#105 Luciano Comiotto - Jurado do Freio de Ouro | Podcast do Em Busca
Neste episódio do Em Busca, o médico veterinário e estreante como jurado do Freio de Ouro, Luciano Comioto, compartilha sua trajetória no universo da raça Crioula e sua rápida, porém fundamentada, ascensão no quadro de avaliadores. Ele relembra a fundação da Cabanha Encanto em 2004 e como o contato com o cavalo campeão "Ganadeiro" redirecionou o foco da família para as provas do Freio de Ouro. Durante a conversa, Luciano explica como sua formação veterinária o ajuda a ter um olhar clínico voltado ao bem-estar animal, ressalta a necessidade de os competidores estudarem o regulamento da prova e elogia a estrutura de formação e o acolhimento técnico do Colégio de Jurados, fundamentais para prepará-lo para a responsabilidade da avaliação.Highlights 📈 Ascensão Rápida: Luciano iniciou no quadro de jurados da ABCCC em 2022 e, em apenas quatro anos, chegou ao posto de avaliador da grande final do Freio de Ouro, construindo uma bagagem sólida em provas anteriores. 🐴 O Marco "Ganadeiro": A criação de cavalos da família começou voltada para o lazer e o laço, mas a aquisição do cavalo Ganadeiro apresentou a cabanha ao Freio de Ouro, mudando o rumo e o objetivo da criação. 🩺 Olhar Clínico: Sua experiência como médico veterinário facilita a percepção de questões ligadas ao bem-estar e à saúde dos animais em pista, garantindo avaliações mais completas, sem sobrepor a análise morfológica e funcional exigida. 📖 Estudo do Regulamento: Luciano aconselha todos os competidores a lerem o regulamento com atenção, pois muitas discordâncias em relação às notas dos jurados nascem do desconhecimento das regras oficiais. 🤝 Excelência na Formação: Ele destaca a importância dos processos de capacitação do Colégio de Jurados, como a atuação prévia como secretário, o acompanhamento psicológico e as reuniões de alinhamento antes das provas para calibrar as notas.◼ GOSTOU DO NOSSO CONTEÚDO?Inscreva-se no nosso canal e seja notificado toda vez que publicarmos algo novo, é só clicar em: https://bit.ly/3ZxEpkz◼ SEJA SÓCIOCENTRAL DE SÓCIOS: https://conteudo.cavalocrioulo.org.br/sociocavalocriouloCanal oficial da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).A ABCCC tem, atualmente, uma lista de quatorze modalidades oficiais regulamentadas para Cavalos Crioulos: Freio de Ouro, Morfologia, Marcha de Resistência, Campereada/Team Penning, Crioulaço, Doma de Ouro, Enduro, Freio Jovem, Freio do Proprietário, Inclusão de Ouro, Movimiento a La Rienda, Paleteada, Ranch Sorting e Rédeas. Além disso, possui mais de 460 mil animais registrados, espalhados por todos os estados do território brasileiro.◼ REDES SOCIAIS ABCCCFacebook: https://www.facebook.com/cavalocrioulooficial/Instagram: https://www.instagram.com/cavalocrioulooficial/Site: https://www.cavalocrioulo.org.br/TikTok: https://www.tiktok.com/@cavalocrioulooficial◼ PARCEIROS DA EDIÇÃO◼ LINKS DO CONVIDADO#CavaloCrioulo #abccc #cavalo
Fagner
Luciano Comiotto
- Julgamento Freio de Ouro· SociedadeJulgar o indivíduo no momento·Evitar preconceitos com animais famosos·Tomada de decisão em frações de segundo·Consequências do erro para criadores e raça
- Ascensão Rápida como Jurado· SociedadeProcesso seletivo ABCCC·Lista 2 de jurados·Lista 1 de jurados·Avaliação de machos e fêmeas·Formação e suporte do Colégio de Jurados
- Competição e Julgamento Cruzados· SociedadeConhecimento de causa·Interpretação do regulamento·Diferença de ângulo de visão·Emoção e paixão na competição
- Formação e Apoio do Colégio de Jurados· SociedadeSecretário convidado·Jurado auxiliar·Reuniões pré-prova e aquecimento·Espaço reservado para jurados
- Trajetória de Luciano Comiotto· SociedadeInício da Cabanha Encanto·Ganadeiro·Freio de Ouro·Competições de Laço e Paleteada·Formação como jurado
- Processo Seletivo para Jurados· SociedadeProva escrita e por vídeos·Entrevista com psicóloga·Pressão da avaliação·Formação de trios de jurados
- Medicina Veterinária no Julgamento· SociedadeOlhar clínico para bem-estar animal·Identificação de saúde e conformação·Diferença entre olhar clínico e de jurado
Muito bem, pessoal, estamos de volta dando sequência no nosso podcast nessa, nessa pré-Expo Inter e conversando com esse tema que sempre rende muita curiosidade. E o nosso convidado de hoje é um estreante no Freio de Ouro, Luciano Comioto. Muito obrigado, Luciano.
Muito obrigado, Fagner. Como tu costuma falar, bom dia, boa tarde, boa noite a todos. Isso aí, um privilégio, uma responsabilidade muito grande e um prazer de ser jurado do Freio de Ouro. E vamos lá para mais uma.
Vamos lá. A gente queria, a gente, eu gostaria de conversar com todos os jurados antes da Expo Inter, mas a gente não tem tempo hábil para isso, né? E conhecer um pouquinho da história de cada um. E hoje eu te convido para vir aqui, te agradeço a tua disponibilidade. Passou uma manhã inteira ali em reunião de avaliação, né, ideias sendo trocadas, discutidas em prol da evolução da raça, e disponibilizou ainda um tempinho para estar aqui para a gente conversar e conhecer um pouquinho mais a pessoa, né, do Luciano.
E bueno, vamos lá. Eu tinha separado um trecho aqui, Luciano, assim, ó: Luciano Comioto, médico veterinário, Nasceu em Veranópolis e atua na região de Nova Prata. Trabalha na clínica de reprodução de equinos, em clínica de reprodução de equinos, e também na administração da Cabanha Encanto. Criação da família iniciada em 2004, que isso para mim é uma surpresa, para mim já era muito mais tempo. Antes de entrar para o quadro de jurados, competiu no laço, no freio do proprietário e nas paleteadas, tendo sido finalista nacional das modalidades em 2019, 2020 e 2021.
E em 2022 passou pelo processo seletivo para integrar a lista 2 dos jurados da BCC. Bom, 2022, 2026. Então inicia em 2022 no quadro de jurados e 2026, uma ascensão muito rápida, já tá aí sendo um dos protagonistas dessa, decidindo um futuro freio de ouro.
Perfeito. É uma uma trajetória rápida, né, uma ascensão rápida, como tu comentou. Porém, é uma história de bastante tempo, né. Nós entramos para a raça, começamos a criar. A minha família não era do cavalo, começou como usuário do cavalo e acabou caindo um cavalo importante na nossa vida logo no início da cabanha, em 2006, que foi o Ganadeiro. Então, o ganadeiro nos apresentou o freio de ouro, ganhando o freio de ouro, né, em 2006, então lá no início da cabanha.
Então, a gente tá dentro da modalidade, eu posso falar desde o nosso início, né? A gente sempre acompanhou e sempre procurou competir, tivemos vários animais competindo e tava sempre dentro do processo, como tu falou, como tá no texto, A gente participou bastante do laço comprido, né, no laço. Daí depois migramos mais para a parte da paleteada, do freio de proprietário. Então transitei bastante nessas esportivas aí. E junto com isso, a gente sempre tinha cavalo competindo no freio de ouro.
Então tava sempre envolvido no processo, né, competindo, né. E quando saiu o concurso para jurados, eu acho que fazia algum tempo que não tinha antes desse concurso que eu participei. Então era uma coisa que eu, desde o tempo que eu tava na faculdade, eu já participava como secretário, né, nas credenciadoras. E era uma coisa, julgar era uma coisa que me agradava assim, que eu gostava. E que eu achava que poderia contribuir. Então essa foi a escolha de começar a participar do processo, né, entrar para a lista de jurados e poder contribuir, tá participando e julgando.
Então, como tu disse, uma ascensão bastante rápida, mas com bastante prova, né. Eu me disponho bastante a julgar e participar, que nem tu acabou lendo ali, Talvez a última final que eu corri das paleteadas foi 21. 22 eu já joguei a final das paleteadas da Força B. E depois das esportivas, várias, né? Final do Proprietário. Então foram várias provas que eu joguei. Acabei ficando fora do ciclo depois de correr, né, o ciclo. E agora com um pouco mais de tempo voltando também.
Mas é como tu disse, uma ascensão bastante rápida, mas com com bastante prova nessa bagagem.
Eu quero chegar lá nesse ponto aí de como essa rapidez da ascensão foi se forjando. Mas a gente olha aqui, ó, eu tenho anotado, ó, 25 tu já jogou uma classificatória de Santa Catarina, né? Em 26, daí tu aparece como jurado lista 1.
24, te cortando, 24 eu joguei Paraná, classificatório do Paraná. 24 tu jogou Paraná, 25 você foi para—
Exato, eu que pulei, tá aqui, ó, 24 jogando classificatório do Freio de Ouro Paraná. 25 Santa Catarina, 26 tu passa para lista, para lista 1, né? E aí já julgando os machos do bocal de ouro e posteriormente classificatória aberta.
Isso, tem mais passaporte de Gaspar ainda.
E aí não tá incluído aqui o passaporte de Gaspar, né?
Então ainda dentro desse processo, eu me lembro a primeira, a primeira prova quando eu passei no concurso foi um proprietário em Pelotas. Era só proprietário jovem e o pessoal do núcleo de Pelotas me ligou para convidar e eu fui a Pelotas. Era o dia do meu aniversário, que caso junto é aniversário do meu pai. Então seria uma data que eu poderia talvez preferir ficar em casa, né? Mas pela vontade que eu tinha de jogar, eu peguei o carro e desci lá para jogar lá.
Então já comecei por aí. E ainda dentro do processo como um todo, eu ouvia o podcast do Leandro e eu acho que é muito bem feito, né? O colégio de jurados, ele dá muito suporte para nós, para nós aprender, para nós tá alinhado e para a gente crescer, principalmente julgando. Então, como eu fui te falando, lá em 2022 eu fui secretário do Léo Ardengue no Passaporte de Pelotas. Ainda não tinha jurado auxiliar, não fui secretário dele lá.
Na época quem era o secretário?
Talvez era um embrião para ser auxiliar. Daí depois, no ano seguinte, se eu não me engano, 23 talvez, eu fui auxiliar do Gustavo lá em Pato Branco.
Sim.
E 24, se eu não me engano, eu fui auxiliar do Alexandre Sinier em Lages. Então é um processo que, que nem a gente fala, foi rápido, mas ele foi construído, né, pelo colégio, pela BCC como um todo, né, tá oportunizando a gente de estar julgando e tá participando de eventos. Então é bastante sólido e dá muito reconhecimento, faz a gente aprender muito. E julgar bastante, acho que a gente só vai ficando mais firme, vai criando casca.
Tudo quanto mais praticar, mais tu vai, tu vai ficar bom, né? Mas é que eu queria voltar aqui, ó, vamos lá. Antes de tu ser jurado, antes de tu ser proprietário, você iniciou a cabanha em 2002, né? 2004. 2004. 2004 era voltado para o laço, ou o teu contato com cavalo iniciou no laço, ou não?
Praticamente sim. Porque foi, no caso, meu pai e meu tio adquiriram uma área de terra e aí compraram cavalos, né, para uso da fazenda, da área assim, para cavalo de trabalho. E daí junto a gente já começou a— antes disso não tinha contato nenhum, não sabia o que era um cavalo. E quando começamos, já começamos usando cavalo para lazer e E a modalidade que nós ingressamos foi o laço. Então lá em 2004 até praticamente ainda hoje, né, a gente segue laçando, mas hoje muito menos.
Mas foi um período assim de 2004 talvez até 2014 aí que a gente era bastante ativo dentro do laço, né.
Essa área que tu menciona aí é onde é a cabanha hoje, não?
Onde é a cabanha hoje.
E que é onde eu fui uma, eu já fui umas 2, 3 vezes ali fotografar. E eu sei, eu tô sabendo de uma que nós vamos entregar, eu vou entregar ele aqui. Eu tô sabendo de uma que é aquilo, é um refúgio de uma fugida de um fotógrafo para se esconder para pescar.
É verdade isso? É verdade, é verdade. Eles usam a desculpa na passada ali, chegam ali para se esconder um pouquinho para tirar umas linhas d'água.
Esse é ligeiro, né? Joãozinho Moraes, nós estamos sabendo, ó, estamos sabendo que isso aí é teu refúgio de pesca. Agora todo mundo já sabe.
O bug leve o vinho, né?
Ah, é, mas isso aí é, ele vem para classificatória, fica ali em casa ali, ó, tô levando vinho para nós tomar de noite. Então tá bem.
Mas então tu, tu, a partir disso que vocês não tinham noção então de freio, vocês compraram por necessidade da área, por lazer e trabalho, ou chegava ou não chegava a usar para ser, para trabalho, para serviço assim lá no início, para serviço, para lazer e para o laço, e Como todo começo, sem tanta orientação, mas que é a realidade de muitas pessoas que começam no cavalo assim sem ter muito norte, mas é cavalo de serviço, cavalo para laço.
E começamos a competir, competimos com o cavalo na rédea, e aí através do Fernando Gonzalez, que atendia um cavalo nosso, Nós acabamos chegando no Ganadeiro e aí, a partir do Ganadeiro, nós nos clareou assim o que que seria o objetivo maior da criação, assim, tentar voltar para esse cavalo mais do freio de ouro. Claro que um cavalo completo, né? Mas aí nós entendemos o objetivo da cabanha em si. Antes talvez já tinha éguas de cria, mas é lá no embrião, né? O início assim não era Não tinha tanto volume, né?
A minha próxima pergunta tu já vem respondendo. Eu queria entender como é que, porque tu fala 2 anos depois vocês chegam no Ganadeiro. Se tu não tinha conhecimento, o Ganadeiro que te apresenta o freio de ouro, como é que caiu o Ganadeiro para vocês? Logo o Ganadeiro, podia cair qualquer outro cavalo, por que o Ganadeiro?
Ganadeiro chegou até nós através do Fernando Gonzalez, eternamente grato a ele. A tudo que fez por nós sempre, né? E foi assim, o Fernando nos apresentou o cavalo, disse que era um cavalo que tinha potencial de andar bem no freio, né? E acabou que deu tudo certo e ganhou o freio logo em sequência. Então a cabanha praticamente começou com o freio de ouro, não tinha nem volume de éguas para ele cobrir, né? Sim, então já iniciou com os dois pés na porta, com o cavalo e sem as réguas.
E naquele momento vocês adquiriram 100% do cavalo?
Não, não, aquele momento foi montado um condomínio, eram, se eu não me engano, 12 donos do condomínio. E aí depois, com o passar do tempo, foi adquirido mais 10%, depois passou mais um tempo, nós adquirimos mais uma porcentagem, hoje nós chegamos a 60% do cavalo.
Ah, tá. Eu não sabia que, como é que tinha sido feito, porque eu sei que tu tem sócios no cavalo, né? Sim, tu tem parceiros no cavalo, até porque eu já fui várias vezes ali. E tu tem bons parceiros da tua região ali no cavalo, né? Uns 2, 3 que, que não sei se, como é que tá hoje, mas, mas tu tem, são amigos teus, né?
Claro, no cavalo, no Saindo do ganadeiro, né, sem ser no ganadeiro regionalmente, eu acho que de dono dele só nós, mas de parceiros que o cavalo nos trouxe, vários. Sim, tem várias pessoas, né, que através do ganadeiro, e também um cara que é baita parceiro nosso, é o Wagner, né, da Cabaña de la Tersa, que através do ganadeiro, com uma égua que era do Wagner, acabamos fazendo esse casamento. E acabou produzindo diversos animais, e entre eles dois animais bastante importantes, que é o Entrevero de La Terça, um cavalo que foi 4 vezes finalista do freio, uma vez finalista do freio FIC, e também o Encanto de La Terça, que é um irmão inteiro do Entrevero e um cavalo que foi bocal de prata em 2018 e bifinalista do freio, foi finalista em 2024 novamente.
Então, com certeza, o cavalo ele sempre traz amizades, né? E fizemos umas amizades grandes, né, através do Ganadiri.
Mas o Wagner já não era, não era teu amigo antes, não era conhecido antes?
Ele era conhecido assim, mas não tínhamos uma relação tão estreita, né? O que nos estreitou assim, da gente conversar toda semana, às vezes todos os dias, foi o cavalo.
Foi o cavalo. E a questão de tu ir para— porque tu não tinha envolvimento com cavalo, toda essa função, a questão de tu ir para veterinária vem depois de tudo isso ou tu já tinha isso como—
Vem, vem depois, porque na verdade depois que começou a cabanha, que começou a ter cavalo, que eu comecei a direcionar mais para esse lado da veterinária. Até lá no início meu pai não era muito favorável, Mas depois não teve muita escolha, né? E a partir do momento que eu comecei a cursar veterinária, aí sim eu direcionei toda a minha faculdade para o cavalo. Daí a tua família, que atividade principal da minha família era lá atrás era estofados, né, que é estofados com mioto, e depois a construção civil, né?
A construção civil. E para o teu pai tu iria no lado para engenharia civil, bem possivelmente, ou talvez administração de empresas por causa das empresas.
Da empresa de estofados, seria mais para esse lado, que foi o lado que o meu irmão seguiu, né? Eu tenho um irmão que é mais velho do que eu e ele é administrador de empresas, ele que toca toda a parte de escritório, né, dessas empresas, e a parte da cabanha também, né, do escritório da cabanha. Então acho que a princípio, o primeiro ponto que meu pai gostaria era que eu fosse para o mesmo lado, né?
A parte da cabanha ele toca então, essa parte administrativa?
A parte administrativa sim, né? E a parte de campo eu dei.
Que eu ia dizer não, porque tu poderia ter te tornado administrador da cabaana.
É, não, nessa parte sim, mas a parte de escritório, parte de contrato, de organização assim, é o meu irmão que faz do escritório.
Sim. E o que eu vi, tu sabe que eu já entrevistei, já que a gente já entrevistou, não, que isso aqui não é entrevista, é uma conversa, a gente vai conversando e vai indo. Claro que tem alguns tópicos aqui que a gente vai anotando, né? E vai levando. Mas existe, tu como jurado veterinário, existe alguma, existe alguma coisa que tu enxerga no cavalo antes como veterinário, quando a hora que tu tá julgando?
Olha, eu acredito que sim, Fagner. Principalmente tu vai nessa questão do bem-estar, na questão de tu ver que um cavalo tá clinicamente saudável, né, um cavalo que tá bonito, que tá bem composto, um cavalo que não vai estar claudicando, né, que muitas vezes nos mostra lá na pista, né, um cavalo que não tá tão bem de saúde por questão de pelo ou por questão de alguma assimetria, algum cavalo que não tá caminhando tão bem. Então tudo isso a gente já consegue identificar, e acho que a maioria dos colegas conseguem também, né, mas é É um ponto que a veterinária ela nos ajuda, por a gente já ter esse olho clínico, vamos dizer assim.
Mas tu chega, quando tu chega numa exposição, um acredenciador, enfim, tu chega e tu já chega diagnosticando, olhando assim, buscando, ou tu consegue separar um pouco assim?
Não, eu separo. Eu acho que antigamente, lá atrás, antes de ser jurado, Mas quando eu competia, eu tinha muito mais esse olho assim de ficar procurando coisa, sabe? E depois acabei tirando um pouquinho de lado esse olho mais crítico, né? Mas é claro que na hora do julgamento a gente olha e procura observar, né? Nunca procurando, né, aquilo que alguma coisa que seja realmente, que esteja nos mostrando realmente, né? O cara acha que o cara não pode olhar com olhos extremamente clínicos, né?
Sim, sim, porque na verdade o veterinário ele chega procurando problema e o jurado, eu digo por mim, que se eu fosse jurado, tu já chega olhando as qualidades e depois tu vai ir para os defeitos, né?
Exato, exato.
Mais ou menos essa linha que eu imagino.
É a linha que eu procuro seguir também, é procurar enxergar as qualidades e depois balizar os defeitos, né? Sim.
E tu julgando o indivíduo assim, tu, quando tu julga ele, tu olha ele como indivíduo, ou tu já, principalmente cavalo, tu olha ele como indivíduo? Como é que tu analisa primeiro o cavalo, é o indivíduo, ou ele como uma matriz, um produtor, já pensando no nesse futuro do animal?
Não, acho que a gente tem que olhar o indivíduo, né? Claro que como criador assim a gente tenta projetar ele, né? A gente tenta projetar, mas eu acho que a gente tem que, como jurado, tem que estar analisando o momento, se ele tá enquadrado na categoria, né? E analisar principalmente o momento que ele tá ali, né?
Que essa é a parte da veterinária, já pode te facilitar bastante, né?
É claro que como criador assim a gente tenta projetar projetar e olhar as qualidades, uma coisa que eu percebia assim muito, que eu atentava lá no início, atentava muito ao que me faltava assim, né? Lá em casa eu não tenho, então buscava nos animais da pista assim, buscava aquilo que faltava na minha manada, eu buscava procurar nos outros animais. Mas é uma coisa que a gente vai amadurecendo e vai entendendo, vai chegando, né, no num padrão, mas enfim, procura analisar o indivíduo, né, não projetar ele assim.
Sim, disso que tu falou é um negócio que a gente até, num 70, né, mas tu tem que desligar da tua casa na verdade, né, porque se tu começar a buscar o que tá faltando em casa, daqui a pouco tu tá fugindo daquilo que o cara pede, talvez.
É isso aí. Então a gente tem que estar muito focado no que o standard nos pede, o que o regulamento nos pede, né, e deixar de lado o gosto pessoal, né. Sim, mas é por aí.
E o fato de tu montar antes, competir no freio do proprietário, que o freio do proprietário nada mais é uma simulação do freio de ouro, né, sem a morfologia. Exato. Até a gente comentou, brincou, né, é a categoria de base do freio, né. Entre aspas assim, né? Porque normalmente o cara sai do jovem, aí quando ele não tem mais idade para competir no jovem, ele acha que não— acha não, ou ele não quer competir no profissional, ele vai para o freio do proprietário e depois pode ser que vá para o freio, que ia ser para o profissional.
Mas é o fato de tu competir, depois julgar, fica mais fácil de tu buscar, de tu encontrar. E quando tu competia Daqui a pouco tu não concordava com uma nota do jurado, tu entende hoje o porquê? Como é que faz essa relação assim?
Ah, eu acredito, Fagner, que sim. Que a gente chama de conhecimento de causa, né? Montar cavalo, e a gente monta diariamente, e não tô falando que quem não monte não sabe julgar, muito pelo contrário. Eu só acho que facilita, né, a gente ter passado pelo processo, a gente vai lá e faz e tenta apresentar da melhor forma, sabe da dificuldade que é. Então a gente entende também bastante das dores, né, do cara que tá tentando apresentar um cavalo. E o que que era a outra que tu me perguntou?
Não, é justamente isso. Se tu, se facilita para ti o fato de tu, de tu, de tu ter montado e aí agora tá julgando, né, facilita. E se em algum momento quando tu, quando tu tava montando, quando tu montava, tu, pô, eu achava que a minha nota tinha que ser melhor do que isso, certo?
Sim, eu, para mim, me parece que facilita bastante assim. E essa questão aí da nota, eu acho que é invariável, mas eu entendo e entendi isso muito logo. Talvez no tempo que eu corria o proprietário lá em 2017, 2018, eu nunca tivesse nem lido o regulamento do frete de ônibus por inteiro, entendeu? Eu, a gente participava de prova e tudo, mas nunca tinha pegado para parar para ler. A gente sabia de conhecimento de causa assim, de olhar a prova, olhar os outros fazer.
Eu sei que tem que ir ali, trotear, Mas aí eu tenho que trar aqui, trotear, galopar e trocar de mão e o percurso da figura.
Mas talvez não tinha nem lido o regulamento para chegar lá. Então tem muita coisa assim que a gente achava que tava errado, que depois quando tu, se tu só parar para ler o regulamento, tu já, já te clareia muita coisa, né?
Já muda um pouco do conceito. E isso seria um conselho que tu daria para todos os competidores hoje?
O primeiro, ler o regulamento. Eu acho que clareia muito assim, né? Clareia muito, o cara ter claro o regulamento, que muitas vezes o cara acompanha bastante tempo ou tá começando há pouco tempo, mas já viu e não tem muito claro o que que você busca, né? Então o cara ter bastante claro isso aí para quem tá começando, né, nas modalidades, é, eu acho que é essencial para conseguir ter resultado, né, em qualquer modalidade que seja.
E para ti, o que que tu acha assim, o maior erro de leitura? Eu digo de leitura porque Tu tá na casinha dos jurados, tu tá julgando, tu tá focado na prova, tu teve do outro lado, tu foi julgado e tu tem o público. Que que tu já teve nessas, nesses 3 postos? O que que tu, quando a gente fala assim muitas vezes, ah, eu não dava essa nota para esse cara, tá louco, tá louco, isso aí troteou tranquilo, o jurado não viu, ou o que que aconteceu?
Que que tu acha que é o maior erro de leitura das pessoas que estão de fora da casinha do jurado?
Tem muita coisa assim, Fagner, que o ângulo de visão do jurado é diferente do cara que tá lá do outro lado da cerca, né? O jurado, ele tá ali muito atento e muitas vezes tu enxerga coisas que quem tá de fora tá vendo uma prova boa, mas não viu algum detalhe. E o contrário também é verdadeiro, né? Tem um ângulo, algum ângulo pode ter, né, Principalmente na prova de mangueira, que o jurado tá olhando o cavalo indo de costas, acaba não vendo uma troteada, e quem tá olhando do outro lado da mangueira ou lateralmente enxerga muito fácil, né?
Então eu acho que principalmente por esse lado assim, né, o ângulo de visão muitas vezes da arquibancada é diferente do que os jurados estão olhando, e os jurados estão extremamente atentos, né, ao regulamento. E aquilo, mas são coisas que pode passar a olho, né?
E é mais fácil o cara perceber isso montando ou perceber isso julgando? Não sei o quê, porque às vezes tu tá ali, bom, tu tá focado, porque tu também, quando tu tá montando, tu também tá focado, e tu acha que daqui a pouco, não, eu tô achando aqui que a minha prova tá boa, eu mereço uma nota maior.
Eu acredito que julgando tu consegue ver muito mais fácil. Às vezes montando parece que tá mais legal do que tá sendo, né?
A percepção.
É, já tive várias experiências assim de amigos que correm e que trazem uma prova pra gente olhar assim e perguntam, questionam a nota com educação e não tem problema nenhum, mas que a gente olha assim e daí tem que explicar pro cara que não tá Não tá indo tão bem quanto ele pensa que tá. Então acredito que olhando e julgando assim é mais fácil do que tá fazendo.
Fazer não, às vezes não é tão fácil, que ali tem uma pitada da emoção, da paixão, né? Com certeza. E deve ser difícil separar. E daqui a pouco o cara se torna um pouquinho mais crítico até também com conhecidos, para não deixar margem de dizer, pô, é conhecido dele, eu dei uma afrouxadinha também, né?
Sabe que eu Eu falo particularmente de mim assim, muitas vezes eu não sei nem quem é que tá vindo lá, Fagner. Eu tô só olhando o cavalo e tô concentrado no movimento e não, pra mim não faz muita diferença pra mim de quem é que tá vindo. Eu procuro levar por esse lado aí, procuro. Claro, a gente conhece bastante gente, tem provas que o cara vai passar, por exemplo, uma prova do campeonato de paleteada, né, o cara vai passar 6 vezes na tua frente e tu já sabe quem é, né?
E como a gente competiu no meio, muita, muita gente conhece bastante gente, né? Mas não, o jurado ele tem que saber separar, né? E a emoção ela não pode, não pode tomar conta. O cara tem, só tem um jeito de julgar, né?
Sim.
E eu acho que tem que ser por aí, o cara tem que ser o mais firme possível.
Não, concordo. Mas às vezes o cara é para mostrar, tu sabe, eu vou contar uma coisa que não tem nada a ver com julgamento, né? Mas eu, na 4ª série, a minha mãe foi minha professora na escola. Cara, e foi a pior professora que eu tive em toda minha vida. Não é porque ela era ruim, é porque comigo ela pegava pesado, porque ela não queria deixar margem para os outros dizerem, ah, ele tem acesso à prova, ele tem acesso, tá me facilitando.
A pior nota que eu tive na 4ª série foi na de português com a minha mãe. E até hoje o meu português é horrível. E aí era o pior, então, porque ela queria me exigir, me cobrar demais para não deixar margem para os outros. E aí terminava que me sacrificava, né? E a decisão de se tornar jurado, porque tu me fala uma coisa agora, que tu nem lia regulamento para correr a prova.
Isso lá atrás, lá no início.
Não, sei, eu tô dizendo que agora. Não, calma o coração, não vou te botar no mato, calma. Tu me fala que tu não lia regulamento. Se tu não lia regulamento, tu não tinha interesse, né? De ler o regulamento, tá? Eu vou lá, eu sei como é que aprova e deu. Então, e aí tu te desperta o interesse de te tornar jurado. Que em que momento que virou essa chave assim para ti, né?
Na verdade, assim, desde que a gente tava envolvido no processo, eu acho que já tinha vontade de sim, de ser jurado. Tanto é que, como eu te comentei lá atrás, desde o tempo que eu tava na faculdade, quando eu tinha oportunidade de ser secretário, Eu procurava estar disponível para secretariar a credenciadora, para tentar ser secretário em alguma morfologia. Então, desde lá atrás, essa vontade de contribuir com a raça, de ser jurado, vem desde lá de trás, né?
Desde que a gente conheceu a prova e começou a participar. Então, a partir do momento que saiu que ia ter essa possibilidade de fazer o concurso, a gente se dedicar bastante a aprender o quanto mais possível, né, para poder estar melhorando aí e ser, tá muito alinhado, né, com o que a raça nos cobra, né.
Sim. E esse processo deve estar bem na tua cabeça, ainda deve ser bem recente. Explica para nós como é que foi todo esse teu processo de, o start inicial, de te habilitar, aí tu fez a prova. Como é que foi esse passo a passo aí?
Na época, em 22, foi tudo aqui em Esteio. Era final de pandemia, o meio de pandemia. Lembro que a gente tava de máscara. Então foi feita a prova, foi mandado toda a documentação, daí foi feita a prova escrita, e depois foi feita a prova, na época, por vídeos, né? Aqui na sala do lado aqui.
Sim, era, tinha outra sala ali do setor de eventos, era ali. Isso.
E aí foi feita a prova por vídeos, depois a entrevista com a psicóloga, e aí depois saiu o resultado para nós. Aí tá, tava apto a começar a julgar. E aí pelo processo psicológico também, com a psicóloga, uma conversa, uma entrevista mais ou menos uma hora e meia. Não sei se foi comigo, uma hora e meia.
Normalmente o pessoal é 15 minutos.
A minha foi mais demoradinha, mas foi uma boa conversa. Acho que deu tudo certo. Mas aí tá, foi, deu tudo certo no processo. E aí seguir julgando. Daí no regulamento pede que para ascender de lista tem que julgar 4 credenciadoras, né, para passar para a lista 1. E aí eu tinha jogando no primeiro ciclo, acho que eu joguei, eu joguei 3 credenciadoras e a final do proprietário, que contava como uma credenciadora também. E aí no ano seguinte, se eu não me engano, já foi 23, é de 23 para 24, já abriu outro concurso que acho que foi a última turma de jurados que entraram para lista 2.
E daí, quando teve o concurso esse para lista 2, fizeram a prova de ascensão de lista. E aí, no concurso, já acendi para lista 1 daí, que aí foi, acho que foi 23, que aí 24, daí eu já julguei a primeira classificatória, que foi a do Paraná, que daí veio o Paraná.
Nessa parte do processo seletivo, o que que é mais difícil? O que que tu considerou mais difícil? Parte teórica, parte prática, ou a psicóloga?
Tu sabe que a parte da gente conversava antes, né, que ninguém sabe o que que a psicóloga avalia, né, mas é a parte mais muito tranquila. Não tem, todo mundo tá aqui por um por um propósito. E é só a gente ser verdadeiro que dá tudo certo, não tem, não tem erro nenhum. Mas a parte que eu considerei mais difícil, e que eu acho que é a parte mais difícil de julgar, é a pressão, né? Porque tu tá julgando, mas tu tá sendo julgado também, né?
E naquela, naquele momento ali do concurso, eu tava sendo avaliado. Então que não deixa de ser um julgamento, né? Então essa pressão de estar sendo avaliado, para eu acho que era bastante difícil assim.
Sim, é o que dá, é o que faz o cara balança. E tu não lembra, tu não lembra de alguma, algum da conversa, teve algum ponto da conversa com a psicóloga que te marcou?
Não, teve uma passagem, na verdade, assim, Teve uma passagem que em 2021, um ano antes do concurso, teve um cavalo nosso que, um cavalo nosso que foi finalista do freio e acabou saindo no vet check. E no momento, naquele momento, a gente acabou, eu lembro disso, a gente acabou pedindo uma conversa com a diretoria porque nós não concordava tanto com como tinha sido conduzido o processo, na verdade.
E daí foi logo no início dos vet checks, né, que tirava. Foi logo, foi um dos pioneiros ali, né?
Foi quando foi um cavalo nosso foi retirado e nós a gente não concordava tanto com o processo e enfim com o resultado, né? Mas é um caso à parte. E acabou que no meio da conversa veio esse assunto, veio à tona. Eu acho que foi aonde, aonde estendeu um pouco mais a conversa, mas veio à tona por ela ou por ti? Na verdade, por mim, quem tava na conversa era o Dado Azevedo. Então foi eu e o Dado assim, né? O Dado participou junto nessa entrevista, tava o Dado e tava psicólogo.
Que na verdade hoje, se tem outro processo seletivo, acho que daí seria o Leandro, né?
É, acredito que sim.
Não sei se os dois também não participariam. Bem, aí então, quando entrou para a lista 2, tu te considerava pronto já quando ascendeu de lista?
Tinha muita insegurança, né, Fagner? Mas eu sabia assim, principalmente acreditava assim, principalmente da parte funcional assim, que eu tinha muita capacidade de julgar, né? Eu acho que naquele momento, antes, o regulamento do freio do proprietário das esportivas talvez em algum momento não pedisse que fosse jurado concursado, até podia ser algum competidor. Eu já tinha julgado uma ou duas provas sem ser jurado ilícito. E daí Caxias do Sul também foi um núcleo que hoje eu faço parte, né, mas que lá atrás, antes de eu fazer o concurso de jurados, ele me deu oportunidade de julgar uma prova amadora que eles faziam lá.
Que era o Frei Serrano. Então joguei talvez 2 ou 3 etapas do Frei Serrano lá. Então eu já tinha um pouco de intimidade com dar nota assim, né, nessa parte funcional, né. Mas tudo é um processo, né, a gente tá sempre aprendendo e vai pegando casca. E sempre o colégio busca nos colocar a julgar assim, né, principalmente os novos, né, com pessoas mais experientes que a gente pode conversar e trocar ideia para ir crescendo e aprendendo.
E eu acho que quanto mais a gente conversar, melhor a gente vai ficando e mais fácil é, mais leve é o julgamento. E acho que é assim que tem que ser, né?
Tu passou por dois momentos, né, que a gente até comenta com— eu comentei com o Leandro do tempo do secretário convidado, né, e do auxiliar. Tu passou por esse, tu foi convidado já, secretário convidado, e depois atuou com, pela coincidência ou não, né, digo eu coincidência ou não, mas com o Gustavo, que vai ser teu colega de trio. Vocês vão julgar as fêmeas.
Exato.
Então vai ser tu, o Gustavo e o Pastel, Thelmo Motta. Então, por coincidência, tu foi auxiliar do Gustavo em Pato Branco.
É, e Xangri-Lá. Esse eu não sigo.
Xangri-Lá também foi auxiliar dele.
Isso. E aí o Bocal também nós jogamos junto. E agora vai ser—
Sim, mas eu digo, tu passou por esses dois processos do secretário convidado e do auxiliar, né? Tu acha que, tu acredita que esse formato que tá hoje, e não tô querendo te comprometer, eu só quero da tua experiência o que que tu viveu, porque para ti foi um ponto importante tu ser secretário convidado, né?
Com certeza, eu acho que é perfeito a maneira que o colégio de jurados tá conduzindo assim para formação dos novos jurados, porque a oportunidade, tu tá lá dentro da pista e tá ouvindo a opinião e trocando ideia com o jurado principal, né, é muito importante, né. Tu consegue pegar muito, muito mais cancha. Na época do, se eu não me engano, no primeiro que eu fui auxiliar ainda não comentava, mas no segundo que eu fui auxiliar, o auxiliar fazia fazia o julgamento dos incentivos ou fazia o comentário do julgamento dos incentivos.
Então é uma maneira que o colégio dava a oportunidade do jurado já pegar o microfone e melhorar, né, a sua fala.
Isso foi quando o André tava de coordenador do colégio. E aí depois que entrou, que trocou para o Telma, eles mudaram de novo, que daí o jurado auxiliar não fazia o comentário da partida.
Ele só participava, mas não fazia mais o comentário. Mas é muito importante, como agora tem essa nova modalidade que eles criaram do jurado auxiliar nas classificatórias, aí vai ter no freio também. Eu acho que é uma oportunidade bastante importante para quem tá no processo de poder estar ali sentindo a prova e tá vendo como é que é de dentro da pista ali, né? E participar desse momento é bastante importante para a carreira do jurado.
Sim, mas vou voltar de novo, que na verdade eu sinto falta, tá? Eu sinto falta do jurado convidado, por exemplo, não sendo o secretário convidado, não jurado auxiliar convidado. Secretário, tu passou por esse momento de que foi importante para ti lá atrás, quando tu não era jurado, não te despertou de ser secretário, e hoje tu tá aí um dos jurados junto com o Freitas.
Com certeza era Hoje não tem mais no freio, né? Mas também as credenciadoras do interior também não têm mais muito a figura do secretário, mas para mim foi muito importante lá atrás ter a oportunidade de poder estar escutando de perto o que o jurado estava avaliando, né? É uma maneira da gente aprender e estar enxergando a mesma coisa que eles estão comentando, né? Que hoje a gente está comentando, mas eu acho que era uma maneira bastante importante de estar dentro da pista e de despertar o interesse de quem quer, ou às vezes alguém que acha que é uma coisa e vai para lá e vê que não é para si também, né? É porque é uma responsabilidade grande.
Exatamente isso que eu ia comentar. Tu troca o lazer, porque até então isso é um lazer para ti, tu troca o lazer pela responsabilidade.
Pela responsabilidade. Então às vezes o cara acha que quer, mas tu indo lá pra dentro tu vê que não é bem assim, né? Que não é pra qualquer um.
Sim. Tu tinha esperança? Tu tinha noção de que tu poderia ser chamado pra jogar esse Frey desse ano?
Olha, pra mim foi uma surpresa quando convidaram pra jogar o Bocal, sabe? O Bocal, fiquei bastante surpreso assim. E é uma responsabilidade grande. E aí depois, quando o colégio convidou para julgar a classificatória aberta novamente, daí me acendeu uma luz assim de esperança que pudesse jogar o freio, pelo motivo de que talvez nos últimos 2 anos tiveram outros jurados que jogaram 2 classificatórias e foram chamados pro, para jogar o freio.
Então eu imaginei que se ocorresse tudo bem, se andasse tudo bem na classificatória, tinha chance de ser convidado, né? Sim. E graças a Deus deu tudo certo.
E tu entendia que o bocal poderia ser um teste para ti?
Eu acredito que, acredito que sim.
O bocal acho que foi um teste, é uma responsabilidade grande assim, né?
E é uma confiança grande do colégio, né, de colocar. E eternamente grato. A gente sabe o tamanho da responsabilidade, mas sempre com, como eu digo, né, o jurado, o colégio de jurado sabe muito bem e formam os trios muito, muito bem formados para a gente tá sempre firme para fazer o melhor julgamento, né.
Aí tu julga o bocal, depois tu julga aberta. E aí tu não passa, tua cabeça, pô, agora me chamaram para aberta, não vão me chamar para o freio. Não passa isso?
Tu sabe que na hora eu pensei ao contrário, cara. Mas teve gente que me falou, baixa, agora jogou duas classificatórias, não vão te chamar para o freio. Mas eu na hora, na verdade, quando veio o convite da aberta, eu falei, bah, se der tudo certo na aberta como deu no bocal, eu acho que tem chance de chamar para o freio. É isso. Me passou na cabeça, porque eu digo, acho que quem tá julgando e o jurado que tá atuando, que falar que não tem vontade de julgar um freio, acho que tá, que vai estar mentindo, né?
Acho que todo mundo quer estar aí, quer contribuir, fazer o melhor pela raça. E eu acho que o ponto máximo é o freio de ouro.
É como tu ser fotógrafo, como tu ser criador, onde é que tu quer estar? Eu quero fotografar o freio, eu quero estar na final do freio como criador. Então o jurado na minha cabeça tem o mesmo sentimento, né?
Exatamente.
O que eu ia te perguntar era, tu passou pelo bocal, tu passou pela aberta, né? A maioria dos animais que passaram, que tu já viu esses animais que tu vai julgar agora?
Na verdade, sim e não, né? Porque tanto no bocal como na aberta eu julguei os machos, e agora eu fui convidado para julgar as fêmeas.
Para julgar as fêmeas, mas tu não tem como resetar, tu Tu acredita que tu viu as fêmeas em alguma coisa das provas?
Sim, Fagner, mas eu te confesso que nas provas que eu tava de jurado aqui eu pouco vi da pista assim, né? Alguma prova que outra, mas no geral variei assim não.
E esse ambiente assim, porque agora tu me fala uma coisa que vem a casar com essa estrutura nova que fizeram para os jurados, né? Você, como é que é o atendimento de vocês? Porque eu pergunto, eu perguntei para o Leandro, Existe alguma questão de blindar, de tirar o que é informado, dito para os jurados assim, ah, evita ir para o restaurante, evita ficar no meio do pessoal enquanto estiver julgando. Agora tem essa estrutura, como é que é esse acolhimento do...
Certo é, não tem nenhuma indicação, nenhuma proibição que a gente não possa circular onde quer, né? Mas eu acho que no momento que a gente está julgando, A gente fica mais à vontade no reservado, né? E esse espaço novo que tem para os jurados aqui, para as famílias aqui atrás, para nós ficou muito bom, né? Porque a gente consegue ficar concentrado ali. Daí tá o ambiente que tá só as famílias dos jurados e os jurados, o colégio, né?
Algum membro do colégio, geralmente é o Leandro que tá ali, né? Então a gente acaba ficando mais concentrado ali. Assiste a prova pela TV que fica passando a transmissão ali na casinha e vai comentando. Então é um espaço que a gente fica bem à vontade assim, né, mas acaba não acompanhando tanto a prova. E também é um momento que eu digo, a gente faz a reunião pré-prova, então é o momento de se concentrar. E talvez enquanto os colegas estão julgando, por exemplo, a categoria das fêmeas, Quem tá jogando os machos já fica um pouco mais relaxado ali, né, mais reservado, mas acaba não olhando a prova assim com esses olhos mais atentos assim, né.
Então assiste como quem tá assistindo um jogo em casa assim, mais tranquilo, né, sem o compromisso, né, fica meio assim.
E o fato do—
ele explica para nós também que com vocês, antes de iniciar as provas, vocês não iniciam frio, vocês já vão, já vão a reunião pré-prova e aí o colégio de jurados separa alguns vídeos e aí a gente já vai olhando esses vídeos antes da prova para ter bastante claro na cabeça, né, o que que é uma prova, geralmente uma prova que eles buscam mais perto do 10, né, uma prova de meio, uma prova mais ruim. Então praticamente a gente já entra aquecido para começar a julgar, né.
Quando ele me falou isso ontem, na minha cabeça, imaginação da cabeça fica Tá a TV ali, ficam as plaquinhas na frente, vocês ficam se esquentando. Por isso que eu te perguntei como é que funciona. Você vai tendo uma conversa para ir tirando a pressão inicial, né?
Tirando a pressão e vai olhando prova, vai olhando provas boas, né? Que aí o cara vai calibrando o olho para o que a gente quer, né? Para o 10. Então vai calibrando o olho para esse lado aí e vai trocando ideia, né? Que acho que é bom. Daqui a pouco bota um vídeo de uma prova que já não é tão boa, vai trocando ideia ali, vai calibrando o olho. Mas é muito boa, eu acho que dentro do processo, não só aqui, já desde a classificatória que eu julguei, a de Santa Catarina do ano passado, já foi assim também, com esse aquecimento pré-prova e com essas reuniões pré-prova assim.
E eu acho que é bastante válido e E que nos ajuda bastante assim, o cara concentrar e tá bem alinhado assim para começar, é bom.
Sim, e tira tensão, né? Tira, o cara vai, eu imagino que se eu fosse jurado, eu chegar até a terceira, quarta placa, eu ainda ia estar tremendo, né?
Então é uma boa, o cara tá mais relaxado e tá bem concentrado naquilo ali, no que vai ver, né?
Sim, mas também a pressãozinha que o cara sente antes vendo o vídeo ali, visualizando as provas boas também, ó, Vamos buscando isso, ó, vamos buscando isso também. Já deve dar um—
é bom, cara, tem que ter um pouquinho do frio da barriga, tem que ter também, né?
Normal, né? E agora tu falou a classificatória do Telmo, tu jogou com Telmo lá, né, em Santa Catarina?
Eu joguei Santa Catarina com Telmo também. Então os dois colegas do Frey desse ano, já joguei com os dois. O Telmo lá em Santa Catarina e o Gustavo os passaportes e o bocal.
Os passaportes, faz dois passaportes com ele, depois tu tem uma sequência boa com Gustavo. Isso é coincidência ou é?
Eu acredito que seja coincidência. Nunca me passaram nada assim de, ah, vamos te colocar com Gustavo. Acho que se a gente sempre, eu não conhecia ele, de conversar assim. Eu conheci ele lá no primeiro Passaporte e andou bem assim a nossa troca de ideias assim, e o julgamento em si foi bem tranquilo. E depois no outro Passaporte acabamos julgando junto novamente e também foi bom, e acabamos jogando o Bocal junto. Então eu não sei se pelo lado do colégio teve alguma relação ou se foi ao acaso assim, mas é Já é um jurado que eu já joguei algumas vezes e que nos acertamos bem assim, que é muito tranquilo jogar com ele.
Um jurado bastante importante, né, que já jogou freio, já jogou final da morfologia, bastante experiente, né. Então é bom e dá uma firmeza para a gente também, que nem eu que tô começando, né.
É essa relação, essa relação assim, tu entra com esse pensamento, eu tô começando, e como é que tu Tu tá ali dentro, tu tem que ter a tua personalidade também, né? Não, tu não pode deixar ser levado pelo que— se chega numa situação ali, ó, tu enxergou uma reação, cara, eu vi uma reação ali, vocês viram? Não, não vi. Como é que, como é que é essa troca? Tô sendo novato na teoria, né?
Exato. É como aconteceu já nas outras classificatórias, Mas cada jurado ele vai dar a sua nota, né? A gente tá ali para talvez formar algum conceito, reformular alguma coisa da prova que, como tu disse, alguém viu, não viu. Eu vi trotchar, tu não viu trotchar. Ou na questão, como tu comentou, de uma reação, se eu vi, tu não viu. Mas cada jurado tem, ele pode dar a nota que ele quiser, né? Eu acho que A gente já tá bastante maduro assim, bastante afinado, então acaba dando a nota que acredita mais assim.
Não tem muito, não precisa encostar muito na nota do companheiro, né, mas procura fazer um julgamento sempre parelho, né, entre todos eles, né.
Sim, mas é que no meio tempo, que nem o Leandro falou, dentro de uma mangueira, que aquela coisa é uma ação, acontece rápido, tem que levantar, tu não consegue ir conversando e trocando uma ideia, né?
Às vezes não consegue. Até é uma situação que os guris me cobravam muito, porque eu não sou muito de falar, né? Eu sou mais quieto, né? E na hora do julgamento eu também não sou— tem jurados que falam mais, tem jurados que falam menos, e eu era cobrado de falar mais do que eu tava o que eu tava vendo, o que eu tava achando assim, né, e expressar mais a minha opinião assim para poder argumentar, né, com os colegas sobre o julgamento.
E o colégio acredita que seja uma maneira de evoluir, e acredito que eu venha conseguindo melhorar isso em mim assim, né, de poder falar mais assim.
Sim, tu deve também ficar um pouco retraído pelo fato, ah, sou mais novo, dependendo, pesa quem tá do teu lado?
Olha, acho que lá no começo pesava, hoje um pouco menos, né? É claro que a gente tem bastante confiança, né, nos colegas jurados. A gente sabe que todo mundo que tá escolhido aí tem bastante capacidade, né? Então o cara sente mais segurança ainda, né? Mas a responsabilidade é grande, né?
É quando o cara tá bem, bem escorado, é bom, mas deixa o cara nervoso. O cara pegar, por exemplo, um jurado, eu digo da antiga, cascudão assim, e o cara—
Para mim não aconteceu assim, né? Eu, todos os jurados com quem eu julguei, sempre a relação foi muito boa assim, e sempre pelo contrário, mais me tranquilizaram do que me assustaram assim.
Sim, sim.
Pelo menos para mim a impressão foi essa assim.
E o fato da O que eu considero bom é porque o cara começa na morfologia, né? Então é mais tranquilo, tu vai pegando intimidade. Se tu não tem ali, tu tá indo com o trio que tá indo, já tem afinidade. Tu e o Gustavo já são mais da metade do trio, então já tem mais afinidade. Tu já jogou com o Telmo, sabe mais ou menos como é que é. Então acredito que ali tu, se tu não conhece ninguém, que é difícil, mas tu, se nunca jogou, se nunca jogou junto, Ali é o momento de tu criar um, quebrar o gelo, criar um vínculo ali, quebrar o gelo, né?
Mas chega, chega vocês três antes nessa, nessa, vocês, por exemplo, vocês se ligaram um para o outro depois que saiu?
Não, nunca. Só, por exemplo, hoje que eu fui, hoje que eu me encontrei com o Pastel e com o Gustavo aqui, né? Claro que muitas pessoas dão os parabéns e nos mandam mensagem. O Gustavo até tinha me mandado os parabéns também. Com o Telmo falei só aqui, mas não troca muita— a conversa que a gente tem é pré-prova aqui mesmo, né? Chega ali, mas é o bom assim dessa parte da etapa morfológica, que tem mais tempo para conversar assim e falar, né?
E formar conceito. Então tem bastante tempo da gente conversar olhando o cavalo ali, né? Sim. É bastante importante isso aí também, né? A gente poder falar ali, né?
Sim, ali ainda não tem ação, mas tu já consegue entender mais ou menos o companheiro que vai estar do teu lado, né?
É isso aí.
Tu já chegou a dar uma nota que tu levantou a placa e 5 segundos depois tu te arrependeu?
Já. Acho que acontece. Acontece. Às vezes o cara se empolga, principalmente nessas provas que são mais rápidas, como é a mangueira, ou talvez algum giro, alguma esbarrada assim, né, que tu dava nota na sequência do movimento. E que às vezes o cara, tu se empolga com a, talvez com a força ou com habilidade, passa uma reação, alguma coisa. Mas é do jogo, né?
Naquela emoção, tu se empolga junto da prova.
Isso aí, a gente tem que estar com o olho bem calibrado para não passar, mas às vezes acontece.
Tá, mas e aí, como é que tu— porque não sei que prova que era, não precisa me falar, não precisa me dizer nada, mas tu percebe que o público percebeu que tu te emocionou e como é que tu lida com isso?
Não, geralmente troca. Eu não dou muita— te confesso assim que não sei o que tá acontecendo com o público. Talvez aqui na mangueira do Frey vá ouvir mais barulho, mas no geral assim a gente vê que variou a nota do companheiro do lado, entendeu? Mas como eu falei, cada um dá a sua nota em cima daquilo que tá vendo no momento, e tu vai perceber geralmente é depois, né? Quando tu vai olhar de novo a prova ali, tu vai ver que aconteceu alguma coisa.
Pelo fato, eu digo assim, né? Por exemplo, eu dou uma nota, o companheiro deu uma nota mais diferente, e que geralmente não é muito longe, né? E depois o cara vai dar uma olhada de novo no vídeo lá para ver o que que eles viram que eu não vi, ou o que que eu vi que eles não viram, entendeu?
Mas na hora ele não te questiona, ninguém te pergunta assim, tá, o que que tu enxergou aí que tu deu um ponto a mais, dois pontos a mais?
Não, entre jurados, pelo menos para mim, nunca, nunca aconteceu. Geralmente forma o conceito da nota antes assim, né? Mas nessas mais rápidas é um pouco mais difícil, né? Tem menos tempo, né?
Mas forma o conceito ou já vão, ou já vão dizendo assim, ó, eu acho que eu vou ir num 6?
Não, é na verdade no sentido de viu que troteou, troteou, não viu que troteou, entendeu? Se aconteceu alguma coisa, alguma coisa fora o movimento do cavalo, entendeu? Alguma coisa que talvez o outro jurado não possa não ter visto, entendeu?
Mas não fica o jurado cantando, ó, eu acho que eu vou num 7 aqui.
Não, vão formando, vai formando um conceito. Esse cavalo fez mais força, aquele cavalo mais isso, esse cavalo troteou, esse cavalo tá muito bom. Enfim, vai falando nesse sentido assim, mano. Sim, sim.
E chega, e chega, tu disse antes que tu te foca no animal que tá entrando, mas tu te foca no sentido de prestar atenção no animal e esquece que não nem vê às vezes o animal que é. Ah, sim, saber qual é. Ah, muitas vezes, mas chega um momento que chega um favorito e entra em pista pesado, um um cavalo com o nome mais pesado, e aí tu fica com receio de levantar uma placa mais baixa se ele não, se ele não—
Não, mas eu acho que a gente não pode criar nenhum preconceito, né, Fagner? A gente tem que julgar o que ele tá fazendo, seja bem feito, ou se ele não conseguir fazer, a nota ele não vai ter, né? Então a gente não pode ter nenhum preconceito se ele é famoso, se ele já fez, se ele já não fez. Se ele é bonito, se não é, é o momento e aquilo que ele tá nos apresentando. Então a gente julga sem nenhum preconceito, né? Vai julgar o que ele tá nos apresentando.
Sim, eu fui indo, tu depois de todos os teus julgamentos, tu vai, por exemplo, tu julgou ali a classificatória aberta, tu assiste toda ela de novo? Não, não, não. Mas se tu lembra de alguma situação, tu vai naquele ponto direto, geralmente na hora que Ah, tá.
Na hora que— e ainda essa, essa ambiente novo, a casinha que tem aqui dos jurados, geralmente ali o cara já olha, né, o que que aconteceu.
O colégio já te chama para—
ali a gente troca uma ideia ou pergunta uma opinião. E depois, na semana pós-prova, ainda vai ter a reunião. Então provavelmente, se teve algum, alguma coisa na reunião, vai, vai chegar para nós, né. Mas a dúvida que a gente tem, a gente já Depois da prova aqui já olha alguma a mais, de olhar toda a prova, correr do início ao fim, nunca olhei, não olho.
Não quer? Ah, podia ter, olha aqui, ó, podia ter feito melhor aqui, podia ter levantado um meio ponto a mais aqui disso aí. Tu não chega a te martirizar?
Não, não martirizo não.
Mas a conversa pós aqui então sempre acontece?
Acontece, acontece. Significou que eu digo Que acho salutar, né, ter essa discussão e essa conversa, principalmente quando tá muito quente, né. Aconteceu, a gente sai dali, já vai ali, já dá uma olhada, né. E como tem o negócio da transmissão, estou te falando depois que o cara sai da tribuna lá, né, e desce para cá, para casinha. E eu acho que é bom, né, a gente ter esse espaço aí e consegue conversar, né, ali já olha.
Tá bem. O fato de, e quando tu acha uma questão assim, tu tem, que que tu maior medo assim, ser mais injusto com criador, um expositor, ou ser mais injusto com a raça? O que que é o teu pensamento quando tu tem assim, putz, eu errei, mas eu fui injusto com, o que que tu, cara, é difícil, né, porque a gente não faz nada pensando em errar, né.
Não faz nada pensando em errar. Mas eu acredito que a injustiça do erro é com os dois, né? É com os dois. É tanto com a raça em si, que tu pode estar trocando o rumo talvez de algum cavalo, de ele ser o campeão, que Deus livre nunca aconteça, né? Mas eu acho que é É tanto para raça como para o proprietário, né? Eu acho que a responsabilidade ela é a mesma, né?
O nível do freio de ouro, da final do freio, é meio ponto, muda tudo, né?
Exato, é tudo muito, muito junto, muito embolado, e qualquer, qualquer diferença faz muita diferença, né? Então o cara tem que estar bastante atento, né? E e muito firme para tomar a melhor decisão.
Quero te agradecer a tua disponibilidade de novo, vou te aliviar.
Me aperta sem me abraçar, né?
Eu vi que tem coisa que não, não vou perguntar, não vou perguntar, vai, deixa quieto. Então, tô brincando, Luciano. Tinha, eu tenho uma amizade contigo aí já de tempo e só tenho que te agradecer disponibilizar teu tempo. Te desejo o maior sucesso. E se tu quiser fazer uma consideração final com esse freio de ouro que tu vai jogar, te desejo toda sorte, todo sucesso do mundo aí, e que seja abençoado aí para vocês.
Muito obrigado. Não, te agradecer pela oportunidade de estar falando, te parabenizar pelo trabalho, todo o trabalho que tu faz pelo podcast. Eu acho que é bastante importante E agradecer, agradecer todo mundo que me deu os parabéns, agradecer o colégio pela confiança de indicar meu nome para jogar o Freio. E vamos fazer o melhor.
Isso aí, lá naquela cabanha lá vai ter um espacinho especial para o agradecimento do Freio.
Com certeza vai. Obrigado.
Valeu, brigadão.