Neste episódio, eu começo com uma afirmação que costuma gerar incômodo: a psicanálise não é psicologia. Falo sobre por que isso importa, sobre a história que nos trouxe até aqui, sobre o cansaço de ver a psicanálise sendo reduzida a um puxadinho das psicoterapias, e sobre como o capitalismo quer transformar tudo em produto — inclusive a escuta. Também abordo a confusão que a classificação do CNPq gera, e defendo que psicanálise, psicologia e psiquiatria precisam dialogar sem se reduzir mutuamente. Porque, no fundo, o que está em jogo é a possibilidade de um cuidado mais ético e mais humano.