Episódios de NerdCast

NerdCast 1035 - He-Man e os Mestres do Universo: Estávamos Errados?

19 de junho de 20261h40min
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Em algum momento de 1987, o pequeno Alexandre Ottoni teve sua primeira grande decepção cinematográfica com o filme do He-Man e os Mestres do Universo. Quatro décadas depois, o defensor de Eternia está de volta ao cinema, e será que o trauma finalmente foi curado? 

Neste NerdCast, Alottoni, Marcelo Bassoli, Marcelo Matere, Rex e Azaghal unidos vencerão a semente do mal e tratarão do filme que acendeu a GALHOFA nos nossos corações... ou não!

Hostinger Horizons

Bem Brasil

ChatGPT

NERDCON 2026 VEM AÍ!!!

O Jovem Nerd orgulhosamente apresenta a nossa PRIMEIRA CONVENÇÃO OFICIAL DE FÃS! Dia 20 de setembro de 2026, no Memorial da América Latina (São Paulo).

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Participantes neste episódio5
A

Alexandre Ottoni

Host
A

Azaghal

Co-hostPodcaster
M

Marcelo Bassoli

Co-hostPodcaster
M

Marcelo Matere

Co-host
R

Rex

Convidado
Assuntos8
  • Filme He-Man e os Mestres do UniversoAnálise do filme de 1987 · Comparação com o filme de 2024 · Dublagem brasileira · Tradução de piadas e falas · Adaptação de personagens · Referências ao desenho original · Referências ao filme de 1987 · Comparação com filmes da Marvel
  • He-Man como franquia e brinquedoOrigem da franquia He-Man · Venda de bonecos e merchandising · Comparação com Star Wars e Transformers · Criação do desenho animado para vender bonecos · Adaptação do desenho para o filme · He-Man como maior franquia dos anos 80
  • O Esqueleto como vilãoDesign visual único e expressivo · Humor e diversão em sua personalidade · Comparação com outros vilões (Mumm-Ra, Comandante Cobra) · Interpretação de Jared Leto e a voz · Olhos de LED e expressão facial · Cenas de humor e galhofa
  • Personagens e mitologia de He-ManPríncipe Adam e sua transformação · Esqueleto e sua origem · Maligna e sua relação com Esqueleto · Gato Guerreiro (Pacato) e sua transformação · Personagens secundários (Fisto, Mecanec, Ariete, Triclops, Homem-Fera, Moss Man) · Zodak e Abelhão · She-Ra e Hordak
  • NerdCon 2026Primeira convenção oficial de fãs do Jovem Nerd · Data e local: 20 de setembro de 2026, Memorial da América Latina (São Paulo) · Nerdcast ao vivo e convidados · Selos dos 20 anos de Nerdcast e ingressos para a NerdCon
  • 20 anos de Nerdcast e histórias dos ouvintesImpacto na vida estudantil e profissional · Superação de dificuldades de aprendizado e bullying · Prazer em estudar e pesquisar assuntos · Apoio à comunidade LGBTQ+
  • ChatGPTSoluções práticas do dia a dia · Tradução e revisão de textos · Auxílio técnico em softwares · Sugestões de decoração e organização · Diferença entre ferramenta de auxílio e atividade humana
  • Crítica ao filme He-Man (1987)Orçamento cortado e cenário preto · História desconexa e mal desenvolvida · Atuações e efeitos especiais ruins · Tentativa de ser sério e não galhofa
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Alexandre Ottoni:Whoa, that's good.

Voz B:This might be the drink of the summer. Okay, I like this one too. I'm rocking with it.

Rex:Okay.

Alexandre Ottoni:Try it for yourself.

Rex:Starbucks Refreshers Concentrates are coming home.

Voz B:Find them in the coffee aisle and make it yours. Olá, olá, olá, Donerdiz! Aqui é Alexandre Ottoni do Jovem Nerd e eu nunca estive tão feliz de estar redondamente errado sobre um filme.

Alexandre Ottoni:Aqui é o Marcelo e não precisamos pedir desculpa quando estamos certos.

Voz B:Boa!

Marcelo Matere:Aqui é o Mater e unidos venceremos as sementes do mal.

Alexandre Ottoni:Olha aí, garoto!

Rex:Aqui é o Rex, e no meu mundo de Waytérnia, as pessoas eram muito mais fortes, tinham mais testosterona.

Voz B:Caralho, você é muito escroto, cara.

Alexandre Ottoni:Aqui é o Azaghal, e como diz nossas amigas entremigas, se você gostou, você venceu.

Voz B:Então, vencemos! Vencemos! Porra! Muito bem, nerds!

Marcelo Matere:Eu tenho a força Sou invencível, somos amigos e unidos venceremos a semente do mal.

Voz B:A nostalgia reina e aqui temos muito o que falar sobre Mestres do Universo. Os motoqueiros vão ter que ouvir a gente falar bem de He-Man. Olha isso, o grupo. He-Man! He-Man!

Voz F:Pelos poderes de Grayskull!

Voz B:Canela! Canela! Muito bem, manhinha!

Voz F:Ah, que gostoso!

Voz B:Vamos para mais uma semana de mesicaneladas no Nerdcast!

Voz F:Vamos!

Voz B:Olha só, queria falar rapidamente sobre a Hostinger. Exatamente, você que está criando seu site, aplicativo web, sistema, o que você quer, a página de vendas para suas paradas que você faz foam, as coisas que a natureza dá, todas as coisas orgânicas da natureza. Exatamente. Quer fazer o seu site, o seu sisteminha, o que você precisar, Hostinger tá lá para solucionar seus problemas. E hoje eles têm uma ferramenta chamada Hostinger Horizons que usa inteligência artificial para você promptear e customizar o que você precisa. Antigamente você fazia seus sites, as suas páginas de vendas assim naquele drag and drop. Você pegava um quadradinho, botar para o lado, aumentava, escrevia um texto, um título e tal, botava foto, link. Hoje em dia você pode promptear essas coisas e aí você pode customizar com muito mais facilidade.

Voz F:Olha aí, facilitando a sua vida, meu amor.

Voz B:Exatamente. Então, por onde começar? Vai na HostGator, que tá lá para configurar hospedagem, domínio, e-mail, tudo em poucos cliques para te ajudar a fazer seu negócio crescer desde o primeiro dia. Aproveite! A HostGator tá presente em mais de 150 países, com mais de 20 anos de experiência. São mais de 3 milhões e meio de clientes no mundo e mais de 700 mil só no Brasil. Use o cupom JOVENERD com 10% de desconto. Tem link aí no post. E olha só, Clima de Copa, a gente bota batata Bem Brasil na air fryer. olha, fica pronta rapidinho, maravilhosa, crocante por fora, macia por dentro. Aliás, não importa se o Brasil vai ser ex ou não, porque Bem Brasil é primeiro lugar. Exa viu não, não. Bem Brasil fica em primeiro lugar. Primeiro lugar em crocância, primeiro lugar em sabor, primeiro lugar em qualidade, primeiro lugar em vendas. Bem Brasil, a batata mais vendida do Brasil. Batata palito, batata para air fryer, batata noisette.

Voz F:Que delícia, meu amor!

Voz B:Bom, aquela bolinha crocante por fora, por dentro purezinho de batata, cara. Putzgrila, é isso, isso. Batatas carinhas também, muito mais. E olha, tem uma promoção que eu gostei dessa promoção. Olha só, na compra de produtos Bem Brasil você concorre todos os dias a 2 air fryers.

Voz F:Olha aí, meu amor!

Voz B:2 vouchers no valor de R$200 cada e 2 vouchers no valor de R$150 cada. E mais supermercado grátis pelos próximos 4 anos.

Voz F:É isso, meu Deus!

Voz B:Só Só isso, só isso. Tem regulamento no site, tem link aí no post. Cadastre-se na Torcida Bem Brasil, em primeiro lugar, tem link na descrição. ChatGPT, o Brasil tem chance de ganhar do Haiti hoje na Copa do Mundo? Tá pensando muito, tá pensando muito. Você, se quiser, tá participando do bolão, é melhor você perguntar de estatísticas passadas e não perguntar o que que ele acha do futuro. Exatamente, o ChatGPT é para Carregar estatística, juntar, fazer cálculo dessas coisas. É isso, para calcular quantos quilos de carne você vai fazer no teu churrasco.

Voz F:Nossa, isso eu faço direto, gente, direto.

Voz B:Qual a quantidade de comida para comprar?

Voz F:Nossa, eu uso muito agora, eu só falo com os gringos assim, eu falo o que eu vou falar em áudio aqui, traduz para inglês natural, por favor.

Voz B:Você fala traduzir para o inglês natural?

Voz F:É isso?

Voz B:É inglês natural, natural entre amigos, o inglês natural entre Eu nunca fui tão desenvolvida assim. Ele é para traduzir texto, para revisar texto, ele é excelente. Enfim, eu uso como uma ferramenta para revisar coisa assim, meios formais, etc. e tal. Mas uma coisa que eu sempre falo desses usos do ChatGPT, que a gente faz essas coisas do dia a dia, é para a gente dar double check nas coisas que são mais importantes. É uma auxilia, uma ferramenta de auxílio. Então o ChatGPT não vai ser seu psicólogo, ele não vai ser seu médico, ele não vai fazer nada disso, que são coisas, atividades humanas, né, para humanos com humanos, mas para você fazer perguntas customizadas para uma necessidade muito específica. Eu vou dar um exemplo aqui com o Nerdcast RPG que eu tava editando, mas eu tava tendo um problema que eu não tava sabendo resolver, técnico ali do programa, que eu tava querendo fazer um efeito, etc. Não tava conseguindo fazer isso funcionar. E aí era tão específico, porque a maioria das pessoas usa esse programa para fazer música. Eu fui ver vídeo, fui em fórum, fui um monte de coisa, eu não conseguia achar, sabe, a solução para o que eu queria fazer. E aí eu decidi: quer saber, deixa eu perguntar para o ChatGPT fazer bem especificamente. Eu tô usando programa tal, versão tal, eu tô querendo fazer isso, sabe? Eu não fiquei procurando, eu só falei qual era o meu problema, você vê? E ele trouxe, cara, a receitinha de bolo. E aí eu fui testar e funcionou. Aí eu falei, caraca, ele sabe interpretar a sua dúvida, colocar em contexto, que buscar, né, em contexto uma resposta. Para mim, eu fiz o double check na hora, no programa, entendeu? Eu fui testar a receitinha que ele me deu, faz isso, faz aquilo, faz aquilo, e funcionou. Mas o importante é você sempre dar um double check nas fontes, é isso. Normalmente ele escreve a fonte, né, ali, ó, a fonte foi desse site, daquele site, daquele site. Você pode olhar. E ainda vale a pena você buscar independentemente essa resposta. Às vezes o ChatGPT ele te dá o início da forma como você tem que procurar a sua resposta, né?

Voz F:Ontem mesmo eu tava no mercado, no mercado lá com a minha camerazinha, eu tava procurando cerveja preta e eu não sabia quais eram.

Voz B:Entendi nada de cerveja. Ah, bom exemplo! A gente tá querendo fazer uma carne moída na cerveja preta, que é a melhor carne moída do mundo, e faz muito tempo que a gente não faz, e a gente não entende nada de cerveja. A gente sabe que cerveja preta é melhor do que a cerveja normal para cozinhar, porque ela é um pouco mais adocicada. Mas e aí, o que que fez?

Voz F:Eu tava perdida lá, um monte de cerveja, aí eu fiquei com a câmera. Ó, essa aqui é a cerveja preta.

Voz B:Aí, pera aí, mas você não precisa perguntar se é cerveja preta ou não.

Voz F:Não, eu tava lá com os nomes.

Voz B:Ele facilitou. Ah, entendi.

Voz F:Você não ficou colhendo porque tava nas caixas. Eu falei, isso aqui é a minha, nas caixas, que tinha um nome nada a ver. Aí ela falava para mim, ela, porque né, até hoje menina, é não 'Não, essa não é cerveja preta, essa é uma bebida assim assada, um negócio adocicado.' Eu falei: 'Mas pode ser usado como cerveja preta?' 'Não, se você quer cerveja aí, não pode.' Até eu achei, entendeu, gente?

Voz B:Ela vai comigo no mercado todo dia. Mas é isso, gente, essas coisinhas, dúvidas customizadas, aquele negócio que a gente falou dos quadros, né, que a gente tirou foto da nossa parede, fiz arrumação dos quadros, várias sugestões. Teve um negócio ali do canteirinho que a gente tá querendo mudar o canteirinho, botei lá no Jajá, e aí ele deu umas sugestões de como arrumar o canteirinho e deu ideias. Não quer dizer que a gente vai usar aquela, fazer exatamente igual, mas assim, ó, é por aí, esse desenho aqui é maneiro e tal. E aí a gente vai contratar os profissionais, a gente vai meio que— é isso, cara, é muito maneiro. Decoração, passeio no supermercado, consultar a informação dos jogos, ver quanto a casa precisa, tradução, tom de texto. Não vai escrever texto para as pessoas pelo ChatGPT, isso você vai fazer do seu coração. Mas se você quiser avaliar gramática, ele vai te ajudar. Exato, eu que bolo o texto, eu E olha, gente, último recado é save the date! Dia 20 de setembro de 2026 será realizada a primeira edição da NerdCon! Exatamente, a gente se empolgou depois do Nerdcast 1000, que foi muito emocionante, né, no teatro com a galera. Várias sessões. Então agora a gente vai fazer isso ficar algo maior, maior, muito maior. Olha só, a gente vai estar presencialmente no Memorial da América Latina em São Paulo. Não é pouca coisa não, não é pouco. Vai ser, cara, vai ser muito foda, vai ser muito foda.

Voz F:Não pode perder, meu amor.

Voz B:Não perca. Você sabe que a gente tá lançando aí os selos dos 20 anos de Nerdcast que a gente vai comemorar, né, na Nerdcon. 20 anos mesmo. Então fica, fica, né, vai juntando eles que vai, ó. Não se esqueçam, dia 20 de setembro de 2026, no Memorial da América Latina em São Paulo, a Nerdcon! Tá chegando aí! Gente, vai ter Nerdcast ao vivo, um monte de convidados, um monte de coisa. Já é muita coisa, cara! Fica ligado nos programas que estão dando as dicas pra você pegar os selos dos 20 anos de Nerdcast, porque a gente tá falando que quando vocês juntarem os 20 selos, a gente vai abrir um formuláriozinho que os 3 primeiros a enviar os 20 selos mais rápido vão ganhar ingressos duplos para a Nerdcon, dia 20 de setembro de 2026.

Rex:Não perca, a gente vai se ver lá, vai ser foda demais!

Voz B:E se você não quiser ouvir os recados e e-mails do último Nerdcast, pode pular diretamente para 19 minutos e 7 sunguinhas de texugo. Quero agradecer os nerds que doaram sangue e salvaram vidas: Davi Souza Sai, Edvando Moreira, Sandro Souza, Frank Silva, Heitor Sociologia, Heitor Sociologia? Olha aí! Sérgio Miranda, Marco Bizzarri, Maria Mestringer, os noivos, Marco e a Maria, parabéns Parabéns, Vinícius Santos. Paulo Victor Gonçalves Pinto, Bruna Cedrês e os colegas de trabalho foram doar juntos. Muito, muito obrigado, galera! Doar sangue é salvar vidas. Muito obrigado a todo mundo que doa sangue. Tira uma selfie, manda aqui para nerdcast@jovemnerd.com.br para a gente poder agradecer e estimular todo mundo. Sempre doar sangue é sempre importante, sempre necessário.

Voz F:Valeu! Obrigada, gente!

Voz B:Patrick Simas, 48 anos, animador, Rio de Janeiro. E aí, rapaz, sobre a Ah, você não viu tudo. Eu tive que correr para gravar no podcast do Spider-Noir. Ah, tudo bem, tá tudo bem. É o quê?

Voz F:Não tem problema, não tem problema. Ai, gente, eu odeio spoiler!

Voz B:Calma, calma, vamos ver aqui sobre o episódio 1033. Tem um esclarecimento, o Azaghal ficou curioso sobre qual animal fez o filho da médica envelhecer. Que a médica tinha um filho que era um velhinho lá, que na verdade era o filho dela, que o poder dele era ficar velho.

Voz F:Caraca, Benjamin Button, tipo isso?

Voz B:É, o cara só Poder dele era só uma merda de ficar velho mais rápido.

Voz F:Mas ele ficava velho, mas isso não é um poder.

Voz B:Não, não, não, ele só envelhecia muito rápido, ele ia morrer. Mas isso é um poder, gente, isso é uma maldição, isso não é um poder. Pois é, não é um poder, tá doido. Aí fala aqui, ó, tem uma passagem que ele diz para o Spider que passou a envelhecer com a mesma taxa de envelhecimento de um cão. Então fica subentendido que ele foi um lobisomem que deu errado. Olha, nossa senhora.

Alexandre Ottoni:Ah, tá, tá.

Voz B:Boa, só ficou com a parte merda, que envelhecer que nem um cachorro. Porra, gente. Lápide, o Spider também comenta sobre o que viu na guerra, falando sobre enguias, lagartos e insetos. Ah, esse é outro vilão lá que era super forte. Na cena da morte de Den Sipo, podemos ver peixes, a aranha, uma enguia, uma cobra, um louva-a-Deus e até um milípede enrolado em um galho, mais conhecido como piolho de cobra. Não sei se o personagem Lápide poderia ter relação com ele, visto que é um animal encouraçado apesar de calmo. Como não foi explicado, o personagem não aparece na cena e não precisou existir menção aos outros experimentos, o Homem-Areia, por exemplo. Acredito que apenas usaram o nome do personagem dos quadrinhos em um personagem genérico, sem uma definição mais específica da origem de seus poderes. É, talvez. Igor Caldas, 33 anos, jornalista e fotógrafo, São João de Meriti, Rio de Janeiro. Aproveitando as comemorações de 20 anos de Nerdcast, preciso compartilhar com vocês como o programa não só me ajudou a entrar na faculdade, mas acendeu em mim o prazer em estudar em geral.

Voz F:Carai, velho!

Voz B:Que foda, cara! Quando criança, fui um bom aluno. Contudo, quando entrei no ensino médio, tive muitas dificuldades com o aprendizado, que eram ainda coisa mais agravada, acho, com tanto de bullying que eu sofria na época. Pô, nem se fala, não tem como você ter, né, ter aprendido, não ter o aprendizado, né, prejudicado. Você não quer ir para escola, você tá com a cabeça todo lugar, associa ao lugar, a tudo, aquelas coisas ruins, né, cara. Exatamente, é a violência, né, psicológica e física que a gente sofre.

Voz F:Eu sofri bullying psicológico, não é?

Voz B:Pois é, já era horrível, gente, era, nossa, repetiu o concluindo o ensino médio duas vezes, mudei de escola, mas consegui concluir os estudos, ainda que sem prazer nenhum nisso e nem coragem de prestar vestibular ou ENEM, pois imaginava que não era inteligente o suficiente para fazer faculdade e que já estava atrasado demais para isso. Ai, você vê, gente, coisa de maluco. Mas sempre tive o sonho de me tornar jornalista, então encontrei um curso pré-vestibular social aqui perto de onde eu moro que funcionava nos fins de semana. Nas aulas de história, a professora nos enviava materiais de apoio ao conteúdo, como textos, vídeos e alguns podcasts. Dentre esses, os podcast de história que já haviam sido lançados até aquele ano de 2013. Que legal, caraca!

Voz F:Tá vendo, gente, podcast de história, olha a importância.

Voz B:Nerds, algo aconteceu ali. Ouvir vocês, Tucano, JP, Eduardo Spohr, Blue Hands e etc., conversando de modo descontraído sobre Idade Média, Napoleão, Primeira Guerra Mundial, Alemanha, dentre outros assuntos, me fez entender que estudar, pesquisar sobre assuntos poderia ser algo divertido. E aí, ao longo do ano, junto do pré-vestibular e do emprego de garçom que eu tinha estudando de madrugada, consegui rever e realmente aprender toda a matéria que tive no ensino médio. Caraca, cara, parabéns! Que foda que você é, cara!

Voz F:Às vezes a pessoa não se interessa porque não conectou, não conseguiu aprender, sabe?

Voz B:Justamente, justamente. O resultado: passei em segundo na faculdade de jornalismo e fiz entre 2014 e 2017. Porra, parabéns, cara! Pode demais! Em 2018, achei que seria divertido aprender outra língua. Então passei também no curso de letras japonês na UERJ. Caraca, que concluiu em 2024. E nesse momento estou montando minha proposta para tentar fazer um mestrado sobre história do teatro antigo japonês na Universidade de Tóquio. Caraca, é isso, cara! Pode ser que role, pode ser que não role, mas só de saber que tem essa capacidade já me sinto incrível. É isso, é isso, cara, já é foda demais.

Voz F:Independente do que vai acontecer Você é incrível, meu amor!

Voz B:Se não me engano, o primeiro Nerdcast que eu vi após fazer o ENEM em 2013 e estar livre dos estudos vestibulares foi o de número 384, A Minha Vida Não Convencional, sobre o Gabriel Dredd morando no meio do mato. Olha aí, uma comunidade que depois viraria uma seita, como ele mesmo contou pra vocês anos depois. De lá pra cá, eu acho que eu ouvi todos os demais 300 e tantos anteriores e sigo escutando vocês semanalmente. Já tive conta na Sky Nerdcast. Caraca! "Já participei de todos os Nerdcast RPG, li os livros, gritei pro Diogo Braga numa Bienal do Livro se eu poderia abraçar ele e ele gritou de volta que sim!" E dezenas de outras coisas. Cara, que foda, cara. Obrigado por anos atrás terem feito um puia de episódios falando de um jeito tão descontraído sobre assuntos de história. E não tem ideia de como teria sido a minha vida estudantil, profissional e pessoal, caso aquela professora não indicasse vocês naquele momento. Ai, obrigado à professora também. Que eu não sei o nome dela, ele não falou aqui. "Um beijo pra vocês, obrigado a todos os professores inclusive que usaram Nerdologia e Nerdcast como material auxiliar, né, de introdução a algum assunto." A gente teve muitos outros relatos assim, foda demais. Obrigado, gente, é foda demais isso. E aí ele continua aqui: "Tenho certeza de que assim como eu, outros milhares de ouvintes veem vocês como os ETs Bilux dessa geração." Nossa Senhora! "Fazendo com que a gente busque conhecimento e se divirta através disso." Olha aí! Apenas que busquem conhecimento. Ai, meu Deus! Ai, Bilu! Em adição, obrigado também por terem segurado a mão de nós LGBTQ+ durante todos esses anos. Eu sei que pode parecer bobagem, mas tantos criadores de conteúdo desse nicho de net saíram do armário pro lado sombrio da força após o impeachment da Dilma e a ascensão do bolsonarismo, que cheguei a achar que o mundo net seria perigoso pra nós. Não, é isso! Somos resistência!

Voz F:Somos a resistência, Bilu!

Voz B:Que aqui, olha, a gente teve que aprender a ser extensa também, porque a gente naturalmente era outra parada, cara.

Voz F:Nós estávamos vivendo na nossa bolinha.

Voz B:Onde a gente cresceu, na bolha onde a gente cresceu, era para ser encaminhado para o gado, entendeu? E a gente teve que mudar nossa cabeça, estourar essa bolinha. Então, pô, e a gente agradece demais a todos vocês, porque vocês fizeram a diferença na nossa vida assim, sabe? É muito foda, é uma troca. Isso que eu chamo de comunidade. Por isso que a gente tá muito feliz de fazer a NerdCon esse ano, de juntar a galera. É uma troca, meu amor. Vai ser foda. Obrigado, cara. Abraço grande, foda demais. Tamo junto! Olha, vamos começar primeiro.

Alexandre Ottoni:Na verdade, eu já vou te interromper para começar, porque na minha abertura não falei, mas eu quero aqui dar minha cara a tapa.

Voz B:Olha aí, realmente erramos, né? Erramos, errou.

Alexandre Ottoni:Errou feio, errou feio, errou rude. Não, mas não é que é um erro, eu acho que a gente foi induzido ao erro. A gente foi induzido.

Voz B:Induzido ao erro, induzido.

Alexandre Ottoni:E vou dizer mais, graças ao nosso erro, isso, a campanha do Brasil acertou. Porque se a gente parar de novo e voltar para analisar os trailers, eles tinham uma pegada que não representa o filme.

Voz B:Não, eu acho que o trailer vendeu o filme errado, pelo menos aqui vendeu errado. O trailer tá todo saturado.

Alexandre Ottoni:O mandíbula tinha dente?

Rex:Eu só tenho a base dos trailers, gente.

Voz B:Então, isso é uma coisa que a gente tem que fazer um exposed agora.

Marcelo Matere:Não é possível.

Alexandre Ottoni:Tu não viu o filme?

Rex:Eu não vi o filme, gente.

Voz B:Não viu o filme?

Rex:Mas eu tenho uma defesa.

Voz B:O que você tá fazendo aqui?

Alexandre Ottoni:Não, porque a sua esposa vai falar.

Rex:Eu vim representar as pessoas críticas, entendeu? Que só se basearam no trailer e nas fotos e no físico do He-Man.

Alexandre Ottoni:Ah, vai se foder.

Voz B:Eu perguntei: você quer gravar mesmo assim? Aí o Rex falou: ah, eu não ligo pra spoiler, tá tudo certo. Eu falei: tá bom.

Alexandre Ottoni:Esse título tá aqui, gente, que isso? Você vai falar o quê?

Alexandre Ottoni:É que o único jeito de achar alguém que não gostou é alguém que não viu.

Voz B:Ah, tá vendo?

Rex:Talvez eu possa trazer pontos pra vocês que vocês não perceberam, mesmo não vendo.

Alexandre Ottoni:A gente não percebeu. É a nova modalidade, o cara que ele só lê o título, não lê a matéria. Aí é o cara que vê o trailer, não vê o filme. É crítico de filme sem ver o filme.

Voz B:Crítico de trailer. Percebe mais do que a gente.

Rex:Mas eu tenho mais moral pra estar aqui do que vocês, tá? Porque eu estou sendo ensinado pelo mentor.

Voz B:Ah, ele Ele contou essa história. Pois é, conta aí.

Alexandre Ottoni:Qual é a história? Que que é isso? Você virou amigo do Idris Elba?

Rex:Eu sou aluno do Ronaldo Júlio, que é o dublador do Mentor, que faz a voz do Idris Elba.

Alexandre Ottoni:E aí, eu fui ver o filme, eu vi o filme obviamente nos Estados Unidos, foi o que eu falei, minha primeira review foi só sentir falta da dublagem, porque o filme é maravilhoso.

Voz B:Pois é.

Alexandre Ottoni:E aí ontem eu vi de novo dublado.

Alexandre Ottoni:Ah é? Porque eu vi duas vezes, mas eu só vi dublado.

Alexandre Ottoni:Eu vi em inglês e em português, vi ontem dublado, e o filme fica melhor para nós que somos brasileiros.

Voz B:Isso que eu queria saber, cara, porque eu vi aqui em inglês, né, e não tinha o que fazer, e eu já amei o filme como ele tava em inglês. Eu fiquei: nossa, deve ser tão melhor dublado, será que é melhor de fazer? É muito melhor, é muito mais nostálgico.

Alexandre Ottoni:Que eu sou o único que viu nos dois idiomas. Não é que seja muito melhor, em inglês ele é muito bom também, e as piadas em inglês funcionam 100%, obviamente. Então as piadas do Fisto, elas estão perfeitas em inglês. Em português ela fica quebrada porque ele chama ele, cara, é muito bom. Então ele chama, ele fala que ele é o Ariete, mas fica engraçado.

Alexandre Ottoni:Fala para meter a cabeça, mete a cabeça.

Alexandre Ottoni:A do fisto funciona porque a gente entende a piada, mas o fisto em português chama fisto. Isso. Em inglês é fist people, em inglês é melhor a piada.

Alexandre Ottoni:Sim, gente, a gente tá falando de He-Man mesmo.

Alexandre Ottoni:Eu achei que eles podiam ter traduzido em inglês, ele podia, em vez de o cara falar que ele é o fisto, podia falar você é o punho, você fica metendo punheta nas pessoas.

Rex:Só uma dúvida, a gente tá falando de He-Man mesmo?

Voz B:Então, cara, eles foram fundo nas piadas, brother.

Alexandre Ottoni:Pra finalizar essa questão da dublagem, a nostalgia é muito boa de ouvir as vozes do desenho, né? As vozes que ainda estão aí, o Garcia Jr. e tal. Mas, além disso, o Percy é um cavalo, ele é um puta. Ele é inacreditável. Ele presta uma homenagem maravilhosa pro Bardavi. E faz um puta personagem icônico com o Esqueleto, cara. Puta, então é... Todas as vozes são incríveis. Mas claro, o Esqueleto era aquela voz, né, assim...

Alexandre Ottoni:Parece que temos companhia.

Marcelo Matere:Príncipe Adam, sem dúvida.

Voz F:He-Man!

Alexandre Ottoni:Ele faz isso, cara.

Voz B:Isso é foda demais.

Alexandre Ottoni:Fiquei feliz pra caramba, porque a hora que eu entendi que o filme ia ser bom foi a hora... Eu não tinha visto aqueles vídeos menores, os trailers curtos que saíram depois e tal. Eu vi os trailers que a gente gravou e foi isso. Quando eu vi aquela cena que ele tá rindo, ele vai, ele ri, ele ri, aí ele para de rir e olha pra todo mundo, aí tá cada um olhando pro lado, os capanga tudo rindo pra caramba.

Voz B:Meio Dr. Evil, né? Meio Dr. Evil.

Alexandre Ottoni:Aí eu falei: "Porra, realmente os caras pegaram." Pegaram o espírito da piada da galhofa e tal, que os trailers não traziam aqui no Brasil. Eles não iam trazer o Garcia Jr. O Garcia Jr. tinha verdade, ele tinha dado, é verdade, que não, ele achava que não ia rolar. Só foi marketing também, para finalizar. Acho que não, mas acho que não. Logo depois que a gente gravou o segundo trailer, é claro, eles soltaram não só a dublagem com o Garcia, mas a música do Trem da Alegria. Isso foi matador, foi matador, cara.

Rex:Eu tô pouco mais por dentro dessa dublagem do Brasil, né, porque o Daniel O André Simões, que é o diretor de dublagem do filme, ele é amigão meu, a gente fez faculdade junto. E assim que ele terminou a faculdade, ele começou a se empenhar muito pra fazer o curso de dublagem e tudo mais. Hoje ele é diretor. E ele fez questão, cara, de procurar, porque ele é muito fã de He-Man também, muito fã. Ele fez questão de fazer o possível pra fechar um elenco de dubladores que batesse muito com o que foi o original. Então, lógico, algumas coisas não foram mais possíveis, né? Mas, por exemplo, correr atrás do Percy pra fazer o Esqueleto, o Garcia Jr. pra fazer o He-Man. Então, quer dizer assim, o cara realmente se empenhou pra tentar botar o melhor elenco possível. Ele vendeu essa ideia. Uma dublagem dessa, cara, é porque foi um cara muito fã que correu atrás e tornou isso possível, sabe?

Alexandre Ottoni:E aqui em São Paulo teve um evento de lançamento que foi junto com a Virada Cultural, que é um fim de semana que tem várias ativações gratuitas para as pessoas e tudo mais. E tinha um trio elétrico na Paulista, na frente do Cinemão, dia C, a pré-estreia. O Trem da Alegria foi e ficou, tocou as músicas lá, tocaram as músicas deles lá, que eles têm. E lógico, a música do He-Man, a galera embaixo. Aí tinha um monte de cosplayer, tinha espadinha de papel para galera, Aí depois teve a sessão para os convidados com os atores e tudo mais. Tive o prazer e a oportunidade de encontrar pessoalmente a Camilla Mendes, grande Camilla Mendes, que faz a Tila, né?

Rex:Vamos registrar.

Alexandre Ottoni:Belíssima! Não, incrível! Ela fala português, fala português, super gente fina e tal. O menino Nicholas também, gente boa para caramba. O diretor, que é o filho do dono da Nike, aí o Travis Knight também.

Voz B:Tá falando sério? O diretor é filho do dono da Nike?

Rex:Juro!

Alexandre Ottoni:Jogadores! Não é isso aí?

Marcelo Matere:Ele não sabia disso.

Alexandre Ottoni:É, então tanto é que depois a gente fala: tem uma cena que aparece logo da Nike lá, a gente até—

Voz B:verdade tá explicando.

Alexandre Ottoni:Mas assim todos eles legais para caramba e o Travis Knight quando ele entrou no palco antes da sessão ele virou e falou pô eu hoje peguei o táxi todo lugar que eu vou tô com uma música na cabeça aqui tá tocando em todo lugar não sei se vocês conhecem aí começou la ra ra ra ra ra ra legal demais cara Aí todo mundo cantou na sala e a sessão foi dublada também. Então a Mattel, a Sony que distribuiu o filme, eles entenderam que aqui no Brasil a parada era essa, é pegar nostalgia. É isso, a galera, a galera que viu He-Man. Eu tava conversando com os amigos, né, tipo assim, minhas primas brincavam de He-Man comigo quando era moleque, só que elas não é igual eu e o Matéri, que a gente continua comprando os bonecos 40 anos comprando boneco. Brincar mais, parça. Mas assim, a comunicação pegou essa galera. Todo mundo assistia He-Man naquela época.

Alexandre Ottoni:É, exato, né?

Marcelo Matere:Indiretamente você assistia, né? A TV tava ligada, tava passando He-Man, cara.

Alexandre Ottoni:É a maior franquia dos anos 80. É verdade, não tenho dúvida nenhuma, porque Star Wars é 77, então não vale. É anos 80, é He-Man, cara. É maior que De Volta pro Futuro. Calma, Indiana Jones não.

Marcelo Matere:E He-Man foi criado por causa de Star Wars, viu?

Alexandre Ottoni:Porque a Mattel perdeu os direitos.

Alexandre Ottoni:Indiana Jones talvez, mas O que é isso?

Alexandre Ottoni:Não sei.

Alexandre Ottoni:Tá louco?

Alexandre Ottoni:A sua avó, não sei. Mas He-Man, He-Man elas viram, pelo menos um episódio.

Alexandre Ottoni:Não faz sentido o que você tá falando.

Alexandre Ottoni:Não faz, faz. Ó, eu tenho um dado aqui para vocês. Indiana Jones, você soma as bilheterias dos 3 filmes, fez 1 bilhão e pouco de dólares. He-Man vendeu mais de 2 bilhões em bonecos.

Alexandre Ottoni:Mas você tá comparando maçã com banana.

Alexandre Ottoni:Não, mas eu tô falando de franquia, franquia.

Alexandre Ottoni:Bom, certo.

Alexandre Ottoni:Franquia He-Man, entendeu?

Voz B:Mas peraí. Tá falando de venda de boneco. Marcelo.

Alexandre Ottoni:Não faz sentido. Quanto de merchandising vendeu Indiana Jones? É isso que você tem que botar na conta.

Alexandre Ottoni:Não vendeu para chegar em 2 bilhões?

Alexandre Ottoni:Mas aí você tem que juntar então bilheteria e merchandising dos dois.

Alexandre Ottoni:Mas fala o merchandising do Dino Adulto que você já viu.

Alexandre Ottoni:Você tem chapéu? Eu tenho chapéu, inclusive. Tem chapéu, tem uma estátua aí de uma tal de Orange Kong.

Rex:E quantos bonequinhos do He-Man você já teve?

Voz B:Não, eu sei, mas a gente não tem como comparar porque He-Man, presta atenção, He-Man, a gente tem que colocar as coisas do jeito que elas são. He-Man é a definição mais, esse filme inclusive é a definição criação mais clássica, transparente de filme de bonecos.

Alexandre Ottoni:Sim, esse é o filme de boneco, cara.

Alexandre Ottoni:Isso faz ele ser perfeito.

Voz B:Por exemplo, Star Wars, o George Lucas fez o filme e aí ele quis ter os direitos dos merchandising, que ele acreditava no merchandising do Star Wars, mas aí o merchandising veio porque o filme fez sucesso, ele queria fazer merchandising disso. He-Man, todo desenho que a gente viu 1 milhão de vezes, todo mundo cantou, o balão mágico, a Xuxa, etc. e tal, isso foi feito depois da linha de boneco, isso foi feito para vender a linha de boneco. O objetivo da criação do conteúdo He-Man é vender boneco, é um marketing assim. Ele só existe porque existia antes a Mattel botando, ó, vamos botar esse hominho forte aqui para vender, que que a gente faz para marketear isso, entendeu? Então isso, Transformers também é isso. Matéria sabe muito bem, né, que é um desenho que primeiro que a Hasbro foi atrás da Marvel para fazer quadrinhos, depois, né, foi fazer desenho, etc. Mas aquele nasce, é um conteúdo que nasce para marketear um produto, é diferente do produto que nasce para ser o merchandising de um conteúdo, né.

Marcelo Matere:É engraçado que o desenho, o da Filmation, ele só foi criado depois que eles fizeram uma propaganda do Castelo de Grayskull, Aí eles chamaram o estúdio para fazer, que é a Filmation. A Filmation propôs assim: vamos fazer uma série disso. Daí que a Filmation começou a criar, porque o filme, o filme, esse filme novo, ele é baseado mais no desenho do que nos bonecos, né?

Rex:Se você ver, total, até porque os bonecos tinham uma mitologia própria, né? Tipo assim, os bonecos, quando eles foram criados, eles vinham com uma revistinha que contava uma história totalmente diferente. E aí tem aqui, você falou, eles fizeram um vídeo de divulgação, né, para televisão dos brinquedos. Aí os caras viram que teve uma repercussão muito grande a propaganda, aí falou: cara, para a gente alavancar esses bonecos, a gente vai ter que fazer um produto indústria. E aí veio o desenho com rotoscopia, fisiculturistas e afins para fazer o desenho do He-Man.

Alexandre Ottoni:Mas o lance é que o desenho, o He-Man, o desenho principalmente, ele virou um fenômeno, e não só nos Estados Unidos, né? É um fenômeno na América Latina, ele é um fenômeno na Europa. A gente tava até falando com a Marcela, que grava na Dcast com a gente, pô, lá na Alemanha é fortíssimo também, né? Então, muito forte na Europa, é muito forte. Então foi uma franquia que teve um ápice ali. E lógico, teve as mini comics, que chamam, né, que eram as que vinham nos brinquedos lá fora, né? Aqui no Brasil não vinha junto. Tem quadrinhos até hoje, He-Man, mas isso eles não foram nisso, né? Nem eles pegaram mais o desenho mesmo e o filme do Don Flandre. Eles trouxeram elementos do filme, inclusive o vilão lá, o que tem o gancho lá, o Karg, que é aquele que tem o cabelo branco penteado para trás, comprido, que ele lambia o gancho assim. Aquele lá é um vilão que foi criado para o filme de 87.

Rex:É aquele cara da espada também foi criado para o filme.

Alexandre Ottoni:Não, sim, mas esse cara não tem nesse filme novo. O Karg tem.

Voz B:Então eu tava reconhecendo aquele ali, ninja lá, meio cabeludo. E eu falo assim, mas da onde esse cara é? Eu lembro dele no filme. Então ele é do filme original de 84, né?

Marcelo Matere:Tem várias referências, né?

Alexandre Ottoni:Tipo, quando aparece esqueleto, né, no céu, quando o esqueleto tá dormindo, ele é do filme também, do de 87, que o esqueleto vira para ele, eu vou fazer salsicha igual eu fiz com a sua mãe.

Marcelo Matere:Foi essa piada em português? Foi, foi. Muito bom.

Alexandre Ottoni:Como foi em inglês agora, caralho?

Alexandre Ottoni:É a mesma coisa, não?

Alexandre Ottoni:É que ele viu no Canadá uma tela.

Marcelo Matere:É dublagem francesa, cara. Vocês são tão coxa.

Alexandre Ottoni:Nossa, saindo de lado, porra.

Alexandre Ottoni:Eu só vi em português, o Matéria em francês, o Alexandre em inglês, vocês nos dois, e o Rex não viu. Foda demais, porra.

Voz B:Caraca, que galera.

Marcelo Matere:Corri de Babel aqui comentando o filme.

Voz B:Eu tenho a força! Yeah!

Alexandre Ottoni:Graças a Deus que eles saíram da Terra rápido.

Alexandre Ottoni:Rápido, pois é. Sim, mas eu gostei da parte da Terra porque trouxe depois as piadas do RH e tudo mais.

Alexandre Ottoni:Ela fez, tô sentindo, ela foi bem, ela é boa. Mas assim, maior medo era o filme acontecer na Terra. Sim, sim, como é o do Dolph Lundgren.

Alexandre Ottoni:É, não, exatamente.

Rex:Mas assim, você não faz o merchan, entendeu? Não bota os carros, a Nike, essas coisas assim, a Coca-Cola.

Voz B:É isso que eu tava querendo entender, porque, por exemplo, gente, é isso, é isso, um filme de boneco, tá? Então eu amei o filme, mas porque eles mudaram um pouco do né, o Rex vai lembrar, né, que a rainha ela é da Terra, ela era uma astronauta.

Rex:Ela é uma astronauta da Terra, mas ela é, tem o capacete dela no quarto aqui, que no começo.

Voz B:Ah, então beleza. Então acho que eu que não reparei na hora, porque eles também não fazem muito big deal disso.

Alexandre Ottoni:Não, é um easter egg, ela tá falando com He-Man e aí o capacete aparece no fundo.

Voz B:É o capacete dela do desenho, que eu tava me perguntando que já que não tem uma referência, ela ser astronauta, por que a Terra, entendeu? Mas então tá, beleza, ela tinha a Terra como referência porque ela sair da Terra, então beleza.

Alexandre Ottoni:Esse foi o famoso quem sabe sabe.

Alexandre Ottoni:Quem sabe sabe no filme, né?

Voz B:É verdade, é verdade.

Marcelo Matere:Ou quer assistir mais vezes, né? Também que eles querem botar isso também, galera, para assistir mais vezes.

Voz B:Para mim, a grande diferença desse filme é em relação ao original, apesar de ter Terra, né? Primeiro, ele falou, ele saiu rápido da Terra, o que foi ótimo, e foi bom que levou um monte de, importou um monte de piadas dessa, né, para lá, piadas da Terra, né, para Eterna. Mas assim, eu tava com muita dúvida sobre esse rolê dele tá crescendo na Terra e não, sabe, achava meio bobo, sabe, ele falar, mas Vai ficar achando que ele tem uma espada, que ele veio de outro planeta, vai ficar falando isso com as pessoas, isso não é meio bosta? Cara, e no filme, pra mim, assim, funcionou perfeito, sabe? Tipo assim, o cara chegava pro amigo e falava assim: "Não acredito que você contou a história toda do planeta e tal." Ele é o amigo esquisito do trabalho, né? Pô, cara, ele é muito esquisito. Ele trabalha na RH, cara. Então, o cara é muito legal essas misturas de, sabe, protocolos normais de convivência na Terra com a fantasia galhofa maluca que é He-Man, entendeu? Você não tem como misturar isso e levar a sério. Sério, tem que ser zoado desde o início. O filme original da década de 80, ele tenta se levar a sério, e essa para mim foi a diferença, entendeu? Ele faz aquele esqueleto lá, tudo é sério. Os cara tá tentando fazer O Senhor dos Anéis e não é, não é para isso.

Alexandre Ottoni:Tanto que tem a piada do cara falar assim: ah, pô, por que você não começa não sendo um weirdo, né?

Voz B:Exato, perfeito, né? E aí isso funcionou muito bem. E aí, o que eu tava reparando, não sei se vocês concordam, para mim me parece parece que eles decidiram de propósito imprimir um clima de roteiro de Marvel, né? Ou seja, é uma aventura, tem fantasia, tem, sabe, vilões espalhafatosos, etc. Tem uma parte de ação muito intensa, só que a gente vai encher de piada como se fosse uma sitcom. E claro, e aí, para o negócio funcionar, não é as piadas serem boas, e elas foram, né? Mas assim, vocês não notaram que tinha uma estrutura de filme da Marvel?

Marcelo Matere:É, pareceu Thor: Ragnarok, né?

Alexandre Ottoni:Isso, isso que eu ia falar. A galera comparou muito com Ragnarok, o que eu acho que na época o Ragnarok foi bem criticado porque mesmo dentro do tom da Marvel ele ia além, né?

Voz B:Ele forçava mais a mão em várias piadas e tal que não ia um pouquinho mais. A galera ficou sem porra.

Rex:As pessoas esperam uma coisa mais séria de um filme do Thor, né? Eles esperam uma piada mais sutil, né, como foi o primeiro, o segundo. E o Thor Ragnarok é só piada. Isso cabe bem no mundo do Remake.

Alexandre Ottoni:Exatamente. É que só que o ponto é esse, no Remake não existe um Master Cinematic Universe, né? Primeiro filme, então, Motuniverse. Olha aí, hein!

Voz B:Olha aí, Motuniverse!

Rex:Excelente!

Alexandre Ottoni:Inclusive é universe, mas é o mesmo, né? Então o Motuniverse, ele tá sendo criado agora, então ele ditou o tom. O tom é esse, é filme de boneco, é para você se divertir, levar as crianças, não se levar a sério. Você gostava do desenho? Então vem ver e traz seus filhos aí, que eles vão ver o que você gostava e vai estar de boa.

Alexandre Ottoni:Então, na sessão que eu fui nos Estados Unidos, tinha muitos pais na nossa faixa etária com os filhos, e achei legal. Legal isso, né? Porque a criançada saía do cinema empolgada. Aí tinha um puta display enorme, tinha dois displays na verdade bem grandes para tirar foto. Então era um com o He-Man em cima do Garra Guerreiro, o outro com eles em pé e tal, aquele cabeçona do esqueleto lá e tal. E a galera saía, a criançada saía, tanto os adultos quanto as crianças na verdade saía do filme, eu tirar foto no display, porque estavam empolgados, curtiram o filme. Só que lá fora ele não tá fazendo proporcionalmente, obviamente, tanto sucesso quanto ele tá fazendo no Brasil, né?

Alexandre Ottoni:Não, no Brasil foi assim, no primeiro fim de semana, tá, quando a gente tá gravando aqui, foi a segunda maior bilheteria do mundo, que é carro, foram 4 milhões e meio de dólares, que é mais de 1 milhão de espectadores e tal.

Rex:É outro fenômeno. Mas, David, o display do He-Man, ele tá maior?

Alexandre Ottoni:Tá, tá, tá mais definido. Na transformação eles dão uma inflada, porra, absurda.

Rex:Eu acho que ele tinha que estar pintado todo de verde, entendeu? Feito todo em 3D.

Voz B:Não, mas tá bom, Rex, o cara tá forte, cara, o cara é forte. Não tá forte não, tá forte, Rex, cala tua boca.

Rex:Eu tenho envergadura moral para falar qualquer coisa aqui, tá? Eu comecei a malhar por causa do He-Man.

Voz B:Eu falei que o cara não tava grande e eu tive que anunciar. Cristiano, eles encheram o cara digitalmente.

Alexandre Ottoni:Agora você pode parar de malhar, Rex.

Alexandre Ottoni:Pode diminuir, Rex.

Rex:Pode diminuir agora por causa deste cara que foi, que usou body painting, entendeu?

Voz B:É verdade, ele usou body painting.

Alexandre Ottoni:O Rodrigo Góes mostrou um vídeo que o He-Man e a Tila estão fazendo uma açãozinha de redes sociais e você vê nitidamente as pinturas na barriga, no Ah, sabe o quê?

Voz B:É pintura para ressaltar o formato dos músculos, é isso?

Rex:É, para dar um formato, para dar um formato, sombras, né?

Voz B:Sombra para dar o formato. Foder, o cara é maluco.

Rex:Não, olha só, o ator é muito magro. Não, olha só, eu vou defender esse ponto, Alexandre, ele é maior.

Voz B:Se esse cara tá fazendo academia contigo, tu não vai ser brother do cara? Tu vai falar mal do cara agora? Tu vai falar que o cara tá pequeno? Tu vai falar que o The Rock tá pequeno agora? Tá pequeno, Rex. Você tá pequeno, Rex. Tu tá fazendo vídeo de academia na rede social com a galera de academia, que eu não sei quem é a galera, mas eu vi que tu tava Aquele cara grande lá, tu tá pequeno do lado do cara, brother.

Rex:Eu sou mais pesado que ele, não parece? Eu tenho 103 kg, rapaz. Agora vou defender o ator, ele era muito magrelo, ele é aquele ator tipo assim de bem magro. Quando escolheram ele, a pessoa falou, cara, vai ter que dar uma bocada aí porque o cara tá muito magro. Ele é muito seco, ele é longilíneo assim. Ele ganhou um tamanho, mas tipo assim, faltou um trabalhinho ali, sabe? Talvez faltou ou uma medicação orientada.

Alexandre Ottoni:Que ele acha que o cara é natural pelo tipo de físico e pela body painting. Mas o que ele falou foi que ele acha que faltaram umas 8 semanas de preparação, porque se ele tivesse tido uma dieta mais rígida ou mais tempo de dieta, ele teria secado mais. É sem uso de droga, né? Ele teria secado e aí os músculos estariam mais aparentes e ficariam resultado melhor no final.

Rex:Foi a mesma coisa que o Henrique Abreu fez, cara, quando ele foi fazer a cena lá da banheira do Witcher, ele ficou quase 2 semanas sem tomar água para ele ficar assim, pele seca, sabe?

Alexandre Ottoni:É, mas eu acho que no filme eles usaram bem. Eu concordo com vocês, ele não tá grande do jeito que ele deveria, mas assim, no filme não importa muito, realmente não importa.

Voz B:Exatamente.

Alexandre Ottoni:E eles filmaram, tipo, eles não mostram ele toda hora, eles dão uns close, tipo assim, nele, que aí mostra que— porque é isso, ele tá—

Alexandre Ottoni:porque o He-Man do desenho tinha que ter as costas do Luferrino.

Alexandre Ottoni:Exato, não tem como, né, cara?

Alexandre Ottoni:Tinha realmente umas costas gigantes, cara. Então, mas costas, é que nem o pai do Luperino lá, as costas do meu filho, lembra?

Rex:Mas é que tipo assim, realmente a gente se basear no desenho, cara, o desenho ele foi feito com rotoscopia. E para ficar mais fácil, que eles tinham um prazo muito curto para entregar o desenho na época, e eles filmaram com 3 fisiculturistas, né? Tanto que todo mundo tem o mesmo biotipo, né, o desenho inteiro, porque era um para fazer o He-Man, um para fazer o esqueleto, né, e vice-versa. O cara que fazia o esqueleto também fazia os outros personagens. E você tinha também um fisiculturista para fazer a Tila. Não, todas 3 mulheres eram fotos, outros homens eram fotos.

Voz B:É o molde do boneco, cara. Por isso que tinha que ser tudo igual.

Rex:Então, mas quando eles deram o desenho, eles chamaram fisiculturistas para servir de rotoscopia. Não, beleza, filmavam os atores, esses fisiculturistas, nas cenas. Por isso que o He-Man era durão, o Skeletor também, os combates eram muito duros, tudo ali, porque eram 3 caras, 3 enormes, né?

Alexandre Ottoni:A gente sabe disso, eles utilizavam as cenas várias vezes, né? Também de rolamento, de não sei o quê, era a mesma cena em todos os desenhos.

Alexandre Ottoni:Tanto que tem um negócio clássico do Gorko, que era para ser, né, é orco, por causa que o O, quando você rebate, ele vira, ele continua sendo um O e não um G, ia lascar os animadores ali, né? Ou qualquer outra letra que, sei lá, o M podia ser Murko, podia, né? Murko dava. Ou o Orko com W.

Voz B:Sabe que não importa, Rex, porque é uma parada que eu sempre falei, o garoto lá, o Hayden Christensen, o George Lucas escolheu ele porque ele tinha um biotipo parecido com o Luke. Quer dizer, é claro, ele fez teste e tal, mas assim, era um negócio, ele ser parecido com o Luke era uma coisa importante, etc. E ele é ruim, cara, ele não é um bom ator. E eu sempre falei assim, porra, cara, seria tão Eu falo, o Anakin era um personagem que tinha que ser um ator excelente porque tem muita emoção ali pra passar, entendeu? E ele não passa, né? E eu falo assim, eu preferia mil vezes que fosse um cara nada a ver com o Mark Hamill, totalmente nada a ver, como é que esse cara é pai do Luke, e fosse um ator melhor, mais carismático. Hoje em dia todo mundo adora ele, ele é super carismático, mas assim, se você olhar a performance dele nos filmes, é, sabe, é muito limitada, etc. Não por culpa dele, talvez porque todo mundo é ruim, até o Ewan McGregor e a Natalie Portman que são excelentes atores são ruins nos episódios da HBO. Então eu sempre falo assim, eu prefiro que o ator seja bom e que ele me faça acreditar no personagem do que ele ser parecido com qualquer outra referência física que teve. E esse cara, eu fiquei reclamando que o cara não tava grande que nem o He-Man, mas quando tu vê ele no filme, cara, você compra demais o Adam e o He-Man. E é isso, e é ele, e é ele. Foda-se que ele não é igual o desenho, porque é o carisma dele, entendeu? Ele é muito carismático, ele é muito, ele carrega muito bem o personagem, sabe? Então, para mim, traduziu um personagem, claro que tem uma linguagem um pouco diferente, não é igualzinha do desenho, né? Até o Garcia Jr. tava falando na entrevista sobre a dublagem que a gente quer trazer a vibe original, mas a gente tem que respeitar o material que eles estão entregando para gente, que não é o desenho, né?

Marcelo Matere:Ele é outro universo, né, que eles estão criando, né? É uma outra versão que eles querem explorar, é que nem o filme dos Transformers, são duas partes diferentes, exatamente. É a linguagem, até coisa comercial, né? Se você pensar no lado de vender produto, você tem que se diferenciar do que já tá na prateleira. Então como é que diferencia? Pega um cara diferente, muda o biotipo dele.

Voz B:Então, cara, ele, puta, carrega demais. Ele é muito bom de He-Man, cara.

Rex:Eu tenho uma referência, e acho que todo mundo tem a referência do que a gente viu com o Dolph Lundgren, com as animações. Mas assim, a gente sabe que o He-Man é muito mais que isso. Porque se você se lembra bem do He-Man, o He-Man era extremamente carismático. O He-Man era muito mais um paladino do que um bárbaro. Então você pegar o He-Man e botar um ator que vai fazer poder passar isso, né? A famosa mensagem do He-Man, eu acho que funciona realmente. A gente não tá para ver um filme de estética, é porque o visual do He-Man, se aquele cara seminu, fortão— eu assumo que eu senti falta da tanga de texugo. Eu queria que fosse uma tanga de pelo.

Voz B:É, a gente também, a gente falou, ah, cadê?

Alexandre Ottoni:Mas o senhor não usou quando você fez.

Voz B:É verdade, é porque não tinha pelo suficiente para preencher, Marcelo.

Alexandre Ottoni:O Rex tá se mostrando um cretino.

Alexandre Ottoni:Cretino, meu Deus do céu.

Alexandre Ottoni:Passou de nerd, quer ser entrevistado no filme? Acho que é a primeira vez na história Aí critica a falta de sunga de texugo e não usou, não usou.

Rex:Mas a pergunta da minha, pelo menos era de pelo, a minha tinha pelo.

Marcelo Matere:A pergunta que todo mundo quer saber: se o Rex for assistir o filme, ele vai vestido ou não?

Voz B:Porra, eu acho que tinha que ir, né?

Rex:Se fosse na pré-estreia, eu iria. Agora eu só vou parecer um tarado entrando num cinema cheio de criança sem minuno.

Alexandre Ottoni:É foda. Mas, ó, isso que o Rex falou é importante, porque às vezes a galera não lembra, mas o He-Man, ele não era porradaria. Tipo, o He-Man, ele conversava, tanto que tinha lição de moral no final. Ele tem uma pegada de Superman também, assim, nele.

Voz B:Tem?

Alexandre Ottoni:Tem um detalhe nos créditos ali, na animação dos créditos, que ele tá dando uma gatinha pra uma criança, tipo como se ele tivesse salvado o gatinho da árvore, sabe assim? Então o He-Man O He-Man, ele tem muito isso. E o fato dele ter morado na Terra e trabalhado em RH, fica engraçado, que ele é o cara que ele aprendeu, entre aspas, aprendeu, porque a mulher fala que ele era um bom RH, né? Ele aprende a dialogar e tudo mais. Enfim, então faz todo sentido.

Marcelo Matere:Mas esse é o conflito legal dele, né? Porque o pai queria que ele fosse guerreiro, né? Olha que doido, tinha que ser guerreiro, ele vai para Terra, ele, os cara amacia ele.

Rex:E mais um detalhe do He-Man é que poucas vezes no desenho ele usava a espada para combate. A espada sempre era muito mais um canalizador de poder do que realmente uma cena de ação. Ele resolvia muito mais as coisas no braço, na força, na inteligência inclusive.

Alexandre Ottoni:Aprendemos nesse filme inclusive que a espada é só um para-raio.

Alexandre Ottoni:Não, não, ele espeta uns cara lá, empala uns cara na espada.

Voz B:Não, não, é, mas aquele negócio do poder vem dele, né?

Alexandre Ottoni:Que, ah, sim, é tipo, é, e aí casa até com Ragnarok, né, que a mesma ideia do Ragnarok.

Voz B:Ela teve que fazer o supletivo para ele, tipo assim, como é que é que você É isso que você fala mesmo? Aliás, eu vou desde Cristo. E aí, o que que você fala depois? Que você fala depois? Ah, olha, eu tenho a força, eu que tenho a força. Foi meio Fordão, mas assim, mas depois assim, dentro.

Alexandre Ottoni:Ah, eu vou falar uma coisa que é muito melhor em português do que em inglês, que é essa frase. Ah, sim, eu tenho a força, né?

Alexandre Ottoni:Porque em inglês é by the power of grace, by the power.

Alexandre Ottoni:Então ela não funciona.

Voz B:The power, power, power! I have the power!

Alexandre Ottoni:Power, power!

Voz B:É ruim.

Alexandre Ottoni:Ele rimou power com power, é foda, né? É o ruim.

Alexandre Ottoni:Em português, a frase "pelos poderes de Grayskull, eu tenho a força" é foda.

Voz B:Pelos poderes de Grayskull, eu tenho a força! É muito melhor. É muito melhor. Muito melhor. Muito melhor.

Alexandre Ottoni:Mas apesar disso, eu ainda acho no filme a transformação ruim.

Marcelo Matere:É, eu sinto falta também de ser uma coisa mais... Eu acho que ocorre.

Alexandre Ottoni:Acho ruim, eu acho que ela não tem o impacto que tem no desenho, a pose que ele fazia, sabe?

Alexandre Ottoni:Faltou esse puxar a espadinha, né?

Alexandre Ottoni:É um momento foda do He-Man quando ele se transforma, todas as vezes, e pra mim no filme não estragou o filme, nada disso, mas eu acho que faltou impacto ali ainda, ainda acho.

Voz B:E aí a gente só viu uma vez, né? Depois ele se transforma de novo umas 2 vezes e a gente não vê, a gente só...

Alexandre Ottoni:É, mas no desenho era assim também, era uma transformação completa, né?

Alexandre Ottoni:Isso foi uma coisa que eu vou botar como um defeito do filme. O outro defeito pra mim Esse é o mais grave, não ter transformado o Pakato.

Voz B:Mas sabe o que que é? O Pakato, você só vê ele no iniciozinho, quando ele tá criança, né? Ele, o Pakato filhote. E aí depois ele vai ver o Ada quando ele já tá enorme, etc.

Rex:e tal. E do nada ele aparece com uma armadura?

Voz B:Não, não, não, não. Então esse que é o problema. Quando ele se transforma e ele vai com o Pakato, o Pakato não tá transformado. E aí ele até fala assim: tem certeza que quer fazer isso? Aí ele: tenho, vambora. E aí ele entra, o Pakato entra na atitude de gato guerreiro, mas sem se atrever. Por que que eles fizeram isso? Eu imagino porque na cena final, sabe esses filmes de boneco, tem que ter a cena final bonita que nem Homem-Aranha lá, sabe qual é? Balançando na cidade, parando lá na bandeira dos Estados Unidos, sabe qual é essa porra?

Alexandre Ottoni:O Batman lá no alto do prédio, né, na lua.

Voz B:Isso, ah, é tipo assim, a visão, a assinatura do He-Man, então tem que terminar com essa parada. Então eles, eu acho que foi isso, vamos trazer para não ter um elemento, só elemento repetido no final, para essa cena final que é só plástica, é só para galera se empolgar, tá tocando a música original do Presença, é, eles vão aí sim no finalzinho, sem a transformação nem nada, o He-Man aparece montado no Gato Guerreiro, aí sim com armadura para fazer a cena final. Para mim, acho que isso foi o único problema mesmo, porque aí a gente perdeu a chance de ver ele de armadura em ação e de ver transformação dele, dele transformando o Pacato no Gato Guerreiro. E aí ficou estranho, porque quando ele vai montado no Pacato, o Pacato não está com atitude. Pacato era covarde, cara.

Alexandre Ottoni:Vamos Parece que vamos ter muita coisa a fazer.

Voz B:A feiticeira quer falar conosco.

Rex:Eu só espero que não seja perigoso, Adam.

Alexandre Ottoni:Exato.

Voz B:Mas ele não é como no filme, isso que é doido, né?

Alexandre Ottoni:Porque quando o He-Man transforma o Pacato em Gato Guerreiro, ele não ganha só armadura, ele ganha coragem.

Voz B:Ele ganha coragem, exato, ele muda.

Rex:É, muda a postura. Ele ganha força também, ele fica um... não é um gato só, né? É um tigre verde, ele fica um puta de um tigre, um Gatorade.

Alexandre Ottoni:Caramba! Não foi só pelo final shot que eles fizeram isso. Na estrutura do roteiro, ele não conseguiria transformar transformar o Gato Guerreiro antes de entrar no castelo de Grayskull, que tava sem espada. Esse que é o problema.

Voz B:Ah, entendi. Então não era questão de, ah, muda aí.

Alexandre Ottoni:Então ele nem sabe que daria para fazer isso também, né? Ele não sabe que ele pode pedir a força e apontar para o gato. Ele tinha acabado de chegar e não era um—

Voz B:então, mas ficou estranho que ficou off screen.

Alexandre Ottoni:Dava para fazer, porque o Gato Guerreiro tinha que ir, na verdade o Pacato tinha que ir com medo, mas ir, eu vou, mas vou com medo. É, só que ele não tinha que entrar lutando e dando malabarismo, ele tinha que entrar meio que no desespero e atrapalhado, meio Scooby-Doo. E aí o He-Man ia conseguir pegar pegar a espada e transformar ele. Essa cena seria tão mais foda no final, quando a espada volta, né? Quando depois que ele podia se machucar, o Homem-Fera podia prender ele com chicote e tal e criar um puta drama. Imagina, vai machucar o gato, a galera fica louca, caralho, sabe? Ele pega a espada, volta, não sei o que lá, e aí ele sente o poder, aponta para o Gato Guerreiro, e a luta final é com Gato Guerreiro.

Voz B:Puta que pariu, seria foda! Pois é, eu senti falta disso.

Alexandre Ottoni:Mas aí não tô dizendo que o filme foi ruim não, gostei.

Voz B:Não, maravilhoso, filme maravilhoso.

Marcelo Matere:Não, tem muita porradaria esse filme. Esse filme tem uma ação para caramba, cara. Eles lutando é muito bom, cara.

Rex:O He-Man lutando com os inimigos. Vocês já me deram uma alegria aqui, porque o meu medo era que eu achei que o filme inteiro ia ser o Príncipe Adam e só no final que ele ia se tornar o He-Man. Então você já me deu um alívio no coração.

Alexandre Ottoni:Só que ele vira o He-Man duas vezes, né? Ele vira logo no começo, ele fica um bom tempo de He-Man.

Voz B:Não, não é no começo, é na metade do filme, vai.

Alexandre Ottoni:É antes da metade, no primeiro terço, vai.

Voz B:No final do primeiro terço, assim, ele vira o He-Man já. Eu achei que eles segurar bem mais.

Rex:Eu também tava com esse medo de ver tudo no filme.

Voz B:Não, não, mas ele é muito mais Adam do que He-Man no filme, mas ele é ótimo de Adam, sabe? Tudo dá certo porque você tá contando a história dele pra Terra, dele ser resgatado, dele voltar e não sei o quê, descobrir o que tá acontecendo na Eterna e tal. E aí ele toda Adam, entendeu? Até ele ir lutar e etc., aí leva um tempo. Mas assim, funciona porque tudo isso é divertido, tudo isso tem piada, tem um monte de memes. Eles trouxeram a música do meme lá da E não fizeram ele fazendo as zoeiras, ele fez nas redes sociais de botar peruquinha. Mas assim, tá lá, significa que o Marcelo falou a parada, eles tiveram a preocupação de, sabe, de trazer a vibe toda do He-Man.

Alexandre Ottoni:Mais do que isso, na verdade, né? Porque as partes que eu achei mais maravilhosas, quando ele começa a contar os apelidos que ele dava para os guerreiros, isso é genial, genial, cara. Porque o nome É um brinquedo.

Voz B:Exato.

Alexandre Ottoni:E aí a gente entende que não é o nome deles. O Fisto não é Fisto, isso é o He-Man criança que chamava eles assim. Porra, isso foi foda, cara.

Alexandre Ottoni:E aí como ele saiu de Eternia e foi para Terra, era o único nome que ele lembrava dos caras. Claro. Esses caras eram tipo ídolos para ele, né?

Voz B:Isso. E aí quando a Tila pergunta, ela fica mandando ele falar os apelidos que ele dava, fica: "Você é o Fisto?" "Como é que é o nome do pescocinho?" "Mechaneque, né?" "Mechaneque, mecanec." E aí eu falei assim: "Você tinha pedido pra você mesmo?" Aí ele: "Ah, cara, isso é muito bom." Que daí ele era aqui mesmo.

Alexandre Ottoni:É da hora que ele pergunta pra ela, né? Ela pergunta: "Você tinha um pra mim?" E o dela é tipo Warrior Goddess, né? Deusa Guerreira e tal. E ele fica todo sem graça assim de falar.

Voz B:Fica sem graça, mas aí o apelido dele era um ridículo, porque era remake, cara. Cara, eu adorei que eles entraram na piada de ser um nome merda, de ser um nome ridículo, e de todos os nomes serem de brinquedo, o nome que uma criança do cara quis. Sacada maravilhosa de ser só galhofa. E eu tenho certeza que o Casagrande deve ter ficado maluco porque ele é o cara que dá apelido para tudo.

Alexandre Ottoni:Adorei, e é corajoso, cara, porque assim, a Mattel há muitos anos já comprou essa ideia do meme de He-Man e tal. Tanto é que tem que tem lá o Sassy Skeletor, que é ele deitadinho. Eles têm isso dentro lá. Teve um ano na CCXP que a gente quis fazer uma academia de He-Man. Ah, legal! Eles, pô, na hora eles deram ok.

Alexandre Ottoni:Tipo, então assim, eles sabem que eles lançaram, licenciaram, acho que aquela era Super 7, que tinha o He-Man do meme.

Alexandre Ottoni:E não, era da Mattel mesmo, inclusive da San Diego Comic-Con.

Alexandre Ottoni:Eu acho que era Super 7.

Alexandre Ottoni:O Mattel, ele tem esse aí, o exclusivo da San Diego Comic-Con, que é o do meme, ele dando risada e tal. E aí embalagem era o arco-íris, né? Glitter e tal. Exato. Então assim, eles já tinham isso na linha He-Man, mas você trazer para Hollywood, cinema, e falar: não, é isso aqui mesmo, o nome é ridículo, é isso aqui, é brincadeira, é filme de boneco, é diversão, é criança, é para criança, né?

Alexandre Ottoni:Para algumas crianças de 50 anos. Mas é muito bom quando ele fala: meu apelido, eu me chamo He-Man.

Voz B:O quê?

Alexandre Ottoni:Não tem sentido esse poder de Deus. Então eu sou o He-Man agora, tipo, Deus deu esse nome para você? Não é, tinha que ser ele mesmo.

Alexandre Ottoni:Então, porra, foda.

Voz B:Ele mesmo fica assim muito macho, né? Ele fala assim muito macho.

Rex:Mas que realmente, se você tentar ver a tradução do nome He-Man, cara, é realmente uma coisa assim, né? Tipo, não faz o mínimo sentido, né?

Voz B:Não faz sentido.

Alexandre Ottoni:É legal, engraçado, mas eles criaram vai ser um problema para eles mesmos. Ah, sim, que vai ser explicar o She-Ra agora.

Rex:Ele vai dar, ele vai dar, verdade, porque ele não conheceu, ele não conheceu, né? Ele não conhecia, irmão.

Voz B:É que no final tem um easter eggzinho que mostra, né, a She-Ra de costas, etc.

Marcelo Matere:Easter eggzinho, cara? Não, é gigante.

Voz B:Eu sei, eu sei, gente, mas aí eu tô dando esse tamanho easter eggzinho porque não é história, simplesmente aparece o cenário e ela, entendeu? É de costas, entendeu?

Rex:Então isso é legal porque, por exemplo, mostrando ela foi o que vocês falaram, é o multiverse, né? O vai ser agora poder expandir para o She-Ra, que também foi um desenho de muito sucesso nos anos 80, é por causa do público feminino. Você expande isso para Horda que você mostra o Hordak, e você pode até mostrar o que acaba acontecendo.

Voz B:Como é que é o nome do vilão?

Rex:Não é Hordak?

Voz B:Hordak. Ah, tá, não, não é porque não, agora tudo bem, vai, vai.

Rex:Tenta me ferrar não, Alexandre.

Voz B:Não, não, você que falou Hordak. Como que a gente tá procurando?

Rex:Você tá procurando pelo em ovo, que nem eu procurando músculo no He-Man.

Alexandre Ottoni:Não, procurando pelo em sunga, Rex.

Rex:E aí você vai ter, se eles expandirem isso Basicamente você tem já uma sequência para um filme da She-Ra e talvez uma junção dos dois, né? Porque não tem que ter Hordak se junta com o Esqueleto, que eles servem a um mestre grande também, ele serve um grande vilão. Eles são, os dois são agentes de um vilão principal que nunca foi mostrado, né? Naquela mão que fala com Hordak, ele aparece no desenho da época, nunca chegou a aparecer fisicamente, era só a mão.

Voz B:Não, só a mão.

Alexandre Ottoni:Ah, sim, sim, sim, sim.

Rex:É ele que rapta a— me esqueci o nome dela. É a Dora, né? Ele rapta ela quando ela era bebê ainda.

Voz B:Nossa, o cara que não assiste futebol feminino mesmo, né? O cara não sabe o nome da Dora, brother.

Alexandre Ottoni:Tanto é que quando a modelo que fez a Sheeha postou— você viu isso? Ela postou no Instagram as fotos dela de roupa e tal. E aí a galera começou a cair em cima dela falando que era spoiler. É porque ela postou no primeiro fim de semana. Puta merda, gente, tá?

Rex:Pô, e a roupa ficou maneiríssima, cara.

Alexandre Ottoni:Ela vai fazer a She-Ra ela mesma?

Rex:Não, ela só foi uma cena de costas, pegaram só uma atriz.

Alexandre Ottoni:Mas, cara, eu tô bem empolgado com o filme da She-Ra, porque se o filme do He-Man já foi essa zoeira, sim, puta, imagina.

Voz B:Imagina o arqueiro, que coisa incrível que vai ser! Coraçãozinho!

Rex:É capaz do arqueiro ser o Pedro Pascal.

Voz B:Caralho, por favor, sim, sim!

Alexandre Ottoni:O Pedro Pascal vai ser o Falcão do Mar, que era o Peguete da Xirra.

Marcelo Matere:Vai ter um unicórnio voador, velho.

Alexandre Ottoni:Porra! A galera ficou muito impressionada com a pós-créditos da Xirra, que assim, a galera tinha uma esperança que fosse falar mostrar alguma coisa, mostrar alguma coisa, né? Tanto é que quando a rainha fala para o mentor: ah, eu tinha perdido a esperança nos dois. Isso aí já podia ter terminado aí, porque você, porra, beleza, quem sabe sabe, né? Mas aí começa, vem a espada, ela acabou de transformar, que tem uns glitters ali em volta e tal. E aí começa a subir bota, saia, aí mostra ela inteira e mostra lá a fortaleza do Hordak no fundo e tal.

Voz B:Foda demais, vai se foder, muito foda.

Alexandre Ottoni:E aí o cara vira e fala: 'General, adoro.' Acho que ele fala isso, né? É: 'Capitão, adoro.' Aí ela fala: 'Não mais.' Ali ela já virou a Xirra, talvez pela primeira vez. E assim, é muito mais do que tava todo mundo esperando, que eles fossem falar da Xirra. Então eu acho que deve ter um conteúdo da Xirra realmente na agulha aí para eles fazerem.

Alexandre Ottoni:Eu, infelizmente, esse filme não tá— não sei se tá flopando lá fora, mas não tá como esperado, ele não pagou a conta. Mas como Como ele é um filme da Prime Video, o cinema não é o determinante para o sucesso dele, porque ele pode fazer sucesso dentro da plataforma e cumprir a necessidade de tempo de tela e essas coisas. Então, porque foi muito divertido, cara, espero realmente que ele tenha continuações.

Alexandre Ottoni:E é um filme de boneco, então vender boneco também é uma novela.

Voz B:Ah é, também mexe no ponteiro. Se vender boneco, aí os cara—

Rex:mas falando dos bonecos, eu achei os bonecos muito ruinsinhos, cara. Eu tava esperando uma coisa mais MotU mesmo, e eu acho os bonecos meio esquisitos assim, achei muito moderninhos assim. Eu queria um boneco mais duro assim, mas os do MotU você já tem. É, sim, sim, mas tem que fazer diferente, que é foda, velho. É porque, por exemplo, quando eles lançaram o filme do He-Man, é o, né, com o Dolph Lundgren, eles chegaram a fazer os bonecos baseados no mesmo molde, né?

Alexandre Ottoni:Era o mesmo molde, era o mesmo.

Rex:Eu tava esperando uma coisa mais no mesmo molde também, sabe?

Marcelo Matere:Mas eles têm, acho que eles têm, não sei se chegou aí, mas eles têm.

Alexandre Ottoni:O Martelli tem todos os mandíbulas já.

Alexandre Ottoni:Já que a gente falou de cena pós-crédito, só para amarrar, 3 cenas pós-crédito, né? Tem essa da She-Hulk, que é a mais foda, que é a primeira que aparece o Gorr. Onde estava o Gorr esse tempo todo?

Alexandre Ottoni:Sabe o que eu achei no final, quando aquele amigo dele tá lá? Eu achei que ele ia virar o Gorr.

Alexandre Ottoni:Graças a Deus que não.

Alexandre Ottoni:Eu achei que o gorpo ia ter sido mandado para— e ele era um amigo que cuidou do He-Man.

Rex:Faria sentido, porque eu tava esperando até sentir.

Alexandre Ottoni:Faria sentido na minha cabeça, pelo menos faria sentido.

Voz B:Mas aí, aquele cara, você não achou que esse gorpo tava vindo no Zempik?

Alexandre Ottoni:É meio fino, né? Meio esmagado, né?

Voz B:Achei, tava a cabeça de Zempik, aquele gorpo, brother. Não entendi qual foi a parada, que o nosso gorpo ele tinha uma substância.

Alexandre Ottoni:Mas sabe o que que é foda nessa cena? É porque eu só percebi Eu vi isso na segunda vez que eu vi. Lá no fundo tem um aquático.

Voz B:Ah, eu não vi isso, não percebi.

Alexandre Ottoni:Eu vim aqui no Brasil com o Iabu e ele que percebeu, ele apontou, falou o aquático.

Voz B:Eu falei, caralho, não acredito!

Alexandre Ottoni:Muito bom, cara, muito bom. E a cena da lição de moral lá que a gente pediu também, mais uma coisa que a gente pediu. Tem várias coisas que a gente pediu foram entregues, a gente vai falar aqui, mas essa aí ela tinha que ter uma cena dessa aí, pô. E a galera falava, mas era com o He-Man, não era Não, o He-Man fazia algumas, mas a maioria das cenas de lição, dessa liçãozinha no fim do episódio, era com o Gordo.

Alexandre Ottoni:E aí a terceira é o crânio do esqueleto que a Maligna pega, né, para mostrar que ele vai voltar. É porque termina o filme com a risada do esqueleto, né?

Alexandre Ottoni:Esse esqueleto tava no Zen Peak no final aí, né?

Rex:Ele tava no osso.

Alexandre Ottoni:Inclusive, quem dubla a Maligna em português, eu achei que era a Fernanda Barone, mas depois vi nos créditos que é irmã dela. Ela falava sadie, que elas têm uma voz com timbres muito parecidos, um pouquinho diferente, mas no início eu falei: nossa, é a Fernanda! Mas não, é irmã dela. Ficou excelente também, excelente.

Voz B:Em algum momento ela fala: alguém me ajuda!

Alexandre Ottoni:Aquela Maligna precisa de tudo menos ajuda. Tinha umas horas que ela virava o olho.

Alexandre Ottoni:Muito Sabe o que eu achei foda? Porque eu assisti, eu vi uma vez com a galera e depois eu fui com a minha mulher, minhas filhas, né? E eu tava, minha filha tava do lado, a mais velha, porque o Esqueleto ele é violento com ela, ele é um cara, ele é escrotasso, apesar de ser um idiota, né?

Rex:Ela tentava tirar o poder do Esqueleto, ela era meio, tava ali, mas no desenho original ela tentava usurpar toda hora o poder do Esqueleto, o comando do Esqueleto, ela já tentou várias vezes jogar a galera contra ele.

Voz B:Ela tava Tá só esperando o momento certo.

Alexandre Ottoni:É, no Lorde do He-Man, o esqueleto encontra a Maligna, ela é uma órfã e tal, ele pega ela para criar mesmo, e ele que meio que transforma ela nessa feiticeira poderosa e tudo mais.

Rex:Pegou para criar, pegou mal.

Alexandre Ottoni:Inclusive na animação da Netflix também que a gente assistiu, ela decide de carreira solo, né, deixar o esqueleto de lado. Então, ao mesmo tempo que o esqueleto abusa dela em vários momentos, Ela tem noção da condição dela. E quando ela virava o olho, a minha filha tem uma hora que ela virou e falou: ela vai passar a perna nele". Então, tipo, o filme deixou claro que ela não era totalmente submissa ali à situação que ela tava passando, né.

Alexandre Ottoni:Ela tava cuidando dela.

Rex:Eu assumo que quando eu era criança eu tinha um crush na Maligna.

Voz B:Olha, Rex!

Marcelo Matere:Ela fala com a Tila, né: "O que você acha da gente fugir daqui e deixar eles lutando aqui?".

Alexandre Ottoni:É, pode crer. Vamos deixar eles brigando e vamos vazar. É meio... Eu vi algumas críticas com relação a... não é nem ao filme em si, mas é o excesso de uso desse do arquétipo do herói fracassado, que é tipo Luke Skywalker do... Mas o que seria o... Do Mentor, do Mentor. Mas no caso do filme eu achei muito bom muito bom, porque primeiro, ao contrário do Luke Skywalker, você vê o fracasso e tem o ar completo. Ele era o fodão inabalável, aquele tipo assim até antiquado, né? É legal que o Matéria falou do pai do rei, né, o Rei Randor. Tanto o Rei Randor quanto o mentor no começo do filme, eles são literalmente pais dos anos 80, né?

Alexandre Ottoni:É assim, ó, ele no final ele fala: você foi o homem que eu—

Alexandre Ottoni:não, sim, ele tá tentando Não, mas ele nem sabe. Tem uma cena muito legal que a galera também fala: "Ah, é a barriga do filme, aquela parte da floresta, né?" Que eles caem com a nave no mentor.

Alexandre Ottoni:Ah, nem acho, não.

Voz B:Nem achei.

Alexandre Ottoni:Mas o mentor senta do lado do He-Man.

Rex:Ninguém tem barriga nesse filme.

Voz B:Isso é verdade.

Alexandre Ottoni:O Ariete tem um pouquinho, né?

Alexandre Ottoni:O porquinho lá.

Alexandre Ottoni:O Pig Boy. Mas ele senta ali do lado do He-Man e ele fala, tipo: "Pô, eu não sei muito bem falar das coisas que vêm daqui de dentro." Tipo assim, ele não consegue nem falar a palavra sentimentos.

Alexandre Ottoni:Ah, tá.

Alexandre Ottoni:E é uma parada muito da nossa geração mesmo, que cresceu nos anos— homem falar com os amigos, homem não chora, ou falar com os amigos tipo, puta, tô passando um perrengue aqui. Normalmente você vai se abrir com um familiar ou com uma amiga e tal, mas difícil ser ou com ninguém, ou com ninguém, né? E aí você guarda para você e aí tem que tomar remédio, ou infarto, ou burnout, né? Até agora. Mas então o mentor passa por isso daquele jeito bem natural e que não tem jeito mesmo, ele não sabe como fazer, mas ele vira pro Adão: "Se você quiser conversar, você tá aí.

Voz B:Se você quiser apanhar também, tamo aí." Se você quiser apanhar, é muito bom, cara.

Alexandre Ottoni:É muito bom, cara. E a luta dele com o Mandíbula, cara, é inacreditável, é muito boa.

Voz B:É bom.

Alexandre Ottoni:Ele é todo fodão no começo, ele: "Ah, muitos inimigos são mais altos, não sei o quê." E aí chega o Mandíbula e pô, eles têm um baita confronto maneiro que gera, né?

Alexandre Ottoni:É porque esse Mandíbula, já que a gente tá falando do Mandíbula, era uma luta bem técnica. Era uma luta foda pra caralho, cara. Sim, cara.

Voz B:Tá inacreditável, Mandíbula, cara. Foi o melhor.

Alexandre Ottoni:E graças a Deus eles sumiram com os dentes do Mandíbula, porque no trailer—

Alexandre Ottoni:É, mas sumiram depois que a gente reclamou, né?

Voz B:É, exatamente.

Alexandre Ottoni:No trailer eu falei especificamente disso, dos dentes, que eu falei isso vai ser— E aí no filme eles tiraram, cara.

Rex:Mas assim, eu vi um monte de arte do Mandíbula, assim, de como é que tá no CGI, né, antes deles botarem para os efeitos assim, né, a prostética do rosto. Tem os dentinhos da parte superior, né?

Alexandre Ottoni:Não, não, a parte superior não tem, mas o David falou que da parte de baixo Acho que no trailer tinha, entendeu? E no filme só tem a mandíbula embaixo, e se realmente ele tem os dentes, que é meio uma caveira ali, né, meio caveiroso.

Marcelo Matere:É o jeito que ele fala que não dá para aparecer, né, muito os dentes. Mas tem, eu senti falta que ele não come as coisas, né, que ele não come as coisas.

Alexandre Ottoni:Ah, ele não mastiga. O Marcelo é o maior colecionador de mandíbula.

Alexandre Ottoni:Inclusive talvez seja uma, não seja uma qualidade isso, mas eu peguei todas as versões dele, mas eu senti falta disso.

Marcelo Matere:Mas assim, o design dele é muito bom assim, cara, e o efeito prático que eles fizeram foi bacana. Você viu que eles pintaram, que o Rex tava falando, eles pintaram a mandíbula, a parte do lado da bochecha dele de preto para dar o efeito de buraco assim, de, da mandíbula abrir, fechando pensando, né? E ele é meio um ciborgue no filme, né?

Alexandre Ottoni:Porque é muito doido, porque ele é tudo colorido, né? Ele é azul com cara verde, capacete vermelho, mas ele é maneiríssimo.

Alexandre Ottoni:E ele tem o lance que era o gadget da brincadeira, que era o braço dele era vermelho, né?

Rex:É uma historinha que conta a história do Mandíbula, né? O Mandíbula é aquele esses vários universos que o Esqueleto foi conquistando, né, em vários planetas, né. Um era o planeta do Mandíbula, era tipo um herói local. E aí ele cai na porrada com o Esqueleto e o Esqueleto arrebenta o maxilar dele, quebra o maxilar, arranca o braço dele. E até o fim o Mandíbula tenta lutar. Aí o cara falou assim: olha só, gostei de você, tá determinado, agora tu vai ser meu soldado. E se você quiser viver, você aceita ser meu subordinado, que o teu planeta já foi pro cacete, eu já dominei isso aqui tudo. Aí o Mandíbula meio que no ódio aceita para poder vai ter a chance de se vingar. Mas tipo assim, interna, é mecânica. Ele é meio anakin, sabe? O braço mecânico. Ele foi todo orientado pelo esqueleto para fazer parte da tropa dele.

Marcelo Matere:Nesse quadrinho, o cara era tão foda que ele juntou um exército para atacar o esqueleto, cara.

Rex:O cara era meio um líder assim, ele era um campeão daquele lugar, e ele ficou todo destruído no mano a mano com o esqueleto.

Alexandre Ottoni:No filme, ele ganha do mentor, ele subiu. Aí você vê porque quando ele aparece ele depois no futuro, né, quando passam-se os anos, ele tem tipo uma, um esquadrão dele, uma nave dele e os capatazes dele ali, né.

Alexandre Ottoni:Até que o Homem-Fera não é.

Alexandre Ottoni:Cara, isso foi foda também, porque o Homem-Fera ele aparece na Terra para pegar o He-Man. Maneiríssimo CGI dele.

Alexandre Ottoni:Bem feitasso, maneiríssimo.

Alexandre Ottoni:Ó, mais um ponto aí pra gente, que a gente reclamou, eu reclamei do cabelo da Tila, tava solto, mas ela aparece de coque e desmancha logo no começo. Então assim, ponto pro filme.

Voz B:Depois no final ela volta com o coque, né?

Alexandre Ottoni:No final ela bota roupa clássica, é porra, é inacreditável.

Marcelo Matere:Aquele final é o desenho, cara, aquele final desenho, as roupas, pô, até o robô, cara, que a gente ficou metendo pau no robô.

Voz B:O Marcelo, eu sorri pelo Marcelo, eu falei assim, que eu fiquei o filme inteiro assim, não, o robô é o seguinte, eles estão mostrando ele assim, e aí quando ele entrar no modo de combate lá momento, fala assim, ah, vou botar você aí, vai sair, vai tirar aquela capa, né? E ele vai ficar—

Rex:aí tem dois skins o robô.

Voz B:Então é, não, mas é só no finalzinho.

Alexandre Ottoni:É uma parada inacreditável.

Voz B:Pois é, a gente tá aqui explicando o filme para o Rex. Olha que merda, spoiler!

Marcelo Matere:Isso que é o pior, todos os spoilers do filme.

Rex:Mas ele gosta, faz parte da minha vida tomar spoiler, cara, eu já aceitei isso.

Voz B:Mas aí no finalzinho zinho aí apareceu com o peito transparente mostrando as engrenagens. Aí eu falei, agora o Marcelo tá, pode, vai dormir feliz.

Alexandre Ottoni:Ah, eu dormi, aí eu descansei, aí descansei, exatamente, vai descansar.

Alexandre Ottoni:O fato da robô tá lá, tá com peito transparente, serve para melhor piada do filme, que ela chega e fala, você tá com nova skin, né? Ah, eu me sinto meio exposta. E eles vão aquela gargalhada com mão na cintura, é isso, muito bom.

Voz B:E a galera maravilhosa.

Alexandre Ottoni:E o Nerdcast também sempre termina com risada. Será que foi inspiração do He-Man? Pode ser, porque ele sempre quer que termine isso, dá pra cima. Exato. E o Homem-Fera é sinistro na tela, é bestial e tal, ele bate na Tila, bate no He-Man, no Adam e tal. Só que aí quando ele chega fracassado no esqueleto, ele é um idiota, é covarde, medroso. O Homem-Fera sempre foi "Ô meu senhor, me desculpa." Ele sempre teve medo do esqueleto. Exato. E aí o esqueleto humilha ele. "Desce mais, desce mais." O esqueleto é muito bom. Cara, o esqueleto...

Rex:Bom, vamos fazer um papel do Jared Leto sem ser o Jared Leto, né?

Voz B:Não é, não tem Jared Leto ali não, cara.

Alexandre Ottoni:Não tem, não tem.

Alexandre Ottoni:Mas a voz não é dele?

Voz B:Não, é ele, mas é aquela voz meio grossa. É verdade, é verdade.

Rex:O Lee, ele tava nas gravações, ele só não faz as cenas de luta.

Alexandre Ottoni:Ele tava, ele tava com a roupa de borracha. E aí ele pintou a cara de vermelho, de sangue, pra dar medo nas pessoas.

Alexandre Ottoni:Ah, claro que pintou.

Voz B:Mas ele disse, eu ouvi falar que ele não gostou do resultado do esqueleto e não foi nas prévias, não foi nada.

Rex:Ah, ele gostou do Coringa, né?

Alexandre Ottoni:Eu acho que pelo fracasso do Tron, né, e aquela pecha de pé frio e tudo mais, eu acho que deveria ter cenas com o rosto dele, que o esqueleto tem um passado de Keldor. Duvido. E aí removeram, ou não usaram ele, ó, não chamaram ele para divulgar o filme, para esconder que era ele. E aí ele ficou boladão.

Voz B:Pode ser, pode ser.

Rex:Mas tá anunciado desde o começo que é o Jared Leto.

Voz B:Mas eles não estão fazendo muito esforço também, não estão fazendo big deal.

Alexandre Ottoni:Não, e teve aquela polêmica lá, teve escândalo lá sexual dele. Sério?

Voz B:Não tô sabendo de nada.

Alexandre Ottoni:Não, não, ano passado isso, na época do Tron.

Voz B:Caraca, ainda não tô sabendo de nada.

Rex:Então nunca ouvi falar disso também, não.

Alexandre Ottoni:Não, eu nem sei, eu não tô falando que foi provado nem nada, o que eu falo assim, vamos evitar. Acho que foi, rolou um é melhor evitar, tipo, ele deve ter ficado chateado tanto que ele não fez um post em rede social, não fez nada. E todos os atores, a Maligna, a galera tá empenhada, tá todo mundo engajado.

Voz B:Ah, ele não engajou.

Rex:Agora imagina Imagina o Pipino: você fez Tron, você fez Morbius, você fez o Coringa, você fez de tudo para divulgar, e o melhor filme que você tá sendo reconhecido é o único que você não quer falar nada.

Alexandre Ottoni:É, não quer aparecer a sua cara, né?

Alexandre Ottoni:Agora, outra coisa que eu quero dar o braço a torcer aqui são os olhos de LED do esqueleto. E também porque eu critiquei, mas funcionou para caramba, funcionou demais, que traz muita expressão para ele, né?

Alexandre Ottoni:Exato. E eles conseguiram conseguiram trazer o crânio ter expressão, tanto nas órbitas aqui quanto na própria boca, mas sem ficar— é sutil, mas tá lá e funciona, né?

Alexandre Ottoni:E inclusive tem um pedido meu no trailer, ó, ele batendo os dentes.

Alexandre Ottoni:Sim, sim, sim, ele termina e dá as batidinhas do dente.

Voz B:O esqueleto no desenho não tem olho, né, mas órbitas, né? Ele É tudo escuro, etc. Mas o fato é que o quanto que os olhos adicionam a expressão, já que ele não tem um rosto, né, não tem músculos no rosto para se expressar. E tão pouco eles queriam fazer a caveira se morfar, né, tipo assim, ser maleável, né, que nem os olhos do Homem-Aranha, sabe, para— mas ela é um pouco, ela é levemente, ela é um pouco e levemente, mas assim, os olhos, só dos olhos mexerem, piscarem, olhar para cima olha pra baixo, ele dá profundidade pra interpretação, pra como você tá enxergando um ser humano, entre aspas, ali dentro, entendeu? Uma pessoa que tem emoções, etc. e tal. Se não tivesse, ia ficar muito perdido o olhar dele, né? Porque aí você vê ele, às vezes sem mexer a cara, ele olha pra cima, olha pra baixo, olha pro lado. Você sabe decifrar esses tipos de expressão de olhar, né? Por mais que ele não tenha expressão facial. Então deu super certo, tudo deu certo, cara.

Alexandre Ottoni:Nice!

Marcelo Matere:Deve ser coisa do diretor, porque o diretor veio da animação, ele era diretor de desenho animado, né? Então assim, eu acho que ele pegou essas coisas, esses lances, para tentar dar mais humanizar, mais expressão, tudo. E aliás, esse esqueleto no final, quando ele entra na cabeça do He-Man, é outras cenas que vai render bastante coisa, cara.

Voz B:Puta que pariu, que maravilhoso isso, cara!

Alexandre Ottoni:Esse momento é foda demais!

Marcelo Matere:A aula assim, eles usaram, foi muito louco assim que eles fizeram, cara.

Voz B:Primeiro dia eu tive ele de, na academia.

Rex:Esqueleto na academia me representa.

Voz B:É porque ele começa um monte de viagem, ele entra na cabeça do He-Man e aí ele começa a ter um monte de viagem, momentos dele na Terra, e aí o esqueleto fica, né, aparecendo nesses flashbacks dele, só que sempre com uma roupinha que tem a ver com o aparato. Na academia ele tava lá com a roupa da Nike, mas com as cores Aquele outro, quando ele tava no RH, ele tá lá com roupinha de The Office, etc. Ele tá de crachá e caneca, ele vira e fala: gravata de osso, aquelas de ossinho.

Alexandre Ottoni:Tipo, que merda é essa?

Voz B:É porque ele não tava entendendo o que que ele tava vendo na cabeça do email ali, né, com a magia dele. Então você vê, eu achei isso muito interessante porque eu lembro que eu vi uma entrevista com Jim Carrey na época do filme O Mentiroso, que é um filme, filme que eu mais ri na minha vida no cinema, de chorar. E o filme é muito engraçado. E no final, como acontece em muitos filmes de comédia, etc., você tem que resolver a situação. Então você tem que largar um pouco a mão da comédia. Então no Mentiroso, eu lembro do Jim Carrey falando assim: cara, a gente tinha toda cena que ele tinha que correr no aeroporto, chamar, falar que ele ainda queria ficar com o filho e impedir a mulher de viajar, e não sei o quê. E toda essa cena ela não tem piada, né? Ela é só uma cena para desenvolver o final da trama toda, né? E aí eles com o J.K. Rowling inventaram a piada dele nascendo nas malas, né? Tipo, é que nem no A Esfrentura, ele nasce lá do rinoceronte. Eles fizeram ele nascendo de dentro de uma mala, saindo como se fosse um alienígena nascendo, etc. E aí isso dá uma quebrada, porque não tinha piada no roteiro, entendeu? Eles fizeram uma piada física para dar uma quebrada. Cadê? Isso é um filme de comédia, você parou de durante um tempão, sei lá, 10 minutos de cena, ou, sabe, é muita coisa para um filme de comédia. Então o que eu notei é que nessa hora que o He-Man, o início do filme é todo engraçado, ele é todo zoado, é ele sendo um nerdola maluco, weirdo, na Terra, é aquele negócio, ele conhecendo a Eternia, conhecendo o Esqueleto Vermelho. Mas na hora que ele vai enfrentar o Esqueleto, ali é a hora da porrada, que é muito foda, as cenas de ação são do caralho, são muito maneiras e tal. Mas justamente eu achei sabe o que que é? Essa foi a quebra perfeita para trazer a comédia de volta para uma cena de ação, como se fosse essa do Jim Carrey, sabe? Que naquela hora você parou, a comédia parou e você tá ação. E aí quando você tem essa quebra, é maneiro, porque você entra na casa do personagem, você cria mais um momento de super galhofa que você começa a rir pra caralho, e depois você volta para ele dar aquela uma cacete, caralho, cara, o Dragon Ball Z no esqueleto, sabe? Aquele soco gigantes daquelas...

Alexandre Ottoni:É o raio-X do Mortal Kombat, né?

Voz B:O raio-X do Mortal Kombat, exatamente, cara. Maravilhoso. Então eu acho que tudo isso imprimiu um ritmo que não tem barriga. Por isso que eu falei, a galera tá achando que tem barriga quando eles caem lá no meio da floresta. Eu achei não, cara. Acho que esse filme não tem zero barriga. Ele do início ao fim super bem dosado, sabe?

Alexandre Ottoni:Eu acho que esse momento é o momento de ouro do filme. E foi bom que eles não botaram isso no trailer. Sim. Pensando hoje, ó, eu queria agradecer à Sony Prime Video, Netflix, sei lá, por terem feito esses trailers tão merda. Quando eu fui ver, eu não tava esperando nada daquilo que tava. Então, para mim, foi uma surpresa enorme todas as coisas. A minha única crítica nesse momento aí é porque ele vai estar na academia para emular lá a cena que ele faz com o Dolph Lundgren e tal, que eles aparecem. Aí depois ele vai para o restaurante para emular a cena que ele tava com a menina do Tinder lá no começo do filme. Se o esqueleto aparece de vestido, ia ser foda, ia ser o esqueleto perna longa, ia ser bom pra caralho.

Marcelo Matere:De batom, imagina ele de batom, cara, esqueletinho de batom.

Alexandre Ottoni:Eu acho que seria maneiro ele de vestido, mas seria mais maneiro se ele tivesse deitado no balcão do bar no sexy esqueleto.

Marcelo Matere:Que pariu, é, cara, mano, essa cena do Cessy, o show é que eles criaram todo um lance para você fazer agora cosplay, né, cara? Você tem cosplay de esqueleto de tudo quanto é jeito, né? Eles facilitaram a vida de todo mundo, cara.

Voz B:Exato, é exatamente.

Alexandre Ottoni:Na San Diego eles já anunciaram que vai ter uma parada lá de um encontro de esqueletos para todo mundo, esqueleto, e se encontrar e fazer as poses do esqueleto e tudo mais.

Voz B:Puta, que maravilhoso!

Alexandre Ottoni:Eu acho que essa pose do Cessy Skeletor que o Dave falou, que é ele deitadinho, poderia ter rolado quando o Pig Boy vai acordar ele, que ele tá dormindo. E aí ele podia ter virado de ladinho assim e falado, mas porra, foi. E também inesperado mostrar esqueleto. Como que esqueleto dorme? Ele dorme.

Rex:O Pig Boy é do filme do Doflândrio também, né? Exato, exato. Foi um fã que ganhou um concurso para participar do filme, e aí o garoto ganhou, só que chegou lá, tipo assim, o pessoal não tava sabendo o que fazer, aí improvisaram essa fantasia para Eles botaram um garoto ali na cena pra participar, pra dizer que participou do filme e acabou. Ele foi feito pra isso, foi uma ação promocional.

Alexandre Ottoni:Mas esse Pig Boy é o Pig Boy do Dolph Lundgren?

Rex:O Pig Boy do Dolph Lundgren.

Alexandre Ottoni:Vocês falando de academia, tem uma outra piada muito boa, que é quando o He-Man tá com aquele discurso motivacional e tal, que eles querem fugir, né? E aí ele fala: "Gente, o metal é adamantium de Eternia, beleza, mas as paredes são de pedra." E aí ele pergunta: "Quanto é que vocês fazem no supino?" E aí o Pisto fala: "Do que que você tá falando?" Ai, caraca. Porque eles são fortes just because, sabe? Não é porque eles malham, eles são fortes, ponto.

Voz B:Exato, que porra é essa de academia?

Marcelo Matere:Tá louco?

Rex:É muito bom, cara, é muito bom. Way better, pô, tô falando.

Alexandre Ottoni:Essa cena da cadeia, ela é boa demais porque assim, ela é muito desenho, brincadeira de criança. Não faz sentido nenhum o esqueleto prender aqueles caras 15 anos. Ele prendeu o pacato e ficou alimentando o pacato. "Para ele crescer dentro da cela e deixou todo mundo junto, prendeu a Roboto, cara, que é uma máquina de..." Então assim, é muito inocente, digamos assim, porque o roteiro não precisa, não tem furo de roteiro, porque a ideia é justamente essa, né? É ser simples, ser divertido.

Alexandre Ottoni:É quase infantil no bom sentido, né?

Alexandre Ottoni:Exato, exato.

Rex:Agora uma dica boa para quem viu o filme, filme, e quem não viu, eles mantém a identidade do He-Man secreto, quando ele assume a espada todo mundo sabe.

Voz B:Isso é uma piada maravilhosa também, cara. É genial também, é outra piada muito boa. Isso é muito maneiro até falar, porque é uma parada que ele tinha que era meio super-homem, que era meio ridículo, né? E a gente sacaneava, a gente cresceu, né, Rex? Brincando com essa parada, os cara, o cara fica levemente bronzeado e ninguém não me reconhece, o cara, pior que o Super-Homem, que não tinha nem óculos, né?

Rex:Mas espera lá, você reconhecer uma pessoa de roupa e pelada é totalmente diferente.

Voz B:Você acha que se eu visse você pelado e bronzeado, eu não ia te reconhecer?

Alexandre Ottoni:Acredito que não.

Alexandre Ottoni:Mas o Rex já é bronzeado naturalmente.

Voz B:É pelado, que porra é?

Rex:Por isso que ninguém me reconhece de roupa.

Alexandre Ottoni:É o contrário, é o contrário.

Voz B:Mas Mas é assim, ele chega, ele se transforma na frente dos vilões, não sei o quê. Ele fala: "Eu sou o príncipe de Eternia." Tanto que He-Man, eles depois descobrem que era o apelido que ele dava pra ele mesmo, sabe? Tipo, quando tava treinando, quando era moleque. Então ninguém chama ele de He-Man, não tem o He-Man, o Defensor, entendeu? Isso é um filme de origem, um filme que tá estabelecendo o que vai ser o status quo do desenho que a gente conhece. Tanto que no final, todo mundo aparece muito mais parecido. O Adam tá, em vez daquela roupa de trailer que você vê, a roupa da Terra aqui. As cores lá dele, tá com a roupa de Adam do desenho, o coletinho rosa, o coletinho, exato, errado. Mas assim, então ele chega meio no Iron Man, sabe? É, eu sou poderoso, eu sou príncipe de Eternia, que o power, e todo mundo sabe. E aí no final, quando ele vai, ah, peraí que eu vou lá me transformar de novo, etc., que tem aquela cena final, todo mundo falando e tal, aí eles fazem, tipo assim, por que que ele vai se esconder? Ele, a gente A gente sabe, todo mundo sabe. Ele acha que a gente esqueceu. E ele falou assim: não, não, deixa ele fazer a parada dele, tá tudo certo, entendeu? Então, tipo assim, é que nem o Wolverine falar que é o caolho, sabe? Aí os cara lá fala assim: ah, ele fala que é o caolho. Então todo mundo só diz ok, entendeu? É a mesma parada. Eles vão, eles transformaram isso, que é uma parada galhofa, em uma piada galhofa maravilhosa, que é tipo: ele tem goiante se transformar, ele vai para o cantinho.

Marcelo Matere:E ele ficava pacato, né, legal. Vem aqui, vamos lá, vamos lá.

Voz B:Pacatório. Vem aqui, vem aqui, vem aqui. Exatamente. Então assim, super deu certo, cara, ele, porque eles souberam ressignificar o que precisava ser ressignificado e manter, se manter leal ao que tinha que se manter leal, sabe. Então foi realmente uma, o início de um outro universo, sabe, novo, de cinemático, né. Eu que Eu espero muito que dê certo, porque o papo aqui era que tava flopando, compararam muito com Backrooms e Obsession, que são os filmes dos YouTubers que, pô, desbancaram Star Wars em primeiro lugar nas bilheterias, etc. Então o papo todo tava muito em cima de filme independente, de uma nova linguagem, etc. E o que pareceu é que aqui eles venderam um filme para tentar renovar o público e não conseguiram, assim como Star Wars não conseguiu renovar público. E, mas no Brasil não, no Brasil Foi outra parada. Não, a gente vai nos velhos mesmo. E deu certo, os velhos foram ver o filme.

Marcelo Matere:Até que ressuscitou o Paulo Massadas lá. Ele tava botando no Instagram que ele tava agradecendo, que a música dele de 40 anos, ele botou lá. Um dos dois. Obrigado, gente! Pô, ressuscitou o show do Trem da Alegria, cara. Tá tendo turnê do Trem da Alegria agora de novo.

Voz B:Não, maneiríssimo!

Alexandre Ottoni:Eu queria voltar no Esqueleto, porque assim, o Esqueleto, para mim, eu sempre achei ele— eu gostaria que mais pessoas, quando falam de vilões da cultura pop, eu gostaria que o Esqueleto tivesse nesse hall mais lá em cima, mais vezes, porque visualmente ele é inacreditável. É verdade, ele é muito único, porque ele é ruim, ele é mau, mas ele é divertido também, ele tem humor, ele é diferente, por exemplo, o Mun-Ha no ThunderCats.

Voz B:É, diferente.

Alexandre Ottoni:Ele não tinha essa pegada. O Mun-Ha era mais sinistro, né? Eu acho que o que se assemelha um pouco, até o Mattel pode ajudar, é o Cobra Commander, o Comandante Cobra do Comando de Ação e tal. Ele era um pouco mais engraçado assim e tal também. Mas o Esqueleto é muito único. E nesse filme eu acho que eles conseguiram trazer todas essas faces do Esqueleto aí. Tem uma hora que é muito Star Wars assim, quando eles fogem, eles derrotam o Mandíbula, o Vira o He-Man, eles derrotam o Mandíbula e fogem. E o Esqueleto vem andando devagar. O Esqueleto não corre, ele quer a espada. Mas a espada cai várias vezes e ele não tem pressa. Ele não tem pressa, ele fica assim. Então tem essa cena que eles estão fugindo, ele vem andando. E aí a nave vai embora, e a capa do Esqueleto voa. Tipo Darth Vader em Hoth, quando a Millennium Falcon vai embora. E tem uma hora que quando o He-Man mata o pai dele sem querer, que é uma cena séria, né. Cena assim, ele vai e o esqueleto tava lá do lado. O esqueleto, ele espera, tipo assim, você pode, enquanto você tá vendo a cena, você fala: pô, que que o esqueleto tá esperando? Que que o esqueleto não vai lá?

Alexandre Ottoni:Não sei o quê.

Alexandre Ottoni:E aí no final ele explica, tipo assim: ah, tá bom, chega de conversa.

Voz B:Ele tava curtindo, ele tava curtindo, ele tava esperando.

Alexandre Ottoni:E deixa esse cara falar com o pai, que o pai vai bater as botas mesmo.

Alexandre Ottoni:Eu vou pegar a espada.

Voz B:Eu até nessa hora eu fiquei assim: porra, cara, sabe quando Homem de Ferro pega a maleta e se transforma? Que é foda pra caralho, você vê lá 30 segundos de transformação, e aí você esquece que o vilão tava ali do lado olhando, sem fazer nada, né?

Rex:É que nem os Power Rangers, né?

Voz B:Ele fica esperando você terminar a firula. E aí, nessa cena, eu fiquei muito pensando nisso, porque tipo assim, caralho, cara, esse papo tá muito longo pro esqueleto tá ali do lado olhando. Mas aí, realmente, quando ele chega esculachando, fala: "Ah, chega essa merda agora!" Eu falei: "Nossa, ele tava curtindo, cara! Esse é o esqueleto, filha da puta!" Muito bom, porra! E eu reforço esse discurso no final, quando o He-Man troca aquele papo de RH.

Alexandre Ottoni:E ele fala: "Não, eu sou um vilão, eu gosto disso." Exato, eu gosto de ser mau.

Alexandre Ottoni:Aí ele dá um tipo, ele dá uma, ele dá um pau duro ali, se queira.

Voz B:Donut. Eu tenho a força!

Alexandre Ottoni:A gente tá falando de várias piadas boas, né? Tem uma outra que é excelente, que o He-Man na luta final tenta trocar uma ideia tal qual RH, aí o esqueleto manda essa Fala: meu, não vem, você não vai me converter aqui, eu sou o vilão da parada. E aí o He-Man desce e bota porrada, e depois o esqueleto caído fala: pô, você não queria conversar?

Voz B:É muito bom, é muito bom.

Alexandre Ottoni:E é muito maneiro que quando o He-Man quebra o cajado e mata o esqueleto, você ainda escuta ele fazendo: é doido desse filme, né, cara, que a piada ficou toda na terra, né?

Marcelo Matere:As piadas são na Terra, né? Não é na Inglaterra, que é o contrário do que acontece com nerd, né? Mas nesse filme, essa é a parte genial, eles inverteram as piadas, que tudo que acontece na Terra vira uma piada.

Voz B:A parte da Terra é justificada, é totalmente, totalmente justificada.

Alexandre Ottoni:Agora eu tenho uma pequena crítica ao esqueleto. Cuidado, eu acho que o crânio podia ser levemente amarelado.

Alexandre Ottoni:Se você olhar os brinquedos da Mattel, ele está mais amarelado.

Alexandre Ottoni:Eu achei muito brancão, a blancura de homo demais assim, sabe? A blancura de homo podia ser um pouquinho, precisava ser aquele amarelo absurdo do desenho, mas sabe, um levemente, porque osso não é tão branco, né? Você pega um crânio, ele não é tão branco.

Alexandre Ottoni:Mas deixa eu te trazer uma provocação: e se agora que a Maligna pegou o crânio dele, se ela amarelar, vai reviver, ele vai fazer uma, né, todo mundo Ele vai mudar de roupa, cara.

Voz B:Válido, válido.

Marcelo Matere:Bonequinho novo no segundo filme.

Voz B:Válido, é válido, é válido.

Alexandre Ottoni:Se for com o Nicotino, daí fudeu.

Alexandre Ottoni:Tá voltando, tá magrinho, tá voltando com tudo. Quero falar levemente sobre o Mecanec. Nossa, é, e toda vez que ele fala, ele sobe o pescoço, o que é muito bizarro.

Marcelo Matere:É, parece uma giromba.

Alexandre Ottoni:E as cenas de luta do Mercadão, cara, parece uma tromba. Cara, aquilo me incomodou muito assim, não incomodou negativamente, mas eu ficava: caralho, meu irmão, que porra é essa, sabe?

Voz B:É surra de pica, gente, é isso.

Alexandre Ottoni:Mas vem cá, é meio que isso, né?

Rex:É o famoso pescoço ou tapa, né?

Marcelo Matere:Mas é isso mesmo, ele vai batendo em todo mundo, né? Vai dando giromba girando assim.

Rex:Tem muita coisa diferente nesse filme.

Alexandre Ottoni:O Ariete é maneiro, ele pula, ele usa a perninha trampolim e dá um mega boost, né, mano? Dá um pau e cabeçada no chão, porra, com tudo, cara.

Rex:E o Triclops?

Marcelo Matere:Triclops aparece também.

Alexandre Ottoni:Nossa, ele não gira os olhos!

Alexandre Ottoni:Não gira os olhos, não.

Alexandre Ottoni:Por que que não trocou?

Voz B:Ele dá zoom e não troca o olho. Ele não girou nenhuma vez.

Alexandre Ottoni:Não faz sentido.

Marcelo Matere:Mas é maneiro o Spycore, hein, cara, quando eles estão lutando. Que é quando ele espeta o outro cara, né, do desenho, cara.

Alexandre Ottoni:Ele empala o Spycore na parede também com a espada, né, tipo meio Darth Vader assim. Ele pega, bota o cara na espada, aí o He-Man vai lá depois, ele puxa a espada, o cara que cai e tal.

Marcelo Matere:Aliás, o He-Man tá violento também, velho, ele quebra o osso do cara lá, enfia na garganta.

Voz B:Caraca, essa cena foi sinistra, maluco! Nossa, velho, eu não esperava ver Isso no filme do He-Man não, brother.

Marcelo Matere:Também não, cara.

Alexandre Ottoni:E, Matéri, tem a piada com o Moss Man.

Voz B:Caraca, foi muito bom isso, cara.

Alexandre Ottoni:A galera que não manja tanto, o Moss Man, ele é meio recorrente ele morrer. Ele morre nos quadrinhos, ele morreu na série do Kevin Smith, ele morre também. E no filme, a hora que ele apareceu, tipo assim, pô, eles vão matar o Moss Man.

Alexandre Ottoni:Primeiro que ela dá um nome escroto pra ele, né? Você que é. Ah, é o Homem Músculo.

Rex:Mas o Osmir, ele não morre nunca, porque enquanto tiver um pedacinho dele, meio monstro do pântano, né? Ele sempre volta.

Voz B:É, não vai morrer.

Alexandre Ottoni:Exatamente. Mas aí ele tem um esqueleto, mata ele, derrete ele. É meio uma cena tipo Negan assim, né? Tá todo mundo ajoelhado e ele escolhe um para sacrificar, né?

Marcelo Matere:E aí ele falou no final que tem um cheiro de pinheiro. Não, eu tô lembrando, eles comentam isso, tá?

Alexandre Ottoni:Um cheiro de Ele fala: "Transformei em instrumento." Pelo menos em português.

Voz B:É muito louco que eles fazem as piadas sexuais mesmo, né? Porque em inglês, quando eles falam "mete a cabeça", né? Ele fala "give head". E "give head" é sexo oral, tipo assim, pagar boquete, entendeu? Então eles estão literalmente fazendo todas as piadas com o Fisto e com o Mecanec e com o Ariete o tempo todo, cara. É muito massa.

Alexandre Ottoni:No RH lá, no sonho do na viagem do He-Man, ele fala: você, sarado, com essa pada gigante.

Voz B:Caraca, é muito bom.

Alexandre Ottoni:Coxas gloriosas.

Voz B:Coxas gloriosas.

Alexandre Ottoni:Esse é outro ponto, o esqueleto, ele tem essa— porque o Badavi falava sempre, né, esta montanha de músculos e tal, né? Ele sempre exaltava os músculos do He-Man. E acho que eles trouxeram essa lacividade, posso dizer assim?

Voz B:Lacivo, é lacivo pra caralho.

Alexandre Ottoni:Eu achei interessante Também é um outro aspecto aí do esqueleto, mais uma camada aí para esta cebola maravilhosa que é o vilão esqueleto.

Marcelo Matere:É, foi totalmente baseado na animação, né, esses caras. Você sabe que eles tiveram que ajustar o esqueleto na animação porque era proibido ele ser vilão, né, na animation, por causa de legislação. Então o dublador original americano, ele teve que vir com essa vozinha para compensar.

Alexandre Ottoni:Ele é proibido ser vilão?

Marcelo Matere:Era na animação original. He-Man não podia usar espada e atacar certos caras pela legislação americana. Você não poderia não podia botar isso num desenho animado, cara.

Alexandre Ottoni:Ah, entendi, tá bom.

Marcelo Matere:Você nunca viu eles lutando pau a pau, né? Era difícil você ver esse tipo de coisa porque era proibido.

Alexandre Ottoni:Nesse filme é 70 essa piada aí, pô.

Alexandre Ottoni:Só eu que fiquei com vontade de ter mais personagens, mais heróis do Motu, porque a gente tem uns genéricos ali. Tem o Liber King, sei lá, tem um cara que é tipo o Liber King, pode crer. Pô, esse cara não podia ser? Qual o nome daquele maluco que o Choco Roxo, o Many Faces.

Rex:Mas é aquela história, ô David, você não pode jogar todas as cartas, entendeu, num filme só.

Alexandre Ottoni:Eu queria muito o Abelhão.

Alexandre Ottoni:O Abelhão é maneiro também.

Alexandre Ottoni:O Zodak, eles falam, a Tila fala por Zodak. Puta, ainda bem que você lembrou dessa parte. Aquela hora que o esqueleto aparece em holograma gigantão é também do filme de 87, e rola isso, cara, e É muito massa, cara, é muito legal.

Rex:Eu não vi, mas eu somo.

Alexandre Ottoni:Olha aí, boa, por isso você tá aqui, né? De que é de He-Man, o cara mais forte, ele tem que ajudar alguma coisa.

Marcelo Matere:Achei legal como eles pegaram muita animação para basear o filme, né? Uma coisa totalmente— eles quiseram sair dos filmes de 87 total.

Voz B:Ah não, ainda bem, ainda bem, pelo amor de Deus, eu não aguentaria outro trauma.

Alexandre Ottoni:Esse é o filme. O Rex não viu ainda, mas quando ele sair vai pensar isso também. Esse é o filme que todos nós queríamos ter visto lá em 87. Exatamente, quando a gente foi no cinema era isso que a gente queria ter visto, exatamente isso, né?

Marcelo Matere:Os caras pegaram tudo que deu certo da Marvel, ah, vamos fazer visual, vamos botar nisso aqui, vamos copiar o visual dos brinquedos. É tudo perfeito, cara. Até as árvores de Eternas são iguais o desenho, cara, aquelas cores.

Voz B:Nossa, não, as florestas meio bem super ali, né, daquelas plantas, né?

Rex:Se você parar para pensar, dava para fazer um filme bom mesmo com pouco orçamento na década de 80, cara. Dava para ter feito uma parada bem melhor assim, que realmente filme de 80 assim é muito ruim.

Alexandre Ottoni:Eles não só fizeram com pouco orçamento, né? O orçamento original também foi cortado, né? Então eles usaram para fazer Superman 4, se eu não me engano, metade do orçamento. Eles pegaram parte do orçamento. Tanto é que tem uma cena no final, a luta do He-Man com o esqueleto, se vocês verem de novo, é fundo preto porque não tinha mais cenário. Eles gravaram depois. Caralho! E tipo assim, juntaram os cara lá, nem era mais o Langella gravando, enfim.

Alexandre Ottoni:Mas também acho que a letra era ruim demais, era tudo muito ruim, puta que pariu, cara.

Rex:Tava pra contar uma história melhor assim, é que os cara deixou muito grandiosa e queria fazer em Eternia, viu que não dava, tiveram que passar pra Terra, aí inventaram toda uma história nada a ver, nada se conecta, nossa, é muito ruim assim.

Alexandre Ottoni:Correto, tem um momento lá que eu acho que é a armadura do Mentor do filme de 87, tá tipo exposta assim, um momento do palácio ali, tá?

Alexandre Ottoni:Acho legal eles respeitarem o legado desse filme, apesar dos pesares, né?

Alexandre Ottoni:É, ele não existe no cânone do filme, né? Isso, mas assim, ele tem muitas referências. Exato. Não, mas acho que esse é o grande ponto desse filme, ele não tem vergonha do material original e dos outros materiais.

Voz B:Não. E eu e o Ozagal ganhamos, atingimos uma vitória que eu não falo até agora, ele deve ter esquecido, porque muitos anos atrás nós fizemos, já tínhamos um canal chamado Toró de Miúlo, que era de animar, esquete de animação.

Alexandre Ottoni:Bem lembrado.

Voz B:É, a voz do nosso querido Guilherme Briggs fez a voz de todos eles. Era maravilhoso, tá lá ainda. E tinha uma piada que a gente fez, a gente fez muita piada de He-Man.

Alexandre Ottoni:Tem uma piada que tem essa que você vai contar, mas tem a do esqueleto escovando os dentes e subindo a cabeça inteira, porque até onde ele escova?

Voz B:Exato, a gente fez todas as piadinhas. E aí a gente fez uma piada em que a gente inventou que aquele aparato tudo no peitoral da armadura do Mentor tinha uma torneirinha de tirar chopp, e ele ficava bebendo aquilo, e ele ia naquela parte Embaixo do queixo dele, da armadura, né, que é aquela proteção, o Babadora, ele vomitava ali para reciclar o chope. E ele reciclava o chope, exatamente. Essa era super mais complexa, mas eu estou satisfeitíssimo. Pelo menos que agora é canon no universo MotU que o breguete na armadura do Mentor era uma garrafa de birita. Maravilhoso, obrigado, Mattel!

Alexandre Ottoni:Era o barrilzinho do São Bernardo, mano.

Alexandre Ottoni:É um flask, né, é um flaskzinho.

Voz B:Caraca, cara, não, a piada nossa toda do miolo Agora é, quer dizer, não tô falando que eles viram Toró de Miolo e fizeram piada.

Alexandre Ottoni:Viram, com certeza viram, porque Brasil tá na moda, Brasil tá na moda. A gente é o silent protector desse filme.

Voz B:Caraca, muito bom, Marcelo! É verdade, nunca tomaremos crédito, mas tá lá, quem sabe sabe.

Alexandre Ottoni:A hora que eu vi, eu imaginei vocês na hora assistindo o filme falando: caraca, inacreditável!

Voz B:Eu gritei, maluco! Ah, é canon! É canon!

Rex:É cana, Marcelo, é cana!

Alexandre Ottoni:Este Nerdcast foi editado por Radiofobia Podcast e Multimídia.

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