COP-17 avança no combate à desertificação apesar do impasse sobre financiamento
A Conferência sobre combate à desertificação da ONU (COP 17) realizada na Mongólia, de 17 a 28 de agosto, reuniu mais de 23 mil participantes. Disputas geopolíticas e econômicas entre os países ricos e os mais pobres, sobretudo nações africanas, impediram um consenso sobre como financiar ações para o combate ao problema, que afeta 40% das terras do mundo, impactando mais de 3,2 bilhões de pessoas. O jornalista Cesar Mendes conversou com Carlos Magno Morais, da ONG Centro Sabiá, que atua na difusão da agroecologia entre agricultures familiares de Pernambuco e que integrou a comitiva brasileira na COP 17. Ele explica que, apesar do impasse sobre o financiamento, a conferência teve avanços. E cita, entre os pontos positivos, o maior protagonismo das comunidades na busca de soluções e a importância de apresentarmos experiências brasileiras de melhoria da vida no semiárido e na Caatinga aos debates internacionais. A Convenção sobre desertificação integra o tripé de tratados ambientais globais nascidos na Cúpula da Terra de 1992 (Rio-92), ao lado das convenções de clima e de biodiversidade, mas diferentemente da COP do clima, com periodicidade anual, as COPs da desertificação ocorrem a cada dois anos - a próxima edição do evento será em 2028, no Egito.