Programa ao vivo | 6 de maio de 2026
Luciana Fraguas
Mariana Gotardo
Antony Albanese
Barbara Cardoso
Christine McCartney
Felipe Canale
Francisco Sena Santos
Haddel Abou Salé
Jim Chalmers
Josh Van Staden
Julian
Lula
Maria Arcos
Navina Shurika
Osama Elgaori
Saif Abukeshek
Tiago Ávila
- Surto de Hantavírus em navioNavio MV Ondios · Hantavírus · Casos identificados a bordo · Itinerário do navio · Organização Mundial da Saúde · Espanha · Cabo Verde · Argentina
- Alimentos UltraprocessadosDefinição de alimentos ultraprocessados · Impacto na atenção · Risco de demência · Bárbara Cardoso · Universidade Monash · Carlos Monteiro · Dieta do Mediterrâneo · Ranking de estrelas na Austrália
- Terapia da fala em contexto multiculturalRefugiados e recém-chegados · Serviço Local de Acolhimento de Refugiados e Imigrantes da Anglicare · Multicultural Walking Group · Navina Shurika · Maria Arcos · STEPS · Adult Migrant English Program · Darwin
- Ativistas pró-Palestina presosFlotilha de ajuda humanitária para Gaza · Tiago Ávila · Saif Abukeshek · Haddel Abou Salé · Lula · Israel · Espanha
- Redução de tributos sobre combustívelAumento no preço dos combustíveis · Uso de transporte público · Economia de combustível · Imposto sobre gasolina · NRMA · Choice · FuelCheck · ServoSaver
- Recrutamento para Estado IslâmicoCampo de Al-Rod na Síria · Partido Trabalhista · Antony Albanese · Agências de segurança
- Financas GovernamentaisBanco Central da Austrália · Taxa de juros · Custo de vida · Jim Chalmers · Política monetária
- Vacinação contra GripeNova Gales do Sul · Austrália do Sul · Queensland · Austrália Ocidental · Mortes relacionadas à gripe · Centro Nacional Australiano de Pesquisa e Vigilância em Imunização · Christine McCartney
- Papa Leão XIV sobre IA na guerraDonald Trump · Indústria de armamentos · Problemas humanitários · Guerra nuclear
- Uso da Embaixada do Brasil nos EUAMinistério das Relações Exteriores (MRE) · Embaixadas e consulados brasileiros · Dupla cidadania
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Essa é a SBS em português. Descubra mais reportagens na página sbs.com.au.portuguese. SBS. A world of difference. You're with SBS Portuguese. On mobile, online and on radio. Essa é a SBS em português. No telefone, online e no rádio.
Olá, boa tarde. Esse é o programa em português da SBS Áudio desta quarta-feira, 6 de maio de 2026. Na sua companhia, Mariana Gotardo e Luciana Fraguas. Falando dos estúdios da SBS em Melbourne, terra tradicional do povo rungeri, a nação culim. Ao vivo na rádio e na sequência em podcast.
Hoje vamos falar de como alimentos ultraprocessados afetam a atenção e podem aumentar o risco de demência. É o que aponta um novo estudo liderado pela brasileira Bárbara Cardoso, da Universidade Monash, na Austrália.
O aumento no preço dos combustíveis está pesando no orçamento de muita gente aqui na Austrália e tem quem esteja mudando a forma de se locomover por causa disso. Vamos saber sobre possíveis formas de reduzir os gastos com gasolina sem afetar muito a rotina das pessoas.
De Portugal, nosso correspondente Francisco Sena Santos traz os detalhes sobre o possível surto de rantavírus num navio de cruzeiro que ia da Argentina para Cabo Verde e que está impedido de atracar. Sete casos foram identificados a bordo até agora. Tudo isso e muito mais no programa desta quarta-feira e a gente começa com as principais notícias do dia.
Vamos aos destaques do noticiário desta quarta-feira, 6 de maio, na sua companhia Luciana Fraguas e Mariana Gotardo. Grupo de mulheres e crianças ligadas ao Estado Islâmico está retornando à Austrália após passar anos em um campo na Síria.
Ministro da Fazenda diz que o orçamento federal australiano terá como foco a contenção de gastos depois do Banco Central ter elevado a taxa de juros. Papa Leão XIV critica que Estados Unidos destinem bilhões de dólares a armamento. E governo brasileiro anuncia que passaportes ficarão mais baratos para brasileiros que vivem no exterior.
Um grupo de mulheres e crianças ligados ao Estado Islâmico está retornando à Austrália após anos em um campo na Síria. O governo confirmou o retorno após um longo período no campo de Al-Rod, no nordeste da Síria, onde famílias australianas ligadas a antigos combatentes do Estado Islâmico vinham tentando sair há anos. O Partido Trabalhista afirma que não teve qualquer participação na repatriação das quatro mulheres e nove crianças e não teve qualquer participação na repatriação das quatro mulheres e nove crianças.
E que existem medidas de monitoramento em vigor com agências de segurança se preparando para possíveis retornos desde 2014. O primeiro-ministro Antony Albanese afirmou que qualquer membro do grupo que tenha cometido crimes não ficará impune.
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O ministro da Fazenda, Jim Chalmers, afirma que sabe que a decisão mais recente do Banco Central da Austrália sobre a taxa de juros vai aumentar as pressões do custo de vida para os australianos. Ele disse que o orçamento federal da semana que vem...
que será apresentado na noite de terça-feira, 12 de maio, terá como foco a contenção de gastos com economias significativas e sem grandes pacotes de estímulo. O Banco Central australiano elevou a taxa básica de juros de 4,10% para 4,35%, justificando uma política monetária mais restritiva.
necessária, já que fatores globais continuam pressionando os preços para cima. Jim Chalmers negou que os gastos do governo estejam impulsionando a inflação.
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O Papa Leão XIV criticou que bilhões de dólares estejam sendo destinados à indústria de armamentos em resposta às mais recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em uma entrevista, Trump havia afirmado que o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos acreditava que era aceitável que o Irã tivesse uma arma nuclear. Mas o Papa disse estar convencido de que seria muito melhor gastar esse dinheiro na solução de problemas humanitários como a fome no mundo.
A segurança é sempre permitida pela Igreja. Para falar sobre a guerra hoje é um problema complexo, e temos que analisar isso em muitos pontos. Mas desde a entrada da época nuclear, o conceito de guerra tem que ser revalorado hoje. E eu sempre acredito que é muito melhor entrar em dialogo do que procurar para o apoio da indústria.
Um tribunal israelense estendeu a detenção de dois ativistas estrangeiros presos após a interceptação de uma flotilha de ajuda humanitária com destino a Gaza pela marinha israelense. O brasileiro Tiago Ávila e o hispano-sueco Saif Abukeshek permanecerão sob custódia por mais seis dias, em um caso que agravou ainda mais as relações entre Israel e Espanha.
que pediu a libertação imediata de Aboukhechek. O presidente brasileiro Lula declarou que o governo, juntamente com o da Espanha, exige que Tiago e Saif recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente libertados. A advogada deles, Haddel Abou Salé, afirma que os dois estão sendo mantidos em isolamento e vendados sempre que deixam suas celas. Ela diz que a base da detenção é questionável. Obrigado.
Nós fizemos claro antes da Corte hoje que, primeiro de tudo, estamos falando de uma detenção ilícola que deve acabar agora e que deve ser lançado imediatamente e sem condições, especialmente que estamos falando de dois nacionais nacionais que foram arrestados em lourdes internacionales aproximadamente 1,000 quilômetros de Gaza e que foram levados em Israel contra o seu will.
A Organização Mundial da Saúde afirma que está tentando rastrear os contatos de uma das pessoas que morreram em decorrência do antavírus em um navio de cruzeiro que ia da Argentina para Cabo Verde. A OMS diz que também está tentando entrar em contato com pessoas que estavam em um voo entre a ilha de Santa Helena e Joanesburgo, onde o passageiro também estava.
Autoridades de saúde acreditam que o vírus pode ter sido contraído antes do embarque, mas afirmam que uma transmissão limitada entre contatos próximos a bordo não pode ser descartada. A representante da OMS, Maria Vankekov, diz que medidas de precaução já foram adotadas enquanto as autoridades trabalham para conter o possível surto.
A situação está sendo closely monitorada, e como precaução, passagens foram askedos para permanecer em suas cabins, enquanto desinfecção e outros medidas de saúde são carregadas. Médicos de Cabo Verde estão providing apoio para o seu avião.
Sete casos de antavírus, dois confirmados e cinco suspeitos foram identificados até agora no navio, segundo a atualização mais recente da OMS. Três pessoas morreram. E como a gente está falando ao vivo dos estúdios da SBS em Melbourne, nós já temos a informação de que a Espanha vai receber o navio MV Ondios, que registrou esses casos de antavírus nas Ilhas Canárias.
Pela primeira vez, crianças australianas não vão precisar de injeção com a introdução de vacinas contra a gripe em spray nasal, oferecidas gratuitamente em quatro estados. Nova Gales do Sul e Austrália do Sul vão financiar
O tratamento gratuito para crianças de 2, 3 e 4 anos. Queensland vai oferecer a vacina para crianças entre 2 e 5 anos. E a Austrália Ocidental vai disponibilizar o imunizante para crianças de 2 a 11 anos.
As mortes relacionadas à gripe chegaram a 1.700 em 2025, considerando todas as faixas etárias, superando em centenas o número de mortes no trânsito no país. A diretora do Centro Nacional Australiano de Pesquisa e Vigilância em Imunização, Christine McCartney, afirma que é importante vacinar crianças pequenas, já que elas são mais vulneráveis a infecções graves.
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O governo do Brasil anunciou a redução de 50% no valor cobrado pela emissão de passaportes brasileiros em embaixadas e consulados no exterior. Os detalhes com Osama Elgaori, da Rádio Nacional.
Os valores cobrados em moeda estrangeira para a emissão do passaporte brasileiro no exterior vão ser reduzidos à metade. A medida do MRE, o Ministério das Relações Exteriores, começa a valer no dia 1º de junho deste ano, em embaixadas e consulados brasileiros no exterior. Segundo a pasta, o objetivo é aproximar os valores lá de fora aos cobrados aqui no Brasil, ajudando quem tem dupla cidadania a manter em dia a documentação.
De acordo com o MRE, o passaporte é documento essencial ao exercício de direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros no exterior.
Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo para você que está chegando agora. Esse é o programa ao vivo da SBS em português. Eu sou Mariana Gotardo e estou aqui hoje com a Luciana Fraguas. Um prazer estar com a Lu aqui nos estúdios da SBS em Melbourne.
A gente vai agora a Portugal, de onde o nosso correspondente Francisco Sena Santos nos traz informações mais detalhadas sobre o possível surto de antavírus num navio de cruzeiro que partiu da Argentina em direção a Cabo Verde e não pôde ancorar depois que sete casos de antavírus foram identificados a bordo. Vamos aos detalhes.
Vamos então à viagem ao cruzeiro deste navio Ondius. 20 de março deste ano, 2026, Patagónia Austral. As águas do canal de Beagle, que separam a Argentina do Chile, não ultrapassam 9 graus centígrados. Um navio com 147 pessoas a bordo está prestes a zarpar do porto de Ushuaia, a cidade mais a sul da Argentina. O primeiro objetivo é o de circunnavegar a parte do globo e o de circunnavegar a parte do globo.
mais perto do Oceano Antártico, antes de depois rumar para o norte e atravessar o Oceano Atlântico. Ainda faltam meses para chegar às praias paradisíacas de Cabo Verde, conhecidas como as Caraíbas de África. Esta não é uma expedição científica, é uma experiência turística no fim do mundo, pela qual cada passageiro paga...
à volta de 17 mil a 28 mil dólares dos Estados Unidos, dependendo das comodidades escolhidas para a viagem. Mas a 4 de maio, data prevista para o desembarque na ilha de Santiago, Porto da Praia, no arquipélago de Cabo Verde, a tripulação viu o acesso ao porto ser negado depois de um surto de antivírus ter gerado alarme entre as autoridades internacionais de saúde. Até agora...
Três pessoas morreram, é confirmado. Presume-se em consequência desta doença, antivírus. Uma doença que se propaga a partir das fezes, da urina, até da respiração, de roedores, ratos em concreto. A Organização Mundial de Saúde reporta um total de sete casos de antivírus.
neste navio onde os dois estão confirmados em um laboratório, cinco estão considerados suspeitos. A primeira vítima mortal foi um passageiro holandês, 70 anos, morreu no mar no dia 11 de abril. A causa da morte não está determinada e o seu corpo permaneceu a bordo durante duas semanas. Desembarcou a 24 de abril, na ilha de Santa Helena, a sua mulher, de 69 anos, também desembarcou. Três dias depois, em terra firme,
Também ela veio a falecer. Até ao momento, no caso deste casal, apenas esta segunda morte está confirmada como sendo provocada pelo antivírus. Em 27 de abril, outra pessoa a bordo adoleceu e foi transportada de avião para Osmarisburgo, África do Sul, onde foi internada em cuidados intensivos. Atualmente está em estado grave.
Dias depois, 2 de maio, um outro passageiro, um cidadão alemão, morreu a bordo do navio. Terceira morte. A causa desta morte também ainda não está confirmada. À primeira vista, o Ontios não parece um navio de cruzeiro. É uma embarcação de aço capaz de atravessar águas polares, sem sequer arranhar o convés. O luxo, no entanto, está escondido no interior do navio. Camarotes espaçosos.
Para dois passageiros, cada um, um lounge digno de qualquer hotel de luxo, sofás estufados, bar, lareiras, menus gourmet de quatro pratos que proporcionaram aos passageiros um conforto à altura requintada da experiência. Agora, esse mesmo conforto dos passageiros...
tornou-se o limite do seu confinamento. Permanecem ancorados, até agora, ao largo do porto da praia, capital de Cabo Verde, confinados ao navio para evitar a propagação do vírus.
Estamos falando aqui ao vivo dos estúdios da SBS em Melbourne, Luciana Fraguas e Mariana Gotardo. E, Mariana, a gente tem notícias recentes, a gente ainda vai trazer mais atualizações até o fim do programa de hoje, que o navio...
parece que será recebido pela Espanha. É isso? Pois é, a gente viu essa notícia agora há pouco, a gente precisa confirmar e saber os detalhes para passar aqui para quem nos ouve, para os nossos ouvintes da SPS em português. Mas sim, parece que isso vai acontecer. E já estão circulando, Lu, até alguns vídeos das pessoas no navio, as pessoas estão muito angustiadas. A gente já viu isso acontecer antes, navios isolados, sem poder atracar, sem poder...
poder ancorar isso por surtos anteriores. Então, acredito que seja uma situação muito difícil para quem está nesse navio. E a Organização Mundial da Saúde está atuando, está fazendo o que precisa ser feito. Já foram equipes para o navio, para testar as pessoas. Enfim, as pessoas estão isoladas. Então, vamos ver como essa história vai se desdobrar nos próximos dias.
Elas estão fechadas em suas cabines, nós também já ouvimos declarações desses passageiros que estão desesperados, chorando e sem saber exatamente o que está acontecendo. Então, parece até um pouco de um déjà vu, assim, que a gente está começando a viver.
pesadelo que se viu antes, mas o antavírus é totalmente diferente da Covid, como a gente sabe, não é tão mortal quanto a Covid era. O Sena Santos, nosso correspondente em Portugal, que está a caminho de Cabo Verde, também gravou mais essa próxima reportagem sobre os detalhes do navio onde essas 150 pessoas estão
fechadas, presas, entre aspas. Ele também nos fala sobre o itinerário feito pelo navio com destinos não tão populares assim. Vamos ouvi-lo. É, quando o ônibus foi lançado ao mar na Croácia, o construtor e proprietário do navio imaginavam que este se tornasse um caso especial entre os navios de cruzeiro. Apenas centena e meio de passageiros em vez de aqueles milhares dos grandes paquetes.
mas com características praticamente únicas para turismo no mar, para turismo ambiental. A ideia era de que o navio se destacasse por ter um casco reforçado, capaz de romper gelo com até 80 centímetros de espessura, adequado assim para expedições polares.
Isto não tem nada a ver com os típicos navios de cruzeiro. O estaleiro que projetou o Ondius, o Brodosplit, na cidade de Split, na Croácia, tem história. Foi fundado durante a época da antiga República Socialista Jugoslávia, quando o marxal Josip Broz Tito ainda governava a partir de Belgrado.
As instalações deste estaleiro construíam engenhocas que não aparecem nos folhetos turísticos. O atual Ondius começou por ser um navio para missões de pesquisa militar. A partir de 2019, foi lançado o Ondius como navio de expedição polar com bandeira holandesa, operado pela Oceanwide Expeditions. O Ondius Expeditions conta com outros três navios na sua frota, os veteranos...
Orfélios, Planícios e também a escuna Rombrão. Este Úndios é um navio concebido para ir aonde os outros não podem ir. Aí reside o problema. É também a grandeza deste tipo de viagens. O Úndios não se parece em nada com um típico navio de cruzeiro.
com as escalas diárias nos diferentes portos, por exemplo, no Mediterrâneo ou na Ásia. Os passageiros do ônibus, um máximo de 170, com lotação máxima, são ou fotógrafos da natureza, ou biólogos amadores, ou aventureiros experientes com elevado poder de compra, todos apaixonados por pinguins ou ursos polares.
são acompanhados por 71 tripulantes, incluindo 13 guias especializados e um médico do navio. A maioria dos que embarcaram tem entre 45 e 65 anos de idade. Tendo viajado por mais de metade do mundo, queriam chegar aos confins do planeta. O preço reflete a exclusividade destas viagens. Os itinerários mais curtos a bordo do navio começam por cerca de...
10 mil dólares americanos por pessoa. Embora as viagens mais longas, as que incluem as ilhas Falkland-Malvinas, a Geórgia do Sul ou a Antártida, ultrapassam os 25 mil euros por pessoa, os viajantes nas suítes individuais pagam um suplemento de duas vezes o preço base, o que pode elevar a conta para valores incomparáveis com outros tipos de turismo. Não se trata de um produto para mercado de massas. E...
puro luxo expedicionário. O itinerário, que passou de discreto a notícia mundial, teve duas fases. A primeira foi uma viagem de ida e volta de Ushuaia à Península Antártica, entre 10 e 31 de março. A 1 de abril, o navio voltou a zerpar em direção ao norte.
visitou as ilhas da Geórgia do Sul, Tristão da Cunha e Santa Helena, aquele recanto isolado do Atlântico, onde Napoleão passou os seus últimos cinco anos antes de seguir para Cabo Verde. Quase dois meses no mar, para alguns passageiros, a viagem da vida deles para outros, um pesadelo sem fim.
E como a gente está falando ao vivo dos estúdios da SBS em Melbourne, nós já temos a informação de que a Espanha vai receber o navio MV Ondios, que registrou esses casos de antavírus nas Ilhas Canárias. Nós vamos agora com Mariana Gotardo.
O aumento no preço dos combustíveis está pressionando o orçamento das famílias em toda a Austrália e, para muita gente, isso está mudando a forma de se locomover. Então, o que você pode fazer para reduzir seus gastos com combustível sem abrir mão da sua rotina diária? Neste episódio do Australia Explained, produzido por Sahil Makar, confira maneiras simples e práticas de economizar na gasolina e entender como os australianos estão se adaptando.
Para muitas pessoas que conciliam trabalho e cuidados com a família, dirigir faz parte da rotina. Mas com o aumento dos preços dos combustíveis, alguns motoristas estão repensando seus hábitos. Manjil Tanrakar percorre cerca de 70 quilômetros entre Melbourne e DeLong, três vezes por semana. Até recentemente, ele às vezes fazia o percurso de carro, mas agora, na maior parte do tempo, usa o transporte público.
Trocar o carro pelo trem significa um trajeto mais longo, mas isso o ajudando a economizar. O valor que ele gastava em cerca de duas semanas agora só cobre uma semana de deslocamento para o trabalho. Esse custo extra afeta suas economias.
Não só o fuel, mas o preço também tem aumentado por causa do fuel. Então, sim, é impactante e reduzindo o custo que estamos tendo para as dias de férias ou as emergencies.
A experiência de Manjil reflete o que muitas pessoas em toda a Austrália estão sentindo. Uma pesquisa de março de 2026 da NRMA, Associação Nacional de Rodovias e Motoristas, mostra que mais da metade dos motoristas australianos reduziu a quantidade de vezes que dirige. Alguns estão usando mais o transporte público, outros estão saindo uma vez só para resolver várias coisas na mesma viagem, a fim de economizar combustível.
Peter Curie, da NRMA, afirma que os preços dos combustíveis podem cair, mas que isso vai levar tempo.
Enquanto isso, pequenas mudanças podem fazer a diferença. Para ajudar a reduzir os custos, o governo australiano cortou temporariamente pela metade o imposto sobre a gasolina e o diesel. A medida vai valer até 30 de junho, mas especialistas dizem que hábitos do dia a dia também podem ajudar a economizar combustível.
Por exemplo, juntar pequenos deslocamentos em uma única viagem pode reduzir o consumo. Manter os pneus calibrados corretamente pode diminuir o uso de combustível em até 5%. E a velocidade também importa. Dirigir a 90 km por hora em vez de 110 km por hora pode reduzir significativamente o consumo. Peter Curie afirma que há outros hábitos simples que também devem ser levados em conta.
Quando combinadas, essas pequenas mudanças podem gerar uma economia significativa.
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Outra forma simples de economizar é comparar os preços dos combustíveis antes de abastecer. Leon Kennedy, do grupo de defesa do consumidor Choice, diz que muitos motoristas não percebem o quanto os preços podem variar entre um posto de gasolina e outro.
Um tip é só para comparar a prices antes de ir e ir e ir e ir. Tem muitas flutas de preços apps e plataformas. Eu acho que muita gente vai ir autopilotando e ir ao mesmo serviço que eles sempre vão para, porque é o mais conveniente, e ir lá, mas não realize que eles estão sendo cargados mais mais do que eles se vão ir ao lado da cor e ir e ir para ir para ir para ir para ir para ir para ir.
Cada estado e território da Austrália tem aplicativos ou sites que ajudam a encontrar o combustível mais barato perto de você. Em Nova Galhos do Sul, há o aplicativo oficial do governo chamado FuelCheck. E em Vitória, existe um aplicativo semelhante, o ServoSaver. Usar essas ferramentas pode gerar economia com pouco esforço. Para pessoas com orçamento apertado, como estudantes, famílias ou quem envia dinheiro para o exterior, Até mais!
pequenas economias no combustível podem fazer a diferença. Para Manjil, trocar o carro pelo transporte público não foi a opção mais conveniente, mas está ajudando a lidar com o aumento dos custos. E para muitos australianos, esse equilíbrio entre tempo e dinheiro está se tornando cada vez mais importante.
SBS em português no telefone, online e no rádio.
Alimentos ultraprocessados prejudicam a concentração e podem aumentar o risco de demência. É o que aponta um novo estudo da Universidade Monash, em Melbourne, que mostra que mesmo pequenos aumentos no consumo de alimentos ultraprocessados já podem levar a uma piora no funcionamento do cérebro, independentemente da qualidade geral da dieta.
A autora principal do estudo é a brasileira Bárbara Cardoso, doutora em nutrição e pesquisadora da Universidade Monash, com quem eu converso agora. Bárbara, muito obrigada por nos atender à SBS em Português para falar aqui de um assunto tão importante que está no dia a dia da maioria das pessoas, eu acho. Muito obrigada por me ter aqui no programa de vocês. É sempre um prazer falar com a comunidade brasileira e sobre a minha pesquisa.
Bom, vamos começar falando o que são os alimentos ultraprocessados e se eles estão mesmo cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas. São produtos que passam por um alto grau de processamento, se distanciam muito da sua forma original. Como você explica esses alimentos? Isso é corretíssima na sua explicação. Esses produtos alimentícios, eles acabam passando por um alto processamento pela indústria e como parte desse ultraprocessamento.
a gente tem a retirada ou a transformação da matriz alimentar e a introdução de alguns ingredientes que a gente normalmente não teria na nossa cozinha. Então, colorantes, emulsificantes, preservativos, são ingredientes que têm por finalidade aumentar a questão sensorial do alimento, fazer ele ficar mais gostoso, mais atrativo ao nosso paladar.
fazer com que ele dure mais na prateleira e também que ele seja mais barato. Porque a indústria sempre, obviamente, pensando no custo que esse alimento tem. Então, ao transformar a matriz alimentar e introduzir esses ingredientes, o custo na produção desses alimentos ultraprocessados cai significativamente, fica mais atrativo para a população.
E as pessoas acabam consumindo mais, sem saber que eles trazem ou podem estar trazendo malefícios para a saúde. Dá para citar alguns dos mais populares? Claro. A gente tem os clássicos refrigerantes, que todo mundo já sabe que não faz bem para a saúde.
Mas eu destaco também aqueles ultraprocessados que a gente não sabe que não fazem bem para a saúde, porque o marketing deles faz com que a gente pense que eles são saudáveis. E aí entram os cereais matinais, entram os pães de pacote, muitas marcas são ultraprocessadas, ainda que tenha...
O grão, né, que se vendam como pães integrais, podem ser ultraprocessados. Todas as refeições que são prontas para a gente consumir, que a gente compra congeladas, estão prontas para serem consumidas. Ainda que tenham na embalagem dizendo que são saudáveis, que são light, tem menos calorias. Isso não quer dizer que eles sejam saudáveis. E 90% dos casos, se não mais, eles são ultraprocessados e devem ser consumidos com cautela.
Falando da pesquisa agora, o que te motivou a olhar especificamente para a relação entre alimentos ultraprocessados e função cognitiva? Bom, tudo começou em 2020, quando eu estava atendendo a uma palestra, eu era ouvinte numa palestra do professor...
Carlos Monteiro, da Universidade de São Paulo, que foi quem cuinou o termo ultraprocessado. E ele estava apresentando toda a evidência existente na época, mostrando os malefícios dos ultraprocessados para a saúde.
Então, tinha muita coisa naquela época em relação à saúde cardiovascular e obesidade. Daí eu fui olhar a literatura e vi que não tinha nada em relação à cognição ou saúde mental. E eu sempre trabalhei, dentro da minha pesquisa, eu sempre trabalhei com dieta e risco de demência. Então, eu achei que essa seria uma pergunta de pesquisa interessante de ser respondida.
E aí eu fiz meu primeiro estudo nesse sentido em 2020, 2021, e esse agora é o segundo com a população australiana. Pois é, a análise foi feita com dados de mais de 2 mil australianos sem demência, de meia-idade e idosos. Por que a escolha desse perfil de pessoas? Bom, a maior parte dos estudos que existem investigando a associação entre o consumo de ultraprocessados e o risco de demência e saúde cognitiva que tem mais de mais de mais
foram feitos em idosos. Então, nesse estudo, a gente teve acesso a dados de pessoas que ainda não cruzaram aquela linha dos 60 anos. E por serem de meia-idade, nós acreditamos que essa fase da vida ofereça uma grande janela de oportunidade para a gente fazer intervenção para que tenha benefícios na cognição ao longo prazo, quando esses indivíduos, então, se tornam idosos.
Então, essa é uma grande novidade do nosso estudo, ter uma população tão rica em adultos de meia-idade. No estudo, os participantes consumiam, em média, 41% das calorias diárias provenientes desses alimentos e é um número próximo à média nacional da Austrália, que é de 42%.
Pois é. Então, a Austrália está no top 5 mundial no consumo de ultraprocessados. Então, a gente vê que mais de 40% das calorias que os australianos consomem vem dos ultraprocessados e isso chama bastante atenção e é preocupante quando a gente começa a ter conhecimento sobre os malefícios dos ultraprocessados para a saúde.
E a pesquisa chegou a essa conclusão, o estudo mostrou que a alimentação com alta presença de produtos altamente processados pode afetar negativamente a capacidade de concentração e aumentar o risco de desenvolvimento de demência. Agora, a pesquisa identificou que até mesmo aumentos modestos no consumo desses alimentos já estão associados à queda na atenção?
Correto. A gente viu que qualquer aumento, qualquer mudança na dieta que reflita em aumento do consumo de ultraprocessados parece ter uma associação negativa com a capacidade cognitiva, mais especificamente com a atenção. Isso parece ser ainda pior a partir do consumo ali perto dos 28% do consumo energético.
Isso nos faz acreditar que quaisquer mudanças para reduzir o consumo de ultraprocessados são válidas. Você citou, numa entrevista à SBS News, que a cada aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados foi observada uma queda na capacidade de concentração das pessoas.
Isso, correto. Essa é uma maneira de a gente traduzir os nossos resultados de maneira mais palpável para as pessoas, né? Então, nós vimos que sim, a cada 10%, o aumento do consumo de ultraprocessados tinha uma associação com uma piora na atenção. E se a gente traduz esses 10% para a comida, né? A gente pode assumir que isso corresponderia a um pacotinho de batata chips empacotada, né? Um pacotinho desse que tem 150 gramas.
Então a gente vê que seria um snack, um lanchinho, que muitas pessoas fazem, achando que não vai ter mal nenhum, mas parece que tem. Então a gente tem que ficar mais atento às nossas escolhas alimentares.
Me parece que um dos achados mais relevantes do estudo é que os efeitos negativos dos alimentos ultraprocessados ocorrem independentemente da qualidade geral da alimentação, ou seja, uma dieta saudável não é proteção suficiente? Correto. Na verdade, isso se refere aos conceitos que a gente...
O que é uma dieta saudável? A gente pode usar índices de qualidade de dieta distintos para avaliar se uma dieta é saudável ou não. Então nesse estudo em particular, nós usamos a dieta do Mediterrâneo, que é uma dieta conhecidamente saudável. E nós vimos que aqueles indivíduos que, ainda que...
seguiam a dieta do Mediterrâneo, mas consumiam altas proporções de ultraprocessados, ter uma adesão à dieta do Mediterrâneo não mudava a associação que a gente viu entre ultraprocessados e atenção, mostrando que o processamento do alimento é um fator importante nessa relação entre dieta e saúde cognitiva.
Embora o estudo não tenha identificado ligação direta entre consumo de alimentos ultraprocessados e perda de memória, o fato de afetar a atenção é preocupante porque é uma função cognitiva fundamental, né? Exato. E é bem importante a gente esclarecer que nesse nosso estudo...
a gente não encontrou nenhuma correlação entre o consumo de ultraprocessados e a memória. Isso já tinha sido identificado por um outro estudo, que foi publicado uns anos atrás, por um grupo da Universidade de São Paulo. Bom, a gente pode ter hipóteses para explicar isso, né? É possível que em adultos de meia-idade a memória ainda não seja tão...
afetada por fatores externos. Mas a cognição poderia ser primariamente afetada na parte da atenção. Então o que a gente viu no nosso estudo pode ser, e aí é uma hipótese, pode ser o início de um problema que, em longo prazo, pode se estender para a memória, que é uma outra área.
ou um outro domínio cognitivo. E tu está escorrendo quando tu falasse que a atenção é um domínio cognitivo muito importante para a execução das tarefas da vida diária, né? Então, impacta, por exemplo, a nossa concentração para ler um livro, para estudar, para trabalhar, a nossa capacidade de reagir a fatores externos que são inesperados, por exemplo, quando a gente está dirigindo.
A gente tem que estar atento a tudo à nossa volta, para dirigir de maneira segura. Então, ainda que a gente não tenha visto nenhuma associação com a memória, esse achado em relação à atenção é muito importante e pode ter implicações na vida cotidiana das pessoas.
E o maior consumo desses produtos também foi associado ao aumento de fatores de risco para demência, como pressão alta, obesidade, condições cujo controle é importante para a proteção da saúde cerebral? Correto. A gente sabe que as doenças cardiovasculares, como...
diabetes, problemas no coração, obesidade, são fatores de risco conhecidos para a demência. Então, em uma das análises que nós fizemos, nós vimos que quanto maior o consumo de ultraprocessados, mais complicada era a situação em relação a esses fatores de risco para a demência. Nos sugerindo, então, que o consumo de ultraprocessados está indiretamente também associado com maior risco de demência.
Considerando que os ultraprocessados representam uma parte grande da dieta na Austrália, como esses resultados devem ser interpretados do ponto de vista de saúde pública? Essa é uma ótima pergunta. O que eu pessoalmente espero é que os nossos resultados, o nosso trabalho, contribua para uma literatura existente nesse sentido já.
para que a gente tenha mais regulamentação em relação à fabricação de produtos ultraprocessados, à comercialização desses produtos.
e até o marketing, para que os consumidores não sejam enganados. E eu espero que dessa maneira as pessoas tenham condições de tomar suas decisões baseadas em evidência para que elas então escolham comer melhor, porque elas estão cientes dos malefícios dos ultraprocessados.
Tem aquele ranking que vem em algumas embalagens aqui na Austrália das estrelinhas. Ah, esse daqui é cinco estrelas, esse é três estrelas. Aí tem alguns, quando eu olho alguns que são quatro estrelas, três estrelas, eu fico me questionando, gente, será que essa avaliação é correta mesmo? Esse ranking das estrelas, ele não considera o processamento do alimento. Então esse conceito de ultraprocessado não se aplica.
Ou não é utilizado nesse ranking. Esse ranking considera diferentes nutrientes e como eles são combinados no alimento. Para daí dar o número de estrelinhas que o alimento merece. Se ele tem açúcar adicionado, quanto de gordura saturada, quanto de fibra. Então é um equilíbrio, digamos assim, entre esses diferentes nutrientes para chegar no resultado final.
Outro ponto que eu faço em relação ao ranking das estrelas é que ele foi desenvolvido para que se compare alimentos da mesma categoria. E isso muitas pessoas não sabem, né? Então, se, por exemplo, eu vou escolher um pão, eu vou comparar pão 1 versus o pão 2 e eu devo escolher aquele que tem mais estrelas. Mas se eu vou escolher, se eu vou comparar um pão com um iogurte, por exemplo, não se aplica porque eles são...
produtos alimentares de categorias diferentes. Tá, interessante. Já que você está dando algumas orientações aqui, para quem está nos ouvindo agora, qual seria a orientação realista, com base no que vocês encontraram nesse estudo? Para quem quer se precaver, diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados, enfim? Bom, a minha recomendação é reduzir ao máximo. Eu entendo que isso nem sempre é possível, ou reduzir ao zero.
Muitas vezes não é possível. Então, o que eu sugiro é que as pessoas cozinhem mais em casa, quando possível, para que usem os ingredientes da sua geladeira, da sua cozinha. Isso, por si, já tem a tendência de trazer benefícios, porque o consumo de ultraprocessados...
Vai reduzir. E eu também sugiro que quando for no supermercado, quando for fazer as suas compras, que olhe a lista de ingredientes. Ao invés de olhar só se tem açúcar, se não tem, quantas estrelas tem, virar o pacote e olhar a lista de ingredientes. Se ao ler a lista de ingredientes, você se deparar com ingredientes que você não conhece, que não tem na sua cozinha ou que tem números, então aquele produto é ultraprocessado e deve ser evitado.
E aí, nesse caso, uma alternativa com ingredientes que são conhecidos deve ser escolhida. Essa pesquisa vai seguir em frente? Quais são os próximos passos? E o que você espera da divulgação desse resultado agora? O que pode acontecer a partir daí? Bom, a gente continua com esse estudo. A gente está, no momento, trabalhando com uma outra população australiana que vai nos gerar informação longitudinal, ou seja...
As pessoas foram avaliadas num tempo e foram acompanhadas ao longo de 10 anos. Então a gente vai ter uma ideia se o consumo de ultraprocessados realmente resultou em maiores índices de demência. E isso traz informação importante, porque esse estudo que a gente acabou de publicar é como uma fotografia. Ele avalia as pessoas num único momento. Então em termos de evidência científica, quando nós temos dados longitudinais...
Isso traz resultados mais robustos. E, além disso, eu continuo com a minha linha de pesquisa, que está sempre buscando identificar de que maneira a dieta pode reduzir o risco de demência. A população de maneira geral e, agora, mais recentemente também, em pessoas que tiveram AVC. Porque elas têm um risco aumentado de demência.
Nós estamos buscando estratégias nutricionais e dietéticas para reduzir o risco de demência nessa população. Por falar nisso, como é que a sua trajetória profissional, acadêmica, te trouxe até aqui? Foi isso que te trouxe até aqui? Até a Austrália? Você já me falou, antes da gente começar a gravar, que você vem de Santa Catarina. Há quanto tempo você está por aqui? Por que a Austrália? Por que desenvolver toda essa pesquisa aqui?
Eu digo que não fui eu que escolhi a Austrália, foi a Austrália que me escolheu. Quando eu estava terminando meu doutorado na Universidade de São Paulo, eu conheci um pesquisador daqui de Melbourne, do Florey Institute, que estudava e estuda ainda diferentes metais e o risco de demência. E eu, na época, fazia meu doutorado, que era muito focado no papel do selênio e a prevenção da doença de Alzheimer.
E eu consegui, na época, uma bolsa do Ciências Sem Fronteiras para vir fazer um pós-doutorado com ele. Então, eu fiquei aqui um ano e meio. E aí, tudo mudou para mim, porque eu me apaixonei pela Austrália, por Melbourne. E aí, acabei voltando para a Austrália. Fiquei primeiro um ano e meio, depois voltei para o Brasil. E acabei voltando para cá a segunda vez, no final de 2017. E estou aqui desde então, né? Voltei também para fazer pesquisa.
E nos últimos sete anos, como parte da Monash, eu faço pesquisa e dou aula para os alunos de graduação em nutrição. Maravilha! Bárbara, parabéns por toda a sua trajetória, por esse trabalho tão importante que você faz. E obrigada por compartilhar um pouco do seu conhecimento e do seu trabalho aqui com a gente. Muito obrigada!
Um grupo multicultural de caminhada está conectando novos imigrantes em Darwin, a capital do território do norte. Mais do que uma atividade física, o grupo cria um sentimento de união, bem-estar e pertencimento em refugiados e recém-chegados que estão recomeçando a vida na Austrália. Os detalhes a gente ouve agora com Felipe Canale na reportagem de Josh Van Staden.
Em Darwin, no norte da Austrália, um grupo de caminhada incentiva a prática de atividades físicas, mas dá passos que vão além disso. Na realidade, a iniciativa vem ajudando refugiados e novos imigrantes a se conectar com a comunidade, construir amizades e encontrar um senso de pertencimento em um novo país.
Segundo os organizadores do Grupo de Caminhada Multicultural, ou Multicultural Walking Group, nós vivemos atualmente um momento em que cada vez mais pessoas enfrentam conflitos e são forçadas a deixar os seus países de origem. E nesse contexto, a iniciativa oferece um alívio bem-vindo para quem está recomeçando as vidas em outro país.
Eu sou o Felipe Canale e eu te convido a participar dessa caminhada.
Dados do Censo Australiano de 2021 mostram que Darwin é uma das cidades mais multiculturales do país, com cerca de 160 mil habitantes e desses, quase 28% nasceram no exterior. Entre essa diversidade, há também uma pequena comunidade falante da língua portuguesa, que representa cerca de 0,5% da população.
Para muitos dos participantes do grupo de caminhada multicultural, esse é o primeiro contato com a estação seca do Top End, que é um período do ano que vai de maio a outubro com um clima mais agradável, justamente quando as pessoas costumam socializar mais nas ruas, e para alguns que estão justamente nesta caminhada, essa é a primeira vez que eles se conectam com outras pessoas.
desde que migraram permanentemente para esta região. A SBS foi para as ruas de Darwin e entrevistou alguns dos organizadores e também participantes desta caminhada multicultural. Oh my God, real! I'm happy for that. I'm really happy because I made friends.
Liderado pelo Serviço Local de Acolhimento de Refugiados e Imigrantes da Anglicare, uma organização comunitária que oferece apoio social aqui na Austrália, o Grupo de Caminhada Multicultural ajuda a criar um ambiente para praticar a língua inglesa, conhecer moradores locais e acessar serviços de apoio.
Navina Shurika se mudou do Sri Lanka para Darwin em fevereiro e se diz empolgada com a iniciativa da caminhada.
Wow, nós realmente gostamos, porque é a primeira vez que eu estou. E eu tenho tantos amigos em minha aula. Eles são multicultores, China, Indonesia, Sri Lanka, Congo, e outros países. Nós estamos juntos e temos um chat com o divoc. Então, eu realmente gostei, porque nós estamos nos conhecimentos. Porque nós temos uma game hoje, para saber qual é o seu país, onde você está.
Este é o terceiro ano da caminhada e Maria Arcos, que trabalha como agente de apoio a imigrantes e refugiados na Anglicare do território norte, diz que esse tipo de evento faz com que as pessoas se sintam integradas na sociedade.
Sim, há muito acontecendo no mundo agora, e é muito triste para muitas pessoas, o que acontece com suas próprias famílias, em sua própria cidade, em sua própria cidade. E vir aqui, eu acho que é um pouco diferente, que eles acham que eles perguntem e que eles podem...
mostrar quem eles são e compartilhar os momentos felizes, compartilhar o comida, compartilhar o que eles gostam de fazer, falar o idioma, eles podem encontrar pessoas que falam o mesmo idioma que eles fazem. Então, essas pequenas coisas fazem grandes mudanças e isso é o que queremos. Nós queremos que as pessoas se sentem como elas estão em casa, se sentem como elas possam sermão. Eles moram aqui, eles são de Austrália agora.
Ao chegarem a um parque da região, após a caminhada, o grupo participa de conversas sobre temas que incluem tradições culturais, feriados e a vida em Darwin.
Você pode imaginar, você não conhece ninguém, você tem que começar de scratch. E ter uma grupo de pessoas que querem se conhecer com você, se conhecer a sua cultura e o que você faz você orgulho de quem você é.
A maioria dos participantes e organizadores é do STEPS, uma organização sem fins lucrativos voltada à educação e formação, e muitos também fazem parte do Adult Migrant English Program, programa de inglês para migrantes adultos, que é financiado pelo governo federal e oferece aulas gratuitas de inglês para migrantes elegíveis e pessoas com visto humanitário.
Quem conversa agora com a gente é o Julian, que é o gerente-geral do Stapps.
A STEPS é uma organização que apoia estudantes de 52 países no território norte e desempenha um papel importante nas vidas dos novos moradores da região. Eu acho que foi muito importante para todos que vêm. E eu acho que a grande ideia para essa parceria é para os locais se juntarem, para que eles possam integrar essa coesia social e diversidade que é da Darwin.
Mais do que uma caminhada, a iniciativa cria conexões, pertencimento e novos começos para imigrantes e refugiados aqui na Austrália.
E vamos aos destaques, uma última atualização do noticiário do programa desta quarta-feira, 6 de maio. Os passageiros infectados com antavírus já estão sendo retirados do navio de cruzeiro que estava no mar esperando socorro.
O navio tinha acusado, tinha registrado casos de antavírus entre passageiros e tripulantes. A Espanha agora resolveu receber o navio que será levado para as Ilhas Canárias, onde os passageiros serão examinados e levados para os seus países.
E a gente na saudade
A gente chega ao final do programa em português da SBS Áudio desta quarta-feira, 6 de maio de 2026. Eu sou Mariana Gotardo. E eu sou Luciana Fraguas. E a gente agradece a sua companhia. Você pode encontrar todos os nossos boletins e reportagens no site sbs.com.au.portuguese, também nas redes sociais, no X, Instagram e Facebook. O programa é sempre às quartas-feiras e domingos. Ao meio-dia a gente volta no domingo, então, nesse mesmo horário. Um bom resto de semana para você e até a próxima. Até a próxima.
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