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GR de Bolso, com Mario Diniz [Ep 11] Jonas 3

05 de maio de 202645min
0:00 / 45:29

uem está preparado para um GR de Bolsoooo??? 🤩🎙️🎧🙌🏼

Hoje, o Mário Diniz não vai cantar!🎤🎵 Ele vai conversar com a gente sobre o capítulo 3 de Jonas, parte da nossa série de pregações.

A câmera resolveu que não queria trabalhar pós feriado!😅 Mas a nossa equipe não dorme em serviço e a gente resolveu o problema!😎 Depois, contem pra gente o que acharam das nossas miniaturas!haha...

Vamos ao nosso aquecimento! 🔥

Antes de apertar o play, pense sobre estas perguntas aqui?

▶️ O arrependimento em Nínive floresceu de uma mensagem de esperança entregue a um povo que, aos olhos de Deus, ainda carecia de discernimento. Como podemos cultivar um olhar que transcenda as aparências e reconheça em cada pessoa um ser amado por Deus? Como podemos olhar para o próximo e enxergá-lo como digno de compaixão e esperança, em vez de um mero opositor aos nossos valores?

▶️ Como podemos cultivar em nossa comunidade uma cultura de graça e acolhimento, em que o arrependimento não seja motivo de vergonha ou exclusão, mas caminho de restauração?

Refletiu aí?💭

Então, aperta o play, que o GR de Bolso está começando!

Participantes neste episódio2
Y

Yara

Host
M

Mário Diniz

Convidado
Assuntos6
  • Livro de Jonas, Capítulo 3Arrependimento em Nínive · Mensagem de esperança · Discernimento divino · Compaixão e esperança
  • Cultura de Graça e AcolhimentoArrependimento como restauração · Comunidade cristã · Misericórdia e graça · Reconhecimento do pecado
  • Experiência Pessoal de Sequestro e VocaçãoObediência a Deus · Chamado para Nínive · Fracasso e sucesso · Morada Nova
  • A Igreja Evangélica no BrasilCampo missionário · Irrelevância da igreja · Profecia de Isaías · Arrependimento da igreja
  • Divisão e Interesses Pessoais no PaísFoco em problemas reais · Bem comum · Necessidades das pessoas · Justiça Generosa · Timothy Keller
  • Legalismo e Graça no CristianismoMaus méritos · Santidade e perfeição · Sacrifício de Jesus · Graça barata · Bonhoeffer
Transcrição125 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia, boa tarde, boa noite, tudo bem com vocês? Olha, eu tô aqui no meu lugar de novo. O Pipe hoje não tá aqui pra tomar meu lugar de host. E eu trouxe pra estar com a gente o Mário. Vocês conhecem, hein, o Mário? No louvor, sempre nos abençoe com essa voz peculiar, essa voz única, né, Mário?

É, eu espero que seja um elogio isso, né? É para ser um elogio, gente. Que isso, Mário, quem já te ouviu, sabe que a sua voz é maravilhosa, é uma bênção, servindo a igreja com seus dons. Olha, assim, uma das coisas que me traz mais alegria é servir através da música, né? Espero que você que um dia veio aqui na ponte seja abençoado pelo louvor. Se não for, me perdoa, né? A gente busca fazer com interesse de coração. O povo é gente boa, eles perdonam. Eles perdonam a gente boa. Bom demais.

Gente, e o Mário, ele também é líder de GR aqui na Ponte. Mário, conta um pouquinho pra gente o seu GR, onde que é o seu GR, como que ele funciona, como é que a galera lá, a galera é meio biruleiro, é todo mundo gente boa, tranquilo, favorável. Gente, assim, meu GR é uma loucura, porque assim... A gente veio pelo líder, né?

Meu GR é de casais. E assim, abre parênteses aqui, eu ouvi falar que tem GRs de casais, de famílias, que o pessoal contrata a gente pra cuidar das crianças. Lá não tem nada disso. Então assim, os casais, as crianças pulando, às vezes eu tô ministrando, a Manu fica pendurada aqui no meu cangote, assim, aquela coisa linda, sabe?

É tipo assim, da época de Jesus mesmo, as crianças pulando, enfim. Mas é muito legal. O nosso GR é muito orgânico, sabe? A gente tem hoje uma média de uns 10 casais lá. Com três filhos cada um, ou seja, é uma igreja cheia, né? É a média da igreja mesmo, né? É a média da igreja.

Mas, assim, Brincadeira da Parte é um ambiente muito legal, muito legal. Assim, a gente consegue desenvolver um outro lado, uma outra faceta da ponte que a gente não consegue desenvolver aqui dentro, né? Sim. Isso é muito legal. O nosso GR fica no Salgado Filho.

que é numa outra região de Belo Horizonte, que é o lado mais oeste, que inclusive é o lado que nós vamos trabalhar no segundo semestre com a Ponte Buritis. Então a gente tem essa demanda para o lado de lá e graças a Deus tem sido muito legal. Que legal, Mário. Gente, sempre que a gente está aqui, a gente pergunta de qual time a pessoa é. Se é o time água com gás, café, chá...

Olha, eu tenho que confessar, eu sou do time do café, com açúcar. Com açúcar. É, já confesso meu pecado aqui. Está perdoado, está perdoado. Porque para muitos é heresia, mas fazer o quê? Eu já tentei, gente, não conseguir ficar livre do açúcar, sabe? Sim, é unidade na diversidade. Evangelho é isso. Está tudo bem, você é aceito e acolhido aqui, viu? Amém, amém. Puxa vida, muito obrigado.

Então, meu querido, pega seu café com açúcar ou sem açúcar, sua água com gás, sua água com limão, shot do Felipe Americano, Coca Zero do Pipe, o que você quiser, chazinho da mel e vem que o GR de Bolsa tá começando.

Bom, pessoal, a gente conversou nessa semana, a gente ouviu e aprendeu sobre o livro de Jonas, capítulo 3, nessa série de Jonas, né, Mari? E esse fim de semana a gente teve dois irmãos preciosos pra gente, compartilhando a palavra, o Sulânio e o Germano, e a gente vai conversar sobre algumas perguntas que a Karine preparou pra gente pros GRs dessa semana. Então, pra você já ir se preparando aí pro seu GR, ou se você ainda não pôde entrar no GR.

Esse é o nosso modo de estar próximo de você até que você possa encontrar um UGR próximo a você ou quem sabe se deslocar pela cidade, passear um tiquinho e ir até o UGR, em que você possa ser bênção e que também possa te abençoar. E para a gente começar, a gente sempre lê aquela pergunta quebra-gelo. E a de hoje é a seguinte, Mário.

Se você fosse o profeta oficial da sua cidade ou país hoje, qual seria a ferida ou a necessidade que mais chamaria a sua atenção e tocaria o seu coração?

Essa pergunta é interessante porque ela me remete a alguns anos atrás. Eu fui ministrar numa conferência missionária lá no Espírito Santo. E aí estava eu e um missionário do Jocum. E aí eles perguntaram para a gente qual era o nosso campo de atuação.

E esse missionário, ele tinha uma demanda bem específica. E quando chegou na minha vez, eu respondi algo que trouxe um pouco de incômodo para as pessoas e tem tudo a ver com essa resposta. E eu disse o seguinte, olha, eu trabalho no maior campo missionário no Brasil, que é a igreja evangélica. Então, assim, eu penso que se tratando de missão e de denúncia e de profecia, eu acho que, na minha visão, a maior demanda seria a própria igreja evangélica.

Em Belo Horizonte, por exemplo, Belo Horizonte e Goiânia são as cidades que mais tem igreja evangélica por metro quadrado no Brasil. Ou seja, dentro dessa perspectiva, nós tínhamos que ser quase que o céu na terra. Sim. Você vai em muitas ruas de Belo Horizonte, você encontra igrejas de denominações diferentes dividindo o mesmo muro.

E quando você olha, num primeiro momento deveria causar em nós alegria, contentamento. Olha, o evangelho está avançando. Mas quando a gente vai olhar na vida vivida, na realidade da igreja...

Cada placa que é apresentada e exposta na nossa cidade, ela tem denunciado que a nossa profundidade está se perdendo. Então, eu acho que a grande denúncia como profeta dentro de uma demanda na nossa cidade seria para a própria igreja se arrepender.

Porque talvez a gente está crescendo em números, em placas, em denominações, mas a nossa irrelevância só está diminuindo como nação. O profeta Isaías, em Isaías 1, no livro de Isaías, ele fez uma profecia muito forte contra o povo judeu e ele disse assim, olha, se vocês pudessem fechar a porta do templo de vocês, vocês fariam um favor para Deus.

Porque Deus não suporta mais a cantoria de vocês. Porque vocês já deixaram a verdadeira religião, vocês deixaram o órfão, a viúva. Então, eu acho que o grande resgate que a gente tem que ter na nossa visão hoje, profética, é responder a pergunta, nós estamos cumprindo o chamado de Deus para nós?

Então, acho que o ponto central da profecia que eu entendo que seria exatamente a relevância e o público seria a própria igreja. Sim. Para mim, quando eu penso nessa pergunta, eu vou pensar mais a nível país, que é uma das opções. Eu acho que seria muito... A sensação que eu tenho é que a gente está muito dividido e perdendo o foco de problemas reais que a gente tem.

Então a minha sensação seria mais um grito de gente, vamos nos unir e voltar para olhar quais são as necessidades comuns. Porque a sensação é que a gente está cada um ou cada grupo lidando com os seus próprios interesses ao invés de pensar no que é o bem comum.

Então seria um grito de tipo assim, gente, a gente tem muito mais para contribuir se a gente se unir e pensar nos problemas reais e em dinâmicas para resolver os problemas reais, de pessoas reais, do que ficar lidando com essas divisões, assim, muitas delas, assim, legítimas, né? Muitas delas são questões...

divergentes mesmo. Mas só que tem tanta necessidade. Meu irmão essa semana me mandou uma mensagem que ele estava no ônibus, eu falei assim, estou passando mó vergonha aqui, estou chorando no ônibus.

E aí ele estava refletindo sobre... Ele foi numa sorveteria com os filhos e a esposa. E aí ele falou para os meninos, ô gente, escolhe aí o sabor que vocês querem, né, do sorvete. E aí ele falou que enquanto os meninos estavam escolhendo, tinha um cara com os filhos dele falando assim, você chega na pessoa e fala, oi, tudo bem? Eu vim vender um bombom para ajudar na nossa casa.

E aí ele falou assim, cara, por que tem que ser tão diferente? Por que eu estou aqui pedindo para os meus filhos escolherem o sabor do sorvete e o outro pai, que é um ser humano como eu, está tendo que pedir para o filho dele escolher para quem ele vai vender alguma coisa para ajudar a gente?

E aí aquilo, eu até comprei para ele o livro, aquele Justiça Generosa, do Timothy Keller. Foi o primeiro livro que me veio na cabeça. Porque é isso, tem pessoas reais sofrendo dores reais. E a gente está nos grandes centros, ou centros políticos, ou nas universidades, ou nas grandes empresas, discutindo coisas que tocam muito menos a vida das pessoas reais. Exatamente.

Seria esse o meu grito e talvez o meu choro. Ia juntar junto com o meu irmão. Você também é do time que chora? Nossa. Então ia ser nosso triste. Até em propaganda de margarina eu choro. Eu também. Eu sou homem demais para confessar isso, gente. Eu choro muito. Eu também sou do seu time. Nossa. Falando aí, ouvindo você, eu me coloco na cena porque eu vim de um lar, assim. Minha mãe...

Foi vendedor ambulante muito tempo. Eu vendi jornal na rua, picolé na rua. Aprendi muita coisa com a minha mãe. Não porque eu queria comprar meu Playstation. Porque a gente estava buscando as coisas básicas do dia a dia. E eu acho que isso tem muito a ver com a comunidade também. Eu fico...

te ouvindo, eu fico imaginando uma reunião de domingo aqui. Às vezes no momento de celebração, no momento de culto, a gente tem a dona Maria que está pedindo ao senhor ajuda para livrar o filho das drogas, a outra está querendo pagar o aluguel. E o outro está pedindo a bênção para bater o seu um milhão.

então assim, a graça de Deus é diferente da nossa, porque o Senhor na sua infinita graça consegue olhar para cada um na sua necessidade e com um coração gracioso, visitar a oração de cada um a gente não, a gente tem outra medida, eu acho que é o nosso maior desafio, enxergar todas as medidas com graça e com amor do Senhor

E a primeira pergunta aqui que aparece para nós, aliás, antes vamos ler Jonas 3? Então, pedi para o Mário aqui separar Jonas 3. Então, a gente vai ler o capítulo inteiro, é um capítulo curtinho. E aí, depois a gente parte para as perguntas. Vamos lá. A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez com esta ordem. Vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela a mensagem que eu lhe darei.

Jonas obedeceu à palavra do Senhor e foi para Nínive. Era uma cidade muito grande, sendo necessário três dias para percorrê-la. Jonas entrou na cidade e a percorreu durante um dia, proclamando, Daqui a quarenta dias Nínive será destruída.

Os ninivitas creram em Deus, proclamaram o jejum e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco. Quando as notícias chegaram ao rei de Nínive, ele se levantou do trono, tirou o manto real e vestiu-se de pano de saco e sentou-o sobre cinza. Então, fez uma proclamação em Nínive.

Por decreto do rei e de seus nobres, não é permitido a nenhum homem ou animal, bois ou ovelhas, provar coisa alguma. Não comam, não bebam, cubram-se de pano de saco, homens e animais.

E todos clamem a Deus com todas as suas forças, deixem os maus caminhos e a violência. Talvez Deus se arrependa e abandone a sua ira e não sejamos destruídos.

Tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram seus maus caminhos, Deus se arrependeu e não destruiu como tinha ameaçado. Amém. Bom, então a primeira pergunta que aparece aqui para nós no estudo é a seguinte. O arrependimento em Nínive floresceu de uma mensagem de esperança entregue a um povo que, aos olhos de Deus, ainda carecia de discernimento.

Como podemos cultivar um olhar que transcenda as aparências e reconheça em cada pessoa um ser amado de Deus? Como podemos olhar para o próximo e enxergá-lo como digno de compaixão e esperança, em vez de um mero opositor aos nossos valores? Verdade.

Olha, eu acho que a resposta para essa pergunta está em a gente se colocar como terceiro. Porque a nossa tendência natural, a gente é muito complacente com os nossos erros. E a gente é muito perverso com o pecado do outro. Eu me lembro que uma vez, numa determinada situação, há muitos anos atrás, um irmão foi pego num pecado muito grande. Um pecado que veio à tona, toda a comunidade.

Isso, num primeiro momento, trouxe um choque, porque ele tinha um cargo de liderança. E quando eu fiquei sabendo da situação, o meu espiritual, o homem espiritual, que, na verdade, ele vem com uma justiça própria, quis automaticamente trazer uma condenação sobre ele.

Mas aí eu ouvi a voz do Senhor claramente, doce, dizendo o seguinte, sabe qual a sua diferença para ele? É que o seu pecado está coberto e o dele foi exposto. E a partir dessa percepção, eu comecei a ver o pecado dele com muito mais misericórdia. E eu acho que esse é o grande ponto, porque quando a gente enxerga o irmão...

como irmão e não como alguém distante, a gente vai enxergar que tanto ele quanto eu, nós somos carentes da mesma graça, nós somos pecadores, sujeitos às mesmas tentações. E aí, a partir desse momento, o desafio é enxergar com mais graça e misericórdia. Então, quando eu vejo o outro na semelhança,

Eu creio que a misericórdia e a graça de Deus, elas se encontram nesse momento. Mas na prática, o tempo todo a gente se veste de uma auto-justiça, de uma auto-performance, de uma falsa espiritualidade.

E que eu creio que todo dia a gente tem que se lembrar disso, que o pão é nosso, o pai é nosso, nós somos irmãos, independente do tamanho, da proporção das nossas decisões, a gente está sentado na mesma mesa. E eu acho que é a partir daí que a gente vai começar a ter resposta para essa pergunta, ser mais misericordioso, mais complacente com o irmão. Sim.

Parece que é a gente se reconhecer como pecador também, né, Mário? Que parece que, sim, eu comprei recentemente e ainda não li não, tá, gente? Então, vou falar aqui a parte de voz da minha cabeça. Não, mentira. Mas é porque eu comprei um livro porque isso estava me incomodando muito, que é, ele chama, acho que é Legalistas em Recuperação.

E aí eu fui buscar esse livro justamente pensando assim, como que ainda, mesmo depois de conhecer o Evangelho, conhecer o Evangelho da Graça, em quantos momentos a gente se percebe buscando as coisas pelos nossos próprios méritos.

seja, por exemplo, acreditando, sei lá, momentos em que eu entrei em conflito porque eu estou servindo ao Senhor e servindo aos irmãos e pensando assim, mas Deus, eu ainda sou pecadora, como é que eu vou servir porque eu não alcancei a perfeição ainda e isso me dá um desespero.

Quer dizer, no fundo disso, tem uma visão de que, não, eu tenho que estar perfeita nos meus méritos para que eu possa servir. Isso só vai acontecer naquele grande dia, né? Que a gente vai estar completamente perfeito, não pelos nossos méritos, mas pela obra de Cristo Jesus. Então, parece que a gente precisa limpar de nós essa...

Essa visão de que a gente dá conta pelos próprios méritos. Seja nesse sentido, ou seja no sentido de ah, eu não sou digno de estar aqui e tal. Que aí aparentemente, se eu falo assim para o irmão, sabe gente, é porque eu não me sinto assim digna.

de estar servindo a vocês. Aí você pensa assim, nossa, que irmã santa. Não, orgulhosa, orgulhosa, porque está crendo que o seu serviço é baseado no seu próprio mérito, na sua capacidade de ser perfeito o suficiente para servir. Mas o que o Evangelho mostra para a gente é que tudo que a gente faz é por meio dos méritos de Cristo.

E aí essa busca dessa vida santa é uma busca de gratidão a Deus. Uma pessoa que entende que é totalmente pecador e que foi alcançado pelos méritos de Cristo...

Então olha para si e vê o sangue de Cristo, ele não consegue olhar para o outro e pensar assim, ah, mas aquele ali, coitado, ele vai ter que melhorar demais para ele, nossa, ele não pode ensinar não. Quer dizer que por dentro está escondido assim, eu posso, por quê? Porque eu sou santa para caramba. Aquele ali eu acho que não pode não, que foi o que você falou nessa experiência. É o momento que você reconhece, não, espera aí.

O irmão é pecador, mas eu também sou pecador. A gente só está em circunstâncias diferentes. O pecado dele, ele é agora. Às vezes, até por questões culturais, muito mais culturais do que bíblicas, você tem pecados que a gente se escanaliza mais. Mas pecado é pecado. Fere a comunidade de Deus toda, esteja ele oculto ou esteja ele aparente.

Então, quando eu olho para o outro e tenho essa percepção, igual você falou, não, espera aí, eu também sou pecador. Então, eu vou colar nesse irmão aqui e nós dois vamos buscar juntos por essa graça de Cristo. Não tem como você não querer compartilhar o Evangelho, que eu acho que é o que o Guedes, quando ele veio, que ele falou, é muito bom ouvir o Guedes, toda vez que eu ouço ele eu fico assim...

Eu falo, meu Deus, eu tenho que amar mais as pessoas, eu tenho que pregar mais o Evangelho. Porque ele falando, ele falou, gente, eu tenho que pregar para mais gente, mais gente tem que conhecer esse amor que me alcançou. É isso, é tipo assim, eu tenho que reconhecer o meu pecado.

E a graça de Deus sobre mim é a tal ponto que eu queira compartilhar isso com todo mundo. Porque aí eu olho para o outro e penso assim, nossa, ele é pecador igual eu e ele ainda não conheceu a graça, deixa eu correr lá para falar dele, da graça de Deus para ele. Então parece que é muito mais isso que nos afasta dos outros, a nossa percepção.

falha sobre nós por causa desse legalismo, do que de fato o pecado do outro, né? É mais o pecado nosso, talvez. É interessante, né? Porque assim...

Quando você fala do Guedes, é tão interessante porque quem tem paixão por falar é porque ele não esquece da dívida que foi perdoada. Então, quem muito é amado, quem muito é perdoado, muito é amado. Então, eu acho que o grande ponto é que a gente esquece. Exato.

do perdão que um dia nós recebemos. E aí a gente acha que o direito é adquirido. E a partir do direito adquirido, a gente senta numa cadeira e fica confortável. Exato. E as pessoas estão morrendo, as pessoas estão se perdendo, e a gente esquece que o Senhor nos chamou por graça. Graça.

É assim, uma passagem que... São dois TDAH, a gente não vai se perder. Nós estamos falando de Jonas. Mas assim, uma passagem que me constrange muito é em João capítulo 20. Quando depois de Pedro ter negado Jesus, chorado amargamente, tudo leva a crer que ele queria voltar para a velha vida. Quando ele foi lá pegar as redes e falou assim, eu vou voltar. Eu vou voltar a pescar.

O que me resta agora é voltar a fazer o que eu sabia fazer. Então ele deixa a vocação de lado, deixa tudo de lado, porque ele se sente culpado e ele volta a pescar e ele encontra uma vida frustrada novamente, porque ele ficou a noite toda tentando pescar e não pescar, frustrado. E aí Jesus, então, em João 20, chega...

E recusa chamar Pedro pelo nome. Jesus chega e fala assim, filhinhos, tendes alguma coisa de comer? É tão interessante porque Jesus estava dizendo para quem tinha falado que daria a vida por ele.

e o traiu, e por três vezes veementemente o traiu, Jesus se recusa a ter um encontro com alguém que o traiu, ou o seu algoz, não, ele chama, filho, tendes alguma coisa de comer? Então, esse é o evangelho que nos constrange a continuar proclamando esse evangelho, da graça, do amor do Senhor, sabe?

Por isso que a gente, a cadeira de juízo não pode ser nossa, sabe? De quem senta na mesa de Jesus, quem que é salvo, quem não é, sabe? Assim, as pessoas, a gente que é um pouquinho mais velho de crente, né? As pessoas perguntam, né? O que você crê? Fulano, é crente, ele é salvo? Não sei.

O que Jesus disse é que pelos frutos você vai conhecer a árvore, mas a única pessoa que pode salvar é Jesus. Sim. Então, esse lugar que nós devemos ter é o lugar de irmãos que querem sempre convidar pessoas para estarem na casa. Ei, vem para casa, vem para casa, vem para casa, né? E que eu acho que isso era uma dificuldade que Jonas tinha também, né? Ele não queria chamar a gente para dentro da casa, né? Sim.

O Mário, pensando, pegando aí esse final, acho que tem a ver com a nossa segunda pergunta. Ela fala assim, olha, como podemos cultivar em nossa comunidade uma cultura de graça e acolhimento, em que o arrependimento não seja motivo de vergonha ou exclusão, mas caminho de restauração?

Olha, primeiro a gente tem que enxergar, não como aquele irmão mais velho lá da...

do pródigo. A gente sempre tem que enxergar como irmão. Dentro de uma comunidade, quando a gente vai desenvolvendo os relacionamentos, conhecendo um pouco mais das pessoas, a gente vai classificando muito as pessoas. Esse aí é, esse é bom, esse aqui cuidado com ele, esse aqui é muito esperto, aquele ali é rico, cola nele que oportunidade.

E esse é o grande desafio que a gente tem em construir uma comunidade que a gente só olha e enxerga um semelhante a Jesus. Um filho do Senhor, né? E aí ele vai vir independente da sua cultura, do seu conhecimento.

Eu fico imaginando, né, Yara, assim, sei que é doutora em linguística e tal, quando você, às vezes, ouve uma pessoa falar e a pessoa conjuga errado, e às vezes a pessoa, ela tem uma linha um pouco mais simples. Eu falo isso porque a gente que faz o uso da palavra, é muito difícil, né? Quando você está perto de alguém que ela tem isso como matéria-prima de trabalho, você fala, meu Deus, e como é que eu falo? Tem que falar direitinho.

Aí você é medido pela regra do outro. Mas você vai encontrar um Jesus que Jesus falava de galinha com os discípulos. Sim. Ô Israel, eu queria juntar vocês com uma galinha, a ninha. Jesus se fazia simples com as pessoas, sabe? Ele se esvaziava de acordo com o contexto que ele vivia. E eu acho que esse é o grande desafio que nós temos como comunidade, sabe? Assim, a ponte é uma igreja que me assusta porque... E...

Todo domingo eu olho para o lado e vejo Vinte e Nova chegando, que eu não faço a mínima ideia. E o nosso grande desafio como igreja é enxergar um filho, uma filha do Senhor, que independente da sua história, do seu passado, do seu presente, do que tem, do que não tem, Jesus chama para a mesa. Eu acho que o nosso grande desafio é não ter medo de...

expor as nossas fraquezas. Eu conheço o Pipe tem 20 e vai fazer 26 anos. Pouco tempo, né? Pouco tempo. Eu conheci o Pipe, tinha acabado de converter. E assim, uma das coisas que a gente sempre construiu na nossa caminhada era a cumplicidade. De nunca ter medo de expor as fraquezas, de dar nome aos pecados, de pedir ajuda.

E eu acho que até hoje ele é assim, né? De vez em quando, lá na plataforma, no público, ele fala, gente, eu tenho dificuldade com isso, né? Eu tenho dificuldade com a criação dos meus filhos, eu tenho dificuldade com aquilo outro. Ou seja, acho que uma das formas que a gente tem como comunidade é não se colocar numa plataforma.

que as pessoas enxerguem a gente tão longe, tão distante, mas se colocar como irmão. Alguém que também está na peregrinação, na caminhada, que está precisando de aprender, independente se ele tem 30, 40, 50 anos de cristão. A gente está na peregrinação juntos, aprendendo um com o outro.

Eu acho que essa é uma beleza da comunidade. E o caminho também de todo dia o Senhor não chamar arrependimento. Gente, eu preciso de arrepender a respeito disso. Olha, eu pequei contra isso, eu agi assim como esposa. Eu tomei essa decisão. Opa, peraí. Esse irmão que está há 30 anos conosco, que está pedindo perdão, arrependimento.

É porque eu entendo que quanto mais a gente se aproxima de Jesus, mais a gente tem convicção dos nossos pecados. Sim, totalmente. Eu acho que esse é um caminho para a gente construir uma relação madura na fé, sabe? Aquele que tem dificuldade de reconhecer as suas fraquezas.

o altivo, a Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Então, eu acho que, não sei se eu consegui responder essa pergunta, mas eu acho que esse é o caminho, sabe? A gente parar de olhar para o irmão para esticar o pescoço, mas olhar para o lado.

Eu costumo dizer que toda igreja onde um líder, um pastor, você tem que olhar para cima para falar com ele por conta do seu cargo, por conta do seu título, por conta da sua posição, é um líder que não se parece com Jesus. Porque Jesus, você tinha que, pelo contrário, tinha que baixar, porque às vezes ele estava lavando o pé dos outros e ele assumiu um lugar de tamanho constrangimento e que falou, Jesus, espera aí, mas era o lugar que Jesus ocupava.

Então, eu acho que todo discípulo, discípula de Jesus, ele tem que ocupar um lugar do lado. Não um lugar de cima, não um lugar de baixo, mas um lado. Servir, amar, chorar junto, rir junto. Acho que essa é a beleza do Evangelho. Sim. Eu estava hoje de manhã, não, hoje no início da tarde, eu estava conversando com... Na verdade, eu estava na terapia e aí eu estava falando justamente sobre um momento da minha caminhada na fé.

que uma... eu estava conversando com uma líder, ela era líder do... na época eram células.

E aí, na minha cabeça, eu era adolescente, né? Eu devia ter uns 15, 16 anos. E aí eu pensava, assim, que todo mundo lá era todo mundo muito santo, porque era um ambiente muito, bem assim, de regras, bem ilegalista. Tipo, se você faz uma coisinha aqui errada, você fica seis meses sem disciplina. Se você... A gente tinha um medo, assim, absurdo de errar, sabe? De errar, assim...

Nossa, o fulano me pediu um grafite e eu falei, não, eu pequei seis meses de disciplina. É um negócio assim, entendeu? Então a gente tinha muito medo de errar e de... Até coisa... Será que isso aqui que eu fiz foi pecado? Será que eu vou ficar de disciplina? E pensa, para a gente adolescente, os ministérios eram o nosso lugar de identificação.

Então, eu era do louvor, né? E aí, era assim, você não queria... Era só família ali dentro. A igreja tinha 2 mil adolescentes. Então, assim, o meu grupo, o meu mini grupo, o meu GR, era o louvor. Então, a ideia de ficar longe daquele grupo era assustadora, né? Eu vou perder, eu vou sair, todo mundo vai saber que eu errei. Então, era uma cultura.

de discipulado que era muito aterrorizante. A gente não tinha um incentivo, não era o contrário, a minha visão era todo mundo é santo e eu era a única pecadora.

E era muito doido, né, Mari? Porque foi assim, eu fui pra igreja com... Tinha sete anos, sete pra oito anos. E aí, meus primos já eram crentes, só que eles eram muito errados. Então, eu entrava no erro deles, achando que tava tudo bem, porque eles eram os crentes, entendeu?

Eles eram o padrão de crente. Entendeu? Então assim, já que depois eu ficava me sentindo culpada pra caramba. E quando eu fui pra igreja, tipo, quando eu tive a minha própria experiência com Deus, assim, não uma experiência única, né, mas a minha própria caminhada com Deus.

eu comecei a ter consciência do meu pecado e de que eu queria ter uma vida de santidade. Então, quando eu mudei para essa outra igreja, num outro período, a minha sensação era que ninguém aqui pecou igual eu pequei. Nem era assim, eu já estava vivendo uma vida, buscando uma vida de santidade, mas eu pensava assim, não, mas eu já errei muito na minha vida até aqui.

Nessa época eu tinha 14 para 15 anos. Então eu pensava assim, nossa, todo mundo aqui deve ser tão santo. E eu tinha pavor de pensar se o povo soubesse um pouquinho da minha vida. Eu era criança, mas não tinha dado para cometer uns pecados. Não era assim, nossa, eu fiz uns... Era para a minha cabeça, aquele povo era tão santo.

que qualquer coisa que eu tivesse feito antes, eu era muito indigna de estar entre eles. Então, eu sempre olhava para eles pensando, igual você está falando, era tipo assim, nossa, eles são muito santos, né? Eu nem devia estar aqui. Nossa, se eles soubessem quem eu sou, eles não iam deixar nem eu cantar no louvor. E isso porque eu já estava vivendo uma vida diferente, sabe? E aí, quando eu conversei com essa líder nessa época,

Eu fui conversar com ela sobre outra coisa, nada a ver. E aí no meio do caminho eu tava chorando e fui confessando todos os meus pecados da vida pra ela. Assim, da vida passada. Aí ela falou assim, Yara, nossa, eu tava sentindo tanta culpa. Eu me sentia tão diferente, tão indigna em relação aos outros. E aí ela falou assim, Yara...

Não, minha filha, eu também já errei muito. Ah, eu já fiz também. Isso aí também, eu pequei também. Isso aí na minha... Não, eu cheguei aqui antes de ser cristã, eu ainda tinha isso, isso e isso, eu vivi isso, isso e isso. Aí eu fiquei olhando pra ela, assim...

Não, mentira, mentira. Não, mentira, sou sério. Não, porque na minha cabeça, eu era a única pessoa que já tinha errado na vida. E aquilo me gerava uma culpa absurda e me distanciava de Deus e dos outros.

Então, no dia que eu ouvi aquela irmã falando, e ela era líder, e ela era esposa do pastor, então eu achava que ela era de um dos pastores, tinham vários, acho que eram os quatro, e ela era esposa de um deles. Então, eu achava que ela ainda era mais santa ainda. Quarta pessoa da trindade. Quarta pessoa da trindade, porque para ter casado com o pastor, ela deve ser santíssima.

E aí, quando eu ouvi isso, isso me trouxe uma libertação, sabe? Foi uma libertação de um julgo, assim, de acusação do diabo que eu vinha carregando desde, sei lá, desde quando eu entrei na igreja, sei lá, desde oito, nove anos de idade. E aí que eu comecei a conseguir, assim, viver mais a vida em comunidade sem aquela culpa, sem aquele desespero. E aí depois, passando, né, adiante...

que eu fui aprender, eu falei um pouquinho no último GR de Bolsa, mas quando eu fui de fato conhecer sobre o Evangelho da Graça, que eu achava que era uma desculpa para pecar, entendeu? Na minha cabeça o Evangelho de Graça é desculpa que esse povo inventando para pecar é graça, que Deus perdoa. Ficava imaginando isso, que era uma visão da graça barata, que o Bom Rofre fala, né?

Mas o Evangelho da Graça é se lembrar que o que a gente tem é por meio dos méritos de Cristo. E como eu recebi, cara, eu quero viver uma vida digna desse presente que eu recebi. Não é para ser amada, é porque eu fui amada, porque eu fui amada. Eu quero viver de um jeito digno desse amor que eu recebi.

E aí eu comecei a... Cara, eu quero ser na vida das pessoas o que essa líder e outros líderes que eu tive também depois foram pra mim. Uma pessoa que... Porque o que acontece, Mário? Se a pessoa olha pra você e pensa, nossa, cara, é muito santo, né? Por isso que ele consegue estar lá no louvor. E eu jamais vou conseguir...

ser santo, assim, e tal. Essa pessoa, ela é afastada de Deus. Agora, quando ela olha pra você e fala assim, cara, eu conheço esse cara, ele já falou pra mim das dificuldades dele, e ainda assim, na limitação dele, Deus usa ele.

poderosamente aqui na nossa igreja. Então o poder de Deus é tão grandioso para usar um pecador como ele, vai ser grandioso para me restaurar e me usar também. Então eu não vou desistir do caminho, eu vou ficar aqui porque é aqui que eu vou ser purificado, é aqui que eu vou ser discipulado, é aqui que eu vou ser limpo.

Então, é como se você, quando você faz isso, né? Se aluga para ser essa grande santidade, você afasta as pessoas. E aí, o Mateus 23, né? Jesus fala para os fariseus e mestres na lei. Vocês nem entram no céu e ainda impedem as pessoas de entrar. Porque uma pessoa que tem esse tipo de, essa ideia de santidade, tipo, é nos meus méritos, ela não crê em Jesus. E não crê no sacrifício de Jesus. Então, ela não.

Não é salva. A gente é salvo por meio do sacrifício de Jesus. Se eu sou salvo pelos meus próprios méritos, então eu não creio em Jesus, não preciso de um salvador. Então eu estou fora. Então, assim, é muito grandioso a gente saber disso e lembrar disso, porque isso nos faz, primeiro...

estar vulnerável diante de Deus. Segundo, entender que eu posso pedir ajuda, porque quando eu olho para você, eu não penso assim, não, o Mário é santão, quando eu falar com ele das minhas dificuldades, ele vai falar, misericórdia, credo, Deus me livre, sai de pé de mim. Ai, meu Deus, nossa, meus filhos, sai, não anda com essa mulher, que essa mulher, Deus me livre. Entendeu? Não, eu vou olhar para você e falar, não, ele vai me ajudar, ele vai me acolher e eu vou ouvir, como eu ouvi dessa, não, Yara, eu também sou pecadora, mas a graça do Senhor é suficiente para nós, né? Bom...

Posso contar um pequeno testemunho? Mas tem tudo a ver com a história de Jonas? Para quem não sabe, há exatamente dois anos e um mês atrás eu passei por um sequestro. E é tão interessante porque três dias antes de eu ser sequestrado, eu acordei com o sentimento que eu ia morrer. Só quem um dia teve esse sentimento sabe o que é isso.

aquela sensação de abafamento eu cheguei pra Flávia e falei parece que eu vou morrer, sentimento esquisito isso foi na sexta-feira eu lembro que Flávia foi dormir eu entrei no site da seguradora onde tem seguro de vida pra ver se o boleto tava pago eu nunca tinha feito isso na vida aí eu vi que tava pago e tal passou ali sexta, sábado, domingo, na segunda-feira eu saí pra comprar saí pra olhar um carro

E aí, de repente, quando eu cheguei lá, era uma quadrilha, me pegaram, ficaram uma hora quase comigo, rodando o carro, tentando tirar dinheiro e tentando, enfim, me bater, quebraram meus dentes, enfim. E aí chegou uma hora que eles falaram assim, encosta aqui que nós vamos matar ele. Nessa hora, eu lembrei do sentimento de três dias atrás. E eu só falei, Senhor, é assim que vai acabar minha vida? É assim.

A gente que é crente, a gente que é ministro, a gente quer morrer de forma gloriosa. É. Como um mártire. Cantando. Eu falei, Senhor, é assim que eu vou morrer, Senhor? E nesse exato momento eu clamei o sangue de Jesus no carro. Estava com três assaltantes no carro. Eu gritei o sangue de Jesus. Falei, Senhor, tem misericórdia em mim. E aí um deles falou assim, não, joga ele para fora. E quando eles me jogaram para fora do carro,

Você que é um pouco mais reformado, talvez você não vai acreditar nisso, né? Mas eu sou mais pentecostal. Vou assim. Eu sou mais pentecostal. Eu ouvi claramente o Senhor falando comigo. Eu te chamei pra Nínive. Por que você quer ir pra Tarsis? Que doideira, velho. Que isso?

Quando eles me jogaram para fora, o Senhor, eu te chamei para ir para Nínive. E uma frase que já tem mais de 10 anos, que eu sempre falo nas minhas andanças, que é a seguinte, o maior fracasso de um homem é ele buscar ter sucesso naquilo que Deus não pediu ele fazer. E muitas vezes a gente quer ter sucesso em coisas que são legítimas, coisas que são boas, mas não foi isso que Jesus te pediu para fazer.

E assim, é tão interessante porque depois eu comecei a sondar meu coração, comecei a querer ter êxito em coisas da minha vida, que o Senhor estava me chamando para outras coisas, e eu estava lutando contra o Senhor a respeito disso. E muitas vezes a gente vê Nínive como um problema, mas às vezes Nínive é a sua vocação, é o seu chamado, é para onde o Senhor chamou, e esse é o sucesso. Sucesso é obedecer a Deus.

sucesso é fazer aquilo que Jesus te pediu para fazer, né? Dentro do contexto que a gente ouviu e aprendeu esses dias, Tarsus era a capital da economia, era o lugar da oportunidade, era o lugar para crescer de vida, para calar as vozes do Senhor. E é tão interessante porque...

O Senhor já vinha falando comigo, meu filho, eu te chamei para outras coisas. Meu filho, eu estou te chamando para outras coisas, mas o nosso coração, ele é... Tem amnésia e a gente quer buscar outras coisas para nós, sabe? E aí depois eu comecei a estudar algumas coisinhas a respeito desse contexto e a distância de Nínive para Tars, na época, era quase cinco meses de viagem.

Ou seja, Deus foi dando corda para Jonas, assim como dava corda para mim também. Ah, você quer? Então vai. Mas no tempo certo, o senhor não me colocou na boca do peixe, mas me colocou dentro de um carro com sequestradores e me colocou aonde eu precisava estar. E é tão interessante porque, coincidentemente, o bairro que eles me jogaram, eu não sabia onde eu estava e aí eu perguntei primeiro a pessoa onde eu estou. Ele falou, você está num bairro que tem uma morada nova.

E aí eu falei, ah, Senhor, misericórdia.

Morada nova. Começa do zero. Eis que faço nova todas as coisas. E esse final de semana eu fui na casa de um irmão aqui da igreja que quando eu estava saindo da BR eu entrei no bairro. Morada nova. O senhor está falando, volta meu filho, não esquece. É para a Nene que eu te chamei. Mas eu acho que tem muito isso, sabe? Eu acho que talvez muita gente que está nos ouvindo às vezes pode estar tentando lutar com a força do braço. E o senhor está chamando, meu filho, eu te chamei e foi com propósito.

Não queira outro, sabe? Porque a pior coisa é no final da nossa vida a gente ser aplaudido pelos homens, mas não ser lembrado por Deus, sabe? Eu acho que o nosso grande desafio é saber que no final da vida a gente procurou fazer aquilo que Jesus pediu a gente para fazer.

independente da profissão, independente do ministério, independente da igreja. Onde o Senhor me colocou e o que Ele pediu para eu fazer, eu estou fazendo. Eu acho que o cerne da história de Jonas é essa.

porque não adianta a gente querer fazer muito bem feito ter honras, ter aprovação ter dinheiro, ter tanta coisa mas no final da vida a gente olhar pra trás e falar assim, cara, mas não foi isso que Jesus me pediu então pra mim fica muito essa lição, sabe? respeito disso. Amém. Pra gente finalizar então a gente pode fazer uma oração orar com o pessoal e aí vou te fazer o convite já que você tá namorada nova so

A partir dessa nova morada, então ora por nós, pelos irmãos aí também. Que Deus nos ajude a olhar para Ele, a ser luz uns para os outros. E deixar... Cara, é aquilo que o Pipe cantou. Descansar e deixar Deus agir, sabe? Descansar nele e deixar Ele agir. Porque é isso que... O problema nosso é que a gente fica entrando nos barcos errados, querendo remar para o outro lado, né? Exatamente. Então ora por nós aí, igreja. Amém.

Senhor, que tempo precioso. Obrigado, Pai, pela Tua bondade e graça que nos alcança todos os dias. A Sua graça, ela nos constrange, Senhor.

E nós queremos aqui, Senhor, ao final dessa reflexão, reconhecer que a nossa alma é ansiosa. O nosso coração é aflito e muitas vezes essas aflições nos tiram do lugar da obediência. E assim como Jonas, a gente quer dar justificativas para a nossa mente, para o nosso coração, para não obedecer aquilo que o Senhor nos pediu para fazer.

Então, Senhor, nós pedimos perdão. Senhor, nos leve a esse lugar do arrependimento, Senhor. Nós não queremos ter sucesso naquilo que o Senhor não nos pediu para fazer. Nós não queremos, Senhor, construir uma caminhada cristã em cima de performance. Nós não queremos, Senhor, olhar para os irmãos como Jonas, olhar para os ninivitas. Não, Senhor, nós queremos, a partir do Evangelho, enxergar o mundo com graça.

O mundo com amor, o mundo com o Senhor, com o temor do Senhor, ó Pai. Leva-nos, leva-nos a esse lugar do alinhamento, leva-nos a esse lugar onde o Senhor realinha todos os nossos amores e realinha como nós enxergamos o próximo.

Senhor, o próximo, que muitas vezes para nós está distante, que muitas vezes nós queremos ele no inferno, o Senhor nos convida para resgatá-lo, Senhor. A tua palavra diz lá em Mateus 16 que as portas do inferno não iriam prevalecer contra a igreja. Ou seja, o que o Senhor nos chama é para saquear o inferno, Senhor. É proclamar o evangelho aos cativos, oprimidos. E não, Senhor, criar uma religião seletista. Não, Senhor.

Nos livre disso, Pai. Que o nosso coração, Senhor, sempre seja mesmo, Senhor, aquele que deseja a casa cheia. Aquele que deseja ter novos irmãos sentando ao lado, Senhor. Chamando mesmo o Pai. Oh, Deus, por isso nos dê esse coração missionário, esse coração que deseja obedecer a santa vocação do Senhor. É o que nós oramos e te agradecemos. No nome de Jesus. Amém.

Obrigada, Mário. Tamo junto. Sempre bem-vindo. Com alegria. Que Deus te abençoe. Amém. E, meu pessoal, até o próximo GR de Bolsa. Valeu.