Episódios de Sala de Negócios

#350 A digitalização da logística na ponta menos tecnológica: o caminhoneiro | Marcelo Ortega (Motz)

05 de maio de 202631min
0:00 / 31:32
A digitalização da logística enfrenta um grande desafio ao chegar na ponta menos tecnológica da cadeia: o caminhoneiro. Baixa familiaridade digital, conectividade limitada e uma jornada operacional complexa exigem soluções simples e práticas. O sucesso depende de gerar benefícios claros, como agilidade e previsibilidade financeira. Usabilidade e adaptação ao contexto real são fatores críticos. Quando bem aplicada, a tecnologia transforma eficiência em valor para todo o ecossistema.
Participantes:Host(s):
Participantes neste episódio3
C

Cassio Politi

HostApresentador
C

Ceres Mussnich

ConvidadoBusiness Development Manager
M

Marcelo Ortega

ConvidadoCIO
Assuntos7
  • Infraestrutura e segurança para caminhoneirosDesafios da baixa familiaridade digital · Conectividade limitada nas estradas · Jornada operacional complexa · Benefícios claros: agilidade e previsibilidade financeira · Usabilidade e adaptação ao contexto real · Marcelo Ortega
  • Transformação digital na logísticaConexão entre cargas e motoristas · Transporte de carga pesada (35-40 toneladas) · Agenciamento e emissão de documentos fiscais · Spin-off da Votorantim Cimentos · Propósito de unir embarcadores e motoristas
  • Inteligência ArtificialIA para roteirização e otimização de entregas · Qualidade de dados como desafio · IA auxiliando em centros de distribuição (WMS, picking) · Crescimento da Motz (de 20 mil para 130 mil motoristas) · Previsibilidade na cadeia logística · Colaboração e fornecimento de informações na cadeia
  • Educação digital e consciência do consumidorDesafio de adaptar tecnologia a público com idade elevada · Uso de celular para WhatsApp e áudio · Soluções voltadas à jornada do motorista · Antecipação de frete (até 90%) · Redução do tempo de recebimento de frete (de 12h para 5min) · Importância da praticidade e benefícios tangíveis
  • Infraestrutura tecnológica e centrosInfraestrutura 100% Cloud · Integração com parceiros (gerenciadoras de risco, seguradoras) · Gestão de governança e segurança desde o início · Coleta e análise de dados · Estrutura de tecnologia e produtos
  • Canais de AtendimentoSuporte ao motorista via WhatsApp · Agente virtual 'Otto' · Uso de inteligência artificial no atendimento · Potencial para conversação por voz
  • Logística e InfraestruturaMercado pouco regulado para logística e assistência · Seguimento de normas da NTT (órgão regulador) · Conformidade com normas para transporte de grãos e cimento · Foco nas facilidades para os motoristas
Transcrição84 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Depois que ele acabou uma viagem, ele não recebe o freto, ele teria que ter um processo burocrático. E nós trouxemos uma solução também voltada à jornada, onde ali nós colocamos IA, onde nós interpretamos e validamos aqueles documentos fiscais e aquela entrega e depositamos o fim de viagem na conta corrente dele na hora.

Estamos no ar, Ceres Musnick. Estamos no ar, Cássio Polite. Esse é mais um Sala de Negócios. É isso aí, é o nosso espaço aqui para conversar um pouco sobre, como o nome diz, negócios, sobre inovação, sobre digitalização de públicos que a gente tem por hábito pensar que são públicos analógicos, né, Ceres? Você vê aquele caminhão...

na estrada e você pensa intuitivamente que o máximo que esse cara faz é passar a mão ali no telefone, de preferência quando estiver parado e ligar pra alguém ou usar um GPS, né, Cássio? de repente usar um GPS, talvez, mas eu acho que a gente vai descobrir hoje que a gente está um pouco atrasado na nossa percepção, né, Célice? com certeza a gente trouxe um convidado aqui pra falar um pouco sobre esse mercado que Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar

Não é um mercado que a gente tem muito conhecimento, né, Cássia? Até porque é um mercado longe, assim, da nossa realidade. E acho que vai ser muito legal conhecer um pouco mais a fundo aí as particularidades. E vai surpreender muita gente com algumas novidades com o nosso convite.

É isso aí. E o convidado em questão é o Marcelo Ortega, que cuida de uma parte essencial da operação da Motz. Ele é CIO da Motz. Claro que durante a conversa você vai entender muito bem o negócio da Motz, mas eu, resumidamente, vou apresentar como uma transportadora.

digital, o que usa o digital para operar, mas não é só no mundo online que ela vive, ela está lá na operação física também a missão não diria a missão declarada da Motos, mas a forma de enxergar o que a Motos faz é a conexão entre cargas e motoristas Ortega, muito bom ter você aqui obrigado por aceitar o convite para esse papo com a gente hoje

Olá, Cássio. Olá, Séris. Eu que agradeço o convite e espero estar agregando para todos os ouvintes do Sala de Negócios. A gente já deixou o pessoal curioso, agora você só tem uma opção que é agregar. E com a sua vivência, você tira isso de letra, Ortega. Porque eu acho que a gente podia começar exatamente nesse ponto da digitalização do caminhoneiro. Porque...

É contra-intuitivo a gente pensar no caminhoneiro como um player tecnológico, mas eu entendo que vocês estão fazendo exatamente isso acontecer. Conta em que momento a gente está, quando a gente pensa em transporte, em logística, em que momento a gente está da digitalização do caminhoneiro?

Muito legal, Cássio. Obrigado pela pergunta, era bastante interessante. Se você permitir, eu vou colocar algumas informações adicionais. Claro, te agradeço por isso. Legal, para poder ficar mais direcionado. E passar também para os ouvintes aí, o cenário, um contexto mais macroeconômico. O Brasil tem um contexto onde 61% do do

da logística brasileira, está dependente de transporte rodoviário. É o maior país que depende desse modal. É um mercado pulverizado, nós temos próximos 150 mil transportadores. Assim, o maior player, não sei se chega a 1%, então o mercado que nós temos aí é uma pulverização grande. A idade média dos motoristas está crescente ano a ano.

E nós observamos que, olhando para a jornada,

dos motoristas, eu acho que até explico um pouco esse fator, não está sendo uma jornada fácil, uma jornada repleta de burocracias, aguardando empate de negociação, em fila de espera para carregar, para descarregar, enfim. Então tem um contexto que vai um pouco além do que a gente vê hoje em dia nos celulares e nas digitalizações. É importante dizer, 15% dos motoristas no Brasil têm práticas digitais, ou seja, há um trabalho forte de inclusão.

bem em cima dessa tempestade perfeita, vamos dizer assim, com todas essas informações, e o Brasil prometendo super safras, enfim, enfranca o crescimento com infraestruturas que precisam acompanhar também esse crescimento projetado para a nossa economia, especialmente agronegócio e construção civil onde nós estamos operando. Dado esse contexto...

de pulverização de mercado, de baixa digitalização de burocracias, nasceu a Motz. A Motz é uma transportadora digital, nasceu de um spin-off da Votrante em Cimentos. Nós temos um propósito de unir.

digitalmente, todos os embarcadores que precisam das cargas, com os motoristas autônomos e também parceiros, pequenos transportadores que operam conosco. De uma maneira digital e olhando para a jornada, para que a jornada do motorista fique leve e que promova a maior eficiência. A gente acredita que trazer a maior eficiência com digitalização é a grande equação aqui para esse cenário que nós vivemos hoje num contexto...

no contexto Brasil. Então, a Moatis, ela nasce a Satellite, nós não temos ativo, então nós somos uma transportadora que não tem caminhão.

nós trabalhamos nesse agenciamento, mas nós não vivemos apenas desse agenciamento, nós emitimos todos os documentos fiscais, fazemos o seguro da carga, nós vendemos o frete com os embarcadores, temos contratos, enfim, toda a parte fiscal e responsabilidade da entrega está com a motos. Então, somos uma transportadora que utiliza o digital.

como viabilizador. Basicamente, essa é a explicação de como a Motis opera e qual o ponto da economia, qual a dor da economia. A gente tem aí um propósito de solução. É como se fosse fazendo um paralelo para os aplicativos que a gente usa mais no dia a dia, esses aplicativos de entrega de mercado ou de restaurante que a gente usa no dia a dia.

e que conecta o entregador com o restaurante, com a pessoa final, né? Mais ou menos isso, só que pensando num transporte mais longo, né? E pensando em cargas talvez mais pesadas e mais complexas. Dá para fazer esse comparativo? Dá, sim, exatamente. Nós, com detalhe, nós somos responsáveis fim a fim, né? E dá para fazer esse comparativo, sim. E nós temos aí o nosso transporte de carga, né? Então.

São cargas, nós estamos falando de 35, 40 toneladas, que servem tanto o segmento de construção civil como também do agronegócio, que precisa de grandes volumes. Então, praticamente, isso voltado para o modal de carga pesada. Esse desafio de digital, que tem uma baixa familiaridade tecnológica...

ela é quase que um projeto de educação digital, na verdade. Porque era um público que, como a gente está falando aqui, não estava muito acostumado a usar a tecnologia, principalmente como ferramenta de trabalho, de repente usava ali na vida pessoal, mas não como ferramenta de trabalho. E com o aplicativo ele passa a ser a principal plataforma de trabalho de esse...

desse transportador, desse caminhoneiro. E aí eu queria entender com você, Ortega, quais foram os maiores erros de onboarding que vocês tiveram, que custaram alguns motoristas, de repente, o que vocês aprenderam nesse processo de início da empresa de como não projetar a tecnologia para esse público? Como que vocês conseguiram se diferenciar para tornar a tecnologia acessível para essa população que tem uma idade elevada? Eu vi aqui que a média...

atualmente dos caminhoneiros é de 54 anos, e não tinha essa familiaridade com a plataforma. Como foi esse desafio? Bacana, bem interessante, obrigado pela pergunta. Sim, nós estamos falando de um processo onde a inclusão digital faz toda a diferença. A maioria dos motoristas possui o nosso celular.

para uso de WhatsApp e áudio. Então, assim, há uma questão. Como também existem aqueles com boas práticas e com muitas facilidades. Eu acho que esse é um ponto importante. O que nós aprendemos é que nós desenvolvemos todas as nossas soluções voltadas à jornada do motorista.

não só as soluções de back-office, mas como que a gente proporciona essa jornada do motorista mais fácil, mais acessível e que traga benefícios tangíveis para ele. Então, desde o momento em que ele confirma...

a carga, até a emissão dos documentos fiscais, que já cai automaticamente para o aplicativo dele, para ele fazer todo o acompanhamento. E a partir do momento também que nós damos início a uma viagem, nós desenvolvemos meios de pagamentos digitais com parceiros, de soluções de...

parâmetro de frete, onde nós antecipamos até 90% do frete da viagem para o motorista no começo da viagem. Ou seja, ele consegue fazer até uso desse dinheiro para o consumo que ele vai ter ao longo da jornada. E assim quando também ele finaliza esse processo.

Se nós olharmos um contexto Brasil e o processo Brasil, ele teria que viajar até postos credenciados para poder fazer a baixa da carta a frete. Ou seja, depois que ele acabou uma viagem, ele não recebe o frete. Ele teria que ter um processo burocrático. E nós trouxemos uma solução também voltada à jornada, onde ali nós colocamos IA, onde nós interpretamos.

e validamos aqueles documentos fiscais e aquela entrega e depositamos o fim de viagem na conta corrente dele na hora, ou seja, no cartão dele na hora. Ou seja, nós saímos de um processo de 12 horas para finalizar uma viagem e receber para cinco minutos.

Então, esse é um ponto importante. E que daí sim, os aprendizados que nós tivemos, é que tudo que nós fazemos, ele tem que servir e trazer praticidade para os motoristas e também para os nossos parceiros de negócio. Esses são os principais pontos que nós estamos...

bastante focados na composição da solução. O processo de inclusão digital também requer tempo. Então, nós temos... Não adianta se fazer uma chuva.

de conteúdo, porque nós temos uma capacidade de absorção e a mesma coisa acontece com os motoristas, a mesma coisa acontece com o mercado. Então nós temos que focar exatamente onde nós vamos conseguir agregar na jornada e daí sim promover uma boa adesão.

É, deve ser curioso você entender o hábito desse caminhoneiro para as duas coisas, tanto para operar, a série se comparou com o Uber da vida, mas o Uber você está falando com pessoas que estão na cidade com o 4G, o 5G abundante, e...

pelo menos a minha percepção é que nas grandes cidades, até em pequenas cidades, o Brasil está muito bem servido. Estou fazendo uma comparação absolutamente empírica e pode estar completamente errada, mas é uma comparação de quando eu viajo. Eu falo, às vezes, caramba, você está num país mais desenvolvido e...

E a nossa cobertura, muitas vezes, é melhor. A nossa internet que a gente tem ali no celular é melhor. Só que na estrada, não. Ortega, a gente está falando ali, é só você pegar o carro e ir para o interior que você vê. Aí toda aquela abundância que você tem de 4G, 5G na cidade vai embora. Então, o desafio tecnológico qual é? Tanto para a operação quanto para a educação.

e desculpa alongar a pergunta, mas eu imagino até que seja um desafio que passe pela qualidade do aparelho, do celular, que tem esse caminhoneiro. A gente aqui está com os melhores modelos, você vê às vezes o estudante ali nem compre...

mal paga a faculdade, mas ele já tem um celular decente. O trabalhador, tudo gosta. Será que o caminhoneiro preza por isso também? Então, é isso que eu queria entender de você, qual é o desafio tecnológico.

Eu acho que tem o desafio tecnológico da conectividade, esse é um ponto que é uma realidade. Nós encontramos e nós temos as nossas operações fora das metrópoles, principalmente quando nós falamos de agronegócio.

O agronegócio está muito bem desenvolvido da porteira para dentro, como nós falamos, da porteira para fora, onde tem estrutura, onde pega estradas e tudo mais. De fato, há uma grande carência de conexão, de conectividade. Eu acho que também tem um aspecto que eu acho que é importante também reforçar.

que é o quanto nós estamos investindo aqui também em benefícios para os motoristas ao longo.

da jornada. Então, digitalmente, ele tem acesso a benefícios de restaurantes, benefícios de parcerias estratégicas, como desconto de diesel, de pneus, né? Nós também proporcionamos para eles ali assistência médica, seguro de vida também para os motoristas, como um pool atrativo para o melhor uso das nossas soluções. Cássio.

E com relação aos desafios que nós estamos vendo hoje, acho que você pegou um ponto muito importante com relação à conectividade, eu acho que esse é um ponto específico. A usabilidade da aplicação. Então, nós desenvolvemos tudo pensando em como o motorista usaria, ou seja, nós fazemos muita força para ficar simples. Então, a nossa evolução está em simplificar.

E chega ao ponto de nós termos aqui softwares de teste dos nossos aplicativos adequando os vários tipos de aparelhos celulares que existem, dos mais antigos e simples aos mais evoluídos, né? Então, acho que é um ponto que a gente tem dado bastante atenção, né? Então, acho que a gente tem um lado de proporcionar um bom uso com bons testes de tecnologia, acho que tem um lado de conectividade que isso é um fato, é um contexto Brasil.

E tem um outro lado, que é como nós desenvolvemos grandes benefícios de chamariz para que ele se incentive a utilizar cada vez mais as nossas soluções. Eu já conversei com outros setores de empresas que... Na verdade, com frotas de caminhões próprios.

e você falou da usabilidade e eu lembro que uma coisa que me foi falada a única vez que eu tive alguma interação sobre tecnologia para caminhoneiros motoristas pelo menos a visão daquela empresa era de que, olha, a gente não deve enfiar mais um app no celular desse cara

Vamos tentar levar tudo para o WhatsApp. Mas eu acho que era também algo muito restrito à comunicação.

E aí, claro, faz mais sentido. Eu ainda não consigo ver, por exemplo, a gente fazendo de novo paralelo com o carro, pedindo um carro via WhatsApp. Talvez em algum momento, com as integrações todas e os agentes de AI e tudo mais, passe a ser assim. Você quer um Uber, você vai no seu WhatsApp e estou no endereço tal, chama um Uber para mim. No caso de vocês, como é?

tem um esforço ainda que não para o presente, mas para o futuro de colocar, facilitar talvez tudo num só aplicativo ou esse é um vamos dizer, esse é um objetivo muito específico de empresas que trabalham só com comunicação

Eu acho que esse é um desafio geral, Cássio. Nós estamos falando aqui de front. Então, existem vários canais e vários hábitos de uso. Então, a gente vai procurar o aplicativo para fazer uso do aplicativo. E também, eu acho que haverá uma evolução muito forte para o WhatsApp, uma vez que ele é bem disseminado aqui.

no Brasil. Os nossos suportes voltados à jornada dos motoristas hoje, eles são todos, o nosso back-office de atendimento ao motorista, ele é voltado ao canal do WhatsApp. Então, nós temos lá um botãozinho, um agente do nosso...

da nossa empresa, o Otto, quando o motorista clica ali quando precisa de uma ajuda, ele passa a conversar, e isso nós fazemos um front com os nossos atendentes, e em alguns pontos até colocamos inteligência artificial e outros recursos computacionais para facilitar essa jornada. Acho que a grande tendência, sim, é nós trazermos até para essa conversação, e por que não voz?

porque não voz e poder conversar, uma vez que nós estamos falando também de um quesito de segurança. Então nós queremos que os motoristas utilizem os aplicativos e tudo mais no momento em que ele está parado, que ele está com calma e que ele está planejando a viagem. Ou que ele está fazendo o momento da entrega. Ao longo da jornada, eu acho que há um desafio de como promover esse tipo de conversação sem atrapalhar especificamente a viagem dos motoristas.

Você comentou o quanto a MOTS evoluiu para um ecossistema, basicamente, de um clube de benefícios, porque ele tem benefícios para o próprio caminhoneiro, então tem o seguro também para quem está fazendo transporte de carga, descontos com combustíveis e tudo mais, e até parceria para financiamento de caminhões. Do ponto de vista da arquitetura e de tecnologia, quando você precisa... Obrigada.

integrar esses parceiros externos, você também precisa ter aí um controle de experiência e de governança, né? Para garantir aí o compliance e também ter uma gestão de risco de parceria, digamos assim. Como que vocês administram isso internamente? Bacana. Falando de arquitetura, né? A Motos tem uma grande vantagem. Como ela é uma empresa nova,

e a Satellite, então nós estamos full cloud, então nós estamos 100%. Em cloud não temos ativos nem de tecnologia, então nós temos toda uma questão de gestão via tecnologia que tem uma camada importante, e de integração, acho que nós temos que ter ali tecnologias que promova inteligência e barramentos, inclusive.

para que nós tenhamos boas conexões. Nós fazemos hoje conexões com gerenciadoras de risco, nós fazemos com seguradoras que promovem o seguro de vida dos motoristas, com essas empresas que nós falamos também de meios de pagamento. Então nós temos toda uma gestão, uma governança. Importante.

a nossa empresa nasceu de um grupo grande e sólido, e nós passamos a estruturar toda a camada de governança e de segurança já desde o início da criação da empresa, onde nós colocamos sim alguns bons processos. Então praticamente são esses os pontos, e nós recebemos muitos feedbacks também de pesquisa, de motoristas, e acompanhamos o uso.

dessa experiência de cada benefício que ele usufrui. Perfeito. E tem implicações legais na esteira disso que a Ceres trouxe? Ela falou de compliance, que é uma preocupação muito para dentro de casa. O nível de regulação ou de, vamos dizer, implicações legais chega a afetar esse negócio ou não? Com relação ao quê, basicamente?

Você tem ali, às vezes... Estou comparando aqui com mercados muito regulados. Na indústria farmacêutica, você teria uma série de objeções e limitações que são colocadas. Você listou no agro. O agro também tem as suas. Então, especificamente, o uso de tecnologia...

em estradas e questões mais ligadas à logística mesmo. É um mercado, pelo fim da gastação e da assistência, é pouco regulado.

Nós seguimos todas as normas existentes hoje, inclusive com a NTT, que é o órgão regulador, acho que não tem nada. E até mesmo para o produto que nós transportamos, tanto no segmento cementeiro, em agronegócio, especificamente grãos, nós estamos ali dentro das normas e não requer nenhuma regulação.

Impacta mais o caminhoneiro, então. Eu acho que no fundo o que eu queria perguntar é isso. Não estende para vocês as restrições que existem às vezes ou as imposições que existem às vezes para quem é, quem está operando a logística.

Não, acho que todas as normas, todos os riscos nós seguimos completamente, sem nenhum problema. Eu acho que é mais o que nós estamos comentando aqui, é mais sobre as facilidades que nós levamos para a jornada dos próprios motoristas. Toda essa questão de regulamentação, todas essas questões de risco, certamente nós temos uma boa governança e solidez para a nossa operação.

E eu vi aqui, Ortega, que você vai participar do evento do Tech Summit de 2026, um painel sobre inteligência artificial aplicada à logística. E aí já queria antecipar um pouco aqui, tem uma prévia aqui no nosso podcast, do que você acha que é um mito que o mercado ainda acredita em relação a...

a inteligência artificial aplicada nesse mercado, e o que você enxerga como limite, que as pessoas ainda têm uma dificuldade, talvez, de admitir, porque não querer colocar uma barreira, mas que a gente precisa ser pé no chão, às vezes, até para poder pensar em soluções mais a longo prazo. Legal, bacana. Sim, o Tech Summit vai ser um evento muito bom, importante, vou estar dividindo com a Cristiane.

com o Juliano e com o Alessandro, um momento que nós vamos falar um pouco de logística e inteligência artificial aplicada ali à logística. Eu vejo assim, os grandes desafios que nós temos, falando de uma maneira ampla.

em logística, basicamente, utiliza-se muita inteligência para roteirização, para otimização de entregas, principalmente quem serve muito o e-commerce. Você tem todo um sequenciamento, uma programação de entrega que está ligada diretamente à eficiência dos motoristas. O grande desafio que tem nesse ponto.

qualidade de dados. Então, se você tem um endereço com qualidade, se você tem, você passa a ter mais assertividade ao longo da sua jornada.

pontos que eu vejo que estão impulsionando cada vez mais com o uso da tecnologia. Para quem opera centro de distribuição também, eu acho que a IA está ajudando muito, auxiliando nos processos operacionais internos, com o uso de WMS, com endereçamentos, com os processos de picking. Eu acho que esse é um ponto que tem feito muita diferença, tem promovido bons ganhos de produtividade para as empresas que estão atuando.

Trazendo para um contexto mod, nós estamos colocando muito ao longo dessa jornada de motorista, como comentei essa da nossa aplicação de baixa automática de fretes, como exemplo, como também desde o momento em que nós estamos em busca e...

contratando e também buscando motoristas para a nossa operação. Acho que esse processo, essa inteligência que nós estamos embutindo, acho que ela está sendo bastante favorável, lembrando.

Em 2023 nós tínhamos 20 mil motoristas e agora em 2026, no começo do ano, com 130 mil motoristas. Ou seja, nós tivemos um crescimento gigante com relação a isso e eu acho que essa relação que nós temos com ele passou a ser um diferencial e é ali que nós aplicamos inteligência artificial. Agora, um grande desafio que você vê quando nós falamos de ar, quando nós falamos de uso,

e que eu acho que merece grandes atenção, é você trabalhar com previsibilidade. Então, quanto mais previsível você é a cadeia logística, melhor você orquestra todos os erros. Eu acho que a inteligência artificial tem um campo importante.

neste contexto. Então, desde o Brasil aprender dentro de uma cadeia logística, trabalhar em colaboração, em poder fornecer informações entre a cadeia, e, eventualmente, você ter ali bons orquestradores, uma boa inteligência para promover esta eficiência nos processos. E você citou o crescimento da morte nos últimos tempos, nos últimos anos.

E a gente conversou aqui que vocês ainda têm umas metas bem agressivas até 2029 em relação ao crescimento e receita também. E imagino que você, nesse cargo de CIO hoje, precisa estar num lugar com bastante estrutura e pensando em dados, governança, para que esse crescimento aconteça sem quebrar o que já está rodando.

O que você considera como prioritário na sua lista para suportar esse crescimento que a companhia espera até 2029? Legal. Acho que nós fizemos um trabalho forte, como nós falamos, de fundação, de arquitetura. Então, quando nós iniciamos, a gente já sabia onde...

nós chegaríamos, então, com isso, nós embarcamos ali boas estruturas. O que eu tenho comigo aqui, além de tecnologia, área de produtos também, onde nós vamos a campo, estudamos fortemente ali as jornadas, e isso eu acho que é um ponto que vai ser importante, e também dados.

E também são pontos em que estão conosco na nossa estrutura. Eu vejo que sempre toda organização tem um trabalho muito forte de entender os dados, entender mercado, entender comportamentos. Eu acho que a esteira de dados passa a ser um desafio importante.

não só pelo fato de você ter a informação, mas eu acho que é o ponto de você ter o domínio da informação e ela trabalhada para que possa ser consumida por algum dos nossos colaboradores, com muita liberdade de segurança, e também para os agentes. A gente até brinca que, de uma maneira muito fácil de você colocar, eventualmente, alguns problemas operacionais dentro da empresa, basta você conectar agentes ou fazer aplicativos conectando seus dados brutos.

Então, é uma maneira que você coloca Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar Mar

uma exposição, então vejo que trabalhar essa qualidade da informação e com a gente que acompanha a jornada, eu acho que é a grande tendência. E aqui também a moto, eu acho que dado o crescimento, se nós conseguirmos manter uma alta produtividade e um back-office nos patamares que nós temos hoje, eu acho que ele vai impulsionar mais ainda o crescimento.

Pega, foi um prazer ter você aqui com a gente. Como eu comentei aqui no início do episódio, é uma conversa que, para a gente, muitas novidades aí, um mercado que a gente não tem o costume de acompanhar tão de perto. E ouvir de você que está no dia a dia os desafios de construir esse autossistema, da governança, da visão sobre IA que você compartilhou com a gente.

e de fazer diferença na logística, foi muito esclarecedor, e tenho certeza que todo mundo que está nos escutando até agora também deve ter ficado surpreso com os dados que a gente trouxe aqui hoje. Então, queria te agradecer pelo seu tempo, pelo seu compartilhamento de informações e de conhecimento.

Muito obrigado, Sérgio. Eu que agradeço a participação, você e ao Cássio. Obrigado pelo convite e estou à disposição. É isso aí. A gente que agradece demais. Vambora então, Sérgio? Vambora. A sala de negócios de hoje fica por aqui. Até a próxima, hein?

A Forbes Mazars é uma rede global líder em serviços profissionais. Como uma rede de apenas duas organizações aliadas, nós agimos rapidamente para oferecer serviços consistentes e ágeis de auditoria e asseguração, consultoria tributária e consultoria empresarial em mais de 100 países e territórios.

Anunciantes1

Forbes Mazars

external