NerdCast 1034 - Especial Dia dos Namorados 2026
Lambda lambda (romanticamente) lambda, nerds! Mas que surpresa, hein? Qual seria o tema de um NerdCast publicado no dia 12 de junho? hehehe...
Neste especial, junte-se à família Jovem Nerd (e as presenças elegantérrimas de Marcelinho e Sr. K) para mais uma transmissão da nossa rrrádio rrromântica! Há 17 anos formando casais, criando traumas e aguentando as histórias (e fanfics!) mais desvairadas dos nossos ouvintes apaixonados!
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ATENÇÃO: ESTE EPISÓDIO CONTEM UMA PISTA PARA A CAÇADA DOS SELOS DO EVENTO DE 20 ANOS DO NERDCAST!
OUVINTES CITADOS NO PROGRAMA:
- Luiza (@luizabhedlund)
- Murilo (@murilohdelgado)
- "Josh Kedward" (@kedward.josh)
- Raphael (@raphael.rapaz)
- Juliana (@dezleal)
- "A Imagem Perdida", curta do casal do motel infernal: https://www.instagram.com/aimagemperdida
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Alottoni:Nerdcast especial Dia dos Namorados. Landa, landa, landa, nerds! Aqui Alexandre Toni do Jovem Nerd e depois do peido sincronizado nós desenvolvemos uma nova técnica do encaixe perfeito.
Voz B:Ah, olha! Olá, meu amor, tudo bem? Ah, mas não é nada que vocês estão pensando, do encaixe perfeito. É uma coisa inocente e bem gostosa. Por favor, é o quê, mas é o quê?
Alottoni:Não, é só a forma da gente, a gente descobriu uma forma de quando a gente vai dormir e, né, ficar juntinho, abraçadinho para dormir, a gente achou uma forma de entrelaçar os braços, o corpo, perna e tal, não sei o quê, que é Sabe, imagina dois action figures que foram feitos para encaixar perfeitamente um no outro.
Andréia Pazos:Gente, já estou desesperada, que eu detesto ficar na mesma posição.
Alottoni:Não, mas a gente fica umas horas juntos. Não, mas fica um tempinho.
Voz B:Uns 15 minutos assim, aí quando tá quase caindo no sono, aí é...
Alottoni:O encaixe perfeito, ele elimina a quantidade de ar entre os corpos.
Sr. K:O corpo, eles se encaixam perfeitamente.
Voz B:Cara, sabe quando fica confortável? Como se você tivesse com uma almofada confortável que você tá tampando aqui todas as entradas. É isso.
Andréia Pazos:Mas aí antes tem que peidar, Ele encaixa, ele encaixa.
Voz B:Gente, a gente nunca mais conseguiu.
Andréia Pazos:Entra aqui em casa.
Voz B:O Face continua. Entra aqui em casa. É uma coisa, não, isso é uma vez na vida, gente. Nunca mais vamos conseguir repetir.
Andréia Pazos:A gente também tem encaixe perfeito. Dorme uma pitbull entre minhas pernas, outra em cima do Dave. A gente dorme todo espremido. A cama é king size, parece que é de solteiro, porque os cachorros empurram a gente pro canto, mete a pata na nossa cara, bunda na nossa cara. É isso. Uma delícia!
Voz B:Nossa, gente, que encaixe perfeito, Didi!
Alottoni:Tá vendo? Cada família tem um encaixe perfeito.
Andréia Pazos:Pois aqui é a Andréia Pazos, portuguesa, e eu continuo apaixonada, completamente apaixonada.
Voz B:Ah, que gostoso!
Azaghal:Pegamos toda a nossa timidez.
Alottoni:Nossa, que romântico!
Azaghal:A disinibida de um inimigo.
Alottoni:Que é isso?
Voz B:Ai, olha aí!
Alottoni:Por quê?
Andréia Pazos:Não daria pra falar que é disinibida de um inimigo, porque eu sou sem noção, né, gente? Sou meio sem noção, esqueço que eu tô de saia, sei lá, gato.
Voz B:Ah, o episódio da calça transparente?
Andréia Pazos:Calça transparente também tem essa. Essa calça transparente tem que tacar no lixo, gente.
Voz B:Por favor, me diz que você guardou essa foto, que é uma delícia.
Andréia Pazos:O David tirou uma foto escrota. Ele falou assim: "Dá pra ver a marca da calcinha." Ele falou: "Dá pra ver tudo." Dava pra ver a estampa da calcinha. A estampa.
Azaghal:Instruções de lavagem.
Alottoni:Não, mas o quê? Você tava no jardim...
Voz B:Na frente da casa, é, cuidando na rua, é onde tem a calçada.
Alottoni:Ah, você tava lá agachada?
Andréia Pazos:Eu tava plantando, gente, plantando as florzinhas, aquela posição de plantar.
Alottoni:Aí tirou uma foto para ele te mostrar o que que o resto do mundo tá vendo aí.
Andréia Pazos:Ele fala que é desinibida.
Voz B:Aí ele bateu a foto sem ela ver.
Alottoni:Eu tava plantando um negócio com a calça transvarente.
Andréia Pazos:Gente, a calça era preta, não era transparente. O que que eu posso fazer se a Ross Dress for Less vende a calça por $5 e ela cobra um preço por isso? Você paga só $5, o resto você paga com a sua dignidade, entendeu? Vocês sabiam? Eu não sabia, gente, eu não sabia que a calça ficava transparente quando agachar.
Alottoni:É aquelas calças que estica, quando ela estica ela fica preta, mas quando ela estica ela vira meia calça Vivarina.
Andréia Pazos:Exatamente, mas não precisava esticar muito não, se eu subisse uma escada, você tava É normal isso? Eu tava— Mentira, Andréia!
Azaghal:É esticar ela no corpo, é isso.
Voz B:Ela tava, e nem de Brasil, tava uma delícia. Eu falei: que delícia, Andréia! Ui, que delícia, imagina!
Andréia Pazos:Nossa, gente, Deus me livre.
Voz B:Imagina os vizinhos.
Andréia Pazos:Os vizinhos só não me viram pelada porque eles não querem. Porque a gente lembra uma vez que a cachorra arrancou minha roupa.
Marcelinho:Nossa, eu lembro!
Voz B:A Andréia com aquela saia de botão de pressão que eu não sei— isso era alguma coisa dos anos 80, a gente fez isso. Saia linda! Saia de botão de pressão. A minha cachorra arrancou que nem uma toalha de restaurante, sabe quando puxa? A Andrea ficou completamente nua no meio do quintal. E foi assim coisa de um segundo. A Andrea nem—
Andréia Pazos:Graças a Deus que aquele dia eu tava de calcinha, que tem dias que eu não tô de calcinha.
Voz B:Meu Deus, que delícia! Que delícia!
Andréia Pazos:Eu falei: ai, graças a Deus, hoje foi o dia da calcinha.
Voz B:Foi o dia Ai, gente, como eu queria que tivesse a câmera filmada aí. Que pena, na época a gente não tinha câmera ainda.
Alottoni:Foi muito escroto.
Andréia Pazos:Ai, gente, já tô acostumada com essas coisas.
Voz B:Foi gostoso com esses vexames. Foi gostoso, foi gostoso.
Azaghal:Aqui é a Zagall, e quem não tá acostumado, na verdade?
Andréia Pazos:O quê, ela tá reclamando aqui?
Alottoni:Eu não.
Azaghal:Manda mais!
Voz B:Não reclama não, que é gostoso!
Alottoni:Ai, gente, são muitos anos de relacionamento, a gente vai vivendo muitas coisas, todos nós, todo mundo.
Voz B:É intimidade, é a perimenopausa, é tudo junto.
Andréia Pazos:Nossa, gente, perimenopausa, eu já tô na menopausa, já tô com catarata, já tô com tudo, gente.
Voz B:Que mentira, não tá com catarata, ainda vai ficar com catarata.
Azaghal:Todo mundo é na... Agora eu tô aqui, até meus dentes é falso. Eu já falei, eu vou te falar, arranca essa merda toda, bota perereca aí.
Voz B:Bota perereca.
Andréia Pazos:Nossa, ninguém, não existe mais ninguém tirando eu e a Ágatha com dentes verdadeiros. Que isso, gente, todo mundo trocou por teclado de piano.
Azaghal:Você também tem dente falso, parece. Você não tem?
Andréia Pazos:Eu tenho dois dentinhos com porcelana.
Azaghal:O meu aqui, ó, superior direito.
Andréia Pazos:Eu fiz isso já tem 20 anos, tá? Tá aqui até hoje.
Azaghal:Só tem dois originais de fábrica, o resto tem cada um de uma Ai, que mentira, David!
Andréia Pazos:Deixa de ser mentiroso.
Azaghal:Eu tô pensando, seriamente, botar de ouro.
Voz B:Ai, não, pelo amor de Deus!
Sr. K:Nem de ouro.
Voz B:Botar um rubi, que nem o Simple Red.
Azaghal:Bodas, qual é a boda que a gente tá? Bota um dente para cada boda que a gente tem.
Voz B:A gente ainda nem fez boda de prata.
Azaghal:A gente tá em que boda?
Andréia Pazos:Nenhuma ainda.
Azaghal:Como não tem nenhuma? Tem boda de algodão?
Voz B:Como é que não tem?
Andréia Pazos:Ai, eu não considero isso, gente. É só prata, ouro e acabou.
Azaghal:Prata, ouro e acabou. German bronze.
Andréia Pazos:A gente deve estar na de bronze, a gente tá quase na prata, falta pouco.
Azaghal:Já prata é quantos anos?
Voz B:20 anos. 25, prata é 25.
Andréia Pazos:Não, a gente tá com 20 anos já juntos. Nossa, pode casado não, né, David?
Voz B:Casado não.
Alottoni:Não, mas que conta aqui, gente, conta que vocês estão juntos, gente. Casar, um negócio que vocês vão, papel.
Azaghal:Exato, a gente já tá 20 anos. Não, a boda é relacionada ao papel, senão essa competição não faz sentido nenhum.
Alottoni:Mas o que que é a boda? Não é nada. Para você participar de uma maratona, você tem ter que botar uma plaquinha com o número.
Andréia Pazos:Meu amigo, você com uma semana de namoro já tava dizendo que me amava.
Voz B:Meu Deus, que isso!
Andréia Pazos:Nem uma semana, 5 dias já tava eu te amo, você muda minha vida.
Alottoni:É isso que vale, gente.
Andréia Pazos:E aí agora vai ter que contar a boda?
Alottoni:Exato.
Azaghal:Eu acho que sim.
Alottoni:Eu te amo, conta, gente.
Andréia Pazos:Eu te amo é a partir do eu te amo.
Alottoni:A partir do eu te amo.
Azaghal:A gente já tem 21 anos juntos.
Alottoni:Aí pronto, já fez uma boda aí, já fez uma boda já.
Andréia Pazos:21 anos de amor. A gente perdeu as alianças, gente.
Voz B:Você perderam aonde?
Andréia Pazos:Não sei mesmo, na vida.
Azaghal:A gente parou de usar porque a gente fez a bariátrica.
Andréia Pazos:Eu não sei onde tá a minha.
Azaghal:São as duas juntas no armário ali. Você achou? É a última vez que eu vi, tava lá.
Andréia Pazos:Acho que a gente não usa aliança.
Voz B:Ah, o Jovenel também não, não usa porque ela tá bariátrica. Só eu, eu sou a única pessoa nessa casa que usa aliança.
Alottoni:Mas agora eu já acostumei a ficar sem.
Azaghal:Gente, é só um simbolismo, mas peraí, Ela disse: "Você usa?" E o Alexandre: "Não." "Você usa com quem?" Eu não consigo, gente, já me desapeguei.
Alottoni:Agatha acostumou o dedo com aliança e eu acostumei o dedo sem aliança. E aí todo mundo tá feliz.
Voz B:Fica um casal liberal.
Alottoni:Não é, não tem nada a ver, gente. É só um negócio que você bota num acessório. É um acessório.
Azaghal:Bodeja de porcelana, 20 anos.
Andréia Pazos:Caraca, falando só em um acessório, no outro dia eu vi um negócio bizarro que o Professor Girafale que dava em cima da Dona Florinda, ele usava anel de casado.
Alottoni:Não, não, não.
Azaghal:Mas é porque ele era viúvo, não era?
Alottoni:Não, era Dona Florinda que era viúva. Ele não sei.
Voz B:Ele usava anel?
Andréia Pazos:Então, e a gente nunca percebeu. E aí deram um zoom, usava.
Voz B:Que filho da puta!
Alottoni:Não pensou, girafa?
Azaghal:Talvez o ator fosse casado e não quisesse tirar aliança.
Alottoni:Não, não, não, não, não. Vai lá, vai defender homem. Vai defender homem?
Andréia Pazos:Mas assim, eu não fui conferir, mas alguém botou a foto. Foto do Professor Girafales com a maletinha lá e aliancinha no dedo.
Azaghal:Porque tem um ator aí que perdeu um monte de papel em Hollywood porque ele não queria fazer cena de beijo.
Andréia Pazos:Quem?
Azaghal:Não sei o nome dele.
Voz B:Será que é o Tom Hanks? Não, Tom Hanks não.
Azaghal:Neal McDonough.
Andréia Pazos:Cara, nobody cares.
Azaghal:Ele falou que não queria fazer cenas românticas, que ele é casado e fiel à esposa, blá blá blá. E aí os caras: tá bom, então não vai fazer mais nada.
Voz B:Caraca, você tem que ser boa para fazer, tem que ser leite de ator para poder fazer isso, né?
Andréia Pazos:Caraca, o cara não Separar as coisas, trabalho de...
Voz B:É, gente, artista, gente, artista! Terminar?
Alottoni:É, mas tudo bem. É o caso da menina, é o caso de todos.
Andréia Pazos:É arte, tudo pela arte. Acabou a carreira, é isso. Eu não quero mais atuar, é isso. Foi isso que ele falou.
Voz B:É, gente, que coisa, né?
Andréia Pazos:Toni Ramos tá aí casada, bodas de ouro já, e nunca deixou...
Voz B:Não, eu entendo, eu entendo assim. Tem ator que se incomoda com cenas mais quentes, né, de mostrar o corpo aí. Mas um beijinho, né, gente? Gente, poxa, ator, né? Eles não botam língua, na verdade?
Azaghal:Depende do filme, né?
Andréia Pazos:Ai, Agatha, acho que bota língua sim. Você gosta de não botar língua? Não, não compromete ninguém. Lima Duarte não metia língua?
Azaghal:Ué, tem aqueles beijos bizarros do Lima Duarte.
Andréia Pazos:É nojento, né? Eu acho asqueroso esses beijos sem língua, gente.
Voz B:Como assim beijo do Lima Duarte, gente?
Azaghal:Você pode procurar no Google aí, beijos Lima Duarte.
Voz B:Ai, meu Deus, que desgraça!
Andréia Pazos:Você sente a dor.
Voz B:Credo, gente! Tadinho, tadinho.
Andréia Pazos:Cara, tinha um ator da Globo que quando ele dava uns beijos, não sei o nome dele, mas parecia que ele engolia a cabeça das atrizes.
Voz B:Ai, que horror, gente, que horror.
Azaghal:Francisco Coco?
Marcelinho:Não, não.
Voz B:Nossa, de onde você tirou?
Andréia Pazos:É um da geração nova aí. Esqueci o nome dele.
Voz B:Ai, horrível, né? Essas pessoas que abrem muito a boca, parece que tá engolindo a pessoa, é feio, né? Não, mas então, mas eu vi um gringo no Instagram falando que ele tá namorando uma brasileira e que ele tá apaixonado pelo beijo da brasileira, que ele falou: "Tem tanta língua, tem muita língua." Falei: gente, será que o americano não bota a língua?
Andréia Pazos:Nossa, que nojo, beijar sem língua.
Voz B:Ele falou: tem bastante língua assim, a língua fica passeando. Eu falei: será que eles beijam igual novela, sabe, sem a língua?
Azaghal:Beijo de uma do arte, é o beijo americano.
Voz B:Beijo americano?
Azaghal:Será que é isso?
Andréia Pazos:Caraca, eles beijam sem língua, gente?
Azaghal:Vocês têm que descobrir aí, vocês dois têm que descobrir.
Voz B:Como é que a gente vai descobrir? Vou perguntar. Caraca, agora eu estou curiosa, porque ele falou da língua, ele ficou assim: eu estou apaixonado, tem muita língua, a língua fica passeando lá dentro.
Andréia Pazos:Eu falei, caraca, quem inventou isso foram os franceses, né? O beijo de língua é invenção dos franceses.
Alottoni:Eles chamam de French kiss.
Voz B:Gente, eu tô muito curiosa para saber se o gringo entendeu beijo igual novela, aquele beijo sem língua no meio.
Alottoni:Nossa, eu tava curiosa mesmo. Fala uma frase certa no programa todo.
Voz B:Ela era uma mulher recatada, porém curiosa. Basta, Letícia, basta!
Alottoni:Menina quer namorado.
Voz B:Olá, família Jovem Nerd, como estão?
Andréia Pazos:Espero que bem.
Voz B:Me chamo Luiza, tenho 22 anos, sou gaúcha e tenho uma confissão: eu nunca namorei. Ah, tudo bem, 22 anos.
Andréia Pazos:É novinha ainda. Pra que namorar tão nova, gente? Pois é, neném, vai curtir.
Voz B:E após acompanhar uma série de episódios do Dia dos Namorados ao longo dos anos, também vim tentar a minha sorte.
Azaghal:Eu achei que ela, por acompanhar, não ia tentar nada.
Alottoni:Não aprendeu nada, né?
Andréia Pazos:Olha aqui, né, que é Dia dos Namorados, já formou vários casais.
Alottoni:Olha só, quando a gente começou a fazer o Nerdcast Dia dos Namorados, a Luísa tinha 4 anos.
Voz B:Meu Deus, gente, que horror!
Alottoni:Não sabia ler.
Voz B:E a gente já era, né, adulto, velho, sei lá.
Alottoni:Ai, ai, ai.
Voz B:Atualmente moro em Santa Maria, Rio Grande do Sul, e estou no meu último ano da faculdade. Olha aí que bonitinha! Então seria legal conhecer alguém que more pelos arredores. É isso aí, ela não quer nada a distância, gente.
Andréia Pazos:Ah, eu também sou assim, gente. Para mim, esse negócio de namoro a distância, se você começou a namorar a distância, você tem que resolver logo diminuir essa É, gente, amor a distância por muito tempo é muito difícil, né?
Voz B:Difícil, né, gente?
Alottoni:Exato.
Voz B:Porque a gente, pessoal, precisa, né, de pele com pele.
Alottoni:Amor a distância que a pessoa não se encontra, ela nunca vai precisar estar jogando LOL.
Voz B:É isso. Exato. O que estou procurando? Um homem tal qual a Rita Lee descreveu em Chuchuzinho: lindo, fiel, gentil e tarado. Gosto.
Andréia Pazos:Não pede o que o universo dá, porque eu sempre pedi isso e ganhei tudo.
Voz B:Lindo, fiel, gentil e barato. Lindo, não sei não. É sim, aos olhos dela é, então tá valendo.
Andréia Pazos:A gente acha o marido lindo, tem alguém que é contra?
Voz B:Então tá bom, mas aí já vem com você.
Alottoni:Agora os olhos dela é.
Andréia Pazos:Quem tem caixão sou eu mesmo, né?
Voz B:É verdade, é assim que eu com perfume.
Azaghal:Eu vou perguntar para a Andréia, você gosta?
Andréia Pazos:Ah é, gente, tem que perguntar para mim.
Azaghal:Eu, para mim, whatever o cheiro do cara.
Andréia Pazos:Teve uma vez que ele botou um perfume que eu falei: pelo amor de Deus!
Voz B:Meu Deus, gente!
Andréia Pazos:Era um... nossa, gente!
Voz B:Eu gosto daquele perfume!
Andréia Pazos:Eu usava para tirar o cheiro do ralo, era isso.
Voz B:Que isso, gente, era gostoso aquele perfume! Amadeirado!
Azaghal:Aí eu passei a levar esse perfume para as viagens, que já que a Andréia não gosta, eu levo para viajar.
Andréia Pazos:Eu sabia isso, isso, quando não tiver até o lastro do carro.
Azaghal:Aí uma vez eu botei E o Alexandre no carro começou a passar mal, fazer ânsia de vômito.
Voz B:Que isso, caraca!
Alottoni:Não lembro.
Voz B:Que isso, gente!
Andréia Pazos:Olha, depois vocês não querem as fanfic de vocês são casal gay. Aí eu botei, Alexandre reclamou.
Alottoni:Eu não associo ao perfume isso, eu só tava passando mal, pô.
Voz B:Confesso que eu não sou muito fã de cheiro de perfume de homem. No máximo esses amadeirados assim, mas eu não gosto muito não, sabia?
Andréia Pazos:Então você não sabe escolher perfume de homem, é?
Azaghal:Toma na cara!
Voz B:Não, agora tu vai escolher um então.
Alottoni:Qual o cheiro, então?
Andréia Pazos:Qual o cheiro?
Alottoni:Ridículo, ridículo.
Voz B:Não podemos mais usar talco, né, que não faz bem para saúde. Mas a fragrância, a fragrância talco é gostoso, gente.
Andréia Pazos:Aí, pronto, colônia de bebê, é colônia de bebê da Jhon.
Alottoni:Sol, para com isso, velho!
Voz B:Olha, ela diz que tem bônus se for alto. Menino, em relação à faixa etária, só não quero ser Papa Anjo. Uma faixa de 22 a 26 anos seria o ideal. É isso, né?
Andréia Pazos:Na tua faixa etária, abaixo de 22 vai ser menor de idade praticamente, né?
Voz B:Pois é, ela não quer ter papai, muito novinha. E antes que eu me esqueça, já aviso que procuro por alguém monogâmico. Nos dias de hoje é sempre bom avisar, né? Porque tá certo, são muitos cheques, são muitos cheques, né? Não quer relacionamento aberto, ela já tá dizendo, não quero.
Andréia Pazos:Aí eu também não gosto, gente, não sei não tem nada a ver com isso aí não.
Alottoni:É, não, gente, mas tudo bem, mas tudo bem, é verdade, exato.
Azaghal:Eu acho ótimo quem tem, mas eu não, eu não tô julgando vocês não, gente, que isso.
Andréia Pazos:Não, eu acho que todo mundo pode ter aberto, é eu que não consigo.
Alottoni:Ela só tá avisando, eu sou de outra geração. Não, mas tudo bem, não tem nada errado, gente, com relacionamento aberto, tudo certo.
Voz B:Sobre a minha aparência, sou uma loira falsa de olhos verdes, tem 1,68 de altura.
Azaghal:É uma loira pintada, é isso?
Andréia Pazos:É que nem é uma ruiva falsa.
Azaghal:Eu sou uma pessoa com dentes falsos, careca falsa. Não, sou careca verdadeiro, literalmente.
Andréia Pazos:Então você é 100% true.
Voz B:Gente, eu sou loira falsa também, gente, é muito.
Azaghal:Ah, então o homem que fez implante capilar, ele tem que falar: sou um cabeludo falso.
Andréia Pazos:Falso cabeludo, falso cabeludo.
Azaghal:Tudo falso.
Voz B:Então, não sei, porque como o cabelo tá preso na cabeça, talvez não seja considerado falso, né?
Alottoni:Você pode falar: "Tenho cabelo de boneca." Ah, mas é falso, né?
Andréia Pazos:Não, é porque você usa seu cabelo.
Azaghal:Meu dente tá preso na minha boca, que isso?
Voz B:Ainda, ainda.
Andréia Pazos:Mas, gente, o folículo é o teu folículo, só mudou de lugar, entendeu? O implante só tira de um lugar e bota no outro, então é teu.
Alottoni:Então a pessoa pode falar assim: "Ah, tenho cabelo de boneca." Cabelo de boneca, tenho cabelo de boneca.
Andréia Pazos:Se você implantou o cabelo de boneca, fodeu.
Voz B:Gente, que delícia! Olha, então ela tem 1,68m, tá? Nossa, é alta! Tatuagens bem bonitinhas. Os pontos negativos, vamos lá. Sou extremamente desastrada. Ah, gente, olha, ela tá querendo muito, né, fazer aquela coisinha dela. Sou extremamente desastrada. Isso é um ponto negativo, gente.
Andréia Pazos:Ai, que fofa!
Voz B:Ela é muito espertinha, você, hein? Ó que ponto negativo você botou.
Andréia Pazos:Meu ponto negativo: desastrada, perfeccionista.
Sr. K:Tem mais?
Voz B:Tá valendo, tá valendo. Olha aí, gente, defeito: desastrada.
Andréia Pazos:Ninguém fala assim: falsa, cínica, invejosa, manipuladora, obsessiva, cleptomaníaca, ciumenta, doente.
Voz B:Não, que horror! Ninguém vai falar os podres de verdade, né? Então vamos contar que ela é uma delícia, ela é, né, desastrada, tem uma relação parasocial com a Taylor Swift. Olha que bonitinha, é muito novinha, né? Relação com a Taylor Swift, gosto de tomar um trago.
Alottoni:Tomar um trago, né?
Azaghal:Beber álcool.
Voz B:Não é de cigarro?
Alottoni:Tomar um trago é beber álcool.
Voz B:Ah, tá, beber álcool. Ah, delícia!
Alottoni:Olha, isso não é negativo.
Voz B:Não, não é negativo, gente. Socialmente, né, tá tudo, tá tudo amor. Provavelmente irei te stalkear através das cartas de tarô. Ai, meu Deus!
Andréia Pazos:Nossa, aí eu já gostei!
Voz B:A Andréia já gostou, já ganhou, já se pôs red flag gigante.
Andréia Pazos:Gente, ela vai, o cara vem com papinho, ela já vai, joga as cartas para ver se ela não precisa daquele polígrafo. Como é que é o nome daquele negócio?
Alottoni:Ver se tá mentindo, polígrafo.
Andréia Pazos:É isso aí, ela não precisa porque ela tem o tarô.
Alottoni:Por que não precisa?
Andréia Pazos:Porque o cara inventar historinha, não sei se tá falando a verdade, não abre a carta Eu fiz tudo, acabou. Mentiroso, mentiroso, tá aqui nas cartas.
Voz B:Nossa Senhora, André, já gostou?
Alottoni:É assim que funciona mesmo, gente.
Andréia Pazos:Na minha vida, o tarô, o polígrafo também não funciona assim. Eu vou te dizer, as cartas de tarô acertaram tudo na minha vida, meu filho. E começou o Azaghal, devia agradecer as cartas de tarô, tá?
Azaghal:Agradeço todo dia. Enforcado, como é que é o nome das cartas? O Sol Nascente, a Torre, não sei, não suponho que você acertei a carta.
Voz B:Não tem um negócio com rato também?
Sr. K:Com rato?
Voz B:Não tem?
Andréia Pazos:Rato é ruim, gente, eu não entendo nada de tarô não, eu não sei jogar.
Alottoni:Ninguém entende nada de tarô.
Andréia Pazos:Mas eu gosto e eu acredito, I believe, eu acredito em boas cartomantes.
Alottoni:Como é que a gente determina boas cartomantes? Qual a universidade de cartomante?
Andréia Pazos:É aquela da família quela que você não sabe onde mora, lá no cu do Júnior.
Azaghal:Recomendada, que nem barbeira.
Andréia Pazos:Recomendada, que ninguém sabe, é secreto, speak easy, você tem que saber falar uma frase pra poder entrar lá.
Alottoni:Aquela que resolveu a vida de todo mundo, menos dela mesma.
Andréia Pazos:Por que não funciona tirar pra você?
Alottoni:Ah, não funciona, caraca, olha, parada mais altruísta, ainda pagam de altruísta.
Azaghal:Às vezes a realidade é que nem a realidade do barbeiro, um bom barbeiro tem o cabelo ruim.
Marcelinho:É isso.
Alottoni:É porque sabe o que que a pessoa que joga caixa de tarô não consegue tirar no tarô? Um contato bom para outro jogador de tarô.
Andréia Pazos:Não, porque ela não quer ver as coisas ruins, então ela vai se sabotar, entendeu?
Alottoni:Ah, então ela decidiu ser a fofoqueira do futuro dos outros só, é isso?
Andréia Pazos:É claro, você quer vasculhar e fofocar a vida dos outros, olha aí, não quer a tua?
Marcelinho:Olha que desgraça!
Voz B:Ah, é, ninguém quer saber, né?
Azaghal:A tua você sabe, inclusive.
Andréia Pazos:A tua você sabe, exato, jogar carta pra quê se tem tudo que eu fiz? Saber se eu tô mentindo? Eu tô mentindo.
Voz B:Agora eu quero saber ele. Meus pontos positivos: sou muito atenciosa, minha linguagem de amor é atos de serviço e tempo de qualidade. Olha aí que delícia! Atos de serviço quer dizer ela gosta de fazer coisas pela pessoa, né? Assim que ela demonstra. Exato. Tempo de qualidade, ficar com a pessoa, ver uma série. Topo quase todo tipo de rolê, desde ir para barzinhos e festas até atividades mais tranquilas, como feirinhas, cinema, cafeterias. Ah, gente, ela é bonitinha, que bonitinha!
Andréia Pazos:Gente, adoro uma feirinha.
Voz B:E pronto, André já gostou. É tarô, feirinha.
Andréia Pazos:Mas ela procura homem, ela procura homem, e eu não tô no relacionamento aberto.
Voz B:Ai, gente, mas acho um bom partido, acho um bom partido. Bonitinha ela, olha lá. Outro ponto positivo é que jamais te deixarei no tédio. Minhas múltiplas personalidades irão te entreter.
Azaghal:Cara, que isso aqui é real!
Andréia Pazos:Agora vem tudo por água abaixo.
Alottoni:Você já está avisado, vai ser divertido, gente.
Andréia Pazos:É o horizonte, né, gente? Lembra daquele filme, gente, do cara que uma hora ele era um urso, outra hora era uma mulher, outra hora não sei o quê? Lembra? Cada hora era um negócio, uma fera, sei lá, era uma fera. Lembra?
Azaghal:Urso? Aí é outra história.
Alottoni:É verdade, cara. Ué, do O cara era um monstro, né?
Andréia Pazos:Era um monstro fragmentado. É, nossa, apavoroso aquilo.
Voz B:Não sou de direita. Ótimo, pronto, olha aí que delícia.
Andréia Pazos:Pronto, uma suavizada, né?
Alottoni:Múltipla personalidade.
Voz B:Já deu uma suavizada, gente, que isso?
Alottoni:Não, mas e se tiver um personagem dela de direita?
Voz B:Vamos ver como é que é.
Alottoni:Ai, cara, é um perigo.
Azaghal:A personalidade que está escrevendo não é.
Andréia Pazos:Exatamente, corremos esse risco.
Voz B:Que isso!
Alottoni:Aí, mandou o Instagram: Luiza com Z, letra B, e Hellund com H. Menina, que isso, gente!
Andréia Pazos:Mas é modelo, gente!
Voz B:É modelo, gente! Modelo manequim! Que isso, que delícia!
Andréia Pazos:Gisele Bündchen!
Voz B:Menina do céu!
Andréia Pazos:Mas essa é uma personalidade, só que a gente tá vendo a personalidade que ela tem. Personalidades aqui no O velho urso, menina, mas ela é uma graça!
Azaghal:Que isso! Essa aqui é a personalidade que a gente foi na Argentina, não sou tango.
Andréia Pazos:E ela tem a personalidade argentina, mas só tem poucas fotos, né?
Azaghal:É porque como ela tem muitas personalidades, vários perfis diferentes, são vários perfis, tem que achar quais são os outros perfis.
Voz B:Je t'aime.
Alottoni:Menino quer namorada. Saudações nerds, meu nome é Murilo, tenho 31 anos, sou de Sorocaba, São Paulo, e esse ano decidi me jogar na vitrine de namorados do Nerdcast. Direto ao ponto, eu sou cego e ando com uma cão-guia chamada Badusca.
Andréia Pazos:Nossa, que nome maravilhoso!
Voz B:Ai, adorei!
Marcelinho:Badusca!
Azaghal:Babusca, babusca, babusca, babusca, babusca, babusca, babusca.
Andréia Pazos:Ah, é da garota ali.
Alottoni:É da Kate Bush?
Andréia Pazos:É da Kate Bush.
Azaghal:Podia ser a Babuda.
Alottoni:Babuda.
Andréia Pazos:É, você tem a Babuda.
Voz B:Eu tenho a Babuda. Ah, minha Babuda.
Alottoni:Tenho uma vida totalmente independente e ativa. Trabalho, moro sozinho, crio uma filha de 10 anos. Deixando bem claro, não procuro alguém para cuidar de mim. Ou de nós. A única desvantagem real da minha condição é que se eu trombar em uma mesa no primeiro encontro, a culpa é da biologia e não do nervosismo. Ah, que bonitinho!
Voz B:Ai, gente, já gostei dele, já adorei! Também!
Alottoni:Para pagar as contas e sustentar a casa, fingo que sou um adulto sério trabalhando com direito tributário.
Voz B:Exato!
Alottoni:Que bonitinho! Mas a sanidade mental eu mantenho jogando D&D no final de semana e treinando jiu-jitsu e tocando violão. Olha aí!
Voz B:Ó, versátil!
Andréia Pazos:Gente, D&D é o jogo ideal para quem não enxerga nada, porque tem que usar A sua imaginação.
Alottoni:Exato, é um jogo excelente. Também escrevo umas músicas que misturam rock com sertanejo universitário.
Voz B:Meu Deus, caraca, rock com sertanejo universitário!
Azaghal:Rockanejo, rocanêjo.
Alottoni:O que pode parecer uma heresia para alguns, mas funciona bem. Estou procurando uma parceira que curta conversar de verdade, que tope ir atrás de um restaurante meio escondido com comida boa, maratonar uma série ou me me dar apoio moral quando eu decidi aprender a surfar nas próximas férias.
Voz B:Olha aí, gente, até agora tá tudo bem, é uma graça.
Alottoni:Ai, que não se importe em ser o player 1 nos games. Sim, o 1, porque a maioria dos jogos não tem acessibilidade, então ela pilota e eu dou palpite.
Andréia Pazos:Só falei que o Dede é perfeito.
Alottoni:Se tiver alguma nerd aí procurando parceiro para dividir campanha de RPG e a vida real, dá uma avaliada no meu Instagram, Murilo H. Delgado, ou seja, Murilo Delgado, só que com um H, a letra H entre os dois nomes. Olha aí, vamos abrir o e-mail dele.
Voz B:Foi super fofo, gente. Olha, Murilo aí, ah, tá vendo ele jogando videogame, o cachorrinho?
Andréia Pazos:Ele joga videogame, gente. Como é que joga videogame?
Alottoni:Não, dependendo do jogo ele pode jogar ali, tem acessibilidade, etc.
Sr. K:e tal.
Voz B:Aí, gente, toca violão, faz o Ai, gente, muito legal! Joga dedê! Eu gostei da vibe dele, do e-mail.
Andréia Pazos:Também adorei.
Voz B:Vamos ajudar esse menino, eu quero ajudar.
Azaghal:Então ajuda aí, Agatha.
Voz B:Tô fazendo a minha parte.
Andréia Pazos:Olha ali, ele tem um escudo ali. Que que é aquilo?
Azaghal:Acho que foi algum lugar. Momento épico na praia de Sete Reis.
Marcelinho:Seven Kings.
Voz B:Ele foi na Seven Kings.
Andréia Pazos:Olha aí que maneiro!
Azaghal:E pelo visto Ele disse em Santos, que se ele botou na praia, olha, então ele tem essa loja aqui de Santos, com certeza ele tem bom gosto para hambúrguer, sabe?
Voz B:Olha aí, é o pacote completo.
Alottoni:Murilo, a gata é o gado, tá aí, tem link aí no Instagram dele. Valeu, Murilo! Fique ligado, o Nerdcast volta já. Fãs de Star Wars, preparem-se, chegou o Ultimate Grogu portuguesa, o Baby Yoda, o Grogu. Ai, gente do céu, pelo amor de Deus, a versão animatrônica em escala real uma estátua com 37 centímetros de altura e um nível de detalhes simplesmente impressionante.
Andréia Pazos:Ai meu Deus do céu, tô passando mal já. Eles não vão mandar um pra gente analisar?
Alottoni:Não é só uma estátua, ele reage ao ambiente, aos sons e os acessórios através de sensores espalhados pelo corpo.
Andréia Pazos:Shut up and take my money, gente, acabou.
Alottoni:São mais de 250 sons e animações que reproduzem movimentos, as expressões de personagem de forma super realista, cara, é muito perfeita.
Andréia Pazos:Pelo amor de Deus, meu Deus, eu preciso disso, gente, eu quero isso na minha vida.
Alottoni:Ele ainda tem 3 modos diferentes: o modo Explore para interagir com o ambiente, o modo Grab and Go, que é perfeito para eventos e cosplay. Se você tiver um cosplay que você usa o Grogu, se você já cosplay de Mandaloriano, essas coisas, ele tem um modo para isso. E tem o modo Display também, que é ideal para exposição na coleção.
Andréia Pazos:Gente, eu posso ser mãe de um Baby Grogu?
Alottoni:De um Grogu?
Andréia Pazos:Eu posso, porque eu tirei, eu acabei de tirar a minha ID galáctica.
Azaghal:É verdade.
Marcelinho:Que isso, gente?
Azaghal:A gente foi no cinema no Disney Springs e aí agora tem uma cabine onde você entra e você pode fazer a sua identidade galáctica no universo Star Wars.
Marcelinho:Olha aí!
Andréia Pazos:E aí eu escolhi que eu era a Bontemps Hunter.
Voz B:Olha aí!
Alottoni:É isso.
Andréia Pazos:Eu já tava prevendo que essa criança vinha pra mim.
Alottoni:Olha aí, Rafa.
Voz B:Essa já vai pra você, pronto. Olha aí. Profecias.
Alottoni:Ó, o Grogu tem acabamento mega premium, ele é com figurino em tecido, acessórios mega detalhados, fidelidade incrível ao Grogu que a gente conhece. Mas atenção, olha, são unidades mega limitadas para o Brasil, a venda exclusiva pela Iron Studios Store, e é uma pré-venda. Pré-venda já tá aberta para o envio previsto para abril de 2027, ou seja, ano que vem.
Azaghal:É uma gestação.
Alottoni:É verdade, você quiser engravidar do Gugu agora, aproveita a pré-venda, tá lá na Aerostudio Store, tem link no post. Não perca tempo, garoto de Cotacaba, antes que você perca essa janela da fertilidade. Não perca a janela da fertilidade, não perca essa janela, gente.
Voz B:O momento é agora, tá voando, é agora! Ai, meu Deus, que delícia!
Alottoni:Você ouve o Não Esquece dos Dois Namorados, 9 meses depois você tem um melhor.
Voz B:Perfeito!
Alottoni:Sabe aquele notebook que acompanha você em qualquer missão? Pra trabalhar, pra estudar, pra jogar, pra criar conteúdo.
Azaghal:Notebook companheiro.
Alottoni:Exatamente. Os notebooks com RTX. Azaghal, eles foram feitos para tudo isso, porque além da potência, eles contam com recurso de inteligência artificial da NVIDIA que ajudam em várias tarefas do dia a dia. Na hora de jogar, você tem gráficos mais incríveis com mais desempenho. Na hora de criar, editar ou fazer lives, aí ajuda a otimizar processos e melhorar sua experiência. E com NVIDIA App, tudo fica ainda mais simples. Dá para ajustar configurações de jogos com apenas um clique, acessar ferramentas que transformam qualquer espaço em um estúdio de criação. E além disso, os notebooks RTX também permitem usar agentes de IA localmente, acelerando estudos, produtividade, sem depender da nuvem. São mais de 500 jogos e aplicativos que já aproveitam essa tecnologia de IA da NVIDIA. Então, se você quer um notebook pronto para tudo, que nem o seu namorado, sua namorada—
Andréia Pazos:não, esse é o par ideal, não precisa nem ter namorado, namorada.
Voz B:Se você não tem namorado, você achou o amor da sua vida.
Alottoni:Quem precisa de namorar com notebook RTX da NVIDIA? É isso, procura sempre o selo RTX da NVIDIA no seu notebook. Tem link na descrição. Marcelinho lê e-mails bizarros.
Voz B:Ah, cê reparou que eu me arrumei?
Alottoni:Ah, tô bonitinha. Muito bem, Marcelinho. Marcelinho, bem-vindo novamente, Marcelinho!
Marcelinho:Ah, muito obrigado por me receber, é um grande prazer. Vamos ler histórias de amor hoje?
Andréia Pazos:Vamos, Marcelinho! Há quantos anos, Marcelinho, você tá aqui com a gente participando?
Marcelinho:Ah, eu já participo o quê, há uns 14 anos?
Andréia Pazos:16 anos?
Marcelinho:Olha que beleza!
Alottoni:Então, a gente tava conversando com o Eric, né? O pai do Marcelinho, antes da gente gravar, que a gente tem que combinar com o Eric, né, com o pai dele.
Marcelinho:Ah, sim, claro, sim, sim, porque ele tem que sair de casa para eu poder gravar.
Alottoni:Exato, exato. Aí ele lembrou que, por exemplo, esse ano temos Copa do Mundo e o Marcelinho nunca viu o Brasil ser campeão.
Voz B:Ah, tadinho do Marcelinho, não é?
Marcelinho:Pois é, e há quem diga que eu nunca vou ver também. Obrigado, você é menor de idade.
Azaghal:Na verdade, esse é o 15º ano, 15º Nerdcast Namorados que o Marcelinho participa. Você tá debutando.
Voz B:Caraca!
Alottoni:Vamos fazer festinha!
Andréia Pazos:Nossa, com quem você quer dançar valsa, Marcelinho?
Marcelinho:Ah, com todo mundo! Vamos fazer fila aí, gente.
Alottoni:Marcelinho, agora você pode jogar isso na cara do teu pai e dizer que você tem evidências provas científicas objetivas que você tem mais de 12 anos.
Marcelinho:Olha isso, caraca!
Andréia Pazos:Não, mas os anos não passam para o Marcelinho como passa para a gente, gente.
Marcelinho:Passam diferente para mim.
Andréia Pazos:Diferente. Cada ano é um mês para ele.
Voz B:Que nem o Bart Simpson.
Alottoni:Marcelinho, esse é um ano muito agitado e a gente precisa desacelerar e pensar no amor, porque o amor tá sempre em pauta, Marcelinho.
Marcelinho:Sim, sempre em pauta. É o que preenche nosso coração, independente de como for a seleção na Copa, né? O nosso coração tem que estar sentido de amor, e é por isso que a gente tá aqui.
Alottoni:Mas e o seu coração, Marcelinha? Nada, né, ainda, né?
Marcelinho:Ah, não, eu tô muito jovem ainda para isso. Tem um casinho ali, outra ali, mas nada sério, nada sério.
Alottoni:Tá bom, tá bom, vamos ver se a gente consegue então fazer o Marcelinho ajudar alguém. As pessoas, Marcelinho, conta as histórias mais especiais do mundo para você, e a gente separa aqui. Acho que você pode começar lendo a do— ah, não pode falar o nome da pessoa quando tá entre parênteses, um detalhe, o nome completo, mas não pode ler.
Marcelinho:Vamos ler a história do Mário Sérgio.
Alottoni:Exato, exato.
Marcelinho:Lambda, Lambda, Lambda Nerds, sou ouvinte de longa data do programa, um grande fã do conteúdo de vocês. Inclusive fiquei muito triste em perder o Nerdcast 1000 no teatro, mas pretendo comparecer no próximo. Inclusive já estou colecionando os selos, kkk.
Alottoni:Exato, faremos um evento de 20 anos de Nerdcast esse ano. Tô falando ao vivo, galera, ó, vai ser maneiro, vai ser maneiro.
Marcelinho:Um grande abraço a todos na mesa, principalmente a quem estiver lendo esse e-mail. Um grande abraço para você também, cara.
Alottoni:Olha só, ele já mandou aquele saber que ia cair no Marcelinho, no inferno do senhor, cara.
Marcelinho:Por que será, né? Porque será? Vem contar uma história bizarra que aconteceu comigo logo que comecei a me relacionar com o grande amor da minha vida, e é um grande esse tabu aqui em casa. Espero que seja a pessoa que tá na tua casa seja o grande amor da sua vida, senão é um tabu. Demorou muito para convencer ela a me deixar mandar esse e-mail para vocês, com a óbvia condição de absoluto sigilo. Pode deixar, ô Mário Sérgio, a gente não vai contar seu nome. A esposa Marina pode ficar tranquila. A história se passa no Foi no início de 2022, quando na volta da vida normal após a pandemia, eu, homem universitário, 22 anos na época, estava voltando a sair, ir a festas, conhecer pessoas, etc. Em uma dessas festas conheci a linda mulher que viria a ser a minha atual namorada e com sorte futura esposa.
Alottoni:Ih, então ainda não tá garantido nessa ainda não.
Marcelinho:Não tá garantido, pode perder tudo com isso, pode ter—
Voz B:Exatamente! Nossa, é mesmo, gente, ai meu Deus do céu.
Marcelinho:Uau, que dependendo de mim vocês se casam agora!
Alottoni:Olha, a gente pode estar num momento canônico de divisão de linhas temporais.
Voz B:É isso, gente, eu não quero essa responsabilidade não.
Alottoni:A responsabilidade, Marcelinho!
Marcelinho:Estávamos numa roda com alguns amigos em comum, conversamos, trocamos contato e eventualmente acabamos saindo em alguns encontros. Acontece que somos muito diferentes e no início as conversas eram um pouco travadas, gostos diferentes, mas encontramos terrenos comuns falando da vida. Mas vi nela uma gentileza rara. É o tipo de pessoa que ilumina o ambiente quando entra, inspira uma paz que nos faz querer ter ela por perto.
Azaghal:Uau!
Voz B:É quando você tá apaixonada, é isso, tá apaixonada, é isso aí, toda em câmera lenta, igual nos filmes.
Marcelinho:Um dia, quando já éramos mais próximos, fomos para casa dela assistir a um filme. Chegando lá, uma grata surpresa: a mãe e a avó dela Ela, que moravam as três juntas, né, tinham ido passar o fim de semana na casa de uma tia dela numa cidade vizinha.
Alottoni:Olha só, já foi com a intenção ruim, né?
Andréia Pazos:Já foi preparado.
Marcelinho:Chegando lá, mal deu tempo de ligarmos a televisão e as coisas começaram a esquentar rápido. Antes que me desse conta, estávamos no quarto dela. Foi a primeira vez que transamos e a química realmente foi excepcional. Depois do primeiro round, estávamos exaustos. Enquanto descansávamos, ela foi até a cozinha e pegou uma garrafa de vinho. Começamos a beber e conversar. Tá tudo bem, a história podia terminar agora.
Andréia Pazos:Então, né, agora tá ótimo, até agora vai dar casamento, nada pode dar errado.
Marcelinho:Lá pela segunda taça, iniciamos o segundo round e ela veio a me amar com a boca.
Andréia Pazos:Meu Deus, isso é uma nova maneira de falar outras coisas.
Alottoni:Já tá ficando bizarro.
Andréia Pazos:Nossa Senhora, veio comer pêssego.
Voz B:Ai, que horror!
Alottoni:Tá uma letra de Fagner aí, ó, veio me amar com a boca.
Marcelinho:E tem um parênteses aqui, contar only Only You, se ficar mais fácil para o Jovem Nerd entender. É contar ou cantar?
Alottoni:Cantar Only You?
Voz B:Only You!
Marcelinho:Ah, entendi, é uma cena de romance mais quente.
Voz B:Ah, mas o que que é?
Alottoni:Não entendi, não, bebê, mas acho que ficou mais difícil para eu entender essa, cantar ou contar Only You. Eu não entendi, agora eu tô achando mais confuso. O que que é Only You?
Andréia Pazos:Ele quer que você imagine a cena de amar com a boca com Only You, é isso que ele fala.
Voz B:Nossa senhora, que horror, vai estragar a minha vida! Fica mais fácil de entender.
Marcelinho:Eu, hein?
Andréia Pazos:Tragou!
Voz B:Gente do céu, que horror, gente! Essa música não tem nada a ver com qualquer—
Marcelinho:Imagina amar com a boca enquanto canta um livro.
Voz B:Nossa Senhora, imagina que cafonice!
Andréia Pazos:É quase o Costinha engolindo o microfone.
Marcelinho:Ai, que horror!
Voz B:É para Tá contando para ela que só ela pode fazer o mundo ficar gostoso.
Marcelinho:Depois de alguns segundos de ação. Caraca, segundo?
Voz B:Depois de alguns segundos, amor, amor hard. Nossa Senhora, caraca, uma gulosa!
Alottoni:Ai ai!
Marcelinho:Caraca... Depois de alguns segundos já são quando eu estava começando a relaxar ouvi um barulho úmido— Barulho úmido? E abaixei a cabeça bem a tempo de ver ela engasgar com "desculpa" enquanto corria para fora do quarto.
Voz B:Que isso?! Ela engasgou e saiu correndo?
Marcelinho:Engasgou e saiu correndo mas pediu desculpa antes. Educada acima de tudo né nossa!
Alottoni:Não entendi o que aconteceu. Alexandre: Barulho úmido... Ahhh, ela vomitou.
Voz B:Holy shit!
Alottoni:Que nojo!
Voz B:Ah não, cara, que isso, gente, ela vomitou!
Andréia Pazos:Ô gente, foi lá na goela!
Voz B:Meu Deus, minha filha, que horror! Faz uma coisa dessa, gente!
Andréia Pazos:Amar com a boca mata!
Voz B:Gente do céu, meu Deus, gente, vai com calma!
Marcelinho:Fiquei completamente perdido, só entendi o que tinha acontecido quando, ao levantar, percebi a camisinha deslizando caindo para fora e uma sensação gosmenta escorrendo pela virilha.
Alottoni:Nossa senhora, tá lindo isso, gente!
Andréia Pazos:O que aconteceu, gente? Pelo amor de Deus!
Voz B:Meu Deus!
Marcelinho:Quando me liguei, fui correndo atrás dela para saber o que tinha acontecido, se estava passando mal ou algo do tipo. Entrei no banheiro e ela estava de frente para pia com a cara de alguém que está claramente segurando choro.
Andréia Pazos:Oh meu Deus!
Marcelinho:Assim que ela me viu, começou a chorar. Naturalmente fui até ela, abri os braços e ela desatou a chorar solução do pedido de desculpas. Fiquei tão preocupado em amenizar a vergonha dela que esqueci completamente da minha própria situação vergonhosa. Quando ela começou a se acalmar, fui tomar banho. Obviamente, nesse ponto, o cheiro— a história não terminou, vai acontecer alguma coisa ainda.
Voz B:Ai, meu Deus, gente, isso já não foi o pior.
Andréia Pazos:Tô detestando, gente, tá nojento.
Azaghal:Foi exatamente o que aconteceu.
Voz B:Pois é, ninguém, eu acho que ela se engasgou com a camisinha, não sei.
Azaghal:Então é exato, 100% não tá claro ainda. Ele se mijou, será?
Marcelinho:Também fui tomar banho.
Andréia Pazos:Ele mijou na boca da garota. Você é muito escrotidão, né?
Voz B:Não foi isso.
Alottoni:Ela que tá pedindo desculpas.
Voz B:Não, gente, por que que ela tá pedindo? Vamos lá, não, vai, continua, tô curiosa.
Marcelinho:Fui tomar banho. Obviamente, nesse ponto, o cheiro azedo já estava começando a ser perceptível. Enquanto eu me limpava, dissociei brevemente e imaginei como seria a cena vista por fora. Um homem magrelo de 1,90m vomitado, com gorfo escorrendo entre as pernas, abraçando uma jovem aos prantos pelo constrangimento de ter vomitado por ter engasgado com a camisinha durante sexo oral.
Voz B:Ah, tá, então foi isso mesmo, gente. Coitada, não é culpa dela, imagina.
Marcelinho:Foi um esforço enorme segurar o riso diante do ridículo da cena. As únicas vezes que mencionamos esse episódio novamente foram pouco depois do pedido de namoro, quando oficializamos. E ela contou ter sido aquele momento em que percebeu que estava se apaixonando, simplesmente por eu não ter me irritado e só ter me preocupado com o estado dela. Nossa, o amor nasce em terrenos.
Voz B:Meu Deus, que bonitinho, gente! Tadinha, mas é bonitinho. Mas você vê como tem homem lixo por aí, não só homem, né, mas Tem gente lixo, como tem gente lixo. A menina viu um cara que foi compreensivo com a situação e ficou toda derretida, entendeu? Você veja, você achou: nossa, que homem bom, ele nem me bateu, foi compreensivo, uma pessoa legal.
Andréia Pazos:Ai, gente, que horror.
Marcelinho:E mais recentemente, ontem, quando perguntei a ela se seria um problema escrever esse e-mail, ficou meio relutante no disse isso, mas garanti que seria anônimo. É isso aí, Mário Sérgio. Essa é a história de origem do nosso relacionamento. Amo muito minha vomitinha e que venham outros 4 anos ao seu lado, meu amor. O que é isso, nerd?
Andréia Pazos:Depois de vomitinho, ela é lésbica agora, tá? Nós vamos ter mais um filho mais tarde.
Marcelinho:Olha só, vocês vão casar, eu tenho fé nisso. E acho que uma grande forma de pedir ela em casamento é vomitando no meio da sala e tem uma aliança ali.
Andréia Pazos:Ai, que ódio!
Voz B:Que romântico!
Andréia Pazos:Não, mentira, Marcelinho, você salvou essa história.
Marcelinho:Obrigado, obrigado.
Andréia Pazos:Você salvou esse casamento, essa possibilidade.
Voz B:Que louco!
Azaghal:A festa de casamento Você não sabe, então vai ser ótimo.
Marcelinho:Vai ser ótimo, porque o pessoal vai vomitar no início.
Voz B:Ai, meu Deus do céu.
Marcelinho:Olá, nerds, meu querido jovem nerd, Senhor Supremo da Luciaria Azaghal e as rainhas das minhas manhãs de sábado, Senhora Jovem Nerd e Portuguesa.
Sr. K:Nossa, é das antigas, hein?
Marcelinho:Quero me identificar como Josh Kedward. Imagino que esse não seja o seu nome, mas tudo bem. Quero me identificar como Josh Kedward.
Voz B:Tá vendo? Muito Crepúsculo, né, esses nomes assim de—
Andréia Pazos:é muito Crepúsculo.
Alottoni:Caraca, esse Kedward.
Voz B:Josh, não, Josh.
Alottoni:Falar com voz de dublagem, exatamente.
Marcelinho:Pois quem me conhece vai saber quem é.
Alottoni:Tá bom.
Azaghal:Quem me conhece sabe.
Marcelinho:Quem me conhece sabe.
Alottoni:Exatamente.
Marcelinho:Tenho atualmente 39 anos, solteiro, não tenho filhos, moro com meu pai, que minha mãe meu pai faleceu e vim morar com ele para fazer companhia. Sou de Santa Isabel do Pará, cidade onde Pablo Vittar se criou. Sou nerd, gamer, gosto muito de ler e escrever. Venho por meio desse email contar uma breve história de derrota que durante esses meus longos 38 anos passei. 38, não era 39?
Andréia Pazos:Vou te falar, já tá no início de Alzheimer já.
Marcelinho:Pé já, já.
Alottoni:Então já alucinação de inteligência artificial.
Voz B:Olha aí, o chat.
Azaghal:Oi, não fazia muita coisa no primeiro ano e não conta.
Voz B:É isso, verdade.
Alottoni:O primeiro ano não conta nenhuma derrota, conta nenhuma derrota. Você vai ficar: ah, me caguei nas calças. É, pois é, porque primeiro ano é só derrota, é só derrota.
Andréia Pazos:Não, cagar nas calças ele pode estar cagando agora, né?
Marcelinho:Ai, de fato, aí é mais derrota ainda.
Azaghal:Primeiro ano você só curva, caga na calça, só Não faz isso, faz mais nada.
Marcelinho:É, bons tempos que não volta.
Voz B:Ah, volta, mas eles voltam, eles voltam, eles voltam.
Azaghal:Dependendo da sua adolescência, eles voltam mais rápido.
Voz B:Fica tudo igual, sem cabelo, sem dente, cagando, fica tudo igual.
Marcelinho:Sempre foi o nerd da família e da escola, por esse motivo Vivo, se aproximar do sexo oposto sempre foi difícil para mim e até hoje é. Eu fico nervoso, a mão treme, e até hoje eu só fiz sexo 3 vezes na minha vida inteira.
Voz B:Nossa, tudo bem.
Andréia Pazos:Meu Deus, então provavelmente você é gay, meu filho. Olha aí, o cara não consegue, ele não fica bem, ele não se sente bem.
Voz B:Pode ter, mas como pode ser um bloqueio também, né, do nerd, né?
Andréia Pazos:Permita-se, permita.
Voz B:Tem que averiguar, tem que averiguar.
Marcelinho:Minha primeira vez foi com 26 anos, ainda morando com meus pais, e foi uma—
Alottoni:26 anos?
Andréia Pazos:Ah, tá bom, gente, ele não é o virgem de 40.
Alottoni:Ele é nerdão, né?
Voz B:Tá tudo bem, tá tudo bem, tá tudo bem.
Alottoni:Maluco, não tem, não tem data certa, gente.
Azaghal:Olha o Zucavelo, até os 26 anos o cara só enxergava nublado.
Alottoni:Nada a ver. Não precisa, gente, pode ter qualquer idade.
Voz B:Nunca é tarde, nunca é tarde.
Marcelinho:Minha primeira vez foi com 26 anos e foi uma derrota sem tamanho.
Andréia Pazos:Ah, com certeza.
Marcelinho:Foi meu presente de aniversário da minha primeira namorada.
Azaghal:Nossa, que susto!
Andréia Pazos:Por um segundo, por um segundo eu gelei aqui, viu?
Alottoni:Aquele tio Por um segundo eu ia parar de ler esse e-mail agora.
Voz B:Calma, gente, tá tudo bem, tá tudo bem.
Marcelinho:Ela era gótica, então já viu, né? Já viu o quê?
Voz B:Já viu o quê?
Alottoni:Já viu o quê?
Voz B:Ela era gótica, então já viu o quê?
Marcelinho:O quê? Tava cheio de morcego na cama?
Voz B:Caraca, cara, não entendi.
Andréia Pazos:Muitos spikes, muitos spikes.
Azaghal:O cara tinha uma namorada e ela deu de presente de aniversário de 26 anos a primeira Tava sem ideia.
Andréia Pazos:É tipo my dick in a box, só que my check in a box.
Voz B:Teu presente é ver xoxó.
Andréia Pazos:Feliz aniversário!
Voz B:Um dia especial, né?
Alottoni:Caraca, brother! Mas aí, pessoas góticas fazem isso?
Andréia Pazos:Eu conheço muita gente que libera outras coisas em forma de presente.
Marcelinho:Feliz aniversário!
Voz B:Mas qual é a sensação de você Gótica com nada a ver, pois é, estereótipo, não, nada a ver.
Andréia Pazos:Enfim, ah, é porque toda gótica dá xereca de presente de aniversário.
Alottoni:Eu não sei qual é a associação que ele fez com ela ser gótica.
Marcelinho:Vou fazer meu aniversário no cemitério.
Voz B:Ai, meu Deus.
Marcelinho:A garota chegou com aquele fogo todo e eu, sem saber o que fazer, infelizmente broxei.
Voz B:Tadinho, ficou nervoso, ficou tenso, coitado.
Andréia Pazos:Ué, então eu já falei. O quê? Assista a "Hitter and Rivalry" e depois vê.
Voz B:Ah, é verdade.
Alottoni:Ah, ele queria propor.
Voz B:Podemos considerar isso também.
Andréia Pazos:Gente, eu tô achando seriamente.
Alottoni:Você já jogou hóquei no gelo?
Andréia Pazos:Não, ele nunca jogou.
Alottoni:Talvez esse seja o seu esporte, Josh.
Voz B:Catworth.
Alottoni:Catworth. Você imagina esse nome no uniforme? Catworth.
Voz B:2023.
Andréia Pazos:Ah, total, cara, total! É, próxima temporada terá ele.
Marcelinho:É, nerds, minha primeira vez vendo o corpo nu de uma mulher. Fiquei sem reação, que nem um amigo de baixo quis ajudar. Fiquei com aquela sensação de que não servia para isso, mas não desisti.
Voz B:Não servia para isso? Aí você tá dando dica, realmente.
Andréia Pazos:Aí realmente, nossa, total, gente, eu já tô convicta.
Azaghal:Às vezes ele pode ser ele é enjoado também.
Alottoni:Pois é, ele gosta da pessoa, mas ele não se interessa.
Voz B:Não queira, né?
Azaghal:Exato. Acostumado a viver debaixo d'água.
Marcelinho:Então fiquei mais de 15 dias sem me masturbar para acumular tesão para minha segunda vez.
Azaghal:Esse tiro aí vai sair por uma culatra.
Voz B:Nossa, coitado!
Marcelinho:Não é o que você tá imaginando.
Voz B:Ai, Deus!
Marcelinho:Fiquei mais de 15 dias sem me masturbar para acumular tesão para minha segunda vez com a mesma namorada. E quando o grande dia chegou, mais uma belíssima broxada.
Voz B:Ih, aí tá ficando estranho, hein?
Andréia Pazos:Ih, você tem a broxada? Você tem a broxada?
Marcelinho:Agora tem que esperar um mês.
Voz B:Não, aí tem alguma coisa, gente. Se ele tava acumulando tesão, era para ter Negócio ficado, né?
Azaghal:Acho que o negócio do afixoado já saiu do negócio aqui.
Voz B:É porque ele ficava só chovendo.
Marcelinho:Então assim, minha opinião, se você precisa de 15 dias para acumular tesouro, talvez não seja sua praia.
Voz B:Não é, gente, não é.
Andréia Pazos:Eu já saquei esse garoto no primeiro segundo.
Azaghal:Não tem farm aura? Ele está farmando tesouro.
Voz B:Ai, meu Deus, gente, segunda broxada!
Marcelinho:Broxei, desculpa, amor, a gente se vê daqui a 2 semanas.
Alottoni:É o tempo do cooldown.
Andréia Pazos:Vai dar um mês agora para ver se funciona.
Alottoni:Ficou 2 semanas de William Wallace.
Voz B:Bem gostoso.
Marcelinho:Ela até tentou reanimar o rapaz. Trás acariciando, fazendo os carinhos, mas não deu certo. Minha segunda vez foi tão pior quanto a primeira.
Alottoni:Nossa, coitado, gente!
Andréia Pazos:Porém, gente do céu, gente, não tinha Healer naquela época. Hoje ele estaria salvo, pronto, estaria salvo.
Voz B:Rapidinho, o cara, né, o bichinho lá ia comparecer, né?
Andréia Pazos:Precisar de 15 dias não, 15 segundos.
Marcelinho:Porém, depois de lembrar de um vídeo na internet, usei dedos e conseguia, com a ajuda dela, alcançar o tão sonhado ponto G dela.
Alottoni:Vídeo na internet, ok, vamos lá.
Voz B:Tutorial de ponto G. Ai, o cara virou um pianista da xereca agora, usou os dedos já de primeira, já achou pianista.
Andréia Pazos:Chegou com os dedos de primeira, o cara nunca conseguiu transar, mas tem um GPS no dedo DT, né?
Azaghal:O dedo DT, ponto GPS.
Voz B:Yes!
Marcelinho:A expressão te deixei na mão nunca fez tanto sentido para mim. Um mês depois ela me deixou, não imagino por quê, kkk.
Andréia Pazos:Primeiro que você não achou o ponto de olhar dela.
Voz B:Você achou? Ele acha que achou.
Andréia Pazos:Ah, meu amor.
Marcelinho:Foi então que pedi ajuda para uma amiga com benefícios. Nesse tempo eu já morava só e já tinha 28 anos. Disse para ela ela que me ajudasse com esse nervosismo todo e que eu enfim pudesse fazer um sexo gostoso sem broxar.
Azaghal:Meu Deus do céu, o jeito que você fala já não vai ter jeito.
Voz B:Ele quer um sexo gostoso.
Andréia Pazos:Imagina um amigo pedindo isso para você, gente, que coisa mais broxante.
Voz B:Eu queria fazer um sexo gostoso, você me ajuda? Cara, parece Deve ser uma pornô chanchada dos anos 70 isso.
Marcelinho:5 minutos de sexo gostoso sem perder amizade.
Voz B:Cara, isso é muito pornô chanchada. Oi, oi, tudo bem? Eu quero fazer um sexo gostoso sem broxar.
Alottoni:Você me ajuda?
Voz B:Cara, é muito pornô chanchada.
Andréia Pazos:Eu sou virgem broxa, me ajude a fazer um sexo gostoso.
Voz B:É muito.
Marcelinho:Lembra já? É o meu tipo preferido de homem.
Voz B:Mas eu tenho Oi, oi, você me ensina um sexo gostoso? Você é o Pelé? Vem, sua piroia!
Marcelinho:Preparei a casa e quando ela chegou, o garoto já estava armado. Caraca, abriu a porta, o quê?
Azaghal:Gavião com bica, né?
Voz B:Nossa, ele tava já, já tava balançando a bandeira, né?
Marcelinho:O garoto já estava armado. Começamos a nos beijar e deitei ela na cama. E de novo o cara começou a diminuir e ela percebeu e disse: por que você está tremendo? Era merdiz, eu broxei de novo. Era merdiz, eu broxei de novo. Não entendi essa frase. Era merdiz, era uma merdiz, né? Eu broxei de novo, mas nem tudo estava perdido. Esperei mais um tempo, ainda beijando e acariciando seus seios. Eis que o meu amigo se anima de novo, e sem perder tempo, coloquei para dentro.
Azaghal:Caraca, aquele clipe de internet que você vai invadindo o universo, sabe? Quando a pessoa consegue alguma coisa e transcende. É isso que aconteceu com ele agora.
Alottoni:Ah, tá.
Voz B:Ah, ele transcendeu.
Marcelinho:Mas como eu disse que essa é uma história de derrota, o camarada ficou mole dentro da menina.
Voz B:Ah, meu Deus, gente!
Andréia Pazos:Meu Deus do céu!
Voz B:A língua de sogra, né?
Marcelinho:Ai, coitada! Por favor, se empurra fofo!
Voz B:Que horror! Que pena! Ai, meu Deus!
Marcelinho:O camarada ficou mole dentro da menina, o que fechou com chave de cocô minhas tentativas de fazer um bom sexo. Hoje tenho 38 anos. Caraca, passou esse tempo todo acumulando tesão!
Azaghal:Gente, que dama do tesão!
Marcelinho:Oi, gente, tenho 38 anos, como disse no começo do email. E não, ele lembra que ele disse que tem 39, né? Como disse no começo do email, e nunca mais vi nem toquei em uma mulher nua, porém venho pedir que divulguem meu Instagram para que eu possa divulgar para os outros, gente.
Sr. K:Não vamos fazer isso não.
Marcelinho:Vamos jogar para os outros, gente, pode salvar esse cara, gente.
Sr. K:Eu não sei.
Andréia Pazos:Você é gay, meu filho, você é gay, você é gay! Aceita isso, pelo amor de Deus!
Voz B:Ou ele tem que ir numa clínica daquelas que o Pelé anunciava, lembra?
Andréia Pazos:Clínica de quê? Você é o Pelé!
Voz B:Lembra daquela que ele anunciava?
Azaghal:Ele tem que tomar ginkgo biloba, sei lá.
Marcelinho:Porque só biloba tá deixando a desejar. João Otacílio, 28 anos, de Rio de Janeiro, profissão: advogado e servidor público. Venho através desse email trazer um relato bizarro de uma noite muito louca em que muitas coisas estranhas aconteceram. Eu tinha 16 anos e namorava uma menina da minha escola. Estudávamos de noite e no horário da saída sempre parava com ela em um barzinho para curtir um pouco e namorar, coisas de adolescente. Observação: ela bebia 2 copos copos e já ficava bem bêbada. Kkk. Nesse dia fatídico, após bebermos um pouco, decidi levar ela em casa, pois achei que ela estava vulnerável para ir embora sozinha.
Azaghal:Isso, não beba com 16 anos.
Alottoni:Eu já ia elogiar o cara. Eu não bebo com 16 anos.
Marcelinho:Inclusive, entre espaços de ir embora e alguns beijos pela rua afora, paramos em um beco, pois o clima estava ficando quente. Se Será que vocês me entendem? Quando de repente entra um carro nesse beco e acende os faróis para gente, ficamos totalmente assustados, totalmente assustados. Tomei logo a frente para gela e aguardei.
Alottoni:Nossa, que herói, cara! Eu tô imaginando cena de quadrinhos, sabe? Aquela luz enorme, aquele sombreado, aquele, vê, com aquela caçamba lá no fundo.
Marcelinho:Todo mundo com Nova York na cabeça, tomei logo a frente para protegê-la e aguardei que o carro se aproximasse, pois nessa situação não podíamos correr. Quando o carro se E abaixou o vidro, um rapaz se identificou como policial e nos informou que as ruas ali estavam super perigosas.
Alottoni:E perguntou: vocês conhecem John Connor?
Marcelinho:E nos aconselhou a ir para casa. No primeiro momento fiquei mais aliviado de não ser algo pior, mas sempre com o pé atrás, pois moramos no Rio de Janeiro.
Andréia Pazos:Pois é, cara, se enfiar num beco de noite, tava pedindo para morrer.
Azaghal:Você tá de bobeira 100%, caralho!
Alottoni:Esse tipo de carioca é você, tá perdido no Rio de Janeiro.
Marcelinho:Você quer muito pegar essa garota. Após alguns segundos em silêncio, ele ofereceu uma carona até a casa da menina, pois estávamos um pouco longe ainda.
Andréia Pazos:Claro que eu neguei.
Marcelinho:Ele ofereceu. Vamos ver até onde essa história vai. Até a casa da menina, pois estávamos um pouco longe ainda. Claro que eu neguei, pois jamais entraria entraria em um carro de um desconhecido.
Azaghal:Porém, é um carro da polícia mesmo, não era um carro da PM, era um carro civil. Eu sou policial, o cara sempre te falou isso, cara.
Alottoni:Bota aquela sirene na lateral.
Marcelinho:Exatamente, eu sou policial, mas não conta para ninguém.
Voz B:Caraca!
Marcelinho:Claro que eu neguei, pois jamais entraria em um carro de um desconhecido. Porém, a A menina, que já estava meio bêbada, tomou a frente e entrou no carro. Nesse momento fiquei sem reação, pois tinha duas alternativas: ou fugia e me arrependeria pro resto da vida de não ter protegido ela, ou entraria no carro do estranho e só Deus sabe o que aconteceria. Não, tem até a terceira, terceira também, tipo, você e ela irem embora.
Voz B:Que perigo, gente!
Andréia Pazos:Pois é, você fala: "Tá maluca? Vambora daqui!" Isso.
Voz B:Meu Deus!
Marcelinho:Decidi obviamente entrar no carro, obviamente.
Alottoni:Obviamente, obviamente, obviamente. Você pegar assim, não, vamos embora, você não vai entrar no carro. Ai meu Deus, mas tudo bem, vai.
Marcelinho:Eu decidi obviamente entrar no carro e aceitar essa suposta carona. No meio do caminho ele ofereceu mudar a rota e ir para sua casa.
Andréia Pazos:Isso, isso, cara, eu já lembro logo daquele esquete do Porta dos Fundos que era Nossa Senhora, vamos fazer família.
Voz B:Pois é, gente, mas é uma história para, olha aí, alertar as pessoas, pelo amor de Deus.
Alottoni:Meu Deus do céu, caraca.
Andréia Pazos:Não vai no beco de noite, não entra no carro do estranho, não vai se pegar no beco à noite escuro do Rio de Janeiro, gente.
Voz B:Não beba com 16 anos, pois é, essa história tá toda errada.
Andréia Pazos:Não entra na casa do pseudo policial.
Alottoni:Sabe aquele jogo que você escolhe o que que você fala, o que que faz e tal?
Marcelinho:Ele tá conseguindo escolher todas erradas agora na Praça da Paz, né?
Azaghal:O cara tá jogando Bad Lieutenant e escolhendo todas as opções erradas!
Marcelinho:Caralho, ele ofereceu mudar a rota e ir para sua casa. Disse assim: vocês não querem ir lá pra minha casa e ter um momento de privacidade melhor? Meu Deus, tenho dois filhos em casa— tenho 2 quartos em casa e posso emprestar um para vocês.
Azaghal:Nossa, que loucura!
Andréia Pazos:Aí a porta sem os rins, os dois sem os rins.
Azaghal:Agora não temos os rins, fazemos hemodiálise todos os dias.
Marcelinho:Estamos casados há 20 anos. É, claro que eu jamais iria aceitar isso, porém novamente a minha companheira aceitou a oferta do rapaz.
Azaghal:Tava possuída, tava com obsessão, maluco.
Alottoni:E aí você Eu não preciso, cara.
Voz B:Pois é, você tem que trazer sanidade.
Alottoni:Por que você tá deixando a pessoa que tá mais bêbada entre vocês dois decidir o destino de vocês?
Marcelinho:Nesse momento eu já estava suando mais do que tampa de marmita, mas mantive a pose firme.
Voz B:Mas eu adorei isso, mas suando mais do que tampa de marmita.
Marcelinho:Ao chegarmos na casa do rapaz, percebi logo que estava bem perto da casa dela, ponto positivo para uma possível fuga. Logo que entramos na casa, a possível O cara passou.
Azaghal:Você percebeu que tá perto da casa dela?
Marcelinho:Você falou: a gente tá perto da sua casa. Vou deixar esse estranho me sequestrar aqui para ver até onde ele vai.
Alottoni:Vamos ver. Quando o meu espírito desencarnar, eu vou pôr— a gente corre, sabe? Corre, caralho!
Azaghal:Parece que o cara grava, sei lá, merda de tour, quer ver até onde vai.
Alottoni:O cara tá fazendo conteúdo, isso aqui vai ser uma história de netcast foda.
Marcelinho:Logo que entramos na casa, ele nos deixou à vontade para irmos para o quarto e terminarmos o que estávamos fazendo no beco.
Andréia Pazos:É, com câmeras para tudo quanto é lado, tudo desesperadoramente errado.
Alottoni:Não, não, não pode ser verdade isso, cara.
Andréia Pazos:O que não fazer, né?
Marcelinho:Aceitamos a oferta e fomos para o quarto. Após 15 minutos em que estávamos ali no quarto, escutei um barulho na porta.
Azaghal:Toque, toque. Obviamente, vocês estavam 15 minutos no quarto, vocês estavam se beijando, transando, vocês estavam esperando a morte chegar.
Voz B:O que que vocês estavam fazendo?
Alottoni:Nossa, não manda, gente, não. Eu pedi para vocês não mandarem conto erótico de ChatGPT, gente.
Andréia Pazos:Vamos ver o que que o ChatGPT vai contar.
Alottoni:Exato.
Marcelinho:Obviamente eu tinha trancado a porta do quarto.
Alottoni:Tudo Agora é só esperar a polícia chegar!
Voz B:Nossa Senhora, gente...
Marcelinho:Obviamente eu tinha trancado a porta do quarto rapidamente e fui até à porta e perguntei: o que foi? Ele respondeu: será que eu posso participar dessa festinha?
Alottoni:Não, não, não, cara, nem a sessão de cartas dele e ela era assim— A galera criava mais, criava mais, tinha mais Faltou criatividade aí, cara.
Andréia Pazos:Exato, faltou criatividade.
Alottoni:Puta que pariu, agora que eu tô curioso para ver essa merda.
Azaghal:Vai, vai, conta.
Marcelinho:Eu tô muito curioso porque tá chegando no final, eu não sei o que vai acontecer. Fiquei totalmente em choque com a situação e rapidamente respondi: claro que não, meu amigo. Percebi que ele se afastou da porta e logo fui colocando minhas roupas e pedi para ela colocar as dela também.
Alottoni:Eles estavam sem roupa!
Voz B:Oh meu Deus do céu!
Alottoni:Não!
Andréia Pazos:Olha que sorte nossa, temos um quarto na casa de um estranho. Vamos ficar pelados?
Marcelinho:Um dia a gente vai rir muito dessa história no Netflix dos namoradinhos 2026. Falei: vamos embora agora! Colocamos nossas roupas e saímos do quarto. Ele estava na sala sentado. Fui até lá e disse amigo obrigado pela recepção, mas o pai da minha namorada ligou para ela e precisamos ir embora agora. Ele levantou e abriu a porta da sala. Ela passou primeiro e desceu a escada. Quando fui descer, ele disse assim: relaxa, meu amigo, eu não iria fazer nada com você, só queria curtir a noite, kkk. Deixei ela em casa depois disso e rimos muito de toda situação.
Andréia Pazos:Nossa, que engraçado!
Azaghal:Haha! Não, não, não, que horror!
Marcelinho:Isso é tudo mentira, gente, é tudo mentira!
Andréia Pazos:O policial entrou no Eco. Aí levou eles, que era uma festinha.
Alottoni:Ah, não, gente, olha, se vocês querem fazer fanfic, faz melhor, gente, faz melhor. A gente pode até dar um prêmio de melhor fanfic, mas assim, não, não acho essa porcaria aqui.
Azaghal:Mas a história engajou a gente pra caralho, engajou, engajou, engajou, engajou.
Alottoni:Não parece verídico, cara, não parece mesmo.
Marcelinho:No dia seguinte ela me agradeceu muito por não ter deixado ela vulnerável diante de toda situação.
Azaghal:Pergunta.
Marcelinho:Deixou, você deixou!
Voz B:Exatamente!
Andréia Pazos:Muito obrigada por todas as sugestões merda que você deu.
Voz B:Caraca!
Marcelinho:Eu só tenho certeza que não é ChatGPT porque tem várias coisas escritas erradas. Olá, queridos e amados nerds apresentadores desse especial, tudo bem com vocês?
Alottoni:Tudo bem!
Marcelinho:Tudo bem, tudo bem comigo também!
Alottoni:Já tem que falar, gente, tudo bem!
Voz B:Tudo bem!
Marcelinho:Vamos falar pra ela, tá tudo bem?
Alottoni:Tudo bem!
Marcelinho:Ah, tudo bem comigo também! Antes, só gostaria de dizer que estou escrevendo esse relato no dia 4 de novembro de 2024, pois assim que aconteceu Aí eu digeri os sentimentos, pensei: nossa, essa é uma história para o Nerdcast dos Namorados.
Andréia Pazos:Pô, mas demorou 2 anos para tu mandar.
Alottoni:Ficou guardada aí, demorou para digerir, é isso.
Andréia Pazos:Ah, para digerir.
Marcelinho:Você demorou 2 anos para digerir, lá vem história, hein.
Alottoni:Vamos lá.
Marcelinho:Para fins de preservação, pode me chamar de Avinho. Sou uma mulher bisex e não obstante sexo. Como assim sexo?
Azaghal:Bissexual.
Alottoni:Sex? Não, sex e. Sex, espaço, e. E essa nem eu segui, eu não sei o que que é essa.
Azaghal:Nossa, gente, tá difícil.
Voz B:Vamos considerar que ela é bi.
Alottoni:Pronto, ela é bi.
Azaghal:Ela é porque ela tá escrita aí.
Voz B:É, pronto, bi. Agora, sex.
Marcelinho:Sou uma mulher bi. É isso? Eu vou falar exatamente como tá escrito. Vamos lá. Sou uma mulher bi, sex e E não obstante, uau, de 28 anos.
Andréia Pazos:Ah, bissexual, ela fez algum negócio aí que ninguém entendeu.
Alottoni:Ah, bissexual, você quer ela sexy, não obstante, uau, é isso?
Voz B:Ah, foi, foi, sou uma mulher bissex e não obstante, uau.
Alottoni:A gente não pegou a piada.
Voz B:Não pegou a piada, desculpe.
Alottoni:O Alexandre tava jogando no Google o que que é bissexual.
Azaghal:Tá treinando o algoritmo.
Voz B:O que é bi, sexo e não obstante o alvo?
Alottoni:O que é bi, sexo e não obstante o alvo?
Andréia Pazos:É uma coisa, é uma nova nomenclatura que a gente não tá a par, né?
Voz B:ChatGPT, o que é uma mulher bi, sexo e não obstante o alvo?
Alottoni:Porque tem mais, gente, LGBTQIA+, tem muita coisa nesse mais. Então às vezes sexo era um negócio novo, eu não tô sabendo. Vamos lá, tá tentando informar pra gente falar merda.
Azaghal:É isso, pra poder falar merda informada.
Marcelinho:Sou uma mulher bi, sex, e não obstante, uau, de 28 anos, nascida, criada, estragada e deprimida em Goiânia, Goiás.
Voz B:Melhor descrição até hoje. Nascida, criada, estragada e deprimida em Goiás. Nossa, a melhor descrição da vida.
Andréia Pazos:Pra ser melhor ainda tinha que ser nascida em São Lourenço, Minas Gerais.
Voz B:Nossa, nascida, criada, estragada, adorei.
Marcelinho:Antes de tudo, um pequeno background. Eu me reconheço como bi desde que tinha 14, época em que despertou a minha vontade de ficar com pessoas por aí. Com 16 anos comecei a namorar uma garota da minha idade. Amizade com quem tive uma espécie de noivado, com direito a sair para procurar a P para morar e juntar a grana para custear tudo.
Alottoni:Ah, isso, nossa, isso eu sei que as lésbicas se conhecem, casam assim uma semana. Isso é bem normal, né? Mas é uma coisa que tá lá, é isso.
Marcelinho:Eu acho que é um impulso, uma espécie de noivado que teve seu fim, um episódio de traição dela quando tínhamos 4 anos de namoro.
Alottoni:Puta, aí não.
Marcelinho:Ainda bem que vocês não compraram a casa então, né? Então, com 20 aninhos e muita mágoa no coração, decidi fazer aquilo que todo mundo já fez: colar coração partido com lambidas e porra. Que isso, gente!
Voz B:Eu tô ficando velha.
Alottoni:Que cola, que cola!
Voz B:A gente sabe que cola, que cola!
Marcelinho:Pergunta pro rapaz que ficou 15 dias sem fazer nada. Dos meus 20 até os 24 anos, passei a ter só encontros casuais, me afastando da ideia de algo sério. Afinal, além da falta de vontade de lidar com a dinâmica de um relacionamento, eu ainda estava na fase de crescimento pessoal, fazendo faculdade aula de gastronomia, estudando idiomas e até ajudando meus pais na distribuidora de bebidas que eles abriram.
Alottoni:Legal, tudo bom.
Marcelinho:Depois dessa fase, passei por um período de célibato, sem muito saco para interações românticas e casuais. Estava muito a fim de ficar de boa, sem precisar esperar o bom dia de alguém com quem eu estivesse ficando. Essa vontade de ficar sozinha logo virou uma tristeza por estar sozinha, mas nunca me aparecia alguém interessante. Interessante. E para ser sincera, eu nem tava a fim de sair procurando por aí.
Alottoni:É que negócio, antes só do que mal acompanhado.
Andréia Pazos:Exato, gente, é uma paz.
Marcelinho:Já estava até enjoada dos Tinder da vida por conta da minha fase livre, leve e solta de antes. Jesus! Mas um dia o roteirista da minha vida decidiu brincar. Eu trabalho em uma confeitaria e um belo dia fui escalada para a equipe de limpeza de utensílios, o famoso lavar a nossa, onde dada a divisão feita em equipe, fiquei responsável pelos talheres. Quando lavei os garfos e eles ficaram tinindo, logo me lembrei de um episódio de The Bear, O Urso, onde um personagem tem que lavar um garfo muito bem como uma espécie de teste. Além do garfo, o episódio toca uma música da Taylor Swift chamada Love Story.
Azaghal:Pois bem, tinha essa parte de lavar louça é interessante, que nem todo mundo sabe lavar louça de verdade, né?
Andréia Pazos:Eu não sei, a minha máquina que lava por mim.
Azaghal:Então, mas tem uma lenda que assim, ah, o Sioreme adora lavar louça. O fato dele adorar lavar louça não significa que ela vai ficar limpa no final.
Alottoni:Exato, são dois mundos.
Andréia Pazos:Aí pega um buquê de talher, aí dá uma passada só, é uma passada em volta do buquê, aí os talheres no meio do buquê, eles não foram tocados.
Azaghal:Faz carinho com a esponja no prato, por exemplo. Eu, quando lavo louça, eu lavo com ódio. Meu objetivo é quebrar o prato, é trocar o talher, é assim que eu levo.
Alottoni:E aí fica limpo, exato. Tem gente que lava louça com pena.
Voz B:É, não, e quando você pega, tá sebento, odeio coisa sebenta.
Andréia Pazos:Tem gente que lava pior que ela lava louça, que ela lava louça tem isso, né? Você bota para lavar e, dependendo de como você arrumou, Ela não sai totalmente lavada e algumas peças têm que voltar pra máquina. Garfo e faca às vezes ficam algumas cagadinhas, você tem que deixar lá.
Voz B:Gente, a gente tá muito velho mesmo, né? A gente tá falando só de louça, a gente até esqueceu dos membros. A vida do adulto é isso, gente. A gente tá falando de "vamos lavar a louça". É isso que excita a gente, entendeu?
Marcelinho:Uma louça.
Voz B:Ai, que delícia essa louça bem lavada. Olha, sem um sebo, sem um sebo. Ai, que delícia!
Marcelinho:E tem gente que finge que não sabe lavar louça só para não lavar. Eu sei lavar louça, só que depois eu tenho que ficar no varal por 2 dias. Pois bem, tirei uma foto dos garfos limpos, pois tem nos stories, junto com a música da Taylor Swift, e segui meu trabalho. Após sair do serviço, o que que houve? Uma reação aos de um perfil que me seguia. A reação em questão foi mais uma referência séria que me arrancou um sorrisinho de canto de boca, me fazendo responder com outra referência. Você não viu a série? Então você deve estar perdido talvez, né?
Alottoni:Não, viu?
Azaghal:Não, claro que viu. A gente, eu tô totalmente perdido.
Alottoni:Lembrou de The Bear, viu a série?
Andréia Pazos:Bear Girls?
Alottoni:Não, a série de cozinha, gente. É, não, ela viu aí, ficou mais feliz.
Voz B:Ah, que bonitinho, né?
Marcelinho:Troca-troca de referências aqui.
Alottoni:É aquela fagulha, gente, de interesse em comum.
Marcelinho:Das referências, passamos a falar de família, outro tema da série, depois de cotidiano, trabalho, e assim foi. Essa troca de energias se tornou uma conversa ininterrupta. O garoto era bom de papo. Depois de dar algumas risadinhas com a conversa, decidi ver o perfil de fato do garoto conversando. Que para fins de organização do caso vou chamar de Chocolate. Esse é o nome dele então, Chocolate, tá bom. Ele era um homem gordinho, nerd, com várias tatuagens à mostra no braço e no peito, um belíssimo bigode de Belchior e um cabelo longo penteado, bem Paul McCartney no final dos Beatles.
Alottoni:Porra, bigode de Belchior, ai, porra, gostoso.
Andréia Pazos:Bigode tá em alta, gente, bigode tá em alta.
Alottoni:Tá em alta, pessoa que tá de bigode já tá legal.
Marcelinho:Fotos dele tocando contrabaixo. Talvez por isso minha associação com o Paul McCartney.
Alottoni:Aí, a Zagall, grande chance ele ter uma coleção de vinil, hein?
Azaghal:Ele usa boné mole.
Andréia Pazos:Boné mole?
Azaghal:É um estereótipo do paulistano. Se bem que ela não é de São Paulo, né?
Andréia Pazos:Mas ela é de Goiás, né?
Azaghal:Bigode, aí é um boné mole, quer dizer, é um boné frouxo, sabe assim, um tecido mole. E essa galera tem coleção de vinil, tem vitrola.
Alottoni:É um movimento cultural, gente, é isso.
Azaghal:Usa camiseta por dentro da bermuda.
Alottoni:É isso, exatamente.
Voz B:Eu nunca vi um movimento do boné mole.
Azaghal:Bigode mole. Vai botando acessórios em cima do bigode, é isso.
Voz B:Gente, o bigode é legal, né?
Alottoni:Olha só, né? Se você conhece alguém de São Paulo que tem bigode e usa boné mole, pergunta assim: "Cara, qual é o vinil mais foda da tua coleção?" Ah, pô, legal. Vai ver, vai ter resposta.
Marcelinho:Aí senta por 4 horas que ele vai falar.
Alottoni:É, senhora, exato, tem que aguentar.
Andréia Pazos:Eu tenho que confessar que eu tô muito mexida com as miniaturas. Já viu agora para colecionar?
Alottoni:Não, você tá na coisa da geladeira de miniatura, já sei.
Andréia Pazos:É isso, caraca, agora é a vitrola de miniatura.
Alottoni:Com mini disquinhos.
Andréia Pazos:E aí você compra as bolinhas e vem os mini vinil e toca de verdade, gente.
Voz B:Meu Deus, toca de verdade?
Marcelinho:Mas é o quê? É só Mas é uma musiquinha, é uma música, não é?
Andréia Pazos:Ah, eu acho que não, acho que troca 30 segundos de cada.
Alottoni:É que o vinil não é um LP de verdade, é um RFIDzinho, uma parada digital, e ele toca, e aí ele, quando você muda, é tipo um cartucho de videogame, sabe?
Andréia Pazos:Cada LP vem só uma música, entendeu? Mas é foda, vai, é bonitinho.
Voz B:Eu queria ter uma vitrola, não tá dando vontade de ter uma vitrola?
Azaghal:Vai, eu te mando o link agora.
Voz B:Eu não vou raspar minha barba Ah, me deu vontade de ter desde aquela sensação gostosa de botar, lembra?
Azaghal:Você quer ter a vitrola ou você quer ter um gramofone?
Voz B:Uma vitrola, aquela que nem que a gente tinha.
Andréia Pazos:Aquelas bonitinhas.
Azaghal:Aquela que era maletinha.
Andréia Pazos:Maletinha que abre, nossa, isso é foda, hein?
Voz B:Ai, que bonitinho, né, gente? Essas coisas retrô, é vintage, é gostoso.
Alottoni:Tá vendo, Marcelino só tá rindo, desculpa, Marcelinho. A gente saiu de louça.
Marcelinho:Não é da minha época.
Voz B:Meu Deus, ele tá velho mesmo.
Azaghal:Mas olha, dias de namorados ainda não chegou, fica a dica aí de presente, Alexandre.
Andréia Pazos:Olha aí, Alexandre!
Alottoni:Olha aí, olha aí, nossa senhora, verdade, vitrola.
Voz B:Ai, era tão gostoso aquele sonzinho da agulha.
Azaghal:Aí, aí, vou dar dica aí.
Voz B:Como era gostoso. Ah, bons tempos que não voltam mais.
Azaghal:Dá uma vitrola e racha aí, deixa só o bigode.
Andréia Pazos:Dá vitrola e já compra o bonnet mole.
Sr. K:Bonnet mole.
Voz B:Aí tem que usar aquela camiseta baby look, lembra que eles usavam?
Azaghal:Shortinho, isso, tá melhorando.
Voz B:Assim é bem gostoso também, gente.
Marcelinho:Tinha fotos dele tocando contrabaixo com a família, viajando por aí e até ajudando em uma cozinha solidária.
Voz B:Olha aí, legal!
Alottoni:Olha a bandeira verde aí, a bandeira verde.
Marcelinho:Pois é, na bio dizia: released 1996, baixista da banda, nome da banda, acadêmico de marketing, um garoto bom e engraçado, o tipo de gente com quem vamos rindo, rindo, e quando percebemos já estamos na cama do indivíduo. Ela mandou aqui entre parênteses. Bom, segui o papo com ele. Durante o tempo em que conversamos, ele me contou sobre sobre ajudar o pai na oficina, sobre estar na batalha para terminar a faculdade de marketing, sobre como gostava de tocar contrabaixo, mas queria aprender outros instrumentos, falava sobre a mãe estar sempre entediada na casa e etc., etc., etc. Quando eu falava sobre algo, ele estava ali pra escutar, ou ler né, risos, e prontamente responder com algum conselho, e às vezes até fazia péssimas cantadas, mas fofas, do tipo: nossa, quero uma traje, poderia ir até aí te fazer. Talvez eu fosse desmaiar com sua beleza pessoalmente, mas tentaria manter o equilíbrio.
Voz B:Meu Deus, aí tá, meu, coitado, gente.
Alottoni:Aí a bandeirinha verde começou a mudar de cor.
Voz B:Ah, não mudou, é porque ele é nerd.
Marcelinho:A bandeirinha verde tá meio mais truta.
Voz B:Mas é porque é nerd, coitado, ele não consegue interagir. Calma, é um bom menino, só não sabe Ai, caraca, perigoso.
Alottoni:Ah, vamos lá, esse e-mail tá na sessão do Marcelinho, né? Não tem conteúdo.
Marcelinho:Coisa boa não é?
Andréia Pazos:Não é, não, galera.
Marcelinho:Eu estava presa àquelas prosas todas, já estava amando saber mais e mais sobre ele, mas me recusava a aceitar que o queria ali comigo. Eu só me convenci quando saí com uma amiga que não via há um certo tempo e no meio da No meio da nossa conversa, ela me solta um: "Esse boyzinho aí com quem você tá conversando, ele já sabe que você só fala dele?" Hmm... Nós começamos a conversar em setembro, quando eu já ficava entrando no celular de tempos em tempos pra ver se ele havia me respondido. Em outubro, eu já ficava mordendo o cantinho da boca pensando nele. Ambos tinham rotinas muito corridas. Eu já tinha pensado em chamá-lo pra sair, mas como eu trabalhava de terça a sábado e ele de segunda a sábado, acabava que só tínhamos o domingo em comum, quando sempre estávamos mortos. Bom, veio chegando o feriado de 2 de novembro e casualmente falei que ia estar de bobeira curtindo tédio em casa no dia em questão. Foi então que ele me chamou para sair e eu aceitei sem nem pestanejar. No dia eu me arrumei com um look em que estava pensando desde o dia que ele me chamou para sair. Usei um perfume caro que só havia usado 3 vezes desde que eu comprei, passei uma make que destacava bastante a abri a boca, arrasei, tá? E fui meio trêmula. Nos encontramos em um barzinho aqui, bebemos, a conversa fluiu maravilhosamente bem. Em um momento em que eu me levantei para ir pegar mais uma cerveja, ele se levantou junto e me deu um beijo. O beijo foi intenso, ele me puxou para perto com tanta vontade que eu senti suas mãos afundarem minhas costas, encaixando-me em seu belo corpo tatuado.
Andréia Pazos:Inesperado!
Marcelinho:Olha só, olha, poderia subir. A gente bebeu mais um pouco, ele me chamou para ir a algum lugar em que poderíamos curtir um ao outro de forma mais intensa, perto do bar, e eu aceitei. A transa foi ótima, ele sabia onde pegar, sabia intensidade, com quem deveria sugar certos lugares. Isso foi tudo muito bom, já estava derretida por ele. Podia ser o fim da história, mas não é.
Voz B:Caraca, tudo tão rápido! Eu realmente estou ficando velha, não é possível.
Marcelinho:Depois que saímos do motel— ai, eles estão no motel! Depois que saímos do motel, por volta de 2 e pouca da manhã, decidimos parar em uma rede de fast food da realeza. Lá falamos mais um pouco e durante— ah, entendi! Lá falamos mais um pouco e durante o papo eu falei que precisava ir embora porque no máximo às 11 horas do outro dia, domingo, eu precisava estar de pé e expliquei o motivo. E eu disse que todo domingo na minha casa nós fazíamos o almoço do macarrão chique, onde eu sempre testava receitinhas de massa do meu livro da faculdade. Nesse momento ele riu e disse que final de semana é para comer besteira mesmo. Eu perguntei o que ele ia fazer no domingo e ele me disse: nesse eu vou almoçar com a minha sogra.
Andréia Pazos:Ah não, talvez ele esteja falando da mãe dela.
Marcelinho:É, talvez.
Alottoni:Ah tá, pode ser. Com a minha sogra, com a mãe dela.
Marcelinho:Calma, calma, que pode ser as duas coisas.
Azaghal:Tem um monte de coisa errada, esquisita acontecendo. E primeiro, eles estão comendo um restaurante franquia de junk food, fast food, e ele tá falando que final de semana massa é comida.
Voz B:Ai, o David já ficou ofendido.
Azaghal:Mordidaça no hambúrguer de minhoca.
Voz B:É verdade, é verdade.
Marcelinho:Nesse, vou almoçar com a minha sogra. Eu ri e já perguntei: mas já tá chamando a minha mãe de sogra? E ele me respondeu na mesma tranquilidade de quem dá bom dia ao trem, da seguinte forma: não, minha sogra mesmo, mãe da minha esposa.
Voz B:Ah, era isso mesmo!
Andréia Pazos:Nossa, a bandeira pegou fogo agora!
Alottoni:Meu Deus, é claro que veio para o Marcelinha, você me ferrou, cara.
Voz B:Parecia ser tão legal servindo sopa para as pessoas.
Marcelinho:Poxa, sabe, eu fiz a mesma cara que vocês fizeram. Escutar isso foi tipo pegar uma cerveja em que a lata está gelada, mas o líquido está só friozinho, sabe? Foi tipo morder uma coxinha que foi esquentada no micro-ondas. Foi tipo comprar algo em uma loja achando que o preço tava bom, mas encontrar a mesma coisa em uma loja na próxima esquina com valor 40% mais baixo.
Alottoni:Você tá pegando muito leve nessas comparações, é muito pior que isso.
Azaghal:Pois é, muito pior que tomar café gelado achando que tá quente ainda.
Alottoni:Caraca, que sacanagem.
Marcelinho:Foi tipo ficar com alguém, ser maravilhoso, você imaginar mil e um— ela tá falando em caps lock, tá? Por isso que eu tô gritando. Foi tipo ficar com alguém, ser maravilhoso, você imaginar mil e uma coisas que quer fazer com a pessoa, porque além dela ser bonita pessoa gostosa e legal, ainda transa bem gostoso, e descobrir que essa pessoa já é casada. Caraca, cara, foi exatamente isso, né, na verdade.
Voz B:Tadinha.
Marcelinho:Bom, eu respirei fundo e perguntei: tu é casado? Bem puta. E ele respondeu meio sem graça: sim, é aberto, tá tudo bem.
Voz B:Eita, ai meu Deus do céu, é aberto, mas porra, e daí?
Alottoni:Tem que falar com a pessoa, não vai falar?
Andréia Pazos:Tem que falar com a pessoa.
Voz B:Consentimento é para todo mundo, Paty.
Andréia Pazos:É isso, pois é, é para todo mundo, até para quem não tá no meio.
Voz B:Nossa, escondeu, horrível.
Marcelinho:É aberto, mas minha mulher não sabe.
Sr. K:É, nem eu.
Alottoni:Olha, cara, não tem uma lei. Se você acha que não pode contar uma parada para uma pessoa, é porque tu sabe que tá fazendo merda.
Voz B:Com certeza.
Alottoni:Pois é, gente, entendeu?
Voz B:É isso, tem que ter avisado.
Azaghal:Mas ele contou, ele contou.
Voz B:Mas depois, antes de ter falado, olha, sou casado, Foi lá, transou, e depois de transar: "Caraca, que escroto, que ódio, tá? Vamos sacar minha sogra." Toma no teu cu, babacão, babaca!
Marcelinho:Não é essa a questão, podia ter falado, porra!
Azaghal:Exato, foi na má intenção.
Andréia Pazos:É aberto para quem, meu filho? Porque a garota não tá sabendo.
Marcelinho:Me adiantei, fui embora de Uber e dormi em casa sem nem tomar banho. Ontem bebi pra caralho, vi que ele me mandou 4 minutos de áudio inventando mil e uma desculpas sobre o porquê de não ter me falado do fato de ser casado.
Andréia Pazos:Não precisa nem ouvir, essa bandeira já pegou fogo, amiga.
Alottoni:Tchau!
Marcelinho:E hoje decidi contar essa história para vocês. É isso, tô triste, já ri muito da situação. Mentira, ela escreveu mentira, tá?
Alottoni:Não sou eu não.
Marcelinho:Já virei chacota para as minhas amigas e agora tô só deitada olhando para o teto escutando as músicas mais dolorosas da MPB.
Alottoni:Por que que ela, que foi a vítima, que tá sendo ridicularizada, chacota pelas amigas? Amigas, vocês vão defender pra ter arcada agora?
Voz B:Que amigas são essas?
Alottoni:Ela foi a vítima aqui, ela não tava sabendo de nada, tá achando que tava saindo com a pessoa legal e chacotou.
Andréia Pazos:Exato, ela não tem culpa, ela tem zero culpa de tudo.
Voz B:Zero culpa, gente, que horror!
Andréia Pazos:Não chora por esse cara idiota, Pelo amor de Deus, é, pelo amor de Deus!
Alottoni:E revisa essas amizades aí que tu te sacaneou.
Andréia Pazos:Livramento aí, ó, livramento, livramento, livramento!
Alottoni:Você tá certo, vai dar tudo certo.
Marcelinho:E é isso, você é um penadeado, dá a volta por cima e procura a esposa desse cara aí.
Alottoni:Obrigado, o Nerdcast volta já. Agora eu quero falar de ChatGPT. Isso aconteceu, estão fazendo jabá de ChatGPT.
Voz B:Olha aí, gente, meu melhor amigo!
Alottoni:Eu sabia, eu sabia, eu não contei para a Agatha porque eu queria a reação autêntica.
Andréia Pazos:Amigo não, né? O amor da sua vida, né? Ele conhece muito mais a Agatha do que você.
Alottoni:Olha só, mas aí a Agatha usa o ChatGPT, que faz, né, coisas do dia a dia, auxílio. A gente não tá criando arte, vendendo arte, não, não tô vendendo arte.
Voz B:Eu tô todo dia, eu pergunto coisas aleatórias.
Alottoni:Agora, Agatha usou o ChatGPT, uma parada muito boa. Você pensou numa configuração de quadro? Ah, eu quero botar quadros nessa parede, eu queria testar algumas configurações. E você tirou a foto da parede, você pediu algumas sugestões de arranjo.
Voz B:Até simula assim, olha, eu quero esse vaso em cima da minha mesa, bota aí para ver como é que fica.
Alottoni:Isso, você vai conversando com ele. Essa que é a parada.
Andréia Pazos:Mas aí você teve que fotografar cada quadro e pediu para montar?
Alottoni:Não, não, não, não, ela queria ver a disposição dos quadros na parede, fotografou a parede, né, num e aí ele foi, botou um monte de disposição de quadros naquele ângulo da parede, etc. e tal, entendeu?
Andréia Pazos:Então foi garota que você podia ter falado: eu quero ver a disposição desses quadros.
Voz B:Não, mas isso ainda vou fazer, isso ainda vou fazer. Esse é o segundo passo. E também sabe o que que eu tô fazendo agora com o Xô Tivité? Ele tá me ajudando a organizar um plano alimentar, hein? Olha ali, organizar as coisas. Gente, é meu melhor amigo, isso aí.
Azaghal:A gente fez um roteiro viajagem inteira no passado com a gente. Portuguesa, né?
Alottoni:Mas assim, é isso, é usar como algo que vai fazer sentido para você. No nosso caso foi para fazer perguntas altamente customizadas, que é a nossa casa, né? Tipo assim, negócio dos quadros.
Azaghal:Sabe o que que eu gosto de usar quando eu tô viajando? Muito útil você fotografar o cardápio do restaurante, pedir para ele traduzir. Pois é bom, ele não traduz só o nome do gato. Ele dá às vezes um contexto para você entender o que é, porque às vezes só uma palavra não vai te dizer nada. Ah, esse prato é um cozido, é um sei lá o quê, sabe?
Alottoni:Pois é, essa parte onde ela é mais, ela entende contextos, né, e te dá a resposta mais customizada, é muito útil. Então, por exemplo, clima de Copa, a galera tá clima de Copa aqui. Aí você fala assim, vai fazer um churrasco para ver o jogo do Brasil, vai perguntar quantos quilos de carne eu preciso para fazer um churrasco para 10 pessoas.
Marcelinho:Eu faço isso direto.
Alottoni:Esse tipo de coisa, gente.
Andréia Pazos:O ChatGPT me ajudou a escolher a cor para minha casa, que eu ia colocar na minha casa, porque eu falei: eu quero uma cor que não tenha subtom lilás, que não tenha subtom não sei o quê.
Alottoni:Aí tu fica empolgado para Copa, você fala assim: eu queria ver como eu fico com cabelo pintado de verde e amarelo. Essa é a parte que a gente usa, né, para fazer essas consultas customizadas com coisas que a gente tá usando aqui.
Azaghal:Customizado mesmo, que o meu ChatGPT fala falar comigo como se fosse o malandro da década de 70.
Alottoni:Treinar ele para fazer assim. E para tudo isso, o ChatGPT pode ser um bom parceiro para você trocar esse tipo de ideia contextualizada e resolver dúvidas do dia a dia que tem a ver com a sua vida. Tem link na descrição.
Andréia Pazos:E sabe qual é o mais sinistro? Que ele não esquece as paradas que você contou uma vez. Se você fala que você tem preferência por uma coisa, quando você vai perguntar outra coisa, ele lembra: ah, você que não "Você gosta disso?
Voz B:Você prefere isso?
Andréia Pazos:Seria melhor?" Aí eu falo: "Caraca, eu fiz essa pergunta, sei lá, ano passado." Exatamente, ele sabe todos os seus segredinhos. Sabe, good to know.
Alottoni:E agora um recado a todos os casais negros nerds e solteiros apaixonados desse Brasil, porque o Dia dos Namorados chegou na Nerdstore e o friozinho de junho também.
Andréia Pazos:Ai, que delícia, gente! Olha que romântico, friozinho é romântico, né?
Alottoni:Ai, é romântico, né? Debaixo do cobertorzinho. E é claro que a gente não ia deixar o nosso público ser pego desprevenido, por isso a gente trouxe um combo perfeito para presentear o seu amor de pedir o look, renovar o seu próprio estoque de mantos nerds. Na compra de um moletom Nerdstore você ganha uma camiseta.
Voz B:Olha aí que legal, gente!
Alottoni:100% grátis, uma camiseta. Caraca! Qual camiseta? Qualquer camiseta.
Andréia Pazos:Você escolhe, gente.
Alottoni:Qualquer camiseta da Nerdstore. Comprou o moletomzinho friozinho, camiseta. Escolhe lá a camiseta, são um monte de estampas dos nossos universos para você escolher o que combina com você. E também tem versão de manga comprida, florida, tem a versão maior, tem a versão cropped, tem a versão regata. Você escolhe, é isso. Agora, ó só, mas tem que escolher rápido porque essa promoção só fica até dia 14 de junho de 2026, ou seja, até esse fim de semana agora. É isso, gente, acabou o fim de semana, acabou a promoção. Então aproveita, não vacila, aproveita o friozinho, aproveita, meu amor. Moletom é vida, moletom, escolhe boletom, amor. E escolhe a camiseta que sai de graça até dia 14, o fim do dia 14/06, na nerdsore.com.br.
Andréia Pazos:E você tá solteiro, meu amor? Vai se mimar, mimimei, por favor.
Voz B:É isso, vai maratonar série de boletom, que delícia, e ainda ganha uma camiseta de graça.
Alottoni:Olha só, só no Combo Nerdsore, a loja mais nerd do Brasil.
Azaghal:Menino procura delícia. Meu nome é Rafael, tenho 29 anos, sou bissexual, nascido e criado em Duque de Caxias. Olha aí, Rio de Janeiro, cria da Baixada Fluminense. Olha aí, e hoje moro na Glória, recém-formado formado em Direito pela UFRJ, estudando para o mestrado, mas com sonho fincado no cinema. Puta, mas aí tu tá perdendo um tempo, vai ser advogado.
Andréia Pazos:Se o seu sonho é cinema e você tá fazendo mestrado em Direito, aí quando ele tiver lá na parada já vai estar por dentro das leis.
Voz B:É isso aí, papo de bêbado. Sabe bem as leis quando bater. Ai, eu amo as leis, eu amo as leis!
Andréia Pazos:Ninguém vai passar ele para trás, negócio de contrato, contrato, vínculo de contrato.
Alottoni:Ele realmente vai saber analisar os contratos melhor do que qualquer outro.
Andréia Pazos:Contrato é a parada de artista, é sinistro, de filme, essas coisas.
Azaghal:A parada é o contrato de artista, é sinistro de filme.
Voz B:Nossa, tá muito na fila. Viva os contratos!
Andréia Pazos:Ô gente, os artistas precisam de contrato, filme, tudo, tudo.
Azaghal:Mas eu acho que não é exatamente isso que ele quer com cinema.
Alottoni:Meu sonho é—
Andréia Pazos:Tô falando, ninguém vai passar ele pra trás.
Azaghal:Meu sonho é departamento jurídico de um grande estúdio de cinema. Jamais irei numa pré-estreia, jamais entrarei num set de filmagem. Quando cada um vai ganhar e quais as garantias e as obrigações, vai passar tudo pelas minhas mãos.
Voz B:Ele quer trabalhar com leis.
Alottoni:Dá pra trabalhar com esse tema sim, gente.
Andréia Pazos:Com leis, com... Gente, o que eu quis dizer é que nunca é tarde, entendeu? E ele já tá com uma boa bagagem aí que vai ajudar ele em alguma coisa.
Voz B:Pra alguma coisa vai servir.
Alottoni:Deixa eu tentar te ajudar pra alguma coisa.
Azaghal:Vivo entre Rio e São Paulo, a trabalho ou lazer? E tô procurando alguém independente do gênero para um relacionamento.
Alottoni:Muito bom!
Voz B:Opa!
Azaghal:Mas esse e-mail também é um convite mais amplo, pode ser para uma ficada, uma amizade, um café.
Marcelinho:Que susto!
Alottoni:Eu juro que eu li pode ser para uma ficada.
Voz B:Para uma ficada?
Alottoni:Eu achei durante um segundo que ele tinha ido muito—
Andréia Pazos:Uma pura umcada.
Azaghal:Uma pura umcada, uma só. Intenção, foi embora, acabou.
Voz B:Olha, olha a mente do meu marido.
Andréia Pazos:Tem que ser de primeira, tem que sentir tudo numa fincada só.
Alottoni:Coitado, uma ficada.
Azaghal:Coitado não, que ele não botou nada disso. Quem falou foi você.
Alottoni:Não, ficada, ele falou ficada. Tô sendo justo, olha aí.
Voz B:Ele foi direitinho, ele botou ficada, gente.
Azaghal:Ele diz aqui: um boteco com board game. Quero trocar um pouco de vulnerabilidade e autenticidade no meio dessa modernidade líquida.
Alottoni:Olha aí, olha a diferença que advogado faz. Modernidade líquida.
Andréia Pazos:Não sei se isso atrai ou repele, mas tudo bem.
Azaghal:A depressão me roubou uns bons anos, agora Agora quero roubar esse tempo de volta.
Sr. K:Boa!
Andréia Pazos:É isso aí, é isso aí, é isso aí, amigo!
Voz B:Volta por cima! O passado já foi, agora é o presente.
Azaghal:Sobre mim, em resumo: desgovernado e sem vergonha, sou insaciavelmente curioso, aprendiz de otaku, sommelier de sebos, rato de brechóis, especialista em cultura inútil, rei dos rolês aleatórios, violinista intermediário, cantor ruim, logo ótimo karaokê e skatista frustrado, nerdola por natureza, procrastinador profissional, antifascista praticamente— não, antifascista praticante!
Alottoni:Que praticamente? Praticamente... Tô quase lá, tô quase lá!
Andréia Pazos:O cara tá em cima do muro ainda né?!
Azaghal:Bailarina iniciante, junkie de política internacional ao lado da minha mãe, Falou, Tucano e Felipe. Olha aí, boxeador novato, poeta etílico, ativista pela saúde mental masculina, discípulo de Rita Lobo, advogado de direitos humanos em formação e futuro diretor de cinema por paixão.
Voz B:Caraca, meu Deus, gente, ele é muito aquele—
Andréia Pazos:olha aí, ele é intenso, gente.
Voz B:Eu imagino muito ele andando em Santa Teresa, indo naqueles lugares de— como é que é aqueles Sabe aqueles caras daqueles projetos culturais?
Azaghal:Exceto a Tereza e a Madalena, né? A pontiária deles.
Voz B:Lembra aqueles caras no Instagram que fazem aqueles vídeos com as fantasias?
Alottoni:Ah, tipo, curupira piro, curupira piro, curupira piro, sabe?
Voz B:Com um lençol branco, é muito bom. Com aqueles cordões de contas, eu imagino muito assim.
Alottoni:Olha só, vou te falar, toda essa discussão aqui, se o Azaghal não fosse comprometido, Tá procurando a dragão. Olha aí, rei dos rolês aleatórios, sommelier de sebo, rato de brechó, especialista em cultura inútil. Olha aí, boxeador novato, poeta etílico. Ele é dos nossos, tá tudo junto.
Voz B:Tá legal, hein? Tá interessante esse briefing aí.
Andréia Pazos:Também gostei.
Azaghal:Aí ele continua aqui, ó: e como diz minha irmã, cara de Hot Olha, alma de Golden Retriever.
Alottoni:Caraca, Magal! Olha aí, toma, gente!
Azaghal:Não tem alma de Golden Retriever aqui?
Andréia Pazos:Isso é, o David não tem. O David não é Golden Retriever.
Alottoni:Ele é muito animadão. É, pois é. Não, tá certo, esse não é o da Gal.
Andréia Pazos:É muito rebolativo.
Azaghal:Eu tenho cara de buterrier.
Voz B:Nossa Senhora!
Azaghal:Alma de Bulldog.
Voz B:De Buda, não, é alma de Chihuahua.
Andréia Pazos:Não, mas aí tem que ser aquele nervoso cansado, entendeu?
Alottoni:É só nervosinho.
Azaghal:Ai, para adiantar a dúvida padrão dos e-mails das meninas, sim, tem os todos os dentes.
Voz B:Oh, Glória!
Azaghal:E como um bom ser humano, pratico higiene bucal todos os dias.
Voz B:Amém!
Andréia Pazos:Graças a Deus, gente!
Alottoni:Eu já não tenho todos os dentes.
Voz B:Não, você tem.
Alottoni:Eu já não tenho dente aqui no fundo.
Voz B:O quê? Lá no fundo ninguém vê.
Andréia Pazos:Você não tem dente lá no fundo?
Alottoni:Não, porque lembra, tinha um dente meu que ele tava só casca de ovo.
Azaghal:Mas aí tu tirou o dente, deixou um buraco, virou americano mesmo.
Alottoni:Então o cara Aí o cara falou assim: olha, não tem mais o que fazer, tá tudo infiltrado e tal, melhor tirar. Aí eu tirei. Aí ele falou assim: bom, volta daqui a 5 meses.
Andréia Pazos:Caraca, onde você foi? Tirar dentes? Caraca, porque não se arranca mais dente, gente.
Azaghal:Claro que se arranca, gente, é para botar prótese.
Andréia Pazos:Ah tá, ele queria fazer o implante, né?
Alottoni:Isso. Ele falou assim: deixa ele curar por 5 meses, aí você volta para a gente planejar o implante, etc. E aí tem 2 anos que eu fiz isso.
Voz B:Tá tudo certo, né? Não tá fazendo falta, né? Graças a Deus.
Azaghal:Essa é especialidade do Dr. Golden Teeth, vale dizer. Olha, implante de ouro, se você quiser.
Alottoni:Com certeza, Dr. Golden Teeth.
Voz B:Mas ele é em Dubai, né?
Azaghal:É em Dubai. Mas eu garanto para você que é mais barato você ir para Dubai fazer com o Dr. Golden Teeth do que fazer aqui nos Estados Unidos.
Andréia Pazos:Quem disse que ele vai fazer nos Estados Unidos, velho? O cara mora no Brasil, vai Fazer o quê?
Azaghal:O Alexandre mora no Brasil.
Andréia Pazos:Ah, tá, pensei que tá falando do cara aí.
Azaghal:Não, o cara tem todos os dentes, ele tá melhor que a gente.
Alottoni:Tá melhor que a gente.
Andréia Pazos:Você não tem todos os dentes, David?
Azaghal:Não, eu tenho. Nem tô só de ginástica fábrica, mas eu tenho tudo, cada um de uma cor, mas é amarelo.
Andréia Pazos:Não, David, você não tem nenhum implante.
Azaghal:Aquele carro que vai botando, perdeu o para-choque, bota o para-choque do, do, outra cor, aí tampa do motor roda é branca, é lateral, é preto, para-choque é verde.
Alottoni:Ah, tudo remendado!
Voz B:Mentiroso, gente!
Andréia Pazos:O cara tá com os dentes aqui, é um teclado aí, tudo bonitinho, ridículo.
Azaghal:Eu vou falar uma coisa, se eu rir mais forte eu vou ficar banguela. Não pode nada duro, vem grudento. Eu vou comer só canja. Nada duro, tô indo ao Brasil, vai ficar 30 dias comendo empada, não stop.
Andréia Pazos:Não é queijo, é grudenta, aquela farinha toda vai grudando.
Voz B:Não, não é grudenta, gente, é grudenta, sei lá, caramelo é grudento.
Azaghal:Ele continua aqui, ó, nosso amigo bissexual em busca de uma gêmea da Zagallo. Vai, ele é versátil porque ele pode tanto no Rio quanto São Paulo. RJ, os dois sexos, ou em Rio e São Paulo. Então ele tá abrindo leque não só no gênero, mas geograficamente.
Voz B:Exato, tá ótimo esse leque, tá bem aberto.
Azaghal:Vai, inclusive, continua aí: toda nova roupa, perfume ou maquiagem passa pelo crivo do conselho e amigas da minha irmã com mais bom gosto e juízo do que eu. Autoestima ainda é um projeto em andamento, mas a masculinidade já não é mais tão frágil.
Voz B:Boa!
Azaghal:Hoje consigo me amar mais. Terapia funciona.
Voz B:Olha aí, gente, gostei!
Andréia Pazos:Muito bom!
Azaghal:Algumas verdades e nenhuma mentira. Odeio taxistas e cangurus.
Voz B:Meu Deus, o que que você tem contra o canguru? Ai, gente, me desculpa, gente, tá aqui.
Andréia Pazos:Canguru assustador, Agatha. Você já viu aquele canguru musculoso querendo enfiar porrada, pesada no vidro?
Voz B:Aquilo é assustador. Mas ele vive lá na dele, coitado.
Alottoni:Canguru decidir te matar, ele te mata.
Voz B:Não, com certeza, com certeza.
Azaghal:Ele não te mata, ele arranca teus olhos e deixa você bem agonia.
Alottoni:É isso que ele faz. Exato. Ai, que horror.
Azaghal:Gosto de ler bulas de remédio.
Voz B:Caraca, é uma Ai, meu Deus do céu, eu não gosto de ler bula nenhuma.
Andréia Pazos:Você não gosta, mas você faz questão, faz questão. Eu falo: não leia a porra da bula, senão você não vai tomar o remédio. Você vai tomar Novodina, você vai olhar lá, você vai ter convulsão, você vai cair o pau, vai ter tudo que tem.
Voz B:Não leia.
Azaghal:Aí, Andréia, começa a ter um monte de efeito colateral e fica: será Ah, que é o remédio?
Andréia Pazos:Eu não quero confirmar, eu não quero, porque eu preciso do remédio. Vou fazer o quê?
Azaghal:Fica vendo luz, fica vendo, caga que nem bode, não sei o que que leva a ter isso.
Voz B:Caga que nem bode?
Alottoni:Que isso, gente?
Andréia Pazos:Caga que nem bode e vê luz, moldura de luz.
Voz B:Nossa, olha os efeitos colaterais.
Andréia Pazos:Tudo fodido mesmo.
Voz B:Quando a gente acha que não pode piorar, né?
Andréia Pazos:Eu comprei semente de chia, vai melhorar esse negócio de cagar que nem boy.
Voz B:Eu falei pra Andréia, chia hidratada.
Andréia Pazos:Eu quero, eu também, se eu não cagar, tudo bem.
Azaghal:Chia, chia, tan tan tan tan tan tan tan.
Voz B:Chia!
Andréia Pazos:Se eu não cagar, só devo lá tacar essas chia tudo na cara da água.
Voz B:Nossa, eu tomo chia todo dia, meu corpo agora não aceita mais.
Andréia Pazos:Não, mas eu tô acreditando porque Aliança funcionou comigo. Você falou que achou a mais poderosa.
Voz B:Pra mim, achei a melhor.
Sr. K:Eu achei a melhor.
Azaghal:Ele continua dizendo o seguinte: já almocei com um almirante e já tomei cantina da serra com um pescador. Acho que é pra mostrar a versatilidade dele. Uma vez dormi na rodoviária de Belo Horizonte, tomei banho lá e saí de terno e gravata para um evento. Meus sonhos: ter o pack de lápis de cor Faber-Castell 48 cores.
Alottoni:Ele é bom, ele é bom, ele é bom.
Andréia Pazos:Caraca, mas existem maiores, hein?
Alottoni:Mas André, ele tá sendo humilde.
Andréia Pazos:Deixa o menino com sonho dele humilde, porque para sonhar meio sonho, sonhar mais alto logo.
Alottoni:Os sonhos possíveis, gente, olha aí.
Azaghal:Outro sonho dele é dar um abraço no Átila. E limpar meu nome no Serasa.
Andréia Pazos:Esse é o sonho de muita gente.
Azaghal:Meu fetiche é lavar sua louça de madrugada ouvindo xadrez verbal. Tem insônia.
Andréia Pazos:Ele botou. Olha, fetiche dele é lavar a louça dos outros.
Voz B:Que delícia!
Alottoni:Ele tá fazendo a propaganda.
Andréia Pazos:Seja bem-vindo!
Azaghal:A do date, a do date.
Andréia Pazos:Ah, bom, você quiser lavar minha louça, pode vir.
Voz B:Já tá de Natal.
Alottoni:A gente vai deixar tocar o jardim.
Azaghal:Ai, que delícia! Não, pior que tem dois canudos ali na pia que tão fazendo aniversário já, que ninguém tá lavando canudo.
Andréia Pazos:Gente, vocês não tem aquela louça, gente?
Voz B:Vocês não tem aquele negocinho do canudo de enfio?
Andréia Pazos:A escovinha que não vão na máquina? Tem, exato.
Azaghal:Ela tá ali esperando alguém pegar. Vou passar e deixar aí, Agatha, na tua casa.
Alottoni:A escovinha de canudo.
Voz B:É, escovinha, rapaz.
Alottoni:Quem é que vai pegar? Que eu vou pegar. Hoje é o dia que eu vou pegar a escovinha de canudo e limpar as facetas.
Voz B:Mas a nossa escovinha já fica ali em cima.
Andréia Pazos:A nossa é só agachar e pegar. É um saco de lavar isso.
Voz B:É um saco. É tipo, sabe aquela coisa?
Azaghal:A gente bota toda a louça na máquina, aí a gente olha, tem 2 canudos, aí fala: "Ah, não vou lavar esse canudo não." "Ah, amanhã eu lavo, né?" Aí vai ficando.
Andréia Pazos:Aí, sabe qual é a parada? Que o TDAH é assim, no primeiro dia você olha assim: "Ah, não vou lavar esse canudo agora, amanhã eu lavo." Passou 2 dias, ele não aparece mais para você, você não enxerga mais o canudo, ele parece que faz parte da bancada.
Alottoni:Ele se integra à paisagem, um camaleão, exatamente.
Andréia Pazos:É, eu não enxergo mais o canudo, deve ter 50 ali, eu não tô enxergando mais.
Azaghal:E ele continua aqui, meio que tem vários tópicos, parágrafos, realmente é um contrato. Ideias de date: parque de diversões. Você rindo da minha cara Cara de pavor na montanha-russa ou no barco viking.
Voz B:Olha aí, como nos filmes dos anos 80.
Azaghal:Um pouco de tinta e um quadro para cada um pintar ou desenhar algo.
Andréia Pazos:Gente, eu sempre tive essa vontade de— vamos realizar esse sonho.
Marcelinho:O quê?
Voz B:De pintar junto?
Andréia Pazos:Porque eu fico vendo o Bob Ross ensinando a pintar, porque o Bob Ross falou que qualquer um pode pintar. E aí quando eu vejo o Bob Ross pintando, eu fico acreditando que eu também sou capaz.
Azaghal:Só que o dele é uma atividade minha, Pernambuco. Só que a cada 3 ou 5 minutos a gente troca de quadro e continua a arte do outro. Ah, vai trocando o penar na telha e no final sai uma metamorfose boa, uma metamorfose gostosa.
Alottoni:Que beleza!
Azaghal:O cara já tá com atividade de 5 anos de namoro, já criando novidade.
Andréia Pazos:Advogado não perde tempo, gente. Ele realmente é um estudo de advogado com roteirista.
Alottoni:Ele tá desenvolvendo todo um roteiro Ele é bom, gostei desse menino.
Azaghal:A gente uma vez foi aqui em Orlando no negócio de pintar também, lembra?
Andréia Pazos:Nossa, gente, foi maravilhoso!
Azaghal:Foi no Picoladez.
Andréia Pazos:Foi ideia minha, foi minha ideia. Vamos para o Picoladez. E aí, chegando lá, você podia pintar qualquer coisa. E aí eu falei, vou escolher o objeto mais barato, porque eu não sei se eu sou talentosa.
Alottoni:Mas peraí, você pintava o negócio lá e aí eles botavam uma cera por cima e você levava levar para casa, era isso?
Azaghal:Eles deixavam secando.
Alottoni:É, você pintava lá a maluquice, tipo um objeto, uma bandeja, um quadro, bandeja, porta-papo, aí você leva esse objeto para casa que você pintou e você expõe, usa.
Andréia Pazos:Só que você pintava lá, eles deixavam, depois eles passavam, sei lá, uma mão, passar um verniz lá, alguma coisa assim para fixar, para fixar, e depois de alguns dias você ia buscar. E aí eu Peguei uma bandejinha giratória que eu já tô apegada a ela, viu? No dia que eu fiz, achei que foi uma merda, que eu falei: nossa, na minha cabeça eu imaginei um negócio foda.
Azaghal:Todos os desenhos são abstratos.
Alottoni:Conforme eu fui fazendo, tudo abstrato, entendi, desenho abstrato.
Andréia Pazos:Conforme eu fui fazendo, não foi ficando como eu tava imaginando, entendeu? Aí eu falei: está uma merda.
Voz B:Nossa, André tacou tanto glitter!
Andréia Pazos:Então quando eu achei: está ficando uma merda, eu vou tacar glitter aqui, talvez fique bom. Enchi glitter, ficou maluquice. Mas hoje em dia eu sou apegada, eu gosto da minha bandejinha.
Voz B:Ah, gente, ficou legal.
Andréia Pazos:O Azaghal, ele não tem noção, ele foi e quis pintar um boneco do Mickey caríssimo. Eu falei: Dave, esse é o objeto mais caro da loja, você vai pintar isso? Nunca pintou porra nenhuma. Ele: é o Pículoas, Dave, me deixa.
Voz B:Aí eu falei: tá bom, vamos nos permitir.
Azaghal:Que loucura, mas tá lá no quintal pintando.
Andréia Pazos:Eu não sei nem que palavra usar.
Voz B:Muito bem!
Andréia Pazos:Toma, David, biscoitinho.
Voz B:Good job, David!
Alottoni:Eu nem lembro mais como ficou o Mickey, eu não sei onde ele tá.
Voz B:Ele tá ali!
Andréia Pazos:Nossa, gente, ficou o Mickey...
Azaghal:Ficou uma merda, porque eu fui usar as cores que eu gosto e ele ficou um cinza escroto.
Andréia Pazos:O cara que não entende de mistura de cores.
Voz B:Ele botou vermelho, preto, cinza, não sei o quê, virou tudo cor de concreto, é isso.
Andréia Pazos:Mickey cor de concreto.
Alottoni:É, ficou Mickey de concreto.
Voz B:Mickey de concreto.
Andréia Pazos:Ficou asqueroso, asqueroso, num nível, gente.
Voz B:Mano, será que não tem salvação?
Alottoni:Eu lixo, gente, dá para botar um airbrush de primer por cima e pinta de novo, gente.
Andréia Pazos:Vamos fazer, que dá para pícola pintar. A pícola vai fazer melhor que pícola.
Azaghal:Ela fez e ficou maneiríssimo.
Andréia Pazos:Ela fez uma borboleta, botou na parede, ficou maneiríssimo.
Voz B:Pois é, gente, não, vamos refazer.
Andréia Pazos:Eu gostei. A minha mãe foi, lembra? A minha mãe fez uma madeja de loja, cara. Parada ficou foda.
Voz B:Pois é, gente, né? Eu tentei fazer, não ficou tão legal, mas a mamãe realmente é boa.
Andréia Pazos:Essa minha eu me apeguei, tá? Apesar de ser meia cafona, cheia de glitter, eu já tô apegada a ela.
Voz B:Eu gosto. Ah, eu uso a minha sempre.
Andréia Pazos:Nossa, eu também uso, porque a minha giratória é ótima.
Azaghal:Ele continua aqui, que esse meio contrato não tem problema. Primeiro e-mail contrato que a gente recebe de namorado. 18 anos, esse é o 18º ano do Dia dos Namorados, né, de casting especial. Primeiro contrato, já que fez 18 anos pode assinar o contrato. Recebeu o contrato. Benefícios incluídos: ofereço cafuné e massagem.
Voz B:Nossa, agora é alma gêmea do Alexandre. Caraca, maluco, agora o Alexandre, nossa, Alexandre ficou até calado aqui, ele tá, Alexandre se candidatou, ele tá alisando a barba aqui. Ele tá alisando, pensando, ele tá pensando.
Alottoni:É um bom benefício, ele realmente parou para pensar.
Azaghal:Um café da manhã na cama incluso.
Andréia Pazos:Caraca, gente, que romance! Eu nunca recebi um café na cama.
Marcelinho:Que isso?
Alottoni:Toma lavagem de roupa suja agora ao vivo.
Voz B:Que isso?
Marcelinho:Eu já levei café na cama para você, você nunca levou para mim.
Voz B:Que cobrou?
Alottoni:A vida cobra.
Andréia Pazos:Só porque é uma coisa foda, eu acho.
Azaghal:Vou dizer um negócio polêmico aqui. Eu acho que a fé na cama é um negócio esquisito.
Voz B:Mentira!
Marcelinho:Você não gostou?
Andréia Pazos:O Catê até falou no quintal.
Azaghal:Eu gostei, eu gostei. Não tô dizendo que eu não gostei. Mas você fica sentado meio escorregando, a bandeja. Você fica numa posição meio merda. Você senta e tem que ter cuidado para não derrubar a bandeja.
Alottoni:Aí a barriga fica por cima, fica encostando na bandeja. A barriga empurra a bandeja.
Azaghal:Aí você começa a comer, aí começa a escorregar de novo na cama.
Voz B:Nossa, gente, barriga!
Andréia Pazos:Ainda bem que ela não vai me dar esse trabalho nunca mais.
Voz B:Olha aí, fica a dica.
Andréia Pazos:Botei até florzinha, catei no quintal.
Azaghal:Eu adorei, eu adorei, mas eu acho—
Andréia Pazos:Nossa, que sucesso! Nunca mais, que isomelete!
Azaghal:Tava gostoso.
Andréia Pazos:Eu fiz um monte de coisa, você nem lembra.
Azaghal:Tinha geleia, tinha croissant, eu lembro.
Voz B:Que gostoso, gente!
Andréia Pazos:Nunca mais, fica com essa memória aí, você escorregando com a pança, empurrando o croissant com a pança, sei lá. Fica com essa memória aí.
Azaghal:Hoje em dia, se a gente fizer café também na cama, acho que cachorros vão adorar.
Andréia Pazos:Acho que cachorro vão comer tudo.
Voz B:Como é que é o nome dele? Eu vou botar aqui no meu.
Alottoni:Ali ele mandou o Instagram.
Andréia Pazos:Caraca!
Voz B:A galera já tá mandando mensagem pro cara. Eu quero!
Alottoni:Rafael.rapaz.
Azaghal:Rafael com PH, que ele finaliza: se nada disso te assustou, me chame na DM.
Andréia Pazos:Porra, assustou? A galera tá aqui já querendo mandar mensagem pra tu.
Voz B:Menino, já tem gente aqui, ó: meu marido, eu, André, todo mundo.
Alottoni:Contrato, gente, quem assinar primeiro leva.
Voz B:Vamos ver quem ele vai querer primeiro.
Andréia Pazos:Vamos ver, abre aí, abre aí o perfil dele.
Alottoni:Mas ele teve realmente, ele é ex-militar, ele, eu acho que ele é marinha, ex-marinha, né?
Andréia Pazos:Olha aí, tem fardinha top gun, dá para fazer uma palhaçada, hein, gente?
Alottoni:Dá para fazer uma palhaçada.
Andréia Pazos:Tem uns fetiches, não tem?
Azaghal:Aí fez a tatuagem do Banksy.
Andréia Pazos:Caraca, que linda essa!
Voz B:Nossa, olha, eu também me fantasei de pirata igual a ele.
Azaghal:Aí, Mad Max: Fury Road, na CCXP, foi de mediocre.
Voz B:Olha, gente, olha o cabelinho, Babi, ele é uma menina interessante.
Andréia Pazos:Tô gostando, é, ele é bonito. Olha aí o cachorro, que lindo! Esse cachorro é dele, gente? Eu me apaixono antes pelos cachorros.
Azaghal:Acho que não, não sei.
Voz B:Que cachorro lindo, gente, ele é uma graça, hein, gente? Que isso, ele é Massagem, café da manhã, que delícia!
Andréia Pazos:Olha aí, pegou lá o top gun.
Voz B:Olha aí, quem, ó, quem for procurar ele tem que cobrar essas coisas que ele falou, que tudo cai.
Alottoni:Tá no contrato, gente, tem as cláusulas aqui, ó, tá tudo no contrato.
Voz B:Olha aí, olhando os quadros, olha aí, bem tipo, sabe, olhando os quadros no museu.
Andréia Pazos:Curti, gente, é um partidão.
Voz B:Olha aí, gente, faz massagem, Leva café na cama, olhando o quadro, Martin Scorsese, board game, polícia militar, Top Gun, artes da Lapa. Tá tudo certo. Gato em cima do computador, cachorro na janela, tatuagem de criança soltando balão.
Andréia Pazos:Bensky, é Bensky, Agatha.
Azaghal:Gente, é bem—
Alottoni:Menina quer namorado.
Andréia Pazos:Primeiramente, esse é meu primeiro e-mail. Me chamo Juliana, tenho 25 26 anos e uma história trágica com a solteirice. Gente, eu não sei porque as pessoas têm tanto medo da solteirice. Dos 20 aos 24 anos fiquei praticamente casada.
Azaghal:É, nossa, gente, essa história trágica não é com a solteirice, não é.
Andréia Pazos:É só trágica quando você não era solteira. Dos 20 a 24 anos fiquei praticamente casada, vivendo tudo que há de melhor da vidinha de casal, até eu descobrir que durante 2 anos desse relacionamento, eu estava sendo corna.
Voz B:Ai, tadinha.
Andréia Pazos:Agora estou aqui solteira e capenga em pleno solo carioca.
Voz B:Solteira, mas ela tem 26, ela tem 26. Isso foi até, né, 24 anos que acabou. Então só tá 2 anos aí na solteirice no Rio de Janeiro.
Andréia Pazos:Ai, amiga, você tinha que estar feliz.
Voz B:Pois é, mas curtir, você é muito nova.
Andréia Pazos:Eu não sei porque as pessoas ficam tão preocupadas de estar solteira.
Azaghal:Zero problemas, próximo e-mail.
Andréia Pazos:Calma, calma, calma. Estar solteira não é um problema, gente, é uma vantagem, né? Melhor do que ser corna.
Alottoni:É melhor que ser corna, é isso aí.
Andréia Pazos:Como nosso amigo Tucano, sou humilde, mas preciso admitir que sou uma pessoa legal. Perdoei meu ex-cuzão, que inclusive me apresentou o Jovem Nerd.
Voz B:Ai, meu Deus!
Andréia Pazos:E agora estou aqui, cansada dessa vida de incertezas, nos finais de semana solitários. Gente, os amigos! Vamos sair com os amigos, gente!
Alottoni:Tá se colocando na pista aí, gente!
Voz B:Deixa ela se colocar na pista!
Andréia Pazos:Às sextas eu até consigo sair com as amigas, quase todas casadas. Aí você Acho que é o problema, né?
Azaghal:Caraca, mas casada mesmo, 26 anos, não casado já?
Voz B:Pois é, gente, mas é horrível, né, quando a pessoa tá com um grupo de amigos que todo mundo é casado, né? Fica difícil mesmo acompanhar.
Alottoni:Seu grupo de amigo da igreja, deve ser.
Andréia Pazos:Mas sábado e domingo é sempre um inferno astral em conjunto com uma luta épica de grande anime para conseguir companhia e sair de casa, porque os casados tá tudo deitado no sofá, não aguenta sair de casa, não quer sair de casa, e ela quer sair e E aí, a companhia, por isso, procura um senhorito de até 35 anos que me faça companhia nesse Rio de Janeiro.
Azaghal:Jogou lá para frente, né?
Andréia Pazos:Ué, tá bom.
Voz B:É, não, de até 35, não pode ter visto He-Man na infância. Não faz, é, tá certo, ela é muito nova. Pois é, ela tem 26.
Alottoni:Infância, qualquer uma, até 35, procura alguém.
Andréia Pazos:A Zagão reclamando, queria que fosse até mais.
Azaghal:É isso, eu acho Achei que foi longe, porque quando ela tivesse lá 50, ele vai ter 70.
Alottoni:Ah, mas tá tudo certo.
Voz B:Tudo bem, 10 anos. Ela botou 9 anos, na verdade, ela botou aí 9 anos, né? 26, 35, pronto.
Andréia Pazos:Meus requisitos são, vamos lá, passar pelo crivo da portuguesa.
Voz B:Olha aí, olha aí, olha aí, que autoridade! Ela mesma que tá lendo o e-mail.
Andréia Pazos:Foi cagada isso, porque a gente nunca sabe o que que vai ler. Ser consequente como o senhor Ká.
Azaghal:Responsável com dinheiro.
Voz B:Olha aí, não me arrependo de nada.
Andréia Pazos:Não me arrependo de nada. E consequente com o cartão de crédito, quis dizer, né? Bondoso como a Ágatha e o Jovem Nerd.
Voz B:Olha aí, ela falou que bonitinho.
Andréia Pazos:Azaghal, nós não estamos na parada do bondoso aqui.
Voz B:Ainda bem.
Azaghal:A última coisa que eu quero na minha lápide é estiloso.
Andréia Pazos:Mas sabe o que que ela quer? Ela quer que seja estiloso como a Zaghal.
Azaghal:Bermuda lifestyle e os dentes de cada cor.
Andréia Pazos:É isso, ela foi curta aí, né? Quanta graça!
Alottoni:Olha aqui, desleal o Instagram. Pedido de casamento. Jeff Barbosa, 34 anos, um dos editores do Nerdcast na Radiofobia Podcast Multimídia, Sorocaba, São Paulo.
Voz B:Olha aí, Jeff! Que delícia!
Andréia Pazos:Eu gosto do dia, que delícia!
Alottoni:E-mail interno, olha aí, um corajoso, né?
Andréia Pazos:E diz tanta essa bagaça, tem coragem?
Azaghal:É verdade, coragem nenhuma, porque ele que vai editar.
Alottoni:Exato.
Andréia Pazos:Ah, é, se ele achar uma merda, nem vai pôr, né?
Voz B:Ah, não, Jeff, tem que deixar.
Alottoni:Olá, Nerd, tudo bem? Bom, não preciso nem comentar o quão sou fã de vocês, ouço o Nerdcast há 14 anos.
Voz B:Obrigado, né?
Alottoni:Ele é obrigado. Obrigado, eu sou Obrigado, ouviu o Nerdcast da Cthulhu. E é pior, ele ouve os Nerdcast bruto.
Andréia Pazos:Nossa, gosta pirô de vez, né?
Voz B:Coitado, coitado.
Alottoni:Carrego esta mazela de ouvir o Nerdcast da Cthulhu. Pra mim é um prazer. Inanna Hagen. Inanna Hagen. Inanna Hagen. Olha a piadinha, gente.
Voz B:O que que é Inanna Hagen?
Andréia Pazos:Caraca, Agatha, pelo amor de Deus. Inanna Hagen?
Alottoni:Esse escuta o Nerdcast?
Andréia Pazos:Escuta, escuta. Caraca, Agatha, tu não sabe o que que é Nina Hagen do Rock in Rio?
Alottoni:Nina Hagen? Nine-Nine Balloons. Nossa.
Voz B:Meu Deus! Só conheço essa música.
Andréia Pazos:A roupa dela tinha uma língua saindo da xereca, lembra?
Voz B:Que isso, Andréia!
Andréia Pazos:O colar dela tinha uma língua saindo da xereca, não tinha?
Voz B:Que horror!
Andréia Pazos:Adorava.
Alottoni:Eu não sei se essa foi a piada que ele fez, mas foi que O que que a nossa cabeça foi? É um prazer enorme poder trabalhar editando esse programa, assim como Caneca de Mamicas, graças à confiança que o grande Léo Lopes tem no meu trabalho. E aliás, esse ano completa exatos 10 anos nessa grande empresa Vital. Caraca, parabéns!
Voz B:Parabéns!
Alottoni:Foda demais!
Azaghal:A gente pode dizer que em todos esses anos nessa grande empresa Vital, esse é Primeira vez que acontece.
Alottoni:Mas vamos ao meu relato. Em 2015, quando eu estava recém recuperado de um término de relacionamento, resolvi instalar o famoso cardápio de pessoas, o Tinder, para tentar conhecer pessoas novas. Afinal, eu pensei, não estou a fim de nada sério, só quero conhecer alguém, ter um momento legal. Foi aí que dei match com uma gata, seu nome era Andresa, uma beleza existente antes, que me deixou sem reação quando percebi que ela também tinha me dado like. Olha aí, só para esclarecer um ponto, eu nunca tinha entrado num app de namoro na vida.
Voz B:Esse negócio é tão bem bolado, né, gente, que aí você dá, né, a pessoa, porque se você gostar de uma pessoa e ela não gostar de você, você nunca vai saber, ninguém vai se magoar, entendeu?
Andréia Pazos:Mas, Agatha, tem maior galera que like no TikTok só porque achou bonita, tá? Nem leu o que tá escrito.
Alottoni:Mas é bem bolado, porque você vai ver um negócio que você paga para ver quem é que deu like em você antes de você dar like, sabia? Aí é because capitalism. Então você paga para dar umas piadas, entendeu? Que isso? Começou assim, você só ia ver se os dois dessem like. Aí eles viram, como que a gente ganha dinheiro com essa porra? Não sei. Aí a gente tem que inventar uma merda para tirar dinheiro dessa galera. Aí eles inventaram essa parada que é, ah, inventaram um negócio de que você pode, é, eu que tô sabendo pra caralho de Tinder também.
Voz B:É, tá demais! Eu vou agora olhar se você é um sortudo, perfil esportivo. Olha aí, coroa gostoso, talvez eu seja a solução do seu problema. Amante profissional, vamos procurar aí.
Azaghal:Meu Deus, o fofoca é mó fodido.
Voz B:Fofoca é mó fodido, caraca, deve ser muito isso. Eu vou botar agora, eu vou instalar esse app aqui, Tinder.
Andréia Pazos:Começa assim, olha esse casalzinho aí, uma fingindo que vai procurar o outro, vai nem procurar ele, vai procurar a mulher dele mesmo. Vai que vocês dão match, né, sem querer, sem saber que um é o outro.
Alottoni:"É, nossa conversa foi maravilhosa, tínhamos muito em comum, ficamos conversando por 2 ou 3 dias sem ficar sem assunto, até que decidimos nos conhecer pessoalmente, mas antes disso ela preferiu me contar que ela tinha uma filha de 2 anos que não tinha contato nem nome de registro do progenitor, e eu pensei qual o problema?" Olha aí, green flag pro meu querido Jeff, olha aí.
Voz B:Boa, Jeff, green flag.
Andréia Pazos:Pois é, qual o problema? O Azaghal falou qual o problema sair comigo com 2 filhos e deu certo.
Alottoni:Provavelmente a gente só vai sair algumas vezes e a vida vai seguir. Ah, tá, ele falou o seguinte, tá, entendi, é isso, não vou nem conhecer as crianças. Confesso que me senti otário por ter pensado dessa maneira, mas anos de amadurecimento me separam desse momento. Aí, Jeff, é isso.
Azaghal:Mas assim, ele não pensou nada errado, na verdade.
Alottoni:É, ele falou, é, exato, é a primeira vez que ele A primeira vez, claro, ele pensou, a gente só vai sair algumas vezes, e ela foi super green flag. Antes de se encontrar, ela falou, olha, sim, super ok, gente. Olha aí, casalzão. Para resumir a história, não foi somente algumas vezes, saímos muitas e muitas vezes e começamos a namorar. Confesso que no início foi meio difícil conseguir me entrosar com a filha dela, mas aos poucos essa barreira foi se quebrando e consegui me conectar melhor com ela.
Andréia Pazos:Gente, é difícil, viu? Eu me lembro que o Almôndega e o Allan, eles achavam que eu era amiga do Azaghal, que não era mentira, eu era amiga de verdade, porque eu tinha o maior medo de contar para ele, sabe? Demorei para contar para ele que eu tava namorando dele. Eu lembro quando eu contei, o Allan ficou putaço, ele olhou para mim e falou: sua mentirosa, você falou que era só amizade!
Alottoni:Caraca, toma!
Andréia Pazos:É difícil. O Almôndega, quando eu dava a mão para o Azaghal, ele chorava litros.
Voz B:Não! É, gente, é difícil.
Andréia Pazos:Porque ele tava acostumado a ver só dar a mão para ele e para o Alan, entendeu?
Alottoni:É, mas a criança, gente, é muito diferente.
Andréia Pazos:A criança vê que, "Who the hell are you?" Exato. A criança fica... De novo, meus filhos nunca me viram com ninguém, porque eu falei assim, só vou falar para os meus filhos Eu só aviso um dia que eu tô com alguém, um dia que for uma coisa muito séria.
Alottoni:Exato.
Andréia Pazos:Eu não queria traumatizar meus filhos.
Alottoni:Claro.
Andréia Pazos:E aí é isso, é difícil mesmo, gente, porque a criança tem ciúmes da mãe.
Alottoni:Bom, Nédi, anos se passaram e em 2020, com o fim da pandemia longe de ser uma realidade, resolvemos morar juntos, pois não aguentava demais a distância. Pô, vocês estão à distância e aí de repente toma pandemia na cabeça, né, para não Ah, ele falou assim, vamos ficar junto, né? Não aguentava mais a distância. Mesmo morando na mesma cidade, havíamos decidido não nos encontrar porque ela era técnica de enfermagem e lidava diretamente com COVID. Nossa, caraca, que perigo! E eu sou uma pessoa com diabetes tipo 1, uma comorbidade fortíssima para o vírus.
Voz B:Nossa, então realmente antes não podiam se ver.
Alottoni:Mas eles não aguentaram. A partir de 2020, nossas vidas ficaram muito mais entrelaçadas. E aquela sensação que eu tive de ter muita coisa em comum nunca mudou. Ela é realmente, além do amor da minha vida, minha melhor amiga.
Voz B:Olha, melhor elogio, gente!
Andréia Pazos:Não é, gente? Porque isso é importante, né? A gente esquece que— a gente esquece não, a gente tem que lembrar que as pessoas têm que ter conexão em tudo, né?
Alottoni:Em tudo, gente, da vida.
Andréia Pazos:Não pode ser dois estranhos embaixo do mesmo teto, não é verdade?
Alottoni:Exato, exatamente.
Voz B:Sabe, melhor amigo, entendeu?
Andréia Pazos:Exato.
Alottoni:Em 2025, ela engravidou do nosso segundo filho. Sim, digo nosso segundo porque eu tive o privilégio de registrar a Angélica com o meu nome. Eu sou oficialmente o pai dela.
Voz B:Ah, sacanagem!
Azaghal:Parabéns!
Alottoni:Olha aí, nossa, mas a bandeira verde, ela se estendeu por todo o Brasil. Porra, eu já era que tava dizendo que ele já era pai, né, há muitos anos. Mas ter esse registro oficial foi muito importante, tanto para ela quanto para mim. Em 18 de setembro de 2025 nasceu Arthur, nosso novo amorzinho. A foto em anexo, olha aqui, olha lá. Ai, que linda essa família! Oh meu Deus, que fofinhos, gente!
Voz B:Lindo!
Andréia Pazos:São muito lindos mesmo!
Voz B:Olha aí a família feliz!
Alottoni:Enfim, nerds, eu só quero deixar aqui registrado quão especial a Andresa é para mim e o quanto o meu amor por ela e pelos nossos filhos só cresce a cada dia mais. E como eu sei que ela ama demonstrações públicas de afeto, venho humildemente gentilmente solicitar esse espaço no Nerdcast especial Dia dos Namorados para pedir a mão dela em casamento.
Voz B:Ai, meu Deus, que delícia!
Andréia Pazos:Ai, Jeff, queremos filmagem da reação. E aí, mesmo que ela diga não.
Alottoni:Caraca, Olha que foda! Agradeço aí já tantos anos de companhia, por fazer parte também do sustento da minha família. Que lindo! Olha aí, gente, meu Deus! Jeff deixou o celular agora, mas agora é o cu da madrugada, gente, não tem como ligar.
Andréia Pazos:Pois é, tá tarde pra cacete!
Alottoni:E tá tarde, e o Jeff tem que editar essa parada amanhã, coitado! Jeff, eu não vou te dar mais trabalho não, tá tudo certo. Eu tenho certeza que a resposta é sim.
Andréia Pazos:Temos, temos certeza.
Alottoni:Você e Andresa vão ser muito feliz. Você, Andresa, Angélica e o Arthur. Que família feliz, que lindo!
Voz B:Ai, gente, que fofo!
Alottoni:E o cachorrinho que não deu? Qual é o nome do cachorrinho? Teu cachorrinho na foto?
Andréia Pazos:Tem um cachorrinho, tem um cachorrinho na foto, tem um cachorrinho.
Alottoni:Tá todo mundo na foto, tá todo mundo na foto. Olha que coisa fofa! Andresa, é sim, né?
Andréia Pazos:Tem nem que pensar. Né? Um homem desse, gente, pois é, não tem nem o que pensar.
Alottoni:Um bandeira verde desse, olha só, Jeff, parabéns, parabéns, parabéns!
Andréia Pazos:Agora a gente tem que dar presente pra Doninha, gente, é isso, Jeff merece, merece.
Alottoni:Manda a lista aí, Jeff, manda a lista. Fique ligado, o Nerdcast volta já! E para você que gosta de futebol, vai acompanhar o Brasil na Copa. Será que tem hexa esse ano?
Andréia Pazos:Tem que ter, gente!
Voz B:Ai, gente, eu espero que sim!
Andréia Pazos:Tem que ter, tá na hora, tá na hora, né?
Alottoni:O Brasil precisa de alegrias, o Brasil Eu preciso de alegria, mas eu quero o Neymar alegre, entendeu? Será que vale o Neymar triste?
Azaghal:Você não sabe se a gente precisa do Neymar para ter o Henrique.
Andréia Pazos:Exato, ele pode estar lá no banco.
Alottoni:Então, às vezes ele pode, ele tá todo zoado, então ele pode continuar zoado.
Voz B:Exato, gente, vamos manter a fé.
Azaghal:Mas sabe uma alegria que todo nerd brasileiro vai ter, Jovem Nerd?
Alottoni:O Jovem Nerd Esporte Clube, as agalhas! Com apresentação do nosso querido Príncipe Vidani, juntamente com Tucano e Marcelo Bassoli, a gente vai— já tá tendo, né, o nosso podcast, nossa análise. Agora vai ter Jogo do Brasil esse fim de semana, é tudo junto. Jogo do Brasil eu vou gravar finalmente a minha estreia no JNEC, olha só. Mas olha, o mais importante você saber que o Jovem Neto Esporte Clube vai fazer lives durante Jogos do Brasil.
Andréia Pazos:Sim, meu Deus, velho!
Alottoni:Vidani estará lá ao vivaço, tipo de segunda tela, que nem a gente faz no Oscar. Você vai assistir o jogo, você vai assistir o Kazé, você vai assistir o, a, como é que é o nome da outra influenciadora da Globo lá que tá na Globo? Virginia. Virginia?
Andréia Pazos:Ah, Deus me livre!
Azaghal:Tiago Leifert.
Alottoni:Tiago odeia o Marta Leifert. Não, você vai assistir um príncipe, você vai assistir a realeza do futebol comentando os lances, narrando os gols, tudo em tempo real na sua segunda tela. É no Jovem Nerd Esporte Clube.
Andréia Pazos:Nossa, gente, é assim que eu vou assistir.
Alottoni:É live de nerd, gente. Nós somos nerds e nós gostamos de Copa, e tem tanto nerd que gosta de futebol, nerd de futebol. O lugar que você tá assistindo é a Virgínia?
Voz B:Nunca, não é.
Alottoni:O lugar das vidas com os netos.
Voz B:Vem pra cá, vem pra cá que é gostoso.
Alottoni:Se você estiver em São Paulo nesse sábado agora, né, se você tiver em tempo ainda, né, dia 13 de junho de 2026, que tem jogo do Brasil, estreia do Brasil na Copa. Se você tiver em São Paulo, vai assistir o jogo lá no Esconderijo Juan Caloto. Ó, Vidani estará lá, a live vai ser lá. Aí que legal, na Rua Gandavo 398, na Vila Clementino, São Paulo capital. Aproveita!
Andréia Pazos:Deixa, eu tenho uma dúvida. Quando o Brasil fizer gol, o Bidani grita ou geme?
Voz B:Que isso, ele vai ter que gemer, pelo amor de Deus, pense, Bia!
Alottoni:É claro que ele geme! Ah, de conta que ele geme! Balcão de informações do Inferno do Senhor K. Senhor K, o inferno está ficando cheio demais.
Sr. K:Inferno é infinito, amigo. O inferno, assim como a burrice humana, é infinita.
Voz B:Sempre cabe mais um.
Sr. K:Sempre, com jeitinho, com jeitinho cabe mais um dentro de outro.
Alottoni:Vamos que vamos, pô. Vamos ler a história das pessoas, que é o inferno possível, então.
Sr. K:Cara, olha só, eu tava pensando nisso hoje enquanto o Cid cagava.
Voz B:Nossa Senhora!
Sr. K:É uma cena linda de se ver, olha quão bonito ele se vê. Tem um canjo, é um negócio maravilhoso.
Andréia Pazos:A gente fica orgulhoso, né, quando a gente faz um cocô bonito.
Sr. K:Não, pequeno momento de felicidade.
Andréia Pazos:Olha, o cocô tá perfeito, que beleza!
Sr. K:Olha, parece a máquina de churros. Nunca vi uma máquina de churros que late e faz churros ao mesmo tempo.
Voz B:Que coisa maravilhosa! Nossa, isso é uma pequena alegria da vida.
Azaghal:Eu nunca vi uma máquina de churros que tem milho também.
Sr. K:Aí, hein, será que cachorro Cachorro pode comer milho?
Voz B:Pode, pode. É bom, né?
Azaghal:Proteína.
Sr. K:Não, chocolate não, mas milho tá bom. Eu vou dar milho para eles para ver se sai. Será que os cachorros digerem milho?
Andréia Pazos:Só a gente que não digere.
Azaghal:É a mesma porcaria, é mesmo?
Alottoni:Não, não sai inteiro, gente, é só a casca do milho. A casca não é digerida, o resto digere.
Sr. K:Eu não vou cavucar para saber se é a casca ou se é o grão, João.
Andréia Pazos:Que brincadeira é essa do organismo?
Azaghal:Tem Ácido dissolve o que tá dentro da— tem uma torneira na casca, é para dissolver o que tá dentro.
Alottoni:Não, cara, porque você rompeu a casca, né, galera? Você rompeu a casca na mastigação e aí a casca ficou meio que no formatinho. E aí você vai ver a casca no milho, gente.
Andréia Pazos:É isso, só senta aqui o milho, não acontece nada, gente.
Alottoni:Vocês engolem milho que nem pílula, é isso?
Azaghal:Eu não gosto de milho, eu não como milho.
Voz B:Que isso, gente, é uma delícia!
Alottoni:Você é fã de Milo?
Sr. K:Eu amo Milo. Cara, eu não vejo sentido nisso que você tá falando não, Alexandre, acho que você tá maluco.
Alottoni:Tá bom, ok.
Sr. K:Caralho, agora sim, puta que pariu, pare as pressas, finalmente chegamos ao momento de sanidade, aprendeu que determinadas batalhas não valem a pena, porra.
Andréia Pazos:Ele prefere a paz agora.
Alottoni:2 anos e meio de terapia, meu amigo.
Sr. K:Caralho, mais uns 5 e a gente chega lá.
Andréia Pazos:É, ele já aceitou a sua própria condição.
Sr. K:Isso aí, o negócio agora é acertar a dosagem.
Voz B:Vamos embora!
Sr. K:Mas enfim, quando o Síndica Gava tava pensando, qual é essa edição?
Azaghal:É a 20ª já? 18ª.
Sr. K:Olha, quase que eu acertei!
Voz B:Gente, já a gente tá velho assim, quer dizer, há quase 20 anos que a gente— caraca, meu Deus!
Alottoni:A gente já tá aqui nesse serviço.
Azaghal:Pois é, esse ano o Nerdcast faz 20 anos.
Voz B:Caraca, meu Deus, sou jovem para ser velha.
Sr. K:Nossa, ou seja, existe uma possibilidade que alguém que ouviu no início, que pegou ali quando era tudo mato, quando tudo era cabo RCA, tá, ouviu, cresceu, casou, e os filhos já podem, quer dizer, então seria o ideal que os filhos se tivesse ouvindo o que a gente fala.
Azaghal:Mas é possível, é possível.
Alottoni:Já nasceram por causa de Desnamorados?
Sr. K:Certamente não pela nossa ajuda, porque a gente não fez nada para ajudar nesse sentido, muito pelo contrário.
Andréia Pazos:Life finds a way, entendeu? A vida acha um jeito de mudar.
Sr. K:Life finds a way.
Andréia Pazos:Apesar dos Nerdcast Desnamorados.
Alottoni:Apesar, exatamente.
Andréia Pazos:Estou vivo Pesado, as pessoas continuaram procriando.
Alottoni:Fred, agora é missão. O grande gap está vindo e a gente tem a missão aqui de fazer as pessoas, né?
Azaghal:Acharam o Fred de louco, de jocoso, exagerado, sabe?
Alottoni:Não é?
Sr. K:Quantos anos que a gente fala disso, né, cara?
Azaghal:As pessoas, tá vendo?
Alottoni:Sai, isso aí, gente. Exatamente.
Andréia Pazos:Então vamos tentar ajudar Mais uma vez, aquele cara calmo, que ele sabe que vai dar merda as coisas, ele avisa para você, aí você ignora, ele fala: o tempo vai te mostrar.
Sr. K:Eu já falei isso, hoje em dia eu só compro pipoca e uísque, e uísque, e escolho um lugar agradável para ver o circo pegando fogo.
Voz B:Ah, cara, que gostoso!
Sr. K:É muito mais legal aquela chama lá aranja subindo aquela loma.
Alottoni:Eu imagino essa imagem do Fred, sabe, em primeiro plano assim, só a silhueta do corpo dele erguendo o copo de uísque com cogumelo nuclear na frente.
Andréia Pazos:Isso é uma imagem, isso dá uma camiseta.
Sr. K:Vamos lá, vamos ver o que que esse coitado aprontou.
Alottoni:Não pode falar o nome que ele está querendo se manter Então, mas por que que ele manda a porra do nome então?
Andréia Pazos:Porque existe esse fetiche que as pessoas querem ser esculachadas por você.
Sr. K:É uma das pessoas podem mandar o nome assim, James.
Alottoni:Não, não, mas a gente marcou aqui o nome verdadeiro e não vamos falar. Vamos falar o nome que ele escolheu.
Voz B:Ele quer que só você saiba.
Andréia Pazos:Recentemente eu assisti uma série maravilhosa. Qual o nome da série dele?
Azaghal:Margot está em apuros.
Sr. K:É um da Apple TV que tem a Michelle Pfeiffer.
Andréia Pazos:Série maravilhosa, eu maratonei um dia. Eu, o Azaghal e o Almonda, que a gente já maratonou um dia.
Voz B:Gente, que série é essa? Nunca vi.
Andréia Pazos:Primeiro, pode ser minha vida, né? Tirando a parte do OnlyFans que eu nunca fiz, porque não existia na época. Porque não existia na época, porque teria sido de grande ajuda.
Voz B:Só tirando foto de pé.
Andréia Pazos:Cara, tinha uma mulher no OnlyFans, na série, que me lembrou o seu canal. A galera pagava ela para ela esculachar o pau dos caras.
Voz B:Que isso!
Andréia Pazos:Ah, esculacha meu pau! E ela ia lá, esculachava o pau dos caras.
Voz B:Que isso, gente!
Andréia Pazos:Olha que maravilhoso, gente! Eu falei, caraca, o senhor K tá perdendo tempo.
Azaghal:Mas então, ou seja, Fred, ainda tem tempo de você abrir uma nova frente de negócio.
Voz B:Exatamente, para esculachar pau.
Sr. K:Caralho, talvez não, né?
Alottoni:Uau, Fred, tem um valor, existe um valor, Fred, com esse vocabulário bonito que ele tem fazendo isso. Eu queria só saber qual era o valor, mas existe esse valor, existe um valor onde o Fred vai falar assim: se bem que é só, é, todos nós temos esse valor, sem dúvida.
Andréia Pazos:Ai, gente, eu sou baratinha, eu posso fazer isso. É a melhor coisa do mundo, gente. Isso é uma coisa automática do ser humano.
Alottoni:Exatamente.
Sr. K:Pô, mas não dá para esculachar outra coisa?
Andréia Pazos:Foi um prazer, né? Qualquer coisa, qualquer coisa já é ótimo.
Voz B:E você ser pago para isso?
Andréia Pazos:Você vai, manda o que você quer, porque o esculacho é o esculacho.
Azaghal:Diz a série que isso é um fetiche, que os caras gostam de ser esculachados.
Alottoni:Caraca! Não, mas olha só, eu vi na internet na internet que tinha um desses OnlyFans que era o campeão de todos, que era o feitiço de pagar boleto.
Marcelinho:Que isso, gente?
Alottoni:É sério, a pessoa mandava um boleto de R$200, o cara pagava e mandava o comprovante.
Sr. K:Puta que pariu, não, não, me diz como é que eu faço isso, porque aí, aí eu faço, aí é nós.
Alottoni:Eu não sei, gente, olha só, no mundo de hoje em dia, no mundo de hoje em dia, eu duvidaria, mas no mundo de hoje em dia não vi mais porra nenhuma.
Voz B:Pera aí, mas quem pagava o boleto?
Sr. K:Pera aí, a pessoa gata, foda-se isso, quem vai pagar eu não sei, eu só quero que alguém pague.
Alottoni:Isso, a pessoa que tá te contratando.
Voz B:A pessoa paga o teu boleto?
Alottoni:Isso.
Sr. K:Caralho, que coisa linda, isso é a prova de que pode existir um Deus.
Alottoni:Ele chegava assim, ai, você não tem um boleto bem gostoso para mim mandar pagar? Boleto de R$800 aqui. Aí o cara toma aí, ó, comprovante, paguei.
Voz B:Meu Deus, que delícia!
Sr. K:Caralho, chega, me deu uma coceira nos pelinhos assim.
Andréia Pazos:Ela paga meus boletos, o nome da live.
Sr. K:Não, não, vamos abrir uma live. Já, como é que abre live aqui?
Voz B:Ô gente, a gente tá perdendo dinheiro, cara. A gente podia estar fazendo isso, né?
Sr. K:Vamos abrir uma live, vamos ver, vamos começar pelo cartão de crédito. Melhor, vamos, vamos, vamos.
Azaghal:Nada é tão bonito assim, gente. Tem alguma troca aí que você tem?
Alottoni:Eu não sei, cara, mas tem.
Andréia Pazos:Ninguém vai pagar seu boleto. Boleto de graça, né?
Alottoni:A gente tem 8 bilhões de pessoas, tem uma pessoa dentro desses 8 bilhões que ela deve ter feitiço de pagar boleto dos outros.
Andréia Pazos:Uma pessoa com esse feitiço.
Alottoni:Já perdemos essa pessoa, já perdemos.
Voz B:A gente podia estar, tipo, laxando pau em vez de estar lendo e-mail. A gente podia estar cantando.
Sr. K:Nada contra gostos pessoais, mas deixam ficar só no boleto, por favor.
Alottoni:Vamos lá, Sr. Ká, manda vamos lá.
Sr. K:Olá, pessoal do Jovem Nerd, meu nome é Loxa. Venho aqui por meio deste email contar minha história de fracasso. Porra, aí sim começamos bem. De quando eu tinha meus 14 anos, podem me chamar de Senhor Wonka.
Alottoni:Senhor Wonka, ele deu um nome, ele se deu o seu nome.
Sr. K:Pô, desse Loxa era época de final do ano, já tinha passado o Natal, 14 anos, não é derrota, é?
Alottoni:Ninguém tem derrota, 14 anos, gente, pelo amor de Deus, a pessoa tá começando a vida.
Voz B:Muito jovem.
Sr. K:Vocês que estão nos ouvindo agora, se tem alguém com—
Azaghal:vamos lá, 14 anos agora, ainda não se acomodou, o mundo mudou. 14 anos, Segunda Guerra Mundial, mentiu para ser alistado, tudo bem, tudo bem, olha só, não é o ideal, mas acontece.
Sr. K:Não, Nossa época, com 14 anos, equivale mais ou menos hoje aos 28. Então se você tem 30 anos, deixa eu falar uma coisa, Titio K vai falar uma coisa para vocês: vocês ainda não sabem o que é derrota.
Alottoni:Vai piorar muito.
Andréia Pazos:Gente, eu tô te falando, a gente gravou recentemente sobre isso. Derrota para mim hoje em dia é você ir no médico a pedir um Monjaro e ter que ficar pelado cagada e sair com a notícia que você tem início de catarata no olho esquerdo. Isso, nada é mais escroto que isso. Então você não sabe o que é derrota, meu amigo. Você vai saber o que é derrota. Chega, mas ela chega arriando as calças. Não tem perdão.
Azaghal:Só houve aquele barulhinho de areia, falou: é, a derrota só acaba quando você não consegue entender mais ela.
Andréia Pazos:É do jeito que você já não entende mais.
Azaghal:Ou o seu corpo parou de entender tudo.
Alottoni:Ai, acabou.
Sr. K:História de fracasso. Quando eu tinha 14 anos, podem me chamar de senhor loxa. Era época de final do ano, já tinha passado Natal, ou seja, aquele período entre Natal e Ano Novo.
Azaghal:Período, período de fim de ano.
Alottoni:Período de fim de ano, exatamente.
Sr. K:Estava disposto a me declarar para a menina que gostava. Pedir ela em namoro.
Azaghal:Puta.
Sr. K:É bom que o cara, ele vai ter uma derrota para estragar para sempre, porque certamente vai ser uma derrota humilhante, para estragar para sempre uma data comemorativa.
Andréia Pazos:Mas é um bom período, sabia? Porque você encerra o ano e deixa aquela derrota para ano passado, aí você já começa uma nova etapa, novo ano, nova vida, nova mulher.
Azaghal:Mas esse período, perineo de fim de ano, ele fica meio perdido no espaço-tempo, ele é meio limbo, né? Ele não tá naquele limite do fim do ano, ele tá É, o tecido social ele tá abalado, ele tá esgarçado, a trama tá aberta.
Sr. K:É uma época do ano que entra muita coisa, é muito perigoso. Mas enfim, tinha um certo receio. Caralho, seu louxa, porra, eu tinha 14, ela tinha 18. Porra, louxa, isso nunca vai dar certo.
Azaghal:O cara tá mirando pra cima, o cara tá—
Alottoni:que autoestima invejável!
Sr. K:Autoestima ou falta de bom senso, a gente nunca vai saber.
Andréia Pazos:Que, né, deu aquelas pichadas, né? E aí ninguém acredita que ele tem 14 anos mais. Tem isso, né?
Alottoni:É, mas ela com 18 anos tem que dizer não.
Voz B:Ela com 18 está errada.
Alottoni:Vamos lá, ela não fez nada ainda, gente. Ela tava lá vivendo a vida dela, ela não fez nada.
Andréia Pazos:Ah, tá, então tudo bem. Nada.
Alottoni:Ele que queria se declarar para ela.
Azaghal:Bruxa, bruxa, quem é a bruxa?
Voz B:Mas sei lá, ele falou que gostava.
Alottoni:Gostava dela, queria se declarar para ela.
Azaghal:Cara, é assim que se acabam reportações.
Andréia Pazos:A garota nem sabe disso, garota tá vivendo a vida dela.
Azaghal:A Agatha já com forcado na bunda, pocha de forcado.
Alottoni:Agatha conservadora.
Voz B:Caralho, não, porque esta vagabunda, porra, já ia queimar vagabundo.
Sr. K:Pera aí, olha só, ela tinha 18 anos, ele tinha 14, ela provavelmente Ela tava andando de carro com algum playboy e ele tava de bicicleta.
Alottoni:Eduardo e Mônica, porra!
Voz B:Não, pois é, ela talvez nem sabe disso, né, que ele gosta dela.
Sr. K:Ela provavelmente nem sabia. Talvez ela tenha descoberto ali no perinho de fim de ano.
Azaghal:Talvez tenha descoberto agora, inclusive.
Sr. K:Mas aí seria maravilhoso. Caralho, será que isso foi do ano passado?
Azaghal:Vamos ver, né?
Sr. K:Porque ele não diz, ele não diz de quando é. A gente não sabe se foi de 15 anos atrás ou se foi do ano passado. Olha aí, podem chamar chamava ela de a drogada da jujuba, pois quando ela comia açúcar falava que sentia uma leve euforia. Ah, mesmo?
Voz B:Olha aí, tá igual o Juvenal, que é o drogado da jujuba também. Ele adora jujuba, ele bota na cabeceira, na mesa de cabeceira, um potinho de jujuba de noite.
Andréia Pazos:Ele quer euforia de noite. Agora, olha aí, que gostoso, gente!
Azaghal:É um repositório de jujuba antes de dormir.
Alottoni:Eita!
Voz B:Ele come para relaxar, para dormir. Jujubinha mesmo, gente, de docinho.
Andréia Pazos:Mas a jujuba dele eu conheço. Qual é a jujuba dele?
Voz B:Essa também, essa também.
Alottoni:Essa é outra jujuba.
Voz B:Essa ele só pode comer uma, né? Mas ele tem, Xaxaxá é viciado em jujuba, e é igual a garota.
Sr. K:Enquanto eu estava no começo do ensino médio, ela já estava terminando. E nós, nós, nós, não sei, tá faltando 100% nós viamos durante intervalo onde conversávamos sobre aquilo que gostávamos muito, que eram clipes de músicas da MTV. Ok, não é uma coisa atual, caraca, anos 90, por aí não existe mais MTV, gente.
Azaghal:Não tem clipe de música há 30 anos.
Voz B:Ah, eles tinham coisas em comum, eles gostavam de conversar.
Sr. K:Tudo bem. Quadrinhos de Lara Croft, jogos de videogames, e durante o final de semana íamos a alguma Casa de jogos, isso não pode ser atual.
Azaghal:Casa de jogos, o que que é uma casa de jogos?
Voz B:Não sei, gente, eu também não sei o que é isso.
Andréia Pazos:É uma cassino?
Alottoni:É, o fliperama. Você vai na minha cassino clandestino? Eles vão jogar bingo, será?
Sr. K:Não, aqui ó, na época morávamos no interior, era bem comum ter esse locais para ele jogar PS2.
Alottoni:Ah, locadoras, é lá, housezinha.
Azaghal:Porra, cara, bota Lan House, Lan House. Loja de jogos, loja de jogos.
Alottoni:Não, aquele, a galera não tinha videogame em casa, jogava na lojinha, isso.
Azaghal:Ninguém chamava de loja casa de jogos.
Alottoni:Mas no interior, vai, vai, aqui no interior, 2002 no interior era isso, mano.
Azaghal:Não era então, sei lá, era Lan House, era o nome difundido pelo mundo, Lan House.
Sr. K:Ó, Xbox, porra, PS2, isso aí o quê, 2002?
Voz B:É por aí. Historia antiga.
Sr. K:E ela chamava atenção quando ia a esses lugares, pois era uma das poucas garotas que visitava esse lugar.
Azaghal:Chegava dirigindo com menor de idade, inclusive.
Sr. K:Eu me sentia à vontade perto dela. Imagina, sempre pensava em chegar mais perto. Imagina investir mais no contato físico.
Azaghal:Imagina, tá louco!
Alottoni:Cuidado, contato físico é uma coisa que precisa já de, né, consentimento.
Sr. K:Ah, mas enfim, um abraço. "Quem sabe um beijinho na bochecha." Aí o próximo passo é o tapa que você vai levar. "Mas seria estranho, pois eu nunca tive esse costume e era bem tímido, de uma forma que acho que só consegui falar com ela porque tínhamos assuntos em comum. Ficamos nessa por quase 6 meses, até o momento que eu estava decidido a pedir ela em namoro durante os primeiros minutos do ano novo, para começar bem o ano de 2009." Meu Deus, gente, eles nunca ficavam e ele já ia pedir ela em namoro?
Marcelinho:É isso mesmo?
Azaghal:Ele nunca encostou nela, Agatha!
Voz B:Gente, que isso, menino, você tá maluco?
Sr. K:Agatha, a ideia era a seguinte: ele nunca teve nada com ela. No início do ano de 2009, ele queria levar um fora para foder o ano inteiro.
Voz B:É, pois é, meta maluca essa.
Sr. K:É, nesse ano eu vou me fuder, vou começar agora, não vai ter para ninguém, esse ano é meu.
Andréia Pazos:E vamos, que dali para frente ele vai achar tudo ótimo.
Azaghal:O cara tinha 14 anos em 2009. 2009. Ou seja, ele não sofreu a ansiedade do bug do milênio, passou, mas não conscientemente, pela Torre Gêmeas, o ataque da Torre Gêmeas, Guerra do Golfo.
Alottoni:Mas aí tava tendo subprime 2008, 2009, ele tava muito preocupado.
Azaghal:Já não tinha Guerra Fria, tava naquele período bom da vida.
Sr. K:Foi aquele período gostoso ali de 2005 a 2012 que a gente olhou Ela falou: caralho, vai dar certo!
Alottoni:Lembra? A gente chegou até a ter essa esperança nessa época. Caraca, brother, olha aí, um novo tempo!
Sr. K:Não pudemos, né?
Voz B:Mas vamos embora.
Sr. K:Então fui juntando.
Azaghal:Eita, senhorinha!
Voz B:É isso aí, ó.
Sr. K:Juntando um dinheirinho fazendo frete nos finais de semana, fazendo feira de verduras. Aqui no interior era comum ter uma criança com carrinho de mão acompanhando uma pessoa, geralmente uma senhora, enquanto ela faz a feira e levando na casa dela. Pois como a cidade era pequena, dava para ir a pé para qualquer lugar em 30 minutos. Legal, bacana, grande luxo, luxo, né? Subiu meu conceito. Comprei um colar banhado a ouro, guardei uma caixinha, deixei tudo pronto para o grande dia. Era um final Final de ano bem feliz. Meus parentes de longe vieram, os parentes dos meus amigos também vieram, primos da idade próxima. Em dezembro andávamos em bandos para as lan house.
Azaghal:Olha, viu como não tinha nome?
Sr. K:Casas de jogos para jogar o CS. Puta, era legal, né? Tibia, Tibia, eu não sei o que que é. E outros MOBAs também, não sei o que que é um MOBA.
Voz B:Gente, eu não sei o que é nada disso. CS, CS, não sei.
Alottoni:Counter-Strike, aquele teoria Ah, mas eu não jogava isso.
Sr. K:Elas às vezes também ia. Elas às vezes também ia.
Andréia Pazos:Elas ia.
Azaghal:Ela.
Voz B:Ai, já tá no whisky essa hora, seu cara.
Sr. K:Já tá não, ainda. E nessa de conhecer novos amigos, conheci um dos maiores filho da puta que conheci na vida. Chamaremos ele de Digimon. Digimon era o primo endinheirado de um amigo meu eu que veio de Recife. Porra, tá foda, pera aí, bebe uma água ou um uísque, caralho, pô.
Voz B:O uísque é bom que aquece aqui, né, as cordas vocais.
Sr. K:Para passar o final de ano junto com toda a família dele na casa da vó. Casa essa que ele mesmo nos levava para ficarmos finais de semana, pois ele, N tio, precisava—
Alottoni:Não, não é ele, N tia, não, cara. Ah não, não é possível, cara. Ele não precisava, N com tio em cima. Pô, eu nunca vi isso antes, cara.
Sr. K:Não, eu já vi, eu já vi.
Alottoni:Tu nunca viu uma petição com N?
Sr. K:Caralho, se eu visse uma petição com N, tio, eu faria questão de apertar a mão do profissional, do operador do direito que me fez esta cagada. Ele tinha um computador em casa, então em vez de pagar a lan house, íamos para casa dele e eu ia com esse meu amigo Rui.
Alottoni:Aí ele fazia lampare na casa dele, aí não precisa ir para lan house.
Sr. K:É, não sei, eu acho que ele não fazia lampare não, Acho que ele era um computador e era de fora. A drogada da Jujuba falou aqui, ele fala que ia com o Rui, que era primo do Digimon. Primo do Digimon, grande Rui.
Azaghal:Então, o problema é que ele não trouxe a idade desse Digimon, né?
Sr. K:Fica difícil entender. Nem do Rui, né? Nem do Rui.
Azaghal:Rui era amigo dele, mas quem que ele era amigo da garota de 18, né? Então, difícil realmente.
Alottoni:Vamos lá.
Sr. K:É, tá difícil, né? Tá zoológico, várias idades.
Azaghal:Como é que é o negócio de O ensino que mistura tudo lá, muito sorry, muito sorry.
Voz B:É um ensino que mistura a gente? Não, começa só aí, aí é um outro programa que eu vou ter que falar.
Alottoni:Ensino que mistura tudo, caralho.
Sr. K:O ensino que mistura a gente.
Andréia Pazos:A gente, gente, eu falo muito, tá maluco?
Sr. K:Mistura a gente.
Voz B:Vem cá, você aí, você aí, você aí, timidinho, vem cá.
Sr. K:É isso.
Voz B:O slogan Muita história, um ensino que mistura tudo.
Azaghal:Um ensino que mistura tudo.
Voz B:Ai, meu Deus, que pariu. Vamos lá, agora vou ficar com esse jingle na cabeça.
Sr. K:A drogada da Jujuba também foi comigo para casa do Digimon. Papo vai, papo vem, e bolinha vai, bolinha vem. Sinto o clima estranho, ele sempre fica sentado do lado dela, vez ou outra deixava apoiado colocar a mão no seu ombro. E já, primeira base, já entrou entrando, né? Porém, todos os meus amigos já sabiam que eu gostava dela, inclusive Rui. Acredito que ele deva ter falado isso para o Digimon e disse mesmo. Não, o Rui disse que disse, você não sabe se ele disse que você não tava lá.
Azaghal:Território tava marcado na cabeça do nosso amigo Loxa, né?
Sr. K:O grande investiu.
Voz B:Pô, mas será, será que o Digimon sabia?
Sr. K:O Loxa investiu erário ali, amigo.
Andréia Pazos:Ser a idade compatível com a viruleza da jujuba e combinasse mais.
Sr. K:Muito provavelmente, muito. Eu inclusive eu botaria dinheiro que foi isso que aconteceu. Mas vamos lá. Depois do Natal ficou combinado de passarmos a virada de ano na casa de Rui. Todos os meus amigos iam estar lá, drogada de jujuba também, afinal eu mesmo convidei. Puta, amigo, mas aí tu mandou mal. Você vendo, né, 14 anos, né, cara, 14 anos. Ele olhou, ele viu e falou: não vai dar nada. Deu, porra, não. Afinal eu Mesmo eu convidei, falei que teria surpresa no final. Teve, provavelmente não a que você esperava. Então finalmente chegou o grande dia, véspera de final de ano. Eu nem consegui dormir direito de tanta ansiedade, queria chegasse a noite logo, queria chegasse, queria chegar, tamanha ansiedade, escrevi de qualquer jeito, queria chegasse a cadeado à noite. É, meu irmão, é a emoção, é emoção escrevendo, entendeu?
Alottoni:Chega a manteiga derrete.
Azaghal:É um e-mail passional pra caralho.
Sr. K:Ele devia estar escrevendo chorando. As lágrimas nos olhos caindo.
Azaghal:Ele não tem mais 14 anos, ele não é um viajante do tempo, gente.
Sr. K:Não, mas ele podia estar lembrando, ele podia estar lembrando.
Alottoni:Ele faz stream, cara.
Andréia Pazos:E tá contando a derrota de 14 anos, que é a única derrota que ele teve na vida.
Sr. K:Pô, se essa é a única derrota que ele teve na vida, esse rapaz só conheceu vitórias.
Voz B:Gente, vamos lá.
Andréia Pazos:Outras derrotas é de 14 Anéis, é anulada, né?
Alottoni:Exato, exato.
Voz B:Isso é o que mais marcou na sua vida.
Azaghal:A não ser que esse meio termine com uma chacina na casa do Cunha.
Sr. K:Meu Deus do céu, que horror!
Alottoni:Que horror, gente!
Sr. K:Não tem como ser uma derrota assim que marca. Pode até marcar, mas a vida desse rapaz foi muito boa até agora.
Alottoni:Exatamente.
Voz B:Pois é, cara.
Alottoni:Se esse é o ponto alto da derrota, pô, caralho, amigo.
Sr. K:Enfim, depois de extrema ansiedade, tendo assassinado ali a língua portuguesa, hoje mercados cheios, padarias lotadas, cabeleiras cheias. Eu li errado? Cabeleiras?
Azaghal:Não, você leu corretamente.
Voz B:Eu acho que ele quis dizer cabeleireiras cheias.
Alottoni:Eu não sei.
Marcelinho:Eu não sei.
Alottoni:Cabeleireiras cheias?
Andréia Pazos:O que a padaria tem a ver com isso?
Alottoni:Ele tá dizendo que a cidade estava lotada, fim de ano.
Andréia Pazos:Exato, era padaria cheia, Cara, o meu TDAH ele não acompanha, gente.
Sr. K:Não, nem o meu, nem o meu.
Andréia Pazos:Ele dá muita volta, gente, dá muita volta. Aquela biruleibe, jujuba, sei lá o quê. Aí padaria cheia, cabeleireira, cordão de ouro.
Sr. K:Era tanta gente que nem cabia na cidade direito. Tinha um clima gostoso de final de ano, aquele calor filho da puta.
Azaghal:É alguma cidade dessa de temporada.
Sr. K:Se Deus quiser, nunca mais. O cheiro de almoço em família, crianças correndo pela casa, risada, preparação para o jantar de noite. Enfim, tá, tô falando, ele escreveu isso aqui, amigo, ele tirou a emoção de dentro do peito, ele meteu a mão no plexo solar e botou meio quilo de carne no teclado.
Andréia Pazos:Ele voltou no tempo, tá saudosista.
Sr. K:Ah, isso aqui tem que terminar muito mal para valer a pena. Me preparei, botei minha melhor roupa, peguei emprestado um perfume do meu tio. Emprestado entre aspas. Aí, seu tio, aquele perfume que tinha acabado lá, que ninguém sabia, caralho, foi Lá fundo mesmo. Peguei o colar, me preparei para sair. Chegando às 10 PM, fui direto para casa dela, mas para minha surpresa ela não estava lá. Nessa época não tínhamos smartphone ou celular para ligar.
Andréia Pazos:Caraca, o cara foi sem ser convidado, sem porra nenhuma.
Azaghal:Não, porque eu acho que ele pensou em ir junto para casa do Rui, que a virada ia ser lá, lembra?
Sr. K:Isso, ele foi lá para acompanhá-la pela rua.
Voz B:É cidade pequena, né?
Azaghal:Cavaleiro, pô.
Sr. K:Resolvi passar na casa de alguns amigos. Enquanto passava pela casa da avó do Digimon, parei, senti um negócio ruim no peito. Lembrei da tarde que senti um clima estranho quando estava lá e pensei: não tem como ela estar aí, afinal ele chegou não tem nenhum mês. Já estou investindo há meses. Putz, a merda, baby, investiu milhões nesse Milhões, Fred, milhões!
Voz B:Milhões!
Sr. K:Disse o frango na porta do forno. Porra, que linda a imagem! Toquei a campainha, perguntei, e ela estava lá. A voz de mulher confirmou e perguntou se eu queria entrar. Falei que sim. Foda-se, vou peidar nessa farofa. E ela me falou que eles estavam lá no fundo do quintal. Caralho, barata voa chegou lá, nego levantando a Tava mal essa correria, atravessei a casa, primeira coisa que vi da cozinha, tinha atrás no quintal, foi uma bunda.
Alottoni:Foram os dois de costas para mim, olha o que eu tô falando, se beijando, beijando não, se engolindo.
Sr. K:Coitado, aos 14 anos deve ter sido uma pedrada mesmo.
Azaghal:Cordãozinho de ouro na mão.
Sr. K:Puta, coitado, tomara que ele não tenha jogado o cordão de ouro Não, porque o dinheiro era dele e ele comprou essa merda, né? Nem que fosse derreter essa merda. Mas enfim, travei, mão fria, garganta travada e boca seca. Talvez tivesse ficado branco, pois acho que fiquei parado muito tempo, pois a senhora que me atendeu perguntou se eu queria um pouquinho d'água. Puta, coitada. E não fale nada, apenas concordei com a cabeça.
Alottoni:Acho que não falei nada.
Voz B:É, eu não falei, ele esqueceu do i.
Azaghal:É, ele tá digitando rápido, é o coração que tá no teclado.
Sr. K:Concordei com a cabeça, mas a cara de pena que ela olhou para mim foi a gota d'água. Nossa Senhora, que coitado! Tô até com pena desse cidadão. Tomara que ele tenha se tornado milionário escroque. Agradeci a água, fui embora dali o mais rápido que podia, com os olhos cheios de água, muita água nesse estado, os dentes rangendo de raiva. Tirei o colar da caixa, joguei na casa mais alta.
Alottoni:Não, não, não! Tem dinheiro aí, rapaz.
Sr. K:Pô, voltasse na lojinha e pedisse de volta o dinheiro. Troca por um piercing. Caralho, Bob Cusp, né? É, joguei com toda força que pude, deve ter caído no chão da balada. É, porra, se muito conseguiu jogar por cima do muro. Pensei em voltar para casa, mas do jeito que estava, aí eu me perguntar o motivo. Então fui para frente da lan house, que estava fechada, sem ninguém perto, e chorei. Nossa, ele tem que ter uma M3, esse garoto. Fala para mim que você tem uma M3, Lohan, já que você deu a voz por cima.
Azaghal:Até hoje, pelo jeito, 17 anos depois, o cara tá mandando e-mail.
Voz B:Tem que superar isso, meu filho.
Andréia Pazos:Esse foi o maior dos problemas da vida dele, gente.
Sr. K:Cara, já com 30 e tanto na cara, é melhor chorar dentro de uma M3 do que na porta de uma lan house.
Alottoni:Mas vamos lá.
Sr. K:Depois de me acalmar, voltei para casa, mas antes de chegar em casa pedi uma dose de cana.
Azaghal:Ih, caralho!
Andréia Pazos:Pode ter sido caldo de cana, gente.
Voz B:É, gente, pode ter sido.
Azaghal:Ah, pode ter sido. Às 11 da noite, bem provável. Então vamos lá, caldo de cana, aquele moedor de cana.
Sr. K:Temos duas opções: ou moleque com 14 anos, na cabeça dele, com uma galhada, resolveu tomar uma dose de cana, ou ele resolveu, gostaria de ser diabético.
Azaghal:Por favor, não Corte aqui, na véspera do Réveillon, 11 horas da noite, tinha uma festa na rua fazendo caldo de cana.
Voz B:Ah, gente, que é isso que a galera tá procurando na noite de Réveillon. É porque você é da de pequena.
Sr. K:Vamos lá, pediu uma dose de cana de uma das casas que estavam com mesa. Durante o final do ano aqui no interior é comum as pessoas colocarem mesas com comida, bebida e churrasqueira joguei para fora de casa.
Voz B:Aí, tá vendo?
Sr. K:Usei como perfume, joguei no cabelo e na roupa. Depois disso não quis falar com mais ninguém. Imagina aquele cabelo engomado com caldo de cana.
Voz B:Agora é melhor a história se fosse cachaça, porque a cachaça não vai deixar melado, né?
Andréia Pazos:Não vai.
Azaghal:Com caldo de cana? Esse cara tá impraticável, tá impraticável.
Alottoni:Onde que ele passar cachaça com o perfume no cabelo é algo menos pior do que passar cachaça?
Azaghal:É menos pior se você tem 14 anos, você não bebeu a cachaça já.
Sr. K:Se você me disser que ele pegou o caldo de cana, jogou na cabeça e deitou no formigueiro, ok, eu aceito.
Alottoni:Mas cachaça é feita com cana, gente. Açúcar também vai estar melado, mas é um outro processo.
Azaghal:Caldo de cana, ele— você não tem um carro de caldo de cana que não tem um enxame dentro.
Voz B:Verdade, é assim mesmo, irmão.
Alottoni:É açúcar líquido, então ele vai ficar com o cabelo endurecido em volta dele.
Voz B:Sempre assim, você pega o copo cheio de abelha em volta, sempre assim.
Azaghal:Tomar caldo de cana normalmente é um desespero, tá louco, pela sobrevivência.
Voz B:É sempre assim.
Sr. K:A pessoa que tem alergia a abelha, ela nunca pode tomar o caldo de cana, não faz, cara.
Marcelinho:Ela pode nem passar perto.
Azaghal:Se tem pastel, na dúvida você não se aproxima, porque pode morrer ali, né?
Voz B:Pode morrer.
Azaghal:Foda.
Sr. K:Se você quer um caldo de caldo de cana. Pera aí, antes toma aqui a adrenalina, fica com ela na mão, calma. Qualquer coisa, pá, no peito.
Azaghal:Enfim, e é capaz de você acertar na beira e não no peito.
Sr. K:É foda, ainda tem isso.
Alottoni:Só a cara toda de queijo cozidinho, que nem uma salsicha, a cara toda. Então um shot de adrenalina.
Sr. K:Amigo, seu caldo de cana é com caneta e adrenalina ou sem?
Voz B:Caneta é mais caro. Mas é mesmo, gente.
Marcelinho:Pô, me dá 100, me dá 100 que eu vou levar um chifrado ali na garota que nem sabe meu nome.
Voz B:Vamos lá, vamos lá.
Sr. K:Enfim, tô selvagem hoje, pô. Enfim, selvagem.
Alottoni:Vamos lá.
Sr. K:Botou, jogou caldo de cana no cabelo. Enquanto tudo desejava feliz de ano, só queria ficar deitado na cama pra acabar o dia logo. Claro, aquele cabelo gosmento, nojento, fodido.
Alottoni:Só assim mesmo.
Sr. K:Tem que tomar um banho.
Azaghal:Ele grudou uma roupa na cama. Grudou, mano. Grudou, grudou. Acho que jogou a cana na cabeça com o intuito de parecer que tinha ido, sabe, afogar as mágoas. Ele era um diabo quente com sabre, então ele não bebia.
Andréia Pazos:Ele passou no corpo e no cabelo.
Azaghal:Ele fez cosplay de afogar as mágoas.
Voz B:Tadinho, né?
Andréia Pazos:De cara brava, cosplay de cara brava.
Sr. K:Enfim, No outro dia ela veio na minha casa pela manhã para falar comigo. Eu quase que recusei, mas queria saber o que aconteceu.
Andréia Pazos:Você não precisava saber, você viu.
Sr. K:Exato, hein, queria saber a versão dela. Falou que tinha comido umas jujubas na casa do meu amigo Rui.
Andréia Pazos:Aí, ó, a culpa é da jujuba.
Azaghal:Ah, ela comeu jujuba de interior, é diferente, gente.
Sr. K:Aquela jujuba que brota ali do chão. "Então pega ela aí", puxando a Jujuba. "Mas não sai." Enfim, depois disso, Digimon chamou ela para ir para casa dele e que ela estava tão eufórica com a Jujuba que nem pensou direito.
Alottoni:Não é possível essa menina.
Voz B:Que isso, gente, que já é pó de mico. Lembra que tinha negócio de pó de mico na nossa época?
Andréia Pazos:A garota não tinha nem que dar satisfação para um garoto de 18 anos.
Alottoni:Pois é, gente.
Voz B:Mas ela gosta dele como ninguém, mas ela não sabe o perigo.
Andréia Pazos:Gosta dele, ela não sabe.
Azaghal:Não é, ela tá vivendo a vida dela de adolescente, ela já é uma adulta.
Andréia Pazos:Talvez ela foi ficar, ai, talvez ele tenha ficado traumatizado de ver aquela suruba toda, não sei lá o quê.
Alottoni:Talvez ela tá tentando se justificar porque o garoto viu uma cena muito forte, mas ela não sabe, ela tava vivendo a vida dela até então, ela não sabe que ele tá planejando o dia de se declarar.
Voz B:Mas ela deve ter visto a cara dele assim, né, vendo beijar, mas ela não Tava ocupada, ela tava ocupada, ela não viu.
Sr. K:Exatamente, ela tava ocupada, mas ela tá se justificando, então ela sabe que você teve um dia desse, não teve?
Voz B:Que dia desse? De jujuba?
Sr. K:Eita, caralho! Mas é isso mesmo, vamos falar isso no ar assim, Juvenal?
Alottoni:A gente tem que contar essa história, meu Deus! A história lá da festa lá do meu amigo, que lá que você foi.
Voz B:Ah, sim, que você ficou com aquela menina. É verdade, é. Eu fui, me arrumei toda.
Alottoni:Eu não sabia, eu não sabia de nada.
Voz B:Cheguei lá toda prontinha, pois é.
Azaghal:Portão de ouro no bolso.
Voz B:Ficou com uma conhecida minha e ainda me empurrou o cara mais feio da festa.
Alottoni:Mas eu não empurrei, pior do que o Digimon.
Voz B:Botou na fita, botou na fita. Mas eu passei por isso, é verdade.
Sr. K:E tá aí, sobreviveu, viu?
Azaghal:Às vezes você saiu da festa, jogou caldinho na cabeça Foi difícil achar um carrinho de caldo de cana no Leblon, mas aí a gente ficou um pouco na outra festa.
Voz B:Porque nessa festa eu não consegui pegar ninguém, não deu certo para mim.
Azaghal:Gelada de caldo de cana, como é que é?
Andréia Pazos:Eu teria sido vingativa.
Alottoni:Mas eu não sabia de nada, gente.
Andréia Pazos:Eu vou com intuito, a pessoa vai lá, aí eu falar: é? Então você vai ver sua próxima festinha.
Voz B:Ah, mas ele não sabia, coitado.
Andréia Pazos:Quem vai ficar com a Dona Hermínia, sei lá.
Sr. K:Vou ligar para o fulano ali, eu vou trazer aquela Kombi de caldo de cana, vai estacionar aqui na porta do prédio.
Voz B:Ai, que gostoso! Você não sabia, né?
Andréia Pazos:Não faz ideia.
Alottoni:Assim como ela não sabe o que tá acontecendo com o garoto.
Voz B:Ela tava só— não, mas pera aí, se ela foi até a casa dele conversar, dizer que pô, eu comi uma jujuba, é porque ela sabia.
Azaghal:Ela veio cheia de justificativa, né?
Voz B:É, porque você não vê se justificar comigo amigo. Pô, olha aí!
Alottoni:Mas eu não sabia mesmo.
Voz B:Então ela sabe, porque ela foi lá se justificar.
Azaghal:Às vezes a avó do garoto contou: olha, veio um menino aí, tá abalado, veio um menino aí, se trimilicou todo, saiu jogando caldo de cana na cabeça.
Sr. K:Que cena horrorosa! Achei que tava possuído.
Voz B:Que cena, cara!
Azaghal:Achei que tava possuído. Aqui em casa, loucura!
Sr. K:Tá tudo grudado aqui no chão, ó, tá parecendo uma churrascaria, que ele pega e vai andando no chão que nem cinema. Ai, que nojo! Essas crianças, enfim, ela pegou na jujuba ali que brota do solo, que não saía, ficou ali puxando.
Alottoni:Pega aqui nessa chuchuba, pega na jujuba.
Sr. K:Pega na chuchuba, chuchuba não sai, para cima, para baixo, para cima, para baixo. Que chuchuba estranha. Pensou, não pensei direito, não queria ter ficado com ele. Perguntou qual era a surpresa que eu tinha para ela. Ela tava curiosa com a surpresa. Olha só, tá vendo? Curioso vai que foda. Fiquei embasbacado com a cara de pau. Perguntei para ela se ela gostava de mim e ela falou que gostava e queria ficar comigo.
Alottoni:Nossa, caraca, maluco!
Andréia Pazos:Volta a jujuba na tua casa, cara! Cadê o pote de jujuba?
Sr. K:Caralho!
Alottoni:Não, ele não tem idade pra jujuba.
Sr. K:Nesse momento o cara da Kombi botou duas abelhas pra dentro do moedor. Eu falei: "Foda-se, agora vambora, minha irmã!
Andréia Pazos:Bora, porra!" Caraca, a gente deve comer muita abelha esmagada, né, no carro de cana.
Sr. K:Como fica a mente do adolescente? Certamente tremilicando, como todo adolescente. Falei sabiamente que ia pensar no assunto.
Andréia Pazos:Olha só. Um sábio.
Sr. K:Até aqui eu tava tentando dar voto de confiança, mas falei sabiamente que é pensando no assunto. Aí não, com 14 anos você não ia falar isso, não faz o menor sentido. Estava magoado e que a surpresa era só para o final do ano.
Azaghal:Cara, mas não já não era o final do ano?
Sr. K:Perderam, merda!
Andréia Pazos:Tava lindo, final do períneo.
Voz B:Ele queria na virada, eu acho, né? Fazer surpresa da virada.
Andréia Pazos:Porra, mas também, cara, não é ensaiada que nem É, exato, ele tá querendo ter controle demais, já roteirizando demais a vida.
Sr. K:Exato, a vida é muito curta, compre um M3.
Alottoni:Hoje no Instagram, vamos embora.
Sr. K:Mais tarde descobri pelo pessoal que estava lá que ela ia, que ela ia, que ela ia, ok, não sei, é o dialeto, que ela ia ia namorar ele se não fosse pelo fato dele ir embora no dia seguinte. É, isso daí realmente complica um pouco o namoro. Distância complica.
Andréia Pazos:Mas quem vai embora? O Digimon?
Voz B:Ele, o Digimon. Ela ia namorar o Digimon, mas aí ele foi embora, né?
Andréia Pazos:Ela quer todo mundo, ela quer geral. Eu quero ficar com você, eu quero namorar o Digimon, eu quero tudo.
Voz B:Ela é gulosa.
Sr. K:É foda. E nessa foi a minha história de fracasso. Espero que tenha sido divertido. A desgraça de uns é diversão do outro.
Marcelinho:Parabéns!
Azaghal:Parabéns, você tá muito bem de vida.
Voz B:Inveja que eu tenho de você. Ele tá bem de vida, todo mundo com inveja.
Alottoni:Lê o último parágrafo aqui, faz parte, ó.
Sr. K:É desgraça de uns e a diversão do outro, que hoje está tudo bem, estou muito bem casado com minha esposa, não vou dar o nome da sua esposa, e que esse e-mail, se esse e-mail for lido—
Alottoni:Não, por que que ele falou o nome da esposa?
Sr. K:Não vou dar, não quero dar. Tá bom.
Azaghal:Pô, quer falar que sou eu?
Voz B:Porra, não quer dar.
Sr. K:Vou dar o nome dela, caralho? O nome dela é Sandra. E quero dizer que quero passar a minha vida ao lado do meu grande amor, minha delícia. Te amo, Sandra.
Alottoni:Ela sabe que tá bom, mas olha só, então tá bom.
Andréia Pazos:Você é um privilegiado.
Azaghal:Nossa, mas caraca, meu irmão, não é possível.
Andréia Pazos:A maior derrota da vida desse cara casado com a Sandra com 30 e tantos anos foi—
Voz B:é só isso. Tá muito bem, é, passou ileso pela vida.
Azaghal:Vou dizer o seguinte aqui para Sandra, essa história tá morando na cabeça do Loxa até hoje.
Andréia Pazos:Ele não desliga o vídeo até hoje, Sandra.
Sr. K:Não é nem de dia assim.
Azaghal:Nada, Sandra, que a drogada da jujuba tá na cabeça dele martelando todo dia.
Voz B:A drogada da jujuba.
Alottoni:Não faça isso. Se você vê, né, consegue alguém que come jujuba, Só de jujuba já vai ficar bom.
Andréia Pazos:A foto de perfil é a pessoa deitada na cama de jujuba, sei lá, sabe?
Voz B:Meu Deus do céu, gente.
Sr. K:Os jovens dizem assim: Fulano alugou um triplex na minha cabeça. A drogada da jujuba fez um financiamento de 35 anos de uma kitnet na moca na cabeça desse rapaz.
Alottoni:35 anos pagando prestação, pô.
Andréia Pazos:Foi a maior derrota da vida. Parabéns!
Azaghal:Calma que acabou de arranjar uma nova para ele aí, porra.
Sr. K:Loxa, se depender de mim vai piorar muito ainda, fica tranquilo.
Alottoni:Fique ligado. O Nerdcast volta já. Asagal, 20 anos de Nerdcast! Olha, você já sabe, nós estamos aqui na campanha dos selos do Nerdcast. Você vai juntando os selos que a gente está fazendo, está lançando aqui nos programas do Jovem Nerd, as pistas 3 selos para vocês buscarem selos em posts de Nerdcast antigos, que ao final serão 20 selos, e a gente vai dar uma data que você vai entrar no site, vai mandar esses 20 selos que você colecionou, e os 3 primeiros a mandarem vão receber ingressos duplos para o nosso evento de 20 anos de Nerdcast, Azaghal!
Azaghal:A gente já tem a data, meu amigo!
Alottoni:O quê?!
Azaghal:A gente vem falando, pessoal, sem sem dizer a date, mas agora no dia dos namorados a gente vai revelar o date.
Alottoni:Muito bom! Dia 20 de setembro em São Paulo, não esqueça.
Azaghal:Agora sim, save the date, bote na sua agenda. Dia 20 de setembro de 2026 teremos a comemoração, evento de comemoração dos 20 anos do Nerdcast. E a semana inteira que culmina no dia 20 de setembro, nós faremos outros eventos comemorativos. Temos planejando coisas muito legais, mas o ápice, né, o jorro dessa semana será dia 20 de setembro.
Alottoni:Maravilhoso!
Azaghal:Então, se você é de São Paulo, você vai estar por São Paulo, ou você quer vai estar por São Paulo. Anote aí na sua agenda, 20 de setembro de 2026. E no Nerd Office da semana que vem nós traremos mais detalhes sobre o evento.
Alottoni:Mas olha só, hoje também tem selo. Caça o selo! Eu vou dar uma dica agora para você procurar um post. Não se esqueça, você vai pegar essa dica, você tem que lembrar qual é o post, aquilo que eu tô me referindo, esse Aí você acha esse post, se você achar o post certo, vai ter um link pra você baixar a imagem do selo de 20 anos de Nerdcast. E a pista de hoje é: Sou o episódio onde a rolagem de dados começou.
Azaghal:Olha!
Alottoni:E onde um grupo de goblins de um nobre paladino zombou.
Azaghal:Aí ficou fácil demais.
Alottoni:De uma briga de taverna fomos atrás do bruxo do dragão, dando início RPG de fantasia mais famoso da nação. Olha! Pedrinho, Pedrinho se queixa. Essa é a dica, tá fácil, dia dos namorados, ó, Miauzinha na chupeta pra você. Vai lá coletar o seu selo, save the date, 20 de setembro!
Sr. K:Bom dia, boa tarde, boa noite, queridos e queridas e querides, jovens nerds. Me chamo Seu Sapato.
Alottoni:Não, mas ele não, ele tá dando nome, pode falar. Mas eles gostam de ouvir o nome.
Sr. K:Mas eu não tô aqui para fazer o prazer de terceiros, não é assim?
Alottoni:Por que é assim? Mas por favor, vamos falar o nome.
Azaghal:O nome dele é Vinícius Sbam Pato, é isso?
Sr. K:Tá bom, Vinícius Seu Eu sou o Pato, tenho 25 anos, sou estudante de teatro do UFMG, moro em Belo Horizonte. Segue uma história que vivi com meu amor Jebs Lima. Aí fica difícil demais, que ninguém é batizado como Jebs.
Azaghal:Às vezes já vejo, pode ser, Fred.
Sr. K:Gê Bôncio Lima.
Azaghal:Não sei se você sabe também.
Andréia Pazos:Ok, ok.
Sr. K:Gê Bôncio Lima, de 32 anos, estudante de cinema de UFMG, também mora em BH. Era uma terça-feira, chovia muito. Minha namorada tinha se oferecido para me acompanhar ao centro porque eu precisava comprar algumas coisas para o trabalho de faculdade. Isso era começo da tarde, já tínhamos terminado de comprar tudo quando ela comentou sobre um áudio de um amigo nosso falando das opiniões dele sobre a própria carne. Nossa, sem uma única desgraçada vírgula. Lembro que o filme já estava nos dias finais de exibição E paz mil, uma vírgula, como era terça-feira, pelo menos aqui em BH, normalmente é ao redor do globo, né, existe um padrão, mas tudo bem, isso é uma conversa para outro dia.
Alottoni:Não é isso, ela não tá dizendo que terça-feira, que pelo menos em BH existe terça-feira.
Sr. K:É que às vezes, dependendo do lugar do mundo que você tá, né, pode ser que seja terça, mas ali é quarta ou já é segunda, enfim, vamos lá.
Alottoni:É porque a aparência devia ter sido depois da próxima comemoração, era isso.
Sr. K:Ah, ok. Os ingressos costumavam ter desconto.
Alottoni:Aí, aí você vai transferir, pelo menos aqui em BH, é isso?
Sr. K:Ah, entendi.
Alottoni:Pelo menos, como era terça-feira, pelo menos aqui em BH, pelo menos aqui em BH era terça-feira. Eu não falei, é a culpa do pessoal.
Sr. K:De uma maneira muito impressionante, ele consegue ler uma frase e reescrever a frase enquanto eu tô lendo.
Alottoni:É impressionante isso!
Marcelinho:Mas é de Jack6, chama.
Azaghal:Mas ele lê ao vivo, não tem nenhum delay, não é que ele leu e falou, ele está ao mesmo tempo fazendo as duas coisas, lendo a frase e falando de outra forma, tentando adivinhar o resto do texto.
Sr. K:Você já imaginou? Agora faz o seguinte, fecha o olho, pensa nisso que você falou e imagina o inferno "Não quer viver na minha cabeça." Então propus: "Vamos assistir?" Ela topou animada. Verificamos as salas de cinema e, se bem me lembro, em Belo Horizonte só havia dois shoppings exibindo o filme. Os horários eram...
Azaghal:Isso aconteceu duas semanas atrás, Júlio.
Sr. K:Pois é, pois é.
Alottoni:Legal, mas olha qual é a história do Leonardo com a própria casa, olha aí.
Azaghal:Olha aí, muito bom.
Sr. K:Os horários eram ou muito próximos da hora em que estávamos morrendo ou muito tarde da noite. Com medo de perder a sessão, escolhemos o horário mais tarde. E aí o problema já ficou claro: nós dois estávamos com uma cara enorme de cansaço.
Alottoni:Ah, coitado!
Sr. K:Talvez não sobrevivêssemos acordados até o horário do filme. Quem dirá assistir a ele?
Andréia Pazos:Minha filha, você pode estar com sono, momento que você entra para assistir, você vai acordar.
Azaghal:Minha namorada prontamente "Por que a gente não dorme num motel?" Oh, caraca, mas o filme tá passando meio-dia ou meia-noite e meia?
Sr. K:3:30 da madrugada, quarta-feira em BH. Bota aí: "Por que a gente não dorme num motel?" Nunca tinha ido a um motel. Ai, que lindo, entrou a pé no motel, certamente. A primeira imagem que vinha na minha cabeça eram aqueles motéis de beira de estrada, mais isolados do no centro da cidade. Como vamos achar um motel por aqui, cara manceba? Indaguei.
Andréia Pazos:É o Uber, chama o Uber.
Azaghal:Mas você não vai estar no Uber para falar onde vai, você tem que dizer.
Alottoni:Moço, motel, acabou o motel.
Sr. K:Isso é no táxi. O lugar que você sugere para onde você vai, você sugere, sugere ao motorista: você poderia me levar lá?
Alottoni:Ele pode falar: não, não vou levar. Mas Você pergunta, você responde. Como achar um motel por aqui? Abre o celular lá, e aí não é possível isso. Você tá perguntando isso?
Sr. K:Ela, como se estivesse falando com garoto ingênuo do interior, o que eu sou, saiu apontando vários motéis que existiam naquela mesma rua. Olhamos um deles, todo escuro, iluminado por neões vermelhos. Preços: R$65 por hora.
Azaghal:Gosto. Nossa Senhora, por hora é melhor ficar acordado.
Sr. K:É muito melhor, é mais salutar, é bem mais salutar. Pensamos: essa soneca tá muito cara. Meu filho, se fosse só R$65, tava barato pra caralho.
Azaghal:Olha, fora do custo de vida de BH, mas R$65 tu não compra um pão de queijo, malandro.
Sr. K:Pois é. E aí some-se a isso R$65 por hora no motel todo preto com neon vermelho. Se foi só R$65 que você pagou entrando aí tá barato para caralho, mas vamos lá, é muito mais caro. É, exatamente. E nem sempre você paga com dinheiro. Essa soneca tá muito cara. Encontramos um segundo motel, abrimos a porta de entrada, demos numa antessala.
Azaghal:O cara não teve coragem de dizer o preço do segundo motel.
Voz B:Nossa Senhora, gente!
Sr. K:Demos numa antessala bem claustrofóbica, azulejo não sei se estava amarelo por estar encardido, e Jesus!
Voz B:Caralho, isso sim é o filme de terror!
Alottoni:Caralho, isso foi depois da prova, cara!
Sr. K:Ai, meu Deus, não sei se estava amarelo por estar encardido quando falei não toque em nada, meu amor, ou por causa da luz da lâmpada. Que tinham vários mosquitos mortos dentro dela. Aqueles R$65 não estavam parecendo tão caro agora.
Andréia Pazos:Mesmo no motel todo escuro com neon vermelho.
Sr. K:A escada era íngreme e muito longa, só que depois dos primeiros 10 degraus precisávamos parar porque uma grade impedia a passagem.
Azaghal:Para não— o que é isso pesado?
Alottoni:Caraca, não sei, cara. Tinha um bonequinho numa bicicleta, no triciclo, falando que queria jogar um jogo com a cara de palhaço. Puta que pariu!
Sr. K:Havia um interfone ao lado. Apertamos e aguardamos uma resposta. Nada. Claro, depois de algum tempo sem devolutiva— Tem certeza que esse rapaz é de cinema? Ele tá com esse texto aqui, isso é coisa de advogado, hein? Apertamos de novo. Foi então que, do final daquela escadaria longa que se estendia atrás da grade, ouvimos ecoar uma voz grave e irritada: "Jamal!" Quer dizer, ainda atrapalhou alguém que tava cagando. O portão à nossa frente se abriu. Subimos aquela escadaria já com certo medo. Minha namorada fez referência a uma escadaria da Penha que não faz curva, que é reta pra cima. Esse motel chama-se ChatGPT. O O Albergue. Fez referência ao filme O Albergue.
Andréia Pazos:É o nome do hotel, O Albergue.
Sr. K:O Albergue, exatamente. Me lembrei do labirinto da sala de cirurgia do terceiro episódio do RPG de Cthulhu.
Azaghal:Caraca, olha o motel que o cara tá indo. Gente, vocês podem ir embora, vocês não precisam ir até o final.
Voz B:Exato, pois é, gente, vocês não precisam ficar entrando nesse pesadelo.
Sr. K:Chegamos à recepção. Aquela voz se revelou uma senhora até simpática que nos explicou que uma hora e meia saíria por 35 manjubas, amigo.
Voz B:Que gostoso!
Alottoni:Vai, vai, que é gostoso! Ai, caraca, que delícia!
Andréia Pazos:A sala tá garantida, a sala já tá garantida, tudo garantido, tudo.
Sr. K:Aquele lençol que foi trocado na Copa de 70, vambora!
Alottoni:Ai, meu Deus, exatamente, exatamente, é tri, não para, vagalhinho, com pôster do Zico na parede, exato, a parada mais moderna que tinha.
Sr. K:Ai, caralho, bom, a gente pensou, não, não pensou, se tivesse pensado, tinha dado em minha avó, nem Não, certamente não. Ah, já estamos aqui mesmo, tá barato, vamos lá. Quer dizer, o cidadão vai ter que caçar uma nota de 20, uma de 10 e uma de 5 para pagar esse problema ainda por cima. A moça entregou uma chave, duas toalhas. Caralho, ele pegou na toalha, que maluco!
Azaghal:Não tem como.
Voz B:Ai, que nojo, que nojo!
Azaghal:Não tem como o lugar que custa R$35 a sua toalha estar lavada.
Alottoni:Não existe fundamento econômico para isso acontecer.
Azaghal:E ela pegou a Olha, do show do banheiro, durou para secar. Se tá movimentado, ela botou atrás da geladeira para secar mais rápido.
Sr. K:Eu vou dizer o seguinte: lavado é um termo muito complexo, porque se botou debaixo da torneira e tirou, alguém pode considerar que lavou.
Andréia Pazos:Eu vou mais longe, acho que você deu uma mergulhada no tanque assim, aquele tanque que tá lavado, tá cheio de água há 2 semanas, e a pessoa vai dar lá essa Essa toalha saiu de um corpo e vai encontrar o dele de nascer de novo.
Sr. K:Eu vou ser mais simplista, essa toalha jamais foi higienizada.
Azaghal:Jamais, não, jamais.
Alottoni:Inclusive ele devia olhar atrás do frigobar do quarto dele que deve estar a toalha do próximo casal que vai chegar aí.
Voz B:Ai, que nojo, gente.
Azaghal:Tem toda cultura de bactérias.
Sr. K:Isso daí é uma cultura de bactérias?
Azaghal:Uma cultura de bactérias. Ela não tem mais felpa, né?
Sr. K:São bactérias. Me arrisco a dizer que talvez inclusive a toalha tenha sido entregue no padrão folha A4, plana, sólida, dura. Isso é uma bandeja, senhora? Não, isso é toalha. Ah, muito obrigado. O quarto não tinha isolamento acústico nenhum. Ora, aberta, porra! Quem diria, não? As únicas janelas que existiam davam para o corredor. Estando abertas, explicava o motivo de R$35, era o couvert artístico. Mas tudo bem, qualquer pessoa poderia ver o que estava acontecendo lá dentro. Será que eles Davam sugestões? A fechadura da porta estava toda arrebentada e remendada. É porque certamente alguém tentou fugir, não foi pela janela! Hahaha!
Marcelinho:Haha!
Sr. K:Havia uma TV de tubo antiquíssima instalada acima da porta—
Azaghal:que é uma armadilha para cair na tua cabeça—
Sr. K:e uma em cima da cama. Caralho, pra pegar mesmo né Simbora, na porta ou lá na cama?!
Azaghal:O ventilador, maluco.
Sr. K:Ah, tá, porra, eu também consideraria uma armadilha, mas vamos lá. Quando olhamos para a cama, tudo estava errado. Ah, só quando você olhou para cama.
Azaghal:Escada sem fim com grade no meio, normal.
Sr. K:Normalérrimo. Quarto do motel com a porta para o corredor, normal pra caralho.
Azaghal:Não tem janela, a parada é só fundo e mofo, mano.
Sr. K:Caralho, meu irmão! Havia pequenas baratas que minha namorada afugentou.
Voz B:Afugentou? Nossa, que corajosa!
Andréia Pazos:Não tem como, não tem como a pessoa depois de viver isso aí se impressionar com a própria carne.
Voz B:Vai só comigo, né?
Azaghal:Comédia romântica.
Voz B:Uma linda história de amor.
Sr. K:Nesse ato, ela percebeu cabelos de outras pessoas espalhados sobre a cama. Ai, gente, que É isso aí, agora melhora. Além de furos na roupa de cama, é o cigarro, né? Ou a 9mm também. Vamos lá, né?
Voz B:Vamos lá.
Sr. K:Em uma parte do colchão havia raios pelos quais saía espuma. Que bom, né? Era um bom verídeo. Agora vem, que frase bonita, agora vem a percepção de que ele fez uma boa escolha: o banheiro era uma merda.
Voz B:Nossa Senhora, porra, meu amigo!
Sr. K:Caralho, ele viu isso tudo e achou normal. Para ele dizer que o banheiro era uma merda, calcule.
Azaghal:Então o cara falou cagar aqui Aqui não dá.
Sr. K:Aí, gente, pelo amor de Deus, aqui só as Adelta, hein, só as Adelta, meu amor. Aqui só as Adelta, não toque em nada. Nós nos olhamos completamente cansados e sem bom senso. Eu, menos preocupado que ela, perguntei: vamos se foder aqui? Vamos o quê?
Voz B:O quê?
Alottoni:O quê? Você já tava no quarto?
Sr. K:Onde O que vocês iam? Embora.
Alottoni:Exato, porra, é a única opção possível.
Voz B:Sai correndo, gente.
Sr. K:Caralho. Ela, com uma expressão de preocupação diante das baratas e de tudo que havia de errado naquele lugar, que não era pouca coisa, estendeu uma das toalhas por cima da cama e deitou por cima daquela fake— não, gente, placa de Petri que tem o código genético de metade da raça humana.
Voz B:Não deita aí!
Sr. K:Se a NASA pegasse aquela porra daquela toalha e mandasse numa sonda, os alienígenas replicariam a raça humana.
Voz B:Vamos lá!
Alottoni:Ai, gente, não deita aí!
Sr. K:Que nojo! Só dá para higienizar agora com lança-chamas, mano.
Voz B:Nossa, gente, que deu hoje?
Sr. K:Puta merda, dormimos por 1 hora e meia.
Azaghal:Sensacional, gente! Por que que você não dormiu no shopping?
Alottoni:Por que que você não deitou no chão do shopping?
Voz B:Era mais digno, era mais digno.
Azaghal:Você podia ter uma loja de colchão e falar: então você está por 1 hora e meia.
Sr. K:Isso, toma aqui R$35, minha parte daquela hora e meia.
Voz B:Gente, dormir Em outra sessão de cinema dormir?
Alottoni:Você me acorda daqui a uma hora e meia, garoto.
Sr. K:Puta que pariu!
Alottoni:Eu faço um fixe, R$35.
Andréia Pazos:Era mais fácil ter ido em outra sessão antes.
Azaghal:Gente, era mais fácil ter ido para casa. Tudo bem, vamos assistir um filme, gente, não tem problema.
Alottoni:Depois a gente manda para vocês Gente do céu! Puta merda, coitado.
Sr. K:Ai, pelo menos eu dormi. Segundo ela, ficou preocupada boa parte do tempo. Isso chama-se bom senso, meu rapaz. Exato. E dormiu meio mal.
Andréia Pazos:Porra, meio mal, com medo das baratas, né?
Sr. K:É, com medo das baratas, com medo de muita coisa. A barata ali era o menor. Terminada a soneca, tava com nojo da barata.
Azaghal:Se tinha barata, pelo menos tinha vida ainda, né? O ambiente ainda era propício. É, é verdade, o ambiente propício à vida.
Andréia Pazos:Barata sobrevive a tudo, gente, até bomba atômica.
Sr. K:Exatamente. Terminada a soneca, pagamos e fomos embora.
Azaghal:Olha, então para ele foi bom. Esse cara aí tá preparado para tudo também.
Sr. K:Vocês devem estar se perguntando, vocês foram mesmo para o motel só para vai dormir, meu amigo, aonde você estava nem respiraria. Quanto mais querer trepar, você tá de sacanagem.
Andréia Pazos:No lugar desse, você quer que ele morra?
Voz B:Ai, que horror! Não, eu não aguentava um minuto dentro dele.
Andréia Pazos:Puta que pariu, chato no saco, né?
Sr. K:Não, vai pegar uma bicheira na ponta da cabeça de cueca.
Voz B:Ai, gente, de cueca!
Sr. K:Pô, simples fato da Berolinha estar em contato com o oxigênio desse ambiente já é suficiente para cair o pau.
Voz B:Tá louco, cara? Ela vai pegar lepra no ar, bicho.
Sr. K:Tá doido?
Azaghal:A Katie Disney pegou a escada. Só de pisar na escada já pegou a Katie Disney.
Andréia Pazos:Exatamente, exatamente.
Azaghal:Caralho, Fred escuro, que não tem janela, só pro corredor, maluco. Imagina que cativeiro que é esse lugar, maluco.
Sr. K:Definiu bem, isso é um cativeiro, isso é um cativeiro.
Alottoni:Não, e se eles não pegarem a bactéria, o vírus, vai sair com encosto, porra, no mínimo.
Azaghal:Amém, nem deixou de ser estético o quarto, cara.
Alottoni:Tem tudo, tudo de ruim nesse lugar.
Sr. K:Se tudo correr bem, deu tudo certo, faça hit necrosante. É isso, e agradeça. Acontece, tipo, caralho, me dei benzaço, porra, tá maluco. Enfim, vamos lá.
Alottoni:Ufa, acabou a história.
Sr. K:Deu até nervoso, deu até nervoso.
Andréia Pazos:Cadê o álcool em gel?
Azaghal:A gente não pode passar álcool em gel mesmo, gente.
Sr. K:Mesmo com todo tesão do mundo, acho que não rolaria naquele lugar. Porra, o cara ainda cogitou, hein? O cara é um monstro mesmo. 35 reais, 1 hora e meia, vamos, dá para dar 5.
Alottoni:Ai, gente, que horror!
Sr. K:Tem um muro de chapisco ali, deixa eu afiar ali rapidinho, pera aí. Transar ali e correr o risco de pegar todas as ISTs existentes, meu filho, facite necrosante, procura.
Alottoni:IST? Mudou a sigla? Não era DST?
Voz B:É DST, não é?
Alottoni:Ele que tá escrito IST, eu... Infestação sexualmente transmissível.
Voz B:Estação em vez de estação.
Sr. K:Todas as ISTs existentes pareciam uma relação bem clara de causa e consequência. É, concordo com você.
Andréia Pazos:A primeira coisa lógica que você falou desse vídeo, um monte de merda para casa deles, percebeu essas porra toda?
Voz B:Pois é, gente, tá louco.
Andréia Pazos:Não tem medo de pegar sarna? Não tem medo, né, gente?
Sr. K:A menina deitou em cima de uma placa de entra com todo o código genético da Baixa Belo Horizonte.
Voz B:Ela não tá preocupada com sarna.
Sr. K:Sarna seria bom, seria uma coisa legal.
Andréia Pazos:Ela só goza, né?
Sr. K:Caralho, a menina fez o peeling com aquela merda.
Azaghal:Eu não sei por que o lençol, ele nunca saiu da cama mesmo.
Sr. K:Levaram o corpo, levaram e lançou o forro, amigo.
Azaghal:A toalha pelo menos eles sacodem e dobram de novo.
Voz B:Olha, deve ser um otimista.
Sr. K:Aquela toalha sólida dobradinha. Minha namorada é hipocondríaca.
Voz B:Mentira, mentira, não é. Ah, não é?
Azaghal:Não entrava, não tocava na toalha. Ela não pisaria nessa escada, gente.
Andréia Pazos:Ela não aceitaria a palavra R$35. Ela fala não.
Sr. K:Claro, claro, não.
Andréia Pazos:Por quanto tem que falar não para R$35?
Sr. K:Não, por R$35 eu faço na rua e vou jogar dinheiro em mim.
Voz B:Tá maluco?
Sr. K:Não. Passou uma semana achando que tinha pegado o chato. Meu filho, mas uma semana?
Voz B:Ela é sensata, isso é o que eu tô falando.
Sr. K:Não, não, não, não, não, sensata ela não é, senão ela não tinha se metido metido nessa mega furada. E achado não, certamente ela pegou quando ela botou a mão ali na placa de Petri, pulou um negócio ali dentro debaixo da unha. Raspa até a sobrancelha, lembrou? Raspa até o pelo de dentro do ouvido.
Azaghal:E é tudo grande cinema de teatro, é ótimo que o corpo é tela, manda ver.
Sr. K:Vamos que vamos. Acho que seria a resposta coerente para qualquer pessoa: ela saiu daquele lugar já se coçando. Claro, amigo, eu tô me coçando aqui, né? Depois fomos para o shopping assistir o filme. Caralho, que experiência, brother! Gostamos muito. Ela estudante de cinema e eu de teatro.
Alottoni:Ufa, ufa! Já pensou se a gente tivesse achado uma merda? Voltava!
Voz B:Ai, meu Deus!
Alottoni:Achava o filme uma merda.
Andréia Pazos:O filme poderia ser uma merda, depois disso eles acham tudo maravilhoso, gente.
Alottoni:Pois é, gente, esse filme é infantil, pelo amor de Deus.
Azaghal:Ah, eu achava uma comédia engraçadíssima.
Alottoni:É, exatamente.
Sr. K:É até a cena de amor, né? Então ficamos avaliando bastante a parte técnica. Fizemos questão de permanecer até o final dos créditos.
Alottoni:Obrigado, gente, que fofo isso!
Sr. K:Acho que por ser um filme nacional independente, isso nos animou muito e melhorou ainda mais a experiência, principalmente para minha namorada, que já estava elaborando o TCC dela, um curta-metragem com uma pegada de suspense.
Alottoni:O roteiro já tá aí, tá aí.
Andréia Pazos:A história é ótima, caraca!
Marcelinho:A história assustadora, caraca!
Andréia Pazos:Muito assustadora, que a própria carne é a própria desgraça.
Voz B:Isso aí, nossa, gente!
Sr. K:E aqui nós temos o plot twist. Inclusive, neste exato momento estamos gravando o projeto. Se quiser acompanhar, é só procurar no Instagram por Não Vou Dizer.
Alottoni:Não, para com isso!
Sr. K:Hoje lembramos muito desse dia, rindo para caralho. Foi um dia completamente aleatório e improvável. Então fica aqui o nosso agradecimento ao Jovem Nerd por ter feito esse filme só para que eu e minha namorada tivéssemos nossa primeira experiência sem vírgulas em um motel horroroso.
Alottoni:Caraca, que história!
Andréia Pazos:E sinceramente, vocês não tiveram experiência de motel, vocês tiveram uma experiência de cativeiro, gente.
Azaghal:Agora, outro que curte tomar ingresso de cinema com desconto na terça-feira, porque a gente podia ter ido em qualquer outra sessão e dormido 2 horas.
Voz B:Deus, gente, pois é!
Alottoni:Gente, o Instagram é A Imagem Perdida, tudo junto, A Imagem Perdida, da produção deles. Olha aí, gente, olha aí que legal, gente! Já passaram por um filme terror real e olha, de época, que maneiro! Pô, muito bom, maneiro as imagens, maneiro, gente!
Andréia Pazos:Legal, sobreviveram, gente, sobreviveram! Isso aí é história de sucesso!
Alottoni:Olha aí, sucesso!
Azaghal:A gente não sabe, né, faz pouco tempo ainda.
Sr. K:Mas tipo, então não sabemos por quanto tempo ainda.
Azaghal:Eles já foram ao médico depois disso? Tipo criatura, ele vai crescendo dentro de você, você nem percebe.
Sr. K:Já fizeram um peeling químico de corpo inteiro? Pode ser uma boa. Vamos trocar essa pele toda, vamos ver.
Alottoni:Este Nerdcast foi editado por Radiofobia Podcast e Multimídia.
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