NerdCast 1033 - Spider-Noir: Sem Poderes, Sem Responsabilidade
Lambda lambda HOO-CHA-CHA, nerds! É hora de mergulharmos em sombras, chapéus, intrigas e muita, mas MUITA fumaça de cigarro com SPIDER-NOIR!
Neste NerdCast, Mr. Alottoni, Carlos Voltor, LOAD, Lady Katiucha e Capo Azaghal falam sobre o sonho nerd de Nicolas Cage, na primeira temporada da série que finalmente colocou o maior ator do mundo como o super-herói mais estiloso e irresponsável ever! Afinal, você assistiu em Preto e Branco, ou da maneira ERRADA?!
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CITADO NA LEITURA DE E-MAILS
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Unknown - 1:Você está ouvindo Nerdcast no Jovem Nerd!
Alottoni:Lá dá lá da nerdz aqui Alexandre Otoni do Jovem Nerd conhecendo essa maravilhosa nova filosofia: nenhum poder traz nenhuma responsabilidade. Que coisa libertadora!
Carlos Voltor:Eu ia trazer essa filosofia porque aqui é Carlos Voltomach— nenhum poder você ainda continua tendo que pagar É a responsabilidade que é imposta sobre você.
Lady Katiucha:Aqui é Catiúcha Barcelos e o que faltava era mais Nicolas Cage, 82 litros de whisky e 62 carteiras de cigarro.
LOAD:Aqui quem fala é o Lodi e a Prime Video foi covarde não lançar em preto e branco a série inteira, só isso que eu vou dizer.
Unknown - 1:Mas eles foram corajosos de lançar em preto e branco.
LOAD:Não precisava da colorida não.
Unknown - 1:Não precisava, fato.
LOAD:Deu trabalho em dobro aí para a galera.
Unknown - 1:Aqui é a Zagall e se se você botar Spider no ar no Google, a tela fica no ar e chove no navegador.
Alottoni:Olha só que maneiro!
Carlos Voltor:Sério? É bom demais, é bom demais!
Alottoni:A tela fica no ar, é um pouquinho mais escura, é isso?
Unknown - 1:Não, as imagens todas ficam preto e brancas, ó. Ai, que legal!
Alottoni:E chove, é maneiríssimo!
Lady Katiucha:A chuvinha é muito legal.
Alottoni:Muito bom!
LOAD:Ué, não apareceu no meu não.
Lady Katiucha:Ih, é porque tu não é um emo.
Unknown - 1:É que tu tem um monte de adblock aí.
Alottoni:Desliga o adblock aí, Lohgann! Agora foi, agora foi, agora foi.
Lady Katiucha:Que bicho mentiroso, mano.
Alottoni:Canelada! Canelada! Muito bem, Zagão, vamos para mais uma semana de memes e caneladas no Nerdcast!
Unknown - 1:Vamos!
Alottoni:Ah, Zagão, olha só, tá chegando o Dia dos Namorados. Acho que não dá tempo de você mandar sua história, seu e-mail, porque Pedrinho já está fechando a pauta. Mas se você tem uma história aí espetacular que você esqueceu Você não ouviu o recado, você fala assim, manda um e-mail assim: dia dos namorados, Pedrinho, pelo amor de Deus. Aí a última chance, tipo assim. E na sexta-feira ainda, porque a gente tá para gravar. O dia dos namorados vai cair no dia do Nerdcast, dia 12. Sim, semana que vem.
Unknown - 1:Isso acontece a cada 7 anos, é isso? 6 anos que vai mudando, né?
Alottoni:Vai andando, que ele vai voltando.
Unknown - 1:Mas aí tem uns anos bissextos, por isso que eu falei que não sei se ele acerta. Acontece às vezes, gente, a vida acontece.
Alottoni:Não é o ideal, mas acontece. Olha, boa, poxa, porque essa é a nova camiseta da Nerdstore.
Unknown - 1:Olha, ataque de oportunidade.
Alottoni:Olha só, frase clássica do senhor Ká. Estamos falando aqui de cultura Nerdcast, de história, de vídeos do Nerdcast. Não é o ideal, mas acontece. Linda estampa, olha aí. E tem versão de manga comprida também. Cara, é isso, é Nerdstore, cara.
Unknown - 1:Camisetas excelentes. Tem essa, tem várias outras. E para quem tá pedindo, a gente está correndo correndo atrás de fazer a camiseta do JNEC, que joga aí, né, Sport Club.
Alottoni:Exato, já vimos pedidos. Não era intenção fazer, mas a galera tá pedindo.
Unknown - 1:Muita gente tá pedindo. Então o pessoal tá correndo atrás para fazer uma camiseta de futebol mesmo e que não dê CC, porque essas camisas de esporte, dependendo da qualidade dela, se não for muito respirável, ela dá um CC monstro. Então o pessoal tá procurando uma malha que Que seja meio que dry fit, não vai ser um dry fit que é da Nike, né, sei lá. Mas vai ser esse tecido respirável, etc., etc.
Alottoni:Tá, pra você poder jogar uma pelada nerd.
Unknown - 1:Porque a camiseta de futebol, de esporte, é muito específica, não é algodão. Não é que nem as camisetas comuns que a gente tem na Nerdstore, de algodão, confortável e tal. É outro tipo de tecido.
Alottoni:Exato, estamos correndo atrás, mas não se esqueça, nerdstore.com.br, temos lá. Não é o ideal, mas acontece. Lançamento! Tem cropped, tem manga longa, tem moletom. Tem tudo. Tem tudo. Tudo friozinho, não é o ideal, friozinho não é o ideal, mas acontece.
Unknown - 1:Ah é, friozinho é bom, né?
Alottoni:Mas você vai e bota lá um moletom, moletom só fica mais quentinho.
Unknown - 1:Ó, friozinho é ótimo.
Alottoni:Liga no Posto de Nerd Store, a maior loja nerd do Brasil. E se você não quiser ouvir os e-mails com spoilers de The Boys última temporada, você pode pular diretamente para 15 minutos e 42 cabeças de teia. Monica Vianna, 43 anos, Artesan de Tubarão, Santa Catarina. Primeiramente gostaria de contribuir sobre o meu Nerdcast favorito. Vou sempre defender o lado bom da vida. Ah, nosso primeiro Nerdcast com o Bricks e com o Nhambu foi um Nerdcast que marcou muito, né?
Unknown - 1:É um dos tops Nerdcasts mesmo.
Alottoni:É um dos preferidos da galera e um dos meus preferidos também. Bom, ela fala aqui, ó: o lado bom da vida é ouro cada minuto. Sempre que estou naqueles dias, não só os femininos que ela coloca entre parênteses, mas os de bad mesmo, recorro ele e sempre estou indicando. Mas falando de The Boys, logo que terminei a primeira temporada, a voz do Azaghal soou na minha mente: tem que acabar o fanservice. Olha aí, mas no fim o Azaghal positivo não fez isso. Enfim, citando a grande pensadora Vania de Os Normais, eu não estou reclamando, estou manifestando meu descontentamento. Exatamente. Sou fã de Supernatural há pouco mais de 6 meses.
Unknown - 1:Olha, já vem fanservice, que Supernatural!
Alottoni:É porque teve o Michacó, Allen, enfim, teve toda a galera, né? Porque o Eric Kripke, que eu não sabia, o Lodgy me contou, era o showrunner de Supernatural até a 5ª temporada. E então trouxe a galera dele, óbvio. Comecei a assistir por conta de minha filha adolescente de 13 anos. Fui contaminada por toda a energia de gostar de uma série repleta de homens-gatos. Ó, mas o Lodgy disse que tá maratonando de novo, que ele falou que só vale até a 5ª temporada, que depois era para acabar. E aí os cara fala assim: não, vamos mais um pouquinho, mudar o final para emendar com o resto. Aí toma mais 10 anos de Supernatural depois disso, que Eles falam que não presta. Então eu nunca vi, então você que me diz. "No Natal, a minha filha Marina começou a consumir tudo o que envolvia todos os atores lindos da série que ela estava assistindo e me pediu pra assistir The Boys." Pô, 13 anos tá cedo ainda pra The Boys. 13 anos, não é, acho que...
Unknown - 1:Mas não, eu acho que tá muito, muito certo.
Alottoni:Tá muito certo, sabe? Eu, como uma mãe cria de adultos dos anos 80 e 90, permiti. Calma, Mônica, meu Deus.
Unknown - 1:Mas você já tinha assistido? Porque essa é a pergunta de um milhão, né?
Alottoni:Desde que ela não espalhasse pros coleguinhas. "Ih, meu Deus do céu." Fazer uma maratona de The Boys nas férias de janeiro, meu Deus. Quando vi a notícia que teríamos uma reunião do elenco, logo a expectativa foi tão alta quanto a Artemis Doe. Acompanhamos todas as entrevistas... Você tá falando do elenco de Supernatural, é isso? Provavelmente. Acompanhamos todas as entrevistas, comentários e o hype que faziam quando mencionava as gravações do episódio em questão. Sim, é, do Mitch McConnell, etc. Chegando o grande dia, tadinha. Terminando o episódio, fui no quarto dela e, como uma boa mãe de adolescente, eu deveria muito ter registrado a cara de cu. Ela disse: "Mãe, não deu em nada, que desperdício." Ah, ela queria que o Reunion do...
Unknown - 1:Mas você queria o quê? Que fosse Supernatural?
Alottoni:Não dá, gente, ele foi lá pra fazer uma ponta e fazer uma brincadeirinha, né? Outra série, gente.
Unknown - 1:É o fanservice, literalmente.
Alottoni:Foi um fanservice pra galera, pra dar um gostinho aí, galera do Supernatural. Mas não adiantou. Por que caralho o senhor Eric Kripke, com um personagem como o do Misha Collins em mãos, não aproveitou pelo menos uns 3 episódios antes? O cara derrubou o Homelander, tinha tanto a oferecer.
Unknown - 1:O Misha Collins é o do Bafo, então? Não, ele é o rapidinho que ficou matando batendo todo mundo na corridinha. Mas ele não derrubou o Homelander, quem derrubou o Homelander foi o bafinho. Misha Collins não é o Soldier Boy?
Alottoni:Não, Misha Collins era o rapidinho.
Unknown - 1:Mas o rapidinho derrubou o Homelander.
Alottoni:O rapidinho é o bicho que matou todo mundo correndo.
Unknown - 1:Então, mas se ele é o Misha Collins, ele não derrubou o Homelander, é esse que é o ponto.
Alottoni:Não, mas ele—
Unknown - 1:Não, Misha Collins é esse cara aqui, ó.
Alottoni:Eu tô falando personagem errado? Tô falando merda aí, né?
Unknown - 1:Um episódio, one shot.
Alottoni:Não, mas é, mas quem ele era?
Unknown - 1:Malchemical, isso.
Alottoni:Ah, tá, ele derrubou—
Unknown - 1:É o que eu falei, ele deu a cara do bafo.
Alottoni:Como é que eu não lembro do velocista que era do— O velocista lá não era do—
Unknown - 1:Era do Do The Bachelor também? É, é.
Alottoni:Como é que é o nome do outro?
Unknown - 1:Tem Misha Collins, Jared Padalecki, que é o Mr. Marathon.
Alottoni:Isso, Jared, tá, eu errei o cara, é o Jared que é o Mr. Marathon.
Unknown - 1:Que é o que tem a barba esquisita.
Alottoni:É, exato. Ah, então o Misha, é, o Misha realmente derrubou o cara.
Unknown - 1:Tô falando, tanto que isso é uma parada que eu falei no programa, pô, eles estão mostrando várias maneiras alternativas de derrotar ou de incapacitar o Homelander. Tem um cara que conseguiu fazer ele desmaiar, isso é um big deal inacreditável.
Alottoni:Teve o urânio.
Unknown - 1:Teve o urânio, aí no final nada disso importou.
Alottoni:Via urânio, né? Porque ele fez isso virar o poder, mas foi o mais óbvio possível.
Unknown - 1:Bota aqui, mico, sabe?
Alottoni:Fraco, fraco. Pois é, para dar alguma coisa para ela fazer, né?
Unknown - 1:Esquisito. Ela podia ter feito outras coisas com o poder dela de regeneração, sei lá. Ela era o nosso Homem-Aranha ali.
Alottoni:Se ela tinha poder de regeneração, ela seria a única que não morreria com aquela parada e tal. Aí metabolizou num outro poder, ok, vai.
Unknown - 1:Ela podia, se ela tem regeneração, ela podia segurar ele dentro de um reator, por exemplo, sabe? Dá o bafinho pra enfraquecer e segura ele no reator.
Alottoni:O cara tem que escolher: "Ah, mas eu quero que ele apanhe e morra no Salão Oval." É assim, exato. Entendeu? É foda, né, cara? Difícil. Esse e-mail é puramente para defender o Michael Collins, sim. Afinal, não tem como não amar. Ele é um querido, um ator maravilhoso, tão pouco aproveitado.
Unknown - 1:Ah, e claro... E tem CPF, né, que tá sempre no Brasil.
Alottoni:Tá sempre no Brasil, exatamente.
Unknown - 1:Uma CCCXP sim, outra também.
Alottoni:É fácil, mano. Ah, e claro, com o plus de ser superativo em todas as redes sociais anti-Trump. Vivo Zero Defeitos. Olha aí, o personagem do Jared Padalecki, que aí sim, aí o velocista, é ótimo, mas apenas um velocista como outro. Embora ver o Jensen Jarrett cheirando cocaína na série ter sido maravilhoso, normal para uma adolescente de 13 anos, né, ver essas merda. Não estou julgando. No final de tudo, até que gostei da temporada, mas também aprendi com a Zaghal a não mais avaliar séries antes ver o arco completo.
Unknown - 1:É isso, é importantíssimo. Thiago Tavares, 34 anos, programador, Florianópolis, Santa Catarina. Lambda, lambda, lambda nerds, vivemos uma crise de finais fracos de séries, é fato, mas alguns pontos que gostaria de levantar. Então é difícil fazer final, cara, o final é muito difícil porque no final foi perfeito. Quando uma série começa você não tem expectativa nenhuma, então é por isso que os primeiros episódios são normalmente ótimos. Tem séries, é sério, claro, né, tem séries que engata "Melhor na segunda." Mas quando você não tem uma expectativa, você aceita e absorve tudo do jeito que tá sendo entregue pra você. Conforme a série vai passando, você vai conversando, vai lendo, né, vai conhecendo. Aí você começa a criar suas expectativas. Você, que eu digo todos nós, né, começamos a criar nossas expectativas pras séries. E aí, é claro que um final ser surpreendente num universo que já tá desmembrado, todo mundo já faz teoria, aquelas coisas, é muito difícil, né. Mas eu considero o final de Breaking Bad, por exemplo, excelente. Excelente, né.
Alottoni:É por isso que é isso tudo. Succession tem um final perfeito dentro do arco da série.
Unknown - 1:Ele mija na sala de estar pela última vez.
Alottoni:Isso é só na primeira temporada, no início, brother. Mas assim, ela teve um arco que foi tipo assim, fechou aquela... Andor. Andor, exato.
Unknown - 1:Tem um puta final.
Alottoni:Que é um final mais ou menos, tipo assim, não é que mais ou menos, o final é ótimo, mas é que é um final que liga com outra parada, né?
Unknown - 1:É como tem que ser.
Alottoni:Mas ela é, exato.
Unknown - 1:E aí tinha uma limitação que é a história dele vai continuar imediatamente.
Alottoni:A gente tem que fazer um night of aí das séries de final perfeito.
Unknown - 1:Perfeito. Me parece que o roteiro levou em consideração que toda informação que os espectadores têm, os boys de algum jeito também têm. Isso com certeza, isso com certeza. Até a Marcela falou isso no programa. Eles planejam invadir a Casa Branca, pegar o Capitão Pátria. Gente, eu tô falando meio esquisito que eu fiz um canal hoje, tá? Mas tá tudo bem.
Alottoni:Tu fez canal hoje?
Unknown - 1:Fiz, fiz hoje. Mais cedo eu tava em Dom Lázaro, tava pedindo melão foda.
Alottoni:Na dentista lá que eu falei? Gostou? Foi boa a dentista? Mandou bem?
Unknown - 1:Um canal eu nunca faço dizer que foi bom. Não, mas não é porque canal Não é, adorou. Ela me elogiou, falou: "You are doing great." Eles planejam invadir a Casa Branca para pegar o Capitão Pátria, mas não se preocupam em lidar com o Soldier Boy.
Alottoni:É, tipo, de alguma forma eles sabem que o Homelander congelou o cara de novo.
Unknown - 1:Não, mas eles não se preocupam com nada, nem se preocupam com o Serviço Secreto, não se preocupam com o exército, com a polícia, com nada. Eles têm passe livre. A série colocou de uma forma subjetiva que eles são tão fodas que eles conseguiram, sabe? Que o problema deles são os heróis, que o resto eles já conseguiram. Afinal, a gente sabe que ele está no gelo e não será um problema, então os boys também não perdem tempo pensando nele. É isso, mas é exatamente isso que você tá dizendo, é perfeito o que você tá falando. Inclusive, o Soldier Boy termina congelado em 3 temporadas.
Alottoni:Que coisa escrota.
Unknown - 1:A gente sabe que os peixes juraram profundo de morte, por isso tudo bem a Starlight cair perto da praia e dar o golpe que joga ele no mar. Exatamente.
Alottoni:A gente sabe, o The Boy sabe exatamente.
Unknown - 1:Um local, como a gente falou no programa, inclusive, que teoricamente ele seria mais forte do que ela. Mas ela voando levou ele pro campo de batalha do inimigo.
Alottoni:É, maluco.
Unknown - 1:Mas a gente sabe que ele vai morrer na água, então ela parece saber também. Sobre o "ó pai".
Alottoni:Caraca! O cara é "ó father"?
Unknown - 1:É.
Alottoni:Nossa!
Unknown - 1:Meu pai, ó pai.
Alottoni:Caraca, eu não vi dublado.
Unknown - 1:Será que eles fizeram dublagem? No Brasil tem seu próprio "ó father".
Alottoni:É verdade, puta merda, cara.
Unknown - 1:A morte dele não fez o menor sentido. Eu tava vendo um vídeo no Instagram sobre isso. A gag ball foi feita para aguentar o super grito dele, ok, mas o leitinho não tem força. Inclusive agora que tá um fila de borboleta, não tem força nenhuma para segurar um grito do coisa. O que deveria acontecer na hora seria o leitinho ser jogado para longe e a gag ball também. Na verdade, o que poderia acontecer, a gag ball explodir a cabeça da cabeça do Hewie, porque quando ele grita ela voa da mão do Leitinho. Se o Leitinho conseguiu segurar, os braços do Leitinho seriam arrancados e explodiria a cabeça do Hewie. Agora não tem nada ali.
Alottoni:Olha que acabou, eu não lembro, ela não tinha nada de especial, ela era normal.
Unknown - 1:Ela era. A mulher fez uma gag ball de titânio e a correia de Kevlar, não sei o que lá. Mas eu acho que o pior é que ele não lacrou, ele não fechou, porque se ele tivesse fechado, mas ele segurou na mão, cara, isso Sabe?
Alottoni:Gente, vocês não gostam de quadrinhos? Tipo o Doutor Octopus apanha pra cacete do Homem-Aranha que tem super força e o Doutor Octopus não tem porra nenhuma de super, ele só tem os braços mecânicos.
LOAD:É, exato.
Alottoni:O cara ia tomar um soco do Homem-Aranha e acabou, sabe? KO! Fatality, brother! Mas a gente tem que deixar, gente, é só história de super-herói, vai.
Unknown - 1:Por fim, um extra. É sobre a fixação por cú que a franquia tem.
Alottoni:É muito cu, é verdade.
Unknown - 1:Em Gen V há um super cujo poder ter é ter um bag of holding no cu. Ele chega até mesmo a transportar umas 4 pessoas dentro do cu. Realmente existe uma fixação morta.
Alottoni:O nome do cara era o Cavalo de Troia, era isso? Não lembro. Era da segunda temporada da porra?
Unknown - 1:Não, acho que era da primeira.
Alottoni:Não lembro mais.
Unknown - 1:É, eu não lembro também.
Alottoni:É muito cu. Agora um e-mail sobre os 20 anos de Nerdcast, Azaghal. Você sabe, a gente tá fazendo 20 anos de Nerdcast esse ano e a gente a gente tá falando pra todo mundo, gente, se o Nerdcast interseccionou com a sua vida de alguma forma, onde a gente se encontrou e aí a gente participou de momentos da sua vida importante, o Nerdcast mudou alguma coisa, conta pra gente, manda aqui pra nerdcast@jovenerd.com.br que a gente tá comemorando a comunidade de 20 anos de Nerdcast. E a Laís Kawata, de 36 anos, professora de inglês do Japão, mano. Olha aí. Olá, nerds, posso dizer com todo orgulho que sou um ouvinte raiz desde 2009. Ai, meu Deus. A primeira vez que eu ouvi falar da Nerdcast foi por meio do Hoje Extinto podcast de cinema da MTV. A gente apareceu no podcast de cinema da MTV?
Unknown - 1:Pelo visto, sim.
Alottoni:De alguma forma? Caraca, isso é funcional pra mim. Sempre fui muito carente de falar sobre filmes e séries porque na minha adolescência vim morar no Japão e o meu círculo de amigos era reduzido e nem um pouco nerd. Então quando eu descobri o mundo mágico dos podcasts, baixava tudo que conseguia no meu iPod Nano de incríveis 8 GB.
Unknown - 1:Isso é uma parada bem comum, né, da galera que é expatriada, expatri, né, que é imigrante, emigrante. Imigrante, quem vai para fora do Brasil e tem um certo isolamento costuma se pegar em podcast, né?
Alottoni:É porque aí ouve a língua nativa, as histórias, culturalmente, né? Se a pessoa tem a faixa etária e tal, conecta com o seu país, com a sua cultura. É bem comum isso. Acompanhei todo o crescimento de vocês, desde a Batalha do Apocalipse, a campanha para conhecer o Stallone, os rolês aleatórios com o Mestre Paulo Coelho. "Eu fico feliz de coração de ver tudo que vocês conquistaram. Obrigado, amor." Legal. "Porque vocês merecem demais pelo tanto que fizeram por nós." Imagina, amor. Eu que agradeço pelo carinho. "Vocês não sabem, mas com certeza já salvaram a vida de muita gente, inclusive a minha. Comecei a ouvir podcast em uma fase muito dark, quando odiava meu trabalho com todas as forças." Nossa, eu e Dave começamos o Jovem Nerd quando a gente odiava o nosso trabalho com todas as forças. "A sorte é que eu poderia usar o meu iPod durante o expediente. Então, saber que naquele dia eu iria maratonar Nerdcast o Nerdcast me dava forças para aguentar mais um dia. Ouvir as piadas, discordar de muitas opiniões de vocês sobre filmes e séries, mesmo a da Gal, porque tá sempre— Ah, pronto! Foi sempre o que me manteve sã, ou não, durante aqueles anos que eu não tinha um propósito de vida. Hoje eu amo o que faço, então o Nerdcast acaba me salvando de outro jeito, nas horas intermináveis na esteira da academia. Olha aí, olha aí! Quando penso nos episódios que mais marcaram, foram com certeza que me fizeram rir, principalmente o Isso é Coisa de Fudido. Talvez porque me identifiquei muito com o tema. E é claro, os Nerd Tours, assim como o Sr. K, eu só tenho hobbies caros e viajar é um deles. Comecei meu canal no YouTube recentemente para falar sobre viagens e Japão, e com certeza vocês foram minha maior fonte de inspiração. Oh, que legal!
LOAD:Qual canal?
Alottoni:Ela mandou aqui. Passava horas assistindo Nerd Tours no YouTube, de vez em quando ainda dou replay nos episódios antigos porque o jeito de vocês contarem histórias é fascinante. Obrigado, meu amor! É engraçado olhar para trás e perceber que vocês fizeram parte de mais da metade da minha vida, e com isso acabaram moldando até o meu jeito de falar sem querer. Eu solto um sacolé mesmo sem ser carioca. Que foda, olha aí. De coração, obrigado por essa relação parasocial que já dura quase duas décadas. Esse é o meu canal no YouTube. Mandou um canal do YouTube dela aqui, Laís Kawata. Olha aí, cara, tem link aí no post para você ver as aventuras dela no Japão, na Tailândia. Olha que foda, cara. Gente, Maldivas, Tá viajada aí, tem mais Net de Tu nas costas dela do que a gente aqui. Olha aí, Santorini. Aí, mas tá tudo aí, cara.
Unknown - 1:E se você tem histórias, se o Netcast fez parte da sua vida em algum momento nesses 20 anos, mande pra gente que a gente vai ler esse ano, durante todo o ano leremos de vocês aí, contando suas histórias.
Alottoni:Beijo, Laís! Outro recado muito importante importante, tá acabando já o financiamento coletivo do primeiro jogo de tabuleiro de Tormentas.
Unknown - 1:Jogamos recentemente no Tabletop Simulator Tormenta Expedição Escarlate, jogamos a aventura, né, a expansão, porque já bateram a meta principal.
Alottoni:Exato.
Unknown - 1:Então aí, metas de expansão tá nos últimos dias. Jogo divertidíssimo. Se você é fã de Tormenta, é para você. Você já sabe, inclusive, se você for de Tormenta, com certeza você já está apoiando. Mas para você que quer jogar, mas não, puta, não tem mais tempo de jogar RPG com meus amigos, essa é a parada. Exato, ele pega muita vibe do RPG, totalmente a lore de Tormenta, totalmente sensação de RPG. O personagem, por exemplo, não é fixo, a não ser a Shivara. É os outros personagens, você mistura a classe e a raça. E aí você pode pegar a fada bárbara, como o Alexandre pegou. Então você cria, você monta uma ficha, né?
Alottoni:Então aí pega armas, pega itens, aí escolhe o deus, isso vai te dar.
Unknown - 1:Então é uma fichinha, né, de personagem.
Alottoni:É uma mistura de board game com RPG muito legal, simplesmente desenvolvida por ninguém menos do que Fel Barros, game designer brasileiro experiente, premiado, que por 6 anos foi lead designer de Zombicide.
Unknown - 1:Sim, cara, é pouca merda não.
Alottoni:E também desenvolvimento do Tati Azul, e com roteiro dos próprios criadores de Tormenta, Leonel Caldela e Marcelo Cassaro. É isso, gente, aproveita, só vai até o dia 10 de junho, tá acabando, em catarse.com.br. .me/expediçãoscarlate, tem link no post. Apoie, porque é o primeiro jogo de tabuleiro de Tormenta. Você gosta de Tormenta? Se você não tava sabendo, corre, tá acabando! E ó, um save the date: agora, dia 9 de junho, vai ter o evento de lançamento do livro de Felipe Figueiredo.
Unknown - 1:Sim, do Nerdona, nosso querido Felipe Figueiredo, que participa do Nerdcast de história, Nerdologia.
Alottoni:E do xadrez verbal. Não só isso, o cara agora tá na Globo, Globo, é jornal, ninguém segura. Tá no Fantástico, né, bicho?
Unknown - 1:Meu Deus, maravilhoso.
Alottoni:Porra, o nome do livro é O Mundo em Xeque. Olha, excelente nome. Então, ó, ele vai estar no dia 9, na Drummond Livraria, Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Então vai lá, tem informações aí no post. Dia 9/06, das 19h às 21h. Não perca, vai lá, dá um abraço no nosso querido Felipe Figueiredo e compra o livro pra ele assinar, vai ter dedicatória. O Mundo em Xeque, lançamento dia 9.
Unknown - 1:De junho, muito bom! Eu tenho que dizer o seguinte: que série saborosa!
Alottoni:Saborosa é uma boa, é isso. Nada, que coisa melhor parada do mundo, mas gostosa, gostosa de assistir.
Unknown - 1:Fenomenal, cara.
Alottoni:Não, brincadeira, não tô falando mal, eu adorei.
Unknown - 1:Eu gostei de, assim, eu saboreei a série mesmo, sabe? Acho que ela tem um ritmo dela e E ela diz: é isso, esse é o ritmo, vai começar devagar e a gente vai fazer altas cenas aqui que são puta fotografias inacreditáveis e vai ser noir pra caralho, totalmente inspirado a fotografia noir, as cenas, puta, aquelas cenas de close que tá o rosto da primeira pessoa e o outro assunto no fundo também em foco.
Lady Katiucha:Nossa, as cenas de espelho, cara.
Carlos Voltor:Mas tem um detalhe que torna ela excepcional, que torna ela fantástica, que é o Nicolas Humphrey Bogart Cage, que ele ficou perfeito, e o Nicolas Overhead.
Alottoni:Acting Cage, perna longa, perna longa Cage. Ele falou que ele se baseou no Humphrey Bogart, atuação dele, cara, é sensacional.
Carlos Voltor:Ele tava solto nos momentos de seriedade, ele tá sério. Nos momentos de tensão, tá funcionando. De drama, funciona. Nos momentos que ele tá se esticando e fazendo os estalos do corpo, funciona para caralho.
LOAD:E a melhor coisa é que não tem tanto Homem-Aranha em si, né? Não tem tanto ele vestido.
Carlos Voltor:Eu achei que tem até bastante.
Unknown - 1:O que eu achei legal, e para quem não entende a estética pode até achar esquisita atuação dele alguns momentos, né? Porque assim, ela é uma série que replica os filmes lá da década de 30. Sim, os tiros de atuação meio teatral, menos realista e natural, mais performático assim nas falas, até na maneira de se mover. Mas isso é tudo intencional, não só dele como dos demais personagens, né?
Alottoni:Porque o cinema quando nasce, ele bebe do teatro. Sim, então todo esse cinema início do século 20, rádio e teatro, né? Rádio e teatro, exatamente. E eles trouxeram muito bem essa linguagem. O que eu achei que foi um pouco até discrepante. Por exemplo, a galera de fotografia tava totalmente nessa vibe. Aí, tipo assim, a galera de efeitos especiais não recebeu o mesmo mimo.
Unknown - 1:Mais ou menos, viu? Porque tinha alguns momentos, por exemplo, tem uma cena que eu achei irada. Tem várias homenagens a esse período, né? Então tem uma cena que ele encontra lá o cabelo de prata, que no Brasil chamaria boina branca, né? Que o cara que tem cabelo branco no Brasil é o filho da puta. Mas ele encontra lá o cara na varanda, no terraço ali do prédio, e você tem a cidade no fundo. E aquilo é um matte painting, cara. Cidade tá totalmente estática, como era feito antigamente. Tem uma cena lá que o gordinho do choque lá, ele dá o choque no Homem-Aranha no chão. E o efeito é um desenho também. Você vê nitidamente que não é um efeito digital moderno. É uns traços fazendo... Cara, eu achei muito legal!
Lady Katiucha:Eu achei que tem poucos efeitos visuais assim que incomodam. Cara, é muito raro. A verdade é que essa série, ela é muito equilibrada.
Alottoni:Mas assim, de verdade, eu notei isso. E quando eu vi os raios elétricos lá pela primeira vez, eu falei assim: "Caralho, legal, isso tá bem estilo de, sabe, efeitos visuais da época do Frankenstein, sabe?" sabe, coisa bem antiga, legal. Mas aí, por exemplo, tem uma hora que ele sai e explode uma porra de um galpão inteiro, e aí eu achei que a explosão, que ela tava muito moderna assim, no sentido do efeito especial moderno e não efeito especial parecendo que era da época, etc.
Carlos Voltor:Cara, eu achei maneiro porque ela vai num frame baixo, ela me lembrou muito explosão em Sin City, que ela é uma explosão com frame baixo e com alto contraste.
Unknown - 1:É uma coisa importante aqui que a gente não falou ainda, mas eu espero que todo mundo aqui assistiu em preto e branco, né?
LOAD:Ah, sim, obviamente. Eu cheguei a pegar um episódio Eu vi ele colorido para ver.
Alottoni:Calma, vocês estão julgando o quê? Deixa o cara.
Carlos Voltor:Eu vi ele inteiro em preto e branco, mas eu peguei um para rever, para ver. Pô, vamos ver como é que é o colorido.
LOAD:Tá maluco, mano.
Lady Katiucha:Eles dão um resumo do episódio passado quando começa o próximo, e aí um dos resumos eu assisti colorido.
Unknown - 1:Ah, boa.
Carlos Voltor:E um detalhe do colorido é que a abertura é preto e branco mesmo no colorido.
Lady Katiucha:Não, o negócio que eu achei legal do colorido é que ele não é um colorido tradicional. Eles tentaram colocar uma vibe meio technicolor, eles colocaram essa coloração cores altas, assim, ficou legal também, ficou carismático. É só que o preto e branco, ele é tão superior que humilha, né?
Unknown - 1:Segundo Nicolas Cage, a ideia de fazer colorido foi dele, porque nas palavras dele numa entrevista: eu conheço os adolescentes e talvez eles tenham dificuldade de entender a linguagem do preto e branco. E ele, segundo ele, numa entrevista ele falou que sugeriu: por que que a gente também não faz uma versão colorida? E aí, justamente como você falou, é uma versão como se o filme preto e branco tivesse sido colorizado.
Lady Katiucha:Não perde a vibe antiguinha, não perde essa sensação de sabe, eu tô assistindo um negócio muito diferente da estética das outras coisas. Só que preto e branco, cara, é outro nível.
LOAD:Até os momentos, Cate, que eles sacam o cigarro para fumar, nossa, é muito bonito, mano. Você vê a fumaça do cigarro entre os personagens conversando e tudo, dá até vontade de você começar a fumar, cara.
Unknown - 1:Eu tô falando para vocês que o tabagismo tá voltando pra caralho.
Alottoni:É isso que eu ia falar, que eu fiquei com vontade de comer cachorro quente de longe, que eu acordei de fumar.
Carlos Voltor:Mas o tabagismo era famoso e ficou popular e foi para jovens e tudo mais por causa do filmes dessa época. Maior propaganda era nos filmes, a estética, tipo, de você tá ali com cigarrinho fumando, a fumacinha subindo na sombra, que porra! Isso ali era estilo, tava farmando aura.
Lady Katiucha:Nossa Senhora, olha só quem entende jovem além do Nicolas Cage.
LOAD:O momento que a Lee Jun-li, né, que faz a Kate Hardy lá, ela tá conversando, aí do nada ela começa a preparar um cigarro assim. Eu fico, meu Deus, mano, que bagulho estiloso, né? Enquanto a pessoa tá dialogando ali, ela tá dando uns trago, pensa. É estiloso, é estiloso, é muito muito maneiro.
Lady Katiucha:Mas aqui na vida real ninguém fuma em preto e branco, né?
Carlos Voltor:E no filme não tem cheiro, esse cheiro merda de cigarro, só o pulmão que fica preto.
Unknown - 1:Mas essa parada do cigarro ser utilizado para pensar era uma parada real mesmo, né? Alguém te faz uma pergunta, você dá uma tragada, você tá ganhando ali alguns segundos para pensar, né? Coisa que agora você tem que, sei lá, levar um copão de Stanley e dar um golaço. É verdade. Mas eu me deleitei com a série, sim, com toda essa parada da estética. Eu tava seco, né, para ver. Eu sou muito fã de noir desde sempre, desde Tela Quente, Corujão, essas merda que a gente ficava vendo em casa, passava muito esses filmes, né. E eles não pegaram e fizeram só assim, ah, é uma série em preto e branco. Isso achei foda, é a série realmente noir. Então é aquela história tradicional do detetive. E uma coisa até eu fiquei assim, quando a Cat lá, ela entra e ela se apaixona por ele, né, em algum momento ali do negócio, falei: "Puta que pariu!" Isso eles podiam ter atualizado, porque uma mulher bonita dessa se apaixonar por um velhote horroroso desse... É uma parada que não convence mais, sabe? É uma parada muito didico, a Xuxa, sabe? É muito nada a ver. E aí não é, ela tava usando ele, a porra.
Alottoni:Aí foi foda. Foi foda.
Unknown - 1:Aí eu falei: "Pô, tá muito bom", porque ela tava fazendo tudo pra ajudar o cara que ela realmente gostava, tava manipulando ele, pô. Eu achei maneiro. Eles conseguiram não só na estética e tudo, mas na história, né, o andamento da história, o ritmo. Tem o mistério inicial, aí tem o vilão, E depois tem um segundo vilão, e aí tem os capangas, e isso vai se montando para chegar. Eu achei muito, muito saboroso.
Lady Katiucha:É, usar arquétipos de personagem também, né? Assim, se você gosta de filme noir, realmente a série é de encher os olhos. E cara, eu ficava, meu coração ia disparando a cada nova coisa que apareceu. Ficava, meu Deus, isso vai ser muito legal, isso vai ser muito legal! Eu tava querendo guardar como se fosse tipo sobremesa, sabe? Porque na hora que a Cat apareceu, eu fiquei, ah, meu Deus, a Fêmea Fatale apareceu! Caraca, está assistindo filme noir, que coisa maravilhosa! Maravilhosa. E toda nova cena, cara, não é só o simples da estética, não é só estética imitada. Não sei dizer para vocês, eles pegam, cara, um desenho de luz, uma textura, um negócio, você fica maluco.
Unknown - 1:Essa cena que você falou que ela aparece cantando é foda demais.
Lady Katiucha:Sabe que ela aparece lá no cabaré do cara com ela, iluminação.
Unknown - 1:Ela tem dois números assim grandes dela, né? Um que tem uns espelhos, mas esse primeiro que tem uns raios assim na roupa dela e a luz, puta, é muito foda, cara.
Alottoni:A coroa dela faz sombra, né?
Unknown - 1:É muito foda, porra, sério.
Alottoni:Parece uns raios saindo da cabeça dela, parece um sol.
LOAD:E o colorido deve perder um pouco isso, não perde não?
Alottoni:Perde, perde.
LOAD:Por causa do contraste ali, né?
Alottoni:Perde, cara, perde muita coisa.
Carlos Voltor:A parada que é foda dessa série é porque ela foi pensada para ser uma homenagem a esse período. Então não só na filmagem, na cor, no estilo de câmera, os Os holandeses, as sombras, a atuação também puxou para esses filmes.
Unknown - 1:Sim, totalmente.
Carlos Voltor:Tudo que tá construído na série, do roteiro até os detalhes, tá puxando para o noir, tá puxando para o clássico noir. Então, tipo, se você viu essa série e gostou, porra, pega para ver os clássicos. Exatamente, tem muito material desse disponível aí para tu assistir.
Unknown - 1:França e Labirinto, inclusive, que já é um clássico.
Alottoni:Ai, exatamente, olha só.
LOAD:Mas sabe outra coisa que eu achei bem legal na série também? A sinergia dos atores, tá ligado? A Janet, que é a assistente do Nicholas é muito boa. O timing de comédia na série é muito bom também, cara. Toda hora você tá dando uma risada, mesmo você tão tenso e fixo ali prestando atenção no que tá acontecendo, né?
Alottoni:Não, total. E esses arquétipos, eles funcionam muito bem. Tipo assim, a Janet é a secretária sagaz, mais esperta que o próprio detetive. Aí tinha a criança trabalhadora, a criança, para mim, ia ser foda demais, cara.
Carlos Voltor:E como ele termina no final de terninho, pô, é muito bom.
Alottoni:É muito bom.
Unknown - 1:Muito bom.
Lady Katiucha:Mais uma criança boa, né, cara? As esperanças renovadas. Ele tentou roubar a carteira do O cara fala: "I'm making a living here." Exato, ele até reclamou que foi pego.
Alottoni:"Easy, pal.
LOAD:Just trying to make a living." Faltou só a criança puxar um cigarrinho também ali. Misericórdia, misericórdia. Nessa época podia, pô.
Lady Katiucha:Nessa época podia, mas aí o realismo tem que ter seu limite.
Alottoni:Exato, eles pegaram leve algumas coisas que, por exemplo, se você comparar com um filme que tem um público jovem e também retrata essa época, que é uma cilada para Roger Rabbit. Roger Rabbit pega mais pesado, entendeu? Mas tudo bem, era 89. Tem piada tipo assim: "Isso é um coelho na sua calça ou você tá feliz por me ver?" Sabe?
Unknown - 1:Tinha um bebê fumante.
Carlos Voltor:Um bebê fumante, exatamente.
Alottoni:Fala de suicídio, fala de um monte de coisa. O drama lá do detetive que o Bob Hopkins fazia, né, é bem mais denso e mais crudo que o drama do Necrosquete que fica en passant. Você acha que vai desenvolver algo sobre a morte da esposa dele, mas acaba que não. É meio que: "Ah, ela foi o tio Ben dele." Tanto que ela que falou a frase lá: "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades." É o tio Ben inverso dele, né.
Carlos Voltor:Porque quando ela morre é que ele para de ser herói. Exato, eu achei interessante.
Alottoni:Interessante como eles mudaram certos conceitos. Muitas coisas por causa de contrato, etc., de mudar o nome dele de Ben Reilly, a coisa de, ah, a Sony não pode fazer streaming com Peter Parker, mas ele é o Peter Parker. Então aí foi legal, eu achei maneiro que eles conseguiram. Eles não só trouxeram o nome Ben Reilly, que é do clone do Homem-Aranha das Sacas dos Clones, etc., do Aranha Escarlate, mas eles ainda meteram nas entrelinhas o cara falando assim, ah, se você não tivesse trocado de nome, eu tinha achado há 20 anos atrás. Isso. Então ele trocou de nome, então ele sugere, ah, quem sabe ele era o Peter Parker, mas ele mudou de nome, mudou tudo, etc. Eu achei que foram bons desvios, sabe, dessas paradas legais.
Unknown - 1:Tanto que eles chamam ele de Spider, né?
Alottoni:Spider-Man.
Unknown - 1:Eles chamam ele de Spider-Man, exato.
Alottoni:Exato.
Carlos Voltor:The Spider-Man.
Alottoni:Eu acho que ali era The Spider-Man.
Unknown - 1:Combina bastante com a época, né?
Alottoni:Muito! Pra caraca. E os outros vilões não tem nome de Homem-Areia, tem uma hora que eles falam, né? Sandman, etc. É, o cara brinca, né?
Unknown - 1:Em dar nomes, né, cara?
Alottoni:Ele até ficou fingindo, mas assim, eu fiquei achando que o outro cara era o Electro até o final, quando eu vi que, ah não, ele é o Megawatt, é outro vilão menor ainda.
Carlos Voltor:E é uma época que os heróis eram assim, né? Você tinha The Shadow, isso, isso, o artigo e um nome simples, né?
Alottoni:Exatamente, The Shadow.
Unknown - 1:Mas uma coisa que eu gostei muito foi justamente ter essa releitura da história do Homem-Aranha, onde ele já começa velho, né? E é o cara que foi herói, que desistiu de ser e que tá nessa decadência, que é o perfeito estereótipo de filme de detetive, né? Que o cara é alcoólatra, tá decadente pra caralho, não tem cliente.
Lady Katiucha:Tá num escritório meio falido.
Unknown - 1:Isso, então isso tudo combina perfeitamente com a estética que eles resolveram trazer pra série. Então, além de ser uma série preta e branca, que tem essa coragem, né, de— tudo bem, eles meteram colorido pro público que não for encarar o preto e branco. Mas ao mesmo tempo, a história e a narrativa, ela é toda de uma outra época. Não tem uma estética, nem um ritmo de uma produção atual. Não é moderna, né?
Lady Katiucha:E também não tem muita cena de ação colocada no meio do negócio para distrair o pessoal que deve estar impaciente, que o ritmo tá lento demais. Isso eu achei muito legal.
LOAD:Não tem a luta só pela luta mesmo ali, né?
Lady Katiucha:Acho que quando aparece assim qualquer cena de luta é tão melhor, é tão mais interessante. E eles têm como fazer também de um jeito tão melhor, né? Porque não fica aqueles um zilhão de corte um atrás do outro, que a gente não consegue ver nada. Tudo bem, tem muitos cortes, mas poxa, ficou elegante, sabe? Funciona muito bem.
LOAD:Sim, até a forma como o Aranha É, ele mata os cara, né, que tem um momento que ele mira a teia nas armas dos cara e faz os cara atirar nos outro, né.
Unknown - 1:Esse Homem-Aranha não tá nem aí pra nada. É, mano. Ele joga o maluco e no trem, maluco, no final.
Alottoni:Foi lindo, foi lindo. Nossa, eu não tava esperando, cara, eu achei lindo.
Carlos Voltor:Nos quadrinhos esse Homem-Aranha tem até arma.
Alottoni:É, não, e tem tudo a ver com o personagem em si, o arquétipo do cara é fodidaço da vida, não liga pra nada, etc.
Carlos Voltor:E eu adorei que o Homem-Aranha é o piadinha, né, ele faz piada o tempo inteiro.
Alottoni:Sim.
Carlos Voltor:E eu adorei que ele tem esse lado também, né, que ele fica, porra, todas as cenas dele com o Silverman lá, o cabeludo de prata, que ele tá no escritório do cara e mandando uma atrás da outra. E o cara: "Pô, com essa tua boca aí, tu vai morrer." E aí ele manda uma outra: "Yeah, gosto de você." Pô, é muito bom, é muito bom essa relação que ele tem com todo mundo.
Lady Katiucha:É porque é tão charmoso esse tipo de herói, esse detetive que é meio estragado, meio que não tem nada a perder, mas ele não perdeu a honra. E ele é super engraçado, e ele chega nesses lugares, e o carisma dele é justamente porque ele tá no mesmo nível estragado e ultra carismático. Caraca, o Nicolas Cage entrega isso bem demais.
LOAD:Entrega bastante.
Unknown - 1:Absolute Cage, ele tá Tem um momento lá do briga do bar que é um negócio de maluco, cara. Queria imprimir isso, os frames.
Alottoni:Quando ele vai espancar os caras no bar?
Unknown - 1:É.
Alottoni:Nossa, maravilhoso isso.
Unknown - 1:Outra coisa que eu gostei bastante foi o amigo dele que é o repórter.
Alottoni:Sim, o Rob Robbie.
Lady Katiucha:É, que é o Lamar Morris de New Girl. Caraca, esse cara é muito bom.
Unknown - 1:Faz aquele quarteto, trindade quarteto, se a gente considerar o Garotinho, né, que aí aparece menos, mas que é o cara que vai investigar de fato, porque o Nicolas Cage não investiga porra nenhuma.
Alottoni:Verdade.
Unknown - 1:"Vem, vem, vem, senta aqui." Quem vai fazer tudo, descobre as coisas, tira as fotos é esse cara. Ele faz esse papel do Peter Parker jornalista, que não tem nessa série. Então ele entrou como um personagem que tem uma função ótima. E a motivação dele de querer voltar pro Clarim e conseguir a mesa dele lá, cheia de caixa, que ela tá do lado do Charlie Faddell e tal.
Lady Katiucha:E ele felizão.
Unknown - 1:Mas ele tem um arco próprio, né, de querer voltar pro Clarim, né. E nem precisa explicar tanto, a gente já entendeu. Ele era amigo do Homem-Aranha e conseguia tirar fotos do Homem-Aranha. Quando o Homem-Aranha sumiu, ele perdeu o emprego. Mas ele tá conseguindo voltar. Pô, eu achei muito maneiro, cara. Equilibra bem a dinâmica dos personagens, sabe?
LOAD:Sim, fica bem interessante, né? Todo o arco do Robbie, que vai lembrar, é o personagem clássico já nas histórias do Homem-Aranha, né? Na trilogia do Sam Raimi ele tá lá também, né?
Alottoni:Sim, sim. A história se passa em 1933, né? Então é, tô falando de Grande Depressão, etc. e tal, o último ano da proibição. Eu achei muito foda, porque claro que a trama tinha que ter a ver com a época que eles querem tratar, né? Então obviamente Acho que era uma trama em volta da proibição de álcool, no caso, de álcool.
Unknown - 1:É, exatamente.
LOAD:Al Capone ali, não é?
Unknown - 1:É, o cara era Chicago, tava agindo.
Carlos Voltor:A Lei Seca foi o que fez a máfia ficar fortíssima nos Estados Unidos.
Alottoni:Podemos dizer isso, exatamente.
Unknown - 1:Tinha Lei Seca nos Estados Unidos, mas não tinha no Canadá. Então, inclusive, existia um tráfico pesado. Acho que até cita os canadenses, né?
Alottoni:Quando ele vai naquele negócio do carro, ele estava, né, encontrando os canadenses lá que trazia.
Unknown - 1:Muito, cada vez tem uma cena também que eles estão na fronteira do Canadá, porque eles contrabandeavam, né, dos Estados Unidos e tal.
Alottoni:Achei interessante, mafioso tá brigando com o prefeito, que o prefeito vai acabar com essa merda. E aí ele fazendo, não vai acabar, você vai acabar com o meu poder, vai se foder, vai acabar com o meu negócio, meu business. Claro que isso é assunto da época, mas eu achei interessante que não tem muito peso, mas pelo menos foi comentado todo o racismo e segregação racial que existia nessa época, né. Então ele comentado, quando eles estão falando deserto, ah, eu, essa foto "É estranho porque a gente tinha batalhões segregados." Que é verdade, né. Tudo era segregado, né. O Rob vai no hotel, ele não pode entrar pela frente, né. Tá lá, brancos apenas. Aí ele tem que dar a volta pelos fundos, etc. E ainda teve uma cena mais sutil, que é quando o Rob tá de metrô, sabe? Quando ele tá de metrô, aí ele pega no metrô lá no meio de Manhattan, ele é o único preto dentro do vagão. Aí tem um cortezinho, aí já tá mais misturado. Aí tem outro corte, e aí só tem preto.
Carlos Voltor:Sim. Quando ele tá indo pro Harlem.
Alottoni:Por quê? Ele tá indo pro Harlem, exatamente. Tá indo pro Harlem, tá indo pra periferia. E aí os brancos vão ficando... Lá no núcleo, né? Cara, tipo assim, um comentário sobre racismo, segregação, etc., sutil, mas está presente na história.
Unknown - 1:Esse negócio do metrô eu percebi não dessa maneira, mas uma vez eu fui para Nova York, eu peguei o metrô do aeroporto que fica fora da ilha e fui até Manhattan. E o que que aconteceu? Na estação perto do aeroporto, que era no subúrbio, na periferia, só entrou trabalhador braçal, galera de construção, sabe? Muito preto, muito latino, né? Mas galera com calça jeans suja, butina, maleta de ferramenta. E conforme o trem ia se aproximando de Manhattan, as pessoas começaram a entrar, começaram a ser galera de terninho, de coletivo Faria Lima, sabe? As pessoas que moravam mais longe eram as pessoas que ganhavam pior e tinham trabalhos mais braçais, vamos dizer assim. E conforme a gente ia se aproximando e as pessoas iam embarcando, as pessoas tinham trabalhos, sei lá, mais de escritório, por assim dizer. Então é, então é a blue collar e white collar que eles chamam, né? E eu percebi isso nitidamente, cara, porque eu sentei com a minha malinha lá e entrou a galera de capacete pendurado na cintura, aquele colete reflexivo e tal, e daqui a pouco começa a entrar o pessoal de terninho, de tailleur, muito marcante, cara.
Alottoni:Como é real, né, a parada, até hoje, né?
Carlos Voltor:Tem bastante coisa com o personagem também do Abraham Popola, que é o Lonnie Lincoln, que ele é o Rhino, né, o rinoceronte, né?
LOAD:Eu acho que ele seria o Lápide, né?
Unknown - 1:Lápide? O que, botaram a lápide dentro de um jarro?
Alottoni:Ele é o Brutamont.
Lady Katiucha:É, né, inclusive que ele fala, né, que não vai mais se anular para ficar sob as ordens de um homem branco.
Alottoni:E o cientista lá, ele fala, né, quando vê o Robbie vai publicar, ele fala assim: ele é um negro, será que as pessoas vão acreditar nele?
Lady Katiucha:É, a mulher também no hotel, que ela fala: ah, eu vou gritar aqui, vai ser muito, vai ser um cara negro que eu vou dizer que tá entrando à força no meu hotel, né?
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Unknown - 1:Bem pontuado, né?
Alottoni:Não tem peso na história, ele é uma— porque tá lá, é, mas tá lá em vários momentos.
Unknown - 1:É assim, então tá retratado, né?
Lady Katiucha:Sim, a narrativa não é sobre isso, mas isso tá lá em todos os momentos.
Carlos Voltor:Sim, e é uma parte de motivação, por exemplo, personagem do Lápide, do Lenny Lincoln.
Alottoni:Sim, então assim, é impossível fazer uma história nessa época sem comentar, né? Tipo assim, no mínimo comentar isso. Então respeitoso que eles não passaram pano para isso e fazia parte da segregação racial institucionalizada nos Estados Unidos, né? Na época, isso é época de Jim Crow, cara. Era muito mais pesado e mais forte do que a série mostra, mas pelo menos foi comentado, né? Os caras tinham que mostrar isso. Sabe um negócio que me pegou, um detalhezinho que me pegou demais, que eu nunca tinha visto em nenhum filme do Homem-Aranha nem nada, e eu achei incrível eles pensarem nisso? Quando ele vai lá roubar os documentos lá na instituição lá, Não, não, não. Ele tenta botar aquela cambalhaça de coisa ali.
Unknown - 1:Pô, aquele é o pior detetive do mundo, mano.
LOAD:Ele nem tava preparado pra aquela situação, pelo jeito, né?
Alottoni:Exato. E aí, tipo assim, eu tava já rindo dessa cena toda, essa palhaçada toda. Aí ele sai sem a parada, né? E aí, cara, ele vai na janela e as paradas tão tudo na teia pendurada. Aí quando ele tira, olha só, como ele tirou aquele peso de papel todo, a teia ela contrai e sobe.
LOAD:Isso é muito foda. E aí o cara não vê.
Alottoni:"Vem até ele, o outro que tava atrás dele não veio." Eu falei: "Que detalhe delicioso, cara!" Essa cena é muito maneira.
Unknown - 1:E não só isso, ele demora pra tirar porque as partes estão grudadas na teia.
Alottoni:Grudadas, cara! Pô, cara, sabe...
Unknown - 1:É muito boa essa cena. Por isso que eu falei que a série é saborosa, porque ela perde o tempo nisso. O cara tentando tirar, o negócio veio grudado e tal.
Alottoni:Aí depois ele tira, eles vão andando, o negócio começa a subir devagarinho.
Carlos Voltor:Tem uma coisa que eu acho que é muito foda, que ele começa tendo já parado de ser Homem-Aranha há muito tempo. Acho que era 5 anos que ele não... 5 anos.
Alottoni:Zé, que a esposa morreu.
Carlos Voltor:E aí você vê uma progressão dele meio que reaprendendo a usar os poderes.
LOAD:Sim, isso é maneiro para caramba, mano.
Alottoni:Ele fica se alongando toda vez que ele usa, ele fica lá estalando os ossos mesmo. Isso aqui é muito bom, que ele fica, tá todo quebrado, cara.
Carlos Voltor:A hora que ele tá deitadinho depois de tomar a surra, que ele fica em posição de cachorrinho, parece uma aranha retraída, né, quando você mata aranha assim.
Lady Katiucha:E ele fica também colocando as mãos na frente da boca para tipo imitar as presas da aranha ali no começo, quando ele ganha os poderes.
Unknown - 1:Essa cena dele fazendo a presa, cara, puta que pariu! Essa hora para mim é absolute queijo.
Alottoni:É muito bacana, é muito foda ele fazer a presinha.
Lady Katiucha:Cara, quem conseguiria entregar isso desse jeito, levando a sério como levou?
LOAD:Ninguém. Não tem como, mano.
Lady Katiucha:Não tem como, não tem como. A gente tem que reconhecer que Nicolas Cage, ele é o único cara, é o único.
Alottoni:Exatamente.
Unknown - 1:Tem uma entrevista dele que é famosa gostosa essa entrevista. A pessoa que tá entrevistando, uma moça, pergunta assim: pô, você não tem— era antes dos Spider-Man e tal— ela: você não tem nenhum personagem no MCU? A gente tem que dar um jeito nisso, ela fala assim. E ele responde: I am Nick Cage, I don't need MCU.
Carlos Voltor:É muito absurdo, cara.
LOAD:Mas a gente viu um universo paralelo aonde o Nicolas, talvez vocês saibam disso, né, que acho que foi até uma das entrevistas recentes, ele era para ser o Duende Verde no lugar do Willem Dafoe, né, na trilogia do Sam Raimi. Só que aí ele tava fazendo outra parada e tal, e aí ele sugeriu o Willem Dafoe para o Sam Raimi. Sério? E aí o Sam Raimi foi lá e pegou ele, mano.
Alottoni:Puta, maneiro.
Lady Katiucha:Ele conta isso, é porque se tu chegasse para mim e dissesse assim, cara, ele ia fazer a Elizabeth Bennet no lugar da Keira Knightley, é um puta conceito. Ele entregava, ele entregava.
Carlos Voltor:A parada do Nicolas Cage é que ele é um puta ator, ele é um ator bom pra caramba. Eu acho que, pô, ele é exatamente um ator foda. Então ele é um ator tão foda, mas tão foda, que a galhofa dele fica perfeita.
Unknown - 1:É, mas é porque ele tem uma parada que é, ele é um bom ator, mas ele não se leva a sério, sabe? Então quando ele tem que fazer as paradas malucas, ele faz. Quando a cena que ele fica fazendo aquele stick de aranha lá, que ele cruza o braço, estica, cara, isso é maravilhoso, porque uma galhofa absurda assim atrapalhou ele.
Alottoni:Renato Aragão, sabe qual Mas é ele.
Unknown - 1:Só que é puta incrível, porque remete à época, né, a forma como se atuava. E tu compra, mas é engraçada, cena engraçada. Eu passei mal de rir todas as vezes, mas é engraçado, bom.
Lady Katiucha:É, mas é um equilíbrio difícil, porque ele consegue fazer isso de ele não tá se levando a sério, mas ao mesmo tempo não é como se o personagem soubesse que ele tá brincando. Para o personagem é sério, e tipo, ele entrega todas essas camadas.
Alottoni:É mais interessante ainda essa parada desses espasmos musculares de aranha, que Ele fala que ele aprendeu a controlar isso, entendeu? Então eu achei isso, deu mais uma camada pro personagem, sabe? Tipo, cara, se ele deixasse solto, ele ia estar fazendo assim, porque o outro cara que mordeu ele tá virando aranha, mano.
Unknown - 1:Tanto que quando ele começa a se alongar lá, ele apanhou e tá tudo quebrado, ele perde um pouco o controle. Tanto que ele começa a alongar e começa a ter uns espasmos e faz um cachorrinho lá, faz aquela aranha encolhida, que é muito maneiro. Essa série, cara, ela não seria a parada foda que ela é se não tivesse o Nicolas Cage. Isso é certo.
LOAD:Sim, sim. E outra coisa, não tem nada relacionado ao universo de Spider-Verse, né, da animação.
Unknown - 1:Nada, nada.
LOAD:Ele fez a voz lá, mas não é o mesmo.
Lady Katiucha:Não tem a citação no início, na primeira cena eu acho, que ele fala assim: é, eu achava que esse era o único universo que existia.
Alottoni:Ele fala assim: um dia me perguntaram que universo é esse, aí eu tô pensando nisso até hoje.
LOAD:Porque não teve nenhuma citaçãozinha, tipo, ah, eu achei que em algum momento ia aparecer o cubo. Eu falei, puta, será que em alguma cena vai aparecer num quadro, um easter eggzinho?
Alottoni:Mas nada. Porque aquele personagem, o Spider-Man da animação, ele fala, eu sou, meu nome é Peter Parker, né? Então ele conta um pouco da história lá do Lorde dele e ele não casa com isso.
Carlos Voltor:Então é porque aquele personagem vai ser depois dessa série, que agora ele vai poder assumir de novo o nome Peter Parker.
Alottoni:Não vai Fala, enquanto for série, não vai. Os advogados não deixam.
Lady Katiucha:É um negócio muito massa isso, porque a série realmente não seria a mesma se não fosse o Nicolas Cage. Então a gente, assim, eu não fico desconfortável em dizer que a série é o Nicolas Cage, mas ao mesmo tempo todos os atores, eles fazem um papel muito bom. Todos eles, eles complementam muito bem a série, eles são muito bem utilizados. A química entre eles é demais, a química do trio principal. A gente já falou aqui, mas cara, outros personagens são úteis, sabe? Não tem nenhum que tá lá para enfeitar, que a assistente dele aparece só para fazer piadinha. Já tinha. Não, não, todo mundo é necessário.
Carlos Voltor:Sim, cara, até mesmo da Cat Hardy, toda a parte dela de ir lá para buscar ajuda com ele, de seduzir ele. Eu acho que ela realmente passou a gostar dele naquela cena que ela tá no apartamento, que eles têm aquela conversa, ele conta a história da mulher.
Unknown - 1:Acho que não gostou não, acho que ela tava manipulando bem.
Alottoni:Ela tentou manipular, mas já achava que o cara tinha morrido.
Unknown - 1:Não, cara, ela, para mim, e para mim ela perde força se ela realmente gostou dele. Para mim, a parada foda é ela enganar aquele bocó, sabe, e manipular ele para ajudar o homem que Ela gostava, pô.
Alottoni:É a Felicia Hardy, é a Gata Negra, cara. Essa é a personagem, ela engana todo mundo, brother.
Carlos Voltor:Mas por isso mesmo, tem relação, ela gosta do Homem-Aranha, mas não fica com ele, né? Então, tipo, para mim ali ela até gostou dele, mas quando ela descobriu que existia uma chance de salvar o cara que ela amava, aí ela falou: foda-se.
Alottoni:Você tá puxando isso do personagem que você já conhece, que não é a mesma personagem dessa série.
Carlos Voltor:Que tá na série, ela desiste de ir embora com ele, de fugir com ele, quando ela descobre que tem uma chance de salvar o Flint Marko.
Alottoni:Certeza. Ela fala lá de Santorini, mas aí podia ser só ela.
Unknown - 1:Eu espero que não, porque para mim enfraquece ela. Se fosse, eu também acho.
Lady Katiucha:Mas, gente, isso não quer dizer que ela seja apaixonada por ele. Eles falam sobre isso em vários momentos. Eles dizem assim: ah, eu não gosto de você, você não gosta de mim, nesse sentido. Então, tipo, eu não te amo, você não me ama, mas a gente não tem nada aqui. Então a gente pode ter alguma coisa. Ela queria fugir do Silverman, ela queria fugir daquilo ali, porque ela tava precisando, na verdade, era uma pessoa que fizesse por ela o que ele faz, que é chegar dentro do apartamento e dizer: eu não imaginava que esse apartamento aqui seria o seu, porque você parece ser uma outra coisa, né? Enxergar o que é ela além dessa fronte que foi colocada ali dessa estética que foi imposta a ela. Não quer dizer que ela seja apaixonada por ele, quer dizer que se ela tá procurando uma maneira de fugir daquele cerco completamente fechado que parece impossível de fugir, surgiu uma pessoa ali que pode ajudar ela nisso, ela pode ter um carinho ali a mais.
Carlos Voltor:Mas assim, é isso, não é tipo, ah, eu sou apaixonada pelos dois. Não, a paixão dela era o Flint Marco, só que ele ia morrer, ela não tinha o que fazer. Ela aceitou ir embora com ele porque era uma fuga daquela situação.
Unknown - 1:É o famoso, sou gente boa, não tô te dando mole, que ela não tinha.
Lady Katiucha:Depois, quando ela viu ele como uma ferramenta, ela usou também, não deve ter medo, né?
Carlos Voltor:Na hora que ela descobre, ah, tem como salvar o Flint Mark, como é que eu faço isso? Ah, entregando o Spyder Noir. É isso que eu vou fazer.
Unknown - 1:Então, mas é isso, sim, mas ela ia fugir com ele.
Alottoni:Não, mas aí ela ia fugir com ele só para usar ele como uma ferramenta para ela fugir daquela situação de merda que o cara matou o cara que ela se apaixonou.
Carlos Voltor:Mas ela iria ficar com ele, ela estava ali com ele, iria fugir com ele.
Alottoni:É, mas aí dá para ir na bunda dele logo assim que chegar Santorini.
Unknown - 1:Inclusive foi ela que fez o plano todo de tentar matar o Buenabranca, né? Era tudo um sistema dela para tentar se livrar daquele lugar, né? Achei bem maneiro isso, né?
LOAD:Desde o começo, quando ela se relacionou com o prefeito lá, que ele tenta beijar ela e ele fotografa lá, acho que ela já tava tentando manipular o prefeito ali, mas aí viu que não ia dar certo porque ele achou que ia meter um beijo nela e eles iam ficar junto, e ela já desistiu, sabe?
Lady Katiucha:Ela tava procurando qualquer maneira de encontrar alguém que fosse o poderoso, inteligente, suficiente.
Alottoni:Toda essa trama é ela tentando fugir de alguma forma daquela vida dela, entendeu? Que ela tava presa e o cara é um monstro que matava quem ela gostava, ela era escravizada pelo cara. O pontapé inicial é ela pegando um cara lá, o superpoder do fogo, e pagando o cara para matar o Silvermane. Aí depois isso vai se desenvolvendo, mas a trama toda é ela.
Unknown - 1:Sim.
Alottoni:E é muito maneiro, porque ela é o arquétipo, ela é a femme fatale, ela tá manipulando todo mundo e usando as ferramentas dela, etc. e tal, para ela poder, e no caso não para se dar bem, bem, são dos outros, mas para ela se salvar. Eu acho, cara, isso é uma trama muito redondinha de filme noir, cara.
LOAD:E a parte maneira também é quando começa o plot das notas, né, marcadas. Nossa, eu achei isso muito maneiro, mano.
Alottoni:Pô, fazia tanto tempo que eu não via nota de dinheiro em filme.
Lady Katiucha:Meu Deus, cara!
Alottoni:E aí você vê, nossa, existe! Olha a importância desses papéis aí, pô.
LOAD:Ele manda é o Winston, né?
Alottoni:Não, e ele marca em lugares diferentes para cada pessoa. Achei muito maneiro isso, né?
Carlos Voltor:E aí eu achei legal porque aí mostra que ele tem algum poder de investigação.
Unknown - 1:Ele é sagaz, esse é um cara observador e tal.
Carlos Voltor:É, ele percebe isso e usa isso para conseguir incriminar o outro cara, né? Para incriminar o Winston.
Unknown - 1:Mas é legal porque no roteiro é bem estilo filme dessa época, né? Que o cara fala assim: ah, o dinheiro sempre não sei o que lá. Aí você a deixa para ele olhar a nota com mais detalhes e perceber que a nota tá marcada, e ele vai usar isso lá na frente para, né, fazer o roteiro, né, girar, né?
Lady Katiucha:Não, e os efeitos sonoros, quando a pessoa chegar, alguma realização.
Alottoni:Caralho, como eu amo isso!
LOAD:A forma também que o Sentido-Aranha é utilizado é muito maneiro também, quando vai entrar um personagem que tipo tá sendo cogitado naquela cena. Eu achei bem maneiro, que não é só um alerta de perigo, é como se fosse a intuição dele mesmo, né?
Carlos Voltor:Ele tá, eu que a parada era como se ele tivesse tendo um flashback de guerra, pelo menos para mim, do modo como ele recebe aquela coisa meio errada, meio tipo dolorida, parece que tá doendo nele.
Unknown - 1:É, mas chaqueca, né, quase, né?
Carlos Voltor:Então tipo, é como se fosse, sei lá, ele tá ouvindo a guerra acontecendo de novo, né? Ele tá tendo o trauma ali batendo nele de novo. E aí tipo, dá o aviso. Pô, achei muito maneiro.
LOAD:Tanto que tem esse momento também que entra os dois capanga lá para brigar com ele, ele fala que tá fazendo tai chi. Como que é aquele? Não pode mostrar, né, que é o Homem-Aranha.
Alottoni:Ele vai dar as teias, Caralho, não posso. É muito caro. Como rir dessa merda? É essas piadinhas dele, cara, quando ele tá no consultório da doutora e ele começa: "Dr. Collins is on the second floor." "The second floor?" "The second floor?" "The second floor?" "The second floor?" Agora, a parte que eu mais ri, sem sacanagem, que eu ri mesmo alto pra caralho, foi quando ele conta pra Janet sem querer que ele é o Spider. E aí ela fala assim: "Você já me contou?" Aí, cara, um clipe de todas as vezes que ele bêbado. Cara, eu ri tanto. Cara, ouro, ouro de roteiro, de momento, de Nicolas Cage, de tudo. Tipo assim, essa série é incrível. Óculos e chapéu penduradinho no teto com a mãozinha, sabe? Nossa, muito bom!
Lady Katiucha:E ela impaciente já também, né?
Alottoni:E ele esquece que tá sempre bêbado e ele esquece que ele contou para ela.
LOAD:Teve uma parada que me incomodou de leve, que talvez vai ser um absurdo que eu vou falar aqui. Não sei se vocês tiveram essa impressão também, mas a Doutora Faber lá, que faz o antídoto, mano, muitas vezes quando eu olhava para ela eu vinha o Giancarlo Esposito, cara.
Alottoni:Não, mas eu ficava, eu já vi isso, eu já vi.
LOAD:Aí eu me liguei, eu falei, ah, mano, eu tô imaginando Giancarlo Esposito, mano, tipo o Gus Fringer, só que de médico falando, mano.
Alottoni:Que que é a expressão dela? É alguma coisa assim?
LOAD:Caraca, mano, acho que, não sei se os olhos e a boca, alguma coisa me lembra o Giancarlo Esposito, mano.
Lady Katiucha:E aí toda hora eu ficava com ela, mas eu não acho que é o Giancarlo Esposito que eu tava pensando. Cara, eu tive isso com o prefeito. O prefeito apareceu a primeira vez, eu, meu Deus, quem é que essa pessoa parece? Quem é? Quem é? E depois eu pensei que era o Marco Nanini, Lineu da Grande Família.
Unknown - 1:Porra, isso seria foda! Uma coisa que eu não gostei, não gostei muito, foi o vilão lá, o Boina Branca lá, o Cabeça de Prata. Achei que em alguns momentos ele ficava meio, sei lá, esquisito demais no papel, sabe? Para mim ele tava meio perdido assim.
Alottoni:Aliás, o Silver Mane, né, mane é juba, né? Então na verdade ele é o Juba Prateada, né? Que eu acho que, mas assim, acho que os caras acharam que a tradução ia ficar meio—
Unknown - 1:Boina Branca é raro na tradução. Boina Branca seria uma ótima tradução, ou Boina Prata. Os personagens têm poderes, porque agora eu fiquei confuso. Aí tem o Homem-Areia, que é Homem-Aranha, que é o Flint Marko. Aí o outro eu achei que era o Rinoceronte, que tinha até uma casca.
Alottoni:Não é o Lápide, que é outro vilão menor.
Unknown - 1:Então, mas agora eu tô confuso, porque os cientistas alemães lá, eles pegavam coisas, animais, insetos, botavam um jarrinho para fazer uma transfusão para pessoa, né?
Alottoni:Mas nem todos são conectados a vilões do Homem-Aranha.
Unknown - 1:Vamos botar lápis? Vamos botar. No outro botaram o quê? Um idoso dentro do jarro para o garoto.
Alottoni:Cara, que porra é essa, cara? Não, cara, eles misturaram um monte de merda.
Carlos Voltor:Não é só É, eles criaram uma origem pra cada um deles que não tem nada a ver com os quadrinhos. Esquece a história dos personagens dos quadrinhos. A do próprio Homem-Aranha é completamente diferente.
Unknown - 1:Eu tenho uma puta suspeição de descrença pra essa série porque ela brinca com a ingenuidade da época, né? Como, por exemplo, lá o episódio que ele pede pro garoto ficar fingindo que é ele na janela em silhueta pros caras acharem que ele não saiu de casa. Isso é uma parada muito ingênua dessa época, né?
Lady Katiucha:A cabecinha do menino minúscula no chapéu.
Alottoni:Exato!
Unknown - 1:A gente aceita. Porque faz parte do lore dos filmes e tal, né? Mas eu fiquei tentando criar uma relação de poder. E eu ficava: "Qual é o poder desse jovem velho?
Alottoni:Qual o poder desse aqui?" É, você tá tentando achar o personagem de quadrinhos que não era, não precisava.
Unknown - 1:Porque aí o cara do elétrico não é o elétrico. O de fogo não é de ninguém, ninguém. Só o areia que é o areia.
LOAD:O que mais tinha isso perto de envelhecer era o Abutre, né? Que até em algumas histórias ele suga a parada pra ficar mais jovem, né? Teve isso também na série animada. Animado dos anos 90 e tal.
Unknown - 1:Porque o único poder que ele tem foi morrer, né?
LOAD:Era o... Como que é o nome daquele filme do...
Alottoni:Benjamin Button.
Lady Katiucha:Benjamin Button.
LOAD:É, mano, que ele envelhece rápido demais lá, cara.
Unknown - 1:Inclusive, a cena que a mãe cura ele, achei muito maneira, cara. Muito da época. Legal. Tá filmando ela, e a câmera gira, filma ele. E aí mostra ela de novo, ela reage quando mostra, ele tá novo. Pô, achei legal pra caramba, cara. Sem muita pirotecnia, efeito especial, simplesmente trocou o ator. É isso, funciona, a gente entendeu o que aconteceu, tá ótimo, sabe? Achei muito legal.
LOAD:É, mas ele pegou o poder mais merda mesmo, né, mano? Só ficar velho, mano. O INSS vem mais cedo para ele, é isso.
Alottoni:Nossa Senhora, tem nenhuma vantagem.
LOAD:O INSS vem mais cedo porque o cara nem aproveitou a vida, cara, e morreu com a mãe ainda explodido lá no bagulho, mano.
Alottoni:É, mas é, essa galera era plot device, era só para mover.
Unknown - 1:Mas achei bem maneiro. Lá tô pesquisando aqui para salvar geral. Não, que salvar meu filho.
Lady Katiucha:Obstinada, né? Ela é capaz de fazer coisas horríveis, abrir uma pessoa, operar numa pessoa sem permissão, dopar para que conseguisse fazer o que ela queria fazer. Ela jogou a ética para longe. Então foi muito legal quando apareceu ali o filho dela, que você fica: pô, esse personagem é muito interessante.
Alottoni:Que espetacular que a cura é metabolizada no fígado. Que parada espetacular! Assim, ele, whatever, mas assim, eu fiquei na minha cabeça assim: ah, é tanta birita que essa merda se fica curado, tá? E aí a parada se metabolizou no fígado, ele tirou do fígado do cara a cura lá dos febô dele.
Unknown - 1:Eu achei maneiríssimo isso.
Lady Katiucha:Nesse mundo aí, um fígado assim é muito valioso, cara. Meu Deus, não tem água, não tem água.
Unknown - 1:Muito maneiro que ele pega lá o recipiente, eu não sei o nome, né, que aquele pratinho baixinho lá, e tem o nome, né, Ben Reilly liver, né, fígado. E ele risca, ele apaga o nome dele.
Alottoni:É muito bom, cara. É verdade.
Unknown - 1:Sabe o que eu achei Muito legal é que assim, o cara ajuda ele a fugir, ele tá lá com aquele jaleco e tal, sangrando, aí ele acha as próprias roupas, né, e aí ele se veste e tem toda aquela cena e ele vai embora mesmo, ele não voltou pra ajudar o garoto, ele foi embora!
Alottoni:Eu achei foda isso, sabe?
Unknown - 1:Porque aí, o que que a gente espera do Homem-Aranha? Ele vai ajudar a véia e o garoto e defender. Não, não, não, vou embora, tchau, vai explodir essa merda toda, eu já fui.
Lady Katiucha:Ele não sabia nem pra que lado era, pra frente ou pra trás.
Unknown - 1:Raiz, ele tava ali maluco, tava doidaço.
Carlos Voltor:Pô, essa cena da cirurgia, toda a cena de delírio dele, caralho, que cena foda!
LOAD:Essa é muito maneira, mano, maravilhoso.
Carlos Voltor:Tipo, aranha na boca saindo, vai, aranha. Puta que pariu, que porra!
Unknown - 1:Achei maravilhosa essa cena, foi legal pra caramba.
Alottoni:E é legal que essa viagem, esse bad trip dele é maneiro porque depois do início lá das aranhas saindo, sabe, esse pesadelo, ele tá minúsculo como uma aranha e a vida dele, as pessoas Os problemas estão gigantes e todos partindo pra cima dele. Achei, né, tipo assim, é metafórico a viagem dele, né. Como ele tá se sentindo minúsculo, diminuto, sem poder nenhum. Em perigo constante, né. Não foi só: "Ah, bota um monte de elemento aí de viagem pro cara..." Não, não, cara. Os caras estão contando a história, o arco do personagem através disso. Porque tudo aqui é demônio da cabeça dele, né.
Lady Katiucha:Tem cenas que eu vejo o Nicolas Cage na sala de roteirista, gente. Tem cenas que eu vejo ele chegando e dizendo: "Não, nessa hora eu acho que ele tá sentindo isso. Eu acho que ele devia, tipo, fazer uma coisa assim." sabe, as garras. Gente, eu tenho certeza absoluta que várias dessas cenas foi o Nick Cage.
LOAD:Ah, sim, ele não tá, ele tá creditado, não tá como co-produtor, alguma coisa assim?
Lady Katiucha:Tá, tá. Mas eu digo não só essas de atuação muito física, né, de comédia física entre aspas, né, mas essas também de colocar profundidade no personagem com essas esquisitices.
Alottoni:Exato. Ele falar teia, teia, teia, teia, conta.
Unknown - 1:Isso é bom demais, cara.
Carlos Voltor:O nome é Topeia do quadrinho, porra!
LOAD:Eu não mato o cara.
Alottoni:Não, eu sei, mas assim, do jeito que ele entregou isso, funcionou bem pra cacete. Se o Tom Hardy fizer isso, Tom Hardy, Tom Hardy, vai ficar um pouco menos ruim do que o Tom Hardy. Esses maneirismos do Nicolas Cage, Cátia, que você falou, é ele falando: não, mas vou gritar até, até do meu jeito.
Lady Katiucha:Assim, é porque a gente fica brincando, mas faz sentido. Ele deve pensar assim: não, mas o cara é um aranha. E aí eu Passei dias observando aranhas e aranhas fazem isso e isso. Eu vi uns vídeos que elas fazem aquilo e aquilo e eu quero fazer isso aí também. Isso é legal, isso é importante, isso é esquisito. E realmente é um negócio interessante quando você vê o Homem-Aranha, que é um dos personagens mais inspiradores e que mais todo mundo fala, tipo, nossa, que personagem você queria ser? Queria ser Homem-Aranha, queria ser Homem-Aranha. Ele tem alguns poderes que você olha e dizer, pô, mas eu não queria esse senso aranha, tá, mas eu não queria esses reflexos, tá, mas eu não queria essa vida. É muito legal.
LOAD:E ele fala também, né, que teve que reaprender a ser humano, né, que ele ia pro cinema ficar assistindo filmes e tudo.
Alottoni:Isso, achei muito maneiro, porque ele tava virando uma aranha, né, aqueles despachos, aquela coisa. E ele falando que ele mimicava, né, espelhava.
Carlos Voltor:Ele estava vendo os filmes no ar no cinema e se tornou um filme no ar.
Lady Katiucha:E ele usa fala de filme que ele assistiu durante a série, que ele fala alright, alright, alright, alright, que é exatamente o filme que a gente viu ele assistindo quando ele tava no cinema. Então a gente vê ele performando a coisa que ele falou que fazia.
Alottoni:Exatamente.
Unknown - 1:Agora, ele devia pensar duas vezes antes de pensar em se livrar dos poderes, porque a Doutora doutora Hanschukrutz lá, que ela falou: seus exames de sangue estão ótimos.
Lady Katiucha:Palavras nunca antes escutadas para alguém da idade do Nicolas Cage. Da idade do Nicolas Cage, de qualquer idade, cara, não é possível.
Alottoni:Que é que tem um exame de sangue ótimo?
Unknown - 1:Não, e porque uma parada engraçada aqui, né, como já foi dito aqui, era época de Lei Seca, final da Lei Seca, né, mas todo mundo bebia pra caralho.
Alottoni:Sim.
Unknown - 1:E bebia o pior tipo de birita possível. E se bebia até mais do que quando Não tinha lei seca.
LOAD:E isso é mostrado na série, porque quando o Silverman, quando ele vai beber com o Nicolas Cage, ele acha muito ruim a bebida dele. E aí depois ele fala: vou te apresentar umas bebidas boas de verdade. Porque ele trafica, né? Ele é o dono do bagulho.
Lady Katiucha:É o islandês, né?
Unknown - 1:Isso. Mas é, mas o que o povo bebe é normalmente essa bebida que o Nicolas Cage tava bebendo, que não tem rótulo, que não tem nada, que é destilado no porão, na banheira. Mas exatamente. Gente, então a galera bebeu uma parada que era muito tranqueira, sabe, que fudia demais o fígado. Então o fato do fígado dele tá excelente a ponto de metabolizar cura.
Alottoni:Mas é legal, eu achei muito legal porque ele foi uma contaminação indireta do experimento, né? Sim, foi o cara que tá virando aranha que mordeu ele.
Unknown - 1:Tinha uns outros lá, louva a Deus, que a gente consegue reconhecer um pouco, né?
Alottoni:E tipo, de alguma forma o poder estabilizou nele, só nele, porque ele foi o contato This episode is brought to you by Prime.
Unknown - 2:What if you had one more chance with the one that got away?
Unknown - 1:Sam, you came home.
Unknown - 2:Based on the best-selling novel from Carly Fortune, Every Year After follows childhood friends Sam and Percy as they reunite in the dreamy, nostalgic lakeside town of Berry's Bay. Love can be hard to find, so if you're lucky enough to find that person, never let go. Second Chance at First Love: Every Year After, streaming June 10th, only on Prime.
Carlos Voltor:E nessa cena, depois que ele é mordido, ele manda queimar todo mundo.
Unknown - 1:Ah, não lembro, porque tava todo mundo meio morto naqueles negócios, né?
Carlos Voltor:Todo mundo que tava ali já meio criatura, meio sei lá o quê, ele manda queimar. Então não tem perigo de ter outro que vem dali.
Alottoni:É, eles têm que meio que matar o experimento e conter, né? Para que não vai ter um milhão de super-heróis, o caralho. E aí vai, destrói parada contém, tanto que até a cura no final só sobra uma.
Unknown - 1:Eu achei muito maneira essa luta final com as seringas pré-carregadas, que não faz sentido nenhum, mas tudo bem, né? O cara andar com a seringa, né, aberta de vidro, sabe assim? Nossa, vai dar tudo errado. Mas eu achei muito maneiro, né, a cena que elas vão quebrando e não consegue usar. Tenta primeiro lá no lápide e a parada não entra. Aí o cara acerta no olho. Puta, achei muito maneiro essa cena, cara.
Alottoni:Muito legal.
LOAD:Até a cena, né, depois Sabe quando o Robert Pattinson, ele se transforma no Spider-Noir, né? Pra entregar as paradas, que eu não tava esperando que ele ia chegar ali.
Unknown - 1:Nossa, foi muito mais que ele chegou.
Alottoni:Uou, uou, uou, o horário chega até todo mundo. Pô, cara, então nessa cena eu me senti assistindo um episódio, tipo, do Batman da década de 60. Não no sentido de que eu tava vendo um negócio do Batman, mas no sentido da aventura onde o herói está numa situação impossível. Em apuros. Em apuros. E você fala assim: "Como ele vai sair dessa?" Eu fiquei assim: " Cara, ele pra aparecer de novo, ele tem que sumir daí, cara." E tal. E eu nem me liguei que o Rob poderia chegar lá. E eu achei esse teatro deles ótimo, cara.
Unknown - 1:Nossa, achei maravilhoso, cara.
Alottoni:Ótimo, porque eu não esperava. É simples, não é nada super elaborado, é simples. E foi sonhando, cara.
Unknown - 1:Não, e quando eles dão a injeção nele, eu tava contando as seringas, né?
Alottoni:Aí, "Ai, caralho, menos uma." Pô, e achei isso excelente, porque, cara, é claro que eles fariam isso, tirariam o poder do Spider-Man.
Lady Katiucha:E a máscara.
Alottoni:Perfeito que não era ele. Cara, que incrível! Que resolução legal!
Carlos Voltor:Não, e essa cena eu achei muito legal também, que o Hobbit chega todo cheio de marra falando: "Não, mas eu vou ganhar a luta aqui de vocês." E aí o Ben Reilly, né, o Nicolas Cage, falou: "Cara, você não se recuperou ainda da última luta, você ainda está mal." Exato.
Lady Katiucha:Você não é mais novo.
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Unknown - 1:"I'm actually in great shape. Yeah, fit as a fiddle.
Alottoni:Downright spry." "I'm merely suggesting that you might not want to leap headlong into confrontation so soon after your big battle with Lonnie Lincoln." Na verdade, ele tava falando porque ele não ia se garantir.
Unknown - 1:Porque o poder dele não tá funcionando, que ele tá lá overacting, sacudindo o braço que nem um louco e não sai batendo.
Alottoni:Muito maneiro, cara.
Carlos Voltor:Pô, essa cena tem um momento de tensão que é exatamente ele tentando usar o poder enquanto o Silverman lá tá ameaçando a Cat. Caraca, aquela cena fica tensa ali, tipo, será que ele vai matar ela? Toda essa construção, tipo, a parte de drama, de comédia, tipo, funcionam muito bem.
Unknown - 1:Não só a Cat como a Ruiz, né, a Janet, que também tava lá. Eles pegaram ela porque ela tava na porta do clube, então a tensão tava grande naquela cena, né?
Lady Katiucha:Nessa cena aí, quando começa a confusão, né, e aí a Cat pega a arma dela minúscula, ela é grandíssima, e ela fica naquela postura perfeita assim para frente de frente, a câmera pega ela bem de frente, ela apontando a arma, e é tão clássico, é tão bonito. E aí de novo sai e ela vai para aquela sala de espelhos junto com o Silvermane e fica ali.
Unknown - 1:Nossa, muito legal!
LOAD:Que essa cena me lembrou Conan, né?
Unknown - 1:Ah, o labirinto do Conan, o Conan the Destruidor.
LOAD:É, porque eu acho que foi a primeira vez que eu vi uma cena de espelho assim, ficou marcado. Falei: olha que legal, a referência a Conan! Mas provavelmente não era, né?
Unknown - 1:Então também é, mas é porque isso é uma estética bem bem característica dessa época de usar salão de espelhos para criar essa confusão, né? Eles usam bem no filme, né? Assim, é bem maneiro essa cena do— que não faz muito sentido, né? Aqui, que lugar é esse, né? Que tem muitos espelhos. Até faz, se você quiser, porque tem um show dela, o segundo show, que o palco atrás é de espelhos, né? Então, teoricamente, seria um pedaço desse palco para onde eles foram.
Lady Katiucha:Faz todo sentido, porque ali atrás é onde estão guardadas as coisas do teatro, porque ele é tipo como se fosse um teatro Tem um monte de props de Egito antigo.
Unknown - 1:É verdade, é verdade.
Lady Katiucha:E aí tem uns espelhos, então...
Unknown - 1:Mas a cena é maneiríssima assim, cara.
LOAD:É muito maneira.
Alottoni:A cena da cariação total dos heróis e dos vilões, né, cara? Essa cena foi muito... E a frase que eu vou levar pra vida, eu não posso esquecer essa frase: "Ela está cheia de mijo e vinagre hoje". Eu falei: "Nossa, que descrição incrível!" Mijo e vinagre! Ele até repete: "Mijo e vinagre". "Tão muito hot. She's full of piss and vinegar today." Eu acho uma excelente descrição, né, de dizer que a pessoa tá azeda, que ela tá tóxica, né, difícil de lidar, né. "Piss and vinegar." É porque eu odeio vinagre. Tem gente que bota vinagre em comida, eu acho que nem botar gasolina em comida. Mas é.
LOAD:O cara tempera a salada com molho shoyu só e sal. Não, não põe um vinagrinho, não põe...
Alottoni:Peraí, tu botar molho shoyu e sal, você tá com problema de pressão já. Já, já vou te avisar. Não tá certo não, Lúcio. Lúcio Shonho, ressalva.
LOAD:Não, eu ponho vinagrinha, eu ponho um azeite ali, pá, mas pô, vinagre é bom, pô.
Alottoni:É, não, mas eu acho vinagre, para mim é óleo, é óleo de carro.
Carlos Voltor:Fazer um vinagrete.
Unknown - 1:Vinagrete.
LOAD:Vinagrete. Nossa, vinagretezinho, mano.
Alottoni:Vinagrete azeite.
Lady Katiucha:Ué, a hipocrisia.
Unknown - 1:A gente tá se encaminhando pro final aí, eu acho que a gente tem que voltar um pouco porque pra mim tem a melhor cena de luta que é a igreja do Kingsman dessa série, que é ele no bar, cara.
LOAD:Ah, essa aí...
Unknown - 1:Esse é o momento absolute cage desse seriado, que ele bebendo lá, Ben Reilly, e aí chegam os valentões que pegaram o dinheiro do Silver Man, que roubou do prefeito, não sei o quê, e começam a escrutizar ele. Ele sai do bar, só coloca a marcha, Acho que ele tá completamente bêbado. Só coloca uma roupa e volta. E tem uma cena maravilhosa de luta, puta, foda demais. Tudo é muito legal, coreografado, divertido. E aí no final, quando ele vence os caras, ele vira o Nicolas Cage. Ele esquece que ele é o Ben Hur. Ele faz aquele "yeah" e dá aquela sacudida.
Alottoni:Cara, é tão maravilhoso.
Unknown - 1:E aí o cara dá o fica feliz que para ele levanta a máscara, levanta a máscara toda errada, que é uma máscara grossa. Mas cara, e é muito Homem-Aranha isso, né, ficar com a máscara levantada parecendo a boca e tal. E ele, cara, que deleite essa cena, cara, de verdade.
Carlos Voltor:E a gente descobre que ele luta melhor bêbado, porque de todas as lutas antes dessa ele sempre tava se ferrando. Essa é a primeira luta que ele consegue ganhar de todo mundo e terminar feliz.
Unknown - 1:É porque essa ele quer lutar, né? É porque ele quer, as outras ele tá se defendendo. Essa não, ele chega essa merda, agora eu sou Homem-Aranha, caralho!
Carlos Voltor:É porque ele é mestre na Spider-Drank, Drunk Spider-Fu.
Lady Katiucha:E é um monte de civil ali, né?
Alottoni:Também tem isso. E aí quando ele tá bebendo com aquela máscara toda troncha na cara, levantada e tal, aí o cara fazendo: "O que que você tá fazendo?" Ele: "Tô bebendo, parece o quê?" Cara, que pontuação, que pontuação. É bom demais. Ouro.
LOAD:E ele conversando com o barman também sobre ele ter o antídoto na mão, e aí o barman acho que tá falando do copo de uísque.
Alottoni:É muito bom. É, ele fala assim: "É graças a isso que eu tenho um negócio funcionando, né?" Tipo assim: "É graças a esse antídoto aí." Aí você vê que era lei seca, tinha um bar vendendo bebida lá, cara. Não era nem espiquinha daquela velha lá, nada. Era mais ou menos que era ali underground, etc.
Unknown - 1:E é muito bonito quando ele tá sentado assim, aí tem uma cena que mostra ele, o balcão, bem em perspectiva, e aí no fundo tem lá uma espécie de exaustor, alguma coisa assim, girando lentamente, né? Não tão lento, mas tá girando ali, você vê ele girar e a luz entrando. Puta, muito legal, cara. É verdade que o acesso...
Alottoni:É porque assim, tava no fim da Lei Seca e todo mundo tava meio que ligando foda-se, né? Tipo assim, não é? E a Lei Seca não foi uma coisa tipo do dia para o outro, né? O negócio tava morrendo aos poucos, né? A proibição.
LOAD:É, até tem aquele político lá, né, que uma das propostas dele é liberar.
Alottoni:É o prefeito, que ele queria se reeleger, tipo, acabando com a Lei Seca, que de fato acabou em 1933, né?
Unknown - 1:Então, Intocáveis, que eu citei aqui, que é um filme massa também, que vale a pena ver e tal, sobre essa época, né? Eliot Ness, Al Capone, combatendo um, brigando com o outro, né? O Eliot Ness combatendo lá o contrabando de bebida sabidas. E aí no final do filme o repórter chega e fala: "Olha, parece que eles vão acabar com a Lei Seca, o que você acha disso?" E ele responde: "Eu vou tomar um trago." Que é isso, todo mundo já bebia, já era uma parada normal, sabe? Só que era a lei, ele era um oficial da lei, tinha que cumprir, mas era a guerra antidrogas antes guerra antidrogas.
Alottoni:É, e aí não deu nada certo, né? Proibição não dá certo, rapaz. Ali meio que já tava meio que as caras, né? Porque já tava para acabar, etc. e tal. Mas eu e o David, a gente foi em Nova York, tem um museu da máfia, mas não é num prédio para o museu, é num prédio mesmo onde tinha os piquis de verdade. E tem toda uma história, você entra lá, é super baratinho, mas é pequenininho, sabe?
Unknown - 1:Mas é que você entra pelo açougue, né?
Alottoni:Então o cara falava assim que era muito mais escondido, né, antigamente. Quer dizer, claro, a polícia Todo mundo sabia, tava todo mundo no bolso dos mafiosos, das birita e tal, não sei o quê, era assim que mantinha. Mas os piquises eram num prédio que os caras compraram e eles inventaram uma reforma. Então todas as janelas, todas as portas eram tudo tapado com madeira. E você não entrava no prédio pelo prédio. Do outro lado, em anexo, tinha outro prédio que você entrava num açougue.
Unknown - 1:Isso.
Alottoni:Aí você entrava no frigorífico do açougue e dentro do frigorífico do açougue tinha uma porta que você entrava no prédio dos piquises. Aí o cara falava assim, que era assim, a galera via muito gente entrando assougue sexta na happy hour da sexta, e aí sai 3 horas da manhã um monte de gente saindo bêbada do açougue, cara. Real, real. Tá no museu, tem toda a história, tem um cofre lá que os cara da Rombodia, os cara conta toda a história do cara que fugiu, levou dinheiro, e aí quando eles abriram, o cara que comprou o prédio na década de 60, sei lá, 30 anos depois, achou a porcaria do cofre, quando abriu o cofre tava todo vazio, tinha uns pratos podres com lagosta podre.
Unknown - 1:É, que o cara deixou a comida, roubou dinheiro.
Alottoni:O cara roubou dinheiro O cara roubou, um dia o cara fugiu para Alemanha, roubou, abriu o cofre, tirou o equivalente, sei lá, 2 milhões de dólares do cofre.
LOAD:Caraca!
Alottoni:No dia que tava tendo uma festa nos piquenizes, porque o lugar tinha um palco, era bem esse esquema de show, sabe? Aí os caras, a polícia tava cercando, tava todo mundo, aí o cara falou assim: vou fugir, vou pegar o dinheiro. Porque ele tinha um túnel, ele tinha 2 piquenizes e tinha um túnel que levava ele para outro lugar, ligava no metrô, entendeu?
LOAD:Caramba!
Alottoni:E é, cara, A porra do prédio era inteiro dinamitado, tipo assim, tinha dinamite, tipo assim, se um dia o FBI bater essa porra aqui, é porque o cara que comprou na época de 60, ele começou a tirar, ele de repente, caralho, maluco, tem explosivo nas paredes, ele teve que chamar o FBI. Loucura, é, cara, é muito foda esse modelo. Aí o cara, porque era assim, ele faz assim, se um dia tiver batida FBI aqui, é que a gente não consegue controlar, o cara preferiu explodir o prédio com todo mundo dentro e fugir pelo subsolo e ir pro metrô do que, sabe, enfrentar a polícia, caralho. Mas aí nunca aconteceu isso, o cara fugiu com o dinheiro e ele deixou os pratos com lagosta dentro do cofre, fechou o cofre e ficou lá por 30 anos.
Lady Katiucha:Caraca, é muito maldade.
Unknown - 1:Mas o açougue, ele era um açougue mesmo, vendia carne. De dia as pessoas iam lá, comprava, aí começava, no final do dia, início da noite, começava a entrar um monte de gente de terno, casaco de pele, Um açougue.
Alottoni:Mas é muito bom. Então se você tá, vai Nova York aí, procura o Museu da Máfia. Ele é super escondidinho, tipo assim, na parada óbvia, na parada turistas que todo turista vai.
LOAD:Até porque é um museu de uma máfia, né? Então, né, quebrar a imersão, né?
Alottoni:Tem que saber a senha. Eu nunca li, tu leu? Você já leu os quadrinhos?
LOAD:Sim, mas é curto, são só 2 volumes só, não tem muita coisa não.
Alottoni:É, imaginei uma história especial com essa ideia, com esse conceito legal de você explorar o Homem-Aranha. O que eu conhecia do Spider-Man era o que eu vi no Spider-Verse.
Unknown - 1:Mas o Spider-Man dos quadrinhos, ele tem teia ou ele usa um grappling hook?
LOAD:Não, ele tem as teias também orgânicas, só que ele não é mordido, né? Ele é mordido por uma aranha, mas é uma aranha— é tipo uma maldição lá, né?
Unknown - 1:Ah, mas isso é uma parada muito da época também, desse negócio da— A maldição do Egito.
LOAD:Isso, exatamente. Porque nos quadrinhos é a galera do Norman Osborn tá mexendo com tráfico, roubando umas paradas assim de relíquia do Egito e tal. E eles deixam cair uma caixa e essa caixa tá cheia de aranha. E aí uma delas morde ele, amaldiçoa ele com isso, tá ligado? Totalmente assim.
Alottoni:Mas assim, a parada genética acontecendo na Primeira Guerra faz sentido. Eu fui até dar uma olhada para isso. Pera aí, tinha esse conceito genético nessa época? E tinha, né? O conceito científico de genes é do século 19, do cara chamado Gregor Mendel, que fez um estudo com ervilhas, etc. Em 1910, Thomas Morgan já mostrou que existia genes, que você consegue, né, genes tem uma informação hereditária que eles existem fisicamente dentro dos cromossomos. E 1928 é que a gente entende que na verdade que os genes podem ser transferidos. Os experimentos aconteceram na Primeira Guerra, que é entre 1914 e 1918. Então eles dão uma brincada assim, mas os conceitos genéticos existiam. Não existia o conceito de DNA, DNA só em 1952 que foi descoberto, etc. e tal. Mas esse conceito de genes, eles funcionam nessa época. Eu fiquei até, eu fiquei bolado, eu fui pesquisar porque eu falei: existia isso? Porque para mim fazia mais sentido essa coisa da magia.
Unknown - 1:Não, porque já existia cruzamento de bicho, esse tipo de coisa que é, né?
Alottoni:É, mas o gene já existia no conceito científico e o entendimento do que eles transmitem, entendeu?
Unknown - 1:Eu sempre me incomodo um pouco quando quadrinho começa a misturar muito um negócio de magia. Magia, Deus, para mim fica meio maluco demais. Então eu, para mim, para o meu gosto, eu achei mais legal ser essa parada mais mundana, não só da parte genética dos experimentos, mas também da aventura da série em si, que é lei seca, é política, é esse cara querendo montar uma super gangue, né, e a garota tentando se livrar dele, que ela tá com uma situação de terra dali e quer o namorado. Eu achei muito mais maneiro e mais fácil, palatável, do que a gente começar a meter uma aranha mística amaldiçoada e contrabando de arte egípcia.
Lady Katiucha:É que eu acho que a história ia para outro lado, né? Ia para um lado mais Indiana Jones, e aí ia ser outra história, outra história. Eu não me incomodo com esse tipo de coisa, mas aí quando sai desse lado da fantasia para ser mais ficção científica, acho que se encaixou melhor.
LOAD:E é bem arredondinho, né, a série? Eu não sei se ela precisaria, para mim, de uma segunda temporada, né?
Alottoni:Precisa, né?
LOAD:É, eu achei bem redondinha, todos os plots foram resolvidos ali, os vilões que tinha já acabou ali. Eles podem criar forma de surgir novos, né?
Unknown - 1:Então, o problema é a maldição da segunda temporada. Eu acabei de ver uma série agora da Apple TV que chama Margot está em apuros, eu acho. É isso, que é Margot has money problems, o nome em inglês. É excelente, excelente, todo mundo perfeito, atuações foda, uma temporada, história fechada, mas eu já ali que vai ter segunda temporada. Eu falei: para quê? Não tem, a história é ótima, perfeita, vai contar mais o quê? Tá tudo perfeito, final, ponto, é isso, acabou, sabe? Final ótimo.
Alottoni:Eu achei isso de The Last of Us, e aí veio 2, eu falei: não, para quê? E aí foi.
Unknown - 1:Não, assim, mas no caso do Spider-Verse, assim, eu vou reclamar de uma segunda temporada? Agora, nesse momento, eu não reclamo, porque eu achei que a série foi muito bem feita, muito bem pensada no roteiro, na Tudo amarradinho. Nicolas Cage sendo Nicolas Cage. Então assim, se eles tiverem o mesmo tempo e o mesmo esmero, eu acho que eles podem vir com uma coisa muito legal aí.
Lady Katiucha:É, mas nada é garantido, né? E já tá tão bom até agora.
Unknown - 1:É, precisar não precisa, mas nem a primeira foi garantida, cara.
Carlos Voltor:A primeira não foi garantida, a gente teve essa surpresa. Pode vir uma segunda, pô, mas a gente não precisa.
Lady Katiucha:Eu acho que essa aí tá ótima, mas eu acho que esse é o cenário ideal, é a gente acabar uma temporada gostando muito, é a temporada tendo um fechamento que é bom o suficiente. Se não tiver nenhuma segunda temporada, tá todo mundo de boa, não fica aquele negócio de ai, "Ah, ele foi cancelado, tô insatisfeita pra sempre." E se tiver uma segunda temporada, tem como surpreender negativamente? Com certeza, mas aí qualquer coisa a gente não vai.
Alottoni:Mas sabe o que eu achei interessante que tem no marco desse, que pode explorar pra um próximo? A Cat pergunta pro Silverman, né: "Você tem tudo, você bebe o melhor whisky, você é dono dos melhores bares da cidade, não sei o quê, mas por que você tá sempre em treta? Por que você luta?" Aí ele fala que pela luta. E o Ben Reilly, ele passa pelo o mesmo questionamento, tipo assim, por que que você fazia isso? Ele falou assim, pela emoção, sim, porque eu gostava e agora não gosto mais, entendeu? O vilão e o herói, eles são dois sem propósito, entendeu? Eles não têm propósito e eles só fazem pela emoção do poder que eles têm. Até que o poder, no caso do Ben Reilly, né, ele acabou levando à morte da esposa. Ele falou assim, caralho, se ela não tivesse me conhecido, assim, eu estraguei isso com meu poder. Se ela não tivesse me conhecido, é que é o drama do Homem-Aranha, né, dele proteger as pessoas que ele ama. Tinha uma época que era toda hora, cada 12 revistas, ele tinha que terminar com a Mary Jane, porque, ó, não dá, não dá, você vai morrer. Então aí ele brigava com a Mary Jane, e a Mary Jane ficava puta com ele, e ele ficava— Eu falei: chega desse arco, coitada da Mary Jane, cara, termina uma vez só e não volta, ou fica com ela. Mas assim, é legal que—
Unknown - 1:Isso é um relacionamento tóxico.
Alottoni:O legal que eu achei é que ambos não tinham propósito, faziam pela emoção de usar o poder que eles tinham. O Rob fala pra ele: "Cara, você pode não querer admitir, mas você é uma pessoa boa." Eu acho que esse arco termina dando propósito pra ele.
Unknown - 1:Sim. Mas eu acho que a gente, numa segunda temporada, a gente perde ótimos elementos que essa temporada teve. Que é ele ser esse cara atrapalhado, que é ser esse beberrão irresponsável. Isso dá muito charme e graça da série.
Alottoni:Acho que perde.
Unknown - 1:Se ele vê se essa história tá concluída e ele virou aquele Homem-Aranha, né, salvou o dia no final das contas, a gente vai ter o quê? Assim, pode ter uma boa história, não tô dizendo que não tem não, juntando boas cabeças com certeza tá. Mas aquele cara atrapalhado, a gente vai ter o bebeirão ou ele vai deixar de beber, sabe? Vai acabar a lei seca. O que que a gente vai ter no próximo arco? A gente tem algo tão maravilhoso agora, às vezes eu fico assim, precisa, precisa de uma continuação.
Alottoni:Constantino no final do filme botando os chicletinhos de nicotina. É, aí ele vai, acho que ele vai para maconha.
Unknown - 1:Nossa! E aí eu tenho medo dele descampar às vezes para parte mística e começar a ficar meio doido demais. Eu não sei, eu prefiro ficar feliz com essa temporada, satisfeito, pra gente ter um final maneiríssimo, cara. A luta final, eu só me incomodei um pouco lá com Homem-Areia, ele podia tentar um pouco mais, né? Porque é só soco, mano, é só. Parabéns pro gordinho do raio que sabe usar o poder.
Alottoni:É, ele usou bem, mas era chato também, chato pra Mas aí o poder dele tava na atitude, cara, porque o gordinho ele tem que ter atitude pra não sofrer bullying, irmão.
Unknown - 1:Mas ele sabia usar o poder, ele botava a mão na água, botava a mão no carro, né? Ele sabia que a eletricidade conduz e tal.
Lady Katiucha:Mas é porque ele é um atral desde o primeiro momento, ele tá ali no personagem dele fazendo drama o tempo inteiro. Na hora que tá todo mundo com roupas escuras, ele é o único com roupa clara, ele nunca quer ficar no background.
Unknown - 1:Tanto que eu achei que o final dele, ele ia ser curado, porque é pra para ele ia ser a maior punição, porque ele gostava do poder, ele gostava daquilo, de ser aquela pessoa, de ter aquele palco maluco dele, de ter poder. Então se ele tomasse a injeção e perdesse o poder e voltasse a ser só o gordinho sem talento, ia ser um— assim, a morte dele foi maneira, né? Não vou dizer que não foi. E lá ele transformar o Homem-Aranha em vidro foi legal pra caralho, maluco. Puta que pariu, que cena de luta maneira aquela ali do final, cara.
LOAD:E o mais legal para mim também é eu conseguir ver essa série sem precisar ver 30 séries da Marvel antes e saber que no Não vou precisar ver mais 20.
Alottoni:Exato, é só isso, início, meio e fim. Olha que coisa maravilhosa que você lembrou, Lourdes! Isso é uma coisa rara. Nossa, cara, obrigado, Sony.
LOAD:Não tem que ficar procurando referência. Ah, esse personagem é aquele que apareceu na série da Ms. Marvel que eu não vi. Ah, o Justiceiro!
Alottoni:Nossa, eu tava com vontade.
LOAD:Que ainda assim tu ficou procurando história porque eu não assistia do a série, a do Demolidor 9, eu fiquei: nossa, será que eles vão colocar alguma coisa para casar no futuro com Doomsday?
Alottoni:Nossa, não, sabe?
LOAD:Eu fiquei nessa, tipo, será que vai ter alguma coisa de Doomsday aqui?
Alottoni:Então, tá vendo?
Lady Katiucha:As algemas, a gente que coloca na gente mesmo. A galera tenta tirar, a gente não deixa, pô.
LOAD:Não tem como, né, mano?
Alottoni:A gente já foi treinado, ele tá associando. A campainha tocou, a gente tá salivando.
Lady Katiucha:A gente precisa passar um tempo se distraindo aí, assistindo várias séries tipo essa. E ah, não, não tô mais procurando easter eggs.
Alottoni:Agora, de repente, eu tô "Eu tô assistindo o negócio porque eu quero ver, tipo, a história e não a conexão com tudo que veio antes e depois." Que aliás foi a primeira crítica que eu vi antes de ver a série, que é: não existe fadiga de filme de herói, existe filme de herói merda, ruim, que não é... É só fazer a história redondinha, funciona, entendeu? E aliás, uma coisa que eu queria falar sobre essa série, que pra mim é o sentimento geral, era que o Spider-Noir, ele é um conceito incrível, que eu tava mencionando lá, que Puta, que legal a ideia de um Homem-Aranha na época da Grande Depressão, preto e branco, de chapéu e sobretudo, todo de couro.
Unknown - 1:Um cosplay fácil, inclusive, né?
Alottoni:Exato, exato. Mas assim, o conceito, pra mim que não conhecia, não tinha lido nada, só visto na animação, o conceito é legal. Ele na animação do Spider-Verse, ele é ótimo, mas ele é um personagem secundário. Sim. Ele tá ali fazendo—
Unknown - 1:Terciária, até assim, né?
Alottoni:É, ele tá pontuando momentos legais, etc. Etc.
Unknown - 1:Então o que que acontece?
Alottoni:A gente tinha uma situação e um conceito muito legal, que era o Spider-Noir. E aí eu fiquei me perguntando: mas será que tem uma história que sustenta isso por si só? Não porque ele é o Homem-Aranha diferente, ex, alternativo de uma outra época. E teve.
Lady Katiucha:A gente falou muito isso, a gente falou muito isso na época.
Alottoni:A história sustentou sozinha, tanto que ele aparece pouco de Homem-Aranha.
LOAD:Eu achei que apareceu pouco. Para mim, ele como Homem-Aranha assim não me incomodou não.
Unknown - 1:E achei que foi pouco, é, e não me incomodou porque Mas tem os momentos clássicos de Homem-Aranha. Claro que tem. Que é a máscara levantada com a boca de fora, máscara rasgada.
Alottoni:Exato, no finalzinho.
LOAD:E aqui a gente tem que falar, a maioria das referências aí é da trilogia de Sam Raimi. A camerazinha, aquela câmera é do Espetacular, né, dele da primeira pessoa, né. A primeira vez, acho que é no Espetacular que aparece. Mas a máscara rasgada, tem vários momentinhos ali que me lembra muito mais o da trilogia Judson Raimi, cara.
Carlos Voltor:Uma coisa que ficou foda, que eu achei que podia ter tido mais, é a hora que ele acende os óculos.
Alottoni:Ai, muito legal.
Unknown - 1:Então, eu não sei se podia, porque tá perfeito, cara. Ele marca nos momentos que precisa, quando ele tá saltando, depois no momento de piada, quando ele tá escrevendo no escuro com os óculos, chapéu, cueca, e ela entra e ele tá com os óculos. Ele desliga lá, ele bota os óculos, desliga. E eu acho que apareceu na medida, acho que não precisava mais não, marcou o suficiente, cara.
Lady Katiucha:Ai, cara, não reclamaria de mais cenas com esses óculos e ele em meio aos escuros e a fumaça atrás de Nova York assim, não reclamaria.
Alottoni:É verdade, a Dagota tem razão, essa série foi muito bem equilibrada.
Unknown - 1:Agora, tem uma pergunta aqui, vocês estão falando: "Ah, nem apareceu tanto o Homem-Aranha e foi ótimo." Estão preparados pro Lanterna Verde? Será que vai ser bom?
Alottoni:Ah, não, cara. Why? Why? Dois pesos, duas medidas, então? Se a história se sustentar, eu vou aplaudir. É uma história de detetive. Sim.
Unknown - 1:Ele não usa os poderes.
Carlos Voltor:Aí vocês não viram o último trailer.
Alottoni:Não vimos o último trailer.
Carlos Voltor:Não, eles só botaram as cenas que aparecem os poderes, que aquelas cenas todas que a gente viu basicamente, só que com o take a mais que ele tá usando os poderes.
Alottoni:Eu vou te dizer, apesar da gente ter detestado e zoado pra caralho o trailer, eu acho que existe a possibilidade de ser bom o roteiro em si.
Unknown - 1:Olha aí, o Homem-Aranha tá sendo amigo da vizinhança até por concorrência.
Alottoni:Pior que sim.
Lady Katiucha:Mas cara, assim como O melhor temperar a fome, a expectativa baixa é a melhor coisa que a gente pode ter na hora de assistir uma série dessa.
Alottoni:Olha, eu tô empolgado para ver o filme do He-Man, eu quero gostar.
Unknown - 1:Marcelo tá fazendo lobby a favor do He-Man.
Lady Katiucha:Faz tempo, hein, faz tempo.
Unknown - 1:E tá conseguindo, tá mudando a cabeça da pessoa.
LOAD:Olha só, você viu que teve um trailer que saiu lá com a música dos anos 80 lá, né, da Alegria, né?
Alottoni:Porque virou Virou uma reclamação do Nerdcast. Exato.
Unknown - 1:Usou minha gente demais. Olha só, vou te falar, tá ficando até chato o quanto eles estão usando as nossas dicas. É verdade, porque, ó, os Pai Nosso só existe por nossa causa, é a pura realidade. O trailer do remake com a música do Balão Mágico, nítido que eles viram no NerdOffice, nítido.
LOAD:Eu nunca vou esquecer do filme Caramelo também.
Alottoni:Superman, que foi—
Unknown - 1:caralho, bem lembrado!
LOAD:Até o título do filme, mano.
Unknown - 1:Nossa, gente, a influência é demais. Aí a gente reclama que não tem Lanterna Verde na série da Lanterna Verde, os cara lança um trailer só de cena de Lanterna Verde. Eu não sei o que esperar mais, cara.
Lady Katiucha:Às vezes a gente tem que ter cuidado com quem reclama também. Com grandes poderes vem grandes responsabilidades.
Alottoni:Este Nerdcast foi editado por Radiofobia Podcast e Multimídia.
Unknown - 1:There's a new way to Sweetgreen.
LOAD:Meet Grab Wraps.
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