Episódios de Rosely Sayão e Thais Dias (Seus Filhos)

09/05/2026 - Especial Dia das Mães: maternidade em diferentes gerações

09 de maio de 202641min
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Participantes neste episódio1
R

Roseli Sayão

Host
Assuntos8
  • Culpa maternaA culpa na maternidade · Busca pela perfeição inatingível · Responsabilidade com o filho
  • Rede de Apoio na MaternidadeImportância do apoio para mães de recém-nascidos · Cuidado com a saúde mental das mães · Papel dos avós como rede de apoio
  • Maternidade na AdolescênciaDesafios da adolescência dos filhos · Autonomia e proteção · Diálogo com adolescentes
  • Autocuidado e MaternidadePriorizar a si mesma durante a maternidade · Manter o relacionamento com o parceiro · Autopercepção e identidade
  • Maternidade e Filhos AdultosCulpa persistente em mães de filhos adultos · Sensação de ninho vazio · Adaptação à nova fase da vida
  • Segurança digital para crianças e adolescentesPreocupação com o tempo de tela · Estabelecimento de limites e rotina · Segurança online e diálogo
  • Autonomia dos FilhosOrganização da vida dos filhos · Busca pela autonomia · Conhecer os filhos para guiá-los
  • Presença maternaMedo de não entender o choro do bebê · Medo de não estar ensinando corretamente · Medo de dizer 'não' aos filhos
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I love you just the way you are. Programa Seus Filhos, especial de Dia das Mães. Vamos falar hoje do desafio de maternar. E ao longo de toda a vida dos filhos, na infância, né? Dizem que nasce uma mãe, nasce uma culpa. Mas será que não nasce também muitas dúvidas? É sobre isso que a gente vai falar aqui no Programa Seus Filhos.

dando voz a essas mães que sempre compartilham com a gente um pouco das suas experiências na infância, também ao longo da adolescência e na vida adulta, porque a gente acha que o filho cresce e as coisas mudam, as dúvidas vão embora, não tem nada disso, só mudam, né? Esse olhar de maternar, de maternidade muda. E a gente vai hoje falar sobre isso por aqui, só mães, nesse programa de hoje. Eu, Thais Dias, sigo sempre na sua companhia e junto comigo, lógico, sempre ela, Roseli Sayão. Tudo bem, Roseli?

Tudo bem, Thaís? Sempre uma delícia fazer esse papo. E hoje não estamos sozinhas, não. Temos convidadas mais do que especiais. Vamos trazer aqui mães com filhos recém-nascidos, na adolescência e filhos na fase adulta. A gente vai entender um pouco das perspectivas diferentes da criação dos filhos. Conosco por aqui, mãe de recém-nascido, a Andressa Souza. Andressa, bem-vinda ao nosso programa. Eu queria que você apresentasse os seus filhos. Olá, obrigada.

Eu tenho o Danilo de 6 anos e tenho a Lívia de 6, que está aqui no meu colírio. Agora com a gente também por aqui a Tatiana Lins, que é pedagoga, e você também apresenta o seu filho. Bem-vindo aqui ao programa Seus Filhos, Tatiana. Obrigada. Então, meu filho é Davi.

Ele tem 15 anos, só tenho ele. Agora também por aqui, para trazer essa perspectiva que eu falei agora há pouco, a gente acha que o filho cresce e que aí as dúvidas vão embora. Simone vai falar para a gente se é bem assim ou não. Simone Maria de Freitas Ribas, você, apresenta os seus filhos para a gente, Simone. Bem-vinda.

Oi, Thais, obrigada, é um prazer. Meu filho mais velho, o Felipe, que tem 36 anos, e o Rafael, com 29 anos.

Olha, eu, Thaís Dias, sou mãe da Luísa, de 13 anos, e mãe também do Bento, de 9 anos. Roseli, por favor, apresenta os seus, né? Eu sou mãe da Camila e do Fábio. A Camila é minha filha mais velha, ela nasceu em 1975, e o Fábio é o segundo e nasceu em 1978. Tá aí, olha só. As mães aqui para compartilhar um pouco da experiência. Eu quero começar, Roseli.

perguntando pra você dessa ideia de culpa, né? Ah, nasce uma mãe, nasce uma culpa. Por que que nasce essa culpa junto com a maternidade?

Olha, acho que essa culpa já vem na mulher bem antes, né? E ela fica muito mais acirrada nesse período da maternidade. E por quê? Porque sempre, historicamente, a gente tem essa ideia de que para a gente ter visibilidade, para a gente ser respeitada e considerada, a gente precisa ser perfeita, né? A gente está sempre em busca da perfeição.

O que é inatingível, então é uma corrida maluca essa que a gente faz. Quando nasce um filho, aí a responsabilidade aumenta muito, né? Porque é o ser ali que depende totalmente do adulto, em geral a mãe, né?

para sobreviver, para viver, para aprender, para se sentir amado, e é para aprender a amar, para aprender a sorrir, e por aí vai. Então, eu creio que a culpa tem muito a ver com essa questão de dar conta de tudo perfeitamente. Eu já vou avisando, gente, isso a gente, ninguém consegue, ninguém.

Andressa, você tem essa sensação? Você que está aí, bebezinho no colo, tem mais um filho. Você sente essa culpa de não atingir esse patamar de uma maternidade ideal? Ah, sim, né? Bem, infelizmente, o pessoal não falha ali em certas situações, não consegue dar conta assim, né? Mas a gente tenta, a gente tenta, mas é complicado de vez em quando. A gente falha, infelizmente.

Mas cada dia é uma surpresa, cada dia é uma luta e a gente, por esse amor de mãe, cada vez mais a gente vai superando. Porque cada dia é um afetado, por mais que tenha dois filhos que estão diferentes, cada vez mais a gente vai aprendendo.

Eu acho que tem que ter uma mudança, né? Agora, Tatiana, você que traz uma perspectiva já de adolescência. Adolescência é uma fase que normalmente a gente fica com medo. Eu tô entrando agora na adolescência da primeira filha ali e já tô meio receosa. Como é que é essa questão da culpa na adolescência? Porque aí, muitas vezes, eles jogam essa responsabilidade pra gente. Mas a culpa é sua, mãe. Você sente isso? Como é que é isso com você no dia a dia?

Sinto, sinto, sinto, sinto. Ainda mais assim, a gente como mãe, mãe de primeira viagem, principalmente, a gente quer proteger muito, tem aquela relação de proteção. Então, muitas vezes, a gente não dá a autonomia que a gente precisa dar ao filho.

E aí, quando ele cresce, principalmente nessa fase da adolescência, você se depara com determinadas situações no qual ele precisa ter essa autonomia, né? Autonomia essa que você, em tese, você não deu lá atrás, você não o permitiu. E além dessas questões de adolescência, né, que entra nessas mudanças comportamentais, nas quais a gente pensa assim, será que o que eu, a criação, será que o que eu faço, o que eu falei, E aí

é o suficiente para deixar ele no caminho ideal, ou no caminho mais melhor possível, digamos assim, futuramente. Então, eu acredito que essa culpa é inevitável, mas com a maturidade a gente percebe, como a Rosely falou, a gente percebe que a gente não consegue atingir essa...

essa perfeição, e aí, vivendo um dia após o outro, né, e tentando fazer o nosso melhor. Agora, Simone, você que tem os filhos adultos, assim como a Roseli, essa culpa, ela vai embora com o tempo, ou ela ainda mora em algum lugar dentro de você? Ah, com certeza, Thais, ela mora.

ela fica porque você, sempre você pensa que você poderia estar fazendo mais, ter feito mais, né, ter dado mais tempo, ter prestado mais atenção, eu digo, mas quando você vê eles no caminho certo, no caminho ideal, essa culpa diminui um pouco, porque você pensa, não, acho que eu fiz certo.

Acho que eu segui para uma linha que deu certo. Roseli, parece que traz assim, a gente foi vendo várias etapas da criação dos filhos, mas a culpa está sempre ali. Você acha que é um pouco dessa ideia de maternidade que vem lá de trás?

primeiro, de décadas atrás, que era muito fácil, muito orgânico a maternidade. Então os filhos chegavam, cresciam, e era uma coisa meio que orgânica. Com o passar do tempo, principalmente, aí eu vejo muito da minha geração, Andressa, Tatiana, talvez também tem essa sensação de que vem uma responsabilidade, principalmente com as redes sociais, nesses últimos anos. Não, mas a maternidade é maravilhosa, é tudo lindo, você precisa dar conta, porque as mulheres são assim, elas dão conta de tudo.

E aí você coloca em você assim, olha, eu dou conta de tudo, mas eu não dou conta de tudo,

na verdade. É muita coisa, né? Ao mesmo tempo e criando os filhos. Como é que lida com tanta coisa? Olha, vamos lembrar, além disso, Thaís, que historicamente, a educação dos filhos, a criação dos filhos era 100% responsabilidade da mãe.

Atualmente, olha que a gente tem um grupo pequeno ainda de pais que conseguem compartilhar com a companheira ou companheira essa responsabilidade que é enorme, é muito grande. Então a culpa já nasce lá atrás, por conta mesmo de a gente...

ter que ir sozinha dar conta de tanta responsabilidade. Eu cliniquei durante muito tempo e era sempre assim, você atendia, eu atendia adultos de todas as idades e na primeira ou segunda sessão já vinha claro, a isso certamente eu sei, é culpa da minha mãe.

E olha que demora todo um processo de análise para a pessoa entender que ele é adulto, ele tem que dar conta dos problemas, não adianta falar que a culpa é de outro alguém, né? E além disso, é preciso também perceber que a mãe, aquela mãe que existe lá na casa, não é a mãe que ele internalizou.

Então, cada filho, aí no caso de quem tem dois filhos, as duas aqui da ponta, cada um dos filhos tem uma mãe diferente. Verdade. Então, é importante que a gente se lembre disso, principalmente quando a gente erra.

porque a gente acerta com o primeiro, erra com o segundo, e fazendo a mesma coisa, mas a gente é diferente e eles são diferentes. E, além disso, a gente falha sempre, gente, e a gente vai falhar inevitavelmente. Mas, olha...

eles conseguem superar os nossos erros. Fiquem tranquilos. Simone, você com os filhos já adultos, né? Você sentiu um pouco dessa pressão de uma maternidade perfeita, de que você tinha que dar conta de tudo? Você sentia os dedos julgadores em você ou você mesmo colocava essa responsabilidade? Sim, sim. Sempre teve, né?

Eu digo, a gente é, no nosso tempo, o nosso Google eram nossas mães. Então a gente tinha muito instinto. Era tudo muito para o instinto, né? Era o que aprendiam, o que elas falavam. E a gente torcia para dar certo. E sempre, a mãe sempre foi a educadora e o pai o provedor, né?

Então, hoje é admirável quando eu vejo o meu filho mais velho cuidando dos filhos dele, tanto quanto a mãe. Eu digo, eu acho lindo, porque nós, a nossa geração, talvez não tivermos esse apoio.

Tivemos muita responsabilidade, trabalhando fora também, mas a gente não teve esse apoio e sempre teve cobrança. Se o menino fosse mal educado, é a mãe que não educou. Eu digo, então, a cobrança sempre teve presente.

Sempre teve um prazer. Simone, você está falando agora do seu filho já com os filhos. A gente vai entrar também um pouquinho nessa seara de uma mãe que agora observa, que não tem mais aquela ingerência no dia a dia. Isso para muita gente é angustiante. Você vê uma situação, você querer participar, mas aí você já não tem aquele papel de poder agir diretamente.

E aí eu vou voltar aqui para a gente poder trazer dicas também, como a Roseli sempre traz aqui nos nossos programas, para cada uma dessas faixas, Roseli. Daqui a pouquinho a gente vai ouvir um pouquinho também da Simone, mas mais da Tatiana, mais da Andressa, para falar de diálogo. A gente vai saber um pouco sobre rede de apoio, que é fundamental. Mas que dica você traz para aquelas mães que estão nos acompanhando com filhos ainda recém-nascidos ou na infância?

É um susto, costuma ser um susto. Então eu escolhi um texto pequeno e bem objetivo, que fala exatamente aquelas coisas práticas cotidianas que a gente deve considerar, que a gente deve dar conta, e que a gente consegue.

É um texto que o título é Cheguei em Casa Após o Parto. E agora? Agora que são elas, né? E o endereço eletrônico é lanvie.com.br. Lanvie.com.br. Repete pra gente o texto. Cheguei em Casa Após o Parto. E agora?

Programa Seus Filhos, especial de Dia das Mães. Roseli Sayão e eu, Tais Dias, seguimos juntas por aqui. Lembrando que esse programa, além, lógico, do Dial, da Band News FM, também está disponível no nosso canal do YouTube. E temos convidadas para falar da maternidade nas diferentes fases da vida dos filhos. Os recém-nascidos, crianças, adolescentes e os filhos adultos também. Vamos conversar hoje por aqui.

com a Andressa Souza, ela que é mãe de um menino de 6 anos, de uma bebê de 2 meses, está aqui do nosso ladinho para trazer um pouco dessa experiência da infância dos filhos. Também conosco a Tatiana Lins, pedagoga, mãe do Davi de 15 anos e também participando conosco a Simone Maria Ribas, mãe do Felipe de 36 e do Rafael de 29. Tatiana, eu queria começar com você para a gente falar um pouquinho de diálogo.

E eu acho que a adolescência é um momento ideal da gente tratar dessa questão, né? Porque parece que há um ruído nessa comunicação. Parece que os pais e os filhos não conseguem entrar numa sintonia para conversar. Como é que tem sido isso com você? Nossa, um desafio, viu, Thaís? Um desafio porque essa é uma fase na qual eu percebo que o Davi, especificamente, ele é um menino estrovertido, ele é um menino...

tranquilo, mas ele está naquela fase de que não quer conversar muito, filho, como é que foi na escola? Ah, foi bom. Filho, o que foi com você? E aí, como foi a prova hoje? Ah, foi ótimo, então não foi bem. Então, assim, são respostas muito objetivas, na qual eu, assim, tento tirar o máximo dele, e aquilo ali deixa ele irritado, às vezes. Ele, às vezes, não se permite falar.

Então vem aquela autocobrança, né, meu Deus, o que é que eu posso fazer para que ele converse mais comigo, para que ele me fale mais sobre ele, sobre as amizades, então assim, é uma fase bastante delicada, e eu até brinco, assim, que ele às vezes quer afugentar a gente, né, então a gente puxa a conversa, a gente quer conversar quando ele está bem, quando ele está bem disposto.

ele conversa conosco, quando ele não está bem, somente aquelas respostas pragmáticas, objetivas, nas quais a gente fica se perguntando o que será que houve, o que aconteceu, e muitas vezes eu tento buscar esse diálogo até com os colegas dele, então quando ele está na live estudando, ou então quando vem algum colega aqui em casa, ou me aproximo muito das outras mães, a gente tem até um grupo de mães.

É a oportunidade que eu tenho da gente tentar driblar esse tipo de comportamento e tentar extrair o máximo deles. Eu procuro fazer essa estratégia.

para superar esse desafio. E ainda tem a barreira física mesmo, que é a porta do quarto, né? Quando ela está fechada ali, se você entra, meu Deus, mãe, por que você está entrando? Deixa a porta aberta um pouco. Por quê? Deixa a porta aberta. Eu tenho ouvido bastante isso, Roseli. Como é que a gente quebra e abre essa porta para um diálogo ali, pelo menos dentro do limite de cada um, daquele que é viável?

É uma fase difícil e é compreensível, né? Porque tem muita coisa envolvida. E uma das coisas principais envolvidas nessa fase do desenvolvimento é a construção da própria identidade. E para isso é preciso saber separar. Não, isso tem a ver com a minha mãe, isso com o meu pai. O que tem a ver comigo é isso. Então esse distanciamento aparente, gente, é só aparente. Sabe, emocionalmente não há distanciamento.

É muito por conta, assim, eu preciso saber quem eu sou. E tem a construção também da intimidade, da privacidade. É uma fase da vida em que a sexualidade está em explosão e é preciso, então, que ele se reserve. Tem conversa que o adolescente não quer saber de ter com os pais, jamais.

Agora, a melhor maneira de tentar romper esse cerco, essa cerco, esse muro, é não pedir para que eles falem deles. Isso é muito difícil. Mas vamos lembrar daquela máxima, quando Pedro fala de Paulo, ele fala mais de Pedro do que de Paulo.

Então, quando eles falam de um personagem de um filme, de uma notícia, sei lá, de um acontecimento que estava causando barulho nas redes sociais, ele vai falar dele comentando aquele fato. Aí a gente precisa de ouvir, né? Eu fico muito impressionada porque os adolescentes têm reclamado que eles não são ouvidos, principalmente na escola.

As escolas precisam acender um alerta, é preciso ouvir. Quando ele conseguir falar na escola e falar no sentido de participar da organização escolar, que é a vida dele, ele vai ficar mais tranquilo para conversar em casa, porque a escola pode ser democrática.

Os pais não podem, né? E ainda tem essa ideia que a gente tem, que o nosso filho é mesmo uma pessoa em casa, na escola, com os amigos. São pessoas diferentes, assim como a gente também, né? É uma pessoa em casa, uma pessoa no trabalho, uma pessoa com os amigos. São os papéis sociais ali que a gente precisa entender. Ah, mas meu filho em casa não faz isso, e na escola faz. Pois é, seu filho vai fazer isso. Vai.

Agora, essa fase dá um cansaço mental, eu acho, né? A gente fica o tempo todo ali tentando se conectar com o filho, tentando entender. Mas a fase que a Andressa tá vivendo é o cansaço físico, né? É um desgaste físico, são noites sem dormir. Aí, no caso de dois filhos, né? Você tem um mais velho que demanda, mas tem um mais novo que tem. A coisa abraçal ainda, se é que a gente pode dizer assim. Como é que é lidar com esse cansaço extremo e a maternidade? Fala um pouquinho pra gente, Andressa.

É, os primeiros dias, literalmente, é bem cansativo, né? Com o tempo, a gente vai aprendendo a lidar. E também entender um pouco que a fase de seis anos, para não ter ciúme, a gente tem que pensar nisso. E o físico vai resquençando, a gente vai pensando. O marido ajuda.

porque lidar com o cansaço físico, eu acho que é o pior. Lutar contra o... Você está com sono, a criança acordar, não dormir de madrugada, chega a chorar, chega a chorar. E você querer dormir, o cansaço, vem de uma maneira que você não sabe lidar. Mas com o tempo a gente vai se adaptando, ela vai lidando com o mundo, né, porque...

acostumado com o ambiente, vem para o ambiente desse mundo doido e aprender a lidar para perceber também é difícil, né? Então é tudo fácil. Eu penso que tudo é uma fase, vai passar e a gente vai se lendo. E vai se lendo com o tempo. Quando a gente puder passar, vem outro e vai se lendo.

É a beleza e a dificuldade da maternidade, né? Você supera, é como se fosse um videogame, eu tenho essa sensação. Você passa de fase, e aí a próxima fase normalmente vem um pouquinho mais difícil do que a anterior. E quando o braçal passa, você fala, agora tá tranquilo. E não é tranquilo.

Tranquilo, o desafio é outro. Mas, Roseli, é importante a gente falar, né? A Andressa, ela falou, olha, aí eu conto com apoio, né? Pra poder lidar. Eu lembro de chorar também, porque o cansaço é tão extremo que você se sente realmente abalada emocionalmente. Como é que a rede de apoio atua pra ajudar essa mulher a encarar um momento como esse? Ali eu vou falar da rede de apoio, principalmente no caso de mães com bebês, né? Que é o caso da Andressa. E de mães de adolescentes, que é o caso da Tatiana.

É muito importante ter rede de apoio. E a rede de apoio são de pessoas com quem a gente pode contar. Nesses momentos, por exemplo, com o recém-nascido, é preciso contar com uma rede de apoio que se disponha a passar uma noite lá para a mãe e o pai dormirem a noite inteira, por exemplo.

Ou ir levar o almoço pronto. E é por aí que a gente vai fazendo, parecem pequenas coisas, mas, gente, na vida de uma mãe de um recém-nascido é muita coisa, porque o trabalho braçal é intenso. E no caso da adolescência, do filho da adolescente, é preciso cuidar muito da saúde mental.

porque o estresse que as mães ficam é muito intenso. Então, sim, formar uma rede de apoio, eu acho que ela falou, inclusive, que faz parte de um grupo de mães, em que eles possam dialogar a respeito das próprias dificuldades, onde eles possam dizer como é que eu consigo ter ajuda com isso. Então, eu considero muito importante o cuidado com a saúde mental.

Em ambos os casos, né? Mas no primeiro caso, do recém-nascido, é mais o cansaço físico e no caso dos filhos adolescentes é mais um cansaço mental. Simone, a gente está falando de rede de apoio e você falou do seu filho sendo pai.

Como é que é observar essa mudança? E observar é a palavra-chave. Porque às vezes você quer palpitar, você quer ajudar. Ou às vezes você vê que alguma coisa está errada e você quer dar a sua opinião, mas você sabe que ali é aquele papel de uma espectadora nessa história. Como é que é isso? Sim, eu acho que a melhor coisa de ser avó é você observar.

Eu digo porque você não tem mais a obrigação do educar. É observar e alguma coisa orientar, mas é muito pouco. Eu acho que o nosso papel é estar pronto para o que eles precisaram. A rede de apoio que a gente pode oferecer.

para qualquer necessidade que meus filhos, minha nora, necessite. Mas o intercubir, não, eu não faço isso. Procuro não fazer, pelo menos. Eu acho que se eles fizerem uma opinião, se eles perguntarem, sim.

E às vezes, numa conversa ou outra, a gente coloca um parêntese ali para sugerir. Mas não é só observar mesmo. É observar, admirar e torcer para que dê tudo certo.

Roseli, a gente estava retinha no final desse bloco, mas eu queria te ouvir um pouquinho sobre isso. É perfeito, né? A melhor rede de apoio que os avós podem ser, personificar, é isso que a semana acabou de dizer, né? Oferecer o apoio quando é solicitado.

oferecer o apoio, no caso dos recém-nascidos, o apoio físico. Por exemplo, traz os netos para a minha casa, deixa passar o dia aqui, se for possível. No caso dos netos adolescentes, é o fato de convidar para um passeio, para uma pequena viagem, porque daí os pais vão saber que eles estão bem cuidados. Mimados, sim, não tem importância, viu gente? Faz parte.

do papel dos avós mimar também. Isso não estraga a criança, nem adolescente nenhum. Então, esse é o apoio que os avós deveriam ter. E jamais aquele papel de que vai cutucar a culpa dos pais, né? Do seu neto. Isso nós não podemos fazer nunca.

Dica para os pais de adolescentes, Roseli? Aí eu vou dar uma dica, que eu vou pegar os pais, desde que eles começaram a ser pais, até os pais de adolescentes. É um livro com dois volumes. O volume primeiro é um livro que vai abordar a educação como um todo, criança principalmente. Pais não nascem prontos.

Construindo Caminhos para o Desafio de Educar. Esse é o título do livro. E depois do mesmo título, eu vou repetir, Pais não nascem prontos, Construindo Caminhos para o Desafio de Educar, aí entre parentes e adolescentes. Então dá para abarcar toda... Enquanto eles estão independentes dos pais, esse livro pode ajudar bastante.

Programa Seus Filhos, especial de Dia das Mães, Roseli Saião e Outas Dias. Seguimos juntas por aqui com os microfones abertos para mães com filhos de diferentes idades. Mães de recém-nascidos, de crianças, adolescentes, mães com filhos adultos, ou seja, a maternidade ao longo da vida desses filhos, os desafios, porque são muitos, eles mudam.

ao longo da vida. E eu queria falar um pouco sobre isso. Com a gente por aqui, Andressa Souza, também Tatiana Lins e Simone Maria Rivas, as três aqui em destaque no nosso programa, para você que acompanha também no nosso canal no YouTube. Simone, eu vou começar com você, para você trazer um pouco dessa ideia de ninho vazio, né? Porque enquanto eles estão dando muito trabalho, a gente fica assim, meu Deus, será que um dia esse trabalho vai acabar? Mas aí, o mundo...

Avança, o tempo passa e eles vão para esse mundão aí que a gente cria para isso, né? Para que eles possam ter autonomia e encarar esse mundo sozinhos. Mas aí dá aquela sensação de que está faltando uma coisa. Às vezes até o filho adolescente vai viajar com um amigo e você fala, mas que casa silenciosa é essa? O que aconteceu? Como é que é lidar com essa saída dos filhos de casa? Olha, não é fácil, né? A gente quer...

sempre eles embaixo da asa da gente, e a gente cuidando, vendo. Mas no meu caso em especial, foi uma coisa assim muito natural, porque eles foram fazer a faculdade longe de casa. Então, primeiro foi o Felipe, ficou o Rafael.

Depois o Felipe voltou, o Rafael foi. Então teve aquela compensação, vamos dizer assim, né? Daí quando depois que o Felipe casou, depois o Rafael casou, aí sim. Aí bateu o desespero mesmo dele. Meu Deus, né? Só eu e o marido.

Gente, é muito, muito, muito estranho. Eu digo, a gente parece que você não tem mais utilidade, né? Que a gente fica assim, no ar. Você tem que aprender a cuidar de você.

É quando você começa a se cuidar... a pensar em você... pensar no teu companheiro... é uma fase de adaptação. Eu digo assim... total. Mas é muito bom... é muito bom. Essa fase da gente é muito boa.

Roseli, ouvindo a Simone falar, eu fico pensando na Andressa, por exemplo. Porque quando a gente está ali vivendo a realidade do filho em casa, das demandas, a gente acha que esse dia nunca vai chegar, né? Apesar da gente preparar o filho para que esse dia chegue. E aí a gente vai deixando de lado esse eu, né? No meu caso a Thais, a Andressa, a Tatiana, a gente vai deixando um pouquinho de lado porque o filho está demandando aqui.

E aí o trabalho, a vida vai demandando e parece que a gente vai se perdendo. Mas aí chega uma hora que esse filho vai.

para o mundo, e a gente fica meio perdido, e as nossas relações são refeitas, a nossa auto-percepção é refeita, como disse a Simone, a gente precisa começar a pensar nisso, de fato, ainda na fase de um bebê, de um recém-nascido, aos poucos encaixando esses momentos individuais.

É importante isso, né? Há uma diferença muito sutil entre você se dedicar plenamente à maternidade e você priorizar a vida dos seus filhos. Então, quando a gente tem filhos, a gente tem que priorizá-los.

E prioridade não significa que você não faça outras coisas, não se dedique a outras coisas, inclusive a você, inclusive a momentos de descanso dos filhos, que é aquele momento que vai ao cinema, vai ler um livro, vai praticar um hobby qualquer, algo que te agrave, que te agrade. Então é importante que desde o nascimento dos filhos... ...

desde os primeiros meses, a gente não se abandone, isso é que é o mais importante. E esse se abandonar, não se abandonar, tem a ver consigo mesmo, os autocuidados que a gente tem que ter com a gente. E quando há uma relação de parceria com o pai da criança ou a outra mãe, é preciso também manter esse relacionamento vivo.

Porque a gente ouviu a Simone falar, depois que eles vão embora, o que resta é a nossa vida. E aí, como é que ela está? Então, se a gente começa a trabalhar lá no comecinho, a gente chega melhor aqui no fim.

Andressa, você está com dois filhos ainda muito pequenos. Eu lembro da primeira vez que eu peguei a Luísa, que é a minha mais velha, me deu um baita de um medo, né? A hora que você pega ali no colo, você fala, meu Deus, virei mãe. Porque até então eu era filha, né? Tinha aquele cuidado da minha mãe comigo. E aí vira você a dona de tanta responsabilidade, né? Da saúde, da segurança, dos cuidados. O que que passa na sua cabeça? Você tem medo também? Qual o seu maior medo como mãe? Ah, sim, com certeza.

quando é bebê, assim, né, o medo é o choro, você descobre o choro, esse choro é pra quê? Esse choro é pra quê? E a gente, o medo, será que estou dando, é mamar, mas é sono, não é? E passa assim o medo de, a gente sabe, se a gente vai fazer o certo, né, vem esse medo. E com o de seis anos, também, o medo continua, né?

Se a gente está ensinando certo, se a gente está na fase de alfabetização, aí vem essa fase bem complicada, se a gente está ensinando, aí é a fase de pedir as coisas, que você fala um não, porque tem vezes que é necessário, então dá medo de dizer, eu estou sendo ruim, eu estou sendo certo, vem vários, todos os dias, eu estou com medo.

Mas a gente, com o tempo, a gente... Qual? Infelizmente, né? Cada dia, a gente vai superando os medos. Infelizmente, não vão acabar até... Até Deus sabe o quanto. Quando a gente... Vai com o mundo.

Roseli, dá medo mesmo, não dá? E vai mudando esse medo às vezes, né? Ela falou, ah, o medo do pequenininho, aí ele vai crescendo. E realmente, eu acho que nasce o mamãe, nasce o medo, junto. Isso, isso. Aliás, ter medo é melhor que ter culpa, né? É verdade. É melhor. Eu vou pegar o medo do choro, de não entender que choro é esse. Mas como exemplo apenas, né? Vai mudando durante o desenvolvimento.

O bebê só sabe chorar. Ele chora quando ele tem fome, ele chora quando ele tem frio ou calor, ele chora quando ele tem dor. E ele chora porque ele não está tão confortável quanto ele estava antes no útero.

Então o bebê chora mesmo, né? E nós vamos aprender a interpretar alguns tipos de choro dele. Ah, esse choro aqui é de fome. Ixi, isso aqui está me parecendo que está doendo a barriga. Deixa eu pegar ele no colo, né? Ah, esse choro é de manha. Deixa ele chorar um pouquinho, não tem problema nenhum.

Então, a gente aprende a interpretar, mas a gente não acerta 100%. Isso, gente, durante toda a vida dos filhos. Até o fim da nossa vida, né? A gente vai conseguir interpretar corretamente algumas facetas e outras a gente vai errar. Mas aí eles vão virar para a gente e vão dizer, não é? Errou.

Faz parte do nosso caminho. Tatiana, um medo muito grande que eu tenho hoje é relacionado ao uso de telas. Eu não poderia deixar de falar sobre esse assunto aqui porque é uma realidade da atual geração. Você está em uma fase, 15 anos, né, o Davi? É aquela fase da ebulição. Você falou, olha, a gente tenta chegar...

no diálogo e às vezes é difícil, mas ali eles têm uma rotina, uma convivência muito grande. Como é que é essa sua preocupação com o uso de telas? Como é que você lida com isso em casa? Olha, Thais, primeiro limite. Limite, não fuja, aqui também não foge a regra, né? Essa questão de tela é algo que nos preocupa muito.

E a primeira coisa que a gente começou a fazer, que eu comecei a fazer, foi colocar um tempo estimado para as redes sociais, um tempo estimado o momento das telas, o momento do lazer, o momento do estudo, a rotina, de um modo geral. Mas, assim, a gente não pode realmente deixar de falar sobre essa questão, porque é um momento delicado. É, tipo...

eles esquecem, Davi, por exemplo, esquece às vezes de fazer coisas básicas, porque está no computador, está principalmente no smartphone, então, assim, esquece, demora para tomar o banho, demora para comer, essa questão mesmo da alimentação mesmo é algo bem peculiar, porque eu penso que algumas vezes ele não se alimenta direito, justamente porque está com a tela, então, assim, chegou a esse nível, mas, assim, é algo que a gente hoje tem um...

a gente tem um controle, a gente tem uma relação muito aberta, tem um diálogo muito legal, e a gente consegue contornar, fazer algumas barganhas, né? Principalmente em relação à questão da conscientização. É claro que a gente não fica 24 horas com ele, eu trabalho o dia todo, o meu esposo também, e aí ele fica, ele chega da escola, e aí ele vai estudar e ele tem a rotina dele, então a gente não sabe. Mas como a gente procura ter um diálogo muito...

claro, franco, eu acredito que com certeza ele cumpre essas regras, essa rotina a qual a gente alinhou, mas é realmente um desafio constante, porque a gente adulto, a gente às vezes, se a gente não se preocupar, se a gente se despreocupar, a gente tem essa dificuldade de sair da tela, quanto mais um adolescente que ainda não tenha esse discernimento.

Então é uma questão bastante relevante e que a gente fica assim o tempo todo sem contar na questão mesmo da segurança. Com quem ele está falando, o que ele está fazendo. E o tempo todo a gente tenta, eu tento monitorar tudo o que ele faz, mas é difícil. É difícil mesmo e o melhor caminho que eu vejo e que a gente faz aqui mesmo é a questão do diálogo. A gente procura mesmo ter um diálogo muito claro, falar mesmo das coisas, das...

dos acontecimentos, do que acontece, a questão da segurança, a questão dos desdobramentos disso tudo. E aí, diante disso, eu acredito que com essa conscientização a gente consegue contornar melhor essa questão. Roseli, tutela e conhecer bem os filhos são palavras-chave? São. Aliás, eu quero aproveitar a fala da Tatiana. O que ela fez? O que os pais do Davi fizeram? Organizaram a vida dele.

isso que ela chama de rotina, é uma organização. E isso, gente, é fundamental para aquele processo que é importante na vida dos adolescentes, da busca de autonomia. Porque assim, olha, eu sou uma loucura, mas tem gente que consegue organizar a minha vida, no caso, meus pais. Se eles conseguem organizar a minha vida, um dia eu vou conseguir também.

Então, assim, isso é o caminho para o processo de autonomia. E a gente tem que entender que autonomia significa crescer.

seguir em frente, seguir o seu destino. O seu destino sempre é crescer, amadurecer. E é por isso que é importante que a gente conheça os filhos, né? Conhecer para saber se eles estão nessa busca ou se eles estão estagnados. Não dá para deixar estagnado. Roseli, para fechar, dica para os pais com filhos adultos. Você traz para a gente?

Não é o caso da Simone, mas é o caso de muitos pais. Eu ando muito preocupada com o mundo adulto, sabe? Porque mesmo o jovem adulto tem se comportado de maneira muito juvenil, muito adolescente. Então muitos pais de jovens adultos que já têm o seu próprio trabalho, ganham o seu próprio dinheiro, mas têm um comportamento muito infantilizado.

Então eu lembro de um filme que mostra para a gente exatamente como é feio isso, né? O título do filme é Gente Grande. Tem dois volumes, são comédias, os dois volumes, o um e o dois, mas são comédias que mostram um pouco a cara do nosso mundo atualmente. Adultos, casados, com filhos, se comportando como adolescentes.

Tá aí a dica da Roseli pra você que acompanha aqui esse programa especial de Dia das Mães. E eu quero parabenizar a todas as mães, mas aqui o nosso carinho especial pra Andressa, Tatiana, Simone. Muito obrigada pela companhia de vocês aqui, né? Muito obrigada ao longo desses últimos minutos. E feliz Dia das Mães pra vocês. Um beijo, até a próxima, meninas.

Obrigada. Beijo, Thaís. Beijo, Roseli. Obrigada. Obrigada, colega.

Roseli, meu feliz Dia das Mães pra você, mas antes de eu te dar esse feliz Dia das Mães, eu quero agradecer a produção do Eduardo Frumento, a sonorização do José Antônio de Araújo e a operação aqui do estúdio, como eu disse, esse programa também com imagens através do nosso YouTube, do Matheus Paranhos. Muito obrigada pelo trabalho deles pra que esse programa especial pudesse acontecer. Agora sim, meu beijo muito especial pra você, que é a fonte de ajuda pra muitas mães. Então, um carinho e um abraço bem apertado.

Ai, super agradeço, né? E devolvo com o mesmo carinho. E as mães que representaram, todas as mães que nos ouvem, né? Um abraço especial a cada uma, mãe. Nós sabemos as dores e as delícias de ser ruim, né? Então hoje o Dia das Mães é dia de a gente celebrar a maternidade. Feliz Dia das Mães. Continue ligado porque os seus filhos você só ouve aqui na Band News FM.

Você ouviu Seus Filhos na Band News FM.

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09/05/2026 - Especial Dia das Mães: maternidade em diferentes gerações | Castnews Index — Castnews Index