Episódios de Podtrash

Podtrash 819 – A Morte fez um Ovo

09 de maio de 20261h4min
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Horror! Medo! Desespero! No episódio desta semana mergulhamos em La morte ha fatto l’uovo, também conhecido como Death Laid an Egg (A Morte Fez um Ovo): um delírio italiano de 1968 com assassinatos, paranoia sexual, galinhas mutantes e um triângulo amoroso mais tóxico que chorume nuclear. Entre closes psicodélicos, trilha sonora insana e personagens completamente […]
Assuntos8
  • A Morte Botou um OvoAnálise do filme italiano de 1968 · Assassinatos e paranoia sexual · Galinhas mutantes e triângulo amoroso · Closes psicodélicos e trilha sonora insana · Crítica à indústria, revolta proletária e crise existencial
  • MBLDiretor de 'A Morte Botou um Ovo' · Outros filmes: Django, Phil Lever Schultz, Arcana · Estilo cinematográfico e subversão de gêneros
  • Engenharia Genética e CRISPRExperimentos com frangos e mutações · Hormonização e super frangos · Mapeamento genético e DNA · Bebê de proveta e experimentos genéticos
  • Transformação de cinema e gênerosDiálogos e seus elementos · Contracultura e crítica social · Subversão de clichês de Hollywood · Surrealismo e elementos bizarros
  • Elenco e AtuaçõesGina Lollobrigida · Jean-Louis Trintignant · Iva Olin · Carreira e vida dos atores
  • Publicidade e atençãoCampanhas publicitárias bizarras · Antropomorfização de animais na publicidade · Mercadorização e sociedade do espetáculo · Ovos de luxo e produtos de grife
  • Estilo de VidaValorização do automóvel como símbolo de sucesso · Subversão e crítica ao capitalismo · Acidentes de carro e edição rápida · High society e vida suburbana
  • Assassinato de GisbertaIdentidade do serial killer · Triângulo amoroso e quadrilátero do amor · Investigação e pistas falsas · Plot twists e reviravoltas
Transcrição171 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Begging you please. I'm not down. Oh my knees. Oh no. I'm just running round in circles. Por que? I am he as you are. He as you are me. And we are all together. See how they run like chicks from a gun. See how they fly. I'm crying. I am the Eggman.

They are the Eggman. I am the wall chicken walrus. Cucu cochu. Cucu cochu. Pocó. Cucu do Luca. The Dark One. Onde é que é?

Mas espero... Bunny Cococó. Batata Doce. Muito bem, começa agora mais um pod trash. Eu sou o Bruno Guter, ao meu lado está o Testa de Ovo, o Eggman. Eu sou o Eggman, que é mais conhecido como Eggman. O Eggman. O Eggman. O Eggman.

Malditos fãs da galinha pintadinha escrotinha, não bota todos os ovos numa cesta só, porque o frango e a galinha viraram a Barbie no marketing do jalo bizarro aí do mal dos anos 60. Tem galinha médica, tem galinha mendiga, tem frango engenheiro, frango playboy de eterno, horror eterno e mais um pod trash mega ovacionado. Comam frango e comam também o primo Chester marombado, se ele pudesse.

Ele ia te comer também. Ô, Demetrios, a Gina Lulobrizda tinha um milhão no filme, mas o Michael Frango, foi ele quem perdeu a cabeça na Revolução Galinhal? Serial killer do mal? Não, não é Michael Frango, não. Esse aí é o filme Origens Secretas do McNugget, não é, não, Romance?

É, depois desse filme, você nunca mais vai comer o seu nugget da mesma forma. Né, não, Edson? Como é que você comia antigamente? Não era com machado? Com carinho. Eu sempre comi com machado. O pessoal de um dia usa o Zagarfe Faca, mas... Rapaz.

Meu, mas realmente esse filme aí deu origem à lenda urbana do Chester, né? Que segundo o Constava não tinha nem cabeça nem asa também pro músculo. Pois é, meus caros amigos ouvintes. Estamos aqui para falar de um filme que parece ter sido escrito depois de alguém cheirar tudo que tem de produtos de limpeza na casa. Death Lays and Egg, mais conhecido aqui no Brasil como A Morte Botou Um Ovo. Filme de 1968.

que é considerado um dos primeiros diálogos, eu discordo disso, mas a gente vai falar disso mais à frente, que mistura um pouco de indústria vírgula, revolta proletária, crise existencial, traição, novela mexicana, exubador de plástico na cabeça, experimentos genéticos e por aí vai. Mas antes que meu irmão exubador, você vai deixar a gravação pra ir completar o seu procedimento masturbatório com um saco plástico na cabeça. Vamos começar nesse coisa de trágico.

O letalizmente disse, eu já sei, igual batida de boa. Disse o chicano pro anjo negro, pois uma tosa casta de coroa. Ouvir o povo e trecho é bom demais. Ouvir o povo e trecho é bom demais.

Bom, meus amigos, para começarmos o programa hoje, vamos falar aos ouvintes que, obviamente, obviamente o filme que se chama A Morte Botou Um Ovo é escolha minha.

O nome é maravilhoso. É, o que eu disse da abertura, que ele é considerado um dos primeiros diálogos, é porque o diálogo é um gênero que surgiu mais para o início dos anos 70, né? Então aqui é um pouquinho antes, né? Tem alguns elementos de algo que estava surgindo e etc. Mas ele foge um pouco.

Então, eu gosto de pensar nesse filme aqui mais como... Se o Buñuel fosse fazer um diálogo, seria assim, entendeu? Eu acho que é mais nessa pegada. Não sei o que vocês acharam do filme. Não seria um galo exploitation, talvez? Aí é o segundo, né? Que a gente já fez o... O Night of the Chicken Dead, né? Né. Então, esse filme não é um diálogo, mas ele é um guiálogo, é isso? Então, um galo. Olha aí, cara, olha aí. Tudo se encaixa. Agora eu entendi.

O Edson merece ovos e tomates. Aliás, falando em semelhança, aquele negócio da indústria galinícia tentando melhorar a produção, aumentar os lucros, fez lembrar o plot da Superfêmea, que a gente já fez aqui com a Vera Fischer. Sim, sim.

É a tônica da época. A gente está aí na época desse período da contracultura, então você tem subversão de uma porrada de coisa. Se a gente lembrasse daqueles filmes de Hollywood, com os astros maravilhosos, os carrões indo para lá e para cá, gente fumando para todo lado, em festas, high society...

você vai ter a subversão. Esse filme e vários outros filmes da época, do final dos anos 60, vão subverter uma porrada de gênero que já estava, assim, já clichêzão pré-estabelecido em Hollywood, né? E vai meter um monte de crítica, um monte de sátira, mostrar, como o Bruno falou aí, os trabalhador puto aí, porque os ricos não me façam te pegar nojo mandarem embora todo mundo porque fizeram uma...

Uma super máquina e você tira o trabalhador e coloca só os ricos e snob pra trabalhar, né? Aí é maneiro que eles estão... Trabalhador, né? Apertar a alavanca, né? Puxar a alavanca. Então, é maneiro que eles estão tirando foto, eles fazem tudo pra trabalhar, né? Eles estão tirando foto, estão nadando na piscina, estão fazendo festa com o quarto branco do mal ali, que a gente vai falar do quarto branco do mal.

Estão cerrando pra grade da máquina pra poder promover traição e assassinatos terríveis. Tudo que os ricos de novela mexicana fazem. É assim, o diretor do filme é o Julio Quest, que já apareceu anteriormente aqui no PodTrash com o Django e Phil Lever Schultz, que confesso que foi ali que eu conheci o diretor. Corri atrás porque eu gostei do Django e porra.

Caralho, esse filme aqui morou no coração. E eu tinha que trazer para o PodTrash. E, pô, tá aqui. Não é francês. É um filme lebleble que não é francês. Mas tem elenco boa parte de franceses. Mas, Bruno, como assim você conheceu só no diâmetro? Você não tinha visto o desenho? Julio Quester que passava da Rana Barbera?

O Chicoio não comparece, ele não bate o ponto, mas aí tem gente, porra, pegando o trabalho do Chicoio com fio afinco aqui. Edson, parabéns, cara. Daqui a pouco você vai fazer camiseta também?

O Julie Quest, ele fez três filmes na vida dele. Dois já foram pod trash, então fica faltando um pra gente completar a trilogia Julie Quest, Johnny Quest, como disse o Edson, aqui no pod trash. Então, é o Arcana. Não confundir com o Lorcana da Disney.

Que é um filme um pouquinho diferente, né? Inclusive, os filmes dele são de gêneros totalmente, assim, nada a ver. É um faroeste, é um diálogo e é um filme de terror. Então, assim, é uma parada bem específica desse cara. Esse cara é muito foda, meu irmão, é muito foda. Inclusive, esse Arcana aqui no Brasil, ele não tem nada a ver com isso, mas ele foi lançado com o nome de O Poder do Exorcismo. Evidentemente, ele foi lançado aqui logo depois do Exorcista, né?

É, esse filme fala de uns trambiqueiros, assim, muitos desses filmes têm trambiqueiros. Se o Sérgio Leone vai falar dos anti-heróis nessa cultura, por exemplo, do Western, né? Ou então a gente vai falar do diálogo, né? Que você tem aqueles anti-heróis do...

dos filmes noir, que vão tentar solucionar mistério, é todo mundo maluco, os filmes de diálogo tem essa característica da galera, caraca, minha mente, o que está acontecendo, então geralmente o filme é todo fragmentado com a mente quebrada dessas pessoas, tipo, rola um elemento psicose aí, e taras também, o diálogo tem muito disso, mas o Julie Quest, nessa coisa que a gente está falando de subverter, o arcana,

São a mamãe e o filhinho que eles são, tipo, eles vão lendo carta de tarô e promovendo uma série de falcatruas pela cidade. Eles querem arrumar dinheiro fazendo trambiques, né? Lendo cartas. Mais ou menos hoje em dia, como no TikTok, né? Tem gente pegando cartinha do Yu-Gi-Oh! E fazendo tarô, né? E tal. Eu tô de Pokémon, Jovem.

E além da gente já falou do Western dele, o Jungle Kill e Phil Livishute, está no meio termo entre o Sérgio Leone e o surrealismo do Jodorowsky que a gente já fez o Elton o surrealismo do Bunuel também

Mas também aquele gore nascente que a gente tem do Hatcher Gordon Lewis. Então, assim, você tem... E claro, né? Se a gente tá falando do Django Kill, como esquecer da gangue de gente, de cowboy de faroeste, tudo homossexual. Então, assim, você tem... Lembrando lá o Kung Fu contra as Bonecas, que também já foi pod-trash, né? Lá do Adriano Stewart, né?

Então, ele vai subvertendo, né? O cowboy tem que ter essa coisa de ser o machão e tal. E a subversão aqui, no diálogo, você vai ter elementos de comédia, uma trilha sonora tonal totalmente bizarra, que é muito foda, porque a galera tá acostumada com aquelas músicas anos 60, tipo aquela trilha que o Edson trouxe lá, o filme do Mário Bava lá, o...

O Dunja Diabolique, que tem aquelas trilhas fantásticas dos anos 60. Mas essa trilha sonora aqui é totalmente atonal, totalmente bizarra. É quebrada, né? É, é, é. Retratando a psique do personagem. Exatamente. Menos a música tema das galinhas, que é um sambinha.

É, exatamente, né? Pra ficar nos anos 60 mesmo. Bossa nova, uma bossa nova. E aí, isso que é interessante, porque o Julio Quest, infelizmente, né? Ele nunca fez um sucesso, assim, de plateia, né? Os filmes realmente... Ele conseguiu fazer filmes com estúdios da Itália, né? Com bilheteria e tal, com atores, né?

mega famosos, mega premiados, como a Gina Lulobrigida, o ator francês lá que faz o papel do marido dela. Mas assim, ele acabou fudido, então ele ia fazendo filme pra TV, pra pagar o pão de cada dia. Só que é importante a gente mencionar que uma coisa muito foda que ele trata, quando a gente fala assim do high society e essa vida, tipo...

na piscina, ou então tomando sorvete, ou então dirigindo carro, essa coisa meio suburbana, né, que os Estados Unidos vão fazer muito bem nos anos 70, por falar em galinha também, né, esse cara é antes do David Lynch, é antes do Arezia Red, então é muito foda, porque os elementos surrealistas aqui, a galinha... É antes do McNugget.

antes do Mac Dugget, essa música bizarra, os elementos bizarros e depois o próprio David Lynch vai pegar essa questão da, o que que é normal e vai destrinchar o que teoricamente seria normal e vai mostrar tudo que é de bizarro com o elemento surrealista, o Julie Quest vai fazer isso antes lá na Itália e subverter no gênero, como o David Lynch vai fazer também, o Bruno falou também aí do Mário Bava

Do Louis Bunuel. Então você tem uma série de elementos aí. Eu achei esse filme, vendo o filme, com muito toque de Bunuel, com o David Lynch, antes do David Lynch, né? Então, na verdade, o David Lynch tem um toque de Julio Quest.

Sim, mas a referência que eu tô querendo dizer é assim, se o David Lynch existisse nessa época, e além disso, o Hitchcock também, né, essa coisa do suspense. Aí já vem o início, né, o embrião, se é que a gente pode fazer de comparação no filme de ovos e manipulação genética, é o embrião do diálogo, que são os trilhas, e aí a gente

Pode ir aí nessa linha. Eu gosto muito da pegada do filme, apesar assim, a gente tem que deixar claro para os ouvintes que esse é um filme de 1968, então ele para os padrões modernos, para os padrões de filmes atuais.

ele poderia ser editado e ficar com 1h20min. Então ele tem 1h40min aqui, mas tem muita cena desnecessariamente grande. Mostrando muito o plano aberto, mostrando os personagens caminhando do ponto A para o ponto B, que não precisa. Mas é uma fotografia brilhante, tem umas montagens... Cara, tem a montagem no filme que... Assim, é desnecessária, que mostra lá a Campari e aquilo, não sei o quê, papapá. É um negócio que... Que, assim, é surrealismo, entendeu? É só o surrealismo.

É aquela edição rápida, né? Que tava famosa, por exemplo, essa coisa do carro, dos namoradinhos, né? Saindo no carro. Tipo o Subvertendo Roadmove. O Acossado. O Godard vai fazer isso no Acossado, né? E nesse filme, você tem a subversão porque tem um acidente mega horroroso de automóvel ali, né? Numa edição rápida.

O próprio Godard vai ter um filme chamado Weekend, que é justamente o final de semana onde você tem carro virado, carro pegando fogo, uma cena em tomada contínua da fileira de carro gigantesco no apocalipse. Em toda sequência.

um plano de sequência de apocalipse automobilístico. Então, assim, a gente tem muito elemento dessa época dos anos 60, da contracultura, subvertendo muitos clichês de Hollywood. Pô, é maneiríssimo, né?

Mas assim, vamos falar um pouquinho dos atores? Porque a gente tem um elenco de peso aqui, principalmente os dois protagonistas, quer dizer, dois dos três protagonistas, que é a mulher e o marido. Eles são, assim, classe A, A, no cinema italiano.

Dina Lolo Brígida e o Jean-Louis é 39, 39, 39. Sei lá como é que se fala esta caceta em francês. Porque ela é italiana e ele é francês. Mas, assim, fez carreira muito na França também, mas mais na Itália, né? Assim como ela também. Ela participou de muito filme, entendeu? Muito filme antigo. Era Sex Symbol da Itália.

E temos também a Iva Olin, não sei se a pronúncia está correta, mas é uma sueca que foi Miss Suecia ou algo assim quando adolescente, começa a fazer alguns filmes e acho que o legal dela é a gente comentar um filme que ela fez com muita, muita, muita gente famosa, cara. Que é justamente o Candy, que tem uma galera assim, gigante no filme. Tem muita gente, muita gente foda lá no elenco do filme. É o Hang Star. É um elenco legal, cara.

É, é, exato, exato. E aí ela acabou depois virando atriz de diálogos, de filmes do Lutifult, saca? Filmes de terror, filmes... Diálogos mesmo, né? Assassino de série, etc. É, basicamente, ela começou, entre aspas, a repetir o papel que ela faz nesse filme. E esse foi um dos motivos pra ela deixar a carreira de atriz, que ela olhou assim, é tudo mais do mesmo.

Ela fez o filme do Joe D'Amato, cara, o La Morte, a Sorriso, o Alassassino, né, que ela faz uma... É tipo um filme de Frankenstein, né, que tem lá o Klaus Kinski de Cientista do Mal, e ela faz a... tipo uma zumbi do mal que mata as pessoas.

Ela participou de um filme com Tinto Brás também. Esse elemento que a gente estava falando é da subversão, os elementos eróticos, né? Então a gente tem o diálogo com os elementos eróticos, e aí ela fez o Colcôr em Gola, né? Que é o If Heart in the Mouth, né? Que é um proto-dialo aí do Tinto Brás. E ela fez o Love Inferno, né? O The Double, né?

E, assim, ela é muito famosa na Itália. E a filha dela foi até primeira-dama do primeiro-ministro da Itália, assim, em 2020, 2021. O ministro da Itália, o primeiro-ministro. A filhinha da Eva Auling foi a primeira-dama, cara. Não fala filhinha, que vai dar em entender que a mina era criança. É.

Não, a mulher já tinha uns 60 anos, uma coisa assim, né? A Eva Auling, ela tinha 18 anos em 68. Façam as contas aí. Passou muito tempo e a filha dela, em 2020, foi a primeira... A filha dela está quase no ponto do exumador, ouvinte.

Um brinde, um brinde. A Gina Lulobrígida também, ela meio que, depois de fazer uma porrada de filme foda, né? O Legrande Ju, tudo nos anos 50, né? O La Provinciale. Ela fez um filme que o Anthony Quinn fez o Corcunda de Notre Dame, né? Ela fez a Cigana Esmeralda. Inclusive, a versão da Disney, que é desenho animado, mas a expressão da Esmeralda é baseada nela.

É baseada na Gina Lulobrizda, né? E depois ela também meio que quase abandonou a carreira de atriz e virou fotojornalista, né? É muito foda. Pô, fez um monte de... Sean Connery, né? Um monte de ator, né? De político. Ela entrevistou o Fidel Castro. Então, assim, ela tem uma história muito grande, né? De...

Ela morreu, cara, com 95 anos de idade. Morreu em 2023 agora. Pois é. Inclusive, ela tem uma história de vida, teve uma história de vida, que é parecida com o filme de hoje. Porque aconteceu o seguinte, ela estava prestes a se casar com um cara, ela conheceu um cara em 84, quando ele tinha 23 anos. Quando ele estava com 45, ela estava para casar com ele. E os dois tinham um relacionamento, estavam namorando.

Ah, vou casar com esse cara. Aí ela descobriu que o cara, ele já tinha, entre aspas, casado com ela porque ele forjou um documento de casamento com ela. Tinha uma história, tinha uma lenda urbana que ele arrumou, tipo, uma dublê de, sabe, uma matriz, fingindo que seja ela. Aí foi no cartório. Cara, bizarro. Olha, mas que filho da puta eu vejo a você.

Então, e aí, é lógico, né? Aí ela terminou com o cara, né? E quando ela morreu, ela tinha uma fortuna considerável, né? E aí o pessoal caiu matando em cima, porque falaram que milhões do dinheiro dela tinham desaparecido. Só que nessa altura ninguém sabia quem é que tinha catado o dinheiro dela.

Ó, pra você ter ideia, o ator lá, o Jean-Louis Trinhard, ele, o que faz o marido dela no filme, né? A filha dele foi morta em 2003, porque o namorado dela era tipo um cantor de rock e tal, e no quarto de hotel e tal, foi lá e foi assassinada.

a filha do cara. Ele também morreu com 90 e poucos anos de idade. Ele fez um filme que não foi pôr de trash ainda da galera lá, o Jean-Luc Carreau, do City of Lost Children, a galera que fez o Delicatessen. Ele tá lá no City of Lost Children. Ele tá num filme Megalovax foda da trilogia das cores, que tem o amarelo, o branco, o azul e o vermelho. Ele tá no vermelho. Vermelho, sim.

Esse filme, inclusive, é baseado na música do Toquinho, Aquarela. Esse filme é baseado na bandeira da Revolução Francesa. É, ó, pra quem não sabe... Pra quem não sabe... Pra quem não sabe, a trilogia é... A fraternidade é vermelha, azul é a cor mais quente e branco é ruim de limpar.

a liberdade é azul a igualdade é branca e a fraternidade é vermelha eu conheci pelo cinemator num podcast a gente gravou a gente gravou há mais de 15 anos mais de 12 anos um

a trilogia desse diretor. E também fizemos o Decálogo dele. Que foi um dos melhores programas que eu já gravei lá no Masmorra. Mas esse cara também é o protagonista do Z do Costa Gravas. Então, assim, o cara fez muita coisa foda. Ele já estava bem velhinho quando ele fez um... Se eu não estou enganando, foram dois filmes do Haneck. Ele fez o Amur, que ele ganhou uma porrada de prêmio. E ele, bem velhinho, fez o outro filme lá do... Então, assim, o programa foi discutido na prisão.

do paraíso, do Haneke, que é muito foda. Esse amor, inclusive, ganhou o Oscar de filme estrangeiro. Sim, e o Jean-Louis, 30 anos, tá lá. Agora ele é cadáver, porque ele tá morto, morreu de câncer na próstata, tá nos ovos. Morreu em 2022. Tem 4 anos que não deu.

E o galãzinho aí de olho azul, o Jean Sobieski, também fez um monte de filme de western e tal. Fez filme de comédia, western espaguete. Ele está num filme do Lucho Filch.

A história da perversão. E assim, o elenco realmente é muito foda. Só mencionar, a gente estava falando aí dessa coisa da Gina Lolo Bridge da Rica, né? Esquecemos de falar, o Jean-Louis Trintian, ele era piloto de corrida. Ele cresceu numa família cheia de piloto de corrida. E aí ele fez aquele filme lá, o...

A menina uma. Justamente que ele era tipo o galã, piloto de corrida. E nesse filme, justamente nos anos 60, você está tendo essa questão da valorização do automóvel como símbolo máximo do sucesso, símbolo do capitalismo e tal. Coisa que esse filme vai subverter e vai criticar. Tanto que vai ter a cena famosa aí do... Bruno falou dos outdoors do Campari e tal, tudo em edição rápida.

Mas vai ter depois o acidente, né? Os críticos viajando aí, tentando buscar uma história pro filme, uma história, uma narrativa, vão até dizer que foram os pais da menininha, Gabriele, que morreram nesse acidente. Mas aí fica a interpretação de quem quiser interpretar do acidente, né? Porque é justamente a subversão, né? Citando o filme O Homem e Uma Mulher, o tema desse filme é um dos temas mais usados, assim...

Bairro Romântico, Programa Romântico e Porno Chanchado. Olha aí. E ele teve uma continuação do filme de 66. Ele teve uma continuação chamada Um Homem e Uma Mulher 20 Anos Depois, em 86. Olha aí. E nessa questão da... Continuando com a subversão, a gente tem, além dessa questão do automóvel, da vida, high society aí dos ricaços, você tem essa questão da tecnologia, né? Olha os hormônios aí do frango, né? Olha o Chester, olha a mutação genética que a gente come no Natal.

Olha o hormônio nos frangos, mesmo sem ser no Natal. E aí a gente tem essa questão do consumismo, da publicidade e tal. Mas é importante mencionar, já com os diálogos dos anos 70, um outro filme que a gente já comentou aqui, mas não foi pó de trecha ainda, que é o diálogo do Lutifult, o lagartixa em pele de mulher. Que teve uma polêmica, porque me lembrou a polêmica, porque esse filme tem a cena famosa dos frangos tudo sendo depenados, sendo fervidos, decapitando frango, tem a cena lagor.

No Lagartixa em Pele de Mulher, do Lutifult, ele teve que ir para julgamento. Teve uma polêmica porque tem a cena de uns cachorros abertos, tipo uma vivissecção, uma cirurgia fazendo experimento científico, lembrou as galinhas bizarras desse filme. E aí o Lutifult foi parar no julgamento por causa da cena. Ele só não foi para a cadeia porque o cara dos efeitos especiais, o Carlo Rambaldi, ele mostrou os bonecos do cachorro lá, aberto, que era mega realista.

Esse cara vai ser depois o cara que vai fazer o bonequinho do ET, o extraterrestre. Então, você vê o passado. O cara quase foi preso porque fez um cachorro realista. E aí depois ele vai e faz um boneco que parece um cocô gigante, é isso? Com o dedo pirocudo pornográfico, né? Todo mundo sabe disso. O cara faz um cocô com uma pirocudo e todo mundo, ai, que lindo, que bonito. Que cachorro.

Você já conhece o Orelo do PodTrash? Não? Por lá dá para assinar todos os episódios do PodTrash, mesmo os que não estão disponíveis em alguns agregadores. Experimenta lá, é tudo gratuito. Baixe o aplicativo ou acesse orelo.cc barra podtrash. Ah, e também é possível apoiar nossas campanhas. Se você quiser e puder, será uma ajuda para manter os custos.

Mas chega desta pausa e continue agora com o episódio. Tchau! Bom, em meio aos assassinatos no hotel na beira da estrada, nós temos ali o casal Marco e a esposa Ana, quem se entrelaçam ali num...

Triângulo amoroso bizarro, New All The Every Time, com a bela jovem Gabriele, a linda e loira Gabriele. Mas não só isso, o Marco e a Ana, eles também administram uma empresa de frangos, é mesmo, cara, de produção ali de frangos, de ovos, que é supervisionada por uma corporação misteriosa, com uma campanha publicitária meio esquisita.

umas aberrações que eles estão desenvolvendo. É tipo um frango silencioso, sem cabeça, sem asa, geneticamente modificado. O Michael Frango dos anos 60, né? Que, teoricamente, iria produzir mais carne. E antecipando ainda os frangos criados pelo homem lá do Eraserhead, do David Lynch, em quase 10 anos, né? Essa parada aí. E, cara, é muito bizarro que já... Eu não sei, até...

em qual pé estava essa parada de engenharia genética, né? Mas anos 60 eu achei bem pra frentex até, cara. Essa parada dos negócios genéticos do frango e tal. Eu não sei até que ponto estava ainda as hormonizações de frango ou dos halterofilistas também, dos fisioturistas. O bacana...

O bacana é tudo aquilo que é super moderno, super tecnológico. Você falou aí da engenharia genética, mas a gente vai ter a publicidade também, essa coisa de tudo pode ser mercadoria, tudo vai... Vamos vender a qualquer custo. E aí tem as campanhas bizarras. Hoje em dia não é mais bizarro porque a gente está no mundo das telas hoje. A gente está...

submerso em publicidade a todo momento. E é o Black Mirror do mundo real, né? Mas também o automóvel que a gente falou e o estilo de vida. Então, assim, você tem essa coisa do... Coma frango, né? Aí tem a publicidade, aí tem engenharia genética. Tem o automóvel com a rodovia, né? Aquela viz expressa.

do hotel gigantesco, né, que vai turista, né, mas vai também o Marco lá, né, transar e assassinar moças ali no hotel misterioso, né.

Ô, Amait, te respondendo, a genética, o mapeamento genético, a estrutura do DNA foi nos anos 50 e o mapeamento foi nos anos 60. Então é por isso que tá nesse filme aqui. Então lá pro início dos anos 70 já tava assim, hypado para um caralho, entendeu? Até aqui no Brasil, cara, nos anos 60 tinha uma porrada de estudo científico pra fazer o mapeamento genético dos povos indígenas e tudo mais, sacou?

inclusive a questão do entre aspas, do super frangos que tinha um crescimento mais rápido e tudo mais no Brasil acho que foi nos anos 70 isso falando só de Brasil não importando, mas no Brasil eles alcançaram sucesso nos anos 70 então já estava bem avançado nessa época

Nessa época, se eu não estou enganado, foi nos anos 70 que teve a coisa do bebê de proveta, vocês lembram? Sim, sim. Experimentos genéticos. Já meados dos anos 70, na verdade, quase anos 80, se eu duvidar. E aqui a gente tem essa... O objetivo do filme...

Esses temas no filme são o supra-moderno, o supra-tecnológico. A gente teve, porque é o objetivo da contracultura, a gente teve a subversão, por exemplo, do Kubrick na ficção científica com o 2001. 2001 é quando? É 69?

Então a gente tem a subversão dos filmes de ficção científica. É, 68. 69 foi quando O Homem Foi na Lua. Ah, então. A gente tem essa questão aí de tudo aquilo que era ultramoderno. E a contracultura é justamente estar criticando e botando a sua sátira, a sua subversão aí nesses temas.

A crítica velada, né? Né, e a gente tem muito outdoor, o hotel, né? Você vai ter os vários recaços ali, né? O velhinho botando o saco na cabeça, o outro lá com o amante, né? E aí a gente tem o momento de álcool, propriamente de... O velhinho não, o exumador Eggman botando o saco na cabeça.

Exumador Carradine. Bruno, você vai começar a botar ovos e o Edson vai comê-los. Que isso? Seus canalhas. Edson, você vai comer meus ovos, cara? É. Fora. Que opção. Vou nem visitar o Rio, mano.

Que loucura, cara. A gente tem nessa loucura toda a famosa navalha e a luvinha preta, né? Com a maleta misteriosa, né? Só que outra subversão muito foda desse filme é que a gente já vê de cara a identidade do suposto, né? Do serial killer aí, que é o Marco. Que é o marido da... Não é o Marco, é o Marco.

Marco Maquê. Que o Júlio Quest aí, ele já tá subvertendo de cara, já da identidade do sujeito. E todos eles foram dublados, tá? Porque os dois atores protagonistas aí masculina eram franceses, você tem a moça que é sueca, né? E aí dublou todo mundo. Esse filme foi cortado, foi retalhado.

Inclusive é importante dizer isso, você falou dos cortes. Tem um corte do filme que foi lançado em Blu-ray nos Estados Unidos que não tem nada da parte, digamos assim, da briga de classes ali, dos patrões mandando embora. No entanto que a versão que a gente viu para gravar aqui...

claramente pegaram esses cortes e adicionaram, porque estava numa qualidade diferente da película e estava com som italiano, porque a versão que a gente viu para gravar estava dublada em inglês, só que essas cenas estavam em italiano. Tinha os dois áudios, tá? Na versão que eu coloquei na pasta. Ah, enfim, eu... Eu não mexi nas configurações, só vi.

E o pior, né? Na versão alemã, nessa versão que teve muita cena cortada, a versão do Luigi Mangione foi cortada também. Onde está? Justiça para Luigi. Que aparece um personagem bizarro no meio do nada, que é o Luigi. E o Luigi não aparece na versão cortada. E dá a impressão que é o amigo gay de um passado que o cara quer esquecer, né? Porque aquele cara, ele chega encostando demais. A porta estava aberta, ele vai entrando, né? Ele está lá... É que assim...

O filme, ele é um pouco, digamos assim, desconexo, ouvintes. Um pouco. Você tem algumas cenas, por exemplo, logo depois dessa cena aí da luva preta e etc, você tem a montagem que eu falei do Campari, dele andando com o carro. Me lembrou muito Solares, cara, os planos cumpridos, entendeu? Assim, aquele estilo...

russo de filmagem lá dos anos 50 e 60. Mas a gente corta pra umas paradas assim, dada a ver, porque logo depois disso a gente vai ali pra festa do frango, da fotografia, e a rapaziada puta, né, os operários jogando caralho, a chave inglesa pra pegar assim, no tampo de cabeça de alguém ali. É foda, cara, porque eles estavam putos, porque eles compraram uma tal de máquina holandesa pra mandar todo mundo embora, entendeu?

A Gina Lolo Brígida, ela é dona de uma mega mansão, ela é assim, é a burguesa do filme, ela tem uma obsessão com a beleza eterna, eu achei até que o filme fosse falar mais, porque muitos desses filmes, como vocês mesmos falaram da superfêmea, além da publicidade, até a questão da beleza da mulher, da mulher como objeto, eu achei inclusive que fosse tocar mais nesse assunto no filme, mas não, que ela tá obcecada pela... assim, porque ela tá ficando mais...

É madura e ela tá obcecada com a menina que mora ali, que é a secretária, né? É a prima dela. É a prima dela, né? E ela fica ali, né? Falando, poxa, com o marido. Ela tem um caso também, né? É um triângulo amoroso que, pô, a Gabriele tem um caso com a prima e ela tem um caso com o marido da prima e tem um caso com o publicitário que quer, sei lá, acabar com a família, entendeu?

Então, e aí no meio desse triângulo amoroso tem uma... Quadrilátero do amor, cara, um quadrilátero. A quadrilha do Chico Buarque. E aí você tem uma granja hiper tecnológica que mandou embora todos os... Desempregou lá todo mundo. E aparece eles putos ali no começo do filme porque eles compraram essa máquina holandesa que automaticamente é só apertar o botão que você distribui ração para as galinhas.

Estimulando ração e toca a musiquinha. E toca a musiquinha e estimulando musical da galinha, né? Uma coisa muito foda que não mostrou é que, caralho, as titicas de galinha, o cheiro de cocô de galinha nessa porra, desse galinha, porque puta que pariu. Isso a máquina não limpa, né? Isso a Globo não mostra. Mas eles estão lá tirando foto felizes e contentes, jogando galinha pra cima, passeando no meio das galinhas, né? Tem até um cachorrinho, coitado desse cachorrinho, né? Passeando ali.

Cara, eu fico com tanta dó do cachorrinho. O cachorrinho, ele é fatiado na máquina. Pois é. E justamente fica o mistério, quando eles estão nessa montagem com bossa nova, cachorrinho, foto, galinha, todo mundo feliz, a Gina Lolo Brígida com a máquina de fotografia e tal, fica o mistério, né, que cai a ferramenta, o bagulho lá, pá, do lado dela. Não se sabe se foram os...

os empregados que foram mandados embora que estão putos, ou se tem algum mistério aí, diálogo, que vai acontecer. Porque a gente já viu logo de cara que o marido dela é um serial killer. Então a gente tenta, né, no filme unir as pontas soltas. E vai ficando cada vez mais complicado.

E assim, o filme ele tem uns enquadramentos fantásticos. Tem uma cena que o Marco, ele tá chegando no escritório dele, e aí tem uma câmera num plano, assim, fechado, que começa a abrir. E aí ele vai vindo ao longe, assim, num tapete vermelho, e a câmera tá atrás de uma porta, entendeu?

É uma parada muito maneira, cara. Parece que o cara está estendendo o tapete vermelho para chegar. Ou seja, está mostrando ali que ele é o Lorde Senhor daquele lugar. Só que logo depois o filme já bota abaixo. Porque ele mesmo fala para a Gabriele, e assim, uma plantação de milho, por quê, eu não sei, né?

porque tem children of the corner aqui, eu não sei, ele fala que ele não é dono de nada, ele não é o príncipe de porra nenhuma, então quem é a dona, quem é a rainha, é a mulher dele, aí ele fala assim, ah, vamos fugir, baby, desse lugar pra outro lugar. E aí eles querem ir pra Irajá, só que porra, não dá, ela não quer.

A Gabriela não quer, ela quer ficar por ali. Por quê? Porque ela tá mancomunada com o publicitário que foi contratado pela empresa, não é empresa, né? Como se fosse uma holding. Ele tem uma espécie de franquia, algo assim, né? E aí ele foi contratado ali pra fazer um trabalho publicitário que, diga-se de passagem, que é um trabalho bizarro, né? Porque botaram as galinhas pra trocar os seres humanos da publicidade e botaram a galinha, meu irmão.

É, antropomorfizaram, né? É a disneficação da galinha. Não, tem um momento ali que os velhinhos do conselho lá, diretor, né? Eles até gostam da ideia lá, assim, né? Falando assim, o frango é pão. Comam frango como se come pão. Então a ideia é tacar frango 24 horas por dia, né? Na frente de todo mundo, pra todo mundo consumir frango. É o momento Big Brother, é o momento TikTok, é o momento... Só que daquela época, para os padrões, anos 60, né? É, antropomorfizaram.

Lembrou isso porque teve o negócio da Graciane Barbosa participar do Big Brother. E ela, ah, eu como 40 ovos por dia. Então é meio assim, o Big Brother que em algumas situações o pessoal fica privado de comida, né? Que tem gente que fala, ah, eu não como tal coisa. Ah, filho, é isso ou nada. E de repente abrir o espaço pra ter 40 ovos pra uma participante.

E depois disso, lógico, né? Pipoca no Instagram, no TikTok, no YouTube, trocentas receitas com ovo, né? É a sociedade do espetáculo, né? Tudo vira mercadoria, até as pessoas hoje em dia, né? Naquela época... E não esqueça que a Graciane criou uma linha de ovos que não era sacanagem, que vinha numa caixa de joias. Sim. Com o G cravejado, assim, que era o negócio... Ovos de luxo.

Quando eu vi a primeira vez, eu achei que era piada e depois eu vi que o bagulho era sério. Não tem aqueles produtos da... É Balenciaga, né? Que fazem objetos do cotidiano dos pobres virar troço de 30 mil reais, né? Tipo, o chinelo com prego, chinelo... Não, não sei o que é fio. A sacola de compra de mercado vira bolsa. Exatamente, 800 dólares uma sacola de supermercado.

A bacacola de garrafa pet. Porra. É um negócio bizarro. É transformar tudo em mercadoria. Até o lixo. E aqui, no caso, é transformar... O frango tem que ser como pão. Ou nesse processo de humanizar. De antropomorfizar o frango.

E aí você tem o frango, que é a propaganda dele, o frango engenheiro. Veja o frango cidadão de bem, pai de família, o protetor das crianças, o frango playboy, que ele vai, Bruce Wayne, bota o smoke e vai pra festa, a Rai Society.

Isso aí que eles fazem é um brainstorming, é literal, literal brainstorming, né? Não há respostas erradas, você vai tacando ideia e se alguma coisa se prestar, você anota e depois vê se dá certo, mas é o literal brainstorming que tá rolando ali, né?

nesse meio do brainstorming, uma coisa... Nesse monte de ideia que apareceu, só faltou o Super Galo. Alguém lembra esse desenho, Super Galo? Caramba, o Super Galo. Faltou isso. Cara, nesse... Tem agora um anime, o Hoster Fighter, que é o Galo que enfia a porrada. Tem um pôster. Tem um pôster no filme do Hoster Fighter no meio do corredor.

O Demetrios falou dessa coisa do brainstorm e o filme ele tem essa... ele vai pegando tudo isso que é super moderno, publicidade, e aí a gente é jogado num cinema, os empresários e o Marco estão assistindo o procedimento lá de como manipular e transformar o embrião das galinhas, dos ovos, e aí do nada entra lá o tal do Luigi.

O Luigi, ele fala de brainstorm, ele não fala de brainstorm, ele fala de brainwash, que ele sefreu lavagem cerebral, ele foi eletrocutado e tal. Eu tenho pra mim que esse Luigi é o caso homossexual do passado do Marco, justamente por ele falar essa questão, primeiro, que é amigo, que praticamente encontrou o cara pelo cheiro, porque encontrou o cara no escuro.

E ele ter passado por eletrochoque, porque eletrochoque era um tratamento muito comum pra, entre aspas, curar a homossexualidade. Sim, na época era tratamento, sim, sim. E ele desaparece, né? A maneira que ele tá conversando com ele, ele vai aparecendo e reaparecendo de forma bizarra no filme, né? Porque é tudo quebrado, as participações dele também. Aí tem a cena do sorvete, né? Ele vai pedir um campari.

E a menininha vai pedir o sorvete, né? A Gabriele. Eles estão tendo o caso. E depois o Bruno falou, né? Que eles rolaram no bosque, lá no milharal. Ela começa a mastigar as flores lá no milharal, né? Porque ela fala assim, você é pobre. Você não tem nada. Mas você quer fugir comigo? Você quer abandonar a Ana? Você quer abandonar as galinhas? Quer morar comigo? A gente vai comer o quê? Vai comer essas flores aqui? E aí ele fica triste, melancólico. E quer ter uma vida nova com ela.

E a gente já sabendo que ele é serial killer, que ele tá traindo a esposa, né? Assim, tem uns elementos bizarros no filme. E outro elemento bizarro no filme também, geralmente esses filmes de halo têm a festa. E geralmente vem as festas...

com máscara, né? Pra justamente ficar mais difícil saber quem é o assassino e tal, né? E aí, nesse filme, o Bruno falou do Bunuel, lembrou muito aí o discreto charme da burguesia, o anjo exterminador, aquelas comédias surrealistas que mostram o High Society, e aqui a gente tem o High Society com o cara da publicidade lá, o...

O galãzinho lá, o Mondain, né? O nome dele. O nome de relógio, cara. É. Ele fala o seguinte, ó, Rádio Society, pega todas essas coisas aqui do quarto, vai tirando. Tira a vela, tira o cacho de sal, tira o sofá, tira a mesa, tira a porra toda. Vamos fazer um quarto branco, né? E aí a gente vai fazer o seguinte, vai fazer o momento armário do lobisomem americano. Lá do... E aí

Garoto do Futuro. É, o Garoto do Futuro. O Teenage... O Harry Wolf. E isso aqui era um armário, né? O Teen Wolf. Isso aqui era um armário que ele botava os adolescentes lá dentro, né? Aqui, no caso, é a versão High Society, anos 60. Você fica num quarto escuro... Num quarto escuro. Num quarto branco. É, num quarto bem claro. E aí começa, né? Pega dois... Pega um homem e uma mulher e bota lá dentro. Desconhecido de preferência.

Porque todos os convidados são casais, né? Todos eles estão em dupla, né? Então o que vai fazer é trocar essas duplas e ter, sei lá, sete minutos no paraíso. Aí depois ela não pode reclamar, né? Ah, me roubaram faqueiro, me roubaram porta-copo, me roubaram os paninhos de bunda, né? Não pode. Não pode reclamar porque, pô, começaram a mexer nas coisas, nos móveis e largaram lá todo mundo, né, lá dentro da...

do quarto. E aí tem casal que começa a transar, tem casal que começa a recetar poema, tem a moça que começou a chorar. O Luigi aparece no meio do nada, a porta tava aberta, eu entrei. Ele aparece do nada. Então, assim, é a cena muito bizarra. Bizarra até o momento que o Marco, ele já tá meio com ciúme, né? Porque o Mondaine, né, fica de olho na Gabriele, né, que é a secretarizinha aí, a prima lourinha da Ana.

E aí ele vai pra dentro do quarto branco e fica, né? Tirando satisfação com a Gabriele, né? E aí ele fala, agora, agora chega. Eu quero transar com você aqui mesmo. A Ana tá lá fora e eu quero transar. Só que aí do nada vem o momento de álo, né? Parece lá a mão que apaga, né? Pega o fusível e apaga as luzes, né?

Aí todo mundo, oh, meu Deus, apagaram a luz. Faltou luz em 1968 na Europa. Imagina se em 2026 vai faltar luz no Brasil, em São Paulo, Rio de Janeiro. Vai ser muito terrível. Oh, apagaram a luz.

E aí eles fazem as surubas, né? Lá no quarto, apaga a luz, acende a luz. Eles vão embora, largam os móveis tudo, né? De qualquer jeito, no meio da sala. O povo zaneia tudo, não arruma depois, né? É a cena muito bizarra, mas é a cena muito foda. Essas cenas de festa de diálogo tem que ter.

E aí sim, o filme descamba para um caminho, uma pegada mais de tensão sexual, porque a Ana, que é a dona, ela quer descobrir o que o marido faz. A Gabriele vai agir. Ela recebe uma carta anônima.

E isso, exatamente, nessa festa, dizendo que ele é um assassino. Obviamente isso aí tá muito comunado da própria Ana com o Mondaine. Com a Ana, não, perdão, com a Gabriele e com o Mondaine. E aí ela lê a carta e aí fala, ah, vou descobrir o que tá acontecendo. Vou me fantasiar de prostituta e vou me oferecer lá pra ele. E vou pegar ele com a boca na botija.

Porque ela não sabe que ele vai matar, né? E aí, cara, ela bota lá a peruca vermelha, vai pro hotel onde ele tá, e quem prepara tudo, quem arruma tudo, é a própria Gabriele. Vai lá, busca a peruca, compra lingerie. Eu tenho pra mim que elas, sim, têm um caso, porque nesse dia elas dormem juntas e estão na mesma cama, sabe?

e tem uma conversa, quase um monólogo da Ana uma coisa meio filosófica, mas ela falando da Gabriela, e ela fica falando assim, ah, eu queria desmontar ela, ela é quase como uma boneca ela é perfeita, não sei o que e tudo isso dá a entender que tem esse rolo entre as duas

Sim, sim. Essa coisa de desmontar e tal, de refazer, remontar, é maneiro porque a cabeça, a psiqueta das personagens está tudo fudido, está tudo misturado. E ao mesmo tempo a gente vai vendo a metamorfose suprema da galinha. Porque lá o químico, ele faz a forma secreta.

e aí ele fala é tu tocar porque ele descobre que as galinhas viraram galinhas mutantes porque elas não tem cabeça elas também não tem asa e elas ficam tipo bolinhas Pokémon bolinhas Popples ali né e fica muito mais fácil é tipo o próprio ovo só que com as perninhas de fora

É, é tipo um Pokémon bizarro, né? Que é tudo carne, né? É o futuro do planeta Sion. E o que eu interpretei dessa cena, que o Marco, ele fica putaço, vai quebrar tudo, vai destruir as galinhas, diz que é uma aberração e etc. Porque algumas cenas antes dessa, ele caga o experimento e bota a mão. E aí dá a entender que por causa do material genético do Marco, as galinhas nasceram, saca?

Então assim, não sei se é isso, mas porra, ah, é o meu filho, eu vou destruir porque eu não quero essa aberração, que não sei o que, são... Porque tem a situação de que se tentarem repetir o experimento, vai dar errado, e se checar, vai aparecer que é por causa da mão dele, né?

É, ter o dedo do serial killer, mas também ter o cachorrinho, né? Porque é sempre uma excelente ideia você levar um animal, uma criança, pra um lugar perigoso, cheio de engrenagem, cheio de máquina de moeda, né? Não, pera lá, pera lá, pera lá. O cachorrinho foi lá e caiu na máquina de trituragem. É um cachorro, assim, o cachorro ele subiu no telhado da parada que não tem como, cara.

Então assim, isso aí já é surreal. Nenhum cachorro sobe ali. Isso aí é coisa do filme. E tem cachorro que é trabalhador, cara. Cachorro de... Porra, cachorro pastoreiro, cachorro que guia galinha. Tinha um pastoreiro de engrenagem, de máquina de moeda. Não, porra, mas é, porra, o cachorro tava no telhado, cara. Que cachorro sobe no telhado? Ninguém, cara. Nenhum cachorro sobe no telhado, porra. Eles levaram o cachorro pra...

passear na máquina. Não, não levaram, o cachorro aparece lá sozinho, porra. Esse filme é surreal, cara. Então, aí as galinhas comeram resto de cachorro. Mais ou menos, o cachorro é obliterado, porque você só vê ele...

É, vira sopa ali dentro da ração de galinha. Que, inclusive, isso vai servir para quando a Ana vai lá para o hotel, ela acaba sendo assassinada e aí jogam a culpa, ligam para a polícia, porque sabem que o Marco está indo para lá para se encontrar com outra prostituta, mas quem está morta no próprio quarto é a Ana. E aí ele vê, e aí ele lembra do cachorro, porque ele viu o cachorro morrendo.

Aí ele lembra assim, pô, deu alguma merda, eu já queria meter o pé, então eu vou pegar o corpo dela e vou levar pra jogar no triturador. E dou pras galinhas a comer. E tem um plot twist, né? Quando a polícia chega lá, eles acham que o cara era serial killer, mas na verdade o Marco só era um kinky client. Ele só tinha o tesão de fingir que tá matando as moças, né? Ele amarrava, amordaçava, mas não matava. Era tipo o Carradine, né?

procedimento... Fazia as brincadeiras safadinhas dele. Mas assim, o que dá a entender também, é que tem duas interpretações, tá? Dá a entender que tem essa versão de que ele, pô, caiu de gaiato ali, e a outra que ele sim é um serial killer, e sim que ele preparou a porra toda. Ele contratou alguns meses antes esse hotel, ficou fazendo esse roguem play de entre aspas falso serial killer, porque, cara, se ele não tivesse planejado tudo isso, ele chamava a polícia ali e falava pô, merda.

A mulher tá morta aqui, entendeu? Mas ele queria se livrar da mulher pra levar embora com a Gabriela. Porque uma coisa que ele já tinha feito antes era justamente cerrar o parapeito lá do...

do mega galinheiro. Sim. Então, meio assim, ele já ia se livrar da mulher e alguém se livrou dela antes dele. E o maneiro é que ele pega o cadáver, né? Vai lá, esconde, bota no carro e aí tem um momento muito foda, né? Que a campanha publicitária para a cidade. Porque começa um caminhão com a mostra grátis de galinha e de gripe aviária. Começa a tacar pra todo lado galinha. Pessoal, tu acha que é... Então, passa a tácada.

Propaganda, eu tô achando ali que são os revolucionários pegando as galinhas lá da casa. As pessoas e crianças catando galinhas pela chave. O galinha voando ali, né? Olha, de graça, pega galinha! Aí tu vai levar 12 galinhas e criar no apartamento, né? Porra, né? Imagina.

Caralho. Pintinho colorido, né? É, vou fazer com... De carne de porco, né? Vou pegar chalsicha, tacar chalsicha e porco e chiqueiro no meio da rua. Vou pegar, sei lá, sapato de crocodilo. Sapato de cobra, né? Começa a tacar cobra e jacarada no meio da rua.

É um troço fascinante, é um negócio muito foda. A galera tacando galinha ali, cai galinha no cadáver, cai galinha no carro dele. E aí é muito foda. E a gente acaba descobrindo que o Mondaine e a Gabriele estão mancomunados. O Mondaine, ele tá com mega ranhão na cara, porque a Ana...

arranhou a cara dele, não me faça te pegar nojo, ele acaba matando ela. Eles é que chamaram a polícia pra prender o Marco. Porque no final das contas, a Gabriela até fala, né? A minha prima vai morrer, eu vou herdar tudo, porque o cara vai ficar preso, eu vou ficar rica, vou ter mulheres, iates, dinheiro, vou herdar a casa, vou herdar as galinhas, vou herdar a porra toda.

e vou ficar com tudo, vou ficar com todos os ovos só pra mim. O mega plano do casal ambicioso, querendo ser bem sucedido. Só que aí o que acontece? O Marco acaba lá na granja, ele percebe que a mão da esposa morta está fechada. Quando ele abre a...

a mão, tem aquele pingentezinho do publicitário, né? O Mondaine quando ele matou ela ela agarrou o pingentezinho da pulseira dele e ele acaba descobrindo, aí ele tem um mega flashback ali, né? Ele tem um flashback, assim ele fica ah meu Deus, ele fica atordoado com a descoberta né? Ah meu Deus, eu sou muito esperto aí ele vai lá e tropeça

ó céu ele encosta da grade que ele serrou pra mulher cair ele fica atordoado, aí ele vai lá, pum ele serrou a grade, ele cai na grade cai na máquina de triturar frango de triturar cachorro, triturar marido seria o que e ele é triturado, e as galinhas vão ter mais alimentação divertida e excêntrica é muito foda

E aí, obviamente, a polícia chega, não acha assassino, não prende ninguém. E um dos policiais termina o filme quebrando um ovo e comendo ele cru.

Na verdade, eles prendem, né? Porque eles vão levar... Porque ele chegou ali, o Marco tá morto, né? Não foi encontrado. Mas tem o cadáver da Ana, né? E aí viram pros dois, e aí? Pra pôr esse aqui. Ah, não, não foi a gente, não. Foi o marido. Ah, tá, beleza. Mas vamos pra delegacia pra ter uma conversa. E aí fica subentendido que só no ato do arranhão no rosto do Mondaine já vai ser identificado ele como assassino, né? Sim.

E fica a lição, né? Cuidado, pessoal. Quando vocês forem planejar algum assassinato, quando vocês estiverem perto de um triturador de galinha... Não planejem assassinato. É. Não, você também não leva o cachorro, você não se erra grade. Caralho, Douglas. Não faça isso. Cara, não fiquem perto de um triturador, né? Não leva o cachorro, não se erra grade, não se assusta com o flashback, senão tu vai cair pra porra da morte lá e vai virar ração de frango, né? É a medo.

Pode trecho. Mais trecho que o catálogo da trono e mais brilhante que a careca do exumador.

E agora, Carice, Exumador, conta pra gente o que você achou da Morte Pôs Um Ovo e a sua nota pro filme. Cara, o filme é mega estranho, né? Ele é um daqueles filmes bizarros que fazem essas sátiras, né? Bem de contracultura mesmo. Só que aí vai ter um momento kinky, né? Vai ter um momento sexual, vai ter gore.

vai ter galinha sendo morta em frente às câmeras, você vai ter a Gina Lolobris da Eva Auling, mostrando todo o seu esplendor. A gente falou muito do surrealismo do Bunuel, a gente falou do David Lynch, mas é importante mencionar que antes, a gente tem aí o Julio Quest, ele também veio antes do Ken Russell, porque o Ken Russell também vai pegar essas ideias de filme de terror.

e outros estilos, né, musical e tal, e vai subverter, vai tacar coisa erótica e coisa bizarra, coisa surreal também. Então, assim, isso que é uma coisa muito interessante. Júlio Quest, ele pega essas coisas, exploitation, que seria a cultura pop daquela época, né, como faroeste, filme noir, filme de terror, e aí ele vai pegando elementos, como o Bruno falou ao longo da gravação, vários elementos artísticos de técnica de cinema com apuro.

que é um negócio muito foda a gente falou da trilha sonora mas o cara que ajudou muito e fez também vários filmes com o o Julio Quest o Franco Arcali

que também vai fazer o Django Kill. E esse Franco Arcali, depois vai fazer o último tango em Paris, vai fazer o Era Uma Vez na América. Ele vai fazer uma porrada de filme foda e começou aí com o Julie Quest. É aquela velha história. Os elementos, a técnica. A gente fala de filme trash, mas o trash realimenta o cinema. E cinema de qualidade. Os intelectuais da época falaram, caramba, ele tá pegando elemento ultra...

Ultra cult, ultra foda, outra técnica cinematográfica para fazer em filme menor, né? Mas, cara, fica um negócio maneiríssimo. O Julie Quest nunca teve um sucesso absurdo, mas ele precisa ser, vamos dizer assim, redescoberto. Porque, assim, é um filme não linear, com estilização muito foda, trilha sonora totalmente atonal e bizarra, anticapitalismo. É um filme trash com esses elementos sérios, técnicos.

E aí a gente vai ter logo depois, né? Tinto Brest, Ken Russo, David Lynch. Então, assim, o A Morte Botou Um Ovo, que é um nome de filme muito foda, é a prova que a gente tem riqueza escondida por aí no cinema que mostra essa estética do bizarro, do estranho, que tá fora desse mainstream. Esse filme é como se fosse um... Se a gente ficar na... Na...

na metáfora do frango, ele é um Mário Bave empanado, com uma camada panco de Luiz Buniel, temperado com uma crítica social, uma sátira anticapitalista do Jalú Godard. E, assim, a morte botou um ovo. É, até agora, o único diálogo surrealista do mundo, onde você tem ovos, frangos, como protagonista. Muito foda. Vai levar nota 4.

Anjo Negro, conta pra gente, o que você achou da morte pôs um ovo e sua nota, vai? É desconexo, né? Primeira coisa que você tem que entender que esse foi o desconexo, apesar de ter frango, ter frango deformado lá, o McNugget Supremo lá, o início.

Eu disse que era pro Magnugget Caralho, é assim, tem muita coisa Tem coisa demais o filme Tem trama de assassinato Tem trama de traição Tem o Lelé da Cuca Que não sabe de nada Aí volta várias vezes E de repente aparece um atropelamento Que é o atropelamento mais Mais de hardcore Que mostra atropelamento, acidente, sei lá Aí alguém lá Então

Cai, o carro cai, mostra a pista, o carro caído, mostra a pista, caralho, aquela porra ali, parece da epilepsia, um cara, ataque epilético em alguém que tem epilepsia, aquela porra. Cara, aí é tudo, assim, mas o filme é bom. Ainda assim o filme é bom, né? O filme é divertido, assim, é estranho, a linguagem é estranha, principalmente pra gente nessa época, né, 2020.

Mas o filme é bom, assim, a trama, principalmente a do assassinato, rola bem. E a trama da mutação genética com lutas de classe também rola bem. Então é um filme legal, luta 4. Albaite, sua vez de contar pra gente o que você achou da Morte Pôs Novo e sua nota.

Bom, eu achei o título inusitado. Falei, caramba, que esperado um filme com esse título, né? E me surpreendeu, cara. O filme é diferentão, traz essa parada da genética de uma forma até interessante. Mostra galinha pra caramba, nunca vi tanta galinha e tanto ovo num filme. A parte técnica é bacana também, o filme é bem filmado e tal. Foi uma surpresa.

surpresa, aí é um filme galinaço aí, pra galera que curte, eu acho que vale a pena apreciar sim, nota 4 Edson, conta pra gente, só anota pro Death Lady and Egg as suas considerações, vai? Gostei do filme bastante coisa bacana, o elenco também é bacana, o

O Demetro citou a questão da quantidade de coisas desconexas que tem nesse filme, e eu imagino que se ele fosse feito hoje em dia, ia aparecer notícias do tipo, filme sobre o acidente que aparece no filme do ovo, ganhará longa metragem, sabe?

Já tem diretor decidido. Esse tipo de coisa. Porque a onda hoje é isso. O cara faz um filme e aí tem um detalhe X. E aí vamos fazer um filme só para esse detalhe. O segundo filme é uma merda. Mas assim, eu gostei. Eu entendo a questão de colocar essas coisas desconexas. Porque faz parte do surrealismo do diretor. Faz parte da experimentação dele. E aquela coisa também de desviar o...

público do mistério final. Então ele vai apresentando várias pistas falsas, até pistas que não levam a lugar nenhum, que simplesmente não vai nem reaparecer. Mas eu acho válido, dou a nota 4 também pra ele.

E assim, ouvintes, eu curti bastante a viagem do filme de hoje. É aquele filme que até para os padrões do cinema italiano da época já é meio bizarro. Então eu acho que qualquer filme que quebra esse tipo de regra vale a pena a atenção. Gosto do tema de uma maneira geral.

Quando você fala de diálogo, ele quebra algumas regras. Até porque o diálogo ainda não era o diálogo que a gente conhece. Mas, enfim, é um filme que traz muita coisa interessante para pensar. Ele, de certa maneira, ainda está atualizado, com o tema central principalmente. E, assim, tirando a parte da montagem que é lenta para os padrões atuais, é um filme excelente, cara.

Eu não vejo demérito ele ter essa montagem diferente, porque qualquer filme da época vai ser assim. Então, para mim, é nota 5. Com isso, a média é 4,2. E, Elge Negro, conta para a gente aí, o que os ouvintes aprenderam com o final do programa de hoje?

Ué, pessoal! Hoje vemos a morte fez um ovo! Estranho, tenso e fora do padrão, com galinha, segredos e uma trama cheia de confusão. A morte fez um ovo mistura desejo, paranoia e invenção. Onde nada é tão simples, nem mesmo a criação.

Entre alvos, ciúmes e olhares sem calor, a lição vem corta, mas tem seu valor. Quando a gente brinca de controlar tudo ao redor, acaba criando problemas ainda maiores. Pior nem.

Tudo precisa ser moldado. A nossa visão forçada em Amazonondo traz complicação. Às vezes o estranho não está só na situação, mas nas escolhas feitas. Sem reflexão.

Então lembre-se, amiguinhos, um toque de atenção mexer demais no que é natural pode virar confusão. Até a próxima.

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