Programa do Barró - Hassami
A Primeira vez dele em um podcast e ja chegou dando uma exclusiva, Hassami viralizou na internet com o seu vídeo na estação de metrô, e agora não para de tirar foto com a galera que o reconhece na rua. o rapaz conhecido como o segurança do metrô veio falar um pouco da sua história e mostrar toda a sua beleza, claro.
- História de HassamiMudança para São Paulo com 600 reais · Experiência no Haiti · Trabalho voluntário na Igreja Batista · Transição de carreira para publicidade e moda · Desenvolvimento de identidade e estilo
- Carreira como modelo e influenciadorDesafios e expectativas na carreira de modelo · Diferenças entre modelo comercial e fashion · Impacto da pandemia na carreira · Ascensão como influenciador digital · Oportunidades e reconhecimento
- Segurança no Metrô e o viral do vídeoRotina e desafios como segurança do metrô · O incidente viral na estação de metrô · Reflexões sobre segurança e valor da vida · Atendimento a pessoas com necessidades especiais · O caso do rapaz preso entre as portas do trem
- Valores pessoais e filosofia de vidaA importância da humildade · O lema 'Não faça com o outro o que não gostaria que fizesse com você' · Agradecimento aos pais e educação recebida · Acreditar nos sonhos e não desistir
- O futuro e aspiraçõesEstudar teatro e atuar no mercado · Ser um influenciador que inspira · Alcançar objetivos e superar expectativas
- Experiências em São Paulo vs. Rio de JaneiroAdaptação à vida em São Paulo · Preconceito e racismo no Rio de Janeiro · Educação e tratamento em São Paulo · Interações com diferentes classes sociais
Começou, gente, mais um programa do Barró. E nós estamos na nossa comemoração de 10 anos do programa. 10 anos do programa do Barró. E hoje é uma exclusividade total. Eu nem acredito. Eu acho que vou ter que limpar os banheiros da casa dele para apagar esse momento. E não é que ele veio mesmo a primeira vez dele num podcast. É. Primeira vez dele, lógico, aqui no programa do Barró. E eu estou comemorando meus 10 anos. E obrigado que hoje foi um dia de festa.
Muito obrigado. É isso, Barró. Que você atendeu a esse pedido aqui. O prazer é meu, né? Muito obrigado.
Seja bem-vindo. Muito obrigado, Barró. E foi o que a gente já tinha conversado, né? Foi algo muito, assim, do nada. E você me chamou pra gente fazer o podcast muito antes de tudo isso acontecer. Então, não tinha como não participar. Ah, muito obrigado. E estar aqui te conhecendo, conhecendo o seu programa, participando do seu programa. Eu que agradeço o convite.
Sei, e você volta aqui quantas vezes você quiser. Quem fala assim, ah, você trouxe esse cara de novo, vai vir de novo. Quem reclamar, você vem sempre. Porque o legal do programa ser do Barró, que o Barró chama quem ele quiser. É, do Barró, né? Você entendeu? Por exemplo, vamos falar assim, Guilherme, ah, porque você não vai pra manhã emissora, porque você não faz isso. Ele falou, não, vou deixar eu fazer um terço do que eu quero.
Eu falei, imagina. Eu falei, ah, eu quero chamar tal pessoa. Não pode, tem que ser esse aqui. Ele falou, não, ninguém me manda.
Eu ouvi essa forma de falar no Rio A mulher falou pro cara, não, ninguém me manda Eu falei, então gostei desse ninguém me manda Se tem isso aí, carioca, não tem essa E ele é carioca, inclusive, tá aqui com a gente hoje Mas antes de tudo, vamos fazer a linha do tempo Como eu faço com todo mundo Vamos lá, que é a primeira vez que a gente tá conversando assim O Hassami Eu ia falar Lucas, pode falar Lucas Se sair sem querer? Pode, pode
Ô, Samy, você, claro, veio pra São Paulo em 2020, como você falou, mas você veio como todo mundo, olha, eu vou sair da minha cidade, eu vou pra lá também porque eu sei que tem oportunidades, vou fazer meu trabalho e tal. Foi isso que você veio. É, sim, Barral, só que eu vim desde então com a proposta de trabalhar com a minha imagem, trabalhar com publicidade.
Eu já tinha viajado para o Haiti, passei um ano no projeto voluntário lá. E aí, quando eu retornei, foi onde eu me identifiquei na área da publicidade, participei de um concurso de beleza e alguns amigos também já me influenciaram. Pô, você tem um perfil legal, diferente, porque você não tenta ser modelo. Participei de um concurso de beleza e conheci a Booker, da agência que eu...
faço parte, e me chamaram para vir para São Paulo. Ela falou, você tem que vir para São Paulo, que lá que é o mercado, seu perfil é bom para estar lá. E aí eu conheci um amigo no Haiti, ele me recebeu aqui na casa dele na época, e ele falou a gente conversando, eu falei, mano, eu quero investir em publicidade, ser modelo em São Paulo. Ele, mano, junta uns 3, 5 mil, quanto você conseguir, você não vai pagar aluguel aqui.
E vem. E eu consigo juntar 600 reais e vim. Com a cara e a coragem. 600 reais. É um sonho. É verdade. Se isso fosse antigamente, como as pessoas falavam, né, Guilherme? Ia ser no pau de arara, né? Ia vir num ônibus pau de arara. Com uma marmitinha com farofa e tudo no maior barato.
E assim, graças a Deus. Cara, loucura que você fez. Pô, foi muito. Foi muito. Loucura. Eu lembro que no primeiro mês, assim, aí respondendo o trabalho, os castings e tal, achando que, né, nossa, eu já vou fazer uma grana, já vou me estabilizar. E não foi acontecendo. Eu já dormia acordado daquele jeito. Nossa, chegando e já vou ser modelo, já vou pegar campanha e tal. Até aconteceu de ficar editado nas primeiras campanhas que eu participei de casting.
E com cachês de 10, 20 mil. Falei, nossa, então já chego aqui, pego um cachê desse, já vou me estabilizar. E nada, não fui passando, não fui passando, não tive essa oportunidade. Meu Deus. E aí fui trabalhar até em shopping, pra poder me manter aqui. E assim eu meio que ia viver esse sonho da publicidade, que foi onde eu me encontrei. Diferente do que a região dos lagos proporciona, a maioria dos meus amigos que ainda estão lá, trabalham com petróleo e gás. E eu nunca me identifiquei com essa área.
E eu me encontrei ainda mais quando eu voltei do Haiti. Então eu falei, cara, é isso. Vou seguir nessa linha que eu acredito que eu tenho um potencial. E vou tentar. Mas nada é assim. De dia pra noite, fácil. E hoje estamos aqui. Cara, você falou do Haiti. Agora eu pego um gancho. Porque aqui a gente vai pra trás, pra frente, pra um lado, pro outro. Não tem padrão, não tem frescura. Pra um não ser que não tem frescura, eu vou pegar a paçoca.
Pode pegar se quiser também e comer. Ele vai comer a paçoca. E aí, cara, a gente vendo você falar sobre o Haiti,
Por que você foi parar lá? Você também foi jogar futebol com alguém ou não? Não, eu participei. Só por uma questão de curiosidade. Não, eu fiz um projeto voluntário pela Igreja Batista, que eu frequentava na época. Entendi. A gente tem um projeto voluntário. Você foi embaixador do rei também na Igreja Batista? Fui, fui. Uma vez embaixador, sempre embaixador do rei. Ele participou, que legal. Ia ser conselheiro, fui embaixador-chefe, tive todo esse contexto dentro da igreja. Como que chama aquele que vai todo mundo lá no Rio de Janeiro?
No sítio do sossego? No sítio do sossego, na região, né? Casimiro, cresci no sítio do sossego, cresci na embaixada ali. Eu mesmo, você foi embaixador. Meu Deus, olha que coisa. É que hoje eu já não me encontro mais na religião. Mas foi a minha base de vida ali, de ensinamentos, de valores. Foi dentro da igreja.
E aí você foi parar no Haiti por causa disso? Não propriamente pelo embaixador, pelo projeto, mas era porque era um projeto da Junta de Missões Mundiais, que é uma organização dentro da Igreja Batista, e eles têm esse projeto de jovens que se voluntariam para passar um tempo. E na época eu já fazia curso técnico, mas eu estava muito voltado com o compromisso com o cristianismo.
E ali eu entendi que, eu entendo que tudo que aconteceu foi porque foi essa permissão de Deus na época, foi esse direcionamento que eu tinha de... Eu não conseguia focar em outras áreas porque eu vivia muito isso, essa questão de ajudar as pessoas e trabalho voluntário. Eu queria muito viver isso. E aí eu fui me candidater para ir, conseguir correr atrás, tive apoio da igreja, das igrejas de batista ali da região, para eu ir para o Haiti.
E aí eu passei um ano lá, num projeto voluntário, ajudando ONGs, casas, lares, que é diferente de orfanatos, mas alguns orfanatos também, de outras igrejas que lá também fazem um serviço voluntário. Foi muito bacana. Assim, foi o meu grande divisor de águas como ser humano foi no Haiti. Sim, eu acho que foi isso. Isso mudou em alguma coisa de você? Mudou. Como pessoa, né? Você tem um outro olhar de... Isso. Olha, é...
Eu entendeu o que é o amor ao próximo, mas eu queria dizer que eu ia usar uma palavra estranha. O amor ao próximo, o amor a Deus, o amor a mim mesmo, a minha cor, a minha raça, o meu contexto de pessoa dentro da sociedade, o que eu posso influenciar, o que uma família pode influenciar, tudo isso, eu tive esse contato.
E eu aprendi no Haiti. Foi a minha virada de chave. Hoje eu vivo mais uma, mas a primeira foi no Haiti. Eu voltei uma outra pessoa. Tanto que depois de lá, que foi onde a minha vida mudou completamente. Por exemplo, eu sempre cresci nesse contexto da igreja, de não incentivar um pouco a vaidade.
beleza, eu já ouvi pessoas de falar, mano, por que você tá andando sem camisa? Porque outras pessoas podem te olhar e, tipo assim, te desejar e pecar e eu ficar naquela retraído de depois entender que, pô, mas na época que eu tava na igreja, se meu corpo é templo do Espírito Santo, treinar e ter um resultado corporal é simplesmente sim
algo que agrada a Deus, só que aí se eu ando sem camisa na praia aí é vaidade, aí eu comecei a discordar de algumas coisas e isso foi após o Haiti, que eu consegui entender o que era o amor de Deus o que era graça, que saia do desejo, exatamente nada a ver
Com a outra, né? Olha, o negócio tocou aqui. Ele falou do celular aqui, eu acabei de deixar tocar. Mas que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Nossa, muito interessante. Aí ali foi o divisor de águas, onde a galera... Ah, eu comecei a falar que era isso. Onde eu tinha esse contexto, onde eu falei, nossa, vou pro Haiti, vou voltar, vou virar um pastor, um missionário. As pessoas também criaram essa expectativa da minha região sobre isso, porque eu vivia muito isso.
Só que eu tive esse divisor de águas, e ali eu mudei a minha cabeça. Eu falei, pô, eu quero investir em mim, eu quero...
me conhecer, eu quero trabalhar com a minha imagem, eu quero me desligar um pouco desse âmbito da igreja religioso e viver a minha vida, porque eu sempre vivi em prol da igreja. Eu nasci do criado em lar evangélico e eu cresci a vida toda dentro da igreja. Nos 24 anos após Haiti que eu fui...
Começar a me afastar um pouco da igreja, na igreja, tipo, organização, mas não da minha fé em Deus, que até hoje eu tenho, mas não estando mais como membro de uma igreja e tal. Sim. Mas aí também tem aquela coisa, você já era aquela criança que já se vestia diferente também?
Não. Você falou da questão da beleza e tudo, mas você também era desse, peraí, mãe, não tá combinando essa causa com essa roupa. Não, não, zero, zero. Você já não tinha isso? Não, não tinha. Era o que minha mãe falava e era isso. Tanto que, assim, eu tenho até um vídeo na minha rede social que foi uma trend que fizeram, né? De quem perder fica com o fulano.
E eu peguei essas fotos antigas que estão no meu Facebook de como eu me vestia. Zero padrão, zero estilo, zero identificação. Acho que tudo isso cresceu muito com a rede social, principalmente depois da pandemia. E assim a gente passou a ter referências, porque eu acho que até então nós não tínhamos essa referência. A galera preta não tinha essa referência.
Então, tinha assim, nos anos 2000, os rappers dos Estados Unidos, mas a gente não tinha visivelmente ali pra gente. Então, eu cresci sem ter o meu estilo, sem ter a minha identidade própria. E eu era preto padrão, careca, né? Meu pai sempre cortou meu cabelo baixo, então sempre foi isso. E me olhar também como uma pessoa bonita, como um cara preto bonito, também não tinha.
Não tinha. Você não tinha essa ideia? Não tinha, não tinha. Eu lembro, assim, na adolescência mesmo, as brincadeiras, né? Três beijinhos e, sei lá, a salada mista, entre outros. Ninguém me escolhia, ninguém, né? Eu não participava, um que eu também era... Mas será que eu tô imaginando agora? Imagina a cabeça dessa menina. Nossa, de algumas, de algumas. Imagina essas meninas da sexta série que falam assim, olha, depois a gente conversa e depois nunca chegou. Imagina essas meninas agora te vendo agora, cara. Imagina. Então.
O que é só engraçado, eu falo assim também, Barrol, é que na adolescência, quando seria mais essa idade de desenvolver, né? Tipo assim, a sexualidade, de ficar com as meninas, eu também já tinha, já era criado como embaixador. Então, eu sempre evitava esse tipo de situação. Entendi. Eu já não tinha essa segurança. Teve uma Maria Joaquina também nessa coisa da... Você já teve uma Maria Joaquina? Ah, depois, na época da igreja, eu tive uma primeira namorada já com 18.
Não, primeira... Não, eu tô dizendo, Maria Joaquina, assim, você gostou de alguém que não tava te dando bola. Ah, não, já teve, já teve.
Na escola tinha um monte, né? É, gostava de alguém, mas além de eu também não conseguir ali desenvolver pela timidez. A cara olha pra essa câmera e fala pra ela, chupa! Não, mentira, as weiras podem falar isso. Fala assim, chupa, olha que me tornei hoje, né? Não, mentira, brincadeira. Você viu por que não é ao vivo esse programa? É uma boa, né, barro? Caraca. Você viu por que não é ao vivo? Eu quase falo também, né? Já, opa.
Mas é, assim, pelo menos eu nunca fui de tomar fora por isso, pelo menos. É porque eu realmente também não chegava. Então, assim, acho que algumas pessoas... É porque a maioria da galera da minha geração de colégio e tal já tá casado também. Sim, sim. Então algumas poucas pessoas que me seguem, eu já, assim, me acompanho. Nossa, mudou, né? Caramba, você tá diferente. Falei, é, pois é, que bom. É que o tempo...
Que a roda gira, né? É verdade, é verdade. E aí, então, você bateu firme o pé nessa coisa da questão da moda, da questão da beleza, quando você já veio pra cá. Quando foi com esses 600 reais e o sonho aí.
É, pra trabalhar. Praticamente foi isso. Agora eu decidi que é isso aqui pra minha vida. Quando eu voltei do Haiti, aí eu fui começar a fazer alguns ensaios com um amigo fotógrafo lá da região, o Juan, entre outros fotógrafos que eu fui conhecendo. E aí eu fui começando a ver o meu potencial, mesmo não acreditando 100%. E aí eu falei, não, é isso. Conheci uma agência e eu falei, poxa, se uma booker de uma agência que trabalha com isso, é uma profissional disso.
Tá falando que eu tenho potencial. Então, eu tenho. Porque até então eram outras pessoas que não estavam no meio da publicidade da moda. Então, acabou não tendo esse peso crucial. Aí, a palavra dela já teve. Aí, eu falei, não, é isso. Entendi. Agora, eu acredito que dá pra ir. Porque é uma pessoa que tá dentro do mercado. É alguém que...
que trabalha com isso. Então, se ela tá falando que tem, agora eu acredito que eu tenho. Aí eu decidi vir a cara e com a coragem. Legal. E você também foi vendo depois essa questão de cabelo e tudo? Você foi se encontrando nisso? Isso, principalmente. Olha, eu gostei desse cabelo, sei lá, pra essa campanha, pra isso e pra aquilo. Olha, hoje eu adotei os dreads, né, e tal. Você foi também pensando nisso, mudando também o seu olhar pra você mesmo. Sim, sim. Nessa questão da beleza com...
Com o cabelo, com roupa, com tudo. É, o estilo, a identidade, né? Tudo, como eu falei, Barroa, foi muito no Haiti. Até o Haiti, eu ainda não usava tranças. Se eu não me engano, eu acho que eu não usava tranças. Eu tenho quase certeza, não lembro. Mas tem quase certeza que eu não tinha ainda colocado. Eu tava nessa transição, na verdade. Só que aí no Haiti não tinha como, né? Tipo, pelos projetos e tal. Não dava pra eu ficar...
fazendo trança, coisas do tipo. Aí quando eu voltei, eu falei, agora vou deixar o cabelo crescer. Aí eu tenho até uma foto de uma transição de um ano, meu cabelo cresceu pra caramba. E depois de acho que dois anos já estava no pescoço. Então ali eu mudei muito, aí eu comecei a fazer trança, comecei a apostar em outros estilos, mas porque eu me identificava.
Porque antes eu ainda não me identificava. Aí, depois aqui em São Paulo, aí em São Paulo já me deu uma brecada, na verdade. Por conta que assim, aí você vende um perfil pra agência. Então, por exemplo, você tem uma marca e você vê as minhas fotos de dread. Se eu tiro os dreads, você fala, ué, mas eu quero ele pra campanha com os dreads, porque eu vi os dreads. Então...
Aí, São Paulo acabou até me dando uma brecada, a questão da agência, do público, porque você tem que atender o perfil que você está ali. Então, toda vez que você muda o seu perfil como modelo, aí você tem que atualizar o seu material, você tem que mostrar, ó, gente, estou com esse outro perfil. Se for me mostrar para alguma marca, para algum cliente, eu estou com esse perfil.
Sim, um exemplo de um rapaz negro com cabelo de dread e tal. Eu falei assim, ah, eu que sou da marca. Eu falei, ah, legal, tô procurando esse. Isso. Aí é assim que a agência... Pra gente que é leigo entender. É assim que a agência vai fazendo. É, se eu tô... Quando eu entrei na agência, eu tinha cabelo cacheado, muito grande. Pediram pra cortar pra aparecer mais um roxo. Eu cortei, fiz o material cabelo mais cortado.
Adotei o black. Então, por exemplo, eu usava um black redondo, tipo o Michael Jackson, né? Na época. E quando eu lavava o cabelo, que meu cabelo é cacheado, muito cacheado, eu tava com o cabelo cacheado baixinho. Então a gente falava, não, mas você tá com qual cabelo? Tá cacheado? Tá com uma trança? Tá com black? Porque a gente representou de black. Então tinha todo esse, tem que ter sempre esse molde, né? Hoje que eu já não, eu tô buscando mais a rede social que eu tô mais livre do meu estilo.
né, que eu quero uma trança, quero um dread, quero o meu black, não propriamente dito assim, ah, é somente esse perfil que vende. Hoje eu tô mais livre. Mas quando eu cheguei em São Paulo, eu fiquei mais brecado por isso. Porque aí eu tinha que atender sempre o material que eu tinha mostrado. Entendi, mas é claro que também se a marca quiser, olha, a gente quer você, mas poderia mudar o cabelo. Sim, sim. Aí você vai, pô, dependendo também, né?
Lógico, lógico. Do valor, que também não é assim, né? Dependendo do valor, aí você vai lá e...
E faz essa coisa de cortar o cabelo, mudar da forma que a marca precisa. Eu gostei dele, mas eu queria que fosse assim. Isso, isso. É assim, está de dread, mas pode tirar. Está de trança, mas pode tirar. Poxa, está de black, mas corta um pouquinho. Assim, a gente, mediante valores e acordos, a gente negociava e mudava ali.
Legal, você ainda não fez São Paulo Fashion Week, essas coisas, né? Não, São Paulo Fashion Week não. Não sou o perfil de modelo fashion para São Paulo Fashion Week. É que tem separado, né? Para quem faz só foto, para outro que é só passarela, né? Isso. É, é o que a gente fala assim, tem o modelo comercial que são mais para campanhas comerciais. Aí as campanhas comerciais têm alto, magro, baixo, mais gordinho, mais forte. É o perfil mais...
Mas não é humano, mas é um perfil mais geral, mais do povo, que as pessoas se identificam. Enquanto o perfil fashion já é um perfil de passarela, acaba tendo essa exigência de ser mais alto e mais magro pela roupa, para não ficar a roupa desenhando no corpo, marcando. Então, também tem tudo isso. Então, eu não me encaixo por conta desse perfil.
tipo, né, 1,80 e um pouquinho pra cima e em diante, de preferência magro, porque você até pode ser um pouco mais forte, mas a questão da altura, a roupa vai ficar esticada. Se você é um pouco mais baixo...
Não, pode ir, não. Eu só brisei aqui mesmo. Eu só brisei que eu estava ligando. Ah, sim. Aí é isso. Eu não atendo o perfil de passarela. Então, eu nunca esperei. Já participei de Casa de Criadores com uma marca uma vez, mas nunca esperei porque eu sempre vi que eu não me encaixava nesse perfil, né? Mais fashion, né? Então, sempre fui apostar no perfil comercial. Entendi. Entendi. Mas, claro, se chamar, tudo bem, né? Você vai. Exatamente. Tem tanta gente que não tem perfil e foi convidada e foi, né?
Então, é. Teve uma... Eu lembro disso, assim, nessa época. Eu já estava ainda mais como modelo e tal. E eu lembro de alguns modelos. Já participei de alguns castings. E aí vendo o pessoal, poxa, mas... Chamando influenciadores e tal. Pessoas que, pô, nunca andou. Que, assim, não faz dieta.
Porque você se manter dentro desse padrão que a moda exige é extremamente difícil. E eu até agradeço a dele. Falei, cara, que bom que eu não sou tão alto e magro. Porque, assim, é um perfil, medidas, é muito difícil manter. A galera passa um dobrado. A galera modelo pra estar ali naquele perfil, pra estar ali nas medidas, pra estar em casting com um monte de outros modelos o dia todo e tal. Pra você, tipo, andar, sei lá, três...
30 segundos, 40 segundos ali. E você faz dias de dieta, você faz dias de mudar a alimentação ou treino. E pra chamar outras pessoas que não fazem nada disso. E estão ali desfilando. Apesar que... Aí hoje é aquele plot twist, que é hoje...
Como influenciador, eu posso estar me colocando no lugar dessa galera. É verdade. Só que eu, pelo menos, eu penso assim, em contrapartida da galera que é modelo, se me vê em alguma coisa. Eu também venho dessa área. Eu também entendo o que você passa.
E aí eu não posso negar essa oportunidade. Não estou aqui para disputar lugar porque eu não sou o perfil, como são nos castings. Tem lugar para todo mundo. Mas acabou que pode acontecer. Mas eu entendo a história. Diferente de algum influenciador que, nossa, estou nem aí para esses modelos e tal.
Não, eu tô aí. Porém, é uma oportunidade também que eu recebi que eu não vou deixar de viver pra passar. Sim, claro, claro. E você tá mais do que certo. Mas pra você também, não foi uma transição muito louca você vir pra São Paulo, deixar a família?
Porque não é fácil para todo mundo. Mas você chegou a ter algum momento bem difícil aqui em São Paulo? Já. Nesse quesito de, puta, muita saudade. Olha, eu estou tentando me adaptar, porque a cidade aqui é muito maior. É muita coisa doida. Não tem praia. Como todo mundo fala, em São Paulo não tem praia. Exatamente. Tem, tem a praia. Só não é dentro da capital, mas tem a praia. Exatamente, não é acessível ali. Mas é diferente do que você morar na região dos lagos e tal.
Não te assustou um pouco isso? Olha, muito. Chegou a passar algum preconceito, alguma coisa aqui ou não?
Então, São Paulo de preconceito até que não. Já passei no Rio trabalhando. Antes de vir para São Paulo, eu trabalhava como mecânico de elevador no Rio. Já tinha até uns anos, mas foi o meu último trabalho registrado. Depois veio a pandemia e tal. Depois eu já vim para São Paulo para trabalhar com a imagem. E aí no Rio eu passei mais dificuldade, mais situações de racismo mesmo, de injúrias.
Mas, né, passei... Mas esse trabalho do elevador. É, como elevador. Aqui, até também como segurança, nunca aconteceu. Ou também como modelo, como promotor também. Aqui já em São Paulo, não. É, foi uma coisa que eu vi, a questão da educação. A questão da educação, infelizmente não, felizmente, né, parece que as pessoas aqui em São Paulo são muito mais educadas. E principalmente a classe rica. Porque, assim... Você acha isso? Tá brincando. Assim, por exemplo...
Eu, quando trabalhava de mecânico de elevador, eu atendia a Zona Sul do Rio. E a Zona Sul, que é a classe predominantemente rica, Zona Sul, Zona Oeste, foi onde eu sofri esse preconceito. Aqui, em São Paulo, não. Não porque eu também não trabalhava da mesma maneira, mas eu já fiz, por exemplo, já fui do Armand, que é na Gucci, que é um trabalho ali como um recepcionista, mas a gente usava terno, ali da Gucci, a roupa social, então...
As pessoas sempre me trataram muito bem. E eu era... Não, o único que eu lembro é que na época tinha mais um ou dois vendedores também, que eram negros. Então, eu me destacava muito, porque eu sempre fui retinto, eu usava um black power e as pessoas sempre... Nossa, você parece um modelo, você parece um boneco, você é muito bonito. Ninguém nunca me olhou torto e assim... E era uma classe mais elevada, poderia não. Não vou nem...
Olhando a cara dele, não, eu cumprimentava, as pessoas me cumprimentavam de volta. Eu lembro uma vez que foi algo muito legal pra mim, porque muito antes de viver o que eu tô vivendo, essa oportunidade, eu tinha um cara na Gucci, que ali eu tava fazendo esse trabalho de door man, e uma pessoa rica, não lembro nem o nome, o que faz e tal, mas foi um desses caras que comprava na Gucci, tava ali com a mulher e tal, e depois de uns dias eu fui num pagode na Vila Madalena com um amigo.
Mas eu usava o black. Então, assim, as pessoas me conheciam. Quem me visse, eu usava um black muito específico. Então, me viu uma vez lá, mano. Até porque eu não conhecia muitas pessoas retintas aqui em São Paulo que tinham black de estilo Michael Jackson. Então, as pessoas acabavam ficando muito assim. Ele é ele. Ele me reconheceu. Ele me cumprimentou em um pagode totalmente. Um cara com muito poder aquisitivo totalmente grande.
pra estar ali na Gucci comprando. E ele, cara, você trabalha na Gucci, pô, a gente tava lá outro dia, pô, que legal ver você aqui curtindo, pô, que bom rolê, que bacana te ver aqui. Isso pra mim foi incrível, porque eu era, assim, ainda uma pessoa totalmente, assim, zé ninguém. Eu era só mais uma pessoa ali acreditando no sonho, trabalhando.
E uma pessoa com muita educação, com um poder aquisitivo muito grande, que poderia simplesmente, nossa, esse cara estava ali me servindo, que ali, esse trabalho de garçom, de door man, e o que ele está fazendo aqui? O que ele está no meio de um ambiente do que eu? Não era nenhum pagode da alta sociedade, digamos assim. Era um pagode, era um boteco bem legal.
E ele me cumprimentou. Então, para mim, isso foi muito bacana. Tanto que me marca até hoje essa lembrança, essa experiência. Então, eu tenho disso, de que as pessoas aqui têm mais educação que as pessoas do Rio. Olha só. Que bom que o Rodrigo vai ouvir isso aqui. Porque ele é baiano e ele fica reclamando às vezes. Ele fala, é, eu posso ver se é educação.
Ele fica falando as suas vezes. Eu vou entregar, eu entrego as pessoas. Eu trabalho com nomes, eu entrego as pessoas. Não, então, aí falando da classe rica, né? Ali... Não, eu entendi, mas eu entendi. A classe trabalhadora. Eu entendi. Aí eu também tenho mais boas histórias da classe trabalhadora no metrô. Não, mas eu tô brincando. Eu entendi o que você quis dizer. Você falou, poxa, eu esperava mais do pessoal rico. Exatamente.
Da reprodução do que eu vivi no Rio. Dos outros. Desse contato. Então, não foi. Sempre foi muito de boa.
Dos lugares que eu já morei, nunca fui parado, nunca tive um carro olhando policial. Segurança em shopping ou mercado, nunca fui perseguido. Até é um quadro que tem uns amigos que fazem, né? E tal, e eles falam, pô, negrão de menos. Então, eu sou negrão, mas... Ou isso, né? Tem até um outro mando também que ele fala, né? Tipo assim, eu sou negro, mas... Eu poderia falar, eu sou negro, mas nunca tomei um quadro. Eu sou negro, mas nunca sofri injúria racial em São Paulo. Tipo assim...
Você passou invicto dessa, de não ser enquadrado Também pros lugares, eu acredito Barroquia Aqui em São Paulo eu nunca morei em Quebrada, por exemplo Eu sempre morei em alguns bairros porque eu morava muito em República
Então, não sei se é um ambiente, posso estar errado falando, que talvez aconteça mais isso, aconteça mais esse tipo de abordagem. Como eu nunca cresci, não vivi, tipo, Capão, Itaquera, entre outras quebradas que eu já ouvi daqui, provavelmente isso também não aconteceu. Sempre ando pelo centro, sempre ando trabalhando, trabalhava com os eventos, sempre andava bem vestido. Então, e no centro. Então, acredito que isso também culminou para nunca acontecer.
Entendi, entendi Nossa, que papo interessantíssimo Vocês estão querendo saber do metrô, né? A gente vai chegar lá Peraí, fica aqui com a gente que vai chegar Essa hora do metrô Mas como eu estava até falando Essa questão do metrô não define A gente ouvindo a sua história Agora, não define Ele é o cara do metrô, o segurança do metrô Ah, foi o segurança do metrô
Não, porque a gente está vendo agora que você tem a sua história, que você não dormiu e acordou assim. A gente falou aqui, antes de começar, que você já produziu os seus conteúdos, você já fazia muito antes de existir esse lance do metrô, da história do metrô e tal. Mas você olhando agora, comparando o pós do metrô, você sentiu, lógico, teve uma...
Um avanço gigante, né? Tudo que aconteceu. Para você. Mas você também não esperava esse avanço. Você achava que ia ser aquele que ia fazer, olha, os conteúdos aqui e uma hora a coisa vai acontecer. De verdade. Nem esperava nada de nada. Nada de nada.
Agora com os números, né? É, toda a repercussão que aconteceu, na verdade, nunca foi algo que eu especulei, pensei, planejei, nunca aconteceu, não imaginava mesmo. Foram caminhos que foram abertos e eu agradeço hoje aos meus guias por ter feito isso, porque eu mesmo nunca tive essa pretensão.
Sim, a galera acabou contribuindo para isso. Porque quanto mais a pessoa vai repostando, a coisa vai fluindo, vai indo, vai indo. Sim, foi um absurdo. Foi um absurdo. Enquanto ele bebe água, eu ganho tempo. Segue ele no Instagram, H-S-S-A-M-I. Não é isso? Isso aí.
Ah, tá vendo? Aquele é o maior guiador de tempo. Eu tenho medo de tomar água. E aí você foi falando disso aí, falando dos conteúdos e tudo. As pessoas foram repostando e isso foi interessante. Acabou saindo de uma maneira que você não esperava. Mas, por um lado, também foi bom, porque você acabou se encontrando ainda mais com tudo que você veio dizendo agora. Olha, eu queria mais focar na moda mesmo, na beleza que é o que eu quero fazer.
E aí foi onde o rapaz tirou, você até falou, o rapaz tirou umas fotos suas depois do que aconteceu, né?
É. Que ainda tem essas fotos repercutiu pra caramba. Isso. Fiz dois ensaios, né? Um teve até um mano, o André, aqui de São Paulo. E após tudo isso, estando no Rio de Férias, fiz fotos com meu amigo Juan também. E onde também gerou toda essa repercussão que aconteceu. E a gente...
Zero imaginava, né? Foi uma surpresa muito grande para nós dois. E foi dessa maneira. Mas esse negócio da foto foi meio que uma volta a fazer esse tipo de coisa? Porque quando você trabalhava lá o CLT, você não tinha tanto tempo assim. É. Isso foi meio que um retorno também disso? Sim, porque... Assim, por exemplo, com o Juan mesmo, a nossa intenção era só produzir o conteúdo. Porque o Juan também é criador de conteúdo. Você só não imagina que ia ser assim, né? Exatamente. Entendeu? Então, assim, é... E...
Foi algo muito legal, mas não foi nesse intuito. Não foi com essa finalidade. A gente só foi produzir conteúdo, fazer as fotos e produzir esse conteúdo. Principalmente para o Juan, que já trabalhava também com essa criação de fotográfica e tal. E sempre que eu ia para o Rio, a gente fazia algumas fotos.
Então eu tava algum tempo sem ir, sem conseguir fazer essas fotos com ele. Então eu falei, vamos fazer. E fizemos, ele montou o vídeo e do nada, mano, tá acontecendo isso. Eu falei, que isso? Que isso? Foi muito engraçado. Encontrei ele no domingo e ele falou assim, eu não tô acostumado com as pessoas tirando foto comigo. Eu vi que você tava tímido mesmo. Eu falo pro pessoal, é porque eu sou negro, sou preto. Se eu fosse branco, eu ficava vermelho, porque eu fico tímido assim.
foi mesmo, e pior que foi mesmo não foi nem zoeira, foi mesmo eu falei, ele ficou tímido aí ele disse, o que eu faço? eu falei, cara, vai lá tirar foto, mano, o que você faz? o que eu vou fazer, o domingo eu tava na Paulista e algumas pessoas também, nossa, você é o cara da internet, do metrô e tal posso fazer uma foto, e aí eu fui fazendo aí outras pessoas foram vendo, e aí vinha e aí eu falei, o que tá acontecendo? muito engraçado agora sei quando você anda mesmo no transporte público e aí
É, algumas pessoas não conhecem também. Eu acho que agora tá mais tranquilo, porque assim, quando rolou toda essa repercussão, eu tava no Rio. Eu acho que se eu tivesse aqui em São Paulo, eu teria feito ainda mais... Parava mais os locais, assim. As pessoas iam estar, tipo assim, ali, na cara. O metrô, então, andando de metrô. Porque acho que agora já tá nas, sei lá, duas semanas ou quase uma semana que teve toda essa repercussão. E as pessoas ainda me reconhecem.
E aí eu já penso assim, ah, nem tô nesse hype mais, as pessoas nem me conhecem ainda. Só que eu sei que eu sou um perfil muito caricato, né? Assim, muito específico. Preto, de dreads, então acho que as pessoas batem o olho e falam, hum... Acho que é você, mas não vou tanto. Acho também que isso é muito aqui de São Paulo, pela correria.
O pessoal tá muito a milhão andando. Então, acho que hoje eu vejo, eu percebo isso, né? Agora andando mais calmo, né? Sem a rotina do trabalho. Andando mais tranquilo. Eu vejo as pessoas olhando assim, encarando, mas...
Tô indo trabalhar também. Sim. Se é, se não é, legal, mas tô nem aí, foda-se. Vou trabalhar, não vou ficar, parar, fazer uma foto e tal. Tenho um carinho ali, mas... Todo mundo muito centrado aqui na rotina de São Paulo. Então, acho que isso também deu essa amenizada. Mas se fosse na outra semana que eu estivesse aqui, eu imagino que... Nossa, com certeza.
Com certeza. Ia parar. Inclusive, parou aqui, viu, Guilherme? O Ronin já falou assim, eu quero tirar foto com ele. Falei, aí, você vai escapar da foto. Falei, não vai escapar. Falei, você não vai escapar desse negócio toda hora o pessoal parar e querer tirar foto. É, engraçado. E pra você, vendo isso agora, acabou acontecendo aquela coisa de, putz, é a ponta daquele sonho, é a ponta do de... que eu tô começando a viver aquilo que eu já esperava.
hoje, de verdade, Barro, está algo numa proporção que eu nunca nem esperei. De verdade. Eu nunca nem sonhei, nem imaginei. Porque, assim, principalmente hoje que eu vislumbro trabalhar com conteúdo como influenciador. Então, quando eu vim para São Paulo, eu queria ser modelo. Eu sonhava, vou fazer uma campanha, vou fazer outra campanha, pego um comercial. E aí, quando eu comecei a saber de valores, então, poxa, tem campanhas de 20, de 10, de 5, mil.
Mas aí você vai fazendo várias campanhas dentro do mês. Tem aquelas campanhas que são obrigado, valeu. E aí
E assim, eu imaginava isso. Vou viver da publicidade, mas assim, dessa maneira. Assim, vamos dizer assim, de uma pessoa, pô, vi seu comercial ali na Globo. Porque já vi, eu conheço amigos de modelos que aparecem comerciais ali, Globo, YouTube, entre outras redes. O Joe é o cara do Serasa. Exatamente. Esse é o aplicativo aí, gente, é o Joe, tá? O Joe é o nosso amigo, tá lá no...
Isso, então assim, esse sempre foi a minha expectativa. Essa somente. Pô, vou tirar, sei lá, mais ou menos uns 10, 15 mil de campanhas publicitárias, viver dois a três meses ali no meu custo de vida até fazer uma próxima e assim. E não ser reconhecido na rua e pedir para tirar uma foto. E não ser chamado para um podcast. Tipo assim, esse tipo de coisa. Eu nunca sonhei mesmo viver isso.
E agora hoje que eu posso pensar assim, quero estudar teatro, quero me inserir como ator no mercado. Então hoje eu já consigo vislumbrar um pouco além. E aí sim ter essa repercussão. Pô, você é um ator da Globo, você é um ator de alguma emissora. E a pessoa parar, pô, ver você na novela. Hoje eu consigo ter esse sonho, essa repercussão. Então assim, ver essa repercussão. Mas quando eu cheguei...
Então, hoje eu vivo algo muito acima do que eu já sonhei. Muito acima. E eu ainda nem estou vivendo ainda, estou começando. Sim, como eu falei, uma ponta do que ainda está por vir. Exatamente. Muita coisa que tem ainda pela frente. Mas sabe o que eu achei muito interessante?
que nós torcemos muito para que você continue com essa humildade, que é essa humildade que você está tendo que vai te levar em muitos lugares e que está te levando em muitos lugares. Então, a gente torce muito por isso. E olhando aqui, até mesmo nos bastidores antes da gente começar, a gente já sentiu isso em você, que você é um cara muito centrado e que não tem essa coisa da frescura, de, olha, ligou aqui a câmera, ele é de um jeito. Estava aqui que a câmera é desligada, ele é de outro.
muito bom, a gente fica feliz principalmente a gente que está aqui do outro lado de ver que você atendeu sem perguntar quantos seguidores, sem perguntar quantos inscritos, sem perguntar absolutamente nada chamou, você viu que dá pra você ir que você pode atender e que se está de acordo com o que você também pensa, com o que você vai falar, ok cara, isso é perfeito, eu quero muito te agradecer por isso, que você deu essa exclusividade aqui praticamente e vou fazer um vídeo aquiamente
Mas que você pense nisso mesmo, leve isso adiante, que essa coisa da humildade realmente leva as pessoas em muitos lugares, que é o que está acontecendo com você agora. Sim, é isso. Barro, tipo, é como eu falei, cara, eu ainda estou assimilando, ainda estou assimilando tudo que está acontecendo, e várias pessoas, e várias oportunidades, e fala com pessoa, fala com ciclano e tal, vai te levar. E eu ainda fico assim, cara, mas sério?
Eu ainda estou assim. Por quê? Eu mereço isso e eu ainda estou assim. Então, eu agradeço muito aos meus pais, principalmente, pela educação que eles me deram. Tudo o meu contexto, tudo o que eu tenho. E eu acho assim, Barro, é uma coisa que eu penso muito em falar e é a minha base de vida. E isso eu tirei até de Jesus.
Mesmo hoje não estando ali Frequentando uma igreja e tal Mas da Bíblia do que Jesus fala Que é não faça com o outro O que você não gostaria que fizesse com você Pra mim é o meu lema de vida Eu sempre busco em qualquer pessoa Seja na rua, seja em qualquer situação Aqui, em qualquer lugar Como eu gostaria de ser tratado É como eu vou te tratar
Então, se eu posso ser atencioso, se eu posso ser educado, se eu posso ser paciente, cordial, tudo que eu puder ser, eu espero também receber. Porém, isso não é assim que acontece, mas eu faço a minha parte, isso sou eu, é o meu lema, é a minha base de vida.
Essa questão de humildade. Muitas pessoas falam, né? Eu já fui em alguns eventos recentes. E aí, as pessoas estão trabalhando, seguranças. Cara, que legal que você é humilde. Que, pô, você fez uma foto. Porque tem outras pessoas que passam. Eu, sem julgamento de outros artistas, né? Como eu não sou um artista, mas sem julgar essas pessoas. É assim, para com isso, hein? Fala para ele como você chama atenção lá. Vai para ele, para com isso. Você é assim.
É tipo assim, é isso, eu não consigo deixar. E eu nunca que eu quero deixar isso. Entendi. Porque, ao mesmo tempo, se eu também for, acredito assim, ah, não, pô, não quero falar com você. Em algum momento também alguém vai fazer isso comigo. Sim. Né, a lei do retorno. Exceto quando você também, por exemplo, estiver num dia não muito legal. Sim, sim.
Você vai falar, poxa gente, hoje não tá legal. Isso, exatamente, mas é dessa maneira. Mas é outra hora a gente fica uma foda, outra hora a gente fica... Isso, com respeito, dando ali alguma satisfação. E é isso, pra mim é esse lema de vida. Então eu busco... Isso é algo muito legal, até quando eu trabalhava no metrô. Muitas pessoas, na rotina de trabalho.
falavam isso comigo cara, que legal, que pessoa legal que você é, que funcionário bacana, assim, o seu atendimento é bacana porque eu sempre pensava, às vezes, uma pessoa estourada que já rolou, de assim me estressar, né, com o público ali com algum cliente que tava me xingando que tava me desrespeitando, me tratando e de invicto você não ia passar nisso também isso, é, já aconteceu de acabar ali discutindo, mas eu sei até nisso, outros colaboradores falavam comigo, mano, você eu nunca xinguei um cliente
Eu nunca xinguei um cliente. Assim, óbvio, pode parecer assim. Ah, é o mínimo. Mas quando você está vivendo aquela realidade... Sim, eu imagino. Trabalhar com o público e não é porque assim, ai, nossa... Não, é porque é muito difícil, é muito interessante. E eu já fui xingado até a minha quinta geração. Uma vez um cliente lá, tipo assim...
Me xingou. E entrou no elevador. E xingando, xingando. E eu falei, cara, olha o que você tá falando. Você tá todo errado. Não é assim. Querendo. Dentro de mim, ali, mano. Manda, né? Manda se fuder. Coloca a pessoa no lugar dela. Porque assim, eu penso assim também, barró. E eu... É aquilo. Eu não quero que faça comigo. Tem um limite, né? Mas tem um limite, né? Não é assim. Exatamente. Ficar sendo bonzinho sempre, né? Exatamente.
A gente tem, né? Isso. Então, eu me contive muitas vezes porque eu pensava, cara, mas... E se eu tô num dia estressado?
Tô chateado, tô com pressa. Eu queria ser tratado assim? Por um segurança, por alguém ali? Não. Então, eu ainda pensava, conseguia, nessa fração de segundos, me dar uma segurada e não reagir da maneira que aquela pessoa queria ou esperava que eu reagisse. Algumas vezes, como eu disse, mesmo discutindo ou falando no mesmo tom com a pessoa, eu mantinha a linha da educação de... E aí E aí
Olha o que você está falando, já saiu, você está errado, não é assim que funciona. Só, ah, mas você é incompetente, você é um filho da puta, foi mal, né? Você é isso, aquilo, outro. E eu, senhor, segue o seu caminho, vai, gente, me dá um apoio aqui, o cara está exaltado, e para eu também não me exaltar, entendeu? Então, é isso.
Mas também não chegou ao ponto de agredir ninguém. Não, nunca, nunca. A pessoa te agredir, nem você revidar. Não, também não. Também não, graças a Deus. Sempre todas as situações, até de ocorrência, era o que na conversa... Sempre também outras seguranças vêm junto. Isso, isso. A gente sempre tem o apoio, não atuar sozinho.
Então tinha disso, então sempre foi tudo muito controlado, graças a Deus. Mas eu tinha medo de acontecer alguma situação que fugisse desse controle. E a gente tinha um treinamento pra isso. Porém, também, graças a Deus, nunca precisou. Nunca precisei vivenciar nada disso, de embate, de combate com alguma pessoa ali.
Cara, muito bom. Eu acionei, eu falei, ei, comparecer a SSO, e ele veio mesmo, ele tá aqui com a gente. Ele veio mesmo, compareceu. O que é SSO? É uma curiosidade. É a central de controle ali da estação. Tem a sigla certinho que hoje eu já nem lembro.
Mas a gente ouve quando está passando, para comparecer a SSO e tal, é algum negócio de controle lá. Isso, ali é a central de controle, só que não é essa sigla, né? Tem uma outra sigla certinha. É centro, né? Que é com S, é alguma coisa de operacional ali. Sim, eu não sei se você pode dizer isso, mas tudo bem. Teve aquele caso do rapaz que ficou preso entre o...
Que rolou nessa linha onde você trabalhava. Sim, em Campo Limpo. Você não era dessa situação? Não em Campo Limpo, eu estava em Santa Cruz. Mas eu estava no dia que aconteceu. Eu ouvi toda a comunicação. Você estava no dia que aconteceu. Mas isso realmente, de fato, consegue...
aconteceu isso, cara? Eu sei que isso não tem nada a ver com isso, mas foi uma curiosidade. Porque eu falei, como que esse homem conseguiu, aquela porta fechou e ele ficou ali do lado de dentro? É, eu falo de algumas pessoas, o mecanismo, ele é automático, então, ele é, são frações de segundo entre um fechamento da porta do trem e um fechamento da porta de plataforma. E aí, quando, por exemplo, eu já ouvi até de outros AS ali, se ele tivesse com uma mochila,
No momento que ele entrou, a porta da plataforma não fecharia. E aí ela não fechando, a porta do trem abre e o trem não parte. O mecanismo funciona assim. O trem só anda quando ele entende que as duas portas são fechadas. Então, naquele momento...
Assim, falar dessa maneira é algo muito ruim, mas é uma verdade que, assim, eu já pensei, porque eu já falei outras vezes, não tem como ser dito. Foi uma infelicidade da fatalidade, porque ele conseguiu entrar exatamente nessa fração de segundo. Que a porta do trem fechou e a porta da plataforma fechou. E aí ele ficou entre. E aí o mecanismo, ele não entende nada entre o trem e a plataforma. Ele entende entre as portas. Por exemplo, não tem um sensor, alguma coisa de nada.
Não. Aí eu já ouvi também outras especulações, que aí teria referência de várias coisas que não daria para ter esse fluxo do trem. Então, assim, e o metrô, as empresas, o metrô público, a empresa privatizada também, já tem ali o alarme.
Ele já tem o aviso sonoro, o aviso de piscagem, já dá os sinais para não. Infelizmente, esse caso, o cara passou e burlou esses sinais. O alerta, tudo ali já estava mostrando, já está fechando. Não faça isso. Tanto que sempre fala, olha, fica atrás da plataforma. Cuidado com o vão entre o trem e a plataforma.
Isso, e muito mais na entrada. Era uma parada que eu costumava fazer muito em Santa Cruz, porque eu fiquei meio que traumatizado, porque eu estava no dia, eu vi a comunicação, depois eu entendi o que aconteceu. E em Santa Cruz, como é uma estação de transferência, vem muita gente. E é profunda também, né? Que faz a transferência da linha 1 azul para 5 lilás. Nossa, você vai no mais profundo da terra. E aí o pessoal fica na pressa de entrar para o trem. E eu falava, gente...
espera o próximo trem. E sabe o que é mais engraçado? É algo que eu quero trazer para a minha rede social, que é assim, quanto vale a sua vida? Quanto tempo vale a sua vida? Sabe por quê? Porque, principalmente no horário de pico, é um intervalo de dois minutos, praticamente, de um trem para o outro.
Mas as pessoas vivem... É muito curto. É muito curto. Então, por exemplo, eu saio de casa para ter 10 minutos de tolerância, se chegar 10 minutos atrasado, se eu perder um trem, alguma coisa assim. Tipo, 10 minutos. Se você perder aquele primeiro trem, em 2 minutos, 2 a 3 minutos, mas geralmente 2 minutos já estão no próximo. Você está dentro desse tempo. E as pessoas entram ainda, tentam correr. Eu já vi muitas pessoas, idoso às vezes, adolescente, jovem, pessoal indo trabalhar, sem prestar atenção, empurrando e a porta fechar e batendo as pessoas.
E a gente tá ali falando, gente, espera. Aquela porta é pesada, aquela outra porta ali é pesada. Isso, e ela feita um mecanismo pra fechar mesmo, porque se for fraquinha, as pessoas seguram e o trem não anda. Então, quando vai ao viso sonoro, a porta vai com uma força pra fechar, porque ela precisa seguir.
A ponto de alguém não conseguir segurar ela. Consegue, mas toma um impactozinho. Entendi. E aí é o próprio mecanismo, tem o que fazer. Se não, não, as pessoas não seguram. Qualquer coisa, a mão. A conta desse contexto. Eu falo, cara, é dois minutos. Sua vida não vale isso. Sim. Espera o próximo trem. Ah, mas eu estou com muita pressa. Tudo bem, mas espera o próximo trem. Não sofra um acidente. Não coloque a vida de outras pessoas em risco, por exemplo. Isso foi tudo reflexões que eu tive no metrô.
Já tive situações de pessoas caírem, baterem a cabeça no chão, saindo do trem, porque outras pessoas empurraram.
Porque já sai naquela muvuca de sair do trem e empurra. Eu falo assim, cara, às vezes você nem sabe, mas você pode deixar uma pessoa tetraplégica, uma pessoa funcionando, tipo assim, ter um trauma muito grande. Porque você está com pressa também. Ela também está, mas tipo assim... E já foi caso de a gente pranchar, uma mulher, eu lembro, porque ela foi sair do trem, o pessoal empurrou, ela bateu a cabeça e desmaiou.
E eu falei, cara, tudo bem, todo mundo está na sua correria do dia a dia para ir trabalhar. E eu sempre entendi muito disso. Mas eu falei, cara, mas não é possível que não tenha como se ter esse momento de reflexão. De, putz, o que eu sou na sociedade? E o que eu estou fazendo para o próximo? Ah, eu estou indo trabalhar. Mas como você também está utilizando o metrô? Porque você pode colocar a sua vida e a vida do outro em risco.
Por pressa, por tempo. E eu vivi isso na prática, de ver essa situação. Você viu um monte de coisa, imagina. Se fosse ficar falando aqui, a gente ia ficar horas aqui. Não, é. Porque eu sei que tem muita coisa. Eu imagino, muita coisa. O Guilherme até falou isso, né? Antes a gente começar. Você deve ter visto muitas histórias. Você também falou que ouviu, né? Do rapaz também que trabalhou como segurança do metrô e falou sobre muita coisa. Olha, você vai assistir esse programa daqui a 10 anos.
Você vai assistir de novo. E o que você vai dizer pra você mesmo? Você vai ouvir o que você vai dizer pra você mesmo. Agora olhando pra essa câmera. Fala aí. Daqui a 10 anos, você alcançou. Você alcançou. É isso que eu vou dizer pra mim daqui a 10 anos. Se eu ouvir 10 anos, eu vou estar vivendo o que eu já tinha sonhado. Então, eu vou estar vivendo isso, eu vou poder olhar hoje e falar que eu alcancei. O que eu estarei vivendo daqui a 10 anos.
É isso. Você está ouvindo agora exatamente o que você está falando para você mesmo. Sim. Que você conseguiu. Sim. Que eu vou conseguir muito mais. Sim, Barro. Eu acredito muito nisso. Tenho muita fé nisso. Só estou nesse processo de aceitação. Que eu ainda estou sem acreditar, sem entender. É muito novo, é muito surreal. Todo esse carinho, toda a repercussão, esse reconhecimento, as oportunidades. Porque, como eu falei, eu cheguei em São Paulo em 2020.
Já buscava estar ali fazendo casting, conhecer o pessoal, vendo outras pessoas também que já estavam ali trabalhando, despontando, e depois com mais tempo na rede social, vendo outras pessoas próximas também ali, nunca com inveja, mas com admiração e aquele desejo. Quando vai ser a minha vez? Será que vai? E aí esse questionamento, quantas vezes eu...
Pensei em voltar pro Rio. Meus pais me chamavam. Poxa, volta, tá pagando um lugar caro aí, tá trabalhando aí, não sei o quê. Pô, vem pra cá. E eu várias vezes me questionei, várias vezes pensei em desistir. E hoje eu até falei recente na minha rede social sobre não desistir dos sonhos. Sim. Porque se eu tivesse desistido, eu não estaria vivendo isso hoje.
Então, não é fácil, não é fácil mesmo. É uma das coisas que eu sempre falei com algumas pessoas da empresa, e eu falo para todo mundo. É muito difícil você arriscar aquilo que você já tem em segurança. Você arriscar. Mas a frase da música que fala, só quem acredita, arrisca, merece ver o extraordinário, ela é real.
Ela é muito real. E hoje eu acredito que eu arrisquei de ter vindo, de tudo que aconteceu eu arrisquei. E hoje eu estou vivendo isso. E assim, tudo tem um tempo certo para acontecer também, Barró. E eu, principalmente hoje, em São Paulo, cara, São Paulo mudou muito a minha dinâmica de imediatismo. Rede social, eu fiquei um cara muito mais, pô, preciso disso para ontem. Eu não era tão assim no Rio. Passei a ser mais imediatista aqui em São Paulo.
Mas eu fui vendo que não tem o que fazer. Precisa respirar, precisa viver, precisa esperar. E no tempo certo acontece. E acontece, Barroa. Esse que é o mais inacreditável. Acontece. Acontece. E eu acredito. Eu acredito. Te incomoda ser lembrado como segurança do metrô? Não.
As pessoas falarem, ah, é lá o segurança do vetro. Não, não me incomoda. Foi um trabalho de muito orgulho que eu tive, principalmente pela experiência que eu tive com as pessoas que realmente precisavam de atendimento. Não só pela repercussão, independente. Pelo trabalho... Isso. Mas pelo trabalho que eu pude fazer com pessoas que realmente precisavam. Então, me remeter a essa lembrança de ajudar clientes, pessoas visuais, clientes visuais.
clientes cadeirantes que tinham restrição de mobilidade, pessoas que eram tetrapléticos e usavam só a cadeira motorizada, que esse era o maior fluxo de trabalho que a gente tinha, principalmente em Santa Cruz. Então, isso me remete a essa experiência, de poder auxiliar pessoas que realmente precisavam, porque muitas pessoas no metrô não precisam de ajuda, de auxílio, de nada.
Só a pessoa entra, embarca, desce, vai e ok, mas quem realmente precisa? Então, para mim, foi uma profissão extremamente gratificante essa experiência, de realmente ajudar quem precisa, que sempre foi o meu contexto, eu sempre vivi isso. E aí, dessa maneira, foi o meu trabalho, tanto que eu tenho contato até hoje com algumas pessoas que se tornaram amigas.
Que falaram comigo. E muito maneiro, muito engraçado. Teve um humano, que é o Luizão. E é o que eu falei, sendo o meu senso de humor, que é péssimo. Que ele é um cliente visual, mas eu nem sabia. Mas todas as pessoas também de visuais usam o celular também. E falam e tal. E achei legal. E ele falou, pô, ele me chamou de Pradíssimo. Pô, Pradíssimo, cara, que legal. Tudo que aconteceu. Pô, você saiu da empresa. Que bacana.
E, pô, você tá vivendo tudo isso? Eu falei, Luizão, que isso, cara, que maneiro. Pô, a repercussão foi muito grande, porque, pô, até cego tá vendo a repercussão, cara, que isso. Aí eu sempre tive essa intimidade com eles. Eu sempre tratei muito bem, sempre conversou, sempre brincamos. Então, assim, era um ambiente... Nesse momento de trabalho com essa galera...
era algo sadio. O restante não. Mas esse momento era. Então, assim, me associar a isso, essa lembrança, é muito bacana. Não te incomoda de jeito nenhum. Não me incomoda de jeito nenhum. Mas você sabe que agora vai ser um durante um tempão isso, né? Ah, eu sempre falava vai ser o segurança do... Não, é tranquilo. Agora você sabe a tua história, não tem como, né?
É a mesma coisa que a gente já participou de um reality, aí o cara é o ex-BBB. Provavelmente é isso. Tem gente que ainda fala, o Jean Willis, ex-BBB. Falei, caramba, o cara já fez tanta coisa aí na política, já fez um monte de coisa. É, hoje as pessoas já me falam... Você vai participar de reality já, já, viu? Já, já vai. Vou chamar pro reality. Ele ficou até nervoso, calma. É, não? O que foi? O Rodrigo Carelli já ligou aí pra você, né, da Fazenda. Já ligou. Olha lá.
Foi o Boninho, né? Eu já sabia, ela já ficou nervosa. Não sei. Não vou nem ficar vermelho, gente. Vai que você tá soltando aí casa do patrão, sei lá. Vou me entregar. Mas as pessoas hoje já me associam assim, ah, você é o cara da internet.
Já está assim, eu já vi, compartilharam páginas que já falaram, ah, o ex-funcionário do metrô. Então, assim, eu mesmo não tenho problema caso seja associado, mas se também não for, para mim vai ser indiferente. Eu sei que eu tenho esse antes e depois da empresa, trabalho como agente de atendimento e segurança, e agora também, a partir de agora, se Deus quiser, como influenciador, contando um pouco da minha história, de quem eu sou, criando...
quadros, né, que vão... que vai auxiliar na vida das pessoas, que é o que eu mais desejo também, porque, assim, é muito legal ser bonito, mas é muito mais legal ter conteúdo, influenciar de verdade a vida das pessoas. Sim. Então, esse é o meu maior objetivo. Sim, que influenciar, até desculpa te interromper, o influenciar é aquela coisa de, olha, aquele garoto que também é preto, que ele também quer fazer algo, ele fala, ué, mas se ele conseguir, eu também consigo, eu também posso. Exatamente. Às vezes ele tem um talento mesmo incrível.
E está ali preso aquilo, porque ele não tem alguém que ele possa olhar e fazer isso. Sim, espelhar e acreditar, e é isso. Sim, muita gente falou assim para mim, você já teve algumas personalidades pretas que você se inspirou nisso aqui? Eu falei, não. Você viu algum dia algum apresentador do mesmo nível, um apresentador preto do mesmo nível que um Gugu, que um Faustão? Não tem.
Não tem, até hoje não tem um apresentador assim. Então, eu sempre vi o que eu sempre vi na televisão, mas eu sempre fiz as coisas com a minha identidade. Mas é lógico, a gente pega pontos aqui que a gente vê que é interessante e fala, pô, isso aqui é legal para aplicar. Então, isso é interessante, você falar de você influenciar, mas não é que é influenciador.
que vai falar qualquer besteira, não, você está influenciando aquele menino. Puta, eu também quero. Eu vou procurar uma agência a partir de agora. De repente, a agência veio e falou, nossa, menino, você estava aí quieto esse tempo todo, não falou nada? Ah, porque eu estava com vergonha. Não, vem cá. A gente vai te ajudar, vai te lapidar. E aí as coisas fluem. Meu amigo, muito obrigado. Instagram, quem quiser seguir, quem não segue ainda, para quem não vê ainda, vai lá, olha para aquela câmera e fala.
Gente, meu arroba é Hassami, H-A-S-S-A-M-I, underline, né? Underline, isso. Underline.
Eu falo geralmente só Hassami, aí o Underline até... Porque já aparece. Vai aparecer. É, já aparece o Hassami, aí o Underline acaba esquecendo. Mas é isso. Hassami, gente. Arroba Hassami com H. Vai mexer lá. Lucas Prado, influenciador digital agora. É isso. Muitíssimo obrigado, viu? Agora pode ir em qualquer outro programa, que eu não vou ficar com ciúmes, tá? É isso. Agora você pode ir nos outros. Agora você pode ir. Pode ir no Fantástico, pode ir onde quiser, tá?
Obrigado, valeu. Eu que agradeço. Porque é isso, bárbara. Valeu mesmo e obrigado pelo convite antes de tudo isso acontecer.
verdade, verdade e foi realmente sem pensar em nada mas foi muito legal e muito obrigado, esse foi mais um programa do Barró e é isso gente, comemorando aí mais um programa dos 10 anos vai ser o ano inteiro isso aí que 10 anos também não foi fácil, tem uma história e agora eu vou fazer o que vocês estão me pedindo
Vocês estão me pedindo para fazer aquilo lá. O Barró sem entrevistado no próprio programa. Então eu vou trazer pessoas aqui para fazer isso comigo. A tua mãe também está nessa, viu? Você está olhando aí, mas a tua mãe também está nessa. Meu amigo, obrigado. Valeu, gente. Até a próxima. Valeu, obrigado, Guilherme.