Podtrash 818 – Cyborg: O Dragão do Futuro
Bruno Guterl
Douglas Flick
Alba
Edson
Iturú
- Cyborg: O Dragão do FuturoAnálise do filme e sua recepção · Jean-Claude Van Damme · Golan Globus e Canon Films · História e roteiro do filme · Estética pós-apocalíptica e influências · Efeitos especiais e produção · Dublagem e atuações · Personagens e nomes de instrumentos musicais · Continuações e legado do filme · Cenas icônicas e momentos trash · Avaliações e notas do filme
- Filmes de Fábio PorchatAlterações no roteiro original de Albert Pyun · Interferência de Van Damme na edição · Processo judicial envolvendo Van Damme · Direitos autorais e projetos cancelados da Golan Globus · Orçamento e bilheteria do filme
- Filmes e cultura popMad Max · Hokuto no Ken · Mestres do Universo · Homem-Aranha · Jojo's Bizarre Adventure · Six String Samurai · The Walking Dead · Thriller de Michael Jackson · Conan, o Bárbaro · C&C Music Factory
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Despero Pânico Lute Muito bem, começa agora mais um PodTrash Eu sou o Bruno Guterl, meu nome é lá dos surfistas das lentes azuis e claras da The Dark One Productions, Douglas Flick Quer mais conhecer do qual? É zumbador
Sim, malditos infames. Se tu crucificar o Schwarzenegger, ele come pescoço do urubu em nome de Kroon. Se tu crucificar o Van Damme, ele jura que vai fazer espacate em nome da Gibson. Em nome dos deuses do rock. Pelos poderes de Grayskull da Golan Globus. Pelos poderes do flashback motivacional. Van Damme, tenha força. Demetrius.
Os poderes do Van Damme nesse filme, o que você prefere? Você prefere a especialidade de tirar a Jéssica do poço, quando ele cai no poço? Ou você prefere vencer um barco na corrida andando? Eu prefiro apenas uma palavra que define o filme. Não, Mike. Depois de assistir esse filme, eu fiquei com vontade de comprar uma guitarra nova. Não é não, Ed? Bender ou Gibson? Tonante. Tonante.
Olha, sobre esse filme, como diria minha mãe, tudo é diversão até alguém perder um olho. Pois é, meus caros amigos e ouvintes, estamos aqui reunidos para falar de Ciborgue, o Dragão do Futuro. Mais uma obra da Gollum Globos que aparece aqui no PodTrash, só que dessa vez com Van Damme aparecendo de verdade, não apenas como um dublê. Mas, antes que o meu irmão exumador sai desta gravação para ir cortando seus mullets, vamos começar esse PodTrash. Vamos, vamos, vamos, vamos.
Take me down to the Paradise City where the grass is plague and the girls are cyborgs. Bora pra Atlantapé. Bora pra Atlantapé que eu conheço o atalho. Roar. Basicamente 1.600 quilômetros.
O letaliz verde disse, eu já sei, e o Almaty tá de boa. Disse o chicaneu pro anjo negro, pois uma doça casta de coroa. Ouvir o povo e treche é bom demais. Ouvir o povo e treche é bom demais.
Bom, meus amigos, para começarmos o programa hoje, vamos dizer que, obviamente, a escolha é do Edson. Pulamos a vez do Chicoio, porque ele teve alguns probleminhas, não pôde gravar. Então adiantamos a pauta. E assim, obrigado, porque aí ficou dois filmes da Golo Globo seguidos aqui, o que é muito bom. Semana passada, Bradó, que agora é Ciborgue e o Dragão do Futuro. Assim, a minha expectativa tá lá em cima pra semana que vem, entendeu?
importante Bruno, esse aqui foi o último filme lançado com selo da Canon os agiotas já estavam no pé deles
Van Damme, junto com a galerinha da Golan Globus, e com o surfista, né? O surfista fazendo o vilão, que vai aparecer uns anos depois lá com o Ken Reeves, com o Patrick Schoese e com o vocalista lá do Red Hot Chili Peppers, o Anthony, alguma coisa, que eu sempre esqueço o nome. Kids. O Anthony Kids lá no Caçadores de Emoção. Emoção, nossa.
Então, assim, ele é um dos surfistas. Ele era um surfista profissional antes de se enveredar a fazer filmes e etc. O vilão aqui do filme, no caso, né? O que, inclusive, é isso, né? Gibson e Fender, né? Duas guitarras brigando, enfim. Esse filme é... Cara, esse filme é sensacional. É uma merda, não adianta, mas é sensacional. Esse filme aqui... Esse filme aqui é a fina flor do trash. Sim, concordo. Certo. O senhor está certíssimo.
A Canon ia lançar o filme, né, que ficou a merda, a versão original. Ele ia lançar direto pra VHS, porque não gostou, né? E eu vi, tá no YouTube, quem quiser ver a versão original do Albert P.1. Ele queria fazer preto e branco, né? Ia ter uma plot diferente lá, não tinha nada de praga. Ele ia fazer um troço diferente, né? Com música diferente. No filme dele, a missão era religar a eletricidade. É.
Que não faz sentido nenhum. É, ele... Aí o... Agora o Globos falou, cara, fodeu. A gente vai mandar essa porra na VHS, ele já tá fudido de grana, né? Aí o Van Damme falou, não, não, não, não, não. Ele tinha um amiguinho que era editor que ajudou ele. A gente comentou isso há muito tempo atrás lá no Grande Dragão Branco. Aí pro Grande Dragão do Futuro, o Van Damme pegou o mesmo editor, o mesmo amiguinho, né? Contratou do dinheiro dele uma galera pra editar.
reeditar o filme aí, a gente tem aí o filme, originalmente o filme do Pium ia se chamar Slingers ou Matador ou Guerreiro Guerreiros, o filme da Golan Globos ficou Ciborg na versão dublada, ou Dragão do Futuro, por causa do sucesso do grande Dragão Branco, né? Muito foda Dragão do Futuro, é o garoto do futuro o Dragão do Futuro Viva os anos 80 Coisa horrorosa
E assim, só um minuto. Pra quem não conhece o filme, não assistiu o filme, acha que o Van Damme é o ciborgue do filme. Porque é confuso para o caralho. Ciborgue, dois pontos. O dragão do futuro. Porra, o que você entende dessa frase? Que é um adjetivo para o dragão do futuro, que é o Van Damme.
Exatamente. Até a história desse filme, inclusive, é bem... É um fiapo de roteiro, pra variar. É um Mad Max, cara. É um Mad Max com peixe negra, com peixe bubônica. É, que rolou uma praga aí no mundo que basicamente acabou com tudo.
E aí existe uma ciborgue, que aí, olha só, é a ciborgue, que aparece muito pouco, inclusive, no filme, que ela supostamente tem nas memórias dela uma possível cura pra essa praga. E aí ela teria que ser escoltada até a cidade de Atlanta, que ali eles conseguiriam, sei lá, ir até o laboratório lá.
E acontece um monte de merda, né, cara, no caminho pra ela ir lá. E assim, ela nem aparece muito, dá mais foco nos vilões que atrapalham tudo, que o vilão, no caso, o Fender. E o Van Damme só entra depois meio que de tabela, porque ele tem uma treta antiga com esse cara, que ele ferrou a família dele e tal. E é aquela coisa louca, né, cara, dos filmes da Kena, às vezes coisas meio desconexas, mas tudo faz sentido no final.
Por isso que esse filme parece, a história parece Rokuto no Ken, porque tem essa história de vingança, né? E... Meio assim... Ken? Ken? Ken?
O Van Damme ali não tá nem preocupado com a cura. Ele fala, eu quero que a cura se exploda. Eu quero pegar o Fender. Cara, se depender da atuação do... Se depender da atuação do Van Damme, não tem atuação. Então, ó, estou triste. Ah, que isso, cara. Ele não falava inglês direito nessa época. O Van Damme tem atuações legais aqui. Porra, ele manda um espacate absurdo desse filme. É, porque é atuação, né? Olha os meus músculos.
Vamos lá, a atuação não é apenas atuação dramática, Dono. Você tem atuação marcial também. Mas a dobalho do García Junior deu uma salva da lei. Então, a atuação dele, a gente tem que pegar o ponto positivo que é a parte marcial. E é boa pra caralho, cara, na minha opinião, nesse filme. Apesar dos figurantes não lutarem porra nenhuma, ele luta para um caralho.
As coreografias de luta, eu achei que em alguns momentos, no geral, deixou a desejar. Não a performance do Van Damme, que ele manda bem nos golpes ali, mas a própria dinâmica das lutas, às vezes, é um negócio meio truncado. Mas, no geral, é uma porradaria trash honesta até.
é porque a estratégia é do Algo Globo. Você pega três figurantes só, contrata três, bota a máscara neles e fica trocando a roupa. E aí você consegue fazer a rotação. Você repara, todo mundo que o Van Damme mata até, sei lá, o ato final do filme, tá usando máscara. Justamente pro cara poder voltar.
Aí o Van Damme vai ainda fura o olho de um, pra ele não poder continuar no filme. E cara, o nome até dos personagens, que é tudo referência a marcas de guitarra, amplificador, coisa totalmente aleatória, né? Porque o filme, tirando as roupas dos vilões, que é a coisa mais rock'n'roll, que o próximo do rock'n'roll que tem, só que tá mais pra Mad Max até do filme. É o Twisted Sister, velho. A primeira cena que aparece com a pessoa enfileirada ali, é o Twisted Sister.
Cara, sabe o que parece? Desculpa, Lourdes. Parece muito aquela roupa dos American Gladiators, lembra? Sim. Exatamente Fist of the Star, né, cara? É. Roupas, tudo punk meio... A inspiração é clara, né? Eu não lembro de outra distopia antes de Fist of the Star que tem essa visual punk lixão, né?
O Mad Max 2 é posterior ao Hokuto no Ken? É. Porque a estética... Mad Max 2 é 90 e pouco, é 91, eu acho. Não, 88, né? 88. O Hokuto no Ken acho que é 83, 84. É, por aí. É porque a estética do Mad Max mesmo, aquela mais icônica, começou mesmo no 2, que o primeiro não tinha muito, assim, era praticamente o mundo normal ainda, não tinha muito daquela parada do deserto ainda, né?
Era falta de orçamento também, né? Sim, é. O Mad Max 2 é de 81. O 3 é que é do final, mas o... Ah, o 2 é 81? Caramba. 81. É que o primeiro é de 79, né?
É, o primeiro é o da Austrália, é lá. Mas assim, o Douglas ia falar alguma coisa. É, o filme, vocês estão falando aí do Roku Tunoken, ele tem uma vibe, Golan Globus, total de show nuff, né? O vilão do mal, ele lembra muito o show nuff. Ele tem aquela característica da roupa bizarra, porque esse filme pegou as sobras, né? A Golan Globus tinha os direitos da Mattel, do filme lá do Dino De Laurentiis, lá da Golan Globus, do Mestres do Universo.
E o Lourinho, que era pra ser o He-Man, que nunca saiu da continuação, que a Golan Globos queria fazer a continuação. Então já tinha aí uma Nova York, né? O Esqueleto, inclusive, ele ia ser um tipo o Elon Musk das mega corporações do mal. E ele ia usar uma determinada chainmail bizarra, né? Que aparece no Ciborgue, o Dragão do Futuro. Ia usar essa linda chainmail.
Mas gera confusão aí, porque essa roupa do Fender é a roupa que o personagem Blade usa no primeiro Mestre do Universo. Aquele vilão que usa duas espadas. É a mesma roupa. Exatamente a mesma. Eu vi aqui nas minhas fontes que era da roupa do Mestre do Universo 2, que nunca saiu. Então, iam usar no Mestre do Universo 2, mas ela já tinha sido usada no 1.
É Golonglobos, né, gente? Porra. E aí a Chainmail, que parece muito com a Chainmail da Dark One lá do Manso, do Sey Feito, que é feita com anelzinho de garrafa, né? Não, do Manso era... Não, não era de latinha do Manso, não. Era coisa de chaveiro. Argola de chaveiro. Argola de chaveiro, é.
Caramba! E a gente também... Deixa eu só falar aqui. O Mans é conhecido por sua dedicação aos seus trabalhos. Ele fez um esqueleto em tamanho natural de isopor. Uma gilete. Nossa, velho.
Não, eu ganhei um zero, porque o profissional criou o que ele fez. Caramba, cara, que triste. Bom, sacanagem. Também acho. A Golan Globus ia pegar o diretor que fez o Braddock, que a gente gravou recentemente, e ia usar pra fazer a direção do Peter Parker, do Homem-Aranha, que também tinha os direitos da Marvel e a Golan Globus.
Então, você tem o cenário de Nova York, você tem aí as figurinhas no bizarro de He-Man, do Mestres do Universo 2, e a ideia era filmar a parte Peter Parker, magrinho, fininho, e depois ele vai treinar o ator, o protagonista, o Peter Parker, vai ficar marombado para fazer o Homem-Aranha. Enquanto isso, eles iam filmar o...
o Mestre do Universo 2 só que filmar aquelas cenas de painel, fazer aquelas cenas de figurinos, de fotografia ampla. Cenas genéricas e aí depois ele ia voltar o Peter P. Marumbado só que não deu certo, um check lá
Da Gola Globos voltou. Eles não tinham mais os outros cenários. Só tinha esse set que a gente viu no começo do filme. O set de Nova York todo destruído. A gente vai ter os dois painéis. Um de Atlanta e um de Nova York. Os painéis pintados. E o efeito especial de stop motion da Cyborg. Que é uma coisa horrorosa. É uma coisa assustadora.
A Cyborg lá com a cara que não fica com a cara da Cyborg. Um stop motion tenebroso. E o maneiro é que, assim, os painéis são bem pintados. O de Atlanta, inclusive, me lembrou muito. Vocês estão falando de Hokuto no Ken. Mas me lembrou muito aquele engarrafamento do apocalipse do The Walking Dead. Que acho que é a temporada 2, né? Que tem um monte de carro parado. Os zumbis invadindo a porra toda, né? Numa ponte. Que, inclusive, era pra Atlanta. Se eu não tô enganado, né?
É pra onde eles estão indo. E aí a gente tem o painel de Nova York, que é maneiro, tem a baratinha, e tem o painel de Atlanta. Então assim, o P1, ele sabe usar como ninguém os efeitos especiais, os recursos poucos e xexelentos que ele tem.
O próprio ator aí, o que faz o Fender, ele era o amiguinho do Lorinho, que ia ser o novo He-Man. E aí, qual o problema? O nosso querido Fender, o ator aí, ele é Megalovax foda, tem a presença foda. Só que ele tinha voz assim. Ele tinha voz fininha. Então, ele foi totalmente redublado na reedição também. E aí, meteram um... O Roar é muito foda.
E olha só, cara, olha como as coisas se interligam. O dublador brasileiro dele é o dublador do Mufasa do Rei Leão, cara. Olha aí. Cara, assim, o Fader, o ator é o... Esqueci o nome dele, alguma coisa? Valen? Não, Vincent Klein.
Vincent Klein, isso. É Vince Klein, né? Ele como surfista, né? Vincent era o nome de ator. O Vince Klein, o surfista. E aí, assim, é... Cara, porra, como ator, ele é um excelente surfista. Então, você vê, claramente, algumas cenas no filme, tem um pedaço ali que eles estão no barco. Aí, o diretor fala assim, olha, fiquem olhando o mapa aqui. Aí, ele fica arrastando o dedo num papel, como Jesus, fazendo o caminho do barco. Porra!
Caralho, que merda. Tem atuações espetaculares. Um pouco depois tem ele lá sentado no barco amolando a faca dele. Cara, essa é... É uma série de clichês essas cenas que puta que me pariu, meu irmão. Aliás, Bruno, tem três cenas de personagens diferentes amolando faca nesse filme. É.
Você estava falando aí dos problemas da gravação, né? O Edson falou do olho aí que foi arrancado. O sujeito processou o Van Damme, né? E aí, muito foda, porque o Van Damme gastou dinheiro na edição e ele gastou quase o orçamento todo do filme no processinho que o cara perdeu o olho com a faca. É, o cara não perdeu o olho, né? O cara sofreu uma lesão no olho e, segundo ele, ficou cego. Só que você vendo fotos do cara depois, você vê que ele não perdeu o olho.
Ficou meio Forrest Whitaker, né? É. E outra história, porque esse filme é cheio de histórias, né? Tem Mestres do Universo, tem Spider-Man 2. A menina, a Cyborg, que quase não aparece no filme, essa mulher, ela fazia aquelas propagandas da...
De perfume, né? De produto de beleza nos anos 70, nos anos 80. Essa mulher era casada com um mega empresário do mal, francês. E esse cara foi assassinado por agentes soviéticos, que a gente gravou Braddock, né? Porque ele tava misturado com aquelas coisas dos Contras da Nicarágua. Então ele tá junto daquele escândalo do Irã Contra, e ele foi assassinado. Isso um ano, dois anos antes do filme sair do Ciborgue Dragão do Futuro. Cara, o filme tem as histórias muito bizarras.
E o Pium, ele ficou triste e melancólico, porque mudaram a música, mudaram todo o filme, né? Já falei que o filme original tem lá no YouTube, mas ele lançou a versão lá, estendida, que tem duas horas de duração. Não é melhor do que o Ciborgue e o Dragão do Futuro.
Eu geralmente advogo pela obra original, não pela interferência dos estúdios, mas acho que a gente dá pra passar o pano porque na verdade foi o Van Damme que fez a interferência. Porque ele queria virar um grande astro dos espacates e da chutaria.
Não, é que na verdade foi o seguinte, o filme do Pium, como ele ficaria, entre aspas, não era um filme do Van Damme. E o estúdio queria um filme do Van Damme. Eles queriam ter, é justamente isso, um grande dragão branco no futuro. E eles queriam, acho que, o Chuck Norris também. Eles não queriam o Van Damme, né? Não, nem ele. O Pium queria o Chuck Norris. É, o Pium queria o Chuck Norris, né?
E aí o estúdio falou, não, você vai ganhar o Van Damme, porque o Van Damme fez sucesso com o Bloodsport. Aí ele, ah, tá, beleza. Aí ele fez o filme, então ele fez o filme do jeito que ele queria, a ideia dele, mas não, vamos dizer assim, o grande protagonismo não era do Van Damme, do Van Damme como Van Damme. Aí ele falou, não, isso aqui não é Van Damme. É igual aquele, como é que é, vencer ou morrer, também com o Van Damme, em que ele não luta no filme, simplesmente. E filme é uma bosta. É, ouro... Que vocês pelo tempo dele...
Ele brigar, ele não briga. O Chuck Norris, ele não sabe fazer espacates também, né? Tem esse detalhe. Quer dizer, não sabia, né? Que agora ele é cadáver. Mas o Van Damme, ele tem os espacates superpoderosos. Você tem os grunhidos e rosnados dos superpoderosos ao invés de atuação no filme. E uma coisa muito foda é que eu vi a versão dublada. Mas na versão em inglês, né? É os Flash Pirates. O nome da gangue do mal. Os Flash Pirates from Hell.
E além dessa coisa dos Flash Pirates from Hell, você tinha uma temática bem mais bíblica da crucificação, do Fender, do seu Deus. Não, é o contrário. É que no roteiro original, não tem a ver com a...
deusificação dele, a divinização do Fender, é que no roteiro original, o grupo dele era um grupo de satanistas. Tanto que ele tem, no começo ele aparece com um brinco que é uma cruz invertida. E aí você tem o Gibson, a guitarra dos deuses do rock, Jimmy Page, Jimi Hendrix, fazendo a apologia, só não tem o Urubu sendo mordido. O Hendrix usava Fender. Ele não usava Gibson, não?
O Angus Young, o Tony Iommi, o Slash. Very cool, very cool. Mas você sabe por que o Albert Pio também fez o roteiro? Porque ele colocou nome de instrumentos musicais, né? Por quê? Porque ele fez isso tudo em dois dias e ele tava sem saco pra procurar nome.
E segundo o Consta, ele ficou ouvindo rock enquanto escreveu o roteiro. E aí ele começou a colocar... Ele ia colocar o nome de roqueiros. Aí ele pensou um pouco e colocou o nome das marcas de instrumentos.
Caraca, o Van Damme é o Gibson Hickenbacker, cara. Hickenbacker é uma outra marca mais icônica nos baixos, que se eu não me engano o leme do Motorhead usava. Mas tem guitarra também, olha isso. Isso me lembra bem também, né? Outro anime cheio de testosterona, que é o Jojo Bizarre Adventure, né? Sim, claro. Que todo mundo tem nome de banda. Sim, verdade. É todo mundo tem nome de banda. O anime que o maior é o Dio, né? Enfim.
O que me lembrou foi o Six String Samurai, né? O Buddy Holly, o ídolo do Rock Samurai do deserto, né? Tem elementos semelhantes aí de road move, né? Andando pra lá e pra cá, peregrino do deserto, né? Tipo, andando pra lá e pra cá, né?
É importante mencionar que teve continuações, né? O interessante é que o Van Damme, ele é um sujeito muito prolixo, né? Ele faz várias continuações onde ele não aparece, né? Então a gente tem o Ciborgue 2, tem Angelina Jolie, aí tem o Ciborgue 3, que é de 95, aí depois, né, você vai ter... O próprio Robert Pion queria fazer um outro filme, né, e tal, ele tinha começado, mas aí ele tava já muito doente, né? Já tava muito as sequelas do...
Ele teve esclerose múltipla. E aí não dava mais pra fazer. É, ele se aposentou. Porque esclerose, basicamente, a pessoa fala que é doença de velho. Mas, basicamente, é uma inflamação nas artérias. Então, a pessoa ou ela sente dor o tempo todo.
ou ela toma um remédio que deixa a pessoa quase vegetativa. Então ele não tinha mais condições físicas de trabalhar. Ele queria fazer o ciborgue definitivo. O ciborgue definitivo que infelizmente não saiu, porque aí ele morreu. Ele é importante porque ele inaugurou as continuações de filme do Van Damme sem o Van Damme. O Soldado Universal também, Kickboxer, tem porrada de filme do Van Damme com continuação sem Van Damme, Dragon Branco, exatamente.
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Mas chega desta pausa e continue agora com o episódio. Tchau! Bom, esse filme é uma distopia. Ele se passa num futuro talvez não muito distante, que aconteceu uma praga, acabou com a humanidade, e a parada virou um Mad Max genérico. Tanto é que dá a própria estética.
É bem Mad Max, um Roku Tonokan ali. Tem a gangue do mal do vilão Fender. E a suposta esperança pra humanidade é uma ciborgue, que dá nome ao filme, né? E essa ciborgue teria, talvez, quem sabe, a cura pra essa doença. E essa ciborgue vem com a roupinha do thriller do Michael Jackson, né? That's it, guys.
É por aí. Então, é porque essa ciborgue ela faz parte de um grupo de cientistas. Esse grupo está sediado em Atlanta. E aí, como o mundo foi pro caralho, não tem como passar as informações. Então ela tem que pegar parte da informação e ir pra Nova York, pegar a informação que o pessoal tem, que pode levar uma cura pra praga.
e voltar pra Atlanta. Só que, o que dá a entender, é que se ela for, entre aspas, humana, normal, ela não vai conseguir. Porque o trajeto é perigoso. Então ela é transformada numa android, uma ciborgue muito do xexelento, e aí ela consegue ir pra Nova York, só que quando a história começa, é justamente ela foi descoberta, né, pelo Twisted System. O cara que tava guiando... ...
E o cara que tava guiando ela, ele tá prestes a ser morto. E aí ele faz uma narração, um resumo do que tá acontecendo, sem mexer a boca, porque foi colocado depois, pra ela procurar um slinger, um guerreiro, que esse guerreiro vai ajudar ela a sair da cidade.
Eu acho muito foda que a Cyborg, né, ela puxa assim, eu estou preparada, fiz a operação. Aí fez a operação, mas ela vai que isso foda. Aí botou, né, umas engrenagens, uns motor ali, né, que aí bota a peruca em cima, vai enganchar tudo na porra das engrenagens, né. Aí se ela tirasse a porra da peruca pra ir pra...
Nova York, vai enganchar tudo nos galhos, né? Que ela vai andando até Nova York, né? Então, cara, é um negócio. A peruca vai enganchando no stop motion lá de engrenagem. É muito trash, cara. É muito trash. E a gente tem o cenário de Nova York todo desolado, né? Tem o cenário lá.
Eles andando em câmera lenta, né? A gang Flash Pirate from Hell. E eles vão andando em câmera lenta usando roupas pós-apocalípticas. E tem um até que parece o Gambit de pobre, né? Tem um ali com um casaco assim. E aí quando eles matam, arranca a cabeça lá do cara que tá com a Pearl, com a Cyborg, né? O Fender fala que adora a penúria. Ele adora a praga. Ele vai ser um deus. Vai ter o monopólio das informações da PESH. Porque ele é o máximo. Ele é o charado do Batman Eternamente.
Esse é o personagem que, assim, no mundo normal ele é um bosta. Aí o mundo acaba e ele... Agora eu se consagro.
Não, na verdade era... Eu sou o maior. Eu sou o deus da terra. Só que aí doblam ele para falar assim. Quem é o mestre? Tem uma série recente que tá na Disney, que é chamada Paradise. Que é a mesma coisa, o mundo foi pro caralho, só que aí fizeram um abrigo subterrâneo. Aí foi, né? Político e binolera tá lá embaixo, o resto da população tá lá em cima, né? Se fodendo. E aí tem um cara que é assim, ele tem um...
Um grupo na internet, joga online, fora de forma, um bosta. Aí quando o mundo acaba, aí ele se consagra porque, entre aspas, a experiência que ele tinha online ajuda ele a organizar o grupo. Só que aí quando fala assim, não...
Agora nós vamos resolver e o mundo vai voltar o que era. Ele não quer. Cara, a gente é apresentado aqui ao nome mais foda, de personagem mais foda, que é o Gibson Rickenback. Não tem nome mais foda. Acho que o Fender é Fender Tremolo. É. E o Gibson Rickenback, ele encontra a Cyborg, né? E ele tá enfiando a porrada lá nos malucos, lá nos piratas. Só que os piratas atacam ele nos escombros e carregam a... E aí
A Ciborgue, né, pra uma vilinha de incautos, de vítimas incautas, né? Aí eles vão pra vilinha, cara, ele enfia o bambu na boca do peazante incauto, né? Taca fogo em todo mundo, arranca a pele. Tem, tem no deixe frontal nesse filme de cadáver. Parece o Helocausto Canibal, essa porra. Tem. Mas, ó, só a paradinha antes, pra não ficar desconexo depois. Você falou aí do nome dos personagens. Mas, porra, tu tá ligado que o nome do Van Damme não é Van Damme, né?
É o Gibson Rickenback. Não, eu digo o nome do Van Damme na vida real. Esse é o nome artístico dele, Van Damme. É JCVD, todo mundo sabe. Não, é Jean-Claude Camille François Van Varenberg. Gibson Rickenback. Do Van Damme. E Van Damme, assim, Dam, é de Dick.
de, porra, Holanda, né? Dick. Então, assim, ele é da parte belga, holandesa, porque, assim, a Bélgica é separada, né? O lado francês e o lado holandês, digamos assim. E aí ele é pro lado lá dos Países Baixos, aí ele é da área do Dick. Por isso que ele usa o nome Van Damme, que é até um nome comum, é tipo um da Silva aqui do Brasil, aí ele usa isso como nome artístico, mas o sobrenome dele é Van Vanenberg.
É tipo Marcelinho Carioca, né? É, Marcelinho Carioca é assim, é um apelido, né? Não é um nome que ele assume. É tipo, sei lá, Fernanda Montenegro. Entendeu? Fernanda Montenegro. E por aí vai. Mas desculpa, vamos, segue aí. O mais importante é que Gibson Rickenback, que é o nome de Van Damme aí no filme, ele tem um monte de flashback enquanto ele tá nos escombros, ele tá de cabelão comprido. Peraí, um monte não. Ele tem um flashback que vai se repetindo de tempos em tempos.
cara, e ele de cabelo comprido, pra dizer que é outra época, né? É a peruca feia, fodida, né? A peruca vagabundíssima. Pô, respeito o Rurouni Kenshin, cara, que ele tá com a peruca do Samurai X. Cara, pelo menos não é o mullet dos filmes do John Woo, né? O Hard Target lá, né? Porque puta que pariu, né? E a moça, a namoradinha do Van Damme...
Ela usa o figurino do Luffy, né? Do One Piece, né? Camisa vermelha e chapéu de palha, né? E aí ela tem dois irmãozinhos. O papai é chacinado pela gangue dos Pirata do Mal. E aí o Van Damme passa a cuidar das criancinhas e passa a namorar essa moça. E a gente vai ter esse flashback.
gigante ao longo do filme. Aliás, é uma coisa interessante. Se for que ele cuida deles, o Van Damme cuida deles, mas ele se descuida. E eles são pêsseis. Vamos tirar a Jéssica do poço? Vamos tirar o Van Damme do poço. A moça começa a namorar o sujeito e aí, em meio a esses flashbacks, o Van Damme quer enfiar porrada nos piratas.
E aí ele vai atrás, né? Só que aí ele encontra a Nadie Simmons, que os pais, né? A família morreu toda, né? Pela praga morte, living death. Olha aí a carta de médica, é a morte viva. E aí ela vai junto com o Van Damme, né? E eles vão andando.
como ele salva a vida dela ela tá meio naquela de eu quero fazer alguma coisa mas não dá pra fazer sozinha aí ela vai junto com ele é tipo o cachorro que você encontra no meio da estrada e te segue até até o lugar, entendeu? é isso
Ou tipo a Boy and His Dog, né? Que o cachorro tinha outras necessidades, né? E o Boy também tinha outras necessidades. Uma coisa assustadora nesse filme é que você pega ali o comecinho, você vê o pessoal nos vilarejos, na situação que tá ali, e é todo mundo sujo. A hora que começa a viagem, você vê que tem o maior rio, depois vai ter uma luta também na chuva e tudo mais. Você fala, meu, quer dizer que esse pessoal é sujo porque quer? Porque poderia tomar banho e não toma isso mesmo.
Cara, eles têm o barco e não usam o barco, cara. Porque o Fender vai lá, chacina todo mundo, taca fogo nas coisas, pega o barco. E ele é muito lento. Porque o Vandami, a menininha e a Simmons vão, passam à frente e chegam até a... Eles pegam o atalho. Eles falam que vão pegar o atalho pelo meio da bata, porra.
É porque assim, Douglas, não sei se você sabe, rio faz curva. Então se você pegar um atalho que vai pelo meio do mato sujo e perigoso, você vai conseguir alcançar o barco. É, o atalho aí, se a gente for ver as cenas dos filmes com o pântano do mal, né? Mas...
É, assim, eles ganham. Eles ganham na corrida de barco. Pra que o barco, então, né? A gente não precisa de barco. Não precisa, porque pra chegar em Atlanta mesmo, é longe pra cacete. Mas pra pegar o... Pra alcançar o barco no meio do caminho, ainda dá.
É, eles até dá tempo de pegar o atalho, porque eles vão até na taverna que tem a menina da praga e o menininho do basquete, né? Dá tempo. O atalho é muito poderoso, o barco realmente é muito lento, e eles param uma noite inteira lá na taverna, e realmente, esse rio, puta que pariu. E aí, cara, eles passam pela taverna, né? Eles queimam as feridas da peste, e aí eles passam também por um lugar. É a única cena da peste no filme, da menininha lá, eles tacando fogo, queimando a peste.
E aí eles passam também por um velhinho que coleciona caveira pra todo lado. Igual o doutor lá que usa zarabatando nos zumbis lá no Templo dos Ossos, lá no zumbi do extermínio 20 anos depois. Que aí tem caveira pra todo... É bem canibal local esta vibe. E eles vão andando pra esses lugares, né? Ganham do barco. E aí chega lá e estão esperando a noite inteira o barco chegar. E aí quando eles chegam ali, eles resolvem entrar num... Um...
Como é que é? Uns edifícios abandonados ali, umas ruínas, né? Que tem a ponte que não acabou, né? Uma ponte em ruína ali. É o Shopping Tijuca antes de virar Shopping. Caralho, pode escrever. E aí eles vão lá nesse edifício.
E a gente tem a cena de porradaria aí, eles têm corrente com massa, o Bruno lembrou bem, os figurantes já foram mortos, então tem gente com máscara aí pra ser reutilizado. E essa cena tem uma das melhores cenas de boneco sendo tacado do alto do prédio. Porque o boneco realmente bate nas coisas, ele vai quicando nas coisas, quando a menina dá um chute no soco, sei lá, um chute. E aí o boneco vai caindo e vai ricocheteando na cena de ação lá.
O boneco de pano lá, o dublê, né? Não jogaram o dublê, né? O boneco de pano cai lá de cima, sendo uma maneira. E o Wanda me enfia ali a porrada em todo mundo. E aí eles vão sair desse lugar e vai pra uma fábrica do mal. Vai pra uma fábrica do mal. O Gibson Rickenback. Ele tem uma arma... Eu não sei. Parece que é uma arma de pregos. Na verdade, é uma arma de paintball, mas...
Aí ela dispara uns dardos. A maneira que ele dá tiro nos figurantes e sempre resolve guardar arma quando o capanga é importante e musculoso. Ele resolve lutar com os capangas musculosos, usa a arma para matar os figurantes de máscara e ele começa a enfiar porrada lá nos figurantes que usam espada.
E aí tem gente usando espada, pulando de um lado pro outro O Van Damme fica pendurado no Andaime As cenas de porradaria São zero orçamento? São zero orçamento Mas tem um momento ali que ele desce Tem uma frepa de cano Que ele desce até a parte de baixo ali Que é muito foda Até o esgoto que é justamente onde ele mata o D. Snyder Do grupo Onde ele faz o...
Não, porque o Van Damme... Essa cena, inclusive, tá no trailer, né? Ele faz um espacate ali no esgoto e mata o cara ali embaixo. A cena icônica do filme. E, meu, essa cena, ela é hipervalorizada porque ela demora pra caramba. É briga, depois corre, aí se esconde, briga mais um pouco, corre de novo. Cara, mas é a cena maneiríssima, cara. Porque, pô, o Van Damme tá ali pendurado.
né, quero ver o Chuck Knorr fazer isso. E aí, né, atuação por atuação, né, o Van Damme tem espacate, né, o Chuck Knorr só tem o peito cabeludo. Então, a gente fica com o espacate do Van Damme e ele crava a espada, assim, na cabeça do sujeito, ele vai blublof, blublof, vai afundando ali no esgoto. E o Van Damme, que não desiste nunca, vai carregando a moça desmaiada, né, pelo esgoto e depois vai usando os buracos do Pernalonga pra fugir, né, pro pântano, né, correndo por aqueles pântanos ali, né.
Aí no final eles acabam sendo alcançados, porque o Fender é inexorável. Sim, ele vai andando, né? Porque ele é o vilão do mal. Ele vai andando e o Gibson... Andando não, farmando aura. Ele está farmando aura. É o linguajar dos jovens de hoje. Caralho. Cara, no final das contas... Cara, que porra é essa? Isso, 6x7, que merdas são essas? Você, professor Douglas.
Meme de adolescente, maldito. Meme de criança. Você odeia os alunos? Não deixa de ser maldito. Cara, no final das contas, o Gibson Rickenback, ele tá todo fudido. Ele levou tiro, levou porrada, ele mata o musculoso, mata o cara com um pedaço de pau. E, cara, ele tá todo fudido. Até o momento que ele cai ali cercado por uma porrada de pirata. Porrada Miniaturza.
É porque, cara, não tem muito orçamento que se pode arranjar. E aí o Fender manda levantar ele e ele embolacha o sujeito, embolacha o Gibson Rickenback. Aí a Hayley, ela tá com aquela posição de chum rei do lado, né? A Hayley é uma menina da gangue do mal, né? Da gangue do pirata. E aí a gente tem um dos flashbacks, que a Hayley era uma das menininhas, né? Dos irmãozinhos ali da namoradinha do Van Dyme. Então...
eles decidem crucificar o Van Damme. E aí a Hayley fica ali do lado do Fender, olhando pro Van Damme crucificado nums escombros ali, num resto de barco, no mastro do navio. E ela fica toda triste e melancólica, né? Ela fica com aquela mãozinha de anime, a posição Shunhei. A pena do Cavaleiro Zodio. Seiya! É.
E aí ela decide ir embora com a gangue do mal. Decide não, né? Não tem muita opção, né? É, cara. A gente vai ver todos os flashbacks que a gente já viu. E o maneiro é que... Não, mas pera aí, rapidinho. Essa parada de flashback é foda, porque esse filme é chato para um caralho com os flashbacks.
Ele interrompe a todo momento e repete o flashback e bota a câmera lenta. Cara, isso é chato, cara. O amigo do Van Damme não serviria para fazer vídeo para o TikTok, com certeza. Nessa hora... Mas, Bruno, veja bem, Bruno. O filme ficou com uma hora e vinte e seis. Você não bota o flashback.
Se não enrola com essa merda, o filme não ia ter uma hora. Não enrola com câmera lenta. Cara, essa cena é até interessante porque a revelação de que a Hayley é a menininha é uma revelação muito foda. Justamente no clima que sair, quer dizer, no auge do filme. É, o final do segundo ato.
que tinha que ser a crucificação do mal, que é aquela armadilha de vilão cruel do mal, né? Você tem armadilha, crucificação, o vilão do mal é aquele clichê clássico. A gente poderia matar o Van Damme, mas vamos embora. Aí deixa o Gibson Rickenback ali, né? E aí eles vão embora. Mas, cara, por falar em armadilha de vilão cruel do mal, ofende.
bota o Van Damme, a namorada o menininho chorando amarrados com arame farpado no poço e aí ele bota a Hayley, que é a menininha pra segurar o arame farpado e ela não consegue e aí ela vai tentando segurar, vai rasgando destruindo a mão dela e ela não fica com sequela nenhuma na mão e cara, eles caem no poço
com um show de atuação do Vandami, da namorada, eles estão amarrados ali no poço, né? Com a maior cara blasé. Tipo, pô, vamos morrer, né? Penélope vai morrer. Bora fazer cara de desespero? Não, não. Vamos fazer cara de cu a cena toda, né? O molequinho chorando. É a melhor da cena, com a menina rasgando a mão no arame farpado. Porque o Vandami tá ali com a cara blasé. Tipo, lindo dia, não? Tá ali amarrado. E, cara, ele cai no poço, em câmera lenta, né? Fazendo cara de paisagem.
Ô Douglas, você já foi assaltado? Já. Você gritou ou você ficou travado, tipo, meu Deus, o que que eu faço? Eu estava um pouco alcoolizado. Você foi assaltado? Não que eu fique bêbado, não sou de ficar bêbado, mas eu estava um pouco alcoolizado. Mas vem cá, você só foi assaltado? Cara, eu reagi ao assalto e sobrevivi. Não façam isso, amiguinhos. Você é um ninja também, cara?
Cara, o pior é o Edson, é o nosso irmão mais novo, que dormiu bêbado no banco da praça e acordou sem celular, sem documento, sem bicicleta. É de família, né? Hereditário.
E você acordou com as pregas do cu, ele tá no lucro, cara. Exatamente. Foi exatamente isso que eu falei pra ele, cara. Tá tudo bem. Então tá bom demais. Foda-se a bicicleta, foda-se o celular. Cara, por falar em cu, né? A cara de cu do Van Damme, né? Ele pega lá, né? Chamaram os especialistas pra tirar a Jéssica do poço. Ele vai fazendo espacate, não mostra. Ele vai saindo do poço e, cara, é um clímax. Porque ele cai no poço, mas ao mesmo tempo a edição mostra ele chutando o mastro.
E aí ele vai chutando o mastro e o mastro vai bambaleando, vai quebrando ali, até o momento que ele faz o, o, o, né? O mastro vai caindo assim, né? E, e, e, né? O, pera lá, pera lá, o, né? E aí vai bambiando e seria muito foda se a cruz caísse assim, né? Do jeito que caiu formando aquele T, mas virasse e caísse pra cara do Vandami na areia, cara. Isso é muito foda. Cara, ia ser... Aí ia ser... Enfiei a cara na areia.
É, porque a situação... É uma situação dramática, porque ele tá putaço chutando o Márcio ali, o corpo da Cruz, e enquanto rola o flashback, né, ele vai lembrando o que o Fender fez com a família dele, e ele putaço ali, até que... E sim, tem até uma hora que ele meio que para de chutar, você fala, porra, o esforço dele foi em vão, só que depois ele volta a chutar e ele consegue quebrar isso, e aí a Cruz cai, e a amiguinha dele chega lá com a machete e corta as cordas, né? Sim.
Mas quando ela chega, não sabe o que é ela. Chega alguém com a machete, ele tá desembassado, ele fudeu. O que eu faço aqui? Tô aqui com as mãos pregadas na cruz. Cara, mas esse momento o Conan, o Bárbaro, é muito foda. Só faltou ele gritar pra lembrar do Mestres do Universo 2. Eu tenho a força! Ele chutando lá, que ia ser um negócio muito foda.
Caralho. Só que aí ele cai, infelizmente, né? O Albert P1 não bota ele pra cair de cara na areia. A moça solta ele. E aí eles vão a pé pra Atlanta. E cara, Atlanta chove pra caralho. Mas chove muito. E Atlanta é muito feio, é muito apocalíptico, é muito bizarro. E eles resolvem fazer um stand-off do mal ali. Que eles conseguem enxergar primeiro que a gangue sempre. E aí ficam na frente da gangue. Eles têm o passado de Kivgarist.
Apesar de a gente não ver isso, existe um motivo pra ele chegar mais rápido que os caras. A Per tá enrolando eles, porque é ela que tá mostrando o caminho. Ah, é a Cyborg, né? É a Cyborg que tá apontando o caminho pra eles. Ela até fala, né? Ela até fala, tem uma cena lá na fábrica que a gente não contou. Van Damme, Gibson Rickenbacker, você é um merda. Eu não vou com você. Eu vou junto com o Fender, porque o Fender é muito mais foda. Quando eu chegar lá, eu mato ele, engano ele e você que se foda aí.
Não, é quase isso. Ela fala assim, ele tá indo, ele vai pra lá. Eu vou com ele e o que ele vai encontrar lá é a morte. Cara, é muito foda. E aí tem não só encontrar a morte, como ele encontra a flecha, né? Porque o Van Damme, ele foi crucificado com uma flecha no punho. E aí ele atira a flecha da crucificação do mal nos pés do Fender pra começar a luta, né? Só que a flecha não mostra saindo do arco, né? Cara, é muito stress. É muito foda.
Só aparece a flecha ali, cravando no chão. E, cara, a gente tem a porradaria. A Nádia pega uns três, né? O Van Damme pega uns 12. E a Nádia vai pra um boteco, após Apocalíptico, e ela pega a baqueta, né? Ela pega a... Baqueta não, ela pega a banqueta. A banqueta do boteco. E começa a enfiar a porrada com o banco do bar, cara, nos caras. É muito foda. Tem um cara, o cara que tá de sobretudo. Meu, tem que bater palma, por quê? Tá uma tempestade, chuva.
a água tá chegando na canela tem um carro pegando fogo o Van Damme chuta o cara o cara cai em cima do carro, no meio da chuva cai no meio do fogo, pega fogo vai até o outro carro e explode lindamente como sofre esse povo figurante, né? caralho é incrível assim como tem carro pegando fogo em Atlanta lembra que tem um candão que vai acendendo o carro todo dia? tá ficando fumaçando ó
Cara, e o maluco lá, o Fender, né? E o Van Damme, que também ficou mega marombado ali, né? Ele queria mostrar os músculos. Ele resolveu tirar a camisa ali e lutar. O maluco também tira a chain mail, né? Tira o óculos escuro na chuva, né? Porque é o óculos escuro da chuva. O Lenny Kravitz do mal. É, o Lenny Kravitz do mal pra mostrar os olhos do mal. Seus olhos penetrantes.
Muito antes do nosso querido Hiddick. Ele me lembrou muito o Shownuf, cara. Ele me lembrou muito o Shownuf. É muito foda. E ele vai fazendo roar. A cada golpe, ele vai roar. Ele vai lutando e vai fazendo roar. Ele vai grunhindo. É muito foda, cara. Ele vai grunhindo e chutando. E o Van Damme vai chutando e chutando.
Ouvinte, se vocês ouviram toda vez que o Douglas fala de um monstro e faz a voz do monstro, é exatamente a voz desse cara que eu estou todo o tempo todo.
É muito melhor. A praga é só uma desculpa, né? Pra eles começarem a gritar e se chutar e fazer roar, cara. É muito foda. É, o vilão do mal também parece o cara do C&C Music Factory, Everybody Dance Now. Sim. Do mal também. Sim, do mal.
Cara, ele pega o Van Damme, ele pega o Gibson Rickenback e começa a bater com a cabeça do Gibson Rickenback na porta do carro. Ele vai enfiando porrada no Van Damme. E aí o Van Damme vai lá. Na versão do P1, o Van Damme pega a faca e pega e crava a faca no Fender e corta ele ao meio. Na versão assim, ele parte em dois.
e morre por aí. Mas na versão agora do Ciborgue e Dragão do Futuro, a gente tem o momento clichê número 2, o vilão se levanta, ele é dado como morto e se levanta. Inclusive, a segunda parte da luta, que é num outro ambiente, que eles estão lutando na chuva, e aí o Fender levanta, joga o Van Damme pra dentro de um galpão e a luta continua nesse galpão. Então, essa cena foi gravada depois.
O pessoal que estava editando junto com o Van Damme chamou o pessoal para fazer mais uma cena justamente para dar uma encorpada na cena final do filme. Sim, porque o filme original era bizarro. Os cientistas que queriam trazer a eletricidade, na verdade, queriam dominar o mundo. Então, tipo, a história é toda inútil, porque no final das contas os vilões são os vilões que a ciborgue tinha que ir lá. Então, assim, era muito bizarro. Então, muita coisa foi descartada.
E trocar o descarte por cena de porradaria. O que fica muito melhor. E a menininha acaba morrendo, né? A Nadie Simmons começa a morrer. O Fender mata ele, mata ela. E o Gibson Rickenback vai lá e engancha no gancho o Fender. A guitarra, a Fender.
solos de guitarra não vão te conquistar e ele acaba morrendo ali, é o momento Halloween, o momento Michael Myers ali, ele fica olhando o Fender pendurado ali no gancho, é o momento Massacre da Serra Elétrica, e aí eles vão lá, descem lá nos laboratórios do mal, largam a Pearl lá, a Pearl fala assim, Van Damme, Gibson Rickenback, a verdadeira cura para esse mundo do mal, é você, all hail Gibson Rickenback. Quem diria que a cura é descer porrada nos outros?
A cura é o espacate. Cara, a cura, né? Eles tinham que ter feito que nem o Mestres do Universo, né? Eles tinham que ter cantado o bem vence o mal, espanto temporal. Assim, lamentável a falta de planejamento estratégico. Pô, azul, amarelo, tudo é muito belo. E tinha que ter o solo de guitarra, cara. Azul, amarelo, tudo é muito belo. Seus solos de guitarra não vão me impressionar.
Demônio, esse tu tem culhão! Vem pra que agora? Agora!
E agora, Caríssimes, uma dor. Fala pra gente o que você achou desse borde do dragão do futuro e a sua nada. Bom, o filme tem uma vibe de Homem-Aranha divertida, né? Uma destruição de Nova York, uma praga do mal. A menininha na taverna com a cara toda destruída de praga do mal. Cor, mutilação, destruição, chacina. A luta trevosa na chuva do final. Tudo que Homem-Aranha tem, né? E ainda aparece o Fender, né?
que tu escuta, não lia de mim. Dando araz, depois de ser partido, o Van Damme pegou a espada e abriu a buceta no Fender, aquele clichê de final boss. Tem o clichê da menininha refém que morre, tem luta na fábrica. O Van Damme, cara, faz um dos melhores espacates da vida dele no esgoto. O Edson lembrou muito bem da explosão na chuva, a quase total e restrita ausência de ciborgue na trama, flashback infinito. Cara, tudo a gente vai ticando, é tudo anos 80, cara.
Tem até a pinhação do Kona lá, a crucificação, né? O Gibson Reckenbach é só não morder o pescoço do urubu. E, assim, é uma atuação xexelentíssima, né? O Van Dyme não speak English very well ainda, né? Mas ele botou a mão na massa, pegou o filme, vou fazer essa porra, vou virar um astro, preciso de um sucesso depois do Grande Dragão Branco.
aquela empolgação. O que falta é atuação, sobra empolgação, né? Ele não poupou despesa, né? Porque se fudeu gastando na edição, se fudeu gastando no processo lá do olho do maluco. Então assim, né? Mas teve uma coisa boa. Boa assim, né? Não do processo, mas depois. O filme custou 500 mil, mas faturou 10 milhões.
Sim, é verdade, a gente não falou. O filme foi sucesso de bilheteria, né? Mais de 12 vezes aí, né? Exatamente. E cara, a cereja do bolo, sério, eu não tô de sacanagem. É o Van Damme e a moça pendurados no poço, olhando com cara de paisagem, enquanto eles caem pra morte. É um dos negócios mais trash de todos os tempos, tipo, como é que vai a família, né? Não, a família não vai bem, porque ela caiu na porra do poço. Enquanto a menininha segurava, olha, me farpado com a sua vida. E pegava...
teto no pós-apocalíptico, cara. Cara, é um troço muito foda. Todo filme trash, Megalovax foda, tem esses detalhes de baixador, como a voz fina do Derrick Aibaki. Fender Tremolo. Então, não nota 5. Fiquem os curtos. Cara, muito foda.
Anjo Negro, conta pra gente sua nota para Ciborgue, o Dragão do Futuro e o que você achou do filme. Eu adoro assistir filme. É muito maneiro. Aliás, é o início do Van Damme que a gente conhece nos anos 80, que eu lembro ainda.
O Grande Dragão Branco, né? Render-se nunca... Retroceder nunca, render-se jamais. Retroceder nunca, render-se jamais. Render-se jamais, isso. Que ele é o vilão, que a gente já fez aqui até. E esse filme...
E depois vem o Time Cop. São esses quatro filmes que eu mais identifico com o Van Damme. Só depois que ele vem com o Cidade Universal. E aí sim vem o Orçamento de Verdade. Notoriedade. Tem Dolph Lundgren que virou outro AXIS.
junto com ele, né? Enfim, mas esse filme aqui, cara, é o beabá do trash, cara, o negócio fica todos os esquisitos, requisitos, se fosse cardaval e a gente tivesse lá de jurado, era nota 10, mas aqui é nota 5. Alba, Iturú, conta pra gente aí, o dragão do futuro, Ciborgue, na sua opinião, vale quanto?
Só por esse título horroroso Já merece ser nota 5 Tem Van Damme Tem esse título horroroso Tem o roteiro bosta Distopia do mal Mad Max Roku no Ken Roteiro porco As cenas de luta são meio xexelentas Mas o Van Damme Ele meio que consegue salvar ali
O filme tem tudo que a gente gosta, né, cara? Mas, apesar disso, eu não vou dar nota máxima, porque o filme, ele dá uma escorregada ali um pouquinho no ritmo, e olha que o filme, ele não tem nem uma hora e meia, cara. E eles ainda precisaram dar uma diminuída ali no ritmo, botou umas enrolações aí assim. Mas, em geral, o filme é divertido, aquele trecho gostosinho que a gente gosta de ver. Nota 4. Edson, você que trouxe o filme aqui pra gente, sua nota e consideração final aqui pra ele.
Bom, exemplo do Demetri, eu vi esse filme no cinema e ele citou os dois outros filmes lançados antes, o Dragão Branco, o Retroceder Nunca. E na época era assim, você ia assistir um filme do Van Damme, já passava o trailer do próximo. Depois do...
Dragão do Futuro veio o contato mortal com o Choco Zugi, que é o Vandami versus Choco Zugi. E depois eu me perdi, que foi quando eu parei de ir no cinema. Mas é o seguinte, meu, na época você vai ver o filme pra quê? Pra ver o Vandami descer a porrada e fazer a espacate.
Esse filme tem porradaria? Tem. Podia ser melhor? Poderia. Tem espacate? Tem. Poderia ser melhor? Não, não poderia. Ele fez o espacate supremo nesse filme, matando o Disney. Portanto, nota 5.
E, caríssimos ouvintes, assim, a minha nota para o Dragão do Futuro, Ciborgue, do Van Damme, também não vai ser nota máxima, não, porque os flashbacks estragam o filme, na minha opinião. Estragam num ponto de tirar, assim, o máximo que ele poderia da nossa atenção, porque deixa ele chato.
Fica repetindo várias vezes o Van Damme lá plantando sementinha, o Van Damme fazendo aquele sexo fake ali, dando beijo na... Oi, eu trouxe um laca pra você. Porra, isso é chato pra caralho. Mostra uma vez e acabou, meu irmão. A gente quer ver o Van Damme dando espacate e dando chute rotatório. É isso que interessa em filme do Van Damme. Não é ele plantando sementinha no chão, porra.
Então só por isso nota 4, na minha opinião, mas assim, é um trash absurdo, é um trash absoluto, como vocês falaram, e a média aqui ficou em 4,4 no podtrash para esse filme. E, Ejo Negro, o que os ouvintes aprenderam ao terminar de ouvir o programa hoje sobre Ciborgue, o dragão do futuro?
E Guil! Viva-se, Bor! Coeira, deserto, destruição, onde o futuro é sombrio e a luta pela sobrevivência em cada direção. Que Bor, que traz músculo, silêncio e olhar de tensão, um herói que resolve tudo, mas na força do que na reflexão.
Entre golpes lentos e passos pelo chão, fica a lição. Uma leve provocação. Ser durão o tempo todo pode até impressionar. Mas pensar antes de agir também ajuda a salvar. No mundo quebrado, cheio de dor e pressão, não basta essa força, é preciso intenção. Porque até no caos, na poeira e na solidão, a mente afiada.
É melhor que só o punho em ação. Então lembre-se, amiguinhos, um toque de visão. Força sem estratégia. É só metade da solução. Até a próxima. Toque de visão foi o que o Vandami fez com o Dublela. E até a semana que vem.