Demolidor é o novo Arrow? Análise SEM spoiler | PONTO EXTRA #05
"Demolidor: Renascido" teve sua segunda temporada finalizada e deixou os fãs dividos! No episódio de hoje, vamos fazer uma análise do saldo final da série, se foi boa ou não, o motivo da comparação com a finada Arrow, mas tudo SEM SPOILER!!
• Com: Hudson Cristiano.
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Ivan
Optimus Prime
Vengeance
Hudson Cristiano
- Demolidor vs ArrowComparação de ritmo e estrutura narrativa · Perda de foco e urgência na série Demolidor · Limitações de texto e orçamento da CW vs Disney · Atuações e trama central como pontos fortes · Decisões corajosas no final da temporada
- Análise Demolidor Renascido T2Opinião geral: temporada morna e com enrolação · Crítica à insistência no Rei do Crime como vilão · Falta de novas ideias e dependência de nostalgia · Subtramas políticas e jurídicas sem desenvolvimento · Clímax imerecido e truques de mágica para esperar a próxima temporada
- Crítica à Marvel e histórias urbanasMarvel esquecendo como contar histórias urbanas ágeis · Demolidor merecia mais que ser porto seguro
Olá pessoas, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio aqui do podcast Os Camaradas e hoje a gente vai falar de uma série que chegou ao seu fim essa semana ainda e a gente precisa conversar um pouquinho sobre ela. Sim, o título tá um pouco chamativo, propositalmente. Você deve estar se perguntando até, né, que raio de análise é essa que o Hudson vai fazer hoje? E como assim demolidora ao novo Arrow? Calma, calma, calma gente, porque a comparação vai fazer sentido ao decorrer desse episódio aqui em áudio.
E não, eu não achei horrível como muitos falam Também não achei sensacional como outros falam também Então a gente precisa conversar agora E mandar real sobre Demolidor Renascido Segunda temporada Você está ouvindo o podcast, seus camaradas
Meu nome é Optimus Prime. Eu sou Vengeance. Eu sou Ivan.
Pois é, meus queridos e minhas queridas, essa temporada foi bem marromeno, hein? Foi morna, com muita enrolação, pouca entrega, né? Mas é claro que essa é a minha opinião. Não sei se vocês concordam ou discordam disso, mas mandem aqui pra gente o que vocês acham. E é por isso que eu vou fazer essa comparação com a antiga série do Arqueiro Verde, Arrow. E ela vai fazer sentido quando a gente começa a pensar nas coisas melhor. Por exemplo, vou iniciar aqui na fórmula e no ritmo.
A gente sabe que Arrow ficou famosa por começar muito bem e depois se perder em temporadas gigantescas. Temporadas que estavam cheias de subtramas que iam de lugar nenhum pra nada. Copiando histórias de outros heróis mais importantes até se apropriando dessas histórias. Tendo uns personagens secundários aí que não tinham carisma, convenhamos.
E eles ganharam mais tempo de tela do que o próprio protagonista. E algumas resoluções bem baratas, bem ruins, assim, que foi entristecendo a gente que acompanhava a série ao longo dos anos, sabe? E embora a segunda temporada de Demolidor Renascido tenha tentado corrigir a bagunça estrutural lá da primeira temporada, que foi retalhada no meio da produção, né?
ela caiu naquele erro clássico de ritmo. Então, o conflito ali contra a força-tarefa antivigilante do prefeito Fiske, toda aquela manipulação política ali por trás dos panos e tal, muitas vezes, parecia ficar andando em circo. Dá pra ver que em vários momentos o roteiro fica esticando as tramas para preencher os episódios, fazendo com que a gente sinta que a história principal, na verdade, ela só avança de fato nos minutos finais desses episódios, entendeu? De cada episódio.
Vocês lembram lá que no início do Demolidor era diferente, né? Lá na época da Netflix era uma briga de rua, tinha bastante sujeira, às vezes era bem intensa, onde cada soco às vezes doía até na gente, né? E o drama psicológico ali, a luta interna do Matt Murdock, parecia bem real.
Só que com a tentativa de tornar a escala maior e colocar o herói aí no meio da MCU de uma forma mais definitiva, né? Com direito a grandes reviravoltas, até que algumas legais aí pro final da segunda temporada. A série acaba perdendo o foco daquela urgência, sabe? Que tinha antes.
Mesmo que essa temporada tenha trazido de volta um mercenário, né? Dando até as melhores cenas da temporada pra ele. E tentando resgatar o clima sombrio da antiga casa que era a Netflix. As coreografias, a fotografia que muitas vezes carecem daquele impacto de antes. E com isso a entrega dramática perde o peso. Gerando essa sensação de estar vendo algo morno, sabe?
Bom, pelo menos foi isso que eu senti, né? E é por isso que eu faço essa comparação, porque apesar de carregar os vícios de ritmo parecido com os seriados de heróis lá da CW, em especial Arrow, né? Demolidor Renascido ainda consegue se manter bem melhor que Arrow. Isso é, é claro, principalmente em dois pontos principais aqui que a gente pode trazer.
O primeiro que são as atuações é a trama central, então o embate ali entre o Matt Murdock e o Wilson Fiske, ele continua sendo uma das melhores coisas da série, de longe, porque se a gente for comparar, a dinâmica deles tem uma gravidade dramática que, infelizmente, o Steve Emel e seus antagonistas raramente conseguiu alcançar devido às limitações de texto da CW, né?
E um outro ponto que a gente pode destacar é a coragem de mudar as coisas, né? Porque ao contrário de Arrow, que costumava ficar resetando as coisas constantemente, apelar para soluções fáceis e tal, o final dessa temporada realmente tomou decisões corajosas, que eu não vou mencionar aqui para respeitar quem ainda não assistiu a série.
Mas eu não achei um final muito covarde, embora o caminho até ele tenha sido bem arrastado e esse final em si não seja também aquilo tudo. É que comparado com o decorrer da série, esse é um dos pontos mais altos, sem sombra de dúvidas.
Mas todos esses pontos positivos que eu comentei, comparado com o que eu queria trazer, né? Não significa que a série foi ótima, tá, gente? É só porque eu tava fazendo um comparativo mesmo. Como eu disse antes, pra mim foi uma temporada morna. É que eu tô um pouco cansado aí do Rei do Crime. Não o ator, nem o personagem, tá? Não leve a mal. Mas a insistência nessa mesma trama sempre, sabe? Tipo, o Demolidor tem mais vilões. Então, toda a temporada aqui...
Seria uma história que dava pra resolver em 3, 4 episódios no máximo. Aí quando você percebe que daria pra fazer isso, aí você nota muita gordurinha adicionada ali no meio, sabe? Aí começa a aparecer um teste de paciência pra gente que tá assistindo. Então ficar usando decisões drásticas e corajosas, entre aspas,
no final de alguns episódios, quase como um pedido de desculpas pelo tédio que a temporada teve anteriormente. E tá tendo agora também, né? É uma narrativa já meio manjada, sabe? Que pra quem assiste com um olhar mais crítico, fica meio feio.
Por isso é que colocar o Wilson Fisk, o rei do crime, novamente como o grande obstáculo, o grande antagonista da série, faz ela passar a sensação de ficar em uma zona de conforto. Aí parece que a gente fica ali andando em círculo desde 2015. O Demolidor tem mais vilões, então o universo dele tem uma galeria de vilões rica, sim, e que poderia ser mais explorada com o orçamento que a Disney tem.
A gente sabe que tem vazamentos e informações aí da terceira temporada que tá sendo gravada agora, que eles vão trazer, de fato, mais vilões da galeria aí do Demolidor pras telinhas. Mas a gente só vai ver se é verdade quando, de fato, estrear a terceira temporada, né? Porque ficar insistindo nessa do Rei do Crime como o centro do universo ali de tudo...
o roteiro tá demonstrando medo de se arriscar, entendeu? É aquela velha tática de se apoiar na nostalgia e na química excelente entre os atores principais pra ficar mascarando a falta de ideias novas. É por isso que eu tô falando que essas decisões mais ousadas no final servem pra esconder as barrigas, porque durante os episódios, o que a gente tá vendo? A gente tá vendo uma trama arrastada, subtramas políticas, discussões jurídicas aqui que não levam a lugar nenhum, investigações...
bem meia boca, chegando até a focar mais, tipo no, acho que é Daniel o nome dele, né, aquele molequinho lá que trabalha molequinho não, molecão, que trabalha pro Wilson Fisk, enfim foca mais nele do que no Demolidor, por exemplo aí quando você tá prestes a bocejar, a cair no sono o roteiro joga alguma bomba ali, alguma morte chocante uma revelação importante uma virada na trama, virada entre várias aspas, sabe e aí
aí o impacto dessas decisões acaba diluído, porque o caminho até elas não teve atenção, não teve aquela construção necessária. Então se o centro da temporada foi entediante, o clímax parece imerecido, como se fosse um truque de mágica barato para fazer você esperar com expectativas para a próxima temporada. Podem notar, é sempre um vem aí que nunca vem.
Então se a primeira temporada da série já tinha sofrido com os problemas de produção e refilmagens, a segunda prova que o problema nem era esse na verdade. Sabe qual era o real problema? É estrutural. Por isso que minha nota para a segunda temporada de Demolidor Renascido é 6.
Pô gente, na boa, transformar o Demolidão em uma novela de luxo, onde os conflitos se arrastam pra ficar justificando o formato de episódios semanais ou o tempo de tela, no fim é o primeiro passo pra cruzar uma linha ali e virar um novo Arrow. Só que a diferença é que a CW fazia isso com orçamento barato, né, de TV aberta, enquanto a Disney tá fazendo isso a princípio com orçamento de cinema, o que torna o resultado ainda mais incômodo pra gente que tá assistindo, porque eu senti falta de ver mais desse orçamento em tela.
Enfim, eu posso estar sendo exagerado comparar essa temporada de Demolidor Renascido com Arrow? Sim, posso estar sendo exagerado mesmo. Eu não duvido que eu estou sendo exagerado. Se você não concorda que quer me xingar, fica à vontade, tá? Eu vou entender também. Mas eu gostava das duas primeiras temporadas de Arrow, tá? Fica aqui a curiosidade pra vocês. É que o saldo final aqui da segunda temporada de Demolidor Renascido...
me deixou com aquele gostinho meio amargo na boca, de que o Demolidor merecia mais do que apenas ser tipo um porto seguro pra Marvel, entendeu? Aliás, é uma Marvel que parece ter esquecido como se conta uma história urbana mais ágil, focada e verdadeiramente impactante.
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E bora ver quais as expectativas que eles vão querer que a gente crie para um futuro que a gente não sabe se realmente vai vir.
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