A Torre de Babel | O Plano de Deus Para a Humanidade
A Torre de Babel | O Plano de Deus Para a Humanidade
- Torre de Babel e confusão das línguasOrigem da diversidade linguística e cultural · Projeto humano versus projeto divino · Lições sobre unidade e autonomia humana · Significado teológico de Babel · A intervenção divina e a dispersão
- O Plano de Deus para a HumanidadeCriação e queda do ser humano · Projeto de redenção · Princípio das ofertas · Dilúvio: juízo e recomeço
- Busca de Soluções Humanas vs DivinasA importância de alinhar projetos com a vontade de Deus · Perigos da exaltação pessoal e autopromoção · A soberania de Deus sobre os planos humanos · O propósito de Deus para a humanidade
- Declarações de féManifestação implícita no Antigo Testamento · Deus como único em três pessoas
Rapaz, o Senhor Jesus, estamos iniciando mais um Instantes Finais, a sua aula de profecia e de escatologia bíblica no seu lar, e eu quero agradecer a você que acompanha a nossa programação pela TV ou pela internet, que Deus te abençoe, que as bênçãos do Senhor Jesus continuem sendo derramadas sobre a sua vida, sobre a sua família, seja muito bem-vindo aos Instantes Finais.
Nossos sinceros agradecimentos também a você, que tem enviado a sua mensagem para nós diariamente, e recebemos dezenas de mensagens, perguntas, saudações, críticas, opiniões, sugestões, através do WhatsApp do programa.
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Se você está acompanhando o nosso programa, você sabe que nós estamos estudando sobre o plano de Deus para a humanidade, este projeto, esse plano, vou chamar assim de milenar, que atravessa os milênios, né? E nós estamos dando um passeio nas páginas da Bíblia, começamos lá no livro de Gênesis, capítulo 1, falando sobre...
os nossos primeiros pais biológicos, falando sobre o Jardim do Éden, sobre Adão e Eva, já explicamos também sobre a queda do ser humano.
a queda do homem, falamos sobre o projeto de redenção apresentado lá em Gênesis, capítulo 3, versículo de número 15. E nos últimos programas nós estudamos sobre os seguintes temas. Nós estudamos sobre o princípio das ofertas, vimos aí a história de Caim e Abel. Este programa está imperdível. Se você não teve a oportunidade de assistir, você pode ir lá no YouTube.
E nós também estudamos uma das histórias mais conhecidas da Bíblia, que foi o dilúvio. E nós abordamos aí dois temas principais. Quais foram? Juízo e recomeço. Projeto de Deus para a humanidade da continuidade através da família de Noé, onde Deus recomeça agora uma nova geração de seres humanos.
Hoje nós vamos estudar sobre o seguinte tema, a torre de Babel e a confusão das línguas. Também uma história bem conhecida, baseada lá no capítulo 11 do livro do Gênesis, onde a Bíblia nos mostra claramente que os homens falavam uma única língua, um único idioma. E eles intentaram no coração construir uma torre.
E essa torre deveria chegar até os céus.
Eles não queriam se espalhar sobre a terra. Era um projeto, o que eu vou dizer assim, audacioso, né? Era um projeto humano. Nós vamos aprender algumas lições práticas também desta construção dessa torre, né? Nós vamos ver aí o princípio, as origens das construções civis, da arquitetura, da engenharia. Olha que coisa interessante, né?
Mas esse projeto humano estava fora do projeto de Deus. Qual era o plano de Deus para a humanidade? Encher a terra. Deus disse isso a Adão e Eva, frutificai-vos, multiplicá-vos e encher a terra. Depois que Noé saiu da arca, Deus disse a Noé e sua família, frutificai-vos, multiplicá-vos e encher a terra. Esse é o desejo de Deus. Este planeta foi criado exatamente para que o homem pudesse habitar.
Então esse projeto audacioso dessa torre de Babel, na verdade tinha por objetivo fazer com que os homens estivessem ali reunidos ao redor daquela torre e não se espalhassem sobre a terra. E por essa razão nós vamos perceber que Deus desce para confundir as línguas. A Bíblia é um livro extraordinário.
Glória a Deus. A Bíblia não é só um livro religioso. A Bíblia não fala apenas sobre o céu, sobre Deus, mas também fala sobre a história dos homens.
Se você está acompanhando esta série de programas, você já aprendeu aí ou já relembrou algumas coisas importantes, né? Sobre a criação de todas as coisas, como é que o pecado entrou no mundo, passou a fazer parte da história da humanidade, como foi que os homens começaram a oferecer a Deus suas ofertas, a primeira manifestação do juízo divino de forma universal através das águas do dilúvio, um novo recomeço. E olha que coisa interessante.
Se todos os homens procedem de Adão e Eva, e posteriormente da família de Noé, por que existe essa diversidade cultural? Por que existe essa diversidade de idiomas, de dialetos, de línguas? Bem, a resposta para essas perguntas está na Bíblia Sagrada, no capítulo 11 de Gênesis. Olha que coisa incrível, maravilhosa. Se Deus omitisse, digamos que Deus omitisse essa história da confusão das línguas.
se Deus omitisse esse relato da Bíblia, da história da torre de Babel, com certeza os críticos iriam perguntar, mas se todos procedem de Adão, como é que as pessoas estão falando várias línguas, idiomas e dialetos diferentes? E é por essa razão que Deus inspira Moisés, Moisés...
Eu quero que você escreva também essa história da Torre de Babel, porque eu quero mostrar às gerações futuras o porquê, a origem dessa diversidade linguística, para que os homens entendam por que existem tantos idiomas e dialetos no mundo. É sobre isso que nós vamos estudar hoje.
nós vamos utilizar a versão nova Almeida atualizada, e vez por outra, havendo necessidade, eu também estarei lendo na Almeida Revista Incorrigida, que é a Bíblia que eu tenho em mãos. Vamos ler a Bíblia Sagrada? Capítulo 11 do livro do Gênesis, o livro dos princípios, livro dos começos, vamos ler os versos 1 e 2. A princípio, no verso 1, a Bíblia diz assim, em toda a terra havia apenas uma língua e uma só maneira de falar.
Então esse texto nos revela que havia um único idioma, falado pela humanidade, pelos seres humanos.
havia, na verdade, uma unidade linguística, e essa unidade linguística favorecia para que eles se unissem, para que eles agissem em cooperação, para que eles pudessem executar os seus projetos. Mas essa unidade de idioma poderia também ser usada para cumprir o propósito divino, que era encher a terra, mas tornou-se favorável para um projeto caracterizado pela autonomia humana. Ou seja...
Eles poderiam falar uma única língua, poderiam se multiplicar, encher a terra, como era o desejo de Deus. Mas essa unidade linguística fez com que eles se unissem para elaborar um projeto que ia de contrário ao projeto divino. A humanidade estava unida falando a mesma língua e com o mesmo propósito. E essa unidade não era glorificar a Deus.
ela foi usada para exaltar o homem. Isso nos ensina que nem toda união é saudável, nem todos os projetos humanos são aprovados por Deus. Igrejas, governos, nações podem até estar unidos em um único propósito, mas se o plano, se o projeto não for o de Deus, essa unidade vai produzir o quê? Orgulho, rebelião e, consequentemente, o afastamento de Deus.
Então, os homens falavam uma única língua, se uniram em torno de um projeto humano que ia de encontro aos propósitos divinos. E eu vou dizer sem medo de errar, que quando nós estamos na direção do propósito, do plano de Deus, é uma bênção. Mas quando nós vamos de encontro na contramão do propósito, do projeto divino,
inevitavelmente isso vai gerar fracasso, vai gerar ruína, vai gerar prejuízos. Eu vou voltar ao texto porque eu quero ler ainda o versículo de número 2, que diz assim, os homens partiram do oriente, encontraram uma planície na terra de Sinar e habitaram ali, ou seja, eles foram caminhando como nômades, até que chegaram em Sinar, viram aquela planície e começaram a habitar ali naquela planície chamada de Sinar.
Observe que o texto diz, eles acharam ali uma planície de Sinai. Na Bíblia, Sinai aparece como nome antigo de uma área lá da Mesopotâmia, correspondente ao atual sul do Iraque. Eu já falei sobre isso aqui, mas eu quero repetir que a Bíblia é um livro que pode ser comprovado geograficamente, cientificamente, historicamente e arqueologicamente.
Então, Sinar é uma terra que pode ser localizada hoje. E onde era, professor? Ao sul da Mesopotâmia, onde fica hoje o Iraque. Sinar foi a região onde, posteriormente, foi construída a Grande Babilônia e tornou-se símbolo de uma organização humana que procurou viver independente de Deus. Mas, além do aspecto geográfico, há também um significado teológico importante aí.
Babilônia passou a representar ao longo das escrituras, ao longo das décadas, dos milênios, o sistema humano organizado em oposição a Deus. Ou seja, em vez de eles se espalharem sobre a terra, a população decidiu estabelecer naquela planície uma torre.
e o objetivo era exatamente frustrar os planos divinos, era exatamente eles não se espalharem, e consequentemente isso traria prejuízos para a humanidade, quer ver um exemplo disso? Nós podemos perceber em nossos dias, quantas áreas rurais desocupadas,
Quantas áreas que não estão ocupadas por pessoas, por seres humanos, ainda que as propriedades tenham seus respectivos donos, enquanto que as grandes metrópoles estão abarrotadas de pessoas, superpopulação.
Então isso gera problemas sociais, problemas econômicos, de infraestrutura. Você sabe disso, você que mora, que vive numa grande metrópole, você sabe disso, a dificuldade de transporte, de habitação, a dificuldade da saúde. Por quê? As pessoas estão aglomeradas nas grandes metrópoles. Veja o trânsito, por exemplo, a dificuldade, por exemplo, para você hoje pegar um transporte coletivo.
Enquanto que muitas áreas rurais, urbanas, estão desocupadas, ainda que as propriedades tenham dono, mas não estão sendo habitadas. Então, com certeza, esse projeto humano de não se espalhar, ia de encontro aos propósitos divinos, e não era isso que Deus queria. Veja o que diz o versículo 3.
e disseram uns aos outros, não é assim? Venham, vamos fazer tijolos e queimá-los bem. Os tijolos lhes serviram de pedra e o betume de argamassa. Olha que coisa interessante, extraordinária. Uma ideia, um plano, um projeto.
Esse texto nos ensina ao menos duas importantes lições, duas coisas importantes. A primeira é que começa a surgir o quê? O espírito de liderança, do trabalho em conjunto. Eles disseram uns aos outros, vamos fazer tijolos, né? Como que diz assim? Vamos trabalhar juntos. Vamos nos unir em um só propósito, em um só objetivo. Mas esse texto nos ensina também.
o surgimento da tecnologia da área da construção civil. Isso mesmo. Nos ensina que Deus dotou o homem, o ser humano, com uma capacidade extraordinária para criar, planejar, executar projetos, construções sofisticadas. Não é assim?
Aqueles homens que a princípio moravam em tendas, em cabanas, agora estavam pensando em construções modernas, sofisticadas. Digamos, na linguagem moderna, que começaram a surgir os inventores, os arquitetos, os engenheiros, os pedreiros, os mestres de obras.
que receberam de Deus essa capacitação para fazer obras extraordinárias, algumas delas inclusive que chamam a atenção do mundo ainda hoje, o que dizer por exemplo das pirâmides lá do Egito, que coisa extraordinária,
construída há milênios ali, e as pessoas ainda hoje ficam perguntando como foi que eles conseguiram fazer essas construções. Eu dei o exemplo das pirâmides, mas eu poderia citar muitos outros projetos. Além disso, a fabricação de tijolo, bem como o metume, indica o avanço tecnológico, a capacidade de construção mais duradoura. O homem substitui a pedra natural por tijolos produzidos, demonstrando a capacidade criativa na área da construção.
Veja que eles utilizaram uma dádiva de Deus, essa dádiva de liderança, esse espírito de liderança, de união, esse avanço tecnológico científico, esse avanço tecnológico na área das construções, mas infelizmente tratava-se de um projeto nascido da cooperação humana, com avanços tecnológicos, mas desvinculados da vontade divina, evidenciando que nem todo avanço é alinhado com os projetos de Deus.
Então, nós aprendemos que o mais importante não é o tamanho da obra, não é o tamanho do projeto, não são os recursos tecnológicos, não são os avanços científicos. O mais importante é saber se esse projeto, se esse recurso, ele está indo...
ao contrário ou a favor do projeto divino, se ele está indo na contramão ou na direção dos projetos divinos. E eu digo com muita tranquilidade que, infelizmente, lamentavelmente, a maioria dos projetos humanos são assim.
São obras gigantescas, magníficas, que chamam a atenção, mas a maioria delas fora dos eternos propósitos de Deus. Deus tinha um plano para a humanidade, Deus tinha um projeto para a humanidade. E o projeto era esse, encham a terra, se espalhem, não vivam todos na mesma área, não vivam todos na mesma região.
Eu quero que vocês se espalhem para que haja separação de países, de continentes, para que vocês tenham experiências nas mais diversas áreas da geografia. Eu quero que vocês se espalhem para que vocês povoem a terra. Mas o projeto da torre de Babel, da construção daquela torre, não tinha esse objetivo. Vejam o que diz o versículo de número 4, diz assim,
Disseram, venham, vamos construir uma cidade e uma torre cujo topo chegasse até os céus e tornemos célebre o nosso nome para que não sejamos espalhados por toda a terra. Que projeto audacioso! Vamos construir a torre, nós vamos tornar célebre o nosso nome. Nós vamos fazer com que o nosso nome seja conhecido.
Nós vamos construir aqui uma cidade, nada de se espalhar sobre a terra, não vamos ficar todos por aqui. E eu percebo claramente nesse versículo 4 que três motivações são claras. Primeiro, a exaltação, a exaltação do ser humano, a autopromoção e a busca por segurança. Então, quando o homem tem projetos cujo objetivo é a exaltação pessoal,
é a autopromoção, é visando a sua própria segurança e bem-estar, isso vai dar errado, lembra de Nabucodonosor, que depois que viu a Babilônia, disse assim, não é essa a Babilônia que eu construí para a magnificência do meu nome, não é?
Ou seja, em vez de ele agradecer a Deus, ter lhe dado capacidade, sabedoria, para construir aquela grande Babilônia, ele vai se exaltar. E todo mundo sabe do resultado que foi que houve com Nabucodonosor, depois que ele se envaideceu, se ensoberbeceu. Lamentavelmente, muitos cientistas, historiadores, inventores, a partir dos anos,
eles receberam de Deus a capacidade extraordinária para criar, escrever, inventar, mas lamentavelmente a maioria deles são desprovidos de humildade, que buscam sua exaltação, sua promoção pessoal, que visam seus interesses pessoais, que na maioria das vezes estão desprovidos dos eternos propósitos ou projetos divinos.
Aquela torre não era apenas uma construção arquitetônica, mas era símbolo de orgulho espiritual, uma tentativa de alcançar os céus por esforço humano. A cidade representa a organização social independente de Deus. O desejo de fazer o nome revela a rejeição à identidade dada por Deus. Eu posso dizer que, inevitavelmente, o pecado assume uma forma coletiva, de forma estruturada, de forma consciente, transformando cultura em instrumento de rebelião. Obrigado.
Eles disseram assim, para que não sejamos espalhados. Isso é uma realidade no mundo hoje, né? Em vez de buscar conhecer qual é a vontade de Deus, o que foi que Deus planejou para nós, os homens insistem em seus projetos malignos, diabólicos, humanos, cujo principal objetivo é a autopromoção e, consequentemente, o afastamento, o distanciamento do Criador. Veja o que diz o versículo de número 5.
Diz assim, então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens estavam construindo. Olha que texto interessante, né? Deus desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens estavam construindo. É claro que Deus é onisciente, que Deus conhece tudo, que antes mesmo dos projetos da construção da torre de Babel, Deus já sabia.
Mas essa expressão, desceu, é uma forma de nós entendermos que Deus estava vendo, que Deus estava ciente, que Deus estava observando dos altos céus os projetos humanos.
Esse texto nos ensina que Deus não está indiferente às ações humanas, especialmente quando elas desafiam a sua ordem, a sua soberania. Ele examina, ele observa os planos, ele analisa os projetos humanos. Deus avalia não apenas o que é construído, mas...
o que está por trás daquela construção, qual é o objetivo daquela construção, porque é que os homens querem construir essa torre, ele não avalia apenas o tamanho da obra, mas principalmente a intenção do coração, o problema não estava na torre em si, o problema não estava naquela construção, não, o problema era a autopromoção,
e era confrontar os projetos divinos, que era não se espalhar sobre a terra, volte o texto por favor, que eu quero continuar lendo, aí diz assim, e o Senhor disse, eis que o povo é um, e todos têm a mesma língua, isto é apenas o começo, agora não haverá restrição para tudo o que planejam fazer, é como se Deus dos altos céus dissesse assim,
Olha, se nós não intervirmos nessa história, nessa construção, se nós não descermos para confundir as línguas, se nós não agirmos, então os homens vão continuar nos seus projetos, nas suas ações, contrariando o meu projeto.
Então, Deus entende que deveria agir, atuar, punir, castigar, por um limite nessa unidade linguística, para que os projetos humanos não fossem executados de forma plena. E é interessante que Deus reconhece o poder da unidade humana. Até um ditado popular, que as pessoas costumam dizer assim, que o povo unido jamais será vencido.
Então, quando existe essa unidade, essa cooperação, e naquela época, digamos assim, aliada à comunicação harmoniosa, então torna-se possível a realização, a concretização de grandes projetos. Como seria bom, maravilhoso, extraordinário, se os homens se unissem para a execução de projetos que estão de acordo com os projetos divinos.
Se os homens se unissem, sejam imperadores, sejam reis, sejam governantes.
para que elaborassem projetos em harmonia com a Bíblia, com a palavra de Deus, com os eternos propósitos divinos. É claro que naquela época a Bíblia não existia ainda, mas eles conheciam-se através da família, dos descendentes de Noé, eles conheciam sobre o Deus criador de todas as coisas. Eles sabiam-se qual foi a ordem dada por Deus a Noé, que era se espalhar sobre a terra.
Mas o texto nos revela aí um perigo, quando essa unidade, essa harmonia está desconectada de Deus. Ela potencializa o ego humano, ela potencializa o pecado, ela potencializa a rebelião contra Deus. Essa capacidade humana sem limites morais ou espirituais pode levar a uma escala de rebelião que vai se tornar no futuro intransponível.
Deus não teme o homem, mas intervém para impedir a sua autodestruição.
Com certeza, se não houvesse uma intervenção divina, os homens teriam sido destruídos. Por quê? Se reuniam em torno daquela torre, eles não teriam alimento, não teriam água suficiente para aquela população e com certeza os prejuízos seriam inevitáveis. Então esse texto nos ensina que a unidade é poderosa, porém precisa ser submetida à vontade de Deus para não se tornar um instrumento de corrupção e de rebelião ao Criador.
eu sei que a vontade humana, por conta da queda, por conta do pecado, na maioria das vezes ela é contra, ela age na contramão da vontade de Deus, mas a vontade de Deus, o plano de Deus, o projeto de Deus, ele é sempre bom, a vontade de Deus é sempre boa, é sempre perfeita e é sempre agradável, então por mais absurdo que pareça ser,
Eu vou chamar de ideia esse plano, esse projeto de se espalhar sobre a terra, de povoar a terra, por mais estranho e absurdo que pareça ser. Era exatamente isso que Deus havia planejado para a humanidade. Como se Deus dissesse assim, eu não quero vocês habitando todos numa só região. Todos ensinar, todos nessa planície, não é esse o meu projeto. Eu quero que vocês se espalhem.
Eu quero que vocês tenham experiências com outras regiões. Eu quero que vocês possam usufruir dos benefícios dessa terra, desse planeta gigantesco. Eu não criei vocês para estarem reunidos ao redor de uma torre. E é aí que Deus toma a iniciativa de agir, descer do céu.
Vejam o que diz o versículo de número 7, diz assim, venham, esses venham aí, vamos descer, glória a Deus, e confundir a língua que eles falam, para que um não entenda o que o outro está dizendo, glória a Deus.
Nós já identificamos algo aí bem interessante, esse verbo assim, venham, vamos descer, confundir as línguas, as línguas deles, né? De forma implícita está revelada aí a doutrina da trindade.
Nós tivemos a oportunidade de estudar no primeiro trimestre deste ano, na Escola Bíblica Dominical, sobre a doutrina da trindade, e eu vou relembrar aquilo que você já sabe, né? Que Deus é único, só existe um Deus, mas esse Deus, ele subsiste em três pessoas distintas. O Pai, o Filho e o Espírito Santo. E essa doutrina, ela é melhor explicada no Novo Testamento. Por exemplo, na ocasião do batismo de Jesus, O Pai, o Filho e o Espírito Santo.
é o Pai que fala do céu, o Espírito que desce de uma forma corpórea de uma pomba, e o Filho que está sendo batizado. Na fórmula batismal, onde Jesus disse, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, na bênção apostólica e em muitos outros textos. Eu diria que, de forma implícita,
A doutrina da trindade é ensinada no Antigo Testamento de forma implícita, não é assim? Então, por exemplo, quando Deus diz assim, o homem é comum de nós, deixamos e confundamos as línguas, o que é isso? É a manifestação de forma implícita das três pessoas da trindade.
É como se o Deus trino chegasse a essa conclusão, o homem agora é como de nós, deixamos e confundamos as línguas e assim nós podemos entender os vislumbres, como diz o professor e evangelista Alessandro Barreto, na sua obra O Proto Pentecoste, os vislumbres da trindade. Então eu posso dizer que o Deus trino, ele decidiu confundir a língua dos homens para dar à humanidade a diversidade linguística.
A confusão da língua não é apenas uma punição, mas também uma proteção contra essa rebelião generalizada, pois limita a propagação do mal coletivo. Esse versículo nos mostra que Deus, em sua soberania, pode frustrar planos humanos quando esse se opõe ao seu propósito, conduzindo a história segundo a sua vontade. E essa é a verdade.
Deus, ele frustra os projetos humanos, e nós louvamos a Deus por isso, né? Os homens não podem frustrar os projetos divinos, mas Deus como ser soberano, ele tem o poder de frustrar os projetos humanos, Deus havia ordenado, né? Que a terra fosse povoada.
Mas o homem resistiu, insistiu, então Deus interveio, espalhou, através da confusão das línguas. Isso nos ensina que os propósitos de Deus não podem ser frustrados. Eu vou repetir para você não esquecer dessa frase. Os propósitos de Deus não podem ser frustrados. Podemos cooperar com eles ou resistir, mas no final a vontade de Deus sempre vai prevalecer.
Vejamos o que diz o versículo de número 8. Assim o Senhor os dispersou. E é claro que essa imagem aí é meramente ilustrativa, mas é como se agora Deus desse uma diversidade linguística de idiomas, de dialetos, e agora os homens já não entendessem mais uns aos outros. Então o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra e pararam de edificar a cidade. Que coisa interessante.
Deus agiu, Deus deu diversidade linguística, Deus impediu a continuação daquele projeto humano, e esse texto nos ensina algo extraordinário, aquilo que o homem estava resistindo em fazer de forma voluntária, que era se espalhar sobre a terra, glória a Deus, Deus realiza de forma soberana, de forma sobrenatural, ah, vocês não querem se espalhar não, é?
Vocês querem ficar aí mesmo, mas eu não mandei se espalhar. Ah, então já sei, eu vou confundir as línguas. Eu vou fazer com que vocês não entendam uns aos outros. Eu vou fazer com que vocês sintam a necessidade de se espalhar, de parar esta obra, de embargar esta conjunção.
Então, essa dispersão não é apenas geográfica, mas cultural, linguística. Foi daí que surgiram a diversidade linguística, a diversidade cultural. O projeto da cidade é interrompido, mostrando o quê? A fragilidade dos projetos humanos diante da vontade divina. A verdade é essa. O que são os projetos humanos diante dos planos de Deus? Diante dos projetos divinos?
Esse versículo evidencia que Deus governa a história, mesmo quando o homem tenta centralizá-lo em torno de si. Havia planejamento, havia tecnologia, havia cooperação, havia visão. Humanamente era um projeto promissor, perfeito. No entanto, terminou em confusão. Isso nos alerta, né? Sucesso verdadeiro não depende apenas da capacidade humana.
mas acima de tudo, do alinhamento com Deus, sem isso, a tendência natural dos grandes projetos é ruim, finalmente vamos para o versículo 9, que é o último texto que nós vamos ler hoje, diz assim, por isso a cidade foi chamada de Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de toda a terra, e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície da terra, então aí,
os homens foram obrigados a se afastarem da construção, já não entendiam mais o que um ao outro estavam falando, e aí eles se espalharam, eles se dispersaram, e puderam se espalhar sobre a terra. Esse texto nos ensina que toda construção, por mais grandiosa, magnífica que pareça ser, se ela não está de acordo com os projetos divinos, ela está destinada ao fracasso.
E eu posso dizer que essa história foi escrita, registrada, não só para nos ensinar sobre a diversidade linguística e cultural. Sabia disso? Você sabia que esse texto de Gênesis capítulo 11 não foi registrado só para nos ensinar sobre a confusão de línguas, diversidade linguística, diversidade cultural? Não.
Também não foi escrito só para nos ensinar sobre os grandes projetos humanos, arquitetônicos, engenheiros. Não, não. Ele foi escrito para trazer lições para as nossas vidas. Tem lições que Deus quer ensinar a cada um de nós. Você é um ser humano e você deve ter em sua mente os seus projetos, os seus planos. Deus nos deu essa capacidade de sonhar.
planejar, executar, não é uma torre de Babel, eu sei, mas você tem os seus projetos pessoais, os seus projetos familiares, se você é um empresário, você tem os seus projetos para a sua empresa, por exemplo, para a sua loja, para o seu comércio, seja lá o que for.
Mas o mais importante é nós fazermos perguntas. Será que esta é a vontade de Deus? Será que esse projeto está de acordo com os projetos divinos? Eu posso ter tudo. Eu posso ter engenharia, eu posso ter arquitetos, eu posso ter materiais, eu posso ter, como nos tempos bíblicos, como lá em Babel.
pessoas capacitadas para fazer tijolo, betume, para fazer a torre, havia projetos humanos audaciosos, mas estavam fora do projeto divino, e eu digo isso sem medo de errar, é melhor ter um projeto simples,
que não seja magnífico, que não seja audacioso, que não chame atenção, que não desperte visualização para as demais pessoas, desde que esse projeto esteja de acordo com os eternos propósitos divinos, do que você ter um projeto audacioso, magnífico, espantoso, se esse projeto está fora da vontade de Deus.
o que ocorreu lá em Babel, ocorreu na história da humanidade, quantos reinos, quantos impérios que cresceram, que fizeram história, que chamaram a atenção do mundo na época, como eu já citei aqui, a própria construção da Babilônia, mas o que hoje são? Ruínas, obras inacabadas.
projetos destruídos, e eu quero concluir o programa hoje dizendo, sonhe, planeje, faça seus planos, pense no futuro, pense em obras, e até se possível, grandiosas, mas acima de tudo, que esse seu projeto esteja alinhado com o projeto de Deus.