senhor.
Olha ele aí, o Bento também falou ali.
Então assim, pai, é o Bento. Os meninos já estão aí também todos na ativa, como se diz, nos comentários. Eu acho que a Maria ela já tem o dela aí, que ela comentou lá no começo. Bora pai, tenho orgulho de você.
Maria Luísa Almeida.
Então assim, é muito bom ver essa história, ver o cuidado de Deus, entender esses detalhes. E meu irmão, assim, nessa caminhada de hoje, né, de todo, de toda essa criação desta família, de toda essa construção da família, a gente imagina que você também deva ver muito isso, né, o exemplo de São José que cuidou da sua família, que ensinou a Cristo. E eu queria que você falasse um pouco de como é com os meninos, né, mostrar a espiritualidade do Felipe, mostrar também, como se diz, né, que não basta ser bom para fora, tem o bom da igreja, tem um cuidado de tudo isso.
Como é que é essa passagem, né? Desde a Maria Luísa, que já tá grandinha hoje, acompanhou, como se diz, toda a juventude do paizão aí, mas também para os meninos, né? Que já encontram toda essa maturidade, essa fortaleza, essa presença e essa constância da permanência do Felipe.
Sim, é Maria Luísa e o Bento, né, que ele já percebe muita coisa. O Bento já tá com 10 anos, né, já já ele tá ali no sacramento da primeira Eucaristia, já já, né. Ele já ficou, cara, ele é uma farra na missa, vai para a missa, vai para parque de diversão. Falei, meu filho, não, Não, meu filho, racha o pai de vergonha. Eu sou catequista, né? Eu sou catequista da Maria Luísa, você acredita? E exatamente isso, cara, não é fácil falar que é fácil, não é fácil, né?
Não é tão difícil pela constância. A constância ajuda, né? Repetição leva à perfeição. E essa constância acaba muito ajudando, que eles veem, né, a gente indo E acabam indo. E eles gostam da paróquia, né, gostam da nossa rede de amizade ali. E eu falo muito com a Maria Luísa, igual assim, eu acordo, a maioria das vezes eu quem cuido do café da manhã. Aí acordo 6 horas, é para acordar 6 horas, né, mas 6:10, tem que ser 6 horas, né, que se não for 6 horas, a Renata ela Eu falo, cara, tem que ser 6 horas, porque a coitada já fica com a Teresa, né, Maria Teresa, a noite toda.
Às vezes tem o João lá no quarto, já dorme com as crianças. O João, ele dá uma chorada às vezes à noite, né? Pai, pai, pai! Eu vou lá, vejo, cubro ele, né, e falo com ele, você está sonhando, não sei o que que é não. Mas às vezes é a Renata quem vai. Aí eu acordo, aí tem, acorda primeiro o Bento e o Pedro, né, vamos para escola. O ônibus passa 7 horas. Aí a gente toma café da manhã, eu faço ali o café da manhã deles, sai de casa 6:55, né, é para sair 6:55, né, às vezes sai 6:58, 6:59, falta correr atrás do ônibus, né.
Aí o tio do O José é maravilhoso, ele super solícito ali, né, para se ajeitar, né. Aí assim, nesse meio tempo entre a gente tá saindo e lá, a gente faz uma oração, bença Pai, né, faz uma oração. E sempre, né, antes das refeições também, é, ele já sabe. Até o de 2 anos, né, muitas das vezes a gente pega ele assim né? Faço sinal da cruz, tô torto, aí come, né? Tá no caminho certo. Aí o Bento e o Pedro, eles fazem oração, tem aquela oração que a gente sempre faz, é oração rápida, mas oração muito sincera.
E vão para escola. Aí volto, chego em casa 7:03, 7:05. Maria Luísa, já acordei ela, a gente saía, tá se arrumando. Ele estudou um pouquinho mais longe, coisa de 8 minutos. Deixo ela, né? É 7:30 que ela entra. A gente vai rezando, conversando e tudo. Aí, e assim, a gente tenta não ser chato, né? Não é fácil, porque esse se reinventar, mudar do clichê. Hoje eu falei para ela sobre a humildade, né? É importante. Ela tem muitas amigas, né?
E ela se decepciona demais, quebra a cara com as amizades assim, ela investe tudo e às vezes assim não recebe pouco assim. Vou falar muito não que ela vai odiar se eu falar muito, né? Eu falei, filha, a humildade ela abre todas as portas, né? Não sei onde eu escutei essa frase, mas eu sou apaixonado nela. A humildade ela abre todas as portas. Eu acredito nisso. Você entrou numa porta ali, você sendo humilde ali, aquela porta vai estar aberta para você.
A outra porta, a humildade também vai estar aberta para você. Da porta, ela abre, é uma grande chave. E eu me reinvento, não seja, não sou tão chata. Eu sou catequista da Luísa, já caí muito, né, muito assim, já caí muito na hipocrisia. Eu confesso que eu melhorei bastante, graças a Deus, porque, pô, tô pregando uma coisa ali na catequese, chega em casa, às vezes ela vê o contrário, né? É muito complicado isso. Isso, né? Eu me policio bastante, graças a Deus.
Santifica muito, né, todo esse esforço, né, para Cristo. Não para impressionar ela, né, mas para ir para o céu, né? Uma coisa que eu falo muito isso para eles, e mais ainda para minha esposa, né? O céu é nosso lugar, somos estrangeiros aqui. É bonitinho, às vezes encanta, né, mas o nosso lugar do céu. Falo muito isso para eles. Acho que eu falei para o Bento, se eu não me engano. Bento, o céu deve ser massa, né? Acho que foi para o Bento, foi para Luísa, não lembro.
O céu deve ser massa, né? Aí eles dá uma viajadinha assim, às vezes não vai muito na minha vibe não, mas a gente tá plantando ali a sementinha. E Anderson, é uma luta diária, né? Uma luta diária em casa. Como eu disse, eu sou muito agraciado pela esposa que eu tenho, maravilhosa, Renata. E eu uso muito dessa minha vocação, ser marido, para eles verem, né? Eu escuto muito eles falar: eu quero ser igual meu pai quando eu tiver minha esposa, né?
Eu dou ali um abraço, dou ali um beijo, né, uma pegada ali mais quente um pouco. Ali não, na frente dele, nada demais, né? Lógico, né? Na medida ali para eles verem que a gente se ama, que a gente se gosta, né? E eles falam, eles repetem. Aí a Luísa já falou: nossa, tomara que eu arrume um homem igual ao senhor, né? Se eu for casar. Escutei isso já, né? Muito gratificante. O Bento também fala: quero ser igual ao senhor, vou cuidar da minha esposa e tudo.
E é isso, tanto o lado espiritual, mas tem que caminhar junto também com o lado social, né, lado profissional também. Eles vêm eu trabalhando, venho arrumando minhas ferramentas. Eu acho legal quando eu recebo em dinheiro, eu pego o dinheiro e boto assim na mesa, né, dinheiro, tiro minha cadeia, tira aliança, bota tudo junto assim, ó. Caraca, meu pai tá cheio de dinheiro! Olha lá, fala, conta, né? Aí vem assim um bolo de dinheiro.
Legal, pai, como é que foi o trabalho hoje? Tudo legal, pai. São para eles verem, né? Hoje difícil ver dinheiro às vezes, né? Aí eu coloco ali para eles entenderem, né? Então, legal, meu pai saiu para trabalhar, a bota do papai tá suja ali. Às vezes arruma os calçados e vê o pai chegando com as ferramentas, né? Tem muita ferramenta. E aquele dinheiro ali, eles entendem, né? E o Bento tem a conta dele no Pix, a Luísa tem a conta dela, tem um dinheirinho dela, e a gente vai aos poucos, né?
Devagarzinho, devagarzinho. E repito, né, eu vejo que tá dando certo. Não é fácil, não é fácil, né? Eu vindo para cá, meus pais me ligou, aí minha mãe Você tem família mais não? Meu pai é, tem não. Eu falei, não, tô indo na comunidade do Tainan. Falei, Tainan, que eles devem lembrar do Tainan. Não sei se lembrou na hora, mas se eu explicar eles iam lembrar. É, mas tem tempo para tudo, não tem tempo para vir aqui, né? Aí eu, caraca, né?
A gente fica assim de saia justa, né? Tô até devendo um pouco meus pais, mas realmente não é fácil, não é fácil. Demanda da minha esposa Anderson, adianta nem querer explicar aqui para você, você não vai ter noção a demanda dela, né? Eu admiro muito a Renata pela demanda dela. Meu Deus do céu, esforço bastante, né? 24 horas a demanda dela, como se diz, não desliga, né? Meu Deus, como ela dá conta? Pronta. Hoje eu vacilei na acordar, quando eu fui ver já tinha 3 tapioca pronta.
Caraca, eu já arrumpei a calça. Eu falei até assim: você já passou o café? Você é incrível, né? Meu Deus, você é incrível, por isso que eu te amo. Já deu café e tudo. Daqui a pouco já tava fazendo a minha tapioca, já tinha comida. Eu fiquei até com vergonha, aquela atividade dela e tudo, vai falar tapioca de um lado, café do outro e tudo.
E Nina é uma menina aqui em casa.
E eu passando o pé ali no outro ali. Nossa, é incrível, né? E assim a gente vai, esse jogo de erros e acertos. E graças a Deus eu vejo eles crescendo bem, são muito elogiados. Domingo, ontem, almocei com o Padre Rayan Ele até comentou, né? Não, seus meninos são muito bons, são desenrolados, né? São só alguns elogios. Fiquei muito feliz indo no meu pároco, né? E é muito satisfatório ver o Bento, esse rapaz de fé. Pedro disse que quer ser padre, pensou?
Que Deus abençoe, filho padre! Nossa, nossa, Deus abençoe. E o Bento dizia que queria ser padre também, né? Mas ele já tá mudando de ideia, fala das meninas, né? Se encanta com as meninas, né? Mas amém, né? Vai que acontece de ser, né? Nossa, seria uma honra, o Bento, né?
Nome de padre já coloquei, como se diz, né? O pontapé você já deu, né?
Padre Bento, Padre Miguel, Pedro Miguel, Padre João, nome de padre já coloquei. Depender deles, né? E eu vi muito satisfatório, Anderson, ver os meninos felizes ali na missa. A minha filha, ela é do caminho, né, o catecumenato, né? Povo pensa que nós é também, por esse monte de menino. Não, a gente não é do caminho, né? Temos as— vamos aberto à vida, né, igual o caminho prega, mas não, não somos do caminho, somos católicos, tentamos ser, né, bons católicos.
Não é fácil do ser católico. Vocês aqui são comunidade de vida, com certeza que vocês sentem na pele a dificuldade, né, em ser católico, né, ser de Cristo mesmo. E é muito bom ver minha filha, ela tá maravilhosa. Eu tô muito orgulho da Maria Luísa, né, filha? Te amo, muito orgulho de você. E ela vai para o caminho, ela chega falando da experiência do caminho, o pessoal elogia ela, ela vai sozinha, te deixar ela, vai. Então teve um retiro no Goiás, coração mega apertado.
Ela foi no retiro sexta, sábado, domingo, voltou toda animada, e eu com o coração apertado. As asas tá abrindo, né, devagarzinho, batendo asa. E é para isso, né, que bota nossos filhos, recebe o Crisma, né, esse sacramento do envio, conhece, recebe os dons de santo, já vai chegando na vida adulta e vai servir a Cristo, né? Tô levando ele para o Crisma, né? E vou forjando, né, eles para essa tiro, porrada e bomba que é aí fora.
E eles nem imaginam que é aí fora. E é muito bom ver isso, eles se desenvolverem deles, né? Pedro Miguel tem 6 anos, muito no mundo da lua. Deixa eu ir trabalhar com o senhor hoje, pai, por favor. O Beto tem uniforme da Arte lá, que é a construtora, né? O Bento tem a bota, tem a calça. Essa calça aqui é do trabalho, igual as minhas calças, né? É do trabalho. O Bento copia, né? E vai: pai, quero ir, pai. O Pedro Miguel: quando é uma obra mais tranquila, eu levo.
Vamos, filho, vamos. Aí vai, chega lá, atrapalha, chama para ir embora, enche o saco, bagunça, né? Pedro Miguel: meu filho, você não falou que queria vir trabalhar com papai? Aí o Bento pega a ferramenta, ajuda e observa, chama atenção do Pedro. Mas é a fase, né? Eu levei, eu já sabia. Uma vez eu levei ele, só ele, né? Aí tinha piscina na casa da cliente. Pai, eu queria entrar! Pai, eu queria entrar! Filho, não, você não vai entrar!
Aí teve hora que ele falou tão alto que a cliente ouviu: entra na piscina! Ai, meu Deus do céu, morri de vergonha! Entrou na piscina da cliente, eu trabalhando, ele lá na piscina, né, se acabando na piscina. Cliente muito educada, né, ofereceu suco, né, e tudo, e deu suporte ali. Não pode, que pode, deu boia, né. E eu falei, ai, velho. E ele acha o máximo trabalhar comigo.
Aí desse jeito eu também quero trabalhar.
O Bento também foi, o Bento também tava na piscina, na piscina de hidromassagem, para você ver, né. Aí, nossa, eles se amarram, né, e é muito legal, é muito legal. Não é fácil, né? Falar que é fácil, eu tô mentindo. A gente realmente se desgasta, né? Se eu falar que é fácil, eu vou estar realmente mentindo. Mas é muito satisfatório ver tudo isso, né? Essa progressão deles em graça, estatura e santidade, né? E que assim seja por muito tempo.
Que bacana! Você comentou em relação a, olha só, O nosso irmão Lucas, né, participando aí. Felipe me deu carona no primeiro retiro que eu vi a Camila. A partir desse retiro eu fui convidado para o segundo retiro que eu conheci a Camila. Obrigado, meu irmão, você é sensacional!
Ele botou conheci em caixa alta, né?
Olha aí, viu, né? Conheci.
Sabe que eu não sei o que aconteceu no retiro. Eu fiz a ponte, Lívia.
Aí, ó, o Paulo aparecendo, né? Um grande catequista, amigo, pai, esposo e professor de fé.
Um abraço, Paulo!
Bom, a gente tava falando, você mencionou aí em relação a Luiza, né, que ainda não conhece o Tiro e Porrada e Bomba, né? Pensando na paternidade, quais são os desafios que o Felipe vê aí que esse mundão oferece? Um mundo que, como se diz, entrega tantas ideologias, tantas coisas perdidas Qual que é, como se diz, quais são os desafios que a paternidade ela enfrenta ao confrontar esse mundo aí?
O acesso muito fácil às coisas, né, é tudo, as coisas ruins, é tudo muito fácil. Isso me espanta, né. A Luiza tem 13 anos, a gente vê o vapor, menino de 13, 12 anos com vapor fora da escola ali, né. Inclusive Aconteceu, um rapazinho conhecido foi transferido, né, por causa de vape e tudo. E assim, se eu falar que eu não tenho medo, eu tô mentindo, mas a minha confiança em Cristo é maior do que os meus medos, né. Por isso que eu não arredo o pé ali dos pés da cruz, né, igual Nossa Senhora foi fiel, né, até o fim.
E hoje tá no, foi assunta, né, e contempla Cristo ali. Tenho bastante medo. E essa sexualidade que tá muito difícil, e é muito complicado de falar assim com os filhos, né? A Luísa já veio com cada bomba da rua, da escola, não vou falar aqui que chega a ser até pesado, me explicar para ela. E realmente é o pé da letra, não tem um firula não, filha, é disso. Ela, meu Deus, como é que um menino chama o outro disso na escola, pai?
Né, essa palavra feia. Falei, filha, é a realidade, né? E tem músicas às vezes que eles escutam e, pai, que que é isso que fala na música? Que bom que eles vêm, né? Não vai lá no Google, foi no Google e perguntar, a situação fica pior. A gente pega e fala, né? Quando eram mais novos, né? Maria Luísa, ela é calejadíssima, né? Maria Luísa é uma boa entendedora. Aí desenrolar, né? Eu falo assim, fala até com a Renata, né? Luiza tá criada praticamente.
A gente sabe que não, né? 13 anos, né? Vai fazer 14 dia 2 de dezembro agora. Ano que vem, 15 anos, né? 15 anos, né? Essa é uma graça. E assim, Anderson, muita gente fala, né, cara, você é doido. 5 filhos. Você não quer mais não, né? Você já fez a vasectomia, né? Meu Deus do céu, né? Você é doido!
Como é que você tem 5 filhos?
Como é que você bota 5 crianças no mundo? Eu tinha uma cliente, eu tinha uma cliente que ela falou assim: chega a ser irresponsabilidade sua 5 filhos, né? Ela tava me comprando tanta obra, era tão grande Eu fui até, peguei até leve com ela, né, porque senão ia dar um reboliço na obra dela, né, tanto de colaborador meu que tava lá. Eu falei, não, mas eu até, eu falei assim, desculpa ser direto, mas quando eu tô namorando eu sei que pode engravidar, e se ela engravidou ali é porque realmente a gente queria.
Peguei e falei assim para ela, né. Ela não acredita uma coisa dessa, né. Nossa, vocês, é muita irresponsabilidade. Gente, como você vai criar essas 5 crianças, né? Aí eu falei, como a senhora cria os seus? Como é que a senhora cria o seu? Não, Felipe, 5 filhos, não sei o quê. Falei, não, tá dando certo. Ela tava grávida do quinto, minha esposa tava grávida da Teresa, né? Eu dei essa notícia com tanta alegria, eu saí de tão estressado de lá.
Ela tirou o meu sorriso, essa cliente, né? Tirou totalmente o meu sorriso. Eu fiquei amargo, organizei meus colaboradores, Aí peguei, fui embora. Milionária, a mulher mora nos Estados Unidos, uma baita obra aqui em Brasília. Nem vai usufruir tanto, mas os parentes vão usufruir. Enfim, não entra em muito detalhe não, vai que ela tá assistindo aí. Eu não sei quem tá aí. Eu assim, e isso para mim é o mais difícil, eu acho, né? Essas pessoas mais próximas, né, cara?
Você só pode pegar um pouquinho de água para mim, por favor, amigo? Obrigado. Teve uma pessoa muito próxima que a Renata tava grávida do João Felipe, certeza, o quarto filho. Ela deu meus pêsames para Renata. Acredita? 4? Nossa, meus pêsames, né? Você acredita numa coisa dessa? Meu Deus, gente. Aí a Renata, ela tirou a alegria da Renata ali, a Renata quis chorar, né? Foi tão forte, né? A mulher tá super sensível, né? Aí eu meio que tomei a frente, né?
Eu falei, peraí, né? Eu tomei a frente tudo, eu falei, você quer ir embora? Você quer ir embora? Obrigado, né? Eu falei, você quer ir embora, Renata? Os meninos já estavam no pula-pula, outro já tava derrubando o outro, outro brincando.
Né?
Ela não foi, vamos ficar. Aí ela, a menina, se retratou ali mesmo na festa. Acho que eu falei, nossa, eu só não fui tão grosso porque, enfim, né? Mas foi muito forte, né? Eu acho que o mais difícil é isso, né? Porque se a gente, para educar os nossos filhos, né, no caminho correto, igual você me perguntou, a gente tem que estar bem, né? A gente tem que estar estabilizado. Como é que eu vou ensinar a ser santo se eu sou um adúltero?
Como é que eu vou ensinar a ser santo se eu sou um viciado, né? Mais difícil é de estar estabilizado. E se estabilizar não é fácil nos dias de hoje, e ter pessoas ainda próximas que atrapalham, aí é para balar cubaco mesmo, né? Acho que tá o pau da barraca. E o mais difícil é isso, a gente procurar este momento, né? Principalmente é uma esposa também que tá mais na linha de frente ali com a criançada, ela procurar esse momento mais de se estabilizar para dar o testemunho para as crianças, para eles alcançarem, né, este caminho certo.
E a gente, graças a Deus, hoje a gente é mais incentivado do que atrapalhado. A gente tem pessoas maravilhosas ao nosso redor. Pessoas maravilhosas, de fato. Pessoas que vêm na nossa casa, pessoas que agregam, pessoas que abraçam a Renata e falam que vai dar certo, né? Pessoas que perguntam se estão precisando de alguma coisa, né? Minha mãe hoje falou, minha mãe hoje ela falou assim para mim: vê se os meninos podem vir para cá o final de semana, né?
Já dá uma aliviada. Nossa, demais! Enfim, e é isso, né? Mas infelizmente ainda tem bastante. Então toda semana eu escuto. Tá bom, né? Já cortou aí, né? Toda semana eu escuto. Isso dá raiva, né? Tem vez que dá ódio. Tem vez que eu já fui muito grosso com algumas pessoas, né? Aprendi com o Tainan essa grosseria toda, né? Essa mãozada que ele dava na gente. Uma vez ele realmente deu uma mãozada na minha cara. Foi no retiro, né? Realmente, nossa, até lembrei.
Meu Deus do céu, como tem tempo! Momento de oração lá, entufa assim, né? Fazia parte do momento, né? Só pecado e salvação. Enfim, retomando, mas assim, graças a Deus a gente tem esse suporte hoje que nos ajuda muito, muito mesmo, e a gente tava no alto, para honra e glória do Senhor, nosso jeito.
Que bacana! No meio dessa loucura toda, como é que o Felipe e a Renata fazem, né, se organizam para ter um momento dos dois, para ter um momento de conversa, de tranquilidade do casal no meio dessa agitação toda, para que você possa abastecer ela e ela possa te abastecer durante essa caminhada aí do casamento?
Tem como pular, não é essa pergunta? Porque não tem esse momento. Ontem Ontem, após a missa, só foi nós dois e a Teresa no Potiguá ali de Águas Claras, né? Jantamos, mas tinha um castiçalzinho segurando a velhinha ali. É, hoje não dá por conta da amamentação, né?
Ainda depende muito.
Mas saímos, foi muito bom, namoramos ali, paqueramos, foi muito bom mesmo. E nossa, é super necessário, super necessário. Eu procuro sempre assim, nós saímos sexta, saímos sábado, Saímos domingo, né? Se ela quiser, a gente sai hoje. Eu tento sempre tirar ela de casa, daquela loucura que é a casa. Assim, de fato é loucura, né? É menino, como se diz, eu imagino, burro na cara do outro, é menino batendo na porta, é os meninos enchendo o saco da mais velha, o Bento.
O Bento jura que consegue pegar a Luísa na porrada, a Luísa só dá um, ele já cai. Né? E a esposa ali no meio daquele menino, com menina aqui segurando o outro, e calma, né? E assim, aí assim, as nossas conversas é sempre antes de dormir. A gente conversa muito, né? A gente é muito amigo mesmo, a gente procura mesmo assim o diálogo, a gente é bem sincero um com o outro, né? Momento do perdão também, chega, olha, me perdoa por isso, me desculpa por isso.
Eu acho que isso faz, nossa, discutivelmente eu não acho. Isso faz toda a diferença no nosso relacionamento. E assim, o nosso momento é quando tá todo mundo dormindo. Às vezes a Tereza embaça ali um pouco, né? Ela só quer saber de colo agora, viciou no colo. Era tão boa no carrinho ali, no berço. Aí a Renata paparica muito. Depois de 3 marmanjos vem a princesinha, né? Ela tá, nossa, Por dia ela tira umas 30 fotos da menina. O celular dela é só foto da Teresa e me manda as fotos. Tem vez que eu nem baixo umas fotos. Me perdoa, tanta foto, né?
Você ia ser igual a anterior, não consigo.
Aí, aí no colo ali e tudo, vai dormir, a gente conversa, assiste, né? Sábado para domingo fomos dormir, já era 2 e tanto da manhã assistindo ali uma série. E conversando ali, sorrindo, né? E a gente se ajeita. Eu sei, eu até falo muito para Renata, né? A gente vai ter muito tempo para se curtir, muito tempo para se curtir, tempo para viajar, né? Vamos focar nas crianças agora. Lógico, tem que focar. Nossa, se a gente não tiver bem, as crianças não estarão bem, né?
Ela é o meu amor maior, minha esposa, né? Depois vem os meus filhos. A gente se cura, a gente se ajeita, né? Eu sei que a demanda tá grande, né? A gente tá no dilema de assistir Homem-Aranha. Como é que a gente vai fazer para assistir Homem-Aranha no cinema? A gente foi assistir Toy Story, foi uma loucura. Aquele tanto de menino, a Tereza no meu colo, o João pulando das cadeiras, o bebê conforto no meu colo. Eu levantava o bebê conforto, o cara de trás fazia assim, a Tereza chorava, o João enchendo o saco, a pipoca acabava, aí eu tinha que compra pipoca.
A gente não sabe como é que vai ser Homem-Aranha, que eu quero muito assistir ela também. A gente tá se organizando aí. Não fomos na estreia ainda porque não conseguimos chegar, nossa logística, né? Mas eu falo assim para ela, cara, vamos saborear isso, né? Vamos saborear essa dificuldade, esse monte de brinquedo espalhado. Tem vez que é difícil chegar no quarto, que a sala o hall ali, aí tem um escritório cheio ali de brinquedo.
Aí ela pega o rodo e sai puxando assim com o rodo e jogando no canto. Aí daqui a pouco ela vai, quando volta já tá tudo espalhado de novo. Ela fica irada com isso. Eu, Renata, vamos saborear. Como vou saborear isso? Eu falei, calma, não pede para eu ter calma agora não. Gente se ajeita. Aí, ai, céu, vou ficar calado, melhor ficar calado, né? Aí passa, aí os meninos cansam, aí vai dormir, a gente fecha as portas, né? Aquela horária a gente respira fundo.
Aí no outro dia todo de novo, e a gente vai, vai nessa e vai nessa. Aí chega sexta-feira, graças a Deus, sexta-feira. Aí vem um sábado, eu levo ela para almoçar fora. Para jantar fora. Domingo de manhã arruma um café bem legal. Domingo a gente almoça fora. Ontem fomos ali no Maverick, que tá Vicente Pires, muito bom. Fica a dica, viu, para vocês aí. Maverick, Padre Rainha foi também, gostou muito, né? Padre Rainha deve ter ido dormir já, certeza.
Aí gosta, ama levar ela para sair, ela comer uma comida diferente, ela ama dar um rolê, né? E a gente vai se ajeitando. Às vezes os nossos momentos tem menino no meio, por enquanto, na maioria das vezes, né? Literalmente, a Teresa tá até dormindo no meio às vezes ali atrás. A gente pega, deixa acostumar, tem que ir para o beijo, casal tem um momento dele, né? Criança ali tem que ficar acostumada. E faz muito mal, percebemos já um mal muito grande, né?
Erramos algumas poucas vezes, né? Sempre tomamos muito cuidado com isso. Mas seu lugar, menino, né, para a gente ter ali o nosso momento. E no momento tá muito difícil, Anderson, né, essa pergunta, né, várias vertentes aí. Mas tá muito bom, tá muito bom, pouco que a gente tá tendo ali mesmo, só nós dois, né, tá muito bom. A gente tá se ajeitando ali com as crianças. Mas não vai faltar tempo não, fé em Deus.
Amém, que bacana, meu irmão. Bom, e caminhando assim já para os finalmentes do nosso programa, né, do nosso podcast, a gente tem uma pergunta que é feita pela nossa Baluarte, né, que ela explica, né, que Deus é um oceano e que esse oceano não seria o mesmo sem a nossa gota, sem a nossa entrega. E eu queria saber hoje qual que é a gota que o Felipe entrega para completar este oceano na completude de Deus, na perseverança em toda essa caminhada?
Acho que minha gratidão a Deus, né? Indiscutivelmente, né? A minha gratidão por tudo. Meu Deus, né? Coisas que eu rezava, hoje eu tenho. E eu acho que eu já tenho o necessário, né, para ser o mais feliz do mundo, né, pelo que eu tenho. Muito, muito grato a Deus. Preciso dar mais nada. Manter o que eu tenho hoje. Se eu for falar, é muita coisa, né? Mas me dá uma satisfação imensa, né? Essas providências que ele vem dando aos poucos, né?
A saúde das crianças, o desenrolar profissional. Não sou rico, né? Sou rico de outras coisas, né, que o dinheiro não compra. Mas financeiramente eu sou bem confortável, mas Mas a gratidão, a Cris, é imensa, né? Imensa. Todas as minhas orações têm essa gratidão. Eu falo muito isso para os meus filhos, né? Cara, olha o que a gente tem, que a gente tá comendo, onde a gente tá aqui, olha a nossa casa, os carros, né? Olha o trabalho do papai.
Eu sempre trago muito isso para a realidade das crianças, ser grato. Muito feio uma pessoa ingrata. Nossa, eu me deparo bastante com isso. Eu entro em muitas casas, né? Hoje eu tô dentro de uma casa de uma cliente, Riacho Fundo.
Desculpa.
Ela é muito bonita, ela assim, ela tem sempre Deus ali na ponta da língua, né? Fala: nossa, se Deus quiser, graças a Deus, nossa, Deus é bom, né? Ai, que legal! E é muito legal ver isso, pessoas gratas, né? Como eu vejo pessoas assim que desdenham do que tem, menosprezam o que tem, algo que é lindo e estão menosprezando e quer outra coisa. E eu vejo assim, meu Deus, né? E eu acho que assim, discutivelmente, a minha gota mesmo de fidelidade é gratidão a Deus, discutivelmente. É isso, acho que eu respondi sua pergunta.
Perfeito, maravilhoso, meu irmão. Muito obrigado mesmo por compartilhar toda essa sua história conosco. Conosco, por, como se diz, permitir contemplar a Cristo nessa tua vivência, nesse teu caminhar. A gente vai caminhando aqui para o final. Para a galera que já tá acostumada, a gente vai subir aqui a nossa oração para a gente finalizar o nosso podcast. Então vamos lá. Estamos reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
O senhor começa.
Pai misericordioso, Deus todo-poderoso, tu que és fonte da luz e da ciência, concede-me um coração ardente, fiel e sedento da sua vontade, para conhecer as suas obras e escutar o teu chamado à perfeição.
Jesus crucificado, servo, sofredor e Filho de Deus, quero permanecer aos pés da tua cruz, ao lado da Santíssima Maria, sua Mãe e nossa, e diante de suas dores cultivar um amor filial a Deus e a perseverar na vivência da sua palavra.
Espírito Santo de Deus, fiel Consolador dos aflitos, derramai seus dons durante minha caminhada evangélica e fortaleça minha decisão de prosseguir com coragem ao encontro dos sofredores e pequenos, anunciando o Evangelho com alegria.
Ó Santíssima e Indivisível Trindade, que é essencialmente dom de si, é amor na sua realidade original e infinita, fortaleça-nos a testemunhar e viver a comunhão à sua imagem e semelhança.
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós. São Tomás de Aquino, rogai por nós.
São João Apóstolo e Evangelista, rogai pela Comunidade Católica Fidelidade da Cruz e por todos da Escola de Fidelidade, pelo mundo inteiro.
Amém.
Tivemos sempre, estaremos reunidos em nome de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo.
Amém.
Bom, meus irmãos, para vocês que ficaram conosco até agora, meu muito obrigado. Não se esqueçam em A gente vai estar falando aí sobre paternidade. Deixa aí suas perguntas, suas dúvidas, mandem mensagem pra gente. Não esqueçam da nossa rifa, nos ajude, escaneia aí o QR code.
Vamos comprar, os que me conhecem aqui, ó, comprar rifa.
Só R$5 você ajuda o nosso podcast a poder chegar mais longe. Meu irmão, muito obrigado pelo seu testemunho, pela sua história. Volte mais vezes pra gente, venha nos visitar com a família na missa. Sejam muito bem-vindos, viu? Tchau, tchau, galera! Até a próxima!
Escola de Fidelidade
Cursos no Hotmart (Filoteia, Temperamentos, João Paulo II)