Ep.8 - Leadership Club - Tendências e Inovação no Mercado de Pagamentos
No episódio de hoje do Leadership Club, CFC recebe duas lideranças que estão na linha de frente da transformação do mercado de pagamentos no Brasil: Patricia Fischer (CRO da Zoop, empresa do Ifood) e Marcella Calfi (Gerente de Marketing da Zoop, empresa do Ifood).
A conversa passa pelo papel da Zoop dentro do ecossistema do iFood, o avanço do embedded finance e como os pagamentos estão se tornando cada vez mais invisíveis e integrados à experiência do usuário. Eles abordam também sobre a evolução do mercado no Brasil — com destaque para o Pix e o Tap to Pay — e como isso impacta empresas e consumidores.
Além do presente, exploramos o que vem pela frente: comportamento do consumidor, novas tecnologias e o avanço de modelos como pagamentos agênticos e IA aplicada à jornada de compra.
Um episódio sobre inovação, tendências e os bastidores de do futuro de pagamentos no Brasil.
- Regulação do Mercado FinanceiroRegulação do Banco Central e ausência de atalhos · Prevenção à lavagem de dinheiro e rastreabilidade · Inovação em usabilidade e experiência do usuário · Foco em grandes players e infraestrutura regulada
- Inclusão financeiraPix como ferramenta de inclusão · Open Finance como exemplo mundial · Pagamento por aproximação e celular · Desbancarização no Brasil
- Opcoes de indenizacao e pagamentoPagamento agêntico e compra delegada a IA · IA generativa e chatbots · Personalização da jornada de compra · Desafios de segurança e governança em IA
- Embedded FinanceDefinição e exemplos de Embedded Finance · Pagamentos invisíveis e integrados · Sem Parar como exemplo
- Mercado de pagamentos na ChinaAvanço tecnológico e conservadorismo no Japão · Disrupção e inovação em Shenzhen · Dificuldades de pagamento com WeChat na China · Uso de QR Code na China · Comparativo com o mercado norte-americano
- Liderança em contextos de incerteza e inovaçãoAdaptação de liderança e agilidade · Uso obrigatório de IA no marketing · Desafio de implementar IA em empresas tradicionais · Incentivos e competições internas para uso de IA
- Importância do tráfego pagoTransformar celular em maquininha de pagamento · Liderança da Zup em Tap to Pay B2B · Redução de fricção na experiência do consumidor · Crescimento do cartão de crédito com benefícios
- Zoop no ecossistema iFoodPapel da Zoop como cola do ecossistema · Aquisição da Zoop pelo iFood · Zoop como hub experimental
- Carreira Fabio PorchatLiderança feminina no mercado financeiro · Importância de ter um propósito além do trabalho · Transformação como missão pessoal e profissional · Persistência e espaço para mulheres em liderança
Está no ar o Love the Problem, o podcast oficial da Nauer e K21. Insights valiosos, dicas práticas e as principais tendências do mundo corporativo. Toda semana para você.
Fala, galera do Love The Problem. Tudo bem? Hoje aqui para mais um episódio do nosso Leadership Club. E o clube hoje, muito bem-vindas ao clube aqui. Duas convidadas super especiais. Pessoas que estão na ponta do mundo aqui de pagamentos, de construção de experiência, de...
Realmente uma série de inovações no nosso mercado e numa empresa muito querida, certo? Que eu acho que tá no bolso de todo mundo aqui. Então, vamos lá. Vamos apresentar as nossas duas convidadas aqui. Muito bem-vindas, Patrícia Fischer ou Pathy. Eu acabei de descobrir agora há pouco, aqui nos bastidores já tava falando que Patrícia não. Ninguém chama de Patrícia, é a Pathy. E Marcela Kalf ou Kalf também aqui, também já aprendi. Muito bem-vindas, por favor. Dê um oi pra galera.
Vamos lá, vou começar aqui me apresentando. Acho que a Pati Fischer, primeiro, acho que fica muito mais agradável para a gente começar essa conversa. Eu atuo mais de 20 anos aí no mercado corporativo e sempre à frente de estratégia, gestão, áreas comerciais, áreas de negócio de grandes empresas. Acho que eu tive aí, olhando um pouco do background, eu tive uma trajetória muito...
pautada em resultado. Iniciei minha carreira em banco, então, né, resultado na veia, dinheiro, mercado financeiro. E participei aí de crescimento de várias empresas, grandes empresas, como Claro, PicPay, o próprio Itaú, fiquei três anos lá, e nas outras empresas, e Serasa Experian também. Então, acho que grandes empresas, mas sempre num contexto de intraempreendedorismo.
Então, acho que esse é o meu grande diferencial de entrar em empresas grandes e montar novas áreas, novas perspectivas, expansão de negócios dentro de empresas grandes. E hoje, eu estou dentro do iFood, tocando a área de negócios da Azul, que é a Fintech. Então, para quem não conhece a Azul...
A ZUP, a gente vai contar um pouquinho do que a ZUP faz, mas a ZUP é a fintech do grupo. E hoje meu foco é muito pautado em crescimento e rentabilidade dessa operação. Lembrando que a ZUP hoje atua, assim como o iFood, somente no Brasil. Então, acho que essa expansão ainda permanece no Brasil. A gente vai falar um pouco aqui de mercado, mas a gente ainda está presente na nossa estrutura financeira no Brasil. Tanto o iFood quanto a ZUP.
Muito obrigado, Patrícia. Marcela? Uma honra estar aqui, Carlos. Primeiro de tudo, super obrigada pelo convite de estar aqui nesse podcast hoje. Bom, minha carreira inteira, toda a minha jornada profissional foi na área de marketing. Sou formada em publicidade e minha paixão é atuar em marketing.
Toda a minha jornada começou trabalhando em empresas focadas em conteúdo, então trabalhei bastante tempo na Editora Abril, trabalhei na Edições Globo com o Denast, que é a empresa que detém os direitos da Vogue aqui no Brasil, então trabalhei no mercado de luxo. Trabalhei na National Geographic.
Tudo conteúdo. E há sete anos eu fiz uma virada na minha carreira e comecei a trabalhar no setor financeiro, em fintechs. Muito na linha de atuar em marketing, trazer educação financeira, atuação disso junto às empresas.
na linha de democratizar o acesso a serviços financeiros para mais e mais pessoas, e principalmente no Brasil, que é um país que ainda tem pessoas que levaram muito tempo para sair da desbancarização, enfim. Então, esse é meu propósito. Estou na ZUP.
Vai fazer três anos e meio. Eu entrei na ZUP antes da ZUP ser adquirida pelo iFood. E hoje a gente está aqui como a fintech do iFood, como a Patrícia falou, olhando para operações de mercado. O iFood é um cliente nosso, então a gente olha para grandes empresas oferecendo soluções financeiras para essas empresas B2B poderem alavancar os seus ecossistemas. Então, um pouco da minha jornada é isso.
Muito bom, muito legal. Bom, currículos mais do que apresentados e supervalorosos aqui para contribuir com a gente. Muito obrigado por terem aceitado o convite.
vocês então pra gente falar um pouquinho mais de ZOOP, de iFood. É uma aquisição recente, apesar que pra quem tá há alguns anos de casa, provavelmente, né, aquela coisa de 50 anos em 5, então pronto, imagino que seja alguma coisa assim. Intensidade é uma das marcas do iFood, não é à toa que tá o líder do mercado como é.
e é uma empresa que eu admiro muito, tenho muitos amigos, a gente já conversa bastante com eles e vocês são muito inovadores. E aí, como é que está esse contexto de Zoop adquiridas, entrando nesse ecossistema? Qual é esse contexto de Zoop dentro desse ecossistema maior, a iFood, e até próximos também, porque quer ou não, aqui também tem uma ligação com a Holding, que é internacional.
Posso puxar esse tema aqui, porque eu acho que a gente fala muito que a ZUP hoje é a cola de todo o ecossistema do iFood e da Process. Então, como a Marcela comentou, o iFood já era um cliente da ZUP no passado, ainda é um cliente, mas era só um cliente no passado, atuando ali como marketplace, que era um dos caminhos que a ZUP perseguia para implantar o embedded finance nas empresas.
E já em 2024, a ZUP foi adquirida 100% pelo grupo, então já existia uma participação da ZUP no grupo, na Prozos, e foi totalmente adquirida e internalizada. Então, o que isso significa? Que toda a infraestrutura de ZUP...
foi internalizada para ser essa cola desse ecossistema, garantir a infraestrutura não só dos serviços financeiros, soluções financeiras do iFood, mas também das empresas da Prozos. Então, acho que quando você comenta sobre Prozos, essa relação, ela é uma relação assim como a gente tem com o iFood, a gente também tem com a Simpla, a gente tem com a OLX, a gente tem agora com a Decolar e tantas outras empresas que estão entrando aí no grupo, estão sendo adquiridas no grupo.
para que a gente consiga prover também essas soluções financeiras. Trabalho não falta, né? Trabalho não vai faltar. Não falta. E a gente tem um desafio que é muito grande, né? A gente precisa atender, obviamente, o iFood como uma grande empresa com excelência. Então, a gente tem uma dupla responsabilidade, não só de ser funcionário, mas também de prover os melhores serviços, porque a gente está com um gigante de tecnologia na mão. Então, a gente precisa entregar bem.
E isso, na verdade, vira quase que um hub experimental para o mercado. Porque hoje o nosso, vamos colocar assim, motor de crescimento da ZUP é atender o grupo, né? E desenvolver tudo para o grupo e atender o mercado. E aí quando a gente fala de atender o mercado, era o que a ZUP fazia no passado e continua fazendo. Então a gente não, hoje, a gente não deixou de atender esse mercado externo.
Então, a gente continua atendendo marketplaces, a gente continua atendendo empresas ERPs, a gente continua atendendo empresas que proveem maquininhas. Então, hoje existe um mercado externo que a gente continua atendendo junto do iFood e do Grupo Prosos. Perfeito. Bancos, fintechs, e aí é toda a nossa extensão e expansão de mercado que hoje a gente está fazendo. Então, acho que nesse contexto de...
Zup dentro do iFood, eu acho que é se colocar muito como uma infraestrutura e, obviamente, tentar atender o iFood e todas as empresas internas antes de ir para o mercado, usando tudo isso como um grande laboratório. Perfeito. Só o tamanho do iFood já tornaria vocês gigantes. Dado todo esse ecossistema e parceiros externos ainda, o grupo fala por si, né? E aí eu queria aproveitar e juntar uma conexão aqui que você fez. Você falou do Embedded Finance dentro do iFood. Eu acho que tem uma conexão aqui com...
Embedded finance é uma tendência, queira ou não. A gente fala de bancos ou fintechs ligadas, por exemplo, à empresa de varejo. Muitas vezes onde esse banco, essa empresa financeira, é responsável por boa parte dessas empresas de varejo. É com sistemas de marketplace. São tendências que, queira ou não, já foram aí meio que se consolidando.
Queria ouvir um pouquinho de vocês que estão na área, que têm essa bagagem toda de meio de pagamento. O que vocês têm visto, de fato, como consolidação? Antes da gente falar um pouquinho de tendências, que é o que a gente vai falar daqui a pouco, olhar para o futuro, eu queria olhar primeiro, né? Um homem, uma pessoa sem passado, não é nada. Então, o que vocês, olhando para o retrovisor, veem se consolidando? Que foram grandes saltos que a gente deu, seja Brasil, seja mundo, e que, enfim, mudou em pagamento dos últimos anos para cá.
É muito legal falar disso, Carlos, e não vou nem falar só do âmbito da ZUP, mas vou além. A gente tem que pensar que Embedded Finance faz parte da nossa vida desde sempre, faz muito tempo que Embedded Finance, nós como consumidores, a gente já utiliza.
Quando a gente pensa em pedir um Uber, pagar o iFood no aplicativo, comprar em qualquer marketplace, nossos dados de pagamento, nossas preferências já estão lá salvas e isso já acontece naturalmente. Hoje, quando a gente pensa, por exemplo, no Sem Parar, que é um exemplo que eu adoro dar de Embedded Finance, que eu acho que tangibiliza muito bem o Embedded Finance.
Free flow, o esquema de pedágio fora do Brasil, que você passa e já tem a cobrança automática, aqui no Brasil ainda não começou. Mas o Sem Parar está aqui há muito tempo e outras soluções parecidas. Então, facilita muito, tira todo mundo dessa fila do pedágio, você ganha tempo e hoje você abastece o carro com o Sem Parar. Estaciona no shopping, estaciona no estádio, estaciona em qualquer lugar. Quanto menos fricção você tem em pagamento, melhor.
E aí, o que eu acho que é legal de trazer é que a gente está caminhando como sociedade, não só no Brasil e no mundo, para isso. O pagamento é ele ser invisível, ele acontecer naturalmente. Então, o Embedded Finance, ele não é só tendência, ele é realidade. Ele vai crescer cada vez mais por isso. Quando a gente pensa em China, e aí eu vou ter que chamar a Pathy para contar, porque daí o case, quando a gente olha para a Ásia, eles já estão muito mais no futuro de pagamentos, já avançou muito mais.
E é mais invisível ainda, Pathy. Acho que vale você trazer essa amarração, porque quando a gente fala de Embedded Finance, é impossível também não falar de China. Bom, eu estive na China há uma semana, cheguei, tem uma semana, ainda estou...
refletindo muito o que eu vi, o que eu aprendi, o que eu ouvi. Eu estive lá no Prozwe Summit, então não só olhando para conteúdo que a gente recebeu de o que aprender com China, a gente visitou várias empresas e principalmente no setor financeiro.
A gente fala sempre que, quando a gente fala de Ásia, eu estive no Japão também e eu posso fazer uma comparação, é muito diferente. Quando você olha para o Japão, você vê muita tecnologia, você vê um avanço incrível de muita tecnologia, mas um conservadorismo para explorar coisas novas e para a expansão. Então, tudo que foi colocado de tecnologia para os consumidores, para a população...
Levou muito tempo para ser colocado, então isso vem acontecendo há muitos anos, mas eles não estão conseguindo avançar dentro das empresas, com executivos profissionais que hoje lideram empresas que estão no Japão. Quando você olha para a China, então foi um impacto, talvez ali no Japão, muito mais até cultural, e de entender que essa tecnologia por trás é uma tecnologia muito bacana, mas uma tecnologia...
que não tem expansão no sentido de olhando ali para as empresas. E quando você olha para a China, você vê um movimento completamente inverso. Talvez eles olhem muito para a tecnologia, obviamente, mas eles olham para uma expansão, para um sonho grande, muito relevante. É impressionante. O apetite de inovação com velocidade que os chineses têm é incrível. Eu estive em Shenzhen, que é uma cidade que há poucos anos era mato, não tinha nada. Literalmente.
literalmente, né? Então a gente viu até uma foto de como era a Shenzhen nos anos 80 e como está hoje. E é um negócio, assim, que você fala, é inacreditável. Então hoje o Shenzhen virou um hub na China de empresas, não falando aqui só de pagamento, mas falando de empresas de tecnologia e de muita disrupção, né? Então quando a gente visita empresas que hoje...
estão à frente, estão nessa vanguarda, você não vê, por exemplo, o pagamento, o cheque que a gente estava brincando aqui antes de começar, que ainda é usado nos Estados Unidos, por exemplo, e acho que no Canadá. Eu estou no Canadá, e aí aqui já trazendo até o depoimento.
Essa semana eu recebi um chequezinho lá do Cospo, do mercado, pra cashback. E é aquela coisa, chega um cheque de algumas centenas de dólares no teu correio, na caixa de correio. Como assim? Tipo, não faz o menor sentido. Mas o próprio mercado já tem uma carteira digital. Como é que não joga lá?
joga ainda no cheque, é sobre hábito? Pegando o gancho aqui, acho que dos japoneses, é sobre uma dificuldade de hábito que não tinha na China? É só sobre tech? É tudo junto e misturado? É isso, né? Tipo, a sensação de que a América do Norte e Japão são mercados conservadores, velhos, frente a comparar com a inovação. Total, assina embaixo aqui.
muito conservadores, e aí quando você olha para a China, existe uma migração meio que direta para um pagamento mais digital. Então, aí a gente fala um pouco de hábito também. Então, eu tive muita dificuldade na China de pagar as coisas. Olha só. Então, olha, que coisa incrível. Então, eu cheguei lá, baixei o tal do WeChat, que você tem que usar, porque é o que você pede o Uber, o Uber deles, você pede a comida, você faz... É de fato o super app, né? É de fato a ideia disso.
De fato, um super app, realmente a solução é impressionante. Mas, por algum motivo, eu tive dificuldade de fazer pagamentos ou por conta de fraude ou por conta de alguma validação de dado. Eu tive dificuldade de fazer pagamento. E eu trago isso aqui porque, por mais disruptivo que seja um super app, eu fiquei quatro dias sem conseguir comprar absolutamente nada pedindo para as pessoas pagarem as coisas para mim, porque eu não tinha...
E aí você fala, isso é inacreditável, né? Porque eu tenho o Apple Pay no meu celular com quatro cartões, eu tenho cartão corporativo, eu uso o TEP, e aí, de repente, você vai a um shopping, vou trazer aqui um exemplo de um shopping que ficava ali na proximidade do hotel.
que a menina da loja do supermercado, que eu fui comprar um suco e um sanduíche, me levou até o guichê do estacionamento, um concierge do estacionamento, para pegar uma maquininha POS embaixo da gaveta, que atendia o shopping inteiro, uma maquininha POS, que aqui a gente tem cinco por loja na rua.
Exato. A pequenininha que atendi o shopping e ela conseguiu fazer o meu pagamento por aproximação. Minto. Nem foi por aproximação, foi por cartão. Então, nem a aproximação eles estavam usando ali. Mas na contramão disso tudo, o WeChat é muito usado pela população.
Existe essa coisa da leitura do QR Code para pagar, para receber, para passar dinheiro entre as pessoas. Mas, por outro lado, a gente tem um caminho para usar a TEP que está começando a surgir lá dentro por outra empresa concorrente, que é a Alipay, e que eu acho que vai ser disruptivo e vai deixar o WeChat de lado. Agora, será que vai porque o mercado vai levar para isso?
ou a própria população vai conseguir se adaptar a essa nova tecnologia. Porque o que eu senti foi muito a população, e aí eu falo população que está recebendo o pagamento, os lojistas dentro dos mercados, lojas, etc. Como é que eles recebiam essa vontade do pagamento por aproximação? Era uma coisa meio, você é uma estranha ET que está aqui tentando pagar por aproximação.
Tem aqui um QR Code, ó, lê esse QR Code aqui, que é isso aqui que eu sei fazer. Então, acho que trazendo um pouco do que eu vi na China, tem um apetite por essa evolução. As empresas são impulsionadas totalmente por IA e por disrupção. Então, acho que isso acaba movimentando muito a população. Mas ainda há um fato cultural na população, que é diferente das empresas hoje, de quem está liderando as empresas.
de continuar nos hábitos tradicionais, que ainda assim são mais evoluídos do que, por exemplo, o mercado financeiro norte-americano. Não, primeira coisa, muito obrigado, porque a gente tende sempre a falar que a grama do vizinho é sempre mais verde, certo? E aí eu já fiquei imaginando a construção do funil e do atrito logo na entrada.
Caraca, pra usar o WeChat, né? Quem nunca? Pessoas de growth, de marketing, já olham, né? Caraca, esse funil maldito aqui. Como assim? Ninguém tá olhando pra isso? Quatro dias? Não pode ser. Mas, bom, porque já é o bico, né? Já é o padrão. Já é o... Então, possivelmente, ninguém tá olhando pra essa aquisição de clientes, mas porque já virou o incumbente, né? Já virou o padrão de todo mundo.
Faz parte, a gente já constrói produto, sabe um pouquinho disso. Nessa questão de paradigmas, de hábito de uso, eu queria fazer um gancho aqui com algo que a Marcela comentou agora há pouco. A Marcela comentou muito sobre propósito, sobre essa inclusão financeira, sobre um cenário. Voltando um pouco para o Brasil, a gente está falando de BNF, mas ao mesmo tempo a gente está falando de experiência de cliente, de uma base desbancarizada, ainda hoje no Brasil muito alta. PJ.
mal atendido na sua média, queira ou não, vocês pegam as duas pontas, do PF e do PJ, e aqui você tem provavelmente uma quantidade de sellers aqui sendo atendidos, girando com dificuldade de crédito, com dificuldade, enfim, hoje a gente acabou de bater recentemente, a gente está em um dos picos históricos de problemas com crédito no Brasil, empresas fazendo recuperação judicial, empresas enforcadas, pessoas físicas também. Então tem um contexto de inclusão que super conecta aqui com vocês também.
Então, eu queria explorar um pouquinho nessa questão de experiência, nessa questão que também chega do cliente, de hábitos, como é que está sendo essa experiência de vocês dentro do Brasil e como vocês, quer ou não, cercam esse mercêntrico e não é só sobre atender o cliente a qualquer custo, mas também traz um benefício para o negócio. Como é que está sendo essa dinâmica para vocês aqui? O que vocês têm conseguido trazer dentro desse embedded finance no iFood aqui, em especial?
Vou responder primeiro a primeira parte da pergunta, Carlos. Acho que muito para falar de Brasil e vou deixar para a parte a parte do nosso ganho com clientes. Mas pensando em Brasil, e eu acho que a gente precisa reconhecer e celebrar que nós temos o pagamento via Pix.
Nós temos iniciativas de Open Finance, que são exemplos para o mundo inteiro. Quando a gente pensa em PIX, América Latina, inspirando diversos países, nós estivemos até em um evento em Portugal, ano passado, o PIX, no palco central do evento, que foi o Web Summit Lisboa, como exemplo de inclusão e de ferramenta de pagamento e de facilitação.
A pandemia, ela trouxe uma super transformação no Brasil. A Pathy até falou do pagamento por aproximação na China, né? Que eles estão acostumados a escanear. Mas a gente aprendeu a pagar aproximando para não tocar em nada, né? E aí, o salto do pagamento por aproximação, ele se deu aí. E é um salto que foi acontecendo em paralelo com o Pix.
Então, a gente teve todo o movimento em pagamentos dos cartões indo para dentro dos celulares. A gente tinha, antigamente, cartão que nem pagava por aproximação, só por chip você tinha que inserir. Hoje, praticamente, não existe isso. Todos os cartões, eles aproximam. E a gente vem tendo perda de modalidades de pagamento. Então, quando a gente pensa em débito em conta, pagar por débito, isso sumiu. Hoje é o Pix, não é, Carlos?
O Incas e Maias, aquela coisa, aquela piadinha. Não, os Incas e os Maias faziam pagamento com débito. Como assim débito? Como assim débito? E tinha débito em conta, né? Que hoje é tudo Pix automático. Então, hoje a gente tem vários grandes movimentos no Brasil. O Brasil é referência por isso. A gente já paga por aproximação.
A gente tem o PIX como principal forma de pagamento e o PIX tem uma agenda evolutiva super legal para PIX internacional, PIX parcelado, PIX recorrente a gente já tem. Então, assim, todos esses formatos de PIX, eles vêm para transformar e facilitar a vida do brasileiro. A gente ainda tem chaves não cadastradas, CPFs, pessoas que não possuem chaves cadastradas no Brasil, mas isso é cada vez menor. Todo mundo hoje no Brasil, o meio de pagamento mais utilizado é o PIX.
E essa jornada de compra facilitada, a Pati também citou o Tap to Pay, que é transformar o celular em maquininha de pagamento. Isso é uma das grandes alavancas da ZUP. Quando a gente pensa em o empreendedor ter que comprar um device, uma POS, ter várias máquinas em cima do balcão para receber com a melhor taxa, a melhor forma de pagamento, isso gera lixo eletrônico. Isso é uma loucura para administrar, quando ele poderia simplesmente receber no celular.
tudo convergendo, hoje a gente vê todas as tecnologias convergendo para dentro do celular e o pagamento também. Então, a tecnologia Tap on Phone, o Tap to Pay, ele é um caminho que no Brasil está em crescimento enorme, a Zupi é líder em share para a Tap to Pay, para empresas B2B.
Então tem vários avanços, tem vários pontos, e acho que a Pathy pode me complementar com a questão do quanto as nossas soluções, dentro desse cenário de pagamentos que é tão arrojado e vem evoluindo e vem ensinando o mundo, como que essas soluções podem ser embedadas em grandes empresas para alavancarem esses negócios.
Eu acho que até fazendo um complemento aqui, pegando o gancho do Pix, hoje o Pix já é usado por 76% da população. Então, quando a Marcela traz que existem ainda pessoas sem chaves cadastradas, é porque ainda tem uma fatia desse mercado que não usa. Mas se a gente for olhar quem usa...
62% da população que usa Pix usa diariamente. Então a gente já está numa proporção de quase 60% indo para 70% da população que é usuária usando Pix todos os títulos. Então não tem uma alternativa hoje.
A prova do hábito já está aí. Já está aí, vai só evoluir como a Marcela bem trouxe. E a gente, agora, pegando um pouco desse olhar da ZUP, a ZUP, a gente estava falando da ZUP no iFood, mas a ZUP já existe há 15 anos. Então, ela sempre teve no seu core business, a sua entrega de valor sempre foi muito pautada no Embedded Finance, que talvez hoje é mais moda, mas...
Sempre foi o core da ZUP. Então, entregar, e aí eu acho que trazendo um pouco a questão do Embedded Finance também, ele é um termo que é meio sem tradução, porque é finanças embarcadas, finanças integradas, mas o Embedded Finance sempre existiu para a ZUP.
sempre foi a líder de Embedded Finance no Brasil e hoje as empresas cada vez mais querendo embedar ou trazer integração financeira para as suas operações. Então, a ZUP entra aí nesse contexto. E nesse contexto de tendência, de Embedded Finance, o quanto a gente pode prover? E olhando para essa tendência também de pagamento por aproximação, eu trago aqui o nosso crescimento no último ano, que foi...
absurdamente incrível. A gente encerrou 2025 com um TPV transacional de mais de 35 milhões de reais olhando para a nossa operação e o que alavancou realmente a operação foram as transações de TEP. Então foram mais de 21 milhões de transações de TEP to Pay.
E aí, quando você olha para a Azul, que fala mais, por que a gente está entrando nessa plataforma de tap-to-pay para o mercado? Por que isso está tão forte? Porque quando a gente atende o mercado, o nosso foco hoje para atender o mercado B2B é atender parceiros que têm ecossistemas de empreendedores abaixo e que precisam de soluções financeiras.
Então, esses parceiros que a gente acaba conectando, que é o nosso B2B, na verdade, a gente vai fazer uma esteira de B2B2C, né? Claro. Ou B2B2B2C, né? Então, porque no fim, eu tenho um consumidor na ponta que está usando esse pagamento, esse TEP, ou para receber ou para pagar, além de todas as outras soluções financeiras que a ZUP hoje tem como entrega de valor para o mercado.
A gente remove essa complexidade dessa cadeia tão louca, que vai de gestão de estoque, vamos botar bem basicão aqui, até, de fato, estou ali na ponta para o meu cliente final vendendo fornecedores diversos, taxas absurdas e tudo isso. Então, no mínimo, eu tenho não só uma visão de eficiência financeira, mas também de experiência melhor sendo construída para esse empresário, essa empresária, por exemplo, que está no seu dia a dia.
O consumidor, e aí falando aqui do consumidor lá na ponta, da pessoa física que vai no fim utilizar o serviço, ele quer comodidade, ele quer pagamento sem infecção, ele quer comodidade. Então, acho que o grande objetivo que a gente tem sempre como entregar uma proposta de valor é hoje, entregando...
A ZUP hoje entrega muito payments, serviços de pagamento. A gente está começando a se posicionar numa esteira de banking também e numa esteira de crédito. Então, a ideia é ser realmente essa plataforma One Stop Shop no B2B e atender esse consumidor final da melhor forma, sem fricção. Por quê? Porque hoje, até com a evolução do Pix, a gente entende que o que esse consumidor quer, ele quer pagamento com comodidade.
e sem fricção e, obviamente, pagando menos. Então, acho que essa é a nossa tendência, né? Olhando para a tendência, é a tendência do Brasil e é onde a gente está ancorando aí toda a nossa estratégia. E aí, só um outro ponto que eu acho que é importante trazer aqui, que quando a gente fala do uso de pagamentos por aproximação, pagamento de TEP, etc., a gente está esquecendo de um negócio importante no Brasil, que é o uso do cartão de crédito.
Então, evoluiu muito o Pix, mas o cartão de crédito ainda é uma preferência para quem faz pagamentos de mais valor, com tickets maiores, por exemplo. Ou até mesmo a classe mais alta da sociedade acaba usando mais o cartão de crédito, porque aí tem programa de loyalty inserido, tem uma série de benefícios que o Brasil acaba provendo. É um formato de cashback acontecendo, seja ponto, seja dinheiro em si e tal.
Exatamente. E aí acaba que isso vira, ele não sai dessa tendência. Então essa tendência de crescimento do cartão também, ela permanece porque eu tenho outros benefícios atrelados. Então no fim a gente acaba tendo que conectar. Se o cartão continua sendo usado, como é que a gente coloca o uso desse cartão dentro das nossas soluções de pagamento? Então acho que é nesse movimento que a gente está ancorado também. Perfeito.
vamos olhar um pouquinho pra frente. Eu fofoquei, gente, o perfil aqui da Marcela, eu fui fofocar, eu vi que ela tava lá no South by Southwest, que ela já publicou sobre a Mweb, e eu adorei a última fala também ali da M, e falar sobre futuro, ao mesmo tempo, talvez não seja falar sobre aquele futuro de 5 anos à frente, aquela coisa do plano plurianual, e a gente já vai saber que a tendência é essa ou aquela.
Tá meio difícil, mas vamos falar olhando um pouquinho agora pra frente. A gente olhou o retrovisor, olhou um pouquinho pra frente. O que vocês têm experimentado? O que vocês têm visto? Como tendências... Cara, isso aqui tá consagrado, tá indo. Tem coisas que... Semana passada a gente tava lendo sobre a agêntica e vai fazer pagamento e coisas assim. Mas é fumaça ainda ou é concreto? Queria ouvir um pouquinho de vocês que estão liderando e estão bem nessa ponta de lança.
O que vocês estão enxergando como tendência, próximos movimentos, olhar pra frente? Entendi que o embedded finance, que todo esse histórico, que toda essa construção de experiência é parte integrante. E aí, Patrícia, pá, pegando aqui o gancho, né? Já ia chamar de Patrícia. Pegando o gancho, vocês já estão construindo e expandindo, imagino, colocando essas tendências também aqui no radar. Como é que tá sendo, Marcelo? Vou puxar pra você primeiro aqui, então.
Como é que tá sendo, dado que você já falou lá do South by Southwest, né, recentemente nas suas redes, como é que tá sendo que você enxerga de tendências nesse mundo meio MWeb aí?
Eu acho que o que é legal, acho que o que foi legal que a Mweb trouxe, que ela trouxe em palavras, que não existe mais aquele planejamento de tendências de 5 anos, 10 anos. Era super comum. Vamos planejar os próximos anos, de repente, de um determinado setor, de uma determinada empresa. Nossa, toda minha jornada profissional, por muitos anos foi assim. Como é que a gente planeja o futuro e super estratégias a longo prazo?
Vocês lembram dos anos das carteiras digitais? Eu, como consultor, tinha aquela coisa, né? Todo mundo está fazendo carteira digital. Agora, todo mundo vai fazer, diga aqui, a nova tendência, né? Não, depois eu acho que esse é um bom gancho para a parte da carteira digital, porque ela trabalhou no PicPay. Mas aí, assim, olhando para a tendência. Gente, num cenário que a tecnologia avança na velocidade que avança, quando a gente pensa em chatbots de inteligência artificial, chat EPT, Gemini, dois anos atrás. Gente, não.
Não existia isso. Não era como é hoje. A evolução é muito rápida. A tecnologia transforma assim, muito rápido. E estamos aqui falando de um monte de pagamentos. O PIX foi muito rápido. Pensa em décadas de construção do pagamento por cartão de crédito que o PIX
Em cinco anos, superou, virou líder e ultrapassou tudo. Então, a tecnologia, ela acelera todos os processos. E a gente vem chegando, né? E aí você falou da era agêntica. A gente está chegando, caminhando para o pagamento agêntico, para a compra agêntica, para delegar a nossa vida para um agente de IA. Hoje...
Quem não, quem nunca, não conversa com seus agentes por uma série de coisas. Pra tudo. A gente conversa pra ajudar no trabalho, pra redigir texto, pra pedir até conselho, né? E acho que o South By falou muito disso. Tem gente até fazendo terapia, né? Tem gente até fazendo terapia no GPT de DEDA.
Exato, terapia, fazendo consulta médica, as pessoas estão fazendo tudo dentro do chat religião, que aliás isso foi uma das coisas que mais me impactou da Mweb, ela trouxe um aplicativo que é o Text with Jesus, que você fala com Jesus, Maria, todos os apóstolos, então a gente tem uma migração relacionar o nosso com a inteligência artificial, que é inevitável.
E pensando dentro do nosso setor de serviços financeiros, a gente está no começo dessa jornada. A gente hoje dá comandos para a inteligência artificial e o chatbot apresenta opções de compra, o que já impacta muito os e-commerces, já impacta muito o varejo. A venda na internet já está muito impactada porque não existe lógica de CEO, nenhuma dessas lógicas funcionam mais porque hoje essas plataformas precisam conversar com os chatbots de IA.
Então mudou toda essa lógica de busca. Mas hoje a gente usa muito ali para consulta e a gente vai lá e executa a compra. A gente ainda não delegou de fato. E aí a Pathy é a melhor pessoa para falar disso. Porque a gente vai chegar um momento que a gente vai delegar a compra.
E nesta delegação da compra, o pagamento pode sim acontecer automaticamente. A gente ainda não está lá, mas a gente acredita que na ZUP isso é um olhar de futuro e não é um futuro super longo, não é super longo, porque não demora tanto. Vou trazer um dado de pesquisa para jogar para a parte, mas a gente sabe que o brasileiro é o adopter de tecnologia, o brasileiro gosta de tecnologia.
O Bix, ele alavancou aqui muito rápido por isso, né? O pagamento por aproximação por isso, pagamento em Teponfone, porque a gente gosta de praticidade e tecnologia. Na nossa pesquisa, que a gente fez agora em abril, com o Brasil, ela tem representatividade no Brasil.
A gente perguntou para todos os brasileiros, a gente pesquisou das classes A a D, você sabe o que é um pagamento agêntico? E 85% das pessoas disseram que não. A gente ia para uma segunda pergunta, a gente explicava. Não, então deixa eu te explicar. Você delegaria a compra desse pagamento agêntico para um chatbot de você explicando o que você quer comprar? Enfim, a gente explica o que é. E 61% das pessoas disseram que sim, que usariam. Surpreendeu, confesso, não esperava.
esse dado, ele mostra que o Brasil vai ser pioneiro e que a gente vai despontar com essa tecnologia Paty, vai lá porque acho que esse é o maior gancho vou puxar o gancho porque a gente acaba, a Marcela foi para o SXSW eu estive na China, mas no início do ano eu também estive olhando um pouco para varejo na NRF que teve um tema, acho que o tema mais falado de todas as palestras foi não só pagamentos agentes, mas o agente que come-se, né?
E as empresas, obviamente, conectadas com o setor financeiro, como que iam desenvolver esse ferramental para o pagamento agêntico. E isso tudo, se a gente olhar um pouco para, olhando para a tendência, mas olhando também os hábitos de compra e de pesquisa hoje, durante muito tempo, as jornadas de compra eram muito baseadas em redução dessa fricção.
Então, esse era o tema que o varejo precisa evoluir, ele precisa evoluir em como é que eu melhoro o meu funil. Então, o retail, o varejo sempre olhou muito para a jornada. E essa redução de fricção, você clicava lá 20 vezes para conseguir chegar numa compra.
Hoje, esse clique de 20 passou a ser quatro cliques, passou a ser um clique. Então, essa evolução de um passado que não é tão passado assim, estamos falando aí de um, dois anos para cá, essa jornada de compra foi se reduzindo para melhorar ainda mais essa fricção, para aumentar a conversão.
E aí quando você olha para o teu hábito, porque isso não é só ferramental, isso é comportamental, quando você olha para o teu hábito, a pergunta é, como é que hoje você faz pesquisa na internet? Hoje, principalmente as gerações mais novas, não vão mais no Google.
A gente, às vezes, ainda usa. Talvez a nossa geração ainda use o Google para fazer algum tipo de pesquisa. Mas o Google acaba levando a gente para um link patrocinado, para alguma coisa que não é tão direcionada. As gerações mais novas ou os olho adopters que já estão usando muito o Google...
o próprio chat, GPT e afins similares, acaba colocando a pesquisa ali. Então, o pagamento, o agente que comer, não necessariamente o pagamento agêntico, mas o agente que comer, ele acaba levando esse consumidor para essa plataforma que é muito mais personalizada. Por quê? Porque essa plataforma que você está usando para fazer a pesquisa, ela é sua. Ela está baseada no que você já interagiu nesse conversacional.
Então, ele já sabe que o teu hábito de consumo, ele está muito mais direcionado. Então, um link patrocinado que vai vir para o Carlos, que vai vir para a Marcela, que vai vir para a Patrícia, não vai vir. Então, ele vai vir de acordo com o meu hábito de consumo. Então, essa mudança, ela é uma mudança que requer um desafio ferramental importante para as empresas. Obviamente que quem entrar à frente, né? E quem conseguir estabelecer essa conexão...
mais rápida de disponibilizar os SKUs, os produtos, etc. Para esse consumidor, vai sair na frente, vai sair nessa largada. Então, acho que tem várias empresas hoje do varejo já olhando para isso. Mas também deixa aqui um caminho importante de segurança, que precisa ser olhado de governança de todo esse processo. Então, não é tão simples assim. E aí, quando a gente fala de pagamentos agênticos, a gente vai estar, a ZUP vai estar com certeza no final dessa jornada.
que eu não considero nem final, porque eu acho que a jornada fica muito mais integrada na hora que você está falando dessa tendência de pagamento. E a gente vai oferecer em pouquíssimo tempo o pagamento agêntico para as empresas B2B no mercado. Então a gente já começou a olhar para isso, já estamos desenvolvendo, já tem uma grade de roadmap importante para olhar para o pagamento agêntico.
E não é mais, e aí fazendo até uma conexão com China, né? Não tem futuro mais. Essa palavra, ela não existe. Pelo menos aqui no iFood, na Azup e na Prozos, o futuro, ele não existe, né? A gente está trabalhando para um presente que muda a cada hora, né? Eu ouvi isso hoje na palestra do time lá de estratégia da Prozos. A mudança, ela não é daqui um mês, daqui três meses. Um pouco até do que a Marcela falou, né? Ela é daqui a horas.
Então, se a gente olha para a orquestração, por exemplo, trazida aí pelas novidades do OpenClaw, o OpenClaw, se você for pensar na versão, primeira versão que começou a ficar muito famosa dele, aconteceu depois do carnaval. Então, a gente está falando de o quê? Dois, três meses para trás? E quantas versões novas já saíram da ferramenta? Então, eu acho que o mundo está mudando muito rápido. Então, quando a gente fala de tendência, eu acho que tendência e futuro são palavras que vão começar a morrer, porque o tempo está muito acelerado.
E eu fico só com uma provocação aqui, que ontem até quando eu estava escrevendo um post ali para falar sobre China, a China e talvez hoje o ambiente que a gente está inserido aqui como prosos, a gente está numa vanguarda olhando para a tecnologia. Mas será que as empresas no Brasil estão caminhando nessa mesma velocidade de disrupção? Essa é uma provocação que eu trago aqui também, porque às vezes a gente está muito freak nessa...
nessa coisa do IA, de como que a gente vai disruptar e trazer realmente as melhores soluções para os consumidores. Mas será que todas as empresas estão com esse mesmo ritmo? Acho que fica aqui também uma provocação para a gente se questionar e até conversar com pessoas do mercado. Recentemente eu estive ouvindo sobre uma pesquisa que falava que 1,5% da população mundial já ouviu ou é uma consumidora assídua de IA. Ou seja, tamanho da oportunidade barra disrupção que a gente ainda tem, certo? Portia.
Sem dúvida nenhuma, a gente pode se agregar. Tem um risco aqui que essa tecnologia, que esse tipo de coisa pode trazer, no sentido de que poucos avançam e acabam sendo mola mestra do resto que está para trás. Mas eu queria trazer, aproveitando um gancho que você deu, Pathy,
de como é que é liderar nesse contexto. Vou trazer um pouco mais agora para os nossos CPFs aqui, a gente falou bastante de mercado, mas liderar nesse contexto de incerteza é diferente. Bom, diferente do que eu fui educado há, pelo menos, certo? Porque queira ou não, eu tinha lá aquele OKR do ano e o que a gente está falando aqui é que talvez olhar para um objetivo do ano já seja muito. A gente vai ter que rever isso ao longo do caminho, porque vai que, não é que eu não tenho uma visão de longo prazo, mas a execução passa a ser muito importante. A agilidade nunca foi tão importante.
Mas eu não tô falando de método aqui, né? Necessariamente. O pessoal, às vezes, pensa logo em squad. Não, a gente tá falando de realmente execução, aprendizado mais rápido. Isso tá dando certo ou não tá dando certo? Qual o caminho? Recentemente, a gente teve... A gente tava falando agora há pouco, o GPT anda testando, o EDs e tudo mais. Eu ia...
água. Foi horrível a conversão. Foi, né, tipo, beleza. E faz parte desse tipo de, vamos experimentar aqui. Mas não é edge ali, é outra coisa. Como é que tá sendo pra vocês essa mudança toda de estilo de liderança? Porque deu muito, imagino. Liderar um produto, liderar um negócio, no caso de vocês aqui, influenciar. E aí, no caso do papel de vocês, especificamente, certo? Estão o tempo todo influenciando e dando input.
do que vocês estão capturando do externo para times de produto, para times de operação. Como é que está sendo essa... Eu tenho uma empresa super estabelecida com compliance, quando eu entro no mundo de pagamento, eu não consigo não pensar em todo aquele arcabouço de compliance, de preocupações que a gente tem. Ao mesmo tempo, eu sou do tempo que a gente mandava arquivo KNAB para lá e para cá, TXT lá para o banco para pagar, aquelas coisas todas, já codifiquei esse tipo de coisa.
Aí, ao mesmo tempo, agora eu tô vendo essas mudanças todas e eu bato com aquele, pô, peraí, mas às vezes eu levava um mês só pra conseguir definir um template de uma interface pra gente juntar a senha Bima e o K7A4, agora a gente tá falando de uma outra pegada. O que tá sendo pra vocês essas mudanças todas aqui e dar esse push, que é uma coisa que eu sei que tem bastante na empresa de vocês, certo? Não tá sendo, sim. Pergunta fácil. Bom que a pergunta é fácil.
Eu vou dar um exemplo da própria Zup, vou contar uma história da minha atuação direta em marketing, da própria Zup. Bom, eu estou à frente do time de marketing e faço ali uma série de produções, de comunicações, de vídeos para mercado, exemplificando, tangibilizando as nossas soluções.
Um dos meus primeiros entregáveis de Zup, antes de aquisição de iFood e tudo, três anos e meio atrás, foi fazer ali uma campanha, um shooting, né? Que a gente tinha que fazer, enfim, segurando maquininha de pagamento e tal. A gente tinha um escritório no Rio na época, bucou o escritório, fechou o escritório, contratou uma série de modelos.
Pagou direito autoral para essas modelos, maquiador, pensou no look, enfim, stylist, qual é a roupa que as pessoas vão utilizar. Toda uma produção, 30 pessoas envolvidas para gravar campanha, fazer foto de campanha. Gente, acabou. Tudo ia. O mesmo time que apoiava e fazia essa produção junto com uma agência lá atrás.
Mesmo as pessoas. Pessoas que estão no meu time até hoje, que eu libero, hoje, tiveram que fazer uma série de cursos, se profissionalizar, aprender, e a gente faz isso full e sem nenhum humano real. Mantendo uma baita qualidade. E fica idêntico. E fica incrível. E fica muito mais barato. A gente não renova direitos autorais, nada. Então, assim, em marketing, liderar em marketing, escrever textos, né? Pensar em escrever textos. O uso de IA é obrigatório.
Ele faz parte, o profissional A gente trabalha no E-Food, o E-Food super incentiva Isso tá por trás de toda a estratégia A gente tem meta de IA, a Paty vai falar Melhor disso, mas não existe um profissional Hoje na área de marketing Que não esteja utilizando IA Em todas as frentes, mudou tudo É muito mais rápido Upskilling não é opção
é opção, é obrigatório. Eu acho que tem muito o que o mercado está pedindo, o que a evolução da tecnologia que a gente está vendo no mercado, mas hoje a gente está inserido, e eu acho que a Marcela trouxe muito bem a questão de ZOOP e iFood, a gente está inserido num contexto, talvez mais...
não sei se a palavra é agressivo, mas um pouco mais forte em relação a essa evolução de IA. Então, ela não é opcional. Hoje, dentro do iFood, dentro da Proz, dentro da ZUP, ela não é opcional. E eu acho que tem um desafio importante aqui, né? Hoje, até trazendo um pouco... A Marcela hoje lidera, está comigo, liderando o time de marketing da ZUP, mas acaba tendo uma influência muito grande nos outros mercados do iFood, porque a gente acaba trabalhando muito cross iFood, né? Não é só olhando para a ZUP.
Então, tudo que a gente faz aqui dentro, a gente também tem uma... Acaba tendo uma influência, ou influenciando ou recebendo influência muito também do resto do ecossistema. E hoje, olhando até para o meu papel como líder para toda essa jornada, então, até explicando um pouco que eu olho desde o marketing até a rentabilização desse cliente, então, eu trago o cliente, então, eu tenho um time que...
conversa com esse cliente que ainda nem é cliente, que ainda é um prospect, que é muito o papel que a Marcela hoje faz de como interagir com ele para gerar atração, para gerar atratividade, para esse cara entrar, converter. Então, tem um time comercial que converte. Então, depois a gente implanta, rentabiliza e atende. Então, toda essa jornada do cliente que hoje está sob a minha gestão, ela precisa ser empatada.
adaptada pelo uso do IA, de ponta a ponta, end to end. E aí eu te trago aqui, que é um desafio, porque eu cheguei aí no iFood tem um ano e oito meses e mudei o time todo, trouxe pessoas novas do mercado, tirando a Marcela que já estava, e esse time, mas que entrou super no esquema, né?
Mas tem três anos e meio também, né? Também é pouco tempo, exato. E todo esse time novo que chegou veio de empresas tradicionais. E aí, quando você pensa que você tem um time que foi formado de 15 anos, 10 anos, 20 anos de empresas tradicionais, como é que você coloca a disrupção na cabeça e na rotina de todo mundo? Então, hoje é um desafio para mim. É um desafio para mim como...
profissional, então eu acho que é o que você falou, a gente está acostumado com outra dinâmica de gestão. Era mais confortável ter um futuro previsível, previsto, vou botar assim. Previsível nem tanto, mas previsto, pelo menos. Mas previsto, mas ao mesmo tempo eu venho falando muito com o time que eu gosto muito de atalho.
Eu adoro um atalho. Eu acho que os atalhos facilitam muito a nossa vida. É claro que a gente, em vários momentos, precisa se aprofundar, né? A gente precisa se aprofundar nas coisas, mas quando você precisa de resultados rápidos, o atalho te facilita. E o IA é um atalho. Você saber trabalhar com o IA é um atalho. Então, eu falo muito para o time. Como é que a gente vai conseguir evoluir? E tem que ser... Não é top-down, né? Não é...
bottom-up, não tem isso. É todo mundo realmente usando e se desafiando todos os dias para esse uso. E no iFood, a gente tem muita influência não só para aprender, para fazer curso, para se profissionalizar no uso de IA dentro de casa.
mas de ser incentivado, tem competição, tem uma série de incentivos hoje dentro da empresa que fazem as pessoas, inclusive, competirem por quem aprende mais rápido, quem implanta mais rápido, quem usa os agentes mais rápido. Então, acho que esse é um foco importante da empresa e que traz toda essa disrupção para quem está dentro do iFood e, inclusive, para o que a gente pode oferecer para o mercado em termos de produto.
Queria reforçar aqui, porque, né, te ouvindo e, no mínimo, a gente já tem uma quebra de... uma vulnerabilidade, uma quebra daquele mito, sabe, do, meu Deus, eu sou liderança e eu sei tudo. Foi muito legal ouvir de vocês, porque é o contrário disso. O tempo todo tá se colocando à prova. É desconfortável e tem que ser, porque senão a gente realmente não inova, né, aquela coisa. Inovação...
vem de a gente estar resolvendo o problema de um jeito diferente e, ao mesmo tempo, criando esse ecossistema em que, de alguma forma, é seguro a gente não só tentar acelerar. Uma segunda coisa que eu quero destacar aqui, eu tenho visto muito isso, as pessoas querendo usar IA, mas de uma maneira ferramenteira. E aí fica uma discussão insana, porque a pessoa não pensou, não repensou o seu processo, a sua forma de fazer. Conectando, Marcela, também com o que você falou.
Não é sobre só chegar ali, só hora da vida, eu digo aqui, a ferramenta de geração de vídeo e botar para gerar. Não, o processo inteiro de produção mudou a forma de pensar. Como a gente testa mais rápido, como a gente... Não precisa só de headcount mesmo, que seja temporário ali, para fazer isso. Como é que a gente consegue realmente ser mais exponencial? Muito lindo de falar.
mas extremamente desconfortável de fazer. Então, muito, muito, muito legal. Ao mesmo tempo, eu quero trazer uma outra ponta. Regulação. Porque inovação e regulação são antagonistas. O atalho é uma forma, mas, ao mesmo tempo, o atalho continua lá, né? O regulador batendo e dizendo pra gente, não, peraí, isso aqui não pode e tal. Como tem sido mesmo dentro do contexto de marketing, do contexto que vocês estão inseridas aqui, de monetização e de tudo mais, conseguir experimentar isso...
respeitando ali os atalhos, mas andando a inovação, eu brinco sempre que o Uber era proibido, certo? Porque a gente tinha táxi. Mas ele meteu na cinza ali, uma inovação hoje, assim, a gente vai viver sem Uber. Vou falar por mim, pelo menos, né? Normal. Uber, Uber Eats, aqui no caso eu que moro fora, ainda uso bastante também. Mas como é que tá sendo pra vocês equilibrar um pouco desse patamar aqui de sim, bater nos atalhos mas sem cortar o que não pode ser cortado. Vocês estão
usando salvaguarda. Outra pergunta fácil. É bom que eu estou só jogando pergunta fácil para você. Eu até perguntei se a Paty queria começar, mas eu posso dar meu palpite inicial aqui. Regulação para mover dinheiro, para pagar, é muito sério. E a gente é regulado pelo Banco Central, é regulador independente e ali não tem atado. Nível épico.
Não existe atalho na regulação. E acho que a gente está num momento legal de discutir isso quando a gente pensa em todo esse movimento que o próprio Banco Central vem fazendo em relação à atuação de algumas fintechs, atuação do Banco Master, a lavagem de dinheiro. Então, existe todo um movimento do Brasil de digitalização da economia, redução do dinheiro em espécie.
e uma série de ferramentas, são vários ferramentais, para que a gente controle a origem e o destino do dinheiro e que a gente tenha rastreabilidade disso. O Banco Central está atuando nisso de forma muito intensa. Nós somos regulados pelo Banco Central, temos hoje a licença de instituição de pagamentos, e assim, não tem atalho ali. A gente segue todas as regras. A inovação é uma inovação de usabilidade, de UX.
de a gente ter uma ferramenta de, por exemplo, pagamento agêntico para conversar com a gente que comer-se, mas isso é muito na usabilidade, na facilidade, na linha de frente de quem usa, do consumidor. A gente chega no consumidor por meio dos nossos clientes, mas o nosso foco principal é facilitar a vida desse consumidor que está na ponta.
e gerar mais lucratividade para o nosso cliente que precisa vender mais, atingir níveis de fidelização, uma série de coisas. A tecnologia e o que a gente tem de atalho e o que a gente tem de atalho está nesta camada. A camada do regulador, óbvio que a gente vai usar, e a prevenção, a lavagem de dinheiro, o cruzamento de dados, uma série de coisas.
Mas o regulador, ele está olhando para tudo. E ele é, como é que eu posso dizer, o arcabouço mais tradicional de olhar para essa operação que move dinheiro. Convenhamos que o regulador brasileiro, e aí fazendo um Yes End aqui com você.
inovador, inovativo. É claro que a gente sabe que também tem uma camada de controle. Ao colocar o Pix, ao colocar contratos digitais, que é um assunto que tá rodando, ainda não foi, mas tá aí, drex da vida rodando pra ser feito.
a gente sabe que tem uma camada de controle facilitada aqui porque você está tirando elementos de lavagem de dinheiro que antes existiam. Porém, e aí trabalhando com o sistema financeiro há muitos anos já, é um setor difícil, voltando um pouco na liderança e de quebra de paradigmas aqui, porque era aquele setor que está cheio de quebra-molas, está cheio de lombadas, digamos assim. O compliance, um amigo meu que é de compliance, ele falava sempre, cara, o auditor interno bom é aquele que instala uns bons quebra-molas no meio do caminho para a galera ficar atenta.
Mas se inovação, velocidade, isso, queira ou não, vocês são influencers, digamos assim, dentro da organização, de conseguir, beleza, mas a gente pode experimentar sem disruptar nada aqui, nesse caminho. Por isso a pergunta, e Pathy, jogo pra você aqui, mas vocês estão explorando, né, mesmo, porque é isso, e obrigado, Marcela, pelo reforço aqui.
Acho que a Marcela explicou super bem o nosso posicionamento e eu falo sempre hoje liderando times comerciais que estão trazendo essas empresas como parceiros. A gente perde negócio hoje e perde com consciência porque a gente está seguindo a regulação. Então, tudo que a gente vai fazer e que a gente precisa testar no mercado pensando em inovação...
A gente está super atrelado porque existe hoje dentro do iFood e principalmente respaldando toda a nossa estratégia, existe o Banco Central por trás, estabelecendo esses boundaries ali, os limites.
Hoje a gente perde dinheiro, e eu falo facilmente aqui, porque hoje eu estou com a operação da receita na mão, a gente perde dinheiro consciente para não fazer o que não pode ser feito. Então acho que essa questão ética é extremamente importante dentro da ZUP, dentro do contexto do iFood, e é o que a Marcela trouxe aqui no início, a gente está passando dinheiro das empresas aqui pela nossa transação.
pela nossa plataforma. Não dá para esse consumidor não ter confiança, não dá para esse parceiro não ter confiança no processo. Então, hoje, esse processo é muito transparente e totalmente vinculado ao que precisa ser feito e que vai ser feito, porque ainda tem muita mudança para acontecer esse ano em relação às fintechs e que a gente está já se antevendo para resolver. E eu acho que aqui a gente traz, inclusive, uma mudança que aconteceu na ZUP nos últimos dois anos,
de uma reestruturação, inclusive, desse público que está dentro da ZUP. Então, quem são as empresas hoje que estão dentro da ZUP? A ZUP tinha, até dois anos atrás, uma média de mil clientes ativos, do SMB, de um pequeno cliente parceiro, até um grande cliente banco, por exemplo. E hoje a gente vai focar, a gente está focado em 100 clientes, a gente vai focar em 50.
Isso dito por alguém que cuida do funil da empresa. Então, assim, já fala por si, certo? Então, qual que é o nosso objetivo? A gente vai trabalhar com quem hoje vai entrar no esquema da regulação, quem vai estar pronto para desenvolver infraestrutura.
para poder atuar nesses ecossistemas de empreendedores. Então, empresas que são pequenas e que não têm essa capacidade hoje de desenvolver tecnologia e infraestrutura, a gente não quer hoje aqui. Por quê? Porque a gente sabe que lá na frente a gente não vai conseguir atender esse consumidor.
Então, hoje, o nosso go to market está muito mais voltado realmente para grandes players que tenham aí um grande ecossistema de empreendedores e de consumidores abaixo e muito pensando que a gente tem que ser muito sniper para trazer o cliente certo e dentro das regras que hoje o Banco Central exige da gente hoje de forma regulada e correta dentro do iFood.
E eu queria fazer mais uma meta-observação, talvez, aqui, que é isso, né? Tipo, como também a capacidade da liderança de tirar a distração da frente, e é nosso papel, e, por exemplo, cara, essa é a nossa persona, o nosso conjunto de personas, é aqui, é pra lá, então a gente vai reduzir. Com cabeça de comercial que tenho, como um empresário aqui tem, dá um certo, meu Deus, chega a arrepiar. Tipo assim, caramba, eu tô, de alguma forma, reduzindo a base de clientes. É, mas faz sentido.
É importante, então, muito legal esse exemplo também, porque ele é disruptivo per se, as empresas não estão acostumadas a fazer isso, certo? Bom, vou falar da minha carreira como consultor, boa parte do que a gente tenta ensinar muitas vezes é isso, é tipo, cara, foca, objetivo, não adianta ter 15 OKRs, não adianta ter 20 objetivos, qual é a tua estratégia que está por trás? Então, não é porque o mundo está cada vez mudando mais rápido que a gente não tem que ter, de novo, uma visão um pouco mais consolidada.
passou muito rápido e eu queria, talvez, pelo menos com uma mensagem final aqui, para a gente ir para os finalmente, se trouxesse um pouquinho de inspiração, mensagem final, tem muita gente ouvindo a gente que está buscando, vocês sabem que vocês são exemplos?
Eu tenho uma filha mulher aqui e lideranças executivas, mulheres, são exemplos, são poucas ainda, infelizmente, que a gente tem no mercado. E eu queria que vocês passassem uma mensagem aqui para quem está ouvindo a gente, para as pessoas que estão nos ouvindo, e estão galgando, estão ali na sua carreira, estão galgando, estão crescendo. Uma mensagem final para elas, para quem ouve a gente aqui. Pode ser? Fácil, mais um pedido fácil, só para completar os pedidos fáceis que eu fiz hoje aqui.
Carlos, mas eu adorei. Esse pedido é o que aquece o coração. Bom, eu aqui hoje como mulher, líder mulher, no mercado de serviços financeiros, um mercado majoritariamente masculino, sou mãe, então considero que o meu recado final e o que eu queria deixar é que em toda a minha jornada, e aí vou voltar para o propósito,
Fez sentido o trabalho quando eu estava ligada a um propósito. Quando a gente trabalha, a gente tem que trabalhar por algo além e algo que nos alimente. Então, hoje o que me move é tornar mais fácil pagar, mover dinheiro de uma forma confiável, dar acesso a isso a mais pessoas num país que tem suas dificuldades de acessibilidade, principalmente, como eu falei no começo, dos desbancarizados.
ser uma líder mulher nesse mercado, quebrando todos esses paradigmas, eu lidero um time que é um time diverso, faço questão disso, trabalho por isso. Então a minha mensagem é você ter esse propósito sempre, em todas as suas ações, você ter o seu foco, que é o seu foco pessoal, e trazer esse foco pessoal para o trabalho, porque o trabalho não vai fazer sentido por si só, se você não estiver dentro do seu propósito.
O CPF precisa influenciar, né? O CNPJ, não tem jeito. Não tem jeito, não tem jeito. Acordo super. Eu vou muito na linha da Marcela, porque eu acho que a gente acaba se conectando muito, né? Eu tenho hoje no time, meu time é 50-50, mulheres e homens.
Só que eu não contrato, não tem esse negócio de cota, ah, é porque eu quero trazer uma mulher, não, não tem isso. A gente realmente, hoje, o meu escopo para a contratação, ele é pelos skills, né? Então, vai entrar quem tiver o melhor skill. É lógico que eu, por ser mulher, eu fico, putz, mas eu queria tanto mais uma mulher no time, se eu pudesse...
tinha várias, né, a Azul já estava aí com muito mais mulheres, inclusive, na liderança. Mas eu acho que aqui, um pouco na linha do que a Marcela falou, e para agregar um pouco da minha jornada, eu acho que a gente realmente precisa, né, o trabalho precisa estar conectado a uma missão, né, então, assim, a Marcela falou de propósito, eu vou nessa linha também do propósito, missão.
A minha é transformar. Então, acho que ao longo da minha carreira, eu acabei, quando você começa a olhar para trás e pensar o que eu entrego para o mundo, o que eu entrego, na verdade, para as empresas que eu estou entregando para o mundo. Porque o CPF, ele é um só.
Então, quando a gente está numa empresa, a gente não está, ou pelo menos não deveria, está se fantasiando de alguma coisa e passando uma imagem que não é uma imagem real. Então, como é que eu posso contribuir para esse mundo? Eu, Patrícia, posso contribuir transformando. Transformando processos, transformando pessoas, transformando a tecnologia, transformando o meu cliente, levando para ele algum valor a mais. Então, hoje o meu propósito é esse, é transformar. E...
quase que esquecendo que hoje eu sou mulher, né? Porque eu entrego esse valor para o mundo. Sendo mulher, se eu fosse homem, o valor ia ser o mesmo, né? A minha capacidade de transformação seria a mesma. Então, o que eu posso falar aqui para quem está ouvindo a gente e principalmente para as mulheres que estão ouvindo a gente, não desistam e existe espaço.
É difícil, mas existe espaço em altas lideranças para que a gente possa ocupar. De novo, não é fácil. Ainda a gente sabe que a gente está lendo várias pesquisas de que ainda vão levar muitos anos para a gente ter uma alta liderança muito mais inclusiva e olhando para...
pra minorias, e se eu posso colocar aqui mulher como uma minoria, mas eu acho que não desistir, porque as outras gerações que estão vindo, estão vindo mais fortes e de novo, não trabalhe só pelo trabalho, trabalhe por uma missão e estabeleça qual que é o seu propósito ou sua missão, porque com certeza você vai chegar muito mais longe. Muito, muito, muito muito obrigado, e é isso, eu acho que eu não posso falar absolutamente mais nada, porque não precisa tá dito. Obrigado gente obrigado você que ouviu a gente até o final
Este foi mais um episódio do Love the Problem, o podcast oficial da K21 e da Nowhere. Se você curtiu, compartilhe. Inscreva-se no seu agregador de podcast favoritos e espalhe conhecimento por aí. Procure por Love the Problem nas redes sociais e deixe seu comentário ou sugestões. Até o próximo!
Esse podcast foi editado por Aerolitos, edição inteligente.
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