Episódios de Gotas de Fidelidade Podcast

Canções que curam com @michelleabrantes - T6 EP251

28 de julho de 20261h17min
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Participe da nossa rifa: https://rifa.digital/s/QPCXykfQxHFAlgumas canções não apenas emocionam… elas alcançam lugares do coração que as palavras não conseguem tocar.No episódio desta semana, Michelle Abrantes partilha como a música pode ser instrumento de Deus para curar, restaurar e renovar a esperança.

Participantes neste episódio2
A

Anderson

HostEstudante e doutorando em ciências humanas aplicadas
M

Michelle Abrantes

ConvidadoCantora católica
Assuntos6
  • IA na arte e músicaInfluências musicais familiares · Descoberta do dom de cantar · Banda Eterna Luz · Música na liturgia · Arte e espiritualidade · Músicas de cura · Composições autorais
  • Música como terapiaExperiência pessoal de cura · Depressão e ansiedade · Infertilidade · Salmo 115/117 · Canção 'Descansa o Coração' · Canção 'Redimido' · Testemunhos de cura
  • A vida profissional e a féInfância e descoberta da fé · Experiência na Primeira Eucaristia · Grupo Jovem e Crisma · Construção de Vida em Comum · Canção Nova · Chamado vocacional
  • Vontade de DeusEnfrentamento da infertilidade · Adoção · Paciência e tempo de Deus · Ouvir a Deus · Oração e diálogo no casal
  • Direitos das MulheresTrabalho na Secretaria da Mulher · Violência contra a mulher · Conferência Mulheres com Maria · Feminilidade e identidade · Dependência emocional vs. feminismo · Harmonia no relacionamento · Dignidade do homem e da mulher
  • Fidelidade e PressãoO sorriso como marca pessoal · Comunicação e alegria
Transcrição89 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
AAnderson

Há um caminho, há uma formação. Verso: em cada passo, fidelidade. Em cada encontro, conversão. Escola de fidelidade, formados no coração ardente de Cristo. Aqui a fé se faz caminho e a fidelidade nos conduz. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. É no amor que nos formamos, é na fé que permanecemos. Escola de fidelidade.

?Voz 1

Eu sou Abílio Gonçalves, aqui da Escola de Fidelidade, e antes de começar o episódio de hoje eu preciso te contar uma coisa. Na virada deste ano de 2026, no nosso podcast apareceu mais de 1 milhão de vezes no Spotify, alcançando mais de 221 mil pessoas, e está gerando mais de 700 ouvintes fiéis todo mês. Isso para a Escola de Fidelidade, que nasceu pequena, é gigantesco. Para a Fidelidade da Cruz é uma confirmação. Mas como nos ensina São Tomás de Aquino, toda graça vem de Deus e se ordena à salvação.

Por isso, ainda que fosse uma única alma alcançada, já valeria todo esforço. Se você está aqui agora, faz parte dessa história. Obrigado por apertar o play, por indicar para outras pessoas, por caminhar junto conosco. Agora fica comigo porque começa mais um episódio do Gotas de Fidelidade.

AAnderson

Oi, oi, pessoal, sejam muito bem-vindos! Estamos no ar com mais um podcast Gotas de Fidelidade. Bom, para quem ainda não me conhece, eu sou o Anderson, sou discípulo da Comunidade Fidelidade da Cruz, e estamos aí no ar com mais um podcast Gotas de Fidelidade. Bom, Para relembrar um pouquinho da nossa agenda, o podcast Gotas de Fidelidade, ele é fruto da Escola de Fidelidade e da Comunidade Fidelidade da Cruz. Então, pensando nisso, a gente tem algumas páginas no Instagram.

E aí, vamos lá, né? Vamos aos arrobas, que são muitos, né? Para você que quer nos conhecer um pouco mais e conhecer a comunidade, você pode nos encontrar no @fidelidade.da cruz. A gente vai estar lá no Instagram, e lá no Instagram a gente mostra toda a nossa programação, tudo que a gente tem dentro da comunidade, tudo que a comunidade entrega de serviço, de participação. Então, por isso, você pode entrar lá, você vai ver que nós temos adoração às sextas-feiras às 8:30, nós temos nas quintas-feiras atendimento de oração às 20:30.

Bom, nós temos de terça a sexta Miss em Nossa Casa de Missão ao meio-dia e 15. E para você que quer conhecer a nossa casa de missão para participar desses eventos, você pode estar vindo no endereço que é Setor de Mansões de Itaguatinga, Quadra 12, que é a SMT 12. E aí você pode vir nos encontrar, a gente fica aqui, vai ser facinho, é muito tranquilo chegar até a gente. Se você já botar lá no Waze comunidade de fidelidade da Cru, já aparece, ela é a minha colinha subindo, né?

Então a SMT 12, casa 3, a gente tá aqui para te receber, vai ser muito legal receber vocês aqui e participar de tudo, de todo esse movimento conosco, né? Bom, o podcast tem uma página no Instagram chamada @gotasdefidelidade Você pode seguir a gente lá, interagir com os nossos posts lá. A gente coloca recortes, né, do podcast que acontece durante a semana e que já aconteceram, né. Nós estamos aí na nossa 6ª temporada, uma alegria muito grande para a gente.

São muitos episódios, muito conteúdo bacana. Então nos ajude, né. Bom, pensando em nos ajudar, a gente sabe que a gente vive da providência e Deus não falha, e a gente precisa se movimentar em relação a isso. É por isso que nós promovemos uma rifa, tá vendo? Ó, tá aparecendo aqui, ó, no cantinho em cima aqui, olha só. Essa rifa ela custa apenas R$5 e o prêmio é uma Air Fryer. A gente tem um ensaio fotográfico e uma maquiagem social, ou seja, são 3 prêmios que você concorre comprando um único bilhete com R$5 e ajuda a gente a poder melhorar a nossa estrutura para poder chegar com mais qualidade com você, para você que tá aí na ponta.

E é claro, né, com aquele conteúdo imperdível sobre a igreja, sobre a vida, sobre tudo. E agora, sem mais delongas, né, deixa eu apresentar quem tá aqui comigo. Seja bem-vinda, Michele!

MAMichelle Abrantes

Muito obrigada, obrigada a você que acompanha aqui o podcast da Fidelidade da Cruz, essa gota de fidelidade que é uma gota que restaura, né, gente, né? Só uma gotinha aqui especial, essa gota de fidelidade. E eu tô muito feliz de estar aqui Né? Obrigada pelo convite.

AAnderson

Que maravilha, que bênção, Michele, ter você aqui conosco. Nossos irmãos já interagindo aí, dando boa noite. Boa noite, galera, sejam muito bem-vindos. Chamem aí a galera pra estar com a gente hoje. Bom, Michele, eu te conheço bem, mas gostaria que você se apresentasse um pouquinho pra galera que tá em casa. Quem é Michele?

MAMichelle Abrantes

Bom, Michele Abrantes, primeiramente, é filha da Dona Isa e do Seu Augusto, casada com o Rodrigo, irmã da Jaqueline, da Daniela, enfim. Eu sou primeiramente filha de Deus, né? Sou vocacionada da comunidade Canção Nova, eu e meu esposo, e sou cantora católica natural aqui de Brasília. É um dom que Deus deu e que vai florescendo a cada ano, né? É incrível assim quando a gente faz a vontade de Deus, né? Sou pedagoga, sou especialista em oratória e comunicação.

E atualmente eu sou secretária executiva do Conselho de Direitos da Mulher aqui no Distrito Federal. Então estou lá já 8 anos e também desenvolvo essa missão com mulheres na Secretaria da Mulher do Distrito Federal. Essa sou eu, essa toda sou eu.

AAnderson

Bom, Michele, para te conhecer um pouquinho mais, eu queria saber, e aí, você é católica desde berço? Conheceu a fé católica no meio do Como foi esse processo da Michele com a Igreja Católica?

MAMichelle Abrantes

Então, a Michele com a Igreja Católica, ela nasceu num momento onde eu comecei a fazer catequese. Teve a morte do meu avô materno e eu assim naturalmente tive vontade de fazer catequese. Fui à missa porque foi na missa sétimo dia e tal, e ali eu senti aquele chamado novinha, gente, acho que eu tinha 8, 9 anos, nem lembro. Mas eu senti vontade de ir à missa, né? E eu falei, mãe, eu quero fazer primeiro Eucaristia, eu quero fazer a catequese.

E pedi para minha mãe, mas a minha família não frequentava a igreja, né? E ali dentro da catequese eu fui sendo formada. Eu queria ir, a catequese era na esquina da casa da minha avó, então eu fui a primeira a querer ir para catequese. E a minha família era voltada mais assim, e era aquela família IBGE, católica de IBGE. Mas que qualquer ventinho de espiritualidade que precisasse, né, ia. Então, e a gente tinha também uma situação que era a questão da minha irmã mais nova, que ela nasceu com hemiplegia infantil e ela sofreu muito, né, eram crises convulsivas e tudo.

E a gente passou, passava por aquela dor com ela, né. E a minha mãe desesperada porque ela queria a cura da minha irmã, ela ia na igreja evangélica, ela ia no espiritismo, ela ia na Igreja Católica procurando a cura da minha irmã, né? E eu sempre no meu coração tinha aquela vontade: não, Jesus que é o verdadeiro Deus. Eu pequenininha já tinha isso. E quando eu fiz a primeira Eucaristia, eu tive a minha primeira experiência com Jesus, foi na primeira Eucaristia.

E eu falava assim, certamente para minha mãe, dizia: não vá naquela. Como se eu soubesse de tudo, eu falava: não vou continuar nessa igreja porque essa igreja não é a verdadeira. E eu falava para minha mãe pequenininha. Então meu encontro com Jesus foi ali na primeira Eucaristia. E aí depois eu fui crescendo, eu fui querendo mais, eu fui querendo mais e levando a minha família para a igreja. Foi assim que aconteceu. E aí um período determinante que foi quando eu fiz a Crisma, tive bons catequistas, né, graças a Deus.

Que sempre me levavam à missão mesmo. E ali na Crisma eu fui para o grupo jovem. Quando eu fui para o grupo jovem, a gente teve ali toda a experiência, né? Ah não, vou falar que a gente já veio para o ministério, então vou deixar você perguntar, não vou atravessar não. Já tô querendo contar a história inteira.

AAnderson

No seu tempo, com certeza. Justamente essa ia ser minha próxima pergunta. Como é que Como é que foi essa relação da Michelle com a música, né? Sempre teve aí presente ou só foi dentro da igreja que chegou? Como é que chegou esse Ministério na vida da Michelle?

MAMichelle Abrantes

Eita, que a música é desde pequenininha, é lá com meu avô, com meu pai, né? Meu pai tinha uma, a gente tinha um costume em casa de ficar em frente o 3 em 1, que naquela minha época, 1980, que eu nasci, né? Então é a época do 3 em 1, né? Então meu pai tinha aquela coisa de ficar em frente ao 3 em 1 e ficar cantando as músicas da música popular brasileira, né? Meu avô era repentista, meu avô paterno. Então meu avô ensinava para a gente aquelas coisas rítmicas do repente, que era 1, 2, 3, 1, 2, 3, que o repente tem essa coisa da melódica, né?

O repente tem também a questão poética. Então eu nasci nasci nesse berço, né, ouvindo meu avô compor músicas de repentistas, né. E meu pai gostava muito de música, ficávamos ali, videocassete, karaokê e tal e tal. E aquilo ia ardendo dentro de mim, né. E eu descobri que eu cantava no grupo jovem, que era o que eu ia falar, né. Foi no grupo jovem, né, que eu fiz o encontro de jovens E quando eu fui partilhar a minha experiência com Jesus naquele encontro de jovens, que foi com a música Ninguém Te Ama Como Eu, eu contei que eu tinha feito aquela experiência com Jesus e tal, e cantei: ninguém te ama como eu, ninguém te ama como eu.

E aí todo mundo começou: ah, que voz legal! Gente, que isso? Eu não entendia nada porque eu não achava que eu cantava.

AAnderson

Né?

MAMichelle Abrantes

Então, e depois ali eu fui chamada para uma banda que chama-se Eterna Luz, que existe até hoje, né? A banda Eterna Luz é aqui em Brasília. E aí começou a trajetória do Ministério de Música, né? Fora que quando eu era da catequese, eu cantava no coral da igreja, né? Então assim, mas eu cantava no coral, era uma coisa mais assim, eu cantava desde pequena. Mas engraçado, eu não percebia É incrível, né? A gente, Deus é tão simples na nossa vocação, no nosso ministério.

Às vezes a gente fica batendo cabeça, né? Tipo, por que Deus me chamou? Será que Deus me chamou para isso mesmo? A gente fica complicando as coisas. E Deus, e desde pequena foi, mas engraçado que eu não enxergava, eu não olhava para mim como, eu não ouvia minha voz como uma voz bonita, eu não olhava para mim como um artista. É incrível, né? Assim, não achava que isso era pra mim, né? Mas no caminhar, no caminhar mesmo, no sim de cada dia, né?

E aí Deus vai mostrando, vai falando, vai nos guiando e vai nos levando aonde ele quer.

AAnderson

Às vezes o nosso dom tá ali na nossa cara, Deus tá esfregando e a gente fica assim, onde é que é? O que que é? É tipo se fazendo.

MAMichelle Abrantes

Nossa, eu ouço muitas histórias assim. Às vezes as pessoas me perguntam, vem perguntar justamente isso, né? Como é que você descobriu? E tá aquela coisa, a gente tão simples assim, era algo que era desde pequena, né? Era já inerente, era algo natural, um dom natural que eu não enxergava. Pelo contrário, eu queria me esconder, né? Eu queria, não queria cantar na frente das pessoas, eu não queria falar. E hoje é mais madura, né, com a idade aí já avançando, né, já aí depois dos meus 40, que eu comecei a entender, né, com humildade, com segurança, a vontade de Deus para mim.

Porque quando a gente é jovem a gente fica com muita dúvida, ainda mais jovem, porque eu sou jovem também. Mas assim, quando a gente é mais jovem, a gente vem com muitas dúvidas, muitos medos, a gente pensa muito no que o outro pensa da gente, né? E esquece de pensar no que Deus pensou de mim, na minha concepção, né? Porque eu hoje tenho isso muito claro, desde a minha concepção Deus já me queria o que eu sou hoje, né? Mas aí eu fui descobrindo, fui descobrindo, e essa descoberta passou pela intimidade com Jesus. Fora dessa intimidade, eu me perco, eu me perdi.

AAnderson

Que maravilha, que bênção! E Michele, bom, você falou um pouco da sua trajetória, da catequese, do grupo jovem, da descoberta de um dom. E como foi a chegada da Canção Nova na vida da Michele? Foi através da televisão? Foi um encontro? Como é que foi? Porque você contou que a sua família é em muitos encontros. Foi num desses encontros que teve aqui em Brasília ou foi um momento aleatório?

MAMichelle Abrantes

Minha vida, enfim, a Canção Nova Reserva chegou na minha vida lá atrás, quando eu fui no primeiro acampamento de músicos que Brasília promoveu da gente ir para lá, né, que foi com o pessoal da banda Verbo. Eles eram a banda na época, na minha época de 98, 97, né, eles eram a banda que mais tinham músicas católicas aqui em Brasília e que a gente curtia muito. Então eles promoveram um encontro de músicos E nós fomos ali, eu conheci a Canção Nova, me apaixonei pela Canção Nova, experiência com Padre Jonas.

Ele realmente assim, no profetismo dele, atraiu muitos, muitas pessoas consagradas, nos formou como ministros de música, né? Só que quando eu voltei, eu escrevi uma carta para Canção Nova, mas não dei continuidade ao caminho vocacional, porque eu já senti esse chamado vocacional. E aí teve o primeiro raléu de Brasília. Ô meu Deus, só é porque eu comecei cedo, viu, gente? Com 12 anos, com 9 anos. E aí teve o primeiro Raleu de Brasília.

Nesse primeiro Raleu de Brasília eu conheci o Padre Giovanni, que hoje, né, é bispo, que é o bispo de Uruaçu. E ele na época estava fundando a Comunidade Vida Nova, né? E eu ingressei na Comunidade Vida Nova, fiz o caminho vocacional, ingressei ali na primeira turma de caminho vocacional. Morei na comunidade Vida Nova durante 12 anos, fui consagrada, né, à comunidade Vida Nova naquele carisma. E eu pensava que era para sempre, só que no meio Deus mudou tudo, né.

Eu lembro que o Padre Jonas tinha ido lá na Vida Nova e ele disse assim para todos: uns são por um período, outros são para sempre, outros vieram para desbravar. E eu ficava perguntando para Deus: aqui, Senhor, o Senhor quer o quê? Que eu seja por um período, para sempre, ou só para desbravar? O que o Senhor quer de mim? E chegou um momento X daqueles anos de vida comunitária que Deus falou para mim: eu não te quero mais aqui.

Eu fiquei: mas eu quero, eu quero ficar até o final. E Deus falou: não te quero mais aqui. Foram acontecendo várias situações que moviam essa saída. Né? Na época eu não entendia nada, né? Que na época, quando a gente tá vivendo, a gente não entende, né? Eu não entendi, eu não tinha visão daquilo, né? E aí assim, eu saí muito assim triste porque eu não queria ter saído, mas era, eu via que era vontade de Deus. Passei um período de 5 anos até afastada assim dessa vida mais espiritual, sabe?

Passei um momento de deserto nesses 5 anos. E aí depois Deus foi me atraindo de novo. Aí Deus foi me atraindo, me atraindo, me atraindo. Fiz o itinerário de grupo de oração na comunidade Shalom. Depois Deus foi tirando, ele vai guiando a gente, né? E em 2019 Deus nos colocou, nos plantou na Canção Nova. E ali Deus foi me curando, curando meu esposo, Deus foi me chamando. E eu fui: não, não quero não, tô ótima do jeito que eu tô.

Quero fazer vocacional não, quero fazer vocacional não. E aí meu esposo foi sentindo também vontade, Deus foi abrindo as portas e a gente começou ali um itinerário, né, de caminho vocacional com a Canção Nova. Um tempo de muita cura, um tempo de muita graça, né. Esse ano ainda a gente tá indo para os finalmentes dessa decisão, né, do discernimento final. Mas a gente assim viu a grandeza de Deus, a graça de Deus de nos curar, de nos chamar de novo.

E ficava, ai, Senhor, já tô tão assim, né, já tô 4.6, o que que o Senhor ainda quer comigo? Tô fazendo trabalho musical, né, estou me doando. Mas Deus falava, eu quero mais. Eu lembro de um encontro do Caminho Vocacional que eu chorei e falei pra Deus tudo que eu tinha pra falar, dizendo das minhas vontades, dos meus planos, dos meus sonhos. Que isso não era mais meus planos. E Deus falou, eu sentei, eu lembro como se fosse hoje, eu sentei, olhei para Jesus, aos prantos, aos prantos, quando eu parei de chorar e contei tudo para Jesus que tava no meu coração, ele falou: tudo bem, filha, eu te amo, te acolho, mas eu posso te fazer uma proposta?

E eu falei: poxa, eu já disse tudo que eu não quero, que eu não quero, né? E ele: não, mas eu quero fazer uma proposta. Isso diz de que Deus, ele continua chamando. Ele continuou chamando, ele quer que a gente esteja na vontade dele, porque ali é o lugar de felicidade, né? E assim eu fui me entregando, tenho me entregue ao carisma Canção Nova, me aberto à moção do Espírito Santo, né? Eu lembro que quando eu morava nessa outra comunidade, né, na Vida Nova, tinha um irmão que falava assim: Mi, você é muito movida pelo Espírito, você se deixa.

E eu não achava aquilo. E uma das coisas do carisma da Canção Nova é justamente isso, né? Ser movido pelo Espírito, levar esse batismo no Espírito Santo, né? E eu fui observando na minha vida que existiam pontos muito em comum com esse carisma, a própria comunicação, o próprio jeito de ser, né? Eu fui entendendo e fui, e Deus foi me convencendo, né? Ele foi me convencendo ali de que Existe um chamado, existe um carisma em mim lá desde o seio da minha mãe, e que depois de muito tempo, né, ele me recoloca aí nesse caminho onde ele quer me enraizar, né, vai enraizando a gente ali naquele carisma, naquela vocação.

Você deve viver isso também, né, aqui no Carisma da Fidelidade. E é lindo o que Deus faz com a gente, né, que a gente vai fugindo e ele vai nos recolocando naquele lugar que ele realmente quer.

AAnderson

E eu acho muito engraçado você falar, porque assim, a gente que é de comunidade, por mais que a gente viva carismas completamente diferentes, o agir de Deus e o agir do Espírito no chamado, ele é muito singular, muito único. Por mais que Deus tenha te chamado aí dentro da sua vocação em relação à música, em relação ao carisma de uma outra comunidade, A gente percebe que quando a gente se coloca à disposição, mesmo que, igual você falou, mesmo que seja temporário, mesmo que seja por um breve momento, é uma experiência que a gente precisa para seguir com aquilo, né?

Bom, antes da gente começar, a gente até brincou, né? Eu tenho uma folhinha aqui. Meu querido Padre Wesley me deu algumas dicas de perguntas e aí eu fiquei curioso aqui para saber a respeito sobre liturgia. Ele colocou assim: Alisson, fala com ela sobre liturgia. Liturgia? Porque ela vai saber te dizer e não sei o quê. Eu falei, ó, vamos lá.

MAMichelle Abrantes

Meu Deus, liturgia? Mas o quê de liturgia?

AAnderson

Como se diz, o padre deu só a deixa.

MAMichelle Abrantes

Meu Deus, ele tinha que ter me falado para eu lembrar que minha memória é horrível. Não, então eu tenho a memória horrível. Liturgia, não lembro. Deve ter acontecido alguma coisa nesse caminho aí, viu? Porque a gente que é músico, eu tava conversando isso com os músicos esse fim de semana, A gente que é artista, que é músico, que é chamado a esse ministério de música, às vezes as pessoas olham a gente no palco, a gente na internet, ou gravando, fazendo algo, mas não sabe do processo, né?

Porque eu até postei no meu Instagram hoje isso, né, que é justamente o que eu tô vivendo. É a oliveira, né, assim, o azeite, para ele ser o substrato do azeite, e a azeitona ela é prensada. E é justamente isso que acontece conosco, nós que somos músicos. Então muitas vezes a gente erra, erra muitas vezes para acertar, né? Porque o artista ele é meio, tá meio no outro mundo assim, brincadeira, tá cheio de ideias, né? Tá ali cheio de emoções do espírito, tem dificuldade de parar para ouvir, né?

De seguir regras, por exemplo, né? Que é, impulsiona e vai, eu vou fazer e tal. Então assim, eu devo ter errado em alguma coisa indo meter esse caminho. Com certeza, né? Eu lembro, não sei se é isso também, mas eu lembro de um encontro de músicos que teve aqui, inclusive aqui na casa de vocês, e que veio o Padre Joãozinho, né? E que o Padre Joãozinho, deve ser isso que ele deve ter falado, que o Padre Joãozinho foi falar, né, sobre o músico na liturgia, o posicionamento do músico e tal.

E ele me chamou para, faz aí como você faria para chamar o povo assim, assim, assim. Eu muito renovação carismática, né? Na época. Aí ele virou para mim e falou assim, ah, você tá imitando a Canção Nova. Eu falei, não, mas eu nem vejo a Canção Nova. Acho que ele tava profetizando a minha vocação.

AAnderson

O padre já tá soprando aí, ó, tu canta a liturgia.

MAMichelle Abrantes

Tu canta a liturgia?

AAnderson

A liturgia te forma, formou?

MAMichelle Abrantes

Ah, sim, com certeza, né? A liturgia é o que nos forma, né? É cantando a missa que a gente É formado. Então eu devo ter feito alguma coisa em vez de caminhar. Alguma humilhação rolou, porque eu não tô lembrando. Faz o terrível. Mas existe, e é lindo acontecer, né? Porque é isso que nos forma. A liturgia nos forma, as regras nos formam, né? E é então importantíssimo isso. O artista às vezes acha que não, né? Tá nesse mundo aí das ideias muitas vezes, e são as regras mesmo que vão trazendo a gente, né? Os feitos que vão nos trazendo para a vontade de Deus, né?

AAnderson

Bom, e aí dentro dessa colinha aqui eu acho que vai justamente esse gancho, né, que o padre colocou aqui, foi sobre arte e espiritualidade, né? Bom, com certeza a música é uma das coisas que mais movem, né, principalmente os jovens dentro de uma adoração, dentro de algum momento de oração, dentro de uma entrega, dentro de um grupo jovem. Às vezes a gente tá naquele momento e a música dá aquele estalo. E antes da gente entrar um pouco mais a fundo nesse tema, eu queria saber assim, pessoal da Michelle, a Michelle tá rezando, tem aquela música que bate, ela não dá conta.

MAMichelle Abrantes

Que música que é essa? Eita, cada dia é uma música. Então vamos lá, a minha vida é uma trilha sonora. Vamos à música do momento. Ontem eu fui para o encontro, né, e a música que E tá ecoando em mim é aquela música: Ô Espírito Santo, fonte de todo amor, vem me dar teu vigor e tua paz. Aí depois aquela parte que fala assim: não quero mais viver assim, não me deixa trilhar na minha dor. Os planos que são meus. Vem e me faz sair de mim e me leva a voar no teu amor e alçar o livre voo dos filhos de Deus.

E a parte que eu mais amei, que eu não lembrava dessa parte, que fala assim: É possível contemplar o novo em mim e, guiado por tua voz, recomeçar.

AAnderson

Escolheram o apresentador errado, galera.

MAMichelle Abrantes

Tá tocando o coração do apresentador.

AAnderson

Eu não vou chegar no final desse jeito não, gente. Escolheram o apresentador errado.

MAMichelle Abrantes

Ô meu Deus, é porque a gente deve estar vivendo a mesma coisa, irmão.

AAnderson

Eu acho muito massa, eu não canso de falar aqui no podcast que assim, antes de chegar quem tá ouvindo a gente, chega primeiro quem tá aqui tentando apresentar, tentando falar, tentando mostrar alguma coisa.

MAMichelle Abrantes

É isso mesmo.

AAnderson

E Natália, você me paga depois, viu?

MAMichelle Abrantes

Ela que apresentar?

AAnderson

Não, ela que organizou. E eu fico naquela, mas assim, aí, ó, a voz maravilhosa.

MAMichelle Abrantes

É porque é isso que que acontece com a gente, né? A gente quer trilhar nas nossas dores, nas nossas, sabe assim, nas nossas misérias. Mas é possível contemplar o novo de Deus em nós quando a gente diz sim. E é isso que eu tô experimentando, sabe, irmão? Dizer sim a Deus na maturidade. Porque eu já disse sim a Deus na empolgação, sem olhar, sem medir as coisas. E hoje Deus me chama a dizer sim com paixão, sabe? Dizer sim sabendo que é cruz e que é justamente a cruz que vai me salvar.

E é justamente a vocação, o chamado, estar na música é para minha salvação também. Porque é o que você falou, passa aqui, ó, né? Quantas vezes você não quer ir para aquele lugar e quando você vai, Deus vai faz, né? Quantas vezes eu fico, ai, eu tô cansada, eu tô com sono, meu Deus, eu quero ficar aqui, eu não quero sair. E Deus fala, vai! E você vai, você renovado, né? Ou você, ou acontece um milagre no meio do caminho em você ou em alguém que Deus te chamou para estar ali.

Às vezes sua presença, né? Ou às vezes sua voz, ou às vezes só um olhar, um sorriso, né? Então é um pouco disso, sabe? Essa canção é a minha canção de hoje. Sabe, reverberou hoje o dia inteiro que é possível. Eu achava que era impossível recomeçar, eu achava que era impossível contemplar o novo de Deus em mim, eu achava que eu só ficava olhando para as minhas misérias, para as minhas fraquezas, para as minhas frustrações, as coisas que não acontecem na minha vida, né, as coisas que eu mais quero e que Deus só silencia.

AAnderson

A gente cheio de planos, cheio de ansiedade, mas também existe Existe um tempo para cada coisa, né? Eu acho que o bonito da formação dentro da igreja é isso, né? A igreja vai te mostrando que existe um tempo para cada coisa. E aí eu não sei se tem a ver isso também com o que o Padre Wesley dizia. Eu acho muito bonito que a liturgia nos ensina isso, né? A liturgia ela é muito didática, ela nos prepara, né? Então assim, ela dá para o seu tempo aquilo que é necessário.

E eu acho que ela casa muito bem com a música, porque existem músicas para cada tempo e músicas que, por mais que você saiba, né, É igual, por exemplo, o meu coração anseia ouvir eis que faço nova todas as coisas toda missa de Páscoa. Então assim, eu entro na missa e já sei, falo assim, cara, eis que faço nova todas as coisas vem no final. Então assim, essa é a preparação, né? Deus trabalha muito isso na gente e eu acho que a arte e a espiritualidade elas trazem isso, né?

Uma conexão muito maior de permitir num trecho você navegar ali numa profundidade e ir para onde Deus está te chamando. Porque às vezes a gente está aqui, lê um trecho e quer ficar na nossa, mas assim, existe um convite, né? Um convite mais profundo. E dentro disso eu queria saber assim, na história da Michelle, qual que é aquela música assim que ela fala assim, cara, essa música durante muito tempo, ó, martelou aqui dentro do meu coração.

E eu vi assim você comentando um pouco aqui antes com o Padre Wesley a respeito de canções antigas, né? Quais são elas que mexem ainda com a Michele no dia de hoje?

MAMichelle Abrantes

Olha, em relação ao que você falou de arte, eu sou muito assim apaixonada por João Paulo II, sabe? Porque ele traz justamente isso, ele fala sobre a espiritualidade e a arte e a beleza. Eu sou muito assim, a beleza me atrai, sabe? Então, falando de música, né, só porque eu queria falar dessa parte que tá aqui no meu coração pulsando, deixa eu falar de João Paulo II. Porque falar de arte e não falar dele, né, é impossível. Agora, as músicas que assim são aquelas minhas músicas, a gente fala assim, minha vida é uma trilha sonora.

Mas existem duas músicas que são assim pulsantes no meu coração. Uma música é Com Tua Mão, da Sueli Façanha, e a outra é Poema do Criador, que eu inclusive regravei no meu próximo trabalho, que daqui uns dias vocês vão estar aí ouvindo, né, na internet.

AAnderson

Primeira mão, viu?

MAMichelle Abrantes

Eu te falo coisa Primeira mão, primeira mão. Bem-vindo para o Trabalho Legal. A gente já gravou as músicas, gravamos os clipes, e se Deus quiser, quem sabe setembro já tá aí, né, nas novidades de Deus para nós. E uma das regravações que eu fiz foi de Poema do Criador, da banda Veroo, que é uma assim, ecoa no meu coração porque é linda. Eu acho linda a música. Ela fala assim, não sei se vocês conhecem, que também é antiga essa música, né, mas ela fala Maria, tu és a mais bela entre as mulheres, és estrela que brilha na manhã, resplandece o amor de Deus Pai.

Eu acho linda essa música quando fala assim: Maria, ensina-nos a ter fé para dizer sim com a tua paz. Né? Essa parte assim, ela me mexe comigo, porque muitas vezes a gente diz sim e fica aquele combate dentro da gente, é um peso. Mas Maria não, ela disse sim com a paz de saber: eu estou fazendo a vontade de Deus, e é isso que é a minha paz. Esse é o meu céu, esse é o meu céu: fazer a vontade de Deus e não a minha própria vontade.

E a música Com Tua Mão, que eu também acho Sim, ela remexe comigo inteiramente, né? Quando diz: eu não andarei, eu só iria fraquejar, eu andaria vacilar sem tua mão a mim sustentar. Porque a mão de Deus que nos sustenta, né? A mão de Deus que nos sustenta no caminho, na caminhada, no nosso sim. Na nossa vocação, no meu caso a vocação matrimonial, a vocação de ser filha, de ser igreja, de ser ministra da música, é um chamado, né?

E quando eu encaro como um chamado, eu entendo que é um mistério e que eu preciso dessa mãozinha aqui, ó, me sustentando para eu poder ir até o fim.

AAnderson

Cara, e aí assim, acho que dentro disso tudo vem a pergunta que Desde quando eu vi o tema do podcast, entendi um pouco mais sobre a sua vida, eu falei assim, cara, eu preciso perguntar. O tema de hoje é canções que curam. Michelle, certeza já foi curada por diversas músicas, mas eu queria assim que você, se você puder, claro, compartilhar com a gente aquela experiência assim, aquela experiência musical que marca a Michelle, que fala assim, cara, olha, esse dia aqui, seja ministrando, seja ouvindo, Como é que foi para Michelle esse momento de cura da Michelle?

MAMichelle Abrantes

Nossa, são muitos momentos, porque a cura ela acontece todo dia, né? Eu me vi em alguns anos assim com depressão, já passei por depressão, já passei por ansiedades, né? Já passei por tantas coisas. A questão do enfrentamento e de entender o para quê e o porquê, o sentido, né, da questão do enfrentamento da infertilidade, por exemplo, né? 19 anos de casada e Deus fala: Deus, e aí? E a gente faz isso, faz aquilo, né, e faz os tratamentos lícitos e não vai.

E aí você se questiona, você quer parar, você quer, você se frustra, você se penetra, você percebe e se depara, né? A palavra é essa mesmo, você se depara com suas fraquezas você se depara com a sua humanidade, né? Coisas que você nunca pensou que você talvez fosse capaz de pensar ou de questionar a Deus, né? Então já passei por muitas coisas, né? Muitas feridas, muitas feridas mesmo. Feridas de coisas lá do ventre da minha mãe que eu não sabia, porque a gente não sabe, né?

Nem a nossa mãe, nosso pai sabem, tadinhos, né? São coisas muito profundas. Mas assim, eu passei por muitos momentos, sabe? E o que me salvou foi a música. Agora eu tenho, quando fala de canções que curam, eu sempre me lembro do meu primeiro trabalho, do Diferencial. Por quê? Porque quando eu comecei esse trabalho diferencial, por que que eu comecei? Eu nem fiz um vídeo na internet, tem até que fazer para explicar.

AAnderson

Olha aí, viu, gente? Eu tô falando que eu trago primeira mão para vocês.

MAMichelle Abrantes

Eu, no ano de 2004, eu fiz, tava fazendo um tratamento para engravidar, e o médico falou, olha, Michelle, você tá com apneia do sono, muito obesa, vamos fazer o seguinte, faz o, não era rinoplastia, eu tinha um desvio de septo, faz desvio de septo e depois a gente vai fazer a bariátrica. Falei, beleza. E naquele meio receosa, mas Bora, se é para fazer isso, se for melhor para mim, eis-me aqui, Senhor. E fiz o desvio de septo. Quando eu fiz a cirurgia de desvio de septo, 10 dias depois da cirurgia eu tive 5 hemorragias.

Isso acontece com poucas pessoas, eu fui uma premiada, né? E aí eu tive 5 hemorragias, voltei para o centro cirúrgico, né? Eu fiquei numa situação de quase morte. Eu lembro que quando eu tive essa hemorragia, eram coágulos desse tamanho que saíam do meu nariz. Então eu não conseguia respirar direito porque era boca e nariz saindo os coágulos, né? E eu lembro que eu desmaiei, eu voltei cantando o Salmo 115, 117, que diz: não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor.

E aquilo ficava ecoando no meu coração, em tudo que eu tava passando. Fui para o centro cirúrgico, fiz a cauterização, Tive trombose no braço, antebraço, axilas, né? Os trombos podiam vir para— tudo era assim, o trombo pode dar, pode vir a morte, pode ir para o coração, pode ir para o pulmão. Enfim, passei esse período muito difícil, né? Um deserto mesmo. Tive, graças a Deus, apoio de tantas pessoas que foram rezar por mim, que me ajudaram.

Né, a própria, na época era Comunidade Gratidão, né. Eu tenho muita gratidão inclusive a eles porque eles me deram muito apoio. O próprio Padre Wesley, né, que tá aqui acompanhando o episódio também, me dando esse apoio, né, de restaurar isso. Então eu fiquei um ano e meio de tratamento, mas ali naquele momento que eu passei pela cirurgia, Deus falava comigo que eu precisava iniciar deixar um legado, que eu tinha que gravar. Falava, meu Deus, eu não tenho nem música, como é que eu vou gravar, sabe?

Assim, eu tô aqui vivendo essa situação, tô quase morrendo, né? Porque tudo era quase morte. Nossa, pode morrer, você pode morrer, você pode morrer. Beleza, eis-me aqui, Senhor. Se for para eu morrer, eis-me aqui. Mas ali tudo, todo aquele, tudo que aconteceu foi para Deus curar as feridas na Michele. E entender que essas canções que nasceriam seriam canções de cura, né? Então cada vez que eu ia no Santíssimo Sacramento, colocava essas canções.

Tinham duas que eram minhas composições, outras eram composições de outros compositores. Eu ia cantando, eu ia ali, Deus ia me curando. Então tem uma canção do primeiro trabalho que chama Descansa o Coração, que é uma música assim que até hoje Quando eu tô muito agitada, quando eu quero retomar essa minha, essa minha profundidade com Deus, é o que eu canto para Deus, né? Que a canção diz: descansa o coração nele que só tem amor para dar, põe tua esperança no Senhor, espera, acalma o teu viver, ele é muito mais, vai muito além.

Onde ninguém pode alcançar, só ele vai e traz vitória, vitória. E é isso, né? Ele foi aonde ninguém podia alcançar e trouxe vitória da Michelle Abrantes sendo curada, aberta essa cura diária, aberta esse chamado a ouvir a Deus. E um desejo muito grande que hoje eu tenho de fazer a vontade de Deus.

AAnderson

Amém, amém! Olha aí o nosso irmão Vitor comentando justamente isso aí que você tá falando, né? Qual canção você escreveu que cura as pessoas? Conte para nós os testemunhos.

MAMichelle Abrantes

Pois é, olha aí, tudo dentro do nosso assunto aí, tudo dentro do nosso assunto.

AAnderson

Você falou aí das duas autorais. Quais são as duas autorais? Conta um pouquinho para gente.

MAMichelle Abrantes

Olha, as canções autorais que eu gravei foi Vou Mergulhar Isso no primeiro trabalho, né, Vou Mergulhar e Seguro em Tuas Mãos. No segundo trabalho eu fiz uma parceria de— não tive nenhum autoral, autoral só minha, né. Mas uma canção, viu, Vitor, que eu vou te falar, eu tive muitos testemunhos, foi a canção Redimido do meu segundo trabalho, que Deus colocou no meu coração. É uma passagem bíblica e eu compartilhando com o Éder Taveira, que na época era o meu tecladista, eu falei, Éder, Deus que é uma canção assim, falando sobre a graça de Deus, sobre a redenção, sobre a confissão, sabe?

E aí nasceu Redimido, ele fez, mandou pra mim, né? Falei, é isso, é isso! E quando saiu Redimido, gente, vocês não têm noção do tanto de gente que me mandava mensagem no direct do Instagram falando, Michele, essa música é tipo assim, me confessei, eu saio, sabe, cantando essa música. É a música que eu falo, né? Sou redimido, alcançado pela graça. Ai, meu Deus, deu branco agora. Alcançado pela graça. Gente, me deu branco. 100% de graça.

Aí fala, gente, deu branco. Dá o celular aí para pegar a letra. Deu branco ao vivo.

AAnderson

Alguém puxar aqui, eu puxo aqui.

MAMichelle Abrantes

Render graças ao Senhor é para sempre, a tua bondade Com tua mão me resgatou, hoje livre sou, hoje livre sou. Mas vou falar a verdade do refrão, que é assim, ó: Perdoado eu fui, obrigado Deus, obrigado Deus. Perdoado eu fui, obrigado Deus, obrigado Deus. Deus. Aí vem: arrependido, voltei para tua casa confessar meus pecados, mergulhar na tua graça, te adorar é meu prazer, meu lugar aos teus pés, teu soldado eu serei, gratidão por aquilo que tu és.

E aí eu recebi um monte de direct, a galera falando, olha, me deu vontade de confessar, eu fui para o confessionário, saí de lá dizendo, perdoado fui, obrigado Deus, obrigado Deus. Então assim, foi uma das canções que mais eu recebi, né, directs no Instagram dizendo, e pessoas assim de outros estados, não pessoal aqui de Brasília, mas muitas pessoas de outros estados dizendo que faziam anos que não se confessavam. Anos que não iam à fila da confissão, e essa canção fez esse processo de cura, né, nessas pessoas, e levaram essas pessoas à confissão, viu?

Eu falo, Deus, que lindo, né? E já muitas vezes também eu fui me confessar e ficar, obrigada, Senhor, perdoado, eu fui arrependida de todos os meus pecados. Mas muitas pessoas curadas.

AAnderson

Olha aí, Michele, nossa irmã Patrícia também tá perguntando, né, sobre o tema Como é que é ser instrumento, né, de cura através dessas canções, do dom de contar, do dom de cantar? Como é que é para você tá nesse meio, né? Ser, como se diz, esse canal dessa graça.

MAMichelle Abrantes

É incrível, Paty, porque assim, primeiro é um chamado de Deus, né? E é um dom gratuito dele. Esse dom da cura realmente é algo que o Senhor me deu. E quando eu canto, você não precisa nem proclamar a cura das pessoas, porque Você vê, eu acho lindo, tem aquele dom, né, da revelação. De Deus. É o que João Paulo II fala, que o artista é um artífice, né? Ele é a ponte da graça de Deus, ele é a ponte da criação de Deus. Então eu me sinto isso, sabe?

Eu me sinto privilegiada, lisonjeada de participar dessa criação do Senhor, dessa vontade de Deus, né? Que ele me escolheu. Muitas vezes eu fugi, agora já entendi. Deus, tudo bem, ou me usa. Brincadeira. Mas assim, é o que eu sinto no meu coração, essa graça mesmo de ver, poder perceber de pessoas que vão ouvindo as canções, que vão sendo curadas no meio do caminho, né, são, vão sendo libertadas, milagres acontecem. E é o que Jesus fazia, né, gente.

Jesus, ele ia passando nas cidades, ele ia curando sem muitas pompas, né, mas só a voz dele derretir os corações, né? Então eu me sinto lisonjeada. Acho que Deus, assim, dentro das minhas fraquezas, talvez eu não me escolheria. Brincadeira. Mas ele escolheu, e eu hoje digo sim a Deus com muita paz, com muita tranquilidade. E claro que existem combates espirituais também, né? Porque também não vamos romantizar, né? Existem combates espirituais.

Então já fui cantar em lugares que eu voltei com ânsia de vômito, né, com reações que você tem de combate espiritual. Eu não sabia antes como que era, né. Mas é minha mãe, te amo, minha filha. Também te amo, mãe. Mas hoje eu já sei administrar isso melhor.

AAnderson

Como se diz, já tem um trabalho para espiritualidade também ser consistente nisso.

MAMichelle Abrantes

Isso, porque a espiritualidade ela é a base de tudo isso, né. Você não vê os nossos sacerdotes, né, Eles são o canal puro da cura para nós, né? E quantos pesos eles carregam, né? Precisam ter uma vida muito íntima com Deus para que esses pesos caiam, porque não são deles. Da mesma forma nós, né? Principalmente eu nesse ministério da cura através da canção, preciso muitas vezes dizer: fui ali, ajudei, fui canal de Deus, e quando chego em casa Toma aqui, Jesus, os fardos são seus, né?

E agora eu vou dormir em paz porque isso não me pertence. Se o Senhor já tomou tudo na cruz, né? E vem lá, vai, vem me curar também. Porque é tão lindo, sabe? É quando Deus, ele usa da minha voz para curar outra pessoa, ele tá passando por mim, tá me curando. Né? Ele tá indo em alguma área da minha vida e também tá curando. Então não é só assim, ah, ela foi lá e tal, e não é como se fosse assim um personagem, é um movimento, né?

É um, a cura ela é um movimento, ela é um movimento aqui que transborda e volta, e quem realiza é Jesus na cruz. É incrível assim, às vezes eu nem sei explicar porque a gente não sabe explicar tudo que é sobrenatural, né? Mas Deus age e poderosamente. Tem cada testemunha aí que eu fico, Jesus! Tem uns que eu nem guardo direito, mas que eu tenho uma memória assim meio, sou meio doida, vocês não veriam, ó, tô toda ligada no 360.

Mas é lindo isso também, até para que eu também reconheça que não sou eu, né? É Jesus quem faz. Você não vê? Ele até chorou aqui. Eu cantei, chorou. Jesus já começou curando aqui, ó. Brincadeira, irmão.

AAnderson

E assim, eu acho que a gente também, eu acho que você deve ter percebido isso com a música, né? E com a tecnologia também, porque assim, antes você cantava aqui num evento, era o evento aqui, né? Agora hoje você canta no evento aqui, amanhã é igual aqui, a gente tá aqui nesse podcast hoje, amanhã tá no Spotify, tá no mundo todo, e a gente não tem essa dimensão desse alcance, né? Como foi a ficha da Michelle vendo assim, cara, eu canto aqui no Distrito Federal e do nada tem gente fora do Brasil, num outro estado aqui brasileiro, ouvindo a minha voz, ouvindo a minha música e falando de Deus, falando assim, cara, essa mulher aqui me tocou.

Isso é, para mim ainda é muito distoante, né? Igual eu vejo assim, a gente comenta dos números, né, dos dos seguidores do podcast e tal.

MAMichelle Abrantes

E tem hora que ainda me assusta falar assim, gente, mas tá todo mundo vendo isso mesmo, né? Ó, primeiramente, eu, eu na verdade não é que eu acho normal, entendeu? Não, isso não me— como é que eu posso explicar? Tipo, não me deixa uau, entendeu? É meio que para mim é normal. Não é que é normal, não sei se a palavra é normal. Para mim é comum. Sim, parece que mudou só o jeito de atingir os corações, porque quando Paulo ele ia pregar para os gentios era isso que acontecia.

Quando Jesus ia pregar nos lugares que ele passava, ele ia curando, era isso que acontecia. Só que como você falou, não tinha esse BBB, né? A gente não tinha essas câmeras vendo e mostrando para todo mundo, né? Então assim, para mim isso não me— uau, 100 mil seguidores, sei lá, né? Eu não tenho 100 mil seguidores, mas Tipo, isso não me, isso não me vislumbra, não me deslumbra, né? Não é isso. Mas ao mesmo tempo eu acho incrível essa inovação.

A tecnologia é algo que eu sou encantada e eu assim sou, quero ser mais ousada, né? Eu lembro que eu estive no Hallelujah, primeira vez que eu fui no Hallelujah, e o diretor artístico que na época era o Wilde Fábio, nosso grande Wilde, E ele falava para mim assim, Michele, você tem que entrar para internet, pelo amor de Deus, o mundo precisa te conhecer porque tu é muito mais do que tu mostra, né? Eu, ai, Will, obrigada e tudo, mas assim, aquela coisa ainda de eu, né, querer preservar a minha intimidade porque eu queria, que eu tava ainda olhando para minha vontade, né?

Hoje, quando você olha para fora e você olha que aqui é a sua vida, não é para ser icônica, né, não é para ser um ícone, mas para ser liderança, motivar outras pessoas a fazerem aquilo que você faz. Aí isso me dá vontade, sabe, de partilhar, de falar, de quanto mais pessoas. Aí eu amo pessoas, eu quero conhecer. Se eu pudesse conhecer de um a um pessoalmente, dava um abraço, porque eu gosto disso, né, eu gosto de abraçar, eu gosto de de falar, de olhar no olho.

Então assim, isso não me deslumbra, mas ao mesmo tempo é muito importante para evangelização. Eu só lembro de Paulo, só lembro de Paulo quando eu vejo esse alcance da internet, o próprio Frei Gilson, o que alcança, os corações que alcançam, né? O próprio podcast de vocês, as músicas. Quando eu abro o meu Spotify para artistas e eu vejo aonde a minha música chega, Eu fico, meu Deus, é sério isso mesmo? É sério isso? Tipo Alemanha, né, do outro lado do país.

E tem pessoas que ouvem, são ouvintes fiéis, entende? Então assim, tá alcançando aonde eu não vislumbro, mas eu não me deslumbro com isso.

AAnderson

E eu acho que é justamente assim, esse tópico que o Padre Azul quis colocar aqui em relação à comunicação, né? E como você tá inserida dentro do carisma da Canção Nova, eu que toda essa exposição, pela estrutura que a Canção Nova tem de comunicação, como é hoje pra Michelle ver esses eventos de, como se diz, de anos atrás com os eventos que Michelle participa hoje e entender essa responsabilidade de subir no palco e cantar também essas curas e vislumbrar tudo isso dentro da sua vida e da sua espiritualidade?

MAMichelle Abrantes

É como eu falei, assim, não me deslumbra. Eu só vislumbro a graça de Deus, porque Deus ele é lindo, gente. Deus ele vê além. Deus, ele olha para nós e ele vê as nossas capacidades, as nossas habilidades, e desenvolve outras habilidades que a gente nunca achou que teria, né? E ele nos lança. Então, olhar hoje para essa minha comunhão com a comunidade Canção Nova, esse tá dentro do carisma, e saber que o carisma tá dentro de mim, né, é para mim uma grande graça, né?

Há pouco mesmo, na sexta-feira, eu gravei os 5 clipes. E o nosso responsável pela missão, Padre Givanildo, esteve lá rezando, abençoando, rezando conosco, quer dizer, me acompanhando, me mostrando coisas que eu não tinha visto ainda, né? Porque o que que é lindo, sabe, é que Deus ele vê além. Quando eu fiz as músicas, por exemplo, do próximo EP que vocês vão ver aí na internet depois, eu fiz as músicas em tempos diferentes, em momentos diferentes, e elas têm uma ligação entre em si imensa de conteúdo, de musicalidade.

Não foi intencional, foi mover do espírito. Isso diz da Canção Nova. A Canção Nova, ela é movida pelo espírito, porque a comunicação ela é um mover, ela é movimento. Então a comunicação não é estática, né? A comunicação é movimento. A comunicação é comunicar, quer dizer o quê? Você pegar e conversar, dialogar com as pessoas de formas didáticas, né? Então assim, eu, para mim é uma grande graça. Eu não me deslumbro, eu vislumbro a graça de Deus que é diária, né, que vai abrindo, vai dando a própria vida fraterna, né?

Nesse novo trabalho também eu tô tendo a graça de compartilhar com os irmãos as canções com a minha acompanhadora vocacional que conhece todas as músicas, né? Porque as músicas que eu fico, que Deus foi me dando a graça de compor, foi justamente vida, vida vivida, vida chorada, vida, sabe, rezada de joelho, rezando com a minha história, pedindo para que Deus me curasse, ouvindo a Deus, sabe? Tinha muito tempo que eu não parava e falar eu vou ouvir o Senhor.

Porque a gente trabalha tanto na igreja, né, a gente trabalha fora, trabalha dentro, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, que às vezes a gente não para para ouvir. Aqui mesmo pode que a gente fala, fala, fala, fala, fala, são poucos momentos de silêncio, porque a nossa vida é assim, né. Mas Deus, ele é lindo, ele vai nos dando essas pausas para a gente entender melhor. E falando de pausa, Deus me deu um monte de pausa nesse meio do caminho, né, doenças.

Às vezes eu fiz cirurgia do joelho em dezembro, né? E aí fiquei 3 meses ali parada, não podia fazer nada. Ai, meu Deus, aquela coisa, aquele deserto. Mas tudo isso produz fruto, porque a gente só assim a gente para para ouvir a Deus, mesmo sendo comunicadora. Porque nós que somos comunicadores, nós falamos muito da comunicação, da oratória, da fala, e falamos pouco da escutatória, porque a comunicação ela começa quando eu escuto, né?

As pausas, até a própria linguística traz isso, né? Quando você vai ler alguma coisa, não tem a vírgula? Não tem o ponto final? Para quê? Para dar ritmo, para dar pausa no texto, né? E na fala. Então a comunicação diz disso, e a canção nova na minha vida diz disso também. São pausas, são momentos onde você tá no palco, momentos onde você tá limpando o banheiro, momentos onde você tá ouvindo o irmão, né? Então assim, a comunicação ela não é só deslumbrante porque o palco é lindo, né?

Luz, câmera, som, a internet tá aqui, é posicionamento, né? Uau! Só que quando a luz apaga, que é o silêncio, Né, são os problemas que você enfrenta no dia a dia, como eu falei para vocês, a questão da infertilidade, que às vezes entende, às vezes não entende, né, qual a vontade de Deus diante disso. Ou muitas vezes a tristeza que vem porque você dá, dá, dá, dá, dá, dá, dá, e às vezes você tem que pausar para Deus te refazer. Às vezes ir lá para o banheiro lavar o banheiro, sorrir para pessoa acolhendo.

Então eu vivo muito isso na Canção Nova, né, principalmente no vocacional. Que é onde você vai pra recepção receber as pessoas. É tão lindo, né, que a pessoa só vê você no palco. Aí você tá ali na recepção, gente, ela chega, assusta. Oi, você tá aqui?

AAnderson

É você mesmo?

MAMichelle Abrantes

Mas sou eu, essa aqui sou eu, eu, eu, euzinha mesmo, né? Então você tá ali limpando o banheiro ou passando, vendendo salgado. Isso faz parte, isso é gostoso, porque é gostoso no sentido assim, salgado também é gostoso, né? Mas Mas é gostoso no sentido da partilha de vida, e eu acredito que Deus faz aí.

AAnderson

Que bacana! E falando disso tudo, né, e você falando um pouco a respeito do trabalho, Michele hoje trabalha com direito da mulher. Como é, como se diz, né, esse choque, né, da vida com direito da mulher, com a igreja? E aí assim, podcast passado eu tive a graça de apresentar a mulher do Paulinho, que também falou a respeito de um diagnóstico de infertilidade. Como foi para você, Michele, lidar com isso? Lidar com esse peso? Porque assim, eu acho que assim, é um peso você ter que chegar e chegar em casa com essa notícia, ou receber essa notícia. Mas como é que foi a construção para lidar com esse momento tão delicado?

MAMichelle Abrantes

Então, primeiramente assim, o casal ele precisa ser muito amigo, né? E Deus, ele foi lindo comigo, porque o meu esposo e eu, a nossa, nosso Amor nasceu na amizade. Então a gente tem tempo de qualidade de conversa, de falar, e mesmo assim foi difícil enfrentar, né? Então primeiramente a gente dialogou sobre isso, depois a gente silenciou, não queria falar do assunto, né? Então tiveram várias fases. São 19 anos, né, que a gente aguarda a vontade de Deus.

E não que a gente seja fechado a uma adoção ou fechado Que às vezes as pessoas perguntam, né? Ou a pessoa acha que você é vítima, tadinha, ela não tem filho, né? Ou então ela vai para o outro lado, para dizer, ah, por que você não adota? Como se a adoção fosse uma prateleira, né? Vai lá, pega, esse aqui é seu filho e pronto, né? Então é todo um processo, é um processo de oração, de diálogo, de conversa, de escuta a Deus. Porque dentro das dificuldades que um casal vive, Né?

Você precisa ouvir a Deus. Então tinha momentos que eu e o Rodrigo, a gente ouvia a Deus, tinha momentos que a gente não conseguia ouvir a Deus porque a nossa vontade gritava: eu quero, eu quero! A gente, o nosso maior sonho era esse desde namoro, né? Era ter muitos filhos, inclusive, né? Desde 5, 6, 7, 10 filhos. Então a gente queria ter muitos filhos, né? E aí quando veio o diagnóstico, que primeiramente era um diagnóstico muito raso, depois foi vindo outro diagnóstico, depois mudou o diagnóstico de novo, aí depois mudou de novo.

Então quer dizer, não é uma coisa certa, né? E aí a gente foi caminhando na oração, sabe? Às vezes a gente silenciou, não quis falar sobre o assunto, e a gente se respeitou por isso também, porque não é fácil. É você querer muito uma coisa e você não ter. E nós cristãos queremos ter muitos filhos, não é? A gente casa para ter muitos filhos, né? Não casa para não ter filhos, né? E a questão da adoção não é uma prateleira onde você vai lá e aí vai lá, adota um filho.

Eu já ouvi muito isso, né? Mas que mais? Poxa, você não é aberta à vida? Vai lá, adota um filho. Sou, mas não é assim, né?

AAnderson

Ninguém olha também para a situação.

MAMichelle Abrantes

É um processo. É, são muitas cobranças, não vou mentir não, sabe? Tem coisas que eu entendo, tem coisas que eu não entendo. Mas hoje o que eu e o Rodrigo, a gente tem com clareza é de que a gente tá no caminho da vontade de Deus e a gente tá aberto ao que ele quiser. Se ele quiser nos dar filhos, eis-nos aqui. Se ele disser não, seus filhos são— como aconteceu no meio do caminho, eu fui professora no seminário de Brasília um tempo, no propedêutico, E ali a gente assumiu aqueles seminários como filhos, né, tanto eu quanto o Rodrigo.

Então assim, ele vai trazendo outros casais que a gente chama de casais de filhos, né, que hoje tem bebês, tem uma família linda, maravilhosa. Então assim, é ouvir o que o Espírito Santo está movendo. Na atualidade a gente não tem nenhuma angústia, graças a Deus, a gente já tá no período de paz. Né, nesse sentido de questionamentos quanto a isso. Mas a gente também tá aberto à vontade de Deus, e quem vai falar é Deus no tempo, né, porque existe um tempo.

Ai, Michelle, já fez tratamento? Já. Ai, Michelle, já emagreci, já engordei, já tudo. Mas é a vontade de Deus que prevalece. E hoje eu tenho paz, eu tenho paz, o Rô tem paz também. A gente tá ter paz diante da vontade de Deus. Mas não foi fácil, né? Não foi fácil. E você fez uma pergunta, outra pergunta que eu não—

AAnderson

a respeito de hoje trabalhar em relação ao direito da mulher, né? Porque você também vê isso na vida de outra. Ó, quer ver? Já tá aí, ó. Conte para nós da conferência Mulheres com Maria.

MAMichelle Abrantes

Ah, legal. Então, primeiro falando da questão de trabalhar, né, com as mulheres.

AAnderson

Mas você também consegue usar a sua história para dizer que, por exemplo, isso não é uma dor que me impede de servir a Deus, vendo outras mulheres que passam pela situação que você passa.

MAMichelle Abrantes

Sim, com certeza. Nada disso me impede de servir a Deus, né? Tem momentos, tiveram momentos que me paralisaram, que eram mais difíceis, mas Deus, ele vai, ele vai te empurrando. Gente, Jesus, ele é terrível. Ele vai te empurrando, ele vai te convidando, ele não não desiste de você. A verdade é essa, Deus não desiste de nós, né? E ele e esse tanto tiveram momentos mais difíceis. Hoje é um momento mais tranquilo onde a gente tá em paz.

Eu desde 2019 trabalho na Secretaria da Mulher e ali também vejo que é uma missão, né? Uma missão de propagar para outras mulheres também, não só a minha fé, porque lá eu não falo da minha fé, Eu falo do ser mulher. E sendo a mulher que sou, falo da minha fé, que não tem como. Mas eu não, lá eu não falo abertamente de evangelização aberta, né? Mas a vida, ela é o maior evangelho que realmente nós temos, é a maior pregação que nós temos.

Então lá a gente faz um trabalho com mulheres, mulheres em vulnerabilidade que passam por violência, mulheres que cuidam de outras mulheres. É lindo o trabalho, né? E a gente vai ali com a vida evangelizando. É assim que funciona, né, no trabalho secular. Mas na igreja a gente tem essa vocação e esse chamado de trabalho com mulheres também, que o Vitor perguntou da conferência Mulheres como Maria, que vai acontecer no final de agosto aqui em Brasília, e agora dia 1º, dia 2, que vai acontecer em Cachoeira Paulista. Onde eu, a Gabriela Carvalho e a Ruanda vamos para—

AAnderson

só elite!

MAMichelle Abrantes

Vamos para Cachoeira Paulista agora nesse próximo fim de semana para conferência Mulheres com Maria. E aqui em Brasília vai ter no final do mês também, que é o quê? É um momento onde a mulher pode tirar um tempinho para si, mas não só para olhar para as suas próprias dores ou para olhar para si mesmas, né? Para a gente olhar qual é a vontade de Deus para nossa feminilidade, né? Porque a mulher, ela tem várias dimensões: saúde, é a parte financeira, né?

Hoje é o quadro do ser mulher no mundo é muito diferente, justamente por causa dessas variáveis sobre o que é ser mulher, né? Que o mundo apresenta aí meio escondido, uma fumacinha assim que vai entrando, penetrando, né? No coração das mulheres, mesmo as mulheres cristãs. Então esses momentos de encontro para mulheres é isso, é a gente tirar o joio do trigo que tá dentro da nossa mente, é experiência com Jesus para com que a gente entenda qual é realmente a nossa feminilidade, o que tirar as arestas e o que realmente Deus quer de nós mulheres, como nos portar, o que nós falarmos, como nós olharmos, né, a pureza da mulher, que já foi muito a questão da sexualidade da mulher.

Afetividade da mulher, trabalharam tudo isso. Porque realmente, dentro de tantas coisas que o mundo vem nos oferecendo, se a gente não entender em Deus quem nós somos, nós vamos nos perdendo, né? E esses encontros vão nos colocando novamente no trilho da vontade de Deus como mulher.

AAnderson

Que maravilha! Então assim, acaba que é um vislumbre, né? Você trabalha dentro da igreja aquilo que você vislumbra também no seu trabalho secular, né? Sim. E qual, por exemplo, hoje trabalhar com as mulheres, qual que é a maior dificuldade que você percebe que as mulheres assim têm, que tá assim presente na maioria dos casos? O que que, cara, é quase que certeza que tem alguma coisa a ver em relação a isso que vocês trabalham bastante?

MAMichelle Abrantes

Olha, eu vou dizer assim o que eu ouço das mulheres que me procuram. A questão da dependência emocional. Eu acredito que seja um ponto que está muito crescente em relação às mulheres, ou a dependência emocional ou o contrário, ou feminismo. Então a gente está entre esses dois polos, né? Então assim, ou a mulher é muito dependente afetivamente em tudo, em tudo ela é dependente emocional, ela não consegue enxergar a situação e ser uma mulher sábia, dar passos do que realmente é a missão da mulher dentro da sua própria vida, no trabalho, na igreja, ou na família, ou num relacionamento, né?

Ou a mulher se entrega inteira e ela sai toda ferida, porque às vezes ela se entrega para um homem que não tem essa base também de masculinidade para ajudá-la também. Ou ela é feminista, eu me basto, eu tenho meu dinheiro, eu me resolvo, eu pego o sofá e jogo onde eu quiser, eu arrasto a mesa, eu faço tudo, prego, faço tudo, eu sou a dona de mim mesma. Então assim, existe um meio termo, porque eu sou muito inteligente, ganho muito, não é qualquer um para estar comigo.

Então assim, são polos, né? Ou eu sou totalmente dependente afetivamente da pessoa, ou eu não tenho entrosamento algum e eu estou aqui, me basto. Se você quiser relacionar comigo, vai ali, é o prazer e tal, mas você é descartável. Você pode sair da minha vida o tempo que você quiser, que você não vale para mim, né? Então esses polos aqui para mim são as coisas mais difíceis. Porque a feminilidade, ela é como a música, precisa ter harmonia.

O Papa já disse isso, né, que a mulher é harmonia, ela é beleza, ela é uma sedução entre aspas, né. Ela sabe mover as coisas, ela sabe falar, ela entende? Não é um peso para mulher. Saber falar, conduzir. Vamos por aqui, entendeu? Então, até a voz da mulher ajuda, né? O corpo da mulher, tudo ajuda para conduzir as coisas, as pessoas e os homens. Só que às vezes nós mulheres não entendemos quem nós somos. E aí começa essa briga, essa dificuldade, enfim, vira uma desordem dentro das famílias, vira uma desordem dentro de nós mesmas, né? É mais ou menos por aí que eu vejo.

AAnderson

E assim, eu acho muito bonito ver essa sua fala porque assim, a gente vê às vezes dentro da igreja uma tonalidade da submissão e não sei o quê, que a mulher tem que ser submissa e não sei o quê, só que esquecem os aspectos que há uma submissão que é complementar também a autoridade do homem, mas também a gente vê, e aí assim eu vejo porque pude participar com o fundador e com outros membros da comunidade, também a necessidade de formar homens, né?

Porque a gente tem também a necessidade de, beleza, entender qual que é a posição da mulher e entender o que que a mulher tem que ser feita dentro do casamento, mas também entender que o homem tá ali pra ter uma posição e ele tem que honrar a posição que ele é ali colocado, porque senão como é que eu vou exigir de você sendo que eu não faço? E isso eu acho que é uma coisa que reverbera muito dentro das nossas formações e dentro do nosso entender que eu preciso também primeiro ter a minha posição, o meu entendimento, a minha formação para que eu não machuque, não seja o espinho do outro. Então isso é muito importante.

MAMichelle Abrantes

É porque a gente, se a gente parar para pensar e saber que o relacionamento ele precisa ser harmônico, quer dizer, na hora que um, vamos colocar assim, a baixa de um, o outro tá em alta, a baixa do outro, o outro tá em alta. Isso é se relacionar. É um auxílio para o outro, né? Então às vezes a gente acha que não, que só a pessoa tem que me servir, é o egoísmo que grita, né? Então assim, essa questão da mulher e do homem, eu acho que é algo que realmente a gente precisa rezar, se debruçar, entender melhor para que essa restauração da dignidade de ambos seja Eu até acredito, como diz em Fátima, né, que no fim as famílias serão atacadas.

Por quê? Porque é ali que são formadas as pessoas. E quem são essas pessoas? Os homens e as mulheres. E o que que está se destruindo? A dignidade de ambos, né? Então o que a gente precisa restaurar? A dignidade de ambos. Porque o homem e a mulher tem o seu papel de complementaridade, de apoio, de segurança um para o outro. Porque a mulher dá segurança emocional, o homem dá outro tipo de segurança, e assim vai indo, né? E por isso que eu entendo de que dá, dá unidade do homem e da mulher, né?

Porque às vezes o homem não consegue dar essa segurança emocional para mulher, mas a mulher consegue dar segurança emocional para o homem, e vai desenvolvendo isso aqui. Mas o homem consegue dar outro tipo de segurança, e assim vai indo. Vai se complementando e vai se construindo um relacionamento. É assim que acontece lá em casa, né? Eu tenho as minhas habilidades, Rodrigo tem as habilidades dele, e a gente vai se respeitando, se entendendo para que a nossa família seja construída. Então é uma experiência que eu vivo, né?

AAnderson

Que maravilha, Michele! Bom, a gente tem nosso fundador aí perguntando que dia você vem para terminarmos nossas orações.

MAMichelle Abrantes

Meu Deus do céu, a pessoa é TDAH, tá aí, não começa e não termina. Eu vou voltar, eu voltarei, voltarei, voltarei, prometo.

AAnderson

Bom, e aí assim, voltando um pouco também no assunto que a gente tava da musicalidade, né, a gente tem uma pergunta da nossa irmã também que fala assim: qual música você gostaria que todos escutassem pelo menos uma vez na vida?

MAMichelle Abrantes

Meu Deus do céu! Ai, Jesus! Ai, Jesus Cristo amado! Qual música que pelo menos uma vez na vida?

AAnderson

Enquanto a convidada pensa, deixa eu ajudar ela a pensar, ganhar um tempinho aqui. Enquanto ela pensa, você já pegou o seu celular e apontou para esse QR code que tá aparecendo aqui em cima. Olha só, esse QR code ele vai levar você pra nossa rifa. Ela custa apenas R$5 e você pode concorrer a uma air fryer, a um ensaio fotográfico e a uma maquiagem social. Então, gente, ajudem essa obra a evangelizar, essa obra a conseguir custos pra melhorar o nosso equipamento, a nossa transmissão, a nossa qualidade, pra que a gente possa alcançar mais e mais vidas e evangelizar. Bom, dado o seu tempo, vou pegar uma música minha então, né?

MAMichelle Abrantes

Veio no meu coração uma música que eu gravei no segundo trabalho, que diz: tudo ao seu tempo. Então a música diz assim, ó: pra tudo há um momento debaixo do céu, e tudo a seu tempo eu quero viver. Não me atrasar, nem me adiantar, no seu tempo quero viver. Vai lá no Spotify, Michelle Abrantes, Tudo no Seu Tempo, e depois partilha comigo.

AAnderson

Olha só que maravilha! Bom, minha irmã, a gente já percorreu tudo aí, né? Boa parte da vida da Michelle, boa parte do seu testemunho, do seu encontro com Deus. E caminhando para o final do nosso podcast, da nossa conversa, a gente tem aqui uma pergunta que é baseada numa das nossas baluartes. E é a pergunta que a gente faz todos os episódios, a gente tenta manter essa tradição, que ela disse que o oceano de Cristo ele não seria o mesmo sem a sua gota, sem a sua entrega.

E a pergunta é: qual que é a gota de fidelidade que a Michelle tem para complementar esse oceano de Cristo?

MAMichelle Abrantes

Olha, eu vou dizer uma coisa que eu vejo desde criança, O meu sorriso, a minha gota de fidelidade é o meu sorriso. Pode estar doente, pode estar triste, esse sorriso tem que vir, porque é uma marca, é a marca da Michelle, é o sorriso, sabe? É o hábito inclusive da Canção Nova, que é o sorriso, né? Mas é justamente assim que eu vejo que desde pequenininha, desde picotucha. Minha mãe disse que todo mundo casava, eu tava lá, já nasci, todo mundo levava a Michelle porque Michelle era sorridente, comunicativa. Então a gota que eu deixo nesse oceano é o meu sorriso.

AAnderson

Que maravilha! Muito obrigado, minha irmã. Eu só tenho a agradecer esse podcast, essa parceria, essa conversa. A gente vai subir aqui a nossa oração para a gente poder finalizar. E é isso, muito obrigado mais uma vez por doar esse tempo, né, essa entrega. Então vamos lá, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

MAMichelle Abrantes

Amém. Você começa? Vamos ver se enxergo daqui, você tinha que ter falado, né? Melhor você fazer que está de olho.

AAnderson

Então é fácil, vamos lá. Pai misericordioso, Deus todo-poderoso, tu que és fonte da luz e da sabedoria, concede-me um coração ardente, fiel e sedento à tua vontade, para compreender as tuas obras e responder ao teu chamado à perfeição. Jesus Cristo, Servo, Sofredor e Filho de Deus, desejo permanecer aos pés da tua cruz, ao lado da Santíssima Maria, sua Mãe nossa, e diante de suas dores cultivar um amor filial a Deus e perseverar na vivência da tua palavra.

Espírito Santo de Deus, Consolador fiel dos aflitos, derrama teus dons durante minha jornada evangélica e fortalece minha decisão de prosseguir com coragem ao encontro dos sofredores e pequenos, anunciando o Evangelho com alegria. Ó Santíssima e Indivisível Trindade, que é essencialmente dom de si, é amor em sua realidade original e infinita, fortalece-nos para testemunhar e viver a comunhão à tua imagem e semelhança. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.

MAMichelle Abrantes

São Tomás de Aquino, rogai por nós.

AAnderson

São João Apóstolo e Evangelista, rogai pela comunidade Igreja Católica Fidelidade da Cruz, por todos da Escola de Fidelidade e pelo mundo inteiro. Amém, amém. Estivemos sempre sinalizando em nome de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.

MAMichelle Abrantes

Amém.

AAnderson

Bom, para você que ficou até aqui, meu muito boa noite, muito obrigado. Não se esqueçam, a gente tá no Spotify e você pode acompanhar a gente por aqui. E qualquer coisa a gente tá lá, @gotasdefidelidade. Tchau, tchau!

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Michelle Abrantes

Música 'Descansa o Coração'
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Rifa

Air Fryer, ensaio fotográfico e maquiagem social
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